Prévia do material em texto
Então hoje nós vamos falar de esôfago. Leitura do Caso Clínico. Informações no caso que chamam atenção: Queixa principal: precordialgia, náuseas e vômitos, dificuldade de deglutição e perda de 16 kg. ● Dados clínicos relevantes: sem febre, bom funcionamento intestinal, boa diurese, comorbidade de hipertensão arterial sistêmica, tabagismo e consumo de álcool. ● História familiar: negativa. ● Cirurgias prévias: nega. Que doença é essa que deixa o paciente com uma síndrome consumptiva, perdendo peso e que está entalando? Será que é um tumor de reto? Então você começa a raciocinar, será se é câncer? será se é uma doença benigna? mas está perdendo muito peso. Sobre Hábitos/Vícios: Multiplica o número de maços x o ano e dá a carga tabágica. OBS: SEMPRE TRABALHAR COM HIPÓTESES SINDRÔMICAS. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY Síndromes Esofageanas Transcrição por: Aminadá Neto Professor: Thiago Pereira Diniz Data da aula: 01/03/2023 http://www.bjorl.org/pt-clinical-characteristics-for-conservative-therapy-avance-S2530053920300250 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ Então, nesse paciente parece que ele tem uma doença no esôfago, parece ter alguma coisa alta nele que está tendo disfagia (dificuldade de deglutir). Então, será um megaesôfago que está dando uma acalásia? Será uma insuficiência cardíaca? Será uma neoplasia? Divertículo de esôfago? Você vai examinar o paciente e fazer exames complementares (lembrar de pedir coisas que tem sentido). E assim traçar um plano terapêutico. E aqui eu apresento a vocês todas as doenças do esôfago, então o esôfago ele tem doenças inflamatórias, como doença do refluxo esofagite que se não tratada leva ao esôfago de barret, que é uma mudança do epitélio do esôfago. Dismotilidade é o distúrbio motor do esôfago que o grande exemplo é acalasia que é muito causada pelo trypanosoma cruzi a doença de Chagas. Temos também causas mecânicas como tumores e divertículos. Corpo estranho fica mais fácil porque temos a história para suspeitar, aqui tempos perfurações por exemplo com soda cáustica, futuramente pode gerar uma estenose. O que chama atenção nas doenças inflamatórias é a queimação (pirose) e a regurgitação. Paciente com doença do refluxo que apresenta disfagia é uma coisa preocupante, pois quer dizer que a esofagite foi tamanha que houve estenose do esôfago. Acalasia e tumor apresentam os mesmos sintomas: dor torácica, perda de peso e disfagia. Corpo estranho é mais fácil por conta da história. Então aqui nós temos um pouco da anatomia do esôfago. O esôfago é um órgão cervical, torácico e abdominal. Além disso, ele é levemente à esquerda na região do pescoço, já na região do tórax ele já se posiciona à direita e na região do abdômen ele volta a se posicionar à esquerda. Isso é importante porque nos laudos médicos que vem descrito como lesão a 20 cm da arcada dentária (esôfago médio). O esôfago tem uma musculatura no terço superior ela é estriada e nos dois terços inferiores ela é lisa, fica agarrada a membranosa da traquéia. Importante lembrar também dos plexos de Meissner e Auerbach, que são o motor do esôfago, o que permite a contratilidade do esôfago. O trypanosoma cruzi ele destrói esses plexos causando a acalasia. O mais importante da aula é que o esôfago é um órgão de transição (linha Z) de epitélio escamoso, da boca, pro epitélio glandular. Qual é a importância disso? isso é importante porque nessa região fica acontecendo o refluxo, com o tempo e inúmeros refluxos essa região de transição que é epitélio escamoso vai ocorrer metaplasia. Com o passar do tempo e com as inúmeras agressões a metaplasia vira uma displasia, posteriormente um câncer. Temos dois tipos de câncer de esôfago, um que se dá no terço superior e terço médio que chamamos de carcinoma escamoso do esôfago ou carcinoma espinocelular (CEC). Já o que se dá na porção final do esôfago chamamos de adenocarcinoma. Isso é muito importante porque cada um recebe um tratamento totalmente diferente. Câncer de esôfago médio responde muito bem a radioterapia e quimioterapia, já o de terço distal não responde bem à quimio e radioterapia. Outra coisa que é importante lembrar da anatomia é que o esôfago não tem serosa, ele só possui as 3 camadas, é por esse motivo que o esôfago perfura fácil, então o câncer de esôfago invade mais facilmente os demais órgãos. Nessa foto estamos vendo o esôfago invadindo a aorta, traqueia, pericárdio, diafragma. A patogenia da doença do refluxo está associada a relaxamento transitório do esfíncter esofagiando inferior e com isso fica refluindo ácido. DRGE só é diagnosticada se há sintomas ou alterações endoscópicas, que podem ser causados por tabagismo, relaxantes musculares, aumento da pressão abdominal ou alteração no hiato diafragmático. A clínica da doença do refluxo é principalmente pirose ou queimação e o regurgitamento, pode aparecer alguns sintomas atípicos: tosse, rouquidão, aftas e laringite crônica. Lembrando que a disfagia não é sintoma da doença do refluxo e sim uma complicação. O diagnóstico é clínico, em casos de suspeita já começa o tratamento com inibidores de bombas de prótons (prova terapêutica), só devemos pedir EDA se houver uma falha na prova terapêutica, ou mediante os sinais de alarme (>40 a, HF vômitos, disfagia, perda de peso e anemia). Outros sintomas atípicos: tosse, rouquidão, aftas, laringite crônica. O diagnóstico é CLÍNICO. Não precisa fazer endoscopia. Faz prova terapêutica: Ex: Pantoprazol 40 mg em JEJUM por 2-3 meses + orientações dietéticas → se o paciente melhora, confirmado. Mas quais são as indicações de endoscopia (EDA)? - Falha na prova terapêutica; O exame padrão ouro para avaliar a DRGE é a pHmetria. O exame pHmetria é um procedimento que tem como objetivo medir a acidez dentro do esôfago durante um período de 24 horas e detectar a presença de refluxo, além de também informar quanto tempo esse ácido permaneceu no esôfago. O tratamento para a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) depende da gravidade dos sintomas e pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em casos mais graves, cirurgia. Algumas opções de tratamento incluem: ● Mudanças no estilo de vida: evitar alimentos que desencadeiam o refluxo, comer refeições menores e mais frequentes, evitar comer pelo menos 2 a 3 horas antes de deitar, elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 centímetros, perder peso e parar de fumar e reduzir o consumo de álcool. ● Medicamentos: antiácidos, inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, etc.), bloqueadores dos receptores H2 (ranitidina, cimetidina, famotidina, etc.). ● Cirurgia: a fundoplicatura é o procedimento cirúrgico mais comum para tratar a DRGE. É uma cirurgia minimamente invasiva que envolve a criação de uma válvula na parte inferior do esôfago, para evitar que o conteúdo do estômago reflua para o esôfago. A fundoplicatura é um procedimento cirúrgico realizado para tratar a DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico). O objetivo principal é criar uma válvula anti-refluxo que impeça a ascensão do conteúdo gástrico para o esôfago. O princípio da fundoplicatura é envolver a parte superior do estômago ao redor da parte inferior do esôfago, criando uma espécie de “cinto” que mantém o conteúdo gástrico no estômago. Existem algumas técnicas cirúrgicas para a realização da fundoplicatura, sendo as mais comuns. Total (360°) - técnica de Nissen. Parciais - Thal, Dor, Tupet. ● Fundoplicatura Nissen: é a técnica mais utilizada, em que a parte superior do estômago é envolvida ao redor do esôfago formando um anel circular. Esta técnica promove uma alta pressão na parte inferior do esôfago, prevenindoo refluxo. Indicação de cirurgia de refluxo: falha terapêutica. Os tipos de cirurgia são essas. Técnica de Nissen. Cirurgia de fundoplicatura. O que é plicatura em cirurgia? É grudar uma coisa na outra. O princípio é que toda vez que eu como e o estômago enche, ele fecha como um esfíncter. Existem pacientes que são refratários, a cirurgia e ela deve ser refeita. A partir de agora as coisas vão fazer sentido. O que é o esôfago De Barrett? É quando o refluxo muda o epitélio escamoso e se transforma em glandular. O nome disse é metaplasia. É o refluxo crônico que vai mudando o epitélio. O tecido glandular vai subindo, e quanto mais isso acontece, maior a chance de câncer de esôfago. O tipo de câncer de esôfago mais comum sempre foi carcinoma escamoso. Hoje em dia nos países desenvolvidos o adenocarcinoma já ultrapassa o escamoso devido ao perfil do paciente americano com muito refluxo. Nos países desenvolvidos, o principal tipo é adenocarcinoma relacionado ao esôfago de barret. Esôfago de barret não é câncer. Mas essa metaplasia intestinal pode se transformar em displasia de baixo grau, que evolui para displasia de alto grau, com a agressão contínua, podendo evoluir para o câncer. Quanto maior a área do Esôfago de Barret, maior o risco de câncer. Um refluxo não curado vai levar a isso. Qual o tratamento? Doença de Barret não é igual a cirurgia de refluxo. Podemos tratar com inibidores de bomba de prótons com dose dobrada por meses. O mais importante é o controle com endoscopia, e isso cai na prova. Se na endoscopia de 1 ano melhorou, então aumenta para 2 a 3 anos repetir endoscopia. Em são Paulo existe terapia ablativa para queimar a área. Displasia de baixo grau faz IBP e endoscopia ablativa. Displasia de alto grau considera esofagectomia, mas em São Paulo pode fazer endoscopia ablativa. Adenocarcinoma: Tratamento específico oncológico. Acalásia, doença benigna, distúrbio motor mais conhecido. Ausência de relaxamento do esôfago – peristalse anormal – hipertonia e espessamento da parede esofágica – piora da estase alimentar com adelgaçamento e perda da tonicidade muscular. Destruição dos plexos nervosos de Auerbauch e Messnerr. Quadro clínico: disfagia, pode ter halitose, regurgitação, perda de peso OBS: O MEGAESÔFAGO É FATOR DE RISCO PARA CÂNCER DO ESÔFAGO. Qual exame pedir? • Manometria esofágica (padrão ouro): Você coloca uma sonda no paciente e mede a pressão do esôfago na hora que ele deglute, quando ele deglute o esfíncter ele tem que relaxar, a pressão tem que cair. Ele detecta isso (Imagem acima). • Esofagografia (Rx com contraste); • Endoscopia: Descarta outras causas. Essa classificação cai em prova de residência e todo estudante de medicina tem que saber, inclusive já botei em prova aqui na faculdade. Dilatação endoscópica (foto acima). A sonda vai rasgando o esôfago. São várias essões. III) 7-10cm: O que é miotomia em cirurgia? O que é cardio? Cardio é cortar o músculo da cardia. Por que eu corto o músculo da cardia? Para poder relaxar o esfíncter. A cardiomiotomia ou a intervenção de Heller é uma operação paliativa que remove o obstáculo criado pelo defeito de relaxamento do esfíncter inferior do esôfago na acalasia. Câncer de esôfago: É o 7º mais comum no brasil. Tem um tratamento complexo e mais de 50% descobrem a doença na fase M1 (metastática). 70% dos pacientes que não tem metástase, tem N Positivo (linfonodo positivo), o que é péssimo. Eu posso tirar a doença dele e desses a metade ainda reincidem. A morbidade dessa cirurgia é muita alta (morbidade é infecção, complicação pós cirurgia). O Prof leu o slide. A localização mais comum do CEC é terço médio. E adenocarcinoma é 1/3 distal. São duas doenças completamente diferentes. CEC: É o vozinho, tabagista e etilista. Adeno: É o jovem, obeso. Acalásia é fator de risco para CEC, tem cidades do sul do Brasil tem índice alto de CEC e viram que está associado com bebidas quentes. Aquilo vai torrando as células. Adenocarcinoma é esôfago de barret, lembrar sempre do obeso e refluxo. Basicamente dor, disfagia, perda de peso. São duas doenças bem diferentes: em um hospital de SP provado 90% é adenoca, já aqui em Teresina no São Marcos a maioria é CEC. Aqui é a história natural da doença; Cuidado na prova: Esôfago de Barret não é displasia nem é Adeno. Suspeita clínica (dor, disfagia, perda de peso) tem que pedir a EDA Aí o médico da EDA vai ver a lesão e vai biopsiar: lesão ulcero vegetativa friável em terço médio do Esôfago. Quando eu sei que a lesão é em terço médio, mesmo sem o resultado da biópsia, já imagino que é CEC, se for no terço distal penso em um adeno. Toda vez que der o diagnóstico de CA antes de operar tem que fazer o estadiamento. O que é estadiamento? É saber como a doença está. Para fazer o estadiamento pedimos exames, por isso que a oncologia é cara. Prof falou que na prova cai muita conduta! CA de Esôfago você pode achar ele de 3 formas: 1) doença muito precoce: não é comum, vai fazer uma EDA sem sintomas e descobre. 2) localmente avançado - doença volumosa, sel metástase 3) metástase Com isso, determina-se o prognóstico e o Tratamento. Como se dissemina o câncer do aparelho digestivo? O CA começa na mucosa aí vai crescendo, vai para submucosa, depois para muscular... aorta, coluna, tudo. Isso é por contiguidade. Pode ser linfático, CA no Esôfago e está cheio de linfonodo no mediastino. Sanguíneo: por que o paciente tem um CA no Esôfago e ele vai ter um caroço no osso, pulmão? Porque caiu na corrente sanguínea. Lembrar que: Os cânceres, em geral, podem ser iniciais, precoces, localizados OU podem ser localmente avançados (com ínguas ao redor) OU doença metastática. TNM: Classificação Internacional de Tumores Malignos. T1 é mucosa e submucosa. T2: chegou na muscular T3: chegou na adventícia T4: órgãos adjacentes TNM específico ele não cobra! O Prof leu o slide e explicou que é um livro que a cada 5/6 anos atualiza. N1: 1-2 linfonodos. E quem nos informa isso? Os exames! Um T1, por exemplo, pode fazer só a raspagem (ressecção endoscópica). Cada uma dessas trata-se de uma maneira diferente. Os grandes exames para Esôfago: TC de tórax, abdome e pelve com contraste (cai em prova). O que pede na prática é TC de tórax, abdome e pelve. Dificilmente pede-se PET- scam e ecoendoscopia. Como vai ser a questão na prova: chega um paciente com disfagia no consultório, fez uma EDA com lesão em terço médio, resultado da biópsia: CEC; foi realizado exame de estadiamento que evidenciou ser um TU localmente avançado. Com linfonodo no mediastino. qual a conduta para o caso? Pet-ct é bom para ver doença a distância. Ele detecta algumas doenças que a TC não pega, então se o paciente tiver condição pode pedir a PET. OBS: A TOMOGRAFIA NO CÂNCER DE ESÔFAGO VÊ SE A TRAQUEIA OU AORTA FORAM ATINGIDAS! O PET é uma glicose marcada com uma substância radioativa, então a glicose vai para essas áreas de intenso metabolismo, por isso que o no pet o cérebro fica brilhando (ele e um péssimo exame para ver cérebro). Com a garganta inflamada, uma pancada o pet também capta, ou seja, dá falso positivo. CA cervical quem faz é o cirurgião de cabeça e pescoço. CA de esôfago cervical quase NUNCA se opera, pois ele responde muito bem a quimio e radioterapia. O CEC tem alta responsividade a radio e quimio. Se necessitar de cirurgia mesmo é a laringofaringoesofagectomia (muito complexa). CA de esôfago médio: cirurgia associada ou não a quimio e radio. CA de Esôfago distal: cirurgia associada ou não a quimio, não tem radioterapia porque não responde. Qualquer TUMOR tem risco de recidiva. Se for um TUMOR muito pequeno, T1, o padrão é fazer uma ressecçãoendoscópica (pegar o aparelho de EDA e raspar), esse é o padrão ouro, mas não fazemos muito aqui no Brasil. Padrão ouro: ressecção endoscópica. Aqui no Brasil, geralmente já retira o esôfago. Os tumores T2,T3,T4 ou N+: sempre fazer quimio e radio e depois avalia para poder operar. Esôfago médio: T2, T3...N+: mas e se depois de fazer a radio e a quimio o tumor desaparecer por completo, o que fazer? Lembrar que CEC 50% responde bem a quimio e a radio e desaparece. Opera ou não opera? Esse paciente tem 50% de ser uma resposta verdadeira (para o resto da vida) e tem 50% de chave de ser temporariamente e já já vai crescer novamente. Precisa ter uma conversa longa com o paciente e família. OBS: Não se tem ainda uma resposta definitiva, mas pode-se descobrir futuramente através das CTCs (células tumorais circulantes), quando você faz quimio e radio, em um paciente que responde verdadeiramente, e dosa as CTCs o DNA do TUMOR está praticamente zerado. Se responder a quimio e radio, o paciente for hígido ainda opera. Agora se o paciente é um idoso, hipertenso, DM, DPOC, aquele cheio de comorbidades, aí você explica para família que não acha ele um bom candidato a cirurgia. Só sabemos se realmente ficou a doença, se operar. O padrão é operar após a quimio e radio, a não ser que seja um paciente muito ruim que tenha respondido completamente! A gente faz biópsia na EDA, mas ela não é fiel, pois dá para ver só a mucosa, não consegue pegar as outras camadas. Esôfago distal: fazer quimioterapia e operar depois, não tem radioterapia. Cirurgia de Mckeown é uma cirurgia em 3 campos: corta o pescoço, o tórax e o abdome, e tem que retirar todos os linfonodos. Primeiro retira-se o esôfago, pega o estômago e faz-se um tubo dele, ai puxa o tubo para ficar no ligar do tubo esofágico. Dá alguns problemas, como perde de peso, mas é necessária. Cirurgia aberta: o cirurgião coloca a mão na barriga que passa por dentro do hiato e a outra no pescoço e os dedos se encontram. Hoje a gente faz mais a cirurgia por vídeo. E se o paciente já tiver mexido no estômago, o que fazer? Aí tem que usar o cólon. Ex.: paciente que fez bariátrica bypass. Cirurgia por vídeo é o padrão, mas não muda resultado oncológico em relação a aberta. As complicações são as fístulas e o perigo é quando o líquido desce para o mediastino e dá mediastinite. Voltando ao caso do começo. Esse paciente fez uma biopsia que evidenciou lesão em terço médio. Após vir CEC na biópsia, ai eu vou fazer o estadiamento, que deu T3N1M0, ou seja, é um TU localmente avançado. Agora, qual a conduta? Quimio+radio e depois a cirurgia. Mas qual o tempo de espera antes de fazer a cirurgia? Faz a quimio e a radio e espera 8-12 semanas para fazer os exames. Quando ele voltou a lesão diminuiu, agendei a cirurgia e operei. O paciente teve alta com acompanhamento de 3 em 3 meses. Ai no segundo ano, voltou tossindo, perdeu peso, ai eu faço a TC e veio cheio de nódulos pulmonar, na biopsia do pulmão vem CEC, porque é metástase. Doença de tumor sólido metastático, qual o tratamento? Quimioterapia paliativa. Do que o paciente morreu? Insuficiência respiratória.