Logo Passei Direto
Buscar

Revisão N1 Multiestações Patologia clínica SOI V

Notas de laboratório (semanas 3-4) sobre marcadores para diagnóstico de lúpus e artrite reumatoide, com critérios clínicos e imunológicos do lúpus; testes laboratoriais (fator reumatoide, anti-CCP, VHS, PCR); anemia, parâmetros do líquor e características do líquido sinovial e artrocentese.

User badge image
Isabella

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
Laboratório de
Patologia clínica
SEMANA 3: Marcadores laboratoriais
para o diagnóstico do Lúpus
CRITÉRIO CLÍNICO
1. Leucopenia/Linfopenia
• Leucopenia (<4.000) ou linfopenia (<1000 mm3)
pelo menos 1x(na ausência de outras causas, como
drogas,glicocorticóides e infecção)
2. Trombocitopenia
• <100.000/mm3 pelo menos 1x (na ausência
de outras causas como drogas,hipertensão
portal e púrpura trombocitopênica trombótica)
3. Úlceras orais
4. Cutâneo agudo ou subaguda ou crônico
5. Envelhecimento articular, renal e
neurológico
CRITÉRIOS IMUNOLÓGICO
• 4 ou mais critérios (pelo menos 1 clínico e 1
imunológico,que não precisam estar presentes
concomitantemente
• Nefrite definida por biópsia renal mais FAN
e/ou anti-ds DNApositivos
SEMANA 4: Marcadores
laboratoriais para o diagnóstico do
Artrite reumatoide
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
1. Exames complementares
● Fator Reumatoide
-Anticorpo contra porção Fc da IgG
-Presente em 50%
-Pior prognóstico
-Níveis elevados: doença agressiva, nódulos
reumatoides e manifestações extra-articulares
▪fator reumatóide pode estar presente em
outras doenças como lúpus ou Síndrome de
Sjögren, por exemplo, ou até mesmo em
pessoas saudáveis
● Ac anti-peptídeos citrulinados
(anti-CCP)
-Altamente específico
-Associado a pior prognóstico
-Presente em cerca de 40-66% dos
pacientes
-detecta no sangue a presença de
autoanticorpos CCP, que são
anticorpos produzidos pelo sistema
imunológico e que atacam as próprias
células e tecidos saudáveis das
articulações.
▪é feito junto ou após o teste do fator
reumatóide
▪o anti-CCP é mais específico e
quando positivo indica a presença da
artrite reumatóide.
Negativo : < 20,0 Au Fracamente
Positivo : 20,0 a 39,0 Au
Moderadamente Positivo: 40,0 a 59,0
Fortemente Positivo : > 60,0 Au
● Provas de fase aguda
》》VHS
- Velocidade de Hemossedimentação
- detectar inflamações ou infecções no
organismo
-aumentada em casos de traumas,
infecções, doenças autoimunes,
insuficiência renal e cardíaca, câncer,
entre outras condições.
- medir a velocidade de separação dos
glóbulos vermelhos e o plasma》
quando há a inflamação no sangue》
são formadas proteínas 》 diminuem a
viscosidade do sangue e aceleram a
velocidade de hemossedimentação.
-Nos adultos do sexo masculino, o valor ideal de
referência é até 15 mm/h.
- nas mulheres, o resultado recomendado é 20
mm/h.
-Para mulheres que já passaram dos 50 anos, o
valor de referência pode chegar até 42 mm/h,
enquanto nos homens dessa idade o ideal é 30
mm/h.
》》 PCR
▪A proteína C reativa faz parte das proteínas
sintetizadas pelo fígado.
▪ De fase aguda, ela aumenta em momentos de
estresse do organismo, como quando há uma
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
infecção relevante em curso ou lesões em
órgãos e/ou tecidos.
▪Na maioria das vezes, o que leva ao aumento
exagerado da PCR é uma infecção bacteriana.
▪pode ter aumento: acidente vascular cerebral
(AVC);apendicite aguda;artrite
reumatoide;doença inflamatória pélvica (DIP);
esclerodermia;febre reumática;etc..
● Anemia normocítica, normocrômica
(doença crônica)
Meningite / líquor
▪LCR normal: Incolor e cristalino; pouca
proteína; pouca glicose; poucos leucócitos; não
tem eritrócitos.
▪LCR meningite bacteriana: turvo; Aumento
de proteínas; diminuição da glicose; aumento
de lactatos (isso diferencia a meningite
bacteriana da viral). Presença de neutrófilos.
Pressão elevada. Importante pedir
microbiológico.
▪LCR meningite viral: Geralmente incolor;
presença de linfócitos; aumento discreto de
proteínas. Pressão normal. Não altera glicose.
Não altera lactato.Importante pedir: PCR.
▪LCR tuberculosa: Incolor a turvo; o que
diferencia da meningite bacteriana é a presença
de linfócitos. Pressão pode estar elevada.
Importante pedir: BAAR (ziehl neelsen), PCR.
▪Meningite fúngica: Presença de linfócitos e
monócitos; aumento de proteínas; diminuição
da glicose; aumento do lactato. Pressão pode
estar elevada. Exame micológico direto; cultura.
Líquido sinovial
▪ARTROCENTESE
-Diagnóstico, Terapêutica
-Contra-indicado: coagulopatias, infecções
locais ou sistêmicas, instabilidade de
articulações.
-Procedimento:
1. Aplicação de solução antisséptica
2. Isolamento da área estéril.
3. Anestesia local
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
4.Aspiração
Critéri�� avaliad�� n� líquid� sinovia�
1. Aspecto - Deve ser cristalino;
-Turbidez - cristais (exame citológico), fibrina e
hipercelularidade;
-Purulento, leitoso - infecções bacterianas;
2. Cor - Normalmente é incolor.
-Patologias - opaco ou amarelado;
-Esverdeada: Haemophilus influenzae;
-Vermelho - traumas, fraturas, tumores,
artrites, hemofilia ou traumas de coleta. É
possivel diferenciar hemorragia de trauma de
coleta (hemorragia homogêneo; trauma- fios sg)
3. Viscosidade
-Polimerização do ácido hialurônico;
-A artrite afeta sua produção viscosidade do
líquido.
▪ Prova da mucina
Adição de ácido acético》Observação da
formação ou não do coágulo de mucina;
-Normal: coágulo de mucina firme e compacto;
-Alterado: coágulo entre regular e fraco, em
fragmentos dispersos e em uma solução turva,
reflete diluição e despolimerização do ácido
hialurônico;
4. Bioquímicos
▪Glicose: aumento- indícios de processos
inflamatórios ou bacterianos (consumo da glicose);
▪ Proteínas - 1/3 do valor sérico. Aumento em
distúrbios inflamatórios e hemorrágicos.
▪ Ácido úrico: Utilizado para confirmar diagnóstico
de gota quando não há presença de cristais.
▪Lactato - Aumento em infecções;
5. Microbiológico
▪comum: gram + (Staphylococcus e Streptococcus)
▪Bacterioscopia: coloração de Gram;
▪ Cultura (padrao ouro);/PCR (dosagem de proteina
C pelo fígado durante a inflamação)
▪Haemophilus e Neisseria gonorrea (\ sensibilidade
cultura- indica PCR);
6. Citológico
▪'Normal - leucócitos < 200 cels/mm3 sendo PMN <25%
▪Não inflamatório- 0- 2000 cels/mm3 sendo PMN <25%
▪Inflamatório - 2000 - 50000 cels/mm3 sendo PMN
>50%
▪Séptico -> 50000 cels/mm3sendo PMN >75%
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
7. Análise por Microscopia de luz
polarizada
-Busca de cristais - diferencial para gota e
pseudogota
AZUL - positiva
AMARELA- negativa
▪Cristais de Monourato de sódio (gota)》Formato
agulha+Birrefringência fortemente negativa
▪ Cristais de pirofosfato de sódio (CPPD)》
Menores, formato romboide+ Birrefringência
positiva fraca
LESÃO NERVOSA PERIFÉRICA
▪A causa mais comum de polineuropatia (PNP)
é diabetes. A PNP diabética sensoriomotora
pode estar presente em 66% dos pacientes
com diabetes tipo 1 e aproximadamente 59%
do de diabetes tipo 2.
▪As fibras podem ser mielinizadas ou
amielínicas. A bainha mielínica é formada por
células de Schuwann, interrompidas a cada 1 ou
2mm formando nódulos de Ranvier.
▪Neuropatia Periférica é um distúrbio funcional
ou orgânico do sistema nervoso periférico;
degeneração do nervo periférico que supre as
-Causando perda da extremidades, sensação,
fraqueza muscular e atrofia.
Nas lesões traumáticas》 processo de
degeneração》fatores locais
▪ neuropatias tóxico- degenerativas 》
infecciosas 》as alterações comprometimento》
metabolismo das células de Schuann, de
neurônios ou de ambos.
SÍNDROME DE GUILLAIN- BARŘÉ
▪Polirradiculoneuropatia Aguda De caráter
autoimune, ascendente, cuja causa é pouco
compreendida e que afeta os nervos periféricos,
principalmente motores, diminuindo sua
condutividade.
▪SUBTIPOS:
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
▪Neuropatia axonial motora aguda
▪Neuropatia axonial motora e sensorial aguda
▪Sindrome de Miller-Fischer
▪Destruição da bainha - antigenos
desconhecidos sofrem opsonização na bainha
de mielina e posterior fagocitose.
▪Destruição .do axônio -Anticorpos
antigangliosídeos formam um complexo de
sinalização para fagocitose nos gangliosídeos da
membrana neuronal.
▪A síndrome não possui uma causa específica;
▪Primeiros sintomas são precedidos por
infecções no trato respiratório ou digestivo e
até mesmo por vacinas (raros casos);
▪Campylobacter jejuni, citomegalovirus e Zika
vírus têm sido associados à SGB.
▪ Diagnóstico
1. Punção do Líquido cerebroespinhal
-pode-se verificaraltos níveis de proteínas,
acompanhado por células monoclueadas.
2. A eletrofisiologia
- pode detectar a lentidão dos impulsos
motores e sensitivos (após duas semanas do
início dos sintomas).
-ajuda a diferenciar o tipo de lesão (axonal x
difusa)
▪ tratamentos
1. fase aguda são:
-Plasmaferese;
-Aplicação de IgG (Imunoglobulina)
Esclerose Múltipla
▪Doença inflamatória crônica, e degenerativa do
SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA
sistema nervoso central que interfere na
capacidade de:
-Controlar a visão: diplopia, neurite óptica,
- neuralgia do trigêmeo
-A locomoção: ataxia da marcha
-A bexiga
-O intestino;
-equilíbrio.
▪Tipos
1. Remitente-recorrente: é a
manifestação clinica mais comum,
caracterizada por surtos que duram
dias ou semanas e, em seguida,
desaparecem
2. Progressivo-primária: apresenta uma
progressão de sintomas e
comprometimentos (sequelas) desde
seu aparecimento,
3. Progressivo-secundária: pacientes que
evoluíram da forma
remitente-recorrente e vão piorando
lenta e progressivamente.
4. Progressiva-recorrente:do tipo
progressiva com surtos. Desde o início
da doença, mostra a progressão clara
das incapacidades geradas a cada crise
▪Diagnóstico feito excluindo outras doenças:
-Se houver diminuição na função de duas partes
do SNC como reflexos anormais - em duas
situações diferentes médico pode suspeitar de
esclerose múltipla.

Mais conteúdos dessa disciplina