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SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA Laboratório de Patologia clínica SEMANA 3: Marcadores laboratoriais para o diagnóstico do Lúpus CRITÉRIO CLÍNICO 1. Leucopenia/Linfopenia • Leucopenia (<4.000) ou linfopenia (<1000 mm3) pelo menos 1x(na ausência de outras causas, como drogas,glicocorticóides e infecção) 2. Trombocitopenia • <100.000/mm3 pelo menos 1x (na ausência de outras causas como drogas,hipertensão portal e púrpura trombocitopênica trombótica) 3. Úlceras orais 4. Cutâneo agudo ou subaguda ou crônico 5. Envelhecimento articular, renal e neurológico CRITÉRIOS IMUNOLÓGICO • 4 ou mais critérios (pelo menos 1 clínico e 1 imunológico,que não precisam estar presentes concomitantemente • Nefrite definida por biópsia renal mais FAN e/ou anti-ds DNApositivos SEMANA 4: Marcadores laboratoriais para o diagnóstico do Artrite reumatoide SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA 1. Exames complementares ● Fator Reumatoide -Anticorpo contra porção Fc da IgG -Presente em 50% -Pior prognóstico -Níveis elevados: doença agressiva, nódulos reumatoides e manifestações extra-articulares ▪fator reumatóide pode estar presente em outras doenças como lúpus ou Síndrome de Sjögren, por exemplo, ou até mesmo em pessoas saudáveis ● Ac anti-peptídeos citrulinados (anti-CCP) -Altamente específico -Associado a pior prognóstico -Presente em cerca de 40-66% dos pacientes -detecta no sangue a presença de autoanticorpos CCP, que são anticorpos produzidos pelo sistema imunológico e que atacam as próprias células e tecidos saudáveis das articulações. ▪é feito junto ou após o teste do fator reumatóide ▪o anti-CCP é mais específico e quando positivo indica a presença da artrite reumatóide. Negativo : < 20,0 Au Fracamente Positivo : 20,0 a 39,0 Au Moderadamente Positivo: 40,0 a 59,0 Fortemente Positivo : > 60,0 Au ● Provas de fase aguda 》》VHS - Velocidade de Hemossedimentação - detectar inflamações ou infecções no organismo -aumentada em casos de traumas, infecções, doenças autoimunes, insuficiência renal e cardíaca, câncer, entre outras condições. - medir a velocidade de separação dos glóbulos vermelhos e o plasma》 quando há a inflamação no sangue》 são formadas proteínas 》 diminuem a viscosidade do sangue e aceleram a velocidade de hemossedimentação. -Nos adultos do sexo masculino, o valor ideal de referência é até 15 mm/h. - nas mulheres, o resultado recomendado é 20 mm/h. -Para mulheres que já passaram dos 50 anos, o valor de referência pode chegar até 42 mm/h, enquanto nos homens dessa idade o ideal é 30 mm/h. 》》 PCR ▪A proteína C reativa faz parte das proteínas sintetizadas pelo fígado. ▪ De fase aguda, ela aumenta em momentos de estresse do organismo, como quando há uma SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA infecção relevante em curso ou lesões em órgãos e/ou tecidos. ▪Na maioria das vezes, o que leva ao aumento exagerado da PCR é uma infecção bacteriana. ▪pode ter aumento: acidente vascular cerebral (AVC);apendicite aguda;artrite reumatoide;doença inflamatória pélvica (DIP); esclerodermia;febre reumática;etc.. ● Anemia normocítica, normocrômica (doença crônica) Meningite / líquor ▪LCR normal: Incolor e cristalino; pouca proteína; pouca glicose; poucos leucócitos; não tem eritrócitos. ▪LCR meningite bacteriana: turvo; Aumento de proteínas; diminuição da glicose; aumento de lactatos (isso diferencia a meningite bacteriana da viral). Presença de neutrófilos. Pressão elevada. Importante pedir microbiológico. ▪LCR meningite viral: Geralmente incolor; presença de linfócitos; aumento discreto de proteínas. Pressão normal. Não altera glicose. Não altera lactato.Importante pedir: PCR. ▪LCR tuberculosa: Incolor a turvo; o que diferencia da meningite bacteriana é a presença de linfócitos. Pressão pode estar elevada. Importante pedir: BAAR (ziehl neelsen), PCR. ▪Meningite fúngica: Presença de linfócitos e monócitos; aumento de proteínas; diminuição da glicose; aumento do lactato. Pressão pode estar elevada. Exame micológico direto; cultura. Líquido sinovial ▪ARTROCENTESE -Diagnóstico, Terapêutica -Contra-indicado: coagulopatias, infecções locais ou sistêmicas, instabilidade de articulações. -Procedimento: 1. Aplicação de solução antisséptica 2. Isolamento da área estéril. 3. Anestesia local SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA 4.Aspiração Critéri�� avaliad�� n� líquid� sinovia� 1. Aspecto - Deve ser cristalino; -Turbidez - cristais (exame citológico), fibrina e hipercelularidade; -Purulento, leitoso - infecções bacterianas; 2. Cor - Normalmente é incolor. -Patologias - opaco ou amarelado; -Esverdeada: Haemophilus influenzae; -Vermelho - traumas, fraturas, tumores, artrites, hemofilia ou traumas de coleta. É possivel diferenciar hemorragia de trauma de coleta (hemorragia homogêneo; trauma- fios sg) 3. Viscosidade -Polimerização do ácido hialurônico; -A artrite afeta sua produção viscosidade do líquido. ▪ Prova da mucina Adição de ácido acético》Observação da formação ou não do coágulo de mucina; -Normal: coágulo de mucina firme e compacto; -Alterado: coágulo entre regular e fraco, em fragmentos dispersos e em uma solução turva, reflete diluição e despolimerização do ácido hialurônico; 4. Bioquímicos ▪Glicose: aumento- indícios de processos inflamatórios ou bacterianos (consumo da glicose); ▪ Proteínas - 1/3 do valor sérico. Aumento em distúrbios inflamatórios e hemorrágicos. ▪ Ácido úrico: Utilizado para confirmar diagnóstico de gota quando não há presença de cristais. ▪Lactato - Aumento em infecções; 5. Microbiológico ▪comum: gram + (Staphylococcus e Streptococcus) ▪Bacterioscopia: coloração de Gram; ▪ Cultura (padrao ouro);/PCR (dosagem de proteina C pelo fígado durante a inflamação) ▪Haemophilus e Neisseria gonorrea (\ sensibilidade cultura- indica PCR); 6. Citológico ▪'Normal - leucócitos < 200 cels/mm3 sendo PMN <25% ▪Não inflamatório- 0- 2000 cels/mm3 sendo PMN <25% ▪Inflamatório - 2000 - 50000 cels/mm3 sendo PMN >50% ▪Séptico -> 50000 cels/mm3sendo PMN >75% SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA 7. Análise por Microscopia de luz polarizada -Busca de cristais - diferencial para gota e pseudogota AZUL - positiva AMARELA- negativa ▪Cristais de Monourato de sódio (gota)》Formato agulha+Birrefringência fortemente negativa ▪ Cristais de pirofosfato de sódio (CPPD)》 Menores, formato romboide+ Birrefringência positiva fraca LESÃO NERVOSA PERIFÉRICA ▪A causa mais comum de polineuropatia (PNP) é diabetes. A PNP diabética sensoriomotora pode estar presente em 66% dos pacientes com diabetes tipo 1 e aproximadamente 59% do de diabetes tipo 2. ▪As fibras podem ser mielinizadas ou amielínicas. A bainha mielínica é formada por células de Schuwann, interrompidas a cada 1 ou 2mm formando nódulos de Ranvier. ▪Neuropatia Periférica é um distúrbio funcional ou orgânico do sistema nervoso periférico; degeneração do nervo periférico que supre as -Causando perda da extremidades, sensação, fraqueza muscular e atrofia. Nas lesões traumáticas》 processo de degeneração》fatores locais ▪ neuropatias tóxico- degenerativas 》 infecciosas 》as alterações comprometimento》 metabolismo das células de Schuann, de neurônios ou de ambos. SÍNDROME DE GUILLAIN- BARŘÉ ▪Polirradiculoneuropatia Aguda De caráter autoimune, ascendente, cuja causa é pouco compreendida e que afeta os nervos periféricos, principalmente motores, diminuindo sua condutividade. ▪SUBTIPOS: SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA ▪Neuropatia axonial motora aguda ▪Neuropatia axonial motora e sensorial aguda ▪Sindrome de Miller-Fischer ▪Destruição da bainha - antigenos desconhecidos sofrem opsonização na bainha de mielina e posterior fagocitose. ▪Destruição .do axônio -Anticorpos antigangliosídeos formam um complexo de sinalização para fagocitose nos gangliosídeos da membrana neuronal. ▪A síndrome não possui uma causa específica; ▪Primeiros sintomas são precedidos por infecções no trato respiratório ou digestivo e até mesmo por vacinas (raros casos); ▪Campylobacter jejuni, citomegalovirus e Zika vírus têm sido associados à SGB. ▪ Diagnóstico 1. Punção do Líquido cerebroespinhal -pode-se verificaraltos níveis de proteínas, acompanhado por células monoclueadas. 2. A eletrofisiologia - pode detectar a lentidão dos impulsos motores e sensitivos (após duas semanas do início dos sintomas). -ajuda a diferenciar o tipo de lesão (axonal x difusa) ▪ tratamentos 1. fase aguda são: -Plasmaferese; -Aplicação de IgG (Imunoglobulina) Esclerose Múltipla ▪Doença inflamatória crônica, e degenerativa do SOIV| ISABELLA AFONSO DE SOUZA sistema nervoso central que interfere na capacidade de: -Controlar a visão: diplopia, neurite óptica, - neuralgia do trigêmeo -A locomoção: ataxia da marcha -A bexiga -O intestino; -equilíbrio. ▪Tipos 1. Remitente-recorrente: é a manifestação clinica mais comum, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem 2. Progressivo-primária: apresenta uma progressão de sintomas e comprometimentos (sequelas) desde seu aparecimento, 3. Progressivo-secundária: pacientes que evoluíram da forma remitente-recorrente e vão piorando lenta e progressivamente. 4. Progressiva-recorrente:do tipo progressiva com surtos. Desde o início da doença, mostra a progressão clara das incapacidades geradas a cada crise ▪Diagnóstico feito excluindo outras doenças: -Se houver diminuição na função de duas partes do SNC como reflexos anormais - em duas situações diferentes médico pode suspeitar de esclerose múltipla.