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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade 11 Doença Celíaca (palestra) Saúde Coletiva (Centro Universitário Maurício de Nassau) A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade 11 Doença Celíaca (palestra) Saúde Coletiva (Centro Universitário Maurício de Nassau) Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-mauricio-de-nassau/saude-coletiva/11-doenca-celiaca-palestra/43284002?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-mauricio-de-nassau/saude-coletiva/5313019?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-mauricio-de-nassau/saude-coletiva/11-doenca-celiaca-palestra/43284002?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-mauricio-de-nassau/saude-coletiva/5313019?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra DOENÇA CELÍACA INTRODUÇÃO • Doença celíaca (DC): É uma doença crônica, autoimune, com acometimento de vários órgãos, afetando principalmente o intestino delgado, precipitada pela ingestão de glúten, que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos • Amplo espectro de manifestações clínicas, histológicas e imunológicas, concomitante ou não com outras doenças auto-imunes: diversidade de expressão → natureza poligênica? • Caráter sistêmico • Pauci-sintomático (poucos sintomas) HISTÓRIA • Primeira alusão foi feita em 200 d.C por Areteu • Samuel Gee: 1888 • Dicke: associação entre diarreia e consumo de pães e cereais • Segunda Guerra Mundial: melhora da diarreia pela escassez de cereais • Dicke et al: identificação do glúten como agente causal – meados do século XX • Descrição das lesões no delgado: 1954 EPIDEMIOLOGIA • Prevalência: 1% (rastreamento sorológico) e 0,6% (confirmada por histologia) • Comum na raça branca (países nórdicos e anglo-saxônicos) → migração, hábitos alimentares e genética • Taxa mulher/homem: 1/3 a 1,5/1 • Diagnóstico em qualquer idade: 70% dos celíacos > 20 anos • Fatores de risco: parentes de 1º grau (5-10%) • Outros fatores de risco: parente de 2º grau, DM I, outras doenças auto-imunes, síndrome de Down, pós-parto (manifestações graves em 15-20%) • Mais de 1 milhão de brasileiros tem DC (estudo feito com pessoas assintomáticas que foram doar sangue) GLÚTEN • Estudos mostram que retirar o glúten da dieta não vai melhorar necessariamente os sintomas GI • Outros estudos mostraram que indivíduos realizando dieta glúten-free obtiveram níveis significantes de metais pesados (arsênio, chumbo), devido ao consumo de arroz (que é cultivado em água que pode estar contaminada • Na população geral, não há indicação para dieta glúten-free • Os produtos glúten-free podem ter uma grande quantidade de açúcar → risco de síndrome metabólica → aumento de risco cardiovascular PATOGÊNESE • Complexa: resultado da interação entre vários fatores ambientais, genéticos e imunológicos • Exposição ao glúten + genética HLA dq2-8 + sistema imune → alterações da barreira da mucosa GI → danos na mucosa a curto/médio/longo prazo FATORES AMBIENTAIS • Taxonomia dos cereais: Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra • Trigo, cevada e centeio = mais próximos na taxonomia • Aveia = grão um pouco diferente • Ao diagnóstico de DC, o paciente é recomendado a retirar esses 4 cereais da dieta; com o melhorar dos sintomas, há a possibilidade de liberar o consumo de aveia (não é um consenso) • Exposição ao glúten é essencial para o desenvolvimento da DC • Tempo de amamentação e/ou início da introdução do glúten não tem impacto no risco de desenvolvimento – não há evidências para evitar ou postergar a introdução em crianças com risco • Perda da tolerância pode ocorrer em qualquer momento: triggers (infecções no TGI, medicações, alfa interferon e cirurgias) Glúten → proteína existente em diversos cereais, constituída por: 1. Prolaminas tóxicas: trigo (gliadina), cevada (hordeína) e centeio (secalina) → alto teor de glutamina 2. Gluteninas: fração proteica insolúvel • São peptídeos resistente à digestão das enzimas gástricas e pancreáticas e alcançam a lâmina própria do delgado → permeabilidade intestinal • A aveia possui baixa quantidade de prolaminas tóxicas FATORES GENÉTICOS • 90-95% → carregam heterodíneos HLA-DQ2.5 (alelos DQA1*05 e DQB1*02) – forma clássica e complicações • Os demais → haplotipo DQ8 • A molécula DQ2 é comum na população geral (30-40%): desregulação da resposta imunológica? Outros mecanismos genéticos subjacentes? Citocinas ou agentes infecciosos? • Os genes HLA contribuem apenas 35-40% do componente hereditário da doença • Em estudo: genes reguladores de linfócito T (CD28, CTLA 4 e ICOS) e genes não relacionados ao HLA FATORES IMUNOLÓGICOS • Fragmentos não digeridos do glúten entram em contato com a lâmina própria e enterócitos. A partir disso, eles entram em contato com a zonulina (proteína responsável pelas junções intercelulares). Há então, um afrouxamento dessas junções e os fragmentos de glúten vão para o meio intracelular, alterando a permeabilidade da mucosa. • A interação constante do glúten com o enterócito faz com que essa célula elimine a IL-15, que ativa os linfócitos intraepiteliais e causa a primeira manifestação histológica da DC → marsh 1 Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 • Os linfócitos se aderem à mucosa e começam a eliminar a transglutaminase tecidual (enzima que provoca mais dano celular). Ela se liga ao glúten e apresenta-se à célula apresentadora de antígeno, o que ativa o HLA-DQ2 ou HLA- DQ8. • A partir daí, há ativação das células T-HELP, que eliminam várias citocinas inflamatórias, as quais geram danos na mucosa, ativam células natural killer e linfócitos B. • Os linfócitos B, por sua vez, começam a produzir anticorpos (contra o próprio glúten – como a antigliadina – contra a transglutaminase tecidual e contra o endomísio – parte do tecido conectivo presente nos enterócitos) • Facilitadores da apresentação antigênica: nível de acidez gástrica (aumenta a desamidação da glutamina → glúten mais exposto); função pancreática; qualidade da flora intestinal APRESENTAÇÃO CÍNICA • Irritabilidade, déficit de crescimento, atrofia glútea em crianças • Assintomático ou pauci-sintomático • Sintomas gastrintestinais em adultos: perda de peso, diarreia crônica, anemia, distensão abdominal, cansaço e indisposição → tríade clássica • Sintomas gastrintestinais em crianças: deficiência de desenvolvimento, perda de peso e baixa estatura, vômitos, diarreia, dor abdominal recorrente, intestino irritável, hiporpoteinemia, irritabilidade e infelicidade → mais inespecíficos • Sintomas não gastrintestinais em adultos e crianças: anemia, dermatite herpetiforme, neuropatia periférica, deficiência de ácido fólico, redução da densidade óssea, infertilidade não explicada MODELO DO “ICEBERG” CELÍACOFORMA CLÁSSICA OU TÍPICA • Tríade clássica (disabsortiva): diarreia/esteatorreia, meteorismo e perda ponderal • Não é a principal forma de apresentação • 30% dos pacientes tem IMC elevado FORMAS NÃO CLÁSSICAS OU FRUSTAS • Sintomas inespecíficos, brandos ou inexistentes: dor abdominal crônica/dispepsia, meteorismo, alteração do hábito intestinal (constipação isolada ou alternância com diarreia) → SII • Astenia, mal estar, náuseas, anorexia OBS: em pacientes com dispepsia refratária (já foi feito o tto padrão, teste e trate) deve- se investigar DC FORMAS ATÍPICAS Formas extra-intestinais: 1. Anemia ferropriva inexplicada: até 5% dos casos 2. Osteopenia/osteoporose: complicação mais frequente → má absorção de vitamina D e cálcio 3. Oligoartralgias/oligoartrites soronegativas Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra 4. Déficit de cálcio e magnésio: parestesias, cãibras, tetania MANIFESTAÇÕES CUTÂNEO-MUCOSAS Dermatite herpetiforme: 1. DC está presente em 70-100% dos casos 2. Lesões vesiculares, pruriginosas, simétricas, em joelhos, cotovelos, couro cabeludo 3. Biópsia: descolamento subepidérmico e microabscessos constituídos de IgA nas junções dermo-epidérmicas 4. Tratamento: dieta sem glúten e dapsona (para casos graves, refratários) Estomatite aftose recorrente, alopecia, psoríase, pioderma gangrenoso, urticária, edema angioneurótico hereditário, eritema nodoso, vitiligo, líquen plano oral, porfiria, eritema migratório necrolítico, doença de Behçet MANIFESTAÇÕES HEPATO-BILIAR E PANCREÁTICA Hepatopatia crônica e hepatocarninoma, cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária, hepatite e colangite auto-imunes, hemocromatose hereditária, elevação das transaminases, insuficiência pancreática crônica ENDOCRINOPATIAS Diabetes melito tipo 1: 1. 5% dos portadores de DC tem DM 2. 3-8% dos portadores de DM tem DC Tireoidite autoimune, doença de Addison, infertilidade, amenorreia, abortamento espontâneo, prematuridade DÉFICITS IMUNITÁRIOS • Déficits de IgA: 1,7-2,6% (imunodeficiência mais comum) → se atentar ao falso negativo nos testes diagnósticos • Elevada concentração de IgG OUTRAS ASSOCIAÇÕES • Síndrome de Down, Turner e á formações cardíacas • Neuropatia periférica, ataxia, epilepsia com ou sem calcificações cerebrais • Irritabilidade, ansiedade, depressão, esquizofrenia • Colite linfocítica e doença inflamatória intestinal • Intolerância à frutose, hipocratismo digital, hipoplasia do esmalte dentário, nefropatia IgA, síndrome de Sjögren, alveolite fibrosante crônica, LES, AR, sarcoidose FORMAS SILENCIOSAS • Indivíduos assintomáticos, identificados pela existência de fatores de risco • Em desuso, pois o paciente, ao entrar com fatores ambientais, pode desenvolver sintomas FORMAS LATENTES Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 • Indivíduo assintomáticos, com sorologia positiva, que podem desenvolver DC clinicamente evidente após longa exposição ao glúten • Mucosa normal ou com linfócitos (marsh 1) • Definição não é consensual, evolução variável, dieta restritiva é discutível • Vigilância endoscópica: 2-3 anos COMPLICAÇÕES • Hipoesplenismo ou asplenia funcional: presença de trombocitose e corpúsculos de Howell-Jolly; maior risco de infecção germes encapsulados – VACINA • Cavitação ganglionar mesentérica: rara • Jejunite ulcerativa: condição maligna ou pré-maligna → linfoma de células T na fase inicial: 1. Ulcerações segmentares ou extensas, comumente no jejuno, mas também no íleo e cólon 2. Pode evoluir com estenose e perfuração 3. 6ª-7ª décadas de vida 4. QC: dor e distensão abdominal, febre, perda ponderal, diarreia, esteatorreia 5. Dx: laparotomia exploradora (poucos dados na biópsia) DCR = doença celíaca refratária DSG = dieta sem glúten LCTAE = linfoma de células T Observa-se, na evolução da doença, o pleomorfismo e produção exagerada de linfócitos, levando ao linfoma de células T • Carcinomas epidermoides otorrinolaringológicos e no esôfago • Adenocarcinoma do intestino delgado • Linfomas não Hodgkin e o subtipo linfoma de células T: expansão clonal de linfócitos intraepiteliais aberrantes → anomalias citogenéticas e IL-15 1. Preferencialmente íleo e jejuno, mas também estômago e cólon 2. Pouco quimiossensível, com alto grau de malignidade 3. Sintomas gastrintestinais, apesar da dieta; sintomas constitucionais, massa abdominal, adenomegalias 4. Obstrução ou perfuração intestinal DC REFRATÁRIA Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra • Enteropatia com atrofia vilositária sustentada e linfocitose intraepitelial, apesar da restrição de glúten mais de 12 meses • Atentar à contaminação (presença de glúten em suas refeições devido ao material utilizado, por exemplo, compartilhamento de faca) • Pode ser primária ou secundária • Tipo 1: linfócitos intra-epiteliais normais e concomitância de doenças auto- imunes • Tipo 2: linfócitos com alterações fenotípicas, com risco de progressão para linfoma TESTE PARA DC Indicações: • Para aqueles que já realizaram a sorologia e deu, inicialmente, negativa → endoscopia com biópsia deve ser feita se há diarreia (principalmente disabsortiva), anemia, perda de peso, atrofia muscular, deficiência de Fe refratária ao tto, atraso de desenvolvimento em crianças, dermatite herpetiforme, naqueles que fizeram exame com cápsula endoscópica e foi observada atrofia vilositária, ou presença de alto débito inexplicado na ileostomia • Para todos aqueles com os sintomas e fatores de risco já discutidos, a sorologia é indicada; a biópsia é indicada apenas se o teste for positivo MARCADORES SOROLÓGICOS • Anti-gliadina, anti-endomísio, anti-transaminase tecidual, anti-peptídeo gliadina deaminada • Todos possuem IgA e IgG • Existe uma população com déficit congênito de IgA → falso negativo • Para aqueles com baixa probabilidade de DC (rastreio): anti-TTG IgA (alta sensibilidade) • Para confirmação do diagnóstico de DC: anti-endomísio IgA (alta especificidade) • Para aqueles com déficit congênito de IgA: anti-TTG IgG + anti-GPD IgG Método ELISA é melhor em questão de custo e especificidade/sensibilidade • Redução ou eliminação total do glúten da dieta leva à redução dos níveis de anticorpos contra a gliadina ou TTG: 6-12 meses: 80% serão negativos > 5 anos: 90% serão negativos • Por isso, esse teste deve ser feito antes da restrição dietética; jamais realizar teste terapêutico • Testes sorológicos nas fezes e na saliva: ainda sem recomendação AVALIAÇÃO ENDOSCÓPICA E HISTOLÓGICA • Afeta o intestino delgado proximal, com redução gradual da gravidade das lesões em sentido distal; íleo pode ser acometido em casos graves • Mucosa gástrica e retal (também pode ser acometido) Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 • EDA (achados típicos, porém não patognomônico): mucosa normal ou redução das pregas de Kerkring, atrofia, fissuras e aspecto em mosaico ou nodular, vasos da submucosa visíveis • Biópsias endoscópicas de bulbo (1 ou 2) + 2ª porção do duodeno (4): evitar hiperplasia das glândulas de Brünner e duodenite péptica; colher 1 amostra por vez • Padrão-ouro • Distribuição focal das lesões: pelo menos 4 a 6 amostras • Papel filtro: vilos orientados para cima • Controle de tto: melhora endoscópica antes da histológica cerca de 6-12 meses • Duração da exposição é inversamente proporcional à velocidade de recuperação da mucosaBaixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra A diferença de Corazza para Marsh é o número de linfócitos intraepiteliais; ele reduziu de 40 para 25 (aumento da sensibilidade da classificação) Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 MIMETIZADORES NA HISTOLOGIA • Muitas vezes, os pacientes possuem acúmulo de linfócitos, mas não possuem sintomas • Quando há discordância entre sorologia e histologia, deve-se realizar teste genético Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra Quando há o achado de Marsh 1, o paciente deve realizar tto de erradicação de H. pylori e repetir a biópsia depois para avaliar se o achado permanece TESTE GENÉTICO • HLA-DQ2: 50% dos indivíduos têm baixo risco • Diferenciar: HLA-DQ2.5 (muito alta predisposição) x HLA-DQ2.1 (baixa predisposição) → seria o ideal para a avaliação diagnóstica • Teste negativo HLA-DQ2/8: muito improvável (alto valor preditivo > 99%) • Indicações: 1. Excluir o diagnóstico em paciente com dieta glúten-free 2. Diagnóstico incerto: sorologias e histologia discordante 3. Distinguir irmãos que podem desenvolver a doença, cuja monitorização é necessária 4. Quando já existe um diagnóstico de doença auto-imune ou desordens genéticas DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • Sensibilidade ao glúten não-celíaco → dor abdominal, diarreia, mas não tem a sorologia nem os achados histológicos nem genéticos • Alergia ao glúten → mediada pelo IgE; pode ter edema de glote, dermatite atópica, urticária • Outros: Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 TRATAMENTO • Aconselhamento dietético • Dieta isenta de glúten indefinidamente: 70% melhoram em 2 semanas • Suplementação vitamínica: ferro, ácido fólico, vitamina B12, cálcio, vitamina D, cobre, magnésio • Nutrição parenteral (nos gravemente desnutridos) • Intolerância à lactose secundária e transitória (lactase está presente na borda em escova dos enterócitos; com a atrofia vilositária, perde-se temporariamente essa enzima • Orientação por nutricionista ou nutrólogo • Recomenda-se fazer parte de associações, como FENACELBA, ACELBRA-MG (possuem receitas sem glúten, troca de informações) SEGUIMENTO • Aconselhamento genético familiar para identificar os familiares de risco • Em 12 meses, testar a sorologia e realizar análise histológica para avaliar a negativação sorológica e a reversão da atrofia intestinal, respectivamente TRATAMENTO DA “CRISE CELÍACA” Corticoides: diarreia intensa, desidratação, emagrecimento, acidose, hipocalcemia e hipoproteinemia 1. Prednisona 40-60 mg/dia 2. Prednisolona 100 mg 6/6h EV (para mais graves) 3. Deterioração clínica após suspensão (por isso, deve-se suspender gradativamente) • Dieta enteral/parenteral • Correção hidroeletrolítica • É muito raro TRATAMENTO DA DC REFRATÁRIA TIPO 1 • Indução com corticoide seguida de imunossupressão com azatioprina TRATAMENTO DA DC REFRATÁRIA TIPO 2 • Não existe tratamento curativo → imunossupressor? imunobiológico? Bloqueadores de IL-15 ou da JAK3? Inibidores análogos de purinas (cladribine)? Transplante autólogo de células hematopoéticas? • Prognóstico reservado devido à associação com linfoma de células T • Rastrear as complicações OUTROS TRATAMENTOS • Antígenos sintéticos passíveis de modular favoravelmente a resposta imunológica • Enzimas proteolíticas capazes de fragmentar os peptídeos derivados do glúten • Modificação dos cereais • Probióticos (não há consenso sobre quais e por quanto tempo) • Acetato de larazotida: inibidor da zonulina Baixado por ariell Rito (ariellrito22@gmail.com) lOMoARcPSD|22092502 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=11-doenca-celiaca-palestra