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Formação em Linguagens e suas Tecnologias
Apresentação
Sejam bem-vindos(as) à Formação em Linguagens e suas Tecnologias!
Neste curso, trazemos uma proposta de conteúdo teórico e prático para curso de aperfeiçoamento de professores da área de Linguagens e suas tecnologias, tendo em vista a Base Nacional Comum Curricular e o Novo Ensino Médio. Nesse sentido, nosso objetivo central é aplicar os pressupostos da BNCC relacionados à área de Linguagens à prática pedagógica no contexto do Novo Ensino Médio.
Ao final do curso, esperamos que o cursista tenha em mente os principais elementos norteadores da BNCC para a área de Linguagens, reflita sobre sua prática pedagógica em relação às mudanças propostas pelo Novo Ensino Médio e sinta-se capaz de formular atividades e construir planejamentos de aprendizagem a partir dos pressupostos desses documentos.
Para tanto, inicialmente fazemos uma contextualização tanto sobre os pressupostos da BNCC quanto sobre Novo Ensino Médio em relação à área de Linguagens. Depois, abordamos os itinerários formativos, algumas propostas de atividades interdisciplinares e as possibilidades do chamado projeto de vida para essa área de conhecimento.
Esperamos que aproveitem da melhor maneira possível os assuntos contidos neste curso e desejamos bons estudos!
Para uma melhor visualização dos conteúdos desta Formação, veja o sumário a seguir.
Sumário
Módulo 1 - Formação Geral Básica: Área de Linguagens
· Unidade 1 - Estrutura geral do Novo Ensino Médio
· 1.1 Revendo alguns pressupostos
· 1.1 Dicas para a transição para o Novo Ensino Médio
· 1.2 Dicas para a aplicação das novas propostas da BNCC
· Unidade 2 - Competências gerais da BNCC e competências específicas da Área de Linguagens no Ensino Médio: subsídios para a Formação Geral Básica
· 2.1 Competências gerais da BNCC
· 2.2 As competências no Ensino Médio
· 2.3 Competências específicas de Linguagens e suas tecnologias no Ensino Médio
· 2.4 O trabalho articulado entre os componentes da área de linguagens
· Considerações Finais
· Referências
Módulo 2 - Itinerários: Área de Linguagens
· Unidade 1 - Itinerários formativos na área de Linguagens
· 1.1 Revendo alguns pressupostos
· 1.2 Trilha de aprofundamento (Área de Linguagens): Produção cultural
· 1.3 Eletivas
· Unidade 2 - Propostas interdisciplinares: Linguagens e outras áreas do conhecimento
· 2.1 Propostas interdisciplinares
· Unidade 3 - Linguagens e projeto de vida: possibilidades
· 3.1 O que é projeto de vida?
· 3.2 Objetivos do projeto de vida
· 3.3 Dimensões do projeto de vida
· 3.4 Projetos de vida na escola - Como colocar em prática?
· Considerações Finais
Módulo 1 - Formação Geral Básica: Área de Linguagens
Apresentação
Sejam bem-vindos(as) ao primeiro módulo da Formação em Linguagens e suas Tecnologias!
Neste módulo, composto de duas unidades, serão apresentados os pressupostos da BNCC na área de Linguagens e uma visão geral da proposta do Novo Ensino Médio em relação à área de Linguagens. Serão, ainda, trabalhados alguns dos aspectos do Novo Ensino Médio especificamente em relação à área de Linguagens, no que tange à formação geral.
Unidade 1 – Estrutura geral do Novo Ensino Médio
Nesta primeira unidade o objetivo principal é apresentar a estrutura geral do Novo Ensino Médio, tendo em vista os pressupostos da organização curricular e dos itinerários formativos.
Questões-chave
Qual é a organização curricular do Novo Ensino Médio?
Entre as mudanças propostas pelo Novo Ensino Médio (reforma estabelecida pela Lei 13.415, de 16/02/2017) estão a valorização do protagonismo juvenil e a flexibilização do currículo nessa etapa de ensino, resultando no rompimento com a lógica das disciplinas ao se introduzirem as competências e as habilidades por áreas do conhecimento (Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Sociais Humanas e Sociais Aplicadas) e a Formação Técnica Profissional. Assim, as redes devem organizar seus currículos de forma que os componentes de uma mesma área sejam trabalhados de forma integrada. Língua Portuguesa e Matemática são as únicas disciplinas com habilidades específicas, que precisarão ser trabalhadas obrigatoriamente durante toda a extensão do Ensino Médio
Fonte: http://portal.educacao.rs.gov.br/novo-ensino-medio. Acesso em: 12 agosto 2021.
Diante da mudança legal, o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiu a Resolução n. 3/2018, atualizando as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para o Ensino Médio. Nesse documento está explícito que os currículos desta etapa passam a ser compostos por uma formação geral básica e por itinerários formativos.
A formação geral básica é composta por competências e habilidades previstas na BNCC, a ser enriquecida pelo contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural local, do mundo do trabalho e da prática social. Possui carga horária total máxima de 1.800 horas e deverá ser organizada nas quatro áreas de conhecimento (BRASIL, 2018).
Por sua vez, os itinerários formativos representam a parte flexível do currículo, com carga horária de 1.200 horas. Devem ser orientados para o aprofundamento acadêmico e a ampliação das aprendizagens em uma ou mais áreas do conhecimento da base comum ou para a formação técnica e profissional. Essa estrutura busca atender as especificidades locais e a multiplicidade de interesses dos estudantes, estimulando o exercício do protagonismo juvenil.
Os itinerários formativos são constituídos por conjuntos de unidades curriculares, cujo detalhamento é prerrogativa dos diferentes sistemas, redes e escolas, conforme previsto na Lei n.º 13.415/2017. Objetivam possibilitar ao estudante o aprofundamento de seus conhecimentos de modo a prepará-los para prosseguir nos estudos ou adentrar no mundo do trabalho. A DCN de Ensino Médio estabelece, ainda, que os itinerários devem se organizar em torno de um ou mais dos eixos estruturantes.
Interaja no infográfico, clicando em cada um dos Eixos Estruturantes a seguir, para conhecer mais sobre cada um deles, uma vez que eles devem estar presentes na configuração do Novo Ensino Médio.
Eixos Estruturantes
· Integram os diferentes arranjos de Itinerários Formativos
· Conectam experiências educativas com a realidade contemporânea
· Desenvolvem habilidades relevantes para a formação integral
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
PROCESSOS CRIATIVOS
EMPREENDEDORISMO
EIXO: Investigação científica
Justificativa:
Criar condições para que o jovem possa participar da sociedade da informação compreendendo e intervindo na realidade e lidando de forma crítica, reflexiva e produtiva com a quantidade cada vez maior de informações disponíveis.
Objetivos:
· Aprofundar conceitos fundantes das ciências para a interpretação de ideias, fenômenos e processos;
· Ampliar habilidades relacionadas ao pensar e fazer cientifica;
· Utilizar esses conceitos e habilidades em procedimentos de investigação voltados a compreensão e enfrentamento de situações cotidianas, com proposição de intervenções que considerem o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
Foco Pedagógico:
Investigar a realidade por meio da realização de uma pesquisa científica identificando uma dúvida, questão ou problema; levantando, formulando e testando hipóteses; selecionando informações e fontes confiáveis; interpretando, elaborando e usando de forma ética as informações coletadas; identificando de como utilizar os conhecimentos gerados para solucionar problemas diversos; e comunicando conclusões com a utilização de diferentes linguagens.
Fonte: http://educacaointegral.org.br/reportagens/novo-ensino-medio-entenda-os-itinerarios-formativos/ 
Cabe ressaltar que o Novo Ensino Médio não exclui disciplinas dos currículos, mas busca mobilizar conhecimentos de todos os componentes curriculares em suas competências e habilidades. O que se almeja é, antes, atender às necessidades e às expectativas dos jovens, permitindo a eles fazer escolhas em relação aos conhecimentos em que pretendem seaprofundar, sempre com o objetivo de reforçar o protagonismo juvenil.
Observação
É importante observar que a BNCC não se constitui como o currículo do Ensino Médio. Ela apenas define as aprendizagens essenciais que, a partir da reelaboração dos currículos pelas escolas, deverão ser alcançadas pelos alunos nos três anos de formação dessa etapa.
Nesse contexto, temos um conceito importante, o de Unidades Curriculares. As Unidades Curriculares são os elementos com carga horária pré-definida, cujo objetivo é desenvolver competências específicas, seja da formação geral básica, seja dos itinerários formativos. Além da tradicional organização por disciplinas, as redes e escolas podem escolher criar unidades que melhor respondam aos seus contextos e às suas condições, como projetos, oficinas, atividades e práticas contextualizadas, entre outras situações de trabalho. O conjunto de unidades curriculares de um itinerário deve desenvolver as habilidades de pelo menos um dos eixos estruturantes apresentados nos referenciais para a elaboração dos itinerários formativos.
Desse modo, para atender ao que preconiza a BNCC, a organização dos currículos no Novo Ensino Médio deve evitar a fragmentação das unidades curriculares, buscando a construção de currículos interdisciplinares que mobilizem as habilidades de todos os atuais componentes curriculares, bem como os temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora.
Face a esse novo contexto, cabe às escolas de Ensino Médio proporcionar experiências e processos  que garantam aos estudantes as aprendizagens necessárias para a leitura crítica da realidade, o  enfrentamento dos desafios atuais, a participação cidadã e a tomada de decisões acertadas. 
O mundo físico, social e cultural deve ser objeto de investigação e intervenção, de modo que os estudantes se sintam estimulados a buscar soluções e a descobrirem novas possibilidades de ser, viver e agir. Assim, esta última etapa da Educação Básica precisa atender com qualidade os anseios das diversas juventudes que acorrem à escola com suas múltiplas necessidades e  aspirações (BRASIL, 2011).
No quadro a seguir, são apresentadas algumas mudanças que ocorrerão, em conformidade ao que é proposto pelo Novo Ensino Médio: https://avamec.mec.gov.br/ava-mec-ws/instituicao/seb/conteudo/modulo/4504/resources/mod1/uni1/sl04/img_1.svg
Colocar em prática as mudanças propostas constitui a etapa final de um percurso que teve início com estudos desenvolvidos pelas redes, seguidos de um processo de diagnóstico das capacidades por meio da escuta efetiva dos vários segmentos envolvidos, como os jovens, os professores, os gestores e a sociedade, buscando apoio no processo de (re)elaboração dos currículos e de implementação da nova arquitetura do Ensino Médio. A (re)elaboração dos currículos por cada rede vem sendo desenvolvida – alguns estados já tiveram suas propostas homologadas – visando contemplar as aprendizagens definidas na BNCC e as diferentes possibilidades de itinerários formativos.
Para a implementação efetiva do Novo Ensino Médio, com início previsto para 2022, as redes deverão adotar ações que incluam um cronograma de implementação progressiva e, se possível, realizar projetos-piloto para entender quais organizações curriculares melhor respondem às diferentes realidades.
A seguir, apresentamos algumas orientações a respeito de como implementar essas mudanças no âmbito das escolas:
1.1 Dicas para ajudar a escola na transição para o Novo Ensino Médio e na aplicação das novas propostas da BNCC:
· Planeje a implantação considerando o contexto da escola, como o tempo destinado para reuniões de professores e da gestão, conhecimento prévio da equipe, desejos da comunidade escolar e recursos materiais.
· A implementação deve ser gradativa, considerando a capacidade e a velocidade de transformação da escola e da comunidade.
· A formação de professores pode ser feita em etapas e foca na compreensão das competências gerais e no uso de metodologias ativas; na interdisciplinaridade aplicada à prática docente; e nos processos avaliativos para diferentes competências cognitivas e socioemocionais.
· É necessário muito estudo para ter um entendimento satisfatório da Base. Desdobre a BNCC e todos os conceitos pedagógicos e pressupostos teóricos por trás do documento.
· Envolva os professores na elaboração do currículo da escola, que deve ser feito de forma colaborativa.
· Compartilhe experiências, conheça os êxitos e fracassos de outras comunidades e exponha os seus.
· Ouça a comunidade e faça pesquisas para a elaboração e construção da oferta de itinerários formativos, a parte flexível da BNCC. Uma oferta de itinerários que não responda aos desejos e necessidades dos alunos os mantém sem escolhas.
· Considere a parte administrativa para algumas decisões. Por exemplo, a quantidade de itinerários, formato, duração e distribuição têm relação com a parte pedagógica, mas também envolve espaços, número de alunos por sala, professores para lecionarem etc.
Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/20257/trilha-ensino-medio-como-trabalhar-por-areas-do-conhecimento.
Em resumo
Como vimos, o Novo Ensino Médio propõe uma maior integração entre as disciplinas, além da oferta de itinerários formativos (sobre os quais trataremos mais detalhadamente no Módulo 2 deste curso). Com relação à implementação das mudanças nessa etapa do ensino, sabemos que muitos estados já elaboraram seus currículos de referência, a serem postos em prática a partir de 2022. A principal característica presente nesses novos currículos é justamente a integração entre as disciplinas tendo em vista as quatro áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas).
Para muitos professores ainda parece ser difícil encontrar a forma de fazer a integração das disciplinas, por considerarem um desafio o trabalho em conjunto com outros profissionais que ministram aulas de disciplinas que compõem a mesma área que a sua matéria.
Há, no entanto, caminhos que podem tornar esse processo mais fácil. O primeiro passo é entender como as áreas são separadas e qual é a principal função deste agrupamento de disciplinas.
Veja, a seguir, mais dicas para ajudar a escola nesse processo de transição!
1.2 Mais dicas para ajudar a escola na transição para o Novo Ensino Médio e na aplicação das novas propostas da BNCC
ÁREAS DO CONHECIMENTO
Tomando como exemplo a área de Linguagens, os alunos aprenderão, de forma integrada, conhecimentos ligados à língua portuguesa, língua inglesa, educação artística e educação física. Essa junção das quatro disciplinas tratando de um mesmo assunto com diferentes pontos de vista é o grande diferencial dessa nova maneira de ensinar e aprender.
Muitos estudos apontam que o conhecimento por áreas é mais fácil para o aprendizado dos alunos, sendo um modo mais orgânico de construir o conhecimento. Isso ocorre porque as disciplinas reúnem componentes que podem se complementar mutuamente sobre um determinado assunto. No caso da área de Linguagens, é preciso incentivar a capacidade de ler e se expressar no mundo.
É preciso ter em mente que o sucesso do aprendizado dos alunos está estreitamente ligado à organização dos professores com relação ao material que será oferecido aos estudantes. Nesse sentido, os professores de cada área devem fazer um planejamento disciplinar abrangente. Assim, os alunos poderão ampliar o repertório e ter contato com diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto e isso pode contribuir com a formação de um sujeito mais apto a ler criticamente a realidade.
OS BENEFÍCIOS DO TRABALHO EM GRUPO
Inicialmente, a divisão das disciplinas por áreas causou um estranhamento em muitos alunos e professores, pois houve a preocupação de que essa organização do currículo tirasse um pouco da autonomia de cada matéria. Entretanto, ao entender o conhecimento de forma integrada, as novas orientações curriculares podem enriquecer o aprendizado, ampliando as possibilidadesde serem feitas conexões entre o que é trabalhado pelas diferentes disciplinas, tornando os conteúdos mais atrativos e relevantes.
CAMINHOS MAIS FÁCEIS
Algumas sugestões podem tornar o processo de ensino integrado mais fácil para professores, buscando-se atingir o objetivo de aprendizado dos alunos.
Além de palestras e workshops ministrados por especialistas no assunto, a dica mais importante é o planejamento de ensino. Os professores de cada área têm que se reunir e planejar o que é relevante e pensar como podem desenvolver assuntos que sejam de interesse dos alunos, utilizando todas as disciplinas que fazem parte de determinada área. No caso da área de Linguagens, os professores de língua portuguesa, de línguas estrangeiras, de artes e de educação física devem se juntar para esse planejamento.
Outro ponto importante, é que a implementação desta metodologia deve ser gradativa. Os professores precisam considerar o cenário em que a escola está inserida para que o aprendizado dos discentes seja mais efetivo. Nesse sentido, pode ser ainda proveitoso que os docentes consultem os estudantes para descobrirem que interesses eles têm. Dessa forma, conseguem alcançar o objetivo final de ensino e aprendizagem, reduzindo a evasão escolar e também contribuindo para a formação de bons cidadãos.
Antes de continuar, é importante conhecer os principais documentos normativos que regulamentam o Novo Ensino Médio. Esses documentos e os respectivos links, em que podem ser encontrados, serão apresentados a seguir.
SAIBA MAIS
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO 1
Questão 1
Vamos focar, agora, em um desses documentos, o Guia para Implementação do Novo Ensino Médio, em que são sintetizadas as principais mudanças promovidas pelo Novo Ensino Médio. Antes de ler o Guia, responda as perguntas a seguir, marcando (S) para Sim e (N) para Não:
a
N S Você conhece a BNCC?
b
N S Você acompanhou a reformulação curricular de seu estado tendo em vista as adequações à BNCC?
c
N S Você sabe do que se trata a flexibilização curricular proposta pela BNCC?
d
N S No Novo Ensino Médio, os currículos estarão baseados na BNCC, no que diz respeito à Formação Geral Básica, mas também contarão com a presença de itinerários formativos. Você sabe do que se trata esses itinerários?
e
N S Você sabia que os alunos matriculados no Novo Ensino Médio terão a possibilidade de optar por uma Formação Técnica Profissional?
f
N S Você sabe como ficará a distribuição da carga horária no Novo Ensino Médio?
Questão 2
Leia o Guia para Implementação do Novo Ensino Médio, buscando esclarecer as eventuais dúvidas surgidas na atividade anterior. 
· Playlist 1 – Novo Ensino Médio em Profundidade
https://youtube.com/playlist?list=PLiOKxVOLLQHx_qhYkT4pmrYPk44jpLcj3
· Playlist 2– Websérie Novo Ensino Médio
https://youtube.com/playlist?list=PLNgFJiqZ-gFoYXb2TsmPKRt7tuWishrQu
QUESTIONÁRIO DE VALIDAÇÃO DA UNIDADE I
Questão 1
Assinale (S) para Sim ou (N) para Não.
a
N S Sobre o conteúdo da Unidade I, a organização está clara quanto a sua divisão e sequência?
Questão 2
Justifique o motivo de ter marcado Sim ou Não na questão 1
Questão 3
Assinale (S) para Sim ou (N) para Não.
a
N S O tempo proposto para a realização da Unidade I é de 30 horas, incluindo as atividades práticas propostas; você considera um prazo adequado?
Questão 4
Justifique o motivo de ter marcado Sim ou Não na questão 3.
NIDADE II – Competências gerais da BNCC e competências específicas da Área de Linguagens no Ensino Médio: subsídios para a Formação Geral Básica
Nesta segunda unidade, o objetivo é apresentar as competências gerais da BNCC e as competências específicas da área de Linguagens, com vistas à prática pedagógica.
Questões-chave
Quais são as competências da BNCC e como aplicá-las na sala de aula no contexto do Novo Ensino Médio?
2.1 Competências gerais da BNCC
Como vimos na Unidade I, os currículos do Novo Ensino Médio são compostos, indissociavelmente, pela formação geral básica e pelos itinerários formativos. A formação geral básica, no que lhe concerne, é composta por competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e articuladas como um todo também indissociável, enriquecidas pelo contexto histórico, econômico, social, ambiental, cultural local, sendo organizada por áreas de conhecimento e com vistas ao mundo do trabalho e da prática social
Nesta Unidade, vamos tratar das competências gerais da BNCC e das competências e habilidades que se aplicam mais especificamente à área de Linguagens e suas tecnologias, para que você, professor, tenha a oportunidade de aperfeiçoar suas práticas pedagógicas visando adequá-las à nova configuração do Ensino Médio.
Para iniciar esse trajeto, cabe ressaltar que, na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013).
Vamos, então, observar, no infográfico a seguir, as 10 competências gerais estabelecidas pela BNCC:
Fonte:http://ctj.thomas.org.br/makerspace/a-intersecao-entre-o-maker-centered-learning-e-a-base-nacional-comum-curricular-bncc/
Uma pergunta que pode surgir ao professor é: Como ensinar as competências?
É importante assinalar que a ideia proposta pela BNCC não é a de planejar uma aula específica sobre essas competências ou transformá-las em componente curricular, em conteúdo a ser ensinado, mas sim de articular a sua aprendizagem à de outras habilidades relacionadas às áreas do conhecimento. Como se pode observar, algumas dessas competências estão relacionadas ao desenvolvimento socioemocional, e este, para que efetivamente aconteça, deve estar incorporado ao cotidiano escolar, permeando disciplinas e ações. O desafio, portanto, é complexo, pois impacta não apenas os currículos, mas nos processos de ensino e aprendizagem, gestão, formação de professores e avaliação.
Desse modo, as 10 competências gerais da BNCC são elementos fundamentais para a arquitetura dos diferentes currículos. Neles, os estudantes devem ser desafiados, em seus respectivos contextos, a se tornarem protagonistas de seus processos formativos. É importante não perder de vista que, na BNCC, cada área do conhecimento possui competências específicas que visam mobilizar, articular e integrar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Relacionadas a cada uma dessas competências, são descritas habilidades a serem desenvolvidas ao longo de cada etapa de ensino.
Antes de passar às competências específicas de nossa área de conhecimento, vamos nos aprofundar um pouco mais nas competências gerais da BNCC. Para tanto, realize a atividade 1 desta unidade
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO 1
Assista ao vídeo “As competências gerais da BNCC” e responda às questões, a seguir: https://youtu.be/-wtxWfCI6gk
Questão 1
A que diz respeito o conceito de Educação Integral proposto pela BNCC?
Questão 2
Segundo a BNCC, qual deveria ser o foco na elaboração dos currículos?
Questão 3
Qual a relação entre competências gerais, competências específicas e habilidades?
Questão 4
O que seriam as práticas pedagógicas interdisciplinares?
IBA MAIS
E-book – “Competências Gerais da BNCC”. Disponível em:  https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JQtb9x4pJtbXaRk9VxTBEbTQu7sHHSM8kVyCsTkfHwYgA8rdfAbFhJsQg5eh/guiabncccompetenciasgeraisnovaescola.pdf
2.2 As competências no Ensino Médio
No que tange ao Ensino Médio, além de habilidades específicas de Língua Portuguesa e Matemática – únicos componentes obrigatórios durante os três anos –, foram definidas habilidades específicas para as áreas das Linguagens e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.Para atender às alterações propostas pelo Novo Ensino Médio, impôs-se a necessidade de reestruturação dos currículos estaduais e distrital, e a ampliação progressiva da carga horária da última etapa da educação básica. Um dos objetivos dessa mudança é tornar os currículos do Ensino Médio mais flexíveis, com maior amplitude de escolha por parte dos estudantes e de adequação às suas demandas, em observância, entre outros aspectos, às competências gerais da BNCC.
Deste modo, o Novo Ensino Médio prevê a (re)elaboração de uma Proposta Curricular por cada um dos 26 estados da federação e do Distrito Federal. Os entes federados, por sua vez, apresentam autonomia na (re)elaboração curricular amparada pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB, n.º 9.394/96). Segundo a LDB, art. 10, os Estados ficam incumbidos de elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus municípios.
Até a presente data (agosto de 2021), apenas o Distrito Federal e nove estados da federação finalizaram suas propostas (a saber: Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo), totalizando, portanto, 10 currículos de referências para o Ensino Médio já aprovados e homologados em território nacional.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO 2
Sobre o currículo do Ensino Médio em seu estado, responda:
Questão 1
Você acompanhou/acompanha a reformulação do currículo?
Questão 2
Quais são suas maiores preocupações quanto às mudanças propostas?
2.3 Competências específicas de Linguagens e suas tecnologias no Ensino Médio
Tendo em vista os pressupostos da BNCC, os currículos para o Ensino Médio se organizam por áreas do conhecimento, não com o objetivo de excluir componentes curriculares, mas, sim, de fortalecer as relações entre eles e a contextualização para intervenção na realidade. Entre as finalidades desta organização curricular, está a de proporcionar um trabalho integrado e cooperativo dos professores.
Assim, a BNCC propõe, para a área de Linguagens e suas Tecnologias no Ensino Médio, a consolidação e a ampliação das aprendizagens previstas na BNCC do Ensino Fundamental nos componentes Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa.
Em alguns dos currículos estaduais já elaborados e aprovados, encontramos interessantes aprofundamentos e proposições quanto à efetivação dos pressupostos da BNCC para a área de Linguagens.
No Currículo Referência de Minas Gerais, por exemplo, é enfatizado o objetivo essencial da área de Linguagens e Suas Tecnologias, como sendo o de “propiciar aos estudantes condições para se tornarem capazes de: dialogar e criar entendimento mútuo; compreender o outro; se expressar; debater ideias de maneira crítica, baseando-se no respeito e na ética, com consideração de diferentes perspectivas e valores culturais; de valer-se de diferentes linguagens e mídias, em diferentes processos de interação, com uso crítico de ferramentas digitais. Além disso, busca aperfeiçoar a capacidade dos estudantes de elaborar e avaliar metas e construir seus projetos de vida e de profissões, para exercer proativamente seus variados papéis sociais, conhecendo seus direitos e deveres como cidadãos, e agindo por meio das linguagens em favor deles e da transformação social”.
Nessa mesma direção, a Proposta Curricular do Ensino Médio da Paraíba, prevê que os estudantes “desenvolvam competências e habilidades que lhes possibilitem mobilizar e articular conhecimentos desses componentes simultaneamente às dimensões socioemocionais, em situações de aprendizagem que lhes sejam significativas e relevantes para sua formação integral”.
No Currículo Paulista – Etapa Ensino Médio, o ensino e a aprendizagem das Linguagens, propõe “uma formação voltada a possibilitar a participação plena dos jovens nas diferentes práticas socioculturais que envolvem o uso das linguagens”.
Considerando os aspectos citados no slide anterior, são priorizados cinco campos de atuação social para a proposta de práticas de linguagem. Veja quais são eles:
O campo da vida pessoal organiza-se de modo a possibilitar uma reflexão sobre as condições que cercam a vida contemporânea e a condição juvenil no Brasil e no mundo e sobre temas e questões que afetam os jovens. As experiências, análises críticas e aprendizagens propostas neste campo podem se constituir como suporte para os processos de construção de identidade e de projetos de vida, por meio do mapeamento e do resgate de trajetórias, interesses, afinidades, antipatias, angústias, temores, etc., que possibilitam uma ampliação de referências e experiências culturais diversas e do conhecimento sobre si.
O campo das práticas de estudo e pesquisa abrange a pesquisa, recepção, apreciação, análise, aplicação e produção de discursos/textos expositivos, analíticos e argumentativos, que circulam tanto na esfera escolar como na acadêmica e de pesquisa, assim como no jornalismo de divulgação científica. O domínio desse campo é fundamental para ampliar a reflexão sobre as linguagens, contribuir para a construção do conhecimento científico e para aprender a aprender.
O campo jornalístico-midiático refere-se aos discursos/textos da mídia informativa (impressa, televisiva, radiofônica e digital) e ao discurso publicitário. Sua exploração permite construir uma consciência crítica e seletiva em relação à produção e circulação de informações, posicionamentos e induções ao consumo
O campo de atuação na vida pública contempla os discursos/textos normativos, legais e jurídicos que regulam a convivência em sociedade, assim como discursos/textos propositivos e reivindicatórios (petições, manifestos, etc.). Sua exploração permite ao estudante refletir e participar na vida pública, pautando-se pela ética. 
O campo artístico-literário abrange o espaço de circulação das manifestações artísticas em geral, contribuindo para a construção da apreciação estética, significativa para a constituição de identidades, a vivência de processos criativos, o reconhecimento da diversidade e da multiculturalidade e a expressão de sentimentos e emoções. Possibilita ao estudante, portanto, reconhecer, valorizar, fruir e produzir tais manifestações, com base em critérios estéticos e no exercício da sensibilidade.
Essa estrutura também é utilizada no Currículo de Referência de Mato Grosso do Sul — Ensino Médio para a área de Linguagens e suas Tecnologias. O referido documento apresenta um Organizador Curricular, que corresponde a um quadro composto por cinco (05) colunas contendo: eixo temático (campo de atuação social), habilidades, componente curricular, objeto de conhecimento e sugestões didáticas, os quais indicam os saberes que devem ser aprofundados com os estudantes, por meio de competências e habilidades, em cada componente curricular da área de conhecimento no respectivo ano, no sentido de dar respaldo pedagógico aos professores.
Diante dessas e de outras propostas encontradas nos diferentes currículos para o Ensino Médio, vimos ser variadas as formas de se organizar as competências, as habilidades e os objetos de conhecimento:
· As competências, as habilidades e os objetos de conhecimento podem ser organizados por conceitos estruturantes, temas integrados, situações problemas, situações de aprendizagem e unidades temáticas.
· É recomendado que sejam organizados em uma escala de complexidade e integralidade e partindo dos conhecimentos gerais para os específicos. Nessa organização, os objetos de conhecimento são as expressões dos componentes curriculares que, em conjunto, potencializam o desenvolvimento das habilidades e competências das áreas do conhecimento.
Antes de passarmos ao detalhamento das competências específicas da área de Linguagens, assista ao vídeo produzido pela Secretaria de Estado de Educação de Goiás, intitulado “Competências e habilidades na perspectiva da BNCC”:
https://youtu.be/ddb6lwlTBo0
São sete as competências específicas da área do conhecimentode Linguagens e suas Tecnologias para o Ensino Médio. Veja quais são elas:
· Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.
· Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação e combatendo preconceitos de qualquer natureza.
· Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. 
· Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo suas variedades e vivenciando-as como formas de expressões identitárias, pessoais e coletivas, bem como agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza
· Compreender os processos de produção e negociação de sentidos nas práticas corporais, reconhecendo-as e vivenciando-as como formas de expressão de valores e identidades, em uma perspectiva democrática e de respeito à diversidade.
· Apreciar esteticamente as mais diversas produções artísticas e culturais, considerando suas características locais, regionais e globais, e mobilizar seus conhecimentos sobre as linguagens artísticas para dar significado e (re)construir produções autorais individuais e coletivas, exercendo protagonismo de maneira crítica e criativa, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
· Mobilizar práticas de linguagem no universo digital, considerando as dimensões técnicas, críticas, criativas, éticas e estéticas, para expandir as formas de produzir sentidos, de engajar-se em práticas autorais e coletivas e de aprender a aprender nos campos da ciência, cultura, trabalho, informação e vida pessoal e coletiva.
SAIBA MAIS
O material “Área de Linguagens na BNCC” faz uma síntese dos aspectos mais importantes definidos pela BNCC para cada um dos componentes da área de Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física). 
 
Leia o texto e assista aos vídeos, buscando identificar as particularidades de cada componente e as possibilidades de convergências entre eles com vistas à proposta interdisciplinar da BNCC.
 
Você pode acessá-lo através do link, a seguir:
https://movimentopelabase.org.br/acontece/area-de-linguagens-na-bncc/
Introdução: família, base da sociedade
· (EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.
· (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias como forma de ampliar suas possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade.
· (EM13LGG103) Analisar, de maneira cada vez mais aprofundada, o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses.
· (EM13LGG104) Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em diversos campos de atuação social.
· (EM13LGG105) Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de produções multissemióticas, multimídia e transmídia, como forma de fomentar diferentes modos de participação e intervenção social.
· (EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), para compreender o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias.
· (EM13LGG203) Analisar os diálogos e conflitos entre diversidades e os processos de disputa por legitimidade nas práticas de linguagem e suas produções (artísticas, corporais e verbais), presentes na cultura local e em outras culturas.
· (EM13LGG204) Negociar sentidos e produzir entendimento mútuo, nas diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia e nos Direitos Humanos.
· (EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
· (EM13LGG302) Compreender e posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação.
· (EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões manifestados, para negociar e sustentar posições, formular propostas, e intervir e tomar decisões democraticamente sustentadas, que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.
· (EM13LGG304) Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo seus princípios e objetivos de maneira crítica, criativa, solidária e ética.
· (EM13LGG401) Analisar textos de modo a caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
· (EM13LGG402) Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s) interlocutor(es) e combatendo situações de preconceito linguístico.
· (EM13LGG403) Fazer uso do inglês como língua do mundo global, levando em conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa língua no mundo contemporâneo.
· (EM13LGG501) Selecionar e utilizar movimentos corporais de forma consciente e intencional para interagir socialmente em práticas da cultura corporal, de modo a estabelecer relações construtivas, éticas e de respeito às diferenças.
· (EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder subjacentes às práticas e discursos verbais e imagéticos na apreciação e produção das práticas da cultura corporal de movimento.
· (EM13LGG503) Praticar, significar e valorizar a cultura corporal de movimento como forma de autoconhecimento, autocuidado e construção de laços sociais em seus projetos de vida.
· (EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico e da cultura corporal de movimento de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de disputa por legitimidade.
· (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
· (EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos criativos que integrem diferentes linguagens artísticas e referências estéticas e culturais, recorrendo a conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e políticos) e experiências individuais e coletivas.
· (EM13LGG604) Relacionar as práticas artísticas e da cultura corporal do movimento às diferentes dimensões da vida social, cultural,política, histórica e econômica.
· (EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e mobilizá-las de modo ético, responsável e adequado a práticas de linguagem em diferentes contextos.
· (EM13LGG702) Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais, para fazer uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e produção de discursos em ambiente digital.
· (EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.
· (EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede.
· 2.4 O trabalho articulado entre os componentes da área de linguagens
· No novo cenário que se desenha para o Ensino Médio, voltado para a formação de um indivíduo crítico, competente e comprometido consigo mesmo, com o outro e com a natureza, é importante que se faça presente uma educação que busca produzir sentidos, estimulando a compreensão da realidade que extrapola as barreiras disciplinares.
· Os diversos saberes, atrelados aos contextos de sua produção, situados no tempo e no espaço, precisam integrar-se sob a perspectiva da interdisciplinaridade, promovendo a articulação entre os componentes de área para demonstrar que diferentes conhecimentos subsidiam a construção de outros, numa integração contínua de conhecimentos, em que se dá um diálogo entre campos do saber, a despeito dos componentes curriculares aos quais estejam ligados
· Assim sendo, compreende-se que as estratégias pedagógicas, enquanto atividades planejadas para alavancar o desempenho dos estudantes, devem priorizar temáticas que atendam à construção da identidade, à leitura crítica de mundo e à promoção de ações voltadas para o bem comum numa perspectiva inter e transdisciplinar.
· Nesse sentido, o foco da área de Linguagens e suas Tecnologias no Ensino Médio está na ampliação da autonomia, do protagonismo e da autoria nas práticas de diferentes linguagens (verbais, corporais e artísticas); na identificação e na crítica aos diferentes usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais; e no uso criativo das diversas mídias. (BRASIL, 2018).
· 
· Importa ressaltar que os sentidos produzidos pela linguagem, representados por palavras, imagens, sons, gestos e movimentos materializam-se em cada componente curricular, estando todos os diferentes campos da atividade humana ligados ao uso da linguagem. Entendemos, então, ser esse o elo entre os componentes curriculares da área − Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa.
· Componentes curriculares da área de linguagens
· Os componentes curriculares da área em debate são responsáveis por ampliar as habilidades no uso das diversas formas de linguagens. A seguir, vamos falar sobre o tratamento dado pela BNCC a cada um deles, e como essa abordagem se traduz nas práticas pedagógicas.
· O componente Arte na BNCC está centrado nas linguagens das artes visuais, dança, música, teatro e artes integradas, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre racionalidade, sensibilidade, intuição e ludicidade. Ela é, também, propulsora da ampliação do conhecimento do sujeito relacionado a si, ao outro e ao mundo. É na aprendizagem, na pesquisa e no fazer artístico que as percepções e compreensões do mundo se ampliam no âmbito da sensibilidade e se interconectam, permitindo aos sujeitos estarem abertos às percepções e experiências, por meio da capacidade de imaginar e ressignificar os cotidianos e rotinas.
· Nessa perspectiva, o trabalho com as linguagens artísticas deve contemplar aspectos corporais, gestuais, teatrais, visuais, espaciais e sonoros, possibilitando aos estudantes explorar, de forma interconectada, as especificidades das Artes Visuais, do Audiovisual, da Dança, da Música e do Teatro
· Esses processos criativos devem permitir incorporar estudo, pesquisa e referências estéticas, poéticas, sociais, culturais e políticas, para criar relações entre sujeitos e seus modos de olhar para si e para o mundo. Eles são, portanto, capazes de gerar processos de transformação, crescimento e reelaboração de poéticas individuais e coletivas.
· No decorrer desses processos, os estudantes podem também relacionar, de forma crítica e problematizadora, os modos como as manifestações artísticas e culturais se apresentam na contemporaneidade, estabelecendo relações entre arte, mídia, mercado e consumo. Podem, assim, aprimorar sua capacidade de elaboração de análises em relação às produções estéticas que observam/vivenciam e criam.
· Assim, o trabalho com a Arte no Ensino Médio deve promover o cruzamento de culturas e saberes, possibilitando aos estudantes o acesso e a interação com as distintas manifestações culturais populares presentes na sua comunidade. O mesmo deve ocorrer com outras manifestações presentes nos centros culturais, museus e outros espaços, de modo a garantir o exercício da crítica, da apreciação e da fruição de exposições, concertos, apresentações musicais e de dança, filmes, peças de teatro, poemas e obras literárias, entre outros.
· O componente Educação Física tem como objetivo principal promover ao estudante a apropriação crítica da cultura corporal, sendo esta o conjunto de sentidos e significados das práticas corporais construídas historicamente. Para tal apropriação crítica, a escola deve oferecer condições para que o estudante não apenas conheça os sentidos e significados nas práticas corporais, mas também construa e reconstrua, contribuindo para uma aprendizagem significativa e com foco no aluno.
· Exatamente devido a esse conjunto de sentidos e significados, símbolos e signos, a Educação Física Escolar faz parte da grande Área de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias. Ou seja, o homem é produtor de textos não verbais, através da linguagem das práticas corporais (BRASIL, 1997). Além disso, toda produção cultural humana se traduz em movimento, sendo este intrínseco à cultura.
· Diferentemente de outras épocas da educação brasileira, na Base Nacional Comum Curricular e no Referencial Curricular Amapaense para o Ensino Médio, a Educação Física tem como foco a formação integral do estudante, contribuindo para a aprendizagem das competências gerais da BNCC, desenvolvendo habilidades por meio dos objetos de conhecimento relacionados às práticas corporais.
· Sendo assim, a BNCC propõe que as aulas de Educação Física no Ensino Médio devem aprofundar a reflexão sobre as práticas corporais através não somente de vivências, mas também pela reflexão sobre a própria prática, atribuindo a elas valores e sentidos para a apropriação e uso crítico e consciente para a vida. Desse modo, deve-se buscar promover experiências pedagógicas que permitam aos estudantes reconhecerem o significado da cultura corporal por meio da sua prática contemporânea e histórica, do estudo e da pesquisa de textos científicos, jornalísticos, jurídicos e normativos, além da apreciação de manifestações artísticas.
· 
· O componente Língua Inglesa propicia a criação de novas formas de interação e participação dos alunos em um mundo social cada vez mais globalizado, em que fronteiras entre países e interesses pessoais, locais, regionais, nacionais e transnacionais podem possibilitar a todos o acesso aos saberes linguísticos e ampliar as possibilidades de interação e mobilidade. E nesse caráter formativo, proposto desde o Ensino Fundamental, em que se inscreve a aprendizagem do inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica na etapa do Ensino Médio, segundo as orientações e aprendizagens essenciais definidas na BNCC desta etapa. (BRASIL, 2018)· Assim, a Língua Inglesa, cujo estudo é obrigatório no Ensino Médio (LDB, Art. 35-A, § 4º), continua a ser compreendida como língua de caráter global, utilizando-se da multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções na contemporaneidade, permitindo, portanto, aos estudantes ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade, explorar as culturas digitais, aprofundar estudos e pesquisas, ampliar os projetos de vida e as perspectivas em relação à sua vida pessoal e profissional.
· 
· Nessa concepção, esse componente permite entender a língua como um fenômeno marcado pela heterogeneidade e variedade de registros, dialetos, estilizações e usos bem variados, fazendo com que o estudante respeite todas essas diferenças, posicione-se criticamente diante de diversas visões de mundo e interaja com grupos multilíngues e multiculturais.
· A BNCC do Ensino Médio traz como proposta para o ensino da Língua Inglesa que seu status mude de língua estrangeira para língua franca, ou seja, é a língua que diversas pessoas, que falam idiomas diferentes, adotam para a comunicação entre si. Nesse sentido, a BNCC legitima o Inglês, não só como a língua falada em países como nos Estados Unidos ou na Inglaterra, mas como uma oportunidade de acesso ao mundo globalizado. Com esse conhecimento, todos os jovens e crianças têm a possibilidade de exercer a cidadania e ampliar suas possibilidades de interação nos mais diversos contextos.
Através da perspectiva de língua franca, o Inglês deixa de ser apenas dos falantes nativos (para os quais é ensinada como língua materna), e passa a ser uma língua que varia, nos diferentes contextos, trazendo uma visão de educação linguística voltada para a interculturalidade, desvinculada da noção de posse de um ou outro território.
· Deste modo, a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido, nem tampouco se trata de uma variante da língua inglesa. Nessa perspectiva, são acolhidos e legitimados os usos que dela fazem falantes espalhados no mundo inteiro, com diferentes repertórios linguísticos e culturais, o que possibilita, por exemplo, questionar a visão de que o único inglês “correto” – e a ser ensinado – é aquele falado por estadunidenses ou britânicos (BNCC, 2018)
· O componente Língua Portuguesa é o único que tem suas competências e habilidades específicas descritas na BNCC. Esse componente, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, deve estar presente em todos os anos do Ensino Médio e também nos itinerários formativos.As habilidades específicas do componente Língua Portuguesa são responsáveis pela integração efetiva com os demais componentes da área, promovendo aos estudantes experiências significativas na utilização das práticas de linguagem em diferentes mídias e gêneros textuais dentro dos cinco campos de atuação social propiciando o desenvolvimento de práticas cidadãs, culturais e sociais em seus estudos.
· A BNCC propõe que os estudantes possam vivenciar experiências práticas de linguagem em diferentes mídias (impressa, digital, analógica), situadas em campos de atuação social diversos, vinculados com o enriquecimento cultural próprio, as práticas cidadãs, o trabalho e a continuação dos estudos. (BRASIL, 2018)
· Partindo deste pressuposto, a Língua Portuguesa integrada aos demais componentes da área, deve levar aos discentes um ensino em que as aprendizagens estejam voltadas às diversas práticas de linguagens e seus contextos de produção/recriação, a maneira de inter-relação entre os sujeitos e a relação destes com as várias formas de desenvolver o ato de comunicar, expressar valores, perceber e analisar ideologias, tomar atitudes éticas e saber lidar com sentimentos.
· 
· Desse modo, é preciso trabalhar com os componentes da área de forma interdisciplinar assegurando direitos linguísticos aos diferentes povos e grupos sociais brasileiros. Para tanto, é previsto que os estudantes desenvolvam competências e habilidades que lhes possibilitem mobilizar e articular conhecimentos desses componentes simultaneamente às dimensões socioemocionais, em situação de aprendizagem que lhes sejam significativas e relevantes para sua formação integral.
· A BNCC, no que tange à Língua Portuguesa, divide as práticas de linguagem em quatro categorias: leitura, escuta, produção de textos (orais, escritos, multissemióticos) e análise linguística/semiótica.
· As Práticas de Leitura e Escrita ampliam o repertório do aluno, garantindo-lhe ter acesso à leitura e produção dos chamados textos multissemióticos, ou seja, textos que extrapolam a ideia da escrita, incorporando elementos de diversas mídias e linguagens.
· As Práticas de Oralidade enquadram-se na concepção de textos multissemióticos, sendo possível considerar podcasts, textos teatrais, debates, jogos argumentativos, vídeos e produções nos quais a voz do aluno seja respeitada, de forma protagonista e reflexiva.
· O Eixo da Análise Linguística/Semiótica durante o processo de leitura e produção de textos (orais, escritos e multissemióticos) requer procedimentos de análise e avaliação cognitiva na observação das materialidades dos textos e seus efeitos.
· Em consonância com o que diz a BNCC, de que a semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é possível explorar a diversidade de linguagens, promovendo reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses visuais (imagens estáticas e em movimento), sonoras (música, ruídos, sonoridades), verbais (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita) e corporais (gestuais, cênicas, danças). Os elementos e páginas textuais trazem consigo não apenas a linguagem verbal escrita, como também recursos visuais.
· Partindo-se dessa premissa, há um universo de elementos imagéticos e visuais que corroboram na geração de determinados efeitos de sentido, como a seleção das cores empregadas em um dado texto, a seleção da letra, do formato, da cor e outros, proporcionados pela disseminação da tecnologia. Dessa forma, novas modalidades vão surgindo e o texto passa a assumir um caráter multimodal.
· Assim, o trabalho com essas práticas contemporâneas de linguagem na escola assume maior importância no Ensino Médio, tendo em vista os novos letramentos, multiletramentos e as práticas de cultura digital, que permitem ao estudante desenvolver habilidades nas diversas linguagens. Nesse sentido, a BNCC procura contemplar a cultura digital, diferentes linguagens e diferentes letramentos, desde aqueles basicamente lineares, com baixo nível de hipertextualidade, até aqueles que envolvem a hipermídia. (BRASIL, 2018).
· Em relação à literatura, a leitura do texto literário, que ocupa o centro do trabalho no Ensino Fundamental, deve permanecer nuclear também no Ensino Médio. Por força de certa simplificação didática, as biografias de autores, as características de épocas, os resumos e outros gêneros artísticos substitutivos, como o cinema e as histórias em quadrinhos, têm relegado o texto literário a um plano secundário do ensino. Assim, é importante não só (re)colocá-lo como ponto de partida para o trabalho com a literatura, como intensificar seu convívio com os estudantes.
· 
· Para além da simples apresentação cronológica e histórica, o desenvolvimento da prática de leitura de obras literárias, em seus diversos gêneros textuais, visa promover a formação do leitor-fruidor, pela imersão dos estudantes no mundo criativo da literatura ao longo de todas as etapas do ensino fundamental, assegurando o desenvolvimento de um olhar crítico sobre o contexto de produção, recepção e circulação de discursos literários e a apreensão de sentidos para o exercício do diálogo cultural.
· É desse pressuposto que a área de Linguagens no Ensino Médio deve mediar as aprendizagens dos jovens e juventudes que nasceram num tempo de transformações científicas e que presenciam o avançoda cultura digital nas diferentes esferas da sociedade contemporânea. Assim, as novas leituras e comportamentos leitores, o processo de autoria, a compreensão do ser/estar no mundo continua exigindo dos sujeitos que vivem e fazem educação: repensar posturas de práxis pedagógicas sobre o próprio fazer pedagógico do ato de ensinar, mediar conhecimento.
O diálogo entre os componentes da área de Linguagens
O ponto de partida para que Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa não se tornem meros instrumentos disciplinares com conhecimentos estanques e sem significados na vida do jovem e das juventudes da nova era implica pensar a educação das juventudes de forma que a dimensão crítico-reflexiva sobre o saber ensinado nas escolas esteja constantemente em prática.
Assim, a área de Linguagens, como propulsora de estudos e reflexões sobre os campos de atuação e suas práticas de usos e criação, deve apresentar diálogos, discursos, gêneros de discursos, textos orais, escritos e audiovisuais, novos formas de leitura e compreensão de textos multimídias, transmídias com contextos articulados e inter-relacionados.
Veja, a seguir, algumas sugestões didáticas para os componentes curriculares da área de linguagens (a serem articuladas aos campos de atuação, às habilidades e aos objetos de conhecimento estabelecidos pelos currículos estaduais em relação à área):
Arte
· Investigação e análise da arte africana, sua origem e características, bem como sua influência na formação da cultura e do folclore brasileiro, contrastando e ressignificando as diferentes visões de mundo que cada grupo traz em si e em suas manifestações artísticas e sociais.
Atividades relacionadas: produção de máscara, escultura, pintura, dança e/ou música, para vivenciar a cultura africana, com respeito ao uso das linguagens artísticas, sem preconceitos e limitações de gostos pessoais, expressando ideias e atuando nos mais diversos contextos da vida social
· Pesquisa sobre as diversas culturas dos povos Maias, Incas e Astecas, no período Pré-Colombiano, utilizando diferentes tecnologias, bem como recursos digitais, para acesso e apreciação das práticas e dos repertórios artísticos desses povos antigos, de modo reflexivo, ético e responsável.
Atividades relacionadas: produção de seminários, retomando os conhecimentos referentes a esse gênero, para compartilhamento das informações sobre as principais características socioculturais desses povos.
· Investigação sobre o Renascimento e os patamares da Renascença Europeia, das pinturas, dos principais artistas, escultores e da importância da arquitetura renascentista para o mundo. Questionamentos e análise relacionados à valorização temporal da arte, por meio de instrumentos diversos, para a formação de julgamentos éticos, estéticos e políticos nas produções artísticas e culturais.
Atividades relacionadas: valendo-se das linguagens artísticas, criar e/ou reconstruir artes digitais inspiradas nas obras renascentistas e ou desenhos, grafites, histórias em quadrinhos, tirinhas, charges, seminários, dentre outros, contrastando com a atualidade e valorizando a produção criativa.
· Pesquisa sobre a Música no Brasil e a Música Popular Brasileira (MPB), os compositores, músicos e intérpretes que se destacaram no país, no final do século XIX e no decorrer do século XX. Identificação das diferentes fontes sonoras convencionais (instrumentos musicais) e não convencionais (movimentos com o corpo e objetos que podem produzir sons) usadas nessas composições.
Atividades relacionadas: criação de videoclipes com músicas produzidas, por meio de percussão corporal, a fim de transformar o corpo em instrumentos musicais e/ou usando as novas tecnologias digitais, para criar efeitos sonoros. É possível, ainda, elaborar paródias, seminários, apresentações, dentre outros, explorando as habilidades musicais de cada estudante, mediante a experimentação, desenvolvendo a organização, determinação, responsabilidade e o trabalho em conjunto.
Educação Física
· Pesquisa, em diferentes mídias, sobre o conceito de lazer e sua garantia nas práticas inclusivas, como um direito de todos, em seu período de ociosidade, bem como dos tipos de lazer ofertados na comunidade e fora dela (clubes, praças ao ar livre, espaços abertos ou fechados ao público).
Atividades relacionadas: discussão sobre os espaços disponíveis, em âmbito local e/ou regional, para o entretenimento a partir de atividades esportivas; organização de cronograma para ações recreativas em ambiente escolar, a fim de vivenciar momentos de lazer que poderão ser, posteriormente, compartilhados em ambiente familiar, desenvolvendo o entusiasmo e praticando a iniciativa social como indivíduo protagonista de sua aprendizagem.
· Investigação da realidade acerca das práticas da linguagem corporal, para compreensão crítica de diferentes pontos de vista sobre temas controversos, de relevância social das modalidades esportivas. Uso significativo das diversas linguagens em várias mídias e semioses que levem em consideração a abordagem sobre ações discriminatórias no esporte.
Atividades relacionadas: promoção de um festival audiovisual com encenações de situações de preconceitos, relacionadas ao mundo do esporte, fomentando a empatia e o respeito e combatendo discursos discriminatórios.
· Problematização, a partir de questionamentos sobre os prós e contras do uso de videogames no desenvolvimento cognitivo e motor; uso das tecnologias como ferramentas pedagógicas e inclusivas, de modo que, nesse processo, compreenda-se o significado da gamificação, com curiosidade para aprender e estímulo à imaginação criativa.
Atividades relacionadas: análise dos tipos de habilidades motoras executadas, dos seus benefícios e malefícios, e orientação quanto à postura adequada, visando à produção autoral de manuais ergonômicos.
· Pesquisa e reflexão sobre os aspectos fisiológicos para compreensão e apropriação dos princípios relativos à manutenção da saúde e ao corpo.
Atividades relacionadas: selecionar e praticar atividades físicas variadas, observando as alterações fisiológicas ocorridas no corpo; produzir material, como, por exemplo, um e-book, a respeito dos processos fisiológicos observados − respiração, circulação, digestão, dentre outros −, de forma colaborativa, estimulando a criatividade e o engajamento com o outro.
Língua inglesa
· Leitura e discussão de textos em língua inglesa, veiculados em diferentes suportes de comunicação, como jornais e revistas, pertinentes à faixa etária que tratem dos Temas Transversais Contemporâneos: consumo, trabalho e/ou violência no meio juvenil. Verificação da veracidade dos fatos, nos canais de comunicação, reconhecendo o que são realmente fatos ou fake news e desenvolvendo a autogestão e a amabilidade.
Atividades relacionadas: produção de textos multimodais (tirinhas, charges, HQs, memes e/ou gifs), por meio de aplicativos, desenhos e/ou outros recursos digitais. Reflexão, ampliação e prática das competências linguísticas na criação de manchetes jornalísticas, com ênfase nos quantifiers (much, many, few, little, a lot of, some and any) e tempos verbais no presente.
· Apropriação de elementos de obras ou textos, observando as características de cada gênero textual, bem como os termos neles utilizados, enfatizando o uso do verbo modal - Would para fazer um convite, um pedido ou oferecer algo a alguém.
Atividades relacionadas: leitura de textos clássicos e contemporâneos, com temas abrangentes da Cultura Pop, para criação de fanfics, com apresentação de versões finais diferentes e/ou comparação de personagens, incentivando a imaginação criativa e a curiosidade para aprender.
· Utilização de filmes ou documentários que tenham como foco temas sobre questões multiculturais, científicas e/ou tecnológicas, de meio ambiente e sustentabilidade, para gerar discussões, produções escritas, encenação de diálogos, etc., visando à ampliação do vocabulário, ao desenvolvimento da pronúncia (speaking) e à compreensão auditiva (listening), para fortalecer a empatia e oentusiasmo. 
Atividades relacionadas: elaboração de ações didáticas que possibilitem a produção textual, a aplicação dos conhecimentos gramaticais necessários às produções e a análise coletiva ou, ainda, a troca dos textos para serem revisados, tendo como base um parâmetro de correção pré-definido pelo grupo.
· Leitura de textos que privilegiem o uso da linguagem não-verbal ou multimodal (cartoons, HQs, charges), nos quais os recursos linguístico-discursivos possam ser empregados, obedecendo a uma gradação de complexidade cognitiva, à pronúncia adequada das palavras em língua inglesa, para aprimorar a fluência do idioma e favorecer a comunicação.
Atividades relacionadas: produção colaborativa de texto oral ou escrito em podcasts, vídeos e demais recursos tecnológicos, além de charges e/ou textos jornalísticos opinativos em inglês, visando promover a discussão e a reflexão sobre a sociedade atual, a cidadania, bem como ação e intervenção na comunidade escolar.
Língua portuguesa
· Abordagem de Temas Transversais Contemporâneos de interesse local e global, por meio de pesquisa bibliográfica, problematização e análise de situações de conflitos, preconceitos e ideologias, materializados nos discursos veiculados em mídias diversas. Leitura e análise de situações comunicativas de uso formal e informal da língua, em que sejam apresentadas, de forma oral e escrita, as variantes linguísticas. Problematização e investigação de discursos que atribuem a algumas variantes da língua a condição de prestígio ou desqualificação, com foco na adequação dos níveis de linguagem.
Atividades relacionadas: produção escrita de textos informativos, notícias, telejornais, documentários, editoriais, fotodenúncias, fotorreportagens, oportunizando a vivência do papel de repórter, analista crítico e editorialista, relacionando-a aos aspectos linguísticos voltados aos usos notacionais da língua padrão. Socialização das referidas produções com a comunidade escolar interna e externa, em redes sociais, jornal da escola e/ou da cidade, expressando as opiniões e os pontos de vista, com organização, segurança e respeito.
· Análise da intertextualidade intergêneros (hibridização decorrente da mistura de gênero), no meio virtual, tendo em vista a estrutura textual, finalidade, intencionalidade, o público-alvo, os recursos visuais e linguísticos, conteúdos temáticos, dentre outros, que possibilitam a identificação dos gêneros, observando que estes, assim como a linguagem, são dinâmicos, por isso, podem sofrer alterações ao longo dos anos.
Atividades relacionadas: produção colaborativa de um gênero textual, aliando, por exemplo, elementos próprios do gênero poesia ao gênero anúncio publicitário, em ambientes digitais, com o propósito de melhorar a comunicação com o interlocutor e permitir que este interprete, adequadamente, todas as informações. Nesta ação, é possível o desenvolvimento da curiosidade para aprender, da imaginação criativa e do interesse artístico, promovendo a abertura a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais.
· Pesquisa sobre os empréstimos linguísticos no cotidiano dos brasileiros, objetivando a reflexão sobre seu uso em charges, fotos, figuras, dentre outros. Seleção de anglicismos, para discussão relacionada à pronúncia e contribuição de palavras e expressões advindas do inglês nos discursos, bem como adaptações de vocábulos desse idioma para a língua portuguesa.
Atividades relacionadas: produção de artigos de opinião, de forma crítica e colaborativa, que comprovem a necessidade ou não do emprego de estrangeirismos na Língua Portuguesa, com defesa de ponto de vista sustentado por argumentos que expressam a ideologia dos integrantes do grupo.
· Investigação sobre a estrutura de gêneros híbridos, a partir de variados textos, observando, por exemplo, as reflexões e digressões líricas, humorísticas, sociais e políticas contidas na crônica que contempla o jornalismo e a literatura.
Atividades relacionadas: criação autoral de blogs e/ou fanpages, com temas atuais relacionados à comunidade escolar, a fim de servir como intervenção social, utilizando os recursos da língua e as ferramentas que permitam a publicação gratuita em sites, com ética e responsabilidade.
RESUMINDO
Pensar em um Ensino Médio estruturado para os estudantes de hoje é, principalmente, evidenciá-los como protagonistas desse novo modelo. Para isso, na interação com as diversas linguagens, é importante:
· ouvir os(as) estudantes, assumindo-se uma escuta sensível para uma postura de compreensão de que podem contribuir de forma ativa na construção do cotidiano escolar; 
· desenvolver planejamentos que partam de suas problemáticas reais, do mundo e daquilo que pensam sobre o mundo; 
· realizar proposições com linguagens nas quais se definem os modos de fazer linguagem; 
· fazer com que as proposições elaboradas por meio das linguagens nos espaços da escola ganhem sentido no espaço social para além dela; 
· proporcionar tempos de partilha com estudantes, professores e comunidade; 
· compreender que conhecimento, vivência e experiência são conceitos diferenciados e podem ser aprofundados na relação com as linguagens; 
· valorizar as identidades culturais; 
· considerar as diversidades em seus aspectos sociais, culturais, ambientais, de gênero, de etnias, políticos e econômicos no processo de construção e organização do trabalho pedagógico; 
· compreender que o erro é parte do processo de aprendizagem com as linguagens, pois possibilita a compreensão de que existem diversas verdades; 
· repensar as rotinas, os tempos e os espaços da escola para que as linguagens possam ser manifestadas no contexto escolar de maneira livre; e 
· descobrir outras formas de organização das escolas, novos arranjos de conhecimentos e formas de ensinar mais consoantes com as concepções de mundo dos sujeitos e com os desafios do século XXI na relação com as linguagens e as suas tecnologias. 
Vimos que os princípios que devem nortear o Ensino Médio são a educação emancipatória e o protagonismo juvenil, sempre tendo em vista a discussão de temas contemporâneos e a articulação com etapas anteriores do processo de ensino. Nessa proposta, o Ensino Médio torna-se um momento escolar mais atraente, engajador e significativo para os estudantes.
Para tanto, a escola deve compreender que os jovens necessitam ser considerados em suas múltiplas dimensões, com especificidades próprias, mas que se encontram articuladas com uma multiplicidade de atravessamentos sociais e culturais. A noção ampliada e plural de juventudes significa, portanto, entender as culturas juvenis em sua singularidade. Considerar que há muitas juventudes implica organizar uma escola que acolha as diversidades, promovendo, de modo intencional e permanente, o respeito à pessoa humana e aos seus direitos.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO 4
Questão 1
O documento “Referencial Curricular para o Novo Ensino Médio do Paraná” disponível em:
https://www.educacao.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-08/referencial_curricular_novoem_11082021.pdf
organiza a Formação Geral Básica por meio da apresentação de unidades temáticas e encaminhamentos metodológicos para cada componente curricular. 
Tome como base os diversos quadros presentes no documento relativos à área de Linguagens, em que pode ser visualizada a relação entre componentes curriculares e o desenvolvimento de competências e habilidades, selecione uma dessas sugestões para desenvolver uma proposta de aula relacionada ao seu componente curricular: 
· Artes – p. 118 a 120; 
· Dança – p. 123 a 125; 
· Música – p. 128 a 131; 
· Teatro – p. 133 a 135; 
· Esportes – p. 171 a 172; 
· Jogos e Brincadeiras – p. 178 a 179; 
· Práticas Discursivas de Leitura – p. 220 a 227; 
· Práticas Discursivas de Compreensão e Produção Oral – p. 229 a 239; 
· Práticas Discursivas de Compreensão e Produção Escrita – p. 241 a 250; 
· Análise Linguística/Semiótica – p. 308 a 314.
· QUESTIONÁRIO DE VALIDAÇÃO DA UNIDADE 2
Questão 1 - Assinale (S) para Sim ou (N) para Não.
· aN S Sobre o conteúdo da Unidade 2, a organização está clara quanto a sua divisão e sequência?
Questão 2 - Justifique o motivo de ter marcado Sim ou Não na questão 1.
· a
Questão 3 - Assinale (S) para Sim ou (N) para Não.
· a
NS O tempo proposto para a realização da Unidade 2 é de 60 horas, incluindo as atividades práticas propostas; você considera um prazo adequado?
Questão 4 - Justifique o motivo de ter marcado Sim ou Não na questão 3
· a
ATIVIDADE DE AVALIAÇÃO DO MÓDULO 1 E AUTOAVALIAÇÃO
Questão 1 -Os conteúdos vistos neste módulo ajudaram você a compreender melhor a organização da BNCC e do Novo Ensino Médio?
Questão 2 -Releia o Guia de Implementação do Ensino Médio e responda: você se sente capacitado para enfrentar os desafios da implementação do Novo Ensino Médio?
Questão 3 - O que você sugere para eventuais próximos módulos relacionados ao aprofundamento sobre a BNCC e ao desenho curricular do Novo Ensino Médio?
Questão 4 - Você considera satisfatório seu aproveitamento em relação às leituras e atividades propostas pelo módulo? Justifique.
Considerações finais
Parabéns! Você chegou ao final do módulo 1 da Formação em Linguagens e suas Tecnologias!
Especialistas consideram que um ponto forte da BNCC está no desenvolvimento de competências, com habilidades que articulam a aquisição de conhecimentos. As habilidades dizem aquilo que os alunos são capazes de fazer, em vez de simplesmente destacar os conhecimentos e a compreensão que se espera que eles adquiram. Esse pressuposto está presente também na proposta do Novo Ensino Médio e nas formulações curriculares dele oriundas. A Formação Geral Básica é a parte comum do currículo onde todos os estudantes terão acesso aos conhecimentos essenciais para a sua formação integral, tendo sido construída a partir da BNCC.
Este Módulo 1 parte de um curso de aperfeiçoamento de professores com foco na BNCC e no Novo Ensino Médio, e tratou da Formação Geral relacionada à área de Linguagens e suas tecnologias, buscando subsidiar professores para a implementação de novas práticas pedagógicas. Em continuidade, o Módulo 2 tratará dos Itinerários Formativos e seus Eixos Estruturantes.
Entre os currículos estaduais já reformulados e homologados, é possível perceber que as proposições avançaram sobremaneira no quesito da flexibilidade dos conteúdos e na promoção do protagonismo juvenil. Além disso, puderam ser observadas preocupações específicas com a questão da diversidade e das especificidades regionais, aproximando os currículos da realidade dos estudantes de cada estado. Outro aspecto de destaque foi a observância do diálogo entre as áreas, não mais vistas como conteúdos estanques e, sim, como conhecimentos que se integram, se atravessam e promovem a inserção social e a postura cidadã do estudante.
Esperamos que você tenha aproveitado o conteúdo estudado. Se quiser aprofundar ainda mais seus estudos, veja a lista de referências no próximo slide.
Módulo 2 - Itinerários: Área de Linguagens
Apresentação
Sejam bem-vindos(as) ao segundo módulo da Formação em Linguagens e suas Tecnologias!
Neste módulo, voltado aos itinerários formativos, temos três unidades: na primeira, veremos como os itinerários formativos foram pensados, de forma geral e também em relação à Área de Linguagens.  Na segunda, apresentaremos algumas propostas interdisciplinares nas quais a Área de Linguagens dialoga com outras áreas do conhecimento. Por fim, na terceira e última unidade, trataremos das possibilidades do chamado projeto de vida no que tange à área de Linguagens. 
Unidade 1 - Itinerários formativos na área de Linguagens 
Nesta primeira unidade, o objetivo é apresentar os pressupostos dos itinerários formativos na área de Linguagens, com vistas à prática pedagógica.
Questões-chave
O que são os itinerários formativos e como eles se aplicam à Área de Linguagens no contexto do Novo Ensino Médio?
1.1 Revendo alguns pressupostos
A formação geral básica, que vimos no Módulo 1 deste curso, é composta por competências e habilidades previstas na BNCC, a ser enriquecida pelo contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural local, do mundo do trabalho e da prática social. Possui carga horária total máxima de 1.800 horas e deverá ser organizada nas quatro áreas de conhecimento (BRASIL, 2018).
Por sua vez, os itinerários formativos, objeto deste Módulo 2 de nosso curso, representam a parte flexível do currículo, com carga horária de 1.200 horas. Devem ser orientados para o aprofundamento acadêmico e para a ampliação das aprendizagens em uma ou mais áreas do conhecimento da base comum, ou, ainda, para a formação técnica e profissional. Essa estrutura busca atender as especificidades locais e a multiplicidade de interesses dos estudantes,  estimulando o exercício do protagonismo juvenil.
Fonte: http://portal.educacao.rs.gov.br/novo-ensino-medio. Acesso em: 12 agosto 2021.
Já os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher no Ensino Médio. Os itinerários formativos podem se aprofundar nos conhecimentos de uma área do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) e da formação técnica e profissional (FTP), ou mesmo nos conhecimentos de duas, ou mais áreas e da FTP. As redes de ensino têm autonomia para definir quais os itinerários formativos irão ofertar, considerando um processo que envolva a participação de toda a comunidade escolar.
Nesse sentido, os itinerários formativos objetivam possibilitar ao estudante o aprofundamento de seus conhecimentos de modo a prepará-los para prosseguir nos estudos ou adentrar no mundo do trabalho. As Diretrizes Curriculares Nacionais de  Ensino Médio estabelecem, ainda, que os itinerários devem se organizar em torno, de um ou mais,  dos eixos estruturantes, cuja estrutura geral vamos rever a seguir.
Clique sobre cada um dos Eixos Estruturantes para interagir e conhecer mais sobre cada um deles, conforme também foi visto no Módulo 1 deste curso.
Eixos Estruturantes
· Integram os diferentes arranjos de Itinerários Formativos
· Conectam experiências educativas com a realidade contemporânea
· Desenvolvem habilidades relevantes para a formação integral
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL
PROCESSOS CRIATIVOS
EMPREENDEDORISMO
EIXO: Investigação científica
Justificativa:
Criar condições para que o jovem possa participar da sociedade da informação compreendendo e intervindo na realidade e lidando de forma crítica, reflexiva e produtiva com a quantidade cada vez maior de informações disponíveis.
Objetivos:
· Aprofundar conceitos fundantes das ciências para a interpretação de ideias, fenômenos e processos;
· Ampliar habilidades relacionadas ao pensar e fazer cientifica;
· Utilizar esses conceitos e habilidades em procedimentos de investigação voltados a compreensão e enfrentamento de situações cotidianas, com proposição de intervenções que considerem o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
	
Foco Pedagógico:
Investigar a realidade por meio da realização de uma pesquisa científica identificando uma dúvida, questão ou problema; levantando, formulando e testando hipóteses; selecionando informações e fontes confiáveis; interpretando, elaborando e usando de forma ética as informações coletadas; identificando de como utilizar os conhecimentos gerados para solucionar problemas diversos; e comunicando conclusões com a utilização de diferentes linguagens.
Fonte: http://educacaointegral.org.br/reportagens/novo-ensino-medio-entenda-os-itinerarios-formativos/ 
ATIVIDADE DE REFLEXÃO 1
Questão 1 -Agora que você tomou conhecimento dos principais elementos que compõem os eixos estruturantes, em torno dos quais os itinerários formativos devem ser organizados, faça a seguinte reflexão:
Tendo em vista a área de Linguagens, que temas poderiam ser trabalhados ao se escolherem os itinerários?Procure pensar em, no mínimo, dois temas.
Para enriquecer sua reflexão, cabe assinalar outro aspecto importante sobre os itinerários formativos:  eles estão associados às competências da BNCC, tanto as gerais de cada área (vimos as de Linguagens no Módulo 1), quanto às específicas, ligadas a cada um dos eixos estruturantes.
Nas tabelas a seguir, podemos entender melhor como se dá essa associação:
Tabela 1: Habilidades dos Itinerários Formativos Associadas às Competências Gerais da BNCC – Área de Linguagens
Fonte: BRASIL, 2018 (PORTARIA Nº 1.432, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018 - Estabelece os referenciais para elaboração dos itinerários formativos conforme preveem as Diretrizes Nacionais do Ensino Médio). Disponível em: https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/70268199. Acesso em: 12. ago . 2021.
Tabela 2: Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes
Fonte: BRASIL, 2018 (PORTARIA Nº 1.432, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018 - Estabelece os referenciais para elaboração dos itinerários formativos conforme preveem as Diretrizes Nacionais do Ensino Médio). Disponível em: https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/70268199. Acesso em: 12. ago . 2021.
Voltamos a ressaltar o que foi dito no Módulo 1: o Novo Ensino Médio não exclui disciplinas dos currículos, mas busca mobilizar conhecimentos de todos os componentes curriculares em suas competências e habilidades. A associação dessas habilidades aos itinerários formativos vem no sentido de atender às necessidades e às expectativas dos jovens, permitindo a eles fazer escolhas em relação aos conhecimentos em que pretendem se aprofundar, sempre com o objetivo de reforçar o protagonismo juvenil.
Face a esse novo contexto, cabe às escolas de Ensino Médio proporcionar experiências e processos  que garantam aos estudantes as aprendizagens necessárias para a leitura crítica da realidade, o  enfrentamento dos desafios atuais, a participação cidadã e a tomada de decisões acertadas. O mundo físico, social e cultural deve ser objeto de investigação e intervenção, de modo que os estudantes se sintam estimulados a buscar soluções e a descobrirem novas possibilidades de ser, viver e agir. Assim, esta última etapa da Educação Básica precisa atender com qualidade os anseios das diversas juventudes que acorrem à escola com suas múltiplas necessidades e  aspirações (BRASIL, 2011). 
ATIVIDADE DE REFLEXÃO 2
Questão 1- Agora que você conheceu mais detalhadamente a associação entre os itinerários formativos e as habilidades ficou mais fácil pensar em temas a serem trabalhados?
SAIBA MAIS
Textos:
· Referenciais Curriculares para Elaboração de Itinerários Formativos https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=05/04/2019&jornal=515&pagina=94
· Diretrizes Currículares Nacionais para o Ensino Médio https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=22/11/2018&jornal=515&pagina=21
· Diretrizes Currículares Nacionais para Educação Profissional e Tecnológica https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578
· Base Nacional Comum Curricular – BNCC http://basenacionalcomum.mec.gov.br/
· Guia para Implementação do Novo Ensino Médio https://anec.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Guia-de-implantacao-do-Novo-Ensino-Medio.pdf
· Vídeos
· Os Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio. Disponível em: https://youtu.be/9zPshUn0ZNg
· Orientações práticas para a implementação dos Itinerários Formativos. Disponível em: https://youtu.be/sJQzzNwMt3U
Antes de seguir adiante, vejamos alguns conceitos:
− O que entendemos por itinerários formativos?
Os Itinerários Formativos são um conjunto articulado de unidades curriculares que promovem aprofundamento em Área do Conhecimento ou Formação Técnica e Profissional, em percurso com começo, meio e fim, abarcando os eixos estruturantes.
− O que compõe um Itinerário Formativo?
Os Itinerários Formativos são compostos por Trilha de Aprofundamento, Projeto de Vida e Eletivas.
1.2 Trilha de aprofundamento (Área de Linguagens): Produção cultural
Área do conhecimento: Linguagens e suas tecnologias.
Carga horária: 160 h ou 240 h, a depender da matriz curricular em funcionamento  na Unidade Escolar.
Aulas semanais: 10 ou 15 aulas, conforme matriz em funcionamento na Unidade  Escolar.
Perfil docente: Quatro professores licenciados, ao menos um para cada componente da Área  de Linguagens e suas tecnologias, que trabalhem de maneira articulada:
· Habilitação em Língua Portuguesa: 4 aulas ou 6 aulas, a depender da matriz curricular em funcionamento na Unidade Escolar;
· Habilitação em Língua Inglesa: 2 aulas em todas as matrizes;
· Habilitação em Arte: 2 aulas ou 5 aulas, a depender da matriz curricular em funcionamento na Unidade Escolar;
· Habilitação em Educação Física: 2 aulas em todas as matrizes curriculares.
Unidades Curriculares
· UC - Territorialidade e cultura – 40 h ou 60 h, a depender da matriz curricular vigente na Unidade Escolar.
· UC: Produção cultural: pesquisa e planejamento – 30 h ou 50 h, a depender da matriz curricular em funcionamento na Unidade Escolar.
· UC: Processos criativos e produção cultural em diálogo – 40 h ou 60 h, a depender da matriz curricular em funcionamento na Unidade Escolar.
· UC: (Re)criação sociocultural – 50 h ou 70 h, a depender da matriz curricular em funcionamento na Unidade Escolar.
Desenvolvimento
O corpo docente será composto por professores habilitados, com formação específica, especialmente na área de Linguagens e suas tecnologias: Arte (artes visuais, dança, música e teatro), Educação Física e Línguas. Salienta-se, obviamente, que para o desenvolvimento das habilidades mencionadas são importantes os conteúdos dos demais componentes da formação básica, quais sejam, os das Ciências da Natureza e suas tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e da Matemática e suas tecnologias, para os(as) estudantes compreenderem a rede complexa do conhecimento.
Almeja-se que os professores, além dos conhecimentos específicos, compreendam que o desenvolvimento da aprendizagem depende de ampla teia de relações entre estudantes e professores, por meio da mediação colaborativa, e sejam capazes de rever objetivos e metas propostos em um constante exercício de reelaboração de sua prática pedagógica, com base na discussão e análise coletiva.
Também se espera dos professores que sejam capazes de promover espaços de empatia, inclusão e respeito, com um perfil investigativo e experiência em cultura plural, articulados com a escola e a comunidade; que sejam capazes de albergar os diversos afetos nos processos, atentos às políticas educacionais e culturais e estudiosos da Teoria Histórico-Cultural.
Caracterização da trilha
A produção cultural e artística abarca a cultura em três dimensões: a simbólica, a cidadã e a econômica.
A dimensão simbólica fundamenta-se na ideia de que é inerente aos seres humanos a capacidade de simbolizar. Toda ação humana é socialmente construída por meio de signos que, entrelaçados, formam redes de significados que variam conforme os diferentes contextos sociais e históricos.
A dimensão cidadã apoia-se no princípio de que os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos e devem constituir-se como plataforma de sustentação das políticas culturais e das diversidades.
A dimensão econômica compreende que a cultura, progressivamente, vem se transformando num dos segmentos mais dinâmicos das economias dos países, gerando trabalho e riqueza. Mais do que isso, a cultura é hoje considerada elemento estratégico da chamada nova economia, que se baseia na informação, na criatividade e no conhecimento.
A economia da cultura gera efeitos para além dela mesma, pois seus produtos fortalecem os vínculos de sociabilidade e identidade, criam lazer e bem-estar, contribuem com a educação e com o desenvolvimento econômico, gerando uma economia solidária.
Há que se ter em mente que a produção cultural tem particularidades que a distinguem dos processos rotineirose mecânicos, que caracterizam a confecção da maioria dos produtos. Por ser criativo e inovador, o bem cultural e artístico pouco se coaduna com os tempos e meios de produção, distribuição e consumo das mercadorias produzidas em escala.
Nessa trilha de aprofundamento, propõe-se um olhar cuidadoso para as possibilidades de criação e invenção de processos individuais e coletivos que possam gerar potencial econômico e solidário. Neste sentido, as unidades curriculares propostas têm como foco pensar o processo criativo e ético, a reflexão sobre os modos de produção e de circulação da cultura e da arte, bem como o desenvolvimento de ações que envolvam modos de produção e consumo cultural e artístico.
Essas ações precisam ser pensadas com base em metas que tenham por foco a educação, o bem-estar e o desenvolvimento regional. Para tal, as unidades curriculares são desenvolvidas em quatro momentos, conforme a figura a seguir.
Figura 1 – Produção cultural: unidades curriculares em quatro momentos.
Orientações metodológicas
O desenho metodológico desta trilha considera as cinco ações mentais previstas por Davidov (1988) em Atividade de Estudo. Com base nessa perspectiva de aprofundamento do pensamento na relação com a ação em comunidade e com a avaliação do conhecimento elaborado, propõe-se: a) formação de uma base teórica, b) análise mental do processo; c) formação da postura teórica; d) exploração do conhecimento situado e concreto e e) exame qualitativo dos fundamentos (JAKOBOWSKI E SCHROEDER, 2020).
Destaca-se que a organização da proposta segue a lógica do ensino desenvolvimental. Nas trilhas, porém, a ordem de tais ações pode ser flexível. O objetivo do processo de ensino-aprendizagem é aprofundar o conhecimento e desenvolver o pensamento complexo, num movimento que propicie o protagonismo estudantil, bem como estratégias de ensino e aprendizagem que priorizam o contato dos(as) estudantes com a teoria, a intervenção social, o processo de pesquisa e o planejamento cultural. Neste sentido, propõem-se, para este percurso, as seguintes ações:
a) conhecer o que se escreve sobre diversidade cultural e políticas culturais;
b) investigar a realidade;
c) analisar a realidade;
d) criar a partir das linguagens;
e) planejar um percurso de produção cultural;
f) aplicar na comunidade e
g) avaliar. Há várias possibilidades de percurso na trilha, sem necessidade de uma sequência preestabelecida entre as unidades curriculares.
Este percurso metodológico exige do/a estudante e do professor, em seu desenvolvimento - individual ou coletivo - uma postura de aprofundamento teórico e prático acerca do uso das linguagens no cenário da economia solidária.
Na etapa de criação, toma-se uma importante decisão com base na pesquisa e nas características do coletivo dos(as) estudantes. Assim, é possível aliar o potencial desse coletivo e pensar estratégias para considerar o potencial cultural e econômico regional. Desse modo, a pesquisa em materialidades, nas mais diversas linguagens, pode resultar em artefatos dos mais diversos (incluindo diálogos com moda, design, artesanato, literatura, etc.), espetáculos (de teatro, de dança, performances, gincanas, etc.), além de outros processos que possam ser partilhados com a comunidade. Espera-se, ao final do percurso, que o/a estudante, ao rever o caminho andado, tenha elementos conceituais elaborados para se avaliar, avaliar o coletivo e a ação em comunidade, compreendendo o que aprendeu e o que mudou no contexto em que atuou individual e coletivamente.
Avaliação
O processo avaliativo considera a legislação vigente no âmbito estadual e nacional; portanto, no projeto político-pedagógico (PPP) da escola deve estar explícita a concepção de avaliação do processo de ensino e aprendizagem para fundamentar o planejamento do professor.
Os instrumentos de avaliação devem, sempre que possível, dialogar com as demais áreas de conhecimento a fim de contribuir no desenvolvimento e aprofundamento das competências e habilidades esperadas para esta etapa de escolarização.
Salienta-se que os instrumentos, e respectivos critérios avaliativos, sejam discutidos com os/as estudantes na perspectiva de uma avaliação processual, formativa e participativa. Esses instrumentos poderão ser constituídos de registros, relatos, rodas de conversas, diários de reflexão, processos criativos, portfólios, artigos, entre outros, à condição de que possam dar significado ao processo e indicar a evolução verificada na aprendizagem.
A avaliação deve considerar processos de ensino e aprendizagem que enfatizem a produção de diferentes gêneros de discurso, leituras diversificadas, a ampliação da visão crítica, o desenvolvimento da oralidade, a corporeidade e a sociointeração, da elaboração à aplicação do projeto, tendo em vista os diferentes campos de atuação social.
Destaca-se, portanto, que os resultados da avaliação são foco para a análise pedagógica e a ressignificação da aprendizagem, admitido que os aspectos qualitativos devem sobrepor-se aos quantitativos num movimento de acompanhamento dos(as) estudantes, de modo a fornecer indicadores para o aprimoramento do processo educativo (conforme quadro a seguir).
Quadro 1- Indicadores para o aprimoramento do processo educativo
https://avamec.mec.gov.br/ava-mec-ws/instituicao/seb/conteudo/modulo/4504/resources/mod2/uni1/sl07/img_2.svg
Fonte: Elaboração dos autores (2020).
Desenvolvimento das Unidades Curriculares da Trilha de Aprofundamento - Territorialidade e cultura
Eixo: Investigação científica
Objetos de conhecimento:
· Características regionais: culturais, étnicas, sociais e políticas, geográficas e econômicas;
· As diferentes vivências culturais na formação humana integral;
· Influência digital no contexto cultural;
· Políticas culturais e sistema de arte e cultura.
Esta unidade assume um caráter investigativo para compreender as características regionais de cada contexto, no que se refere a aspectos culturais, étnicos, sociais, políticos, geográficos, econômicos e esportivos, com a proposta de compreender as linguagens na formação humana em perspectiva integral.
Apropria-se da influência digital como espaço de discussão, de disseminação de informações, avançando além do conhecimento das plataformas digitais e sua interação, uma vez que o mundo digital abre espaço à produção crítica e criativa para fins de geração de conhecimento e resolução de problemas, possibilitando ao estudante um constante exercício de protagonismo e autoria.
Busca-se fortalecer os laços de identidade e cooperação para valorizar as especificidades culturais enquanto patrimônio ambiental, econômico e social. Para tal, olha-se para o contexto local na relação com as dimensões mais amplas das políticas públicas e dos sistemas de arte e cultura, para que se compreenda como agir politicamente em processos econômicos solidários.
Nesta unidade, os processos metodológicos voltam-se aos trabalhos coletivos que envolvem pesquisa e aprofundamento acerca da cultura e das políticas de cultura.
Para tal, nessa unidade, as ações devem considerar estudos, pesquisas e compreensão da diversidade presente na sociedade. Desse modo, são metodologias que envolvem trabalhos coletivos e o uso de tecnologias para se compreender a influência digital no contexto e na circulação da cultura e da arte.
Feito esse alinhamento conceitual, vamos tratar agora das trilhas de aprofundamento da área de Linguagens, incluindo a oferta de eletivas. Na sequência, discutiremos aspectos relacionados às trilhas integradas e ao projeto de vida.
SOBRE AS TRILHAS DE APROFUNDAMENTO
Conforme vimos, o Currículo do Novo Ensino Médio é composto por uma parte comum e outra que varia conforme escolha dos estudantes. A parte comum, denominada Formação Geral Básica, propõe a aprendizagem das competências e habilidades definidas pela BNCC, etapa do Ensino Médio articuladas como um todo indissociável, enriquecidas pelo contexto histórico, econômico, social, ambiental, cultural local, do mundo do trabalho e da prática social. Já a outra parte, chamadade Itinerários Formativos, compreende arranjos curriculares que os estudantes escolhem a partir de seu interesse para aprofundar e ampliar aprendizagens em uma ou mais Áreas de Conhecimento e/ou na Formação Técnica e Profissional. 
Além das aprendizagens comuns e obrigatórias, definidas pela BNCC, os estudantes poderão escolher se aprofundar naquilo que mais se relaciona com seus interesses e talentos. Essa realidade será proporcionada por meio dos Itinerários Formativos das Áreas de Conhecimento, que buscam ampliar e aprofundar as aprendizagens dos estudantes em: Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias ou Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. O estudante também pode escolher Itinerários voltados a um direcionamento à Formação Técnica e Profissional ou cursar Itinerários Integrados, que combinam diferentes opções, como duas ou mais Áreas de Conhecimento ou uma delas com a Formação Técnica e Profissional.
Assim sendo, a oferta dos aprofundamentos deve considerar os seguintes aspectos: 
· perfil dos estudantes: o interesse e às necessidades dos jovens; 
· quantidade de estudantes: recomenda-se que as escolas com mais estudantes ofereçam maior quantidade e variedade de aprofundamentos para dar conta da demanda também mais ampla; 
· equipe docente: a disponibilidade de tempo, os conhecimentos, as habilidades e as vocações dos professores; 
· infraestrutura: a estrutura e a quantidade dos espaços físicos, equipamentos e materiais existentes ou possíveis de serem adaptados/adquiridos pela escola ou oferecidos por meio de parceria com outras instituições ofertantes; 
· potencialidades locais: os potenciais, demandas e especificidades do território em que a unidade de ensino se localiza e, no caso específico da Formação Técnica e Profissional, o potencial socioeconômico e ambiental e as demandas tanto do mercado de trabalho regional como das novas exigências ocupacionais geradas pelas transformações no mundo do trabalho. 
É importante destacar, ainda, que o aprofundamento nas áreas de conhecimento não constitui reforço das habilidades já mobilizadas na parte do currículo referente à Formação Geral Básica, ou seja, não pode ser “mais do mesmo”, mas, sim, deve buscar expandir os aprendizados. Destaca-se, ainda, que a ampliação pode acontecer em articulação com temáticas contemporâneas sintonizadas com o contexto e os interesses dos estudantes.
A TRILHA DE APROFUNDAMENTO NA ÁREA DE LINGUAGENS
Como vimos, a área de Linguagens e suas Tecnologias compõe-se de estudos em Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física. São diferentes saberes, cada qual com suas características distintas, mas que compartilham campos interdisciplinares, sendo que a expressão humana, em suas distintas modalidades, é o espaço que promove o maior número de entrecruzamentos entre os saberes dessa área do conhecimento. 
Ao optar pelo itinerário de Linguagens e suas Tecnologias, o estudante poderá se apropriar de conhecimentos sobre as mais diversas formas de se estabelecer comunicação entre interlocutores, de conhecer com mais profundidade a Língua Portuguesa e a Língua Inglesa, de registrar o percurso humano durante sua história e de divulgar expressões artísticas e saberes diversos. Os egressos desse itinerário deverão estar aptos também para o uso de ferramentas e de tecnologia para realização de pesquisas, para ter acesso a textos em língua portuguesa e inglesa, para comunicação impressa e em mídias digitais e intervenções sociais que envolvam arte, práticas corporais e tecnologia.
O itinerário formativo visa complementar e aprofundar a formação geral básica em áreas específicas de conhecimento, o qual traz a possibilidade de arquitetar, conceber e plasmar o que está por vir, cujas atividades são acompanhadas por verbos tais como cooperar, comunicar, partilhar, escutar, interagir, entre outros. 
Nesse sentido, um itinerário formativo na área de Linguagens e suas Tecnologias pode ter como objetivo, por exemplo, possibilitar ao estudante utilizar os conhecimentos adquiridos e habilidades desenvolvidas em processos de criação e produção voltados às expressões criativas, à divulgação e construção de soluções inovadoras para problemas identificados no âmbito de atuação profissional, por exemplo. Uma proposta com essas características estaria alinhada, portanto, com a configuração de uma possível trilha de aprofundamento em Linguagens.
Para ilustrar melhor essas possibilidades, veremos uma proposta de trilha de aprendizagem na área de Linguagens, extraída do Currículo de Santa Catarina.
Unidade curricular - Produção cultural: pesquisa e planejamento
Eixo: Investigação científica e empreendedorismo
Objetos de conhecimento:
· Processos de pesquisa;
· Estudos dos espaços na comunidade;
· Práticas de linguagem em eventos de cultura local e regional para diferentes públicos;
· Planejamento e elaboração de projetos culturais.
O objetivo desta unidade é propor ao sujeito conhecer a realidade do meio em que está inserido, sua origem cultural, seus problemas, suas potencialidades, para compreender seu lugar neste espaço e sentir-se parte dele, desenvolvendo um pensamento crítico que fundamente seu interesse em exercer uma cidadania ativa.
Esta unidade propicia a investigação, a análise crítica, o olhar para o contexto e possibilita construir, com a comunidade, os processos organizativos, apropriando-se dos processos produtivos individuais e coletivos, tornando-se referência para a comunidade, para que os jovens possam planejar suas ações, promover o reconhecimento e a valorização do território e de possíveis territorialidades. Importante registrar que em nosso estado existem diversidades culturais, a serem consideradas pelos professores e estudantes, nas mais diversas linguagens, e/ou que também envolvem línguas estrangeiras/adicionais.
Este espaço também contribui para a construção de sua identidade. Tendo a diversidade como princípio formativo, o(a) estudante fará uma inserção aprofundada no cotidiano da comunidade. Assim, estuda, planeja e elabora projetos culturais que serão realizados na comunidade, os quais, por sua vez, também poderão ser socializados por meio de línguas estrangeiras/adicionais, potencializando a circulação desses projetos em âmbito local, regional, nacional e/ou internacional.
Esta unidade tem como proposição metodológica a investigação. Para tal, propõe-se a elaboração de um instrumento para conhecer a realidade local, e compreendê-la, conhecer os espaços de partilha cultural e artística, bem como as características econômicas da região.
Nesse sentido, propõe-se um processo de pesquisa, reflexões teóricas sobre dados gerados e acerca do que venha a ser um planejamento para o desenvolvimento. Sugere-se também a escrita do projeto cultural.
Neste percurso, os(as) estudantes irão elaborar projetos que enfoquem planejamento, metas e desenvolvimento de metodologias para alcançar tais metas.
Unidade curricular: Processos criativos e produção cultural em diálogo 
Eixo: Processos criativos
Objetos de conhecimento:
· Criação em linguagens e suas tecnologias;
· Materialidades em diversas linguagens;
· Processos de produção e circulação dos bens culturais das diferentes linguagens;
· Potencial econômico cultural regional.
Como os sujeitos estão em processo constante de subjetivação na escola, o currículo formal flexibilizado e suas instâncias culturais ampliam as discussões acerca da dimensão pedagógica de objetos e deve abrir espaço à discussão de implicações sociais, tecnológicas, bem como a possíveis produções interventoras.
Nesta unidade, objetiva-se realizar processos de criação em Linguagens e suas tecnologias, com potencial econômico, de modo a poderem circular na comunidade em projetos e espaços culturais, como feiras, encontros culturais, espaços de cultura, arte e esporte, entre outros.
Tem-se como foco o processo de criar em processos individuais ou coletivos que solidariamente desenvolvam ações que comportem modos de produção e consumo culturale artístico.
A perspectiva metodológica dessa unidade visa propor e provocar o fazer criativo individual e coletivo. Com base nas características do potencial cultural econômico regional, propõe-se a pesquisa em materialidades nas mais diversas linguagens para a elaboração de artefatos, espetáculos, processos, enfim, que possam ser partilhados com a comunidade.
É importante que o professor abra espaço para tal pesquisa para que os(as) estudantes possam escolher aquela que lhes permita sua melhor manifestação/expressão e/ou que lhes pareça mais adequada à realização do projeto cultural.
Processos em laboratórios de criação, como o presente, devem considerar as singularidades de cada estudante e os processos autorais individuais e coletivos.
Unidade curricular: (Re)criação sociocultural
 
Eixo: Mediação/intervenção sociocultural/empreendedorismo
Objetos de conhecimento:
· Organização e protagonismo das juventudes;
· Implementação de projetos culturais;
· Animação sociocultural;
· (Re)Significação sociocultural nos projetos de intervenção.
A escola é uma das instâncias em que se produzem identidades e subjetividades e, em parceria com a comunidade, se articulam novos processos contemporâneos culturais.
Objetiva-se, com a presente unidade, tornar as relações horizontais para que o mecanismo de participação dos jovens seja ampliado, superando estereótipos de modo a fomentar, com empatia e respeito, relações sociais. Sugere-se que os(as) estudantes atuem na comunidade em projetos culturais elaborados coletivamente.
A ideia principal desta unidade é ir além dos desdobramentos teóricos dos conceitos, demonstrando que se educa não somente através de processos formais de ensino, mas também de relações sociais estabelecidas. Esta unidade foca a prática na comunidade, em processos de implementação de um projeto cultural.
Tem igualmente como foco a mediação e a intervenção social por meio da aplicação do projeto cultural na comunidade, para tal, são estudados conceitos que se relacionam ao fazer solidário e ao estabelecimento de parcerias.
Os(as) estudantes devem ser estimulados a atuar com protagonismo, a pensar o contexto, o tempo, a proposta de aplicação e a viabilidade. A prática de um projeto cultural exige dos professores e dos(as) estudantes um posicionamento crítico acerca do que foi realizado; por isso, e por fim, deseja-se que o processo seja avaliado coletivamente.
ATIVIDADE DE REFLEXÃO 3
Questão 1 -  A trilha de aprofundamento para a área de Linguagens apresentada contempla os principais elementos dos itinerários formativos?
Questão 2 -O que você achou da forma como é feita a associação da proposta aos eixos estruturantes?
Questão 3 - Identifique as unidades curriculares trabalhadas pela proposta.
Questão 4 -Quanto à carga horária sugerida, você acha adequada ao desenvolvimento da proposta?
SAIBA MAIS
No portal “Base de Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio” - http://www.basedeitinerarios.com.br/, é possível consultar várias sugestões de itinerários de todas as áreas de conhecimento. A busca pode ser feita também pelo eixo estruturante ou pela temática. Trata-se de um site colaborativo, em que os professores podem postar suas propostas de itinerários, constituindo-se em uma boa fonte de consulta e trocas de experiência.
1.3 Eletivas
As eletivas são unidades curriculares organizadas pelas escolas, ouvindo-se os interesses dos estudantes e dos professores. As eletivas podem ou não estar diretamente ligadas à área de conhecimento e trilha que o estudante escolheu seguir. Elas têm o potencial de ampliar o universo de conhecimento dos estudantes, dialogando com seus vários interesses, e podem aparecer desde o primeiro ano.
São aulas com possibilidades de abordagem de diferentes temas. O estudante pode cursá-las associadas à Área de Conhecimento escolhida ou à Formação Técnica e Profissional ou, ainda, conforme seu interesse, associadas a mais de uma das áreas do conhecimento.
As Eletivas têm em sua proposta pedagógica uma abordagem lúdica e uma forma prática de vivências e experiências, para proporcionar aprendizagens significativas e articuladas com as aulas da Formação Geral Básica, com os eixos estruturantes e com as Competências Gerais previstas na BNCC para a Educação Básica. Assim, elas ampliam a percepção de mundo dos estudantes, fortalecendo a autonomia e o protagonismo.
Sendo componentes curriculares de livre escolha do estudante e que compõem a estrutura dos itinerários formativos, as eletivas permitem o conhecimento de diferentes temas, vivências e aprendizagens. Esse componente ocupa um lugar de destaque na diversificação das experiências escolares, oferecendo um espaço privilegiado para a experimentação, a interdisciplinaridade e o aprofundamento dos estudos. Por meio das eletivas, é possível propiciar o desenvolvimento de diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica, plástica, corporal, visual –, além da consolidação de competências previstas na BNCC. 
Em seu intuito de proporcionar aos estudantes múltiplas possibilidades/experiências de aprendizagem, as eletivas devem fazer uso de metodologias ativas, como formas de desenvolver o processo do aprender, envolvendo estudantes e professores de forma conjunta na busca da (re)construção dos saberes para além da aprendizagem cognitiva, oportunizando, também, a formação de valores para a vida e das competências de nosso tempo.
Nesse contexto, é fundamental que o professor participe do processo de repensar a construção do conhecimento, na qual a mediação e a interação são os pressupostos essenciais para que ocorra a aprendizagem. A opção por uma metodologia ativa deve ser feita de forma consciente, pensada e, sobretudo, preparada para que os estudantes desenvolvam mecanismos de problematização, pois assim eles têm a possibilidade de examinar, refletir, posicionar-se de forma crítica e aprender a expor sua opinião e a respeitar pensamentos diferentes, dessa forma o planejamento deve ser pautado nas necessidades e interesses dos estudantes, por meio de práticas pedagógicas que os envolvam no próprio processo de aprendizagem.
Por todas essas características, as eletivas ocupam um lugar central no que tange à diversificação das experiências escolares, oferecendo um espaço privilegiado para a experimentação, a interdisciplinaridade e o aprofundamento dos estudos. Por meio delas, é possível propiciar o desenvolvimento das diferentes linguagens − plástica, verbal, matemática, gráfica e corporal −, além de proporcionar a expressão e comunicação de ideias, a interpretação e a fruição de produções culturais. 
 A interdisciplinaridade deve ser o eixo metodológico para buscar a relação entre os temas explorados, respeitando as especificidades das distintas áreas de conhecimento e eixos estruturantes e oferecendo a oportunidade de discutir temas atuais e também de criar – seja criação artística, científica, ou a elaboração e realização de projetos sociais, etc.
 
A BNCC contempla a possibilidade dos estudos através das eletivas em seu Art. 6º, esclarecendo que as propostas pedagógicas e os currículos devem considerar as múltiplas dimensões dos estudantes, visando ao seu pleno desenvolvimento, na perspectiva de efetivação de uma educação integral, e no Art. 7º, segundo o qual os currículos e as propostas pedagógicas das instituições escolares, considerando o disposto no Art. 27 da Resolução CNE/CEB n.º 3/2018, devem adequar as proposições da BNCC-EM à realidade local e dos estudantes, tendo em vista decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio – DCNEM, em seu Art. 12º apresentam que, a critério dos sistemas de ensino, os currículos do ensino médio podem considerar competências eletivas complementares do estudante como forma de ampliação da carga horária do itinerárioformativo escolhido.
Assim, para sua proposição, as eletivas devem considerar, entre outros, os seguintes aspectos:
De forma geral, ainda, as eletivas devem apresentar temáticas provocadoras da curiosidade e do interesse do estudante, propondo metodologias e práticas educativas ativas e diversificadas.
Vejamos, a seguir, o exemplo das eletivas relacionadas à área de Linguagens, propostas no currículo do estado do Amapá: 
Eletiva 1 - ONDE EU TÔ? EU TÔ EM MACAPÁ
Resumo: A eletiva proposta foi criada a partir da riqueza de detalhes da cultura local presentes na letra da música “Tô em Macapá”. O desenvolvimento será feito através da utilização de diversas situações didáticas e criativas de aprendizagens, visando aprofundar e enriquecer o conhecimento dos alunos sobre o conjunto das tradições culturais que envolvem folclore, culinária, dança e arte. Evidenciando coisas de nossa origem amazônida que nos caracteriza como povo do norte do Brasil. 
Eletiva 2 – AONDE TU VAIS RAPAZ...? LÁ NOS CAMPOS DO LAGUINHO
Resumo: A eletiva proposta foi gerada a partir do distanciamento ainda evidente dos cidadãos de condição quilombola e os de contexto urbano. O desenvolvimento será feito através da utilização de diversas situações didáticas e criativas de aprendizagens, visando aprofundar e enriquecer o conhecimento dos alunos sobre as tradições, legado histórico, bem como a linguagem viva no falar e interagir social em sua totalidade. Evidenciando coisas da miscigenação tanto nossa setentrional, quanto nacional.
Eletiva 3 – A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA NÃO BASTA (FERREIRA GULLAR)
Resumo: A eletiva foi criada a partir da frase “A arte existe porque a vida não basta”, do poeta maranhense Ferreira Gullar, uma frase instigante que deu origem a um documentário sobre a obra do autor e a opinião de vários nomes do teatro, pintura, cinema, música, literatura e outras artes produzidas no Brasil. A proposta é realizar através de metodologias criativas um mergulho com os jovens nesse mundo inventado que se confunde com a realidade tornando-se essencial, já que a vida não basta, para nossa existência. 
Eletiva 4 – O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS (O PEQUENO PRÍNCIPE)
Resumo: A presente eletiva foi elaborada tomando como referencial de leitura o livro O pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, por apresentar diversos questionamentos da sociedade e do comportamento humano. O trabalho com o ensino socioemocional como parte da formação de crianças e jovens presente na Base Nacional Comum Curricular preceitua lidar com as emoções, buscando a empatia e a tomada de decisões responsáveis nas mais diferentes situações dentro e fora da escola. Por isso, o título “O essencial é invisível aos olhos" é retirado do diálogo entre o pequeno príncipe e a raposa que o convida para o envolvimento de cativar e ser cativado. 
O processo de aprendizagem será elaborado através de estratégias pedagógicas de leitura, escuta e discussões do livro base e de outros textos auxiliares de diferentes gêneros que aprofundem valores humanos, lições de vida e principalmente a amizade construída entre um homem e um menino numa história aparentemente “ingênua”, mas que tem sido motivo de reflexão para milhares de pessoas no mundo todo. 
ATIVIDADE DE REFLEXÃO 4
Questão 1 - Imagine que você deva propor, junto a colegas, uma eletiva a ser ofertada por sua escola, tendo em vista as principais características desse componente curricular. Com quais áreas/disciplinas você gostaria de elaborar a eletiva? Que temática gostaria de abordar? 
Busque, nos currículos estaduais para o Ensino Médio, outros exemplos de eletivas, para inspirar sua proposta.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
Questão 1 - Faça uma busca no site http://www.basedeitinerarios.com.br/ e escolha dois exemplos de itinerários na área de Linguagens, buscando identificar os elementos presentes, tais como temática, associação aos eixos estruturantes, habilidades envolvidas e metodologias propostas.
QUESTIONÁRIO DE VALIDAÇÃO DA UNIDADE 1
Questão 1Com relação ao conteúdo desta unidade, responda: 
a)Do ponto de vista da organização curricular, qual a principal característica dos itinerários formativos?
b) Qual é o papel dos eixos estruturantes em relação aos itinerários formativos?
UNIDADE 2 – Itinerários integrados: propostas interdisciplinares (Área de Linguagens e outras áreas do conhecimento)
Nesta unidade, nosso objetivo é apresentar pressupostos e possibilidades de práticas interdisciplinares entre a área de Linguagens e outras áreas
Questões-chave
De que forma é possível colocar em prática os itinerários integrados?
2.1 Propostas interdisciplinares
A construção de um itinerário de aprofundamento baseado na escolha dos estudantes por uma Área do Conhecimento não exclui a possibilidade da interdisciplinaridade (que chamamos trilhas integradas). Isso porque a constituição da Ciência no atual cenário tem como imperativo o diálogo entre diferentes campos do saber, para que os conhecimentos produzidos sejam relevantes e promovam a formação integral dos sujeitos envolvidos nesses processos. Assim, mesmo que haja a predominância de uma Área do Conhecimento na proposição de um aprofundamento, o diálogo com os saberes trazidos pelos componentes curriculares das outras é imprescindível. 
Por exemplo, uma proposta no campo das Ciências Humanas, desenvolvida a partir de metodologia de pesquisas quantitativas e qualitativas para conhecer empiricamente a realidade socioeconômica e cultural da comunidade onde está localizada a escola vai encontrar desafios ambientais que levarão ao diálogo com a área das Ciências da Natureza. Poderá, ainda, promover um diálogo com a matemática, na tabulação e análise de dados resultantes da aplicação de questionários quantitativos, e com a área de Linguagens, para analisar e catalogar manifestações estéticas, esportivas e artísticas presentes na comunidade e no exercício de escrita de relatórios, jornais e produção de blogs para divulgação dos trabalhos. Esta é apenas uma ideia de como uma mesma trilha pode integrar as diversas áreas do conhecimento, constituindo-se em uma trilha integradora.
Os currículos estaduais para o Ensino Médio encontraram maneiras diferentes de contemplar esses itinerários integrados (ou trilhas integradoras), muitas vezes propondo temas transversais a partir dos quais as trilhas poderão ser pensadas, elaboradas e aplicadas na escola. É o que ocorre, por exemplo, no Currículo de Pernambuco, que apresenta o item “Temas transversais e integradores do currículo”. No referido documento, os temas selecionados para compor os itinerários integrados estão diretamente relacionados às legislações específicas, enquanto outros são sugeridos em diretrizes curriculares, ou mesmo, demandados pela própria comunidade educativa. Ainda segundo o currículo pernambucano, o que une esses temas é o fato de se relacionarem a diferentes componentes curriculares, garantindo uma abordagem interdisciplinar, transversal e integradora. O documento, então, traz alguns desses temas, ressaltando que outros poderão ser acrescentados em função de novas demandas legais ou por escolha das próprias escolas. São eles: 
· Educação em Direitos Humanos 
· Direitos da Criança e do Adolescente 
· Processo de Envelhecimento 
· Respeito e Valorização do Idoso 
· Educação Ambiental 
· Educação para o Consumo e Educação Financeira e Fiscal 
· Educação das Relações Étnico-raciais e Ensino da História e Cultura Afro-brasileira
· Africana e Indígena 
· Diversidade Cultural 
· Relação de Gênero 
· Educação Alimentar e Nutricional 
· Educação para o Trânsito
· Trabalho, Ciência e Tecnologia 
· Saúde, Vida Familiar e Social 
O Currículo Paulista também aborda a questão dos temas transversais e, em sua elaboração, propõe os chamados “Organizadores Curriculares”, em que são detalhados os itinerários integrados entre as várias áreas do conhecimento. 
TIVIDADE REFLEXIVA 1 
Questão 1 - Proponha ao menos dois temas transversais, diferentes dos que são apresentados no currículo amapaense, que você julguepertinente abordar no Ensino Médio, na perspectiva das trilhas integradoras.
ATIVIDADE REFLEXIVA 2
Questão 1 - Acesse o documento Currículo Paulista – Ensino Médio disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/ e leia a seção “Itinerários Formativos Integrados” - p. 249 a 295. A partir de sua leitura, destaque os itinerários que julgou mais interessantes e por quê. 
SAIBA MAIS
Assista ao vídeo “Linguagens e suas tecnologias – cronograma integrado e Novo Ensino Médio – Parte I”. Disponível em: https://youtu.be/vOEhAkvgpzI. Nesse vídeo, são apresentados vários exemplos práticos sobre como implementar os itinerários integrados.
QUESTIONÁRIO DE VALIDAÇÃO DA UNIDADE 2 
Questão 1- Com relação ao conteúdo desta unidade, responda: 
A )Qual a importância das práticas interdisciplinares no contexto do Novo Ensino Médio?
B )Selecione uma área do conhecimento com a qual você se sinta mais à vontade para desenvolver uma proposta interdisciplinar. Quais temas gostaria de trabalhar?
UNIDADE 3 – Projeto de vida e Linguagens: possibilidades
Nesta unidade, nosso objetivo é apresentar pressupostos e possibilidades acerca do projeto de vida no contexto do Novo Ensino Médio.
Questões-chave
O que é e como pôr em prática o projeto de vida?
3.1 O que é projeto de vida?
O Projeto de Vida é um componente curricular do Novo Ensino Médio. De acordo com a Lei n.º 13.415/2017, que estabelece as diretrizes e as bases da educação nacional, em seu artigo 3º § 7º, “os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu Projeto de Vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais”.
Além disso, a BNCC também contempla o Projeto de Vida entre as suas 10 competências gerais, que devem ser trabalhadas em todas as etapas da educação até o Ensino Médio. A competência de número 6, “Trabalho e Projeto de Vida”, diz:
Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu Projeto de Vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. (BRASIL, 2018)
Sendo assim, é fundamental que as escolas deem a devida atenção para essa competência, considerada como premissa básica para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Visto que o ensino médio é a ponte que conecta a educação básica ao ingresso na universidade e no mercado de trabalho, a intenção é otimizar esta travessia por meio do projeto de vida. É permitir que, ainda na educação básica, o aluno consiga validar suas competências e interesses para investir em seu futuro profissional e pessoal satisfatoriamente. Cabe à escola, portanto, promover práticas e reflexões que incentivem a investigar e elaborar o projeto de vida de cada estudante.
3.2 Objetivos do projeto de vida
O principal objetivo do projeto de vida é fomentar o protagonismo e a autonomia do estudante em suas escolhas. Focado na formação integral, o projeto de vida estimula o desenvolvimento de habilidades como cooperação, compreensão, domínio de tecnologias, defesa de ideias e análise crítica da realidade. Promove, em última instância, o autoconhecimento, estimulando os alunos a refletirem com profundidade sobre suas identidades e papéis na sociedade. Este mergulho interno dá ferramentas, em teoria e em prática, para decisões e planejamentos mais conscientes sobre o futuro. Nas diretrizes do Novo Ensino Médio, este processo reflexivo inicia ainda na educação básica, respaldado por profissionais capacitados para instigar e apresentar possibilidades.
3.3 Dimensões do projeto de vida
A abordagem do projeto de vida deve passar pelas três dimensões intrínsecas ao planejamento de futuro: pessoal, profissional e social. O aspecto pessoal estimula a autodescoberta: quem sou, como me reconheço, o que almejo – sempre respeitando a identidade, história e valores de cada um. No aspecto profissional, desenvolvem-se competências exigidas pelo mercado de trabalho, mas que também produzem sentido na esfera pessoal. Empreendedorismo, inteligência socioemocional, domínio de tecnologias, criatividade e também habilidades técnicas que facilitam o ingresso na vida profissional. Por fim, o aspecto social foca no papel de cidadão e de agente ativo nas relações interpessoais. Promove o senso de responsabilidade coletiva, de ética e empatia, com as pessoas e com o meio ambiente.
3.4 Projetos de vida na escola - Como colocar em prática?
Trazer o projeto de vida como competência na dinâmica escolar é um dos desafios propostos pelo Novo Ensino Médio. Existem diversas abordagens a serem exploradas por professores e instituições de ensino, desde que o foco esteja no reconhecimento das potencialidades dos alunos. Avaliações contínuas devem ser adotadas a fim de mensurar a evolução de competências que fogem do currículo tradicional. Interação, comunicação, escuta, cooperação, partilha e realização devem ser estimulados pela escola.
Como vimos, segundo a BNCC, a construção e viabilização do projeto de vida dos estudantes é o eixo central dos percursos formativos do Ensino Médio. Logo, é papel da escola auxiliar os estudantes a se reconhecerem como sujeitos, considerando suas potencialidades e as possibilidades de participação e intervenção social. Para isso, faz-se necessário “estimular uma leitura de mundo sustentada em uma visão crítica e contextualizada da realidade, no domínio conceitual e na elaboração e aplicação de interpretações sobre as relações, os processos e as múltiplas dimensões da existência humana” (BRASIL, 2018).
A Proposta Curricular do Ensino Médio da Paraíba traz um bom exemplo de aplicação do conceito de projeto de vida, ao propor um itinerário formativo específico para esse fim. No exemplo a seguir, o projeto de vida para o 1º ano:
Nessa proposta, a carga horária semanal do componente curricular é de 2h e as unidades curriculares a serem trabalhadas seriam: 
· Consciência de si mesmo; 
· Autoconhecimento; 
· Autorreflexão; 
· Autoconceito; 
· Autoconfiança e Autoestima; 
· Autogestão. 
Assim, as quatro áreas do conhecimento estariam contempladas, uma vez que qualquer professor, de qualquer um dos componentes curriculares, poderia conduzir o projeto de vida assim pensado.
ATIVIDADE REFLEXIVA
Questão 1 - Para ver com detalhes a proposta do currículo paraibano, acesse o documento no link: https://pbeduca.see.pb.gov.br/p%C3%A1gina-inicial/propostas-curriculares-da-para%C3%ADba. Leia a seção “Projeto de Vida” - p. 766 a 794, e com base nos exemplos dê início à construção de um projeto de vida pensando na realidade de sua escola. 
SAIBA MAIS
Leia o e-book: Material do Educador: Aulas de Projeto de Vida. Disponível em: http://www.iema.ma.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MATERIAL-DO-EDUCADOR-AULAS-DE-PROJETO-DE-VIDA.pdf
Trata-se de um extenso material, voltado às atividades relacionadas ao projeto de vida para o 1º e o 2º anos do Ensino Médio, com inúmeras sugestões de trabalho.
QUESTIONÁRIO DE VALIDAÇÃO DA UNIDADE 3 
Questão 1 - Com relação ao conteúdo desta unidade, responda: 
a)Quais as competências e habilidades necessárias para ser um professor de projetos de vida?
b)Qual a relação entre projeto de vida e protagonismo juvenil?
ATIVIDADE DE AVALIAÇÃO DO MÓDULO 2 E AUTOAVALIAÇÃO
Questão 1 - No que diz respeito aos itinerários formativos, os conteúdos vistos neste módulo ajudaram você a melhor compreender a organização da BNCC e do Novo Ensino Médio?
Questão 2 - No que diz respeito aos itinerários formativos, os conteúdos vistos neste módulo ajudaram você a melhor compreender a organização da BNCC e do Novo Ensino Médio?
Questão 3 -No que diz respeito aos itinerários formativos, os conteúdos vistos neste módulo ajudaram você a melhor compreender a organização da BNCC e do Novo Ensino Médio?
Considerações finais
Parabéns! Você chegou ao final do curso de formação em Linguagens e suas Tecnologias!
Conformevimos, o protagonismo juvenil, presente no Novo Ensino Médio, pressupõe o envolvimento do jovem estudante em atividades que vão além do seu universo pessoal e familiar, gerando efeitos na vida em sociedade.
A ideia do protagonismo permeia todo o texto da BNCC, aparecendo, como vimos, nas competências gerais e específicas desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
A Base ainda relaciona a ideia de protagonismo a outros conceitos, como o projeto de vida dos estudantes. 
A noção de preparar os estudantes para os desafios da sociedade contemporânea está intimamente ligada ao desenvolvimento do protagonismo juvenil, pois valoriza o olhar do estudante para fora, para a sua contribuição com a vida comunitária.
Além disso, a BNCC propõe a superação da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que se aprende e o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida.
Dessa forma, o protagonismo juvenil também se relaciona à construção do projeto de vida, “tanto no que diz respeito ao estudo e ao trabalho como também no que concerne às escolhas de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos.” (BRASIL, 2018). 
Neste Módulo 2, buscamos reforçar esse conceito de protagonismo, ao apresentar os principais pressupostos dos itinerários formativos, considerando possibilidades para área de Linguagens e para as trilhas integradas a outros componentes, com exemplos extraídos de alguns currículos estaduais e de outras fontes, sempre com vistas à prática pedagógica.
Esperamos que você tenha aproveitado bem o conteúdo estudado. Se quiser aprofundar ainda mais os estudos, veja a lista de referências no próximo slide. Agora, siga em frente para realizar as atividades obrigatórias e valendo nota do Módulo avaliativo.
Módulo Avaliativo
Atividades Módulo 1 (Formação Geral)
Questão 1 - São mudanças propostas pelo Novo Ensino Médio, EXCETO:
A )Flexibilização do currículo
B)Valorização do protagonismo juvenil
C)Trabalho com competências e habilidades
D)Dissolução das disciplinas
Questão 2 -São mudanças propostas pelo Novo Ensino Médio, EXCETO:
I. Língua Portuguesa e Matemática são as únicas disciplinas com habilidades específicas.
II. Os componentes da área de Linguagens compreendem as disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Artes.
III. Os currículos devem, obrigatoriamente, englobar duas partes: formação geral básica e itinerários formativos.
IV. A carga horária total da formação geral básica é flexível.
Estão corretas:
a) I e II
b)II e IV
c)I e III
d)III e IV
Questão 3 - Assinale a característica que NÃO se aplica aos itinerários formativos:
a)São constituídos por conjuntos de unidades curriculares
b)Sua carga horária deve ser entre 1200 e 1800 horas.
c)Podem ser detalhados pelos sistemas, redes e escolas.
d)Devem ser organizar em torno de eixos estruturantes.
Questão 4 - Sobre as Unidades Curriculares, assinale a alternativa correta:
a)Podem ou não ter carga horária definida.
b)Dizem respeito apenas aos itinerários formativos.
c)Têm como objetivo desenvolver competências específicas.
d)Precisa desenvolver habilidades de ao menos dois eixos estruturantes.
Questão 5 - São propostas da BNCC, EXCETO:
a)Privilegia os temas regionais para mobilizar as habilidades.
b)Deve-se evitar a fragmentação das unidades curriculares.
c)Prevê o ensino baseado em competências e habilidades.
d)Os currículos devem prezar pela interdisciplinaridade.
Questão 6 - No Novo Ensino Médio, espera-se dos estudantes:
I. A leitura crítica da realidade.
II. O enfrentamento de desafios atuais.
III. A participação cidadã na sociedade.
IV. A tomada de decisões acertadas.
Nesse sentido,
 
a)Apenas I e II estão corretas.
b)Apenas II e III estão corretas.
c)Apenas I, III e IV estão corretas.
d)I, II, III e IV estão corretas.
Questão 7 - Sobre as competências gerais estabelecidas pela BNCC, é INCORRETO afirmar que:
a)Buscam promover valores como a empatia, o diálogo e a cooperação.
b)Visam o exercício da curiosidade intelectual e do pensamento crítico.
c)Privilegiam a comunicação digital em relação a outras linguagens
d)Valorizam a argumentação na tomada de decisões cotidianas.
Nas questões de 8 a 12, assinale CERTO ou ERRADO.
Questão 8 - Embora façam parte da área de Linguagens, Arte e Educação Física não são
componentes obrigatórios nos três anos do Ensino Médio.
a) CERTO
b) ERRADO
Questão 9 - Os estados da federação puderam escolher adequar ou não os currículos do
Ensino Médio à BNCC.
a)CERTO
b)ERRADO
Questão 10 - A BNCC do Ensino Médio consolida e amplia as aprendizagens previstas pela
BNCC do Ensino Fundamental.
a)CERTO
b)ERRADO
Questão 11 - São 10 as competências específicas da área de Linguagens e suas tecnologias.
a)CERTO
b)ERRADO
Questão 12 - -O elo entre os componentes curriculares Arte, Educação Física, Língua Inglesa e
Língua Portuguesa reside no uso da linguagem.
a)CERTO
b)ERRADO
Módulo 2 (Itinerários integrados)
Questão 13 - Sobre os eixos estruturantes e as habilidades associadas às competências gerais da
área de Linguagens, faça a correspondência correta.
EIXOS ESTRUTURANTES
1-Investigação Científica
2 -Processos Criativos
3 -Mediação e Intervenção Cultural
4-Empreendedorismo
HABILIDADES:
( )Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos.
( )Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais.
( )Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã.
( )Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade.
Questão 14 - Sobre as Habilidades Específicas dos Itinerários Formativos Associadas aos Eixos Estruturantes na área de Linguagens, faça a correspondência correta.
EIXOS ESTRUTURANTES
1 -Investigação Científica
2 -Processos Criativos
3 - Mediação e Intervenção Cultural
4 - Empreendedorismo
HABILIDADES:
( )Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.), em fontes confiáveis, informações sobre português brasileiro, língua(s) e/ou linguagem(ns) específicas, visando fundamentar reflexões e hipóteses sobre a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens.
( )Avaliar como oportunidades, conhecimentos e recursos relacionados às várias linguagens podem ser utilizados na concretização de projetos pessoais ou produtivos, considerando as diversas tecnologias disponíveis e os impactos socioambientais.
( )Investigar e analisar a organização, o funcionamento e/ou os efeitos de sentido de enunciados e discursos materializados nas diversas línguas e linguagens (imagens estáticas e em movimento; música; linguagens corporais e do movimento, entre outras), situando-os no contexto de um ou mais campos de atuação social e considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias.
( )Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais passíveis de mediação e intervenção por meio de práticas de linguagem.
Questão 15 - Os Itinerários Formativos compreendem arranjos curriculares que os estudantes escolhem a partir de seu interesse para aprofundar e ampliar aprendizagens em uma ou mais Áreas de Conhecimento e/ou na Formação Técnica e Profissional. Assinale a alternativa que NÃO se aplicaa esses aprofundamentos:
a)as escolas com mais alunos devem oferecer maior quantidade e variedade de aprofundamentos.
b)os professores devem ter disponibilidade de tempo para os aprofundamentos, mesmo sem possuir vocações específicas para eles.
c)as escolas precisam ter estrutura e espaços físicos adequados ou oferecidos por meio de parceria com outras instituições ofertantes.
d)o potencial socioeconômico e ambiental deve ser observado, assim como as demandas do mercado de trabalho regional.
Questão 16 - Quanto às disciplinas eletivas, assinale a alternativa correta:
a)são unidades curriculares organizadas pelas escolas, a partir dos interesses dos estudantes e dos professores.
b)precisam estar diretamente ligadas à área de conhecimento e à trilha escolhida pelo estudante.
c)devem ser ofertadas apenas no terceiro ano do Ensino Médio.
d)privilegiam o uso de metodologias mais tradicionais de ensino.
Questão 17- Os itinerários integrados buscam uma prática interdisciplinar que:
I. Incentiva o diálogo entre diferentes campos do saber.
II. Aceita a predominância de uma Área do Conhecimento na proposição de um aprofundamento.
III. Permite aplicar metodologias das Ciências Humanas à área de Linguagens.
IV. Explora temas transversais a partir dos quais as trilhas poderão ser pensadas, elaboradas e aplicadas na escola.
Estão corretas:
 
a)Apenas I e IV
b)Apenas II e III
c)Apenas I e III
d)I, II, III e IV
Questão 18- São objetivos do Projeto de Vida, EXCETO:
a)fomentar o protagonismo e a autonomia do estudante em suas escolhas.
b)estimular o desenvolvimento de habilidades como cooperação e compreensão.
c)privilegiar a prática em relação à teoria.
d)estimular os alunos a refletirem com profundidade.
Questão 19 -Relacione as dimensões do projeto de vida a suas palavras-chave:
EIXOS ESTRUTURANTES
1 -Pessoal
2- Profissional
3 –Social 
HABILIDADES:
( )Cidadania
( )Mercado de trabalho
( )Autodescoberta
Sobre avaliação dos itinerários, assinale SIM ou NÃO nas questões de 20 a 23.
Questão 20 - As formas de avaliação podem ser estabelecidas sem haver discussão com os alunos? 
a) SIM
b)NÃO
Questão 21- As avaliações podem incluir instrumentos como rodas de conversa e diários reflexivos? 
a)SIM
b)NÃO
Questão 22- Os resultados da avaliação podem levar a uma ressignificação da aprendizagem?
a)SIM
b)NÃO
Questão 23- As formas de avaliação podem ser estabelecidas sem haver discussão com os alunos? 
a)SIM
b)NÃO
Questão 24- Leia o texto abaixo e selecione o bloco de palavras correspondente. Para isso, basta clicar na seta que aparece em cada lacuna e selecionar a opção correta.
	Além das aprendizagens comuns e obrigatórias, definidas pela BNCC, os estudantes poderão se aprofundar naquilo que mais se relaciona com seus interesses e talentos. Essa realidade será proporcionada por meio dos Itinerários Formativos das Áreas de Conhecimento, que buscam ampliar e aprofundar as aprendizagens dos estudantes em: Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias ou Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. O estudante também pode escolher Itinerários voltados a um direcionamento à Formação Técnica e Profissional ou cursar Itinerários Integrados, que combinam diferentes opções, como duas ou mais Áreas de Conhecimento ou uma delas com a Formação Técnica e Profissional.

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