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Doenças autoimunes 
 
Mecanismos propostos da autoimunidade 
A suscetibilidade genética do indivíduo, onde pode 
ocorre falha na auto tolerância; 
As reações aos estímulos ambientais podem 
desencadear autoimunidade; 
 
 
 
Etapas da auto tolerância 
 
 
 
 
 
Mecanismos autoimunes 
Fatores genéticos: Esse fator é ligado ao gene aire, no 
timo as células t podem expressar autoantígenos, 
porém na presença do gene aire que produz a proteína 
aire, proteína essa que vai controla as células do timo 
e deleta as células t tecido-reativas, porém se a 
proteína aire não estiver presente essas células t 
reativas deixam o timo e vão para os tecidos onde 
podem desencadear a autoimunidade; 
 
 
 
O gene "regulador autoimune" AIRE promove a 
expressão de alguns antígenos tecido-específicos em 
células medulares tímicas, causando a deleção de 
timócitos imaturos que podem reagir a esses antígenos 
Diabetes 
Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que está 
relacionada com o subtipo de MHC-1 ou MHC-2 
Doenças autoimunes 
 
expresso nas células beta-pancreáticas produtoras de 
insulina. 
Expressão anormal de MHC-II 
 
 
essa expressão pode acontecer diante 5 mecanismos 
(a falta de anergia da célula t auxiliar, ausência de 
uma resposta adequada mediada por linfócitos t 
regulatórios e pela liberação exacerbadas de citocinas. 
É como se a célula alvo fosse convencida a deixar de 
expressar MHC de classe I e passasse a expressar MHC 
II, com isso o linfócito t auxiliar reconhece isso como 
apresentação de antígeno e coordena uma resposta 
imune contra a resposta alvo; 
 
Fatores hormonais: 75% das doenças autoimunes 
ocorrem em mulheres e iniciam nos anos reprodutivos 
(maioria das vezes) Ex.: No LES, as mulheres tem 10X 
mais chances de desenvolver que os homens e quando 
as mesmas entram na menopausa, esse risco cai para 
2,5X 
Fármacos: Procainamida e quinidina (tratamento de 
arritmias cardíacas) e hidralazina (anti-hipertensivo): 
lúpus farmacogênico 
Agentes ambientais: Luz solar, que desencadeia o 
LES; e ainda, exposição à sílica, que desencadeia LES, 
AR e a esclerodermia  Luz solar: lesiona os 
queratinócitos, que desencadeia uma resposta 
inflamatória envolvendo exposição de autoantígenos 
nucleares e envolvimento de fagócitos, com aumento 
 
 
de quimiocinas liberadas pela pele (devido à radiação 
UV) e consequente recrutamento de LTs eDCs 
Agentes infecciosos: Já se conhece que diversos 
patógenos pode desencadear doenças autoimunes; 
Todos esses fatores podem desencadear doença 
autoimune; 
A escherichia coli pode induzir a artrite reumatóide em 
indivíduos que tenham a predisposição; 
O vírus Epsten-Barr pode induzir a esclerose múltipla 
em indivíduos que tenham a predisposição; 
 
Como essas infecções podem desencadear uma 
doença autoimune? 
 
Papel das infecções no desenvolvimento da 
autoimunidade. Microrganismos podem ativar as 
APCs para que expressem coestimuladores; quando 
essas APCs apresentam autoantígenos, as células T 
autorreativas são ativadas em vez de se tornarem 
tolerantes. 
 
Papel das infecções no desenvolvimento da 
autoimunidade. Alguns antígenos microbianos podem 
apresentar reação-cruzada com autoantígenos 
(mimetismo molecular). Portanto, respostas 
imunológicas iniciadas por microrganismos podem 
ativar células T específicas para autoantígenos. 
chamamos de mimetismo molecular porque o 
antígeno do tecido próprio é bem similar ao antígeno 
do tecido microbiano ao invés do linfócito t reagir no 
antígeno do micróbio vai reagir com o do tecido 
desencadeando a autoimunidade; 
 
 
 
Doenças autoimunes 
 
Papel dos linfócitos B na autoimunidade 
 
 
 
Os linfócitos b autorreativos são eliminados pela 
medula óssea porem acontece escapes de linfócitos b 
que reconhecem fragmentos de DNA, os indivíduos 
que tenham predisposição ou aumento desses 
fragmentos circulantes, os linfócitos b podem 
reconhecer esses fragmentos, seus BCR se ligam aos 
fragmentos de DNA, incorpora-os e encontram 
receptores do tipo TLR-9 que reconhecem esses 
fragmentos causando ativação desse linfócito b que 
passa a ser autorreativo, e esses linfócitos começam a 
produzir anticorpos contra o próprio DNA do 
indivíduo causando autoimunidade; 
 
Papel das células dendríticas na autoimunidade 
 
Representação esquemática das células Th1, Th2 e 
Th17, bem como do papel central das células 
dendríticas (DCs) no desencadeamento de respostas 
autoimunes. AsDCs podem tornar-se ativadas pelo 
reconhecimento dos PAMPs, na presença de agentes 
infecciosos, ou por outros fatores desencadeantes 
como um processo inflamatório. Após ativação as DCs 
podem processar e apresentar autoantígenos ativando 
clones de células T autorreativas e polarizando a 
resposta imune para diferentes vias (Th1,Th2 ou Th17). 
Uma vez iniciado o processo de quebra de tolerância, a 
resposta inflamatória, estimulada pela ação dos INFs 
tipo I e outras citocinas pró-inflamatórias, será 
perpetuada e os clones autorreativos serão mantidos. 
 
Doenças autoimunes 
 
Essas doenças autoimunes podem ser classificadas 
de duas formas órgão-especificas e sistêmicas 
 
Algumas doenças autoimunes que podem ser 
transferidas através da placenta por autoanticorpos 
lgG patogênicos 
 
 
 
 
 
 
Doenças autoimunes 
Doença de Graves 
 
 
Doenças autoimunes classificadas por mecanismos 
de lesão tecidual 
 
 
 
Doenças órgão-especificas 
 
O anticorpo reconhece a célula tireóidea porem esse 
anticorpo vai estimular a célula, ele vai funcionar como 
o próprio hormônio tireo estimulante, em uma 
situação normal o TSH se liga ao receptor, quando 
ocorre uma produção satisfatória de T3 e T4 essa 
própria produção inibe a estimulação do TSH, no caso 
dessa doença o anticorpo estimula de forma 
permanente o paciente vai ter um hipertireoidismo; 
 
 
 
 
 
Doenças autoimunes 
 
 
O anticorpo bloqueia o receptor TSH e inibe a 
produção de TE e T4 causando hipotireoidismo 
 
 
Não temos produção de anticorpo contra o TSH, o que 
temos é autoanticorpos reconhecendo proteínas de 
superfícies da célula da tireoide e o envolvimento da 
Tcd8 através de uma apresentação de antígeno 
dependendo do tipo de MHC de classe 1 esse linfócito 
t citotóxico ataca a célula da tireoide e destrói ela, 
ocorrendo a morte da célula, queda de t3 e t4 e 
gerando um caso de hipotireoidismo; 
 
 
Na miastenia grave os receptores de acetilcolina vão 
ser internalizados e degradados pelos autoanticorpos 
com isso não ocorre o impulso nervoso. 
 
Diabetes tipo 1 
 
O linfócito t citotóxico destrói as células beta 
pancreáticas, com isso não acontece a produção de 
insulina e os níveis glicêmicos se tornam elevados, por 
isso se aplica insulina; 
 
Esclerose múltipla 
 
Os anticorpos produzidos (quadro 3) podem 
reconhecer a bainha de mielina e levar a destruição da 
mesma, diminuindo a velocidade do impulso nervoso; 
 
Lúpus eritematoso sistêmico 
 
 
 
 
Doenças autoimunes 
 
 
 
A partir de uma célula que esta em apoptose libera 
bolhas do dna pode sofrer depuração deficiente. 
Nucleossoma liberado em excesso, o nucleossoma é 
reconhecido por uma célula apresentadora, linfócito b 
capta esses resíduos de dna o linfócito b produz 
anticorpo anti-DNA que se liga ao antígeno, forma um 
imunocomplexo que se acumula no glomérulo, 
desencadeando glomerulonefrite, onde esse 
imunocomplexo tiver ele causa problema, por isso os 
lúpus são sistêmico.

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