Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

8 - URINÁLISE
Métodos e técnicas de pesquisas e dosagens na urina. 
EXAME 
QUALITATIVO DE 
URINA - O QUE É?
Éoexame laboratorial de 
rotinapara avaliação quantitativae 
qualitativadaurina
Exame de urina 
 O exame de urina proporciona ao clínico informações precisas sobre
patologias renais e do trato urinário, bem como sobre algumas moléstias
extra-renais.
 Além disso, permite uma avaliação da função renal e fornece indícios
sobre a etiologia da disfunção. Por sua simplicidade, baixo custo e
facilidade na obtenção da amostra para análise, é considerado exame
de rotina
EXAME QUALITATIVO DE URINA - O 
QUE É?
 exame muito solicitado no laboratório; presente em todas as revisões.
 apesar da tecnologia, ainda há variação interlaboratorial porque o equ
depende da qualidade do equipamento + grau de especialização do 
pessoal técnico + filosofia de trabalho do laboratório
 Também denominado de urinálise; Urina tipo I, EAS (elementos anormais 
do sedimento), exame sumário de Urina);
EXAME QUALITATIVO DE URINA =
exame físico-químico + análise do sedimento urinário.
MODELO DE LAUDO
FASE PRÉ - ANALÍTICA
 COLETA
 CONSERVANTES
 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO
 CRITERIOS DE REJEIÇÃO
Urina I
AMOSTRA IDEAL
Todaamostradeve:
- Estar sob refrigeração;
-O prazo entre a coleta e o transporte ao
laboratório não pode ser superior a 2 horas;
-Urina colhida por micção (jato médio) em
frascoestéril ede boca larga;
Urina I
AMOSTRA IDEAL
-Urinacolhidadepunçãosupra-púbica;
-Urina colhida de cateterização ou de sonda;
-Urina de mulheres menstruadas com instrução
para uso de tampão na vagina antes da higiene
local e damicção;
- Urinacolhida emsaco coletor (crianças).
CRITÉRIOSDE REJEIÇÃO DE AMOSTRAS
 Amostra colhida semhigiene prévia;
-Amostra emfrasconãoestéril;
Amostra colhida comcoletor e contaminada comfezes;
Amostra de coletores infantis que permanecem por mais de uma
horaaderidos àcriança;
Amostra colhida na bolsa coletora de pacientes com sonda;
Amostra sem refrigeraçãoe cujoprazo entre a coleta e o
transporte ao laboratório for superiora2 horas.
Interferentes 
 - Vários fatores são capazes de interferir nos métodos analíticos 
empregados na tira reagente. Dentre estes fatores interferentes, 
destacam-se agentes de limpeza e desinfetantes, medicamentos e ácido 
ascórbico em concentrações elevadas na urina.
 Suspenção Incorreta do Sedimento Urinário.
 Homogeneização inadequada da amostra.
 Tempo de centrifugação e velocidade de rotação incorreta.
 Coleta inadequada da amostra.
 Conservação inadequada das tiras reativas.
FASE ANALITICA: Exame de 
Urina I
 Compreendem análise físico-química , identificação e contagem de 
elementos figurados por microscopia.
 Objetivo: detectar doença renal, do trato urinário ou sistêmica, que se 
manifesta através do sistema urinário.
 Análise física: cor, aspecto e densidade
 Análise química: proteínas, glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, 
urobilinogênio, pH e hemoglobina.
 Análise microscópica: células epiteliais, leucócitos, eritrócitos, cilindros e 
cristais e outros elementos.
Exame químico da Urina
EXAME QUÍMICO
 As metodologias utilizadas nas tiras reagentes possuem robustez e rapidez
analíticas, facilidade de manuseio, acessibilidade, segurança e baixo
custo, mas mesmo assim, alguns cuidados devem ser tomados para que
os resultados obtidos sejam confiáveis.
 A leitura das tiras pode ser realizada diretamente pelo profissional ou por
metodologia parcial ou totalmente automatizada utilizando
equipamentos específicos .
O que é uma tira reagente?
 São tiras plásticas que possuem substâncias, revelando a positividade por 
modificações de cor
 Simples 
 (medem um único parâmetro)
 Múltiplas
Qual é a técnica?
- Homogeneizar aurina levementepor inversão.
- Remover as tiras reativas necessárias para realização dos testes
do tubo e fechá-lo imediatamente.
- Imergir as fitas reativas completamente por cerca de 1 segundo
na amostra de urina não centrifugada, bem homogeneizada.
EXAME QUÍMICO
 Realizado através de tiras reativas (reagentes) contendo seguintes áreas 
reagentes: pH, proteínas, glicose, cetona, sangue, bilirrubina, 
urobilinogênio, nitrito, leucócitos e densidade. 
 As tiras reagentes baseiam-se em metodologia de química seca cujos 
resultados podem ser determinados visualmente ou através de 
instrumentos semi-automatizados ou automatizados.
Procedimento para utilização das tiras reagentes
 Utilizar urina recente, não centrifugada e bem homogeneizada.
 A amostra deverá estar à temperatura ambiente durante a análise.
 Retire uma tira teste do frasco. Feche imediatamente o tubo das tiras teste,
para evitar que a umidade descore ou produza reações nas mesmas,
originando resultados incorretos.
 Mergulhe rapidamente a tira teste por não mais de 1 segundo.
 Ao retirar a tira, encoste a extremidade à parede do recipiente para eliminar o
excesso de urina.
 Ler as reações químicas nos tempos indicados pelos fabricantes e registrar os
resultados.
 As mudanças de cor que se manifestem apenas nas extremidades das zonas
de teste ou passados mais de 2 minutos não têm significado clínico.
Leitura Manual
 A mensuração é feita por comparação visual da cor desenvolvida na
área reativa com uma tabela de cores fornecida pelo fabricante.
 As limitações desse procedimento incluem a dependência da acuidade
visual do observador e a influência da intensidade e da cor da luz
ambiente.
Padronização Urina Tipo I: Análise Química
Tubos identificados, vamos passar a fita-reagente...
Técnica
Padronização Urina Tipo I: Análise Química
1. Mergulhe a tira e 
retire-a dispensando 
o excesso pela 
borda do frasco.
2. Seque a parte 
posterior em um 
papel absorvente.
3. Após 60 segundos, 
compare as cores de 
reação das áreas de 
teste, na direção de 
inserção da fita do 
recipiente.
1. Identificar tubos conforme RG do paciente
2. Homogeneizar bem o frasco coletor
3. Colocar 10mL de urina no tubo respectivamente 
identificado
4. Passar a fita reagente
Limpar o apoio das
fitas antes da
próxima rodada
http://www.clinicadoleite.com.br/images/ft_caixa.jpg
Fita reagentes 
Intervalos de leitura
 Uma grande disparidade foi observada nos intervalos de leitura
citados nas bulas;
 Para alguns parâmetros não há diferenças significativas, porém,
em determinações como a da glicose, determinadas marcas
considera a concentração de 300 mg/dl como positivo (+++),
enquanto outras marcas coloca uma concentração próxima de
250 mg/dl com apenas uma cruz (+) de positividade.
 Sendo assim, em laboratórios que elaboram os laudos da parte
química do exame parcial de urina em cruzes, a interpretação do
resultado pelo médico fica dificultada, tendo-se em vista a grande
variedade de marcas de tiras reativas atualmente disponíveis no
mercado.
comparação bulas
 A comparação das bulas de tiras reagentes de marcas distintas apontou algumas
diferenças nos reativos utilizados, bem como grande diversidade de informações
relatadas nas bulas quanto a possíveis interferentes, inclusive com omissão de
informações.
 diferença foi observada em relação à avaliação semiquantitativa da intensidade
da reação e sua expressão em cruzes, por exemplo, nos parâmetros proteína e
glicose, o que pode levar a equívocos na interpretação do laudo laboratorial. As
observações registradas reforçam a importância de padronização no exame
parcial de urina.
Urina I: COMO 
FAZER?
- Retirar o excesso de urina da fita-teste em papel absorvente e
colocar as tiras que deseja examinar no leitor de fita
(URIVISION).
- Pressionar qualquer tecla “seta” como indicado no display para
iniciar a leitura.
Urina I: COMO FAZER?
- Após leitura das fitas, limpar a plataforma de leitura do aparelho
com gaze umedecida com águae secar com gazeseca.
- Centrifugar a urina por 5 minutos em1.800 a 2.000 RPM.
- Desprezaro sobrenadante. Verter todo o volume do frasco de
umasóvez.
EQU.COMO FAZER?
- Retirar os mapas de trabalho de Urina I e conferir se os tubos
cônicos encontram-se na estante na exata sequênciado mapa.
- Encaminhar para o analista clínico responsável para leitura dos
sedimentos juntamente com os respectivos mapasde trabalho.
PARTE 1 = EXAME FÍSICO-QUÍMICO
EXAME FÍSICO-QUÍMICO
O exame físico-químico é realizado utilizando-se tiras
reativas. As tiras reativas constituem-se de papel absorvente
impregnados com substânciasquímicas.
A reação química produz determinada coloração quando o
papelabsorvente entra com a urina.
Princípios das reações de detecção 
 Bilirrubina : As tiras reagentes para detecção de bilirrubinúria geralmente baseiam-
se na reação da bilirrubina com um sal de diazônio em meio ácido, produzindo 
cores que variam do bronze ou rosado ao violeta.
 Cetona: Para detecção de cetona (ácido acetoacético), as tiras utilizam como
reagente o nitroprussiato de sódio, que reage com o ácido acetoacético em meio
alcalino, produzindo cor púrpura.
 Densidade: A avaliação da densidade baseia-se numa alteração
proporcionalmente à quantidade de íons em solução, produzindo íons hidrogênio
que provocam uma queda no pH, detectada pelo indicador azul de bromotimol. À
medida que a densidade aumenta, o azul de bromotimol muda do verde-azulado
para verde, e finalmente para amarelo-esverdeado;
 pH: medem o pH urinário em variações de unidade entre 5 e 9, usando um sistema
de indicador duplo do vermelho de metila e o azul de bromotimol.
Princípios das reações de detecção 
 Glicose: A detecção de glicose é feita através de uma mistura de glicose-oxidase,
peroxidase, cromogênio e tampão para produzir uma reação enzimática
seqüencial dupla.
 Na primeira etapa, a glicose-oxidase catalisa a reação entre a glicose e o ar do
meio ambiente para produzir ácido glicônico e peróxido. Em seguida, a peroxidase
catalisa a reação entre o peróxido e o cromogênio para formar um complexo
oxidado colorido que revela a presença de glicose.
 Nitrito : O fundamento bioquímico da prova do nitrito é a capacidade que certas
bactérias têm de reduzir o nitrato, constituinte normal da urina, e convertê-lo em
nitrito, que normalmente não aparece na urina.
 Em pH ácido, os nitritos presentes reagem com uma amina aromática formando
um sal de diazônio que em seguida reage com 3-hidróxi-1,2,3,4-tetraidrobenzil(H)-
quinolina e produz coloração rosa.
Princípios das reações de detecção 
 Proteínas: A análise de proteinúria com tiras reativas utiliza o princípio do
erro protéico dos indicadores. Em determinado pH, alguns indicadores
conferem colorações diversas, dependendo da presença de proteína na
solução testada. Os indicadores diferem dependendo do fabricante,
podendo ser utilizado o azul de tetrabromofenol
 Urobilinogênio A detecção de urobilinogênio na urina através de tiras 
reativas pode ser feita com o reagente de Ehrlich (p-
dimetilaminobenzaldeído), produzindo coloração marrom-avermelhada
EXAME FÍSICO-QUÍMICO
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
CUIDADOS:
Tempode leitura dos 
parâmetros: Leucócitos 
2min,demaisparâmetros, 
sãomais rápidos.
Não cortar afita,
Fazer controle interno e 
externo
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
DENSIDADE
Estadode hidrataçãodo paciente e concentraçãoda urina
Pacientes comdiabetesmellitustem densidademaior 
porque estãoperdendoglicose naurina
Refratômetro
 Densidade : 1005 a 1025 (Valores de Referência) 
Refratômetro
O refratômetro determina a concentração das partículas
dissolvidas na amostra, mas faz isso medindo o índice de
refratividade. Este índice é uma comparação da velocidade da
luz no ar com a velocidade da luz na solução. Essa velocidade
depende da concentração das partículas dissolvidas presentes
na solução e determina o ângulo de passagem da luz através da
solução. O refratômetro clínico utiliza esses princípios, medindo
o ângulo de entrada da luz num prisma, depois de atravessar
uma solução, e convertendo esse ângulo (índice de
refratividade) em densidade.
Calibração
A calibração do refratômetro 
é feita com o uso de água 
destilada, se necessário, 
pode-se utilizar o botão de 
ajuste para adequar a leitura. 
A calibração é verificada 
ainda:
Solução Densidade
H2O 1.000
NaCl a 
5%
1.022
Sacarose 
a 9%
1.034
Procedimento 
 Zerar o refratômetro com H2O2;
 Colocar 1 ou 2 gotas de urina sobre o prisma;
 Focalizar o instrumento em lugar de boa iluminação e
 Fazer a leitura diretamente a partir da escala de densidade.
Obs: o prisma e a sua cobertura devem ser limpos a cada análise.
Urinômetro
EXAME FÍSICO-QUÍMICO
pH
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
Não existeumvalor de referência 
normal parapH;
Útil na identificação de cristais e 
avaliação da função renal geral;
Pessoasque comemmuitaproteína tem pH
maisácido e vegetarianosmais básico;
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
ESTERASELEUCOCITÁRIA
Relacionada com inflamação e 
infecção → procurar leucócitos no 
sedimento
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
ESTERASELEUCOCITÁRIA-
INTERFERENTES
Uma reação fraca pode ser esperada no caso de proteinúria acima de 500
mg/dL e concentração de glicose acima de 2000 mg/dL, assim como no caso
de pacientes em uso de cefalexina ou gentamicina. A presença de
formaldeído como preservativo pode levar a resultado falso positivo.
Excreção de bilirrubina, nitrofurantoína ou outro componente de coloração
forte pode mascarar a cor da reação. Corrimentos vaginais podem levar a
resultados falsos positivos.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
NITRITO
Relacionada com infecção→ bactérias
gramnegativas produzem nitrito
Cistite/Pielonefrite
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
PROTEÍNAS
Não énormal ter proteínas naurina;
Indicativode lesão renal emdiferentesgraus
Atenção paradiabéticos, gestantes. Pode ter 
presençade cilindros eglicosúria associada.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
PROTEÍNAS-INTERFERENTES:
Resultados falso positivos são possíveis em amostra alcalinas com
pH acima de 9. O mesmo pode ocorrer quando o paciente estiver
em uso de medicamentos contendo quinino, após infusão com
polivinilpirrolidona, ou quando o frasco usado para coleta da
amostra contiver resíduos de desinfetantes. A coloração do teste
também pode ser mascarada pela presença de corantes de uso
médico.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
GLICOSE
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
Não énormal ter glicose naurina;
Rimexcedeu acapacidadede 
reabsorção e libera naurina
Atenção paradiabéticos, gestantes.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
GLICOSE-INTERFERENTES
Grandes quantidades de ácido ascórbico que podem
estar presentes na urina após ingestão aumentada de
vitamina C podem levar a uma redução na reação ou
resultado falso negativo. Reações falso positivas podem
ser causadas por resíduos de produtos de limpeza que
contenham oxidantes, tais comohipoclorito.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
CORPOSCETÔNICOS
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
Jejumprolongado, acidose diabética. Cetonas são 
produtos da degradação de ácidos graxos. 
Geralmente, sua presença indica que o corpo está 
usando gordura para produzir energia, em vez de 
armazená-la para uso posterior. Isso pode ocorrer no 
diabetes não controlado, no qual a glicose é incapaz 
de entrar nas células (cetoacidose diabética), no 
alcoolismo (cetoacidose alcoólica) ou em associação 
com jejum ou vômito.
Baixoconsumodecarboidratos Atençãoparadiabéticos,gestantes.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
UROBILINOGÊNIO
- Detecçãoprecoce de doenças 
hepáticas→ correlacionar com 
examesdabioquímica
- Distúrbios hemolíticos
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
UROBILINOGÊNIO- INTERFERENTES
 O teste é inibido por grandes quantidades de formaldeído. Exposição da
urina à luz por períodos prolongados de tempo pode levar à oxidação
do urobilinogênio e consequente redução do resultado ou mesmo à
obtenção de falso negativo.
 Resultados muito altosou falsos positivos podem ocorrer na presença de
corantes usados com fins terapêuticos ou diagnóstico.
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
BILIRRUBINA
- Detecçãoprecoce de doenças 
hepáticas→ correlacionar com 
examesdabioquímica
- Urina bemamarela com 
presençade espuma
EXAME FÍSICO-QUÍMICO 
HEMOGLOBINA-SANGUE
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
- Presença de sangue deve ser analisada com 
cuidado ememconjunto comoutros fatores.
Menstruação, problemas diversos renais, infecção
urinária, presençade trichomonas, esforço físico
intenso
ANÁLISE DO SEDIMENTO. 
COMO FAZER?
Exame de elementos figurados (sedimento urinário) : Exame Qualitativo
 No exame do sedimento qualitativo, o resultado é expresso em número de
elementos figurados por campo microscópico.
 Supondo que seja utilizado um volume de urina de 10mL, após a centrifugação o
sobrenadante deve ser transferido para um tubo previamente identificado para ser
utilizado nas pesquisas e dosagens bioquímicas. No fundo do tubo permanecem
cerca de 0,2mL do sedimento urinário, contendo a maior parte dos elementos
figurados presentes nos 10mL de urina centrifugados. Isso corresponde a uma
concentração de 50 vezes.
 O material sedimentado deve ser espalhado na lâmina de microscopia, formando um
esfregaço fino e levado ao microscópio imediatamente, para evitar a evaporação.
 O esfregaço do sedimento de urina é preparado para ser lido a fresco, sem
coloração e sem lamínula. Deve ser fino o suficiente para comportar apenas um
plano focal. Inicialmente, utilizar as objetivas de pequeno aumento (10X), para ter
uma visão geral da preparação. A leitura final e contagem dos elementos celulares
devem ser feitas em grande aumento, com ocular de 10X e objetiva de 40X.
 A contagem dos elementos deve ser feita em, pelo menos, 10 campos e o resultado
final será a média do número de elementos observados por campo.
 Se, por alguma razão, a microscopia for realizada em urina não centrifugada, o
resultado obtido na contagem deve ser multiplicado por 50.
Preparação do sedimento urinário 
 A: tubos de urina não centrifugada; 
 B: Tubos com urina centrifugada; 
 C: tubos de urina após decantação do sobrenadante (observe a 
presença de um sedimento)

 A B C
Exame quantitativo
 No exame de sedimento quantitativo, os resultados são expressos por
mililitro (mL) de urina. O procedimento correto seria: centrifugar um
volume padronizado de urina em tubo cônico graduado, por 5 minutos, a
400 G. Variações de 6 a 10 minutos e de 350 a 450 G são aceitáveis,
lembrando sempre que menores números de rotação por minuto exigem
maiores tempos de centrifugação.
 Segundo o CLSI GP16-A3, volumes de 8, 10, 12 e 15mL podem ser usados,
desde que o laboratório defina um volume fixo para uso na sua rotina.
Sobre a centrífuga
 A centrifugação é uma etapa muito importante para a realização de um
bom exame de urina.
 O tempo e a força de centrifugação devem ser muito bem controlados.
 Em geral, uma centrifugação por 5 minutos, a uma força centrífuga
relativa de 400 G produz uma boa quantidade de sedimento, com pouca
chance de danificar as células.
Sobre o microscópio
 Ao ligar o microscópio, a lâmpada deve estar regulada para a intensidade mais
baixa. Depois de alguns segundos de ligado, o botão de regulagem da lâmpada
deve ser girado até que a luminosidade adequada seja atingida. A luminosidade
deve ser a mínima necessária para obter uma visualização nítida e que seja
confortável à visão. O condensador deve estar elevado, próximo à lâmina. As
oculares devem ser colocadas na altura dos olhos do analista e a distância pupilar
deve ser ajustada individualmente.
 Em geral, para o exame de urina, as oculares que utilizamos com maior frequência
são as de 8x e de 10x e as objetivas são as de 10x e 40x.
Exame quantitativo
 No exame de sedimento quantitativo, os resultados são expressos por mililitro (mL)
de urina.
 Supondo que seja utilizado um volume de urina de 10mL, após a centrifugação,
sem agitar e sem ressuspender o sedimento, retirar o sobrenadante de modo a
que, no fundo do tubo reste 10% do volume inicial.
 No nosso exemplo, como volume inicial foi de 10mL, é preciso retirar 9mL de
sobrenadante que devem ser transferidos para um tubo previamente identificado
para ser utilizadonas pesquisas e dosagens bioquímicas. Após a retirada do
sobrenadante, homogeneizar bem o material restante por agitação suave do tubo
e, com o auxílio de um capilar, transferir a amostra para a câmara de Neubauer
identificada com o número de cada amostra, preenchendo cuidadosamente a
área de contagem, observando para que não haja formação de bolhas de ar e
transbordamento.
 Câmara de Neubauer (A) e forma de contagem (B).

 Contar o número de elementos figurados presentes nos quatro quadrados grandes
(circulados em azul), calcular a média aritmética e multiplicar por 1000. Se a urina
contiver um número muito grande de elementos, a contagem pode ser feita nos
quatro quadrados pequenos que se encontram nos vértices do quadrado central e
no quadrado pequeno central (circulados em marrom). Calcular a média
aritmética dos quadrados e multiplicar por 25.000.
 Se a microscopia for realizada em urina não centrifugada, o resultado deve, ainda,
ser multiplicado por 10.
 Evidentemente, há uma boa correlação entre os resultados obtidos por qualquer
uma das duas técnicas descritas, sendo que, para fins de triagem, o exame
qualitativo é perfeitamente adequado. O exame quantitativo oferece uma ideia
de precisão e exatidão nem sempre compatível com o exame em questão.
ANÁLISEDO SEDIMENTO.COMO FAZER?
-Homogeneizar levemente o sedimento, deixar escorrer o restante
do sedimento e colocar uma gota da urina que ficou no fundo do
tubo cônico emuma lâmina devidro.
- Acrescentar uma lamínula de22x22 mm.
- Para relatar o resultado por campo microscópico, observar
no mínimo 10 campos microscópicos com aumento de
400X para leucócitos e eritrócitos para calcular a média.
esfregaço para microscopia

A - Aplicando o sedimento B - Esfregaço pronto para a leitura
A - Aplicando o sedimento
ANÁLISE DO SEDIMENTO.COMO FAZER?
As células epiteliais, cilindros, cristais, fosfatos e uratos amorfos devem ser
observadosemaumento de 100x e os resultados expressos do seguintemodo:
ANÁLISEDO SEDIMENTO.COMO FAZER?
As bactérias devem ser observadas com o aumento de 400x e os 
resultadosexpressos do seguinte modo:
a) Bacteriúria Intensa:acimade 99por campo;
b) Bacteriúria Moderada: de 11a99por campo;
c) Bacteriúria Discreta: de 1 a10 por campo;
d) Ausente.
D)
ANÁLISEDO SEDIMENTO.COMO FAZER?
O resultado da bacteriúria não 
constará no laudo do paciente com 
solicitação de ExameQualitativo de Urina.
Para detecção de uropatógenos a
urocultura é o exame padrãoouro.
ANÁLISEDO SEDIMENTO.COMO FAZER?
Outros elementos, como muco,
leveduras, espermatozóides, e Trichomonas
sp citar como presentes quando forem.
ANÁLISE DO SEDIMENTO.COMO FAZER?
Citar presença de espermatozóides em urinas 
masculinas.
ANÁLISEDO SEDIMENTO.ELEMENTOS
Urinas normais representam90%darotina. Presença de
apenascélulasepiteliais emuco.
É possível encontrarhemácias, leucócitos e cilindros 
hialinosemurinasnormais (até2por campo).
MUCO
CÉLULASEPITELIAIS
CÉLULASEPITELIAIS 
PAVIMENTOSAS. PROVÁVEL 
CONTAMINAÇÃO:frequentes 
tanto em homens quanto em 
mulheres, provenientes de 
células da vagina e das 
porções inferiores da uretra.
CÉLULASEPITELIAIS 
TRANSICIONAIS : 
originárias da bexiga 
e porção superior da 
uretra
CÉLULASEPITELIAIS 
TUBULARES
RENAIS: sua 
presença indica lesão 
tubular
LEUCÓCITOS
TAMBÉM CHAMADOS DE PIÓCITOS. CORRELACIONAR 
SEMPRE COM RESPOSTA INFLAMATÓRIA
HEMÁCIAS
LEUCÓCITO
RESUMO VISUAL.
DIFERENÇASENTRE CÉLULASEPITELIAIS, 
LEUCÓCITOS E HEMÁCIAS
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
O quesão cilindros?
 São moldes mais ou menos cilíndricos do túbulo contornado distal e do 
ducto coletor
ANÁLISE DO SEDIMENTO – CILINDROS 
 Sendo sua aparência influenciada pelos elementos presentes no 
filtrado durante a sua formação.
 Cilindros Celulares - hemáticos, leucocitários, epiteliais
 Cilindros Acelulares - hialinos, granulosos, céreos, lipoídico
 Cilindros pigmentares –hemoglobínicos e bilirrubínicos
CILINDROSHIALINOS
ATÉ2 POR CAMPO É NORMAL, QUANTO MAIOR A QUANTIDADE 
ENCONTRADA, MAIOR A LESÃO RENAL.
RELACIONARCOM PROTEINÚRIAE EXAMESBIOQUÍMICOS.
CILINDROSHEMÁTICOS
CILINDRO ANORMAL→ INDICALESÃO RENAL.
RELACIONARCOM PROTEINÚRIA EEXAMES
BIOQUÍMICOS.
CILINDROSLEUCOCITÁRIOS
CILINDRO ANORMAL→ INDICALESÃO 
RENAL.RELACIONAR COM PROTEINÚRIA E 
EXAMESBIOQUÍMICOS.
SUGESTIVO DE PIELONEFRITE.
LEVEDURAS
ATENÇÃO PARA NÃO CONFUNDIR COM HEMÁCIAS;
MUITO COMUM EM PACIENTES DIABÉTICOS→RELACIONAR 
COM GLICOSÚRIAE EXAMESDA BIOQUÍMICA;
POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO MICROBIOTA GENITAL
BACTÉRIAS
NÃO LIBERARBACTERIÚRIA NO EQU→ EXAME UROCULTURA ÉO
PADRÃO OURO;
CORRELACIONAR COM PRESENÇA DE LEUCÓCITOS ENITRITO REAGENTE 
(NÃOOBRIGATÓRIO);
EM MULHERES, PODE SER PRESENÇA DE CONTAMINAÇÃO POR 
MICROBIOTA VAGINAL
cristais
 * Cristais Não Patológicos
. Urina ácida - ácido úrico, oxalato de cálcio, urato amorfo
. Urina alcalina - fosfato triplo (fosfato amoníaco-magnesiano), fosfato 
amorfo, carbonato de cálcio, fosfato de cálcio
* Cristais Patológicos - Leucina, Tirosina, Cistina, Colesterol, Bilirrubina, 
Hemossiderina
CRISTAISDE ÁCIDOÚRICO
URINAS ÁCIDAS → LEUCEMIA E QUIMIOTERAPIA.
a sua cor vai do amarelo ao 
castanho-escuro, sendo o 
único tipo colorido em uma 
urina ácida e se apresenta 
em várias formas: losangular, 
cunhas, rosetas e agulhas.
CRISTAISDE OXALATO DE 
CÁLCIO
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
EM PACIENTES COM CÁLCULO 
RENAL.;
EXCESSODE VITAMINA C;
PRESENTES EM URINAS ÁCIDAS.
CRISTAISDE URATOS/FOSFATOSAMORFOS
CRISTAISDE URATOS 
AMORFOS. (ACIDÁ)
CRISTAISDE FOSFATOS 
AMORFOS.
SÃO PRATICAMENTE 
IDÊNTICOS→O QUE 
MUDA ÉO pHDA URINA;
NÃO CONFUNDIR COM 
BACTÉRIAS
Fosfato amorfo: no 
sedimento aparecem 
como precipitado branco;
Microscopicamente 
aparecem como 
partículas incolores 
amorfas e granulares; são 
solúveis em acido acético 
10%
CRISTAISDE FOSFATO 
TRIPLO
PRESENTES EM URINAS ALCALINAS.
CRISTAIS 
PATOLÓGICOS
CRISTAISDE CISTINA. CRISTAISDE TIROSINA
NUNCA ESTÃOPRESENTESEM URINASNORMAISE SUAPRESENÇA DEVE SER 
SEMPRE RELATADA.
CRISTAIS 
PATOLÓGICOS
CRISTAISDE COLESTEROL CRISTAISDE AMOXACILINA CRISTAISDE BILIRRUBINA
NUNCA ESTÃOPRESENTESEM URINASNORMAISE SUAPRESENÇA DEVE SER 
SEMPRE RELATADA.
TRICHOMONASVAGINALLIS
NÃO CONFUNDIR 
LEUCÓCITO,TRICHOMONAS 
SEMEXE QUANDO 
COLOCAMOS LUZ NELAE 
TEM FLAGELO
POS ANALITICO
 uma ETAPA CRITICA É A INTERPRETAÇÃO DOS ACHADOS LABORATORIAIS,
CORRELACIONANDO-SE O EXAME FISICO QUIMICO E OS ELEMENSTOS
FIGURADOS.
 Por ser um exame que frequentemente os resultados não são Inter
faceados e sim, digitados manualmente, o laboratório deve ter um
procedimento de revisão e corrigir erros de transcrição que possam afetar
a conduta clinica.
CONTROLE DE
QUALIDADE. 
COMO FAZER?
CONTROLEDE QUALIDADE 
INTERNO
Fitas Reagentes:
- Fazer validação das fitasquandoabrir lote novo 
utilizando controle/padrão com resultado conhecido.
- Fazer controle interno diário. Preferencialmente2 níveis.
Sedimentoscopia:
- Fazer controle de qualidade interoperador, para garantir
padronização na leitura dos sedimentos.
- Frequência definida pelo laboratório. 
- O exame duplo-cego é uma forma de controle interno in house, 
realizado com amostras frescas de pacientes, que pode ser utilizado 
para estabelecer a reprodutibilidade das análises microscópicas.
CONTROLEDE QUALIDADE 
EXTERNO
- Participar de umprograma de avaliação daqualidade externo, como PNCQ
ouControllab.
- Avaliação mensal de uma amostrade urina desconhecida;
- Comparação de resultados entre laboratórios que utilizam osmesmos 
equipamentos;
- Sedimentoscopia virtual.
-
MODELO DE AVALIAÇÃO PROGRAMA 
NACIONAL DE CONTROLE DE QUALIDADE -
SBAC
Licenciado para - JULIANA - 26223958846 - Protegido por Eduzz.com
Leitura automatizada
 A utilização de sistemas parcial ou totalmente automatizados, nos quais a
leitura é feita por refletância, incorpora vantagens significativas, como a
padronização do tempo de leitura, a objetividade na definição da
intensidade da cor desenvolvida e a ausência de variações individuais.
Analisadores de urina
 O instrumento amostra, e de forma automática, dispensa a urina na almofada de
uma fita de reagentes. As reações são lidas com o método colorimétrico nos
tempos apropriados. A cor da urina é determinada por meio de
espectofotométrico, a densidade é lida usando um refratômetro interno. A
amostra é transferida para o analisador da microscopia, onde passa por uma
célula de fluxo onde 500 imagens digitais são tiradas de cada amostra. Utilizando
um software de reconhecimento de partículas, 12 componentes do sedimento
urinário podem ser identificados e classificados em 14 categorias, baseadas como
tamanho, forma textura e contraste. As categorias, são hemácias, leucócitos,
cilindros, cristais, células, leveduras, muco, esperma. Antes que os resultados sejam,
reportados, os resultados anormais são visualmente confirmados por um técnico
que utiliza uma tela de vídeo. As imagens são arquivadas e podem ser revisadas a
qualquer momento.
 Há também aparelhos que usam a citometria de fluxo a laser para diferenciar e
determinar o numero dos elementos formados no sedimento urinário.
Exemplo de laudo
 URINA TIPO I - JATO MEDIO 
 Metodologia: Leitura automatizada de tiras reagentes e análise do sedimento por imagens digitalizadas e/ou microscopia com 
contraste de fase.
 RESULTADO VALORES DE REFERÊNCIA
 EXAME FÍSICO-QUÍMICO
 COR: amarela escura 
 ASPECTO : ligeiramente turvo límpido
 pH: 6,5 de 5,0 a 8,0
 DENSIDADE: 1,020 de 1,010 a 1,030

 PROTEÍNAS: POSITIVA : 1,23 g/L inferior a 0,10 g/L (negativa)
 GLICOSE : inferior a 0,3 g/L inferior a 0,3 g/L (negativa)
 CORPOS CETÔNICOS : negativa negativa
 BILIRRUBINA : negativa negativa
 UROBILINOGÊNIO : inferior a 1,0 mg/dL inferior a 1,0 mg/dL
 NITRITO : negativa negativa
 PESQUISA DE ELEMENTOS FIGURADOS
 CÉLULAS EPITELIAIS: raras 
 LEUCÓCITOS : 15.000/mL inferior a 30.000/mL
 ERITRÓCITOS : superior a 1.000.000/mL inferior a 12.000/ml 
 sem dismorfismo
 digno de nota 
 CILINDROS : ausentes 
 OUTROS : raros cristais de oxalato de cálcio
Distúrbios do sistema excretor
Cálculos renais
Forma quando a aumenta concentração de cálcio ou de outros sais na urina
Ondas de 
choque 
Litotripsia 
Cálculo renal
 A precipitação de diversas substâncias na urina pode dar origem à
nefrolitíase. Por ordem de freqüência, os cálculos são constituídos por
oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, fosfato amoníaco-magnesiano, ácido
úrico e cistina. É comum a associação de ácido úrico comoxalato de
cálcio.
 A detecção desses componentes contribui para o esclarecimento da
etiologia da litíase urinária, orientando medidas profiláticas com o
objetivo de reduzir sua recorrência. Podem ser avaliados cálculos
extraídos por procedimentos cirúrgicos, eliminados espontaneamente ou
após litotripsia.
 O resultado, além da composição química predominante, inclui relatório
descritivo do cálculo.
Classificação do Cálculo renal de 
acordo com sua natureza química
 Àcido úrico e uratos: sempre 
coloridos (amarelo pálido ao 
vermelho pardo); superfície em 
geral lisa, podendo ser áspera e 
irregular.
Classificação do Cálculo renal de acordo 
com sua natureza química
Fosfatos 
 Formados por fosfato triplo, 
freqüentemente vem misturados 
com uratos e oxalatos. A 
superfície é geralmente, áspera 
podendo ser lisa.
Classificação do Cálculo renal de acordo 
com sua natureza química
Oxalato de cálcio
 São extremamente duros, 
existindo duas formas em 
sementes de linhaça (pequenos 
e lisos).
Classificação do Cálculo renal de 
acordo com sua natureza química
Carbonato de cálcio
 São em geral pequenos, 
esféricos, lisos e duros, brancos 
ou acinzentados.
1. Identificar tubos conforme RG do paciente
2. Homogeneizar bem o frasco coletor
3. Colocar 10mL de urina no tubo respectivamente 
identificado
4. Passar a fita reagente
Limpar o apoio das
fitas antes da
próxima rodada
http://www.clinicadoleite.com.br/images/ft_caixa.jpg
5. Centrifugar 1500 a 2000rpm por 5 minutos
6. Desprezar o sobrenadante, restando 1mL do sedimento
7. Análise microscópica
8. Digitar resultados (laudos) no sistema.Homogeneizar bem
o sedimento 
http://www.ub.es/biocel/wbc/images/neubauer2.jpg
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.tecnicaenlaboratorios.com/Nikon/Imagenes/YS100_180.jpg&imgrefurl=http://www.tecnicaenlaboratorios.com/Nikon/ys100.htm&h=180&w=180&sz=20&tbnid=nnRDwntCht8jKM:&tbnh=96&tbnw=96&hl=pt-BR&start=1&prev=/images?q=microsc%C3%B3pio+nikon&svnum=10&hl=pt-BR&lr=&rls=GGLO,GGLO:2005-47,GGLO:pt-BR&sa=N
Proteína de Bence Jones
 A proteína de Bence Jones é uma imunoglobulina, composta por dímero de
cadeias leves (kappa ou lambda) de baixo peso molecular, sintetizada por
plasmócitos, com uma clássica característica de solubilidade (coagulação entre
40ºC-60ºC e solubilização a 100ºC). É produzida em grande quantidade,
excedendo a capacidade de metabolismo pelo rim, com consequente perda pela
urina. A produção prolongada desta proteína leva a uma lesão tubular com
insuficiência renal.
 O percentual de pacientes que apresentam proteína de Bence Jones na urina
varia para cada patologia: 70% no mieloma múltiplo, 30% na macroglobulinemia
de Waldenström, 20% nas doenças linfoproliferativas malignas e 10 % nas
gamopatias monoclonais benignas. Sua presença pode ser detectada também
em percentuais variáveis, na amiloidose primária.
 A técnica eletroforética é o método de escolha para a identificação desta
proteína, visto que, tomando como exemplo o mieloma múltiplo, 70 a 80% dos
casos podem ser identificados com a sua utilização, contra apenas 50% dos casos
com a utilização do método de aquecimento.
Prova Confirmatória
 Ácido sulfossalicílico 20%
 4,5ml de urina centrifugada + 5 a 6 gotas de ASS 20%
 Negativo = quando não se verifica aumento da turvação da 
amostra.
 Traços = quando ocorre um fraco aumento na turvação da 
amostra.
 Positivo 1+ = quando se verifica pequeno aumento da turvação.
 Positivo 2+ = quando se verifica moderado aumento da turvação.
 Positivo 3+ = quando se verifica forte aumento da turvação e 
precipitação parcial.
 Positivo 4+ = quando se verifica forte turvação com precipitação.
Reativo de Benedict
 Reagente de Benedict, (também chamado de gayder) vendido é usado 
geralmente no lugar da solução de Fehling para detectar excesso 
deaçúcar na urina e dectar uma possível diabete. O teste pode ser feito 
num tubo de ensaio, adicionando-se 10ml do reagente de Benedict em 
100ml da primeira urina da manhã (mais concentrada) e depois, com a 
ajuda do bico de Bunsen levando a mistura a ebulição. Após a fervura 
verifica-se uma alteração na cor original do reagente; uma cor 
esverdeada indica a presença de pouco açúcar e uma cor alaranjada 
indica altos índices de açúcar.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solu%C3%A7%C3%A3o_de_Fehling
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monossacar%C3%ADdeos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Urina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabete
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tubo_de_ensaio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bico_de_Bunsen
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ebuli%C3%A7%C3%A3o
Reativo de Benedict
 Azul ou verde : Negativo
 Azul esverdeado: traços
 Verde ervilha: Positivo +
 Verde amarelado: Positivo 
++
 Laranja: Positivo +++
 Tijolo: Positivo +++
Perfil Renal
Doença renal 
 O sistema urinário filtra o sangue e elimina do corpo o excesso de água e resíduos na urina.
É formado por dois rins, dois ureteres (um para cada rim) que são tubos que conduzem a
urina dos rins para a bexiga urinária, e a uretra. Músculos controlam a emissão de urina pela
bexiga.
 Os rins são dois órgãos em forma de feijão localizados abaixo da caixa torácica, nos dois
lados das costas. O corpo tem dois rins, mas apenas um é suficiente para manter a função
normal, mesmo quando o outro é lesado ou retirado. Os rins filtram o sangue proveniente
da aorta e das artérias renais e o devolvem ao sistema venoso. A urina produzida é movida
e eliminada através do trato urinário, formado por ureteres, bexiga e uretra.
 Os rins controlam a quantidade e a composição dos líquidos do corpo. Além disso,
produzem hormônios que controlam atividades em outros órgãos: a renina participa do
controle da pressão arterial, e a eritropoietina estimula a formação de hemácias. Quando
falha a função renal, água e resíduos podem se acumular até níveis perigosos, causando
risco de vida. As substâncias que têm níveis sanguíneos controlados pelos rins incluem
sódio, potássio, cloretos, bicarbonato, cálcio, fósforo e magnésio.
Doença renal
 Diabetes e hipertensão arterial aumentam o risco de doença renal e são
as causas mais comuns de insuficiência renal. Qualquer doença que
afete os vasos sanguíneos, incluindo diabetes, hipertensão arterial e
aterosclerose, pode afetar a função renal. Doenças e infecções em
outras partes do corpo também apresentam risco de provocar um
distúrbio renal.
 Como lesões renais podem causar risco de vida, qualquer doença ou
distúrbio que tem possibilidade de afetar o rim merece atenção imediata.
 Doenças renais com frequência não causam sintomas até provocarem
lesões avançadas, e podem evoluir para insuficiência renal, que é fatal a
não ser que o paciente seja submetido a diálise ou a um transplante de
rim.
Doenças renais
 Obstrução
 Bloqueios do trato urinário por cálculos, tumores, útero aumentado na gravidez ou 
aumento da próstata, com acúmulo de urina, facilitam infecções ou causam lesão 
direta dos rins. Os cálculos renais em geral causam dor. Outras obstruções podem 
não provocar sintomas ou não ser detectadas apenas por exames de sangue ou 
de urina anormais ou por exames de imagem.
 Infecção
 Infecções do trato urinário, como cistite (infecção da bexiga), podem se estender 
para os rins. Pielonefrite é uma infecção do tecido renal, em geral resultado da 
extensão de uma infecção urinária baixa. 
 Doenças glomerulares
 Doenças glomerulares são as que atingem as unidades de filtração dos rins. As 
doenças glomerulares são a principal causa de insuficiência renal crônica. Existem 
muitas causas, incluindo diabetes, hipertensão arterial e reações imunológicas 
anormais.
Exames 
 Exames de sangue e de urina detectam problemas renais e permitem minimizar as lesões. Eles mostram a
eficiência da remoção de água e de resíduos pelos rins.
 Exames comuns para triagem e diagnóstico: Podem ser medidas no sangue a creatinina (e a taxa de filtração
glomerular estimada)e a ureia.
 Exames para monitorar a função renal
 Em pacientes com lesão renal, os níveis sanguíneos de ureia e de creatinina são medidos periodicamente
para acompanhar a evolução da doença.
 Cálcio e fósforo no sangue, e eletrólitos no sangue e na urina podem ser afetados por doenças renais.
 O hemograma avalia o grau de anemia resultante da falta de eritropoietina, hormônio produzido nos rins que
estimula a produção de hemácias.
 A proteinúria é usada para avaliar o resultado do tratamento na síndrome nefrótica. O paratormônio (PTH)
pode estar elevado em doenças renais.
 A cistatina C é outro exame usado como alternativa à creatinina e ao clearance da creatinina para monitorar a
função renal.
uréia
 A dosagem de ureia é usada, principalmente, com a dosagem de 
creatinina, para avaliar e monitorar pacientes com doenças renais. É 
feita, também, com frequência como parte de exames de rotina para 
avaliar a saúde de pacientes.
 A ureia é usada como parte da avaliação de rotina:
 Em pacientes sem queixas específicas.
 Como parte de exames de rotina.
 Para verificar a função renal antes do início de certos tratamentos.
 Durante atendimentos de emergência ou hospitalizações.
uréia
 É pedida com frequência junto com a dosagem de creatinina quando há suspeita de problemas renais. Alguns sinais e sintomas de
doenças renais incluem:
 Fadiga, incapacidade de concentração, perda do apetite e dificuldade de dormir.
 Inchação (edema) em torno dos olhos, na face, no tronco e nas pernas.
 Urina espumosa, com sangue ou cor de café.
 Volume urinário pequeno.
 Problemas urinários, como queimação, secreção anormal ou alteração de frequência urinária.
 Dor nas costas sobre a localização dos rins.
 Hipertensão arterial.
 É pedida também:
 Para monitorar a função renal em pacientes com doenças como diabetes, insuficiência cardíaca congestiva e infarto do miocárdio
 Para monitorar a evolução e o tratamento de pacientes com doenças renais
 Para monitorar a função renal antes e durante certos tratamentos
 Para avaliar a eficácia de diálise.
O que significa o resultado?
 Níveis aumentados de ureia indicam diminuição da função renal, que pode ser
resultante de doenças renais ou de diminuição do fluxo sanguíneo para os rins, que
pode ocorrer com insuficiência cardíaca congestiva, choque, infarto do miocárdio,
queimaduras graves, desidratação ou obstruções vasculares. Podem aumentar
também quando aumenta o metabolismo de proteínas, com a ingestão excessiva
de proteínas na dieta ou com sangramentos digestivos (por causa das proteínas
presentes no sangue).
 Níveis diminuídos não são comuns nem preocupantes. Ocorrem em doenças
hepáticas, desnutrição ou hidratação excessiva, mas o exame não é usado para
diagnosticar ou monitorar esses problemas.
 Os níveis de ureia permanecem normais com apenas um rim em funcionamento,
mesmo que o outro tenha lesões ou seja retirado.
creatinina
 Este exame mede a quantidade de creatinina no sangue ou na urina. A
creatinina é um resíduo produzido nos músculos de uma substância
chamada creatina, que faz parte das reações que produzem a energia
necessária para a contração muscular. A produção de creatinina ocorre
em uma velocidade relativamente constante e é quase toda excretada
pelos rins. Por isso, seu nível no sangue é uma boa medida da função
renal.
 Os resultados da medida da creatinina no sangue e na urina podem ser
usados para calcular a depuração da creatinina, que é outra medida da
função renal.
creatinina
 A creatinina no sangue é usada junto com a ureia para avaliar a função renal, em avaliações de
rotina ou para acompanhamento da evolução e do tratamento de doenças renais e doenças que
podem comprometer os rins, como diabetes. Usa-se também antes e durante tratamentos que
podem prejudicar a função renal, como alguns medicamentos e contrastes radiológicos.
 Os resultados das dosagens de creatinina no sangue e na urina são utilizados para calcular a
depuração da creatinina, que mede a capacidade de filtração dos rins.
 Como a creatinina é produzida e excretada a uma velocidade relativamente constante, é usada
como correção de muitas medidas de substâncias na urina, que, em vez de serem expressas em
quantidade por volume, são expressas em quantidade em relação à creatinina urinária. Exemplos:
medidas na urina de proteínas ou de hormônios.
 A medida da creatinina no sangue também é empregada para cálculo da taxa de filtração glomerular
estimada, outra medida da função renal.
Quando o exame é pedido?
 A creatinina pode ser pedida junto com outros exames em avaliações de rotina, ou 
quando há suspeita de disfunção renal. Alguns sinais e sintomas de disfunção renal:
 Fadiga, incapacidade de concentração, perda do apetite e dificuldade de 
dormir.
 Inchação (edema) em torno dos olhos, na face, no tronco e nas pernas.
 Urina espumosa, com sangue ou cor de café.
 Volume urinário pequeno.
 Problemas urinários, como queimação, secreção anormal ou alteração de 
frequência urinária.
 Dor nas costas sobre a localização dos rins.
 Hipertensão arterial.
O que significa o resultado?
 Aumento dos níveis de creatinina indica problemas que afetam a função renal, como:
 Lesão dos vasos sanguíneos dos rins (glomerulorefrite) causada, por exemplo, por infecções ou processos 
autoimunes.
 Infecções renais (pielonefrite).
 Destruição de túbulos renais (necrose tubular aguda) causada, por exemplo, por substâncias tóxicas.
 Obstrução do trato urinário por cálculos ou outros problemas.
 Redução do fluxo de sangue para os rins, causada por choque, desidratação, insuficiência cardíaca 
congestiva ou aterosclerose.
 Níveis sanguíneos altos de creatinina podem ser observados temporariamente após lesões musculares.
 Níveis baixos de creatinina são incomuns e não representam motivo de preocupação. Podem ser observados 
quando há diminuição da massa muscular.
 Os níveis de creatinina na urina de 24 horas são avaliados junto com os níveis sanguíneos para o cálculo da 
depuração da creatinina.
 Níveis de creatinina em amostras aleatórias de urina não têm faixas de referência. São usados como 
referência para medidas de outras substâncias na urina, como proteínas e hormônios.
Cistatina C é usada na análise da 
função renal
 O uso de níveis de cistatina C no sangue para calcular a função renal,
isoladamente ou combinada com os níveis de creatinina, reforçam a associação
entre a função renal e o risco de morte e a doença renal em fase terminal.
 Foram comparadas a associação da função renal — segundo os cálculos de
medição de creatinina, cistatina C ou a combinação das duas — com as taxas de
morte por causas cardiovasculares e doença renal em etapa terminal, e também
compararam os estágios da doença renal classificados alternadamente por
creatinina ou por cistatina C.
 “A cistatina C define um período pré-clínico importante da função renal reduzida,
antes que se possa diagnosticar a DRC com a creatinina. Este período pode ser de
dez a 20 anos. A cistatina C permite determinar com mais exatidão a função renal
dos pacientes, pode ajudar em um diagnóstico mais preciso da DRC e, no futuro,
auxiliar na prevenção em pacientes com risco de desenvolvê-la
Interatividade
 Um paciente que frequenta uma clínica de obesidade apresenta 
cetonúria na urinálise. Não há glicosúria, e a medição da glicemia no 
ponto de atendimento usando um teste de fita reagente é de 5,9 mmol/L.
 • O que pode explicar esses resultados?
Interatividade
 Um paciente que frequenta uma clínica de obesidade apresenta 
cetonúria na urinálise. Não há glicosúria, e a medição da glicemia no 
ponto de atendimento usando um teste de fita reagente é de 5,9 mmol/L.
 • O que pode explicar esses resultados?
 Resp: O paciente está em uma dieta com baixas quantidades de 
carboidratos para perder peso. Sua ingestão de carboidratos é tão baixa 
que ele precisa utilizar as reservas de ácidos graxos do tecido adiposo 
paraproduzir energia suficiente. Os corpos cetônicos são produzidos e 
liberados como parte desse processo.
bibliografia
 Koneman, E.W. Trad. Cury, A.E. Diagnóstico microbioló- gico: texto e atlas colorido. 
5a. Ed. MEDSI, Rio de Janeiro, 2001.
 Comparação de bulas de duas marcas de tiras reagentes utilizadas no exame
químico de urinaAdriana Scotti da Silva Colombeli1; Miriam Falkenberg2
 Oplustil, C.P., Zoccoli, C.M., Tobouti, N.R., e Sinto, S.I. Pro- cedimentos Básicos em
Microbiologia Clínica, Ed. Sarvier, São Paulo, 2010.
 Trabulsi, L.R., Alterthum, F., Microbiologia, Ed. Ateneu, São Paulo, 2008.
 Andriolo A – Função renal e exame de urina. Coleção 156 Perguntas e Respostas. 
São Paulo, Sarvier, 2012.
 Andriolo A, Bismarck ZF – Rins e vias urinárias. In: Andriolo A (org.). Guias de 
medicina ambulatorial e hospitalar – Unifesp/Escola Paulista de Medicina –
Medicina Laboratorial. 2a ed. Barueri: Manole; 2008. p. 243-66.
 Guia prático 2- Exame de Urina de Rotina – Formato Clinico Projetos em Medicina 
Diagnóstica, 2015.
Obrigada!!!!!!

Mais conteúdos dessa disciplina