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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ DISCIPLINA DE FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA (ARA0747) MELISSA BARBOSA D’AVILA PEREIRA Rio de Janeiro 2022 Melissa Barbosa D’avila Pereira 201903452015 DISCIPLINA DE FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA (ARA0747) Apresentação de trabalho complementar para avaliação e obtenção da nota na disciplina de Fisioterapia Respiratória da Universidade Estácio de Sá. Professor: Flávio Leão Rio de Janeiro 2022 Pequena e Grande circulação – Funcionamento e principais alterações (Hipertensão arterial pulmonar / Hipertensão arterial sistêmica). A circulação pode ser dividida e pequena e grande circulação. A pequena circulação, também conhecida como circulação pulmonar, tem início no ventrículo direito, passa pelas artérias pulmonares e chega até o pulmão, que volta para o coração pelas veias pulmonares até o átrio esquerdo. Do átrio esquerdo o sangue vai passar para o ventrículo esquerdo dando início a grande circulação, também conhecida como circulação sistêmica, irá percorrer a aorta e chegar até os tecidos. Dos tecidos, o sangue voltara pelas veias até o átrio direito no coração. Com isso, percebemos que a pequena circulação é importante para promover a oxigenação do sangue e a remoção do CO², já a grande circulação tem a função de ofertar os órgãos e tecidos com nutrientes e O² e remover os dejetos metabólicos e o CO². A hipertensão arterial pulmonar (HAP) é definida como uma anormalidade circulatória determinada pelo aumento da resistência vascular na pequena circulação, por meio de mecanismos mistos, podendo envolver vasoconstrição, remodelamento da parede arterial e trombose. A circulação pulmonar e a sistêmica possuem a mesma estrutura arterial, mas a circulação pulmonar é um sistema de alta complacência, pois possui alto fluxo e baixa pressão. Na HAP, a alteração da complacência da circulação pulmonar é responsável pela limitação funcional que os pacientes portadores dessa doença apresentam. A hipóxia provoca reflexo de vasoconstrição, enquanto na circulação sistêmica existe vasodilatação. A hipertensão arterial sistêmica (HAS), é definida pela Diretrizes Brasileiras de Hipertensão VI (DBH VI) como "uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA) ”. A pressão arterial é determinada pelo debito cardíaco multiplicado pela resistência vascular periférica total. A hipertensão arterial pode surgir por anormalidades em um desses fatores ou em ambos. A principal causa da hipertensão arterial é a constrição funcional da musculatura lisa. A elevada resistência vascular periférica estabelecida pela hipertrofia da parede vascular terá como consequência o aumento na contratilidade da musculatura lisa dos vasos. A disfunção endotelial também participa da hipertensão arterial, pois, o endotélio atua na regulação tônus vascular e da resistência vascular periférica, sintetizando substâncias vasoativas, como o vasodilatador óxido nítrico e o peptídeo vasoconstritor endotelina. BIBLIOGRAFIA 1. DOS SANTOS, Márcio Roberto Viana; JÚNIOR, Lucindo José Quintans. FISIOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR. 2. CALLOU, Marlene Rau de Almeida; RAMOS, Paulo Roberto Miranda. 16. Hipertensão arterial pulmonar. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, p. 156-159, 2009. 3. NOBRE, Fernando et al. Hipertensão arterial sistêmica primária. Medicina (Ribeirão Preto), v. 46, n. 3, p. 256-272, 2013.