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O-SISTEMA-BRAILLE

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luno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: institutodecegosdabahia.org.br 
 
http://www.institutodecegosdabahia.org.br/
 
 
 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 4 
1 DEFICIÊNCIA VISUAL ............................................................................................. 5 
2 ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL .......................... 5 
3 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER PARA O DEFICIENTE VISUAL ..................... 6 
4 O SISTEMA BRAILLE: DEFINIÇÃO........................................................................ 7 
4.1 História................................................................................................................... 8 
4.2 A leitura braille ....................................................................................................... 9 
5 O BRAILLE NO BRASIL ........................................................................................ 10 
6 O ALFABETO BRAILLE ........................................................................................ 11 
6.1 Diacríticos ............................................................................................................14 
6.2 Posição da cela braille ......................................................................................... 14 
6.3 Reglete e Punção ................................................................................................ 15 
6.4 Máquina Perkins .................................................................................................. 16 
6.5 Impressora Braille ................................................................................................ 17 
6.6 Software de reconhecimento de voz.................................................................... 17 
7 UTILIZAÇÃO DO DOSVOX ................................................................................... 17 
8 SÍMBOLOS BRAILLE SIMPLES X COMPOSTOS ................................................ 18 
8.1 Pontuações X Sinais Acessórios ......................................................................... 19 
8.2 Escrita Braille X Símbolos Exclusivos.................................................................. 19 
8.3 Símbolo Maiúsculo .............................................................................................. 19 
8.4 Sinal de Caixa Alta .............................................................................................. 19 
8.5 Série de Maiúsculas ............................................................................................ 20 
9 NÚMEROS E SINAIS ............................................................................................. 20 
9.1 Representação dos Algarismos ........................................................................... 21 
9. Vírgula Decimal e Ponto Separador de Classe ..................................................... 22 
 
 
 
 
9.3 Números Ordinais ................................................................................................ 22 
9.4 Datas............... ....................................................... .............................................23 
9.5 Algarismos Romanos. ......................................................................................... 24 
10 SINAIS DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS ....................... 25 
10.1 Siglas....................... .......................................................................................... 26 
11 NOÇÕES PRÁTICAS PARA O RELACIONAMENTO COM PESSOAS COM 
DEFICIÊNCIA VISUAL ............................................................................................. 26 
12 A UTILIZAÇÃO DO BRAILLE NOS DIAS DE HOJE ........................................... 27 
13 A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA BRAILLE PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA ..28 
14 MUSICOGRAFIA BRAILLE ................................................................................. 29 
15 OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA 
VISUAL ......................................................................................................................30 
16 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 32 
17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 33 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
Prezado aluno, 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um 
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. 
O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e 
todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em 
perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que 
serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. 
A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe convier 
para isso. A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos!
 
5 
 
1 DEFICIÊNCIA VISUAL 
A deficiência visual denota um comprometimento total ou parcial, além de ser 
entendida como uma trauma na estrutura e funcionamento do sistema visual, podendo 
provocar no indivíduo a incapacidade de ver ou de ver bem, acarretando limitações 
ou impedimentos quanto à aquisição de conceitos, acesso direto à palavra escrita, à 
orientação e mobilidade independente, à interação social e ao controle do ambiente, 
o que poderá trazer atrasos no desenvolvimento normal. 
A criança com deficiência visual é aquela que irá necessitar de apoio seja de 
professores especializados, de adaptações Braille, material em relevo, texto 
para ser lido pelo sistema dosvox, lupas ampliadas e/ou materiais adicionais 
de ensino, para que alcance um nível de desenvolvimento proporcional às 
suas potencialidades (VENTURINI, 2015, p 07). 
O entendimento do conceito relativo à deficiência vem evoluindo em todo o 
mundo, principalmente após a década de 60, quando se formulou um conceito que 
reflete a estreita relação entre as limitações que as pessoas com deficiência 
experimentam, a estrutura do meio ambiente e as atitudes da comunidade. 
Após ter declarado o ano de 1981 como Ano Internacional da Pessoa 
Deficiente, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, em 1982, o Programa 
de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência. 
Podemos constatar, após pesquisas realizadas, que a educação das pessoas 
cegas passou por um processo idêntico ao das outras deficiências. De acordo 
com o período, as crenças, as concepções, os conceitos foram sendo 
modificados. (GONÇALVES, 2014, p. 5) 
2 ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL 
O processo de aprendizagem da criança com deficiência visual, se fará por 
meio dos outros sentidos (tato, olfato, audição, paladar), quepode ser explorado com 
materiais de textura, tamanho e formas diferentes. Como a criança cega não tem a 
naturalidade da experiência de imitar o ato de escrever do colega de classe, ela tem 
certa desvantagem no momento da alfabetização. 
Este processo de alfabetização será mais tardio, em relação a uma criança sem 
deficiência. Por isso, a importância do alfabetizador está sempre atento as 
 
6 
 
necessidades de cada aluno. O tato, a destreza tátil e a coordenação manual 
necessitam estar desenvolvidos, pois tanto a técnica da leitura quanto a escrita das 
letras dependem de movimentos sincronizados das mãos e da percepção tátil. 
A criança cega não passa com tal naturalidade por essas experiências 
enriquecedoras. Falta-lhe a condição de imitar, [e ela] acaba, por essa razão, 
não tendo reais oportunidades de aprendizagem. O ato da escrita tão simples 
e prazeroso para uma criança vidente transforma-se numa lacuna para ela 
nos primeiros anos de sua vida. (ROSA, 2010, s/p) 
Não existe o método específico para alfabetizar o aluno com deficiência visual, 
mas o educador necessita conhecer o aluno e se especializar sobre o Sistema Braille 
e suas nuances, para produção do conteúdo de sua aula. 
3 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER PARA O DEFICIENTE VISUAL 
O ato de ler é de extrema importância para as pessoas, pois abre novos 
caminhos, amplia o conhecimento e faz com que o ser humano fique mais sábio e 
intelectual. Com o passar do tempo ler se tornou mais que um privilégio, uma 
necessidade. Através da leitura conseguimos obter várias informações, tais como: 
pesquisa, religião, auto-ajuda, trabalho, entre outros. Este conhecimento nos 
possibilita ser mais cultos e encarar a sociedade de uma forma mais intelectual, 
abrindo novos horizontes. 
Ler é sempre muito prazeroso, mas deve ser estimulado desde a infância, para 
que este ato se torne natural na fase adulta. Sendo a leitura a melhor forma para se 
ter conhecimento, a mesma se torna indispensável na luta pelos direitos, 
principalmente no que se diz respeito aos direitos dos deficientes. 
A leitura estimula no indivíduo o senso crítico, planejamento, direcionamento, 
fazendo com que o homem evolua. Muitas são as técnicas de leitura. Para o deficiente 
visual podemos citar a leitura braille. Além de ser a mais completa, a leitura Braille 
possibilita o deficiente visual analisar, compreender, planejar e discernir os assuntos 
da melhor forma possível. Além de o tornar independente ao ser incluso na sociedade. 
O livro transmite pensamentos, traduz emoções, estimula a imaginação e o 
sonho, permite que nossas vivencias cotidianas se transformem em um 
mundo cheio de encantos e reduções, dando a vida um sentido intelectual e 
espiritual de inestimável valor (SANDES, 2009). 
 
7 
 
 
4 O SISTEMA BRAILLE: DEFINIÇÃO 
O braille é um sistema de leitura tátil e escrita, usado por pessoas cegas, 
inventado na França, por um jovem de 15 anos, chamado Louis Braille, em 1824. 
É a partir do advento do código Braille que se poderá falar sobre a ampliação 
da gama de objetos e coisas do ambiente que poderão ser corporificados em 
textos; a leitura e a escrita em relevo permitirão a esses indivíduos a 
semitização, de instâncias da realidade até então limitadas ou distanciadas 
de suas experiências cotidianas (QUEIROZ, 2014, p. 19). 
O braille, é elaborado, por mieo de um arranjo de seis pontos em relevo, os 
quais se encontram dispostos em duas colunas verticais de três pontos, sendo que, 
seis pontos formam o que se convencionou chamar "cela braille". Tais pontos servem 
para facilitar a identificação dos Pontos que são numerados de cima para baixo, sendo 
que na coluna da esquerda, encontram-se os pontos 1, 2, 3 e do alto para baixo, a 
coluna da direita que possuem os pontos 4, 5, 6. 
A partir da possibilidade de dispor esses seis pontos, permite-se formar 63 
(sessenta e três) combinações ou símbolos braille. Sendo que, as dez primeiras letras 
existentes no alfabeto brasileiro, são formadas pelas várias combinações possíveis 
utilizando-se os quatro pontos superiores (1 - 2 - 4 - 5). Já as dez letras seguintes do 
alfabeto brasileiros são as combinações das dez primeiras letras, que acrescidas do 
ponto 3 formam a segunda linha de sinais. Quanto a terceira linha de sinais, ela é 
formada pelo acréscimo dos pontos 3 e 6 combinados a primeira linha. Desse modo, 
os símbolos da primeira linha se tratam das dez primeiras letras do alfabeto romano 
(a, b, c, d, e, f, g, h, i, j). 
Ressalte-se ainda que esses mesmos sinais, combinados na mesma ordem, 
adquirem as propriedades de valores numéricos, ou seja, de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0, 
quando são precedidos pelo sinal de número, formado pelos pontos 3, 4, 5, 6. 
 
 
8 
 
 
Fonte: https://curt.link/BL1TOc 
4.1 História 
O inventor da escrita Braille, Louis Braille, nasceu em quatro de janeiro de 1809, 
na cidadezinha francesa de Coupvray a qual pertence ao distrito de Seine-Marne, que 
fica a quarenta e cinco quilômetros de Paris. 
No ano de 1.812, com apenas 3 anos de idade, Louis Braille, estava na oficina 
de seu pai brincando com um dos seus instrumentos. Quando, imitando o trabalho 
que o pai costumava fazer, pegou um retalho do couro e no momento em que tentou 
perfurá-lo com a sovela pontiaguda e afiada, a forçava para cortar e ao aproximá-la 
do rosto, o couro era rígido resisitia, resultando que em dado momento a sovela 
escorregou atingindo-lhe o olho esquerdo, causando grave hemorragia. 
Naquela época não havia a medicina avançada, os meios utilizados para 
recuperção da época, bem como os tratamentos usados como era de costume 
daquele tempo, por sua prescrição inadequada, além da precariedade da época, 
causaram uma infecção generalizada, que destruiu suas córneas. Mais tarde, em sua 
adolescência, frequentou a escola de Brecheret, onde decorou lições e citações 
ouvidas em sala de aula. Tinha um gosto apurado para a música clássica, tornando-
se um excepcional pianista e organista do órgão de Notre Dame des Champs. 
As dificuldades encontradas por Louis Braille durante os seus estudos o 
levaram a se preocupar com a possibilidade de criação de um sistema de escrita cujo 
interesse de outras pessoas, como Barbier, ofereceram uma série de circunstâncias 
http://www.deficienciavisual.pt/
 
9 
 
para que Louis Braille criasse o seu sistema. Rapidamente ele aprendeu a usar este 
sistema, praticando e lendo em suas horas vagas. 
Entretanto, o sistema de Barbier apresentou algumas dificuldades, por 
exemplo: não permitia que a ortografia fosse conhecida desde os sinais que 
representavam apenas os sons; não existindo caracteres para a pontuação,os 
acentos, os números, símbolos matemáticos e notação musical, além da 
complexidade de combinação que tornava a leitura muito difícil e lenta. Braille então, 
propôs alguns aprimoramentos que foram expostos a Barbier pelo Dr. Pignier. 
Trabalhou em um novo sistema que pudesse eliminar por completo os problemas da 
Grafia do sistema de Barbier. 
Em 1826, Louis Braille, ainda era estudante, quando começou a ensinar: 
álgebra, gramática e geografia. Já em 1827 seu alfabeto permitiu que fosse transcrito 
partes da gramática, porém no ano de 1828, ele continuava seus estudos, assim, 
aplicou seu sistema à notação musical. Mesmo doente após contrair Tuberculose, 
continuou a trabalhar no aperfeiçoamento de seu sistema. 
Seu método consistia em escrever as letras de forma convencional, marcando 
com a punção uma série de pontos em relevo. Para padronizar as dimensões das 
letras determinou num quadro o número de sinais necessários para cada letra. Esta 
nova invenção também foi adotada pelos alunos e chamou-a de Grafia Pontilhada. 
Este sistema tinha como objetivo principal, facilitar a comunicação com os videntes. 
Em 1843, o sistema Braille, foi aceito no Instituto Real para Jovens Cegos, mas 
a doença de Louis Braille foi progredindoe sua saúde tornou-se cada dia mais frágil. 
Veio a falecer em 1852, devido a doença, mas seu trabalho não fora esquecido. 
4.2 A leitura braille 
Para que se consiga ler o sistema braille, a maioria dos leitores com deficiência 
visual, utilizam a ponta do dedo indicador de uma das mãos, seja ela esquerda ou 
direita. Assim, um número indeterminado de pessoas, as quais não são ambidestras 
podem ler o braille utilizando ambas as mãos. 
Ainda, algumas pessoas utilizam o dedo médio ou anular, ao invés de utilizar o 
indicador, de modo que os leitores mais experientes usualmente utilizam o dedo 
indicador da mão direita, por meio de uma leve pressão sobre os pontos em relevo, o 
 
10 
 
que lhes permite uma ótima percepção, ou seja, identificação ou discriminação dos 
símbolos braille. 
Fato que acontece por meio da estimulação consecutiva dos dedos pelos 
pontos em relevo, e é essa estimulação que ocorre muito mais quando se movimenta 
a mão ou mãos sobre cada linha escrita a partir de um movimento da esquerda para 
a direita. Para que a leitura tátil ocorra de forma coerente, os pontos em relevo devem 
ser precisos bem como o seu tamanho máximo não deve exceder a área da ponta dos 
dedos que serão utilizados para realizar a leitura. 
Tais caracteres devem possuir a mesma dimensão de forma a obedecer os 
espaçamentos regulares entre as letras e linhas. Não obstante, a posição de leitura 
deverá ser uma posição confortável permitindo que as mãos dos leitores fiquem 
abaixo de seus cotovelos. 
5 O BRAILLE NO BRASIL 
 
Fonte: https://curt.link/vDbXO7 
 
O Sistema Braille, foi introduzido no Brasil no século XIX, por volta de 1850, por 
José Álvares de Azevedo, que aprendeu o método com o próprio Louis Braille, na 
França. O país passou pela reforma ortográfica da Língua Portuguesa, nesta mesma 
época, o que impôs algumas modificações pela ausência de uma definição 
governamental, as alterações no Sistema Braille, posteriormente ocorridas, ficando à 
mercê dos esforços de professores, técnicos especializados e de instituições ligadas 
 
11 
 
à educação de cegos e à produção de livros em Braille, que procuraram manter o 
Sistema acessível e atualizado até a última década do século XX. 
José Álvares de Azevedo nasceu cego no Rio de Janeiro em 08 de abril de 
1834. Aos 10 anos de idade, em 1844, foi estudar no Instituto dos Meninos 
Cegos de Paris, onde permaneceu por 6 anos. [...] ao chegar no Brasil 
desenvolveu intensas atividades: ensinou o Sistema Braille a outras pessoas 
cegas, escreveu artigos sobre a realidade da situação dos indivíduos cegos 
para jornais, especialmente o Diário do Rio de Janeiro (QUEIROZ, 2014, p. 
20). 
Com a publicação da “Grafia Braille para a Língua Portuguesa”, aprovada, 
Portaria/MEC n.º 2.678, de 24 de setembro de 2002, com vigência a partir de 01 de 
janeiro de 2003, o Ministério da Educação, além de reafirmar o compromisso com a 
formação intelectual, profissional e cultural do cidadão com deficiência visual no Brasil, 
contribui significativamente para a unificação da grafia Braille nos países de língua 
portuguesa, conforme recomendação da União Mundial de Cegos (UMC) e da 
UNESCO. 
No ano de 1854, em 17 de setembro, foi criado no Brasil, pelo Imperador D. 
Pedro II, o Instituto Benjamim Constant (Rio de Janeiro – RJ) através do 
Decreto Imperial nº. 1.428, tendo sido inaugurado solenemente no dia 17 de 
setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo 
o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o 
primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania. 
Foi também a primeira instituição de Educação Especial da América Latina 
(BEZERRA, 2003, p. 298). 
6 O ALFABETO BRAILLE 
Alfabeto básico de 23 caracteres, com as letras estrangeiras K, W e Y. Cada 
sinal gráfico em Braille é definido a partir de uma matriz de 2 colunas e 3 linhas, 
formando uma "cela" e cada cela terá 6 casas. Em cada casa dessa matriz há 
exclusivamente duas opções: ou é apresentado um ponto em alto-relevo ou um ponto 
plano. 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
GRUPO DE SÍMBOLOS: 
 
 
 
 
 
13 
 
 
Fonte: https://curt.link/pKt0FW. 
 
Diferente do K e do Y, o W não fazia parte do alfabeto português na fase 
pseudoetimológica, estando presente apenas nas palavras estrangeiras. 
Para alunos com deficiência visual: Sistema alternativo de comunicação 
adaptado ás possibilidades do aluno: sistema Braille, tipos escritos 
ampliados, Maquinas Braille, reglete, sorobã, bengala longa, livro falado etc. 
Material didático e de avaliação em tipo ampliado para os alunos com baixa 
visão em Braille e relevo para os cegos; Braille para alunos e professores 
videntes que desejarem conhecer o referido sistema (BALSANELI, 2015, p. 
163). 
 
14 
 
6.1 Diacríticos 
 
 Fonte: https://curt.link/SlO22a. 
 
Os diacríticos são sinais que tem a função de transformar o som da letra, 
igualmente denominados de notações ortográficas, são os: 
• Acentos: agudo, circunflexo, grave. 
• Sinais: til, cedilha, trema e apóstrofo. 
O denominado c cedilha (ç) é exclusivo da Língua Portuguesa, bem como o n 
com til (ñ), que é característico da Língua Espanhola. 
6.2 Posição da cela braille 
O referencial de posição cela braille se trata de um espaço ocupado pelos 
pontos ⊃ (123456), que mede aproximadamente, 3x4mm, ou por qualquer outro sinal, 
é considerado como um sinal, mesmo quando vazio é denominado por cela ou célula 
Braille. 
A constituição se figura por meio dos pontos 1 e/ou 4, em que não entram os 
pontos 3 nem 6, denominados sinais superiores, são formados sem os pontos 1 e 4 
chamam-se sinais inferiores. 
 
Exemplos: 
• Sinais superiores (14) χ (245) ϕ 
 
15 
 
• Sinais inferiores (356) 0 (25) 3 
 
Quando um sinal inferior ou da coluna direita aparece isolado, ou seja, entre 
celas vazias, na transcrição de código, tabelas, etc., existe a hipótese de o confundir 
com outro sinal, assim, para que não ocorra a confusão coloca-se junto dele o sinal 
denominado no sistema braille de sinal fundamental ⎡(123456) que, nesta hipótese, 
vale apenas como referencial de posição. 
 
Exemplos: 
 
• ⎡1 ⎡3 ⎡9 ⎡≅ ⎡. 
6.3 Reglete e Punção 
A reglete é o instrumento utilizado para a pessoa com deficiência visual produzir 
a escrita braile. Composta basicamente por uma régua-guia, entre cujas partes, 
inferior e superior, a folha é colocada, além de um punção, que corresponde a uma 
caneta, com o qual o papel é pressionado. A palavra reglete tem origem francesa, que 
significa régua. 
A parte superior da reglete contém uma série de janelinhas alinhadas e a parte 
inferior os conjuntos de seis concavidades que correspondem aos pontos que formam 
o braille. Cada janela dessa, corresponde a um código em Braille. A quantidade de 
janelas e de linhas, varia conforme o modelo da reglete. Segue alguns modelos de 
reglete: 
 
• Reglete de mesa 
 
A reglete de mesa é composta por uma prancheta chamada de mesa e uma 
reglete, ou seja, régua-guia que conta com pinos na parte inferior para que ela seja 
presa a prancheta. O papel é introduzido entre a parte inferior e superior da régua, 
permitindo a marcação dos caracteres em relevo pressionando-se o papel com o 
punção. 
 
 
16 
 
• Reglete de bolso 
 
A reglete de bolso é um produto prático e muito fácil de ser transportado. Esse 
modelo funciona da mesma forma que o modelo de mesa, entretanto, ele é composto 
apenas da régua-guia e um punção, ou seja, não possui prancheta. 
 
• Punção 
 
O punção é um instrumento que tem a mesma função que as canetas, ou seja, 
marcar o papel. Enquanto as canetas marcam o papel com tinta, o punção marca o 
papel a partir a pressão sobre ele. Sendo assim, o punção permite marcar os pontos 
da escrita braille no papel. 
6.4 Máquina Perkins 
A máquina Perkins, é uma máquina própria inventada para escrever em braille, 
porém umamáquina básica que possui apenas nove teclas, sendo que ao centro se 
encontra a barra de espaço, à esquerda, as teclas estão em ordem, os pontos 1, 2 e 
3, ainda na extremidade esquerda, a tecla de espaçamento de linha. Já à direita da 
barra de espaço, se encontram as teclas para os pontos 4, 5, e 6 nesta ordem e na 
extremidade direita a tecla denominada tecla de retrocesso. 
Nas laterais superiores encontram-se dois botões, que são as únicas projeções 
da máquina, que se movem na direção do digitador de forma a alimentar o papel para 
a máquina e se move no sentido inverso retirando o papel. Assim, para escrever uma 
letra, deve-se pressionar as teclas que correspondam a ordem dos pontos desta letra 
na cela Braille. Desse modo, o Sistema Braille ao aplicar-se à Língua Portuguesa, 
quase todos os sinais conservam o seu significado original. 
Não obstante apenas algumas vogais que possuem acentuação e outros 
símbolos são representados por sinais que lhes são exclusivos. O que dentro de uma 
estrutura se consegue obter as combinações diferentes as quais constituem o sistema 
pelo qual se torna universal. Em todo o mundo, as pessoas cegas têm acesso à leitura 
e à escrita de suas respectivas línguas, por meio da língua braille: a Matemática, a 
Física, a Química, a Música, e mais recentemente a Informática. 
 
17 
 
6.5 Impressora Braille 
A impressora Braille permite a impressão nas duas faces do papel: os pontos 
são dispostos de tal forma que impressos de um lado não coincidam com pontos da 
outra face, reduzindo desta forma, o volume dos livros transcritos no sistema Braille. 
Ela utiliza programas transcritores Braille. 
6.6 Software de reconhecimento de voz 
O software de reconhecimento de fala, trabalha transformando o som em 
partículas menores chamados fonemas e analisa depois as palavras para melhor 
compreensão. É muito complexo, mas excelente auxiliar para a pessoa com 
deficiência visual, pois permite a substituição do teclado de um computador, para a 
introdução de dados por comando de voz. Sendo ajustados, reconhece uma grande 
variedade de comandos. 
Quando são ajustados para reconhecer múltiplos usuários, o número de 
comandos que passam a “entender” com segurança é menor do que aqueles 
disponíveis quando estavam ajustados para o reconhecimento de comandos 
de um usuário específico (Carvalho, 2001, s/p). 
7 UTILIZAÇÃO DO DOSVOX 
Dosvox é um sistema para microcomputadores, que se comunica com o usuário 
por meio de comando de voz, em português, proporcionando aos deficientes visuais 
independência no estudo, trabalho e atividades diversas, ligadas ao computador. 
Criado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, hoje conta com mais de 80 
programas, sendo aperfeiçoado constantemente. Sua comunicação é muito simples, 
possibilitando ao deficiente visual uma facilidade maior de entendimento. As 
mensagens transmitidas são em grande parte produzidas pela voz humana. 
 
O programa é composto: 
 
• Sistema operacional que contém os elementos de interface com o usuário. 
• Sistema de síntese de fala. 
 
18 
 
• Editor, leitor e impressor/formatador de textos. 
• Impressor/formatador para braille. 
• Diversos programas de uso geral para o cego, como Jogos de caráter didático 
e lúdico. 
• Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida. 
• Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual. 
• Programas sonoros para acesso à Internet, como Correio Eletrônico, acesso 
a Homepages, Telnet e FTP. 
• Leitor simplificado de telas para Windows. 
O programa é distribuído de forma gratuita, pelo Núcleo de Computação 
Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 
8 SÍMBOLOS BRAILLE SIMPLES X COMPOSTOS 
O Sistema Braille possui sinais que recebem designações diferentes os quais 
estão de acordo com o espaço que ocupa, desse modo os que ocupam uma só cela 
são chamados sinais simples. 
 
Exemplos: 
 
• Letra m Μ (134); e hífen - (36) 
 
Já aqueles cuja construção figuram duas ou mais celas são denominados sinais 
compostos. 
 
Exemplos: 
 
• (abre parênteses <∋ (126 3); fecha parênteses), > (3 345); reticências ∋∋∋ (3 3 3) 
 
 
 
 
19 
 
8.1 Pontuações X Sinais Acessórios 
Os sinais de pontuações e acessórios no sistema braille, seguem a mesma 
regra descrita anteriormente, ou seja, letras com Diacrítico. Como se sabe para cada 
sinal de pontuação da escrita cursiva existe um sinal que o represente na grafia braile. 
Estes sinais não deixando de utilizar as normas e regras da gramática da língua a qual 
está sendo aplicada a grafia braile. 
8.2 Escrita Braille X Símbolos Exclusivos 
O Sistema Braille possui um código específico relativo a cada sinal da escrita 
cursiva que faça parte da Língua Portuguesa. Não há a existência de letra maiúscula, 
caixa alta e nem números, como é conhecida na escrita convencional a tinta. Por isso, 
existem os sinais exclusivos para compor a Grafia Braille para a Língua Portuguesa. 
8.3 Símbolo Maiúsculo 
Para formar as letras maiúsculas nos sistema braille, representa-se as 
minúsculas que precedidas imediatamente do sinal (46), assim, formando um símbolo 
composto, este sinal composto é formado então por mais de uma cela juntas para 
assim representar um símbolo. 
 
Exemplos: 
 
A .Α B .Β C .Χ D .Δ E .Ε F .Φ 
Paz .Παζ Brasil .Βρασιλ 
8.4 Sinal de Caixa Alta 
Para indicar que todas as letras de uma palavra são maiúsculas utiliza-se o 
sinal composto, (46 46) antes da primeira letra. 
 
Exemplos: 
 
 
20 
 
PAZ ,ΠΑΖ / BRASIL, ΒΡΑΣΙΛ 
8.5 Série de Maiúsculas 
No sistema braille, foi criado um sistema onde, quando houver a necessidade 
de se transcrever um título, onde se tem mais de três palavras todas em letras 
maiúsculas, deverá fazer o uso do sinal composto 3 (25 46 46) ao inciar a frase e o 
sinal composto de toda maiúscula, (46 46) antes da última palavra da série. 
 
Exemplo: 
 
LER É A ARTE DE DESFSAZER NÓS CEGOS. Goethe 
ΛΕΡ ⊃ Α ΑΡΤΕ ΔΕ ΔΕΣΦΣΑΖΕΡ Ν+Σ ΧΕΓΟΣ∋ .Γοετηε 
9 NÚMEROS E SINAIS 
 
Fonte: https://curt.link/8nVIox. 
 
21 
 
9.1 Representação dos Algarismos 
 
Fonte: https://curt.link/Qk73sh. 
 
No sistema braille, os caracteres da 1ª série, de símbolos são precedidos do 
sinal de número, pontos # (3456), que tem a função de representar os algarismos de 
um a zero. 
Assim, quando um número é formado por dois ou mais algarismos, somente o 
primeiro é antecedido deste sinal. 
 
 
Exemplos: 
Um #α1 
Dois #β2 
Três #Χ3 
Quatro #Δ4 
Zero #ϕ0 
Vinte #βϕ20 
Cento e dez #ααϕ110 
Quinhentos e um #εϕα501 
Mil e cinquenta #αϕεϕ1050 
 
22 
 
9.2 Vírgula decimal e ponto separador de classe 
O sinal 1(2) tem por função representar a vírgula decimal, já o ∋ (3), representa 
o ponto que no caso da escrita cursiva tem por função representar o ponto separador 
de classe. 
 
Exemplos: 
 
• 0,75 #ϕ1γε 4,8 #δ1ε 
 
Já o ponto separador de classe, é corrente, pois efetua a separação em 
números constituídos por mais de quatro algarismos, seja na parte inteira seja na parte 
decimal. 
 
Exemplos: 
10.000 #αϕ∋ϕϕϕ 
4.000.000 #δ∋ϕϕϕ∋ϕϕϕ 
0,325 #ϕ1χβε 
35.087,125 #χε∋ϕηγ1αβε 
9.3 Números Ordinais 
Quanto aos números ordinais estão representados pelos sinais da 1ª série, 
porém se encontram escritos na parte inferior da cela braile 7 (2356), antecedido pelo 
caractere de nº # (3456), e ainda seguido de uma das terminações o, a, os, as. 
 
Exemplos: 
 
• 1º #1ο 7ª #7α 
• 18os #18οσ 40as #40ασ 
 
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9.4 Datas 
Fonte: https://curt.link/fh7QqA. 
 
Já a representação de datas no sistema braille ocorre por meio dos números 
devendo obedecer as regras enumeradas a seguir: 
 
1. Os elementos que constituem a data devem ser, separados por barra ou hífen, e ainda 
colocados pela ordem dia-mês-ano, devendo ser utilizado dois caracterer para o dia, 
dois para o mês dois ou quatro para o ano. 
 
2. Quanto a representação dasdatas no sistema braille, esta deve ser feita com 
algarismos arábicos. De modo que na representação do ano não se deve empregar o 
ponto separador de classe. 
 
3. Já o caractere de número # (3456), deverá ser repetido antes de cada elemento, 
assim, antes do dia, antes do mês e antes do ano. 
 
Exemplos: 
 
• Data com hífen 01-09-05 #ϕα−#ϕι−#ϕε 
• Data com barra 25/12/99 #βε,1#αβ,1#εε 
• Ano com quatro algarismos: 16-06-1922 #ΑΦ−#ϑΦ−# αΙΒΒ 
 
24 
 
9.5 Algarismos Romanos. 
Fonte: https://curt.link/fh7QqA. 
 
Para escrever a numeração romana deve ser empregada as letras maiúsculas. 
 
Exemplos: 
 
• 5.ς 10 .Ξ 50 .Λ 100 .Χ 500 .Δ 1000 .Μ 
 
Sendo o número constituído por duas ou mais letras deve-se empregar o 
caractere da caixa alta (46 46) antes do uso da primeira letra. 
 
Exemplos: 
 
• II ..ΙΙ CDXIX ..ΧΔΞΙΞ 
• XL ..ΞΛ MCMXXXV ..ΜΧΜΞΞΞς 
 
25 
 
10 SINAIS DE ITÁLICO E OUTRAS VARIANTES TIPOGRÁFICAS 
Fonte: https://curt.link/6niCii. 
 
O símbolo braille de número 9(35), além de Apóstrofo, corresponde ao braile 
do itálico, sublinhado, negrito e ainda da impressão em outros tipos, por exemplo: 
cursivo, normando, etc. Assim, antepõe-se e pospõe-se de forma imediata a texto, ou 
fragmento de texto, bem como a palavra ou elemento de palavra que se deseja dar 
destaque. 
 
Exemplo: 
 
• A formação intelectual dos só é possível através da polêmica. Humbold. 
Α φορμα⎜>ο ιντελεχτυαλ σ+ ⎡ ποσσ⎨ϖελ ατραϖ⎡σ δα πολ⎢μιχα∋ .Ηυμβολδ∋ 
• Caso o texto de destaque seja constituído por mais de um parágrafo, o caractere 
9(3.5) antecede a cada um deles e prorroga apenas ao último. 
• O caractere {ο (246 135) representa um círculo e ajuda a destacar certos formatos de 
enumeração. 
 
26 
 
10.1 Siglas 
 
Fonte: https://curt.link/Z4IBZp 
 
No sistema de libras as siglas são compostas por iniciais maiúsculas as quais 
antecedem o caractere composto (46 46). 
 
Exemplos: 
IBC ..ΙΒΧ 
ONU... ΟΝΥ 
 
Quando, existe a necesidade de se escrever as iniciais seguidas de pontos 
abreviativo, deverá anteceder a cada uma delas o sinal simples (46) no original em 
tinta. 
Exemplo: S.O.S .Σ∋Ο∋Σ∋ 
11 NOÇÕES PRÁTICAS PARA O RELACIONAMENTO COM PESSOAS COM 
DEFICIÊNCIA VISUAL 
• Use naturalmente os termos como: cego, ver e olhar. Estes ternos não irão trazer 
constrangimento a pessoa com deficiência, pois são usadas pelos mesmos. 
• Informe verbalmente a direção do trajeto usando expressões como: em frente, à 
direita, à esquerda, evitando falar palavras como: aqui, lá, ali, acolá. 
 
27 
 
 
• Evite deixar objetos no caminho por onde uma pessoa cega costuma transitar. 
Caso necessário avise-a, evitando acidentes. 
• O cão-guia nunca deve ser distraído de seu dever. Evite brincar com o mesmo, 
para não tirar sua atenção, evitando acidentes. 
• Nunca deixa a porta entreaberta. Ela deve ser mantida aberta ou totalmente 
fechada. 
• Em caso de degraus, informe-a se é para subir ou descer. 
• Mostre o corrimão de uma escada comum, rolante ou de ônibus. A pessoa terá 
condições para subir e descer sozinha. Caso não tenha, ela o pedirá. 
• Não empurre a pessoa com deficiência visual. 
• Se for ajudar uma pessoa cega, espere que a mesma lhe fale o que deseja fazer. 
• Para orientá-la na rua, indique como ponto de referência a parede. 
• Ajude-a a atravessar a rua oferendo seu braço. 
• Deixe que ela segure seu braço, pelo movimento de seu corpo ela saberá o que 
fazer. 
• Não grite, ou fale alto com uma pessoa cega. A não ser que ela peça. 
• Em cumprimentos, identifique-se. Evite brincadeiras sem ética. 
• Se observar algum caso inusitado, tais como: zíper aberto, roupa pelo avesso, 
maquiagem borrada, dentre outros, avise-a discretamente. 
• Ao se afastar, avise-a, para que não fique falando sozinha. 
• Quando for orientar a pessoa para se sentar, coloque sua mão sobre o braço ou 
encosto da cadeira. 
• Em encontros sociais, apresente a pessoa cega as pessoas próximas, para que 
não fique isolada do convívio. 
12 A UTILIZAÇÃO DO BRAILLE NOS DIAS DE HOJE 
O dia Mundial do Braille é comemorado em 4 de janeiro. Ele é dedicado a 
reflexão, ressaltando a importância dos mecanismos que favorecem o 
desenvolvimento das pessoas com deficiência ou com baixa visão. Devemos 
reconhecer que nos dias atuais, a utilização do Braille tem diminuído, visto que existe 
 
28 
 
outras formas mais fáceis das pessoas com deficiência entenderem, estudarem e até 
mesmo se adaptar ao mundo externo. 
Dentre eles podemos citar os livros sonoros, CDs de aulas para cegos, relógio 
com o código Braille, tendo como objetivo principal, ajudá-los no dia a dia. O próprio 
Braille possibilita esta busca por algo mais fácil, sendo que seu método para alguns é 
ultrapassado e de difícil compreensão. 
Existem ainda os livros sonoros e a informática que são muito importantes para 
auxiliar no desenvolvimento cultural dos cegos, de modo que nada poderá ou deverá 
substituir o braille como sistema base da sua educação. Diante disto ao acabarem de 
ler, as crianças e jovens cegos terão aprendido e estarão mentalmente dispostos a 
partir para novas leituras. 
Sem acesso a uma linguagem correta, a aprendizagem é prejudicada. 
Segundo dados do censo da educação básica de 2015, do total de 930.683 
pessoas com deficiência matriculadas em escolas especializadas e 
regulares, 75.433 são cegas ou têm baixa visão. (MINISTÉRIO DA 
EDUCAÇÃO, 2017, p. 35) 
13 A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA BRAILLE PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA 
A escola inclusiva, é aquela que abre espaço para todas as crianças, incluindo 
as que apresentam necessidades especiais. As crianças com deficiência, seja ela qual 
for, têm direito à educação em escola regular, assim como toda criança. A Lei nº 7.853 
regulariza e obriga todas as escolas a aceitarem matrículas de alunos com 
deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito. Aprovada em 1989 e 
regulamentada em 1999, a lei é clara: Todas as crianças têm o mesmo direito à 
educação. 
A inclusão é um movimento mais amplo e de natureza diferente ao da 
integração de alunos com deficiência ou de outros alunos com necessidades 
educacionais especiais. Na integração, o foco de atenção tem sido 
transformar a educação especial para apoiar a integração de alunos com 
deficiência na escola comum. Na inclusão, porém, o centro da atenção é 
transformar a educação comum para eliminar as barreiras que limitam a 
aprendizagem e participação de numerosos alunos e alunas (BALSANELI, 
2015, p. 159). 
A equipe escolar, deve garantir que o processo de inclusão flua da melhor 
maneira possível, possibilitando o conhecimento e condições para estes alunos. Para 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm
 
29 
 
tal, é necessário a criação de salas multifuncionais, com o intuito de complementar e 
suplementar a aprendizagem dos alunos com deficiência. 
O direito à educação não significa somente acesso a ela, como também, que 
essa seja de qualidade e garanta que os alunos aprendam. O direito à 
educação é também o direito a aprender e a desenvolver-se plenamente 
como pessoa. Para que isso seja possível é fundamental assegurar a 
igualdade de oportunidades, proporcionando a cada um o que necessita, em 
função de suas características e necessidades individuais (BALSANELI, 
2015, p.160). 
Com a inclusão de alunos com deficiência na escola, a sociedade só tem a 
ganhar, pois a diversidade traz consigo, aprendizagem cultural e princípios morais e 
éticos. No caso dos deficientes visuais inclusos, destaca-se a necessidade de se 
trabalhar o braile em sala de aula para que o aluno possa se desenvolver e aprender 
dentro dos direitos que lhes são assegurados. 
14 MUSICOGRAFIA BRAILLE 
No século XVIII, em 1784, Valentin Hauy, fundou uma escola para cegos, com 
o intuito de ensiná-los a tocar e ler partituras com as pontas dos dedos, fazendo com 
que os mesmospudessem ser inseridos na sociedade, com mais liberdade. Ele 
adaptou as letras, colocando-as em alto relevo, para que fossem perceptíveis às 
pontas dos dedos. Charles Barbier, nesta mesma época, fez uso do código de pontos 
usados por militares, chamado escrita noturna. 
A musicografia braille, foi criada na mesma época do método braille, por Louis 
Braille, no século XIX. 
Louis gostava de música clássica e, como os professores do conservatório 
vinham dar aulas gratuitas no Instituto, dedicou-se ao estudo de música, que 
consistia em ouvir e repetir o que era ouvido. As condições não eram ideais, 
mas Braille tornou-se um excelente pianista e mais tarde talentoso organista 
da igreja de Notre Dame dês Champs. (SANCHES, 2009, p.23). 
 Na musicografia, não existe pauta, sendo todas as informações musicais 
escritas em partitura, uma após a outra em linha horizontal, como demonstrado 
abaixo. 
 
 
30 
 
 
Fonte: https://curt.link/7jzjfo. 
 
A musicografia para deficientes visuais, chegou ao Brasil em 1920, trazida pelo 
professor Alfredo San George, do instituto de cegos Padre Chico. Alguns programas 
de computador foram criados para auxílio da musicografia Braille. Um deles é o 
Dosvox. Programa de computador que faz a adequação da leitura, a partir de outros 
aplicativos de notação musical, de fácil compreensão e aprendizado. 
A situação de hoje é que, como os professores de música tem pouco 
conhecimento da musicografia Braille, acaba por recusar-se a lecionar para 
estudantes cegos por julgarem impossível passar para eles o conteúdo das 
partituras com efetividade. Desta forma, torna-se a inclusão de músicos 
regular (SILVA, 2015, p. 10). 
Apenas 7 letras do alfabeto são usadas como base para a partitura Braile, 
tornando o método mais fácil para memorização. São elas: D, E, F, G, H, I e J, que 
representam em sua sequência as notas: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI, em colcheias. 
Fonte: https://curt.link/w5nV2L. 
 
31 
 
 
15 OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELO PORTADORES DE DEFICIÊNCIA 
VISUAL 
A acessibilidade para o portador de deficiência visual, é amparada pela Lei 
Federal nº 10.098, criada em 2000, cujo objetivo é a promoção do acesso de pessoas 
deficientes ou com mobilidade reduzida a locais públicos. A lei inclui todos os 
deficientes, tanto os físicos, visuais e os auditivos, pois necessitam da eliminação de 
barreiras que lhes assegure acesso aos bens culturais e sociais, como também 
segurança na locomoção. 
Esta lei, estabelece normas e critérios básicos para que estas pessoas tenham 
o direito de ir e vir com total segurança, retirando todos e quaisquer tipos de barreiras 
e obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e 
reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. 
Em relação a circulação dos deficientes visuais nos espaços públicos externos, 
como calçadas, a atenção e os cuidados com a mobilidade das pessoas com 
deficiência não se esgotam na instalação dos pisos táteis. A implantação de faixas 
livres, também devem seguir padrões de modo a favorecer o acesso e a circulação 
dos usuários. 
Calçadas, passeios e vias exclusivas de pedestres devem incorporar faixa 
livre com largura mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível 
de 1,20m e altura livre mínima de 2,10m. As faixas livres devem ser 
completamente desobstruídas e isentas de interferências, tais como 
vegetação, mobiliário urbano, equipamentos de infraestrutura urbana 
aflorada (postes, armários de equipamentos, e outros), orlas de árvores e 
jardineiras, rebaixamentos para acesso de veículos, bem como qualquer 
outro tipo de interferência ou obstáculo que reduza a largura da faixa livre. 
Eventuais obstáculos aéreos, tais como marquises, faixas e placas de 
identificação, toldos, luminosos, vegetação e outros, devem se localizar a 
uma altura superior a 2,10m (MONTEIRO, 2008, p. 53). 
A Lei nº 11.126/2005, garante o direito de ser acompanhado e permanecer em 
locais públicos, restaurantes, ônibus e outros, com o cão-guia, assim como estabelece 
punições caso a lei não seja cumprida. Tal impedimento é considerado discriminação. 
No Brasil, desde a Convenção de Guatemala, o Decreto 3956/2001, foi 
regulamentado e a partir de então, o mesmo faz parte do imenso acervo de 
 
32 
 
documentos legais criados e aprovados no país, para melhorar as condições de 
acessibilidade na vida dos deficientes. 
A sinalização tátil no piso pode ser do tipo de alerta ou direcional. Ambas 
devem ter cor contrastante com a do piso adjacente, e podem ser 
sobrepostas ou integradas ao piso existente atendendo às seguintes 
condições. Quando sobrepostas, o desnível entre a superfície do piso 
existente e a superfície do piso implantado deve ser enfado e não exceder 2 
mm. Quando integradas, não deve haver desnível (MONTEIRO, 2008, p.53). 
16 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O sistema Braille foi criado por Louis Braille, que após perder a visão devido 
acidente na oficina de seu pai, se deparou com a necessidade de um sistema que 
atendesse a população com deficiência visual. 
Sistema este, que possibilitou o aprendizado de muitas pessoas e que está 
sendo aperfeiçoado através de softwares, programas de computador e livros 
didáticos, de fácil compreensão. O sistema Braille foi introduzido no Brasil em 1850. 
Seu alfabeto é básico e consta de 23 caracteres, incluindo as letras estrangeiras K, 
W, Y. O dia quatro de janeiro, foi o dia escolhido para conscientizar o mundo sobre a 
questão dos deficientes visuais, sendo chamado do dia Mundial do Braille. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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visual impairments and. Braille). Centro Universitário UNIFAFIBE – Bebedouro-SP, 
2015. 
 
BEZERRA, M. C. B. Dissertação apresentada como parte dos requisitos exigidos 
para obtenção do Título de MESTRE EM ENGENHARIA ELÉTRICA. Campinas – 
SP - Brasil Janeiro de 2003. 
 
BRASIL, MEC. Secretaria de educação especial. Programa nacional de apoio à 
educação de deficiente visual. Brasília, 2004. 
 
BRASIL. Ministério da educação, Censo escolar. 2017. 
 
CARVALHO, J.O.F. Soluções Tecnológicas para Viabilizar o Acesso do 
Deficiente visual à Educação a Distância no Ensino Superior. Tese de Doutorado. 
FEEC-UNICAMP, Campinas, 2001. 
 
FILHO, M. Direitos do cidadão especial. Brasília: Ministério da Educação, 2017. 
 
GONÇALVES, I. A., Pessoa com deficiência visual: relações interpessoais no 
ambiente escolar, 2014. 
 
LEMOS, E. R. AZEVEDO, A. A. Patrono da Educação dos Cegos no Brasil. 1999. 
 
MONTEIRO, L. M. F. S.; PEREIRA, L. H. L.; MELCA, F. M. A. Processo ensino 
aprendizagem dos alunos com necessidades educativas especiais: o aluno com 
deficiência visual. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2008. 
 
QUEIROZ, J. K. S. Título: Notação musical em braile na formação do professor 
de música no ensino de alunos com deficiência visual. Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte, 2014. 
 
ROSA, L. SELAU, B. Título: Algumas Considerações sobre o Processo de 
Alfabetização de Crianças Cegas, Some Considerations on the Process of Blind 
Children’s Literacy. Observatório do terceiro setor, Fev/ 2016. 
 
SANDES, L. F. Título: A leitura do deficiente visual e o sistema braile. 
Universidade do estado da Bahia-UNEB, 2009. 
 
SILVA, D. M.; SOUZA, M. C. B.; SILVA, M. S., DIAS, S. A. Título: Tocando com 
outros olhos: uma revisão bibliográfica sobre musicografia braille uma forma de 
inclusão. 2015. 
 
 
34 
 
VENTURINI, J. L.; ROSSI, T. F. O. Louis Braille: Sua vida e seu sistema. 2015.

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