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Lesões Reacionais Não-Neoplásicas

Resumo sobre lesões proliferativas não-neoplásicas da cavidade oral: aborda fibroma, fibroma ossificante periférico, granuloma piogênico e lesão periférica de células gigantes, com características clínicas, histopatologia, diagnóstico diferencial, tratamento e prognóstico.

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LESÕES PROLIFERATIVAS NÃO-NEOPLÁSICAS 
FIBROMA 
Outros nomes: Fibroma de irritação, Fibroma traumático, Hiperplasia Fibrosa 
Focal, Nódulo Fibroso. 
Mais comum de todos já citados. 
Características Clínicas: 
 
 Localização: Pode ocorrer em qualquer lugar da cavidade oral. Aparece 
com frequência na mucosa jugal, ao longo da linha de oclusão 
(consequência do trauma da boca mordida na bochecha). É comum, 
também, ocorrer na mucosa labial, língua e gengiva. 
 É provável que muitos fibromas gengivais representem uma maturação 
fibrosa de um granuloma piogênico preexistente. 
 Apresenta superfície lisa e coloração rosada (similar a cor da mucosa). Em 
pacientes negros, o aumento do volume pode apresentar uma cor cinza-
acastanhada. Em alguns casos, pode ter superfície mais esbranquiçada 
(hiperqueratose). 
 Muitos fibromas são sésseis (o diâmetro da lesão é maior que o diâmetro 
da base) embora alguns sejam pediculados (base da lesão é maior que o 
diâmetro da lesão, ou seja, há projeção). 
 Apresentam tamanhos variados. 
 Acomete mais mulheres de meia idade. 
 Normalmente sem sintomas (a menos que ocorram ulcerações em sua 
superfície). 
 
- Características Histopatológicas: 
 
 O exame microscópico do fibroma revela um aumento de volume nodular 
de tecido conjuntivo fibroso, recoberto por epitélio pavimentoso 
estratificado. 
 A lesão não é encapsulada e o tecido conjuntivo se mistura 
gradualmente ao tecido conjuntivo vizinho. 
 Normalmente, é uma inflamação crônica (contém linfócitos e 
plasmócitos). 
 
- Tratamento e prognóstico: 
- Excisão cirúrgica conservadora. Não há recidiva (reaparecimento da 
lesão). 
- Encaminhamento para biópsia (pois neoplasias podem simular a 
aparência clínica de um fibroma). 
- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIBROMA OSSIFICANTE PERIFÉRICO 
Outros nomes: Epúlide Fibroide Ossificante, Fibroma Periférico com Calcificação, Granuloma 
Fibroblástico Calcificante. 
É um crescimento gengival de natureza reacional. 
Patogênese incerta. 
Em alguns casos, os fibromas ossificantes periféricos, se iniciam como granulomas 
piogênicos que sofrem maturação fibrosa e subsequente calcificação. 
Características Clínicas: 
 Localização: Somente na gengiva. 
 Coloração: Varia do vermelho ao rosa. 
 Superfície: Lisa. Frequentemente ulcerada, mas não sempre. 
 Tamanho: Variado. 
 Predominância: Adolescentes e jovens adultos. Mulheres. 
 Apresenta-se como um nódulo que se origina da papila interdental. 
 Forma da lesão: séssil ou pediculado. 
 O crescimento se inicia como uma lesão ulcerada. 
Componente histológico: 
 Presença de material mineralizado de permeio ao tecido conjuntivo. 
 Em lesões novas apresenta calcificações. 
 Em lesões antigas apresenta o osso bem formado (ou cemento). 
Diagnóstico Diferencial: 
 Clinicamente, estas lesões em geral não são confundidas com nenhuma 
outra. Porém, pode haver alguma sobreposição com o granuloma 
piogênico. 
Tratamento e prognóstico: 
 Excisão cirúrgica local. 
 Biópsia. 
 Há reicidiva. A excisão do aumento de volume deve ser feita 
posteriormente, caso a base da lesão permaneça. 
 Os dentes adjacentes devem ser raspados para eliminar irritação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRANULOMA PIOGÊNICO 
Não está relacionada com infecção por organismos piogênicos. 
Não é um granuloma verdadeiro. 
Outros nomes: Hemangioma Capilar Lobular. 
Características Clínicas: 
 Localização: Acontece em qualquer região bucal. Gengiva, com maior 
frequência, e lábios, língua, e mucosa jugal, com menor frequência. 
 Coloração: Varia do rosa ao vermelho ao roxo, dependendo da data de 
início da lesão. 
 Superfície: Lisa ou lobulada (apresenta compartimentos). Normalmente 
ulcerada. 
 Tamanho: De pequenos crescimentos a grandes lesões. 
 Predominância: Desenvolve-se em qualquer faixa etária, porém mais 
comum em crianças, jovens adultos e mulheres grávidas. É comum em 
indivíduos que tem aparelho ortodôntico. Há predileção pelo sexo 
feminino. 
 Forma da lesão: Normalmente pediculada, havendo exceções sésseis. 
 Indolor. 
 Sangrante. 
 Mimetiza lesões malignas e por isso, pode ser confundido com a epúlide 
granulomatosa. 
 Muitos fibromas gengivais são, provavelmente, granulomas piogênicos 
que sofreram maturação fibrosa. 
 
Tratamento e Prognóstico: 
 Excisão cirúrgica conservadora que costuma ser curativa. 
 Recorrência baixa, mas não nula. Porém, pode haver alta taxa de 
reincidência caso o procedimento seja realizado durante a gravidez. Por isso, para 
pacientes grávidas, a melhor opção é postergar o tratamento até depois do término 
da gravidez. 
 Biópsia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LESÃO PERIFÉRICA DE CÉLULAS GIGANTES 
 
- É um crescimento semelhante nodular comum na cavidade oral. 
- Não representa uma neoplasia verdadeira e sim, uma lesão reacional. 
- Outros nomes: Epúlide de células gigantes. 
 
- Características Histopatológicas: 
 
- Apresenta características microscópicas semelhantes às da lesão central 
de células gigantes. 
- Há a proliferação de células gigantes multinucleadas. 
- Há hemorragia abundante em toda a lesão. 
 
- Características Clínicas: 
 Aumento do volume nodular. 
 Lesões geralmente pequenas. 
 É indolor. 
 Aparece em qualquer idade. 
 Predileção pelo sexo feminino. 
 Localização: Somente na gengiva ou no rebordo alveolar edêntulo 
(anterior ou posterior). 
 Coloração: Variação do vermelho ao vermelho-azulado (cor causada pela 
hemorragia presente em toda a lesão) 
 Aparência clínica semelhante ao granuloma piogênico da gengiva (o que 
diferencia é a cor). 
 Pode ocasionar reabsorção óssea. 
 
- Tratamento e prognóstico: 
 
 Excisão cirúrgica local. 
 Biópsia para realização do diagnóstico diferencial. 
 Raspagem de dentes adjacentes para remover qualquer fonte de 
irritação e minimizar o risco de recidiva (reicidência: 10% a 18% dos 
casos). 
 
Componente histológico: 
 
 Presença de material mineralizado de permeio ao tecido conjuntivo. 
 
 
 
 
 
 
 
HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA 
É uma hiperplasia de tecido conjuntivo fibroso que se desenvolver em 
associação às bordas de uma prótese total ou parcial mal adaptada. 
Outros nomes: Epúlide Fissurada, Tumor por Trauma de Dentadura, Epúlide 
por Dentadura. 
 
Características Clínicas: 
 Se apresenta como uma única prega ou múltiplas pregas de tecido 
hiperplásico no vestíbulo alveolar. Mais frequentemente, duas pregas de 
tecidos estão presentes e as bordas da prótese associada se encaixa 
dentro da fissura. 
 Superfície: Normalmente firme e fibroso. Embora exista exceções que se 
apresentem eritematosas e ulceradas. 
 Tamanho: Variado. 
 Localização: Maxila ou mandíbula. 
 Preferência: Idosos e adultos de meia-idade (que utilizam prótese) do 
sexo feminino. Em jovens, pode ocorrer por lesão por mordedura. 
 
Tratamento e Prognóstico: 
 Remoção cirúrgica. 
 Biópsia. 
 Mudança de prótese. 
 Terapia antifúngica. 
 
Classificação: 
 Pólipo Fibroepitelial. 
 
 
 Hiperplasia Papilomatosa Inflamatória 
 
 Desenvolve por lesões por baixo da prótese de pessoas que utilizam 
prótese 24h por dia. 
 Designada assim pois lembra um papiloma mas não tem relação 
com o papilomavírus diretamente. 
 Tratamento: Antifúngico ou mudança de prótese. 
 
 
 
 Hiperplasia por Câmara de Sucção 
 Palato marcado pela câmara de sucção. 
 
 
 
 
 Hiperplasia de Freio 
 Pequena projeção digitiforme de tecido ligada ao freio labial superior.