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A importância dos testes palográficos na avaliação psicológica. O Teste Palográfico pode ser considerado um teste expressivo de personalidade, de acordo com a classificação de testes de personalidade proposta por Van Kolck (1974-1975). Pode-se dizer que a fase de treino do Palográfico avalia mais aspectos adaptativos e instrumentais, uma vez que no início da tarefa o examinando vai trabalhar tentando se adequar às instruções dadas. Porém, à medida que a tarefa continua, vai se tornando uma tarefa mais espontânea, menos controlada e vai revelando mais aspectos expressivos, principalmente na segunda parte do teste. Segundo Van Kolck (1984, p.2), no ato de desenhar estão presentes e juntas a adaptação, a expressão e a projeção e, "mais do que qualquer produção pessoal deve ser analisado cuidadosamente". O psicólogo irá fazer uma análise da personalidade do paciente através da forma que ele traça riscos/traços. Podendo coletar dados de ritmo, qualidade de trabalho, fatigabilidade, inibição, elação, depressão, temperamento, constituição tipológica, inteligência e etc. Esse teste é muito difundido nas empresas e na avaliação para obtenção da CNH por ser simples e rápido na sua aplicação e resposta. O teste avalia a produtividade do individuo, o ritmo de trabalho, organização e adaptação ao ambiente, firmeza e segurança nas atitudes, vitalidade, capacidade de resposta, adaptação a normas e deveres sociais, faculdade de estabelecer metas e de cumpri-las, capacidade de relacionamento interpessoal, humor, concentração, e muitos outros traços da personalidade de uma pessoa. Segundo Allport e Vernon (1933), pode-se focalizar o estudo da personalidade em qualquer um de três diferentes níveis. “O primeiro é o nível dos traços, interesses, atitudes ou sentimentos considerados como compondo uma personalidade ‘interior’; o segundo é o nível do comportamento e da expressão; o terceiro é o nível da impressão, da percepção e interpretação do comportamento pelo outro” (p.v). Uma vez que uma descoberta em qualquer desses níveis leva à suposição de que o fenômeno em questão tem um complemento (correspondência) nos outros níveis, um problema que é impreciso em um dos níveis pode ser muito mais adequadamente observado em um outro. Assim, os julgamentos da personalidade, que se faz de outras pessoas, são “constructos inferenciais baseados na nossa percepção sensorial da expressão” (p.v) e é apenas na nossa percepção do corpo físico, da linguagem e dos gestos do outro que se pode chegar a qualquer conhecimento sobre ele. Sendo assim o estudo direto da expressão é o mais natural para o estudo da personalidade.