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DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
Proliferação anormal do tecido trofoblástico placentário (cito e sinciciotrofoblasto)
· Marcador tumoral biológico específico: gonadotrogina coriônica humana, beta
· Incidência: 1=1.000 a 1:1500 gestações 
· No BR, 1 caso de gravidez molar em casa 200 a 400 gestações
· Fatores predisponentes 
· Doença molar prévia 
· Gravidez ao final da vida reprodutiva 
· Tabagismo 
· Inseminação artificial
Doença trofoblástica gestacional: 
· Mola hidatiforme completa 
· Proliferação placentária na ausência de feto; 46XX
· Vilosidades edemaciadas, como cachos de uva 
· Mola parcial 
· Placenta molar + feto inviável; 69XXY
· Mola invasora – Coriocarcinome metastásico 
Quadro clínico:
· Sangramento vaginal no 1° trimestre ou início do 2° 
· Beta mais elevados que o esperado 
· Tamanho uterino maior que o esperado para idade gestacional, sem batimentos cardíacos fetais 
· Hiperemese 
· Hipertensão induzida pela gravidez – antes da 20ª semana 
· Tireotoxicose – hipertireoidismo 5% 
· Aumento ovariano – cisto tecaluteínicos 
· Eliminação de vesícular hidrópucas pela vagina, de entremeio com o sangue
Quadro clínico: Aumento ovariano por hiperstimulação
Diagnóstico: 
· Anamnese 
· Exame físico ginecológico 
· Exames complementares: beta-hCG quantitativo, ultrassonografia
· Exame histopatológico 
Tratamento: 
· Duas fases: 
· Esvaziamento uterino imediato 
· Seguimento pós molar
Esvaziamento uterino realizar: 
· Exames laboratoriais: hemograma, tipagem sangupinea e fato Rh, beta quantitativo, sorologias, avaliação da função tireoidiana (TSH e T4 livre)
· RX tórax (AU>16cm)
· Avaliação laboratorial para pré eclampsia, se associado hipertensão arterial, eletrólitos, funções renal e hepática (hemprragia ou hipertireoidismo)
· Reserva de duas unidades de hemácias 
· Aspiração uterina – menor risco de perfuração e infecção, menos chances de permanência de restos molares na cavidade uterina
Histerectomia: 
· Viável >40 anos, prole definida 
· Elimina risco de invasão local, não previne migração do tecido trofoblástico 
· Seguimento pós molar cuidadoso após o procedimento 
Segmento pós molar: 
· Diminuição progressiva dos valores de beta e nenhum tratamento adicional é necessário 
· Beta plasmático quantitativo:
· Semanal ou quinzenalmente; até normalização por 3 dosagens consecutivas (menor que 5mUI)
· Seguida de avaliação mensal durante 6 meses 
· Se persistência do beta após 6 meses: neoplasia trofoblástica
· 1 ano de contracepção 
· Recorrência 
· Ocorre em 20% na mola completa 
· Invado o miométrio ou torna-se metastásica 
· Tratada com methotrexate 
· A maioria poderá conceber e levar a termo uma gestação normal

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