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Profa. Ma. Celia Braga UNIDADE I Logística 4.0 Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas, porque: Reduz custos; Aumenta a produtividade; Oferece soluções; Agrega valor a produtos e serviços comercializados; Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde fornecedores de matéria-prima à entrega final do produto acabado ao cliente). Introdução Para Drucker (1962), a logística tem seu lado oculto (comumente chamado de dark side) graças à economia norte-americana, que encontrava fatores para aumentar a produtividade nas empresas, elevando a logística ao centro do desenvolvimento das atividades empresariais, especialmente o mercado varejista. Criaram-se mercados mais exigentes e competitivos, decorrentes das exigências gerenciais mais eficientes e eficazes. Introdução É indispensável a compreensão histórica do que hoje conhecemos como logística. Pode-se afirmar que sua origem data da Antiguidade e que várias operações, hoje conhecidas como operações logísticas, já eram efetuadas naquele tempo, apenas não tinham esse nome. Evolução da logística Diversos autores apontam que a logística se originou no meio militar, uma vez que ela já existia desde os tempos mais remotos e sempre se associou à atividade militar. Conflitos bélicos datam de uma realidade antiga, com guerras muito longas e frequentemente distantes dos governos que as financiavam. Por isso grandes deslocamentos eram recorrentes, exigindo que as tropas carregassem toda a guarnição necessária. Definição Para transportar pessoas e armamentos, era necessário uma enorme operação logística, envolvendo preparação de soldados, transporte, armazenagem e distribuição de alimentos, munição e armas etc. Até mesmo a Bíblia narra eventos que envolveram operações logísticas. Definição O termo logística surgiu do grego logistikós, cujo sentido se relaciona com o raciocínio matemático relativo à lógica. A primeira tentativa de conceituar a logística data do século XVIII, pelo Barão Antoine Henri de Jomini, general do exército francês, comandado por Napoleão Bonaparte, que a refere como a prática de movimentar exércitos. O próprio termo francês logistique deriva de um posto do exército francês do século XVII – chamado maréchal des logis (em português, algo como marechal da hospedagem) –, responsável pelas atividades administrativas relativas a deslocamentos, acampamento de tropas em campanha e alojamento. Definição Logística hoje é uma atividade econômica em crescimento. Com a globalização, muitos conglomerados econômicos dependem exclusivamente da logística para fazer com que produtos e serviços fiquem à disposição do consumidor, quando e onde forem convenientes. A seguir, veremos algumas definições de Logística. Sentido atual Definições de logística Autores Conceitos Ballou (1993, p. 15) A logística usa conceitos de administração para prover um nível eficiente de rentabilidade na distribuição para clientes e consumidores mediante planejamento, organização e controle na movimentação e armazenagem de cargas com o intuito de facilitar o fluxo de produtos. Christopher (1997, p. 2) É o gerenciamento estratégico referente à aquisição, movimentação e armazenagem de produtos, peças e materiais acabados, assim como do fluxo de informações correlatas, mediante organização dos canais de marketing, com o intuito de maximizar a lucratividade atendendo pedidos. Council of Supply Management Professionals (CSCMP, 1995) Planejamento, implantação e controle eficiente do fluxo e armazenagem de produtos e serviços, com o intuito de atender as necessidades dos clientes. Dornier et al. (2000, p. 39) Gestão de fluxo entre as funções do negócio. Instituto de Movimentação e Armazenagem de Materiais (IMAM, 2000, p. 1) Coordena e controla a movimentação de produtos, materiais e peças – em suma, do inventário dos produtos acabados, assim como das informações relacionadas a fornecedores mediante empresas, com o intuito de satisfazer as necessidades dos clientes. Fonte: adaptado de: Machado (2022). No final da Segunda Guerra, em 1945, o mercado estava bem aquecido no mundo inteiro e demandava muito, o que despertou a urgência em aprimorar processos industriais e aumentou a notoriedade da logística, que começou a ganhar espaço no contexto empresarial. Em contrapartida, o marketing de produtos como eletrodomésticos, automóveis e bebidas (aproveitando o “vácuo” da desmobilização pós-guerra) centrou-se nas famílias-padrão da época, cujos pais, provedores, trabalhavam fora, e cujas mães eram majoritariamente donas de casa e tinham filhos em idade escolar. Sentido atual É notória a falta de informação sobre o desenvolvimento das atividades de armazenagem no país. O ponto alto da evolução histórica da logística no Brasil foi a abertura dos portos determinada por D. João VI em 1808. Outro fator de destaque é a Lei dos Armazéns-Gerais (Decreto n. 1.103/1903), que ainda vigora. A logística no Brasil Ela é limitada e regula apenas os aspectos financeiros e burocráticos de um armazém-geral, sem se prender a métodos específicos ou mesmo movimentação de material. Como exemplo, podemos usar as primeiras empilhadeiras, utilizadas por volta dos anos de 1910 e 1920, e continuam a operar até hoje, porém com um grau cada vez maior de automação e sofisticação. A logística no Brasil Do início do século XX até a década de 1940, a economia agrária dominava o mercado e abastecia todo o setor urbano com produção no campo e atividades logísticas que ligavam produção e consumo. Desde a década de 1940 até o início dos anos 1960, com o estopim da indústria automobilística no país, a logística foi se especializando, enfatizando desempenhos funcionais. Já nos anos 1970, começaram a adotar paletes (suporte para movimentar material) e racionar o fluxo de mercadorias, tanto na movimentação interna dos depósitos como no transporte das cargas. A logística no Brasil A padronização de materiais e a medida de paletes começaram apenas na década seguinte, com a criação do palete-padrão Brasil (PBR) – iniciativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) – supervisionado pela J. G. Vantine. Essa padronização aumentou a eficiência de operações logísticas e, a partir dos anos 1980, com destaque nos anos 1990, privilegiou a administração da cadeia de suprimentos como um todo, o chamado Supply Chain Management (SCM) (MIRA, 2020). A logística no Brasil Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas exceto porque: a) Reduz custos. b) Aumenta a produtividade. c) Oferece soluções para os PDVs (Pontos de Venda). d) Agrega valor a produtos e serviços comercializados. e) Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde fornecedores de matéria-prima à entrega final do produto acabado ao cliente). Interatividade Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas exceto porque: a) Reduz custos. b) Aumenta a produtividade. c) Oferece soluções para os PDVs (Pontos de Venda). d) Agrega valor a produtos e serviços comercializados. e) Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde fornecedores de matéria-prima à entrega final do produto acabado ao cliente). Resposta O ponto de partida das atividades logísticas se confundia com o princípio das atividades econômicas mais organizadas, ou seja, quando o homem começou a trocar o excedente da produção especializada, introduziram-se três importantes funções logísticas: armazenagem, estoque e transporte. A produção do dia que não fosse vendida se transformava em estoque, armazenada para ser transportada ao local de consumo mais tarde. Aí que as empresas de varejo começaram a perceber a necessidade de conservar e controlar esses produtos, de forma a preservá-los até o consumo ou a utilização final.Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada A partir dos anos 1940, a logística passou a incorporar mais atividades – como transportes, suprimentos, construção civil e assistência a feridos (no caso de guerra) – e dividiu-se em dois segmentos: distribuição física e suprimentos. Nos EUA, durante os preparativos para a Segunda Guerra Mundial, a expressão logística empresarial se desenvolveu muito, tendo como maior preocupação fornecer armamentos, víveres e munição para missões militares. Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada Com o fim da guerra, a logística passou a contemplar a vida cotidiana, num momento de transição, ainda que de forma precária se comparada com hoje. Por exemplo, quando uma pessoa adquiria algum produto na loja – como uma geladeira branca –, a compra era manual e levava o vendedor a preencher a nota fiscal manualmente também, enviando-a para o depósito que separava o produto e programava sua entrega. Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada Esse processo não era rápido como hoje. A loja escolhida pelo cliente comprava a geladeira de um centro de distribuição vinculado à fábrica que a produzia. Assim, os três elementos tinham estoque: Loja; Centro de distribuição; Fábrica (elemento central do processo). Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada Nessa fase, a sociedade demonstrava insatisfação com as opções padronizadas dos produtos e começavam a exigir variedade, o que fomentou inúmeras mudanças no processo produtivo e, como consequência, surgiram processos mais flexíveis, com mais opções de compra. Com a fartura de opções, os estoques começaram a crescer vertiginosamente, dificultando o controle. Elementos-chave dessa fase passaram a ser, portanto, aprimorar atividades e planejar a diminuição integrada da cadeia de suprimentos. Segunda fase da logística (1970): integração rígida As diversas crises da década de 1970 – como a segunda crise do petróleo, que encareceu o custo dos transportes – repercutiram nos meios de produção, mudando prioridades. Antes disso, as empresas priorizavam o atendimento e a demanda, voltando-se à manutenção e aos suprimentos; daí surgiram profissionais com especialização no gerenciamento de matéria-prima. Segunda fase da logística (1970): integração rígida Na mesma década, considerada um período de priorizar o cliente, a logística passou a se preocupar não apenas com os produtos, mas com a qualidade do serviço prestado. Foram decisivas as melhorias feitas no fluxo logístico, que começou a utilizar a multimodalidade nos transportes. Combinando transporte aéreo, marítimo e terrestre, as empresas conseguiram reduzir custos, com excelente aproveitamento de recursos. Segunda fase da logística (1970): integração rígida Nos anos 1950, havia poucos modelos de produtos, mas em 1970, a demanda resultou em mercadorias mais variadas, como geladeiras com mais cores, tamanhos e diversos acabamentos. Inúmeros produtos foram incorporados ao lar, como televisão, aparelhos de som, micro- ondas, entre outros. Nos supermercados era comum encontrar diversos tipos de produtos alimentícios – aumento que fez os estoques crescerem. Segunda fase da logística (1970): integração rígida O avanço na informática também melhorou processos logísticos, porque as empresas acessaram ferramentas antes inexistentes, como os sistemas de planejamento de recursos materiais I e II (MRP e MRP II – em inglês, material resource planning), que atuaram diretamente no planejamento e otimizaram processos (que funcionam até hoje). De acordo com Novaes (2001), as indústrias consultavam os varejistas mensalmente para estimar demandas posteriormente encaminhadas para a manufatura, onde se planejava a produção; atualmente essa etapa é conhecida como planejamento de controle de produção (PCP). Segunda fase da logística (1970): integração rígida Apenas na terceira fase houve uma integração maior entre os elementos da cadeia de suprimentos como os centros de distribuição, que trocavam informações simultaneamente com clientes, varejistas, fornecedores e fábrica, não apenas de forma isolada. Assim, a logística começou a ser vista como ferramenta estratégica, impulsionando empresas a buscar parcerias com fornecedores e clientes. A integração ocorreu também entre os setores da mesma empresa. Terceira fase da logística: integração flexível (1980) Essa fase vem sendo implementada por inúmeras empresas na atualidade – ou, em outras palavras, muitas ainda não chegaram na quarta fase, também denominada Supply Chain Management, cujas informações são trocadas pelo intercâmbio eletrônico de dados (EDI), que permite diversos ajustes, embora essas informações muitas vezes sirvam apenas como histórico, ou seja, para decisões futuras, não para correções imediatas. Terceira fase da logística: integração flexível (1980) Na quarta e atual fase, os elementos que compõem a cadeia de suprimentos são os seguintes: fornecedor de matéria-prima; fábrica; representantes; centro de distribuição; atacadistas; varejista. Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM) Esses stakeholders atuam de forma coordenada com todos os elementos da cadeia de suprimentos, ou seja, em parceria para agregar mais valor a produtos com o intuito de chegar ao cliente final. Essa fase quebra barreiras e impulsiona o Supply Chain Management (SCM), comumente conhecido como gerenciamento da cadeia de suprimentos. Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM) A quarta fase diferencia-se das demais porque: visa a satisfação plena do consumidor final; permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas entre empresas; fomenta parcerias entre fornecedores e clientes; agrega valor máximo ao consumidor final; reduz custos e aumenta a eficiência; interpenetra elementos da cadeia de suprimentos. Nessa fase surgiram os conceitos de produção enxuta, como os dos métodos Just in Time, Qualidade Total, Kanban, Crossdocking e First In, First Out (Fifo), como veremos na sequência. Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM) A quarta fase diferencia-se das demais porque: I. visa a satisfação plena do consumidor final; II. permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas entre empresas; III. fomenta parcerias entre fornecedores e empresas de manufatura; IV. agrega valor máximo ao consumidor final; V. reduz custos e aumenta a eficiência; VI. interpenetra elementos da cadeia de suprimentos. Está correto o que se afirma em: a) I, II, III e VI apenas. b) II, IV e VI apenas. c) I, III e V apenas. d) I, II, III, IV, V e VI. e) I, II, IV, V e VI apenas. Interatividade A quarta fase diferencia-se das demais porque: I. visa a satisfação plena do consumidor final; II. permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas entre empresas; III. fomenta parcerias entre fornecedores e empresas de manufatura; IV. agrega valor máximo ao consumidor final; V. reduz custos e aumenta a eficiência; VI. interpenetra elementos da cadeia de suprimentos. Está correto o que se afirma em: a) I, II, III e VI apenas. b) II, IV e VI apenas. c) I, III e V apenas. d) I, II, III, IV, V e VI. e) I, II, IV, V e VI apenas. Resposta No século XX houve duas grandes revoluções industriais no setor automotivo: I. Produção em massa; II. Sistema Toyota de Produção (STP). Em contrapartida, o sistema de manufatura Just in Time (conhecido como STP japonês) foi desenvolvido por Taiichi Ohno e, graças a essas duas revoluções, houve o estrondoso sucesso da indústria japonesa, que se tornou uma dominante controladora do mercado mundial em inúmeros ramos industriais. Just in Time Logo, podemos concluirque o mundo se interessou pela tecnologia japonesa, tendo como principal nome a Toyota, no final dos anos 1980, graças a sua excelente performance por trabalhador, de duas a três vezes mais produtiva que automobilísticas europeias ou americanas. O Just in Time ganhou notoriedade por obter a quantidade correta de matéria-prima no momento correto, mas atualmente não se concentra apenas no fluxo material. Com o passar dos anos, o Just in Time aprimorou seus conceitos e hoje busca diversos resultados, como: Melhoria do controle de estoque; Melhor plano de produção; Foco nas atividades fundamentais de produção eficaz; Melhoria contínua da qualidade. Just in Time Refere-se a uma técnica de administração formada por um conjunto de programas, ferramentas e métodos. Tais técnicas controlam a produção e visam obter bens e serviços com mais qualidade e menos custo, com o intuito de não apenas satisfazer os consumidores, mas também de atender suas exigências. Qualidade Total Os primeiros movimentos da qualidade total de que se teve notícia surgiram no Japão pós- guerra, consolidados no país na década de 1970 e depois difundidos no Ocidente. Hoje muitos materiais naturais e artificiais são usados, assim como energia para produzir produtos e serviços para, assim, controlar: O processo de produção das empresas; A eficiência dos recursos humanos; A eficiência dos materiais; A eficiência financeira; A eficácia no alcance dos objetivos. Qualidade Total O sentido de qualidade vem mudando de forma drástica, principalmente no que tange aos clientes e à organização, incluindo comunidade, fornecedores, acionistas e funcionários. Qualidade Total Muitas empresas aplicam o método Kanban para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção e do trabalho. Como discutido, o Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós- guerra, com países devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, sendo que o país concluiu que, para se reerguer e melhorar sua economia, precisava: Produzir mais com menos; Produzir com qualidade; Otimizar o tempo; Minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o conhecimento dos operários nas linhas de montagem. Kanban A Toyota foi referência no pós-guerra, e Taiichi Ohno, executivo da montadora, percebeu o ciclo de abastecimento das prateleiras dos supermercados, o que lhe permitiu concluir que: Os produtos ofertados eram reabastecidos de acordo com a demanda; Os dados referentes aos produtos eram escritos em cartões que continham preço, quantidade, data de validade e algumas identificações gerais; Todo o controle era elaborado de modo visual; dessa forma, prateleiras vazias indicavam a necessidade de repor produtos. Kanban A linha de montagem, depois dos anos 1950 e 1960, passou a ser administrada mediante cartões visuais de identificação (“kanban” significa “cartão” em japonês). Essas fábricas, portanto, originaram o sistema de logística puxado, uma linha de produção que determina a quantidade de peças que necessitam ser estocadas, com o intuito de garantir o uso da matéria-prima estritamente essencial para determinados momentos da produção. Kanban Refere-se a uma operação das redes de distribuição em que um veículo mais pesado transfere carga para outro veículo mais leve, geralmente de menor porte, evitando estoques intermediários. O Crossdocking difere dos armazéns tradicionais pois busca reduzir ao máximo o acúmulo de estoques no terminal. Assim, se um veículo maior chega no terminal e não tem fila de espera, é direcionado imediatamente para a doca de recepção, onde será descarregado. Crossdocking Há diversos casos de sucesso na aplicação de Crossdocking, tais como: Redes varejistas, como o Walmart; Cadeias de supermercado; Empresas de correio; Courrier e remessas expressas; Operadores logísticos de cargas fracionadas. Crossdocking É a prática de manter a precisão da produção e a sequência de transporte, garantindo que a primeira mercadoria a entrar num armazenamento seja a primeira a sair, evitando que os produtos se tornem obsoletos no estoque. É uma condição necessária para implementar o sistema puxado. First In, First Out – Fifo Essa estratégia geralmente é mantida por uma pista pintada ou canal físico com certa quantidade de estoque. O fornecimento preenche a pista a partir da extremidade a montante, enquanto o processo do cliente se retira da extremidade a jusante. Se a pista encher, o fornecimento deve parar a produção até os consumidores adquirirem pelo menos uma parte do estoque. Dessa forma, o Fifo pode evitar abastecimentos em excesso, mesmo que não estejam ligados ao consumo por fluxo contínuo ou a um supermercado. First In, First Out – Fifo Fifo é uma maneira de regular um sistema puxado que ocorre entre dois processos quando não é recomendável manter um inventário acerca de todas as variações possíveis de mercadorias dentro de um supermercado e isso porque muitas mercadorias são únicas, com vida útil bem curta ou com um preço caro, mas necessário com pouca frequência. Nesta aplicação, a remoção de uma peça em uma pista Fifo pelo processo de consumo aciona automaticamente a produção de uma peça adicional pelo processo de fornecimento. First In, First Out – Fifo Leia atentamente o texto a seguir: “Muitas empresas aplicam esse método para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção e do trabalho. O Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós-guerra, com países devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, e o país concluiu que, para se reerguer e melhorar sua economia, precisava produzir mais com menos, produzir com qualidade, otimizar o tempo e minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o conhecimento dos operários nas linhas de montagem.” O texto refere-se: a) Ao Kanban. b) Ao método de Qualidade Total. c) Ao Crossdocking. d) Ao método Just in Time. e) Ao First In, First Out. Interatividade Leia atentamente o texto a seguir: “Muitas empresas aplicam esse método para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção e do trabalho. O Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós-guerra, com países devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, e o país concluiu que, para se reerguer e melhorar sua economia, precisava produzir mais com menos, produzir com qualidade, otimizar o tempo e minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o conhecimento dos operários nas linhas de montagem.” O texto refere-se: a) Ao Kanban. b) Ao método de Qualidade Total. c) Ao Crossdocking. d) Ao método Just in Time. e) Ao First In, First Out. Resposta A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, diretos ou indiretos, para atender aos pedidos solicitados. Ou seja, não apenas aos fabricantes e fornecedores, mas: Aos depósitos; Às transportadoras; Aos varejistas; Aos próprios clientes. Cada organização exerce as funções à sua maneira, geralmente envolvendo o pedido do cliente, começando com o desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição e finanças. Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM Abordagens da logística e da SCM Fornecedores de Segundo Nível Fornecedores de Primeiro Nível Operação Consumidores de Primeiro Nível Consumidores de Segundo Nível Gestão de compras Gestão de distribuição física Logística Gestão de materiais S. C. M. A transformação e a evolução da logística e da cadeia de suprimentos podem ser vistas assim: Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM Era: DO CAMPO AO MERCADO Economia agrária (de 1900 a 1940) Era: ESPECIALIZAÇÃO Ênfase nos desempenhos funcionais (de 1940 a 1960) Era: INTEGRAÇÃO INTERINA Funções integradas (de 1960 a 1970) Era: FOCO NO CLIENTE Busca por eficiência (de 1970 a 1980) Era: SUPPLY CHAIN Logística como diferenciação(de 1980 até os dias atuais) Diferenças entre gestão de suprimentos e logística - Foco intracompany - Integração entre elas - Indicadores logísticos - Foco na operação - TI é meio/apoio - Abordagem técnica Logística - Foco intercompany - Perspectiva sistêmica - Indicadores da cadeia - Atenção à concepção - Relevância da TI - Abordagem de negócio SCM A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, diretos ou indiretos, para atender aos pedidos solicitados, não apenas fabricantes e fornecedores, incluindo também: Depósitos; Transportadoras; Varejistas; Os próprios clientes. Cada organização exerce as funções à sua maneira, geralmente envolvendo o pedido do cliente, começando com o desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, distribuição e finanças. Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM Logística X SCM Significado Descrição 1 – Logística Foco intracompany Priorizavam-se apenas processos internos da empresa; o ambiente externo não tinha muita importância (vendas e marketing, finanças ou serviços de informação). 1 – SCM Foco intercompany Estende-se o olhar à cadeia de suprimentos em geral, tornando-se mais importante e fundamental para alcançar os objetivos. Fornecedores, finanças e planejamento estratégico passam a se integrar e visar o benefício global. 2 – Logística Integração de elos A preocupação se restringia a fornecedores e consumidores de primeiro nível, não importando os demais níveis. 2 – SCM Perspectiva sistêmica Tudo é de extrema importância, logo, toda a cadeia passa a ser fundamental, inclusive clientes de todos os níveis. Diferenças entre logística e SCM e suas características Logística X SCM Significado Descrição 3 – Logística Indicadores logísticos Restringindo-se ao intracompany, os indicadores passavam a seguir os mesmos padrões, como giro e tempo de estoque. 3 – SCM Indicadores da cadeia Os indicadores não priorizam apenas a empresa, e sim toda a cadeia, pois é ineficiente a empresa ter um excelente indicador se seu parceiro/fornecedor não tiver um indicador bom, e assim toda a cadeia pode perder, em caso de desistência de compra por parte do cliente. Logo, os indicadores, assim como o tempo de reabastecimento e o custo total da cadeia, passam a ter sua devida importância. 4 – Logística Foco na operação A logística se restringe apenas à eficiência operacional da empresa; logo, seus esforços se concentram apenas nesse quesito. 4 – SCM Atenção à concepção A operação deixa de ser o foco e ampliar a visão passa a ser fundamental para toda a cadeia e seus agentes estabelecerem critérios para definir e manter parcerias. Diferenças entre logística e SCM e suas características Logística X SCM Significado Descrição 5 – Logística TI é meio/apoio As ferramentas de TI ajudam a realizar atividades ao se buscar a eficiência operacional. 5 – SCM Relevância da TI A TI passa a ser indispensável para a empresa gerir toda a cadeia, agentes e relações. 6 – Logística Abordagem técnica É estritamente técnica e se preocupa apenas com a eficiência técnico- operacional. 6 – SCM Abordagem de negócios Deixa de ser apenas técnica e se abre para uma visão do todo, com o objetivo de alcançar o sucesso por completo. Diferenças entre logística e SCM e suas características A Logística 4.0 é uma evolução da gestão de transportes. Com toda a modernidade corrente, as linhas de produção utilizam todas as tecnologias de ponta, porque o cliente final deseja saber todas as movimentações envolvidas, esperando que os embarcadores e os transportadores também estejam alinhados nos termos da eficiência tecnológica almejada. Logística 4.0 O segmento logístico sempre precisou se transformar para se adequar e, no caso do uso de softwares, não é novidade. Embarcadores que empregam plataformas que unificam o trabalho em apenas um dashboard conseguem reduzir até 30% nos custos da operação logística. Influência da logística 4.0 no Supply Chain Os softwares para gerir transportes dialogavam com o chamado Transportation Management System (TMS) desde 1990, mas a logística 4.0 o tornou ainda mais eficaz. Atualmente, eles estão mais conectados e completos, oferecendo uma visão mais completa da movimentação da carga. Essa atualização trouxe muitas novidades, por serem roteirizadores de ponta, de integração ERP, de criação de viagens em poucos cliques e com aplicativos que mantêm embarcadores, transportadoras e TACs conectados o tempo todo. Tecnologia perfeita para a gestão de transportes – TMS Seguem algumas dicas para que sejam feitas as escolhas certas e qual a melhor tecnologia para a gestão de transportes. Já houve inúmeras tentativas de inserção de tecnologia na administração de transportes, porém, por falta de conhecimento, não se conseguiam fazer as escolhas adequadas às necessidades, criando-se com isso grande resistência às novidades. Antes mesmo de se buscar uma solução, é fundamental que se saiba de fato quais são as expectativas em relação à ela. Transformação digital das empresas Uma das melhores opções são os softwares escalonáveis, que possibilitam a inserção de novos módulos à medida que a empresa for necessitando. Engajamento não se trata exclusivamente da gestão de transportes. Existe ainda muita resistência por parte dos colaboradores ao se tratar desse assunto: a digitalização dos trabalhos. O mito de que a mão de obra humana será substituída pela virtual é muito presente e fazer essa desmistificação cabe ao gestor. Ele deve mostrar à equipe que as inovações vêm para somar e que de forma alguma elas vêm para substituir. Transformação digital das empresas Visualizar os ganhos em médio e longo prazo é uma outra situação muito comum e há relutância em se fazer investimentos que, por vezes, parecem não ter um retorno tão cedo. Estamos diante de outro mito, que poderá ser rompido com duas informações: Hoje em dia não é necessário um aporte financeiro muito grande para que se faça a modernização da gestão de transportes; inclusive, as inovações estão ao alcance de empresas de todos os portes; Os benefícios aparecem já nos primeiros momentos. O ganho de eficiência, de agilidade e de controle já são perceptíveis assim que a tecnologia seja implementada o todo. Transformação digital das empresas A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, sejam diretos ou indiretos, para atender aos pedidos solicitados e não apenas fabricantes e fornecedores, incluem também: I. Depósitos. II. Transportadoras. III. Varejistas. IV. Os próprios clientes. Assinale a alternativa correta: a) I e II apenas. b) I, II e III apenas. c) I e IV apenas. d) I, II, III e IV. e) II e IV apenas. Interatividade A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, sejam diretos ou indiretos, para atender aos pedidos solicitados e não apenas fabricantes e fornecedores, incluem também: I. Depósitos. II. Transportadoras. III. Varejistas. IV. Os próprios clientes. Assinale a alternativa correta: a) I e II apenas. b) I, II e III apenas. c) I e IV apenas. d) I, II, III e IV. e) II e IV apenas. Resposta DRUCKER P. F. Prática de administração de empresas. Rio de Janeiro: Fundo de cultura, 1962. MACHADO, S. Panorama da evolução na logística: o caso brasileiro. In: GOMES, M. A. S. (org.). Engenharia de produção: novas fronteiras, soluções, problemas e desafios 2 – panorama da evolução logística. Ponta Grossa: Aya, 2022. p. 53-67. MIRA , C. A. Logística: o último rincão do marketing. 3. ed. São Paulo: Truckpad, 2020. Disponível em: https://cutt.ly/xVdEjsF. Acesso em: 19 set. 2022. NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. São Paulo: GEN, 2001. Referências ATÉ A PRÓXIMA!