Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Profa. Ma. Celia Braga
UNIDADE I
Logística 4.0
Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas, porque:
 Reduz custos;
 Aumenta a produtividade;
 Oferece soluções;
 Agrega valor a produtos e serviços comercializados;
 Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde 
fornecedores de matéria-prima à entrega final do produto 
acabado ao cliente).
Introdução
 Para Drucker (1962), a logística tem seu lado oculto (comumente chamado de dark side) 
graças à economia norte-americana, que encontrava fatores para aumentar a produtividade 
nas empresas, elevando a logística ao centro do desenvolvimento das atividades 
empresariais, especialmente o mercado varejista. 
 Criaram-se mercados mais exigentes e competitivos, decorrentes das exigências gerenciais 
mais eficientes e eficazes.
Introdução
 É indispensável a compreensão histórica do que hoje conhecemos como logística. 
 Pode-se afirmar que sua origem data da Antiguidade e que várias operações, hoje 
conhecidas como operações logísticas, já eram efetuadas naquele tempo, apenas 
não tinham esse nome.
Evolução da logística
 Diversos autores apontam que a logística se originou no meio militar, uma vez que ela já 
existia desde os tempos mais remotos e sempre se associou à atividade militar. 
 Conflitos bélicos datam de uma realidade antiga, com guerras muito longas e 
frequentemente distantes dos governos que as financiavam. 
 Por isso grandes deslocamentos eram recorrentes, exigindo que as tropas carregassem toda 
a guarnição necessária.
Definição
 Para transportar pessoas e armamentos, era necessário uma enorme operação logística, 
envolvendo preparação de soldados, transporte, armazenagem e distribuição de alimentos, 
munição e armas etc.
 Até mesmo a Bíblia narra eventos que envolveram operações logísticas.
Definição
 O termo logística surgiu do grego logistikós, cujo sentido se relaciona com o raciocínio 
matemático relativo à lógica. 
 A primeira tentativa de conceituar a logística data do século XVIII, pelo Barão Antoine Henri 
de Jomini, general do exército francês, comandado por Napoleão Bonaparte, que a refere 
como a prática de movimentar exércitos. 
 O próprio termo francês logistique deriva de um posto do 
exército francês do século XVII – chamado maréchal des logis
(em português, algo como marechal da hospedagem) –, 
responsável pelas atividades administrativas relativas a 
deslocamentos, acampamento de tropas em 
campanha e alojamento.
Definição
 Logística hoje é uma atividade econômica em crescimento. 
 Com a globalização, muitos conglomerados econômicos dependem exclusivamente da 
logística para fazer com que produtos e serviços fiquem à disposição do consumidor, quando 
e onde forem convenientes.
A seguir, veremos algumas definições de Logística.
Sentido atual
Definições de logística
Autores Conceitos
Ballou (1993, p. 15)
A logística usa conceitos de administração para prover um nível 
eficiente de rentabilidade na distribuição para clientes e 
consumidores mediante planejamento, organização e controle na 
movimentação e armazenagem de cargas com o intuito de facilitar o 
fluxo de produtos.
Christopher (1997, p. 2)
É o gerenciamento estratégico referente à aquisição, movimentação 
e armazenagem de produtos, peças e materiais acabados, assim 
como do fluxo de informações correlatas, mediante organização dos 
canais de marketing, com o intuito de maximizar a lucratividade 
atendendo pedidos.
Council of Supply 
Management Professionals 
(CSCMP, 1995)
Planejamento, implantação e controle eficiente do fluxo e 
armazenagem de produtos e serviços, com o intuito de atender as 
necessidades dos clientes.
Dornier et al. (2000, p. 39) Gestão de fluxo entre as funções do negócio.
Instituto de Movimentação e 
Armazenagem de Materiais 
(IMAM, 2000, p. 1)
Coordena e controla a movimentação de produtos, materiais e peças 
– em suma, do inventário dos produtos acabados, assim como das 
informações relacionadas a fornecedores mediante empresas, com o 
intuito de satisfazer as necessidades dos clientes.
Fonte: adaptado de: Machado (2022).
 No final da Segunda Guerra, em 1945, o mercado estava bem aquecido no mundo 
inteiro e demandava muito, o que despertou a urgência em aprimorar processos 
industriais e aumentou a notoriedade da logística, que começou a ganhar espaço no 
contexto empresarial.
 Em contrapartida, o marketing de produtos como eletrodomésticos, automóveis e bebidas 
(aproveitando o “vácuo” da desmobilização pós-guerra) centrou-se nas famílias-padrão da 
época, cujos pais, provedores, trabalhavam fora, e cujas mães eram majoritariamente donas 
de casa e tinham filhos em idade escolar.
Sentido atual
 É notória a falta de informação sobre o desenvolvimento das atividades de armazenagem 
no país. O ponto alto da evolução histórica da logística no Brasil foi a abertura dos portos 
determinada por D. João VI em 1808. 
 Outro fator de destaque é a Lei dos Armazéns-Gerais (Decreto n. 1.103/1903), que 
ainda vigora.
A logística no Brasil
 Ela é limitada e regula apenas os aspectos financeiros e burocráticos de um armazém-geral, 
sem se prender a métodos específicos ou mesmo movimentação de material. 
 Como exemplo, podemos usar as primeiras empilhadeiras, utilizadas por volta dos anos de 
1910 e 1920, e continuam a operar até hoje, porém com um grau cada vez maior de 
automação e sofisticação.
A logística no Brasil
 Do início do século XX até a década de 1940, a economia agrária dominava o mercado e 
abastecia todo o setor urbano com produção no campo e atividades logísticas que ligavam 
produção e consumo. Desde a década de 1940 até o início dos anos 1960, com o estopim 
da indústria automobilística no país, a logística foi se especializando, enfatizando 
desempenhos funcionais.
 Já nos anos 1970, começaram a adotar paletes (suporte para movimentar material) e 
racionar o fluxo de mercadorias, tanto na movimentação interna dos depósitos como no 
transporte das cargas. 
A logística no Brasil
 A padronização de materiais e a medida de paletes começaram apenas na década seguinte, 
com a criação do palete-padrão Brasil (PBR) – iniciativa da Associação Brasileira de 
Supermercados (Abras) – supervisionado pela J. G. Vantine.
 Essa padronização aumentou a eficiência de operações logísticas e, a partir dos anos 1980, 
com destaque nos anos 1990, privilegiou a administração da cadeia de suprimentos como 
um todo, o chamado Supply Chain Management (SCM) (MIRA, 2020).
A logística no Brasil
Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas exceto porque:
a) Reduz custos.
b) Aumenta a produtividade.
c) Oferece soluções para os PDVs (Pontos de Venda).
d) Agrega valor a produtos e serviços comercializados.
e) Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde fornecedores de matéria-prima à 
entrega final do produto acabado ao cliente).
Interatividade
Logística é um diferencial competitivo nas mais diversas empresas varejistas exceto porque:
a) Reduz custos.
b) Aumenta a produtividade.
c) Oferece soluções para os PDVs (Pontos de Venda).
d) Agrega valor a produtos e serviços comercializados.
e) Otimiza processos na cadeia de suprimentos (desde fornecedores de matéria-prima à 
entrega final do produto acabado ao cliente).
Resposta
 O ponto de partida das atividades logísticas se confundia com o princípio das atividades 
econômicas mais organizadas, ou seja, quando o homem começou a trocar o excedente da 
produção especializada, introduziram-se três importantes funções logísticas: armazenagem, 
estoque e transporte. 
 A produção do dia que não fosse vendida se transformava em estoque, armazenada para ser 
transportada ao local de consumo mais tarde. Aí que as empresas de varejo começaram a 
perceber a necessidade de conservar e controlar esses produtos, de forma a preservá-los 
até o consumo ou a utilização final.Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada
 A partir dos anos 1940, a logística passou a incorporar mais atividades – como transportes, 
suprimentos, construção civil e assistência a feridos (no caso de guerra) – e dividiu-se em 
dois segmentos: distribuição física e suprimentos. 
 Nos EUA, durante os preparativos para a Segunda Guerra Mundial, a expressão logística 
empresarial se desenvolveu muito, tendo como maior preocupação fornecer armamentos, 
víveres e munição para missões militares.
Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada
 Com o fim da guerra, a logística passou a contemplar a vida cotidiana, num momento de 
transição, ainda que de forma precária se comparada com hoje. 
 Por exemplo, quando uma pessoa adquiria algum produto na loja – como uma geladeira 
branca –, a compra era manual e levava o vendedor a preencher a nota fiscal manualmente 
também, enviando-a para o depósito que separava o produto e programava sua entrega.
Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada
Esse processo não era rápido como hoje. A loja escolhida pelo cliente comprava a geladeira 
de um centro de distribuição vinculado à fábrica que a produzia. Assim, os três elementos 
tinham estoque:
 Loja;
 Centro de distribuição;
 Fábrica (elemento central do processo).
Primeira fase da logística (1950-1960): atuação segmentada
 Nessa fase, a sociedade demonstrava insatisfação com as opções padronizadas dos 
produtos e começavam a exigir variedade, o que fomentou inúmeras mudanças no 
processo produtivo e, como consequência, surgiram processos mais flexíveis, com mais 
opções de compra. 
 Com a fartura de opções, os estoques começaram a crescer vertiginosamente, dificultando 
o controle. Elementos-chave dessa fase passaram a ser, portanto, aprimorar atividades e 
planejar a diminuição integrada da cadeia de suprimentos.
Segunda fase da logística (1970): integração rígida
 As diversas crises da década de 1970 – como a segunda crise do petróleo, que encareceu 
o custo dos transportes – repercutiram nos meios de produção, mudando prioridades. 
 Antes disso, as empresas priorizavam o atendimento e a demanda, voltando-se à 
manutenção e aos suprimentos; daí surgiram profissionais com especialização no 
gerenciamento de matéria-prima. 
Segunda fase da logística (1970): integração rígida
 Na mesma década, considerada um período de priorizar o cliente, a logística passou a se 
preocupar não apenas com os produtos, mas com a qualidade do serviço prestado.
 Foram decisivas as melhorias feitas no fluxo logístico, que começou a utilizar a 
multimodalidade nos transportes. 
 Combinando transporte aéreo, marítimo e terrestre, as empresas conseguiram reduzir 
custos, com excelente aproveitamento de recursos.
Segunda fase da logística (1970): integração rígida
 Nos anos 1950, havia poucos modelos de produtos, mas em 1970, a demanda resultou 
em mercadorias mais variadas, como geladeiras com mais cores, tamanhos e 
diversos acabamentos. 
 Inúmeros produtos foram incorporados ao lar, como televisão, aparelhos de som, micro-
ondas, entre outros. Nos supermercados era comum encontrar diversos tipos de produtos 
alimentícios – aumento que fez os estoques crescerem.
Segunda fase da logística (1970): integração rígida
 O avanço na informática também melhorou processos logísticos, porque as empresas 
acessaram ferramentas antes inexistentes, como os sistemas de planejamento de recursos 
materiais I e II (MRP e MRP II – em inglês, material resource planning), que atuaram 
diretamente no planejamento e otimizaram processos (que funcionam até hoje). 
 De acordo com Novaes (2001), as indústrias consultavam os varejistas mensalmente para 
estimar demandas posteriormente encaminhadas para a manufatura, onde se planejava a 
produção; atualmente essa etapa é conhecida como planejamento de controle de 
produção (PCP).
Segunda fase da logística (1970): integração rígida
 Apenas na terceira fase houve uma integração maior entre os elementos da cadeia de 
suprimentos como os centros de distribuição, que trocavam informações simultaneamente 
com clientes, varejistas, fornecedores e fábrica, não apenas de forma isolada. 
 Assim, a logística começou a ser vista como ferramenta estratégica, impulsionando 
empresas a buscar parcerias com fornecedores e clientes. A integração ocorreu também 
entre os setores da mesma empresa.
Terceira fase da logística: integração flexível (1980)
 Essa fase vem sendo implementada por inúmeras empresas na atualidade – ou, em outras 
palavras, muitas ainda não chegaram na quarta fase, também denominada Supply Chain 
Management, cujas informações são trocadas pelo intercâmbio eletrônico de dados (EDI), 
que permite diversos ajustes, embora essas informações muitas vezes sirvam apenas como 
histórico, ou seja, para decisões futuras, não para correções imediatas.
Terceira fase da logística: integração flexível (1980)
Na quarta e atual fase, os elementos que compõem a cadeia de suprimentos são os seguintes:
 fornecedor de matéria-prima;
 fábrica;
 representantes;
 centro de distribuição;
 atacadistas;
 varejista.
Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM)
 Esses stakeholders atuam de forma coordenada com todos os elementos da cadeia de 
suprimentos, ou seja, em parceria para agregar mais valor a produtos com o intuito de 
chegar ao cliente final. 
 Essa fase quebra barreiras e impulsiona o Supply Chain Management (SCM), comumente 
conhecido como gerenciamento da cadeia de suprimentos.
Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM)
A quarta fase diferencia-se das demais porque:
 visa a satisfação plena do consumidor final;
 permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas entre 
empresas;
 fomenta parcerias entre fornecedores e clientes;
 agrega valor máximo ao consumidor final;
 reduz custos e aumenta a eficiência;
 interpenetra elementos da cadeia de suprimentos.
 Nessa fase surgiram os conceitos de produção enxuta, como 
os dos métodos Just in Time, Qualidade Total, Kanban, 
Crossdocking e First In, First Out (Fifo), como veremos na 
sequência.
Quarta fase da logística (1990): Supply Chain Management (SCM)
A quarta fase diferencia-se das demais porque:
I. visa a satisfação plena do consumidor final;
II. permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas 
entre empresas;
III. fomenta parcerias entre fornecedores e empresas de manufatura;
IV. agrega valor máximo ao consumidor final;
V. reduz custos e aumenta a eficiência;
VI. interpenetra elementos da cadeia de suprimentos.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II, III e VI apenas.
b) II, IV e VI apenas.
c) I, III e V apenas.
d) I, II, III, IV, V e VI.
e) I, II, IV, V e VI apenas.
Interatividade
A quarta fase diferencia-se das demais porque:
I. visa a satisfação plena do consumidor final;
II. permite o acesso mútuo das informações operacionais e das informações estratégicas 
entre empresas;
III. fomenta parcerias entre fornecedores e empresas de manufatura;
IV. agrega valor máximo ao consumidor final;
V. reduz custos e aumenta a eficiência;
VI. interpenetra elementos da cadeia de suprimentos.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II, III e VI apenas.
b) II, IV e VI apenas.
c) I, III e V apenas.
d) I, II, III, IV, V e VI.
e) I, II, IV, V e VI apenas.
Resposta
No século XX houve duas grandes revoluções industriais no setor automotivo: 
I. Produção em massa; 
II. Sistema Toyota de Produção (STP). 
 Em contrapartida, o sistema de manufatura Just in Time (conhecido como STP japonês) 
foi desenvolvido por Taiichi Ohno e, graças a essas duas revoluções, houve o estrondoso 
sucesso da indústria japonesa, que se tornou uma dominante controladora do mercado 
mundial em inúmeros ramos industriais. 
Just in Time
 Logo, podemos concluirque o mundo se interessou pela tecnologia japonesa, tendo 
como principal nome a Toyota, no final dos anos 1980, graças a sua excelente 
performance por trabalhador, de duas a três vezes mais produtiva que automobilísticas 
europeias ou americanas.
O Just in Time ganhou notoriedade por obter a quantidade correta de matéria-prima no 
momento correto, mas atualmente não se concentra apenas no fluxo material. Com o passar 
dos anos, o Just in Time aprimorou seus conceitos e hoje busca diversos resultados, como:
 Melhoria do controle de estoque;
 Melhor plano de produção;
 Foco nas atividades fundamentais de produção eficaz;
 Melhoria contínua da qualidade.
Just in Time
 Refere-se a uma técnica de administração formada por um conjunto de programas, 
ferramentas e métodos. Tais técnicas controlam a produção e visam obter bens e serviços 
com mais qualidade e menos custo, com o intuito de não apenas satisfazer os consumidores, 
mas também de atender suas exigências.
Qualidade Total
Os primeiros movimentos da qualidade total de que se teve notícia surgiram no Japão pós-
guerra, consolidados no país na década de 1970 e depois difundidos no Ocidente. Hoje muitos 
materiais naturais e artificiais são usados, assim como energia para produzir produtos e 
serviços para, assim, controlar:
 O processo de produção das empresas;
 A eficiência dos recursos humanos;
 A eficiência dos materiais;
 A eficiência financeira;
 A eficácia no alcance dos objetivos.
Qualidade Total
 O sentido de qualidade vem mudando de forma drástica, principalmente no que tange aos 
clientes e à organização, incluindo comunidade, fornecedores, acionistas e funcionários.
Qualidade Total
 Muitas empresas aplicam o método Kanban para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção 
e do trabalho. Como discutido, o Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós-
guerra, com países devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, 
sendo que o país concluiu que, para se reerguer e melhorar sua economia, precisava:
 Produzir mais com menos; 
 Produzir com qualidade;
 Otimizar o tempo;
 Minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o 
conhecimento dos operários nas linhas de montagem.
Kanban
 A Toyota foi referência no pós-guerra, e Taiichi Ohno, executivo da montadora, percebeu o 
ciclo de abastecimento das prateleiras dos supermercados, o que lhe permitiu concluir que:
 Os produtos ofertados eram reabastecidos de acordo com a demanda;
 Os dados referentes aos produtos eram escritos em cartões que continham preço, 
quantidade, data de validade e algumas identificações gerais;
 Todo o controle era elaborado de modo visual; dessa forma, 
prateleiras vazias indicavam a necessidade de repor produtos.
Kanban
 A linha de montagem, depois dos anos 1950 e 1960, passou a ser administrada mediante 
cartões visuais de identificação (“kanban” significa “cartão” em japonês). 
 Essas fábricas, portanto, originaram o sistema de logística puxado, uma linha de produção 
que determina a quantidade de peças que necessitam ser estocadas, com o intuito de 
garantir o uso da matéria-prima estritamente essencial para determinados momentos 
da produção.
Kanban
 Refere-se a uma operação das redes de distribuição em que um veículo mais pesado 
transfere carga para outro veículo mais leve, geralmente de menor porte, evitando 
estoques intermediários.
 O Crossdocking difere dos armazéns tradicionais pois busca reduzir ao máximo o acúmulo 
de estoques no terminal. Assim, se um veículo maior chega no terminal e não tem fila de 
espera, é direcionado imediatamente para a doca de recepção, onde será descarregado.
Crossdocking
Há diversos casos de sucesso na aplicação de Crossdocking, tais como:
 Redes varejistas, como o Walmart;
 Cadeias de supermercado;
 Empresas de correio;
 Courrier e remessas expressas;
 Operadores logísticos de cargas fracionadas.
Crossdocking
 É a prática de manter a precisão da produção e a sequência de transporte, garantindo que a 
primeira mercadoria a entrar num armazenamento seja a primeira a sair, evitando que os 
produtos se tornem obsoletos no estoque. 
 É uma condição necessária para implementar o sistema puxado.
First In, First Out – Fifo
 Essa estratégia geralmente é mantida por uma pista pintada ou canal físico com certa 
quantidade de estoque. 
 O fornecimento preenche a pista a partir da extremidade a montante, enquanto o processo 
do cliente se retira da extremidade a jusante. 
 Se a pista encher, o fornecimento deve parar a produção até os consumidores adquirirem 
pelo menos uma parte do estoque. 
 Dessa forma, o Fifo pode evitar abastecimentos em excesso, 
mesmo que não estejam ligados ao consumo por fluxo contínuo 
ou a um supermercado.
First In, First Out – Fifo
 Fifo é uma maneira de regular um sistema puxado que ocorre entre dois processos quando 
não é recomendável manter um inventário acerca de todas as variações possíveis de 
mercadorias dentro de um supermercado e isso porque muitas mercadorias são únicas, com 
vida útil bem curta ou com um preço caro, mas necessário com pouca frequência. 
 Nesta aplicação, a remoção de uma peça em uma pista Fifo pelo processo de consumo 
aciona automaticamente a produção de uma peça adicional pelo processo de fornecimento.
First In, First Out – Fifo
Leia atentamente o texto a seguir:
“Muitas empresas aplicam esse método para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção e do 
trabalho. O Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós-guerra, com países 
devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, e o país concluiu que, para 
se reerguer e melhorar sua economia, precisava produzir mais com menos, produzir com 
qualidade, otimizar o tempo e minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o conhecimento 
dos operários nas linhas de montagem.”
O texto refere-se:
a) Ao Kanban.
b) Ao método de Qualidade Total.
c) Ao Crossdocking.
d) Ao método Just in Time.
e) Ao First In, First Out.
Interatividade
Leia atentamente o texto a seguir:
“Muitas empresas aplicam esse método para gerir tarefas e controlar o fluxo da produção e do 
trabalho. O Japão foi o estopim para processos de qualidade no pós-guerra, com países 
devastados, pouca mão de obra, poucas opções de matéria-prima, e o país concluiu que, para 
se reerguer e melhorar sua economia, precisava produzir mais com menos, produzir com 
qualidade, otimizar o tempo e minimizar o custo, envolvendo o compromisso e o conhecimento 
dos operários nas linhas de montagem.”
O texto refere-se:
a) Ao Kanban.
b) Ao método de Qualidade Total.
c) Ao Crossdocking.
d) Ao método Just in Time.
e) Ao First In, First Out.
Resposta
 A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, diretos ou indiretos, para atender aos 
pedidos solicitados. Ou seja, não apenas aos fabricantes e fornecedores, mas:
 Aos depósitos;
 Às transportadoras;
 Aos varejistas; 
 Aos próprios clientes. 
 Cada organização exerce as funções à sua maneira, geralmente envolvendo o pedido do 
cliente, começando com o desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, 
distribuição e finanças.
Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM
Abordagens da logística e da SCM 
Fornecedores
de Segundo 
Nível
Fornecedores
de Primeiro 
Nível
Operação
Consumidores
de Primeiro
Nível
Consumidores
de Segundo
Nível
Gestão de
compras
Gestão de
distribuição
física
Logística
Gestão de materiais
S. C. M.
A transformação e a evolução da logística e da cadeia de suprimentos podem ser vistas assim:
Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM
Era: DO CAMPO AO 
MERCADO 
Economia agrária 
(de 1900 a 1940) 
Era: ESPECIALIZAÇÃO 
Ênfase nos desempenhos 
funcionais 
(de 1940 a 1960) 
Era: INTEGRAÇÃO 
INTERINA 
Funções integradas 
(de 1960 a 1970) 
Era: FOCO NO CLIENTE 
Busca por eficiência 
(de 1970 a 1980) 
Era: SUPPLY CHAIN 
Logística como 
diferenciação(de 1980 até os dias atuais)
Diferenças entre gestão de suprimentos e logística
- Foco intracompany
- Integração entre elas
- Indicadores logísticos
- Foco na operação
- TI é meio/apoio
- Abordagem técnica
Logística
- Foco intercompany
- Perspectiva sistêmica
- Indicadores da cadeia
- Atenção à concepção
- Relevância da TI
- Abordagem de negócio
SCM
A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, diretos ou indiretos, para atender aos 
pedidos solicitados, não apenas fabricantes e fornecedores, incluindo também:
 Depósitos; 
 Transportadoras; 
 Varejistas; 
 Os próprios clientes. 
 Cada organização exerce as funções à sua maneira, 
geralmente envolvendo o pedido do cliente, começando com 
o desenvolvimento de novos produtos, marketing, operações, 
distribuição e finanças.
Gestão da Cadeia de Suprimentos – SCM
Logística X 
SCM
Significado Descrição
1 – Logística Foco intracompany
Priorizavam-se apenas processos internos 
da empresa; o ambiente externo não tinha 
muita importância (vendas e marketing, 
finanças ou serviços de informação).
1 – SCM Foco intercompany
Estende-se o olhar à cadeia de suprimentos 
em geral, tornando-se mais importante e 
fundamental para alcançar os objetivos. 
Fornecedores, finanças e planejamento 
estratégico passam a se integrar e visar o 
benefício global.
2 – Logística Integração de elos
A preocupação se restringia a fornecedores 
e consumidores de primeiro nível, não 
importando os demais níveis.
2 – SCM
Perspectiva sistêmica
Tudo é de extrema importância, logo, toda a 
cadeia passa a ser fundamental, inclusive 
clientes de todos os níveis.
Diferenças entre logística e SCM e suas características
Logística X 
SCM
Significado Descrição
3 – Logística Indicadores 
logísticos
Restringindo-se ao intracompany, os indicadores 
passavam a seguir os mesmos padrões, como 
giro e tempo de estoque.
3 – SCM
Indicadores da 
cadeia
Os indicadores não priorizam apenas a empresa, 
e sim toda a cadeia, pois é ineficiente a empresa 
ter um excelente indicador se seu 
parceiro/fornecedor não tiver um indicador bom, 
e assim toda a cadeia pode perder, em caso de 
desistência de compra por parte do cliente. 
Logo, os indicadores, assim como o tempo de 
reabastecimento e o custo total da cadeia, 
passam a ter sua devida importância.
4 – Logística Foco na operação
A logística se restringe apenas à eficiência 
operacional da empresa; logo, seus esforços se 
concentram apenas nesse quesito.
4 – SCM Atenção à 
concepção
A operação deixa de ser o foco e ampliar a visão 
passa a ser fundamental para toda a cadeia e 
seus agentes estabelecerem critérios para definir 
e manter parcerias.
Diferenças entre logística e SCM e suas características
Logística X 
SCM
Significado Descrição
5 – Logística TI é meio/apoio
As ferramentas de TI ajudam a 
realizar atividades ao se buscar a 
eficiência operacional.
5 – SCM Relevância da TI
A TI passa a ser indispensável para a 
empresa gerir toda a cadeia, agentes 
e relações.
6 – Logística Abordagem técnica
É estritamente técnica e se preocupa 
apenas com a eficiência técnico-
operacional.
6 – SCM
Abordagem de 
negócios
Deixa de ser apenas técnica e se abre 
para uma visão do todo, com o 
objetivo de alcançar o sucesso por 
completo.
Diferenças entre logística e SCM e suas características
 A Logística 4.0 é uma evolução da gestão de transportes. 
 Com toda a modernidade corrente, as linhas de produção utilizam todas as tecnologias de 
ponta, porque o cliente final deseja saber todas as movimentações envolvidas, esperando 
que os embarcadores e os transportadores também estejam alinhados nos termos da 
eficiência tecnológica almejada.
Logística 4.0 
 O segmento logístico sempre precisou se transformar para se adequar e, no caso do uso de 
softwares, não é novidade. Embarcadores que empregam plataformas que unificam o 
trabalho em apenas um dashboard conseguem reduzir até 30% nos custos da operação 
logística.
Influência da logística 4.0 no Supply Chain
 Os softwares para gerir transportes dialogavam com o chamado Transportation 
Management System (TMS) desde 1990, mas a logística 4.0 o tornou ainda mais eficaz. 
 Atualmente, eles estão mais conectados e completos, oferecendo uma visão mais completa 
da movimentação da carga. 
 Essa atualização trouxe muitas novidades, por serem roteirizadores de ponta, de integração 
ERP, de criação de viagens em poucos cliques e com aplicativos que mantêm 
embarcadores, transportadoras e TACs conectados o tempo todo.
Tecnologia perfeita para a gestão de transportes – TMS
 Seguem algumas dicas para que sejam feitas as escolhas certas e qual a melhor tecnologia 
para a gestão de transportes.
 Já houve inúmeras tentativas de inserção de tecnologia na administração de transportes, 
porém, por falta de conhecimento, não se conseguiam fazer as escolhas adequadas às 
necessidades, criando-se com isso grande resistência às novidades. 
 Antes mesmo de se buscar uma solução, é fundamental que se saiba de fato quais são as 
expectativas em relação à ela.
Transformação digital das empresas
 Uma das melhores opções são os softwares escalonáveis, que possibilitam a inserção de 
novos módulos à medida que a empresa for necessitando.
 Engajamento não se trata exclusivamente da gestão de transportes. Existe ainda muita 
resistência por parte dos colaboradores ao se tratar desse assunto: a digitalização dos 
trabalhos. O mito de que a mão de obra humana será substituída pela virtual é muito 
presente e fazer essa desmistificação cabe ao gestor. Ele deve mostrar à equipe que as 
inovações vêm para somar e que de forma alguma elas vêm para substituir.
Transformação digital das empresas
 Visualizar os ganhos em médio e longo prazo é uma outra situação muito comum e há 
relutância em se fazer investimentos que, por vezes, parecem não ter um retorno tão cedo. 
Estamos diante de outro mito, que poderá ser rompido com duas informações:
 Hoje em dia não é necessário um aporte financeiro muito grande para que se faça a 
modernização da gestão de transportes; inclusive, as inovações estão ao alcance de 
empresas de todos os portes;
 Os benefícios aparecem já nos primeiros momentos. O ganho de eficiência, de agilidade e 
de controle já são perceptíveis assim que a tecnologia seja implementada o todo.
Transformação digital das empresas
A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, sejam diretos ou indiretos, para atender 
aos pedidos solicitados e não apenas fabricantes e fornecedores, incluem também:
I. Depósitos.
II. Transportadoras. 
III. Varejistas. 
IV. Os próprios clientes. 
Assinale a alternativa correta:
a) I e II apenas.
b) I, II e III apenas.
c) I e IV apenas.
d) I, II, III e IV.
e) II e IV apenas.
Interatividade
A cadeia de suprimentos incorpora diversos estágios, sejam diretos ou indiretos, para atender 
aos pedidos solicitados e não apenas fabricantes e fornecedores, incluem também:
I. Depósitos. 
II. Transportadoras. 
III. Varejistas. 
IV. Os próprios clientes. 
Assinale a alternativa correta:
a) I e II apenas.
b) I, II e III apenas.
c) I e IV apenas.
d) I, II, III e IV.
e) II e IV apenas.
Resposta
 DRUCKER P. F. Prática de administração de empresas. Rio de Janeiro: Fundo de cultura, 
1962.
 MACHADO, S. Panorama da evolução na logística: o caso brasileiro. In: GOMES, M. A. S. 
(org.). Engenharia de produção: novas fronteiras, soluções, problemas e desafios 2 –
panorama da evolução logística. Ponta Grossa: Aya, 2022. p. 53-67.
 MIRA , C. A. Logística: o último rincão do marketing. 3. ed. São Paulo: Truckpad, 2020. 
Disponível em: https://cutt.ly/xVdEjsF. Acesso em: 19 set. 2022.
 NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. São Paulo: GEN, 2001.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

Mais conteúdos dessa disciplina