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Aula 5 - Sistemática de Importação

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SISTEMÁTICA DE 
IMPORTAÇÃO 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. João Marcos Andrade 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
O mundo mudou! Imagino que você já tenha ouvido essa frase. Nossa 
área de atuação é uma das que mais participa dessa mudança, pois contempla 
as diversas novas formas de práticas comerciais internacionais, além de 
vivenciar procedimentos técnicos operacionais altamente dinâmicos e modernos 
sob o ponto de vista tecnológico, em relação aos Sistemas Gerenciadores, como 
o que observamos na passada sobre o Sistema de Comércio Exterior Brasileiro 
– Siscomex. 
Nessas mudanças o Brasil participa ativamente, pois é um dos principais 
membros das negociações globais do presente século, tendo crescido 
substancialmente a partir da virada do milênio, por vários fatores, dentre eles por 
ser muito ativo na área tecnológica e na agroindústria, o que atrai investimento 
e promove o dinamismo, nas práticas de compra e venda de produtos, bens e 
serviços com o mercado internacional. 
CONTEXTUALIZANDO 
Nesta aula observaremos fundamentos práticos da importação, 
principalmente aspectos técnicos, como o primeiro tema a ser estudado, que é 
de certa forma um procedimento um tanto quanto novo para as empresas 
brasileiras atuantes no mercado internacional, entretanto, em outros países, já 
vem sendo praticado com muita eficiência. 
Também consideraremos práticas operacionais aplicáveis na importação, 
como a tributação, um dos mais importantes pontos na aquisição de uma 
mercadoria, no exterior, pois demanda uma aplicação intensa de conhecimento, 
e acrescenta à empresa algumas formas atuar por meio de procedimentos que 
viabilizam a negociação com vantagens competitivas, por exemplo, na questão 
tributária, que será o segundo Tema a ser visto nesta aula, e outros nos próximos 
temas. 
TEMA 1 – OEA – OPERADOR ECONÔMICO AUTORIZADO 
Veremos neste Tema uma oportunidade para as empresas atuarem de 
forma diferenciada no comércio internacional; estamos falando do OEA 
(Operador Econômico Autorizado), internacionalmente definido como AEO 
(Authorized Economic Operator), um programa altamente benéfico a atuantes no 
 
 
3 
mercado internacional, o qual compreende uma parceria entre iniciativa privada, 
e aduana, também entre aduanas e agências de Governo, e que permite às 
empresas certificadas praticarem suas atividades internacionais de forma ágil, 
pois ao ter suas cargas transitando por países membros do programa (são mais 
de 77 já habilitados e outros 17 em desenvolvimento), terão prioridade nas 
liberações alfandegárias. 
A RFB, em seu portal, cita: 
Conforme o artigo 1º, parágrafo 1º da IN RFB nº 1985/2020, considera-
se Operador Econômico Autorizado (OEA) o interveniente em 
operação de comércio exterior envolvido na movimentação 
internacional de mercadorias a qualquer título que, mediante o 
cumprimento voluntário dos critérios de segurança aplicados à cadeia 
logística ou das obrigações tributárias e aduaneiras exigidos pelo 
Programa OEA, seja certificado pela RFB como OEA. (RFB, 2015) 
1.1 O Programa OEA e seus benefícios às empresas brasileiras 
O programa OEA permite às empresas habilitadas atuarem no mercado 
internacional, com agilidade maior em comparação às que não possuem tal 
certificação, otimizando resultados operacionais pois o tempo de execução das 
atividades de comércio internacional, é bem menor. 
Por exemplo, uma carga importada por empresa habilitada como OEA, 
terá prioridade no procedimento de Despacho Aduaneiro previsto na IN n. 
680/2006,a qual poderá registrar sua DUIMP (Tema 5), antes da atracação do 
navio no porto brasileiro, conforme a Portaria da Coana, n. 85/2017, prática 
definida como Despacho Sobre Águas (Figura 1), em que é possível perceber 
que 98% das importações de empresas certificadas são liberadas 
automaticamente no canal verde de conferência aduaneira, dispensando a 
permanência da carga no porto, reduzindo os custos logísticos, por exemplo o 
custo de armazenagem1. 
A seguir, imagem do portal da RFB, ilustrando a operacionalização do 
Despacho Aduaneiro Sobre Águas. 
 
 
1 Armazenagem: Período em que uma carga de importação ou exportação, permanece no porto, 
aeroporto, ou estação aduaneira de interior (EADI), durante o processo de Despacho Aduaneiro 
previsto na IN da RFB, n. 680/2006. 
 
 
4 
Figura 1 – Operacionalização do Despacho Aduaneiro Sobre Águas 
 
Fonte: RFB, 2019. 
1.1.1 Práticas operacionais da OEA e legislação pertinente 
O Programa Brasileiro da OEA tem como base a IN 1985/2020, e suas 
atualizações, sendo coordenado pela Receita Federal do Brasil, órgão 
responsável pela certificação do programa no Brasil, além de contar com mais 
de 20 órgãos governamentais intervenientes nas importações brasileiras já 
participantes, conforme imagem a seguir, extraída do portal da RFB. 
Figura 2 – Órgãos do Programa Brasileiro da OEA 
 
Fonte: RFB, 2015. 
1.1.2 Composto de bases legais sobre o Programa OEA 
• Instrução Normativa – IN 1985/2020; 
• Portaria RFB n. 2384/2017; 
 
 
5 
• Portaria RFB n. 768/2015; 
• Instrução Normativa n. 1624/2016; 
• Instrução Normativa n. 1653/2016; 
• Portaria COANA n. 59/2016. 
Há outras fundamentações legais sobre o programa; para tanto, 
recomenda-se a visualização do portal da Receita Federal no campo específico 
a esse tema, para uma melhor absorção do conteúdo legal (RFB, s.d.). 
Saiba mais 
O Programa OEA é extenso, e requer uma leitura analítica em seu 
conteúdo, para subsidiar de forma segura as decisões das empresas 
pretendentes à Certificação, por isso a necessidade de acesso ao portal oficial 
do programa por meio do link a seguir, para uma melhor compreensão. 
Disponível em: 
<https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
exportacao/oea/oea>. Acesso em: 26 fev. 2020. 
1.2 Requisitos para certificação no Programa OEA 
Há formalidades criteriosas a serem cumpridas para a certificação das 
empresas no programa OEA, das quais podemos evidenciar: 
• Histórico de cumprimento à Legislação Aduaneira; 
• Gestão da informação (transparência nas negociações); 
• Solvência financeira (capacidade de honrar os compromissos); 
• Política de Recursos Humanos (garantia de profissionais idôneos); 
• Gerenciamento de riscos aduaneiros. (apoio à boa ordem do programa) 
(RFP, 2019, p. 14). 
1.3 Habilitação no Programa OEA – procedimentos 
De acordo com o próprio portal da RFB: 
Segundo o artigo 12-A da Instrução Normativa RFB nº 1.598/15, 
o procedimento de certificação no Programa OEA consiste na 
avaliação do processo de gestão adotado pelo requerente 
para minimizar os riscos existentes em suas operações de comércio 
exterior. 
 
 
6 
Com base no artigo acima, o que a Receita Federal quer saber? Ela 
quer saber se sua empresa gerencia riscos associados aos temas 
(critérios) elencados no Programa OEA. 
Mas o que é gerenciar riscos? Em primeiro lugar, a empresa deve 
conhecer quais os riscos existentes em suas operações de comércio 
exterior. 
Após conhecer esses riscos, a empresa deve adotar procedimentos de 
trabalho para minimizar a sua ocorrência (combater os riscos) e testar 
periodicamente (monitoramento) se esses procedimentos de trabalho 
adotados se mantêm eficazes ao longo do tempo. (RFB, 2020) 
1.4 Requisitos de admissibilidade 
Há importantes critérios a serem analisados pelas empresas pretendentes 
à Certificação. Veja na Figura 3. 
Figura 3 – Requisitos de admissibilidade 
 
Fonte: RFB, 2018a. 
No portal da Receita Federal (2018), é possível acesso aos detalhes de 
cada requisito apresentado no desenho oficial do Programa OEA. 
1.5 Quem pode requerer o Certificado OEA 
Logo no início deste tema, observamos que voluntariamente a empresa 
requer à RFB sua certificação ao programa OEA. Mas quais empresas, que tipo 
de negócio pode requerer tal benefício? 
• Importador; 
• Exportador; 
• Transportador; 
• Agente de carga;• Depositário de mercadoria sob controle aduaneiro; 
• Operador portuário ou aeroportuário; 
https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-exportacao/oea/requisitos-de-admissibilidade
 
 
7 
• Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) (RFB, 
2018). 
1.6 Modalidades de Certificação OEA 
A RFB dividiu em modalidades as certificações no programa, e as definiu 
da seguinte maneira, conforme portal oficial do Programa OEA: 
De acordo com o art. 5º da Instrução Normativa RFB n. 1598/2015, o 
Programa Brasileiro de OEA possibilita a certificação dos 
intervenientes nas seguintes modalidades: 
OEA-Segurança (OEA-S), com base em critérios de segurança 
aplicados à cadeia logística no fluxo das operações de comércio 
exterior; e 
OEA-Conformidade (OEA-C), com base em critérios de cumprimento 
das obrigações tributárias e aduaneiras, e que apresenta níveis 
diferenciados quanto aos critérios exigidos e aos benefícios 
concedidos: OEA-C Nível 1 e OEA-C Nível 2. (RFB, 2018b, p. 26) 
Finalizamos, assim, o tema OEA, recomendando muito a leitura das bases 
didáticas do programa no portal oficial da RFB, conforme citado no item 1.1.2 
deste Tema. 
TEMA 2 – INCOTERMS – TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO 
Para dinamizar e ao mesmo tempo padronizar as operações de compra e 
venda internacional, a Câmara Internacional de Comércio, (ICC – International 
Chamber of Commerce), sediada em Paris, coordena e publica as regras 
internacionais para negociações entre países, denominadas INCOTERMS 
(International Commercial Terms), em português Termos Internacionais de 
Comércio, e que possuem atualizações de dez em dez anos, sendo a versão 
mais atual a que estudaremos neste Tema, a Versão 2020 que está em vigor 
mundialmente desde 1 de janeiro de 2020. 
A utilização dos INCOTERMS serve para padronizar as tratativas nas 
negociações internacionais, definindo responsabilidades, riscos e 
direcionamento de atividades para o comprador e para o vendedor, ficando 
assim mais prática a execução das importações e exportações, pois a 
abrangência dos INCOTERMS é global. 
 
 
 
8 
 2.1 INCOTERMS 2020 – Divisão dos Grupos 
Os INCOTERMS são divididos em Grupos, sendo eles: Grupos, E, F, C, 
e D, os quais se distribuem de forma peculiar, conforme exposto a seguir, no 
Quadro 1. 
Quadro 1 – Grupos dos INCOTERMS 
 
Fonte: Fazcomex, 2020. 
A seguir, divisões e detalhamento dos INCOTERMS – versão 2020: 
1) EXW – Ex Works – Na Origem 
O vendedor coloca a mercadoria à disposição do comprador no ponto 
e local estabelecidos (sem ponto nomeado, cabe ao vendedor 
escolher). Não há obrigação de carregamento no veículo 
transportador, mas se o fizer, será por conta e risco do comprador, 
cabe ao comprador contratar e custear o transporte, e também 
contratar e custear o seguro, e o risco de extravio ou avaria da 
mercadoria é do comprador a partir do momento em que a carga é 
colocada à disposição no local e data combinados, além das 
obrigações aduaneiras, quando for aplicável, não serem da conta do 
vendedor. (tanto no país do vendedor como no país do comprador ou 
terceiros países). 
2) FCA – Free Carrier – Livre No Transportador (inserir local de 
entrega) 
O FCA o vendedor entrega a mercadoria ao transportador ou a quem 
o comprador indicar no local designado (armazém geral, etc.), além 
disso faz o carregamento no veículo transportador. 
A entrega da mercadoria está concluída: 
• Se o local for estabelecimento do vendedor, quando a 
mercadoria estiver carregada no meio de transporte providenciado pelo 
comprador ou; 
• Se o local não for o estabelecimento do vendedor, quando a 
carga for colocada à disposição do transportador ou de quem o 
comprador indicar no meio de transporte do vendedor à disposição 
para ser descarregado (novidade). 
 
 
9 
O vendedor assume os custos e riscos de extravio ou avaria da 
mercadoria até a entrega da mercadoria, já quanto ao seguro, cabe ao 
comprador contratar e custeá-lo, se assim o desejar, enquanto ao 
transporte, fica a encargo do comprador, e os trâmites alfandegários, o 
vendedor providencia. 
3) FAS – Free Alongside Ship – Livre Ao Lado Do Navio (Inserir o 
porto de embarque) 
No FAS, o vendedor cumpre sua obrigação de entrega quando a carga 
for colocada ao lado da embarcação designada pelo comprador, no 
cais ou numa embarcação, no porto de embarque indicado. 
O risco de perdas ou danos à mercadoria, é do comprador a partir da 
entrega da mercadoria, o transporte é responsabilidade do comprador 
contratá-lo e custeá-lo, e quanto ao seguro, cabe ao comprador 
contratar e custear o seguro, se assim o desejar. 
Os trâmites aduaneiros na exportação são por conta do vendedor, 
quando for o caso. Ele não tem obrigação quanto aos trâmites 
alfandegários na importação e na passagem por terceiros países. 
4) FOB – Free On Board – Livre a Bordo (Inserir o porto de 
embarque) 
O vendedor entrega a mercadoria a bordo do navio indicado pelo 
comprador, no ponto do local de embarque indicado pelo comprador. 
O custeio do carregamento é do vendedor, sendo que o risco de 
extravio ou dano da mercadoria é do comprador a partir da entrega da 
mercadoria. Já referente ao transporte o comprador deve contratá-lo e 
custeá-lo a partir do porto de embarque, cabendo ao comprador 
contratar e custear o seguro, (é do comprador a partir do momento em 
que a carga passa a amurada do navio). 
Trâmites aduaneiros: O vendedor providencia e custeia a exportação. 
5) CPT – Carriage Paid To – Transporte Pago Até (Inserir o local 
de destino) 
Neste termo cabe ao vendedor entregar a carga ao transportador, no 
local acordado em seu país, e com transporte contratado e pago por 
ele para levar a mercadoria até o local de destino nomeado no exterior. 
O custo de carregamento é do vendedor, o qual assume o risco até ao 
momento da entrega da carga ao transportador; o risco é do comprador 
a partir do momento em que a carga foi entregue ao transportador, 
assim o CPT, tem dois pontos críticos diferentes, o de risco e o de 
custo, que são transferidos em locais diferentes. 
Cabe ao comprador contratar e custear o seguro, se assim o desejar. 
Os trâmites alfandegários na exportação são por conta do vendedor. 
6) CIP – Carriage And Insurance Paid To – Transporte e Seguro 
Pagos Até (local de destino nomeado) 
No CIP, o vendedor entrega a mercadoria ao transportador, no local 
acordado em seu país, ou a adquiri assim entregue, e com transporte 
contratado e pago por ele para levar a mercadoria até o local de destino 
nomeado no exterior, nesse termo o vendedor corre o risco até ao 
momento da entrega da carga ao transportador, dessa forma, o CIP 
tem dois pontos críticos diferentes, o de risco e o de custo, pois são 
transferidos em locais diferentes. 
O vendedor também contrata o seguro para a mercadoria. 
Os trâmites alfandegários na exportação são por conta do vendedor, 
quando aplicável, mas ele não tem obrigação quanto aos trâmites na 
importação ou passagem por terceiros países. 
7) CFR – Cost And Freight – Custo e Frete (porto de destino 
nomeado) 
No CFR o vendedor entrega a mercadoria ao transportador a bordo do 
navio indicado pelo comprador, no porto de embarque, e deve contratar 
e pagar os custos e frete necessários para levar a carga ao porto de 
destino designado. 
O vendedor corre o risco de extravio até ao momento da entrega da 
mercadoria ao transportador; o risco é do comprador a partir do 
momento em que a carga passa a amurada do navio. (pode ser usada 
somente no modal marítimo). Sobre o Transporte, o vendedor contrata 
 
 
10 
e o paga, desde o local de origem até o de destino; o contrato de 
transporte deve ser realizado nos termos usuais e pela rota usual para 
o tipo de carga, assim o CFR apresenta dois pontos críticos, já que os 
riscos e custos são transferidos em locais diferentes. 
O seguro é do comprador a partir do momento em que a carga está 
carregada no navio, e sobre os trâmites aduaneiros, o vendedorprovidencia e custeia a exportação; presta assistência ao comprador 
com a importação. 
8) CIF – Cost Insurance And Freight – Custo, Seguro e Frete 
(porto de destino nomeado) 
O vendedor entrega a carga ao transportador a bordo do navio indicado 
pelo comprador, e deve contratar e pagar os custos e frete necessários, 
desde o ponto de entrega até o ponto no porto de destino designado, 
além de correr o risco do extravio ou avaria da carga até ao momento 
da entrega ao transportador; o risco é do comprador a partir do 
momento em que a carga passa a amurada do navio. 
Esse termo apresenta dois pontos críticos, pois os riscos e custos são 
transferidos em locais diferentes, já em relação ao seguro, cabe ao 
vendedor contratar e custeá-lo, salvo se o contrário foi acordado ou é 
costume nesse tipo de negócio, indicando o comprador como 
beneficiário. 
Os trâmites aduaneiros na exportação, são por conta do vendedor, 
quando aplicável, enquanto ele não tem obrigação na importação e 
trânsito por terceiros países. 
9) DAP – Delivered At Place – Entregue no Local (local de destino 
nomeado) 
No DAP, o vendedor entrega a carga colocando-a à disposição do 
comprador, no local de destino designado, no meio de transporte, 
pronta para ser desembarcada. O vendedor assume todos os riscos e 
custos para esta entrega e também corre o risco de extravio ou avaria 
da mercadoria até ao momento da entrega da carga, além de contratar 
e paga o transporte da carga do local de origem até ao local de destino, 
e não tem obrigação de contratar seguro para a carga, enquanto os 
trâmites alfandegários na exportação são por conta do vendedor. 
10) DPU – Delivered At Place Unloaded – Entregue no Local 
Desembarcado (Local de destino nomeado) 
O vendedor entrega a carga colocando-a à disposição do comprador, 
no local de destino nomeado, descarregada do meio de transporte, 
assume todos os riscos e custos envolvidos para isso, e o risco é do 
vendedor até ao local e momento em que a mercadoria é colocada à 
disposição do comprador, descarregada no local de destino; as 
operações de descarga são por conta e risco do vendedor. 
Transporte: O vendedor contrata e paga o transporte da carga do local 
de origem até ao local de destino, enquanto ao seguro, o vendedor não 
tem obrigação de contratá-lo, assim sendo, este é o único termo em 
que o vendedor tem a obrigação de desembarcar a mercadoria na 
entrega. 
Os trâmites alfandegários na exportação são por conta do vendedor, 
quando aplicável, mas não nos países de importação e de trânsito por 
terceiros países. 
11) DDP – Delivered Duty Paid – Entregue com Direitos Pagos 
(local de destino nomeado) 
O vendedor entrega a carga colocando-a à disposição do comprador, 
no local de destino designado, no meio de transporte, pronta para ser 
desembarcada, também assume os custos e riscos para esta entrega 
da carga. 
Transporte: O vendedor contrata e paga o transporte da carga do local 
de origem até ao local de destino, porém não tem obrigação de 
“segurar” a carga. 
Obrigações aduaneiras: O vendedor providencia os documentos e 
paga o desembaraço aduaneiro de exportação, de trânsito e de 
importação, bem como quaisquer outros tributos ou despesas. 
(Faxcomex, 2019) 
 
 
11 
Você sabia? 
Não se realiza operação de negociação internacional sem a utilização de 
um INCOTERM; é esse termo que define a prática comercial de um processo de 
importação ou exportação, também é a partir dele que os custos gerais da 
operação são conhecidos na íntegra, por isso a importância de visualizar esse 
assunto, como um dos mais importantes das negociações internacionais. 
TEMA 3 – TRIBUTAÇÃO NA IMPORTAÇÃO 
 O principal imposto na importação é ele próprio e leva esse mesmo nome: 
Imposto de Importação. 
3.1 Imposto de Importação – Fato gerador 
A fundamentação legal para a exigência do Imposto de Importação pode 
ser encontrada no Artigo 69 do Decreto n. 6.759/2009, e no Artigo 72 do mesmo 
Decreto, observamos o Fato Gerador do Imposto, que vem a ser a entrada do 
bem no Território Nacional, ou seja, a partir do momento que a mercadoria 
importada adentra portos, aeroportos ou fronteiras terrestres no país está 
definido o Fato Gerador. 
3.1.1 Imposto de Importação – Base de cálculo 
Para que um tributo seja de fato cobrado, é necessária uma base, um fator 
que permita o cálculo de tal, e para o Imposto de Importação a Base de Cálculo 
é definida no Artigo n. 75 do Decreto n. 6.759/2009, onde lemos: 
Compõem a Base de Cálculo do Imposto de Importação: 
I – quando a alíquota for ad valorem, o valor aduaneiro apurado 
segundo as normas do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e 
Comércio – GATT 1994; e 
II – quando a alíquota for específica, a quantidade de mercadoria 
expressa na unidade de medida estabelecida. (Brasil, 2009) 
Alíquota ad valorem é definida como um valor fixado em percentual 
sobre o valor do produto tributado, por exemplo, para determinado produto, a 
alíquota do Imposto de Importação é de 18%. 
Já a alíquota específica é definida em valor monetário, ou seja, fixada 
em um valor em moeda corrente sobre o produto importado (na grande maioria 
 
 
12 
das importações tal prática não ocorre); assim, conforme o Inciso I citado, o valor 
aduaneiro da mercadoria é o que dará a base de cálculo para a cobrança do 
imposto, e será composto por: 
I – o custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o 
aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira 
alfandegado, onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada 
no território aduaneiro; 
II - os gastos relativos à carga, à descarga e ao manuseio, associados 
ao transporte da mercadoria importada, até a chegada aos locais 
referidos no inciso I, excluídos os gastos incorridos no território 
nacional e destacados do custo de transporte; e (Redação dada pelo 
Decreto nº 11.090, de 2022) 
III – o custo do seguro da mercadoria durante as operações referidas 
nos incisos I e II. (Brasil, 2009) 
3.2 Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI 
O Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, incide também sobre a 
importação, de acordo com o art. 237 do Decreto n. 6759/2009. 
3.2.1 IPI – Fato Gerador 
Segundo o Decreto n. 6.759/2009, em seu art. 238, o fato gerador do IPI 
na importação, será o desembaraço aduaneiro. 
3.2.2 IPI – Base de cálculo 
O tributo será calculado conforme o art. 239 do Decreto n. 6.759/2009, 
sobre a base de cálculo que incide, ou incidiria, sobre o Imposto de Importação, 
acrescido daquele imposto. 
Saiba mais 
Todos os impostos incidentes na importação vistos aqui devem ser 
recolhidos no ato do registro da Declaração Única de Importação, ou da 
Declaração de Importação, via débito automático em conta-corrente. 
3.3 PIS – PASEP E COFINS 
Além do Imposto de Importação e do IPI, também há a incidência do PIS 
(Programa de Integração Social), e da COFINS (Contribuição para o 
Financiamento da Seguridade Social). 
 
 
13 
3.3.1 Fato Gerador 
O Fato Gerador desses dois tributos na importação será a entrada do 
bem, mercadoria ou produto no território nacional, de acordo com o art. 251 do 
Decreto n. 6.759/2009. 
3.3.2 Base de cálculo 
A base de cálculo do imposto, conforme o art. 253 do Decreto n. 
6.759/2009, será calculada sobre a que incide ou incidiria sobre o valor do 
Imposto de Importação. 
3.4 ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 
Os tributos acima são recolhidos a favor da União, já o ICMS é recolhido 
a favor do Estado de domicílio tributário do importador, e tem seu Fato Gerador 
o Desembaraço Aduaneiro; sedo que sua Base de Cálculo será a soma do Valor 
Aduaneiro, acrescido dos tributos da importação e taxas correntes dela. 
3.5 Forma de recolhimento dos tributos na importação 
O recolhimento dos tributos federais ocorre via débito automático na 
conta-corrente bancária do Importador, conforme o art. 11 do Decreto n. 
6.759/2009, via internet através do Sistema Brasileiro de ComércioExterior – 
Siscomex. 
Já o ICMS é recolhido via Guia de Recolhimento de acordo com cada 
estado e suas definições da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA). 
3.6 Taxas incidentes na importação 
Além da incidência dos Tributos na Importação, ocorrem também as 
Taxas, como: 
• AFRMM (Adicional sobre o valor do Frete para a Renovação da Frota da 
Marinha Mercante Brasileira): ocorre apenas nas importações do modal 
aquaviário marítimo, à incidência de 8% e navegação de cabotagem, 
sobre o valor do Frete Internacional e das taxas de composição do frete, 
recolhidos aos cofres federais, acrescida de R$ 21,20 pela utilização do 
Sistema Mercante, e tem sua Base Legal na Portaria da do Ministério dos 
 
 
14 
Transportes n. 72/2008, com atualização pela Lei n.º 14.301, de 7 de 
janeiro de 2022, artigo 6º. 
• Taxa de Utilização do Siscomex: recolhida nas importações pelo uso do 
Sistema Siscomex para os registros das Declarações Únicas e 
Declarações de Importação, ao custo de R$ 185,00 por Declaração com 
valores praticados para cada adição das Declarações conforme Instrução 
Normativa n. 680/2006 – art. 13; 
• Taxa de Anuência/deferimento de LI: o órgão responsável pelo 
deferimento/anuência do Licenciamento de importação (Tema 3) pratica 
uma taxa de serviço, assim, é necessária a consulta ao Tratamento 
Administrativo do Siscomex, para verificação quanto a exigência ou não 
do Licenciamento, para então consultar ao órgão anuente a fim de saber 
qual o valor de taxa praticado. 
3.7 Regimes de tributação 
Ao chegar no Brasil, a importação é submetida ao procedimento de 
Despacho Aduaneiro de Importação, visto em aulas passadas, momento em que 
ocorre o Fato Gerador do Imposto de Importação, bem como os demais tributos, 
e para que isso ocorra a importação é condicionada a um Regime de tributação, 
procedimento esse que se subdivide das seguintes formas. 
3.7.1 Tributação integral 
A Tributação é realizada com a alíquota ad valorem (tema 3.1.1 desta 
aula), e relativa à NCM, por exemplo, uma mercadoria para a qual sua respectiva 
NCM, apresente alíquotas ad valorem para o Imposto de Importação de 18%, 
5% para o IPI, 2,10% para o PIS, e 9,65% para a COFINS; esses serão os 
percentuais aplicados para a obtenção dos tributos, a serem calculados sobre o 
valor aduaneiro da mercadoria (Tema 3). 
O Sistema Siscomex é a ferramenta para o recolhimento dos tributos, com 
exceção do ICMS, que é recolhido em guia específica de cada Estado. 
3.7.2 Tributação: Redução, isenção, imunidade ou suspensão 
Esses regimes de tributação se darão em situações em que a importação 
possua algum benefício tributário, o qual permita a redução, a isenção, a 
 
 
15 
suspensão ou mesmo a isenção das alíquotas vistas no subtema 3.7.1 desta 
aula. 
Para cada tributo ocorrerá a respectiva redução, suspensão, isenção, ou 
imunidade da alíquota conforme os arts. 114 a 211-B do Decreto n. 6.579/2009 
para o Imposto de Importação, além dos art. 243 a 248 para o IPI, e dos art. 256 
a 270 para o PIS e COFINS, sendo esses os principais pontos da Legislação 
Aduaneira Específica em relação ao regulamento aduaneiro, porém cada tributo 
possui a sua legislação específica, e sugere-se a leitura destas para uma 
compreensão macro de suas aplicações, a ser: Decreto n. 7212/2010 para o IPI, 
Lei 10.863/2003 para PIS e COFINS, Decreto-Lei n. 37/1966 para o Imposto de 
Importação, e para o ICMS, cada estado possui o seu Decreto Estadual. 
3.7.3 Dos Bens importados pela Zona Franca de Manaus e pela Amazônia 
Ocidental 
O desenvolvimento econômico da Região Amazônica Ocidental é 
incentivado por mecanismos do Governo Federal, para que a carga tributária não 
seja um empecilho ao crescimento industrial e comercial da região; dessa forma, 
há exceções às regras gerais de tributações para importadores da região, a 
saber: art. 177, 504 a 514 do Decreto n. 6.759/2009. 
3.7.4 Tributação simplificada 
A Instrução Normativa da RFB n. 1737/2017 define a prática das 
importações por remessas postais, em que a taxação de impostos é definida de 
acordo com a característica da operação, limitando o valor total da importação 
em 3 mil dólares, desde que não caracterize importação para comércio ou 
industrialização, lembrando que a referida legislação refere-se a remessa postal, 
dessa forma é necessária a leitura da mesma para conclusão quanto a ser 
possível sua utilização nas importações pretendidas, conforme o caso/projeto. 
Saiba mais 
Taxa de Câmbio 
Para a cobrança do Imposto de Importação, assim como os demais 
tributos, é necessário compreendermos que a importação ocorre por meio de 
moeda estrangeira, por exemplo, a mais utilizada o Dólar Americano (USD), 
assim como qualquer outra precisa de conversão para Real (R$). 
 
 
16 
A conversão para o Real (R$) ocorre mediante a utilização da Taxa de 
Conversão Cambial do dia do recolhimento do imposto, de acordo com o 
Decreto-Lei n. 37/1966, art. 24, e com a Lei n. 8.981/1995, art. 106. 
TEMA 4 – IMPORTAÇÕES ATÍPICAS 
O Decreto n. 6.759/2009 apresenta ao importador práticas para seus 
negócios internacionais mediante a contemplação de incentivos tributários que 
permitem competitividade dependendo do projeto do negócio. Alguns exemplos 
a seguir. 
4.1 Admissão temporária 
Importação realizada para uma atividade temporal, situações, por 
exemplo, de exposição de feiras, conserto, reparo ou restauração, dentre outras 
atividades, as quais são definidas de acordo com a IN da RFB n. 1600/2015. 
4.2 Importação sob benefício de ex-tarifário 
Importação de um Bem de Capital ou de Informática e Telecomunicação, 
para os quais seja possível a prática dessa modalidade de importação, em que 
o Imposto de Importação terá sua alíquota reduzida para 2%, ou a 0%, conforme 
Portaria da Secex n. 23/2011, Artigo 13, parágrafo I, inciso V, além Decreto n. 
9.679/2019, e Portaria do Ministério da Economia, n. 309/2019. 
4.3 Importações do Mercosul 
A prática de importações entre membros do Mercosul (Mercado Comum 
do Sul), sendo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos membros 
convidados e conveniados, visa integrar a economia da região da América do 
Sul, e nesta há o benefício da Suspensão do Recolhimento do Imposto de 
Importação, mediante a apresentação do documento Certificado de Origem, 
emitido no país de exportação, para comprovar a produção do bem no Mercado 
Comum em questão. 
No Brasil, a regulamentação atual é a Portaria da Secex n. 39/2019, a 
qual orienta quais órgãos no país estão autorizadas a emitir o Certificado em 
nome do exportador Brasileiro. 
 
 
17 
Saiba mais 
Há outras formas de realização de importação mediante a utilização de 
benefícios tributários, porém a cada projeto de importação deve ser estudada a 
melhor prática tributária que melhor atenda às necessidades financeiras e 
operacionais da empresa, portanto, a leitura das legislações citadas nos 
subtemas anteriores desta aula é recomendável. 
TEMA 5 – COORDENAÇÃO DAS IMPORTAÇÕES 
O importador brasileiro pode terceirizar as atividades operacionais, como, 
por exemplo, tarefas logísticas, tributárias e técnicas de negociação. Assim 
surgem as práticas profissionais, conforme se observa a seguir. 
 5.1 Despacho aduaneiro – Consultoria e assessoria aduaneira 
A coordenação operacional de importação, tais como análises em relação 
às classificações fiscais, incentivos tributários, registros e anuências de 
licenciamentos de importação, registro de declarações e declarações únicas de 
importação, dentre outras atividades, são, na maioria das vezes, terceirizadas 
pelos importadores, empresas ou profissionais autônomos que atuem nas 
execuções operacionais previstas nos art. 808 a 810 do Decreto n. 6759/2009, 
especialmente pelo Profissional Despachante Aduaneiro, surgindo então as 
empresas denominadas de Comissárias de Despacho Aduaneiro, as quais 
prestam serviços de assessoria e consultoriaaduaneira, pelo conhecimento 
técnico de seus profissionais, os quais estudam as legislações vistas nesta 
disciplina para cumprimento das regras aduaneiras. 
5.2 Agente de cargas internacionais 
A exemplo das terceirizações das atividades de coordenação das 
importações, os importadores também terceirizam as práticas operacionais 
logísticas internacionais, as quais envolvem contratação de transportador 
internacional especialmente no país de origem da importação a depender do 
INCOTERM praticado, bem como contato com companhias aéreas, armador 
marítimo e transportadores rodoviários, para que os colaboradores atuantes na 
importação possam realizar suas tarefas operacionais focados na essência do 
 
 
18 
negócio da empresa, e profissionalizando as atividades técnicas com parceiros 
comerciais, como agentes de cargas, despachantes aduaneiros, entre outros. 
TROCANDO IDEIAS 
Após termos analisado tantas regras, conceitos e determinações legais 
para as importações, é possível compreender o quanto é imprescindível a 
coordenação de tarefas de importação completamente a rigor dos princípios e 
requisitos predeterminados pelos órgãos federais responsáveis pela fiscalização 
das atividades de importação no Brasil. 
NA PRÁTICA 
Como observamos ao longo desta aula, é possível a prática de 
importações mediante a contemplação de benefícios tanto tributários quanto 
operacionais que concedam ao importador a condição de uma competitividade 
em relação aos seus concorrentes de forma legal e segura. 
Cite exemplos de práticas de importação observadas nesta aula por meio 
das quais o importador possa obter vantagem competitiva de forma a não 
incorrer em descumprimento à legislação, mas sim realizar processos de 
importação mediante os benefícios e o suporte que a RFB permite. 
FINALIZANDO 
Finalizamos a aula cientes de que é possível atuar na importação sob o 
efeito de uma certificação global que beneficia o importador, permitindo-lhe o 
ganho significativo de tempo nas liberações alfandegárias, por meio da 
certificação OEA (operador econômico autorizado); também compreendemos as 
regras de Tributação Integral na Importação, bem como realização de 
importações mediante benefícios fiscais, revelando assim vantagens 
competitivas às importações de acordo com cada projeto de importação. 
Também compreendemos as questões das importações, sob regras que 
permitam planejamento conforme a necessidade temporal de um projeto, 
encerrando com as funções operacionais das atividades de coordenação das 
importações por meio dos profissionais despachantes aduaneiros e agentes de 
cargas internacionais, os quais atuam sob rigoroso cumprimento das regras e 
determinações da Legislação Aduaneira. 
 
 
19 
REFERÊNCIAS 
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<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2009/Decreto/D6759.htm>. Acesso em: 26 fev. 2020. 
BUENO, S. INCOTERMS 2020: Todos termos. Faxcomex, 10 fev. 2020. 
Disponível em: <https://www.fazcomex.com.br/blog/incoterms-2020-todos-
termos/>. Acesso em: 26 fev. 2020. 
MDIC – Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. 
Emissão de certificados de origem preferenciais. MDIC, out. 2019. Disponível 
em: <http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/regimes-de-
origem/215-certificado-de-origem/1907-cdo-emissao-de-certificados-de-origem-
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_____. Mercosul – Mercado Comum do Sul. MDIC, s.d. Disponível em: 
<http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/negociacoes-
internacionais/799-mercosul-mercado-comum-do-sul>. Acesso em: 26 fev. 
2020. 
RFB – Receita Federal do Brasil. Como se tornar um OEA. RFB, 28 jan. 2020. 
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2018c. Disponível em: 
<https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
exportacao/oea/legislacoes-e-materiais-oea/perguntas-respostas.pdf>. Acesso 
em: 26 fev. 2020. 
 
 
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_____. Órgãos Participantes. RFB, 19 out. 2015. Disponível em: 
<http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
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Disponível em: 
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_____. Programa Brasileiro de OEA. RFB, 2019. Disponível em: 
<http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
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_____. Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado. RFB, s. d. 
Disponível em: 
<https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
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_____. Receita Federal lança nova forma de solicitar a Certificação OEA no 
Brasil. RFB, 29 set. 2017. Disponível em: 
<http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
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certificacao-oea-no-brasil>. Acesso em: 26 fev. 2020.

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