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Aula 2 - Sistemática de Importação

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SISTEMÁTICA DE 
IMPORTAÇÃO 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. João Marcos Andrade 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
As atividades do Comércio Internacional no Brasil são regulamentadas 
por meio de Legislação Específica, isso em muito auxilia a compreensão e facilita 
a capacidade de aptidão de profissionais da área, para fins de inclusão das 
Empresas na Sistemática de Importação, e também nas práticas de Exportação. 
Especificamente em nossa área de estudo da Disciplina, na Sistemática 
de Importação, é fato que abordaremos nesta aula aspectos da legislação 
pertinente sobre o tema, embora tenhamos no curso disciplinas específicas das 
áreas legais, como Legislação Aduaneira e Legislação Tributária, a primazia do 
curso vislumbra uma melhor eficácia no ensino, considerando de forma positiva 
a inserção e abordagem do tema Legislação na atual Disciplina, especificamente 
para temas pontuais e necessários para o amparo à sequência e 
complementação do curso para as atividades profissionais da área de Comércio 
Internacional. 
CONTEXTUALIZANDO 
O cenário atual da economia permite às empresas dinamizar seus 
processos de trabalho principalmente no ambiente da administração, de forma 
digital, ou seja, com o auxílio pleno das ferramentas da tecnologia da informática 
e aspectos como transmissão de dados, trocas de documentos, envios e 
recebimento de informações tanto entre clientes e fornecedores, quanto junto a 
órgãos reguladores, como fiscalizatórios. 
Esse contexto moderno permite também o aprimoramento dos órgãos 
governamentais em seus processos de atuação, como guardiões e executores 
das normas legais vigentes em cada ramo de negócio, e especificação de 
atividade, e também possibilita às empresas uma agilidade na apresentação de 
informações, prestação de contas, e cumprimento de exigências fiscais no 
âmbito da relação entre Fisco e Empresas. 
Veremos nesta Disciplina detalhamentos inerentes aos aspectos técnicos, 
para habilitação das empresas como intervenientes no Comércio Internacional, 
segundo a legislação vigente. 
 
 
 
3 
TEMA 1 – HABILITAÇÃO DA EMPRESA PARA ATUAÇÃO NO COMÉRCIO 
EXTERIOR 
A evidente ascensão das novas tecnologias permite atualmente o 
compartilhamento de dados entre empresas e fisco de forma 100% eletrônica. 
Assim, é possível a compatibilização de informações de forma segura e ágil por 
meio de integração/interface entre sistemas, o que é observado, por exemplo, 
nos procedimentos de requerimento para Habilitação das Empresas junto ao 
Sistema Gerenciador de Dados do Comércio Exterior no Brasil, o Siscomex 
(Sistema de Comércio Exterior), o qual absorve integralmente os dados das 
empresas em todas as atividades de Comércio Internacional, iniciando-se pelo 
procedimento de Cadastramento ao Sistema Radar, (Sistema de Rastreamento 
das atividades dos Intervenientes de Comércio Exterior no Brasil). 
Portanto, para atuar legalmente nas importações em nosso país, é 
necessário o cumprimento das regras determinantes das práticas sob a 
responsabilidade da iniciativa privada, para com o Governo Federal, 
principalmente nas relações de prestação de dados junto aos órgãos 
fiscalizatórios, especialmente a Receita Federal do Brasil (RFB). 
1.1 Aspectos introdutórios e conceituais sobre a habilitação da 
empresa junto à Receita Federal do Brasil 
Inicialmente, precisamos compreender que é indispensável a Habilitação 
ao Sistema Radar – Sistema de Rastreamento das atividades dos Intervenientes 
de Comércio Exterior no Brasil, para Empresas pretendentes a atuar no 
Comércio Internacional, entretanto, esta situação envolve muita precisão na 
definição quanto ao momento em que tal Habilitação deve ser requerida, ao 
quadro societário, e principalmente à realidade econômico-financeira da 
empresa. 
Tais observações são importantes pois no momento em que a empresa 
apresenta à RFB seu requerimento para tornar-se habilitada a ser de fato uma 
atuante no Comércio Internacional, estará permitindo o acesso às informações 
internas da Empresa, de forma ampla e irrestrita ao fisco (RFB), de forma que a 
importância que deve ser considerada para tal fato é muito relevante, porque 
qualquer descuido em relação a possíveis faltas de declarações de renda, 
 
 
4 
ocultação de alguma situação tributária mal sucedida, dentre outros fatores como 
status financeiro do(s) sócio(s) responsável(eis), inclusive em relação à 
Declarações de Imposto de Renda (DIRF-PF e DIRF-PJ), pode impactar 
severamente a análise documental por parte da RFB e, em alguns casos, 
indeferir o pedido da habilitação do CNPJ como Importador/exportador no 
Sistema Radar. 
Veremos, ainda nesta aula, todos esses itens pormenorizadamente. 
1.1.1 Observações relevantes sobre a habilitação junto ao sistema Radar 
da RFB. 
Embora seja tema para momentos, a seguir, nesta aula, abordamos a 
importante consideração de que apenas a Pessoa Jurídica, poderá requerer 
habilitação junto ao Sistema Radar da RFB para fins comerciais. 
Por sua vez, a Habilitação de Pessoa Física permite apenas a prática de 
importações para uso e consumo próprio, ou uso profissional (exemplo das 
ferramentas, computador pessoal etc), porém, sem o alcance e objetivo 
comercial. 
1.1.2 Dispensas da habilitação junto ao sistema Radar da RFB 
A Receita Federal do Brasil, seguindo orientação da Coana (Coordenação 
Geral da Aduana Brasileira), determina as possibilidades de dispensa da 
habilitação no Sistema Radar para várias atividades, porém é salutar a 
compreensão de que são situações não comuns para a grande maioria das 
empresas que pretendem operar no Comércio Exterior, assim sendo, faz-se 
necessária a leitura dessas informações, considerando que permanece, para 
a maior parte das organizações, a necessidade de Habilitação Formal conforme 
estamos observando até aqui nas seguintes operações: 
Vejamos a seguir, portanto, as tais informações a serem consideradas 
para casos de Dispensa da Habilitação junto ao Sistema Radar. 
O conteúdo a seguir é cópia do portal da RFB, inclusive com citação 
referente à Legislação, tema que veremos em detalhes ainda na abordagem dos 
assuntos de Habilitação junto ao Sistema Radar, nesta aula. 
Dispensas de habilitação no sistema Radar, para operações de 
Comércio Exterior: 
 
 
5 
 Importação, exportação ou internação não sujeitas a registro no 
Siscomex, ou quando optar pela utilização de formulários de Declaração 
Simplificada de Importação ou Declaração Simplificada de Exportação1. 
 Importação, exportação ou internação realizadas por intermédio 
da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou de Empresa de 
Transporte Expresso Internacional; ou 
 Retificação ou consulta de declaração por pessoa jurídica que tenha 
operado anteriormente no comércio exterior. 
 Estão também dispensados do procedimento de habilitação o depositário, 
o agente marítimo, a empresa de transporte expresso internacional, a 
ECT, o transportador, o consolidador e o desconsolidador de carga, bem 
como outros intervenientes não relacionados no art. 19º da IN RFB n. 
1.984/2020, quando realizarem, no Siscomex, operações relativas à sua 
atividade-fim. No entanto, esses intervenientes estarão sujeitos às regras 
gerais de habilitação quando operarem em comércio exterior na condição 
de importadores, exportadores ou internadores da ZFM (§§ 1º e 2º do 
art. 10 da IN RFB n. 1.603/2015). 
 Quando ocorre a dispensa de Habilitação do Responsável Legal e sendo 
necessário, a PJ pode solicitar o credenciamento de representante para a 
prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro. 
Saiba mais 
Saiba mais em: 
<http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/habilitacao/Pess
oaJuridica/Operacoesdispensadas/Operacoes%20Dispensadas%20de%20Hab
ilitacao%20no%20Siscomex>. Acesso em: 
 
 
1 Situaçõesespeciais em que são realizadas importações ou exportações sem caráter comercial, 
a serem observadas em Legislação Específica como Instrução Normativa RFB n. 611/2006 e 
Instrução Normativa RFB n. 1600/2015. 
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/topicos-1/declaracao-simplificada-de-importacao-dsi/dsi-formulario
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/topicos-1/declaracao-simplificada-de-importacao-dsi/dsi-formulario
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-exportacao/topicos/conceitos-e-definicoes/tipos-de-despacho-de-exportacao/despachos-de-exportacao-realizados-sem-registro-no-siscomex
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/remessas-internacionais
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/remessas-internacionais
http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&idAto=70354
http://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/habilitacao/Pessoa-Juridica/Operacoes-Dispensadas/copy_of_credenciamento-de-representante-para-retificacao-ou-consulta-de-declaracao-por-pessoa-juridica-que-tenha-operado-anteriormente-no-comercio-exterior
 
 
6 
TEMA 2 – LEGISLAÇÃO VIGENTE SOBRE HABILITAÇÃO NO SISTEMA RADAR 
DA RECEITA FEDERAL 
Muito bem, tendo já observado as hipóteses de Dispensa de Habilitação 
junto ao Sistema Radar da RFB, podemos compreender que de fato empresas 
que projetam a realização de importações e exportações, obrigatoriamente 
necessitam se submeter à Legislação Federal, pertinente e vigente sobre o 
assunto. 
Dessa forma, vejamos então, a seguir, os conteúdos pertinentes aos 
temas objeto de nosso estudo até aqui. 
2.1 Legislação – abordagem analítica 
Iniciaremos a abordagem analítica de forma técnica sobre a Legislação 
aplicável ao assunto, a partir da seguinte ordem: 
a) Decreto Executivo n. 6.759/2009 
Este Decreto contempla a organização das principais normas aduaneiras 
existentes no Brasil, fato que o torna de total importância para nossas atividades 
do dia a dia nas operações de importação. 
A legislação citada compreende a organização e apresentação do 
Regulamento Aduaneiro, o qual nos conduz às regulamentações a serem 
seguidas para prática das importações. Entretanto, não é nele que 
encontraremos as orientações para procedimentos de Habilitação junto ao 
Sistema Radar da RFB, mesmo assim, sua citação faz-se necessária pois a partir 
do momento da concessão da Habilitação pela RFB, ou seja, momento em que 
a empresa estará autorizada a praticar e realizar importações, o cumprimento às 
disposições previstas no referido Regulamento torna-se indispensável. 
É recomendável o download deste Regulamento (gratuito na internet), 
preferencialmente via portal oficial da RFB, conforme link a seguir: (BRASIL. 
Decreto n. 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2009/Decreto/D6759.htm>. Acesso em: 20 fev. 2020), para leitura quando 
necessário conforme os temas são apresentados e abordados nas aulas desta 
e de outras Disciplinas de seu curso. 
 
 
 
7 
b) Portaria Coana n. 72/2020 
A Coana é um órgão vinculado diretamente no Organograma Funcional 
da Receita Federal do Brasil, e atua na elaboração e revisão de normas 
praticáveis ao Comércio Exterior Brasileiro. 
A Portaria Coana n. 72/2020 estabelece Normas a serem seguidas por 
todas as empresas pleiteantes à Habilitação no Sistema RADAR, e serve como 
instrumento de instrução para outra Legislação que veremos a seguir, porém, a 
Portaria da Coana n. 72/2020 aborda conceitos determinantes para a elaboração 
de procedimentos que visem a inclusão da empresa no Mercado Internacional, 
bem como orienta procedimentos quanto à regularidade fiscal dos sócios das 
empresas requisitantes, e suas demandas quanto às formas a serem seguidas 
para se apresentarem à RFB como Responsáveis Legais pelas Empresas 
requerentes à Habilitação no Sistema Radar. 
A seguir, link para obtenção da Portaria Coana n. 23/2011 na íntegra. 
Portaria Coana n. 123, de 17 de dezembro de 2015. Disponível em: 
<http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&
idAto=70597>. Acesso em: 20 fev. 2020 
c) Instrução Normativa (IN) n. 1984/2020 
A IN 1984/2020 orienta as atividades a serem cumpridas no momento da 
apresentação dos Requerimentos de Habitação ao Sistema Radar, perante à 
Receita Federal do Brasil. 
É na leitura desta Instrução Normativa juntamente com a Portaria Coana 
n. 1984/2020, vista anteriormente, que a empresa deverá elaborar os trabalhos 
analíticos documentais para se dirigir de fato à Receita Federal do Brasil pelo 
modo eletrônico (E-CAC, Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte – tópico 
a ser visto no Tema 3 da presente Aula), e assim, proceder com seu pedido de 
Habilitação como Importador/Exportador Brasileiro. 
d) Instrução Normativa (IN) n. 2020/2021 
 Legislação determinante dos procedimentos técnicos de abertura de 
Requerimento de serviços junto à RFB. 
 Nesta Instrução Normativa, está definido que a empresa deverá 
primeiramente acessar ao E-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte 
– tópico a ser visto no Tema 3 da presente Aula), pelo qual irá requerer a 
Abertura de um Sodea (Solicitação Digital de Atendimento), procedimento a ser 
 
 
8 
elaborado para obtenção de um número identificador de Processo Administrativo 
Fiscal (PAF), perante a Receita Federal, na prática, as ações são as seguintes: 
1) Empresa tributada pelo Regime Fiscal Lucro Real, Presumido ou 
Arbitrado, deverá acessar o portal da RFB direcionando sua pesquisa 
para a opção E-CAC, e nela apresenta requisição para obtenção do 
Sodea (Solicitação Digital de Atendimento). 
2) Empresa obterá um código identificador do Sodea, denominado PAF 
(Procedimento Administrativo Fiscal), que será a identificação do 
Requerimento da Habilitação junto ao Sistema Radar, por exemplo: 
Empresa Alvorada Ltda. pretende requerer sua Habilitação no Sistema 
Radar, então irá acessar o portal E-CAC da RFB pelo site (RECEITA FEDERAL. 
Abrir um Dossiê Digital de Atendimento. Disponível em: 
<https://receita.economia.gov.br/interface/entrega-de-documentos-digitais/abrir-
um-dossie-digital-de-atendimento>. Acesso em: 20 fev. 2020), onde obterá o 
Código Identificador de seu pedido, (PAF – Procedimento Administrativo Fiscal), 
e com este código irá acessar também no portal da RFB, a opção: Processos 
Digitais, e lá irá inserir os documentos relativos ao pedido da Habilitação junto 
ao Sistema Radar da RFB. 
Por sua vez, a empresa tributada em Regime Fiscal diferente dos citados 
no Item 1 anterior, poderá preencher o formulário do Sodea (Solicitação de 
Atendimento Digital), e apresentar fisicamente em uma Unidade da Receita 
Federal, onde receberá o código identificador do PAF (Processo Administrativo 
Fiscal), para então, posteriormente, acessar o portal da Receita Federal na 
opção do E-CAC, selecionando o menu Processos Digitais, onde poderá anexar 
os documentos requeridos pela Legislação (1984/2020, que veremos com mais 
ênfase no decorrer da aula). 
TEMA 3 – COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA 
A transparência de informações, clareza nos dados e principalmente a 
uniformização sistêmica para o compartilhamento de dados com a Receita 
Federal do Brasil, é a principal ação a ser desenvolvida por empresas atuantes, 
e as pretendentes a atuarem no Comércio Internacional. 
Observamos em temas anteriores, a importância de entender que o 
compartilhamento de dados com a Receita Federal, é feito de forma segura, 
 
 
9 
exatamente pela capacidade de segurança de transmissão de dados que o 
sistema da RFB possui. 
3.1 Interface eletrônica de dados entre empresa e RFB 
O modo eletrônico de transmissão e compartilhamento de dados adotado 
pela RFB, é o E-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte). 
Observemosa seguir, print de tela do portal oficial da Receita Federal do 
Brasil, no link <www.receita.economia.gov.br>, para compreensão mais clara em 
relação ao local de acesso para transmissão de dados junto a este órgão 
fiscalizador. 
Veja parte da página inicial do portal da RFB, print de tela. 
 
Fonte: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br acessado em 01/02/2021. 
Ao acessarmos o portal da Receita Federal do Brasil, observamos no menu, 
a opção “Aduana e Comércio Exterior2. 
Este link nos possibilita visualizar as ferramentas disponíveis no portal, para 
efeito de assuntos relacionados às atividades de Comércio Internacional das 
empresas dentre outros assuntos, dessa forma, é possível por este caminho, ter 
acesso direto à página do E-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao 
Contribuinte). Então, dando sequência à navegação pelo portal da RFB, vejamos 
a próxima tela para acesso ao sistema de transmissão de dados/documentos à 
Receita Federal: 
 
2 O site da RFB é atualizado permanentemente, podendo haver alterações em seu layout durante 
os períodos de estudo. 
 
 
10 
 
Tal sistema permite a leitura e recebimento de informações por parte da 
empresa, sempre em tempo suficiente a cumprimento de prazos estipulados pelo 
órgão fiscalizador (Receita Federal do Brasil), a partir do momento da 
apresentação do Requerimento solicitando a Habilitação ao Sistema Radar, 
então a partir deste momento a empresa está subordinada às exigências fiscais 
e solicitações documentais que aquele órgão venha a realizar. 
Para uma compreensão clara deste sistema E-CAC, este se assemelha a 
um correio eletrônico (e-mail), porém de forma mais segura e sem a possibilidade 
de fraudes tanto no envio, quanto no recebimento de dados e informações, pois 
todas as atividades nele realizadas são executadas mediante o uso de um 
dispositivo denominado Certificado Digital3. 
3.2 Certificação digital 
A Certificação Digital é a tecnologia que, por meio da criptografia de 
dados, garante autenticidade, confidencialidade, integridade e não repúdio às 
informações eletrônicas. Trata-se de um documento digital utilizado para 
identificar pessoas e empresas no mundo virtual. 
Fonte: Disponível em: <https://www.certisign.com.br/>. Acesso em: 20 
fev. 2020). 
 
3 O e-CPF é o a identidade digital de pessoas físicas no meio eletrônico. Por meio da criptografia 
de dados, garante a autenticidade e a integridade das transações realizadas. (Fonte: 
CERTISIGN. O que é Certificado Digital?. Disponível em: <https://blog.certisign.com.br/o-que-
e-certificado-digital/>. Acesso em: 20 fev. 2020). 
 
 
11 
A utilização do Certificado se dá por meio físico ou virtual, por exemplo: 
A empresa requerente da Habilitação no Sistema Radar, deverá possuir 
o E-CNPJ (Acesso digital ao seu Cadastro Nacional e Pessoa Jurídica), e 
também o E-CPF (Acesso digital ao Cadastro Nacional de Pessoa Física), em 
nome de seu Responsável Legal ou Procurador devidamente constituído. 
A obtenção do Certificado Digital tanto para Pessoa Jurídica, quanto para 
Pessoa Física, se dá por meio de consulta a empresas que possuem autorização 
para negociarem tal produto, o qual possui todas as características de segurança 
para transferências de dados pela web, aceito e exigido pela Receita Federal, 
mas também podendo ser utilizado para outros fins comerciais. 
Obs.: A Receita Federal do Brasil não comercializa Certificado Digital, 
apenas exige a propriedade deste por parte das partes interessadas em se 
comunicar com suas Unidades no Território Nacional. 
O Certificado Digital é comercializado nos seguintes modos: (principais) 
1) Armazenado no Computador (Tipo A1). 
Emitido diretamente no seu computador e ficará armazenado no seu 
navegador de internet ou em dispositivos móveis, protegido por senha e cifrado 
por software — sua validade máxima é de um ano. 
2) Em mídias criptográficas Token ou Cartão (Tipo A3). 
Certificado Digital em que a geração e o armazenamento das chaves 
criptográficas são feitos em cartão inteligente ou Token, ambos com capacidade 
de geração de chaves e protegidos por senha e hardware criptográfico aprovado 
pela ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, é uma autoridade 
da Cadeia Certificadora, vinculada ao Instituto Nacional de Tecnologia da 
Informação). 
3) Certificado Digital na nuvem 
Como o próprio nome já diz, trata-se do Certificado Digital que você já 
conhece só que agora fica armazenado na nuvem da Certisign e pode ser 
acessado de qualquer dispositivo, de qualquer lugar do mundo, com total 
segurança e muito mais praticidade e a sua validade máxima é de até cinco anos. 
Fonte: Disponível em: <https://www.certisign.com.br/>. Acesso em: 20 fev. 
2020. 
 
 
 
12 
Importante 
A Certificação Digital servirá durante todo o tempo em que a Empresa 
realizar atividades de Importação, pois a interface entre usuário (importador), e 
a RFB se dá por meio desta ferramenta em todas as atividades. 
TEMA 4 – A HABILITAÇÃO DA EMPRESA NO SISTEMA RADAR E AS 
VARIÁVEIS 
É importante considerarmos que o início de qualquer atividade de 
importação, deve ser a Habilitação da Empresa no Sistema Radar, pois somente 
a partir da Habilitação a(s) importação(ões) poderá(ão) ser(em) realizada(s). 
Tal procedimento requer total aplicação da empresa na elaboração do 
pedido/requerimento da Habilitação ao Sistema Radar, pois representa a 
realidade desta perante o fisco durante e após o processo/tempo da 
apresentação dos documentos apresentados à Receita Federal do Brasil. 
4.1 Validade da habilitação no Radar 
De acordo com a Instrução Normativa da RFB, n. 1893/2019, o prazo de 
validade da Habilitação é de 12 meses, ou seja, caso durante este período não 
seja realizada nenhuma atividade de Comércio Exterior pelo CNPJ habilitado, 
este terá sua habilitação revogada, e havendo necessidade de novas atuações 
na importação ou exportação, será executado novo procedimento para 
habilitação como da primeira vez. 
4.2 Eficácia e alcance 
A sistemática de utilização prática do Sistema Radar, é a possibilidade 
que a Empresa Habilitada terá em acessar ao Sistema de Comércio Exterior da 
RFB, para registrar todas suas atividades tanto de importação, quanto 
exportação. 
A utilização e manuseio do Sistema Siscomex comumente é realizada por 
profissionais dedicados à prestação de serviço de Assessoria Aduaneira, mais 
tradicionalmente, o Profissional Despachante Aduaneiro realiza tais atividades, 
mediante o uso de Certificado Digital (visto no Tema 3 desta Aula). 
Observaremos no decorrer da presente disciplina as atividades 
operacionais a serem realizadas pelos importadores e/ou seus representantes 
 
 
13 
legais, exatamente a Sistemática Operacional de Importação, aquelas ações do 
dia a dia em que a empresa utilizando o Sistema Siscomex, apresenta à Aduana 
Brasileira (Receita Federal do Brasil) suas atividades administrativo/tributárias 
de importação, como detalhamento da mercadoria, dados do fornecedor 
estrangeiro, tributação, forma de cambio (pagamento ao fornecedor) e todas as 
particularidades da importação. 
Os procedimentos da importação, (após a empresa estar devidamente 
habilitada no Sistema Radar como estudamos nesta aula), iniciar-se-ão de fato 
em um procedimento determinado e definido como Tratamento Administrativo do 
Siscomex, que é uma espécie de “filtro” que a Aduana Brasileira utiliza para ter 
controle absoluto das mercadorias que adentram ao território nacional. 
Assim, frisamos que o Tratamento Administrativo será o primeiro passo 
para qualquer importação, considerando, porém, que a Empresa já possui 
habilitação no Sistema Radar da RFB, conforme estamos estudando nesta 
Disciplina. 
A execução do Tratamento Administrativo não depende de habilitação no 
Sistema Radar,por ser uma espécie de consulta pública disponível no site da 
RFB, mas ao possuir a habilitação o importador ou seu representante legal, 
poderão executar a consulta a esta ferramenta, utilizando seu acesso ao Sistema 
Siscomex de forma mais abrangente, o que veremos nesta disciplina. 
4.3 Exigência e dependência técnica para habilitação ao sistema Radar 
A principal exigência técnica em termos de dados eletrônicos da empresa 
para obtenção da Habilitação ao Sistema Radar, é a necessidade de adesão ao 
DTE (Domicílio Tributário Eletrônico) da RFB, o qual compreende um dispositivo 
disponível no portal da RFB na internet, no qual são feitas as comunicações entre 
a empresa e o fisco (RFB). 
A adesão a este dispositivo é feita mediante o uso de Certificado Digital 
(visto no Tema 3 desta aula), no qual o Responsável Legal pela Empresa 
requerente da Habilitação ao Sistema Radar, irá permitir que todas as 
comunicações por parte do auditor fiscal da RFB responsável por analisar os 
documentos da petição da habilitação, sejam realizadas utilizando o meio E-CAC 
(visto nos Temas 2 e 3 desta aula). 
Assim sendo, a empresa ao aderir ao Domicílio Tributário Eletrônico 
(DTE), estará ciente de que qualquer exigência fiscal, comunicação, 
 
 
14 
disponibilizada em favor do CNPJ, estará disponível para visualização a partir do 
momento de sua postagem pela RFB, estando o contribuinte (empresa), ciente 
quanto a prazos e documentos exigidos e explicitados no dispositivo DTE. 
TEMA 5 – CADASTRAMENTO DO RESPONSÁVEL LEGAL PELO CNPJ - 
EMPRESA IMPORTADORA 
A Habilitação ao Sistema Radar da RFB, é dependente da vinculação de 
um CPF da pessoa qualificada como Responsável Legal pela empresa 
requerente à habilitação, sendo que tal procedimento exige que para 
determinada pessoa se apresentar nesta condição, deverá fazê-lo mediante a 
apresentação de documentos comprobatórios a tal status, por exemplo, 
documento de outorga de poderes (procuração), Contrato Social, ou ainda 
Estatuto Social onde o nome desta pessoa conste com poderes designados à 
representação legal do CNPJ. 
O procedimento para cadastramento do CPF da pessoa responsável legal 
pelo CNPJ, será feita no ato do pedido da habilitação no sistema Radar e é feita 
de forma simultânea, mediante formulário disponível no Portal Único de 
Comércio Exterior (Disponível em: <https://portalunico.siscomex.gov.br/portal/>. 
Acesso em: 19 fev. 2020). 
TROCANDO IDEIAS 
De acordo com o que observamos e aprendemos nesta aula, podemos 
considerar que as empresas que pretendem atuar no Comércio Internacional, 
seja nas importações, como também nas exportações, precisam requerer sua 
habilitação junto ao Sistema Radar da RFB, sendo que o procedimento é 
administrativo e requer observação e cumprimento aos requisitos constantes nas 
Instruções Normativas n. 1984/2020, 1893/2019, Portaria Coana n. 72/2020. 
Apenas para casos excepcionais como os vistos no Tema 1.1.2 desta 
aula, haverá a dispensa da Habilitação ao Sistema Radar para empresas 
praticantes de importação e/ou exportação. 
NA PRÁTICA 
Uma determinada empresa ao rever seu Planejamento Estratégico para o 
ano seguinte, propõem ao Conselho Administrativo da Organização, que 
 
 
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pretende iniciar aquisições de equipamentos e mercadorias no exterior, após 
pesquisas de mercado onde se observou as vantagens em relação aos produtos 
similares disponíveis no mercado doméstico. 
Para tal empresa, quais os procedimentos iniciais para de fato atuar no 
Comércio Internacional, especificamente na Importação? 
Haverá ou não necessidade de utilização de outro CNPJ que não seja o 
da própria empresa, ou há algum meio desta empresa praticar suas atividades 
de importação de forma idônea e legal baseada em dispositivos legais da 
Aduana Brasileira? 
FINALIZANDO 
Estudamos os procedimentos necessários para uma empresa atuar no 
Mercado Internacional, conforme as regras aduaneiras, compreendemos que é 
necessária a aquisição de um Certificado Digital tanto para Pessoa Jurídica, 
quanto para Física, para acesso aos sistemas dos órgãos federais, bem como 
entendemos a necessidade de acompanhamento da empresa, em relação ao 
tempo para inativação de uma Habilitação no Sistema Radar, pois em 12 meses, 
ao não ocorrer importação ou exportação, a habilitação é suspensa. 
Entendemos as normas legais disponíveis e aplicáveis às práticas 
relativas ao pedido de requerimento de habilitação ao Sistema Radar, sendo 
especialmente as Instruções Normativas n. 1984/2020, e Portaria Coana n. 
72/2020. 
Finalizamos compreendendo a necessidade da Pessoa Física 
responsável legal pela empresa requerente da Habilitação junto ao Sistema 
Radar da RFB, também ser habilitada para atuar em nome da empresa perante 
o fisco brasileiro (Aduana Brasileira – Receita Federal do Brasil). 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. Decreto n. 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2009/Decreto/D6759.htm>. Acesso em: 20 fev. 2020. 
RECEITA FEDERAL. Abrir um Dossiê Digital de Atendimento. Disponível em: 
<https://receita.economia.gov.br/interface/entrega-de-documentos-digitais/abrir-
um-dossie-digital-de-atendimento>. Acesso em: 20 fev. 2020. 
RECEITA FEDERAL. Portaria Coana n. 123, de 17 de dezembro de 2015. 
Disponível em: 
<http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=anotado&
idAto=70597>. Acesso em: 20 fev. 2020. 
RECEITA FEDERAL. Disponível em: <https://receita.economia.gov.br/>. Acesso 
em: 20 fev. 2020.

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