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Aula 03 AFRFB 2009 ECONOMIA E FINANÇAS

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CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS 
P/ RECEITA FEDERAL 
PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 
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Aula 3: Macroeconomia keynesiana. Hipóteses básicas da 
macroeconomia keynesiana. As funções consumo e poupança. 
Determinação da renda de equilíbrio. O multiplicador keynesiano. Os 
determinantes do investimento. A economia intertemporal. O consumo e 
o investimento num modelo de escolha intertemporal. A restrição 
orçamentária intertemporal das famílias. A restrição orçamentária 
intertemporal do governo e a equivalência ricardiana. A restrição 
orçamentária intertemporal de uma nação e o endividamento externo. 
• Multiplicador fiscal ou keynesiano (multiplicador dos gastos 
do governo, das exportações, do investimento): 
1) ECONOMIA FECHADA SEM GOVERNO 
K = 1 
 1 - c 
2) ECONOMIA FECHADA COM GOVERNO 
K = 1 
 1 - c ( 1-t) 
3) Economia Aberta 
K = 1 
 1 - c ( 1-t) + 
• Política Fiscal e seus condicionantes: 
Política Fiscal Expansionista Política Fiscal Contracionista 
Aumento dos gastos públicos Redução dos gastos públicos 
Queda da carga tributária Aumento da carga tributária 
Provoca aumento do déficit público Provoca queda do déficit público 
Efeito Crowding out Sem efeito crowding out 
• Necessidades de Financiamento do Setor Público(NFSP) 
NFSP PRIMÁRIO NFSP OPERACIONAL NFSP NOMINAL 
RECEITAS NÃO 
FINANCEIRAS MENOS 
DESPESAS NÃO 
FINANCEIRAS 
RECEITAS NÃO 
FINANCEIRAS MENOS 
DESPESAS NÃO 
FINANCEIRAS 
RECEITAS NÃO 
FINANCEIRAS MENOS 
DESPESAS NÃO 
FINANCEIRAS 
SEM JUROS + JUROS + JUROS 
SEM 
INFLAÇÃO/CÂMBIO 
SEM 
INFLAÇÃO/CÂMBIO 
+ INFLAÇÃO/CÂMBIO 
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• CONTAS PÚBLICAS 
Critério Caixa Critério Competência 
Fluxo de recebimentos e 
pagamentos provenientes do caixa 
do governo 
Momento ou período em que se 
efetivou o direito adquirido pelo 
credor, independente do momento 
da ocorrência ou do pagamento 
***No Brasil, as contas são 
apuradas pelo conceito de caixa, 
exceto as despesas de juros 
apuradas pelo conceito de 
competência 
Método “acima da linha” Método “abaixo da linha” 
Estatísticas fiscais desagregadas 
em variáveis de receita e despesa 
Estatísticas fiscais via variação do 
endividamento público 
• Sobre q de Tobin, sua mensuração é dado por: 
Valor de Mercado do Capital Instalado/ Custo de Reposição do Capital 
Instalado. 
Valor de 
q 
Viabilidade do Investimento/possibilidade de 
empreendimento 
Q > 1 Investimento concretizado 
Q = 1 Indiferente a concretização ou não do investimento 
Q < 1 Investimento não concretizado 
• ECONOMIA INTERTEMPORAL 
Keynes Economia Intertemporal 
Consumo = função Renda corrente 
ou atual ou presente 
Consumo = função Renda corrente, 
Renda futura, estoque de riqueza, 
taxa de juros... 
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Efeito Renda versus 
Efeito Substituição 
Consumo futuro Consumo presente 
Ef. Renda > Ef. 
Substituição 
+ + 
Ef. Renda < Ef. 
Substituição 
+ - 
• Restrição intertemporal de um governo 
Visão 
Tradicional 
da dívida 
pública 
Queda de 
impostos 
Aumento dos 
gastos de 
consumo 
Maior 
endividamento 
público 
Maior ônus 
tributário 
para as 
gerações 
futuras 
Visão 
Equivalência 
Ricardiana 
Queda de 
impostos 
Manutenção 
dos gastos 
de consumo
Endividamento 
público 
constante 
Igual ônus 
tributário 
para as 
gerações 
futuras
• Restrição intertemporal de uma nação: Esquema Ponzi 
Resultado:O país incorre em déficit de forma definitiva e os credores 
internacionais questionam a capacidade de honrar compromissos 
financeiros. Efeito dominó de colapso e bancarrota nas contas externas. 
Alunos e candidatos, quero chamar a atenção para o tópico de política 
fiscal, pois como já orientado, deve aparecer em conjunto com o tópico 
de política monetária. Outro ponto importante é a presença do 
multiplicador keynesiano. Certamente, um dos multiplicadores será 
exigido na prova: o multiplicador monetário (visto na aula passada) ou o 
multiplicador keynesiano/fiscal. 
O assunto economia intertemporal não tem sido muito exigido pela 
ESAF, mas por ser um assunto moderno, recente, vale a pena estudar 
com cuidado. E, finalmente, o assunto déficit público, dívida pública e 
necessidades de financiamento do setor público, não aparece mais no 
edital de Finanças Públicas, como sempre constava. Mas a banca pode 
cobrar tal assunto em razão da vinculação com política fiscal. 
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QUESTÕES PROPOSTAS: 
01- (ESAF-APO-SP-2009) Com relação à Dívida Pública, Déficit 
Público e Necessidade de Financiamento do Setor Público, identifique a 
opção falsa. 
a) Uma medida muito utilizada para avaliar a capacidade de pagamento 
do setor público é a relação dívida /PIB. 
b) A diferença entre as receitas totais e os gastos totais é chamada de 
déficit primário, pelo conceito “acima da linha”. 
c) O déficit nominal é uma medida bastante requisitada em períodos de 
inflação elevada. 
d) Os vários conceitos de déficit público podem ser apurados por dois 
critérios: o de competência e o de caixa. 
e) No longo prazo, o crescimento da dívida pública ocupa o espaço que 
seria destinado à formação de capital (efeito crowding - out), por meio 
da redução de investimentos. 
02-(ESAF-MPOG-EPPGG-2009) Com relação ao Déficit Público, uma 
das afirmações a seguir é falsa. Identifique-a. 
a) O governo pode financiar seu déficit por meio de recursos 
extrafiscais. 
b) O déficit de caixa omite as parcelas do financiamento do setor público 
externo e do resto do sistema bancário, bem como de fornecedores e 
empreiteiros. 
c) No cálculo do déficit público, segundo o conceito operacional, 
incluem-se as despesas com a correção monetária e cambial pagas 
sobre a dívida. 
d) O déficit total indica o fluxo líquido de novos financiamentos, obtidos 
ao longo de um ano pelo setor público não financeiro, nas três esferas 
de governo e administrações. 
e) A apuração do déficit pelo método “abaixo da linha” mede o tamanho 
do déficit pelo lado do financiamento. 
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03-(TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-2009) “Para Mantega, as 
críticas ao aspecto fiscal não se justificam, uma vez que o Brasil é um 
dos países cuja dívida pública não subirá expressivamente por causa da 
crise. Segundo levantamento da agência de risco Standard & Poor´s, o 
endividamento bruto dos Estados Unidos crescerá de 52% do PIB em 
2008 para 79% do PIB em 2010, enquanto no Brasil a dívida pública 
permaneceria estabilizada em torno de 58% do PIB. Reduzimos o 
superávit primário em 2009 para poder fazer uma política anticíclica e 
ainda assim nosso resultado nominal será o segundo melhor do G20, 
citando números da revista “Economist”, que projeta um déficit de 2,1% 
do PIB para o Brasil”. (Jornal do Comércio, 26/05/2009, p.22 , caderno 
de Economia). Sobre o tema déficit público versus dívida pública, 
assinale a assertiva correta: 
a) O método “acima da linha” mede a variação do endividamento 
público, sem considerar as estatísticas fiscais desagregadas. 
b) As necessidades de financiamento do setor público (NFSP) no Brasil 
são medidas pelo critério de competência, à exceção do cálculo das 
despesas com juros, cotados no critério de caixa. 
c) O déficit público nominal é maior que o déficit público primário se o 
país for credor internacional, isto é, apresentar receitas provenientes de 
juros e variação cambial. 
d) O resultado primário das contas públicas leva em consideração todas 
as despesas não financeiras bem como todas as receitasfinanceiras e 
não financeiras. 
e) A relação dívida pública/PIB decresce sempre que ocorrer aumento 
da atividade econômica e/ou redução do estoque dos títulos da dívida 
pública. 
04-(TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-2009) “A queda dos juros 
básicos da economia reduziu o impacto negativo da redução do esforço 
fiscal do governo nas contas do setor público consolidado de abril. As 
contas consolidadas do Tesouro Nacional, Banco Central, Previdência, 
estados, municípios e estatais mostram que, no mês passado, o gasto 
com o pagamento de juros foi de R$ 12,2 bilhões, resultado 13,5% 
menor que o de março. A carga de juros nos últimos meses encerrados 
em abril foi de 5,41% do PIB, a mais baixa desde maio/98, quando a 
relação era de 5,38% do PIB. Por conta disso, o setor público registrou 
em abril superávit nominal de R$ 300 milhões, reflexo de um superávit 
primário de R$ 12,5 bilhões e gastos com juros de R$ 12,2 bilhões.” 
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(Jornal do Comércio, 26/05/2009, p.21, caderno de Economia). Acerca 
do tema e da importância da política fiscal e da dívida pública no 
resultado das contas públicas, assinale a assertiva incorreta: 
a) Para o setor público brasileiro, as contas públicas são mensuradas 
pelo critério de caixa, à exceção das despesas de juros calculadas pela 
ótica da competência. 
b) O déficit público nominal leva em conta toda e qualquer receita 
financeira (caso exista) bem como as despesas financeiras a título de 
juros nominais (inflação, variação cambial e juros). 
c) As necessidades de financiamento do setor público sob o prisma 
operacional computam as despesas financeiras tomadas como juros 
reais, isto é, taxa de juros e correção monetária. 
d) Maiores empréstimos internacionais acarretam desconfiança dos 
credores internacionais se os fundamentos macroeconômicos da 
economia nacional não são sólidos, robustos. Dessa forma, teremos a 
negativa na concessão de novos empréstimos e um possível efeito 
dominó de desconfiança, alimentando ainda mais a crise. É o chamado 
esquema Ponzi de financiamento. 
e) O déficit público nominal é o déficit público operacional mais as 
despesas com correção monetária e variação cambial, se houver. 
05-(ESAF-AFC-STN-2008) Em relação à política fiscal e aos conceitos 
de necessidade de financiamento do setor público(NFSP), déficit e dívida 
pública, qual das afirmações abaixo é correta, supondo que não existem 
juros nominais recebidos pelo governo. 
a) Se os juros nominais pagos em função da dívida pública são 
superiores ao déficit primário, então o governo possui superávit 
nominal. 
b) Se o governo apresenta déficit primário, isso implica que a poupança 
do governo seja negativa. 
c) Quando há déficit nominal, os juros nominais pagos são 
necessariamente inferiores a um déficit primário. 
d) A existência de déficit primário significa que os investimentos 
governamentais (se existirem) não são financiados na sua integralidade 
por poupança do governo. 
e) Quando se tem uma variação negativa da dívida pública e não 
existem variações patrimoniais relevantes no período como 
privatizações ou reconhecimento de esqueletos, então o governo 
apresentou déficit nominal no período. 
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06- (ESAF-AFC-STN-2008) Do ponto de vista fiscal, o déficit público é 
medido a partir do resultado primário. Isso posto, é correto afirmar: 
a) o Resultado Primário corresponde à diferença entre receitas não-
financeiras e despesas não-financeiras. 
b) entende-se por receita não-financeira: a receita orçamentária 
arrecadada mais as operações de crédito, as receitas de privatizações e 
as receitas provenientes de rendimentos de aplicações financeiras. 
c) entende-se por despesa não-financeira: a despesa total, aí incluídas 
aquelas como amortização e encargos da dívida interna e externa 
(amortização mais juros). 
d) do ponto de vista fiscal, ou pelo critério acima da linha ocorre déficit 
público quando o total das receitas não-financeiras é superior às 
despesas não financeiras. 
e) nos casos em que o total das receitas próprias de um ente público 
(sem considerar empréstimos) é inferior às despesas realizadas, temos 
um superávit primário. 
07- (ESAF-AFC/STN-2008) Em relação à apuração das necessidades 
de financiamento do setor público, é correto afirmar que: 
a) elas são integralmente apuradas pelo conceito de competência. 
b) elas são integralmente apuradas pelo conceito de caixa. 
c) elas são apuradas pelo conceito de caixa, exceto pelas despesas de 
juros apuradas pelo conceito de competência. 
d) elas são apuradas pelo critério de competência, exceto pelas 
despesas com inativos apuradas pelo conceito de caixa. 
e) elas são apuradas pelo critério de caixa, exceto pelas despesas com 
pessoal e encargos sociais apuradas com o conceito de competência. 
08-(ESAF/ENAP-2006) Considere 
A = 400 + 0,7Y – 3000i 
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i = 0,06 
X = 250 
M = 0,2Y 
onde: 
A = demanda agregada interna; 
I = taxa de juros; 
X = exportações; 
M = importações. 
Considerando a renda de equilíbrio, o saldo X – M será de 
a) - 62 
b) 62 
c) 54 
d)- 54 
e) 12 
09-(ESAF/ENAP-2006) Considere o modelo: 
C = C0 + C(Yd) 
Yd = Y – T 
T = t.Y 
Y = C + I + G 
onde: 
C = consumo; 
C0 = consumo autônomo; 
Yd = renda disponível; 
T = impostos; 
G = gastos do governo; 
I = investimento agregado. 
Com base nesse modelo, é incorreto afirmar que: 
a) se t = 0, então o multiplicador dos gastos do governo será igual a 1. 
b) o valor do multiplicador será de 1/1 – c(1 – t) 
c) ΔY/ΔG = ΔY/ΔI 
d) a renda de equilíbrio é igual a 1/1 – c(1 – t) . (C0 + I + G) 
e) ΔY/ΔG = ΔY/ΔC0 
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10-(ESAF/ENAP-2006) Considere o seguinte modelo: 
Y = C + I + G + X – M 
C = Co + ⃠Y 
M = Mo + βY 
0 <β< ⃠ < 1 
onde: 
Y = produto agregado; 
I = investimento agregado; 
G= gastos do governo; 
X = exportação de bens e serviços não fatores; 
M = importação de bens e serviços não fatores; 
C = consumo agregado; 
Co = consumo agregado autônomo; 
Mo = importações autônomas. 
Com base nessas informações, é incorreto afirmar que 
a) quanto maior β, maior será ΔY/ΔG. 
b) tanto ⃠ quanto β exercem influência sobre o multiplicador dos gastos 
do governo. 
c) ΔY/ΔG = ΔY/ΔI 
d) ΔY/ΔC0 = ΔY/ΔG 
e) o valor do multiplicador será igual a 1/(1 -⃠ + β). 
11- (CESPE/UNB-ANTAQ-2009) Em relação aos conceitos básicos de 
macroeconomia, julgue os itens a seguir: 
a) Entre as diversas teorias de determinação da renda agregada, a que 
mais se aproxima dos dados empíricos observados pela pesquisa 
científica contemporânea é a teoria da renda relativa, que consiste na 
tese de que quanto maior for o nível de renda individual, menor será a 
fração da renda aplicada no consumo. 
b) Se a produção de determinada economia nacional está abaixo do seu 
ponto de equilíbrio, a eventual expansão da produção se dará associada 
a um aumento não-intencional dos estoques das empresas. 
c) O consumo independente da renda, também chamado de consumo 
autônomo, determina o ponto em que a curva de consumo agregado 
corta o eixo das ordenadas de um gráfico do tipo consumo versus nível 
de renda nacional. 
d) A relação entre o nível de taxa real de juros e a propensão a poupar 
das famílias é sempre diretamente proporcional. 
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e) A demanda por investimentos de um sistema econômico é 
determinada pela eficiência marginal do capital, quando comparada com 
a taxa de jurosdo mercado. 
12- Considere duas economias, numa das quais as importações são 
uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as 
importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do 
multiplicador: 
a) Da primeira será maior que o da segunda. 
b) Da segunda será maior que o da primeira. 
c) Da primeira será igual ao da segunda. 
d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a 
consumir. 
e) Da segunda é função do nível de importação. 
13- No modelo keynesiano de determinação de equilíbrio da renda e do 
produto, é certo que: 
a) Um aumento nos impostos tem maior poder de diminuir o produto de 
equilíbrio que igual contração nos gastos do governo, tudo mais 
constante. 
b) A estabilidade do equilíbrio requer propensão marginal a consumir 
maior que 1. 
c) A propensão marginal a consumir é maior que a propensão média a 
consumir. 
d) O produto estará em equilíbrio, quando o investimento realizado for 
igual à poupança realizada. 
e) A propensão média a consumir é maior que a propensão marginal a 
consumir. 
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14-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Dentro do modelo keynesiano, 
o investimento tem papel e desempenho relevantes para um país. Sobre 
essa variável significativa, assinale a alternativa incorreta: 
a) No investimento bruto, estão incluídas as demandas por bens de 
capital, que elevará o estoque de capital da economia, bem como uma 
parcela que apenas cubra a depreciação do capital existente. 
b) Em um caso hipotético, no qual a depreciação é muito grande, um 
valor elevado para o investimento bruto pode não se traduzir em 
aumento significativo do estoque de capital, através de um investimento 
líquido reduzido. 
c) No modelo keynesiano simplificado, em uma economia fechada e sem 
governo, o valor do investimento é amplificado pelo multiplicador, 
seguindo a fórmula Y = I/(1 – c). 
d) No modelo Keynesiano simplificado, em uma economia aberta, o 
valor do investimento é amplificado pelo multiplicador, seguindo a 
fórmula Y = I/(1- c) - m. 
e) Um maior investimento representará uma maior acumulação de 
capital e, conseqüentemente, a ampliação da capacidade produtiva de 
um país ou do produto potencial de uma economia. 
15-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Sobre o significado 
macroeconômico do consumo induzido pela renda na teoria keynesiana, 
o impacto do valor da propensão marginal a consumir sobre o 
multiplicador e a Lei Psicológica de Keynes, marque a assertiva correta: 
a) A Lei Psicológica de Keynes estabelece que ganhos adicionais de 
renda repercutem desfavoravelmente nos gastos de consumo privado. 
b) Quanto maior o consumo induzido pela renda, maior também será a 
propensão marginal a poupar. 
c) A propensão marginal a consumir é inversamente proporcional ao 
valor do multiplicador keynesiano simples para uma economia fechada. 
d) O resultado estável e economicamente relevante para o pensamento 
keynesiano ocorre quando a propensão marginal a consumir for 
negativa e a coletividade destinar todo o ganho adicional de renda para 
a poupança. 
e) A Lei Psicológica de Keynes garante que a propensão marginal a 
gastar está compreendida no intervalo entre 0 e 1, ou seja, os 
aumentos de consumo pelo aumento de renda só cobrem uma parte 
desse último aumento. 
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16-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Segundo o modelo Keynesiano 
simples, o impacto de exportações e importações se expressam, 
respectivamente, no numerador e denominador do multiplicador 
keynesiano da seguinte forma: 
Y = G + I + X / 1 – c( 1- t) + m , onde se tem: 
Y = renda de equilíbrio; G = gastos do Governo; I = investimento 
privado; X=exportações; c= propensão marginal a consumir; t = 
propensão marginal a tributar; m = propensão marginal a importar. Em 
uma economia aberta, a elevação das exportações e a redução do 
coeficiente médio de importações afetam o nível de produto: 
a) as exportações aumentam a demanda agregada, aumentando o nível 
do produto, independentemente dos outros componentes da demanda 
autônoma assim como as importações. 
b) as exportações reduzem a demanda agregada enquanto que as 
importações diminuem a demanda agregada, aumentando o 
multiplicador keynesiano. 
c) as exportações são vazamentos para o exterior, o que diminui o 
multiplicador keynesiano. 
d) as exportações aumentam a demanda agregada e o aumento do 
produto depende do valor do multiplicador e das outras variáveis 
autônomas ao passo que as importações representam maiores 
vazamentos de demanda para o exterior, reduzindo o multiplicador. 
e) as exportações não influenciam o aumento da demanda agregada, 
pois não existe multiplicador das exportações ao passo que as 
importações representam maiores vazamentos de demanda para o 
exterior, reduzindo o multiplicador. 
17-(ESAF/AFRF-2005) A diferença entre a arrecadação tributária e o 
gasto público leva a um dos conceitos mais discutidos na economia 
brasileira nos últimos anos, que é o déficit público. Identifique a opção 
incorreta no que diz respeito a déficit público e finanças públicas. 
a) Para evitar distorções causadas pela inflação, é desejável se utilizar o 
conceito de déficit operacional do setor público, onde, do lado da 
despesa, são excluídos os gastos com correção cambial e monetária das 
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dívidas interna e externa. 
b) O déficit público é equivalente à diferença entre o valor dos 
investimentos públicos e a poupança do governo em conta corrente. 
c) Ao financiar o déficit público com a colocação de títulos junto ao setor 
privado, o governo aumenta as pressões inflacionárias do excesso de 
moeda e expande a dívida interna. 
d) O governo pode financiar o déficit público por meio de emissão de 
moeda ou via colocação de títulos públicos junto ao setor privado. 
e) O conceito de déficit primário exclui, além dos pagamentos relativos à 
correção monetária, as despesas com juros reais das dívidas interna e 
externa, refletindo, na prática, a situação das contas públicas, caso o 
governo não tivesse dívida. 
18- (ESAF/AFC/CGU-2006) Com relação a déficit público e dívida 
pública, não se pode afirmar que 
a) para avaliar o estímulo do governo à atividade econômica em termos 
de complementação da demanda privada, há interesse em se medir o 
tamanho do déficit público. 
b) quando o déficit público é menor do que zero, o governo está fazendo 
uma política fiscal contracionista. 
c) se o déficit público for maior que zero, o governo estará contribuindo 
para aumentar a demanda. 
d) caso o governo incorra em um déficit, o gasto que supera a receita 
deverá ser financiado de alguma forma. 
e) quanto menor for o estoque da dívida pública, maior será o gasto 
com juros. 
19- (CESPE/UNB-SEGER-ES-2008) A análise macroeconômica é 
essencial à compreensão dos grandes agregados econômicos. A respeito 
dessa teoria, julgue os itens a seguir. 
a)Aumentos dos gastos públicos, no âmbito de programas de 
redistribuição de renda como o Bolsa Família, podem ser financiados 
mediante a expansão da poupança líquida interna e do déficit externo. 
b) O efeito deslocamento (crowding out) supõe que variações nas taxas 
de juros, decorrentes da expansão dos gastos públicos, não afetam o 
multiplicador keynesiano e, portanto, não alteram o nível de eficácia da 
política fiscal para expandir a produção. 
c) Na função keynesiana de consumo, os gastos das famílias dependem 
essencialmente das variações da renda permanente. 
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d)A manutenção da relação dívida pública/PIB constante requerque o 
superávit primário, expresso como proporção do PIB, seja tão maior 
quanto menor for a taxa de juros e maior for o crescimento da 
economia. 
e) Quando a taxa de juros é inferior à taxa de crescimento da economia, 
a deterioração do resultado fiscal do governo conduzirá ao aumento da 
dívida e à elevação das despesas com juros. 
f)O aumento dos salários dos funcionários públicos eleva o consumo do 
governo na ótica da despesa, porém não altera o Produto Interno Bruto 
(PIB) computado sob a abordagem da renda. 
g) Se a redução das alíquotas do imposto de renda sobre pessoa jurídica 
(IRPJ) recentemente adotada no Brasil reduzir efetivamente o ônus 
fiscal relativo a esse tributo, então a curva IS se deslocará para cima e 
para a direita, contribuindo, assim, para elevar o nível de atividade da 
economia brasileira. 
h) Se, em virtude da crise atual de liquidez, ocorrer redução substancial 
do multiplicador keynesiano da economia americana, então a contração 
da demanda daí decorrente provocará um deslocamento ao longo da 
curva de demanda agregada dessa economia. 
i) A idéia de que o consumo corrente é financiado pelo estoque de 
riqueza e pela renda gerada ao longo da vida dos consumidores 
contradiz a hipótese do ciclo de vida. 
j) Aumentos das alíquotas do imposto de renda de pessoa física (IRPF), 
por reduzirem a propensão marginal a poupar, diminuem a poupança 
privada, porém não alteram os níveis de consumo. 
20 – ( ESAF/Analista do Bacen – 2001) Com relação ao conceito de 
multiplicador do modelo de determinação da renda, é incorreto afirmar 
que: 
a) se a propensão marginal a consumir for igual a propensão marginal a 
poupar, o valor do multiplicador será igual a 2. 
b) em uma economia fechada e sem governo, se a propensão marginal 
a consumir for de 0,1, um aumento nos investimentos resulta em um 
aumento mais do que proporcional da renda. 
c) em uma economia fechada e sem governo, quanto mais próximo de 
zero estiver a propensão marginal a poupar, menor será o efeito de um 
aumento dos investimentos sobre a renda. 
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d) o multiplicador da renda numa economia fechada é maior do que em 
uma economia aberta. 
e) quanto maior for a propensão marginal a poupar, menor será o valor 
do multiplicador. 
21 - (ESAF/AFRF – 2003) Considere as seguintes informações para 
uma economia fechada e com governo: 
Y = 1200; C = 100 + 0,7Y I = 200 
Com base nessas informações, pode-se afirmar que, considerando o 
modelo keynesiano simplificado, para que a autoridade econômica 
consiga um aumento de 10% no produto agregado, os gastos do 
governo terão de sofrer um aumento de: 
a) 60% b) 30% c) 20% d) 10% e) 8% 
22 – (ESAF/ENAP – 2006) Suponha que as empresas, em suas 
decisões em relação ao estoque de bens de capital que elas devem 
possuir, levem em consideração a razão entre o valor de mercado do 
capital instalado (a), avaliado pelo mercado acionário, e o custo de 
reposição do capital instalado (b). Denominada essa razão de q (isto é 
(a)/(b)) e aceitando essa suposição: 
a) se q>1, a empresa não terá incentivos em repor e aumentar o 
capital. 
b) se q>1, a empresa não terá incentivos em realizar os investimentos. 
c) somente será interessante investir se q <1. 
d) se q=1, a empresa é indiferente em investir. 
e) se q=1, a empresa obterá lucros aumentando o capital instalado. 
23 – (ANPEC – Economista-2005/2006) Com relação aos 
determinantes do investimento, é incorreto afirmar que: 
a) Ceteris paribus, uma queda na cotação das ações cotadas na Bolsa de 
Valores reduziria o chamado “q” de Tobin. 
b) A demanda por investimento necessariamente se reduz se, ceteris 
paribus, houver uma elevação instantânea e igual de todos os preços na 
economia. 
c) A taxa que iguala a somatória do valor presente dos rendimentos 
esperados de um bem de capital a seu preço de oferta é denominada 
por Keynes, eficiência marginal do capital. 
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d) De acordo com o modelo do acelerador do investimento, quanto 
maior a variação da renda, maior o investimento. Apesar de intuitiva e 
com boa capacidade de previsão empírica, esta teoria tem problemas 
para justificar teoricamente as relações que postula. 
e) Uma condição necessária a que valha a pena comprar um 
equipamento é que o valor presente dos lucros esperados gerados pelo 
seu uso seja inferior ao preço de mercado do equipamento. 
24- (ESAF/ENAP – 2006 e AFRF/2005) Considere válida a seguinte 
restrição orçamentária intertemporal de dois períodos para uma nação 
hipotética: 
C1 + C2/( 1 + r) =Q1 + Q2/(1 + r) 
Onde C1 e C2 são os valores para o consumo nos períodos 1 e 2, 
respectivamente. Q1 e Q2 as rendas dos períodos 1 e 2, 
respectivamente. 
Considerando que essa economia hipotética “respeita” essa restrição e 
mantém relações comercial e financeira com o resto do mundo, é 
incorreto afirmar que: 
a) o consumo no primeiro período pode ser maior do que a renda no 
primeiro período. 
b) se C1 > Q1 então C2 < Q2. 
c) um déficit comercial no primeiro período deve ser necessariamente 
compensado por um superávit comercial no segundo período. 
d) se a nação tiver um déficit na conta corrente no primeiro período, 
incorrendo assim em dívida externa, deverá ter um superávit futuro 
para pagar a dívida. 
e) o consumo no período 1 não pode ser igual ao consumo no período 2. 
25- (TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-AFRFB) Sobre Keynes, 
intervenção econômica, política fiscal e economia intertemporal, assinale 
a assertiva incorreta. 
a) Enquanto para Keynes, o nível de consumo é função da renda 
corrente ou atual, para os economistas da economia intertemporal, o 
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consumo é função não só da renda corrente, mas também da renda 
futura, do estoque de riqueza e da taxa de juros. 
b) A visão da equivalência ricardiana sinaliza que o consumidor age 
racionalmente, no sentido de que uma queda dos impostos representa 
manutenção do nível de consumo presente em preferência por um 
aumento de poupança privada para bancar os impostos mais altos no 
futuro. 
c) A visão tradicional da dívida pública promove um remanejamento das 
poupanças, isto é, a queda da poupança pública em função da menor 
carga de impostos é substituída por um aumento da poupança privada 
para bancar impostos mais altos no futuro. 
d) Esquema Ponzi de financiamento representa sucessivos déficits 
comerciais e financeiros da nação que precisam em algum momento no 
futuro ser honrados, via poupança externa (empréstimos internacionais) 
ou através de superávits comerciais (mais exportações e menos 
importações). A negativa de empréstimos internacionais pode provocar 
um efeito cadeia, efeito dominó nas contas públicas. 
e) O Estado Keynesiano, o Estado produtor, consumidor, empregador e 
regulador, isto é, essa corrente fiscalista, é compatível com a situação 
de “armadilha da liquidez” em que a política monetária é ineficaz para 
aumentar o produto e a renda nacionais. 
26- (TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-AFRFB-2009) Se um país A 
tem mais da metade da sua população entre as idades 20 a 50 anos, 
uma país B tem sua população quase que absoluta entre 0 e 15 anos e 
um país C tem sua população majoritariamente acima de 60 anos, de 
acordo com a Teoria do Ciclo de Vida, espera-se que: 
a) a taxa de poupança no país A seja igual no país B e no país C. 
b) a taxa de poupança no país A seja maior do que nos países B e C. 
c) o país A importe bens do país B. 
d) o país A exporte bens ao país C. 
e) o país A tome empréstimos do país C. 
27- (NCE/UFRJ – BNDES-Economista – 2005) Observe as 
afirmativas a seguir, em relação aos determinantes do consumo e do 
investimento:CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS 
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I – De acordo com Modigliani e “hipótese do ciclo de vida”, o desejo de 
manter estável o nível de consumo faz com que a propensão a poupar 
de um jovem não se altere, mesmo que sua expectativa mude ao longo 
do tempo. 
II – A combinação da “hipótese de renda permanente” de Friedman com 
a de que os consumidores têm expectativas racionais faz com que seja 
impossível prever as mudanças no consumo ao longo do tempo. 
III – Segundo Tobin, as decisões de investimento estão baseadas na 
política econômica presente e nas expectativas em relação aos efeitos 
das políticas futuras, relacionadas através do “q de Tobin”. Sempre que 
este for maior que 1, as empresas terão incentivos para investir. 
Assinale a alternativa correta: 
a) apenas as proposições II e III estão corretas. 
b) apenas as proposições I e II estão corretas. 
c) apenas a proposição II está correta. 
d) apenas as proposições I e III estão corretas. 
e) todas as proposições estão corretas. 
28- (VUNESP/CMSP-2007) Se um país A tem mais da metade da sua 
população entre as idades 0 a 15 anos e um país B tem sua população 
majoritariamente entre 20 e 50 anos, de acordo com a Teoria do Ciclo 
de Vida, espera-se que: 
a) a taxa de poupança no país A seja menor do que no país B. 
b) a taxa de poupança no país B seja menor do que no país ª 
c) o país A importe bens do país B. 
d) o país A exporte bens ao país B. 
e) o país A tome empréstimos do país B. 
GABARITO: 
01-B 02-C 03-E 04-C 05-D 06-A 07-C 08-B 09-A 10-A 
11-FFVFV 12-B 13-E 14-D 15-E 16-D 17-C 18-E 
19- VFFVFFVFFF 20-C 21-A 22-D 23-E 24-E 25-C 
26-B 27-A 28-A 
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QUESTÕES COMENTADAS: 
01- (ESAF-APO-SP-2009) Com relação à Dívida Pública, Déficit 
Público e Necessidade de Financiamento do Setor Público, identifique a 
opção falsa. 
a) Uma medida muito utilizada para avaliar a capacidade de pagamento 
do setor público é a relação dívida /PIB. 
b) A diferença entre as receitas totais e os gastos totais é chamada de 
déficit primário, pelo conceito “acima da linha”. 
c) O déficit nominal é uma medida bastante requisitada em períodos de 
inflação elevada. 
d) Os vários conceitos de déficit público podem ser apurados por dois 
critérios: o de competência e o de caixa. 
e) No longo prazo, o crescimento da dívida pública ocupa o espaço que 
seria destinado à formação de capital (efeito crowding - out), por meio 
da redução de investimentos. 
Comentários: 
A assertiva A está correta porque a relação dívida pública/PIB 
mensura exatamente o comportamento das contas públicas, ou melhor, 
a capacidade de financiamento do setor público. Maior crescimento da 
atividade econômica (PIB) ou menor estoque da dívida pública são 
mecanismos para diminuir a razão proposta da mesma forma que queda 
no crescimento econômico ou aumento da dívida pública representam 
deterioração das contas públicas. 
A assertiva B está incorreta porque a diferença entre receitas totais e 
os gastos totais é chamada de resultado nominal das contas públicas e 
não resultado primário como apontado na assertiva. 
Como lembrança, temos que: 
Resultado primário das contas públicas: receitas não-financeiras menos 
despesas não-financeiras. 
Resultado operacional das contas públicas: resultado primário + 
despesas financeiras a título de juros ou taxa de juros reais. 
Resultado nominal das contas públicas: resultado primário + despesas 
financeiras de qualquer título (taxa de juros, inflação e variação 
cambial) ou resultado operacional + despesas de inflação e variação 
cambial. Logo, a assertiva C está correta. 
A assertiva D está correta porque o déficit público pode ser apurado 
pelo critério de caixa (depende efetivamente do pagamento ou 
recebimento do recurso) e de competência (depende do 
reconhecimento do direito creditório, independente do pagamento ou 
recebimento do mesmo). Nas contas públicas do Brasil, o critério a ser 
utilizado é o de caixa, à exceção das despesas de juros, calculados pelo 
critério de competência. 
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A assertiva E está correta porque no longo prazo, a política fiscal 
expansionista (aumento dos gastos públicos) expulsa o investimento 
privado, isto é, desloca o investimento privado, isto é, ocupa o espaço 
que seria ocupado pelas empresas. Por isso, efeito crowding out ou 
deslocamento ou expulsão. 
Gabarito: B 
02-(ESAF-MPOG-EPPGG-2009) Com relação ao Déficit Público, uma 
das afirmações a seguir é falsa. Identifique-a. 
a) O governo pode financiar seu déficit por meio de recursos 
extrafiscais. 
b) O déficit de caixa omite as parcelas do financiamento do setor público 
externo e do resto do sistema bancário, bem como de fornecedores e 
empreiteiros. 
c) No cálculo do déficit público, segundo o conceito operacional, 
incluem-se as despesas com a correção monetária e cambial pagas 
sobre a dívida. 
d) O déficit total indica o fluxo líquido de novos financiamentos, obtidos 
ao longo de um ano pelo setor público não financeiro, nas três esferas 
de governo e administrações. 
e) A apuração do déficit pelo método “abaixo da linha” mede o tamanho 
do déficit pelo lado do financiamento. 
Comentários: 
A assertiva A está correta porque o governo pode financiar seu déficit 
através de recursos fiscais (arrecadação de impostos, taxas e 
contribuições) e por meio de recursos extrafiscais como emissão de 
moeda (vetado pela CF/88 e LRF), empréstimos bancários (idem) e 
emissão de títulos públicos. 
A assertiva B está correta porque o déficit de caixa leva em conta 
apenas o efetivo ingresso ou desembolso dos recursos, não sendo 
suficiente o reconhecimento do direito creditório ou do débito para as 
contas públicas, como funciona para o regime competência. Dessa 
forma, o método caixa “esconde” os diversos financiamentos 
mensurados sob a ótica da competência. 
A assertiva C está incorreta porque no cálculo do déficit público ou 
das necessidades de financiamento do setor público (NFSP), segundo o 
conceito operacional, incluem-se apenas as despesas financeiras a título 
de juros reais, não incorporando a inflação e a variação cambial sobre a 
dívida pública. Segundo o conceito nominal é que são incluídas as 
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despesas com a correção monetária (inflação) e cambial pagas sobre a 
dívida pública. 
A assertiva D está corrreta porque aqui se tem expressado o conceito 
de déficit público total como o somatório dos fluxos que alimentam a 
dívida pública, nas três esferas: nacional, estadual e municipal, não 
englobando as empresas financeiras estatais como a CEF e o BB. 
A assertiva E está correta porque no Brasil, do ponto de vista 
metodológico, os dois resultados fiscais obtidos – acima da linha e 
abaixo da linha – deveriam ser exatamente iguais. Porém, devido a 
dificuldades encontradas no levantamento dos dados pelo Tesouro 
Nacional, as NFSP são auferidas usualmente pelo método “abaixo da 
linha”, que calcula o déficit não com base no gasto em si, mas na 
variação líquida do estoque da dívida pública. A metodologia de cálculo 
das necessidades de financiamento do governo central sob o critério 
“acima da linha” enfoca a realização do gasto público pela ótica de 
variáveis de receita e despesa e abrange as operações de todas as 
entidades não-financeiras da administração direta e indireta que 
compõem o orçamento da União. 
Gabarito: C 
03-(TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-2009) “Para Mantega, as 
críticas ao aspecto fiscal não se justificam, uma vez que o Brasil é um 
dos países cuja dívidapública não subirá expressivamente por causa da 
crise. Segundo levantamento da agência de risco Standard & Poor´s, o 
endividamento bruto dos Estados Unidos crescerá de 52% do PIB em 
2008 para 79% do PIB em 2010, enquanto no Brasil a dívida pública 
permaneceria estabilizada em torno de 58% do PIB. Reduzimos o 
superávit primário em 2009 para poder fazer uma política anticíclica e 
ainda assim nosso resultado nominal será o segundo melhor do G20, 
citando números da revista “Economist”, que projeta um déficit de 2,1% 
do PIB para o Brasil”. (Jornal do Comércio, 26/05/2009, p.22 , caderno 
de Economia). Sobre o tema déficit público versus dívida pública, 
assinale a assertiva correta: 
a) O método “acima da linha” mede a variação do endividamento 
público, sem considerar as estatísticas fiscais desagregadas. 
b) As necessidades de financiamento do setor público (NFSP) no Brasil 
são medidas pelo critério de competência, à exceção do cálculo das 
despesas com juros, cotados no critério de caixa. 
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c) O déficit público nominal é maior que o déficit público primário se o 
país for credor internacional, isto é, apresentar receitas provenientes de 
juros e variação cambial. 
d) O resultado primário das contas públicas leva em consideração todas 
as despesas não financeiras bem como todas as receitas financeiras e 
não financeiras. 
e) A relação dívida pública/PIB decresce sempre que ocorrer aumento 
da atividade econômica e/ou redução do estoque dos títulos da dívida 
pública. 
Comentários: 
A assertiva A está incorreta porque o método “abaixo da linha” mede 
a variação do endividamento público, sem considerar as estatísticas 
fiscais desagregadas. Já o método “acima da linha” procura medir o 
déficit público a partir das estatísticas fiscais desagregadas, 
pormenorizadas, detalhadas mesmo. 
A assertiva B está incorreta porque o critério exposto está invertido 
na assertiva. As necessidades de financiamento do setor público no 
Brasil são medidas pelo critério caixa, à exceção do cálculo das despesas 
com juros, cotados no critério competência. 
A assertiva C está incorreta porque se o país é credor internacional, 
ele apresenta capacidade de emprestar recursos ao resto do mundo, isto 
é, é um exportador líquido de capitais. Dessa forma, o superávit nominal 
é maior que o superávit primário, dado que as receitas com juros e 
variação cambial serão computadas no resultado nominal das contas 
públicas. 
A assertiva D está incorreta porque o resultado primário do setor 
público leva em conta apenas as receitas e despesas não financeiras, ou 
seja, qualquer receita ou despesa financeira não é computada para 
efeitos do resultado primário. Quantifica-se apenas o esforço fiscal 
realizado pelo governo. 
A assertiva E está correta porque a razão dívida pública/PIB decresce 
quando o numerador diminui, isto é, o estoque de títulos da dívida 
pública se reduz ou o denominador aumenta (a atividade econômica 
cresce ou taxa de crescimento do PIB). 
Gabarito: E 
04-(TREINAMENTO AVANÇADO-ESAF-2009) “A queda dos juros 
básicos da economia reduziu o impacto negativo da redução do esforço 
fiscal do governo nas contas do setor público consolidado de abril. As 
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contas consolidadas do Tesouro Nacional, Banco Central, Previdência, 
estados, municípios e estatais mostram que, no mês passado, o gasto 
com o pagamento de juros foi de R$ 12,2 bilhões, resultado 13,5% 
menor que o de março. A carga de juros nos últimos meses encerrados 
em abril foi de 5,41% do PIB, a mais baixa desde maio/98, quando a 
relação era de 5,38% do PIB. Por conta disso, o setor público registrou 
em abril superávit nominal de R$ 300 milhões, reflexo de um superávit 
primário de R$ 12,5 bilhões e gastos com juros de R$ 12,2 bilhões.” 
(Jornal do Comércio, 26/05/2009, p.21, caderno de Economia). Acerca 
do tema e da importância da política fiscal e da dívida pública no 
resultado das contas públicas, assinale a assertiva incorreta: 
a) Para o setor público brasileiro, as contas públicas são mensuradas 
pelo critério de caixa, à exceção das despesas de juros calculadas pela 
ótica da competência. 
b) O déficit público nominal leva em conta toda e qualquer receita 
financeira (caso exista) bem como as despesas financeiras a título de 
juros nominais (inflação, variação cambial e juros). 
c) As necessidades de financiamento do setor público sob o prisma 
operacional computam as despesas financeiras tomadas como juros 
reais, isto é, taxa de juros e correção monetária. 
d) Maiores empréstimos internacionais acarretam desconfiança dos 
credores internacionais se os fundamentos macroeconômicos da 
economia nacional não são sólidos, robustos. Dessa forma, teremos a 
negativa na concessão de novos empréstimos e um possível efeito 
dominó de desconfiança, alimentando ainda mais a crise. É o chamado 
esquema Ponzi de financiamento. 
e) O déficit público nominal é o déficit público operacional mais as 
despesas com correção monetária e variação cambial, se houver. 
Comentários: 
A assertiva A está correta porque diante do critério caixa versus 
competência, o setor público no Brasil leva em conta qualquer despesa 
ou receita do orçamento sob o prisma de caixa, isto é, depende 
efetivamente do recebimento ou do pagamento do recurso, à exceção 
das despesas com juros, que são calculadas sob a ótica de competência, 
isto é, basta o reconhecimento do direito creditório. 
A assertiva B está correta porque está computado aqui o conceito 
literal das NFSP nominal, levando-se em conta toda e qualquer despesa 
ou receita financeira (taxa de juros reais, inflação e variação cambial). 
A assertiva C está incorreta porque as necessidades de financiamento 
do setor público sob o prisma operacional computam as despesas 
financeiras tomadas como juros reais, isto é, taxa de juros somente. As 
NFSP sob o prisma nominal é que levam em conta os juros nominais, a 
saber: taxa de juros e inflação ou correção monetária, além da variação 
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cambial se houver, isto é, levam em consideração toda e qualquer 
despesa financeira. 
A assertiva D está correta porque o esquema Ponzi retrata a situação 
em que o país incorre em déficit de forma definitiva, tomando 
empréstimos novos para quitar os pretéritos, incorrendo em mais juros, 
o que acarreta novo déficit, incrementando cada vez mais o 
endividamento. Os credores internacionais podem inferir que a 
capacidade do país honrar seus compromissos financeiros é bastante 
suspeita, o que leva a negativa de novos empréstimos, provocando um 
verdadeiro efeito dominó de colapso e bancarrota nas contas externas. 
A assertiva E está correta porque o resultado das contas públicas 
nominal compreende o resultado operacional mais os gastos com as 
despesas financeiras a título de inflação e variação cambial ou resultado 
das contas públicas nominal compreende o resultado primário mais as 
despesas financeiras a qualquer título (juros, inflação e variação 
cambial). 
Gabarito: C 
05-(ESAF-AFC-STN-2008) Em relação à política fiscal e aos conceitos 
de necessidade de financiamento do setor público(NFSP), déficit e dívida 
pública, qual das afirmações abaixo é correta, supondo que não existem 
juros nominais recebidos pelo governo. 
a) Se os juros nominais pagos em função da dívida pública são 
superiores ao déficit primário, então o governo possui superávit 
nominal. 
b) Se o governo apresenta déficit primário, isso implica que a poupança 
do governo seja negativa. 
c) Quando há déficit nominal, os juros nominais pagos são 
necessariamente inferiores a um déficit primário. 
d) A existência de déficitprimário significa que os investimentos 
governamentais (se existirem) não são financiados na sua integralidade 
por poupança do governo. 
e) Quando se tem uma variação negativa da dívida pública e não 
existem variações patrimoniais relevantes no período como 
privatizações ou reconhecimento de esqueletos, então o governo 
apresentou déficit nominal no período. 
Comentários: 
A assertiva A está incorreta porque se os juros nominais pagos em 
função da dívida pública são superiores ao déficit primário, então o 
governo possui déficit nominal. O resultado nominal das contas públicas 
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é igual ao resultado primário mais as despesas financeiras (juros, 
inflação e câmbio). 
A assertiva B está incorreta e a assertiva D está correta porque se 
o governo apresenta déficit primário, isso implica que o governo 
arrecadou taxas, impostos e contribuições (poupança ou saldo em conta 
corrente do governo) em quantidade insuficiente para bancar os gastos 
com consumo e investimento (as despesas correntes e de capital da 
administração pública). 
A assertiva C está incorreta porque quando há déficit nominal, os 
juros nominais (juros, inflação e variação cambial) pagos são superiores 
ao déficit primário. Déficit nominal = déficit primário + juros nominais. 
A assertiva E está incorreta porque quando se tem uma variação no 
endividamento da dívida pública e não existindo variações patrimoniais 
relevantes no período como privatizações ou reconhecimento de 
esqueletos, então o governo pode apresentar déficit primário, 
operacional ou nominal, dependendo das contas fiscais desagregadas do 
orçamento público. Só ocorrerá déficit nominal se houver despesas 
financeiras de qualquer ordem. 
Gabarito:D 
06- (ESAF-AFC-STN-2008) Do ponto de vista fiscal, o déficit público é 
medido a partir do resultado primário. Isso posto, é correto afirmar: 
a) o Resultado Primário corresponde à diferença entre receitas não-
financeiras e despesas não-financeiras. 
b) entende-se por receita não-financeira: a receita orçamentária 
arrecadada mais as operações de crédito, as receitas de privatizações e 
as receitas provenientes de rendimentos de aplicações financeiras. 
c) entende-se por despesa não-financeira: a despesa total, aí incluídas 
aquelas como amortização e encargos da dívida interna e externa 
(amortização mais juros). 
d) do ponto de vista fiscal, ou pelo critério acima da linha ocorre déficit 
público quando o total das receitas não-financeiras é superior às 
despesas não financeiras. 
e) nos casos em que o total das receitas próprias de um ente público 
(sem considerar empréstimos) é inferior às despesas realizadas, temos 
um superávit primário. 
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A assertiva A está correta porque o resultado primário das contas 
públicas representa a diferença entre a arrecadação não financeira e os 
gastos financeiros. Dessa forma, qualquer elemento financeiro (juros 
reais, inflação ou correção monetária e variação cambial) não afeta o 
resultado primário. 
A assertiva B está incorreta porque as receitas provenientes de 
rendimentos de aplicações financeiras (taxa de juros e variação cambial, 
basicamente) são receitas eminentemente financeiras. 
A assertiva C está incorreta porque encargos da dívida interna (juros 
reais) e dívida externa (câmbio) representam despesas de caráter 
financeiro. 
A assertiva D está incorreta o déficit público entra em cena quando 
as receitas não financeiras são inferiores às despesas não financeiras. 
Total das receitas não financeiras superior ao total das despesas não 
financeiras acusa superávit público. 
A assertiva E está incorreta nos casos em que o total das receitas 
próprias de um ente público é inferior às despesas realizadas, temos um 
déficit primário e não superávit primário. 
Gabarito: A 
07- (ESAF-AFC/STN-2008) Em relação à apuração das necessidades 
de financiamento do setor público, é correto afirmar que: 
a) elas são integralmente apuradas pelo conceito de competência. 
b) elas são integralmente apuradas pelo conceito de caixa. 
c) elas são apuradas pelo conceito de caixa, exceto pelas despesas de 
juros apuradas pelo conceito de competência. 
d) elas são apuradas pelo critério de competência, exceto pelas 
despesas com inativos apuradas pelo conceito de caixa. 
e) elas são apuradas pelo critério de caixa, exceto pelas despesas com 
pessoal e encargos sociais apuradas com o conceito de competência. 
Comentários: 
O conceito de caixa significa que são considerados os fluxos de 
recebimentos e pagamentos provenientes do caixa do ente 
governamental, o que pode provocar distorções no cálculo se o setor 
público adiar de forma intencional o pagamento de funcionários ou a 
fornecedores. 
O conceito competência, por sua vez, está associado ao momento ou 
período em que se efetivou o direito adquirido pelo credor, independente 
do momento da ocorrência ou não do pagamento. 
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No Brasil, as necessidades de financiamento são apuradas pelo conceito 
de caixa, exceto pelas despesas de juros, apuradas pelo conceito de 
competência contábil. De um lado, isso visa evitar que, se o governo 
emite títulos de prazo mais longo, com pagamentos concentrados no 
tempo, o déficit seja artificialmente baixo durante algum tempo e depois 
estoure no momento do vencimento. Ao apropriar os juros pelo conceito 
de competência, o BC torna a despesa de juros mais regular ao longo do 
tempo. 
Gabarito: C 
08-(ESAF/ENAP-2006) Considere 
A = 400 + 0,7Y – 3000i 
i = 0,06 
X = 250 
M = 0,2Y 
onde: 
A = demanda agregada interna; 
I = taxa de juros; 
X = exportações; 
M = importações. 
Considerando a renda de equilíbrio, o saldo X – M será de 
a) - 62 
b) 62 
c) 54 
d)- 54 
e) 12 
Comentários: 
A demanda agregada é resultado da despesa nacional, sendo composta 
pelo consumo das famílias (C), investimento das empresas (I), gastos 
governamentais (G), transações com o resto do mundo ou exportações 
líquidas (exportações menos importações). 
A = C + I + G + X – M (1). 
No equilíbrio macroeconômico, o nível de produto (renda) deve ser igual 
ao nível das despesas dos agentes econômicos: Y = DA. A renda 
nacional de equilíbrio é estabelecida através da vinculação gradativa de 
cada uma das variáveis da função demanda agregada. 
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Temos a equação da demanda agregada interna A= 400 + 0,7Y – 3000i 
(2). Substituindo-se i = 0,06 em (2), vem: 
400 + 0,7Y – 180. 
Retornando à equação completa (1), vem: 
Y = 400 + 0,7Y – 180 + 250 – 0,2Y 
Y = 470 + 0,5Y 
Y – 0,5Y = 470 
0,5Y = 470 
Y = 940. 
O saldo da BC, ou seja, X – M = 250 – 0,2.940 = 250 – 188 = 62. 
Gabarito: B 
09-(ESAF/ENAP-2006) Considere o modelo: 
C = C0 + C(Yd) 
Yd = Y – T 
T = t.Y 
Y = C + I + G 
onde: 
C = consumo; 
C0 = consumo autônomo; 
Yd = renda disponível; 
T = impostos; 
G = gastos do governo; 
I = investimento agregado. 
Com base nesse modelo, é incorreto afirmar que: 
a) se t = 0, então o multiplicador dos gastos do governo será igual a 1. 
b) o valor do multiplicador será de 1/1 – c(1 – t) 
c) ΔY/ΔG = ΔY/ΔI 
d) a renda de equilíbrio é igual a 1/1 – c(1 – t) . (C0 + I + G) 
e) ΔY/ΔG = ΔY/ΔC0 
Comentários: 
Apenas para ficar registrado e comprovado no modelo Keynesiano de 
uma economia fechada, o consumo além de seu componente autônomo, 
é função da renda disponível, que corresponde ao valor da renda total 
menos a arrecadação de impostos. Logo, a função consumo é dada por 
C = ´C + cYd, onde c é a propensão marginal a consumir. A 
arrecadação tributáriaé uma função linear da renda (T = ty) e o 
investimento bem como os gastos do governo são variáveis exógenas. 
Resolvendo, temos: 
Y = (C0 + cYd) + (I) + (G) 
Y = C0 + c(Y - tY) + I + G 
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Y = C0 + cY - ctY + I + G 
Y - cY + ctY = C0 + I + G 
Y (1 - c(1 - t) = C0 + I + G 
Y = 1.( C0+ I + G)/ 1 - c( 1 - t) 
Portanto, o multiplicador é 1/ 1- c(1 - t). 
As assertivas B e D estão corretas. 
ΔY/ΔG = ΔY/ΔI representa o multiplicador keynesiano (fiscal) do 
investimento ao passo que ΔY/ΔG = ΔY/ΔC0 sinaliza o multiplicador 
keynesiano do consumo autônomo (gastos autônomos). Ambas são 
variáveis da mesma função demanda agregada da economia DA = C + I 
+ G de uma economia fechada. Logo, k = ΔY/ΔG = ΔY/ΔI = ΔY/ΔC0. 
As assertivas C e E estão corretas. 
A assertiva A está incorreta porque, se t= 0, logo o multiplicador 
keynesiano seria igual a 1/ 1- c. Senão vejamos. 
O multiplicador é 1/ 1- c(1 - t) = 1/ 1- c(1-0) = 1/ 1- c.1 = 1/ 1 – c. 
Gabarito:A 
10-(ESAF/ENAP-2006) Considere o seguinte modelo: 
Y = C + I + G + X – M 
C = Co + ⃠Y 
M = Mo + βY 
0 <β< ⃠ < 1 
onde: 
Y = produto agregado; 
I = investimento agregado; 
G= gastos do governo; 
X = exportação de bens e serviços não fatores; 
M = importação de bens e serviços não fatores; 
C = consumo agregado; 
Co = consumo agregado autônomo; 
Mo = importações autônomas. 
Com base nessas informações, é incorreto afirmar que 
a) quanto maior β, maior será ΔY/ΔG. 
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b) tanto ⃠ quanto β exercem influência sobre o multiplicador dos gastos 
do governo. 
c) ΔY/ΔG = ΔY/ΔI 
d) ΔY/ΔC0 = ΔY/ΔG 
e) o valor do multiplicador será igual a 1/(1 -⃠ + β). 
Comentários: 
No caso de uma economia aberta, temos a presença de X e M onde 
X: exportações exógenas 
M: importações dependentes da renda: mY 
O modelo completo, com o resto do mundo, é assim registrado: 
Y = 1/ ( 1-⃠) . (C0 + I + G + X – βY) 
Estamos admitindo que as exportações (X) são independentes e que as 
compras (importações) (M) dependem, ou melhor, são induzidas pela 
variável renda (Y). 
Como no equilíbrio Y = DA e sendo DA = C + I + G + X – M 
Temos: 
Y = C0 + I + G + X - βY 
Y - ⃠Y + βY = C0 + I + G + X 
Y ( 1 – ⃠ + β) = C0 + I + G + X 
Y =1. C0 + I + G + X 
 1 - ⃠ + β 
Portanto, o multiplicador passa a ser: 
K = 1 
 1 - ⃠ + β 
Observe que o multiplicador para a economia aberta é menor do que o 
observado na economia fechada, considerando a mesma propensão 
marginal a consumir e a mesma alíquota de imposto. 
ΔY/ΔG = ΔY/ΔI representa o multiplicador keynesiano (fiscal) do 
investimento ao passo que ΔY/ΔG = ΔY/ΔC0 sinaliza o multiplicador 
keynesiano do consumo autônomo (gastos autônomos). Ambas são 
variáveis da mesma função demanda agregada da economia DA = C + I 
+ G de uma economia fechada. 
Gabarito:A 
11- (CESPE/UNB-ANTAQ-2009) Em relação aos conceitos básicos de 
macroeconomia, julgue os itens a seguir: 
a) Entre as diversas teorias de determinação da renda agregada, a que 
mais se aproxima dos dados empíricos observados pela pesquisa 
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científica contemporânea é a teoria da renda relativa, que consiste na 
tese de que quanto maior for o nível de renda individual, menor será a 
fração da renda aplicada no consumo. 
b) Se a produção de determinada economia nacional está abaixo do seu 
ponto de equilíbrio, a eventual expansão da produção se dará associada 
a um aumento não-intencional dos estoques das empresas. 
c) O consumo independente da renda, também chamado de consumo 
autônomo, determina o ponto em que a curva de consumo agregado 
corta o eixo das ordenadas de um gráfico do tipo consumo versus nível 
de renda nacional. 
d) A relação entre o nível de taxa real de juros e a propensão a poupar 
das famílias é sempre diretamente proporcional. 
e) A demanda por investimentos de um sistema econômico é 
determinada pela eficiência marginal do capital, quando comparada com 
a taxa de juros do mercado. 
Comentários: 
A assertiva A está incorreta porque existem duas teorias que se 
rivalizam, ou melhor, se complementam nessa análise renda-consumo. 
A teoria keynesiana prega que, quanto maior a renda corrente (atual ou 
presente), maior a fração da renda aplicada no consumo ao passo que a 
teoria da economia intertemporal assegura que o consumo é explicado 
não só pela renda corrente, mas também pela renda futura, pela taxa 
de juros, pelo estoque de riqueza, dentre outros. 
A assertiva B está incorreta porque em se tratando de produção 
abaixo do ponto de equilíbrio (existe capacidade ociosa na economia), 
uma eventual expansão está associada à queda da variação de estoques 
do período imediatamente anterior. Cabe repisar que taxa de 
investimento da economia é igual à formação bruta de capital fixo mais 
variação de estoques (I = FBCF + VE). 
A assertiva C está correta porque o consumo autônomo ou exógeno 
se dá no ponto em que a curva consumo corta o eixo das ordenadas ao 
passo que o consumo induzido (dependente da renda), isto é, a 
propensão marginal a consumir representa a inclinação ou declividade 
da função consumo (C = C0 + cY). 
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A assertiva D está incorreta porque de acordo com o motivo 
precaução, as pessoas guardam moeda, isto é, poupam em função de 
algum imprevisto no futuro, de alguma reserva para contingências, etc. 
Independente da taxa real de juros, o motivo precaucional se mantém. 
Em consonância com o motivo especulação, as pessoas retêm moeda 
em função inversa com os juros, isto é, quanto maior a taxa real de 
juros, maior o custo de oportunidade de retenção de moeda, ou seja, 
melhor fazer o aporte em títulos, que rendem juros do que em moeda, 
que não rende juros. A demanda por moeda é inversamente 
proporcional aos juros. É o motivo especulação ou portfólio. 
A assertiva E está correta porque a demanda por investimentos da 
economia cresce quanto menor a taxa de juros do mercado, isto é, taxa 
de juros e investimento são inversamente proporcionais. Quando a 
eficiência marginal do capital (taxa de retorno dos ganhos futuros) 
supera a taxa de juros praticada, o investimento é realizado. 
Gabarito: FFVFV 
12- Considere duas economias, numa das quais as importações são 
uma função crescente do nível de renda real, enquanto na segunda as 
importações são autônomas em relação ao nível de renda. O valor do 
multiplicador: 
a) Da primeira será maior que o da segunda. 
b) Da segunda será maior que o da primeira. 
c) Da primeira será igual ao da segunda. 
d) Da primeira não depende do valor da propensão marginal a 
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consumir. 
e) Da segunda é função do nível de importação. 
Comentários: 
Os valores dos multiplicadores são, respectivamente: 
i) importações guiadas por aumentos da renda real 
km1 = – 1/(1 – c + m) 
ii) importações autônomas (exógenas, independentes): 
km2 = – 1/(1 – c) 
Dessa forma, 
Km2 > Km1 
Em se tratando de duas economias abertas, mas sabendo que 
importações representam vazamentos da renda (do produto) para o 
exterior, quanto maior a dependência da renda, maior o vazamento para 
o exterior, maior a propensão marginal a importar (m), de forma que o 
multiplicador fica cada vez menor. 
Gabarito: B 
13- No modelo keynesiano de determinação de equilíbrio da renda e do 
produto, é certo que: 
a) Um aumento nos impostos tem maior poder de diminuir o produto de 
equilíbrio que igual contração nosgastos do governo, tudo mais 
constante. 
b) A estabilidade do equilíbrio requer propensão marginal a consumir 
maior que 1. 
c) A propensão marginal a consumir é maior que a propensão média a 
consumir. 
d) O produto estará em equilíbrio, quando o investimento realizado for 
igual à poupança realizada. 
e) A propensão média a consumir é maior que a propensão marginal a 
consumir. 
Comentários: 
A assertiva A está incorreta porque a ocorrência do efeito 
multiplicador keynesiano de procura de bens e serviços será mantida se 
o fluxo do investimento adicional for mantido. Assim como a renda 
diminuirá num múltiplo do aumento autônomo de impostos, ela também 
cairá segundo um múltiplo de uma eventual queda nos gastos do 
governo (ou outro elemento autônomo da demanda agregada). 
A assertiva B está incorreta porque não existe propensão marginal a 
consumir maior do que um, para os modelos keynesianos ou derivados. 
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A propensão marginal a consumir (c) sempre se situa em um intervalo 
entre 0 e 1, traduzindo em quanto o consumidor destina ao consumo 
adicional, extra, para um ganho adicional de renda, ou seja, a cada um 
real de acréscimo de renda, qual parcela desse um real será destinado 
aos gastos com consumo. 
A assertiva C está incorreta e a assertiva E está correta porque no 
modelo keynesiano de determinação da renda, a função consumo é 
dada por C = C0 + cyd; 
onde: 
C: consumo; 
C0: consumo autônomo (exógeno, independente); 
c: propensão marginal a consumir; e 
yd: renda disponível. 
A propensão média a consumir é igual a PMeC = C = C0 + cyd = C0 + c 
 yd yd yd 
Já a propensão marginal a consumir é dada por PMgC = c; 
Como C0 é positivo, conseqüentemente, PMeC > PMgC. 
 yd 
A assertiva D está incorreta porque a condição de equilíbrio, no 
modelo keynesiano de determinação da renda, é dada pela igualdade 
entre investimento planejado (ex ante) e poupança planejada (ex ante) 
e não pelo investimento realizado (ex post) e poupança planejada (ex 
ante). 
Gabarito: E 
14-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Dentro do modelo keynesiano, 
o investimento tem papel e desempenho relevantes para um país. Sobre 
essa variável significativa, assinale a alternativa incorreta: 
a) No investimento bruto, estão incluídas as demandas por bens de 
capital, que elevará o estoque de capital da economia, bem como uma 
parcela que apenas cubra a depreciação do capital existente. 
b) Em um caso hipotético, no qual a depreciação é muito grande, um 
valor elevado para o investimento bruto pode não se traduzir em 
aumento significativo do estoque de capital, através de um investimento 
líquido reduzido. 
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c) No modelo keynesiano simplificado, em uma economia fechada e sem 
governo, o valor do investimento é amplificado pelo multiplicador, 
seguindo a fórmula Y = I/(1 – c). 
d) No modelo Keynesiano simplificado, em uma economia aberta, o 
valor do investimento é amplificado pelo multiplicador, seguindo a 
fórmula Y = I/(1- c) - m. 
e) Um maior investimento representará uma maior acumulação de 
capital e, conseqüentemente, a ampliação da capacidade produtiva de 
um país ou do produto potencial de uma economia. 
Comentários: 
A assertiva A está correta porque a variável investimento bruto 
corresponde à formação bruta de capital fixo mais a variação de 
estoques deduzida a depreciação desse novo bem de capital. 
IB = FBCF + Ve – Depreciação. 
O que queremos deixar claro é que um nível favorável de investimento 
se traduz em maiores oportunidades de emprego, incremento da renda 
e elevação do nível de atividade e produto da economia. De forma 
análoga, menores taxas de investimento representam menor nível de 
emprego, atividade econômica em desaceleração e decréscimo da renda 
da coletividade. 
A assertiva B está correta porque o agregado investimento líquido, 
que denota expressamente o efetivo de capacidade produtiva da 
economia, é o mais correto, pois leva em conta a depreciação, o 
desgaste do equipamento e da maquinaria produzidos durante o ano. 
Todavia, dada a dificuldade de estimação da depreciação, opta-se pelo 
cálculo do investimento bruto, em que os dados de estoques adquiridos 
e novas plantas industriais são mais confiáveis. Dessa forma, tem-se 
que: IL = IB – D onde: 
IL = investimento líquido 
IB = investimento bruto 
D = depreciação 
Assim, um valor expressivo da depreciação, nos remete a um 
investimento líquido reduzido, isto é, dado o investimento bruto, ceteris 
paribus (tudo o mais constante), quanto maior a depreciação, menor a 
taxa de investimento líquida da economia. 
A assertiva C está correta e a assertiva D está incorreta. 
No modelo keynesiano, não existe o termo propensão marginal a 
investir (d), pois a função keynesiana roga que os investimentos são 
exógenos, ou seja, I = I0. Em modelos keynesianos derivados, ajusta-
se a função investimento para I como função direta da renda, ou seja, 
I = I0 + dY, onde: 
I = função investimento 
I0 = investimento autônomo 
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d= propensão marginal a investir 
Temos, portanto, dois modelos keynesianos, o simplicado(que é o 
solicitado na questão) e o derivado (também analisado abaixo). 
01) Modelo Keynesiano simplificado: (I = I0) 
Dessa forma, temos para uma economia fechada, multiplicador dos 
gastos autônomos: 
K = 1/ 1 – c(1 – t) 
Multiplicador da tributação: 
Kt = - c/ 1 – c( 1 – t) 
E, para uma economia aberta, multiplicador dos gastos autônomos: 
Kt = 1/ 1 – c(1 – t) + m onde m= propensão marginal a importar 
As assertivas C e D trazem o multiplicador como função da renda de 
equilíbrio. Assim, Y = 1/ 1 – c(1 – t) e Y = 1/ 1 – c(1 – t) + m, mas 
como não existe a função tributação, isto é, t = 0, fica reduzido a Y = 
1/ 1 – c (para economia fechada) e Y = 1/ 1 – c + m (para economia 
aberta). 
02) Modelo Keynesiano derivado: I = I0 + dY, onde: 
I = função investimento 
I0 = investimento autônomo 
d= propensão marginal a investir 
Multiplicador dos gastos autônomos: 
K = 1/ 1 – c( 1 – t) - d 
Multiplicador da tributação: 
Kt = - c / 1 – c( 1 – t) - d 
A assertiva E está correta porque maior taxa de investimento 
doméstica representa maior volume de bens de capital fixo, isto é, mais 
imóveis, mais empreendimentos, novas plantas industriais, novas 
rodovias, mais despesas de capital do governo, que modernizam e 
ampliam a oferta de investimento, crescendo a economia, 
movimentando a coletividade com novos empregos e oportunidade além 
de mais renda e produto na economia. 
Gabarito: “D” 
15-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Sobre o significado 
macroeconômico do consumo induzido pela renda na teoria keynesiana, 
o impacto do valor da propensão marginal a consumir sobre o 
multiplicador e a Lei Psicológica de Keynes, marque a assertiva correta: 
a) A Lei Psicológica de Keynes estabelece que ganhos adicionais de 
renda repercutem desfavoravelmente nos gastos de consumo privado. 
b) Quanto maior o consumo induzido pela renda, maior também será a 
propensão marginal a poupar. 
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c) A propensão marginal a consumir é inversamente proporcional ao 
valor do multiplicador keynesiano simples para uma economia fechada. 
d) O resultado estável e economicamente relevante para o pensamento 
keynesiano ocorre quando a propensão marginal a consumir for 
negativa e a coletividade destinar todo o ganho adicional de renda para 
a poupança. 
e) A Lei Psicológica de Keynes garante quea propensão marginal a 
gastar está compreendida no intervalo entre 0 e 1, ou seja, os 
aumentos de consumo pelo aumento de renda só cobrem uma parte 
desse último aumento. 
Comentários: 
Na teoria Keynesiana, o consumo é tomado como um gasto induzido, ou 
seja, varia de acordo com a variação do nível da renda. Assim, o nível 
de produto é determinado por estímulos de gastos autônomos 
(investimento – no modelo keynesiano simples -, gastos do governo e 
exportações) que são multiplicados pela elevação do consumo induzido. 
Se o consumo induzido amplia os estímulos dos gastos autônomos, 
quanto maior a propensão marginal a gastar dos receptores de rendas 
ampliadas por esses estímulos autônomos, maior será o efeito 
multiplicador. Esse efeito pode ser visualizado pelo multiplicador 1/ (1 – 
c) onde, quanto maior a propensão a consumir, menor o denominador e, 
conseqüentemente, maior o multiplicador. Pode-se observar também 
que neste tipo de análise só existe um resultado estável e 
economicamente relevante se a propensão a gastar for menor que 1, ou 
seja, se os aumentos de consumo pelo aumento da renda cobrirem 
apenas uma parcela desse aumento. Para conseguir um resultado 
estável do modelo, Keynes recorre a uma suposta “Lei Psicológica 
Fundamental” que faria com que cada indivíduo não consumisse 
integralmente a elevação de sua renda pessoal. 
Gabarito: “E” 
16-(UFF/PROVA DE SELEÇÃO-2006) Segundo o modelo Keynesiano 
simples, o impacto de exportações e importações se expressam, 
respectivamente, no numerador e denominador do multiplicador 
keynesiano da seguinte forma: 
Y = G + I + X / 1 – c( 1- t) + m , onde se tem: 
Y = renda de equilíbrio; G = gastos do Governo; I = investimento 
privado; X=exportações; c= propensão marginal a consumir; t = 
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propensão marginal a tributar; m = propensão marginal a importar. Em 
uma economia aberta, a elevação das exportações e a redução do 
coeficiente médio de importações afetam o nível de produto: 
a) as exportações aumentam a demanda agregada, aumentando o nível 
do produto, independentemente dos outros componentes da demanda 
autônoma assim como as importações. 
b) as exportações reduzem a demanda agregada enquanto que as 
importações diminuem a demanda agregada, aumentando o 
multiplicador keynesiano. 
c) as exportações são vazamentos para o exterior, o que diminui o 
multiplicador keynesiano. 
d) as exportações aumentam a demanda agregada e o aumento do 
produto depende do valor do multiplicador e das outras variáveis 
autônomas ao passo que as importações representam maiores 
vazamentos de demanda para o exterior, reduzindo o multiplicador. 
e) as exportações não influenciam o aumento da demanda agregada, 
pois não existe multiplicador das exportações ao passo que as 
importações representam maiores vazamentos de demanda para o 
exterior, reduzindo o multiplicador. 
Comentários: 
Segundo o modelo keynesiano simples, numa economia aberta, a 
elevação das exportações (X) e a redução do coeficiente médio de 
importações (propensão marginal a importar) (m) afetam o nível de 
produto. As exportações aumentam a demanda agregada, levando a 
uma elevação do nível do produto, dependendo do valor do 
multiplicador e dos outros componentes de demanda autônomos. Já as 
importações representam vazamentos da demanda agregada para o 
exterior. Assim, quanto maior a propensão a importar, que relaciona o 
impacto no total das importações com a variação do produto, menor o 
multiplicador Keynesiano, ou seja, maior o vazamento de demanda para 
o exterior. 
Por isso, é que o multiplicador para uma economia fechada no modelo 
keynesiano simples é maior que aquele observado para uma economia 
aberta, no mesmo modelo keynesiano simples. 
K = 1/ 1 – c(1- t), para uma economia fechada e 
K = 1/1 – c(1 – t) + m, para uma economia aberta. 
Gabarito: “D” 
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17-(ESAF/AFRF-2005) A diferença entre a arrecadação tributária e o 
gasto público leva a um dos conceitos mais discutidos na economia 
brasileira nos últimos anos, que é o déficit público. Identifique a opção 
incorreta no que diz respeito a déficit público e finanças públicas. 
a) Para evitar distorções causadas pela inflação, é desejável se utilizar o 
conceito de déficit operacional do setor público, onde, do lado da 
despesa, são excluídos os gastos com correção cambial e monetária das 
dívidas interna e externa. 
b) O déficit público é equivalente à diferença entre o valor dos 
investimentos públicos e a poupança do governo em conta corrente. 
c) Ao financiar o déficit público com a colocação de títulos junto ao setor 
privado, o governo aumenta as pressões inflacionárias do excesso de 
moeda e expande a dívida interna. 
d) O governo pode financiar o déficit público por meio de emissão de 
moeda ou via colocação de títulos públicos junto ao setor privado. 
e) O conceito de déficit primário exclui, além dos pagamentos relativos à 
correção monetária, as despesas com juros reais das dívidas interna e 
externa, refletindo, na prática, a situação das contas públicas, caso o 
governo não tivesse dívida. 
Comentários: 
A assertiva A está correta porque o déficit operacional das contas 
públicas se refere ao resultado nominal do setor público 
desconsiderando a correção monetária da dívida pública e dos ativos do 
setor público. 
A assertiva B está correta porque rapidamente, em breves 
colocações, sabemos que o déficit público se constitui no excesso de 
dispêndio governamental (consumo e investimento) frente à poupança 
do setor público, dada pela arrecadação de tributos. A questão do déficit 
público é o grande tema de políticas públicas desde meados dos anos 90 
assim como a inflação foi o grande gargalo dos anos 80. 
A assertiva C está incorreta e a assertiva D está correta porque 
existem quatro caminhos para o financiamento do déficit público: a 
emissão monetária, os empréstimos bancários, a venda de títulos 
públicos via operações de mercado aberto e a arrecadação de impostos, 
taxas e contribuições. As operações de mercado aberto em que se 
registram as vendas de títulos públicos como forma de arrecadação são 
um instrumento muito utilizado e complementar à tributação. Essas 
operações são aquelas estudadas na Política Monetária do Curso de 
Economia. O endividamento interno retira recursos da economia e reduz 
as possibilidades de crédito bancário, elevando a taxa de juros, com 
todas as conseqüências de desestímulo a novos empreendimentos, 
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quedas nas contratações e redução do nível de atividade. O governo 
aumenta as pressões inflacionárias do excesso de moeda e expande a 
dívida interna quando financia, utilizando-se da emissão monetária. 
Vale repisar que esse instrumento está vedado pela Constituição 
Federal, mas já foi exaustivamente utilizada pelos governos do passado. 
A assertiva E está correta porque o déficit primário das contas 
públicas compreende o resultado operacional desconsiderando os juros 
líquidos reais. É tido também como o resultado dado pela diferença 
entre receitas e despesas não-financeiras. 
Gabarito: C 
18- (ESAF/AFC/CGU-2006) Com relação a déficit público e dívida 
pública, não se pode afirmar que 
a) para avaliar o estímulo do governo à atividade econômica em termos 
de complementação da demanda privada, há interesse em se medir o 
tamanho do déficit público. 
b) quando o déficit público é menor do que zero, o governo está fazendo 
uma política fiscal contracionista. 
c) se o déficit público for maior que zero, o governo estará contribuindo 
para aumentar a demanda. 
d) caso o governo incorra em um déficit, o gasto que supera