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TIC 3 - Enterocolites bacterianas

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Questões resolvidas

Quando suspeitar clinicamente que o paciente possa apresentar cólera?

A infecção pode ser assintomática ou causar várias manifestações clínicas, inclusive diarreia aguda não sanguinolenta; colite hemorrágica; síndrome hemolítico-urêmica (SHU) e púrpura trombocitopênica trombótica (PTT).
Em geral, suspeita-se clinicamente de cólera quando a infecção se evidencia por cólicas abdominais e diarreia líquida, podendo evoluir para diarreia sanguinolenta.
A diarreia geralmente persiste por 5 a 10 dias.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a suspeita clínica de cólera em pacientes com mais de cinco anos de idade deve ocorrer quando há sinais sugestivos de diarreia aquosa aguda com depleção de volume grave, inclusive em regiões onde a cólera não é tida como endêmica.
Em áreas consideradas endêmicas, o quadro clínico de cólera pode estar associado com diarreia aquosa aguda grave, além da presença de desidratação rápida, acidose e colapso circulatório, sendo esses sintomas essenciais para a suspeita clínica inicial.

Qual a diferença das outras enterocolites bacterianas?

A enterocolite infecciosa pode ser causada por algumas bactérias.
Existem vários mecanismos patogenéticos envolvidos na enterocolite bacteriana: ingestão de toxinas pré-formadas, encontradas no alimento contaminado; infecção por microrganismos toxigênicos que proliferam no lúmen intestinal e produzem enterotoxinas; e infecção por microrganismos enteroinvasivos, que proliferam no lúmen intestinal e invadem e destroem as células epiteliais da mucosa.
Os efeitos patogênicos das infecções bacterianas dependem da capacidade que os microrganismos têm de aderir às células epiteliais da mucosa, produzir enterotoxinas e depois invadir a mucosa intestinal.
Disenteria Bacilar: Shigella é o protótipo de microrganismo capaz de invadir células epiteliais da mucosa intestinal e de induzir resposta inflamatória que leva a necrose e ulceração da mucosa do intestino delgado e/ou do cólon.
A infecção por bactérias do grupo Shigella causa a disenteria bacilar, que se caracteriza por diarreia com sangue, muco e pus acompanhada de dor abdominal, febre e, nas formas graves, toxemia e hipotensão arterial.
Disenteria bacilar é endêmica em áreas com higiene precária, onde a transmissão ocorre por alimentos, água ou contato pessoal.
As bactérias invadem a mucosa e provocam inflamação que se inicia no ceco e no cólon ascendente e estende-se ao íleo terminal.
O exsudato é fibrinopurulento e forma pseudomembranas sobre a mucosa; estas se destacam e deixam a mucosa ulcerada.
Colite Pseudomembranosa: Doença intestinal inflamatória associada ao uso de antibióticos por alteração da microbiota enterocólica causada pelo Clostridium difficile e, mais raramente, Staphylococcus aureus.
Os principais achados histopatológicos são reação inflamatória difusa, que pode estender-se até a camada muscular própria, com exsudação mucosa e material fibrinonecrótico, placas branco-amareladas sobre a mucosa do cólon e, mais raramente, no intestino delgado; formação de pseudomembranas espessas confluentes.
Febre Tifóide: Evolui por cerca de 4 semanas, é causada pela Salmonella typhi, transmitida por água e alimentos contaminados.
A infecção tem início no intestino delgado e evolui com disseminação sistêmica.
Clinicamente, manifesta-se com febre, cólicas abdominais e diarreia, às vezes alternada com constipação intestinal; em seguida, surge torpor.
A Salmonella typhi invade as células epiteliais da mucosa do intestino delgado e dissemina-se para os órgãos linfoides (placas de Peyer, linfonodos mesentéricos, baço) e para a circulação sistêmica.
Na mucosa intestinal, há inflamação com necrose e úlceras, especialmente sobre as placas de Peyer.
As úlceras são ovais, dispõem-se longitudinalmente, apresentam bordas elevadas e têm fundo granular com restos de material necrótico.
Tais lesões podem evoluir com sangramento e perfuração intestinal.

What are the symptoms of gastroenteritis caused by Salmonella enteritidis?

I- Nausea, vomiting, diarrhea, fever, and prostration for 2 to 4 days.
II- Inflammation and ulcers in the small intestine and colon.
III- Clinically similar to bacillary dysentery diarrhea.
IV- Severe outbreaks of bloody diarrhea, ischemic colitis, and hemolytic-uremic syndrome in children.
a) Only I is correct.
b) Only II is correct.
c) Only III is correct.
d) Only IV is correct.
e) I and IV are correct.

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Questões resolvidas

Quando suspeitar clinicamente que o paciente possa apresentar cólera?

A infecção pode ser assintomática ou causar várias manifestações clínicas, inclusive diarreia aguda não sanguinolenta; colite hemorrágica; síndrome hemolítico-urêmica (SHU) e púrpura trombocitopênica trombótica (PTT).
Em geral, suspeita-se clinicamente de cólera quando a infecção se evidencia por cólicas abdominais e diarreia líquida, podendo evoluir para diarreia sanguinolenta.
A diarreia geralmente persiste por 5 a 10 dias.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a suspeita clínica de cólera em pacientes com mais de cinco anos de idade deve ocorrer quando há sinais sugestivos de diarreia aquosa aguda com depleção de volume grave, inclusive em regiões onde a cólera não é tida como endêmica.
Em áreas consideradas endêmicas, o quadro clínico de cólera pode estar associado com diarreia aquosa aguda grave, além da presença de desidratação rápida, acidose e colapso circulatório, sendo esses sintomas essenciais para a suspeita clínica inicial.

Qual a diferença das outras enterocolites bacterianas?

A enterocolite infecciosa pode ser causada por algumas bactérias.
Existem vários mecanismos patogenéticos envolvidos na enterocolite bacteriana: ingestão de toxinas pré-formadas, encontradas no alimento contaminado; infecção por microrganismos toxigênicos que proliferam no lúmen intestinal e produzem enterotoxinas; e infecção por microrganismos enteroinvasivos, que proliferam no lúmen intestinal e invadem e destroem as células epiteliais da mucosa.
Os efeitos patogênicos das infecções bacterianas dependem da capacidade que os microrganismos têm de aderir às células epiteliais da mucosa, produzir enterotoxinas e depois invadir a mucosa intestinal.
Disenteria Bacilar: Shigella é o protótipo de microrganismo capaz de invadir células epiteliais da mucosa intestinal e de induzir resposta inflamatória que leva a necrose e ulceração da mucosa do intestino delgado e/ou do cólon.
A infecção por bactérias do grupo Shigella causa a disenteria bacilar, que se caracteriza por diarreia com sangue, muco e pus acompanhada de dor abdominal, febre e, nas formas graves, toxemia e hipotensão arterial.
Disenteria bacilar é endêmica em áreas com higiene precária, onde a transmissão ocorre por alimentos, água ou contato pessoal.
As bactérias invadem a mucosa e provocam inflamação que se inicia no ceco e no cólon ascendente e estende-se ao íleo terminal.
O exsudato é fibrinopurulento e forma pseudomembranas sobre a mucosa; estas se destacam e deixam a mucosa ulcerada.
Colite Pseudomembranosa: Doença intestinal inflamatória associada ao uso de antibióticos por alteração da microbiota enterocólica causada pelo Clostridium difficile e, mais raramente, Staphylococcus aureus.
Os principais achados histopatológicos são reação inflamatória difusa, que pode estender-se até a camada muscular própria, com exsudação mucosa e material fibrinonecrótico, placas branco-amareladas sobre a mucosa do cólon e, mais raramente, no intestino delgado; formação de pseudomembranas espessas confluentes.
Febre Tifóide: Evolui por cerca de 4 semanas, é causada pela Salmonella typhi, transmitida por água e alimentos contaminados.
A infecção tem início no intestino delgado e evolui com disseminação sistêmica.
Clinicamente, manifesta-se com febre, cólicas abdominais e diarreia, às vezes alternada com constipação intestinal; em seguida, surge torpor.
A Salmonella typhi invade as células epiteliais da mucosa do intestino delgado e dissemina-se para os órgãos linfoides (placas de Peyer, linfonodos mesentéricos, baço) e para a circulação sistêmica.
Na mucosa intestinal, há inflamação com necrose e úlceras, especialmente sobre as placas de Peyer.
As úlceras são ovais, dispõem-se longitudinalmente, apresentam bordas elevadas e têm fundo granular com restos de material necrótico.
Tais lesões podem evoluir com sangramento e perfuração intestinal.

What are the symptoms of gastroenteritis caused by Salmonella enteritidis?

I- Nausea, vomiting, diarrhea, fever, and prostration for 2 to 4 days.
II- Inflammation and ulcers in the small intestine and colon.
III- Clinically similar to bacillary dysentery diarrhea.
IV- Severe outbreaks of bloody diarrhea, ischemic colitis, and hemolytic-uremic syndrome in children.
a) Only I is correct.
b) Only II is correct.
c) Only III is correct.
d) Only IV is correct.
e) I and IV are correct.

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Beatricce, Rafaela e Rodrigo - 4º Período
Medicina - 4º Período - UNIDEP
TIC: Enterocolites bacterianas.
Problema 1: Quando suspeitar clinicamente que o paciente possa apresentar
cólera?
A infecção pode ser assintomática ou causar várias manifestações clínicas,
inclusive diarreia aguda não sanguinolenta; colite hemorrágica; síndrome
hemolítico-urêmica (SHU) e púrpura trombocitopênica trombótica (PTT). Em geral,
suspeita-se clinicamente de cólera quando a infecção se evidencia por cólicas
abdominais e diarreia líquida, podendo evoluir para diarreia sanguinolenta. A diarreia
geralmente persiste por 5 a 10 dias.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a suspeita clínica de cólera
em pacientes com mais de cinco anos de idade deve ocorrer quando há sinais
sugestivos de diarreia aquosa aguda com depleção de volume grave, inclusive em
regiões onde a cólera não é tida como endêmica. Em áreas consideradas
endêmicas, o quadro clínico de cólera pode estar associado com diarreia aquosa
aguda grave, além da presença de desidratação rápida, acidose e colapso
circulatório, sendo esses sintomas essenciais para a suspeita clínica inicial.
Problema 2: Qual a diferença das outras enterocolites bacterianas?
A enterocolite infecciosa pode ser causada por algumas bactérias. Existem
vários mecanismos patogenéticos envolvidos na enterocolite bacteriana: ingestão de
toxinas pré-formadas, encontradas no alimento contaminado; infecção por
microrganismos toxigênicos que proliferam no lúmen intestinal e produzem
enterotoxinas; e infecção por microrganismos enteroinvasivos, que proliferam no
lúmen intestinal e invadem e destroem as células epiteliais da mucosa. Os efeitos
patogênicos das infecções bacterianas dependem da capacidade que os
microrganismos têm de aderir às células epiteliais da mucosa, produzir enterotoxinas
e depois invadir a mucosa intestinal.
Disenteria Bacilar: Shigella é o protótipo de microrganismo capaz de invadir
células epiteliais da mucosa intestinal e de induzir resposta inflamatória que leva a
necrose e ulceração da mucosa do intestino delgado e/ou do cólon. A infecção por
bactérias do grupo Shigella causa a disenteria bacilar, que se caracteriza por diarreia
com sangue, muco e pus acompanhada de dor abdominal, febre e, nas formas
graves, toxemia e hipotensão arterial. Disenteria bacilar é endêmica em áreas com
higiene precária, onde a transmissão ocorre por alimentos, água ou contato pessoal.
As bactérias invadem a mucosa e provocam inflamação que se inicia no ceco e no
cólon ascendente e estende-se ao íleo terminal. O exsudato é fibrinopurulento e
Beatricce, Rafaela e Rodrigo - 4º Período
forma pseudomembranas sobre a mucosa; estas se destacam e deixam a mucosa
ulcerada.
Colite Pseudomembranosa: Doença intestinal inflamatória associada ao uso
de antibióticos por alteração da microbiota enterocólica causada pelo Clostridium
difficile e, mais raramente, Staphylococcus aureus. Os principais achados
histopatológicos são reação inflamatória difusa, que pode estender-se até a camada
muscular própria, com exsudação mucosa e material fibrinonecrótico, placas
branco-amareladas sobre a mucosa do cólon e, mais raramente, no intestino
delgado; formação de pseudomembranas espessas confluentes.
Febre Tifóide: Evolui por cerca de 4 semanas, é causada pela Salmonella
typhi, transmitida por água e alimentos contaminados. A infecção tem início no
intestino delgado e evolui com disseminação sistêmica. Clinicamente, manifesta-se
com febre, cólicas abdominais e diarreia, às vezes alternada com constipação
intestinal; em seguida, surge torpor. A Salmonella typhi invade as células epiteliais
da mucosa do intestino delgado e dissemina-se para os órgãos linfoides (placas de
Peyer, linfonodos mesentéricos, baço) e para a circulação sistêmica. Na mucosa
intestinal, há inflamação com necrose e úlceras, especialmente sobre as placas de
Peyer. As úlceras são ovais, dispõem-se longitudinalmente, apresentam bordas
elevadas e têm fundo granular com restos de material necrótico. Tais lesões podem
evoluir com sangramento e perfuração intestinal.
Gastroenterite: Gastroenterite deve-se à ingestão de água ou alimentos
contaminados (carnes, ovos, aves) com Salmonella enteritidis. A infecção
manifesta-se após curto período de incubação (horas ou dias) com náuseas,
vômitos, diarreia, febre e prostração durante 2 a 4 dias. Mais comum e mais grave
em crianças, especialmente nas menores de 5 anos, a infecção ocorre no íleo, mas
pode comprometer o intestino grosso.
Outras: Várias espécies de Campylobacter comprometem o intestino delgado
e o cólon, onde causam inflamação e úlceras que podem simular colite ulcerativa. As
manifestações clínicas, que surgem 2 a 5 dias após a ingestão de alimentos
contaminados e duram cerca de 5 dias, incluem dor abdominal, diarreia, náuseas e
vômitos.
Cepas enteroinvasivas de Escherichia coli induzem diarreia clinicamente
semelhante à da disenteria bacilar, enquanto cepas enterro-hemorrágicas de
Escherichia coli são responsáveis por surtos graves de diarreia sanguinolenta, colite
isquêmica e síndrome hemolítico-urêmica em crianças.
Referências Bibliográficas:
NORRIS, T. L.; Porth Fisiopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2021.
Beatricce, Rafaela e Rodrigo - 4º Período
FILHO, G. B. Bogliolo Patologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.

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