Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1. Compreender o que é DSM; 5 eixos
Publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), o Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) é o dispositivo
oficial de traçar os diagnósticos psiquiátricos nos Estados Unidos, sendo
utilizado em grande escala no mundo e, tendo assim, grande influência
sobre a Classificação Internacional de Transtornos Mentais da
Organização Mundial de Saúde (OMS). Além de ser usado por
profissionais da área clínica, o DSM visa a ser incorporado globalmente
em outras áreas de atuação, tais como a jurídica, escolar e
organizacional.
Importante saber que, até o DSM-4, o diagnóstico de autismo poderia
receber um destes nomes:
● Transtorno Autista;
● Síndrome de Asperger;
● Transtorno Desintegrativo Infantil;
● Transtorno Invasivo do Desenvolvimento.
Já a partir do DSM-5, o autismo passa a ser chamado de Transtorno do
Espectro do Autismo, classificado como um dos Transtorno do
Neurodesenvolvimento, caracterizado pelas dificuldades de
comunicação e interação social e também os comportamentos
restritos e repetitivos.
Essas novas classificações do DSM-5 trouxeram mudanças
significativas em todos os critérios usados para realização do
diagnóstico de autismo, ampliando a identificação dos sintomas e
focando em observações do desenvolvimento da interação social e
comunicação das crianças
O número 5 se refere à quinta edição do manual, que passa por
revisões e atualizações diante dos avanços científicos sobre os
transtornos mentais.
https://genialcare.com.br/blog/sindrome-de-asperger/
https://genialcare.com.br/blog/autismo/
A edição mais recente foi formulada em 2013, substituindo o DSM 4,
que estava em vigor desde 1994 e havia passado por uma pequena
adaptação no ano 2000.
A primeira versão surgiu em 1952, como suporte ao tratamento de
traumas e doenças mentais que causavam sofrimento aos veteranos da
Segunda Guerra Mundial.
Quantos diagnósticos tem o DSM 5?
A quantidade de condições reunidas no DSM 5 ultrapassa 300
doenças mentais.
Essa longa lista analisa as patologias no formato de espectro, atribuindo
diferentes gradações de acordo com a gravidade dos sintomas.
A intensidade dos comportamentos e impactos sobre a vida do
paciente também são consideradas no diagnóstico.
Antes do DSM-III, o autismo ainda não tinha atingido uma base
de regras suficientemente aceitas para serem aplicadas, não
existindo ainda
2. Estudar Transtorno do Espectro Autista (TEA), etiologia,
graus e características.
Transtorno do espectro do autismo
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do
neurodesenvolvimento , caracterizado por dificuldades de
comunicação e interação social e pela presença de
comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritos.
● Na maioria dos casos, no entanto, os sintomas do TEA só
são consistentemente identificados entre os 12 e 24
meses.
● Não obstante essa evidência, o diagnóstico do TEA
ocorre, em média, aos 4 ou 5 anos de idade
● Alguns marcadores potencialmente importantes no
primeiro ano de vida incluem anormalidades no controle
motor, atraso no desenvolvimento motor, sensibilidade
diminuída a recompensas sociais, afeto negativo e
dificuldade no controle da atenção.
● Sua prevalência é maior em meninos do que em meninas,
na proporção de cerca de 4:18. Estima-se que em torno
de 30% dos casos apresentam deficiência intelectual.
Sociedade brasileira de pediatria
● O TEA é também frequentemente associado a outros
transtornos psiquiátricos (transtorno do déficit de atenção
e hiperatividade, depressão e ansiedade) e a outras
condições médicas (epilepsia; transtornos genéticos).
● Dificuldades motoras são também relativamente comuns
entre indivíduos com TEA, embora sua presença não seja
necessária para o diagnóstico.
Etiologia dos transtornos do espectro do autismo
Apesar de sua etiologia ainda não ser totalmente esclarecida,
sabe-se que muitos fatores de risco
inespecíficos, como idade parental avançada, baixo peso ao
nascer ou exposição fetal a ácido valpróico, pode contribuir
para o risco de transtorno do espectro autista. Fatores
genéticos também estão presentes podendo variar de 37-90%,
com base em taxas de concordância entre gêmeos, bem como
podem estar associados a uma mutação genética
O mais importante
● Pesquisas recentes sugerem que a incidência de transtornos do
espectro autista é diretamente proporcional à prematuridade (2).
● Embora nenhum destes fatores pareça ter forte correlação com
aumento e/ou diminuição dos riscos, a exposição a agentes
químicos, deficiência de vitamina D e ácido fólico, , prematuridade
(com idade gestacional abaixo de 35 semanas), gestações
múltiplas, infecção materna durante a gravidez e id
Sinais e sintomas dos transtornos do espectro do autismo
● Transtornos do espectro do autismo podem se manifestar durante
o primeiro ano de vida, mas, dependendo da gravidade dos
sintomas, o diagnóstico só ser claro na idade escolar.
Duas características principais definem transtornos do espectro do
autismo:
● Déficits persistentes na comunicação e interação sociais
● Padrões repetitivos restritos de comportamento, interesses e/ou
atividades
Exemplos de déficits de comunicação e interação sociais incluem
● Déficits na reciprocidade social e/ou emocional (p. ex.,
incapacidade de iniciar ou responder a interações sociais ou
conversas, nenhum compartilhamento de emoções)
● Déficits de comunicação social não verbal (p. ex., dificuldade de
interpretar a linguagem corporal, gestos e expressões das outras
pessoas; redução nas expressões faciais e gestos e/ou contato
visual)
● Déficits no desenvolvimento e na manutenção de relacionamentos
(p. ex., estabelecer amizades, ajustar o comportamento a
situações diferentes)
● OS Comprometimentos na linguagem são caracterizados por
dificuldades nos aspectos pragmáticos, semânticos,
paralinguísticos, sintático, fonético e fonológico.
Exemplos dos padrões, repetitivos e restritos de comportamento,
interesses e/ou atividades incluem
● Falas ou movimentos estereotipados ou repetitivos (p. ex., agitar
as mãos ou estalar os dedos repetidamente, repetir frases
idiossincráticas ou ecolalia, alinhar brinquedos)
● Adesão inflexível a rotinas e/ou rituais (p. ex., sentir aflição
extrema em pequenas mudanças nas refeições ou roupas, ter
rituais de saudação estereotipados)
● Interesses muito restritos anormalmente fixos (p. ex., preocupação
com aspiradores de pó, pacientes mais velhos que anotam
horários de voos)
● Reação exagerada ou falta de reação a estímulos sensoriais (p.
ex., aversão extrema a cheiros, aromas ou texturas específicas;
indiferença aparente à dor ou temperatura)
● Algumas crianças se autoagridem. Cerca de 25% dos afetados
têm perda das habilidades adquiridas anteriormente.
● Condições comórbidas são comuns, particularmente deficiência
intelectual e distúrbios de aprendizagem. Os dados neurológicos
não focais incluem caminhar incoordenado e movimentos motores
estereotipados. As convulsões ocorrem em 20 a 40% destas
crianças (particularmente aquelas com quociente de inteligência
QI] < 50).
Questões sensoriais no TEA
1. Baixa energia/fraqueza: parece ter músculos fracos, não
consegue carregar objetos pesados, tem preensão fraca, etc.
2. Sensibilidade tátil/ao movimento: reage agressivamente ao
toque; evita andar descalço, especialmente na grama ou areia;
fica ansioso ou estressado quando os pés não tocam o chão;
tem medo de altura ou movimento.
3. Sensibilidade gustativa/olfativa: come apenas alguns
sabores; escolhe alimentos pela textura; evita alguns sabores e
cheiros tipicamente comuns na alimentação de crianças.
4. Sensibilidade auditiva/visual: não consegue trabalhar com
barulho ao fundo; tem dificuldades em terminar tarefas se o
rádio/TV estão ligados; tampa os ouvidos com as mãos; fica
incomodado com luzes brilhantes; cobre os olhos para
protegê-los da luz.
5. Procura sensorial/distraibilidade: fica muito excitado durante
atividades com movimento; pula de uma atividade para outra
de maneira que interfere no brincar;tem dificuldade em prestar
atenção; toca pessoas ou objetos; produz barulhos estranhos
6. Hiporresponsividade: parece não notar quando o rosto e
mãos estão sujos; não responde quando o nome é chamado,
apesar da audição estar boa; parece não ouvir o que lhe é dito;
deixa a roupa embolada no corpo
níveis do Transtorno do Espectro Autista
Nível 1: Requer suporte
As dificuldades de comunicação que uma pessoa com TEA
nível 1 pode enfrentar incluem:
● dificuldade em iniciar interações sociais;
● resposta atípica à interação social;
● diminuição do interesse em interações sociais em alguns
casos;
● capacidade de falar frases claras e se comunicar, mas
com dificuldade de manter uma conversa e fazer amigos.
As dificuldades comportamentais que uma pessoa com TEA
nível 1 pode enfrentar incluem:
● comportamento inflexível que interfere no funcionamento
geral em um ou mais contextos;
● dificuldade para alternar entre atividades;
● dificuldades de organização e planejamento, que podem
afetar a independência.
Nível 2: Requer suporte substancial
Os problemas de comunicação que uma pessoa com TEA
nível 2 pode enfrentar incluem:
● dificuldades perceptíveis com habilidades de
comunicação social verbal e não verbal;
● questões sociais aparentes apesar dos apoios em vigor;
● iniciação limitada de interação social;
● resposta reduzida às interações sociais;
● interações limitadas a interesses estreitos;
● diferenças mais significativas na comunicação não verbal.
Os problemas comportamentais que uma pessoa com TEA
nível 2 pode enfrentar incluem:
● comportamento inflexível;
● dificuldade para lidar com a mudança;
● comportamentos restritos ou repetitivos que interferem no
funcionamento diário;
● dificuldade em mudar o foco ou ação
Nível 3: Requer muito suporte
Os problemas de comunicação que uma pessoa com TEA
nível 3 pode enfrentar incluem:
● dificuldades graves na comunicação social verbal e não
verbal;
● iniciação muito limitada de interações sociais;
● resposta mínima à interação social de outros;
● usar poucas palavras e fala inteligível;
● métodos incomuns de atender às necessidades sociais e
responder apenas a abordagens muito diretas
As dificuldades comportamentais que uma pessoa com TEA
nível 3 pode enfrentar incluem:
● comportamento inflexível;
● extrema dificuldade em lidar com a mudança;
● comportamentos restritos ou repetitivos que interferem
significativamente no funcionamento em todas as áreas
da vida;
● experimentar grande angústia ao mudar o foco ou a
atividade.
Os níveis de TEA correspondem à gravidade dos sintomas de
autismo descritos acima e ao grau de suporte necessário. Além
disso, é importante ter em mente que a quantidade de suporte
que uma pessoa autista precisa pode variar de acordo com as
diferentes idades ou situações.
Alterações neuroanatômicas
o cerebelo é uma das mais estudadas no autismo, com
evidências de hipoplasia dos lóbulos vermianos VI e VII,
alterações de volume no verme cerebelar e lobo cerebelar
anterior , além de possível acometimento de lobo cerebelar
posterior.
Alterações radiológicas do cérebro
um padrão anormal de crescimento cerebral, de forma mais
acelerada, entre 2 e 4 anos de idade, cursando com aumento
do volume cerebral de 5 a 10% em relação ao volume normal
em até 90% dos pacientes com TEA. Isso ocorre devido ao
aumento de substância branca e cinzenta e dos ventrículos
laterais. Entretanto, essa alteração não se apresenta de
maneira uniforme e pode haver redução do volume com o
passar dos anos. Por isso, adolescentes e adultos podem
passar a apresentar volume normal com o processo
maturacional do cérebro.
A parte anterior do lobo insular funciona integrando múltiplos
sistemas neurocognitivos associados a processos afetivos,
empáticos e interoceptivos. Na ínsula direita foi documentada a
redução da substância cinzenta e ativação insuficiente durante
tarefa de empatia em estudo com RM funcional, além de
hipoperfusão insular bilateral.
Esses achados sugerem que as alterações da ínsula estejam
relacionadas às
características clínicas do TEA de redução da habilidade social
e de comunicação e dificuldade de atenção, com exceção da
atenção aos detalhes. Além disso, podem estar associadas à
dificuldade na capacidade de discriminar emoções do olhar e,
consequentemente, tendência a reduzir o contato visual e não
responder com uma emoção apropriada
A área de Wernicke, está envolvida na compreensão da
linguagem e desempenha um papel crucial no processamento
auditivo e na linguagem receptiva. Pesquisas evidenciaram
que essa região cerebral pode se apresentar em tamanho
maior e com assimetria à esquerda em crianças e
adolescentes com autismo.
A área de Broca, planejamento motor da linguagem, na
articulação e no ritmo da fala. Estudos com RM de adultos com
autismo revelaram uma redução do volume nessa região
Alterações do sistema límbico
A amígdala é ativada em situações com marcante significado
emocional e está relacionada também ao armazenamento de
memórias afetivas, além de ser responsável pela formação da
associação entre estímulos e recompensas.
Os pacientes com TEA podem apresentar aumento ou
redução do volume da amígdala, como representado em
diferentes estudos de pacientes com autismo em comparação
aos grupos-controle saudáveis. Nos estudos onde o aumento
do volume foi encontrado, essa alteração sugere correlação
com o prejuízo da habilidade social e de comunicação dos
autistas
Em alguns casos foi observado até mesmo volumes menores
da amígdala em comparação com grupos-controle saudáveis.
Os estudos que demonstraram redução do volume da
amígdala associaram este achado à diminuição do tempo de
fixação do olhar em pacientes autistas.
O hipocampo está envolvido com a memória associativa e com
a integração das informações. Estudos volumétricos do
hipocampo também revelaram resultados divergentes. Alguns
não observaram diferenças no volume do hipocampo No
entanto, outros pesquisadores relataram diminuição ou
aumento do volume do hipocampo.
Alterações dos núcleos da base
O núcleo caudado corresponde a uma parte dos núcleos da
base que atende ao processamento de informações
associativas, envolvendo a cognição, os pensamentos, a
inteligência, o raciocínio e a função executiva.
Estudos com RM determinaram um aumento no volume do
núcleo caudado em crianças, adolescentes e adultos com
autismo, proporcional ao aumento do volume cerebral total.
Essa alteração pode ser decorrente de intensificação do
processo de neurogênese e da produção de células gliais,
além de redução da degeneração dendrítica e da apoptose
celular. O achado sugere uma correlação direta com os
comportamentos estereotipados e repetitivos e com a
dificuldade de lidar com pequenas mudanças na rotina.
Neurônios espelhos
Esses neurônios estão relacionados a um diverso número de
comportamentos como a interação social, imitação, a
linguagem e na capacidade em adotar o ponto de vista do
outro, incluindo a empatia.
Comorbidades
As manifestações clínicas mais frequentes associadas ao TEA são:
• transtornos de ansiedade, incluindo as generalizadas e as fobias,
transtornos de separação, transtorno obsessivo compulsivo (TOC),
tiques motores (de difícil diferenciação com estereotipias), episódios
depressivos e comportamentos auto lesivos, em torno de 84% dos
casos;
• transtornos de déficit de atenção e hiperatividade em cerca de 74%;
• deficiência intelectual (DI);
• déficit de linguagem;
• alterações sensoriais;
• doenças genéticas, como Síndrome do X Frágil, Esclerose Tuberosa,
Síndrome de Williams;
• transtornos gastrointestinais e alterações alimentares;
• distúrbios neurológicos como Epilepsia e distúrbios do sono;
• comprometimento motor como Dispraxia, alterações de marcha ou
alterações motoras finas
Diagnóstico em autistas
Mas, vamos lá: você sabe como é realizado o diagnóstico do
TEA? Esse diagnóstico é clínico e é baseado nas evidências
científicas destacadas pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais da Sociedade Norte-Americana dePsiquiatria, conhecido também como DSM-5, pois está na sua
quinta edição.
Para chegar a um diagnóstico de autismo, o médico
especialista, normalmente o neuropediatra ou o psiquiatra
infantil realiza uma entrevista com os pais e observa a criança
para avaliar os comportamentos. Além do médico especialista
é importante ter uma equipe multidisciplinar para auxiliar neste
diagnóstico. Essa equipe normalmente é formada por
psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais,
assistente social e o psicopedagogo entre outros profissionais.
Em alguns casos é solicitado testes genéticos ou exames
específicos para identificar problemas de saúde relacionados
com o autismo e para descartar outras síndromes. Mas não há
exames de imagem ou de laboratório que confirmem o TEA. O
diagnóstico é clinico!
Esse diagnóstico costuma ocorrer quando a criança tem cerca
de 2-3 anos de idade, mas é possível diagnosticar mais cedo
pois alguns sinais já são perceptíveis.
3. Estudar sobre a intervenção fonoaudiológica no TEA.
o fonoaudiólogo que irá intervir diretamente (com as inabilidades e
habilidades da criança) e indiretamente (com o meio em que a criança
está inserida) nas habilidades de comunicação e socialização. A
intervenção fonoaudiológica tem como finalidade proporcionar para a
criança autonomia e utilizar a linguagem funcionalmente para interação
com o meio em que vive.
o fonoaudiólogo intervém no desenvolvimento da linguagem, a qual é
essencial para as interações sociais. Proporcionando dessa forma a
promoção da comunicação, de maneira ampla e efetiva, contribuindo
então na habilitação e amenização dos déficits que o indivíduo
apresenta para sua inserção no meio social. É fundamental que o
fonoaudiólogo tenha um olhar individualizado e clínico para as
necessidades do sujeito
(BAGAROLLO e PANHOCA, 2010; SAAD e GOLDFELD, 2009).
A terapia fonoaudiológica é ampla que engloba desde orientações aos
responsáveis a intervenções diretas e indiretas individuais ou em grupo
(ASSUNÇÃO, 2019). Ao atuar com situações do cotidiano, o profissional
busca valorizar toda atitude comunicativa levando em consideração toda
a forma de comunicação, priorizando o desenvolvimento da linguagem
(LIMA et al., 2010).
O fonoaudiólogo irá intervir em situações do cotidiano por meio de
quadros de rotina diária, abordando algumas circunstâncias e utilizando
delas para falar o nome e as funções dos objetos e partes do corpo,
como usar o banheiro, tomar banho, cumprimentar as pessoas, esperar
sua vez para falar, despedir-se, alimentar-se e vestir-se; estimulando
assim habilidades comunicação verbal e não verbal.
A fonoaudiologia é uma terapia fundamental para ajudar no processo de
desenvolvimento da linguagem. O primeiro passo é avaliar quais são os
recursos linguísticos e comunicativos utilizados pela criança e construir
um plano de tratamento para desenvolver as áreas que apresentam
dificuldades.
No caso dos autistas severos e moderados, pode ser necessário utilizar
métodos alternativos de comunicação como os PECS, onde a criança
aprende trocar o símbolo pelo objeto desejado. Por isso, a avaliação
fonoaudiológica é importante para que se desenvolva um trabalho
específico para cada criança.

Mais conteúdos dessa disciplina