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CURSO ANUAL DE FILOSOFIA 
Prof. Mário Michiles 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
HISTORIOGRAFIA E FILOSOFIA 
 
INTRODUÇAO 
“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer 
uma história nova”. 
(Gandhi) 
 
Ao mergulharmos no estudo da história temos a oportunidade de 
confirmarmos permanências ou gerarmos a possibilidade de 
mudanças, podemos conservar o mundo que temos ou transformar 
nossa sociedade. A origem etimológica do termo vem da Grécia, o 
seu significado designava: “conhecimento por meio de uma 
indagação”, para os gregos o conceito estava associado ao olhar 
de quem vê e observa o desenrolar dos acontecimentos, uma 
história onde os heróis prevaleceriam e conservariam as massas 
subjugadas ao domínio dos poderosos que os criaram. A escrita da 
história seria associada como a Mestra da Vida, maior do que o 
próprio homem, onde este sofreria as ações do processo histórico, 
não sendo, portanto, um elemento participante. 
Mas como conceituar a história? Essa não seria uma tarefa tão 
simples, teríamos que reunir diferentes impressões de pensadores 
e autores de diferentes épocas, inclusive nossas próprias 
impressões. 
Para Marc Bloch o objeto da história é por natureza o homem, para 
José Honório Rodrigues não há história pura, não há história 
imparcial, para Karl Marx a história é um processo dinâmico, 
dialético, no qual cada realidade traz dentro de si o princípio da sua 
própria contradição e o que gera a transformação constante na 
história é a luta de classes. A história enquanto ciência procura 
sistematizar as informações que a compõem, ou seja, procura dar 
ordem lógica aos acontecimentos que a constituem. Quem deve 
temer a história? Certamente todos aqueles que são receosos 
quanto à mudança, todos que querem a manutenção de seus 
próprios privilégios, sem a promoção de qualquer abertura quanto 
à socialização de riquezas ou do próprio conhecimento, esses 
devem temer a história. 
A divisão da história e o tempo A periodização é um recurso 
utilizado para facilitar o estudo da história, estando a análise de 
cada período vinculada à visão de cada historiador, portanto, você 
já deve ter julgado que não há imparcialidade na produção 
historiográfica. 
Esse método que divide a história em períodos, mesmo 
apresentando um caráter eurocêntrico, não deve ser utilizado como 
um agente inibidor da produção historiográfica, devendo o 
historiador ou o estudioso em questão expressar um olhar crítico 
sobre o processo. 
Periodização histórica 
A Idade Antiga: da invenção da escrita (4.000 a.C.) até a Queda do 
Império Romano (476). 
A Idade Média: da Queda do Império Romano até a Tomada de 
Constantinopla (1453). 
A Idade Moderna: da Tomada de Constantinopla até a Revolução 
Francesa (1789). 
A Idade Contemporânea: da Revolução Francesa até os dias 
atuais. 
Importante lembrarmos que nem todos os historiadores concordam 
com a periodização tradicional baseada na história política, existem 
outras propostas de divisões inspiradas, por exemplo, no enfoque 
econômico (modo de produção), tecnológico-científico, etc. 
A divisão da História em períodos não é precisa nem natural, 
sendo hoje bastante discutível, porque uniformiza os vários 
períodos quanto à sua importância, conduzindo à idéia de 
hierarquia nos vários acontecimentos, levando em consideração 
apenas a civilização ocidental e demonstrando a fragilidade desta 
compartimentação, relegando fatos históricos também 
considerados importantes.Vale ainda lembrar que a análise dos 
períodos da história 
recebe orientação cronológica, tendo como base o calendário em 
que se insere o contexto de cada produção do conhecimento 
histórico. Desde o final da Idade Média utiliza-se no Ocidente o 
Calendário Cristão, estando esse fundamento vinculado à 
influência católica presente na colonização da América. 
 
As fontes históricas 
Diante do desafio de analisar os fatos históricos, o historiador se 
esmera na busca das fontes históricas, portanto, de registros ou 
marcas que comuniquem o passado dos povos. 
As fontes históricas são de origem diversa, podendo ser 
compreendidas como escritas (documentos, jornais, revistas), 
materiais (encontradas em museus, galerias de arte, arquivos, 
universidades), orais (as entrevistas, as fábulas, os mitos, as 
lendas), além daquelas originadas em filmes, vídeos, fotografias e 
publicações científicas. 
A reunião das fontes materiais é denominada Patrimônio Histórico 
e Cultural de um povo. A conservação do Patrimônio histórico e 
artístico de um país é de responsabilidade de órgãos federais, 
estaduais e municipais, podendo executar tombamentos. 
No Brasil, o instituto que responde pela preservação de nosso 
patrimônio cultural é o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e 
Artístico Nacional), existindo também órgãos que respondem a 
funções estaduais e municipais. 
E a relação entre a escrita e a produção historiográfica? 
Inicialmente devemos compreender que o homem, mesmo não 
tendo o conhecimento do código escrito, é um ser histórico, pela 
própria consciência reflexiva, pelos costumes, pela forma como 
este transforma a natureza, pela transmissão oral de geração a 
geração, sendo incoerente o uso da expressão Pré-história. A 
escrita acaba sendo utilizada no mundo antigo como um 
instrumento legitimador de um processo de exploração e 
dominação. A produção historiográfica está diretamente 
relacionada ao lugar social de cada historiador, às relações sociais 
de produção e à montagem de uma infraestrutura e superestrutura. 
Durante muitos anos a história narrativa foi produzida e difundida, 
caracterizada pela reunião de fatos através de documentos oficiais, 
relatos de reis, príncipes, de grandes generais, uma história 
comprometida com os vencedores. 
A história didática apresenta uma preocupação de corrigir o 
presente e transformar o futuro, através da análise do passado. 
Incorrendo na consideração da história como “Mestra da Vida”, 
uma ciência maior do que o próprio homem. Sendo passível de 
distorções pelo fato desta produção ser orientada pelas elites 
político-econômicas. 
 
Concepções filosóficas da história 
Concepção teológica 
No período medieval, com a doutrina agostiniana, ou seja, o 
pensamento teológico-filosófico de Santo Agostinho, surgiu o 
Providencialismo, uma expressão teocêntrica da História, onde 
Deus seria o responsável por todas as transformações da 
 
 
 
 
 102 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE FILOSOFIA – (Prof. Márcio Michiles) 
humanidade, enquanto o homem tinha um papel subsidiário, a 
vontade de Deus prevaleceria sobre o homem. Podemos perceber 
na Idade Moderna um transporte do pensamento agostiniano para 
enfatizar a “Teoria do Direito Divino”, onde os governantes seriam 
representantes de Deus na Terra, e os inimigos de Deus seriam 
inimigos do rei. 
 
Concepção idealista 
O século XVIII é chamado o século das “luzes”. O que caracteriza 
essa doutrina filosófica é a crença na razão humana. 
Com esse movimento, o teocentrismo perde lugar para o 
antropocentrismo e o racionalismo. O homem iluminado pela razão 
é mola propulsora que movimentará o carro da História. 
A História é uma epopéia do homem individual, livre, racional e 
forte. São os grandes homens, os gênios, as figuras de proa que 
fazem a História (Romantismo). 
 
Concepção positivista 
Conhecido como “Pai da Sociologia”, Augusto Comte (1798-1857) 
estimula o desenvolvimento de uma produção historiográfica 
fundamentada na preocupação dos historiadores com a erudição, a 
produção de uma história que prioriza a acumulação de fontes e 
produz uma rigorosa pesquisa factual(o historicismo), elevando a 
História a uma disciplina com o estatuto equivalente ao de uma 
ciência exata. 
 
Concepção materialista 
Na obra “O Capital”, Karl Marx (1818-1883) conceituou o trabalho: 
“O trabalho é um processo de que participavam a natureza, e no 
qual o homem, por sua livrevontade, inicia, regula e controla as 
realizações naturais entre si mesmo e a natureza. 
Agindo dessa maneira no mundo exterior e transformando-o, ele ao 
mesmo tempo transforma a sua própria natureza. Desenvolve as 
suas forças inativas e compele-as a agir conforme a sua vontade”. 
Para Marx a História não resulta de forças sobrenaturais, nem se 
limita aos atos de grandes homens, mas está relacionada ao 
trabalho humano e o seu esforço de garantir o preenchimento de 
suas necessidades fundamentais. Para este teórico o homem deve 
se organizar de forma social, enquanto força produtiva, 
reconhecendo sua importância econômica e lutando pela ascensão 
política. Para Marx a luta de classes é o motor que faz andar o 
carro da História, sendo a História um processo dinâmico, dialético, 
no qual cada realidade social traz dentro de si o princípio de sua 
própria contradição, o que gera a transformação constante da 
História. 
Nascimento da história nova: a “escola dos annales” 
A atual renovação da ciência histórica está diretamente associada 
à revista “Annales”, fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, 
historiadores influenciados pelo clima de interdisciplinaridade 
presente na universidade de Estrasburgo (1920-1933). Propuseram 
uma nova concepção do tempo histórico, a defesa de uma história-
problema. Onde a sociedade estivesse representada como um 
todo, em suas emoções, paixões, relações de parentesco, onde o 
homem era o grande ator desse processo de renovação, 
significando bem mais do que os antigos heróis nacionais 
(generais, papas, reis). 
 
Essa concepção fazia oposição à apresentação superficial dos 
acontecimentos, dando mais importância ao nível mais profundo 
das realidades, estimulando o diálogo dos historiadores com as 
outras ciências sociais e com as ciências da natureza e da vida. 
Procurando, portanto, tirar a história do marasmo da rotina e dos 
preconceitos de concepção, tecendo severas críticas ao 
historicismo. 
Essa nova concepção amplia as fontes históricas, não se limitando 
aos arquivos públicos ou aos documentos oficiais, mas passando a 
considerar os diários, os relatos, a oralidade e a própria expressão 
da mentalidade daqueles que ficavam limitados pela historiografia 
oficial (considerada pelo estado) aos bastidores do processo 
histórico (soldados, escravos, operários, artesãos). Começa a ser 
produzida uma História das Mentalidades, que não se limita à 
métrica estabelecida pelos positivistas, sendo classificada como 
Nova História. 
 
Ciências auxiliares da história 
Economia: estuda os meios de produção, distribuição, consumo e 
circulação da riqueza. 
Sociologia: estuda o homem em sociedade. 
Geografia: estuda a superfície da terra no seu aspecto físico e 
humano. 
Antropologia: estuda o homem no aspecto biológico e cultural. 
Arqueologia: estuda as culturas extintas. 
Paleontologia: estuda os fósseis. 
Cronologia: localização dos fatos no tempo. 
Paleografia: escritos antigos em materiais leves. 
Epigrafia: escritos antigos em materiais pesados. 
Heráldica: brasões, escudos e insígnias. 
Numismática: moedas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 13 – Historiografia e Filosofia 
 
 
 
 
 
103 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
“São os segmentos maiores da grande reta evolutiva dos últimos quinze séculos, os séculos que 
formaram a Europa medieval e, a partir dos descobrimentos, plasmaram as nações coloniais da 
América e da África. A historiografia econômica já explorou detidamente os mecanismos pelos quais 
estas eras, que são nomeadas pelos respectivos sistemas de produção, ganharam fisionomia própria, 
uma identidade, entraram em crise, sendo enfim substituídas implacavelmente em escala mundial. O 
feudalismo foi dissolvido pelo capital mercantil, e este, passado o processo de acumulação, deu lugar 
ao capitalismo industrial. O imperialismo é o ápice do processo capitalista e, até bem pouco, o 
pensamento de esquerda ancorava-se na certeza de que o socialismo universalizado tomaria o lugar 
dos imperialismos em luta de morte. Estrutura serial dentro de um processo teleológico. [...] Convém 
lembrar que esse cânon está enxertado em certezas maiores que remetem à ideia de progresso, vinda 
das Luzes, e à ideia de evolução formulada no século XIX.” 
BOSI, A. O tempo e os tempos. In NOVAES, A. Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.21-22). 
 
Com base nesta afirmação de Alfredo Bosi, assinale o que for correto: 
01) Do ponto de vista dos mecanismos de produção, cultura de subsistência (feudalismo), descoberta 
de novas terras (mercantilismo/colonialismo) e desenvolvimento industrial em larga escala se 
equivalem, pois utilizam o trabalho assalariado. 
02) O que possibilita a perspectiva filosófica deste viés canônico de leitura da historiografia econômica 
é a associação entre os conceitos de progresso e de evolução, provenientes respectivamente do 
iluminismo, no século XVIII, e do darwinismo, no século XIX. 
04) As transformações sucessivas dos mecanismos de produção, controle e acúmulo do capital, ao 
longo da história, revelaram o sistema capitalista como modelo de atividade econômica não 
imperialista. 
08) A corrida armamentista, a conquista do espaço e a Guerra Fria são consequências de sistemas 
antagônicos em disputa por hegemonias econômica, política, ideológica e cultural. 
16) Com a exaltação da ciência que acompanhou a origem e o fortalecimento da organização técnico-
industrial da sociedade moderna, o positivismo afirma a crença no progresso e na superação da 
História. 
 
Questão 02 
Enfim, sabemos que a “história nacional” e a “cultura brasileira” não eram entidades naturais. E todo o 
esforço dos homens de letras foi o de transformar determinados valores, personagens, sentimentos e 
acontecimentos em tradições que deveriam por sua vez ser experimentadas e guardadas como 
entidade natural. Se essas tradições correspondiam ou não à verdade dos acontecimentos não 
importa, nem constitui uma questão, na medida em que elas não visavam a descrever uma realidade, 
mas sim conferir-lhe um sentido, bem como produzir a solidariedade social e viabilizar um projeto 
coletivo, de nação e de República. 
DANTAS, Carolina Vianna. Cultura história, República e o lugar dos descendentes de africanos na nação. In: ABREU, Martha; 
SOIHET, Rachel e GONTIJO, Rebeca (orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de 
Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 245 (Adaptado). 
 
A transição para a República, no Brasil, também foi marcada por “batalhas de memórias” e pela 
criação e recriação de mitos políticos entre os grupos políticos que procuravam afirmar seu poder. Esta 
dimensão simbólica pode ser ainda exemplificada 
a) pela forte expansão do positivismo que pode ser exemplificada pelo grande número de igrejas 
positivistas na cidade do Rio de Janeiro. 
b) pela reabilitação de personagens importantes do período colonial que eram identificados com a 
causa republicana, como Tiradentes. 
c) pelo esvaziamento das forças militares responsáveis pela Proclamação, cada vez mais vistas como 
retrógradas e incapazes de promover o republicanismo. 
d) pelo afastamento ideológico em relação aos países do continente americano, os quais, com 
exceção dos Estados Unidos, eram vistos como repúblicas frágeis e atravessadas por conflitos 
internos. 
 
Questão 03 
Leia com atenção o texto sobre a Idade Média. 
 
Idade Média: “Idade das Trevas” ou uma “Belle Époque”? 
Contexto Europeu do século X ao século XIII 
Anotações 
 
 
 
 
 
 104 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE FILOSOFIA – (Prof. Márcio Michiles) 
“Idade das Trevas” foi o termo adotado pelo humanistas do século XVII, quando generalizaram toda a 
civilização da Europa do século IV ao século XV como um tempo de ruína eflagelo. Esta ideologia de 
obscuridade das trevas é resultado de fatos e acontecimentos negativos ocorridos no longo período da 
Idade Média, tais como as guerras, as invasões bárbaras, as crises da agricultura, as epidemias, 1a 
imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges, a centralização da economia restrita aos 
feudos, as desigualdades sociais, dentre outros aspectos, mas que não justificam criar uma 
terminologia pejorativa para uma gigante e envolvente civilização que, em contraste com esse lado 
negativo, muito criou, muito inventou e muito desenvolveu, lembrando que o período medieval é o 
carro chefe da historiografia contemporânea. 
Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.com;historia/idade-media-idade-trevas.htm. Acesso em: 22.09.2015. 
 
Assinale a alternativa correta, considerando o período da Idade Média: 
a) apesar da existência de servos, a Idade Média tinha nos escravos sua principal força produtiva. 
b) nos Feudos, durante a Idade Média, surgiu a burguesia como classe econômica, porém, o poder da 
Igreja fez com que a burguesia tivesse pouca importância. 
c) o pensamento medieval expressado no texto foi dominado pela burguesia, sobretudo no que se 
refere aos assuntos científicos, pois só as corporações de ofício tinham acesso a este conhecimento. 
d) o texto aponta que o uso do termo “Idade das Trevas” não seria o melhor para definir a Idade 
Média, pois, apesar dos problemas e desigualdades sociais, esse período deixou grandes legados 
para a História Contemporânea. 
e) o trecho “a imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges...” (ref. 1) demonstra o poder 
da Igreja como classe dominante nos campos da economia e da política, cabendo aos servos somente 
o direito ao voto, porém, sem direito a se eleger a nenhum cargo político. 
 
Questão 04 
Leia atentamente o seguinte excerto: 
 
“Se o homem comum não conhece as suas origens ele é como um macaco louco. Ele não conhece ao 
certo as relações de sua grande família, é como um dragão descomunal. Ele que não conhece as 
circunstâncias e o curso das ações de seu nobre pai e avô é como um homem que, tendo preparado a 
dor para seus filhos, joga-os neste mundo”. 
MOMIGLIANO, A. As raízes clássicas da historiografia moderna. Bauru: EDUSC, 2004, p.55 
 
Do trecho acima, depreendem-se algumas características da escrita da História, quais sejam: 
a) conservação da memória do passado, quadro cronológico e interpretação dos acontecimentos. 
b) conhecimento da natureza, origem das espécies animais e lembrança ancestral. 
c) dialética socrática, valores teóricos e morais e busca pela verdade intrínseca da origem humana. 
d) atitude crítica em relação ao registro dos acontecimentos, desinteresse pelo passado e árvore 
genealógica. 
 
Questão 05 
A Europa é uma criação feita diante do outro. Suas fronteiras são culturais e se opõem em três ao que 
não é Europa: a Ásia, os Árabes, que assediam a Europa, primeira frente antieuropeia; o ‘leste’ 
sempre indefinido; e finalmente o Oceano”. 
FEBVRE, Lucien. A Europa – gênese de uma civilização. Bauru: Edusc, 2004, p. 118-121. (Adaptado) 
 
O trecho acima representa certa historiografia europeia, que se caracteriza pelo 
a) Multiculturalismo – valoriza as contribuições das diversas populações na criação da civilização 
europeia. 
b) Orientalismo – entende o Oriente como uma criação pacífica e igualitária do Ocidente. 
c) Eurocentrismo – entende a Europa como centro da civilização, ameaçada pela barbárie e obrigada a 
expandir os limites da Humanidade. 
d) Humanismo – percebe uma mesma essência em todas as manifestações do gênio humano, 
disfarçada por elementos culturais diversos. 
e) Materialismo Histórico – privilegia os elementos econômicos sobre os culturais e políticos. 
 
 
 
 
 
 
Anotações 
 
Aula 13 – Historiografia e Filosofia 
 
 
 
 
 
105 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
Leia a citação e analise a figura a seguir. 
 
“Construir é uma atividade fundamental para o soberano egípcio.” 
DESPLANCQUES, S. Egito Antigo. Porto Alegre: L&PM, 2009. 
p.28. Coleção L&PM Pocket. Série Encyclopaedia. 
 
A citação da historiadora Sophie Desplancques faz alusão ao Egito 
Antigo, especificamente ao período conhecido como Antigo 
Império, considerado uma fase de estabilidade política por parte 
significativa da historiografia, bem como uma “idade de ouro” de 
sua civilização, por parte dos próprios egípcios. 
 
Com base na citação, na figura e nos conhecimentos sobre o 
Antigo Império, explique um elemento que transmita a noção de 
poder ligada aos Faraós no Egito Antigo. 
 
Questão 02 
Salve duque glorioso e sagrado 
Ó Caxias invicto e gentil! 
Salve, flor de estadista e soldado! 
Salve herói militar do Brasil! 
Refrão do Hino a Caxias. In: BITTENCOURT, Circe (Org.). Dicionário de datas da 
História do Brasil. São Paulo: Contexto, 2007. p. 194. 
 
A exaltação da figura do Duque de Caxias por setores do Exército 
Brasileiro contrasta com a 
a) indiferença do governo republicano que não concedeu ao militar 
nenhuma homenagem no calendário cívico nacional. 
b) desconstrução de seu papel heroico por uma historiografia 
crítica que valoriza as massas em detrimento dos grandes líderes. 
c) denúncia formal de crimes de guerra e de genocídios cometidos 
por Caxias durante a campanha da Guerra do Paraguai. 
d) valorização de sua figura na cultura popular que transformou seu 
nome em sinônimo de seriedade e patriotismo. 
 
Questão 03 
“O conhecimento histórico é sempre (...) uma consciência de si 
mesmo: ao estudar a história de uma outra época, os homens não 
podem deixar de compará-la com seu próprio tempo (...). Mas, ao 
comparar a nossa época e a nossa civilização com as outras 
épocas e civilizações, corremos o risco de lhes aplicar a nossa 
própria medida(...)”. 
(GUREVICH, Aron. As categorias da cultura medieval. Lisboa: Editorial Caminho, p. 
15). 
Aplicando o raciocínio exposto acima aos sentidos que a Idade 
Média adquiriu em diferentes tempos históricos, identifique como 
verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 
( ) Atualmente, os historiadores entendem o medievo na sua 
multiplicidade, com suas especificidades regionais e temporais, ao 
mesmo tempo em que mostram a permanência e a relevância de 
determinadas instituições e invenções medievais, como a 
universidade, o livro, a imprensa e o banco. 
( ) No século XV, surge a noção negativa de Idade Média, 
considerada uma era intermediária e homogênea de trevas e 
ignorância, separando a antiguidade Greco-romana e o 
Renascimento, que se via como herdeiro do período “clássico” – 
noção que ainda perdura entre muitas pessoas. 
( ) Nos séculos XX e XXI, obras como O Senhor dos Anéis, As 
crônicas de Nárnia e Game of Thrones evocam elementos 
medievais imaginativos, tais como a floresta como lugar do mágico, 
cavaleiros, espadas, dragões, religiosidade, dando continuidade a 
recriações da Idade Média em curso desde o século XIX. 
( ) Na recente historiografia, por conta das apropriações 
midiáticas da Idade Média, procura-se estabelecer as diferenças e 
as distâncias entre a Idade Média e a História do Brasil, mostrando 
que o medievo não possui relação com a formação de nosso país, 
por ter sido um fenômeno europeu. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima 
para baixo. 
a) F – F – V – V. 
b) V – V – F – V. 
c) F – V – V – F. 
d) V – V – V – F. 
e) V – F – F – V. 
 
Questão 04 
O herói revela-se ao mundo por seus trabalhos fabulosos. Pratica 
atos de coragem, salva pessoas e, muitas vezes, sacrifica a própria 
vida por uma causa maior que ele mesmo (...). Em nossa 
sociedade, era comum construir determinadas memórias 
enaltecendo os heróis. Mas também e possível construí-la (a 
memória) destacando ações, lutas e conquistas coletivas, como 
lutas por direitos iguais,direito a terra, saúde... 
(Cabrini, Conceição. História temática: diversidade cultural e conflitos. Ensino 
Fundamental. 3ª Ed. Reform. São Paulo: Scipione, 2009. Coleção História Temática. 
Cap. Mito e memória histórica.) 
 
Acerca do significado de “sujeito histórico” e do seu papel real na 
construção da história, é correto afirmar que 
a) só se pode considerar o sujeito como de fato “sujeito histórico” 
caso sua ação gere mudanças efetivas e positivas para a 
construção de instituições sociais significativas ao estabelecimento 
da ordem social vigente. 
b) o sujeito histórico, visto na história, é diferente daquele descrito 
na historiografia, pois essa, como meio oficial de transmissão de 
cultura às gerações vindouras, seleciona apenas os fatos 
realmente relevantes e coletivos. 
c) o sujeito histórico, na verdade, representa cada ser humano em 
contextos históricos distintos com suas especificidades e 
características que, atuando em grupo ou isoladamente, produz 
ações para si e/ou para a coletividade. 
d) as novas tendências historiográficas lançam a ideia de que só é 
válido o estudo das massas, do cotidiano e das mentalidades, 
invalidando, portanto, o conceito e a necessidade da existência de 
um “sujeito histórico” específico. 
	História e Filosofia

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