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EXERCÍCIOS ..........................................................................................................................01
GABARITO ..............................................................................................................................75
Banco do Brasil (SA)
Escriturário - Agente de Tecnologia e
Agente Comercial
QUESTÕES GABARITADAS
LÍNGUA PORTUGUESA
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1. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?
Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se
fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas
aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido
Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos
por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa
cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos
de ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos
assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura
um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança
e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.
Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que
tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações
excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-
mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.
Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas
existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-
brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos
boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da
saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais
dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se
uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, con-
fiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,
egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos
escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,
prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,
ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,
desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-
serto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso
em: 16 mar. 2018.
Na língua escrita, há situações em que algumas palavras e locuções oferecem maior dificuldade, pois podem
ser grafadas junto ou separadamente. A frase em que a expressão em negrito está corretamente grafada é:
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(A) Não mereço ter sucesso, tão pouco ser feliz.
(B) Nada nos resta se não a angústia de nos saber sabotados.
(C) Procuramos um psicólogo a fim de evitarmos maior sofrimento.
(D) Escolhemos a droga, com tudo trata-se de uma opção destrutiva.
(E) Conversávamos a cerca de nossas dificuldades com os sentimentos.
2. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história
recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem
que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-
ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.
Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é
cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa
o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um
petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-
mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de
poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite
estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-
dos até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,
pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-
manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de
base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.
com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -guerra-virtual-pela-informacao/.>
Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
Obedecem às regras ortográficas da língua portuguesa as palavras
(A) admissão, paralisação, impasse
(B) bambusal, autorização, inspiração
(C) consessão, extresse, enxaqueca
(D) banalisação, reexame, desenlace
(E) desorganisação, abstração, cassação
3. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
A seguinte frase está escrita de acordo com as normas da ortografia vigente:
(A) Eu me sinto mais vunerável quando viajo à noite.
(B) Preciso que vocês viagem para o Perú imediatamente.
(C) Alguns roteiros tem um acúmulo grande de deslocamentos.
(D) Fiz um voo gratuito porque ganhei uma passagem num sorteio.
(E) Fizemos um multirão para arrumar as malas, mas conseguimos.
4. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Ortografia- Casos Gerais e Emprego das Letras
O grupo em que todas as palavras atendem às exigências ortográficas da norma-padrão da língua portuguesa
é:
(A) abuso, buzina, improviso
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(B) análise, paralizia, pesquisa
(C) atraso, rasoável, uso
(D) despreso, acusação, visita
(E) piso, aviso, revesamento
5. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto I
Exagerado
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel, desenfreada Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado
E por você eu largo tudo Carreira, dinheiro, canudo Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas Exagerado
Eu adoro um amor inventado
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-
ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
Qual é a frase em que a palavra destacada está grafada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa?
(A) As declarassões de amor são sempre importantes.
(B) A paixão trás alegria à vida.
(C) Ele se declarou no momento ezato da noite.
(D) O coração quase explodiu de tanto amor!
(E) O silênsio às vezes fala mais que as palavras.
6. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto II
O amor é valente
Mesmo que mil tipos
De ódio o mal invente,
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo
Acalmar qualquer dor
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Vivemos nesse conflito.
Mas confio e acredito
Na valentia do amor.
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
O par de palavras que está grafado de acordo com a ortografia vigente da língua portuguesa é
(A) amisade – traição
(B) beleza – declarassão
(C) vazio – dedicassão
(D) entuziasmo – companhera
(E) delicadeza – decisão
7. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto I
Gente Humilde
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda, flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.
Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia
Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.
A palavra grafada corretamente é:
(A) baichela
(B) chuchu
(C) chícara
(D) xamego
(E) machiche
8. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares. Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
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corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to.Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As
confissões não acontecerão espontaneamente. “Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer
cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-
ção que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
A frase em que as palavras em destaque estão corretamente grafadas é:
(A) A conversa franca sempre trás bons resultados na resolução de conflitos familiares.
(B) Os pais devem proteger os filhos, senão podem ser responsabilizados legalmente.
(C) Meu filho, ao longo da adolescência, sempre deixava a toalha molhada encima da cama.
(D) Devemos educar nossos filhos afim de que possam se tornar boas pessoas na vida adulta.
(E) Os filhos sempre perguntam porquê não podem ir aonde quiserem sem o consentimento dos pais.
9. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
A frase em que a palavra ou expressão destacada respeita as regras ortográficas e gramaticais da norma pa-
drão é:
(A) As crianças querem estar aonde a fantasia está.
(B) Queremos saber por que a ideia de eternidade nos fascina.
(C) O gosto adocicado do chicle mau acaba e queremos outro.
(D) Nada como balas e chicletes durante uma seção de cinema.
(E) A ideia de viver para sempre persegue o homem a séculos.
10. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
A palavra ou a expressão destacada aparece grafada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa
em:
(A) O aquecimento global pode afetar a sobrevivência da população em muitas regiões por que água e comida
já se mostram escassas.
(B) O Dia Mundial do Meio Ambiente serve para nos lembrar o por quê de todos terem de contribuir para a
preservação da natureza.
(C) O principal tema discutido entre governos e organizações é a globalização, por que afeta a vida dos indi-
víduos.
(D) Os especialistas defendem que o clima na Terra tem passado por ciclos de mudanças mas divergem sobre
o porquê desse fato.
(E) Os cientistas têm estudado o porquede as emissões de gases poluentes na atmosfera estarem relaciona-
das às mudanças climáticas
11. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
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Água — a economia que faz sentido
A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa
é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram
mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas
hídricas —cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e
organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Na-
ções Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão
preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.
Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões de com-
portamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que
sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é constituído
de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas polares e no topo de
montanhas. Se considerarmos só o estoque de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do
total mundial.
Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com
apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela
precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes
não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.
Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de quali-
dade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação da
água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no
mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.
Revista Nova Escola. 01 jun. 2005. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/1065/agua-a-econo-
mia-que-
-faz-sentido>. Acesso em: 18 mar. 2018. Adaptado.
A palavra em destaque está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) A população da região Nordeste está a alguns anos sofrendo devido aos efeitos da seca, que mata o gado
e traz prejuízos às plantações.
(B) As reservas hídricas mundiais estão há beira do esgotamento devido ao desperdício dos usuários e das
grandes indústrias.
(C) Daqui há cem anos, o nosso planeta poderá vivenciar uma escassez de água tão grande que gerará dispu-
tas pelos mananciais.
(D) Estamos a onze dias do início da Conferência da ONU sobre a Água, que discutirá soluções para uma dis-
tribuição mais equilibrada desse bem universal.
(E) Os cientistas anunciavam, a alguns anos, a possibilidade de esgotamento dos mananciais de água em de-
terminadas regiões do mundo.
12. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
O termo destacado está grafado de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempenhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas pelos
seus superiores.
(B) O time não jogou mau no último campeonato, apesar de enfrentar alguns problemas com jogadores des-
controlados.
(C) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade em assimilar conceitos mais complexos sobre os
temas expostos.
(D) Os funcionários perceberam que o chefe estava de mal humor porque tinha sofrido um acidente de carro
na véspera.
(E) Os participantes compreendiam mau o que estava sendo discutido, por isso não conseguiam formular per-
guntas.
13. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
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(A) A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se torne muito complexo,
mais essa convivência só se tornará possível se as diferenças forem respeitadas.
(B) A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por melhores oportunidades man-
tém o processo de migração rural para os centros urbanos.
(C) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os momentos, mais ela tem
proporcionado grandes conquistas para a humanidade.
(D) As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas de forma decisiva, mais
precisamente nas relações interpessoais de caráter virtual.
(E) As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda falta muito para serem
eliminadas, mais é preciso enfrentar questões fundamentais.
14. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja convi-
vência sem discriminação”, o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as exigências da norma-padrão
da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
(A) É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de convívio so-
cial.
(B) Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a necessidade de
atingir a sustentabilidade.
(C) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o planejamento dos
espaços respeitará a diversidade.
(D) Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida humana.
(E) Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as características
das cidades do futuro.
15. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde; há e a, etc)
A palavra destacada está corretamente empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do encerramento do
campeonato.
(B) Daqui há menos de dois anos, o Japão será o anfitrião dos Jogos Olímpicos e os preparativos estão adian-
tados.
(C) Os jogadores brasileiros de futebol estão há poucos meses de se dirigirem à Rússia para participar da Copa
do Mundo.
(D) Os japoneses comemoravam, a alguns anos, a escolha de Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020,
derrotando Istambul e Madri.
(E) Um dos estádios onde serão realizados os Jogos Olímpicos está situado há apenas poucos quilômetros do
centro da capital.
16. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Acentuação
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda
não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de
bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu
lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba?
— Parei um instante na rua, perplexa.
— Nãoacaba nunca, e pronto.
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Eu estava boba:parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas.Peguei a pe-
quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no
milagre.Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só
para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível
o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na
boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a
mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários.Perder a eternidade?Nunca. O
adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para
a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê.Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento
de borracha que não tinha gosto de nada.Mastigava, mastigava.Mas me sentia contrafeita.Na verdade eu não
estava gostando do gosto.E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem
diante da ideia de eternidade ou de infinito.Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que
só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,
atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente
pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe
dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que
o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.
No texto, foram empregadas as palavras aí e ótimo,ambas acentuadas graficamente.
Duas outras palavras corretamente acentuadas pelos mesmos motivos que aí e ótimo são, respectivamente,
(A) juíz e ébano
(B) Icaraí e rítmo
(C) caquís e incrédulo
(D) país e sonâmbulo
(E) abacaxí e econômia
17. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Acentuação
Texto III
Beira-mar
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para
o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado
da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar
de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-
mento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tira-
colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros
e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha
metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de
juiz para enganar peixes.
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda
fiel à boa técnica.
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— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cota-
ções, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,
cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da
financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.
A presença ou ausência de acento gráfico nem sempre se repete quando uma palavra está no singular ou no
plural. Quanto ao emprego do acento gráfico, a seguinte palavra se altera quando vai para o plural:
(A) item
(B) viúva
(C) açúcar
(D) fiel
(E) técnica
18. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Assunto: Acentuação
O lado sombrio da luz
O domínio do fogo, e consequentemente da luminosidade, possibilitou ao ser humano exercer grande controle
sobre o meio em que vivia, proporcionando imensurável vantagem seletiva. A luz também foi fundamental para
incontáveis avanços tecnológicos, que nos proporcionam mais comodidade e praticidade. Mas, apesar de ser
em muitas culturas símbolo do progresso, pureza e beleza, a luz também tem seu lado sombrio.
A poluição luminosa — toda luz desnecessária ou excessiva produzida artificialmente — é a que mais cresce
no planeta e, infelizmente, os impactos do seu mau uso e os mecanismos com os quais podemos minimizá-los
têm pouquíssimo destaque se comparados aos de outros tipos de poluição.
A revolução industrial alavancou os efeitos da poluição luminosa para níveis altíssimos nos dias de hoje. É pos-
sível ver o intenso brilho noturno dos centros urbanos até em fotos de satélites. Mais de perto, a poluição lumi-
nosa pode ser notada quando se observa uma “aura” de luz no horizonte, olhando na direção de uma grande
cidade. Esse brilho do céu noturno é causado por luzes terrestres direcionadas ou refletidas para a atmosfera.
A iluminação artificial excessiva, principalmente na área rural, foi associada a uma maior probabilidade de epi-
demias por atrair vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose)
e o mosquito-prego (malária).
Acredita-se também que a iluminação noturna em centros urbanos influencie fatores psicossociais, sendo men-
cionada como uma das causas que contribuem para o aumento da criminalidade e depressão. Quebras no
relógio biológico humano são relacionadas aos mais diversos problemas de saúde, como distúrbios cardiovas-
culares, diabetes e obesidade.
Não só seres humanos, mas insetos e aves sofrem consequências da poluição luminosa. Na natureza intacta,
as únicas fontes de luz durante a noite eram as estrelas e a luz refletida pela Lua. Os animais, incluindo os
humanos, e as plantas evoluíram nos regimes de luz natural; portanto, é fácil imaginar que sofram direta ou
indiretamente com as alterações artificiais da luz noturna.
Vaga-lumes e outros insetos são afetados pela iluminação artificial de formas distintas. Alguns insetos utilizam
a posição das estrelas e o sentido da luz para navegação. Mariposas e besouros têm seus ciclos de vida alte-
rados e são atraídos e desorientados pela luz, tornando-se vítimas fáceis de aves, morcegos e outros predado-
res. Esses insetos desempenham diversas funções nos ecossistemas, como polinização, alimento para outros
animais, controle de populações de pragas, decomposição de material orgânico e até dispersão de sementes.
Fica claro, portanto, que estamos longe de compreender a poluição luminosa, seus efeitos e consequências
no meio ambiente.
Como as plantas utilizam a luz solar para realizar fotossíntese e direcionar seu crescimento, mudanças na
duração dos dias causadas por luminárias provocam confusão em relação à estação do ano em que se en-
contram, resultando na produção de flores, frutos ou queda de folhas em épocas inesperadas. Tais alterações
podem resultar em graves consequências para outros seres que delas dependam, como insetos polinizadores.
Nos pássaros, a luz vermelha interfere na orientação magnética;e, nas mariposas e nos besouros, focos de luz
atraem as mais diversas espécies, tornando-as mais vulneráveis a predadores.
Com o desenvolvimento tecnológico das lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), a ilumi-
nação artificial torna-se mais eficiente energeticamente. Mas, em vez de usarmos tal eficiência para reduzir o
consumo de energia, o menor custo energético está sendo utilizado para aumentar o fluxo luminoso e, con-
sequentemente, a poluição luminosa.
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Medidas simples podem reduzir a emissão de luz e sua influência negativa sobre outros seres, inclusive sobre
nós. Isso sem mencionar a conta de energia. Para combater a poluição luminosa, é necessário (i) repensar o
que precisa ser iluminado, usando, por exemplo, holofotes direcionados e que não irradiem luz para a atmos-
fera; (ii) reduzir o tempo de iluminação com o uso de temporizadores e sensores de presença; (iii) avaliar se
precisamos de luzes tão fortes e brancas para todas as tarefas; (iv) tentar reduzir a exposição à luz artificial forte
fora dos horários naturais de luz.
Trocar as lâmpadas brancas por luzes mais amareladas nos locais em que elas não são necessárias, assim
como trocar o celular ou o computador por uma boa revista sob luz branda antes de dormir, podem proporcio-
nar uma noite mais bem dormida.
HAGEN, O.; BARGHINI, A. Revista Ciência Hoje, n. 340. 21 set. 2016. Disponível em: http://www.cienciahoje.
org.br/ revista/materia/id/1094/n/o_lado_sombrio_da_luz. Acesso em: 5 dez. 2017.
Adaptado.
A palavra tecnológicos, recebe acento gráfico, de acordo com as regras da norma-padrão da língua portugue-
sa. O grupo em que todas as palavras devem ser acentuadas pela mesma regra é
(A) fácil, orgânico, vítimas
(B) satélites, altíssimos, vítimas
(C) fotossíntese, atraídos, domínio
(D) saúde, possível, biológicos
(E) vulneráveis, luminárias, incontável
19. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Acentuação
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história
recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem
que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-
ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.
Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é
cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa
o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um
petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-
mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de
poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite
estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-
dos até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,
pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-
manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de
base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos.Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.
br/codigo-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-guerra-virtual-pela-informacao/.> Acesso
em: 29 fev. 2018. Adaptado.
Em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, atendem às regras de acentuação
todas as palavras em:
(A) andróide, odisseia, residência
(B) arguição, refém, mausoléu
(C) desbloqueio, pêlo, escarcéu
(D) feiúra, enjoo, maniqueísmo
(E) sutil, assembléia, arremesso
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20. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Acentuação
Texto II
O Brasil na memória
A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um
retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa
dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-
tos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências
familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em
contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-
riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,
mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu
estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-
tural de onde fala.
BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2011, p. 353.
A primeira palavra acentuada do Texto II é típica.
Pela mesma regra, também se acentuam as palavras
(A) rúbrica e túnica
(B) íberos e íntimos
(C) diagnóstico e protótipo
(D) étnico e filântropo
(E) ínterim e ávaro
21. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Acentuação
O grupo em que todas as palavras atendem às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, quanto à
acentuação gráfica, é
(A) ambito, ninguém, potável
(B) ausência, assembleia, tragédia
(C) espécie, econômico, orgãos
(D) número, provavel, potência
(E) ladainha, saida, consciência
22. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Acentuação
A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destaca-
da na seguinte frase:
(A) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
(B) Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
(C) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
(D) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
(E) Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.
23. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Uso do Hifen
O grupo de palavras que atende às exigências relativas ao emprego ou não do hífen, segundo o Vocabulário
Ortográfico da Língua Portuguesa, é
(A) extra-escolar / médico-cirurgião
(B) bem-educado / vagalume
(C) portarretratos / dia a dia
(D) arco-íris / contra-regra
(E) subutilizar / sub-reitor
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24. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Uso do Hifen
Texto III
Beira-mar
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para
o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado
da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar
de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-
mento de restaurante nas imediações.Nunca fisgara peixe ali.Olhado com desconfiança.Intruso. Bolsa a tira-
colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros
e oitenta centímetros para a chamada pescade molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha
metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de
juiz para enganar peixes.
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda
fiel à boa técnica.
— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das co-
tações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,
cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da
financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.
Assim como ocorre com a palavra quebra-mar, emprega-se obrigatoriamente o hífen, de acordo com o sistema
ortográfico vigente, em
(A) casa-comercial
(B) linha-de-passe
(C) peixe-espada
(D) pedra-fundamental
(E) sala-de-jantar
25. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Uso do Hifen
Texto II
O Brasil na memória
A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um
retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa
dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-
tos,locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências
familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em
contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-
riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,
mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu
estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-
tural de onde fala.
BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2011, p. 353.
No Texto II, a autora criou a palavra “narrador-viajante” e empregou nela corretamente o hífen.
Usando uma estratégia criativa semelhante, será necessário usar esse sinal gráfico em
(A) pseudo-viajante
(B) super-viajante
(C) ex-viajante
(D) anti-viajante
(E) neo-viajante
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26. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Substantivo
As palavras juiz, suor e várzea, ao serem passadas para o plural, apresentam a seguinte grafia:
(A) juízes; suores; várzeas
(B) juizes; suores; varzeas
(C) juízes; suóres; várzeas
(D) juizes; suórs; varzeas
(E) juízeis; suóreis; várzeeis
27. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Adjetivo
Texto I
Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil(A) menor do que a tecnologia permitiria,
motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-
tes dessa prática(B). Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda
que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do
consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto, traz
benefícios,como o acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto
num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?
O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-
presas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade
de sobrevivência no mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que os
anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial(C) ; ou a queda de desempenho do produto com
relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro
sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos
padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-
tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-
sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto
à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os
anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais novo
se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações cosmé-
ticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-
mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-
ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,
dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico(D). Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser
combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar
determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um
aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios
à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualida-
de entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes(E)
podem
conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem
trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.
Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
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Nos seguintes trechos do Texto I, o adjetivo destacado apresenta valor discursivo de avaliação subjetiva, em
relação ao substantivo a que se liga, em:
(A) “um produto tem vida útil”
(B) “exemplos evidentes dessa prática.”
(C) “uso de reconhecimento facial”
(D) “geração do lixo eletrônico”
(E) “moram em países diferentes”
28. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação
que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.Adaptado.
A frase em que o verbo em destaque está empregado em consonância com a norma-padrão é:
(A) Não mido esforços para a educação de meus filhos.
(B) Um dia, eles quererão ajuda com seus próprios bebês.
(C) Aqueles pais poram muita esperança no futuro de seus filhos.
(C) Os pais sempre proviram os recursos para a sobrevivência de sua família.
(E) Ah, se os pais cabessem na vida dos filhos adolescentes assim como os namoros e os amigos!
29. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022
Assunto: Locução verbal
Uma cena
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.
O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-
daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,
por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas
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copas, ainda é quase madrugada.
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-
vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais
é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando
sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,
de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço
da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando
alguém passar.
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando
as manhãs, está atrás das grades.
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.
Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-
ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que
todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem
gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para
que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de
cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo
“E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem
saber o que dizer.”
O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato repre-
sentado por esse verbo se deu antes de outro fato passado. Esse mesmo significado é encontrado no que está
destacado em:
(A) Ela já foi uma mulher alegre e jovial.
(B) A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã.
(C) A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia.
(D) Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido.
(E) As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade.
30. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Questões Variadas de Verbo
A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que se refere
aos verbos impessoais, em:
(A) Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capa-
cidade de recuperação total do planeta.
(B) O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as políticas econô-
micas causam um enorme custo social!”
(C) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os alunos de-
mandavam essa nova formação.
(D) Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de discutir
temas relevantes para o planeta.
(E) É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam ambientalistas e
economistas em grupos distintos.
31. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022
Assunto: Pronomes pessoais
Uma cena
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.
O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-
daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,
por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas
16
copas, ainda é quase madrugada.
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-
vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais
é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando
sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,
de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço
da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando
alguém passar.
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando
as manhãs, está atrás das grades.
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.
Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-
ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que
todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, euque de certa forma já me acostumara à paisagem
gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para
que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de
cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo
sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.
O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
(A) Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
(B) O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
(C) A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
(D) Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
(E) Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes cumprimentar.
32. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Pronomes pessoais
Texto II
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé
Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma
peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se
aguardente.
A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida
batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-
mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,
Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento
em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome
de MiniBar.
A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-
car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino
deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-
vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.
Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que
apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir
6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio
2019, P. B2. ADAPTADO.
A substituição da expressão destacada pelo que se encontra entre colchetes está de acordo com a norma-pa-
17
drão em:
(A) Jorge Amado tomava a bebida sem açúcar. [tomava- lhe]
(B) Diolino gostava de mostrar a receita. [mostrá-la]
(C) Pelé bebia no carro porque era discreto. [bebia-lhe]
(D) Wando e Rô Rô também frequentavam o bar. [frequentavam- nos]
(E) O MiniBar produzia 6.000 litros por mês. [produzia-se]
33. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Pronomes relativos
O período em que a palavra ou a expressão em destaque NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão
é:
(A) As professoras de que falamos são ótimas.
(B) A folha em que deve ser feita a prova é essa.
(C) A argumentação onde é provado o crime foi dele.
(D) O aluno cujo pai chegou é Pedro.
(E) As meninas que querem cortar os cabelos são aquelas.
34. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018
Assunto: Pronomes relativos
O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação entre duas
orações.
Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relativos, a frase que está em DESACORDO com os
ditames da norma-padrão é:
(A) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe.
(B) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham.
(C) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei.
(D) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal.
(E) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea.
35. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Advérbio
A palavra salário vem mesmo de “sal”?
Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.
Faz sentido.O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso (mo-
edas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras
de cobre (fundamentais para a fabricação de armas),sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-
tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,
então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que
quisesse, a qualquer momento.
As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja
em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de
sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C.A força militar da época era formada por cidadãos
comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-
brevivência).
A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de
Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas
bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário
para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já
era mesmo pago na forma de moedas.
A palavra destacada em “bem mais portáteis” (parágrafo 4) traz para o trecho uma ideia de
18
(A) adição
(B) adversidade
(C) comparação
(D) extensão
(E) soma
36. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Advérbio
Texto II
O amor é valente
Mesmo que mil tipos
De ódio o mal invente,
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo
Acalmar qualquer dor
Vivemos nesse conflito.
Mas confio e acredito
Na valentia do amor.
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
A palavra que transmite a ideia de tempo no trecho do Texto II “O amor, mesmo sozinho, / Será sempre mais
valente” é
(A) amor
(B) mesmo
(C) sempre
(D) sozinho
(E) valente
37. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Preposição
Texto II
O acendedor de lampiões e nós
Outro dia tive uma visão.Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do
Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.
Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de es-
tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando
vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei
olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas
das casas.
Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-
liel, lá em Juiz de Fora.
E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais
de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de lampiões que
existia antes de eu nascer. Meus pais falavamdessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz
movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama.[...]
SANT’ANNA, Affonso Romano de. O acendedor de lampiões e nós. Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22
ago. 2010. Fragmento.
No Texto II, na passagem “saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de
estranhamento”, a palavra em negrito expressa um sentido que também se encontra na palavra destacada em:
(A) A casa que comprei é toda de madeira.
(B) Toda a minha família descende de libaneses.
(C) Sinto-me sempre mais disposto de manhã.
(D) Eu não gosto de falar de política.
19
(E) É muito triste saber que ainda há gente que morre de fome.
38. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Conjunção
Texto II
O acendedor de lampiões e nós
Outro dia tive uma visão.Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do
Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.
Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha,a meiga Pixie, que volta e meia late de es-
tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando
vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei
olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas
das casas.
Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-
liel, lá em Juiz de Fora.
E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais
de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe, mas é semelhante ao acendedor de lampiões que
existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz
movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama. [...]
SANT’ANNA, Affonso Romano de. O acendedor de lampiões e nós.Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22
ago. 2010. Fragmento.
A palavra em destaque está empregada de acordo com a norma-padrão em:
(A) Não há como resistir ao progresso tecnológico, mais podemos conservar alguns hábitos antigos.
(B) O acendedor de lampiões é um profissional que não existe mas.
(C) A chama era acesa ao entardecer, mas apagada pela manhã.
(D) As casas do subúrbio são simples, mais são lares para seus moradores.
(E) Certas mudanças são formidáveis, mais também são assustadoras.
39. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego da forma verbal há é adequado em:
(A) A melhor forma de salvar o futuro do planeta é persuadir a população de que cabe há cada pessoa o dever
de economizar água.
(B) A vida das pessoas há muito tempo depende da energia elétrica para a manutenção de aparelhos cada vez
mais sofisticados.
(C) O mundo está próximo de uma derrocada devido há escassez de chuvas necessárias para solucionar o
problema da seca que atinge a população.
(D) Os estudiosos pesquisam há melhor forma de substituir o uso de combustíveis poluentes por outros que
causem menos danos aos indivíduos.
(E) O excesso de ruídos afeta há saúde física e mental, e é o causador da poluição sonora, que é considerada
crime ambiental.
40. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Questões Variadas de Classe de Palavras
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmosfera tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas. Desde
o início da Revolução Industrial, em 1760, a concentração desses gases cresceu mais de 30%. Segundo o Pai-
nel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do século 21, a concentra-
ção de CO2 pode chegar ao dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm sendo realizados na tentativa
de desvendar o que irá acontecer caso as previsões dos cientistas se concretizem.
O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois forma uma
camada que impede que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe no espaço, o
20
que garante as condições de temperatura e clima necessários para a existência da vida na Terra.
As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima de
combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas, transformadas em áreas agrícolas
ou urbanas. Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a elevação da tem-
peratura em até 5°C em algumas regiões do planeta até o final do século. Por exemplo, é esperada uma ele-
vação da temperatura de até 6°C na região amazônica, além da redução em 45% do volume de chuvas. Essas
alterações climáticas podem trazer diversas e catastróficas consequências, como ondas de calor e estiagens
ou chuvas concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocorre porque são
as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima
industrial consumida pelo ser humano. Além disso, afetarão, também, as interações entre espécies, a estru-
tura dos ecossistemas e a prestação de serviços ambientais, resultando em grandes — e talvez irreversíveis
— impactos à vida na Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos
em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes
e organizadas de maneiras distintas. Por exemplo, embora as espécies de plantas possam apresentar respos-
tas parecidas ao aumento do CO2 e da temperatura — como altas taxas de crescimento —, as consequências
em um dado ecossistema podem ser o domínio de uma espécie com características invasoras, resultando em
grandes problemas no funcionamento do ecossistema e até na extinção de espécies e perda da biodiversidade.
Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando experimentos a
fim de conhecer os efeitos das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico: nativas, invasoras
ou cultivadas. Entre os aspectos mais importantes a serem compreendidos, estão as alterações no desen-
volvimento e na fotossíntese das plantas, e a consequência disso para as espécies que interagem com elas.
Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases do
desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas. Esse é um dos
aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de
alimentos e a segurança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importância, pois só de plantas o Brasil tem em seu território mais de 55 mil
espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado,
Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A preocupação quanto ao futuro do planeta frente às mudanças cli-
máticas aumentou o interesse em pesquisas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser feito para que
possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático. Assim, a ampliação
desses estudos é fundamental e urgente para que possamos eficientemente nos adaptar e investir na mitigação
dos impactos das mudanças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje, 341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.
cienciahoje. org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_reagir_as_mudancas_climaticas>. Aces-
so em: 05 dez. 2017. Adaptado.
No trecho do texto “mas ainda há muito a ser feito para que possamos entendercomo as espécies irão se
adaptar (ou não) ao novo cenário climático.”, a palavra destacada é uma forma do verbo “haver” no sentido de
“existir”. A mesma ocorrência, respeitando-se a norma-padrão, verifica-se em:
(A) As alterações na fotossíntese das plantas estão entre os aspectos mais importantes há serem estudados
nas investigações sobre o clima.
(B) De acordo com o IPCC, há concentração de CO2 pode chegar, até o fim do século 21, ao dobro do que
representa nos dias de hoje.
(C) Em razão das consequências das mudanças climáticas na vida do planeta, há atualmente uma grande pre-
ocupação com o aumento do CO2.
(D) Estudos que abrangem desde o trabalho de micro-organismos no solo até há fisiologia de eucaliptos nativos
estão em andamento desde o ano de 2012.
(E) Pesquisadores brasileiros realizaram diversos experimentos há fim de diminuir os efeitos de alterações do
clima nas plantas.
41. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Sujeito
Texto I
21
Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,
motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-
tes dessa prática. Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda
que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do
consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto,
traz benefícios, como o acesso às novidades.(A)
Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto
num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?
O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-
presas
planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade de so-
brevivência no mercado.(B)
Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que
os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com
relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro
sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos
padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-
tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-
sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto
à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os
anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais
novo se não quiser(C). É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações
cosméticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente(D) em cada tipo de equipa-
mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-
ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,
dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante(E) .
Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser
combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar
determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um
aparelho novo.O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios
à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualidade
entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes podem
conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem
trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.
Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
Nas seguintes passagens do Texto I, a oração que apresenta estrutura de sujeito indeterminado é:
(A) “No entanto, traz benefícios, como o acesso às novidades.”
(B) “se trata de uma necessidade de sobrevivência no mercado.”
(C) “se não quiser.”
(D) “a obsolescência programada se dá de forma diferente”
(E) “que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.”
42. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Predicado
O que é o QA e por que ele pode ser mais
importante que o QI no mercado de trabalho
Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar
pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemá-
tica.
22
Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma
combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é
visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que
a tecnologia redefine como trabalhamos,as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho
também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a
capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações,mas de descobrir o que é relevante, deixar
para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envol-
ve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa
das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função
que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o
histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia
sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência
continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que
um humano.
Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habi-
lidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabi-
lidade.
Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Diga-
mos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu
QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego.
Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para
se acomodar a novos cenários.
A frase em que o verbo apresenta a mesma predicação que o verbo ocorrerem “Isso ocorre porque um algo-
ritmo pode executar essas tarefas” (parágrafo 5) é:
(A) “Entra em cena então um novo quociente”. (parágrafo 3)
(B) “Esse quociente envolve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.”
(parágrafo 4)
(C) “A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos”. (parágrafo 5)
(D) “você é um contador.” (parágrafo 7)
(E) “Seu QI o ajuda nas provas”. (parágrafo 7)
43. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA/2022
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Texto
Maria José
Paulo Mendes Campos
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e
apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol.
Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do
próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias,
ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia re-
cebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão, para
espanto de meus cinco anos.
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não
se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler
as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me
aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia
decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos
toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me
23
repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã
não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou
às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina
religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela
a flecha e o alvo das criaturas.
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;
acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,
passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar
com alegria o prato exótico.
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que
era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o
céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem
me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de
revólver na mão.
No trecho: “Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que recebera, menina-e-moça, das mãos do pai, e
que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão”, (parágrafo 2), a oração destacada pode ser subs-
tituída, sem prejuízo de seu significado, por
(A) por isso perseguia um ladrão.
(B) enquanto perseguia um ladrão.
(C) embora perseguisse um ladrão.
(D) desde que perseguisse um ladrão.
(E) por mais que perseguisse um ladrão.
44. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Lições após um ano de ensino remoto na pandemia
No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-
sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.
Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e
estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e
professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.
Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-
vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande
surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo
celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-
safiador.
Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-
rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no
mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma
pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,
com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.
Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos
alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-
ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como
enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.
No trecho “A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no mesmo
ambiente físico” (parágrafo 4), a expressão destacada estabelece com a oração principal a relação de
(A) condição
(B) concessão
(C) comparação
24
(D) conformidade
(E) proporcionalidade
45. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Relacionamento com o dinheiro
Desde cedo, começamos a lidar com uma série de situações ligadas ao dinheiro. Para tirar melhor proveito do
seu dinheiro, é muito importante saber como utilizá-lo da forma mais favorável a você. O aprendizado e a apli-
cação de conhecimentos práticos de educação financeira podem contribuir para melhorar a gestão de nossas
finanças pessoais, tornando nossas vidas mais tranquilas e equilibradas sob o ponto de vista financeiro.
Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo financeiro muito mais complexo que o das gerações
anteriores. No entanto, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse aumento de com-
plexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao crédito, tem levado muitas pes-
soas aoendividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função do pagamento de prestações
mensais que reduzem suas capacidades de consumir produtos que lhes trariam satisfação.
Infelizmente, não faz parte do cotidiano da maioria das pessoas buscar informações que as auxiliem na gestão
de suas finanças. Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou seja, uma preocupação da socie-
dade organizada em torno do tema. Nas escolas, pouco ou nada é falado sobre o assunto. As empresas, não
compreendendo a importância de ter seus funcionários alfabetizados financeiramente, também não investem
nessa área. Similar problema é encontrado nas famílias, nas quais não há ohábito de reunir os membros para
discutir e elaborar um orçamento familiar. Igualmente entre os amigos, assuntos ligados à gestão financeira
pessoal muitas vezes são considerados invasão de privacidade e pouco se conversa em torno do tema. Enfim,
embora todos lidem diariamente com dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos.
A educação financeira pode trazer diversos benefícios, entre os quais, possibilitar o equilíbrio das finanças
pessoais, preparar para o enfrentamento de imprevistos financeiros e para a aposentadoria, qualificar para o
bom uso do sistema financeiro, reduzir a possibilidade de o indivíduo cair em fraudes, preparar o caminho para
a realização de sonhos, enfim, tornar a vida melhor.
No trecho do parágrafo 3 “As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários alfa-
betizados financeiramente, também não investem nessa área”, a oração destacada tem valor semântico de
(A) causa
(B) proporção
(C) alternância
(D) comparação
(E) consequência
46. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Orações subordinadas adverbiais
Texto I
Exagerado
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
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Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-
ZA.Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
No trecho do Texto I “Eu nunca mais vou respirar / Se você não me notar”, a palavra em destaque introduz a
ideia de
(A) adversidade
(B) conclusão
(C) lugar
(D) condição
(E) tempo
47. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Orações reduzidas
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda
não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de
bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu
lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba?
— Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-
quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no
milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só
para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível
o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na
boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-
tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O
adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para
a escola.
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— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento
de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não
estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem
diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que
só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,
atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente
pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe
dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que
o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.
A frase que guarda o mesmo sentido do trecho “Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola,
dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.” é:
(A) Até que não suportei mais, e, como atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair
no chão de areia.
(B) Até que não suportei mais, e, já que atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair
no chão de areia.
(C) Até que não suportei mais, e, para que atravessasse o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado
cair no chão de areia.
(D) Até que não suportei mais, e, embora atravessasse o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado
cair no chão de areia.
(E) Até que não suportei mais, e, quando atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair
no chão de areia.
48. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Orações reduzidas
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?
Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se
fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas
aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido
Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos
por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa
cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de
ogros sobre culpa, dívida, deveres e...mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos
assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura
um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança
e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.
Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que
tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendidonunca explicado, mágoas infantis, obrigações
excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-
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mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.
Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas
existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-
brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos
boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da
saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais
dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma
relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou
sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,
egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos es-
colher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,
prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,
ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,
desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-
serto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso
em: 16 mar. 2018.
No trecho “Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos”, a oração
reduzida em negrito apresenta, em relação à oração seguinte, o valor semântico de
(A) tempo
(B) modo
(C) oposição
(D) proporção
(E) consequência
49. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022
Assunto: Questões mescladas de sintaxe
A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
(A) Devido à baixa qualidade dos aparelhos, precisam-se de leis que obriguem os fabricantes a ressarcir os
consumidores insatisfeitos com suas compras na internet.
(B) De acordo com os estudiosos da área de tecnologia e consumo, dividem-se os tipos de obsolescência em
perspectiva e programada.
(C) Em função do tipo de lixo eletroeletrônico, constataram-se, nos últimos anos, pelos tipos de aparelhos
descartados, o hábito dos consumidores de substituir aparelhos celulares todo ano.
(D) Nas lojas virtuais de grandes empresas de varejo, atendem-se a consumidores de todas as regiões do país,
tendo em vista a facilidade de acesso e de entrega.
(E) Com base nas estatísticas de reclamações nas instituições de proteção aos consumidores, avaliam-se que
as empresas de telefonia estejam à frente nas listas de insatisfação.
50. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”,
diz pesquisador da Embrapa
O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato,
um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os alimentos necessários para
atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da
Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sustentável da agricultura. Portanto, a responsabi-
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lidade do agricultor brasileiro é muito grande.
A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a
água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E
isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano.
Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à ampliação da agricultura na região amazônica, são
um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agricultura, parte deveria ser
obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos
produtos agrícolas.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego adequado da vírgula está plenamente aten-
dido em:
(A) A criação de animais para a produção de alimentos, é de grande importância para o sustento de milhares
de famílias.
(B) A floresta Amazônica, apesar de parecer homogênea, possui muitas diferenças na sua vegetação.
(C) A melhor maneira de proteger as povoações situadas nas margens dos rios, é procurar soluções que impe-
çam o comércio ilegal.
(D) O estado do Amazonas apresenta, a maior população indígena do Brasil com aproximadamente trinta mil
habitantes.
(E) O número de estudiosos preocupados com o futuro do planeta, aumentou devido ao aquecimento global.
51. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Uma cena
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.
O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-
daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,
por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas
copas, ainda é quase madrugada.
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-
vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais
é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando
sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,
de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço
da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando
alguém passar.
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando
as manhãs, está atrás das grades.
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.
Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-
ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que
todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem
gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para
que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria,por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de
cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo
sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticaisde metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-
sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego adequado da vírgula está plenamente aten-
dido em:
(A) O outono que o Rio nos oferece, tem um ar fino, quase frio.
(B) Uma senhora de cabelos muito brancos, ficava sentada, em uma cadeira.
(C) Ele se incomodou, com as grades do Rio.
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(D) Todos os dias que passo pelo Aterro vejo, as árvores cada vez mais crescidas.
(E) O porteiro, que prende passarinhos em gaiolas, não vê que o outono fica mais lindo quando estamos livres.
52. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA/2022
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto
Maria José
Paulo Mendes Campos
Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e
apanhava de um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol.
Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre.
Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos,devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do
próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comungava todos os dias,
ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia re-
cebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão, para
espanto de meus cinco anos.
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não
se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler
as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me
aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia
decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos
toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me
repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã
não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou
às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina
religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela
a flecha e o alvo das criaturas.
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;
acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,
passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar
com alegria o prato exótico.
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que
era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu,destemida e doce, como quem vai partir para o céu.
Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me
amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver
na mão.
Considerando-se o emprego da vírgula, a frase que está de acordo com o padrão formal escrito da língua é
(A) Eu que era frágil, sentia-me seguro, em sua presença.
(B) Todos os dias, Maria José lia poemas para seu filho.
(C) Seu desejo, era sempre, estar por perto para me proteger.
(D) Maria José era uma mulher terna e, ao mesmo tempo firme.
(E) Nem ela, nem o médico, nem eu, esperávamos aquele desfecho, triste.
53. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto I
Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos
O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado
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pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvolvimento habitacional,
econômico e turístico dos bairros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em meados de 2007, quando
se iniciou esse estudo sobre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido pro-
cesso de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais
associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “favelizadas”, despontando narrativas
que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.
Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros
e comerciais.
GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:
FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do Texto I: “Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que
idealizaram o Plano Porto do Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da
praça Mauá, situada na convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio Branco”
A reescritura que mantém os aspectos informacionais do trecho e respeita as normas de emprego dos sinais
de pontuação é a seguinte:
(A) Os planejadores urbanos, que idealizaram dentro do amplo território portuário o Plano Porto do Rio haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.
(B) Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio, haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.
(C) Os planejadores urbanos que idealizaram, dentro do amplo território portuário, o Plano Porto do Rio haviam
concentrado, investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.
(D) Os planejadores urbanos que idealizaram, dentro do amplo território portuário, o Plano Porto do Rio haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.
(E) Dentro do amplo, território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco.
54. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto II
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé
Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma
peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se
aguardente.
A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida
batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-
mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger,Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,
Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento
em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome
de MiniBar.
A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-
car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino
deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-
vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.
Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que
apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir
6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio2019, P. B2. ADAPTADO.
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Considere a seguinte passagem do Texto II: “Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos” .
Caso fosse necessário reescrevê-lo empregando alguma vírgula e mantendo o sentido original, o resultado, de
acordo com as normas pontuação, seria:
(A) Diolino, bolou então o sistema de atendimento direto, aos veículos.
(B) Diolino bolou então, o sistema, de atendimento direto aos veículos.
(C) Diolino bolou então o sistema, de atendimento direto aos veículos.
(D) Diolino bolou, então, o sistema de atendimento direto aos veículos.
(E) Diolino bolou, então o sistema de atendimento direto aos veículos.
55. CESGRANRIO - TEC (UNIRIO)/UNIRIO/ASSUNTOS EDUCACIONAIS/2019
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Texto I
Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,
motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-
tes dessa prática.Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda
que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do
consumidor, uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto, traz
benefícios, como o acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produto
num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos 1970?
O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as em-
presas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessidade
de sobrevivência no mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que
os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com
relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro
sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos
padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento: é possível adiar a subs-
tituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e aces-
sórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quanto
à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com os
anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais
novo se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações
cosméticas, como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-
mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-
ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,
dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser
combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar
determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um
aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios
à sociedade, como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta qualidade
entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes podem
conversar diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem
trabalhar remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.
Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
A frase em que a vírgula está empregada adequadamente é:
(A) A tela do computador, é a janela que descortina o mundo.
(B) O investimento deve ser feito na área que, pode salvar vidas.
32
(C) A vaga é para programador, que tem salário acima da média.
(D) Concluíram, que não há mais como parar o avanço tecnológico.
(E) É muito importante, que os investimentos na área tecnológica continuem.
56. CESGRANRIO - AUX SAU (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
O lado sombrio da luz
O domínio do fogo, e consequentemente da luminosidade, possibilitou ao ser humano exercer grande controle
sobre o meio em que vivia, proporcionando imensurável vantagem seletiva. A luz também foi fundamental para
incontáveis avanços tecnológicos, que nos proporcionam mais comodidade e praticidade. Mas, apesar de ser
em muitas culturas símbolo do progresso, pureza e beleza, a luz também tem seu lado sombrio.
A poluição luminosa — toda luz desnecessária ou excessiva produzida artificialmente — é a que mais cresce
no planeta e, infelizmente, os impactos do seu mau uso e os mecanismos com os quais podemos minimizá-los
têm pouquíssimo destaque se comparados aos de outros tipos de poluição.
A revolução industrial alavancou os efeitos da poluição luminosa para níveis altíssimos nos dias de hoje. É
possível ver o intenso brilho noturno dos centros urbanos até em fotos de satélites. Mais de perto, a poluição lu-
minosa pode ser notada quando se observa uma “aura” de luz no horizonte,olhando na direção de uma grande
cidade. Esse brilho do céu noturno é causado por luzes terrestres direcionadas ou refletidas para a atmosfera.
A iluminação artificial excessiva, principalmente na área rural, foi associada a uma maior probabilidade de epi-
demias por atrair vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose)
e o mosquito-prego (malária).
Acredita-se também que a iluminação noturna em centros urbanos influencie fatores psicossociais, sendo men-
cionada como uma das causas que contribuem para o aumento da criminalidade e depressão. Quebras no
relógio biológico humano são relacionadas aos mais diversos problemas de saúde, como distúrbios cardiovas-
culares, diabetes e obesidade.
Não só seres humanos, mas insetos e aves sofrem consequências da poluição luminosa.Na natureza intacta,
as únicas fontes de luz durante a noite eram as estrelas e a luz refletida pela Lua. Os animais, incluindo os
humanos, e as plantas evoluíram nos regimes de luz natural; portanto, é fácil imaginar que sofram direta ou
indiretamente com as alterações artificiais da luz noturna.
Vaga-lumes e outros insetos são afetados pela iluminação artificial de formas distintas. Alguns insetos utilizam
a posição das estrelas e o sentido da luz para navegação. Mariposas e besouros têm seus ciclos de vida alte-
rados e são atraídos e desorientados pela luz, tornando-se vítimas fáceis de aves, morcegos e outros predado-
res. Esses insetos desempenham diversas funções nos ecossistemas, como polinização, alimento para outros
animais, controle de populações de pragas, decomposição de material orgânico e até dispersão de sementes.
Fica claro, portanto, que estamos longe de compreender a poluição luminosa, seus efeitos e consequências
no meio ambiente.
Como as plantas utilizam a luz solar para realizar fotossíntese e direcionar seu crescimento, mudanças na dura-
ção dos dias causadas por luminárias provocam confusão em relação à estação do ano em que se encontram,
resultando na produção de flores, frutos ou queda de folhas em épocas inesperadas. Tais alterações podem
resultar em graves consequências para outros seres que delas dependam, como insetos polinizadores. Nos
pássaros, a luz vermelha interfere na orientação magnética; e, nas mariposas e nos besouros, focos de luz
atraem as mais diversas espécies, tornando-as mais vulneráveis a predadores.
Com o desenvolvimento tecnológico das lâmpadas LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), a ilumi-
nação artificial torna-se mais eficiente energeticamente. Mas, em vez de usarmos tal eficiência para reduzir o
consumo de energia, o menor custo energético está sendo utilizado para aumentar o fluxo luminoso e, con-
sequentemente, a poluição luminosa.
Medidas simples podem reduzir a emissão de luz e sua influência negativa sobre outros seres, inclusive sobre
nós. Isso sem mencionar a conta de energia. Para combater a poluição luminosa, é necessário (i) repensar o
que precisa ser iluminado, usando, por exemplo, holofotes direcionados e que não irradiem luz para a atmos-
fera; (ii) reduzir o tempo de iluminação com o uso de temporizadores e sensores de presença; (iii) avaliar se
precisamos de luzes tão fortes e brancas para todas as tarefas; (iv) tentar reduzir a exposição à luz artificial forte
fora dos horários naturais de luz.
Trocar as lâmpadas brancas por luzes mais amareladas nos locais em que elas não são necessárias, assim
como trocar o celular ou o computador por uma boa revista sob luz branda antes de dormir, podem proporcio-
nar uma noite mais bem dormida.
33
HAGEN, O.; BARGHINI, A. Revista Ciência Hoje, n. 340. 21 set. 2016. Disponível em: http://www.cienciahoje.
org.br/ revista/materia/id/1094/n/o_lado_sombrio_da_luz. Acesso em: 5 dez. 2017.
Adaptado.
No trecho “vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose) e o
mosquito-prego (malária)”, os parênteses foram utilizados com o objetivo de
(A) acrescentar uma informação relacionada ao termo anterior.
(B) expressar a opinião do autor sobre a temática do texto.
(C) inserir um sinônimo para explicar o sentido de um termo.
(D) introduzir uma crítica ao que foi mencionado antes.
(E) provocar a reflexão do leitor sobre um termo científico.
57.CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmosfera tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas. Desde
o início da Revolução Industrial, em 1760, a concentração desses gases cresceu mais de 30%. Segundo o Pai-
nel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês),até o fim do século 21, a concentra-
ção de CO2 pode chegar ao dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm sendo realizados na tentativa
de desvendar o que irá acontecer caso as previsões dos cientistas se concretizem.
O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois forma uma
camada que impede que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe no espaço, o
que garante as condições de temperatura e clima necessários para a existência da vida na Terra.
As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima de
combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas, transformadas em áreas agrícolas
ou urbanas. Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a elevação da tem-
peratura em até 5°C em algumas regiões do planeta até o final do século. Por exemplo, é esperada uma ele-
vação da temperatura de até 6°C na região amazônica, além da redução em 45% do volume de chuvas. Essas
alterações climáticas podem trazer diversas e catastróficas consequências, como ondas de calor e estiagens
ou chuvas concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocorre porque são
as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima
industrial consumida pelo ser humano. Além disso, afetarão, também, as interações entre espécies, a estrutura
dos ecossistemas e a prestação de serviços ambientais, resultando em grandes — e talvez irreversíveis — im-
pactos à vida na Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos
em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes
e organizadas de maneiras distintas. Por exemplo, embora as espécies de plantas possam apresentar respos-
tas parecidas ao aumento do CO2 e da temperatura — como altas taxas de crescimento —, as consequências
em um dado ecossistema podem ser o domínio de uma espécie com características invasoras, resultando em
grandes problemas no funcionamento do ecossistema e até na extinção de espécies e perda da biodiversidade.
Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando experimentos a
fim de conhecer os efeitos das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico: nativas, invasoras
ou cultivadas. Entre os aspectos mais importantes a serem compreendidos, estão as alterações no desenvol-
vimento e na fotossíntese das plantas, e a consequência disso para as espécies que interagem com elas.
Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases do
desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas. Esse é um dos
aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de
alimentos e a segurança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importância, pois só de plantas o Brasil tem em seu território mais de 55 mil
espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado,
Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A preocupação quanto ao futuro do planeta frente às mudanças cli-
máticas aumentou o interesse em pesquisas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser feito para que
possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático. Assim, a ampliação
34
desses estudos é fundamental e urgente para que possamos eficientemente nos adaptar e investir na mitigação
dos impactos das mudanças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje, 341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.
cienciahoje. org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_reagir_as_mudancas_climaticas>. Aces-so em: 05 dez. 2017. Adaptado.
No trecho do texto “As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão asso-
ciadas à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas”, as vírgulas
foram usadas para separar os elementos de uma enumeração. O mesmo ocorre em:
(A) “Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do sé-
culo 21, a concentração de CO2 pode chegar ao dobro da atual.”
(B) “Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos
obtidos em um ambiente não serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são
diferentes e organizadas de maneiras distintas.”
(C) “Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases
do desenvolvimento, o resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas.”
(D) “Esse é um dos aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente
a disponibilidade de alimentos e a segurança alimentar da humanidade.”
(E) “o Brasil tem em seu território mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas
bastante distintos: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.”
58. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Água — a economia que faz sentido
A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa
é uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram
mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas
hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e
organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das Na-
ções Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão
preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso líquido.
Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser coletivo. “São questões de com-
portamento que se encontram no centro da crise”, diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que
sobra água se deve ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é constituído
de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de gelo, nas calotas polares e no topo de
montanhas. Se considerarmos só o estoque de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do
total mundial.
Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com
apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela
precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes
não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.
Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de quali-
dade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação da
água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no
mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.
Revista Nova Escola. 01 jun. 2005. Disponível em: <https:// novaescola.org.br/conteudo/1065/agua-a-econo-
mia-que-faz-sentido>. Acesso em: 18 mar. 2018. Adaptado.
No trecho “incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.”, as vírgulas são
empregadas para separar itens de uma enumeração. Essa mesma finalidade se verifica em:
(A) A mudança das pessoas de uma região para outra, em diferentes épocas, tem sido causada pela busca de
água própria para consumo.
(B) A técnica do gotejamento, muito utilizada na agricultura, é uma forma de controlar o consumo da água nessa
atividade.
(C) As propriedades rurais pouco desenvolvidas, que não contam com tecnologias mais avançadas, utilizam a
água da chuva para irrigar a plantação.
(D) O cultivo da terra, indispensável para a humanidade, é uma das atividades que mais utiliza água em todo
35
o mundo.
(E) Os países do norte da África como Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egito sofrem com a carência de água
potável.
59. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
O sinal de dois-pontos (:) está empregado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) A água ocupa 70% da superfície terrestre: mas 97,5% desse total está restrito aos mares e oceanos, por
isso não oferece condição de consumo.
(B) A escassez de água no mundo não é o principal problema a enfrentar: pois a má distribuição é responsável
pelas dificuldades das populações carentes.
(C) As regiões brasileiras com carência de água devem receber projetos urgentemente: as outras precisam
melhorar a distribuição dos recursos existentes.
(D) O Brasil é um país com fartura hídrica: em compensação, a distribuição de água não é equilibrada entre
todas as regiões geográficas.
(E) Os governantes devem desenvolver ações eficazes para amenizar o problema da água: reduzir o desmata-
mento e controlar o descarte de resíduos tóxicos.
60. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
A vírgula está empregada corretamente em:
(A) A divulgação de histórias falsas pode ter consequências reais desastrosas: prejuízos, financeiros e cons-
trangimentos às empresas.
(B) As novas tecnologias, criaram um abismo ao separar quem está conectado de quem não faz parte do mun-
do digital.
(C) As pessoas tendem a aceitar apenas as declarações que confirmam aquilo que corresponde, às suas cren-
ças.
(D) Os jornalistas devem verificar as fontes citadas, cruzar dados e checar se as informações refletem a reali-
dade.
(E) Os consumidores de notícias não agem como cientistas porque não estão preocupados em conferir, pontos
de vista alternativos.
61. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
A vírgula está empregada corretamente em:
(A) As grandes metrópoles que se destacaram no apoio à sustentabilidade, foram premiadas pelo mundo intei-
ro.
(B) É preciso que futuramente, as cidades tenham melhores condições de vida: habitação, alimentação, saúde,
emprego, transporte, educação.
(C) Não é só o território que acelera o seu processo de urbanização, mas é a própria sociedade brasileira que
se transforma cada vez mais em urbana.
(D) Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas, estão concen-
trados nas regiões Norte e Nordeste.
(E) Os passageiros, que dependem do transporte coletivo esperam que o futuro lhes ofereça mais comodidade
do que o presente.
62. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
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Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei namemória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação
que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.Adaptado.
Considere o seguinte trecho do texto: “Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez
um ok. Talvez a sorte de um tudo bem. As confissões não acontecerão espontaneamente.”
Modificando-se a pontuação desse trecho, constituindo-o como um único período, mantendo-se o seu sentido
original e obedecendo-se à norma-padrão, tem-se o seguinte resultado:
(A) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente: talvez um ok, talvez a sorte de um tudo bem,
as confissões não acontecerão espontaneamente.
(B) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente, talvez um ok, talvez a sorte de um tudo bem:
as confissões não acontecerão espontaneamente.
(C) Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente... talvez um ok... talvez a sorte de um tudo
bem... as confissões não acontecerão espontaneamente.
(D) Perguntarei: como estão?, e ganharei monossílabos de presente: talvez um ok — talvez a sorte de um tudo
bem, as confissões não acontecerão espontaneamente.
(E) Perguntarei — como estão? — e ganharei monossílabos de presente, talvez um ok; talvez a sorte de um
tudo bem: as confissões não acontecerão espontaneamente.
63. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
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Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-
ção que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
Sinais de pontuação são sinais gráficos que contribuem para a construção da coerência e da coesão nos textos.
A frase em que o emprego da vírgula obedece às regras da norma-padrão escrita é:
(A) Os amigos, a grande preocupação dos responsáveis pelos adolescentes, são uma grande influência.
(B) As crianças, precisam da supervisão de adultos, em todas as suas atividades.
(C) As crianças espelham-se, em seus pais, seus avós, seus tios, e seus irmãos mais velhos.
(D) Principalmente os pais de adolescentes, procuram orientação psicopedagógica para lidar com os filhos.
(E) Os jovens quando precisam de apoio, buscam o conselho de outros jovens.
64. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
A população do mundo chegou, em 2011,à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte cada vez
maior vive nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 pre-
vê-se que mais de dois terços da população mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso, então, que
questões de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os morado-
res de grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que
causam enormes perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí
que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.
É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados de ôni-
bus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos serviços esteja
próxima às moradias e haja opções de transporte não motorizado para nos locomovermos.
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <http://www.mobilize.org.br/noticias/2419/
mobilidade-acessibilidade- e-deficiencias-fisicas.html>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida,
A vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) A acessibilidade é a possibilidadeque as pessoas, têm de atingir o destino desejado.
(B) A mobilidade urbana tem, forte impacto, sobre o espaço e os recursos naturais.
(C) As políticas públicas, devem priorizar os meios de transporte coletivo, nas cidades.
(D) Como alertam os pesquisadores, é preciso discutir estratégias de mobilidade urbana.
(E) Nos últimos anos aumentou, a insatisfação das pessoas com os engarrafamentos.
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65. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Texto I
Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos
O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado
pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvolvimento habitacional,
econômico e turístico dos bairros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em meados de 2007, quando
se iniciou esse estudo sobre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido pro-
cesso de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais
associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “favelizadas”, despontando narrativas
que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.
Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam
concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do
bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros
e comerciais.
GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.
No Texto I, no trecho “concentrou diferentes projetos” , o verbo concentrar apresenta a mesma regência do
verbo destacado em:
(A) O cenário atual mostra um cenário bem diferente.
(B) Hoje, os bairros portuários do Rio parecem um cartão postal.
(C) Agora os comerciantes confiam nesse bairro.
(D) Nas lojas para turistas, sobressaem anéis e pulseiras.
(E) A Zona Portuária necessitava de muitas benfeitorias.
66. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Texto III
Beira-mar
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para
o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado
da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar
de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estacionamen-
to de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tiracolo,
balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros e oiten-
ta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha metálica
para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de juiz para
enganar peixes.
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda
fiel à boa técnica.
— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das co-
tações, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,
cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da
financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.
Considere a seguinte passagem do Texto III: “A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar
o caniço” A reescritura na qual a regência do verbo destacada NÃO está de acordo com a norma-padrão é:
(A) A uma dezena de metros, olhos curiosos espiavam o intruso, que montava seu caniço.
(B) A uma dezena de metros, olhos curiosos observavam o intruso a montar o caniço.
(C) A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam o intruso montar o caniço.
(D) A uma dezena de metros, olhos curiosos espreitavam o intruso montando o caniço.
(E) A uma dezena de metros, olhos curiosos deleitavam- se com o intruso a montar seu caniço.
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67. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
A frase em que o verbo destacado apresenta a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
é:
(A) A população daquela região não aprovou às restrições impostas pelos órgãos governamentais para a pre-
servação do meio ambiente.
(B) As instituições financeiras costumam a diminuir as taxas de juros para favorecer as possibilidades de em-
préstimos dos clientes.
(C) O esportista lembrou-se que estava atrasado para o compromisso assumido, no dia anterior, durante o
treinamento da equipe.
(D) O ato de pesquisar envolve ao trabalho de coleta de dados pelos estudiosos, resultando em benefícios
para a ciência.
(E) O escritor afeiçoou-se ao estudo da palavra, ao escutar, ainda nos primeiros anos de sua vida, as histórias
lidas pela mãe.
68. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Quanto nós merecemos?
Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se
fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas
aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido
Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos
por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa
cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de
ogros sobre culpa, dívida, deveres e...mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos
assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura
um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança
e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.
Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que
tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações
excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-
mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.
Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas
existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-
brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeitode nos
boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da
saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais
dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma
relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou
sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,
egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos
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escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,
prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,
ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,
desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-
serto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso
em: 16 mar. 2018.
O período que atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, no que diz respeito à regência
verbal, é:
(A) A maioria dos problemas os quais lidamos são fáceis de resolver.
(B) Esse livro, cujos capítulos estudei, vai ser avaliado na prova.
(C) O tratamento que falou não está disponível na rede pública.
(D) Lya Luft, cujas ideias temos simpatia, é uma boa escritora.
(E) Ela é a amiga que conto para me fazer companhia hoje.
69. CESGRANRIO - ADM JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se vexava de
mo dizer muitas vezes; achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e fi-
nas,amorável, elegante, austera, um modelo. E a confiança não parava aí. De fresta que era, chegou a porta
escancarada. Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência; faltava -lhe a glória pública.
Animei-o; disse-lhe muitas coisas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa de um desejo que não quer
acabar de morrer; então compreendi que a ambição dele andava cansada de bater as asas, sem poder abrir o
voo. Dias depois disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as amarguras engolidas, as raivas sopita-
das; contou-me que a vida política era um tecido de invejas, despeitos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades.
Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei de combatê-la.
— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza. Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na política
por gosto, por família, por ambição, e um pouco por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os motivos que
levam o homem à vida pública; faltou-me só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo lado da plateia; e,
palavra, que era bonito! Soberbo cenário, vida, movimento e graça na representação. Escriturei-me; deram-me
um papel que... Mas para que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as minhas amofinações. Creia que
tenho passado horas e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o eco de
seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor há de rir-se
de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o espírito. E ria, de um
jeito sombrio e triste; depois pediu- me que não referisse a ninguém o que se passara entre nós; ponderei-lhe
que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia. Lobo Neves rece-
beu-os com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois natural. No fim de meia hora, ninguém diria
que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava, chasqueava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas
; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
O fragmento no qual a regência do verbo em destaque é a mesma do verbo referir no trecho “que não referisse
a ninguém o que se passara entre nós” é
(A) “Como adorasse a mulher”
(B) “Virgília era a perfeição mesma”
(C) “Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência”
(D) “Mas para que o estou a fatigar com isto?”
(E) “Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia”
70. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
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Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
A regência do verbo destacado está de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) Para ganhar espaço no mercado imobiliário, os bancos costumam a ampliar prazos e limites e baratear o
financiamento da casa própria.
(B) O planejamento econômico é fundamental para o sucesso de um empreendimento familiar, o que envolve
ao ato de pesquisar as melhores oportunidades disponíveis.
(C) Antes de se comprometer com a aquisição de um imóvel acima de sua renda, recomenda-se ao comprador
que pesquise melhores condições de mercado.
(D) A inadimplência ocorre quando o cidadão não acata às cláusulas que determinam os prazos dos emprésti-
mos bancários.
(E) Grande parte das pessoas que se candidatam a empréstimos bancários aspiram a construção da casa
própria.
71. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
O ano da esperança
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o di-
nheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a consciência de que era uma doação. A situação foi
piorando. Os argumentos também. No início era para pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós
doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente.
Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessi-
vas internações, remédios. A situação piorando, eu já estava encomendando missa de sétimo dia. Falei com
um amigo médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia
para a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu não ajudava mais.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca
conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o em-
prego após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde
também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas buscam vagas nos mercados em expansão.
Se a indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir.
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova
consciência para votar. Como? Num mundo em que as notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram cada história a meu respeito que nem sei o que dizer.
Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que
isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Respondo:
— Nunca foi para acontecer. Era mentira da internet. Duvidam. Acham que estou mentindo.
CARRASCO, W. O ano da esperança.
Época, 25 dez.2017, p.97. Adaptado.
Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro melhor”
Respeitando-se as regras da norma-padrão e conservando- se o conteúdo informacional, o trecho acima está
corretamente reescrito em:
(A) Podemos esperar para um futuro melhor
(B) Podemos esperar com um futuro melhor
(C) Podemos esperar um futuro melhor
(D) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
(E) Podemos esperar todavia um futuro melhor
72. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018
Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Um dos aspectos fundamentais da regência verbal é o uso adequado da preposição. A preposição destacada
está empregada de acordo com a norma-padrão em:
(A) Não é bom descuidar-se com a leitura.
(B) Informei-lhe de que a biblioteca fecharia à tarde.
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(C) Ler textos literários implica em formar cidadãos democráticos.
(D) Perdoo a todos os vilões dos romances: sem vilões, sem histórias.
(E) Com um livro na cabeceira, quero chegar em casa o quanto antes.
73. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM PROTEÇÃO
RADIOLÓGICA/2022
Assunto: Crase
Texto
Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não
se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos.
Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler
as primeiras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me
aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que havia
decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos
toscos.Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me
repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã
não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”.
Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.
Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou
às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina
religiosa, compreendia celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela
a flecha e o alvo das criaturas.
Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia;
acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza.
Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana,
passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar
com alegria o prato exótico.
Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que
era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste.
Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o
céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem
me amava e perdoava, quem me encomendava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de
revólver na mão.
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022.
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, o uso do acento grave indicativo da crase é obrigatório
na palavra destacada em:
(A) Ela foi a gaveta pegar o revólver.
(B) Maria José ensinou-me a amar a literatura.
(C) Sempre passeávamos a pé no final da tarde.
(D) Aprendi a ter fé a partir da convivência com Maria José.
(E) A caridade a qual praticava era uma marca de sua personalidade.
74. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Crase
Lições após um ano de ensino remoto na pandemia
No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-
sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.
Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e
estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e
professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.
Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-
vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande
surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo
celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-
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safiador.
Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-
rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no
mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma
pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,
com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.
Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos
alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-
ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como
enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o uso do acento grave indicativo da crase é obrigatório
na palavra destacada em:
(A) A prática de ensino remoto levou as famílias a situações difíceis de comunicação com as instituições de
ensino.
(B) As aulas remotas surgem como uma alternativa para a redução dos impactos negativos no processo de
aprendizagem.
(C) As escolas e os professores foram levados a essa prática de ensino remoto, em função da chegada ines-
perada do vírus.
(D) O interesse pelo ensino on-line não tem diminuído porque começou a ser considerado a única opção de
escolarização durante a pandemia.
(E) Os bons resultados de desempenho dos alunos são obtidos graças a dedicação dos professores no ensino
on-line.
75. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Crase
Texto II
Estojo escolar
Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava
telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial.
Minhas necessidades são mais modestas: tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da in-
formática. E um laptop da mesma época que começa a me deixar na mão. Como pretendo viajar esses dias,
habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.
No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. De-
pois de mil operações sofisticadas para minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o novo notebook
e coloquei-o em cima da mesa. De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na
memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.
Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro,
arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e
uma borracha para apagar meus erros.
Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nuncaesqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o estojo
para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avareza, só o
cheirava em momentos especiais.
Na tampa que protegia estojo e cheiro havia gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se destacavam do
fundo creme. Amei aquele ramalhete – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser mais bonito.
O notebook que agora abro é negro, não tem rosas na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira
vilmente a telefone celular, a cabine de avião, ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio
ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.
CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: <https://www1.folha.uol.
com.br/fsp/opiniao
/fz12039806.htm>. Acesso em: 23 jul. 2019.
O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:
(A) É bom manter-nos à distância de dez passos.
(B) O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.
(C) A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.
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(D) Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.
(E) Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.
76. CESGRANRIO - COND (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/MECÃNICO/2018
Assunto: Crase
De acordo com a norma-padrão, o acento grave indicador da crase deve ser utilizado obrigatoriamente em
(A) As emissões de gases do efeito estufa têm ocasionado as principais mudanças climáticas no planeta.
(B) As pesquisas de opinião mostram que, para os brasileiros, a mudança climática é maior ameaça a popula-
ção do que a violência urbana.
(C) O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas tomadas a partir da Revolução
Industrial, no século 18.
(D) O Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito
estufa.
(E) O aquecimento global pode levar o planeta a situações irreversíveis para a humanidade.
77. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018
Assunto: Crase
A questão baseia no texto apresentado abaixo. O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades eletrô-
nicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a expe-
riências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta
interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diver-
sos segmentos.
Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma
ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente se
dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone?
Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de
que serão realmente úteis em nossas rotinas?
A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfre-
ada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro
aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo,
segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sen-
timos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com
um produto que quase ninguém ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam
partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um
objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião
para os mais entusiastas.
O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cére-
bro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é
liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos,
que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo,
podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que
nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das
vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em
outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smar-
tphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de ima-
ginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra. O choque ao constatar o rombo em
seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
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De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase deve ser empregado
na palavra destacada em:
(A) Os novos lançamentos de smartphones apresentam, em geral, pequena variação de funções quando com-
parados a versões anteriores.
(B) Estudantes do ensino médio fizeram uma pesquisa junto a crianças do ensino fundamental para ver como
elas se comportam no ambiente virtual.
(C) O acesso dos jovens a redes sociais tem causado enormes prejuízos ao seu desempenho escolar, confor-
me o depoimento de professores.
(D) Os consumidores compulsivos sujeitam-se a ficar horas na fila para serem os primeiros que comprarão os
novos lançamentos.
(E) As pessoas precisam ficar atentas a fatura do cartão de crédito para não serem surpreendidas com valores
muito altos.
78. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2018
Assunto: Crase
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Entenda o que é bitcoin
A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro
motivo é que ela não existe fisicamente, é totalmente virtual. O outro motivo é que sua emissão não é contro-
lada pelo banco central de um país. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores,
mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as
transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede
competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha recebe um bloco da moeda. O nível
de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é
de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.
Com o aumento do número dos interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super-
máquinas. A disputa aumentou tanto, que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa.
Com as moedas virtuais, podem-se contratar serviços ou adquirir produtos no mundo inteiro. Além da minera-
ção, é possível comprar unidades em corretoras específicas. Elas são guardadas em uma espécie de carteira,
que é criada quando o usuário se cadastra no software.
O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historica-
mente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou
sua popularidade nos anos seguintes. No ano passado, o interesse pela bitcoin explodiu e a moeda passou a
ser um dos investimentos mais comentadosdo planeta. Em 2017, a moeda digital valorizou 1400% e atingiu a
maior cotação da história: 19,3 mil dólares.
Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e
com a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha que em algum momento deve estourar.
AZEVEDO, Rita. Revista Exame. 13 jun. 2017. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mercados/entenda-
-o-que-e-bitcoin/>. Acesso em: 1 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na
palavra destacada em:
(A) A intenção da entrevista com o diretor estava relacionada a programação que a empresa pretende desen-
volver.
(B) As ações destinadas a atrair um número maior de clientes são importantes para garantir a saúde financeira
das instituições.
(C) As instituições financeiras deveriam oferecer condições mais favoráveis de empréstimo a quem está fora
do mercado formal de trabalho.
(D) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas financeiras consideram que vale a pena investir na nova
moeda virtual.
(E) Os participantes do seminário sobre mercado financeiro foram convidados a comparar as importações e as
exportações em 2017.
79. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Crase
46
O acento grave marca, na escrita, o fenômeno da crase, isto é, representa a fusão de dois a. Dessa forma, o
acento indicativo da crase está corretamente empregado em:
(A) Meu sonho é conhecer à Paris dos romances.
(B) Todos deveriam sempre lembrar à quem agradecer.
(C) Restrinjo-me àquilo que ficou combinado na reunião.
(D) Ensinaram à ela muito sobre a história da psicanálise.
(E) Referimo-nos à toda raiva acumulada em nossos corações.
80. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
“Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”,
diz pesquisador da Embrapa
O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato,
um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os alimentos necessários para
atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da
Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sustentável da agricultura. Portanto, a responsabi-
lidade do agricultor brasileiro é muito grande.
A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a
água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E
isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano.
Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à ampliação da agricultura na região amazônica, são
um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agricultura, parte deveria ser
obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos
produtos agrícolas.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a concordância nominal está correta na palavra desta-
cada em:
(A) A agricultura sustentável e os cuidados com o meio ambiente são extremamente proveitosas para a pre-
servação do planeta.
(B) O desmatamento generalizado e a monocultura são inadequadas do ponto de vista ambiental.
(C) O uso predatório do solo pode acarretar consequências como a desertificação e a arenização, que são
considerados prejudiciais à natureza.
(D) A região amazônica e o pantanal mato-grossense são conhecidas internacionalmente como patrimônios
ambientais.
(E) Os cuidados com o solo e as pesquisas em técnicas de plantio são necessários para que a produção de
alimentos seja sustentável.
81. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
De acordo com as exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa, o verbo destacado está corretamente
empregado em:
(A) A maior parte dos canais de streaming identificam as preferências dos internautas por filmes de romance,
terror ou comédia.
(B) Para evitar as fake news, atribuem-se aos diferentes tipos de usuários a decisão de só acreditar nas notí-
cias que têm fonte segura e identificável.
(C) De acordo com pesquisas de comportamento, menos de 1% da juventude apresentam baixos índices de
rejeição às redes sociais.
(D) Para incrementar o comércio eletrônico, anuncia-se permanentemente produtos que interessam ao consu-
midor, com base na análise das preferências.
(E) Inúmeros dados pessoais para a elaboração de um mapeamento das características e dos gostos dos usu-
ários tem sido solicitados por sites suspeitos.
82. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
47
De acordo com as exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa, a palavra destacada está corretamente
empregada em:
(A) Os estudiosos na área de tecnologia e as empresas de desenvolvimento de softwares estão interessadas
na ampliação do uso da internet em nossa sociedade.
(B) As instituições escolares encontram bastantes motivos para inserir computadores e celulares nas escolas
públicas e privadas para a melhoria do ensino.
(C) O acesso a empregos formais e a redução das taxas de pobreza precisam ser abordadas com urgência
nos planejamentos governamentais.
(D) A preocupação com o aparecimento de novas pandemias tem se tornado extremamente imperativas para
manter a saúde da população.
(E) Os empresários compraram uniformes azuis-marinhos para os trabalhadores responsáveis pela manuten-
ção da limpeza dos escritórios.
83. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o
mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na
boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele,e só depois que passar o gosto você começa a mas-
tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca,eu já perdi vários.Perder a eternidade? Nunca. O
adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para
a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento
de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não
estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem
diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que
só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,
atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente
pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe
dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que
o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.
Em que frase o verbo destacado está flexionado, quanto a número e pessoa, de acordo com a norma-padrão
da língua portuguesa?
(A) No texto, relacionam-se aos chicles a ideia de eternidade.
(B) Referiu-se à eternidade, sem se dar conta, as duasmeninas.
(C) Enganam-se a respeito da eternidade aqueles que creem nela.
(D) Todos os anos, consome-se muitas balas e chicletes em todo o país.
(E) Em muitas culturas, defendem-se calorosamente a existência da eternidade.
84. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto II
Serviu suas famosas bebidas para Vinicius, Carybé e Pelé
48
Os pedaços de coco in natura são colocados no liquidificador e triturados. O líquido resultante é coado com uma
peneira de palha e recolocado no aparelho, onde é batido com açúcar e leite condensado. Ao fim, adiciona-se
aguardente.
A receita de Diolino Gomes Damasceno, ditada à Folha por seu filho Otaviano, parece trivial, mas a conhecida
batida de coco resultante não é. Afinal, não é possível que uma bebida qualquer tenha encantado um time for-
mado por Jorge Amado (diabético, tomava sem açúcar), Pierre Verger, Carybé, Mussum, João Ubaldo Ribeiro,
Angela Rô Rô, Wando, Vinicius de Moraes e Pelé (tomava dentro do carro).
Baiano nascido em 1931 na cidade de Ipecaetá, interior do estado, Diolino abriu seu primeiro estabelecimento
em 1968, no bairro do Rio Vermelho, reduto boêmio de Salvador. Localizado em uma garagem, ganhou o nome
de MiniBar.
A batida de limão — feita com cachaça, suco de limão galego, mel de abelha de primeiríssima qualidade e açú-
car refinado, segundo o escritor Ubaldo Marques Porto Filho — chamava a atenção dos homens, mas Diolino
deu por falta das mulheres da época. É que elas não queriam ser vistas bebendo em público, e então arranja-
vam alguém para comprar as batidas e bebiam dentro do automóvel.
Diolino bolou então o sistema de atendimento direto aos veículos, em que os garçons iam até os carros que
apenas encostavam e saíam em disparada. A novidade alavancou a fama do bar. No auge, chegou a produzir
6.000 litros de batida por mês.
SETO, G. Folha de S.Paulo. Caderno “Cotidiano”. 17 maio2019, P. B2. ADAPTADO.
A concordância do verbo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
(A) A reclamação dos clientes de Diolino chegaram aos seus ouvidos.
(B) Surgiu vários motivos para que as pessoas confraternizassem com Diolino.
(C) Eram os fregueses de Diolino privilegiados porque usufruíam de uma bebida especial.
(D) Consumia-se bebidas dentro dos automóveis, sobretudo quando se queria o anonimato.
(E) Diolino foi, em 1968, um pioneiro na arte de produzirem batidas de coco e de limão.
85. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?
Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se
fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas
aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido
Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos
por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa
cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de
ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos
assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura
um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem,ter saúde, ter alguma segurança
e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.
Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que
tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações
excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-
mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.
Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas
existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-
brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
49
financeira...será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos
boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da
saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais
dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma
relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou
sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,
egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos es-
colher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,
prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,
ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,
desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-
serto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso
em: 16 mar. 2018.
Do ponto de vista da concordância, a frase em que o verbo está empregado de acordo com as regras da nor-
ma-padrão é:
(A) Necessitam-se de terapias alternativas.
(B) Fazem meses que iniciamos o tratamento.
(C) Concluiu-se os vários trabalhos solicitados.
(D) Houve inquietações consideradas corriqueiras.
(E) Os Estados Unidos avança nos estudos freudianos.
86. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história
recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem
que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-
ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.
Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é
cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa
o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um
petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de
poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação.O manejo dos grandes dados permite
estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-
dos até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,
pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-
manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de
base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.
com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma- -guerra-virtual-pela-informacao/.>
Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
A concordância do adjetivo destacado foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua
portuguesa em:
(A) A espionagem virtual e a ausência de punição dos responsáveis são corriqueiros na batalha virtual entre
50
as grandes potências mundiais.
(B) A guerra cibernética entre os países e o manejo de grandes quantidades de dados são básicas para deter-
minar as relações de poder no futuro.
(C) O acolhimento dos refugiados e a redução das desigualdades são necessárias para diminuir os conflitos
de interesse entre países ricos e pobres.
(D) Os e-mails e as conversas virtuais são monitorados permanentemente em todo o mundo para revelar im-
portantes segredos de estado.
(E) Os softwares contra vírus e a atualização regular dos aplicativos são obrigatórias para a manutenção dos
celulares em bom funcionamento.
87. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história
recente. As principais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem
que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informa-
ção disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber.
Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamentos de informações sigilosas é
cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa
o acervo mundial de informações.Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um
petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diaria-
mente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas.
Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de
poder optaram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite
estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impossíveis de serem alcança-
dos até agora.
Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico,
pelo Facebook, pelo cartão de crédito etc.,já somos passíveis de monitoração em tempo real, em caráter per-
manente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correlações que servem de
base para decisões estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.
com.br/codigo- aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma--guerra-virtual-pela-informacao/.>
Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
A concordância da forma verbal destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da lín-
gua portuguesa em:
(A) Com o crescimento da espionagem virtual, é necessário que se promova novos estudos sobre mecanismos
de proteção mais eficazes.
(B) O rastreamento permanente das invasões cibernéticas de grande porte permite que se suspeitem dos
hackers responsáveis.
(C) Para atender às demandas dos usuários de celulares, é preciso que se destinem à pesquisa tecnológica
muitos milhões de dólares.
(D) Para detectar as consequências mais prejudiciais da guerra virtual pela informação, necessitam-se de
estudos mais aprofundados.
(E) Se o crescimento das redes sociais assumir uma proporção incontrolável, é aconselhável que se estabele-
ça novas restrições de utilização pelos jovens.
88. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o verbo destacado está corretamente
empregado em:
(A) No mundo moderno, conferem-se às grandes metrópoles importante papel no desenvolvimento da econo-
51
mia e da geopolítica mundiais, por estarem no topo da hierarquia urbana.
(B) Conforme o grau de influência e importância internacional, classificou-se as 50 maiores cidades em três
diferentes classes, a maior parte delas na Europa.
(C) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a responsabilidade de motor propulsor do desenvolvi-
mento e a condição de lugar privilegiado para os negócios e a cultura.
(D) Em centros com grandes aglomerações populacionais, realiza-se negócios nacionais e internacionais,
além de um atendimento bastante diversificado, como jornais, teatros, cinemas, entre outros.
(E) Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as cidades globais como verdadeiros polos de influência
internacional, devido à presença de sedes de grandes empresas transnacionais e importantes centros de pes-
quisas.
89. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
A concordância da palavra destacada atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
(A) Alimentos saudáveis e prática constante de exercícios são necessárias para uma vida longa e mais equi-
librada.
(B) Inexistência de esgoto em muitas regiões e falta de tratamento adequado da água são causadores de
doenças.
(C) Notícias falsas e boatos perigosos não deveriam ser reproduzidas nas redes sociais da forma como acon-
tece hoje.
(D) Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos da Região Nordeste foram elogiados por suas propriedades
alimentares.
(E) Profissionais dedicados e pesquisas constantes precisam ser estimuladas para que se avance na cura de
algumas doenças.
90. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/JÚNIOR/VENDAS/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
No que diz respeito à concordância nominal, a palavra em destaque que está empregada de acordo com a
norma-padrão é:
(A) As meninas curtem livros de capas rosas.
(B) Sempre li bastante livros ao longo de minha vida.
(C) É proibido leitura de histórias violentas por crianças.
(D) Narrativas de fluxo de consciência sempre a deixam meia confusa.
(E) Deveria haver mais revistas e jornais dedicadas à literatura.
91. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENFERMAGEM DO TRABALHO/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Portugueses no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portuguesa até meados dos anos cinquenta do século passa-
do, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo
de sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis,
como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos, além de outros ramos, como os das papelarias e lojas
de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais variadas profissões, como atividades domésticasou
as de barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados
para construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.
A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação de guetos, denota uma tendência para a sua concentra-
ção em determinados bairros, escolhidos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro
da cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo significativo de patrícios e algumas associações de
porte, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova,
Estácio de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da colônia, se localizam outras associações
portuguesas, como a Casa de Portugal e um grande número de casas regionais. Há, ainda, pequenas concen-
trações nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo e
52
restante da zona sul carioca, área nobre da cidade a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais abas-
tados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: AL-
VES, Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1.
Adaptado.
O texto emprega duas vezes o verbo “haver”. Ambos estão na 3ª pessoa do singular, pois são impessoais. Esse
papel gramatical está repetido corretamente em:
(A) Ninguém disse que os portugueses havia de saírem da cidade.
(B) Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes ficariam ricos.
(C) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências na cidade.
(D) Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam empregos.
(E) Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho.
92. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
A forma verbal destacada está empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa
em:
(A) A discussão sobre os direitos humanos têm evidenciado a necessidade de garantir o acesso de todas as
pessoas a uma vida sem discriminação.
(B) A proposta dos cientistas que participam dos congressos internacionais sobre as cidades sustentáveis têm
sido rejeitadas pelos economistas.
(C) O acordo internacional sobre mudanças climáticas aprovado pelos países desenvolvidos podem subsidiar
novos hábitos e compromissos das nações em relação ao desenvolvimento.
(D) O enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inade-
quado dos resíduos sólidos devem ser iniciados imediatamente.
(E) Os avanços obtidos pelo mundo na construção de uma agenda global para enfrentar a explosão urbana
planetária em 2050 devem ser valorizados.
93. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Texto I
Gente Humilde
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda, flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.
Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia Brasileira de Discos, p1970.
1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.
A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão em:
(A) Nós havemos de resistirmos!
(B) Nós havemos de resistir!
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(C) Nós hão de resistir!
(D) A gente havemos de resistirmos!
(E) A gente há de resistirmos!
94. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to.Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok.Talvez a sorte de um tudo bem. As
confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-
ção que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
A frase em que a concordância verbal se realiza de acordo com a norma-padrão é:
(A) Em certa fase da vida, inverte-se os papéis de pais e filhos.
(B) Mais de um caso chegam todos os dias aos consultórios de psicólogos.
(C) Cada um dos adolescentes receberá atenção especial de suas famílias.
(D) Existe especulações acerca da saúde emocional de alguns adolescentes.
E) Acontece, em muitas famílias, problemas de relacionamento entre pais e filhos.
95. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Uma cena
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.
O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-
daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,
por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas
copas, ainda é quase madrugada.
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-
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vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas.O que há mais
é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando
sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestido estampado,
de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço
da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando
alguém passar.
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os diasa. Parece coisa de antigamente.
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando
as manhãs, está atrás das grades.
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.
Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-
ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que
todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem
gradeadab, fiquei sem saber o que dizer.
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para
que ela se sentec, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de
cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo
sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringed.
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-
sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas,pendurados nas árvorese.
A frase na qual o que cumpre somente a função de promover a continuidade do texto sem acumular a função
de retomar um antecedente é:
(A) “Cena que se repete todos os dias”.
(B) “eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada”.
(C) “Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente”.
(D) “são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.”
(E) “os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.”
96. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto
Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente
Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são,por definição, produtos que têm com-
ponentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibi-
lidade de conserto,são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equi-
pamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinquedos,
sistemas de alarme, automação e controle.
Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcio-
nal após certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto.Já a obsolescência
perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas novas
gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto de
ultrapassada, o que induz o consumidor à troca.
O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor
raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em sa-
tisfazer suas necessidades. Afinal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e
a explosão da indústria da informação é uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos
avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constante busca de in-
formações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios,
segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os
jovens.
Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescen-
tes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas
em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150
milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a
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cinco vezes maior que a do lixo urbano.
No texto, o referente do termo ou expressão em destaque está corretamente explicitado, entre colchetes, no
trecho:
(A) “Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais.”
[obsolescência programada] - parágrafo 2
(B) “O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos”. [lixo
eletroeletrônico] - parágrafo 3
(C) “preocupando-se em satisfazer suas necessidades.” [consumidor] - parágrafo 3
(D) “e sua interação com novas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios”. [constante busca] - pa-
rágrafo 3
(E) “e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade” [substâncias tóxicas] - parágrafo 4
97. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda
não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de
bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu
lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba?
— Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-
quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no
milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só
para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível
o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle
na boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-
tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O
adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para
a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento
de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não
estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem
diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que
só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,
atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! Abala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente
pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe
dou outro, e esse você não perderá.Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada
da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade
sobre mim.
No trecho “Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!”, o segundo período apresenta, em relação à infor-
mação explicitada no primeiro, uma noção de
(A) causa
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(B) condição
(C) consequência
(D) modo
(E) tempo
98. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Privacidade digital: quais são os limites
Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de brasileiros usuários de internet, representando cerca de 69,8%
da população com 10 anos ou mais. Ao redor do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a rede mundial,
sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone.
Nesse cenário, pensar em privacidade digital é (quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está registrada
para sempre: deixamos rastros que podem ser descobertos a qualquer momento.
Ainda assim, mesmo diante de tamanha exposição, essa é uma discussão que precisa ser feita. Ela é impor-
tante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários. Vale lembrar, por exemplo, que não
são apenas as redes sociais que expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um endereço de e-mail para ser
rastreado por diferentes empresas e provedores.
A questão central não se resume somente à política de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim, ao modo
como cada sociedade vem paulatinamente estruturando a sua política de proteção de dados.
A segurança da informação já se transformou em uma área estratégica para qualquer tipo de empresa. Inde-
pendentemente da demanda de armazenamento de dados de clientes, as organizações têm um universo de
dados institucionais que precisam ser salvaguardados.
Estamos diante de uma realidade já configurada: a coleta de informações da internet não para, e esse é um ca-
minho sem volta. Agora, a questão é: nós, clientes,estamos prontos e dispostos a definir o limite da privacidade
digital? O interesse maior é nosso! Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumidor, se ele assim quiser?
O conteúdo é realmente do usuário?
Se considerarmos a atmosfera das redes sociais, muito possivelmente não. Isso porque, embora muitas pes-
soas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do momento em que um conteúdo é postado,
ele faz parte da rede e não é mais do usuário.
Daí a importância da conscientização. É preciso que tanto clientes como empresas busquem mais informação
e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações, cabe o desafio de orientar seus clientes, já que, na maioria
das vezes, eles não sabem quais são os limites da privacidade digital.
Vivemos em uma época em que todo mundo pode falar permanentemente o que quer. Nesse contexto, a infor-
mação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se proteger. Precisamos de consciência, senso crítico, responsa-
bilidade e cuidado para levar a internet a um outro nível. É fato que ela não é segura, a questão, então, é como
usá-la de maneira mais inteligente e contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é uma causa comum
a todos os usuários da rede.
A palavra ou a expressão a que se refere o termo em destaque está corretamente explicitada entre colchetes
em:
(A) “sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso pelo smartphone” (parágrafo 1) - [rede mundial]
(B) “Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza e consciência para os usuários.” (parágrafo 3) - [ex-
posição]
(C) “Isso porque, embora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes sociais prevê que, a partir do mo-
mento” (parágrafo 7) - [redes sociais]
(D) “a partir do momento em que um conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não mais do usuário” (pará-
grafo 7) - [momento]
(E) “É fato que ela não é segura, a questão, então, é como usá-la de maneira mais inteligente” (parágrafo 9) -
[internet]
99. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
O que é o QA e por que ele pode ser mais
importante que o QI no mercado de trabalho
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Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de alguém crescer na carreira, poderia considerar
pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemá-
tica.
Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma
combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é
visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida.
Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que
a tecnologia redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho
também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a
capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.
O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informações, mas de descobrir o que é relevante, deixar
para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mudar. Esse quociente envol-
ve também características como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.
Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Business School, diz que é a velocidade vertiginosa
das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se facilmente qualquer função
que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o
histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia
sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência
continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que
um humano.
Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem essas funções precisam desenvolver novas habi-
lidades, como a criatividade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabi-
lidade.
Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Diga-
mos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu
QE contribui na conexão com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e clientes no emprego.
Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA para
se acomodar a novos cenários.
Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de
trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa
boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido.
Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer,
experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”
Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043>.
Acesso em: 9 jul. 2021. (Adaptado)
Respeitando-se o ponto de vista sustentado pelo texto e adequando-se a seu sentido, a reunião dos trechos
“as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando” (parágrafo 3) e
“ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de
trabalhar” (parágrafo8) resulta no seguinte período:
(A) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, embora ter QI,
mas nenhum QA, possa ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar.
(B) Como as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, ter QI,
mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de trabalhar.
(C) Mesmo que as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estejam mudando,
ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de
trabalhar.
(D) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, desde que
ter QI, mas nenhum QA, possa ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de
trabalhar.
(E) As habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando, no entanto,
ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habilidades existentes diante de novas maneiras de
trabalhar.
100. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
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A palavra salário vem mesmo de “sal”?
Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.
Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso
(moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras
de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-
tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,
então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que
quisesse, a qualquer momento.
As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja
em qualquer outro lugar.Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal.
Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por cidadãos
comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-
brevivência).
A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de
Jesus Cristo).Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas
bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário
para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já
era mesmo pago na forma de moedas.
A palavra ou expressão que promove a continuidade e a união do segundo parágrafo com o terceiro, retomando
um elemento textual relevante, é
(A) mundo
(B) geladeiras
(C) cloreto de sódio
(D) infinito
(E) momento
101. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Lições após um ano de ensino remoto na pandemia
No momento em que se tornam ainda mais complexas as discussões sobre a volta às aulas presenciais, o en-
sino remoto continua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente.
Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e
estudiosos.Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e pro-
fessores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens.
Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicati-
vos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande
surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo
celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito de-
safiador.
Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente ba-
rata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no
mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma
pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos,
com outros professores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa.
Além disso, a pandemia ressaltou a importância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”.
Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos
alunos, educadores internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É pre-
ciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como
enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição.
IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pan demia. Disponível em: <https://educacao.uol.com.
br/noticias/
A palavra ou a expressão a que se refere o termo em destaque está corretamente explicitada entre colchetes
59
em:
(A) “83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicativos” (parágrafo 3) – [pes-
quisadores]
(B) “Esse uso foi uma grande surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas” (parágrafo 3) – [contato]
(C) “Aprendemos que precisamos dos demais” (parágrafo 4) – [resultados]
(D) “averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir” (parágrafo 5) – [alunos]
(E) “decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras” (parágrafo 5) – [desenvolvimento]
102. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
A questão baseia no texto apresentado abaixo. O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades ele-
trônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a
experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais
desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos
mais diversos segmentos.
Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma
ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica.Por que tanta gente se dis-
põe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de smartphone?
Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos sequer certeza de
que serão realmente úteis em nossas rotinas?
A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfre-
ada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro
aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo,
segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sen-
timos melhores e superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com
um produto que quase ninguém ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicosativavam
partes do nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um
objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião
para os mais entusiastas.
O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cére-
bro a liberação de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é
liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos,
que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo,
podemos observar a situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que
nem sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das
vezes apresentam poucas mudanças em relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em
outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um novo smar-
tphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito momentâneo da dopamina com o impacto de ima-
ginar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com a nova compra.O choque ao constatar o rombo em
seu orçamento pode ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
A ideia a que a expressão destacada se refere está explicitada adequadamente entre colchetes em:
(A) “relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos
temas que mais desperta interesse em profissionais da área” [experiências de realidade virtual]
(B) “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos” [inteligência
artificial]
(C) “a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada” [segurança]
(D) “O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso
cérebro a liberação de um hormônio chamado dopamina” [mapeamento cerebral]
60
(E) “ Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.” [impulso cerebral]
103. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto II
O Brasil na memória
A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um
retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa
dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimen-
tos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências
familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em
contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona expe-
riências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se,
mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu
estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cul-
tural de onde fala.
BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2011, p. 353.
No Texto II, a autora diz que, numa viagem, “há atores, um dos quais o viajante” Ela usa a palavra “ator” porque
está referindo-se à pessoa que
(A) tem papel ativo em algum acontecimento.
(B) desempenha um papel quando está em cena.
(C) age como se estivesse representando um papel.
(D) encara uma viagem como se estivesse num palco.
(E) é capaz de simular emoções, sentimentos, atitudes.
104. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto I
Exagerado
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
61
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-
ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
No trecho do Texto I “E por você eu largo tudo”, a palavra você, destacada na frase, refere-se à
(A) rosa roubada
(B) carreira
(C) pessoa amada
(D) maternidade
(E) mancada
105. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto I
Gente Humilde
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda, flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
SARDINHA, A.A. (Garoto); HOLLANDA, C.B.; MORAES, V. Gente humilde. Intérprete: Chico Buarque. In: C.B.
Hollanda nº 4. Direção de produção: Manoel Barebein. Rio de Janeiro: Companhia
Brasileira de Discos, p1970. 1 disco sonoro. Lado 1, faixa 4.
No Texto I, existe uma relação de sentido, configurada na expressão “igual a como”, que
(A) confronta os problemas sofridos pela gente na qual o poeta pensa.
(B) compara a sensação do momento com a sensação que o poeta tem ao visitar o subúrbio.
(C) explica a razão por que a gente do subúrbio é tão sofrida.
(D) exclui qualquer ligação direta com o subúrbio, por onde o poeta somente passa.
(D) inclui o poeta entre os que vivem as dificuldades suburbanas.
106. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Texto II
62
O acendedor de lampiões e nós
Outro dia tive uma visão. Uma antevisão. Eu vi o futuro. O futuro estampado no passado. Como São João do
Apocalipse, vi descortinar aos meus olhos o que vai acontecer, mas que já está acontecendo.
Havia acordado cedo e saí para passear com minha cachorrinha, a meiga Pixie, que volta e meia late de es-
tranhamento sobre as transformações em curso. Pois estava eu e ela perambulando pela vizinhança quando
vi chegar o jornaleiro, aquele senhor com uma pilha de jornais, que ia depositando de porta em porta. Fiquei
olhando. Ele lá ia cumprindo seu ritual, como antigamente se depositava o pão e o leite nas portas e janelas
das casas.
Vou confessar: eu mesmo, menino, trabalhei entregando garrafas de leite aboletado na carroça do ‘seu’ Gama-
liel,lá em Juiz de Fora.
E pensei: estou assistindo ao fim de uma época. Daqui a pouco não haverá mais jornaleiro distribuindo jornais
de porta em porta. Esse entregador de jornais não sabe,mas é semelhante ao acendedor de lampiões que
existia antes de eu nascer. Meus pais falavam dessa figura que surgia no entardecer e acendia nos postes a luz
movida a gás, e de manhã vinha apagar a tal chama. [...]
SANT’ANNA, Affonso Romano de.O acendedor de lampiões e nós. Estado de Minas/Correio Brasiliense. 22
ago. 2010. Fragmento.
Ao usar, no título do Texto II, a 1ª pessoa do plural (nós), o autor define um grupo que está relacionado ao
acendedor de lampiões.
A leitura do texto permite concluir que componentes desse elemento “nós” são o
(A) jornaleiro e o entregador de jornais
(B) jornaleiro e os pais do autor
(C) autor e a meiga Pixie
(D) autor e as demais pessoas do seu tempo
(E) autor quando menino e seu Gamaliel
107. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-
ção que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
63
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
O emprego da palavra destacada no trecho “‘Me deixe em paz’ despontará como refrão diante de qualquer
cobrança” faz referência a uma
(A) quebra de confiança
(B) invasão da privacidade
(C) aprovação da persistência
(D) imprevisibilidade de reação
(E) repetição de comportamento
108. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.
“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informação
que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
Em “Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.”, o
trecho em destaque faz referência a um(a)
(A) declínio no estado de humor
(B) demonstração de desvio de caráter
(C) falta de expectativa de contato físico
(D) instabilidade no padrão de comportamento
(E) inobservância à postura corporal adequada
109. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/VENDAS/JÚNIOR/2018
Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes relativos, Conjunções etc)
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Velhas casas
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gosto dos
antigos mestres de obra, dos homens práticos que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de cidades.
O meu amigo vê a casa como um técnico, um especialista, o homem que ama a sua profissão.Com ele andei
pelos solares de Vassouras. E vi e senti o seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café. As soluções
encontradas pelos antigos, a sobriedade, a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre mereciam dele
uma críticade quem admirava tudo e, às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no que aquela gente
fizera.
Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter empírico das cidades portuguesas da América. Em confronto com
os espanhóis, os portugueses fundaram as suas cidades com liberdade, dando mais vida, mais força aos seus
criadores. O instinto, a intuição, a necessidade de viver comandava-os. Não seriam conduzidos por urbanistas,
seriam levados pela necessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia nunca se desmandou. As casas
portuguesas nunca seriam um despropósito.Havia na arquitetura que eles nos legaram um toque de sobrieda-
de que é uma maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera nos interiores das igrejas, contivera-se nos
exteriores. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura residencial quase que ele não se fez sentir.
A pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados falam de homens que amavam mais a solidez do que
o ornato. Os mestres de obras não eram individualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua personali-
dade.Eles edificavam, construíam.
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004,
p. 303-4. Adaptado.
No trecho “Na arquitetura residencial quase que ele não se fez sentir”, o pronome destacado refere-se ao
(A) casario
(B) barroco
(C) instinto
(D) despropósito
(E) mestre de obras
110. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Uma cena
É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio.
O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escan-
daloso, mas o sol oblíquo ainda não conseguiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias,
por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas
copas, ainda é quase madrugada.
Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.
É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua cadeira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco mo-
vimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais
é o movimento dos porteiros e dos pássaros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando
sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas.
Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestidoestampado,
de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço
da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando
alguém passar.
É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente.
Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placidamente em sua cadeira na calçada, observando
as manhãs, está atrás das grades.
Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.
Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Ater-
ro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que
todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem
gradeada, fiquei sem saber o que dizer.
Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para
que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de
cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo
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sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.
Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os pas-
sarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.
SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Esse texto, que se inicia a partir do cotidiano de uma velha senhora que tem por hábito sentar-se na calçada
observando as manhãs, constrói uma crítica
(A) ao abandono dos idosos que, na velhice, se veem sozinhos, sem o apoio e o carinho de sua família.
(B) ao excesso de pessoas e carros nas ruas, que somente é percebido por quem se afasta da cidade por um
tempo e retorna.
(C) às cenas diárias que repetem costumes do passado, que há muito já deveriam ter sido abandonados pela
população.
(D) às grades, que hoje dominam o cenário das cidades e que foram sendo colocadas aos poucos ao redor de
todos nós.
(E) às autoridades de segurança pública, que não atuam em prol do direito de ir e vir, sem riscos, da população.
111. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ADMINISTRADOR/2022
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto
Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente
Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroeletrônico) são, por definição, produtos que têm
componentes elétricos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e im-
possibilidade de conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e
equipamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletrodomésticos, equipamentos médicos, brinque-
dos, sistemas de alarme, automação e controle.
Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não fun-
cional após certo tempo, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsoles-
cência perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas
novas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais, dando à geração em uso aspecto
de ultrapassada, o que induz o consumidor à troca.
O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor
raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em sa-
tisfazer suas necessidades. Afinal, eletroeletrônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e
a explosão da indústria da informação é uma força motriz da sociedade, oferecendo ferramentas para rápidos
avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constante busca de in-
formações em tempo real, e a sua interação com novas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios,
segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os
jovens.
Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescen-
tes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas
em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150
milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a
cinco vezes maior que a do lixo urbano.
Com base no conteúdo desenvolvido e na sua forma de apresentação, conclui-se que o texto tem o objetivo de
(A) analisar de forma crítica as soluções dos governantes para reduzir a acumulação de resíduos tóxicos.
(B) apresentar ao leitor propostas para reduzir os efeitos do entulho eletrônico sobre a humanidade.
(C) descrever características dos produtos eletroeletrônicos considerados obsoletos pelo mercado.
(D) conscientizar o leitor dos perigos relacionados ao excesso de produtos eletroeletrônicos no meio ambiente.
(E) relatar episódios que sirvam como exemplificação dos conceitos científicos discutidos.
112. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2021
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda
não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de
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bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu
lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
— Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
— Como não acaba?
— Parei um instante na rua, perplexa.
—Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pe-
quena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no
milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só
para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível
o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na
boca.
— E agora que é que eu faço?
— Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mas-
tigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O
adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para
a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento
de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não
estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem
diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que
só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e,
atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu!
— Disse eu em fingidos espanto e tristeza.
— Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente
pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe
dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que
o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, Caderno B, p.2, 6 jun. 1970.
No texto, a narradora suscita a reflexão acerca da eternidade a partir da
(A) mentira que pregara na chegada à escola.
(B) limitação que a falta de dinheiro lhe impunha.
(C) descoberta de que o chicle não acabaria nunca.
(D) relação afetiva que havia entre a ela e sua irmã.
(E) satisfação que o gosto adocicado do chicle proporcionava.
113. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal.
Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C.,na forma de discos de metal precioso
(moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras
de cobre (fundamentais para a fabricação de armas),sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para os-
tentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele,
então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que
quisesse, a qualquer momento.
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As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja
em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de
sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C.A força militar da época era formada por cidadãos
comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de so-
brevivência).
A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de
Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas
bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário
para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já
era mesmo pago na forma de moedas.
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal” VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
A expressão “demanda garantida” (parágrafo 2) indica que
(A) os itens em questão eram populares entre os cidadãos, que costumavam utilizar os itens mencionados.
(B) os itens em questão eram valiosos porque se estragavam com facilidade.
(C) os cidadãos buscavam itens com qualidade atestada.
(D) os cidadãos costumavam pesquisar antes de escolher os itens.
(E) apenas os cidadãos mais favorecidos tinham acesso a esses itens.
114. CESGRANRIO - ASS ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto III
Beira-mar
Quase fim de longa tarde de verão. Beira do mar no Aterro do Flamengo próximo ao Morro da Viúva, frente para
o Pão de Açúcar. Com preguiça, o sol começava a esconder-se atrás dos edifícios. Parecia resistir ao chamado
da noite. Nas pedras do quebra-mar caniços de pesca moviam-se devagar, ao lento vai e vem do calmo mar
de verão. Cercados por quatro ou cinco pescadores de trajes simples ou ordinários, e toscas sandálias de dedo.
Bermuda bege de fino brim, tênis e camisa polo de marcas célebres, Ricardo deixara o carro em estaciona-
mento de restaurante nas imediações. Nunca fisgara peixe ali. Olhado com desconfiança. Intruso. Bolsa a tira-
colo, balde e vara de dois metros na mão. A boa técnica ensina que o caniço deve ter no máximo dois metros
e oitenta centímetros para a chamada pesca de molhes, nome sofisticado para quebra-mar. Ponta de agulha
metálica para transmitir à mão do pescador maior sensibilidade à fisgada do peixe. É preciso conhecimento de
juiz para enganar peixes.
A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso montar o caniço. Abriu a bolsa de utensílios.
Entre vários rolos de linha, selecionou os de espessura entre quinze e dezoito centésimos de milímetro, ainda
fiel à boa técnica.
— Na nossa profissão vivemos sempre preocupados e tensos: abertura do mercado, sobe e desce das cota-
ções, situação financeira de cada país mundo afora. Poucas coisas na vida relaxam mais do que pescaria,
cheiro de mar trazido pela brisa, e a paisagem marítima — costuma confessar Ricardo na roda dos colegas da
financeira onde trabalha.
LOPES, L. Nós do Brasil. Rio de Janeiro: Ponteio, 2015, p. 101. Adaptado.
A leitura atenta do Texto III mostra que Ricardo
(A) trabalhava no setor de financiamento de material de pesca.
(B) dava pouca importância aos pescadores simples do quebra-mar.
(C) praticava a pesca por diletantismo nas horas de folga ou de lazer.
(D) era um assíduo frequentador da beira do mar no Aterro do Flamengo.
(E) dava mais importância ao ritual de preparação para a pescaria do que ao esporte.
115. CESGRANRIO - ADM (UNIRIO)/UNIRIO/2019
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto I
Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?(A)
Obsolescência programada é exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria,
motivando a compra de um novo modelo — eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são exemplos eviden-
68
tes dessa prática. Uma câmera com uma resolução melhor pode motivar a compra de um novo celular, ainda
que o modelo anterior funcione perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do
consumidor(B), uma vez que o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente necessitar deles. No entanto,
trazbenefícios, como o acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um produ-
to(C) num mercado altamente competitivo. Já imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro dos anos
1970? O desafio é buscar um equilíbrio entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista técnico, quando as
empresas planejam um produto, já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois se trata de uma necessida-
de de sobrevivência no mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente percebidos quando um novo produto oferece características que
os anteriores não tinham, como o uso de reconhecimento facial; ou a queda de desempenho do produto com
relação ao atual padrão de mercado, como um smartphone que não roda bem os aplicativos atualizados. Outro
sinal é detectado quando não é possível repor acessórios, como carregadores compatíveis, ou mesmo novos
padrões, como tipo de bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento(D) : é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de hardware, como inclusão de mais memória, baterias e
acessórios de expansão, pelo menos até o momento em que essa troca não compense financeiramente. Quan-
to à legalidade, o que se deve garantir é que os produtos mais modernos mantenham a compatibilidade com
os anteriores, a fim de que o antigo usuário não seja forçado constantemente à compra de um produto mais
novo se não quiser. É importante diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocorre quando atualizações
cosméticas,como um novo design, fazem o produto parecer sem condições de uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência programada se dá de forma diferente em cada tipo de equipa-
mento. Um controle eletrônico de portão tem uma única função e pode ser usado por anos e anos sem altera-
ções ou troca. Já um celular tem maior taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído em um ano ou dois,
dependendo das necessidades do usuário, que pode desejar fotos de maior resolução ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência deve ser
combatida na restrição que possa causar ao usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais disponibilizar
determinada função que era disponível pelo simples upgrade do sistema operacional, forçando a compra de um
aparelho novo. O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios
à sociedade(E) , como itens de segurança mais eficientes em carros e conectabilidade imediata e de alta quali-
dade entre pessoas. É por conta disso que membros de uma mesma família que moram em países diferentes
podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem trabalhar
remotamente, com mais qualidade de vida, com ajuda de
dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor? Disponível em: <https://www.
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsbt4v6o96/>.
Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
No Texto I, a tese defendida pelo autor pode ser resumida no seguinte trecho:
(A) “Obsolescência programada: inimiga ou parceira do consumidor?”.
(B) “Essa estratégia da indústria pode ser vista como inimiga do consumidor” .
(C) “Planejar inovação é extremamente importante para melhoria e aumento da capacidade técnica de um
produto” .
(D) “Isso não significa que o consumidor está refém de trocas constantes de equipamento” .
(E) “O saldo geral é que as atualizações trazidas pela obsolescência programada trazem benefícios à socieda-
de” .
116. CESGRANRIO - TEC CIEN (BASA)/BASA/MEDICINA DO TRABALHO/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A questão baseia no texto apresentado abaixo. Quanto nós merecemos?
Lya Luft O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se
fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas
aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido
69
Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos
por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa
cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos
de ogros sobre culpa, dívida, deveres e... mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos
assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura
um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança
e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”.
Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que
tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações
excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do ho-
mem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável.
Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas
existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equili-
brando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos
boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da
saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais
dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma
relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança
ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira,
egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos
escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria,
prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar,
ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação,
desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de con-
serto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Disponível em: <http://arquivoetc.blogspot.com.br/2005/12/ veja-lya-luft-quanto-ns-merecemos.html>. Acesso
em: 16 mar. 2018.
Ao longo do texto, a autora defende a tese de que nós, seres humanos, somos um estranho animal que nasceu
precisando urgentemente de conserto porque
(A) desconsideramos o quediz Freud.
(B) mantemos a cabeça à tona d’água.
(C) lemos contos de ogros sobre culpa.
(D) adotamos atitudes de autossabotagem.
(E) encaramos as drogas como coisa proibida.
117. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto I
Penalidade máxima
O som do apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto perceberia
o suor escorrendo frio por seu rosto liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele com as mãos na
70
cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem pudesse, naquele instante,
encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração, o coração dando saltos, e veria
a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da bola, de tal modo que o simples fato de
desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da concentração e o chute torto nas mãos do go-
leiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às árvores que se estendiam para além do campo. O juiz
já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e
lhe faltava ar, como se as árvores em volta do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem
o oxigênio que era dele. Lúcio não precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada
em torno para saber, dali mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os
reservas sentados no banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se
acotovelavam do lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar
um lugar apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas en-
costas do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em
campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time, todos
esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um desfecho. Nunca,
porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro tão imensa.
CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:
Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.
O Texto I diz que, entre todos os participantes da cena descrita, espectadores da ação que Lúcio devia executar,
se destacava a figura
(A) do juiz.
(B) do velho Gaspar.
(C) dos reservas sentados no banco de alvenaria.
(D) dos torcedores trepados nas encostas do morro.
(E) do público que se acotovelava do lado de fora do alambrado.
118. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto I
Penalidade máxima
O som do apito do juiz ainda vibrava nos ouvidos de Lúcio. Naquele momento, quem o visse de perto perceberia
o suor escorrendo frio por seu rosto liso de menino, sob o sol de domingo no fim de tarde. Ele com as mãos na
cintura, estático, os olhos baixos, mirando a bola fincada na marca do pênalti. Quem pudesse, naquele instante,
encostar a cabeça no seu corpo suado sentiria o descompasso da respiração, o coração dando saltos, e veria
a tensão estampada nos olhos que se mantinham fixos na direção da bola, de tal modo que o simples fato de
desviá-los sequer um segundo parecia significar a perda total da concentração e o chute torto nas mãos do go-
leiro ou por cima da trave, a bola zunindo em direção às árvores que se estendiam para além do campo. O juiz
já apitara, aquele som estridente, ele ouvira muito bem, mas seus músculos pareciam inertes, sem comando, e
lhe faltava ar, como se as árvores em volta do campinho de várzea invertessem a ordem natural e sugassem
o oxigênio que era dele. Lúcio não precisava levantar a cabeça, mudar a direção do olhar e dar uma espiada
em torno para saber, dali mesmo tinha certeza de que todos o observavam. Sabia, sem precisar ver, que os
reservas sentados no banco de alvenaria à beira do campo, empurrados pelas costas pelos torcedores que se
acotovelavam do lado de fora do alambrado, e mesmo os privilegiados que podiam se dar ao luxo de ocupar
um lugar apertado nas poucas tábuas da pequena arquibancada, ou ainda os mais ousados, trepados nas en-
costas do morro, mais atrás, todos eles e ainda os outros jogadores, do seu time e os do time adversário, ali em
campo, e o juiz, e principalmente o velho Gaspar, ex-centroavante do Bangu e agora técnico do seu time, todos
esperavam por um movimento seu, um caminhar, um correr na direção da bola, o chute, um desfecho. Nunca,
porém, a distância entre as duas traves lhe parecera tão curta, nem a figura do goleiro tão imensa.
CARNEIRO, Flávio. In: 22 Contistas em Campo. Rio de Janeiro:
Ediouro, 2006, p. 69. Adaptado.
O Texto I mostra algumas características da atuação do juiz daquele jogo, mas dá ênfase para
(A) o som estridente do seu apito.
(B) o suor escorrendo pelo seu rosto.
(C) a atenção que dedicava àquele lance.
(D) sua marcação da penalidade máxima.
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(E) seus gestos espalhafatosos e caricaturais.
119. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Na internet, mentiras têm pernas longas
Diz o velho ditado que “a mentira tem pernas curtas”, mas nestes tempos de internet parece que a situação se
inverteu, pelo menos no mundo digital. Pesquisadores mostram que rumores falsos “viajam” mais rápido e mais
“longe”, com mais compartilhamentos e alcançando um maior número de pessoas, nas redes sociais, do que
informações verdadeiras.
Foram reunidos todos os rumores nas redes sociais - falsos, verdadeiros ou “mistos”. Esses rumores foram
acompanhados, chegando a um total de mais de 4,5 milhões de postagens feitas por cerca de 3 milhões de
pessoas, formando “cascatas” de compartilhamento.
Ao compararem os padrões de compartilhamento dessas milhares de “cascatas”, os pesquisadores observa-
ram que os rumores “falsos” se espalharam com mais rapidez, aumentando o número de “degraus” da cascata
- e com maior abrangência do que os considerados verdadeiros.
A tendência também se manteve, independentemente do tema geral que os rumores abordassem, mas foi mais
forte quando versavam sobre política do que os demais,na ordem de frequência: lendas urbanas; negócios;
terrorismo e guerras; ciência e tecnologia; entretenimento; e desastres naturais.
Uma surpresa provocada pelo estudo revelou o perfil de quem mais compartilha rumores falsos: usuários com
poucos seguidores e novatos nas redes.
— Vivemos inundados por notícias e muitas vezes as pessoas não têm tempo nem condições para verificar
se elas são verdadeiras — afirma um dos pesquisadores. Isso não quer dizer que as pessoas são estúpidas.
As redes sociais colocam todas as informações no mesmo nível, o que torna difícil diferenciar o verdadeiro do
falso, uma fonte confiável de uma não confiável.
BAIMA, Cesar. Na internet, mentiras têm pernas longas.
O Globo. Sociedade. 09 mar. 2018. Adaptado.
Segundo a pesquisa mencionada no texto, entre as pessoas que mais espalham rumores falsos na internet
estão os
(A) estudantes ingênuos
(B) jornalistas autônomos
(C) pesquisadores jovens
(D) políticos iniciantes
(E) usuários novatos
120. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENFERMAGEM DO TRABALHO/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A Benzedeira
Havia um médico na nossa rua que, quando atendia um chamado de urgência na vizinhança, o remédio para
todos os males era só um: Veganin. Certa vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um herpes-zóster
na perna. A ferida aumentava dia a dia e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não surtiu resultado.
Eis que minha mãe, no desespero, passou por cima dos conselhos da igreja e chamou dona Anunciata, que
além de costureira, cabeleireira e macumbeira também era benzedeira. A mulher era obesa, mal passava por
uma porta sem que alguém a empurrasse, usava uma perucapreta tipo lutador de sumô, porque, diziam, per-
dera os cabelos num processo de alisamento com água sanitária.
Se Anunciata se mostrava péssima cabeleireira, no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanhada de um
sobrinho magrelinha (com a sofrida missão do empurra- empurra), a mulher “estourou” no quarto onde Virgínia
estava acamada e imediatamente pediu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser azul — e circundou a
ferida da perna enquanto rezava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas entre outros salamaleques.
Essa cena deve ter durado não mais que uma hora, mas para mim pareceu o dia inteiro. Pois bem, só sei
dizer que depois de três dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto de ter ficado cara a cara com
Anunciata, ou porque o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agradecimento, minha mãe levou para
a milagreira um bolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um minuto, sendo que para o sobrinho empur-
ra-empurra que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.
LEE, Rita. Uma Autobiografi a. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.
72
No Texto, na descrição de como dr. Albano e Anunciata atuaram no tratamento da ferida na perna de Virgínia,
a autora deixa implícita a ideia de que, em relação à cura da perna da moça,
(A) Anunciata desempenhou ali o papel mais importante.
(B) Anunciata e dr. Albano em nada contribuíram para o fim do problema.
(C) dr. Albano e o remédio que ele sempre receitava foram de vital importância.
(D) Anunciata e dr. Albano tiveram papel igualmente decisivo no caso.
(E) tanto Anunciata quanto dr. Albano podem ter sido os responsáveis pela solução do caso.
121. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o representante regional para a América do Sul do Escritório do Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que um dos principais desafios da humani-
dade atualmente é construir centros urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urbana global porque, em 2050, 75% da população mundial estará
concentrada nas cidades e boa parte dessa população viverá constrita em bairros marginais, sem condições
mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e urbanismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma visão de cida-
des sustentáveis, ela fracassou ao não ter integrado uma perspectiva de direitos humanos. Portanto, os com-
promissos assumidos na ocasião viraram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme desigualdade, os direitos humanos voltam à discussão. Desta
vez, os estados têm a responsabilidade histórica de mostrar seu compromisso na matéria. Para atingir esse ob-
jetivo, é preciso definir normas de direitos humanos e princípios de participação, transparência e prestação de
contas, bem como não discriminação e respeito à diversidade. Só assim seremos capazes de planejar espaços
em que as pessoas desfrutem do direito a viver sem discriminação, sejam homens, mulheres, crianças, jovens,
idosos, migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades seguras, em que a ordem e a segurança cidadã convivam com a
liberdade de expressão e a manifestação pacífica; e em que seja possível convergir em atividades sociais e
culturais sem suspeição ou susceptibilidade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América do Sul devem assumir o compromisso de construir as cidades
do futuro onde seus povos vivam livres de penúrias e possamos exercer nossos direitos em igualdade de condi-
ções. Só assim seremos capazes de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: <https://nacoesuni-
das.org/artigo-o-futuro- das-cidades.> Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com o texto, o principal aspecto a ser considerado na construção de uma agenda urbana global é a
política de
(A) consumo sustentável
(B) direitos humanos
(C) discriminação social
(D) limpeza social
(E) mobilidade urbana
122. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto I
Exagerado
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos
Foram traçados na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
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Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Jogado aos teus pés
Com mil rosas roubadas
Exagerado
Eu adoro um amor inventado
ARAÚJO NETO, Agenor de Miranda (Cazuza); SIQUEIRA JR, Carlos Leoni Rodrigues. Exagerado. In: CAZU-
ZA. Exagerado. Rio de Janeiro: Sigla/Som Livre, 1985. Lado A, faixa 1.
O personagem do Texto I se apresenta extremamente apaixonado pela pessoa amada e se expressa dizendo
“Jogado aos teus pés”.
Ao utilizar essa expressão, entende-se que ele
(A) escorregou quando falava com a pessoa amada.
(B) se jogou para segurar os pés machucados da pessoa amada.
(C) está totalmente entregue à paixão.
(D) está recolhendo o lixo do chão.
(E) está em dúvida se quer ou não a pessoa amada.
123. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto II
O amor é valente
Mesmo que mil tipos(A)
De ódio o mal invente(B),
O amor, mesmo sozinho,
Será sempre mais valente.
Valente, forte, profundo
Capaz de mudar o mundo(C)
Acalmar qualquer dor
Vivemos nesse conflito(D).
Mas confio e acredito(E)
Na valentia do amor.
BESSA, Bráulio. Poesia com rapadura. Fortaleza: Editora CENE, 2017.
No Texto II, percebemos claramente a grande capacidade que tem o amor.
74
Que trecho comprova essa afirmação?
(A) “Mesmo que mil tipos”
(B) “De ódio o mal invente”
(C) “Capaz de mudar o mundo”
(D) “Vivemos nesse conflito”
(E) “Mas confio e acredito”
124. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Carta aos meus filhos adolescentes
Nossa relação mudará, não se assustem, continuo amando absurdamente cada um de vocês. Estarei sempre
de plantão, para o que der e vier. Do mesmo jeito, com a mesma vontade de ajudar.
É uma fase necessária: uma aparência de indiferença recairá em nossos laços, uma casca de tédio grudará em
nossos olhares.
Mas não durará a vida inteira, posso garantir.
Nossa comunicação não será tão fácil como antes. A adolescência altera a percepção dos pais, tornei-me o
chato daqui por diante.
Eu me preparei para a desimportância, guardei estoque de cartõezinhos e cartas de vocês pequenos, colecio-
nei na memória as declarações de “eu te amo” da última década, ciente de que não ouvirei nenhuma jura por
um longo tempo.
A vida será mais árida, mais constrangedora, mais lacônica. É um período de estranheza, porém essencial e
corajoso. Todos experimentam isso, em qualquer família, não tem como adiar ou fugir.
Serei obrigado agora a bater no quarto de vocês e aguardar uma licença. Existe uma casa chaveada no interior
de nossa casa. Não desfruto de chave, senha, passaporte. Não posso aparecer abrindo a porta de repente. Às
vezes mandarei um WhatsApp apenas para saber onde estão, mesmo quando estiverem dentro do apartamen-
to. Passarei essa vergonha.
Perguntarei como estão e ganharei monossílabos de presente. Talvez um ok. Talvez a sorte de um tudo bem.
As confissões não acontecerão espontaneamente.“Me deixe em paz” despontará como refrão diante de qualquer cobrança.
Precisarei ser mais persuasivo. Nem alcanço alguma ideia de como, para mim também é uma experiência
nova, tampouco sei agir. Os namoros e os amigos assumirão as suas prioridades.
Verei vocês somente saindo ou chegando, desprovido de convergência para um abraço demorado.
Já não me acharão um máximo, já não sou grande coisa. Perceberam os meus pontos fracos, decoraram os
meus defeitos, não acreditam mais em minhas histórias, não sou a única versão de vocês. Qualquer informa-
ção que digo, vão checar no Google.
Mas vamos sobreviver: o meu amor é imenso para resistir ao teste da diferença de idade e de geração. Espero
vocês do outro lado da ternura, quando tiverem a minha idade.
CARPINEJAR, F. Carta aos meus filhos adolescentes. Disponível em: <https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-
-carpinejar/post/carta-aos-meus-fi lhos-adolescentes.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.
Adaptado.
O texto, que aborda relações familiares, tem como tema central a(o)
(A) difícil tarefa de cuidar dos idosos
(B) pouca atenção dispensada às crianças
(C) intolerância dos velhos para com os mais jovens
(D) excesso de dedicação destinada aos pais
(E) distanciamento dos adolescentes em relação a seus pais
75
1 C 43 B 85 D
2 A 44 B 86 D
3 D 45 A 87 C
4 A 46 D 88 C
5 D 47 E 89 D
6 E 48 A 90 C
7 B 49 B 91 E
8 B 50 B 92 E
9 B 51 E 93 B
10 D 52 B 94 C
11 D 53 D 95 C
12 A 54 D 96 C
13 D 55 C 97 A
14 A 56 A 98 E
15 A 57 E 99 B
16 D 58 E 100 C
17 D 59 E 101 D
18 B 60 D 102 B
19 B 61 C 103 A
20 C 62 B 104 C
21 B 63 A 105 B
22 D 64 D 106 D
23 E 65 A 107 E
24 C 66 C 108 C
25 C 67 E 109 B
26 A 68 B 110 D
27 B 69 C 111 D
28 B 70 C 112 C
29 D 71 C 113 A
30 A 72 D 114 C
31 A 73 A 115 E
32 B 74 E 116 D
33 C 75 A 117 B
34 B 76 B 118 A
35 C 77 E 119 E
36 C 78 A 120 E
37 E 79 C 121 B
38 C 80 E 122 C
39 B 81 A 123 C
40 C 82 B 124 E
41 B 83 C
42 A 84 C
EXERCÍCIOS ..........................................................................................................................01
GABARITO ..............................................................................................................................41
Banco do Brasil (SA)
Escriturário Agente de Tecnologia e
Agente Comercial
QUESTÕES GABARITADAS
Matemática
1
1. CESGRANRIO - ANA SIS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/INFRAESTRUTURA/2018
Assunto: Definição, subconjuntos, inclusão e pertinência, operações, conjunto das partes
Considere os conjuntos A = {1,2,3,4,5,6,7} e B = {2,4,6}. Em relação a esses conjuntos, a única sentença ver-
dadeira é
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
2. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Em uma gincana escolar, uma turma foi pesquisada, por dois grupos concorrentes, sobre as idades de seus
estudantes. Um dos grupos constatou que 78% dos estudantes dessa turma têm, pelo menos, 15 anos; outro
grupo concluiu que, nessa mesma turma, 34% dos estudantes têm, no máximo, 15 anos.
Com base nessas pesquisas, qual o percentual de estudantes, dessa turma, com exatamente 15 anos?
(A) 44%
(B) 63%
(C) 49%
(D) 22%
(E) 12%
3. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Dois conjuntos não vazios A e B são tais que:
O conjunto (A - B) ∪ (B - A) é igual a
(A) N
(B) {3,4,6,7,9}
(C) {3,6,9}
(D) {4,7}
(E) ∅
4. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Antes de iniciar uma campanha publicitária, um banco fez uma pesquisa, entrevistando 1000 de seus clientes,
sobre a intenção de adesão aos seus dois novos produtos. Dos clientes entrevistados, 430 disseram que não
tinham interesse em nenhum dos dois produtos, 270 mostraram- -se interessados no primeiro produto, e 400
mostraram-se interessados no segundo produto.
Qual a porcentagem do total de clientes entrevistados que se mostrou interessada em ambos os produtos?
(A) 10%
(B) 15%
(C) 20%
(D) 25%
2
(E) 30%
5. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Um banco está selecionando um novo escriturário e recebeu um total de 50 currículos. Para o exercício desse
cargo, três habilidades foram especificadas: comunicação, relacionamento interpessoal e conhecimento técni-
co. As seguintes características foram detectadas entre os candidatos a essa vaga:
• 15 apresentavam habilidade de comunicação;
• 18 apresentavam habilidade de relacionamento interpessoal;
• 25 apresentavam conhecimento técnico;
• Seis apresentavam habilidade de relacionamento interpessoal e de comunicação;
• Oito apresentavam habilidade de relacionamento interpessoal e conhecimento técnico;
• Dois candidatos apresentavam todas as habilidades;
• Oito candidatos não apresentavam nenhuma das habilidades.
Com base nessas informações, qual o número total de candidatos que apresentam apenas uma das três habi-
lidades apontadas?
(A) 28
(B) 38
(C) 21
(D) 13
(E) 15
6. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/TRANSPORTE MARÍTIMO/2018
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Um grupo de fornecedores foi dividido em três conjuntos, de acordo com o atendimento a três critérios de qua-
lidade, denominados critérios A, B e C. Após uma análise, observou- se que apenas quatro empresas atendem
aos três critérios; seis empresas atendem aos critérios B e C; dez empresas atendem ao critério C, mas não
atendem ao A; doze empresas atendem ao critério B, mas não atendem ao A, e vinte e três empresas atendem
a, pelo menos, um dos critérios A ou B.
Considerando-se que nesse grupo de fornecedores não existe empresa que não atenda a, pelo menos, um dos
três critérios, o número total de empresas desse grupo, isto é, n(AUBUC.), é igual a
(A) 21
(B) 25
(C) 27
(D) 29
(E) 31
7. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/TRANSPORTE MARÍTIMO/2018
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Uma empresa possui 500 equipamentos, uma parte dos quais processa apenas um produto X, e outra parte
processa tanto o produto X quanto o produto Y. Após uma análise, decidiu-se que 36% dos equipamentos que
processam apenas X, e 36% das máquinas que processam esses dois produtos sofrerão uma modificação para
poderem processar um produto Z, diferente de X e de Y.
Sabendo-se que, após a modificação, 278 equipamentos, dos 500 iniciais, passaram a processar exatamente
dois dos três produtos, o número de equipamentos que processam os três produtos é igual a
(A) 126
(B) 150
(C) 182
(D) 246
(E) 300
3
8. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2018
Assunto: Número de elementos da união, da intersecção, do complemento e da diferença
Dos 1.000 alunos de uma escola, 90% possuem smartphones, 70% possuem notebooks e 55% possuem ta-
blets.
Qual o menor número de alunos que possui os 3 tipos de eletrônicos?
(A) 100
(B) 150
(C) 200
(D) 250
(E) 300
9. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Um jogo de estratégia é jogado por dois jogadores num tabuleiro quadriculado com 10 linhas e 10 colunas,
conforme a Figura a seguir.
Cada jogador recebe 16 fichas que devem ser colocadas nas casas do tabuleiro e, após a colocação de todas
as fichas de ambos os jogadores, um jogador é sorteado para colocar uma peça especial em qualquer uma
das casas não ocupadas.
Quantas são as casas não ocupadas nas quais o jogador escolhido pode colocar a peça especial?
(A) 78
(B) 72
(C) 68
(D) 64
(E) 62
10. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTAGRANEL I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
A capacidade máxima de carga de um caminhão é de 2,670 toneladas (t). Duas cargas de grãos estão destina-
das a esse caminhão: a primeira, de 2,500 t e, a segunda, de 0,720 t.
A soma das massas das duas cargas destinadas ao caminhão excede a sua capacidade máxima em a) 0,100 t
(B) 0,550 t
(C) 0,593 t
(D) 1,450 t
(E) 1,648 t
4
11. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Pouca gente sabe, mas uma volta completa no planeta Terra, no perímetro do Equador, corresponde a cerca de
40.000 km. Observe, na imagem, a quilometragem indicada no hodômetro de um veículo.
Considerando-se os dados do texto e a imagem acima, quantos quilômetros esse veículo ainda terá que per-
correr para completar o equivalente a três voltas no perímetro do Equador da Terra?
(A) 51.308
(B) 38.602
(C) 31.308
(D) 28.692
(E) 28.620
12. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Marcela colocou 62 livros em três prateleiras. Na primeira prateleira, ela colocou 19 livros. Na segunda prate-
leira, ela colocou 25.
Quantos livros Marcela colocou na terceira prateleira?
(A) 12
(B) 18
(C) 22
(D) 26
(E) 28
13. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Um pipoqueiro vendeu 86 saquinhos de pipoca na sexta-feira. No sábado, ele vendeu o dobro dessa quantida-
de.
Quantos saquinhos de pipoca ele vendeu no sábado?
(A) 176
(B) 174
(C) 172
(D) 166
(E) 162
14. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
João percorre, todos os dias, 4 km para ir ao trabalho e 4 km ao voltar para casa. Ele trabalha de segunda a
sexta-feira. Ao todo, quantos quilômetros João percorre indo e voltando do trabalho durante uma semana de
trabalho?
(A) 20
(B) 28
(C) 36
(D) 40
5
(E) 56
15. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Maria tem três filhos. Ontem, ela comprou dois sacos de balas. Cada saco continha 24 balas. Cada filho comeu
10 balas, e Maria comeu 5 balas.
Quantas balas sobraram?
(A) 35
(B) 28
(C) 23
(D) 18
(E) 13
16. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Jorge viu no jornal o seguinte anúncio:
Qual é o valor de cada parcela?
(A) R$ 85,00
(B) R$ 95,00
(C) R$ 100,00
(D) R$ 105,00
(E) R$ 120,00
17. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
“A Promoção Ligada no Brasil, promovida pela Liquigás Distribuidora, está de volta. A partir de 4 de junho, os
consumidores de botijões de 5 kg, 8 kg, 13 kg ou 45 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP) da marca Liquigás,
para uso estritamente residencial, poderão concorrer a milhares de prêmios instantâneos nos valores de
R$ 100, R$ 200 e R$ 400, disponíveis em cartões de débito”
Disponível em: <https://www.liquigas.com.br/wps/portal/>. Acesso em 01/07/2018.
Um consumidor foi sorteado e ganhou o cartão de maior valor. Na sua primeira compra, ele gastou R$ 53,00.
Qual foi o saldo restante no cartão?
(A) R$ 347,00
(B) R$ 357,00
(C) R$ 353,00
(D) R$ 253,00
(E) R$ 147,00
6
18. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Há 40 lugares no refeitório de uma fábrica. Ontem, ao meio dia, havia apenas 12 lugares vazios. Se 5 pessoas
se levantaram e saíram, quantos lugares permaneceram ocupados?
(A) 45
(B) 35
(C) 33
(D) 28
(E) 23
19. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Observe a tabela de preços de uma lanchonete.
Sebastião comprou um X-Salada e uma água de coco. Ele pagou a despesa com uma nota de 20 reais.
Quanto Sebastião recebeu de troco?
(A) R$ 12,00
(B) R$ 11,00
(C) R$ 10,00
(D) R$ 9,00
(E) R$ 8,00
20. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Seis amigos ganharam um prêmio de R$ 36.480,00 na loteria. O prêmio foi dividido igualmente entre os seis.
Quanto cada um recebeu?
(A) R$ 7.200,00
(B) R$ 6.800,00
(C) R$ 6.080,00
(D) R$ 5.200,00
(E) R$ 4.600,00
21. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Uma costureira comprou um pacote com uma centena de botões. Ela utilizou 16 botões em um vestido e 7
botões em uma camisa.
Quantos botões sobraram?
(A) 73
(B) 77
7
(C) 83
(D) 84
(E) 87
22. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Observe, na Tabela abaixo, os tipos de pacotes de papel higiênico à venda em certo mercado e a quantidade
de rolos em cada pacote.
Pacotes Quantidade de rolos por pacote
Tipo 1 4
Tipo 2 8
Tipo 3 12
Ontem, foram vendidos três pacotes do tipo 1, dois do tipo 2 e seis do tipo 3. Quantos rolos de papel higiênico
foram vendidos ontem?
(A) 24
(B) 40
(C) 72
(D) 88
(E) 100
23. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Um grupo de estudantes resolveu vender uma rifa para arrecadar dinheiro para a realização de uma festa. Eles
colocaram à venda 300 talões da rifa, a 2 reais cada, mas só conseguiram vender 197 talões.
Quantos reais eles arrecadaram com a venda desses talões?
(A) 103
(B) 206
(C) 284
(D) 394
(E) 600
24. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de números naturais
Um carro estava abastecido com apenas um quarto do seu tanque, como mostra a Figura abaixo. O motorista
parou em um posto de gasolina e completou o tanque, ou seja, encheu-o totalmente, pagando R$ 144,00.
Se a capacidade total do tanque do carro é de 60 litros, então cada litro de combustível custou
(A) R$ 3,00
(B) R$ 3,20
(C) R$ 3,40
(D) R$ 3,60
(E) R$ 4,80
25. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Divisibilidade, números primos, fatores primos, divisor e múltiplo comum (MMC)
Com os elementos de A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, podemos montar numerais de 3 algarismos distintos.
Quantos desses numerais representam números múltiplos de 4?
(A) 16
(B) 20
(C) 24
(D) 28
8
(E) 32
26. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Números inteiros (propriedades, operações, módulo etc)
Sejam a, b e c números reais tais que a ≠ 0 e a < b < c.
É necessariamente verdadeiro que
(A) a . b < b . c
(B) b - a < c - b
(C)
(D) a . b < a . c
(E) a + b < a + c
27. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Números inteiros (propriedades, operações, módulo etc)
Considere o conjunto A cujos 5 elementos são números inteiros, e o conjunto B formado por todos os possíveis
produtos de três elementos de A. Se B = {–30, –20, –12, 0, 30}, qual o valor da soma de todos os elementos
de A?
(A) 5
(B) 3
(C) 12
(D) 8
(E) –12
28. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Números inteiros (propriedades, operações, módulo etc)
Um menino escreveu todos os números inteiros de 10 até 80. Depois trocou cada um desses números pela
soma de seus algarismos, formando, de acordo com esse processo, uma lista. Por exemplo, o número 23 foi
trocado pelo número 5, pois 2 + 3 = 5, e o número 68 foi trocado pelo número 14, pois 6 + 8 = 14.
Ao final do processo, quantas vezes o número 9 figurava na lista criada pelo menino?
(A) 3
(B) 5
(C)6
(D) 7
(E) 8
29. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Frações e dízimas periódicas
M = 6,6666... é uma dízima periódica de período 6;
N = 2,3333... é uma dízima periódica de período 3.
Dividindo M por N, encontra-se o mesmo resultado que dividindo
(A) 20 por 7
(B) 65 por 23
(C) 29 por 9
(D) 66 por 23
(E) 37 por 13
9
30. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Em certa escola técnica, cada estudante só pode fazer um curso de cada vez. Do total de estudantes, 1/4 cursa
enfermagem, e 1/6 dos restantes cursa eletrônica. Além desses estudantes de enfermagem e de eletrônica, a
escola possui 350 estudantes em outros cursos.
Sendo X o total de estudantes dessa escola, qual é a soma dos algarismos de X?
(A) 11
(B) 12
(C) 13
(D) 14
(E) 15
31. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ENGENHARIA AMBIENTAL/2022
Assunto: Frações e dízimas periódicas
As lojas L1 e L2 possuem, cada uma delas, N peças em seu estoque, enquanto o estoque da loja L3 está vazio.
Metade do estoque de L1 e um quarto do estoque de L2 são transferidos para L3, formando o novo estoque
de L3. Esse novo estoque de L3 é dividido em três grupos com a mesma quantidade de peças e, de um desses
grupos, é retirado um quinto do total de peças do novo estoque de L3.
Quantas peças permaneceram nesse grupo do qual as peças foram retiradas?
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
32. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Considere o produto 6·0,2.
Esse produto pode ser escrito como a fração
(A)
(B)
(C)
(D)
10
(E)
33. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Colocar uma barra sobre o período é uma das formas de representar uma dízima periódica: 0, 3 = 0,333... A
expressão 0, 4 + 0,1 6 é igual a
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
34. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Baldo usa uma calculadora que ignora todos os valores após a primeira casa decimal no resultado de cada
operação realizada. Desse modo, quando Baldo faz a calculadora mostra o resultado de 1,3 x 1,2 = 1,5.
Portanto, há um erro no valor final de 0,1, pois
Qual o erro da calculadora de Baldo para a expressão
(A) 0
(B) 1,3
(C) 1,5
(D) 2,8
(E) 3,3
35. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
A Figura a seguir mostra dois recipientes idênticos, o primeiro contendo óleo até 5/8 de sua capacidade, e o
segundo com óleo até 1/4 de sua capacidade.
Após despejar todo o óleo do primeiro recipiente no segundo, que fração da capacidade do segundo recipiente
11
corresponderá à quantidade de óleo contida nele?
(A) 5/32
(B) 6/12
(C) 2/5
(D) 6/8
(E) 7/8
36. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Numa cidade, 4 em cada 15 pessoas são estrangeiras. Dessas pessoas estrangeiras, 3 em cada 8, são crian-
ças. Nessa cidade, as pessoas que NÃO são crianças estrangeiras correspondem a que fração da população?
(A) 4/5
(B) 9/10
(C) 16/23
(D) 14/45
(E) 43/120
37. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Frações e dízimas periódicas
Uma pesquisa feita em uma empresa constatou que apenas 1/6 de seus funcionários são mulheres, e que exa-
tamente 1/4 delas são casadas. De acordo com a pesquisa, nessa empresa, as mulheres que não são casadas
correspondem a que fração de todos os seus funcionários?
(A) 1/3
(B) 1/4
(C) 1/8
(D) 15/24
(E) 23/24
38. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Operações com números decimais
Utilize as informações a seguir para responder a questão abaixo.
Promoção “Vizinhança Premiada”
Ganhadores poderão indicar até dois vizinhos para receberem um ano de supermercado
A Liquigás Distribuidora – empresa líder em vendas de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) de até 13
kg – lança, a partir do dia 8 de janeiro de 2018, a promoção “Vizinhança Premiada” que contemplará 24 con-
sumidores residenciais de botijão de gás com um ano de salário, que equivale a R$ 15 mil. Cada consumidor
poderá indicar ainda dois vizinhos que, caso sejam contemplados, receberão um ano de supermercado, corres-
pondente a R$ 2,4 mil cada vizinho. No total, serão 72 ganhadores e R$ 475.200,00 em prêmios.
Disponível em: <https://www.liquigas.com.br/wps/portal/>.
Acesso em: 16 mar. 2018. Adaptado.
Considere que João foi um dos 24 consumidores contemplados, e que seus vizinhos, Sebastião e Isabel, rece-
beram um ano de supermercado cada um. João, Sebastião e Isabel receberam, juntos, de prêmio, o seguinte
valor, em reais:
(A) 4,8 mil
(B) 6,3 mil
(C) 12,6 mil
(D) 17,4 mil
(E) 19,8 mil
12
39. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Operações com números decimais
Utilize as informações a seguir para responder a questão abaixo.
Promoção “Vizinhança Premiada”
Ganhadores poderão indicar até dois vizinhos para receberem um ano de supermercado
A Liquigás Distribuidora – empresa líder em vendas de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) de até 13
kg – lança, a partir do dia 8 de janeiro de 2018, a promoção “Vizinhança Premiada” que contemplará 24 con-
sumidores residenciais de botijão de gás com um ano de salário, que equivale a R$ 15 mil. Cada consumidor
poderá indicar ainda dois vizinhos que, caso sejam contemplados, receberão um ano de supermercado, corres-
pondente a R$ 2,4 mil cada vizinho. No total, serão 72 ganhadores e R$ 475.200,00 em prêmios.
Disponível em: <https://www.liquigas.com.br/wps/portal/>.
Acesso em: 16 mar. 2018. Adaptado.
Considere que João foi um dos 24 consumidores contemplados, e que seus vizinhos, Sebastião e Isabel, re-
ceberam um ano de supermercado cada um. João recebeu um cartão de débito carregado com o valor total
de seu prêmio e logo realizou sua primeira compra: uma geladeira que custou R$ 1.139,40. Qual foi o saldo
restante no cartão de João após essa compra?
(A) R$ 13.606,00
(B) R$ 13.860,60
(C) R$ 13.871,60
(D) R$ 14.860,40
(E) R$ 14.971,40
40. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Operações com números decimais
Em uma rede de distribuição de gás verificou-se haver três vazamentos. As medidas estimadas do volumes de
gás perdidos em cada vazamento, até os reparos, foram 1,398 dam3, 1,45 dam3 e 1,6 dam3.
Em decâmetros cúbicos (dam3), a medida do maior vazamento excede a medida do menor vazamento em
(A) 0,520
(B) 0,392
(C) 0,390
(D) 0,444
(E) 0,202
41. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Operações com números decimais
Um veículo está transportando uma carga de sabonetes.
A massa de cada sabonete mede 0,1 kg, e a massa total da carga mede 120 kg.
Quantos sabonetes compõem a carga?
(A) 12
(B) 120
(C) 1.200
(D) 12.000
(E) 120.000
42. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Operações com números decimais
João tinha R$ 3,20 e queria comprar dois pães doces. Ao chegar à padaria, percebeu que seu dinheiro não era
suficiente: faltavam exatamente R$ 2,40. João, então, utilizou o dinheiro que tinha para comprar apenas um
pão doce.
Após pagar o pão doce, João ficou com
(A) R$ 0,40
(B) R$ 0,60
(C) R$ 0,80
13
(D) R$ 0,90
(E) R$ 1,60
43. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Operações com números decimais
Um pacote pequeno de biscoitos custa R$ 1,40, e um pacote grande dos mesmos biscoitos custa R$ 2,60. Fer-
nanda tem a quantia exata para comprar 4 pacotes grandes. Com essa quantia, Fernanda poderia comprar, no
máximo, quantos pacotes pequenos?
(A) 6
(B) 7
(C) 8
(D) 9
(E) 10
44. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Operações com números decimais
A Figuramostra uma reta numérica com a indicação de três números, A, B e C, sendo A = 1,68 e B = 3,4.
O número B é equidistante de A e C, ou seja, B - A é igual a C - B.
Sendo assim, o valor de C é
(A) 1,72
(B) 2,06
(C) 5,08
(D) 5,12
(E) 20,6
45. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Radiciação e potenciação
O método da bisseção é um algoritmo usado para encontrar aproximações das raízes de uma equação. Come-
ça-se com um intervalo [a,b], que contém uma raiz, e, em cada passo do algoritmo, reduz-se o intervalo pela
metade, usando-se um teorema para determinar se a raiz está à esquerda ou à direita do ponto médio do inter-
valo anterior. Ou seja, após o passo 1, obtém-se um intervalo de comprimento ; após o passo 2, obtém-se
um intervalo de comprimento ; e após o passo n,obtém-se um intervalo de comprimento . Esse pro-
cesso continua até que o intervalo obtido tenha comprimento menor que o erro máximo desejado para a
aproximação. Para aplicar esse método no intervalo [1,5], quantos passos serão necessários para obter-se um
intervalo de comprimento menor que 10−3 ?
(A) 9
(B) 10
(C) 11
(D) 12
(E) 13
46. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ENGENHARIA AMBIENTAL/2022
Assunto: Números irracionais
O número irracional π está escrito a seguir com 15 casas decimais.
π = 3,141592653589793
Truncando π na 5a casa decimal e arredondando π na 5a casa decimal, obtêm-se, respectivamente, os regis-
14
tros a) 3,14160 e 3,14160
(B) 3,14160 e 3,14159
(C) 3,14159 e 3,14159
(D) 3,14159 e 3,14160
(E) 3,14159 e 3,14161
47. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Números reais (propriedades e operações; intervalos)
Sejam x1, x2 e x3 números reais.
A média aritmética desses três números é maior que zero se, e apenas se,
(A) x2 > 0
(B) x1 + x2 + x3 > 0
(C) x1 > 0 ; x2 > 0 ; x3 > 0
(D) x1 . x2 . x3 > 0
(E) xi < 0 para, no máximo, um valor de i entre 1, 2 e 3
48. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/LOGÍSTICA/2018
Assunto: Números reais (propriedades e operações; intervalos)
Um professor de Matemática escreveu no quadro a seguinte expressão:
5 + 7 = 12
Tal como foi apresentada, essa expressão é um exemplo direto de que é FALSA a afirmação:
(A) A soma de dois números é maior ou igual ao dobro do menor número.
(B) A soma de dois números negativos é um número positivo.
(C) A soma de dois números ímpares é par.
(D) A soma de dois números ímpares é ímpar.
(E) A soma de dois números menores que dez pode ser maior que vinte.
49. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
De quantas formas diferentes, em relação à ordem entre as pessoas, dois homens e quatro mulheres poderão
ser dispostos em fila indiana, de modo que entre os dois homens haja, pelo menos, uma mulher?
(A) 10
(B) 20
(C) 48
(D) 480
(E) 720
50. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Considere A o conjunto dos números inteiros maiores que zero, e a função f: A→N definida por f(n)=número
máximo de filas indianas diferentes contendo n pessoas, que poderiam ser formadas por n pessoas dadas.
Duas filas indianas, formadas pelas mesmas pessoas, são diferentes quando há alguma pessoa cuja posição
em uma fila é diferente de sua posição na outra.
15
Disponível em <http://www.tudodesenhos.com/d/meninos-em-fi la-indiana>. Acesso em: 7 out. 2016.
Para n ∈ A, a diferença f(n + 1) - f(n) é igual a
(A) 1
(B) n!
(C) n . (n!)
(D) (n + 1)!
(E) (n + 1) . (n - 1)
51. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Um administrador precisa distribuir cinco tipos de serviços diferentes entre três empresas (A, B e C) já certifica-
das e autorizadas para prestar qualquer um dos cinco serviços. Para garantir a participação das três empresas,
ele precisa distribuir os 5 tipos de serviços, de modo que todas as empresas sejam contempladas com, pelo
menos, um serviço, e que todos os serviços sejam realizados. Ele estabeleceu o critério de que um serviço não
pode ser executado por duas empresas ao mesmo tempo. No Quadro a seguir, há 5 distribuições diferentes,
dentre as muitas outras possíveis distribuições.
Assim, o número total de distribuições diferentes dos cincos serviços entre as três empresas, nas condições
apresentadas, é igual a
(A) 15
(B) 30
(C) 120
(D) 150
(E) 180
52. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Num conjunto há 5 elementos positivos e 5 elementos negativos. Escolhem-se 5 números desse conjunto e se
efetua a multiplicação desses 5 números escolhidos.
Em quantos casos tal multiplicação terá resultado negativo?
(A) 25
(B) 120
(C) 125
(D) 126
(E) 128
53. CESGRANRIO - ADM JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Um certo time de vôlei possui 15 jogadores: 4 meios de rede, 5 ponteiros, 3 opostos e 3 levantadores. Desses
jogadores, 12 devem ser relacionados para uma partida, sendo que, dentre os jogadores relacionados, deve
haver, pelo menos, 1 levantador, 1 oposto, 2 ponteiros e 2 meios de rede para compor o time titular. O treinador
deve especificar na súmula quem serão os jogadores titulares e quem serão os reservas.
De quantas formas ele pode fazer isso?
(A) 540
(B) 6480
16
(C) 12960
(D) 45360
(E) 62370
54. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/COMÉRCIO E SUPRIMENTO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Considere um conjunto de 10 empresas, denominadas A, B, C, D, E, F, G, H, I e J. Um analista precisa escolher
quatro dessas empresas para distribuir quatro serviços diferentes, um para cada uma escolhida. Após uma aná-
lise técnica, decidiu que exatamente duas das três primeiras empresas — A, B e C — deveriam fazer quaisquer
dois serviços dentre os quatro disponíveis. Os outros dois serviços que sobrassem seriam distribuídos entre
duas das sete outras empresas restantes.
Nessas condições, o número de possibilidades diferentes para essa distribuição de serviços é igual a
(A) 1724
(B) 1692
(C) 1584
(D) 1512
(E) 1294
55. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/TRANSPORTE MARÍTIMO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
De um quadro de profissionais com quatro engenheiros e cinco técnicos pretende-se formar um grupo de cinco
profissionais com, pelo menos, um engenheiro e um técnico.
Nessas condições, quantas possibilidades diferentes existem de formação desse grupo de cinco profissionais?
(A) 19
(B) 20
(C) 120
(D) 125
(E) 126
56. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Uma professora do jardim da infância entregou um mesmo desenho para cada um de seus 10 alunos e dis-
tribuiu vários lápis de cor entre eles. A tarefa era pintar o desenho, que possuía diversas regiões. Cada uma
dessas regiões apresentava a cor com a qual deveria ser pintada. Todos os alunos receberam a mesma quan-
tidade de lápis de cor, mas nenhum aluno recebeu todas as cores necessárias para pintar todo o desenho
e, portanto, eles precisavam se agrupar para conseguir completar a tarefa. Formando qualquer grupo de 6
alunos, uma região não poderia ser pintada, mas qualquer grupo de 7 alunos conseguiria completar a tarefa.
Todas as regiões deveriam receber
cores diferentes, e a professora distribuiu o menor número de lápis de cor para cada aluno.
Quantos lápisde cor cada aluno recebeu?
(A) 42
(B) 63
(C) 210
(D) 105
(E) 84
57. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Um professor elaborou 10 questões diferentes para uma prova, das quais 2 são fáceis, 5 são de dificuldade
média, e 3 são difíceis. No momento, o professor está na fase de montagem da prova. A montagem da prova
é a ordem segundo a qual as 10 questões serão apresentadas. O professor estabeleceu o seguinte critério de
17
distribuição das dificuldades das questões, para ser seguido na montagem da prova:
De quantas formas diferentes o professor pode montar a prova seguindo o critério estabelecido?
(A) 2520
(B) 128
(C) 6
(D) 1440
(E) 252
58. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Uma arena esportiva possui exatamente 8 portões, numerados de 1 a 8. Essa arena é considerada aberta se,
e somente se, pelo menos um dos seus portões estiver aberto. Por exemplo, seguem três maneiras diferentes
de se ter essa arena aberta:
quando apenas o portão 3 está aberto; quando apenas o portão 6 está aberto;
quando apenas os portões 3, 7 e 8 estão abertos.
O número total de maneiras diferentes de se ter essa arenaaberta é:
(A) 40.320
(B) 40.319
(C) 256
(D) 255
(E) 36
59. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/GEOLOGIA/2018
Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da contagem, arranjos, combinações, permutações)
Uma Organização sem fins lucrativos decidiu construir 3 estações de monitoramento sísmico, idênticas. Sabe-
-se que cada estação deverá ficar em um terreno diferente e que a Organização possui um total de 20 terrenos
atualmente disponíveis.
De quantas formas diferentes essa Organização poderá escolher os 3 terrenos que receberão as estações,
dentre os 20 terrenos que possui?
(A) 8.000
(B) 6.840
(C) 3.420
(D) 1.140
(E) 60
60. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Porcentagem
Em outubro de 2021, segundo dados do Banco Central, os saques nas cadernetas de poupança superaram
os depósitos em cerca de R$7,4 bilhões. Foram R$278 bilhões em depósitos e R$285,4 bilhões em saques,
aproximadamente, no período.
Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/ noticia /2021/11/05/saques-na-poupanca-superam-depositos-
-em- -r-743-bilhoes-em-outubro.ghtml>. Acesso em: 12 nov. 21. Adaptado.
18
Tomando-se como base o valor total dos depósitos, a diferença percentual entre os totais de retirada e de de-
pósitos, no mês de outubro de 2021,
(A) foi de menos de 2%.
(B) ficou entre 2% e 8%.
(C) ficou entre 8% e 14%.
(D) ficou entre 14% e 20%.
(E) foi superior a 20%.
61. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Porcentagem
Na tentativa de atrair clientela, um hotel passou a cobrar por 4 diárias o mesmo valor que cobrava por 3 diárias,
o que implica um desconto, no preço da diária, de
(A) 20%
(B) 25%
(C) 30%
(D) 33%
(E) 75%
62. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Porcentagem
Por conta de uma doença, um homem precisou fazer uma dieta extremamente rigorosa. Nas duas primeiras
semanas de dieta, ele perdeu 12,5% de sua massa corpórea e, na semana seguinte, ele perdeu mais 5kg,
ficando com 81,25% da massa que tinha logo antes do início da dieta.
Qual era a massa corpórea do homem, em quilogramas, duas semanas depois do início da dieta?
(A) 60
(B) 65
(C) 70
(D) 75
(E) 80
63. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Porcentagem
Uma sala é usada no dia a dia para mostrar aos visitantes o funcionamento da empresa. Nessas visitas, por
segurança, apenas 28 pessoas podem ingressar na sala, o que corresponde a 80% de sua capacidade.
Na festa de fim de ano, a mesma sala será usada para uma confraternização, mas sem a restrição de seguran-
ça, ou seja, com a capacidade total.
Quantas pessoas, no máximo, podem participar da confraternização?
(A) 28
(B) 30
(C) 32
(D) 35
(E) 40
64. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Porcentagem
O funcionário de uma loja cometeu um erro ao reajustar o preço de um produto: ele aumentou o preço em 80%,
quando o percentual correto de aumento era de 40%. Após o aumento de 80%, o produto passou a custar R$
450,00.
Se o funcionário tivesse dado o aumento correto, de 40%, o produto teria passado a custar
19
(A) R$ 126,00
(B) R$ 270,00
(C) R$ 290,00
(D) R$ 350,00
(E) R$ 410,00
65. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Porcentagem
Uma empresa paga um salário bruto mensal de R$ 1.000,00 a um de seus funcionários. Além desses honorá-
rios, a empresa deve recolher o FGTS desse empregado.
Sabendo-se que o valor pago corresponde a, aproximadamente, 8,33% do salário bruto, qual o valor pago, a
título de FGTS, por esse funcionário?
(A) R$ 1.008,33
(B) R$ 8,33
(C) R$ 83,30
(D) R$ 991,67
(E) R$ 1.083,30
66. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Porcentagem
Uma profissional liberal comprou dois apartamentos com o objetivo de vendê-los. Na venda do primeiro deles,
obteve um lucro de 36% sobre o preço de compra e, na do segundo, um lucro de 12%, também sobre o preço
de compra. Ela recebeu por essas duas vendas uma quantia 27% maior do que a soma das quantias pagas na
compra dos dois apartamentos.
Nessas condições, sendo P a quantia paga pelo primeiro apartamento, e S a quantia paga pelo segundo, a
razão P/S é igual a
(A) 8/5
(B) 5/3
(C) 12/5
(D) 17/14
(E) 9/8
67. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Porcentagem
Durante um atendimento, o cliente de um banco relata ao gerente de atendimento sua disponibilidade para in-
vestir R$400.000,00. O gerente tem ao seu dispor 5 opções de investimento: renda fixa, CDB, fundo de ações,
LCI e LCA. Ao cliente foi oferecida uma carteira diversificada de 20%, 10%, 30%, 15% e 25%, respectivamente.
Sendo assim, verifica-se que o valor sugerido para
(A) renda fixa foi de R$80.000,00
(B) CDB foi de R$60.000,00
(C) fundo de ações foi de R$40.000,00
(D) LCI foi de R$100.000,00
(E) LCA foi de R$120.000,00
68. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Porcentagem
Uma central de assistência técnica de celulares trabalha com três modelos de um mesmo fabricante. Para me-
lhor organizar seu sistema, foi medido o tempo de serviço para o conserto de cada aparelho, desde a chega-
da do pedido de manutenção até a entrega do aparelho consertado, e cada um desses prazos foi classificado
como Curto, Médio ou Longo.
A Tabela abaixo mostra a distribuição dos tempos de serviço para cada um dos três modelos aos quais a em-
presa prestou assistência em 2020.
20
Modelo
Tempo de Serviço
Curto Médio Longo
Modelo A 10% 20% 70%
Modelo B 20% 50% 30%
Modelo C 40% 20% 40%
Considerando-se que, ao longo do ano de 2020, essa empresa reparou 1.000 unidades do modelo A, 600 uni-
dades do modelo B e 400 unidades do modelo C, qual foi a porcentagem destes atendimentos, nesse período,
que tiveram tempo de serviço Curto ou Médio?
(A) 29%
(B) 48%
(C) 52%
(D) 58%
(E) 96%
69. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO/2018
Assunto: Porcentagem
O preço de um determinado produto sofreu exatamente três reajustes sucessivos, um em cada mês do último
trimestre de 2017. O Quadro a seguir mostra a variação percentual do preço em cada mês, na comparação com
o mês imediatamente anterior.
Assim, o aumento percentual acumulado do preço desse produto nesse último trimestre de 2017 pertence ao
intervalo:
(A) 19,00% a 19,49%
(B) 19,50% a 19,99%
(C) 20,00% a 20,49%
(D) 20,50% a 20,99%
(E) 21,00% a 21,49%
70. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ECONOMIA/2018
Assunto: Porcentagem
Uma empresa executou umplano de redução progressiva do preço de seu principal produto, ao longo do se-
gundo semestre de 2017. Sempre em regime de incidência composta, o preço sofreu seis reduções, das quais
três delas foram de 20% cada, e as três restantes foram de 10% cada.
A redução de preço acumulada no semestre é mais próxima de
(A) 85%
(B) 80%
(C) 68%
(D) 63%
(E) 58%
71. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ECONOMIA/2018
Assunto: Porcentagem
Uma das medidas mais usadas em Administração Financeira é o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE),
que é o quociente entre o lucro líquido e o patrimônio líquido. Assim, se de um ano para o seguinte, o patrimô-
nio líquido de uma empresa crescer 5%, e o seu lucro líquido aumentar 15,5%, o ROE dessa empresa terá um
aumento percentual de
(A) 3,1%
(B) 5,5%
21
(C) 10,0%
(D) 10,5%
(E) 15,0%
72. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2018
Assunto: Porcentagem
Para que seja possível administrar as vendas de uma empresa, é necessário estimar a demanda do mercado.
Considere que uma cidade tenha 300.000 habitantes que consomem dois sabonetes por mês e que a participa-
ção da empresa X no mercado de sabonetes é de 30%. A demanda mensal por sabonetes da empresa X é de
(A) 60.000 unidades
(B) 90.000 unidades
(C) 120.000 unidades
(D) 180.000 unidades
(E) 240.000 unidades
73. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Porcentagem
Um artesão vende suas pulseiras com 60% de lucro sobre o seu custo. Normalmente, seus fregueses pedem
descontos na hora da compra.
Qual o maior percentual de desconto sobre o preço de venda que ele pode oferecer para não ter prejuízo?
(A) 22,5%
(B) 37,5%
(C) 10%
(D) 40%
(E) 60%
74. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE JÚ-
NIOR/2018
Assunto: Porcentagem
O Gráfico a seguir mostra a evolução do volume movimentado em terminais e oleodutos pela Transpetro, em
milhões de metros cúbitos, de 2012 a 2016.
Relatório de Administração do Ano 2016. Transpetro. Disponível em: <http://www.transpetro.com.br/pt_br/ aces-
so-a-informacao/institucional/relatorios.html>. Acesso em: mar. 2018.
A maior variação percentual anual absoluta, ocorrida de um ano para o seguinte, do volume movimentado em
terminais e oleodutos no período apresentado, foi de aproximadamente
(A) 2,6%
(B) 3,8%
(C) 5,5%
(D) 6,6%
(E) 7,4%
22
75. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/TRANSPORTE MARÍTIMO/2018
Assunto: Porcentagem
O gráfico a seguir apresenta a evolução da movimentação de cargas nos portos brasileiros, de 2010 a 2017,
segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
Disponível em:< http://portal.antaq.gov.br/wp
-content/uploads/ 2018/02/20180112_Anu%C3%A1rio_2017_v4-4-vers%C3%A3o- -final.pdf>. Acesso em: 15
mar. 2018. Adaptado.
Segundo esses dados, a movimentação, em toneladas, realizada nos portos privados representa, em relação
ao total movimentado (portos privados e públicos), um percentual de, aproximadamente,
(A) 33,6%
(B) 36,4%
(C) 66,4%
(D) 68,6%
(E) 72,1%
76. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Porcentagem
O dono de uma loja deu um desconto de 20% sobre o preço de venda (preço original) de um de seus produtos
e, ainda assim, obteve um lucro de 4% sobre o preço de custo desse produto.
Se vendesse pelo preço original, qual seria o lucro obtido sobre o preço de custo?
(A) 40%
(B) 30%
(C) 10%
(D) 20%
(E) 25%
77. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2018
Assunto: Porcentagem
Uma empresa cria uma campanha que consiste no sorteio de cupons premiados. O sorteio será realizado em
duas etapas. Primeiramente, o cliente lança uma moeda honesta:
se o resultado for “cara”, o cliente seleciona, aleatoriamente, um cupom da urna 1; se o resultado for “coroa”,
o cliente seleciona, aleatoriamente, um cupom da urna 2.
Sabe-se que 30% dos cupons da urna 1 são premiados, e que 40% de todos os cupons são premiados.
Antes de começar o sorteio, a proporção de cupons premiados na urna 2 é de
(A) 50%
(B) 25%
(C) 5%
(D) 10%
(E) 15%
23
78. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Porcentagem
A mensalidade da faculdade de Rafael custa R$ 1.560,00.
Entretanto, efetuando o pagamento até a data do vencimento, Rafael tem direito a 15% de desconto. O valor da
mensalidade da faculdade de Rafael, quando paga até a data de vencimento, é
(A) R$ 234,00
(B) R$ 780,00
(C) R$ 1.092,00
(D) R$ 1.326,00
(E) R$ 1.334,00
79. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Porcentagem
Na instalação de um botijão de gás, deve-se utilizar uma mangueira de PVC apropriada, cujo comprimento deve
ser de, no mínimo, 80 cm e, no máximo, 125 cm. Uma pessoa utilizou uma mangueira cujo comprimento é 20%
maior do que o comprimento mínimo indicado.
Qual o comprimento da mangueira utilizada?
(A) 86 cm
(B) 96 cm
(C) 100 cm
(D) 116 cm
(E) 150 cm
80. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Porcentagem
Marcelo devia certa quantia a Pedro e prometeu que pagaria a dívida no dia 10 de maio. No dia combinado,
Marcelo levou apenas R$ 120,00. Esse valor correspondia a somente 40% de sua dívida, e ele prometeu quitar,
no último dia do mesmo mês, o valor restante.
Quanto Marcelo deverá dar a Pedro em 31 de maio?
(A) R$ 360,00
(B) R$ 300,00
(C) R$ 280,00
(D) R$ 180,00
(E) R$ 160,00
81. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Porcentagem
Após receber um desconto de 20%, o preço de um produto passou a ser igual a R$ 72,00.
Se o desconto dado tivesse sido de 30%, então o preço do produto passaria a ser igual a
(A) R$ 48,00
(B) R$ 62,00
(C) R$ 108,00
(D) R$ 82,00
(E) R$ 63,00
82. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
Um jogador de futebol profissional treina cobrança de pênaltis após o treino coletivo, visando a alcançar uma
meta de 96% de aproveitamento. Ele cobrou 20 penalidades com aproveitamento de 95%.
Quantos pênaltis deve cobrar ainda, no mínimo, para que atinja exatamente a meta desejada?
(A) 1
(B) 3
(C) 4
24
(D) 5
(E) 10
83. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
Num curso de utilização de um software que edita imagens, todos os alunos abrem uma mesma imagem, e o
professor pede que apliquem uma ampliação de 25% como primeiro exercício. Como o resultado não foi o sa-
tisfatório, o professor pediu que todos aplicassem uma redução de 20% na imagem ampliada. Como Aldo tinha
certa experiência com o programa, desfez a ampliação de 25%.
Para obter o mesmo resultado que os demais alunos, após desfazer a ampliação, Aldo deve
(A) fazer uma ampliação de 5%
(B) fazer uma redução de 5%
(C) fazer uma ampliação de 10%
(D) fazer uma redução de 10%
(E) deixar a imagem como está.
84. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
Num laboratório de testes de combustível, uma mistura de X gramas a y% de álcool significa que y% dos X
gramas da mistura é de álcool, e o restante, de gasolina. Um engenheiro está trabalhando com 3 misturas:
• Mistura A: 40g a 10% de álcool
• Mistura B: 50g a 20% de álcool
• Mistura C: 50g a 30% de álcool
Usando porções dessas misturas, ele elabora uma mistura de 60g a 25% de álcool, e o restante das misturas
ele junta em um frasco.
A taxa percentual de álcool da mistura formada no frasco onde ele despejou os restos é de
(A) 16,5%
(B) 17,5%
(C) 18%
(D) 22,5%
(E) 25%
85. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
A Tabela abaixo apresenta o relatório sintetizado, com a discriminação das despesas de uma empresa nos anos
de 2012 e 2013. Considere que a última linha da Tabela expressa o total das despesas, em cada ano.
Despesas por natureza 2013 2012
Despesas com pessoal (346.154) (314.742)
Depreciação e amortização (69.592) (63.000)
Serviços de fretes, aluguéis (267.996) (240.825)
Materiais aplicados no engarrafa-
mento e requalificação
(21.245) (23.473)
Publicidade e propaganda (13.675) (10.112)
Outros(76.986) (78.318)
(795.648) (730.470)
Disponível em: <https://www.liquigas.com.br/wps/wcm/connect/db53a880443c0a4d8711ef8691413afc/or-
camento_investimento. pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=ROOTWORKSPACE-db53a880443c0a4d8711e-
f8691413afc-kpHXXCY>. Acesso em: 8 abr. 2018.
Adaptado.
O valor mais próximo do aumento percentual das despesas totais em 2013, na comparação com 2012, é igual a
25
(A) 8,9%
(B) 9,1%
(C) 9,3%
(D) 9,5%
(E) 9,7%
86. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Porcentagem
Os estagiários de uma empresa combinaram fazer uma salada de frutas para seu lanche. A salada de frutas
foi feita apenas com frutas de que todos gostam, o que levou à decisão de usarem apenas maçã, laranja e
banana. No dia combinado, 20% dos estagiários levaram maçãs, 35% dos estagiários levaram laranjas e os 9
estagiários restantes levaram bananas.
Se todos levaram apenas um tipo de fruta, quantos estagiários há na empresa?
(A) 18
(B) 20
(C) 35
(D) 40
(E) 45
87. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Porcentagem
Uma determinada empresa vem adotando uma política de reajustes de preços, de modo que o preço de seu
principal produto sofreu um reajuste de 10% em Set/2017. Em outubro do mesmo ano, o produto sofreu novo
reajuste, agora de 5% sobre o valor do mês anterior e, um mês depois, um terceiro reajuste de 6% foi aplicado
sobre o preço de outubro, de modo que os três reajustes foram sucessivos.
O valor mais próximo da variação percentual acumulada nesse período, considerando exatamente os três rea-
justes apresentados, é
(A) 21,0%
(B) 21,5%
(C) 22,4%
(D) 22,8%
(E) 23,2%
88. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Porcentagem
Certo chocolate era vendido em embalagens de 150 g. A empresa mudou a embalagem e passou a vendê-la
com apenas 120 g de chocolate.
Qual foi a redução percentual na quantidade de chocolate?
(A) 20%
(B) 30%
(C) 40%
(D) 60%
(E) 80%
89. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Porcentagem
Um quilograma de bananas custa, no atacado, R$ 2,80. No supermercado, esse preço é 90% maior.
Quanto custa um quilograma de bananas no supermercado?
(A) R$ 2,52
(B) R$ 3,70
(C) R$ 4,32
(D) R$ 4,70
(E) R$ 5,32
26
90. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
Um bar reajustou o preço de vários produtos. Pode-se ver, nas Figuras a seguir, como variou o preço do cafe-
zinho, nos meses de maio e junho deste ano.
O reajuste no preço do cafezinho, mostrado acima, corresponde a um aumento de:
(A) 0,50%
(B) 20%
(C) 25%
(D) 30%
(E) 50%
91. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Porcentagem
Em uma malha quadriculada composta por 100 quadradinhos idênticos, foi desenhada e pintada uma figura de
5 lados, como se pode ver a seguir.
Assim, verifica-se que a região pintada corresponde a x% de toda a malha.
O valor de x é
(A) 34
(B) 35
(C) 36
(D) 37
(E) 38
92. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ECONOMIA/JÚNIOR/2018
Assunto: Porcentagem
Um tanque contém 4.000 litros de combustível, dos quais 24% são de álcool e 76% de gasolina. Um determi-
nado volume de gasolina foi adicionado ao tanque, de modo que o combustível resultante ficou com 20% de
álcool.
Quantos litros de gasolina foram despejados no tanque, para produzir essa alteração percentual?
(A) 800
(B) 820
(C) 900
(D) 960
(E) 980
27
93. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ECONOMIA/JÚNIOR/2018
Assunto: Porcentagem
Em um armazém, há somente dois tipos de botijões, em um total de 10.000 botijões dos quais 99% são do tipo
A, e os restantes, do tipo B.
Após uma manobra, os operadores retiraram uma determinada quantidade de botijões do tipo A, e nenhum do
tipo B, de modo que 98% do total de botijões que ficaram no armazém são do tipo A.
A quantidade de botijões do tipo A que fica no armazém após essa operação é igual a
(A) 100
(B) 200
(C) 490
(D) 4.900
(E) 5.000
94. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Proporções. Grandezas proporcionais. Divisão em partes proporcionais
Todo ano, os organizadores de uma festa encomendam copos de 300 mL em formato de prisma regular he-
xagonal reto. Para a festa do próximo ano, os organizadores pediram que a fábrica também confeccionasse
copos de 500 mL, mantendo o mesmo formato e a mesma proporção do copo de 300 mL, ou seja, os dois copos
devem ser semelhantes.
Desprezando-se a espessura do material do copo, qual deve ser a razão entre o lado do hexágono da base do
copo de 500 mL e do copo de 300 mL?
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
95. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2018
Assunto: Proporções. Grandezas proporcionais. Divisão em partes proporcionais
A especificação da composição de um combustível comercializado no Brasil é de 27% de álcool e o restante
de gasolina. Para testar os combustíveis nos postos para saber se estes estão dentro dessa proporção, é
utilizado um tubo de 100 ml, onde se coloca inicialmente 50 ml de combustível e completa-se o tubo com outros
50 ml de
água. Considerando a densidade da água 1 g/ cm3, a do álcool 0,80 g/ cm3 e a da gasolina 0,70 g/ cm3, após
alguns minutos de repouso, pode-se medir a fração de gasolina no tubo.
Para que o combustível esteja na composição especificada, tal medida deve corresponder a quantos mililitros
de gasolina?
(A) 13,5
(B) 36,5
28
(C) 50,0
(D) 63,5
(E) 86,5
96. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Proporções. Grandezas proporcionais. Divisão em partes proporcionais
A Figura mostra duas rodas dentadas que estão acopladas. Sabe-se que, nessa situação, o número de dentes
é inversamente proporcional ao número de voltas dadas por cada roda dentada.
Quando a menor roda (com 6 dentes) der 108 voltas completas, a maior (com 9 dentes) dará um número de
voltas completas igual a
(A) 18
(B) 54
(C) 72
(D) 162
(E) 216
97. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA
DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Regra de três simples
Uma bomba d’água esvazia uma piscina em 10 horas.
Se a vazão promovida pela bomba fosse 25% maior, em quanto tempo ela esvaziaria a piscina?
(A) 8h
(B) 7h30min
(C) 6h
(D) 5h
(E) 2h30min
98. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Regra de três simples
André, Bianca e Carol precisam pintar um painel de 50m2. Para pintar 1m2, André gasta 12 minutos, Bianca
gasta 20 minutos, e Carol, 15 minutos.
Supondo-se que os três pintaram, juntos, o mesmo painel, sem fazer pausas e a velocidades constantes, quan-
to tempo eles levaram para a conclusão da tarefa?
(A) 3h 40min
(B) 4h 10min
(C) 5h 50min
(D) 6h
(E) 6h 20min
29
99. CESGRANRIO - ANA SIS (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/PROCESSOS DE NEGÓCIO/2018
Assunto: Regra de três simples
Uma equipe de desenvolvimento de software para Cálculo de Recursos Financeiros, composta de oito pessoas,
planejou trabalhar 640 pessoas-hora em 2 semanas. Um analista de sistema, porém, teve problemas de saúde
e faltou ao trabalho. Assim, a equipe só trabalhou 490 pessoas- hora.
Qual a eficiência aproximada de mão de obra do trabalho nessas duas semanas?
(A) 23%
(B) 31%
(C) 38%
(D) 77%
(E) 131%
100. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Regra de três simples
Dois metros cúbicos de GLP líquido “pesam” 1.140 kg. Qual é o “peso” de 5 m 3 de GLP líquido?
(A) 2.350 kg
(B) 2.750 kg
(C) 2.850 kg
(D) 4.560 kg
(E) 5.700 kg
101. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Regra de três simples
Um pote com 300 g de geleia custava R$ 6,00. O fabricante diminuiu o conteúdo do pote para 250 g e manteve
o mesmo preço. Entretanto, o serviço de defesa ao consumidor exigiu que o fabricante reduzisse o preço do
pote na mesma proporção da redução da quantidade de geleia.
Para cumprir essa exigência, o preço do pote de geleia foi reduzido em
(A)R$ 1,00
(B) R$ 2,00
(C) R$ 3,00
(D) R$ 4,00
(E) R$ 5,00
102. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Regra de três simples
Quando aceso em fogo baixo, o forno de um fogão comum consome 0,2 kg de gás por hora. Para assar um
pernil, o forno permaneceu aceso, em fogo baixo, por 2,5 horas.
Quantos quilogramas de gás foram consumidos durante o preparo do pernil?
(A) 0,50
(B) 1,25
(C) 2,30
(D) 5,00
(E) 12,50
103. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Regra de três simples
Para fazer 1.000 mL de refresco de uva, basta misturar 400 mL de água com 600 mL de suco. Para a festa de
seu filho, Maria pretende fazer refresco de uva suficiente para encher completamente 30 copos de 200 mL
cada.
Quantos mililitros (mL) de suco de uva Maria utilizará no preparo do refresco?
(A) 1.200
(B) 1.800
(C) 2.400
30
(D) 3.600
(E) 6.000
104. CESGRANRIO - CONF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/I/2018
Assunto: Regra de três simples
Em uma gráfica, certa impressora imprime 80 páginas em 5 minutos. Ontem, um funcionário precisava imprimir
720 páginas. Ele começou a imprimi-las pela manhã, mas a impressora funcionou por apenas 15 minutos,
enguiçando em seguida. O funcionário chamou um técnico para consertá-la e, assim, pôde terminar o serviço
na parte da tarde.
Quantas páginas foram impressas à tarde?
(A) 240
(B) 320
(C) 480
(D) 520
(E) 580
105. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três simples
Em uma lanchonete, foram produzidos 120 litros de refresco de laranja, adicionando-se 30 litros de água a 90
litros de suco de laranja. Em um restaurante, foi produzida uma quantidade menor de refresco de laranja, se-
gundo a mesma proporção usada na lanchonete, gastando- se apenas 15 litros de suco de laranja.
Quantos litros de refresco de laranja foram produzidos no total por ambos os estabelecimentos?
(A) 140
(B) 150
(C) 165
(D) 180
(E) 210
106. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três simples
Em certa empresa, 5 em cada 7 funcionários completaram o Ensino Médio, e há 210 funcionários com Ensino
Médio completo.
O número de funcionários dessa empresa é
(A) 150
(B) 280
(C) 294
(D) 304
(E) 320
107. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três simples
O preço da Placa Solar no mundo todo é negociado em dólares (U$) por watt. Mesmo que o painel solar seja
fabricado no Brasil, a célula ainda não é. (...) Em janeiro de 2018, uma placa solar fotovoltaica de 330 watts, no
Brasil, era vendida, no varejo, por R$ 858,00 (...).
Disponível em:<https://www.portalsolar.com.br/placa-solar-preco.
html>. Acesso em: 01 abr. 2018. Adaptado.
Considerando que, em janeiro de 2018, 1 dólar estava cotado a R$ 3,20, o preço aproximado dessa placa, em
dólares por watt, era
(A) 0,81
(B) 0,92
(C) 1,16
(D) 1,40
(E) 2,60
31
108. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três simples
No Brasil utilizamos o quilômetro (km) para medir as distâncias nas estradas, mas nem todos os países adotam
o mesmo sistema de medidas. Nos EUA, por exemplo, as distâncias rodoviárias são medidas em milhas, e uma
milha equivale a, aproximadamente, 1,6 km. A maior rodovia brasileira totalmente pavimentada é a BR-116, que
tem cerca de 4.510 km de extensão.
Qual é a extensão aproximada, em milhas, da BR-116?
(A) 2.818
(B) 4.780
(C) 5.116
(D) 6.210
(E) 7.216
109. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CARGA E DESCARGA I/2018
Assunto: Regra de três simples
Uma loja vende balões de festa (bolas de encher) em caixas com 25 pacotes. Cada pacote vem com 36 balões.
Quantos balões há em cada caixa?
(A) 900
(B) 800
(C) 720
(D) 625
(E) 360
110. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Regra de três simples
Ao cozinharmos arroz, ele absorve água e aumenta de tamanho: quando 100 gramas de arroz cru são cozidos,
sua massa passa a ser de 300 gramas. Quantos gramas de arroz cru deve-se cozinhar para obter 1.050 gramas
de arroz cozido?
(A) 300
(B) 315
(C) 350
(D) 450
(E) 500
111. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Regra de três simples
Lavar louça por 15 minutos, mantendo a torneira aberta durante toda a lavagem, consome 117 litros de água.
Para economizar água, Maria decidiu fechar a torneira enquanto ensaboa a louça e, assim, realizou a mesma
tarefa mantendo a torneira aberta durante 6 minutos apenas.
Quantos litros de água Maria economizou?
(A) 39,0
(B) 46,8
(C) 68,4
32
(D) 70,2
(E) 71,8
112. CESGRANRIO - OF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/PRODUÇÃO I/2018
Assunto: Regra de três simples
Uma empresa produz panfletos e vende cada 25 panfletos por R$ 15,00. Um restaurante encomendou 150
desses panfletos.
Quanto custou essa encomenda?
(A) R$ 60,00
(B) R$ 75,00
(C) R$ 90,00
(D) R$ 150,00
(E) R$ 250,00
113. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Regra de três simples
Uma firma gasta, mensalmente, R$ 1.500,00 com o café da manhã de seus 60 funcionários.
Com a chegada de 20 novos funcionários, o custo mensal com o café da manhã desses 80 funcionários pas-
sará a ser de
(A) R$ 2.200,00
(B) R$ 2.100,00
(C) R$ 2.000,00
(D) R$ 1.960,00
(E) R$ 1.840,00
114. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURAN-
ÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022
Assunto: Regra de três composta
Enchentes trazem tragédias não somente às pessoas, mas também aos animais. Um abrigo de gatos gastava,
em 30 dias, 72 kg de ração, alimentando igualmente seus 28 gatos. Porém, recebeu mais alguns novos gatos,
vítimas de enchente. Com esse acréscimo no número de animais e adotando a recomendação de um veteriná-
rio para aumentar em 40% a quantidade de ração para cada gato, 24 kg de ração passaram a ser suficientes
para apenas 5 dias.
Quantos novos gatos o abrigo recebeu?
(A) 6
(B) 8
(C) 9
(D) 12
(E) 15
115. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três composta
Uma empresa possui uma frota de 8 carros iguais. A empresa verificou que sua frota leva 3 dias para distribuir
126 produtos para seus clientes, o que foi julgado como sendo insuficiente. Por isso, ela ampliará a sua frota
adquirindo o menor número possível de carros adicionais, iguais aos 8 de sua frota atual, que lhe permita dis-
tribuir, com a frota ampliada, 630 produtos para seus clientes em apenas 4 dias.
O número de carros que devem ser adquiridos na ampliação da frota é
(A) 8
(B) 14
(C) 16
(D) 22
(E) 35
33
116. CESGRANRIO - MOTO (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/CAMINHÃO GRANEL I/2018
Assunto: Regra de três composta
No auge da crise hídrica de São Paulo, em fevereiro de 2014, a Sabesp, empresa de água e saneamento da
região (...), ofereceu um benefício àqueles que poupassem água. (...) a companhia daria um desconto na conta
a quem reduzisse o consumo (...). A estratégia foi um sucesso: contribuiu para economizar 330 bilhões de litros,
volume suficiente para abastecer 20 milhões de pessoas na região metropolitana por quatro meses.
Revista Veja, 21 mar. 2018, p. 82.
Considerando-se as informações do texto, quantos bilhões de litros de água são suficientes para abastecer 30
milhões de pessoas durante 8 meses?
(A) 495
(B) 615
(C) 660
(D) 900
(E) 990
117. CESGRANRIO - ASS (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ADMINISTRATIVO I/2018
Assunto: Regra de três composta
Se 8 máquinas, de mesma capacidade, produzem um total de 8 peças idênticas, funcionando simultaneamente
por 8 horas, então, apenas uma dessas máquinas, para produzir duas dessas peças, levará um total de x horas.
O valor de x é
(A) 0,25
(B) 2
(C) 4
(D) 8
(E) 16
118. CESGRANRIO - PROF (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/ECONOMIA/JÚNIOR/2018
Assunto: Regra de três composta
Em uma construção, os dados mostraram que 3 equipes conseguiram construir 5 km de dutos em 7 dias,
trabalhando em um único turno de 8 horas por dia. Considere que uma equipe, com capacidade similar de
produção, será acrescentada ao grupo, de modo quetodos agora trabalharão durante 10 dias, em um único
turno de 6h por dia.
Assim, o valor mais próximo do número de km de dutos do mesmo tipo que serão construídos a mais, em rela-
ção à primeira produção mencionada, é igual a
(A) 2,1
(B) 2,5
(C) 3,2
(D) 4,1
(E) 5,4
119. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/OPERADOR DE GÁS I/2018
Assunto: Exercícios envolvendo velocidade, espaço, tempo
Um trem vai da cidade A para a cidade B, em 50 minutos, viajando a uma velocidade média de 160 km/h.
Se a velocidade média fosse de 100 km/h, o trem iria da cidade A para a cidade B em um tempo igual a
(A) 1 h 40 min
(B) 1 h 20 min
(C) 1 h 10 min
(D) 1 h
(E) 31 min
34
120. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Unidades de Medida (distância, massa, volume, tempo, etc)
Um escriturário mantém um desempenho de preencher 30 relatórios por hora e faz uma pausa de 10 minutos
às 13h. Durante a pausa, seu chefe pergunta a que horas receberá todos os relatórios preenchidos.
Se falta apenas 1 relatório e meio, e o escriturário pretende manter seu desempenho, a partir de que horas o
chefe pode contar com todos os relatórios preenchidos?
(A) 13h02min
(B) 13h03min
(C) 13h10min
(D) 13h12min
(E) 13h13min
121. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2018
Assunto: Unidades de Medida (distância, massa, volume, tempo, etc)
O comprimento de um grande fio corresponde à soma dos comprimentos de 24 fios menores. São eles:
• 12 fios, cada um dos quais com comprimento que mede 14,7 cm;
• 4 fios, cada um dos quais com comprimento que mede 0,3765 km;
• 8 fios, cada um dos quais com comprimento que mede 13,125 dam.
Esse grande fio foi dividido em 3 fios de igual comprimento, chamados de unidade modelo. Qual é a medida,
em metros, do comprimento de uma unidade modelo?
(A) 6385,500
(B) 2557,764
(C) 852,588
(D) 94,302
(E) 31,434
122. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Unidades de Medida (distância, massa, volume, tempo, etc)
Às 5 da tarde de sexta-feira, Aldo desligou seu computador, que já estava ligado há 100 horas.
A que horas de que dia Aldo havia ligado o computador anteriormente?
(A) 1 da tarde de segunda-feira
(B) 9 da noite de segunda-feira
(C) 1 da tarde de terça-feira
(D) 2 da tarde de terça-feira
(E) 9 da noite de quarta-feira
123. CESGRANRIO - AJU (LIQUIGÁS)/LIQUIGÁS/MOTORISTA GRANEL I/2018
Assunto: Unidades de Medida (distância, massa, volume, tempo, etc)
Para se encher por completo um reservatório de água com uma bomba de vazão constante igual a 12,5 litros
por segundo, gastam-se 13 horas e 45 minutos. Uma nova bomba foi comprada, e sua vazão, também cons-
tante, é maior que a vazão da bomba anterior em 25 litros por segundo.
Quanto tempo seria gasto para se encher, por completo, o mesmo reservatório de água com a bomba nova?
(A) 4 h 15 min
(B) 4 h 35 min
(C) 4 h 55 min
(D) 6 h 53 min
(E) 7 h 27 min
35
124. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Logaritmo
J modelou um problema de matemática por uma função exponencial do tipo a(x)=1000ekx, e L, trabalhando no
mesmo problema, chegou à modelagem b(x)=102x+3.
Considerando-se que ambos modelaram o problema corretamente, e que ln x = logex, qual o valor de k?
(A) ln 2
(B) ln 3
(C) ln 10
(D) ln 30
(E) ln 100
125. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2018
Assunto: Logaritmo
Se x e y são números reais, tais que 2 log(x-2y) = logx + logy,
qual o valor de x ?
y
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5
126. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ENGENHARIA AMBIENTAL/2022
Assunto: Função exponencial e inequações exponenciais
Ao representar a função y = x0,5 em um sistema de eixos ortogonais com escalas logarítmicas (escala log-log),
obtém- se um gráfico que é uma
(A) parábola com concavidade positiva
(B) hipérbole com concavidade negativa
(C) reta com coeficiente angular positivo
(D) reta com coeficiente angular negativo
(E) reta com coeficiente angular nulo
127. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Função exponencial e inequações exponenciais
Um banco está planejando abrir uma nova agência em uma cidade do interior. O departamento de Marketing
estima que o número de clientes da agência (NC) em função do número de meses decorridos (t) desde a
inauguração seguirá a seguinte função exponencial:
NC(t)=100×(2t)
Quantos meses completos, após a inauguração, o número estimado de clientes da agência será superior a
2.000?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5
36
128. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLOGIA/2021
Assunto: Função exponencial e inequações exponenciais
Um fungo está se alastrando na parede, e a área contaminada pelo fungo varia no tempo de acordo com a fun-
ção A : [0, ∞) → R, dada por A(t) = A0 ⋅ bt, em que b ∈ R é uma constante maior que 1; A0 é a área da parede
contaminada no instante inicial; e A(t) é a área contaminada após t dias.
De acordo com esse modelo, depois de quantos dias a área contaminada estará triplicada?
(A) √b 3
(B) √3 b
(C) logb3
(D) log3b
(E)
129. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/TRANSPORTE MARÍTIMO/2018
Assunto: Função exponencial e inequações exponenciais
A movimentação de cargas realizada pela empresa X, em 2017, gerou uma receita líquida (RL) de 20 milhões
de reais, enquanto sua principal concorrente, a empresa Y, anunciou, no mesmo ano, uma receita líquida (RL)
de 10 milhões de reais. Apesar dessa diferença, um analista observou que a RL anual da empresa X tem apre-
sentado, nos últimos 3 anos, uma taxa de crescimento de 8% ao ano, em relação ao ano anterior, bem abaixo
da taxa de crescimento de 14% ao ano apresentada pelas RL da empresa Y, no mesmo período.
n log n
2 0,301
3 0,477
114 2,057
Assim, considerando-se as aproximações fornecidas no Quadro a seguir, o valor que mais se aproxima do
tempo mínimo necessário, em anos, para que a RL da empresa Y ultrapasse a RL da empresa X, é igual a
(A) 9,5
(B) 10,5
(C) 11,5
(D) 12,5
(E) 13,5
130. CESGRANRIO - ANA JR (TRANSPETRO/TRANSPETRO/COMERCIALIZAÇÃO E LOGÍSTICA JÚ-
NIOR/COMÉRCIO E SUPRIMENTO/2018
Assunto: Matrizes
Sejam A e B duas matrizes quadradas 2x2, tal que A = onde I é a matriz identidade 2x2.
Assim, a soma dos elementos da matriz B é igual a
(A) 5/16
(B) 7/16
(C) 9/16
(D) 11/16
(E) 13/16
131. CESGRANRIO - ENG JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AUTOMAÇÃO/2018
Assunto: Matrizes
A inversa de uma matriz ortogonal é igual à sua
(A) adjunta
(B) adjunta transposta
(C) cofatora
(D) cofatora transposta
37
(E) transposta
132. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/GEOFÍSICA/GEOLOGIA/2018
Assunto: Matrizes
Em um laboratório, um geólogo investiga a densidade de quatro tipos de materiais diferentes, inicialmente
denominados X, Y, W e Z, coletados em campo. Eles estão distribuídos em camadas, não misturadas entre si,
no interior de quatro tubos de mesma massa (quando vazios), numerados de 1 a 4, conforme ilustra a Figura
a seguir.
Sobre os dados, sabe-se que: (i) mk é a massa conjunta do tubo k com os materiais nele contidos, para 1 ≤ k ≤
4; (ii) cada tubo vazio tem massa igual a m0; (iii) as densidades dos materiais X, Y, W, e Z são, respectivamente,
dx , dy , dw e dz ; (iv) os volumes de cada material, em cada um dos quatro tubos, estão representados
pelo quadro a seguir.
1 2 3 4
X 0,7 1,0 0,4 0,5
Y 1,4 0,3 1,6 0,8
W 0,5 1,7 0,5 0,4
Z 0,8 0,8 0,6 1,8
Considere que esses dados foram organizados nas matrizes M, D e V, assim definidas:
Assim, o sistema de equações que modela matematicamente o problema, representado em sua forma matricial,
é:
(A) D = MT . V −1
(B) D = V . M
(C) D = M . V −1
(D) D = M T . V
(E) D = V −1 . M T
133. CESGRANRIO - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE/2018
Assunto: Determinantes
Sejam A uma matriz quadrada de ordem 2 e B uma matriz quadrada de ordem 3, tais que detA . detB = 1.
O valor de det(3A) . det(2B) é
(A) 5
(B) 6
(C) 36
38
(D) 72
(E) 108
134. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Sistemas lineares
Uma lojavende um produto em dois tipos de embalagem: unitária (com uma unidade do produto) e dupla (com
duas unidades do produto). Em certo mês, foram vendidas 16 embalagens duplas e 20 unitárias, gerando
uma receita para a loja de R$ 488,00. No mês seguinte, foram vendidas 30 embalagens duplas e 25 unitárias,
gerando uma receita de R$ 790,00.
Qual foi a porcentagem do desconto dado em cada unidade do produto ao se comprar a embalagem dupla?
(A) 5%
(B) 8%
(C) 10%
(D) 12%
(E) 15%
135. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Sistemas lineares
Um banco tem agências em três regiões do país. Em cada região, trabalha-se com a comercialização de três
segmentos: seguros (X), previdência (Y) e consórcios (Z). Cada equação linear que compõe o sistema abaixo
representa a capacidade de uma regional produzir valor agregado para o banco, em cada segmento de atuação
(lado esquerdo das equações), visando ao alcance das metas de lucro operacional em milhares de reais (lado
direito das equações).
De acordo com esses dados, verifica-se que a contribuição de um dado segmento que atinge exatamente a
meta de sua região é de
(A) R$160.000,00 no segmento seguros, na região Sul
(B) R$400.000,00 no segmento previdência, na região Sudeste
(C) R$180.000,00 no segmento consórcio, na região Norte
(D) R$90.000,00 no segmento seguros, na região Norte
(E) R$180.000,00 no segmento previdência, na região Sul
136. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Sistemas lineares
Um estudante precisa fazer um trabalho escolar em seu aparelho de telefone celular. Para isso, usará dois
aplicativos, A e B, um de cada vez. Ele sabe que a bateria do seu aparelho, estando com carga total, é suficiente
para até 4 horas de uso do aplicativo A e sabe também que, com carga total, a bateria é suficiente para até 1
hora e 20 minutos de uso do aplicativo B. Após se certificar de que a bateria de seu aparelho estava com carga
total, deu início ao trabalho com o uso do aplicativo A. Depois de algum tempo, ele interrompeu o uso desse
aplicativo e, imediatamente, iniciou o uso do aplicativo B, até a bateria descarregar completamente, 3 horas
depois do início do trabalho.
Por quanto tempo o estudante usou o aplicativo A?
(A) 2h 10min
(B) 2h 15min
(C) 2h 20min
(D) 2h 30min
(E) 2h 50min
39
137. CESGRANRIO - TEC JR (TRANSPETRO)/TRANSPETRO/AMBIENTAL/2018
Assunto: Sistemas lineares
Sistemas lineares homogêneos possuem, pelo menos, uma solução e, portanto, nunca serão considerados
impossíveis. O sistema linear dado abaixo possui infinitas soluções.
Qual o maior valor possível para α?
(A) 0
(B) 1
(C) 2
(D) 3
(E) 4
138. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ENGENHARIA DE EQUIPAMENTOS/ELÉTRI-
CA/2018
Assunto: Sistemas lineares
Considere o sistema de equações lineares nas variáveis reais x e y:
, no qual k e m são reais
Sabe-se que existem números reais a e b, com a ≠b, tais que os pares ordenados (a,b) e (b,a) são soluções do
sistema dado.
Dessa forma, k e m são, necessariamente, tais que
(A) k = 1, m = 1
(B) k ≠ 1, m = 1
(C) k = -1, m = -1
(D) k ≠ -1, m = -1
(E) k ≠ -1, m ≠ -1
139. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/GEOFÍSICA/FÍSICA/2018
Assunto: Sistemas lineares
Seja o sistema de equação linear:
Quantos são os valores do parâmetro a que levam o sistema a possuir infinitas soluções?
(A) 0
(B) 1
(C) 2
(D) 3
(E) infinitos
140. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Sequências de números, figuras, letras e palavras
A sequência de Fibonacci é bastante utilizada para exemplificar sequências definidas por recorrência, ou seja,
sequências em que se pode determinar um termo a partir do conhecimento de termos anteriores. No caso da
sequência de Fibonacci, escreve-se que Tn+2 = Tn+1 + Tn os dois termos anteriores.
Considerando o exposto acima, determine o termo T2021 da sequência de Fibonacci, sabendo que T2018 = m e
T2020 = p.
(A)
(B)
40
(C) p + 2m
(D) 2p - m
(E) 2m - 2p
141. CESGRANRIO - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/ESTATÍSTICA/2018
Assunto: Sequências de números, figuras, letras e palavras
Considere a sequência de números reais (an), n ∈ N, n ≥1 tal que:
a1 = 2;
a2 = 3
an+1 = an − an−1, ∀ ≥ 2
Quanto vale a soma ?
(A) 0
(B) 2
(C) 4
(D) 5
(E) 6
41
1 E 42 A
2 E 43 B
3 C 44 D
4 A 45 D
5 A 46 C
6 E 47 B
7 A 48 D
8 B 49 D
9 C 50 C
10 B 51 D
11 D 52 D
12 B 53 D
13 C 54 D
14 D 55 D
15 E 56 E
16 B 57 D
17 A 58 D
18 E 59 D
19 D 60 B
20 C 61 B
21 B 62 C
22 E 63 D
23 D 64 D
24 B 65 C
25 E 66 B
26 E 67 A
27 D 68 B
28 D 69 C
29 A 70 D
30 A 71 C
31 D 72 D
32 A 73 B
33 C 74 D
34 D 75 C
35 E 76 B
36 B 77 A
37 C 78 D
38 E 79 B
39 B 80 D
40 E 81 E
41 C 82 D
42
83 E 113 C
84 B 114 D
85 A 115 D
86 B 116 E
87 C 117 E
88 A 118 A
89 E 119 B
90 B 120 E
91 C 121 C
92 A 122 A
93 D 123 B
94 E 124 E
95 B 125 D
96 C 126 C
97 A 127 E
98 B 128 C
99 D 129 D
100 C 130 A
101 A 131 E
102 A 132 A
103 D 133 D
104 C 134 C
105 A 135 A
106 C 136 D
107 A 137 C
108 A 138 C
109 A 139 B
110 C 140 D
111 D 141 C
112 C
EXERCÍCIOS ..........................................................................................................................01
GABARITO ..............................................................................................................................08
Banco do Brasil (SA)
Escriturário - Agente de Tecnologia e
Agente Comercial
QUESTÕES GABARITADAS
Conhecimentos de Informática
1
1. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Windows 10
Diversas organizações optam por utilizar, em seus computadores, o sistema operacional Windows, o qual dis-
ponibiliza várias ferramentas importantes que viabilizam as atividades do dia a dia. A versão 10 do Windows
oferece aos seus usuários um importante recurso que permite que seus arquivos sejam salvos para posterior
recuperação em caso de eventuais falhas.
Qual é a denominação desse recurso na versão em português do Windows 10?
(A) Estrutura Ribbon
(B) Histórico de arquivos
(C) MSE – Microsoft Security Essentials
(D) Provedor de serviços TAPI
(E) Windows Media Player
2. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Windows 10
Muitos códigos maliciosos aproveitam-se de um recurso do Windows 10 que possibilita a execução de um pro-
grama presente em um dispositivo de armazenamento USB imediatamente após a sua conexão ao computador.
Esse recurso, que pode ser desativado, é conhecido como
(A) inicialização automática
(B) execução automática
(C) reprodução automática
(D) atualização automática
(E) configuração automática
3. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Windows 10
No código de práticas de segurança da informação, recomenda- se que o acesso ao ambiente operacional (área
de trabalho) do computador seja bloqueado quando o usuário do sistema se ausentar do seu posto de trabalho.
O atalho do teclado no Windows 10 para fazer esse bloqueio requer o pressionamento combinado das teclas
(A) Ctrl e C
(B) Ctrl e Z
(C) Alt e F4
(D) logotipo do Windows e D
(E) logotipo de Windows e L
4. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Windows 10
Um usuário precisa utilizar o Explorador de Arquivos do Windows 10 para listar, pelo menos, os atributos de
nome e data e hora de modificação dos arquivos e das subpastas, contidos em uma pasta.
Para apresentar esses atributos, depois de selecionar a pasta desejada no Explorador de Arquivos, o usuário
deve selecionar a opção de exibição
(A) ícones grandes
(B) ícones médios
(C) ícones pequenos
(D) detalhes
(E) lista
2
5. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Windows 10
Estações de trabalho que utilizam o sistema operacional Windows 7, 8.1 ou 10 instalado contam com o Win-
dows Media Player.
Esse programa é capaz de reproduzir
(A) arquivos de áudio e CDs, mas não é capaz de reproduzir arquivos de vídeo.
(B) arquivos de vídeo e DVDs, mas não é capaz de reproduzir arquivos de áudio.
(C) CDs e DVDs, mas não é capaz de reproduzir arquivos de áudio e de vídeo.
(D) arquivos de áudio e de vídeo, mas não é capaz de gravar DVDs de vídeo.
(E)arquivos de áudio e de vídeo, mas não é capaz de gravar CDs de áudio.
6. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Linux / Unix
Ao visitar uma agência, um funcionário de TI de um banco percebeu, durante sua conversa com um bancário,
que a cada 15 minutos, um alarme tocava no celular do empregado, e que, nesse momento, ele executava um
programa no computador servidor do banco, que rodava o Linux SUSE. Descobriu, depois, que o mesmo se
repetia em todas as agências. Percebendo isso como um sinal de que havia uma demanda interna de executar
esse programa de tempos em tempos, o funcionário de TI resolveu mudar o processo, fazendo esse programa
ser executado automaticamente de forma periódica.
Para alcançar esse objetivo, esse funcionário utilizou a funcionalidade do comando
(A) cron
(B) curl
(C) jobs
(D) timedatectl
(E) touch
7. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Conceitos de Internet
A área de atendimento ao cliente de um determinado banco precisava treinar todos os atendentes e gerentes
em um novo software de apoio à negociação de empréstimos. Buscando os meios adequados para atender a
essa demanda, o responsável pela área de Educação a Distância decidiu que o curso seria multimídia, com
textos e aulas gravadas, garantindo assim que os alunos pudessem realizá-lo no momento em que quisessem,
cada um em seu horário.
Isso caracteriza o curso proposto como um curso de treinamento on-line
(A) assíncrono
(B) concomitante
(C) síncrono
(D) tautócrono
(E) tempestivo
8. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Mozilla Firefox
Nas configurações de conexão do navegador Mozilla Firefox, pode-se definir um servidor proxy, recurso utiliza-
do para a redução do tráfego em rede.
O mecanismo de funcionamento de um servidor proxy
(A) implementa o padrão IrDA, que estabelece conexão direta via fibra ótica.
(B) utiliza uma área intermediária entre servidores de uma rede interna e usuários da internet.
(C) especifica um equipamento que atua como uma cache entre o navegador Firefox e o servidor web.
(D) transmite dados por arquiteturas que privilegiam a topologia de rede de campo ou metropolitana.
(E) roteia o processamento para redes que utilizam tecnologias sem fio, impondo um padrão de segurança
adicional.
3
9. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Mozilla Firefox
O Mozilla Firefox apresentou uma página de resultado de uma pesquisa na Web na qual o usuário deseja pro-
curar uma palavra específica.
Para fazer isso, o usuário pode acessar a caixa de texto de procura na página, pressionando, em conjunto, as
teclas
(A) Ctrl e T
(B) Ctrl e N
(C) Ctrl e P
(D) Ctrl e S
(E) Ctrl e F
10. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Mozilla Firefox
Uma opção de navegador web (browser) de internet disponível para instalação em diversas plataformas é o
Mozilla Firefox, que apresenta um conjunto de funcionalidades, entre elas o seu histórico de navegação.
Inclui(em)-se no histórico de navegação do Mozilla Firefox
(A) a Configuração de zoom
(B) o Certificado OCSP
(C) o Protocolo HTTPS
(D) os Cookies
(E) os Temas
11. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Mozilla Firefox
Portais corporativos revelam-se uma interessante alternativa de comunicação com seu público-alvo. Esses
portais permitem que a organização transmita, pela internet,sua mensagem diretamente para o meio externo
com um conteúdo organizado. Ao ser desenvolvido, é importante que tal conteúdo seja testado nos principais
navegadores de rede. Um importante representante dessa categoria é o Mozilla Firefox, sendo a escolha dos
temas uma das etapas importantes no projeto de um portal.
Qual é a função dos temas no Mozilla Firefox?
(A) Configurar a privacidade de informações que possam identificar o usuário em: normal, rigoroso ou perso-
nalizado.
(B) Mudar a aparência, como, por exemplo, o esquema de cores ou a imagem de fundo das barras de ferra-
mentas.
(C) Organizar as abas abertas em uma única janela, definindo sua sequência de apresentação por um critério
de ordenação.
(D) Permitir a edição do controlador de zoom da página apresentada, adequando-a às configurações de tela.
(E) Sincronizar itens favoritos entre os diversos dispositivos de um usuário, tais como senhas ou abas abertas.
12. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021
Assunto: Mozilla Firefox
A possibilidade de configuração de conexões, oferecida pelo navegador Firefox, revela-se recurso interessante
para organizações que necessitam, por exemplo, acessar um servidor de proxy que disponibiliza um serviço
específico, não acessível ao público externo. No menu Configurações, qual a opção na qual a janela de confi-
guração de conexão é acessada?
(A) Geral
(B) Início
(C) Pesquisa
(D) Sync
(E) Privacidade e Segurança
4
13. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Microsoft Edge
Navegadores da internet potencializam consideravelmente a comunicação de uma organização com os meios
externo (clientes e fornecedores) e interno (colaboradores). A comunicação direta com esses atores viabiliza a
identificação de percalços ou de oportunidades de forma mais eficiente.
O Microsoft Edge, um exemplar dessa categoria de software, possui o modo InPrivate, que
(A) controla a utilização dos dispositivos móveis de sua organização conforme o pacote EMS (Enterprise Mo-
bility + Security).
(B) permite a configuração prévia de sites liberados para navegação, além do ajuste do serviço BingSafeSearch
para o modo rigoroso.
(C) possibilita a leitura de arquivos PDF que possuem arquitetura de formulários XFA, segundo a política de
informações da Microsoft (MIP).
(D) provê acesso, mediante assinatura, a um provedor de notícias de alta qualidade, produzido pelos mais
importantes editores premium.
(E) remove os elementos de navegação acessados de uma sessão, tais como histórico de navegação, cookies
ou dados de formulário.
14. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021
Assunto: Microsoft Edge
O Microsoft Edge pode sincronizar o histórico, os favoritos, as senhas e outros dados do navegador de um usu-
ário em todos os dispositivos conectados. Para ativar a sincronização, deve-se selecionar a opção Sincronizar,
pressionar o botão Ativar sincronização, selecionar os itens que devem ser sincronizados e pressionar o botão
Confirmar. A opção Sincronizar é uma das subopções da opção de configuração de
(A) Perfis
(B) Sistema
(C) Proteção para a família
(D) Cookies e permissões de site
(E) Privacidade, pesquisa e serviços
15. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Recursos, Campos, Endereçamento (Correio Eletrônico)
O envio e o recebimento de mensagens de correio eletrônico são atividades corriqueiras, tanto nas organiza-
ções quanto no dia a dia da grande maioria da população brasileira. No entanto, há situações em que as men-
sagens enviadas são devolvidas com um aviso de que não puderam ser entregues ao destinatário.
Um dos motivos que justificam a não entrega de uma mensagem de correio eletrônico ao destinatário é porque
(A) a estação de trabalho que o destinatário utiliza está desligada.
(B) a caixa postal de correio eletrônico do destinatário atingiu algum limite predeterminado de tamanho, como
por exemplo, em bytes.
(C) o destinatário possui muitos endereços de correio eletrônico cadastrados no domínio internet.
(D) o destinatário não estava utilizando a sua estação de trabalho no momento do recebimento da mensagem
de correio eletrônico.
(E) o destinatário estava utilizando muitos programas ativos na estação de trabalho no momento do recebimen-
to da mensagem de correio eletrônico.
16. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022
Assunto: Webmails
A importante contribuição na evolução dos processos organizacionais, que o avanço da Tecnologia da Informa-
ção proporciona, acarreta, concomitantemente, a necessidade de um maior cuidado com questões referentes
à segurança da informação. Evitar ataques aos sistemas de correio eletrônico é um dos objetivos dos especia-
listas em segurança. Um conhecido ataqueque pode ser feito por e-mail é o spoofing.
Como o usuário sinaliza ao Gmail que um determinado e-mail é suspeito de ser spoofing?
(A) Denunciando-o como spam.
(B) Gerenciando marcadores.
5
(C) Marcando-o como estrela.
(D) Movendo-o para a lixeira.
(E) Solicitando uma confirmação de leitura
17. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Sites de Busca (Google, Bing, Yahoo, etc.)
O serviço de buscas do Google é um dos mais usados em todo o mundo. Para as pesquisas, o mais comum é
a pessoa informar livremente algumas palavras e verificar se o resultado atende às suas expectativas.
Como solicitar corretamente ao Google que seja pesquisada uma correspondência exata da frase “Prédio mais
alto do Brasil”?
(A) /Prédio mais alto do Brasil/
(B) -Prédio -mais -alto -do -Brasil
(C) #Prédio #mais #alto #do #Brasil
(D) “Prédio mais alto do Brasil”
(E) exato (“Prédio mais alto do Brasil”)
18. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Redes Sociais (Twitter, Facebook, Orkut, etc.)
Uma boa imagem institucional deve ser não somente construída e mantida pela empresa, mas também divul-
gada. Desse modo, a organização transmite confiabilidade aos seus clientes, colaboradores e fornecedores,
fortalecendo sua relação com a comunidade. Nesse contexto, o Twitter pode exercer um papel fundamental.
Uma funcionalidade oferecida pelo Twitter são as(os)
(A) vozes do Twitter, que possibilitam ao usuário o compartilhamento de ideias transitórias.
(B) listas, que permitem ao usuário selecionar os tweets que deseja prioritariamente visualizar.
(C) moments, que viabilizam as conversas privadas particulares ou em grupo, via plataforma ou SMS.
(D) periscopes, que definem diretrizes e políticas gerais para uso pelas autoridades policiais do Twitter.
(E) boletins informativos, que permitem a visualização de várias timelines em uma única interface simples.
19. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Redes Sociais (Twitter, Facebook, Orkut, etc.)
O LinkedIn é uma plataforma que viabiliza o estabelecimento de redes sociais direcionadas ao contexto profis-
sional. Estimular os colaboradores da organização a cadastrarem e manterem suas informações atualizadas
neste ambiente pode ser uma interessante estratégia de visibilizar confiabilidade institucional. Em uma das
possíveis formas de divulgação deste ambiente, podem-se cadastrar informações referentes à experiência pro-
fissional (Experience), formação acadêmica (Education) e um campo livre para autodescrição (About).
Para acessar esse cadastro, utiliza-se a opção
(A) Mensagens (Messaging)
(B) Minha rede (My Network)
(C) Notificações (Notifications)
(D) Perfil (Profile)
(E) Vagas (Jobs)
20. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Google Workspace
O Google Drive é uma ferramenta que permite o armazenamento de arquivos na nuvem. Suponha que um usu-
ário A tenha criado uma pasta no Google Drive para arquivos de um Projeto X qualquer.
Para compartilhar essa pasta do Projeto X no Google Drive com outros usuários, a partir de uma estação de
trabalho, é necessário:
(A) solicitar o compartilhamento da pasta ao Google, por e-mail.
(B) dispor do número do telefone celular dos outros usuários, de modo a cadastrá-los para ter acesso à pasta.
(C) notificar os outros usuários que eles precisam estar usando o Google Drive no momento em que o usuário
A compartilhar a pasta.
(D) enviar aos outros usuários o endereço (link) da pasta.
6
(E) aguardar três dias após a criação da pasta para que ela possa ser compartilhada.
21. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Google Workspace
O Google Drive é um sistema de armazenamento de arquivos em nuvem que permite o acesso ao seu conteú-
do a qualquer pessoa, bastando para isso possuir uma conta do Google e ter acesso à internet. Esse sistema
é particularmente interessante para o fluxo de trabalho de uma organização, dado que seus colaboradores
podem, por exemplo, redigir e acessar textos e relatórios produzidos no Google Docs e direcionados ao aten-
dimento dos seus clientes.
Uma opção de configuração geral oferecida pelo Google Drive é a densidade, que
(A) aumenta ou reduz a quantidade de informação apresentada na tela do computador.
(B) controla o tamanho dos arquivos armazenados, gerenciando o espaço armazenado no Drive.
(C) converte arquivos externos enviados para o formato adotado pelo editor de documentos do Google.
(D) importa a quantidade de arquivos externos ao Google Drive que podem ser carregados no sistema.
(E) permite adquirir mais espaço disponível no Google Drive, a partir da assinatura do serviço Google One.
22. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Demais Serviços de Internet
As informações sobre um processo essencial de determinado banco nunca foram documentadas, porém são
conhecidas implicitamente por seus muitos funcionários. Responsável por recuperar e documentar esse conhe-
cimento, um funcionário protagonizou uma iniciativa para que os próprios funcionários criassem a documenta-
ção, instalando e gerenciando um site baseado na tecnologia Wiki na intranet desse banco.
Qual a principal característica dos Wikis?
(A) Gerar documentação em PDF automaticamente, facilitando a criação de documentos distribuíveis.
(B) Manter um fórum de discussões estruturado em forma de árvore e orientado a assuntos.
(C) Transformar, rapidamente, documentos Word em páginas Web.
(D) Permitir que o leitor de uma página Web edite seu conteúdo.
(E) Gerenciar listas de discussão feitas por e-mail e guardar seu conteúdo.
23. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Demais Serviços de Internet
Existem diferentes soluções tecnológicas baseadas em multimídia, que permitem a uma empresa difundir seus
objetivos e valores, estabelecendo, assim, pontes com todos com quem interage. Podcasts representam uma
dessas possíveis soluções.
Os podcasts são caracterizados por serem armazenados no formato de
(A) áudio, podendo ser baixados ou executados em serviços de reprodução de streaming.
(B) bibliotecas, disponibilizando serviços via API específico para aplicações relacionadas a gaming.
(C) imagens com alta qualidade, se estiverem armazenadas nos formatos de 24 ou 32 bits de cores.
(D) nuvem, sendo adequados para utilização em redes sociais, Enhancing UGC Video Sharing ou streaming.
(E) televisão, sendo transmitidos por streaming, mediante utilização do protocolo VoIP.
24. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Demais Serviços de Internet
Em uma organização, o uso do Telegram pode otimizar a tarefa de gestão de equipes por meio de uma comu-
nicação mais eficiente entre seus membros.
Nesse contexto, qual é a função dos links t.me?
(A) Acessar a API do Telegram.
(B) Adicionar os administradores de um grupo.
(C) Configurar o GRPDbot.
(D) Enviar mensagens a partir de um nome de usuário previamente configurado.
(E) Inicializar chats secretos.
7
25. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021
Assunto: Demais Serviços de Internet
O compartilhamento de experiências de uma equipe de vendas pode ser uma interessante abordagem do de-
partamento comercial de uma empresa. Para isso, uma solução é utilizar um sistema de páginas modificáveis
por qualquer pessoa da equipe, em um formato que permita a edição, no formato de código de páginas (como
HTML, por exemplo) ou em um que seja intuitivo, como um editor de textos padrão. Outra importante funcio-
nalidade é a manutenção de histórico de versões. Como são designados os ambientes que implementam as
funcionalidades descritas?
(A) Correio eletrônico
(B) Podcasts
(C) Telnet
(D) Vídeo blogs (VLOGS)
(E) Wikis
26. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Microsoft Teams
O Microsoft Teams possui recursos que apoiam reuniões de times de trabalho em discussões, tais como o de-
senho ou a readequação de procedimentos organizacionais.
Uma opção disponível para reuniões é o lobby, que funciona como
(A) discador de chamadas pinnedGroup
(B) integrador de armazenamento com o OneDrive
(C) integrador de tarefascom o calendário
(D) notificador do feed de atividades
(D) uma sala de espera de reuniões
27. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Microsoft Teams
O Microsoft Teams é um software que facilita a gestão de equipes, com o propósito de integrar funcionalidades
que dão suporte ao trabalho dos membros dessas equipes em um único ambiente.
Quanto às equipes do Microsoft Teams e seus membros, observa-se que
(A) a configuração da apresentação automática de canais de equipes é feita na opção de gerenciamento de
marcas.
(B) as equipes do tipo Classe permitem que seus membros trabalhem em metas integradas ou desenvolvimen-
to profissional.
(C) os membros de uma equipe conseguem alterar o nome ou a descrição da mesma.
(D) as pessoas externas à organização podem ser membros de uma equipe na categoria convidado.
(E) o membro de uma equipe pode ter três funções na mesma equipe: proprietário, membro ou moderador de
equipe.
28. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021
Assunto: Microsoft Teams
Equipes do Microsoft Teams reúnem pessoas com o objetivo de facilitar a colaboração entre seus membros.
Todo conteúdo público de um canal é visível aos membros da equipe, o que, em uma organização, pode não
ser conveniente. Por vezes, é necessário que um subconjunto do grupo discuta questões confidenciais, sem
ter que fazê-lo em uma equipe alternativa. Qual recurso do Microsoft Teams viabiliza a criação de uma área
exclusiva dentro de uma equipe?
(A) Caderno
(B) Tarefas
(C) Insights
(D) Canais privados
(E) Links para a equipe
8
1 B
2 C
3 E
4 D
5 D
6 A
7 A
8 C
9 E
10 D
11 B
12 A
13 E
14 A
15 B
16 A
17 D
18 B
19 D
20 D
21 A
22 D
23 A
24 D
25 E
26 E
27 D
28 D
EXERCÍCIOS ..........................................................................................................................01
GABARITO ..............................................................................................................................19
Banco do Brasil (SA)
Escriturário Agente de Tecnologia e
Agente Comercial
QUESTÕES GABARITADAS
Língua Inglesa
1
1. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Gramática (inglês)
Robots, the next generation of soccer players
If you think a robot will steal your job, you are not alone. Soccer players should be worried too. The next Messi
probably won’t be of flesh and blood but plastic and metal.
The concept emerged during the conference “Workshop on grand challenges in artificial intelligence,” held in
Tokyo in 1992, and independently, in 1993, when Professor Alan Mackworth from the University of Bristol in Ca-
nada described an experiment with small soccer players in a scientific article.
Over 40 teams already participated in the first RoboCup tournament in 1997, and the competition is held every
year. The RoboCup Federation wants to play and win a game against a real-world cup humans’ team by 2050.
The idea behind artificially intelligent players is to investigate how robots perceive motion and communicate with
each other. Physical abilities like walking, running, and kicking the ball while maintaining balance are crucial to
improving robots for other tasks like rescue, home, industry, and education.
Designing robots for sports requires much more than experts in state-of-the-art technology. Humans and ma-
chines do not share the same skills. Engineers need to impose limitations on soccer robots to imitate soccer
players as much as possible and ensure following the game’s rules.
RoboCup Soccer Federation, the “FIFA” of robots, which supports five leagues, imposes restrictions on players’
design and rules of the game. Each has its own robot design and game rules to give room for different scientific
goals. The number of players, their size, the ball type, and the field dimensions are different for each league.
In the humanoid league the players are humanlike robots with human-like senses. However, they are rather
slow. Many of the skills needed to fully recreate actual soccer player movements are still in the early stages of
research.
The game becomes exciting for middle and small size leagues. The models are much simpler; they are just
boxes with a cyclopean eye. Their design focuses on team behavior: recognizing an opponent, cooperating with
team members, receiving and giving a standard FIFA size ball.
Today, soccer robots are entirely autonomous. They wireless “talk” to each other, make decisions regarding
strategy in real-time, replace an “injured” player, and shoot goals. The only person in a RoboCup game is the
referee. The team coaches are engineers in charge of training the RoboCups’ artificial intelligence for fair play:
the robots don’t smash against each other or pull their shirts.
The next RoboCup competition will soon be played, virtually, with rules that will allow teams to participate without
establishing physical contact.
Available at:<https://www.ua-magazine.com/2021/05/12/robots-the-
-next-generation-of-soccer-players>. Retrieved on: July 4th, 2021.
Adapted.
In the text fragment of the sixth paragraph “RoboCup Soccer Federation, the “FIFA” of robots, which supports
five leagues, imposes restrictions on players’ design and rules of the game”, the word which refers to
(A) game
(B) FIFA
(C) players
(D) leagues
(E) RoboCup Soccer Federation
2. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Gramática (inglês)
If you think a robot will steal your job, you are not alone. Soccer players should be worried too. The next Messi
probably won’t be of flesh and blood but plastic and metal.
The concept emerged during the conference “Workshop on grand challenges in artificial intelligence,” held in
Tokyo in 1992, and independently, in 1993, when Professor Alan Mackworth from the University of Bristol in Ca-
nada described an experiment with small soccer players in a scientific article.
Over 40 teams already participated in the first RoboCup tournament in 1997, and the competition is held every
2
year. The RoboCup Federation wants to play and win a game against a real-world cup humans’ team by 2050.
The idea behind artificially intelligent players is to investigate how robots perceive motion and communicate with
each other. Physical abilities like walking, running, and kicking the ball while maintaining balance are crucial to
improving robots for other tasks like rescue, home, industry, and education.
Designing robots for sports requires much more than experts in state-of-the-art technology. Humans and ma-
chines do not share the same skills. Engineers need to impose limitations on soccer robots to imitate soccer
players as much as possible and ensure following the game’s rules.
RoboCup Soccer Federation, the “FIFA” of robots, which supports five leagues, imposes restrictions on players’
design and rules of the game. Each has its own robot design and game rules to give room for different scientific
goals. The number of players, their size, the ball type, and the field dimensions are different for each league.
In the humanoid league the players are humanlike robots with human-like senses. However, they are rather
slow. Many of the skills needed to fully recreate actual soccer player movements are still in the early stages of
research.
The game becomes exciting for middle and small size leagues. The models are much simpler; they are just
boxes with a cyclopean eye. Their design focuses on team behavior: recognizing an opponent, cooperating with
team members, receiving and giving a standard FIFA size ball.
Today, soccer robots are entirely autonomous. They wireless “talk” to each other, make decisions regarding
strategy in real-time, replace an “injured” player, and shoot goals. The only person in a RoboCup game is the
referee. The team coaches are engineers in charge of training the RoboCups’ artificial intelligence for fair play:
the robots don’t smash against each other or pull their shirts.
The next RoboCup competition will soon be played, virtually, with rules that will allowteams to participate without
establishing physical contact.
Available at:<https://www.ua-magazine.com/2021/05/12/robots-the-
-next-generation-of-soccer-players>. Retrieved on: July 4th, 2021.
Adapted.
In paragraph 7, the word However in the fragment “In the humanoid league, the players are human-like robots
with human-like senses. However, they are rather slow” can be replaced, without change in meaning, by
(A) unless
(B) indeed
(C) furthermore
(D) nevertheless
(E) consequently
3. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Gramática (inglês)
Revolution Accelerated
How Digital Transformation is Shaping the Future of Banking
Like all businesses, banks have had to act fast to respond to the unprecedented human and economic impact
of Covid-19.
First, they needed to keep the lights on and ensure business continuity. Second, they had to meet the changing
ways customers wanted to engage. Finally, they sought to balance their business priorities with a responsibility
to support society. Previous crises cast the banks as part of the problem — this time they are part of the solution.
Banks who have embraced modern banking technology have fared better in meeting these challenges. They’ve
moved seamlessly to remote working, kept up service for their customers, coped with huge increases in demand
and quickly adapted their products. In contrast, banks using legacy ‘spaghetti’ software have struggled.
Covid-19 has accelerated the need for modern banking technology, but it didn’t create it. Before coronavirus, the
2020s were already being framed as the decade for digital in the banking industry. Banks’ return on equity were
too low and their cost-income ratios were too high. Meanwhile, regulation like open banking was disrupting the
industry and increasing competition from new entrants like the GAAFAs (Google, Amazon, Alibaba, Facebook,
Apple).
Providing seamless digital customer experiences was therefore already a ‘must’. Every year, Temenos partners
with the Economist Intelligence Unit (EIU) for a global study on the future of banking. More than 300 banking
leaders are interviewed from retail, commercial and private banks. Over half of these are at C-suite level.
In 2020, the study took place amid the Covid-19 crisis. The results give a fascinating insight into banking leaders’
approach during these unprecedented times. But they also show how they see their industry in the years to
3
come.
And the findings suggest three trends which will shape the future of banking:
1. New technologies will be the key driver of banking transformation over the next 5 years. 77% of respondents
strongly believed that Artificial Intelligence (AI) will be the most game-changing of these technologies. They
see a diverse range of uses for AI — from personalised customer experience to fraud detection.
2. Banks will overhaul their business models to create digital ecosystems. 80% of respondents believe that
banking will become part of a platform of services. 45% are committed to transforming their business models
into digital ecosystems.
3. The sun will set on branch banking. World Bank data shows that visits to branches have been steadily decli-
ning globally over the last decade. As a result of coronavirus, customers are now more concerned about visiting
their branch, and so even more people are willing to try digital applications. This combination of pandemic and
increasingly transformative advanced technology has led a majority of respondents (59%) to our survey with the
EIU to state that traditional branch-based banking model will be dead in just five years. That’s a 34% increase
from last year.
The current environment is undoubtedly challenging for banks. But they have the capital, customer relationships
and customer data. They are regulated. And most importantly: they still enjoy their customers’ trust.
In short, banks are best-placed to succeed if they commit to end-to-end digital transformation. That means a
fully digital front office which creates hyper-personalized experiences and ecosystems. And a back office driving
efficient operations and rapid innovation. By embracing modern banking technology, banks can support their
customers today, create new value for the future and drive new levels of future growth.
Available at: <https://www.cnbc.com/advertorial/how-digital-
-transformation-is-shaping-the-future-of-banking>. Retrieved on:
July 13th, 2021. Adapted.
In paragraph 6, the personal pronoun they, used twice in the sentence “But they also show how they see their
industry in the years to come”, refers to the following fragment at the same paragraph:
(A) the study
(B) the results
(C) banking leaders
(D) Covid-19 crisis
(E) unprecedented times
4. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021
Assunto: Gramática (inglês)
Revolution Accelerated
How Digital Transformation is Shaping the Future of Banking
Like all businesses, banks have had to act fast to respond to the unprecedented human and economic impact
of Covid-19.
First, they needed to keep the lights on and ensure business continuity. Second, they had to meet the changing
ways customers wanted to engage. Finally, they sought to balance their business priorities with a responsibility
to support society. Previous crises cast the banks as part of the problem — this time they are part of the solution.
Banks who have embraced modern banking technology have fared better in meeting these challenges. They’ve
moved seamlessly to remote working, kept up service for their customers, coped with huge increases in demand
and quickly adapted their products. In contrast, banks using legacy ‘spaghetti’ software have struggled.
Covid-19 has accelerated the need for modern banking technology, but it didn’t create it. Before coronavirus, the
2020s were already being framed as the decade for digital in the banking industry. Banks’ return on equity were
too low and their cost-income ratios were too high. Meanwhile, regulation like open banking was disrupting the
industry and increasing competition from new entrants like the GAAFAs (Google, Amazon, Alibaba, Facebook,
Apple).
Providing seamless digital customer experiences was therefore already a ‘must’. Every year, Temenos partners
with the Economist Intelligence Unit (EIU) for a global study on the future of banking. More than 300 banking
leaders are interviewed from retail, commercial and private banks. Over half of these are at C-suite level.
In 2020, the study took place amid the Covid-19 crisis. The results give a fascinating insight into banking leaders’
approach during these unprecedented times. But they also show how they see their industry in the years to
come.
And the findings suggest three trends which will shape the future of banking:
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1. New technologies will be the key driver of banking transformation over the next 5 years. 77% of respondents
strongly believed that Artificial Intelligence (AI) will be the most game-changing of these technologies. They
see a diverse range of uses for AI — from personalised customer experience to fraud detection.
2. Banks will overhaul their business models to create digital ecosystems. 80% of respondents believe that
banking will become part of a platform of services. 45% are committed to transforming their business models
into digital ecosystems.
3. The sun will set on branch banking. World Bank data shows that visits to branches have been steadily decli-
ning globally over the last decade. As a result of coronavirus, customers are now more concerned about visiting
their branch, and so even more people are willing to try digital applications. This combination of pandemic and
increasingly transformative advanced technology has led a majority of respondents (59%) to our survey with the
EIU to state that traditional branch-based banking model will be dead in just five years. That’s a 34% increase
from last year.
The current environment is undoubtedly challenging for banks. But they have