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Interpretação de Texto - Livro Único-031-033

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Para o Procon, a publicidade da Skol coloca a mulher como um "objeto de consumo", o que a [sic] caracteriza como 
"publicidade abusiva", infringindo o Código de Defesa do Consumidor.
Já a propaganda da Brahma mostra um torcedor que atravessa para o lado da torcida adversária no estádio para comprar 
cerveja. Ele consegue chegar ao vendedor da Brahma e depois volta a seu lugar com as latas, que distribui aos amigos.
O Procon considera a propaganda abusiva porque a lei 9.470/96 proíbe a venda de cerveja nos estádios do Estado de 
São Paulo.
A diretora de Fiscalização do Procon-SP, Joung Won Kim, afirmou que o comercial induz o consumidor a acreditar que 
é permitido comprar cerveja no estádio. Ela afirma que, quando a pessoa descobre que isso é proibido, acha que está sendo 
privada de um direito indevidamente.
Nos dois casos, a AmBev foi notificada sobre a abertura do processo administrativo, que pode levar a uma multa. Mesmo 
nesse caso, a empresa pode recorrer à Justiça. 
Procurada, a assessoria de imprensa da AmBev informou que não vai comentar o assunto.
O Procon também informou que encerrou a análise de processo administrativo contra a Unilever, em que considerou 
discriminatória e abusiva a publicidade da maionese Hellman's. Agora será aberto procedimento de multa, que pode variar 
de R$ 212,81 a R$ 3,192 milhões.
A publicidade retrata um grupo tribal de origem africana, cujos homens são negros e tratados como canibais, e a caça 
é representada por um homem branco.
Para o Procon, que recebeu reclamações de consumidores, a propaganda de um produto que é utilizado por crianças, 
cidadãos que têm menor capacidade de discernimento, não pode contribuir para alimentar a segregação racial.
A diretora executiva do Procon-SP, Eunice Prudente, disse que "não se devem tolerar, em hipótese alguma, publicidades 
que ferem os direitos dos afrodescendentes".
Procurada, a Unilever afirmou que não foi notificada pelo Procon oficialmente e que “só se pronunciará caso o fato 
venha a ocorrer”.
No próximo dia 21 de março, dia Mundial de Luta contra o Racismo, o Procon-SP inicia um processo de mobilização 
para fins de ações legais que visam coibir a prática de propaganda discriminatória.
O objetivo é a redação de um documento para ser encaminhado a autoridades de governos e da Justiça e demonstrar 
que a sociedade não aceita práticas discriminatórias na mídia.
Folha online. 17 mar. 2008.
24 UFPel Considerado o contexto, a expressão que está corretamente traduzida é:
A “... anunciou hoje que notificou...” (1º parágrafo) – comentou que mandou uma nota.
b “... a publicidade da Skol coloca a mulher” (3º parágrafo) – a propaganda da cerveja advoga a atriz Bárbara Borges...
C “... induz o consumidor a acreditar...” (6º parágrafo) – impede que o consumidor acredite.
D “... publicidades que ferem os direitos dos afrodescendentes” (penúltimo parágrafo) – propaganda discriminatória.
E “... um produto que é utilizado por crianças...” (11º parágrafo) – crianças consomem cerveja.
25 Unicamp Leia a charge a seguir.
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Fernando Gonsales. “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo online. Disponível em: <www.uol.com.br/niquel>.
a) No primeiro quadrinho, a menção a “palavrões” constrói uma expectativa que é quebrada no segundo quadrinho. 
Mostre como ela é produzida, apontando uma expressão relacionada a “palavrões”, presente no primeiro quadri-
nho, que ajuda na construção dessa expectativa.
b) No segundo quadrinho, o cômico se constrói justamente pela quebra da expectativa produzida no quadrinho 
anterior. Entretanto, embora a relação pressuposta no primeiro quadrinho se mantenha, ela passa a ser entendida 
num outro sentido, o que produz o riso. Explique o que se mantém e o que é alterado no segundo quadrinho em 
termos de pressupostos e relações entre as palavras.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Capítulo 1 Aspectos do texto – nível fundamental 32
Textos para a questão 26.
Hoje fizeram o enterro de Bela. Todos na Chácara se 
convenceram de que ela estava morta, menos eu. Se eu 
pudesse não deixaria enterrá-la ainda. Disse isso mesmo 
a vovó, mas ela disse que não se pode fazer assim. Bela 
estava igualzinha à que ela era no dia em que chegou da 
Formação, só um pouquinho mais magra.
Todos dizem que o sofrimento da morte é a luta da 
alma para se largar do corpo. Eu perguntei a vovó: “Como 
é que a alma dela saiu sem o menor sofrimento, sem ela 
fazer uma caretinha que fosse?”. Vovó disse que tudo isso 
é mistério, que nunca a gente pode saber essas coisas com 
certeza. Uns sofrem muito quando a alma se despega do 
corpo, outros morrem de repente sem sofrer. 
Helena Morley, Minha Vida de Menina. 
Perguntas 
Numa incerta hora fria 
perguntei ao fantasma 
que força nos prendia, 
ele a mim, que presumo 
estar livre de tudo 
eu a ele, gasoso, 
(...) 
No voo que desfere 
silente e melancólico, 
rumo da eternidade, 
ele apenas responde 
(se acaso é responder 
a mistérios, somar-lhes 
um mistério mais alto): 
Amar, depois de perder. 
Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma. 
26 Fuvest 2020 As perguntas da menina e do poeta ver-
sam sobre a morte. É correto afirmar que 
A ambos guardam uma dimensão transcendente e 
católica, de origem mineira. 
b ambos ouvem respostas que lhes esclarecem em 
definitivo as dúvidas existenciais. 
C a menina mostra curiosidade acerca da morte 
como episódio e o poeta especula o sentido filo-
sófico da morte. 
D a menina está inquieta por conhecer o destino das 
almas, enquanto o poeta critica o ceticismo. 
E as duas respostas reforçam os mistérios da vida ao 
acolherem crenças populares.
Texto para a questão 27.
Não se zanguem
A cartomancia entrou decididamente na vida nacional. 
Os anúncios dos jornais todos os dias proclamam aos 
quatro ventos as virtudes miríficas das pitonisas. 
Não tenho absolutamente nenhuma ojeriza pelas adi-
vinhas; acho até que são bastante úteis, pois mantêm e 
sustentam no nosso espírito essa coisa que é mais neces-
sária à nossa vida que o próprio pão: a ilusão. 
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Noto, porém, que no arraial dessa gente que lida 
com o destino, reina a discórdia, tal e qual no campo de 
Agramante. 
A política, que sempre foi a inspiradora de azedas 
polêmicas, deixou um instante de sê-lo e passou a vara 
à cartomancia. 
Duas senhoras, ambas ultravidentes, extralúcidas e 
não sei que mais, aborreceram-se e anda uma delas a dizer 
da outra cobras e lagartos. 
Como se pode compreender que duas sacerdotisas 
do invisível não se entendam e deem ao público esse 
espetáculo de brigas tão pouco próprio a quem recebeu 
dos altos poderes celestiais virtudes excepcionais? 
A posse de tais virtudes devia dar-lhes uma mansuetude, 
uma tolerância, um abandono dos interesses terrestres, de 
forma a impedir que o azedume fosse logo abafado nas suas 
almas extraordinárias e não rebentasse em disputas quase 
sangrentas. 
Uma cisão, uma cisma nessa velha religião de 
adivinhar o futuro, é fato por demais grave e pode ter 
consequências desastrosas. 
Suponham que F. tenta saber da cartomante X se coisa 
essencial à sua vida vai dar-se e a cartomante, que é dissi-
dente da ortodoxia, por pirraça diz que não. 
O pobre homem aborrece-se, vai para casa de mau 
humor e é capaz de suicidar-se. 
O melhor, para o interesse dessa nossa pobre humani-
dade, sempre necessitada de ilusões, venham de onde vier, 
é que as nossas cartomantes vivam em paz e se entendam 
para nos ditar bons horóscopos. 
(BARRETO, Lima. Vida urbana: artigos e crônicas. 2ª ed. São Paulo: 
Brasiliense, 1961.)
27 Uece 2018 A referenciação textual pode ser definida 
como a retomada de termos e ideias que garantem a 
coesão e a progressão de sentido do texto por meio 
de elementos linguísticos. Um exemplo desse proce-
dimento, ao longo da crônica de Lima Barreto, se dá 
com o uso do termo“cartomantes”, que é retomado 
por alguns referentes textuais, estabelecendo dife-
rentes sentidos com estes referentes. Atente ao que 
se diz a seguir a respeito disso: 
I. Ao substituir “cartomantes” pelo termo “pitonisas” 
(linha 3), o autor pretende mostrar que o trabalho 
da cartomancia tem uma longa tradição histórica. 
II. Ao afirmar, no terceiro parágrafo, que não tem 
“nenhuma ojeriza pelas adivinhas” (linhas 4-5), o 
autor recupera cartomantes pelo termo adivinhas, 
justificando que a prática de adivinhar o futuro 
cumpre sua função útil e necessária no cotidiano 
das pessoas, que é a função de iludir. 
III. Ao se referir às “cartomantes” pela expressão 
“dessa gente que lida com o destino” (linhas 8-9), 
o autor se apresenta numa relação afetuosa de 
muita proximidade com as cartomantes. 
IV. Ao empregar o referente “duas sacerdotisas do 
invisível” (linhas 17-18) para fazer alusão às “duas 
senhoras” (cartomantes) (linha 14), o autor procura 
salientar, ironicamente, a dimensão religiosa do 
ofício profético da cartomancia. 
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Está correto o que se afirma em 
A I, II, III e IV. 
b I, III e IV somente. 
C I, II e IV somente. 
D II, e III somente.
28 Fuvest 2020 Examine a capa da revista Superinteres-
sante, publicada em julho de 2019.
a) Indique o duplo sentido presente na manchete 
de capa da revista, explicitando os elementos lin-
guísticos utilizados. 
b) Explique como a imagem e o texto se combinam 
na construção do sentido.
29 Unicamp O poema a seguir é de Carlos de Oliveira, reco-
nhecidamente um dos maiores escritores portugueses 
contemporâneos. Como fica patente pelo título e por 
certos recursos de linguagem do texto, trata-se de um 
poema em forma de carta, que imita o estilo infantil.
Carta da infância
Amigo Luar:
Estou fechado no quarto escuro
e tenho chorado muito.
Quando choro lá fora
ainda posso ver as lágrimas caírem na palma das
minhas mãos e brincar com elas ao orvalho
nas flores pela manhã.
Mas aqui é tudo por demais escuro
e eu nem sequer tenho duas estrelas nos meus olhos.
Lembro-me das noites em que me fazem deitar
tão cedo e te oiço bater, chamar e bater,
na fresta da minha janela.
Pelo muito que te tenho perdido enquanto durmo
Vem agora,
no bico dos pés
para que eles não te sintam lá dentro,
brincar comigo aos presos no segredo
quando se abre a porta de ferro e a luz diz:
Bons dias, amigo.
Nota: brincar aos presos no segredo quer dizer “brin-
car de presos no segredo”; e presos no segredo, por 
sua vez, é uma expressão que significa também “pre-
sos incomunicáveis”.
a) O remetente e o destinatário dessa “Carta da 
infância” encontram-se em espaços diferentes 
e opostos. Como você interpreta essa oposição 
espacial e quais dos cinco sentidos humanos a 
traduzem? 
b) A partir da oposição entre aqui e lá fora, que ou-
tras oposições se estabelecem no poema? 
c) Como os versos finais do poema sugerem uma 
resolução para tais oposições?
Texto para as questões de 30 a 32. 
O ato de transportar para o papel o trabalho feito no 
computador é para todo usuário uma atividade que produz 
certo grau de ansiedade, seja esse trabalho um comple-
xo e dispendioso projeto mecânico ou de arquitetura, ou 
simplesmente uma carta comercial. Por mais que no com-
putador tudo possa parecer em ordem, até que a cópia 
impressa o comprove, o usuário não se sentirá seguro da 
informação que foi gerada. Além disso, os sistemas de 
impressão costumam apresentar sempre algum imprevisto. 
Essa necessidade de o usuário ver e sentir materialmente 
o resultado de seu trabalho criou um paradoxo no mundo 
da informática.
Com a popularização dos computadores e da tecnologia 
de transmissão de informações, muitas empresas já entregam 
seus trabalhos sobre algum tipo de suporte digital, desde 
disquetes até CDs-ROM. Para aqueles que trabalham a dis-
tância, o uso da lnternet se transformou em uma ferramenta 
de comunicação fundamental. Na América Latina, já existem 
escritórios de arquitetura que se comunicam pela Net com 
seus clientes de locais tão distantes como o Japão. Essas novas 
tecnologias não só reduzem custos de papel, impressão e 
correio, como também eliminam a necessidade de manipu-
lação física dos documentos.
O mesmo ocorre com as maquetes tradicionais, subs-
tituídas, aos poucos, por modelos de computadores em 
três dimensões.
Entretanto, apesar do desenvolvimento de tantas novas 
tecnologias, nada indica que a impressão em papel tão 
cedo deixará de existir, particularmente no que se refere 
aos usuários de sistemas CAD. Prova disso é que a tecno-
logia de equipamentos de impressão (impressoras, plotters, 
papéis especiais, tintas) se desenvolve com a mesma velo-
cidade que os meios eletrônicos. Hoje em dia, é possível 
encontrar no mercado equipamentos para as mais diver-
sas finalidades, desde o mais simples jato de tinta de U$ 
300 até uma sofisticada plotter de tinta sólida com preço 
em torno de U$ 100 mil. Mais ainda, as tecnologias de 
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