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Reflexão Crítica ..................................................... 4 
Prática da Língua ­ A Redação.............................. 8 
Narração e Narrativas .......................................... 15 
Transformando Orações ...................................... 22 
O Ato de Descrever ............................................. 25 
Prática da Língua ­ Descrição ............................. 26 
Ordem Direta e Inversa das Palavras .................. 34 
Dissertação e Textos Dissertativos ...................... 41 
Prática da Língua ­ Dissertação .......................... 42 
Coordenação e Subordinação.............................. 48 
Teoria da Língua ­ Vícios de Linguagem .............. 60 
Prática da Língua ­ Relações .............................. 65 
Acentuação .......................................................... 76 
Crase ................................................................... 79 
Ortografia ............................................................ 81 
Pontuação............................................................ 84 
ADILTON GANDARELLA 
Oficinas de Redação 
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3 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
3 REDAÇÃO 
MENSAGEM 
Meu amigo, 
Sabemos que neste ano as suas expectativas estão voltadas para o vestibular.* 
Nada mais natural do que você desejar ansioso chegar à universidade. Mas, 
calma! Nós temos o ano inteiro de estudos  e, neste Curso de Redação, vamos trabalhar 
juntos com a grande finalidade: a vitória final. 
Aqui vamos dar continuidade a tudo o que você aprendeu  em anos anteriores. 
Você verá como é fácil redigir quando se quer aproveitar o potencial que se tem. Você 
o possui e vai colocá­lo em todos os nossos trabalhos. 
Boa sorte!! 
* Caso você faça outra opção que não seja o vestibular, através destas oficinas, 
você estará se preparando, também, para outros concursos. 
P e s q u i s e ! 
Bus
que
! 
Reflita! 
Crie! 
“ PROFESSOR AJUDA. 
OS ALUNOS DECIDEM.” 
Avali
e! 
REC
RIE! 
Escolha!
4  Redação III 4  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
REFLEXÃO CRÍTICA 
A LÍNGUA 
“O caráter social de uma língua já parece ter 
sido  fartamente  demonstrado.  Entendida  como  um 
sistema  de  signos  convencionais  que  faculta  aos 
membros  de  uma  comunidade  a  possibilidade  de 
comunicação, acredita­se,  hoje, que seu  papel  seja 
cada vez mais importante nas relações humanas, razão 
pela qual seu estudo já envolve modernos processos 
científicos  de  pesquisa,  interligados  às mais  novas 
ciências  e  técnicas,  como,  por  exemplo,  a  própria 
Cibernética. 
Entre sociedade e língua, de fato, não há uma 
relação de mera casualidade. Desde que nascemos, 
um mundo  de  signos  lingüísticos  nos  cerca  e  suas 
inúmeras  possibilidades  comunicativas  começam a 
tornar­se  reais  a  partir  do momento  em  que,  pela 
imitação e associação, começamos a formular nossas 
mensagens. E toda a nossa vida em sociedade supõe 
um problema de intercâmbio e comunicação que se 
realiza  fundamentalmente pela  língua,  o meio mais 
comum de que dispomos para tal. 
Sons, gestos, imagens, diversos e imprevistos, 
cercam    a  vida  do  homem moderno,  compondo 
mensagens  de  toda  ordem  (Henri  Lefèbvre  diria 
poeticamente que “niágaras de mensagens caem sobre 
pessoas mais ou menos interessadas e contagiadas”) , 
transmitidas  pelos mais  diferentes  canais,  como  a 
televisão, o cinema, a imprensa, o rádio, o telefone, o 
telégrafo, os cartazes de propaganda, os desenhos, a 
música e tantos outros. Em todos, a língua desempenha 
um papel preponderante, seja em sua forma oral, seja 
através de seu código substitutivo escrito. E, através 
dela,  o  contato  com  o  mundo  que  nos  cerca  é 
permanentemente atualizado. 
Nas grandes civilizações, a língua é o suporte 
de uma dinâmica social, que compreende não só as 
relações  diárias  entre  os membros  da  comunidade, 
como também uma atividade intelectual, que vai desde 
o fluxo informativo dos meios de comunicação de massa 
até a vida cultural, científica ou literária.” 
(PRETI, DINO. SOCIOLINGÜÍSTICA: OS NÍVEIS DE FALA. 
SÃO PAULO, EDITORA NACIONAL, 1974. P. 7.) 
Em  dupla, discuta com seu colega as seguintes questões e responda: 
1. Em que parágrafo o autor apresenta uma definição de “língua”. Reproduzam­no com suas palavras. 
2.  “Entre  sociedade e  língua,  de  fato, não  há uma  relação de mera  casualidade”. Com base  no  texto, 
comentem a afirmação do autor. 
3. “...niágaras de mensagens caem sobre pessoas mais ou menos interessadas e contagiadas”. 
Qual informação Henri Lefèbvre passa a seus leitores?
5 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
5 REDAÇÃO 
4. “E, através dela (a língua), o contato com o mundo que nos cerca é permanentemente atualizado”. Como 
se explica a expressão em destaque? 
5. Releiam o texto e retirem a idéia principal de cada parágrafo. 
Produza um pequeno texto sobre “a utilização da língua como recurso básico nas relações humanas”. 
Antes de produzir o texto, procure refletir sobre como você utiliza a língua portuguesa para melhorar sua 
comunicação com os amigos, seus pais, namorada, colegas, etc. Como você usa a língua para defender 
suas idéias, para reivindicar seus direitos? Como você usa a língua portuguesa para conquistar seus objetivos 
de vida? 
1) O que está em destaque pode estar de acordo ou em desacordo com a norma culta. Altere,  portanto, 
o que for necessário, deixando tudo conforme a norma culta: 
a) Não há Lucíferes  nem  Jupíteres,  há somente um Lúcifer e apenas um  Júpiter. 
b) Todos conhecem o problema causado pelo défice das empresas estatais. 
c) Seria muito bom se as empresas estatais apresentassem superávite. 
d) O técnico da seleção brasileira de futebol foi operado de hemorróide.
6  Redação III 6  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
e) Assisti na  Europa a dois longa­metragem e a três  curta­metragem . 
f) Nesta rua existem muitas autos­escolas que vendem  autos­rádios. 
g) Havia dois gizes junto ao quadro­negro, mas nem um apagador! 
h) Comi, nas bodas de prata de meus pais, cinco arrozes­doces que me fizeram mal. 
i) Os projetis atingiram a cabeça dos réptis. 
j) Eis aqui dois méis: um nacional, outro importado. 
2) Mude apenas as frases que apresentarem colocação pronominal absolutamente inaceitável, tanto 
no português falado no Brasil quanto no português falado em Portugal: 
a) Me diga uma coisa, garota: você realmente me ama? 
b) Veja se o Sr. Manuel, que tem nos ajudado tanto, quer nos alugar a casa que brevemente vai se vagar 
e a cujo aluguel me referi ontem, dizendo­lhe que está perfeitamente dentro do nosso orçamento. 
c) Por que disseste­me que não estarias à hora marcada? 
d) Vamos nos informar disso direitinho, depois avisá­lo­emos. 
e) Nós não podíamos nos humilhar perante aquela figura tão abjeta. 
f) A criança estava  se contorcendo em dores, mas ninguém socorreu­a . 
g) Nos conte o que viu, rapaz, nos conte! 
h) O rapaz não se queria casar com a moça que por ele se apaixonara. 
i) Eu teria me arrependido profundamente, se fizesse isso com ela. 
j) Você perdeu muito em não ter ido à festa. Foi uma farra, que te vou contar! 
3) Use o acento grave no a, sempre que for necessário: 
a) As alunas não responderam a chamada, as quais se vai impor castigo. 
b) O carro partiu as sacudidelas, aos solavancos, mas foi o primeiro a chegar a cidade. 
c) A título de experiência, vou colocá­lo na turma a que você não pertence. 
d) O pobre homem nãotinha direito a aposentadoria. 
e) A certa altura apareceram várias pessoas autoritárias a cujas ordens ninguém queria obedecer. 
f) Já formulamos o pedido a Sua Excelência, a cuja boa­vontade todos se referem. 
g) Compete a Vossa Excelência e a mais ninguém tomar a decisão final. 
h) O deputado usou desculpa idêntica a que o senador usara. 
i) Essas revistas são iguais as que compramos ontem. 
j) O barco regressou a terra sem um peixe sequer. 
4)  No lugar do ponto de interrogação, use há ou a, conforme convier: 
a)  Estamos ? poucos anos do século XXI e ? muitos anos do século XV. 
b) Não chegaremos ? tempo, porque daqui ? dez minutos começará o espetáculo. 
c) Saímos ? cerca de três minutos; daqui ? pouco eles chegarão. 
d) Não vejo Lurdes ? mais ou menos cinqüenta dias. 
e)  Rute e Judite estão ? dois minutos daqui. 
f) As Olimpíadas terão início ? 18 de setembro.
7 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
7 REDAÇÃO 
g) A descoberta da cerveja remonta ? séculos. 
h) ? séculos ele bebe cerveja e nunca fica embriagado. 
i) Falei ainda ? pouco a todos os presentes. 
j)  ? dois dias o marido morreu; ? dois dias da morte do marido, ela morreu. 
5)  Só modifique as frases que não estiverem de acordo com a norma culta. 
a)   Tudo no firmamento são ilusões; aquilo, por exemplo, parecem estrelas, mas são planetas. 
b) Isso não são atitudes que se tomem. 
c) O problema aqui são os papagaios, que falam o dia inteiro. 
d) As pessoas parecia que estavam com muito medo. 
e) As crianças parece gostarem daqui, parecem estar felizes. 
f)  É  proibido entrada a menores , mas não é proibida a entrada a mulheres . 
g) Não é permitido permanência de veículos aqui e nem  é permitido a permanência ali. 
h) Deram doze horas há pouco; daqui a pouco dará uma hora. 
i) O pessoal do escritório entraram em greve e foram despedidos 
j) Ouça: está batendo agora três horas. Pensei que ainda fosse duas horas. 
6) Use a pontuação adequada: 
a) Exigiam de mim o que eu não tinha dinheiro 
b) Passam por aqui todos os dias homens mulheres e crianças 
c) Passaram por aqui homens e mulheres e crianças e velhos e pobres e ricos 
d) O  assunto desta reunião voltou a alertar o presidente é sigiloso 
e) A sua fisionomia estava serena o seu aspecto tranqüilo 
f) Pus veneno no formigueiro mas formiga nenhuma morreu 
g) Brincalhão ele sempre diz alguma frase engraçada 
h) O céu a Terra as estrelas cantam a glória do Criador 
i ) Era uma jovem bonita meiga simpática inteligente 
j ) A cada passo uma poça de sangue a cada gesto uma lágrima caída 
7)  No lugar do ponto de interrogação, use a forma conveniente do verbo haver: 
a) Não trabalhávamos ? muitos meses. 
b) ? deixado o rapaz sozinho, por isso é que os condeno. 
c) Eles não? dado três passos, quando se sentiram mal. 
d) Quantos alunos? na escola o ano passado? 
e) ? dois mil alunos nesta escola o ano passado. 
f ) ? dois anos que Elisabete saíra da escola, por isso  não sabia como escrever chuchu. 
g) Tínhamos feito um lanche ? poucos minutos. 
h) Aos sábados não ? aulas de Português. Tempos bons aqueles! 
i ) Aos sábados não ? aulas de Português.  Tempos bons estes!
8  Redação III 8  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
j ) Não? nem mesmo sete meses que deixáramos Salvador e já estávamos com saudade. 
8)  Só mude as frases que não estiverem de acordo com a norma culta: 
b) Seria bom que houvesse menos impostos a pagar. 
c) Quantos anos vão fazer amanhã que casamos, Cláudia? 
d) Vão para dez anos que tudo isso aconteceu. 
e) Fazia séculos que não nos víamos, que não nos encontrávamos. 
f) Há séculos que não nos beijávamos, não nos acariciávamos. 
g) Naquela época não costumava haver eleições presidenciais diretas. 
h) Depois de haverem as crianças chorado bastante é que foram socorrê­las. 
i) Depois de haverem ali várias reuniões é que foram fazer a limpeza do local. 
j) Fazem muitos anos que estão havendo fugas na penitenciária. 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
Todos nós sabemos que as provas de Português e de Redação têm por objetivo avaliar a capacidade de 
expressão escrita, de compreensão de texto e conhecimentos de literatura brasileira. 
1.  A REDAÇÃO 
A redação é condição básica para o sucesso nas atividades de qualquer curso universitário. 
Esse domínio não se mede pelo conhecimento  de normas gramaticais  isoladas, mas pela elaboração de 
textos que cumpram uma função comunicativa. 
Um texto não é simplesmente um ajuntamento de frases ou parágrafos avulsos, mas, sim, um objeto verbal 
dotado de unidade significativa e formal, e destinado a um interlocutor real ou virtual. Sendo assim, a redação do 
candidato será avaliada observando­se os seguintes aspectos: 
a) Coerência: o texto deve tratar de um mesmo assunto. O estudante deve cuidar para que as idéias e 
argumentos selecionados sejam relevantes para o eixo temático do seu texto. 
b) Coesão: o texto deve apresentar  boa  seqüência de idéias ­ introdução, desenvolvimento e conclusão 
­ uma distribuição adequada dos conteúdos pelos parágrafos e uma clara articulação entre as partes por 
meio do uso apropriado de  recursos coesivos como a pronominalização, a   elipse,   a sinonímia, as 
conjunções, a repetição. 
2. O FATOR ADEQUAÇÃO NA REDAÇÃO 
a) Adequação discursiva: o texto deve primar pela originalidade de idéias e expressões. O estudante 
deve evitar o emprego de chavões e frases­feitas que revelem simplesmente repetição de fórmulas prontas 
e não um ponto de vista pessoal sobre o assunto da redação. 
b) Adequação de linguagem: o aluno deve revelar bom domínio da variedade lingüística, em especial das 
normas de concordância e regência, além do uso de vocabulário compatível com a variedade da língua. 
c) Adequação  sintática:  o texto deve revelar bom domínio das estruturas sintáticas por meio do emprego 
adequado de coordenação e subordinação, bem como dos sinais de pontuação,  tendo em vista um 
máximo de clareza e precisão expressiva. 
d) Adequação gráfica: o texto deve ser, pelo menos, legível e estar de acordo com as normas ortográficas 
em vigor.
9 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
9 REDAÇÃO 
TREINANDO PARA O VESTIBULAR 
As questões de 01 a 05 baseiam­se no texto abaixo. Leia atentamente todo o texto antes de resolvê­las. 
O CÉU DA BOCA 
I / A mesa 
“ Uma das sedes da nostalgia da infância, e das 
mais profundas, é o céu da boca. 
A memória do paladar recompõe com precisão 
instantânea,  através  daquilo  que  comemos  quando 
meninos, o menino que  fomos. O cronista, se  fosse 
escrever  um  livro  de memórias,  daria  nele  a maior 
importância à mesa de família, na cidade de interior 
onde nasceu e passou a meninice. A mesa funcionaria 
como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do 
poder de reunir todas as outras, e também de separá­ 
las,  pelo  jogo  de  preferências  e  idiossincrasias  do 
paladar ­ que digo? da alma, pois é no fundo da alma 
que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações 
culinárias. 
A mesa mineira  era  grande,  inteiriça  e  de 
madeira clara, só mais tarde, no “tempo do Venceslau”, 
substituída pela novidade da mesa elástica, que divertia 
a gente, mas era uma ruptura com o quadro estático 
da casa imperial. À esquerda e à direita, estiravam­se 
dois bancos compridos, sem espaldar, em que irmãos 
e  parentes  em  v isita  se  sentavam  por  critério 
hierárquico. À cabeceira, na cadeira de  jacarandá e 
palhinha,  o  pai  presidia.  Não  era  hábito  convidar 
ninguém para almoçar ou jantar; quem chegasse à hora 
da refeição, abancava­se e enrolava o guardanapo no 
pescoço.  A  ausência  de  etiqueta  permitia  visitas  a 
qualquer hora; e essa era mesmo preferida por alguns, 
desejosos de variar de  tempero. Comida havia para 
todos, e sobrava sempre, não por ser má, senão porque 
a fartura era condição da família burguesa, fazia parte 
do status, e os donos da casa se envergonhariam com 
a insuficiência de um prato. A mãe praticamente não 
se sentava, ocupadaem servir a todos, de sorte que ia 
comer  no  f im,  ou  “lambiscar”,  como  fazia  de 
preferência. 
Contudo, essa comida era sóbria na variedade, 
para não dizer  rude. Muitos pratos na mesa ­ sempre 
de seis a oito. Todos de composição singela, alguns 
seriam antes elementos de prato, que combinavam ao 
capricho do comensal. Olhando para trás no tempo, o 
suposto memorialista encontra a larga travessa da carne 
assada, a galinha completa, o angu (que merece notícia 
mais desenvolvida). O feijão se convertia em tutu para 
acompanhar a carne de porco dos domingos e dias de 
festa. Domingos em que se oferecia aos garfos a alta 
empada com recheio de galinha e azeitonas pretas ­ o 
recheio, aqui,  figura na absoluta precisão de  termo, 
pois se estufava de tão denso amálgama, ao contrário 
dessas empadinhas modernas, que estalam e furam a 
um leve toque, encerrando mais vento que substância. 
Nobres  empadões  da  Rua Municipal!  Mesmo  os 
“enjoados”,  que  não  vos  distinguiam  com  a  sua 
predileção,  porque  apenas  “bicavam”  os  pratos 
entupitivos, não se eximiam a admirar a majestade 
arquitetônica de vosso porte, no centro da mesa repleta. 
A comida, imune a influências no meio ilhado 
entre montanhas, era simples, simples a lembrança que 
deixou; e quem dela se nutriu quase sempre torce o 
nariz  aos  requintes,  excentricidades  ou  meras 
variedades culinárias de outras terras.” 
ANDRADE, CARLOS DRUMMOND  DE. A BOLSA & A 
VIDA. IN: ­. OBRA COMPLETA. RIO  DE JANEIRO; 
AGUILAR, 1984. P.878­9 
Questão 01 
Fartura e hospitalidade são as características da  mesa da família a que o cronista se refere. 
TRANSCREVA uma passagem do texto que confirme as idéias de: 
A) fartura
1 0  Redação III 10  REDAÇÃO 
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B) hospitalidade 
Questão 02 
REDIJA um pequeno texto descrevendo como a estrutura familiar é caracterizada nas lembranças do cronista. 
Questão 03 
REDIJA um pequeno texto, interpretando cada uma das passagens: 
A) “Uma das sedes da nostalgia da infância, e das mais profundas, é o céu da boca.” 
B) “A  mesa funcionaria como personagem ativa, pessoa da casa, dotada do poder de reunir todas as 
outras, e também de separá­las...” 
C) “(...) é no fundo da alma que devemos pesquisar o mistério de nossas inclinações  culinárias.” 
Questão 04 
REDIJA um pequeno texto demonstrando como Minas e os mineiros estão presentes nessa crônica.
1 1 Redação III 
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11 REDAÇÃO 
Questão 05 
Ao consultar a memória do paladar, que encontros e desencontros você recupera? 
REDIJA um pequeno texto sobre a sua experiência de infância, levando em conta a associação entre comida 
e relações afetivas. 
(EXTRAÍDO DO VESTIBULAR DA UFMG)
1 2  Redação III 12  REDAÇÃO 
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ATIVIDADE COMPLEMENTAR 
­ Em grupo ­ 
BRASIL 
A) Cada grupo escolhe um aspecto que caracterize, claramente, a cidade ou estado onde atualmente  vocês 
vivem. 
B) Escolhido e pesquisado o aspecto, leiam livros, revistas, jornais, etc., que tratem do assunto. 
C) Averiguado como é atualmente, exponham para pessoas acima de 50 anos e comparem as semelhanças, 
diferenças e mudanças profundas. 
D) Cada grupo deverá produzir um texto que traduza: 
­ O tema tratado. 
­ Como é hoje o aspecto escolhido e como era antes. 
­ Concluir, optando por algumas das possibilidades ou sugerir mudanças no comportamento da sociedade, 
do estado ou cidade onde vocês vivem. 
E) Digitem e xerografem o texto e distribuam para toda a escola. (Se não for possível para toda a escola, 
distribuam para a turma de vocês e todos os professores.) 
F) Se a escola tiver um auditório, promovam uma “mesa redonda” em que alguns convidados possam falar 
sobre a cultura do seu estado ou cidade onde vocês vivem. 
TEXTO 
As sem­razões do amor 
Eu te amo porque te amo 
não precisas ser amante, 
e nem sempre sabes sê­lo. 
Eu te amo porque te amo. 
Amor é estado de graça 
e com amor não se paga. 
Amor é dado de graça, 
é semeado no vento, 
na cachoeira, no eclipse. 
Amor foge  a dicionários 
e a regulamentos vários. 
Eu te amo porque não amo 
bastante ou demais a mim. 
Porque o amor não se troca, 
não se conjuga nem se ama. 
Porque amor é amor a nada, 
feliz e forte em si mesmo. 
Amor é primo da morte, 
e da morte vencedor, 
por mais que matem (e matam) 
a cada instante de amor. 
(ANDRADE, CARLOS DRUMOND DE. AS SEM RAZÕES  DO AMOR. IN: CORPO. RIO  DE JANEIRO, RECORD, 1984, P. 35­6).
1 3 Redação III 
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13 REDAÇÃO 
I. Dê vários sentidos, também em versos, para as emoções do autor: 
1. “Amor é estado de graça.” 
2. “  Amor é dado de graça.” 
3. “é semeado no vento.” 
na cachoeira, no eclipse.” 
4. “Porque o amor não se troca 
não se conjuga nem se ama.” 
5. “Porque amor é amor a nada, 
feliz e forte em si mesmo.”
1 4  Redação III 14  REDAÇÃO 
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II. Responda as questões a seguir. 
1. Através de uma frase, EXPLIQUE  a idéia central do poema. 
2. O autor encontra uma explicação possível para o amor? Justifique sua resposta. 
3. “Eu te amo porque te amo.” 
Que outro verso do poema mantém equivalência de sentido? 
4. Em que verso se detecta a essência do sentido amoroso? 
5. Tomando como base o poema lido, marque o  que for, possivelmente, verdadeiro: 
(    )  O título do poema lido evidencia um trocadilho entre “Sem­razões” e cem razões de amor. 
(    )  O autor, apesar de tentar provar a inexistência de explicação lógica para o amor, deixa­se levar 
pela eternidade do sentimento. 
(    )  “Amor é primo da morte 
e da morte vencedor.” 
Estes versos constituem uma antítese. 
(    )  “e com amor não se paga.” 
Este verso constitui­se como a negação do provérbio “amor com amor se paga”. 
(    )  A segunda estrofe nos revela que o  amor apresenta pelo menos uma norma: ser “dado de graça”. 
(    )  “Eu te amo porque te amo.” 
Este verso revela a incredulidade do autor no sentimento amoroso. 
6. Produza um pequeno texto a partir da idéia abaixo: 
“Amor foge a dicionários 
e a regulamentos vários.” 
Obs.: Antes de escrever o texto, reflita sobre os vários sentidos do amor.
1 5 Redação III 
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15 REDAÇÃO 
“ Contar e ouvir histórias são atividades das mais 
antigas do homem. Pessoas de  todas as condições 
socioculturais têm prazer de ouvir e de contar  histórias. 
Um romancista e ensaísta inglês, E.M. Foster, chama 
essa atividade de atávica, isto é, transmitida desde a 
idade mais remota da humanidade, ligada aos rituais 
pré­históricos do homem de Neanderthal, força de vida 
e  de morte,  conforme  sua  capacidade  de manter 
acordados ou de adormecer os membros de um grupo, 
nas noites dos primeiros dias... O mesmo autor cita 
ainda a protagonista de As mil e uma noites, Xerazade, 
que se salvou da morte contando histórias, que eram 
interrompidas em momentos de calculado suspense, a 
fim de motivar a  curiosidade do  sultão. A  tal ponto 
chegou a habilidade da narradora, que, depois de mil 
e uma noites, o poderoso rei não só não a mandou 
matar, como também apaixonou­se e com ela se casou. 
Lembra o autor que todos nós somos como  o sultão. 
Interessamo­nos intensamente pelo desenrolar de uma 
história  bem  contada.  (Estão  aí  as  novelas  de TV, 
impondo a milhares de pessoas em todo o País, e até 
no Exterior, um tipo massificante de lazer, num horário 
igualmente imposto.) 
Todas as atividades que o inventar/narrar, ouvir/ 
ler histórias envolvem podem ser associadas também 
à natureza lúdica do homem. O jogo é uma atividade 
muito presente em todas as situações do homem em 
sociedade. Sob as mais diversas formas, o fenômeno 
lúdico mantém um significado essencial. É um recorte 
da vida cotidiana, tem função compensatória, substitui 
os objetos de conflito por objetos de prazer, obedece a 
regras, tem sentido simbólico, de representação. Como 
realização,  supõe  agenciamentos,  manipulações, 
mecanismos, movimentos,estratégias. 
Constituir  um enredo  é  começar  um  jogo. O 
narrador é um jogador, e forma, com o leitor e o próprio 
texto, o que se pode chamar uma comunidade lúdica. 
No ritual de se pegar um l ivro para  ler ou 
de se sentar à volta ou diante de um narrador, uma tela 
de cinema ou de TV, para ler/ver/ouvir contar­se uma 
história, desenrolar­se um enredo, tal como no exercício 
do jogo, há a busca do prazer, há tensão, competição, 
há a máscara, a simulação, pode haver até a vertigem.” 
(MESQUITA, SAMIRA NAHID. O ENREDO. SÃO PAULO, 
ÁTICA ,1986, P.7­8.) 
ATIVIDADE ­ SURPRESA 
­ Toda a turma ­ 
O coração é um “símbolo universal do AMOR.” 
Observando a evolução cultural do homem com relação ao AMOR, montem de diversas formas (cartazes, 
objetos em massa, gesso, jornal, etc.) uma outra parte do corpo e/ou qualquer outro elemento que, atualmente, 
simbolize uma idéia de amor, possivelmente, semelhante à representatividade do coração. 
Distribuam esses “símbolos” na sala de aula e promovam uma discussão sobre os variados sentidos, símbolos 
e situações que representam o amor em seus diversos níveis. 
Elejam um relator que, após a discussão, redija um texto. Digitem e distribuam na escola. 
NARRAÇÃO E NARRATIVAS
1 6  Redação III 16  REDAÇÃO 
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O texto narrativo nos traz uma cadeia de acontecimentos e, por isso, responde às circunstâncias comuns a 
todo fato: 
Nada impede que o texto narrativo contenha uma parcela dissertativa: 
Agora, procure identificar os elementos da narrativa no texto “O Incêndio”. 
O incêndio 
“Ocorreu  um  pequeno  incêndio  na  noite  de 
ontem, em um apartamento do Sr. Marcos da Fonseca. 
No local habitavam o proprietário, sua esposa e 
seus dois  filhos. Todos eles, na hora em que o fogo 
começou, tinham saído de casa e estavam jantando 
em um  restaurante situado em  frente ao edifício. A 
causa  do  incêndio  foi  um  curto­circuito  ocorrido  no 
precário sistema elétrico do velho apartamento. 
O fogo despontou em um dos quartos que, por 
sorte,  f icava  na  frente  do  prédio.  O  porteiro  do 
restaurante,  conhecido  da  famíl ia,  avistou­o  e 
imediatamente foi chamar o Sr. Marcos. Ele mais que 
depressa chamou o Corpo de Bombeiros. 
Embora não tivessem demorado a chegar, os 
bombeiros não conseguiram impedir que o quarto e a 
sala  ao  lado  fossem  inteiramente  destruídos  pelas 
chamas. Não obstante o prejuízo, a família consolou­ 
se  com o  fato  de  aquele  incidente  não  ter  tomado 
maiores  proporções,  atingindo  os  apartamentos 
vizinhos”. 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
A NARRAÇÃO 
1. O que foi? 
­ o fato 
3. Onde foi? 
­ o lugar 
4. Quando foi? 
­ o tempo 
5. Como se conta? 
­ Eu... ­ o ponto de vista de 1ª pessoa 
­ Ele... ­ o  ponto de vista de 3ª pessoa 
2. Com quem foi? 
­ a personagem 
2. Em que resultou? 
­ a conseqüência 
1. Por que foi? 
­ a causa
1 7 Redação III 
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17 REDAÇÃO 
TREINANDO PARA O VESTIBULAR 
As questões de 01 a 05 baseiam­se no texto abaixo. 
Leia  atentamente todo o texto antes de resolvê­las. 
LIBERDADE 
“Deve  existir  nos  homens  um  sentimento 
profundo que corresponda a essa palavra liberdade, 
pois sobre ela se têm levantado estátuas e monumentos, 
por ela se tem até morrido com alegria e felicidade. 
Diz­se  que  o  homem  nasceu  livre,  que  a 
liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade 
de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; 
que  a morte  é  preferível  à  falta  de  liberdade;  que 
renunciar à liberdade é renunciar à própria condição 
humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; 
que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão. 
Nossos  bisavós  gritavam:  “Liberdade,  Igualdade  e 
Fraternidade!”; nossos  avós cantaram “Ou ficar a pátria 
livre/  ou morrer  pelo Brasil”;  nossos  pais  pediam: 
“Liberdade! Liberdade  / abre as asas sobre nós!”, e 
nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade 
em raios  fúlgidos  / brilhou no céu da Pátria...”  ­ em 
certo instante. 
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há 
muito  tempo,  com disposições  de  cantá­la,  amá­la, 
combater e certamente morrer por ela. 
Ser livre ­ como diria o famoso conselheiro... ­ 
é  agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, 
mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça 
para encontrar um caminho... Enfim, ser  livre é ser 
responsável, é repudiar a  condição de autômato e de 
teleguiado ­ é proclamar o triunfo luminoso do espírito. 
(Suponho que seja isso.) 
Ser  l iv re  é  mais  além:  é  buscar  outro 
espaço outras dimensões, é ampliar a órbita da 
v ida.   É  não  estar  acorrentado.  É  não  v iver 
obrigatoriamente entre quatro paredes. 
Por  isso, os meninos atiram pedras e soltam 
papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho 
das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma 
coisa, no seu percurso...) 
Os  papagaios  vão  pelos  ares  até  onde  os 
meninos  de  outrora  (muito  de  outrora! ...)  não 
acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, 
com fio de linha e um pouco de vento!.. 
Acontece, porém, que um menino, para empinar 
um  papagaio,  esqueceu­se  da  fatalidade  dos  fios 
elétricos, e perdeu a vida. 
E  os  loucos  que  sonharam  sair  de  seus 
pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem 
à  liberdade, morreram queimados,  com o mapa  da 
liberdade nas mãos!... 
São  essas  coisas  tristes  que  contornam 
sombriamente aquele sentimento luminoso da liberdade. 
Para alcançá­la estamos todos os  dias expostos 
à morte.  E  os  tímidos  preferem  ficar  onde  estão, 
preferem mesmo prender melhor suas correntes e não 
pensar em assunto tão ingrato. 
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando 
seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como 
as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos que 
falam de asas, de raios fúlgidos ­ linguagem de seus 
antepassados,  estranha  linguagem humana,  nestes 
andaimes dos construtores de Babel...” 
MEIRELES, CECÍLIA.  ESCOLHA O SEU SONHO 
(CRÔNICAS). RIO  DE  JANEIRO: DISTRIBUIDORA RECORD, 
1964. P.9­10 
Questão 01 
REDIJA um pequeno texto, EXPLICANDO a função dos parênteses usados no texto. 
Obs.: Não consulte nenhuma gramática. Basta observar o texto.
1 8  Redação III 18  REDAÇÃO 
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Questão 02 
Leia a passagem: 
A pedra  inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja  ir.  (Às vezes, é certo, quebra alguma 
coisa, no seu percurso...) 
A) RETIRE do texto outros dois exemplos de ações humanas paralelas às que aparecem nessa passagem. 
B) EXPLIQUE a função desses exemplos no texto. 
Questão 03 
Leia as passagens: 
...o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria NESSE INSTANTE... 
(HINO NACIONAL BRASILEIRO) 
... ‘sol da liberdade em raios fúlgidos/brilhou no céu da Pátria...’­ EM CERTO INSTANTE. 
(CECÍLIA  MEIRELES) 
REDIJA um pequeno texto, JUSTIFICANDO  a substituição do final do Hino Nacional Brasileiro, feita por 
Cecília Meireles: 
NESSE INSTANTE por EM CERTO INSTANTE 
Questão 04 
Leia a passagem: 
...a liberdade de cada uma acaba onde começa a liberdade de outrem... 
REDIJA e um pequeno texto, COMENTANDO essa passagem.
1 9 Redação III 
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19 REDAÇÃO 
Questão 05 
Bisavós, avós e pais têm seus discursos sobre liberdade reproduzidos no texto como discursos do passado. 
REDIJA um pequeno texto, apresentando as idéias que você tem, hoje, sobre liberdade. 
1) Substitua, em todas as frases, o verbo haver por existir, conforme convier: 
a) No Brasil não há desertos, não há terremotos, não há políticos competentes nem honestos. 
b) Caso haja descontentes, notifique­nos! 
c) Há muitos desempregados no Brasil. 
d) Já houve na América muitos desses animais. 
e) Todos sabem por que há tantos analfabetos no Brasil.
2 0  Redação III 20  REDAÇÃO 
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f) Havia muitas crianças no avião acidentado. 
g) Espero quehaja muitos sobreviventes a bordo. 
h) Mesmo que houvesse chances de recuperação, ele ficaria paralítico. 
i) Quando houver políticos decentes neste país, progrediremos. 
j) Enquanto não houver políticos honestos, capazes, não sairemos do atoleiro em que nos metemos. 
2) Deixe todas as frases de acordo com a norma culta: 
a) Quantos dias de trabalho você já faltou este mês, Cassilda? 
b) Faltei apenas dois dias de trabalho, posto que estava doente. 
c) Os jogadores paulistas se houverem muito bem frente aos gaúchos. 
d) Rosa não queria vim na festa; então, dei um pulo na casa dela e a trouxe, mau grado a sua má vontade. 
e) Sob meu ponto de vista, são boas atualmente as relações brasileiro­canadenses. 
f) Você não sabe o quão importante será para nós, brasileiros, a hidrelétrica que ora se constrói. 
g) Já foram assinados os tratados dinamarco­espanhóis, mas não os pactos alemão­brasileiros. 
h) Não deve ser condenado aquele que legifera e labora em erro; afinal, todos somos humanos, portanto 
sujeitos a equívocos. 
i) As garotas estavam meias zangadas; a mulher meia aborrecida; os rapazes meios amuados. Pudera, 
aonde já se viu visita ficar três horas no telefone, falando com namorado? 
j) A peãozada estava toda reunida: tomaram dois garrafão de pinga em uma hora! 
3) Complete as frases com o plural do que está em destaque: 
a) Não ganhei apenas um guarda­chuva; ganhei dois? 
b) Você contratou um guarda­noturno ou dois? 
c) Foi instalado no palanque um alto­falante ou dois? 
d) Fiz não só um abaixo­assinado, fiz vários? 
e) Uma fruta­do­conde custa caro; imagine, então, dez? 
f) Se não existem? , como se explica a aparição de umamula­sem­cabeça ontem à noite? 
g) Na escola não havia apenas um mapa­múndi; havia dez? 
h) Os caçadores trouxeram um joão­de­barro ou dois? 
i) Se um pai­nosso não bastar, reze vinte? 
j) A um surdo­mudo ninguém engana, muitos menos a dois? 
4) Deixe todas as frases de acordo com a norma culta: 
a) Comprei um pacote de castanha e um molho de cenoura. 
b) No meu prédio não havia pára­raio, nem no meu automóvel há conta­giro. 
c) Não sinto nenhuma cócega na planta do pé, mas na costa sinto uma cócega incrível! 
d) Esqueci meu óculos em casa. Você não emprestaria o seu? 
e) Essa menina sente um ciúmes do pai! Nunca vi tanto ciúmes numa pessoa só! 
f) Sua namorada está com uma olheira profunda hoje! 
g) Teresa me convidou para tomar um chopes e comer um pastéis lá no bastidor do teatro. Em troca, eu 
lhe dei um clipes, um chicletes e um dropes de hortelã. 
h) Não beije na boca de crianças, que ela fica com sapinho. 
i) Só come cachorro­quente e dá ar de rico! 
j) Durante a viagem, todos sentiram náusea, mas as crianças continuáram fazendo arte.
2 1 Redação III 
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21 REDAÇÃO 
5) Ao encontrar concordância em desacordo com a norma culta, proceda às alterações necessárias: 
a) Saíram duas edições extra do jornal naquele dia. 
b) Estou completamente quites com o serviço militar. Você está quites? 
c) Aquela revista foi considerada uma publicação de lesa­língua, de leso­idioma. 
d) Remeti anexo a nota fiscal; em anexo remeti ainda as xérox. 
e) Já está incluso na despesa a comissão do garçom. 
f) As crianças chegaram junto, mas os adultos chegaram junto com o major. 
g) A mãe e o pai chegaram de viagem junto; junto chegaram os filhos. 
h) Elas chegaram só, ficaram só o tempo todo. Deixe­as só. Só elas apreciam ficar assim tão só. 
i) As folhas caem por si só. Mas só as folhas caem; os galhos não. 
j) Não há nenhumas condições de viajar com essa cerração. 
6) Use o sinal grave no a, quando necessário: 
a) Tão logo desceram a terra, os aviadores foram calmamente assistir a sessão; logo após  voltaram as 
pressas; deixando os repórteres a meio quarteirão de distância. 
b) A certa altura do debate, comentou­se a decisão presidencial, que a  tantos  prejudicou. 
c) Não pagues aqueles que a ninguém pagam. 
d) Os preços dos automóveis continuam a subir. 
e) A cena a que assistimos ontem a tarde, a saída da escola, deixou­nos muito tristes. 
f) Isto está cheirando a água­de­colônia. 
g) Essa lavadeira só lava a mão, nunca usou máquina de lavar. 
h) Esses atos do governo estão cheirando a falcatrua. 
i) Foi a casa a cem por hora quando soube que o pai estava a Momo para sair num dos blocos de 
carnaval. 
j) Quanto a mini­saia, que um dicionário registra minissaia, a que você faz referência a toda a hora, tenho 
a dizer­lhe que é uma roupa específica a jovens altas, levemente magras, e de muito charme no andar. 
7) No  lugar do ponto de  interrogação em destaque, use os elementos necessários à  integridade 
frasal, tendo em vista a norma culta 
a) Nenhuma festa ? fui convidado esteve tão animada quanto esta. 
b) O jogo ? presenciamos , foi muito bom. 
c) O jogo ? assistimos, foi muito bom. 
d) Então, esse é o cargo ? você sempre aspirou? 
e)Essa é a imagem ? me ajoelhei e fiz minhas preces. 
f) São conhecidos os motivos ? Hersílio se demitiu. 
g) Aquele é o deputado ? casa estivemos ontem à noite. 
h) Já recebi todo o dinheiro ? eu tinha direito. 
i) As pessoas ? causa me interessei, venceram a questão judicial. 
j) Esta é a lagoa ? águas nadamos quando éramos crianças.
2 2  Redação III 22  REDAÇÃO 
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TRANSFORMANDO ORAÇÕES 
Em geral, é possível desenvolver orações reduzidas : para isso, substitui­se a forma nominal do verbo por 
tempo do indicativo ou do subjuntivo e inicia­se a oração com um conectivo adequado, de tal modo que se mude 
a forma da frase  sem lhe alterar o sentido. 
Observe: 
Penso estar bem  =  Penso que estou bem. 
Dizem ter estado lá  =  Dizem que estiveram lá. 
Fazendo assim, conseguirás  =  Se fizeres assim, conseguirás. 
É bom ficarmos atentos  =  É bom que fiquemos atentos. 
Continue você, agora, as transformações: 
1. Ao saber isso, entristeceu­se. 
2. Foi à festa sem ser convidado. 
3.Não falei por não ter certeza. 
4.Viam­se folhas girando no ar. 
5.Terminada a prova, fui para casa. 
6. Espero poder chegar lá hoje. 
7. Tenho a impressão de estar vendo. 
8. Não convém procederes assim. 
9. É possível terem tão pouco interesse? 
10. Vale a pena estudar tantas matérias? 
11. O essencial é salvarmos a nossa alma?
2 3 Redação III 
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23 REDAÇÃO 
12. Tinha ânsia de chegar lá. 
13. Nada me impede de ir agora. 
14. O índio não aceita viver sem liberdade. 
15. Ao despedirem­se, choravam. 
OBS.: Antes de o professor corrigir este exercício, confira suas respostas com um colega. 
TEXTO 
A Fábula do Lobo Traficante 
“A  sociedade dos cordeiros condenou aquele 
lobo  a 20  anos de  prisão. Era  terrível  o seu  crime: 
tráfico de  entorpecentes. Por causa disso, milhares 
de cordeirinhos destruíram suas vidas. O lobo era o 
inimigo público nº 1. 
Vinte anos depois, apesar desse e de outros 
lobos­traficantes terem sido presos, a sociedade dos 
cordeiros estava mergulhada no vício. Era um problema 
de segurança nacional. Talvez por isso, um repórter 
resolveu  entrev istar  aquele  lobo,  à  saída  da 
penitenciária.  Estaria  ele  arrependido?  Teria 
consciência do que provocara? Sentia­se injustiçado? 
Afinal,  a  sociedade  dos  cordeiros  cumpria, 
rigorosamente,  a  Lei.  Só  que  alguma  coisa  estava 
errada. Lobos­traficantes eram presos todos os dias, 
enquanto  aumentava  o  consumo  de  tóxico.  Qual  a 
opinião de um  lobo que pagou 20 anos por um dos 
piores crimes contra a humanidade? 
­ Você quer mesmo saber? ­ foi logo falando o 
lobo. ­ O problema não se restringe a mim, nem aos 
que me seguiram nessa profissão. Eu cometi parte do 
crime,  reconheço,  comercializando  um  produto 
proibido... 
­ E quem cometeu a outra parte? ­ indagou o 
repórter, ele próprio irritado com a desfaçatez do lobo. 
­ Ora, a sociedade dos cordeiros! ­ afirmou o 
lobo. ­ Acaso fui eu que provoquei a corrida ao tóxico? 
Como seria possível eu me tornar um traficante, se não 
houvesse procura domeu produto? 
“Isso faz sentido”, pensou o repórter. E arriscou 
uma outra pergunta: ­ Como a sociedade dos cordeiros 
poderia ter evitado tudo isso? 
­ Ora, pergunte a ela, respondeu o lobo. ­ Mas 
dificilmente a sociedade dos cordeiros concordará que 
tem parte dessa culpa. Para isso, seria necessário que 
cada  cordeiro,  em particular, meditasse  sobre  sua 
própria  vida  e  o  que  considera melhor  para  o  seu 
rebanho. Mas você sabe que meditar, refletir, ponderar 
e se auto­analisar é muito difícil, quando há tantos lo­ 
bos à disposição pra assumir todas as culpas. 
Quando a entrevista com o lobo­traficante foi 
publicada, a sociedade dos cordeiros reagiu: os lobos 
são criminosos  irrecuperáveis,  cínicos, arrogantes e 
diversionistas. 
Para eles, só mesmo a Pena de Morte.” 
(PORTELA, Fernando. Gazeta do Povo. Curitiba).
2 4  Redação III 24  REDAÇÃO 
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I. Reescreva as frases, substituindo as palavras ou expressões grifadas por equivalentes: 
1. “Era terrível o seu crime: tráfico de drogas.” 
2. “...indagou o repórter, ele próprio irritado com a desfaçatez do lobo.” 
3. “­ Ora, a sociedade dos cordeiros ­ afirmou o lobo.” 
4. “...Mas, você sabe que meditar, refletir, ponderar, e se auto­analisar é muito difícil...” 
5. “...os lobos são criminosos irrecuperáveis, cínicos, arrogantes e diversionistas.” 
II. Responda as questões a seguir: 
1. Através de uma frase, EXPLIQUE a idéia central  do texto e escolha mais duas que sejam, também, 
fundamentais para a compreensão do mesmo. 
2. Caracterize: 
2.1 os cordeiros: 
2.2 os lobos:
2 5 Redação III 
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25 REDAÇÃO 
3. Linguagem figurada!! Os lobos correspondem a homens. Os lobos correspondem aos________________; 
os cordeiros, aos________________; os cordeirinhos, aos________________. 
4. Ao longo do texto, qual o sentimento do lobo­traficante? 
5.  Marque o que for, possivelmente, verdadeiro: 
(    )  Tanto os cordeiros quanto os lobos­traficantes são responsáveis pelo consumo de entorpecentes. 
(    )  O texto retrata a realidade da nossa sociedade, onde os homens disputam o poder. 
(    )  O autor, no texto, traduz a sua inquietação no que tange ao trinômio: tráfico de drogas/o vício/os 
responsáveis. 
(    )  Tanto os lobos quanto os cordeiros são considerados cínicos, poderosos, opressivos e arrogantes. 
(  )  Tomando como base a entrevista dada pelo lobo que passou vinte anos na prisão, pressupõe­se 
que ele se encontra totalmente recuperado. 
(   )  A sociedade dos cordeiros, constituída por indivíduos justos, não reage à acusação do lobo, 
considerando­o recuperado. 
6. Escolha, no texto, a idéia com a qual você discorda e explique. Procure argumentos convincentes para o 
seu texto. 
“Utilizar a linguagem verbal para construir imagens 
que representam seres, objetos ou cenas é assumir a 
atitude lingüística da descrição. Nesses casos, você 
estará empenhado em transformar em linguagem aquilo 
que seus sentidos captam a partir da observação de um 
objeto, de um recorte da realidade que se quer fixar. Um 
texto  elaborado  com  essa  finalidade  é  um  texto 
descritivo. 
Elaborar um texto descritivo é apresentar um 
ser, um objeto, um recorte da realidade a partir de um 
determinado ponto de vista, ou seja, o objeto da descrição 
deve ser observado a partir de umadeterminada posição 
física.  O  ponto  de  vista  é  fundamental  para    a 
organização do texto descritivo, já que as diversas partes 
do objeto devem ser expostas e relacionadas a fim de 
formar um conjunto que  o leitor seja capaz de entender. 
Dessa  forma,  é  recomendável  que, antes  de 
redigir,  você  faça  um  plano  de  trabalho.  Como 
apresentar  ao  leitor  os  detalhes  do  que  se  está 
descrevendo? Qual a melhor ordem a ser seguida? Que 
tipo de  impressão geral deve ser  transmitido? Além 
disso, você deve estar consciente de que, ao produzir 
seu texto, haverá intromissão da sua atitude em relação 
ao objeto descrito na imagem que está sendo produzida. 
Seu estado de espírito faz parte de seu ponto de vista, 
influenciando na seleção e organização dos dados que 
formam o texto. Os limites da intromissão dessas suas 
marcas pessoais vão depender principalmente dos seus 
O ATO DE DESCREVER
2 6  Redação III 26  REDAÇÃO 
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objetivos ao produzir o texto. 
Fica evidente, pois, que um texto descritivo acaba 
transmitindo uma imagem que pode estar mais ou menos 
impregnada da postura pessoal do produtor do texto. 
Isso não é nenhum problema, pois um texto desse tipo 
pretende transmitir um impressão geral, uma sensação 
dominante  despertada pelo que se descreve, muito 
mais do que um retrato fiel. Apenas a descrição técnica 
busca uma objetividade absoluta ­ e, mesmo nesse caso 
é  praticamente  impossível  anular  totalmente  a 
interferência do produtor do texto. 
Descrever é, portanto, um processo no qual se 
empregam os sentidos para captar uma  realidade e 
reprocessá­la num texto. Para a elaboração do texto 
final, concorrem a sua habilidade lingüística (no caso 
do  texto  escrito  acrescenta­se  seu  domínio  da 
modalidade escrita da língua), e as finalidades a que 
ele se propõe: informar o leitor, convencê­lo, transmitir­ 
lhe impressões ou comunicar­lhe emoções. 
Não  é  muito  comum  produzirmos  textos 
descritivos puros. Normalmente, o processo descritivo 
é incorporado ao narrativo (caracterizando personagens 
e ambientes a partir do ponto de vista do narrador) ou 
ao processo argumentativo (fornecendo dados para o 
desenvolvimento da argumentação).” 
(INFANTE, ULISSES  ­ DO TEXTO  AO  TEXTO). 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
DESCRIÇÃO 
A Descrição de Ribas (de O Ateneu) 
“Durante  este  período  de  depressão 
contemplativa uma coisa apenas magoava­me: não 
tinha o ar angélico do Ribas, não cantava tão bem 
como ele. Que  faria se morresse, entre os anjos, 
sem saber cantar? 
Ribas, quinze anos, era feio, magro, linfático. 
Boca sem  lábios, de  velha carpideira, desenhada 
em angústia ­ a súplica feita boca, a prece perene 
rasgada em beiços sobre dentes: o queixo fugia­lhe 
pelo  rosto,  infinitamente,  como uma  gota de cera 
pelo fuste de um círio... 
Mas,  quando,  na  capela,  mãos  postas  ao 
peito, de joelhos, voltava os olhos para o medalhão 
azul do teto, que sentimento! que doloroso encanto! 
que  piedade!  um  olhar  penetrante,  adorador,  de 
enlevo, que subia, que furava o céu como a extrema 
agulha de um templo gótico. E depois cantava as 
orações com a doçura feminina de uma virgem aos 
pés  de Maria,  alto,  trêmulo,  aéreo,  como  aquele 
prestígio celeste de garganteio da freira Virgínia em 
um romance de Conselheiro Bastos. 
Oh!   Não  ser  eu  angélico  como  o  Ribas! 
Lembro­me  bem  de  o  ver  ao  banho:  tinha  as 
omoplatas magras para fora, como duas asas!” 
Você sabe que a descrição mostra as características que compõem determinado objeto, pessoa, personagem 
ou ambiente. Em linguagem simples, trata­se de uma fotografia. É importantíssimo ser fiel à cena descrita. 
Agora, volte ao texto “A descrição de Ribas” e retire os elementos que o descrevem.
2 7 Redação III 
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27 REDAÇÃO 
“A língua é um hábito para o qual o homem está naturalmente predisposto. O resultado disso é que a 
cabeça de cada falante tem um conjunto de regras que lhe dizem como construir um enunciado ou interpretar o 
enunciado ouvido: é uma gramática interna que a criança vai criando à medida que descobre e aprende o uso 
da língua. 
Essa gramática interna facilita a vida do falante. Sem ela seria necessário estudar as várias formas de 
cada nova palavra aprendida: a conjugação do verbo, o gênero, o número e os graus do substantivo e do 
adjetivo. 
Ouve­se uma pessoa dizer o seguinte: 
­ A bomba está cavitando; eu tenho de ver o que é. 
É quase certo que a maioria vai logo perguntar: 
­ O que é cavitar? 
O ouvinte, mesmo sendo inculto, ao desconhecer uma palavra,vai perguntar por ela usando a forma 
verbal do infinitivo. É a gramática interna funcionando com o auxílio da intuição lingüística do falante. 
Existe também uma gramática externa, que é aquela que aparece em livros e tem por finalidade explicar 
os procedimentos da gramática interna. 
Já foi dito que se pode errar contra a língua, conta o contexto e contra a gramática. 
Contra a  língua ou contra a gramática  interna erra­se por descuido e, nesse caso, quase sempre a 
emenda vem logo em seguida ao erro: 
“Eu tinha escrevido... desculpe!... escrito a carta.” 
Peca­se contra o contexto quando se escolhem palavras e formas impróprias para as circunstâncias da fala.” 
( MATTOS,G. & MEGALE, L. PORTUGUÊS 2º GRAU) 
“Mãe, ‘tou com fome.”  
1) Quando você falou esta frase, você sabia que “mãe” é vocativo? 
2) Você sabia, na época, que “ ‘tou ” é a forma simplificada de “estou”? 
3) Você sabia que, no momento em que você disse a frase, o sujeito estava subentendido (oculto ­ Eu)? 
Que parágrafo do texto comprova as suas respostas? 
ATIVIDADE EM GRUPO 
REFLETINDO A LÍNGUA 
desde quando você começou a falar.
2 8  Redação III 28  REDAÇÃO 
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Busquem uma explicação para esta afirmação. 
“Continuou a contibiquidicionar o assunto.” 
Que perguntas você faria sobre esta frase? 
Você pode consultar um dicionário? 
E se não achar a resposta nele, o que fará? 
Como você usa a sua intuição para descobrir significados para palavras, frases, etc.? 
Na escola, você aprende a gramática externa, “aquela que aparece em livros e que tem por finalidade explicar 
os procedimentos da gramática interna”. 
­ O que antecede a gramática externa? 
­ A gramática externa pode mudar? Justifique. 
Vocês já observaram que há pessoas que vivem nos “consertando” quando a gente fala, por exemplo: 
“ ­ Isto é para mim ler.” 
“ ­ Não. O certo é: “ ­ Isto é para eu ler.” 
Gramática  interna
2 9 Redação III 
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29 REDAÇÃO 
Pergunta­se: 
a) Será que essas pessoas sabem a diferença entre a língua falada e a escrita? 
b) Será que essas pessoas ficam o tempo todo se policiando para aplicar apenas a gramática externa? 
c) Dê outras prováveis explicações. 
Quando você fala ou escreve: “­ Eu tinha trago... desculpe!... trazido o  livro.”, que fenômeno linguístico 
aconteceu? 
Na hora de falar e/ou escrever, você opta pelo: 
Justifique! 
Errado Certo 
Passível de discussão
3 0  Redação III 30  REDAÇÃO 
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Após ler as informações, tentem resolver os exercícios que se seguem: 
EM DUPLA 
Observe: 
“O deputado Paulo Maluf preferiria ser abordado sobre questões administrativas e técnicas do que políticas, 
como costuma acontecer a  cada oportunidade que tem de conversar com jornalistas”. 
Onde esse pequeno texto de jornal foge à norma culta? 
Na regência do verbo PREFERIR. Prefere­se A 
Logo,
O deputado preferiria ser abordado sobre questões administrativas e técnicas a políticas. 
Outros pequenos textos se seguirão e vocês vão detectar casos que fogem à NORMA CULTA: 
Obs.: Faça as devidas correções: 
“Bem perto do barraco onde mora o carpinteiro, existe uma área transformada em lixeira pelos moradores da 
favela e, acerca de 400m, um lodaçal que vai até o mar, propiciando a proliferação de ratos”. 
“­ Deveremos sair daqui na segunda­feira (amanhã) pela manhã. Chegando em Atenas, manterei novos 
contatos com o Itamaraty para receber outras orientações ­ disse.” 
“Ocorre que as leis não reconhecem  sua profissão, portanto, não há aposentadoria. E a qualidade do balé do 
Rio está cada vez pior, em que pese os esforços. A orquestra do Teatro só toca se os seus maestros titulares 
receberem...” 
“Uma noite, aliás hollywoodiana, à qual não faltou nem mesmo rodadas generosas o tempo inteiro do bom e 
apreciado...” 
“  ­ Mas o número  final pode ser bem maior. Cada diretor  (de hospital) envolvido acusa outros médicos 
conviventes. É um verdadeiro  ciclo vicioso ­ comentou Tuma”.
3 1 Redação III 
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31 REDAÇÃO 
“Em comemoração à semana de fundação do Instituto de Economistas do Rio de Janeiro (IERJ),  continuam 
hoje no auditório da ABI, às 18h30m,os debates sobre o tema Estado...” 
“Cerca de Cr$10 mil em espécie, mil  francos, um óculos de grau  com lentes escuras, um cartão de crédito 
de Diner’s Internacional e um passaporte de nº 751425597 foram perdidos à noite...” 
“Áustria, adversária do Brasil, perde da Holanda. Tunísia perde da Ponte e mostra sua fraqueza”. 
VIVENDO O VESTIBULAR 
Para responder às questões de 1 a 4, leia a seqüência de trechos abaixo, selecionada do texto “ A 
crise de governabilidade”  
A Crise de Governabilidade 
Com  o  desenvolvimento  do  capitalismo,  o 
mercado  expandiu­se  a  ponto  de  submeter  tanto  a 
esfera  do  político  como  a  da  comunidade.  As 
empresas multinacionais  conseguiram  vencer  as 
barreiras  internas  da  sociedade,  desgastando  a 
capacidade  de  regulação  dos  Estados  Nacionais. 
Mesmo  quando  os  governos  se  empenham  na 
elaboração de planejamentos sociais , o mercado se 
impõe.  (...) 
O  sonho  do  desenvolvimento  nacional 
autônomo é  hoje  fantasia, em  vista  da  nova  ordem 
econômica mundial. A  pressão externa exercida  por 
agências  de  financiamento  impõe  restrições  aos 
governos, com cortes de políticas públicas, contenção 
de despesas  e aviltamento salarial dos funcionários, 
gerando desemprego, alta do custo de vida e recessão. 
Essas “exigências” quando cumpridas, geram 
um custo social e político muito grande: aumento do 
índice  de  criminalidade,  desagregação  familiar,  alta 
taxa  de  consumo  de  drogas  e  todas  as  demais 
mazelas que se podem ver nesses países. Uma delas 
­ e que a todos assusta, ameaçando mesmo o gênero 
humano  ­  são  os  índices  de mortalidade  infantil.  É 
real  a  possibilidade  de  uma  anarquia  econômica  e 
política. Para contê­la, os  governos  lançam mão de 
artifícios,  como  pequenas  reformas  sociais,  planos 
de  assistência  aos  carentes  e  alianças  com países 
em situação  semelhante. Sem grande êxito,  tentam 
reescalonar as dividas interna e externa. (...) 
A  transnacionalização  da  economia mostra 
com mais  intensidade  o  aspecto  político  do  capital, 
na medida em que estreita a autonomia dos Estados 
Nacionais.  Torna­se  difícil  ao  Estado  responder  às 
demandas  sociais  e  fazer  valer  seu  legítimo  poder 
regulador. Sua imagem face à população fica fragilizada, 
a  lealdade  do  povo  se  enfraquece.  Corrupção, 
sonegação  de  impostos,  contrabando  e  tráfico  de 
influências  tornam­se atividades  “normais” quando o 
governo perde sua credibilidade. (...) 
A fraqueza externa do Estado face às empresas 
multinacionais  e  aos monopólios  internacionais  é 
compensada internamente pelo autoritarismo. Diante
3 2  Redação III 32  REDAÇÃO 
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da  impossibilidade  de  satisfazer  às  necessidades 
permanentes da população, resta ao governo impor­ 
se, para poder manter o poder. Essa imposição pode 
ser feita de diferentes formas: pela clássica ditadura, 
ficando  evidente  o  poder  coercitivo  do  Estado;  ou 
veladamente, de  forma não militarizada, através dos 
aparelhos burocráticos. Na malha fina da burocracia, 
esgotam­se as energias humanas; é, talvez, um dos 
recursos mais eficazes para camuflar a violência do 
Estado. O aumento do autoritarismo se faz então pela 
combinação  de microdespotismos  burocráticos  e 
ineficácia do Estado. (...) 
O discurso da  necessidade de modernização 
esconde que ela implica novos processos de inclusão 
e exclusão que afetam contigentes cada vez maiores, 
tanto na  esfera da produção  como na  do consumo. 
Isso  tende a um limite, a partir do qual o Estado, ou 
seja, a  instância política da sociedade, é obrigado a 
intervir, procurando,  formas de estabilização.A crise 
de  governabilidade,  nesse  caso,  não  diz  respeito 
apenas à forma pela qual o governante chegou ao poder, 
mas pelo que ele faz ­  e não faz ­ para  continuar no 
poder. A integração de segmentos  sociais no processo 
produtivo passa a ser  questão de segurança nacional. 
Integrar  esses segmentos  significa corrigir patologias 
sociais  que  o  próprio  sistema  criou.  É  essa,  como 
dissemos,  a  dimensão  política  do  capital:  a  sua 
capacidade de colocar o Estado na posição de ter de 
resolver problemas que o capital produziu. 
(FERREIRA, NILDA TEVES. CIDADANIA: UMA 
QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO. RIO  DE JANEIRO: NOVA 
FRONTEIRA, 1993, P. 156­159) 
Questão 01 
REDIJA um pequeno texto explicando a relação entre burocracia e autoritarismo. 
Obs.: Se tiver dificuldade, pesquise a temática em questão. 
Questão 02 
REDIJAum  texto argumentando FAVORAVELMENTE à seguinte afirmativa: 
A crise de governabilidade não diz respeito apenas à forma pela qual o governante chegou ao poder, 
mas ao que ele faz – ou não faz – para continuar no poder.
3 3 Redação III 
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33 REDAÇÃO 
Questão 03 
REDIJA um pequeno texto, associando a seqüência de trechos que você leu à seguinte manchete da revista 
VEJA: 
CHOQUE NA FRONTEIRA 
Ao  limitar a  importação de carros, Brasil  quer brecar a saída de dólares do País, 
mas arma uma encrenca com a Argentina. 
Questão  04 
Observe a seguinte frase: 
É essa, como dissemos, a dimensão política do capital: sua capacidade de colocar o Estado  na posição 
de ter de resolver problemas que O CAPITAL produziu. 
O  termo destacado poderia  ter  sido substituído pela palavra ELE...  ter de resolver problemas que ELE 
produziu. 
REDIJA um pequeno texto, explicando o efeito dessa substituição e justificando a opção da autora pela 
repetição da palavra CAPITAL. 
(EXTRAÍDO DO VESTIBULAR DA UFMG)
3 4  Redação III 34  REDAÇÃO 
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ATIVIDADE ­ OPCIONAL 
(A turma deve decidir se quer ou não participar do trabalho proposto). 
­ Em grupo ­ 
­ Cada grupo deve procurar um programa de governo (diversos partidos políticos). 
­ Ler, analisar e selecionar as propostas mais interessantes para a sociedade. 
­ Apresentar para a turma e discutir. 
­ Montar coletivamente a proposta “IDEAL” para o país. 
­ Discutir os entraves da proposta “IDEAL”. 
­ Criar uma proposta mais próxima da realidade brasileira. 
­ Produzir um texto a ser divulgado na escola. 
Outras sugestões podem ser dadas e realizadas. 
ORDEM DIRETA E INVERSA  DAS PALAVRAS 
A ordem das palavras, tanto na fala quanto na escrita, pode ter um valor sintático, modificando o significado 
da frase, ou estilístico, dando ao texto ênfase ou elegância. As regras são poucas e você as conhece na prática: 
1. O termo que se quer destacar aparece sempre na frente: 
­ As jangadas ficavam ali (ordem direta). 
­ Ali ficavam as jangadas (ordem inversa). 
2. Os termos mais longos vão para o fim: 
­ Foi rápida a transformação daquela moça em excelente enfermeira deste hospital. 
Seria deselegante a ordem direta: 
­ A transformação daquela moça em excelente enfermeira deste hospital foi rápida. 
3. A posição do pronome átono é sempre estilística. 
Existem alguns casos curiosos de mudanças de significado conforme a ordem das palavras: 
a) Os qualificativos à esquerda do substantivo perdem o valor restritivo: 
­ Ele fez gloriosas campanhas (Todas). 
­ Ele fez campanhas gloriosas (Talvez nem todas). 
b) Algumas palavras mudam totalmente de significado: 
­ Algum aluno chegou? (Um ou mais) 
­ Aluno algum chegou. (Nenhum)
3 5 Redação III 
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35 REDAÇÃO 
c) Outras mudam de classe e de significado: 
­ Comprei diversos livros. 
­ Comprei livros diversos. 
Agora, responda: 
1. Onde existe ordem deselegante dentre os períodos abaixo? 
a) Vieram ontem de uma viagem de vários meses pelos países da Europa meus pais. 
b) Foi agradável a palestra havida ontem no auditório daquela universidade. 
c) O dono da fazenda deu a cada um dos filhos dos amigos que moravam nas redondezas um livro. 
d) Chegou­me ontem um telegrama. 
2. Reconstrua as orações de ordem deselegante do exercício  anterior. 
3. Envie para um(a) colega uma frase considerada “deselegante” e peça­lhe que responda em forma “elegante”.
3 6  Redação III 36  REDAÇÃO 
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O Operário em Construção 
(...) 
Era ele que erguia casas 
Onde antes só havia chão 
Como um pássaro sem asas 
Ele subia com as casas 
Que lhe brotavam da mão. 
Mas tudo desconhecia 
De sua grande missão: 
Não sabia, por exemplo 
Que a casa de um homem é um templo 
Um templo sem religião 
Como tampouco sabia 
Que a casa que ele fazia 
Sendo a sua liberdade 
Era a sua escravidão. 
De fato, como podia 
Um operário em construção 
Compreender por que um tijolo 
Valia mais do que um pão? 
Tijolos ele empilhava 
Com pá, cimento e esquadria 
Quanto ao pão, ele o comia... 
Mas fosse comer tijolo! 
E assim o operário ia 
Com suor e com cimento 
Erguendo uma casa aqui 
Adiante um apartamento 
Além uma igreja, à frente 
Um quartel e uma prisão: 
Prisão de que sofreria 
Não fosse, eventualmente 
Um operário em construção. 
Mas ele desconhecia 
Esse fato extraordinário: 
Que o operário faz a coisa 
E a coisa faz o operário. 
De forma que, certo dia 
à mesa, ao cortar o pão 
O operário foi tomado 
De uma emoção 
Ao constatar assombrado 
Que tudo naquela mesa 
­ Garrafa, prato, facão ­ 
Era ele quem os fazia 
Ele, um humilde operário, 
Um operário em construção. 
Olhou em torno: gamela 
Banco, enxerga, caldeirão 
Vidro, parede, janela 
Casa, cidade, nação! 
Tudo, tudo o que existia 
Era ele quem o fazia 
Ele, um humilde operário 
Um operário que sabia 
Exercer a profissão. 
Ah, homens de pensamento 
Não sabereis nunca o quanto 
Aquele humilde operário 
Soube naquele momento! 
Naquela casa vazia 
Que ele levantara 
Um mundo novo nascia 
De que sequer suspeitava 
O operário emocionado 
Olhou sua própria mão 
Sua rude mão de operário 
De operário em construção 
E olhando bem para ela 
Teve um segundo a impressão 
De que não havia no mundo 
Coisa que fosse mais bela
3 7 Redação III 
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37 REDAÇÃO 
(...) 
E um fato novo se viu 
que a todos admirava: 
O que o operário dizia 
Outro operário escutava 
E foi assim que o operário 
Do edifício em construção 
Que sempre dizia sim 
Começou a dizer não. 
E aprendeu a notar coisas 
A que não dava atenção: 
Notou que sua marmita 
Era o prato do patrão 
Que sua cerveja preta 
Era o uísque do patrão 
Que seu macacão de zuarte 
Era o terno do patrão 
Que o casebre onde morava 
Era a mansão do patrão 
Que seus dois pés andarilhos 
Eram as rodas do patrão 
Que a dureza do seu dia 
Era a noite do patrão 
Que sua imensa fadiga 
Era amiga do patrão. 
E o operário disse: Não! 
E o operário fez­se forte 
Na sua resolução. 
Como era de se esperar 
As bocas da delação 
Começaram a dizer coisas 
Aos ouvidos do patrão. 
Mas o patrão não queria 
Nenhuma preocupação. 
­ “Convençam­no” do contrário ­ 
Disse ele sobre o operário 
E ao dizer  isso sorria. 
Dia seguinte, o operário 
Ao sair da construção 
Viu­se súbito cercado 
Dos homens da delação 
E sofreu, por destinado 
Sua primeira agressão. 
Teve seu rosto cuspido 
Teve seu braço quebrado 
Mas quando foi perguntado 
O operário disse: Não! 
Em vão sofreu o operário 
Sua primeira agressão 
Muitas outras se seguiram 
Muitas outras seguirão. 
Porém, por imprescindível 
Ao edifício em construção 
Seu trabalho prosseguia 
E todo o seu sofrimento 
Misturava­se ao cimento 
Da construção que crescia. 
Sentindo que a violência 
Não dobraria o operário 
Um dia tentou o patrão 
Dobrá­lo de modo vário. 
De sorte que o foi levando 
Ao alto da construção 
E num momento de tempo 
Mostrou­lhe toda a região 
E apontando­a ao operárioFez­lhe esta declaração: 
­ Dar­te­ei todo esse poder 
E a sua satisfação 
Porque a mim me foi entregue 
E dou­o a quem bem quiser. 
Dou­te tempo de lazer 
Dou­te tempo de mulher. 
Portanto, tudo o que vês 
Será teu se me adorares 
E, ainda mais, se abandonares
3 8  Redação III 38  REDAÇÃO 
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Um silêncio de martírios 
Um silêncio de prisão 
Um silêncio apavorado 
Como o medo em solidão 
Um silêncio de torturas 
E gritos de maldição 
Um silêncio de fraturas 
A se arrastarem no chão. 
E o operário ouviu a voz 
De todos os seus irmãos 
Os seus irmãos que morreram 
Por outros que viverão 
Uma esperança sincera 
Cresceu no seu coração 
E dentro da tarde mansa 
Agigantou­se a razão 
De um homem pobre e esquecido 
Razão porém que fizera 
Em operário construído 
O operário em construção. 
I. Reescreva os versos, dando­lhes novo sentido social. 
1. “Ele subia com as casas 
Que lhe brotavam na mão.” 
2. “Ah, homens de pensamento 
Não sabereis nunca o quanto 
Aquele humilde operário 
Soube naquele momento!” 
O que te faz dizer não. 
Disse, e fitou o operário 
Que olhava e que refletia 
Mas o que via o operário 
O patrão nunca veria. 
O operário via as casas 
E dentro das estruturas 
Via coisas, objetos 
Produtos, manufaturas 
Via tudo o que fazia 
O lucro do seu patrão 
E em cada coisa que via 
Misteriosamente havia 
A marca de sua mão. 
E o operário disse: Não! 
­ Loucura! ­ gritou o patrão 
Não vês o que te dou eu? 
­ Mentira! ­ disse o operário 
Não podes dar­me o que é meu. 
E um grande silêncio fez­se 
Dentro do seu coração 
(MORAES, VINÍCIUS DE. ANTOLOGIA POÉTICA, P. 205­210.)
3 9 Redação III 
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39 REDAÇÃO 
3. “Que sua imensa fadiga 
Era amiga do patrão.” 
4. “Disse, e fitou o operário 
Que olhava e que refletia.” 
5. “Agigantou­se a razão 
De um homem pobre e esquecido.” 
II. Observe as questões abaixo: 
1. Através de uma frase, EXPLIQUE a idéia central do poema. Em seguida, escolha mais algumas que 
complementem essa idéia. 
2. Inicialmente, o autor mostra que o operário desconhecia a sua “grande missão”. No decorrer do poema, 
essa missão é explicitada? Qual? 
3. Em que parte do poema percebe­se, claramente, que tudo que o operário constrói volta­se contra ele 
mesmo?
4 0  Redação III 40  REDAÇÃO 
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4. Quais as conseqüências do “Não”, ou seja, do Basta­de­exploração dado pelo operário ao patrão? 
5. De acordo com o texto, marque o que for, possivelmente, VERDADEIRO: 
(    )  A conscientização do operário dá­se de uma forma brusca. De repente, ele percebe que tudo 
ao seu redor é fruto de seu trabalho. 
(    )  O poema se restringe à história de um operário que um dia, movido pela emoção, resolve 
combater o seu patrão. 
(    )  Pressupõe­se, ao longo do poema, que a descoberta feita pelo operário passou de ato individual 
a coletivo. 
(    )  O operário sofreu várias agressões, levando­o a desistir da sua luta. 
(    )  Operário/Patrão. Este binômio, no texto, representa a constante luta entre as classes: dominada 
e dominante. 
(    )  A violência utilizada pelo patrão convenceu o operário a desistir da sua grande missão 
conscientizadora, fazendo­o aceitar as propostas de um suposto bem­estar econômico. 
6. A partir da idéia abaixo, produza um pequeno texto: 
“­ Mentira! ­ disse o operário 
Não podes dar­me o que é meu”. 
ATIVIDADE ­ PESQUISA 
­ Em grupo ­ 
­ Escolham uma canção que tenha como temática a “vida do operário”. 
­ Cada grupo apresenta a canção escolhida para a turma. 
­ Divide­se a turma em dois grupos. (Simulação) 
Grupo 1: operários 
Grupo 2: patrões 
­ Cada grupo defende seus pontos de vista/conflito. 
­ Sugestão: convidar grêmios escolares para discutir a participação do aluno enquanto cidadão.
4 1 Redação III 
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41 REDAÇÃO 
­ OBJETIVOS ­ 
Quais os direitos do cidadão? 
Quais os direitos do aluno enquanto cidadão? 
­ CONCLUSÃO ­ 
Texto coletivo: o grupo deve produzir um texto sobre os direitos do aluno e distribuir na escola. 
Outras sugestões devem ser apresentadas. 
“O fato de o ato de escrever ser um momento 
em que aquele que escreve se vê sozinho frente ao 
papel, tendo em mente apenas uma imagem de um 
possível interlocutor, faz com que haja necessidade de 
uma maior  preocupação  em  relação  à  coesão. Em 
geral, o aluno não sabe até que ponto deve explicitar o 
que  tenta  dizer  para  que  se  faça  compreender. 
Entretanto, o “fazer­se compreender” é um ponto cen­ 
tral em qualquer texto escrito; a coesão deve colaborar 
nesse sentido, facilitando o estabelecimento de uma 
relação entre os interlocutores do texto. O que se busca 
não é um texto fechado em si mesmo, impenetrável a 
qualquer leitura e sim algo que possa servir como veículo 
de interação entre os interlocutores. 
Há ainda mais uma questão em que se deve 
pensar  na  consideração  das  especificidades  da 
modalidade escrita ­ a argumentação. É através dela 
que  o  locutor  defende  seu  ponto  de  v ista.  A 
argumentação contribui na criação de um jogo entre 
quem escreve o texto e um possível leitor, já que aquele 
discute com este, procurando mostrar­lhe que tipo de 
idéias o levaram a determinado posicionamento. Dito 
de  outra maneira,  ao  escrever  um  texto  o  locutor 
estabelece relações a partir do tema que se propôs a 
discutir e tira conclusões, procurando convencer o re­ 
ceptor ou conseguir sua adesão ao texto. 
Não se pode traçar uma distinção absoluta en­ 
tre  coesão  e  argumentação:  a  coesão  garante  a 
existência de uma relação entre as partes do texto que 
tomadas como um  todo devem construir um ato de 
argumentação. As  duas  noções  contribuem para  a 
constituição  de  um  conjunto  significativo  capaz  de 
estabelecer uma relação entre o sujeito que escreve e 
seu virtual interlocutor. 
É  próprio  da  l inguagem  seu  caráter  de 
interlocução. A escrita não foge a esse princípio, ela 
também busca estabelecer uma relação entre sujeitos. 
O  texto  deve  ser  suficiente  para  caracterizar  seu 
produtor  enquanto  um  agente,  um  sujeito  daquela 
produção, ao mesmo tempo em que confere identidade 
ao seu interlocutor. O texto, enquanto uma totalidade 
revestida de significados, acaba sendo um jogo entre 
sujeitos, entre locutor e interlocutor.” 
DURIGAN, REGINA H. DE ALMEIDA ET  ALII. “A DISSER­ 
TAÇÃO NO VESTIBULAR”. IN: A MAGIA DA  MUDANÇA  ­ 
VESTIBULAR UNICAMP: LÍNGUA  E  LITERATURA. 
CAMPINAS, EDITORA DA UNICAMP, 1987. P. 14­5. 
DISSERTAÇÃO E TEXTOS DISSERTATIVOS
4 2  Redação III 42  REDAÇÃO 
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PRÁTICA DA LÍNGUA 
DISSERTAÇÃO 
Um Possível Exemplo de Produção de Texto!! 
Televiolência 
“Há três tipos principais de explicação para os 
resultados obtidos nas pesquisas que demonstraram a 
existência de uma relação causal entre a televiolência 
e  a  cinev iolência,  de  um  lado,  e,  de  outro,  o 
comportamento agressivo: são a aprendizagem social, 
a desinibição da agressão e o despertar emocional. 
A primeira, bem corroborada pelos experimentos 
feitos por Bandura e outros, considera como básica a 
aprendizagem  social  por  meio  da  imitação. 
Reconhecida há muito tempo como uma forma funda­ 
mental de aprendizagem humana, a imitação, por meio 
da observação do comportamento de outrem, passou 
por  testes  rigorosos  de  laboratório  e  surgiu  como 
mecanismo  fundamental  posto  em ação  durante  a 
exposição da pessoa aos programas de televisão. A 
televisão  transmite, assim,  formas  tanto específicas 
como até então desconhecidas do sujeito agir de modo 
agressivo. Funciona, também, como forma de ensino e 
aprendizagem  de  atitudes,  normas  e  valores  que 
conduzem ao comportamento agressivo mais intenso 
e/ou mais freqüente. 
O segundo tipo de hipótese explicativa para as 
relações encontradas entre a agressão e televiolência 
refere­se  à  desinibição  daagressão.  Em  termos 
simplificados,  pode­se  dizer  que  ao  longo  da  vida 
humana a família e outros agentes educativos atuam 
no processo de socialização da criança, fazendo com 
que ela aprenda a inibir ou controlar seu comportamento 
agressivo. A exposição à televiolência e à cineviolência 
funcionaria  no  sentido  oposto,  isto  é,  reduzindo  ou 
enfraquecendo  essas  inibições  contrárias  às 
manifestações  agressivas.  Isso  faz  com  que  o 
comportamento agressivo se torne mais freqüente e 
mais intenso. 
De acordo com o terceiro tipo de explicação, a 
hipótese  do  despertar  emocional  ou  da  ativação,  a 
televiolência exerce um efeito de “despertar emocional” 
do telespectador, e esse efeito, por sua vez, estimula 
respostas  de  alta magnitude.  Vários  estudos  têm 
provado que as crianças ficam de fato despertas ou 
excitadas quando expostas a material do tipo agressivo. 
Existem também pesquisas que indicam aumento de 
agressão, sob certas circunstâncias, em decorrência 
de exposição a material do tipo erótico e humorístico.” 
(“TELEVISÃO  E CRIANÇA”. CADERNOS  DE COMUNICAÇÃO 
PROAL Nº 3, 1978). 
O texto que você acabou de ler tem natureza dissertativa e é um bom exemplo de redação bem estruturada, 
pois tem um desenvolvimento lógico e apresenta unidade de assunto e coerência na exposição das idéias. 
Você pode observar que o texto apresenta uma introdução e um desenvolvimento perfeitamente relacionados 
e delimitados em parágrafos. Falta talvez, a conclusão, que é outro elemento básico de uma redação de 
caráter dissertativo. 
Delimite, no texto lido, as partes apresentadas: 
01) Introdução vai de: 
até:
4 3 Redação III 
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43 REDAÇÃO 
02) Desenvolvimento vai de: 
até: 
INTRODUÇÃO bem estruturada, sempre apresenta o assunto delimitado (= a escolha da idéia central da 
redação) e um objetivo bem definido (= aquilo que se pretende fazer na redação). 
01) Qual o assunto delimitado na introdução? 
02) Qual é o objetivo do autor em relação a esse assunto? 
DESENVOLVIMENTO. Nele é feita a argumentação e discussão do que foi definido no objetivo expresso na 
introdução. Observe que os parágrafos do desenvolvimento desdobram cada uma das três idéias expressas 
no objetivo. 
01) Qual é a idéia básica de cada um dos parágrafos do desenvolvimento? 
1º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
2º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
3º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
02) Quais as palavras da introdução que se relacionam com essas idéias desenvolvidas? 
1º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
2º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
3º) _______________________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
03) Em que se fundamenta o autor para fazer o desenvolvimento?
4 4  Redação III 44  REDAÇÃO 
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CONCLUSÃO é o fecho da redação, em que se retoma o objetivo proposto na introdução, acrescentando­lhe 
dados novos, decorrentes do que se expressou no desenvolvimento. 
Tente fazer uma conclusão coerente para o texto apresentado, seguindo a orientação acima. 
É dissertativo o texto em que as idéias trazem provas do que desejamos confirmar ou combater, 
assegurar ou refutar. 
A dissertação trabalha com provas ou argumentos. 
Pode ter este esquema: 
1. De que se trata? 
­ Assunto 
2. O que é que eu penso? 
­ Ponto de vista. 
3. Por que é que eu estou  certo? 
­ Argumentação. 
4. O que é que o outro pensa? 
­ Crítica. 
5. Por que é que ele está errado? 
­ Refutação. 
6. O que é que eu posso dizer depois de tudo? 
­ Conclusão. 
O texto dissertativo depende da análise de algum acontecimento, de alguma atitude, de algum ponto 
de vista: 
1. O que acontece? 
2. Por que acontece assim? 
3. Como deveria ser? 
4. O que se deveria fazer para isso? 
5. Por que não se faz? 
Na dissertação, há quatro tópicos que nunca se podem omitir: 
a) Assunto. 
b) Ponto de vista. 
ATIVIDADE ­ COMPLEMENTAR 
­ Em grupo ­ 
­ Cada grupo deve escolher um filme (locadora de vídeo ou gravar), ou programa de TV (gravar), até mesmo 
cenas de novela (gravar). 
c) Argumentação. 
d) Conclusão.
4 5 Redação III 
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45 REDAÇÃO 
­ Anotar as cenas mais violentas, sejam elas físicas ou de outra natureza (moral, ética, etc.). 
­ Exibir para os colegas somente as cenas escolhidas e solicitar que cada um anote as reações internas/ 
externas provocadas nele. 
­ Debatidas as emoções, cada grupo deverá relacioná­las ou não com o texto “Televiolência”. 
­ Escolhido um relator, distribuir o  texto em toda a escola, denunciando ou não os efeitos perversos da 
televiolência e/ou cineviolência. 
REDAÇÃO 
INSTRUÇÕES GERAIS: Há três temas propostos para redação. Escolha um deles e desenvolva um texto 
dissertativo. Dê um título a sua redação. 
TEMA I: Leia com atenção o seguinte trecho retirado da revista Veja. A seguir, elabore um texto no qual você 
discuta a posição do jornalista. 
CRIME 
Aplauso errado 
Cinegrafista filma policial matando um criminoso. O policial ganha elogios 
e quem tem de se esconder é o cinegrafista. 
Na manhã de sábado, 4, Cristiano Moura Mesquita de Mello, um bandido de 20 anos, foi executado 
com três  tiros pelo cabo Flávio Ferreira Carneiro, da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A cena da execução 
apareceu na televisão ­ e foi um sucesso. Filmadas por um cinegrafista da TV Globo, que conseguiu captá­las 
sem que o PM percebesse, as imagens foram ao ar no Jornal Hoje e no Jornal Nacional. Dois dias depois, 
uma enquete da TV Educativa do Rio mostrou que 86% dos 106 telespectadores de um programa da emissora 
disseram que o PM agira corretamente. Em outra pesquisa, apenas 9% dos ouvintes da Rádio Globo acharam 
a cena chocante demais, e o restante aplaudiu o policial. Mais da metade das cartas enviadas às redações 
dos jornais do Rio, na semana passada, também elogiava o gesto do policial. Ninguém defende a execução do 
bandido pelo gosto mórbido de ver sangue nas ruas, e sim devido a um legítimo desejo de segurança e paz. 
Mas estão todos errados. A ação do cabo Flávio é um crime, não gera segurança nem paz, e coloca­o na 
mesma condição de Cristiano de Mello ­ a de bandido. 
TEMA II: Observe a imagem construída pelo chargista Or­ 
lando, que saiu no jornal Folha de S. Paulo. 
A seguir, produza um texto sobre a idéia que ela sugere.
4 6  Redação III 46  REDAÇÃO 
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TEMA III:
“Causou polêmica a reedição da medida provisória que extingue o antigo Conselho Federal de 
Educação e cria em seu lugar o novo Conselho Nacional para a área. As questões levantadas expressam 
basicamente a opinião de alguns reitores e setores da intelectualidade em relação à proposta do governo 
de aplicar exames aos alunos dos últimos anos dos cursos de graduação nas faculdades e universidades 
brasileiras.” 
(FOLHA  DE S. PAULO) 
O tema “proposta do governo de aplicar exames aos alunos dos últimos anos dos cursos de graduação” tem 
sido amplamente discutido. 
Apresente aqui, em texto dissertativo, suas idéias a respeito desse assunto. 
REDAÇÃO 
Instruções Gerais: Há três temas propostos para redação. Escolhaum deles e desenvolva um texto dissertativo. 
Dê um título à sua redação 
TEMA I: 
Leia com atençãoo seguinte trecho: 
“Para Maria Isabel de Mattos, do Instituto de Psicologia da USP, o computador pode ajudar muito 
na aprendizagem da criança: ‘Mas não é uma panacéia’. A psicóloga cita uma pesquisa da USP de 1993 
sobre as preferências da garotada, em que o micro vem depois das brincadeiras com os amigos, de 
ouvir música, ver tevê e praticar esportes. ‘Alguém muito fascinado por computador tem um problema’, 
ressalta Maria Isabel.” 
(REVISTA ISTOÉ) 
A seguir, elabore um texto no qual você discuta a idéia proposta. 
TEMA II: 
“Vinte e nove anos depois de utilizado como pretexto para economizar energia, o horário de verão 
sempre provoca a ira dos preguiçosos, que têm que acordar uma hora mais cedo, e faz a felicidade dos 
que adoram voltar para casa, após o trabalho, ainda sob a luz do dia. Mas todos são unânimes em afirmar 
que o relógio biológico demora um pouco a entrar nos eixos.” 
(ESTADO DE MINAS). 
Elabore um texto, em que você discuta a idéia colocada pelo jornal Estado de Minas. 
EXTRAÍDO DO VESTIBULAR DA PUC­MG
4 7 Redação III 
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47 REDAÇÃO 
TEMA III: 
Observe a imagem colocada a seguir. 
Produza um texto dissertativo sobre a idéia que ela sugere. 
ATIVIDADE ­ CRÍTICA 
O trabalho que você acabou de realizar foi proposto num exame vestibular. 
Dados três temas, você escolhe um. 
1. Quais as vantagens e desvantagens desse tipo de proposta? 
2. No seu entendimento, qual tipo de texto é mais significativo?: 
Texto apenas escrito 
Texto­imagem 
Texto­imagem­escrito 
Por quê? 
EXTRAÍDO DO VESTIBULAR DA PUC­MG
4 8  Redação III 48  REDAÇÃO 
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3. Qual(is) dele(s) torna você mais criativo e livre para escrever? Justifique. 
4. Que sugestões de temas você daria para a Universidade aplicar nos exames vestibulares? De que forma 
poderiam ser solicitados? 
5. Você conhece os critérios usados para corrigir a sua redação no exame vestibular? 
6. Em caso negativo, solicite informações a seu professor, ou mesmo na Universidade a que você vai se 
candidatar. 
Conhecendo os critérios de correção, você ficará mais atento às exigências. 
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO 
Chama­se CONETIVO a palavra que liga uma construção a outra. 
O conetivo pode ser vocabular 
­ Casa de meu pai. 
E pode ser oracional 
­ Creio que voltarei cedo. 
O conetivo vocabular é uma preposição (a, de, com...) ou uma locução prepositiva (à frente de, depois de...). 
O conetivo oracional pode ser: 
1. Relativo: 
­ Eis o livro que comprei. 
2. Coordenativo: 
­ Entrei na sala e sentei­me. 
­ Enganei­me ou me roubaram. 
­ Saiu agora, mas volta logo. 
Obs.: Os conetivos coordenativos sempre ligam construções de valor equivalente.
4 9 Redação III 
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49 REDAÇÃO 
3. Subordinativo: 
­ Dizem que vai chover. 
­ Perguntam se vai chover. 
­ Estudo enquanto o sono não vem. 
­ Estudo, embora tenha sono. 
Obs.: Os conetivos subordinativos sempre ligam orações de valor desigual. 
Agora, responda: 
1. Onde há conetivo vocabular? 
a) Venho de minha terra. 
b) Venho porque me chamam. 
c) Ficou em algum canto. 
d) Ficou onde o puseram. 
e) Creio em tua sinceridade. 
f) Creio que nada lhe agrada. 
2. Construa orações absolutas (isoladas e independentes), suprimindo o relativo  e repetindo o substantivo a 
que ele se refere. 
Modelo 
a) Morreu o homem que eu amava. 
­ Morreu o homem. Eu amava o homem. 
­ Morreu o homem. Eu o amava. 
b) Gostei do livro que comprei. 
c) Estive na casa onde morei. 
d) Disse os nomes dos quais me lembro. 
e) Veja a roseira cujas flores colhi. 
3. Construa um período que reúna as orações absolutas. 
Modelo: 
a) Morreu o homem. Eu o amava. 
­ Morreu o homem que eu amava.
5 0  Redação III 50  REDAÇÃO 
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b) Gostei do livro. Comprei­o. 
c) Estive na casa. Morei nela. 
d) Disse os nomes. Lembro­me deles. 
e) Veja a roseira. Colhi suas flores. 
f) Chamei o aluno. Seu pai chegara. 
g) Visitei o médico. Eu me casei com sua prima. 
h) Repreendi o menino. Bati o carro por sua culpa. 
Silêncio 
“Há no comportamento das pessoas um aspecto 
que me parece muito significativo e que se poderia 
traduzir da   seguinte maneira: a satisfação costuma 
ser  si lenciosa  e  a  angústia,  barulhenta.  Essa 
observação,  assim  formulada,  pode  parecer meio 
cabalística. Mas não é difícil constatar que ela se revela 
uma prática constante nos mais diferentes níveis das 
relações humanas. 
Veja,  por  exemplo,  a maior  queixa  dos  pais: 
nossos filhos nunca falam no que fizemos de bom, só 
sabem é descer a lenha nas nossas falhas. E é verdade. 
Em  todo  papo  de  filho  e  mesmo  em  revistas  de 
psicologia, o que mais se faz é falar de pai e de mãe. 
Ninguém menciona o que eles fizeram de bom. A razão 
é simples. Aquilo que em nós funciona bem, aquilo que 
existe  numa  boa,  está  em  silêncio.  A  parte  boa  do 
relacionamento entre pais e filhos, os bons frutos que 
essa  relação  deu  pela  vida  afora,  são  realidades 
basicamente silenciosas. Aquilo que dói, que produz 
angústia, isso é o que costuma fazer barulho. E nisso 
se fala muito. Quer dizer, se eu sou desembaraçado ao 
falar com as pessoas, nem me pergunto de que amor, 
de que apoio me vem esse desembaraço. Cada vez, 
no  entanto,  que  eu  perco  o  jeito  na  frente  de  uma 
menina, começo logo a investigar o passado: não, sabe, 
minha  educação  foi  muito  repressora...  Aí  os  pais 
terminam levando bronca por uma parte daquilo que 
eles fizeram. Porque o que eles fizeram de bom vai 
mesmo ficar em silêncio. 
Em  todas  as  áreas  do  encontro  humano,  as 
relações  podem  se  revelar  assim  barulhentas  ou 
silenciosas. Você, por exemplo, se encontra com um 
determinado grupo de pessoas e oficialmente está tudo 
certo entre você e elas. Aparentemente tudo muito bem, 
numa boa. Só que você sai desse encontro exausto, 
com vontade apenas de se jogar numa cama e dormir. 
Porque você sente por dentro um barulho enorme. E 
até  é  capaz  de  passar  um mês  remoendo  aquele 
encontro, tentando perceber onde foi que ele não se 
encaixou em você. 
De outros encontros você sai leve, silencioso, 
descarregado. As coisas como que naturalmente se 
encaixaram. Essas são as que eu chamo de relações 
silenciosas,  tão  silenciosas  que  até  podem parecer 
pouco  intensas. Só  que  uma  coisa  pode  estar  em 
silêncio  e  ser  extremamente  ativa.  Uma  amizade 
silenciosa pode ser inesgotavelmente rica em trocas. 
Mas   é  importante  não  confundir   relações 
TEXTO
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51 REDAÇÃO 
silenciosas com relações silenciadas. Acho que um 
clássico exemplo de relação silenciada é o almoço 
dominical em família. Porque ali, oficialmente, está 
tudo certo, oficialmente todo mundo aceitou aquela 
estrutura,  aquela maneira de conviver, de estar 
reunido. Mas acaba o almoço e cada um vai para 
o seu canto, e você pode ver que há certa angústia 
rosto de cada um. Oficialmente, tudo ali estava no maior 
silêncio, na maior satisfação. Na verdade, tudo podia estar 
apenas silenciado. Havia muitos gritos naquele silêncio. Muita 
raiva, muito tumulto. Silenciados.” 
(GAIARSA, ANDRÉ. SILÊNCIO. IN: PSICOLOGIA ATUAL. 
I. Construa novas frases, sem mudar­lhes o sentido. 
1. “Essa observação, assim formulada, pode parecer meio cabalística.” 
2. “...os bons frutos que essa relação deu pela vida afora, são qualidade basicamente silenciosas.” 
3. “...não, sabe, minha educação foi muito repressora.” 
4. “...tão silenciosas que até podem parecer pouco intensas.” 
5. “Havia muitos gritos naquele silêncio. Muita raiva, muito tumulto.” 
II. Responda as questões a seguir. 
1. Através de uma frase, EXPLIQUE a idéia central do texto. Procure, também, outras idéias que sejam 
fundamentais para a compreensão da idéia central.
5 2  Redação III 52  REDAÇÃO 
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2. Na relação pais e filhos,o que significa, para o autor, a angústia barulhenta? 
3. O que leva um filho a alegar que a sua educação foi “repressora”? 
4. Que diferença faz o autor entre “relações silenciosas e silenciadas”? 
5. Tomando como base o texto lido, marque o que for, possivelmente,  VERDADEIRO: 
(    )  Um bom exemplo de relação silenciosa é o almoço dominical porque aí a família se 
encontra num momento de interação. 
(    )  Uma amizade silenciosa não é gratificante, significando a ausência de elementos de troca 
entre as pessoas. 
(    )  As pessoas costumam fazer “barulho” quando se encontram tranqüilas e satisfeitas com 
o mundo que as rodeia. 
(    )  O ser humano costuma silenciar­se quando se sente leve, descarregado. 
(    )  As pessoas, quando se frustram, procuram logo investigar o passado para responsabilizar o 
outro. 
(    )  É muito raro os filhos se lembrarem dos momentos bons que tiveram na companhia dos pais. 
6. Produza um pequeno texto a partir da idéia abaixo: 
“Uma amizade silenciosa pode ser inesgotavelmente rica em trocas.” 
Como?
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53 REDAÇÃO 
ATIVIDADE ­ REFLEXÃO 
­ Em grupo ­ 
Nesse sentido, propõe­se: 
­ Cada grupo deve eleger um grupo social, instituição ou outro para dizer do “tipo ideal”. 
­ Sugestões ­ 
família                              amigos  marido/mulher 
escola  igreja  professores 
vizinhança  namorado(a)  governantes 
outro            Qual?__________________ 
­ Discutido o tipo ideal, confrontar com o real, observando semelhanças e diferenças. 
­ Cada grupo deve apresentar seu trabalho para toda a turma sob forma de seminário ou outra decidida pela 
turma/professor. 
­ Eleito um redator, digitar o texto coletivo e distribuí­lo na escola. Caso não dê para distribuir em toda a 
escola, procurem pontos estratégicos para expô­lo (os banheiros e bebedouros são excelentes para esses 
casos). 
Observe os períodos com bastante atenção: 
Todos nós temos um “tipo ideal” de amigo(a), vizinho(a), família, namorado(a), etc. 
Obviamente, trata­se apenas de um “tipo ideal”. Na realidade, no decorrer da vida, todos 
vão adequando seu tipo ideal ao real, devido à multiplicidade do ser humano. 
Isto é natural !! 
Quando se descobre o conflito entre o “tipo ideal” e o “real”, sofre­se, mas, naturalmente, 
compreende­se ao longo do processo de maturação. 
IDÉIA DE TEMPO 
­ Ao despedirem­se, choravam. 
­ Pense bem, antes de falar. 
­ Não os deixei em paz, até eles se decidirem. 
RELAÇÕES 
Tempo 
Modo 
Condição 
Fim  CONCESSÃO 
Causa 
Consequência
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IDÉIA DE FIM 
­ “O animal feroz mata para se alimentar.” 
­ “Para melhor fotografarem o eclipse solar, astrônomos subiram a doze mil metros.” 
­ “Arrastei­me chorando, apalpando o chão, a procurar qualquer coisa.” 
IDÉIA DE CONCESSÃO 
­ Ofendi­os sem querer. 
­ Apesar de ser ainda criança, não teve medo. 
­ Embora chovesse, saiu. 
IDÉIA DE CONDIÇÃO 
­ Não sairá sem antes me avisar. 
­ A prosseguirem esses crimes, ninguém mais terá sossego. 
­ A julgar pelas aparências, Paulo e Vera são um casal feliz. 
IDÉIA DE CAUSA 
­ Não veio por se achar doente. 
­ Comprarei os dois cavalos, visto serem de boa raça. 
­ “Quase nos matam de tanto nos abraçar”. 
IDÉIA DE MODO 
­ Retirei­me discretamente, sem ser percebido. 
­ “Eugênia saiu sem despedir­se do pai.” 
­ “Ela o encarou por algum tempo, em silêncio, como a analisá­lo.” 
IDÉIA DE CONSEQUÊNCIA 
­ Muito distraído devia estar você para não me ver na festa. 
­ Aquela cena impressionou­o muito, a ponto de lhe tirar o sono. 
­ “Eu é que era jovem, a ponto de provocar reparo.”
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55 REDAÇÃO 
ATIVIDADE ­ DESAFIO 
Situação 
“Você brigou com seu(sua) namorado(a). Você ainda continua gostando dele(a).” 
Construa uma história em que apereçam claramente as idéias de: causa, tempo, fim, concessão, condição, 
modo, conseqüência. 
Caso a situação sugerida não lhe agrade, modifique­a, mas apresente as relações 
acima mencionadas: causa, consequência, etc. 
Obs.: Se você escrever o texto sem prestar atenção às relações, você terá uma surpresa, pois aparecerão 
circunstâncias de tempo, modo, lugar, consequência, causa, etc. 
MARQUE­AS!!
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Agora responda: 
1. PUC­MG. 
“E concordaram em que não era necessário tomar por força homens, porque costume era dos que assim à força 
levavam para alguma parte dizerem que há de tudo quanto lhes perguntam; e que melhor e muito melhor informação da 
terra dariam dois homens desses degredados que aqui deixássemos do que lhes dariam se os levassem por ser gente 
que ninguém entende.” 
(CARTA DE PERO VAZ  DE CAMINHA) 
Destaque no texto trechos que apontam as seguintes circunstâncias (ou destaque as orações subordinadas 
adverbiais de) 
­ causa  ___________________________________________________________________________ 
­ comparação  ______________________________________________________________________ 
­ condição _________________________________________________________________________ 
2. Construa períodos que apresentem circunstâncias de: 
a) Conseqüência____________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
b) Concessão  ______________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
c) Condição  _______________________________________________________________________ 
_________________________________________________________________________________ 
d) Finalidade _______________________________________________________________________ 
3. Observe as orações grifadas e diga que circunstância indicam. 
a) Cheguei a Belém três dias depois, tendo rodado mais de 4 mil km. 
b) Mesmo correndo, não o alcançou. 
c) Estudando, você aprenderá em pouco tempo. 
d) Prevendo uma resposta indelicada, não o interroguei. 
e) O homem entrou na sala dando empurrões. 
f) Mesmo oprimidos, não cederemos. 
g) Surpreendidos por repentina chuva, pusemo­nos a correr.
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57 REDAÇÃO 
CONCLUSÃO 
REFLEXÃO CRÍTICA 
Discriminação 
“O termo discriminação apresenta três significados principais: 
Em seu sentido mais geral, denota o ato de perceber, notar ou fazer distinção entre objetos. 
É às vezes usado para indicar o tratamento diferencial, favorável ou desfavorável, que se dá a pessoas 
segundo as respectivas categorias ­ tratamento este que tem pouca ou nenhuma relação com o comportamento 
real das pessoas assim tratadas. 
No sentido contemporâneo mais comum, tanto 
na  linguagem  corrente  como  nas  ciências  sociais, 
denota o tratamento desfavorável dado arbitrariamente 
a certas categorias de pessoas. Nesse caso, refere­se 
a um processo ou forma de controle social que serve 
para manter  a  distância  social  entre  duas  ou mais 
categorias  ou  grupos,  através  de  um  conjunto  de 
práticas  mais  ou  menos  insti tucionalizadas  e 
racionalizadas. Essas práticas acarretam a atribuição 
arbitrária  de  traços  de  inferioridade,  baseados  em 
razões que pouco têm a ver com o comportamento real 
das  pessoas  que  são  objeto  da  discriminação. 
Freqüentemente tais razões entram em conflito com as 
idéias aceitas de justiça e decência. 
Tais  práticas  podem  incluir  a  segregação  e 
também outras iniciativas que vão muito além. Podem 
ser tomadas como as expressões concretas em que se 
encarna o preconceito, desde que atos inspirados em 
atitudes preconcebidas. 
Ainda  que  se  reconheça  a  existência  de 
discriminações  favoráveis em relação a pessoas ou 
grupos, o uso  do  termo em ciência  social absorveu 
quase que totalmente a idéia de tratamento desfavorável. 
Uma das poucas definições neutras encontradas foi a 
“definiçãodo  termo”  numa  publicação  das Nações 
Unidas: “Discriminação inclui qualquer conduta baseada 
em razões de categorias naturais e sociais, sem a menor 
relação com as capacidades ou méritos individuais, ou 
com  o  comportamento  concreto  da  pessoa  em 
questão”(The main types and causes of discrimination, 
Lake Success, N. Y.,  1949, p.  9).  Entre  os  tipos  de 
discriminação  vantajosa  estão  os  tratamentos 
cavalheirescos em  relação às mulheres ou pessoas 
idosas,  ou  as  prerrogativas  de  família  de  cunho 
hereditário. 
B. Berry apresenta também uma definição neutra 
do termo: “Tratamento diferencial conferido a indivíduos, 
pelo fato de pertencerem a determinada categoria ou 
grupo” (Race and ethnic relations. Boston, Houghton, 
Mifflin, 1958., p. 372). Mas ilustra sua definição com 
um  exemplo  de  tratamento  negativo:  “Os  povos 
dominadores, em toda parte, têm recorrido a uma série 
de  artifícios  para  restringir  econômica,  política  e 
socialmente os grupos étnicos e raciais dominados. O 
termo  comumente  aplicado  a  tais  práticas  é 
discriminação” (ibid., p. 432) Comenta ainda que “uma 
das funções dessas discriminações consiste em isolar 
os grupos dominantes e os subordinados, assim como 
limitar  o  contato  e  a  comunicação  entre  eles.  O 
isolamento e a segregação, como é sabido, propiciam 
a preservação do status quo, assim como impedem 
o processo de assimilação e de fato entorpecem no 
grupo desfavorecido o desejo de um  status mais 
elevado... Mas importante ainda é o fato de que as 
polít icas  discriminatórias  dif icul tam  ao  grupo 
oprimido a aquisição de conhecimentos, habilitações 
TEMPORAL  indica o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal. 
FIM  indica finalidade, objetivo. 
CONCESSÃO  indica um fato que concede, que se admite, em oposição ao da oração principal. 
CONDIÇÃO  indica hipótese, possibilidade. 
CAUSA  indica motivo, razão. 
MODO  indica maneira. 
CONSEQÜÊNCIA  indica um efeito ou resultado.
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e instrumentos para a melhoria do seu status” (ibid., p. 433). 
G. W. Allport defende uma concepção de discriminação como a manifestação declarada de um preconceito 
que “se origina quando se tomam medidas no sentido de excluir membros de um grupo exclusivo.” (The nature of 
prejudice. Boston, Addison­Wesley, 1954. p 52­3). Frisa ainda que não se pode classificar como discriminação 
a separação de grupos por falta de compatibilidade, ou de pessoas, por suas características individuais (ibid.).” 
(MOORE HARRY E . DICIONÁRIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS. MEC ­ 2ª EDIÇÃO. 1987). 
Em grupo, discuta com seus colegas as seguintes questões: (Anotem as conclusões) 
1) Apesar de o termo discriminação apresentar três significados, qual o mais comum? Exemplifique. 
2) O que se entende por preconceito? Você é vítima de algum tipo de preconceito? 
3) Existe algum tipo de discriminação que seja positiva? Em caso positivo, dê exemplos. 
4) “Os povos dominadores, em toda parte, têm recorrido a uma série de artifícios para restringir econômica, 
política e socialmente os grupos étnicos e raciais dominados.” 
a) Quem são os dominadores? 
b) Quem são os dominados? 
c) Quais artifícios são usados? 
ATIVIDADE ­ COMPLEMENTAR 
­ Em grupo ­ 
­ Cada grupo deve eleger um grupo discriminado. 
­ Ler sobre esse grupo. 
­ Se possível, fotografar, filmar, entrevistar, etc. 
­ Convidar, se possível, alguém para falar do grupo discriminado em sala de aula e/ou auditório da escola. 
Sugestão 1: espalhar na escola frases discriminatórias para observar as reações das pessoas e provocar 
discussões. 
Sugestão 2: montar murais em caso de fotos com textos laterais. 
Sugestão 3: passar o filme em caso de gravação vídeográfica. 
Sugestão 4: em caso de gravações (entrevistas jornalísticas), expor para os colegas. 
­ Outras sugestões podem e devem ser dadas para tratar do tema. 
SUGESTÃO DE APRESENTAÇÃO 
Cada aluno, após escrito um texto sobre “ discriminação” , deve divulgá­lo na escola. Dez cópias de 
cada texto deixarão a escola cheia de novas idéias sobre os efeitos negativos da discriminação.
5 9 Redação III 
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59 REDAÇÃO 
RELAÇÃO  O PRONOME RELATIVO 
Observe: 
O pronome relativo da oração subordinada adjetiva pode vir preposicionado. Portanto é preciso estar atento à 
regência do verbo utilizado. 
­ A fruta de que mais gosto... 
­ A cidade a que me dirigi... 
­ A ferramenta com que trabalho... 
O critério sintático para acertar sempre é olhar a pergunta correspondente, porque a subordinada adjetiva 
geralmente é igual a uma pergunta. 
­ De que fruta mais gosto? 
A fruta de que...(da qual) 
­ A que cidade me dirigi? 
A cidade a que...(à qual) 
­ Com que ferramenta trabalho? 
A ferramenta com que...(com a qual) 
Agora, responda: 
1. Transforme a segunda oração em subordinada adjetiva do sujeito da primeira. 
Sugestão: 
a) Meus pais ainda não desistiram de mim. Eles são otimistas. 
­ Meus pais, que são otimistas, ainda não desistiram de mim. 
b) Meus pais são otimistas. Eles ainda não desistiram de mim. 
c) O escritor me cumprimentou. Ele leu a minha crítica. 
d) O escritor leu a minha crítica. Ele me cumprimentou. 
e) As rosas me agradam. Elas são todas lindas.
6 0  Redação III 60  REDAÇÃO 
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2. Assinale a construção popular que se deve evitar na língua culta: 
a) Veja o livro que eu vinha me entretendo com ele na viagem. 
b) Chamei o rapaz que o pai dele tinha chegado. 
c) Chamei o rapaz cujo pai tinha chegado. 
d) Elogiei o aluno que eu tinha dado dez no trabalho dele. 
e) Elogiei o aluno a cujo trabalho eu tinha dado dez. 
f) Veja o livro com que eu me vinha entretendo na viagem. 
3. Transforme a pergunta numa resposta que tenha uma subordinada adjetiva e comece de uma destas 
maneiras: 
­ Este é... 
­ Esta é... 
Modelo 
a) De que negócio ele está falando? 
­ Este é o negócio de que ele está falando. 
b) Em que livro o autor se inspirou? 
c) A que missão ela se entregou? 
d) Por que aluno ele se responsabiliza? 
e) De que loja ele está encarregado? 
f) A que mulher o poeta dedica seu amor? 
TEORIA DA LÍNGUA 
CONHECER PARA EVITAR!! 
Vícios de Linguagem 
1. Ambigüidade: defeito da frase a qual apresenta duplo sentido. 
Convence, enfim, a mãe a filha amada. 
­ Pedro, vi a Joana passeando com sua irmã.
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61 REDAÇÃO 
2. Barbarismo: uso de palavras erradas, relativamente à pronúncia, forma ou significação. 
Rúbrica em vez de RUBRICA 
Cidadões em vez de CIDADÃOS 
Interviu em vez de INTERVEIO 
3. Cacófato: som desagradável ou palavra de sentido ridículo ou torpe, resultante da seqüência de 
certos vocábulos na frase. 
Cinco cada 
Essa cana 
Mande­me já 
4. Obscuridade: sentido duvidoso decorrente do emaranhado da frase, da má colocação das palavras, 
da impropriedade dos termos, da pontuação defeituosa ou do estilo empolado. 
5. Pleonasmo: redundância, presença de palavras supérfluas na frase. 
Entrar para dentro 
Sair para fora 
Aponte, nas frases a seguir, o vício de linguagem presente. 
Reescreva, corretamente, a frase. 
a) Todos poram os livros na estante. 
b) Pedro encontrou­se com Maria e falou de sua roupa. 
c) Como me faz bem a brisa matinal da manhã! 
d) Ele é muito ancioso! 
e) Todos proporam que ela se contesse. 
f) Você já observou a boca dela? 
g) Vai­a seguindo, enquanto examino outros problemas.
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ATIVIDADE DE CAMPO 
­ Em grupo ­ 
Observados os vícios de linguagem: 
A) ambiguidade 
B) barbarismo 
C) cacófato 
D) obscuridade 
E) pleonasmo 
­ Cada grupo deve ficar com um deles e anotar, seja observando a fala de amigos, colegas, professores, etc. 
(gentileza, ao observar o vício de linguagem, não corrigir a pessoa para evitar constrangimento). Apenas, 
discretamente, anote­o depois em seucaderno. Se necessário, podem consultar, também, algumas gramáticas. 
­ Levem para a sala de aula. Troquem as frases, períodos ou parágrafos, sem dizer a que vício se referem. 
­ Cada grupo deve descobrir o vício e reescrever, observando a norma culta. 
­ Sugiram para o professor uma maneira de apresentar este trabalho. 
REDAÇÃO 
Instruções Gerais: Há três temas propostos para redação. Escolhaum deles e desenvolva um texto dissertativo. 
Dê um título a sua redação. 
TEMA I: 
Leia com atenção a frase emitida por Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, torcida organizada do 
Palmeiras, diante da possibilidade de impedimento legal do funcionamento das torcidas organizadas, tendo 
em vista a violência nos estádios de futebol. 
A seguir, elabore um texto no qual você discuta a idéia proposta. 
“Se acabarem com as torcidas uniformizadas, seremos mais de 80.000 jovens sem ter no que acreditar.” 
TEMA II: 
O projeto Axé, organização não governamental, está à beira de seu fechamento por falta de verba. Por isso 
Caetano Veloso produziu um ‘show’ em benefício da entidade. O Presidente Fernando Henrique Cardoso 
compareceu ao evento. 
Diante desses fatos, Arnaldo Jabor, no jornal Folha de S. Paulo,  emitiu as seguintes palavras: 
“Acho superlegal que FHC tenha atendido ao chamado do Caetano. Porém fiquei espantado como era 
barata a necessidade de dinheiro para o Axé. Só 200 mil, salário de dez juizes do STJ. É espantoso 
também que não haja no Governo grupos pensando soluções alternativas. Revoluções parciais possíveis. 
Como fazem os artistas. O macropoder está hoje nas mãos de sociólogos e economistas de alto nível. 
Já é bom. Mas acho que a efetivação política está precisando de artistas. A criança cheirando cola nos 
faz a pergunta essencial: “Quem somos nós? “ 
Elabore um texto, em que você discuta a idéia de Arnaldo Jabor.
6 3 Redação III 
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63 REDAÇÃO 
Foto de 1915 
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 
Esta família são dois jovens 
alheios a tirar retrato. 
Um se remira, espelho, no outro 
e se reencontra num abraço. 
Com o primeiro filho, a primeira 
filha, e tormentosos trabalhos, 
esta família é mais complexa. 
Nem se pensa em colher imagens. 
Vêm surgindo filhos (e penas). 
Uns mal chegam, vão­se, enevoados. 
Sobra tempo para imprimir 
no papel o sonho da vida? 
A TÍTULO DE EXEMPLO 
TEMA III: 
Observe a imagem colocada a seguir, que saiu no jornal Estado de Minas. 
A seguir, produza um texto dissertativo sobre a idéia que ela sugere. 
PUC/MG 
PUC/MG 
A família chega ao limite 
de se sentar e recordar­se. 
Já não cabe fotografia 
panorâmica: um dia coube? 
De Santa Bárbara o fotógrafo 
chega em hora definitiva. 
A tarde, a relva. Enquanto há sol, 
cadeiras pousam no jardim. 
Esta família faz­se grupo 
imóvel mas sempre fixo. 
Quanto sobrou de uma família: 
a leve escultura de um grupo
6 4  Redação III 64  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
“A tradicional família mineira está passando por um 
curioso  processo  de  transformação,  iniciado 
timidamente  por  volta  de  1963,  quando  Belo 
Horizonte  começou  a  cultuar  seus  primeiros 
barzinhos instalados no conjunto Archangelo Maletta 
ou  brilhando  solitariamente  na  rua Guajajaras, 
também no centro da cidade, como o Bucheco. 
O processo de mudança do mineiro não aconteceu 
da noite para o dia, e é considerado até lento pelo 
sociólogo Jarbas Medeiros, doutor em sociologia 
política pela École Pratique des Hautes Études de 
Paris  e  professor  do  Departamento  de Ciência 
Política da Universidade Federal de Minas Gerais 
(UFMG). Ele acredita que “por termos uma cultura 
complementar à do Rio de Janeiro e à de São Paulo, 
as transformações chegam a Minas com um certo 
atraso”. 
A mudança  no  comportamento  dos mineiros  se 
tomou mais  evidente  a  partir  da  década  de  80, 
quando os jovens começaram a acompanhar de perto 
e participar  com mais  interesse da evolução dos 
costumes. “Foi nessa época que o mineiro deixou 
de ser careta e se tornou cosmopolita”, atesta Delcir 
da  Costa,  sem  esquecer  de  f risar  que  essa 
transformação passou por altos e baixos. O psiquiatra 
explica que “o mineiro é um montanhês e, como tal, 
uma hora está no sopé da montanha e em outra 
está no pico, e quando se está lá em cima é mais 
fácil enxergar longe”.” 
ATIVIDADE ­ OBSERVAÇÃO 
­ Em grupo ­ 
I. Procurem um, dois ou mais textos, que tratem das tradições e/ou mudanças por que passaram os valores 
de sua cidade e/ou estado onde vocês vivem. 
II. Se for possível, desenhem, tirem fotos, ou filmem, a depender do(s) aspecto(s) escolhidos. 
III. Troquem os textos (em prosa ou verso) com os demais grupos. 
IV. Elejam os mais interessantes, e a partir deles, produzam, individualmente, um texto dissertativo sobre 
“Tradições e mudanças na sociedade local, onde você vive”.
6 5 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
65 REDAÇÃO 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
RELAÇÕES 
Observe: 
“ O tambor soa porque é oco” . 
porque é oco  causa 
“Minha mão tremia tanto que mal podia escrever” . 
que mal podia escrever  conseqüência 
“ Afastou­se depressa para que não o víssemos” . 
para que não o víssemos  finalidade 
Observadas as sugestões acima, tente averiguar as relações que se seguem: 
“Desde que é impossível, não resistirei.” 
“Os governantes realizam menos do que prometem.” 
“Célia vestia­se bem, embora fosse pobre” 
“Ficaremos sentidos, se você não vier.” 
“As coisas não são como dizem.”
6 6  Redação III 66  REDAÇÃO 
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“Comprarei o quadro, desde que não seja caro.” 
condição 
“Falou com uma calma que todos ficaram atônitos.“ 
“Fiz sinal que se calasse.” 
“À medida que se vive, mais se aprende.” 
“O agricultor colheu o trigo e o vendeu.” 
adição 
“Querem mais dinheiro, mas não trabalham.” 
“Os seqüestradores deviam render­se ou seriam mortos.” 
“As árvores balançam, logo está ventando.” 
“Choveu durante a noite, porque as ruas estavam molhadas.” 
(D. PASCHOAL CEGALLA) 
BUSCA DE INFORMAÇÕES 
­ Segure sua curiosidade ­ 
Antes de ler as propostas de redação que se seguem, tentem, em dupla, buscar informações sobre: 
­ Caso I ­ 
a) falência de bancos brasileiros e estrangeiros; 
b) privatização de bancos brasileiros; 
c) crimes do colarinho branco; 
d) justiça brasileira.
6 7 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
67 REDAÇÃO 
­ Caso II­ 
a) analfabetismo no Brasil: fatos e dados estatísticos até o atual momento; 
b) quanto se investe em Educação no Brasil e suas implicações políticas; 
c) chances de um brasileiro chegar à Universidade e os motivos por que a maioria dos brasileiros mal completa o 
Ensino Fundamental. O Ensino Médio pode até passar a ser um sonho! Imagine chegar à Universidade!!! 
d) tentativas de mudança na educação brasileira. 
ONDE BUSCAR INFORMAÇÕES? 
­ Jornais      ­ Revistas 
­ Livros específicos sobre os assuntos solicitados 
ETC... ETC... ETC... 
COMO BUSCAR AS INFORMAÇÕES? 
­ Consultar colegas, professores, amigos, pais, etc. 
­ Visitar as instituições de educação de sua cidade. 
­ Entrevistar pessoas ligadas à Educação. 
­ Visitar casas de cultura de sua cidade. 
­ Convidar pessoa ou pessoas ligadas à Educação/Cultura 
para uma palestra em sua escola. 
Etc... Etc... Etc... 
AGORA VOCÊS ESTÃO PREPARADOS PARA ENFRENTAR O TRABALHO A SEGUIR: 
Instruções: 
Há dois temas propostos para redação. Escolha um deles e desenvolva um texto dissertativo. 
Dê  um título a sua redação. 
Tema I 
“A  seqüência  de  estouros,  tanto  em  bancos 
privados como em oficiais, pode dar a impressão de 
que o Brasil é um país diferente dos outros.(...) 
Pois nem nesse aspecto o Brasil é um país sin­ 
gular. Na digníssima Inglaterra, a casa bancária Barings 
se arrebentou ­ apesar de seus mais de dois séculos 
de existência. Nos Estados Unidos, outra veneranda 
casa de investimentos, a Drexel Lambert, também faliu. 
Em ambos os casos, as falências foram provocadaspor 
malfeitorias. Aí começam as diferenças com o Brasil. 
O Barings  foi  à  lona  por  obra  e  graça  de  Nicholas 
Leeson. E Leeson, há um ano na prisão, foi julgado e 
(PUC­MG)
6 8  Redação III 68  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
A partir das informações dadas no texto veiculado pela Veja, além de outras que você conheça, produza um 
texto sobre a impunidade no Brasil. 
Tema II 
Em miúdos: lá fora, há punição, e pesada, para 
crimes do colarinho­branco, enquanto no Brasil bancos 
são saqueados e o Tesouro cobre os rombos sem que 
um mísero criminoso veja o sol nascer quadrado.” 
(VEJA, “CARTA AO  LEITOR”, 3/04/96.) 
O agricultor pernambucano Antonio Ramos da 
Silva, 49 anos, prefeito da pequena Quixadá, de 7500 
habitantes, a 430 quilômetros do Recife, tinha tudo para 
ser apenas mais um número nas estatísticas da miséria 
no Brasil. Nasceu numa família pobre, com onze irmãos, 
cresceu  trabalhando  na  roça  e  nunca  freqüentou  a 
escola. Até hoje não sabe ler e nem escrever. Apesar 
disso, na semana passada ele esteve em Belo Horizonte 
para receber uma homenagem especial do Ministério 
da Educação. Silva é apontado como modelo entre os 
5000 prefeitos brasileiros numa área em que o país 
marca passo há décadas: a educação. Administrando 
um dos municípios mais pobres de Pernambuco, ele 
transformou o ensino na prioridade do seu governo, 
construiu e  reformou escolas,  contratou professores 
com curso superior no Recife, aumentou o salário de 
todos eles e hoje gasta 40% de todo o orçamento da 
prefeitura em educação, índice muito acima do mínimo 
previsto  em  lei,  de  25%.  “Nada  é  tão  importante 
quanto a educação” , diz o prefeito analfabeto. “ Só 
uma pessoa como eu, que não  tive a chance de 
estudar, sabe o que é isso.”  
Escreva um texto cujo tema seja a educação no Brasil. 
As informações dadas, bem como outras que você já tenha, podem servir de referência. 
Há dois temas propostos para redação. Escolha um deles e desenvolva um texto dissertativo. 
Dê um título a sua redação. 
Tema I 
(PUC­MG) 
“O Pareja parece um bandido à moda antiga. 
Ele agiu o tempo todo como se estivesse estrelando 
um filme de aventuras. (...) Apesar das poucas horas 
de sono, Aldo Sabino não demonstrava cansaço ao 
narrar as aventuras do ‘amigo’ Pareja. Segundo ele, 
sua  admiração  por  ele  aumentou  na  rebelião  ­ 
quando até jogava bola com Pareja. “ (Promotor de 
Justiça Aldo Sabino, 23 anos, tomado como refém 
por Leonardo Pareja) 
“Tá me conhecendo? Muito prazer, sou o Pareja, 
tô fugindo. Este é o refém e estes estão fugindo comigo.” 
Depois de conversar com as pessoas, “Pareja até deu 
autógrafos”. 
Retirados da reportagem de 5/04/96, da Folha 
de  S.  Paulo,  os  trechos  acima  trazem  duas 
manifestações  a  respeito  das  atitudes  de  Leonardo 
Pareja,  seqüestrador,  presidiário,  líder  do  motim 
ocorrido  na  penitenciária  de Aparecida  de Goiânia 
(GO), em abril deste ano, quando foram feitos reféns 
para uma fuga. 
condenado a seis anos de cadeia. No caso da Drexel, 
o meliante foi Michael Milekn, que passou 22 meses 
numa penitenciária, além de ter pago multas no valor 
de 1,1 bilhão de dólares.
6 9 Redação III 
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69 REDAÇÃO 
Tema II 
“ Violência à mineira”  
“Menores são mortos por grupo de extermínio 
formado por policiais. 
Na noite de quinta­feira, 14, os meninos de rua 
Gilmar  Ferreira  de  França,  14  anos,  Jamil Martins 
Murilo, 15 anos, e Júnior Santos Marques Lelo, 17 anos, 
foram vistos pela última vez. (...) 
A chacina mobilizou entidades internacionais e 
chamou  a  atenção  para  um  grupo  de  extermínio 
organizado no interior da polícia mineira.” 
(ISTOÉ 27/MARÇO/96) 
ATUALIZE­SE 
­ Em dupla ­ 
­ Substituam os textos dos temas I e II por outros atuais que evidenciem a violência, em seus variados níveis, 
no Brasil. 
­ A partir dos novos textos, produza, individualmente, texto pessoal sobre um dos aspectos que mais lhe 
interessou. 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
“ O Poder da Palavra”  
“O  homem  cria  o mundo  à  sua  imagem  e 
semelhança.  Não  explica  apenas,  com  também  o 
organiza, pois os símbolos que elabora para descrevê­ 
lo vão servir para dominá­lo. Eis a profunda ambigüidade 
do  relacionamento que o homem estabelece com o 
mundo e consigo próprio. Constrói sistemas simbólicos 
que têm a propriedade de transformar o real imediato 
em conjunto de abstrações, mas essa transfiguração é 
requisito indispensável para atuar sobre a realidade. 
O discurso deve ser então considerado em suas 
várias  funções.  Como  expressão  da  situação,  a 
linguagem é criação e organização do mundo. Poder­ 
se­ia  falar,  nesse  sentido,  de  função  demiúrgica  da 
palavra. Os mitos de criação do mundo, seja qual for a
7 0  Redação III 70  REDAÇÃO 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
sua origem, deixam claro este aspecto. É Brama surgindo 
da flor de lótus oriundo do umbigo de Vishnu, com os 
Vedas na mão; o Livro Sagrado é contem­porâneo do 
universo. Nasce juntamente com ele. 
As religiões semíticas descrevem um estado 
indiferenciado da matéria, que um demiurgo ordena, 
dando nome aos elementos, e assim transforma o 
caos em cosmos. O poema babilônico “Enuma Elish” 
bem mostra  que  a organização  do mundo  é  feita 
mediante a atribuição do nome: “Quando, em cima, 
o céu ainda não recebera o nome, embaixo, a terra 
não fora ainda nomeada... No tempo em que, dos 
deuses, nenhum fora criado, nenhum chamado pelo 
nome...” 
Para os antigos egípcios, “o órgão da criação 
é  a  boca,   que  nomeia  todas  as  coisas”.   No 
“Rigveda”, a fala é apresentada como imagem ma­ 
terna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra 
vivem todos os deuses; os gênios, os animais e os 
homens... a palavra é imperecível, primogênita da 
lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade”. 
Será necessário, ainda,  lembrar João, 1,1­4? 
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, 
e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. 
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem 
ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a 
vida era a luz dos homens.” 
Dentro do  pensamento místico, a  palavra do 
homem é um aspecto da fala divina. Nas preces, nas 
invocações, na repetição de palavras rituais, na leitura 
dos textos sagrados, o homem participa da obra divina 
da criação e recriação  incessante do mundo. Dessa 
dupla operação a linguagem é testemunha. 
O conceito não deve ser considerado como pura 
abstração. Para existir, necessita de suporte físico. A 
mediação entre o mundo interno e externo é igualmente 
operada pelo elemento fonético. O som participa da 
natureza física, mas é ao mesmo tempo suporte para o 
conceito. É através da materialidade que se apreende 
a abstração.” 
­ Em grupo ­ 
1. Lido o texto, discutam em grupos as questões: 
O homem cria símbolos que acabarão dominando­o. 
“ ...a linguagem é criação e organização do mundo.”  
“ O homem cria o mundo à sua imagem e semelhança.”  
“ Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.”  
“ O homem criou “ deus”  à sua imagem e semelhança” . 
2. Elejam uma das questões e argumentem. 
( MONIQUE AUGRAS, O SER  DA  COMPREENSÃO)
7 1 Redação III 
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71 REDAÇÃO 
3. Dêem exemplos concretos da(s) situação (situações) eleita(s). 
ATIVIDADE ­ ARGUMENTAÇÃO 
A) O que é poder? 
B) Que outras formas, além das palavras, podem ser usadas como instrumentos de PODER? 
C) Com quais situações as palavras são mais poderosas que os instrumenots citados anteriormente? 
D) Como transformar o item B em palavras?
7 2  Redação III 72  REDAÇÃO 
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VESTIBULAR!!! 
(Proposta de redação ­ FUVEST) 
Vestibular ­ um mal necessário 
(HÉLIO GUERRA VIEIRA, REITOR DA USP) 
“No Brasil,  as  escolas  superiores  adotam  o 
mesmo princípio usado na Europa, para a seleção dos 
candidatos:  o número  “clausus”, que  fixa  o  total  de 
alunos que cadacurso pode receber. Mas lá a situação 
é diferente. As escolas superiores aplicam um exame 
de qualificação, que serve apenas para encaminhar o 
aluno a determinada escola:  todos conseguem uma 
vaga no ensino superior, só que nem sempre nas escolas 
que pretendem. 
A França, por exemplo, substitui o vestibular pelo 
“baccalauréat” e a Alemanha pelo “abitur” (habilitação). 
Esses exames servem de critérios para remanejar os 
alunos aprovados, que têm garantido um lugar no ensino 
superior.  “Nesses países  ­  lembra Guerra Vieira  ­  o 
Estado mantém  um número  de  escolas  superiores 
suficientes para atender toda a demanda.” Outros, no 
entanto, decidiram acabar com o número “clausus”. 
Resultado: O Instituto Nacional Politécnico, no 
México, tem 150 mil alunos matriculados (na Escola 
Politécnica da USP existem apenas 3 mil estudantes), 
fato que levou a uma total degeneração do ensino su­ 
perior naquele país.” 
(O ESTADO DE SÃO PAULO). 
Em Grupo 
Deve haver limite de vagas nas universidades brasileiras? 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
Construa seu texto individualmente. 
ESCOLHA!!! 
Oral ou por escrito, coloque seus pensamentos sobre a construção 
da democracia “ sem sangue” , mas com palavras. 
Apresentem sugestões ao seu professor para melhor expor o tema em questão.
7 3 Redação III 
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73 REDAÇÃO 
Por quê? 
Pelo texto, na Europa, “todos conseguem vaga no ensino superior”. 
Procure motivos para este fato. 
O vestibular é realmente um “mal necessário?” 
Por quê? 
“O vestibular seleciona os melhores.” 
Discuta esta afirmativa. 
“Vestibular é sorte”. Comente a afirmativa tomando como base a educação brasileira atual. 
DISCUSSÃO AMPLA 
Sugestão 
Dividir a turma em: 
Aqueles que consideram o vestibular um meio eficaz de selecionar os mais competentes. 
Aqueles que consideram o vestibular desnecessário. O Ensino Fundamental e o Ensino Médio bastam 
para garantir uma vaga na universidade. 
Aqueles que crêem que o vestibular apenas reforça uma sociedade de classes. 
!...    ?....    !...    ?...    ?...   !...
7 4  Redação III 74  REDAÇÃO 
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Observando os limites de: 
Introdução  Desenvolvimento  Conclusão 
Redija sobre o tema: 
UNIVERSIDADE: PARA QUÊ? 
Motivado(a) pelas sugestões abaixo, produza um texto dissertativo, expondo o seu ponto de vista sobre o 
assunto. 
Observação: Dê um título à sua redação. 
Jovens levantam a bandeira da qualidade do ensino. 
Desta vez, todos os estudantes irão às ruas para defender a bandeira da Educação, além de denunciarem 
todos os problemas inerentes ao tema. 
GABARITO ­ ESTADO DE MINAS. 
Texto 
“NÃO TENHO curso superior. O que eu sei foi a 
vida que me ensinou, e como eu não prestava muita 
atenção e faltava muito, aprendi pouco. Sei o essencial, 
que é amarrar os sapatos, algumas tabuadas e como 
distinguir um bom Beaujolais pelo rótulo. E tenho um 
certo jeito ­ como comprova este exemplo ­ para usar 
frases entre travessões, o que me garante o sustento. 
No caso de alguma dúvida maior,  recorro ao 
bom  senso.  Que  sempre me  responde  da mesma 
maneira: “Olha na enciclopédia, pô!” 
Este naco de autobiografia é apenas para dizer 
que nunca tive que passar pelo martírio de um vestibu­ 
lar. É uma experiência que jamais vou ter, como a dor 
do parto. Mas isso não impede que todos os anos, por 
esta época, eu sofra com o padecimento dos amigos 
que se submetem à terrível prova, ou até de estranhos 
que vejo pelos jornais chegando um minuto atrasados, 
tendo insolações e tonturas, roendo metade do lápis 
durante o exame e no fim olhando para o infinito com 
aquele ar de sobrevivente da Marcha da Morte de Batan. 
Enfim,  os  flagelados  do  unificado.  Só  lhes  posso 
oferecer  a minha  simpatia.  Como  ofereci  a  uma 
conhecida nossa que este ano esteve no inferno. 
­ Calma, calma. Você pode  parar  de  roer  as 
unhas. O pior já passou. 
­ Não consigo. Vou levar duas semanas para 
me acalmar. 
­ Bom, então roa as suas próprias unhas. Essas 
são as minhas... 
­ Ah, desculpe. Foi terrível. A incerteza, as noites 
sem sono. Eu estava de um  jeito que calmante me 
excitava.  E quando  conseguia  dormir  sonhava  com 
escolhas múltiplas, a) fracasso b) vexame c) desilusão. 
E acordava gritando, NENHUMA DESTAS! NENHUMA 
DESTAS! Foi horrível. 
­ Só não compreendo por que você inventou de 
fazer vestibular a esta altura da vida... 
­ Mas quem é que fez vestibular? Foi meu filho! 
E o cretino está na praia enquanto eu fico aqui, à beira 
do colapso. 
Mãe de vestibulando. Os casos mais dolorosos. 
O inconsciente do filho às vezes nem tá, diz pra coroa 
(PUC­MG)
7 5 Redação III 
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75 REDAÇÃO 
que  cravou  a  coluna  do  meio  em  tudo  e  está 
matematicamente garantido. E ela ali, desdobrando fila 
por fila o gabarito. Não haveria um jeito mais humano 
de fazer a seleção para as universidade? Por exemplo, 
largar todos os candidatos no ponto mais remoto da 
Floresta Amazônica e os que voltassem à civilização 
estariam automaticamente classificados? Afinal, o Brasil 
precisa de desbravadores. E as mães dos reprovados, 
quando  indagadas  sobre  a  sorte  do  filho,  poderiam 
enxugar uma lágrima e dizer com altivez: 
­ Ele foi um dos que não voltaram... 
Em vez de: 
­ É um burro! 
Os candidatos à Engenharia no Rio de Janeiro 
poderiam ser postos a trabalhar no Metrô dia e noite, 
quem pedisse água seria desclassificado. O Estado 
acabaria com poucos engenheiros novos ­ aliás, uma 
segurança para a população ­ mas as obras do Metrô 
progrediriam como nunca. Na direção errada, mas que 
diabo. 
O  certo  é  que  do  jeito  que  está  não  pode 
continuar.  E  ainda  por  cima,  há  os  cursinhos  pré­ 
vestibulares. Em São Paulo os cursinhos estão usando 
helicóptero  na  guerra  pela  preferência  dos 
vestibulandos que terão que repetir tudo ano que vem. 
Daí  para  o  napalm,  o  bombardeio  estratégico,  o 
desembarque anfíbio e, pior, uma visita do Kissinger 
para  negociar  a  paz,  é um pulo.  Em São Paulo  há 
cursinhos  tão  grandes  que  o  professor,  para  se 
comunicar com as filas de trás tem que usar o correio. 
Se  todos  os  alunos  de  cursinhos  do  centro  de São 
Paulo saíssem para a rua ao mesmo tempo, ia ter gente 
caindo no mar em Santos. O vestibular virou indústria. 
E os robôs que saem das usinas pré­vestibulares só 
têm dois movimentos; marcar cruzinhas e rezar. 
O filho da nossa nervosa amiga chegou em casa 
meio pessimista com uma dessas provas. 
­ Sei não. Acho que tubulei. O inglês não estava 
mole. 
­ Mas meu filho, hoje não era Inglês. Era Física 
e Matemática! 
­ Oba! Então acho que fui bem.” 
(IN: VERÍSSIMO, LUIZ FERNANDO. AMOR BRASILEIRO. PORTO ALEGRE: L & PM, 1987.) 
PARA REFLEXÃO 
1. Enquanto estudante do segundo grau, que sentimento o texto provocou em você? Tente explicá­lo. 
2. Qual parte do texto provocou em você esse sentimento? Transcreva­o, grifando palavras­chave. 
3. Você considera que o autor exagerou nas críticas ao vestibular? Por quê? 
4. “Largar todos os candidatos no ponto mais remoto da Floresta Amazônica” Essa comparação é compatível 
com os exames vestibulares? Explique.
7 6  Redação III 76  REDAÇÃO 
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5. “Não voltar da floresta” 
“Ser burro” 
Como essas duas opções podem ser interpretadas? 
6. O candidato aos exames vestibulares tem muitas ansiedades. Mencione algumas e eleja a que mais o 
preocupa. 
7. O que você sugere para acabar com os exames vestibulares? 
ATIVIDADE ­ DESAFIO 
Crie, individualmente, uma situação oral, escrita ou dramatizada, que represente as dificuldades para “entrar 
na universidade” ou mesmo “encontrar um trabalho compatível com seus reais desejos”, sejam eles pessoais 
e/ou salariais. 
PARA CONSULTA ­ REVISÃO ­ VOCÊ JÁ SABE!! APRIMORE!!! 
ACENTUAÇÃO 
SÃO ACENTUADAS 
Todas a palavras proparoxítonas  cântico/ficássemos 
As paroxítonas terminadas em:  jurí, lápis, bônus, açúcar,fênix, hífen, útil, 
i, is, us, r, x, n, l, ã, ãs, ão, ãos,  íma, ímas, órgão, órgãos, álbum, médiuns, 
um, uns, ditongo, ps.  história, tríceps. 
As oxítonas terminadas em: a(s), e, o(s), em, ens.  marajá, você, cipó, armazém, vinténs. 
ATENÇÃO: 
Não se acentuam as paroxítonas  hifens, jovem, nuvens. 
terminadas em: em, ens.
7 7 Redação III 
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77 REDAÇÃO 
Acentue, quando necessário: 
vintem  revolver 
porem  onix 
paletos  polen 
bisavo  facil 
voces  escritorio 
paje  Italia 
cipo  memoria 
maracuja  carie 
forma­lo  lamina 
medium  pessego 
mediuns  Africa 
forum  Angela 
forceps  tamara 
sotão  pudessemos 
sotaos  estudassemos 
lapis  vivessemos 
visivel  partissemos 
eter  lampada 
SÃO ACENTUADOS 
Os monossílabos tônicos terminados em:  pá, pás, pé, pés, pó, pós. 
a, e, o, (s). 
Os ditongos abertos éu, éi, ói.  céu, anéis, herói. 
O primeiro o dos vocábulos terminados pelo  vôo, vôos, perdôo, abençôo 
encontro fechado ôo, seguidos ou não de s. 
Coloca­se acento nas letras i e u se elas: 
a) Ocorrerem sozinhas na sílaba, ou com a letra s.  saída, saúde 
b) vierem precedidas de vogal.  saíste, saímos, baú. 
c) não forem seguidas de nh.  juízes 
Coloca­se o trema na letra u dos encontros 
que, qui, gue, gui, quando pronunciados  tranqüilo, freqüente, lingüiça, sagüi 
atonamente 
Acentue quando necessário: 
mausoleu  magoo 
camafeu  coroo 
chapeu  voos 
rei  enjoos 
le  aneis 
ves  herois 
po­lo  anzois 
la  Andreia 
saida  bau 
balaustre  Luiz 
saimos  raiz 
ruim  raizes 
sagui  tranquilo 
aguentar  quilo 
queijo  quente 
guerra  guerreiro
7 8  Redação III 78  REDAÇÃO 
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Os verbos TER e VIR levam acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. 
SINGULAR  PLURAL 
ele tem  eles têm 
ele vem  eles vêm 
Os verbos derivados de TER e VIR levam acento agudo na terceira pessoa do singular e acento circunflexo na 
terceira pessoa do presente indicativo. 
SINGULAR  PLURAL 
ele contém  eles contêm 
ele retém  eles retêm 
Os verbos CRER, DAR, LER e VER e seus derivados levam acento circunflexo no primeiro E da terceira 
pessoa do plural do presente do indicativo (crer, ler, ver) e do subjuntivo (dar). 
SINGULAR  PLURAL 
ele crê  eles crêem 
que ele dê  que eles dêem 
ele vê  eles vêem 
ele lê  eles lêem 
Acentue, se necessário, as formas verbais: 
ele tem  eles tem 
ele vem  eles vem 
ele le  eles leem 
ele ve  eles veem 
que ele de  que eles deem 
ele detem  eles detem 
ele contem  eles contem 
ele preve  eles preveem 
ele mantem  eles mantem 
ele descre  eles descreem 
ele invervem  eles invervem 
ele reve  eles reveem 
ele retem  eles retem 
Continuam acentuadas (acento diferencial) 
côa (verbo)  coa (contração) 
pôr (verbo)  por (preposição) 
pára (verbo)  para (preposição) 
pêlo (substantivo)  pelo (contração) 
pélo (verbo) 
péla (s) (substantivo e verbo) 
pôlo (substantivo)  polo (contração) 
pólo (substantivo) 
pêra (substantivo)  pera (contração) 
péra (substantivo) 
Obs.: O acento diferencial de timbre na letra ee 
na letra o foi abolido ­ exceção feita a forma pôde, 
que se acentuará por oposição a pode 
acordo/acordo 
jogo/jogo 
apelo/apelo 
gelo/gelo
7 9 Redação III 
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79 REDAÇÃO 
CRASE 
Você já sabe!! Aprimore!!! 
A (Preposição) + A (artigo) = À 
Regra geral: haverá crase quando o termo anterior exigir a e o termo posterior admitir a ou as. 
Eu me refiro a a menina. 
Eu me refiro à menina. 
Diante de nomes de lugares: 
Vou à Bahia (venho da Bahia) 
Vou à Itália (venho da Itália) 
Vou a Salvador (venhodeSalvador) 
Vou a Curitiba (venho de Curitiba) 
Obs.: Se o nome de lugar que repele o artigo vier determinado, passará a aceitá­lo e haverá crase. 
Vou à velha Salvador. 
Vou à Roma antiga. 
OCORRE CRASE: 
1. Na indicação de horas 
Saiu às dez horas da manhã. 
Obs.: Se houver outra preposição, não se colocará 
acento no a. 
Ele chegou desde as sete horas. 
2. Indicando moda, maneira, estilo: 
Interpretou a música à Caetano Veloso. 
3. Nas expressões femininas: 
Chegaram à noite. 
Estava à procura de ajuda. 
NÃO OCORRE CRASE: 
1. Diante de palavras masculinas: 
Refiro­me a João Dantas. 
2. Diante de verbos: 
Estou disposto a trabalhar. 
3.  Nas  expressões  constituídas  por  palavras 
repetidas: 
Estamos cara a cara. 
4. Diante de pronomes que não aceitam o artigo. 
Dirijo­me a Vossa Senhoria. 
Refiro­me a ela. 
Obs.: Se o pronome admite artigo, haverá crase. 
Refiro­me à senhora. 
5. Quando um a estiver diante de uma palavra no 
plural: 
Refiro­me a pessoas discretas.
8 0  Redação III 80  REDAÇÃO 
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CRASE FACULTATIVA: 
1. Diante de nomes de pessoas do sexo feminino: 
Ela se referiu a(à) Denise. 
2. Diante de pronomes possessivos femininos: 
Falei a(à) minha amiga. 
3. Depois da preposição até: 
Fui até a(à) praia. 
CASA/TERRA 
Não se usa crase diante das palavras casa (lar, moradia) e terra (chão firme), a menos que venham 
especificadas. 
Voltei tarde a casa. 
Os astronautas desceram a Terra. 
Voltei tarde à casa dos amigos. 
ÀQUELE(S), ÀQUELA(S), ÀQUILO 
Haverá crase sempre que o antecedente exigir a preposição a. 
Assisti àqueles filmes. 
Aspiro àquela vaga. 
Observações importantes: 
1. Não ocorre crase diante dos pronomes relativos quem e cuja: 
Esta é a mulher a quem me refiro. 
Este é o autor a cuja obra me refiro. 
2. Diante de pronome relativo que geralmente não há crase. 
Esta é a universidade a que aspiro. 
Obs.: Ocorrerá crase antes do relativo que quando antes dele houver o pronome demonstrativo a ou as 
(=aquela, aquelas). 
Sua camisa é igual à que comprei.
8 1 Redação III 
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81 REDAÇÃO 
ORTOGRAFIA 
Use ou não H. (Você já sabe!!) 
_________abitar  _________igiene 
_________álito  _________ino 
_________armonia  _________úmido 
_________aver  _________istória 
_________egemonia  _________oje 
_________ontem  _________omem 
_________onesto  _________onra 
_________orizonte  _________óstia 
_________otel  _________umano 
_________umildade  _________umor 
_________emisfério  _________ipertensão 
_________ipotensão  _________omogênio 
SÓ PARA CHATEAR ­ BRINCADEIRA!! 
USO DO H 
1. No final de algumas interjeições:  Oh! Ah! 
2. Quando a etimologia ou tradição  Hábil 
escrita de nosso idioma determina:  Hélice 
Hipoteca 
Honesto 
3. Nos compostos em que o segundo  Anti­histórico 
elemento com H etimólogico se une  Pseudo­herói 
ao primeiro por hífen:  Pré­histórico 
Anti­higiênico 
4. Nos compostos sem hífen, o H é suprimido:  Desonra 
Resumido 
Humano 
USO DO S 
1. Nos adjetivos finalizados pelos sufixos oso/osa:  bondoso 
formosa 
honroso 
2. Nos sufixos ês/esa/isa  inglês 
potuguesa 
profetisa 
3. As formas dos verbos pôr e querer grafam­se com S:  pus 
quiser 
puser
8 2  Redação III 82  REDAÇÃO 
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Use S ou Z. (Só para testar!) 
fi____esse  fi____ 
qui____er  pu____er 
prince____a  viuve____ 
mesquinhe____  canali____ar 
canal____inho  estupide____ 
magre____a  bele____a 
grande____a  capa____ 
pesqui____ar  anali____e 
gá____  aliá____ 
algo____  fuga____ 
apra____ível  ami____ade 
atri____  aprendi____ 
a____a  a____ar 
pu____  ba____ar 
bu____ina  qui____esse 
carta____  fero____ 
USO DO J/G 
1. Nos vocábulos terminados em ágio, égio,  pedágio 
ígio, ógio, úgio usa­se G:  litígio 
relógio 
subterfúgio 
2. Nos substantivos terminados em gem usa­seG  garagem 
margem 
Exceções:  pajem 
lajem 
lambujem 
3. Palavras da mesma família escrevem­se  anjinho (anjo) 
da mesma forma:  canjica (canja) 
laranjeira (laranja) 
USO DO Z 
1. Nos sufixos ez/eza, formadores de substantivos  beleza (belo) 
abstratos a partir de substantivos.  magreza (magro) 
altivez (altivo) 
grandeza (grande) 
2. no sufixo izar, formador de verbo:  canalizar 
atualizar 
humanizar 
3. No sufixo zinho:  papelzinhopaizinho 
Obs.: Não esquecer de que palavras da mesma família se escrevem da mesma forma. 
pesquisar/pesquisa 
analisar/análise
8 3 Redação III 
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83 REDAÇÃO 
USO DO X/CH 
1. Depois de ditongo, usa­se X:  ameixa 
faixa 
2. Depois de EN, usa­se X:  enxame 
enxada 
Exceções:  encher, encharcar e derivados 
Use J ou G. (Para desafiar!!) 
____ibóia  gor____eta 
____enipapo  can____ica 
____esuíta  man____edoura 
____eito  la____e 
____iló  mon____a 
____im  here____e 
via____em (subs.)  ____en____ibre 
o____iva  evan____elho 
rele____oeiro  gor____ear 
____íria  ma____estade 
berin____ela  ____iz 
via____em (verbo)  tan_erina 
mon____e  li_eiro 
____en____iva  ____eada 
an____élico  reló____io 
Use X ou CH. (Para assustar!) 
____eio  ori____á 
____u____u  o____alá 
en____er  pra____e 
____afariz  pu____ar 
ca____aça  en____arcar 
apetre____o  ____arco 
bru____a  ca____inho 
ca____umba  bro____e 
coa____ar  bo____e____a 
gra____a  be____iga 
li____a  capi____aba 
lu____o  eli____ir 
ma____i____e  fa____ina 
ra____ar  la____ante 
me____er  to____a 
me____erico  rela____ar 
ve____ame  ____ampu 
____arope  ____avante 
____ereta  ____erife 
____ícara  ____ingar
8 4  Redação III 84  REDAÇÃO 
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PONTUAÇÃO 
Sinais 
1) O ponto (.) 
2) O ponto de interrogação (?) 
3) O ponto de exclamação (! ) 
4) A vírgula (,) 
5) O ponto e vírgula (;) 
6) Os dois pontos ( : ) 
7) As aspas (“) 
8) O travessão (­) 
9) As  reticências (...) 
10) Os parênteses (()) 
REVISÃO ­ MAIS DO QUE SABIDO!! 
Ponto 
É usado para encerrar qualquer tipo de período, exceto os terminados por orações interrogativas ou 
exclamativas. Este sinal indica uma pausa maior. 
Amanhecia. 
Reli o texto e não descobri onde errei. 
Ponto de Interrogação 
É usado no final de orações interrogativas diretas. 
Será que todos saíram? 
Entendeu? 
Ponto de Exclamação 
É usado após certas palavras, como as interjeições e orações exclamativas. 
Oba! 
Não pegue isto! 
TODOS NOSSOS 
VELHOS AMIGOS!!
8 5 Redação III 
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85 REDAÇÃO 
Vírgula 
Observação importantíssima: 
Não se usa vírgula entre o sujeito e o predicado, entre o verbo e seu complemento, e entre o 
nome e seu complemento ou adjunto. 
Muitos alunos  chegaram cedo. 
Sujeito  Predicado 
Muitos alunos  fizeram a redação 
Verbo       Complemento 
Usa­se a vírgula (ajuda, mas nem sempre): 
A) Termos isolados por vírgulas: 
1) Aposto: 
Maria, irmã de João, joga futebol. 
Aposto 
2) Expressões de caráter explicativo ou corretivo: 
A sua atitude, isto é, o seu comportamento merece críticas. 
Expressão Explicativa 
Não haverá a festa hoje, ou melhor, amanhã. 
Expressão Corretiva 
3) Conjunções coordenativas intercaladas: 
Havia, porém, sérios problemas. 
Conjunção  intercalada 
4) Adjuntos adverbiais intercalados: 
Os alunos, naquele dia, foram à aula. 
Adj. Adv. Intercalado 
B) Termos deslocados 
1) Adjunto adverbial anteposto 
Naquele dia, os alunos foram à aula. 
Adj. Adv. anteposto 
2) Complemento pleonástico anteposto: 
Esta matéria, já a li duas vezes. 
Compl. pleon. anteposto 
3) Nome do lugar na indicação de datas: 
Belo Horizonte,  25  de abril de  1960.
8 6  Redação III 86  REDAÇÃO 
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C) Omissão de uma palavra (verbo): 
Ela prefere literatura e eu, física 
prefixo. 
D) Vocativo 
Meus irmãos, tudo é passageiro. 
Vocativo 
E) Termos coordenados assindéticos. 
Aquela manhã nos despertava tranqüilidade, coragem, confiança. 
F) Vírgula entre orações. 
1) As orações  subordinadas adjetivas explicativas são separadas por vírgula: 
O homem, que é mortal, cuida­se pouco. 
Or. Sub. Adj. Expl. 
2) Orações subordinadas adverbiais: 
Quando entrou no recinto, foi vaiado. 
Or. Sub. Adv. 
Obs.: Não se separa a oração  subordinada substantiva  da principal por vírgula: 
Espero  que você me escreva 
Or. Princ.               Or. Sub. Subst. 
3) Orações coordenadas: 
Ela chegou, pediu silêncio, aguardou um minuto, começou a falar. 
Or. Coord.  Or. Coord.              Or. Coord.  Or. Coord. 
ATENÇÃO ESPECIAL: 
Usa­se vírgula antes  da conjunção E quando: 
a) As orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. 
Maria fala demais, e João nada fala. 
b) A conjunção E vier repetida. 
E volta, e vai, e fica, e cai. 
4) Orações intercaladas: 
Eu, disse o orador, não discordo. 
Or. Interc.
8 7 Redação III 
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87 REDAÇÃO 
Ponto e Vírgula (Que preguiça!!! Fora de moda!!) 
1. Separar itens de um considerando ou de uma enumeração. 
“Art. 112. O poder Judiciário é exercido pelos seguintes órgãos: 
I ­ Supremo Tribunal Federal; 
II ­ Conselho Nacional de Magistratura; 
III ­ Tribunal Federal de Recursos e juízes federais; 
IV ­ Tribunais e juízes militares; 
V ­ Tribunais e juízes eleitorais; 
VI ­ Tribunais e juízes do trabalho; 
VII ­ Tribunais e juízes estaduais 
(Constituição Federal)” 
2. Separar orações coordenadas de sentidos opostos. 
Muitos trabalham; poucos descansam. 
3. Separar orações coordenadas que já venham quebradas no seu interior por vírgula. 
O réu mostrou suas razões para as autoridades de forma contundente; outros, porém, por 
receio de represálias, escondiam certos detalhes importantes. 
Dois Pontos (Tome cuidado!!!) 
1. Iniciar a fala ou citação textual de outrem: 
Já dizia o poeta: “A ordem gera a liberdade”. 
2. Iniciar uma seqüência que explica: 
Já lhe dei tudo: carinho, compreensão, amor. 
Aspas (Cuidado!!!) 
1. Citação textual: 
“A porta abriu­se, um brado ressoou: 
– Até que enfim, meu rapaz”. 
(EÇA DE QUEIROZ  ­ OS MAIAS) 
2. Mostrar que uma palavra está em sentido diverso do usual: 
Você fez um “brilhante” trabalho. 
3. Para dar destaque a uma palavra ou expressão: 
Não entendo “como” fazê­lo.
8 8  Redação III 88  REDAÇÃO 
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Travessão (você sabe usá­lo desde o 1º ano de escola) 
1. Mudança  de interlocutor nos diálogos: 
– Estudou bastante,  Marta? 
– O suficiente para não zerar a prova. 
– Ainda bem! 
2. Usa­se o duplo travessão para substituir dupla vírgula quando se quer dar ênfase ao termo 
intercalado. 
O mestre – profundo conhecedor da  História – está consciente das dificuldades. 
Reticências (sonho do ser humano...) 
1. Interrupção da seqüência lógica da frase: 
Você já deve ter notado que ela... 
2. Indicar que uma parte de uma citação foi omitida: 
“O sertanejo é (...) um forte”. 
(EUCLIDES  DA  CUNHA) 
Parênteses ­ CUIDADO!! 
Isolar explicações, indicações ou comentários acessórios: 
Ela (a rainha) é a representação viva da mágoa. 
(LIMA BARRETO). 
BIBLIOGRAFIA 
1. ANDRÉ, Hildebrando A. de. Curso de Redação. São Paulo, Moderna. 
2. AMORA, Antônio Soares. Teoria Literária. 9 ed. São Paulo, Ed. Clássico­Científica, 1967. 
3. AUGRAS, Monique. O Ser da Compreensão. Petrópolis, Vozes, 1978. 
4. BARBOSA, Severino Antônio M. & AMARAL, Emília.Escrever é Desvendar o Mundo. Campinas, Papirus. 
5. CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, 32  ed., Companhia 
Editora Nacional, 1989. 
6. COELHO, Nelly Novaes. O Ensino de Literatura. São Paulo, FTD, 1959. 
7. MEGALE, L. Mattos. G. Português. 2º grau. São Paulo FTD. 1990. 
8. MISERANI, Samir. Criatividade, 1 ed., São Paulo, Atual, 1989. 
9. OLIVEIRA, Edson de. A Redação no Curso Secundário. Porto Alegre, Sulina, 1969. 
10. Os  itens “Apresentação Física”, e “Vocabulário” foram retirados da apostila “Você Sabe Fazer 
Redação?” , da autoria da Professora Regina Melo. 
11. PACHECO, Agnelo de Carvalho. A Dissertação, 3 ed., São Paulo, Atual, 1988. 
12. SAVIOLI, Francisco Platão. Gramática em 44 Lições. 6. ed., São Paulo, Ática, 1984. 
13. TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. 4 ed., São Paulo, Scipione, 1987.
89 Manual Oficinas de Redação III  89 Redação III 
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89 REDAÇÃO 
OFICINAS DE REDAÇÃO ­ VOLUME III 
REFLEXÃO CRÍTICA ­ ALÍNGUA 
PÁG. 04 
1.  Resposta pessoal 
2.  Não é casual, pois há o pensamento da socialização. 
3.  Todos estão sujeitos a múltiplas informações ... 
4.  A língua é dinâmica, nunca estática. 
5.  1º Conceito de língua e sua importância. 
2º Língua e Sociedade. 
3º Papel da língua. 
4º Língua: Suporte social das relações. 
PÁG. 05 
Resposta pessoal 
1. 
RETOMANDO A LÍNGUA CULTA 
a)  Certo 
b)  Certo 
c)  Certo 
d)  Hemorróidas ou hemorróides 
e)  Longas­metragens e curtas­metragens 
f)  Certo 
g)  Certo 
h)  Certo 
i)  Certo 
j)  Certo 
PÁG. 06 
2.  Discutir língua oral e escrita 
a)  Diga­me uma coisa, garota: você realmente me ama? 
b)  Certo – aceitável 
c)  Por que me disseste que não estarias à hora marcada? 
d)  ... depois o avisaremos. 
e)  Aceitável 
f)  Aceitável 
g)  Conte­nos ... , conte­nos. 
h)  Aceitável 
i)  Certo 
j)  Certo
90  Manual Oficinas de Redação III 90  Redação III 90  REDAÇÃO 
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3. 
a)  As alunas não responderam à chamada, às quais se vai impor castigo. 
b)  O carro partiu às sacudidelas, aos solavancos, mas foi o primeiro a chegar à cidade. 
c)  A título de experiência, vou colocá­lo na turma a que você não pertence. 
d)  O pobre homem não tinha direito a aposentadoria. 
e)  A certa altura apareceram várias pessoas autoritárias a cujas ordens ninguém queria obedecer. 
f)  Já formulamos o pedido a Sua Excelência, à cuja boa­vontade todos se referem. 
g)  Compete a Vossa Excelência e a mais ninguém tomar a decisão final. 
h)  O deputado usou desculpa idêntica à que o senador usara. 
i)  Essas revistas são iguais às que compramos ontem. 
j)  O barco regressou a terra sem um peixe sequer. 
4. 
a)  a / a 
b)  a / a 
c)  há / a 
d)  há 
e)  a 
f)  a 
g)  a 
h)  Há 
i)  há 
j)  Há / a 
PÁG. 07 
5. 
g)  Não é permitido permanência de veículos aqui nem é permitida a permanência ali. 
i)  O pessoal do escritório entrou em greve e foi despedido. 
j)  Ouça: estão batendo agora três horas. Pensei que ainda fossem duas horas. 
6. 
a)  Exigiam de mim o que eu não tinha: dinheiro. 
b)  Passam por aqui todos os dias: homens, mulheres e crianças. 
c)  Passaram por aqui homens, e mulheres, e crianças, e velhos, e pobres, e ricos. 
d)  O assunto desta reunião ­ voltou a alertar o presidente ­ é sigiloso. 
e)  A sua fisionomia estava serena; o seu aspecto, tranqüilo. 
f)  Pus veneno no formigueiro, mas formiga nenhuma morreu. 
g)  Brincalhão, ele sempre diz alguma frase engraçada. 
h)  O céu, a Terra, as estrelas, cantam a glória do Criador. 
i)  Era uma jovem bonita, meiga, simpática, inteligente. 
j)  A cada passo, uma poça de sangue, a cada gesto, uma lágrima caída.
91 Manual Oficinas de Redação III  91 Redação III 
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91 REDAÇÃO 
7. 
a)  há 
b)  Haviam 
c)  haviam 
d)  havia 
e)  Havia 
f)  Havia 
g)  há 
h)  havia 
i)  há 
j)  havia 
PÁG. 08 
8. 
a)  Certo 
b)  Certo 
c)  Quantos anos vai fazer amanhã que casamos, Cláudia? 
d)  Vai para dez anos que tudo isso aconteceu. 
e)  Certo 
f)  Havia séculos que não nos beijávamos, não nos acariciávamos. 
g)  Certo 
h)  Certo 
i)  Depois de haver ali várias reuniões é que foram fazer a limpeza do local. 
j)  Faz muitos anos que está havendo fugas na penitenciária. 
PÁG. 09 
Questão 01 
a)  Contudo ... comensal 
PÁG. 10 
b)  Não era hábito ... pescoço 
Questão 02 
Pessoal, observando­se a coerência com o texto. 
Questão 03 
a)  Pessoal, observando­se a coerência com o texto. 
b)  Pessoal, observando­se a coerência com o texto. 
c)  Pessoal, observando­se a coerência com o texto. 
Questão 04 
Pessoal. 
TREINANDO PARA O VESTIBULAR ­ O CÉU DA BOCA
92  Manual Oficinas de Redação III 92  Redação III 92  REDAÇÃO 
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PÁG. 11 
Questão 05 
Pessoal. 
PÁG. 13 
I. 
1.  sublime ...etc. 
2.  sem interesse... etc. 
3.  no escuro ... em qualquer situação ... etc. 
4.  não se marca ... etc. 
5.  ... inexplicável ... etc. 
PÁG. 14 
ll. 
1.  Não é necessário ter razões explicáveis para o amor, pois ele acontece. 
2.  Não. O amor é natural. Ele “pinta”. ... e demais possibilidades ... 
3.  “... amor é dado de graça ... “ 
4.  Pessoal ... (Cada um tem uma visão do amor). 
5.  A, D, E (Na letra C, os versos constituem um paradoxo) 
6. Pessoal 
PÁG. 16 
1.  Fato: um incêndio 
2.  Personagens: Marcos Fonseca, esposa, dois filhos, porteiro, bombeiros. 
3.  Onde: um apartamento. 
4.  Quando: noite de ontem 
5.  Como se conta: 3ª pessoa 
6.  Causa: curto­circuito 
7.  Conseqüência: menos drásticas... 
PÁG. 17 
Questão 01 
Obs.: Um texto que chegue à idéia de “os parênteses são explicativos”. 
PÁG. 18 
Questão 02 
A)  Retirar do texto 
B)  Retirar do texto 
ESTUDO DE TEXTO 
PRÁTICA DA LÍNGUA ­ A NARRAÇÃO 
TREINANDO PARA O VESTIBULAR ­ LIBERDADE
93 Manual Oficinas de Redação III  93 Redação III 
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93 REDAÇÃO 
Questão 03 
Pessoal, observando­se a coerência com o texto. 
Questão 04 
Pessoal, observando­se a coerência de idéias. 
PÁG. 18 
Questão 05 
Pessoal, observando­se a coerência de idéias. 
1. 
RETOMANDO A LÍNGUA CULTA 
a)  existem 
b)  existam 
c)  Existem 
d)  existiram 
e)  existem 
f)  Existiam 
g)  existam 
h)  existissem 
i)  existirem 
j)  existirem 
PÁG. 20 
2. 
a)  A quantos dias ... 
b)  Faltei apenas a dois ... , por que estava doente. 
c)  ... muito bem ante / perante /  diante aos gaúchos. 
d)  ... queria vir à festa; ... pulo à casa dela ..., malgrado a sua ... 
e)  Do meu ponto ... as relações brasilo­canadenses. 
f)  Você não sabe quão importante ... 
g)  ... os tratados dano­espanhóis, ... os pactos teuto­brasileiros. 
h)  certo 
i)  ... estavam meio zangadas; a mulher meio aborrecida; os rapazesmeio amuados. Pudera, onde já ... 
j)  A peonada estava ... dois garrafões de pinga ... 
3. 
a)  guarda­chuvas 
b)  guardas­noturnos 
c)  alto­falantes 
d)  abaixo­assinados 
e)  frutas­do­conde 
f)  mulas­sem­cabeça 
g)  mapas­múndi 
h)  joões­de­barro 
i)  pai­nossos / pais­nossos 
j)  surdos­mudos
94  Manual Oficinas de Redação III 94  Redação III 94  REDAÇÃO 
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4. 
a)  ... castanhas ... cenouras. 
b)  ... pára­raios ... conta­giros. 
c)  ... cócegas ... nas costas sinto umas cócegas incríveis. 
d)  ... meus ... os seus? 
e)  ... ciúme ... ciúme ... 
f)  ... umas olheiras profundas ... 
g)  ... chope ... pastel lá nos bastidores ... clipe ... chiclete ... drope ... 
h)  ... sapinhos. 
i)  ... ares ... 
j)  ... náuseas ... artes. 
PÁG. 21 
5. 
a)  extras 
b)  quite / quite 
c)  certo 
d)  anexa 
e)  inclusa 
f)  juntas 
g)  juntos 
h)  sós / sós / Deixe­as sós / sós 
i)  sós 
j)  certo 
6. 
a)  à sessão / às pressas 
b)  certo 
c)  àqueles 
d)  certo 
e)  à tarde / à saída 
f)  certo 
g)  à mão 
h)  certo 
i)  àMomo 
j)  à mini­saia 
7. 
a)  a que ou para a qual 
b)  que 
c)  a que 
d)  a que 
e)  perante a qual / ante a qual 
f)  por que 
g)  em cuja 
h)  a que 
i)  por cuja 
j)  em cujas 
PÁG. 22 
TRANSFORMANDO ORAÇÕES 
1.  Quando soube disso ... 
2.  Foi à festa apesar de não ter sido convidado. 
3.  Não falei porque não tinha certeza. 
4.  Viam­se folhas que giravam no ar. 
5.  Quando terminei a prova ... 
6.  Espero que possa ... 
7.  Tenho a impressão de que ... 
8.  Não convém que procedas assim.
95 Manual Oficinas de Redação III  95 Redação III 
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95 REDAÇÃO 
9.  É possível que tenham ... 
10. Vale a pena que se estude ... 
11. O essencial é que salvemos ... 
12. Tinha ansiedade que chegasse ... 
13. Nada me impede que vá agora 
14. O índio não aceita que viva ... 
15. Quando se despediram, ... 
PÁG. 24 
I . 
1.  certa 
2.  perguntou 
3.  as elites dominantes 
4.  refletir ... repensar 
5.  debochados 
ll. 
1.  A sociedade não consegue admitir a sua parte de responsabilidade na construção da marginalidade. 
2. 
2.1 Hipócrita ... e demais sinônimos. 
2.2 Questionadora ... e demais sinônimos. 
3.  Marginais / dominantes / filhos dos cordeiros dominantes. 
PÁG.25 
4.  Indignação 
5.  A, B, C 
6.  Pessoal 
PÁG. 26 
“ar angélico”, “quinze anos”,  “feio”, “magro”,  “linfático”,  “boca sem lábios”,  “beiços sobre dentes”,  “olhar 
penetrante”, “adorador”, “doçura feminina”, “omoplatas magras”, 
PÁG. 30 
a cerca de 
à Atenas 
..., portanto 
a qual 
coniventes ... círculo 
da semana 
certo 
perde para / perde para 
ESTUDO DE TEXTO 
PRÁTICA DA LÍNGUA ­ A DESCRIÇÃO DE RIBAS 
EM DUPLA
96  Manual Oficinas de Redação III 96  Redação III 96  REDAÇÃO 
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PÁG. 32 
Questão 01 
Pessoal, observando­se a devida coerência. 
Questão 02 
Pessoal, observando­se a devida coerência. 
PÁG. 33 
Questão 03 
Pessoal, observando­se a devida coerência. 
Questão 04 
Pessoal, observando­se a devida coerência. 
PÁG. 34 
1.  A e C. 
B e D são aceitáveis. 
PÁG. 35 
2. 
a)  Meus pais vieram ontem de uma viagem de vários meses pelos países da Europa. 
c)  O dono da fazenda deu um livro a cada um dos filhos dos amigos que moravam nas redondezas. 
PÁG. 38 
I. 
1.  Vários 
2.  Vários 
3.  Vários 
4.  Vários 
5.  Vários 
(Observando­se a adequação). 
PÁG. 39 
ll. 
1.  Por que não ter direito àquilo que se constrói? E outras similares. 
2.  Sim. Lutar pelos seus direitos. 
3.  O operário via as casas ... até a marca de sua mão / Notou que sua marmita ... até era amiga do patrão. 
4.  Repressão 
VIVENDO O VESTIBULAR ­ A CRISE DA GOVERNABILIDADE 
ORDEM DIRETA E INVERSA DAS PALAVRAS 
ESTUDO DE TEXTO
97 Manual Oficinas de Redação III  97 Redação III 
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97 REDAÇÃO 
5.  A, C, E 
PÁG. 40 
6.  Pessoal, observando­se a coerência de idéias. 
PÁG. 42 
1.  Há ... / emocional 
PÁG. 43 
2.  A primeira ... / humorístico 
INTRODUÇÃO 
1.  Televiolência / cineviolência X comportamento agressivo. 
2.  Explicar a relação causal mencionada acima. 
DESENVOLVIMENTO 
1. 
1º Aprendizagem por imitação 
2º Agentes sociais X televiolência / cineviolência. 
3º Televiolência X despertar emocional 
2. 
1º Aprendizagem social 
2º Desinibição da agressão 
3º Despertar emocional 
3.  Teorias científicas e não no senso­comum. 
PÁG. 44 
CONCLUSÃO 
Pessoal, observando­se a devida coerência. 
PÁG. 49 
1.  A, C, E 
2. 
b)  Gostei do livro. Eu comprei o livro. Eu o comprei. 
c)  Estive na casa. Morei na casa. 
d)  Disse os nomes. Eu me lembro dos nomes. 
e)  Veja a roseira. Eu colhi as flores. Eu as colhi. 
PRÁTICA DA LÍNGUA ­ TELEVIOLÊNCIA 
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO
98  Manual Oficinas de Redação III 98  Redação III 98  REDAÇÃO 
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3. 
b)  Gostei do livro que comprei. 
c)  Estive na casa onde morei. 
d)  Disse os nomes de que me lembrei. 
e)  Veja a roseira cujas folhas colhi. 
f)  Chamei o aluno cujo pai chegara. 
g)  Visitei o médico com cujo primo me casei. 
h)  Repreendi o menino cujo carro bati por sua culpa. 
PÁG. 51 
I. 
1)  Vários são aceitáveis. 
2)  Vários são aceitáveis. 
3)  Vários são aceitáveis. 
4)  Vários são aceitáveis. 
5)  Vários são aceitáveis. 
II. 
1)  As pessoas, muitas vezes, equivocam­se ao expressar os sentimentos. 
2)  Trata­se de apenas se lembrar dos momentos difíceis; raramente os bons. 
PÁG. 52 
3)  Em momentos de dificuldades pessoais. 
4)  Silenciosas = saudáveis 
Silenciadas = reprimidas, caladas, magoadas. 
5)  D, E, F 
6)  Pessoal, observando­se a coerência das idéias. 
PÁG. 56 
1)  por que costume era dos que ... 
do que lhes dariam ... 
e que melhor e muito melhor ... 
2)
a)  Pessoal 
b)  Pessoal 
c)  Pessoal 
d)  Pessoal 
ESTUDO DE TEXTO
99 Manual Oficinas de Redação III  99 Redação III 
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99 REDAÇÃO 
3) 
TEORIA DA LÍNGUA 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
a)  Modo 
b)  Concessão 
c)  Condição 
d)  Causa 
e)  Modo 
f)  Concessão 
g)  Tempo 
PÁG. 59 
1)
b)  Meus pais, que ainda são otimistas, não desistiram de mim. 
c)  O escritor, que leu a minha crítica, cumprimentou­me 
d)  O escritor, que me cumprimentou, leu a minha crítica. 
e)  As rosas, que são lindas, agradam­me. 
2)  B 
PÁG. 60 
3)
b)  Este é o livro em que o autor ... 
c)  Esta é a missão a que ela ... 
d)  Este é o aluno por que ele ... 
e)  Este é a loja da qual ele ... 
f)  Esta é a mulher a que ... 
PÁG. 61 
a)  puseram 
b)  ... e falou da roupa dela / ou dele. 
c)  ... bem a brisa matinal / ou da manhã. 
d)  ... ansioso. 
e)  propuseram. 
f)  ... a boca de (fulana) nome da pessoa. 
g)  Segue–a 
PÁG. 65 
Desde que  causa 
menos que  comparação 
embora  concessão 
se ...  condição 
como ...  comparação 
Desde que ...  condição 
que todos ...  conseqüência 
que se ...  finalidade 
À medida que  proporção 
e o vendeu ...  adição 
mas ...  adversa 
ou ...  alternância 
logo ...  conclusão 
porque ...  explicação
100  Manual Oficinas de Redação III 100  Redação III 100  REDAÇÃO 
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PÁG. 70 
2)  Pessoal, observando­se a coerência de idéias. 
3)  Pessoal 
REFLEXÃO CRÍTICA ­ A LÍNGUA 
PRÁTICA DA LÍNGUA 
PARA REFLEXÃO 
PÁG. 72 
Pessoal 
Pessoal 
PÁG. 73 
Pessoal 
Pessoal 
Pessoal 
PÁG. 75 
1)  Pessoal 
2)  Pessoal 
3)  Pessoal 
4)  Pessoal 
PÁG.76 
5)  A morte em ambos os casos. 
6)  Pessoal 
7)  Pessoal 
PÁG. 77 
ACENTUAÇÃO 
vintém 
porém 
paletós 
bisavô 
vocês 
pajé 
cipó 
maracujá 
formá­lo 
revolver 
ônix 
polen 
fácil 
escritório 
Itália 
memória 
cárie 
lâmina 
médium 
médiuns 
fórum 
fórceps 
sótão 
sótãos 
lápis 
visível 
éter 
pêssego 
África 
Ângela 
tâmara 
pudéssemos 
estudássemos 
vivêssemos 
partíssemos 
lâmpada 
mausoléu 
camafeu 
chapéu 
rei 
lê 
vês 
pô­lo 
lá 
magôo 
corôo 
vôos 
enjôos 
anéis 
heróis 
anzóis 
Andréia 
saída 
balaústre 
saímos 
ruim 
sagui 
agüentar 
queijo 
guerra 
baú 
Luiz 
raiz 
raízes 
tranqüilo 
quilo 
quente 
guerreiro
101 Manual Oficinas de Redação III  101 Redação III 
Tecnologia              ITAPECURSOS 
101 REDAÇÃO 
PÁG. 78 
eles têm 
eles vêm 
eles lêem 
eles vêem 
Que eles dêem 
eles detêm 
eles contêm 
ele prevê 
ele mantém 
ele descrê 
ele invervém 
ele revê 
ele retém 
eles prevêem 
eles mantêm 
eles descrêem 
eles invervêm 
eles revêem 
eles retêm 
PÁG. 81 
ORTOGRAFIA 
Habitar 
Hálito 
Harmonia 
Haver 
Hegemonia 
Ontem 
Honesto 
Horizonte 
Hotel 
Humilde 
Hemisfério 
Hipotensão 
Higiene 
Hino 
Úmido 
História 
Hoje 
Homem 
Honra 
Hóstia 
Humano 
Humor 
Hipertensão 
Homogênio 
PÁG. 82 
Fizesse 
Quiser 
Princesa 
Mesquinhez 
Canalzinho 
Magreza 
Grandeza 
Pesquisar 
Gás 
Algoz 
Aprazível 
Atriz 
Asa 
Pus 
Buzina 
Cartaz 
Fiz 
Puser 
Viuvez 
Canalizar 
Estupidez 
Beleza 
Capaz 
Analisar 
Aliás 
Fugaz 
Amizade 
Aprendiz 
Azar 
Bazar 
Quisesse 
Feroz
102  Manual Oficinas de Redação III 102  Redação III 102  REDAÇÃO 
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PÁG. 83 
Gibóia 
Genipapo 
Jesuíta 
Jeito 
Jiló 
Gim 
Viagem (subst.) 
Ogiva 
Relojoeiro 
Gíria 
Berinjela 
Viajem (verbo) 
Monge 
Gengiva 
Angélico 
Gorjeta 
Canjica 
mangedoura 
laje 
monja 
herege 
gengibre 
evangelho 
gorjear 
majestade 
giz 
tangerina 
ligeiro 
geada 
relógio 
PÁG. 84 
cheio 
chuchu 
encher 
chafariz 
cachaça 
apetrecho 
bruxa 
cachumba 
coaxar 
graxa 
lixa 
luxo 
maxixe 
rachar 
mexer 
mexerico 
vexame 
xarope 
xereta 
xícara 
orixá 
oxalá 
praxe 
puxar 
enxarcar 
charco 
cachinho 
broche 
bochecha 
bexiga 
capixaba 
elixir 
faxina 
laxante 
tocha 
relaxar 
xampu 
xavante 
xerife 
xingar
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