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FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí. 
IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA. 
Rodovia BR 343, Km 16 Bairro Sabiazal, CEP 64.212-790, Parnaíba-PI 
86 33227314 | WWW.iesvap.edu.br 
TIC´S Semana 13 
Tracoma: Quais os determinantes sociais envolvidos no processo de adoecimento? 
Em que consiste esta patologia? Qual a faixa etária mais acometida? 
 
A conjuntivite tracomatosa (tracoma) é a principal razão infecciosa de perda de visão 
em escala global, apresentando-se como uma ameaça significativa à saúde pública. A 
propagação dessa infecção é altamente transmissível e é desencadeada pela presença da 
bactéria Chlamydia trachomatis, uma espécie bacteriana gram-negativa intracelular 
obrigatória. Existem medicamentos eficazes no tratamento dessa enfermidade, no entanto, 
uma infecção anterior não impede a possibilidade de uma nova infecção, o que ocorre com 
frequência elevada em grupos populacionais vulneráveis. 
A fisiopatologia da enfermidade consiste em uma condição inflamatória nos olhos 
que, devido a infecções repetidas, resulta na formação de cicatrizes na conjuntiva palpebral. 
Essas cicatrizes podem causar o encurvamento das pálpebras, conhecido como entrópio, e 
também resultar na triquíase. Essas alterações podem ocasionar úlceras por abrasão, formação 
de cicatrizes e opacificação da córnea, levando a diferentes graus de comprometimento da 
acuidade visual e até mesmo à cegueira. Os sintomas associados a essa condição incluem 
sensação de corpo estranho nos olhos, lacrimejamento, sensibilidade à luz e uma discreta 
secreção purulenta em quantidade reduzida. No entanto, é importante ressaltar que crianças e 
pessoas mais jovens podem apresentar casos assintomáticos. Pacientes afetados pela doença, 
especialmente aqueles com entrópio, triquíase e úlceras corneanas, também podem relatar dor 
constante e intensa fotofobia. 
A origem da infecção é o indivíduo que possui a doença ativa na conjuntiva ou em 
outras membranas mucosas, e as principais acometidas são crianças com até 10 anos de idade 
que apresentam infecção ativa, podendo carregar o agente infeccioso na conjuntiva, no trato 
respiratório ou gastrointestinal. A transmissão ocorre por meio do contato direto ou indireto 
com a pessoa infectada, sendo que a transmissão indireta é principalmente feita através do uso 
de objetos contaminados. Além disso, podem ocorrer vetores mecânicos, como a presença de 
moscas domésticas no ambiente familiar. Dentre os fatores de risco associados à doença, 
incluem-se fatores individuais, comportamentais, ecológicos e relacionados ao contexto 
social. Assim, os principais fatores de risco são a falta de saneamento básico, baixo nível 
socioeconômico e/ou educacional do chefe de família, o uso frequente de latrinas 
(considerando as moscas como potenciais transmissores), falta de higiene adequada com o 
 
 
 
 
FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí. 
IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA. 
Rodovia BR 343, Km 16 Bairro Sabiazal, CEP 64.212-790, Parnaíba-PI 
86 33227314 | WWW.iesvap.edu.br 
uso de sabão, presença de rosto sujo e falta de conscientização das famílias sobre o tracoma. 
Além disso, frequentar escolas ou creches é apontado como um fator de risco para crianças. 
 
REFERÊNCIAS 
Brasil. Ministério da Saúde. Manual de vigilância do tracoma e sua eliminação como 
causa de cegueira. 2ª edição revisada do Manual de Controle do Tracoma, 2014. Disponível 
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_tracoma_eliminacao_cegu
eira.pdf. 
COSTA, Ruth et al. Perfil Epidemiológico Do Tracoma No Brasil: Uma Revisão De 
Literatura. Recisatec-Revista Científica Saúde E Tecnologia-ISSN 2763-8405, v. 1, n. 5, p. 
e1547-e1547, 2021. 
DE SOUSA ANDRADE, Ana Carolina et al. Avaliação da prevalência e prevenção do 
tracoma em escolares nos municípios brasileiros. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 
1, p. 1687-1693, 2021. 
SILVA, Evanildo José da et al. Elaboração e análise de validade e confiabilidade de 
um questionário para avaliar o conhecimento de médicos e enfermeiros da atenção primária 
sobre o tracoma. Revista Brasileira de Oftalmologia, v. 79, p. 391-396, 2021. 
 
Augusto Cardoso – 0001065 
TIC´S 08 – Clínica Integrada III 
Profa Dra Gabriele Rolim 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_tracoma_eliminacao_cegueira.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_tracoma_eliminacao_cegueira.pdf

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