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Enxertos 
Cirurgia plástica: ramo da cirurgia que visa 
restaurar anatômica e funcionalmente partes do 
organismo alteradas por deformidades congênitas ou 
adquiridas, assim como deformidades estéticas. 
- Cirurgia reparadora: restaurar função 
- Cirurgia estética: altera a autoestima ou definição 
corporal que não está adequada (mamas menores, 
rugas no rosto, rinoplastia) 
- Limite: restaurar certa função na definição corporal, 
como uma mamoplastia. 
- Enxerto: transferência de tecidos sem o suprimento 
vascular 
Cirurgia plástica reparadora: associada a 
diversos tipos de reconstrução (anormalidades 
congênitas, traumas, processos inflamatórios, 
oncológicos). Tratar os tecidos com respiro, técnica 
adequada, regularizar as bordas da ferida, preservar 
a vascularização, escolha ideal da posição, tamanho 
e sentido das cicatrizes, reconstrução com tecidos 
similares, se atentar aos prejuízos na área doadora. 
Enxerto: é a transferência de tecidos sem 
suprimento vascular (rompimento da vascularização 
da área doadora, o tecido não tem vitalidade própria). 
✓ Auto-enxerto: do mesmo indivíduo. 
✓ Homo-enxerto: de indivíduo diferente, mas da 
mesma espécie. 
✓ Xeno-enxerto: espécies diferentes. 
• Integração dos enxertos: 
1. Embebição plasmática: processo isquêmico de 
cerca de 24-48h. Formação de ponte de adesão-
fibrina, troca de nutrientes passiva, exsudato do leito, 
aspecto pálido. 
2. Inosculação: 48h. vasos capilares do leito X vasos 
do enxerto, pontes de fibrina, neovascularização. 
Aspecto arroxeado (início do metabolismo do 
enxerto). 
3. Revasculatização: conexão dos vasos do enxerto 
com os da área receptora. Proliferação fibroelástica, 
adesão celular, aspecto rosado, drenagem linfática 
por volta do 6º dia. *por volta do 14o dia, começa a 
haver sensibilidade. 
A pega dos enxertos depende de fatores como 
técnica cirúrgica atraumática, o preparo adequado da 
área doadora, a hemostasia, curativos adequados, 
imobilização e cuidados pós-operatórios. Fatores 
como desnutrição, tabagismo, isquemia da área 
doadora, DM, uso de corticoides e antineoplásicos 
dificultam a cicatrização. 
• Classificação dos enxertos 
Podem ser em forma de fitas, malhas, selos ou 
estampilhas. As espessuras podem variar: 
- Enxerto de pele total: tem a epiderme e toda a derme 
subjacente. Não pode ser feito em qualquer local do 
corpo. 
- Enxerto de pele parcial: epiderme e parte da derme, 
que varia a espessura de acordo com o local que será 
enxertado. 
*o de pele total se integra com melhor qualidade à pele 
do que o parcial (tem mais anexos). Possui mais 
função estética e funcional, já o parcial, é usado para 
cobrir áreas, e pode acabar acompanhando a 
contração da área receptora. 
 
Escolha de áreas doadoras: textura, cor, 
espessura, pilificação. Enxertos em fitas (sheet grafts) 
são retirados de áreas menores, articulações, face, 
mãos, estruturas nobres. 
Expansão (meshing): em forma de malha. A 
reepitelização ocorre pelas margens. Feito nos casos 
em que a área doadora seja escassa. Tem fácil fixação 
e moldagem, boa drenagem de fluidos, mas o 
resultado estético é pobre (pode ter contratura por 
cicatrizar por 2a intenção). 
Causas de insucesso na enxertia: hematomas, 
infecção, leito receptor, curativo, técnica cirúrgica 
*curativo de Brown: oferece uma solução baseada em 
um conceito coerente para o tratamento da ferida 
crônica, que garante a rápida formação de tecidos de 
granulação, resultando no completo fechamento da 
ferida. 
Expansão tissular: colocação de uma bolsa de 
silicone sob o ferimento, e é feita expansão 
progressiva para ganhar maior extensão de pele e 
possibilitar melhor cicatrização. 
 
Julia Jordão TXXII

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