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CASO CLÍNICO - BRONQUIOLITE

Caso clínico sobre bronquiolite: apresenta dados maternos e do recém‑nascido, evolução clínica, exame físico detalhado e sinais vitais, hipótese diagnóstica e proposta de atividade prática para descrever fisiopatologia e elaborar três diagnósticos NANDA com duas intervenções cada.

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CASO CLÍNICO - BRONQUIOLITE
Dados maternos, da gestação, parto e nascimento: 28 anos, parda, funcionária pública, tabagista há mais de 10 anos G2P2A0; grupo sanguíneo A+. Presença de HAS na família. Apresentou realização de 6 consultas nos dois pré-natal, ambos de risco habitual.  Vacinação: completa.  SOROLOGIAS NO PRÉ NATAL: HIV: Negativos no 1° e 3°Trim, Sífilis: Negativo no 1° 3°Trim, Hepatite B: Negativo no 3°Trim, Toxoplasmose: Negativo no 3°Trim.  SOROLOGIAS REALIZADAS NA MATERNIDADE: HIV: Negativo; Sífilis: NEGATIVO. Tipagem sanguínea O Rh (+). A parturiente negou infecções. Parto sem intercorrências. 
1. Dados do recém-nascido ao nascimento: GJB, RN nascido de parto normal, IG 38 semanas, PN 2,76 kg, C 47 cm, PC 33,5 cm, sexo feminino, com apresentação cefálica, LA meconial, ligadura do cordão tardio, APGAR 9. Ao nascimento se apresentou hipertônico, hiper-reativo, com choro presente 
2. Evolução clínica: 
 GJB, 5 meses, admitido no PS pediátrico com quadro de desconforto respiratório intenso, apresentando expansibilidade torácica diminuída, tiragem intercostal moderada e presença de batimento de asa nasal.
HDA: mãe relata que há cerca de 5 dias iniciou quadro clínico de coriza hialina, tosse e espirros e leve desconforto respiratório devido a congestão nasal, e posteriormente, febre e aumento da tosse produtiva. Procurou assistência médica no começo do quadro da doença e foi prescrita inalação com soro fisiológico 4 vezes ao dia e lavagem nasal com SF. Ainda assim, hoje a criança apresentou letargia, gemência e taquipneia e retrações mais intensas relata a mãe.
Mãe relata que o primeiro filho apresentou sintomas de resfriado semanas antes de GJB adoecer e que hoje apresenta apenas tosse leve.
3. Exame Físico:
CABEÇA: Crânio regular, simétrico, couro cabeludo de aspecto limpo e seco. Fontanela bregmática 3x3 polpas digitais, normotensa e pulsátil. Fontanela lambdoide 1x1 polpa digital. OLHOS: Esclera esbranquiçada, conjuntiva normocorada bilateralmente. NARIZ: Apresenta moderado batimento de asa nasal, com secreções em quantidade intensa em VAS e oral. BOCA: mucosa hipocorada e ressecada. ORELHAS: simétricas, implantadas junto a linha média do olho, com presença de cerume adequada. AP: MVF+ com a presença de sibilos expiratórios, com desconforto respiratório no momento, tempo expiratório e expansibilidade aumentados. Taquipneico, FR: 70 rpm. SPO2: 87 %, AC: RCR, BNF em 2T, sopro sistólico discreto à esquerda. Taquicárdico, FC: 175 bpm. Pele apresentando mosqueamento e rede venosa com aspecto de teia de aranha. ABDOME: semigloboso, flácido com RHA+, palpação pouco dolorosa e sem VMG. Coto umbilical amolecido, sem sinais flogísticos e com início do processo de mumificação. MMSS/MMII: baixa perfusão periférica (TEC <4seg.). Sem edema. Extremidades aquecidas. GENITÁLIA: típica feminina, com clitóris evidenciado devido pequeno tamanho dos grandes lábios. REFLEXOS PRIMITIVOS: Preensão palmar, plantar e cutâneo extensor plantar presentes.
SSVV: Sat: 84%, FC: 175 bpm, temp: 38,7°C, FR: 70irpm, normotenso. 
4. Suspeita diagnóstica: Bronquiolite 
Desfecho:
A criança é encaminhada para observação no pronto atendimento onde diversas medidas são realizadas. O enfermeiro deste setor percebeu que a lactente apresenta secreção em grande quantidade em VAS e cavidade oral, além da intolerância à ingestão de líquidos, inclusive o aleitamento materno. 
ORIENTAÇÕES
Imagine que você é o enfermeiro da observação do pronto atendimento onde está GJB. Diante disso: 
1. Descreva a fisiopatologia da suspeita diagnóstica. 
2. Elabore três diagnósticos de enfermagem, com base na NANDA, e duas intervenções de enfermagem para cada diagnóstico elaborado.

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