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Algumas aplicações das leis de Newton 257 PB = mB · g = 60 · 10 ⇒ PB = 600 N PP = mP · g = 80 · 10 ⇒ PP = 800 N As forças que atuam no balde são o seu peso PB, a força T que o fio exerce na alça e a força nor- mal FN que o passageiro exerce no piso do balde (fig. b). As forças que atuam no passageiro são o seu peso PP, a força T que o fio exerce em suas mãos e a força normal FN que o piso do balde aplica no passageiro, conforme ilustra a figura c. (Obviamente, pelo Princípio da Ação e Reação, a força que o passageiro aplica no piso do balde e a força que o piso do balde aplica no passageiro têm o mesmo módulo.) P B T F N Figura b. P P F N T Figura c. Apliquemos a Segunda Lei de Newton a cada corpo separadamente: T – PB – FN = mB · a T + FN – PP = mP · a ou T – 600 – FN = 60 · 4 T + FN – 800 = 80 · 4 ou T – FN = 840 1 T + FN = 1 120 2 Resolvendo o sistema formado pelas equações 1 e 2 , obtemos: T = 980 N e FN = 140 N Se quiséssemos apenas o módulo da tração no fio, poderíamos ter considerado um único corpo formado pelo balde e pelo passageiro. Nesse caso, as duas forças FN são internas e, em relação ao sistema, se cancelam. O esquema de forças é, então, o da figura d. Devemos observar também que há duas forças de módulo T puxando o corpo para cima: uma delas é a que atua na haste do balde e a outra é a que atua nas mãos do passageiro. Sejam m e P, respectivamente, a massa e o peso do corpo. m = mb + mB = 60 + 80 ⇒ m = 140 kg P = m · g = 140 · 10 ⇒ P = 1 400 N Apliquemos a Segunda Lei de Newton a esse corpo: 2T – P = m · a ⇒ 2T – 1 400 = 140 · 4 T = 980 N 51. Um indivíduo de massa 100 kg está dentro de um elevador de massa 70 kg. O elevador está suspenso por uma corda ideal que passa por uma polia ideal e é puxada pelo indiví- duo, de modo que este sobe juntamente com o elevador, em movimento acelerado de ace- leração 2,0 m/s2. Sabendo que g = 10 m/s2, calcule os módulos da tração no fio e a força que o piso do elevador exerce no indivíduo. l u Iz A u g u S t O R Ib E IR O 52. No sistema representado na figura, os blocos A, B e C têm massas mA = 20 kg, mB = 8,0 kg e mC = 32 kg. O fio e a polia são ideais e não há atrito. Uma força horizontal F é aplicada ao bloco C, de modo que o conjunto todo se move em relação ao solo, mas os blocos A e B perma- necem em repouso em relação a C. F BC A z A P t Sendo g = 10 m/s2, calcule os módulos: a) da aceleração do conjunto em relação ao solo; b) da força F ; c) da força exercida por C sobre B. 53. (E. E. São Carlos-SP) É dada uma polia ideal pela qual um fio também ideal, suportando em suas extremidades os blocos A e B, de massas respectivamente iguais a 40 kg e 24 kg, como mostra a figura. A partir de dado instante, aplica-se ao eixo da polia uma força vertical F , P TT Figura d. l u Iz A u g u S t O R Ib E IR O Algumas aplicações das leis de Newton 257 Capítulo 13258 cujo sentido é para cima. Sendo g = 10 m/s2, calcule os módulos das acelerações adquiridas pelos blocos nos seguintes casos: a) F = 400 N b) F = 720 N c) F = 1 200 N 54. No sistema esquematizado na figura, os blocos A e B têm massas respectivamente iguais a 20 kg e 40 kg. O fio é ideal e não há atrito. São dados: g = 10 m/s2, F = 240 N, sen θ = 0,60 e cos θ = 0,80. F θ A B Calcule as intensidades: a) da aceleração do sistema; b) da tração no fio; c) das forças normais exercidas pela superfície horizontal sobre os blocos A e B. 55. No sistema representado na figura, temos um vagão que se move sobre trilhos retos e horizon- tais com movimento acelerado, de aceleração a, empurrado por uma força horizontal F . Dentro do vagão há uma mesa S, rigidamente presa ao piso do vagão, e sobre ela está um bloco A, o qual está ligado por um fio ideal a uma bolinha B. A polia é ideal e não há atritos. O sistema todo se move de modo que o bloco A e a bolinha B permanecem em repouso em relação ao vagão. A aceleração da gravidade é g = 10 m/s2 e as massas de A e B são m A = 20 kg e m B = 12 kg. aF AS B a) Calcule os módulos de a e da tração no fio. b) Sabendo que a massa do vagão juntamente com a mesa é m = 68 kg, determine a inten- sidade de F . 56. Um bloco de massa m = 2,0 kg sobe um plano inclinado sem atrito, puxado por uma força F que forma ângulo θ com o plano inclinado, como mostra a figura. A intensidade de F é 15 N e o módulo da aceleração da gravidade é 10 m/s2. Calcule os módulos da aceleração do bloco e da força exercida pelo plano inclinado sobre o bloco. θ 30° sen θ = 0,60 e cos θ = 0,80 F 57. Um prisma triangular de massa M = 2,4 kg está apoiado sobre uma superfície horizontal. Uma das faces do prisma forma ângulo θ com a superfície horizontal, como mostra a figura. Sobre a face inclinada do prisma apoia-se um bloco de massa m = 1,6 kg. Aplica-se no prisma uma força horizontal F , de modo que o sistema todo se move com o bloco, ficando em repouso em relação ao prisma. São dados: g = 10 m/s2; sen θ = 0,60; cos θ = 0,80. M θ F m Desprezando os atritos, determine: a) o módulo da aceleração do conjunto; b) o módulo de F . 58. Um sistema formado por dois blocos A e B, um fio ideal e uma polia também ideal foi montado sobre um plano que tem inclinação θ em relação a um plano horizontal, como mostra a figura. As mas- sas de A e B são respectivamente iguais a 5,0 kg e 15 kg. São dados: g = 10 m/s2 e sen θ = 0,60. A θ B Desprezando o atrito, calcule: a) o módulo da aceleração do bloco B; b) o módulo da tração no fio. A B F Capítulo 13258 Il u St R A ç õ ES : zA Pt CAPÍtuLO 14Lançamento não vertical Lançamento não vertical 259 1. Movimento de projéteis 2. Lançamento horizontal 3. Lançamento oblíquo 4. Estudo do alcance 5. Equações vetoriais do movimento de um projétil 6. Alcance máximo em geral 7. Galileu, Newton e a Lei da Inércia 8. Trajetórias possíveis com força resultante constante 1. Movimento de projéteis No capítulo 6 estudamos o movi- mento de um corpo nas proximidades da superfície da Terra, desprezando os efeitos do ar nos casos em que o corpo é abandonado ou lançado verticalmen- te. Agora, completaremos esse estudo analisando a situação em que o corpo é lançado com velocidade v 0 de direção não vertical. É o caso, por exemplo, do lançamento de uma bola de basquete (fi g. 1) ou de uma bola chutada por um jogador de futebol. A análise correta desse tipo de movimento foi feita pela primeira vez por Galileu, que procurava estudar o movimento de um projétil disparado por um canhão; por esse motivo, até hoje esse tipo de movimento é chamado movimento de projéteis. Se a resistência do ar for desprezada, a única força atuante no projétil é seu peso P (fi g. 2) que, de acordo com a Segunda lei de Newton, é dado por P = mg sendo m a massa do projétil e g a aceleração da gravidade, considerada vetorialmente. Para facilitar a exposição, separaremos o lançamento não vertical em dois casos: lançamento horizontal e lançamento oblíquo. Figura 1. A trajetória descrita pela bola é um exemplo de movimento de projétil. Figura 2. g P P P P P P Il U ST r A ç õ eS : lU Iz A U G U ST O r Ib eI r O 14