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Capítulo 250 Exercícios de Aprofundamento Exercícios de Reforço 67. (Mackenzie-SP) Diz um ditado popular: “A natu- reza é sábia”. De fato! Ao observarmos os diversos fenômenos da natureza, ficamos encantados com muitos pormenores, sem os quais não poderíamos ter vida na face da Terra, conforme a conhece- mos. Um desses pormenores, de extrema impor- tância, é o comportamento anômalo da água, no estado líquido, durante seu aquecimento ou resfriamento sob pressão normal. Se não existisse tal comportamento, a vida subaquática nos lagos e rios, principalmente das regiões mais frias de nosso planeta, não seria possível. gelo a 0 °C água a 0 °C 1 °C 2 °C 3 °C 4 °C Dos gráficos a seguir, o que melhor representa esse comportamento anômalo é: a) 4 temperatura (°C)0 v o lu m e ( cm 3 ) b) 4 temperatura (°C)0 v o lu m e ( cm 3 ) c) 14,5 temperatura (°C)0 15,5 v o lu m e ( cm 3 ) d) 14,5 temperatura (°C)0 v o lu m e ( cm 3 ) e) 14,5 temperatura (°C)0 v o lu m e ( cm 3 ) 68. (Unirio-RJ) Um industrial propôs construir ter- mômetros comuns de vidro, para medir tempera- turas ambientes entre 1 °C e 40 °C, substituindo o mercúrio por água destilada. Cristovo, um físico, opôs-se, justificando que as leituras no termômetro não seriam confiáveis, porque a) a perda de calor por radiação é grande. b) o coeficiente de dilatação da água é constan- te no intervalo de 0 °C a 100 °C. c) o coeficiente de dilatação da água entre 0 °C e 4 °C é negativo. d) o calor específico do vidro é maior que o da água. e) há necessidade de um tubo capilar de altura aproximadamente 13 vezes maior que a exigi- da pelo mercúrio. 69. (UF-RS) A expressão “dilatação anômala da água” refere-se ao fato de uma determinada massa de água, a pressão constante: a) possuir volume máximo a 4 °C. b) aumentar sua massa específica quando sua temperatura aumenta de 0 °C para 4 °C. c) aumentar de volume quando sua temperatura aumenta de 0 °C para 4 °C. d) reduzir de volume quando sua temperatura aumenta a partir de 4 °C. e) possuir uma massa específica constante acima de 4 °C. 70. (ITA-SP) O vidro pyrex apresenta maior resistên- cia ao choque térmico do que o vidro comum porque a) possui alto coeficiente de rigidez. b) tem baixo coeficiente de dilatação térmica. c) tem alto coeficiente de dilatação térmica. d) tem alto calor específico. e) é mais maleável que o vidro comum. L U Iz A U G U S t O r Ib E Ir O Capítulo 250 Dilatação térmica 51 71. (Aman-SP) Uma barra de metal de comprimento L 0 a 0 °C sofre um aumento de L0 1 000 , quando aquecida a 100 °C. O coeficiente de dilatação superficial médio do metal vale: a) 2 · 10–1 °C–1 b) 1 · 10–4 °C–1 c) 2 · 10–8 °C–1 d) 2 · 10–5 °C–1 e) 1 · 10–5 °C–1 72. (OBF) Em um experimento no laboratório, um estudante observa o processo de dilatação linear de uma vara de metal com coeficiente linear de dilatação α. O gráfico obtido no experimento é mostrado a seguir, com o comprimento da vara L em milímetros e a temperatura T em graus Celsius. A vara é constituída de que material? 85 T (˚C)7565554535 1,000 0 1,001 L (103 mm) a) chumbo (α = 27 · 10–6 °C–1) b) zinco (α = 26 · 10–6 °C–1) c) alumínio (α = 22 · 10–6 °C–1) d) cobre (α = 17 · 10–6 °C–1) e) ferro (α = 12 · 10–6 °C–1) 73. (UEL-PR) Um relógio é acionado por um pêndulo simples constituído por um corpúsculo preso a um longo fio de alumínio. Desejando atrasar o relógio, alguns alunos levantaram as três possi- bilidades apresentadas a seguir. I. Aquecer o fio de alumínio. II. Aumentar a massa do corpúsculo preso ao fio. III. Resfriar o fio de alumínio. Dentre as possibilidades I, II e III, o atraso do relógio seria conseguido: a) com a I e a II. b) somente com a II. c) somente com a III. d) somente com a I. e) com a II e a III. 74. Um relógio com pêndulo metálico simples fun- cionará corretamente quando a temperatura ambiente for 25 °C. Nessa temperatura, o período de oscilação é T 0 . 12 1 2 3 4 567 8 9 10 11 L Sabendo-se que a haste pendular apresenta coe- ficiente linear de dilatação térmica igual a α, então, na temperatura de 35 °C, o novo período T vale: a) T = T 0 1 + 10α d) T = T 0 1 1 – 10α b) T = T 0 1 – 10α e) T = T 0 1 1 + 10α c) T = T 0 1 + 10α g 75. (OBF) Uma armação cúbica de arestas de compri- mento L 0 , feitas com arame cilíndrico muito fino de coeficiente de dilatação linear α, constante, inicialmente a uma temperatura T 0 é aquecida a uma temperatura final T. Admitindo-se que α e (T – T 0 ) possuem ordens de gran- deza respectivas de 104 e 102, determine a ordem de grandeza das variações de área das faces e volume do cubo em questão. Adote L 0 = 1 cm. 76. As rodas de uma locomotiva são discos metáli- cos e feitos de um material cujo coeficiente e dilatação linear é 20 · 10–6 °C–1. Quando essa locomotiva faz certo percurso, com as rodas à temperatura de 50 °C, cada uma delas realiza 40 000 voltas completas. Se as rodas da locomo- tiva estivessem à temperatura de 0 °C, o número de voltas inteiras que cada uma daria, quando a locomotiva realizar esse mesmo percurso, seria a) 40 030 c) 40 050 e) 40 070 b) 40 040 d) 40 060 77. (ITA-SP) Um disco de ebonite tem um orifício circular de diâmetro 1 cm, localizado em seu centro. Sabendo-se que o coeficiente de dilatação superficial da ebonite é igual a 160 · 10–6 °C–1, pode-se afirmar que a área do orifício, quando a temperatura do disco varia de 10 °C para 100 °C: a) diminui de 36π · 10–4 cm2. b) aumenta de 144π · 10–4 cm2. c) aumenta de 36π · 10–4 cm2. d) diminui de 144π · 10–4 cm2. e) permanece inalterável. z A P t L U Iz A U G U S t O r Ib E Ir O Dilatação térmica 51 Capítulo 252 78. Três anéis de materiais diferentes estão encaixa- dos como mostra a figura. 1 2 3 Essa peça faz parte de uma máquina muito usada numa indústria e o engenheiro de manutenção ao avaliá-la notou que o anel 2 estava desgastando- se e havia necessidade de trocá-lo. Como retirar o anel 2 sem destruir nenhum dos anéis 1 e 3? Considere desprezíveis as espessuras dos anéis em relação aos respectivos diâmetros. a) Aquecendo-se a peça eles vão se soltar, pois os materiais são diferentes. b) Se o coeficiente de dilatação linear do anel 2 for superior ao do 1 e do 3, basta aquecer a peça que eles se soltarão. c) Se o coeficiente de dilatação linear do anel 2 for inferior ao do 1 e do 3, basta aquecer a peça que eles se soltarão. d) Se os coeficientes de dilatação linear forem tais que α1 < α2 < α3, então por aquecimen- to os anéis se soltarão. e) Se os coeficientes de dilatação linear forem tais que α1 < α2 < α3, então por resfriamento os anéis se soltarão. 79. Em uma roda de madeira de diâmetro 100 cm, é necessário adaptar um anel de ferro, cujo diâme- tro é 5 mm menor que o diâmetro de roda. Em quantos graus é necessário elevar a temperatura do anel? O coeficiente de dilatação linear do ferro é α1 = 12 · 10 –6 °C–1. 80. À temperatura t1 a altura da coluna de mercúrio, medida em uma escala de latão, é igual a H1. Qual é a altura H0 que terá a coluna de mercúrio para t = 0 ºC? O coeficiente de dilatação linear do latão é α e o coeficiente de expansão volumétrica do mercúrio é β. 81. (ITA-SP) Um bulbo de vidro cujo coeficiente de dilatação linear é 3 · 10–8 °C–1 está ligado a um capilar do mesmo material. À temperatura de –10,0 ºC a área de secção do capilar é 3,0 · · 10–1 cm2 e todo o mercúrio, cujo coeficiente de dilatação volumétrico é 180 · 10–6 °C–1, ocupa o volume total do bulbo, que a esta temperatura é 0,500 cm3. O comprimento da coluna de mercúrio a 90,0 °C será: a) 270 mm d) 300 mm b) 257 mm e) 540 mm c) 285 mm 82. (U. F. São Carlos-SP) Durante um inverno rigoroso no hemisférico norte, um pequeno lago teve sua superfície congelada, conforme ilustra a figura. a) Considerandoo gráfico do volume da água em função de sua temperatura, explique por que somente a superfície se congelou, continuan- do o resto da água do lago em estado líquido. v o lu m e d a á g u a ( cm 3 ) 1000.25 1000.20 1000.15 1000.10 1000.05 1000.00 0 2 4 6 8 10 temperatura (ºC) b) Um biólogo deseja monitorar o pH e a temperatura desse lago e, para tanto, uti- liza um sensor automático, específico para ambientes aquáticos, com dimensões de 10 cm × 10 cm × 10 cm. O sensor fica em equilíbrio, preso a um fio inextensível de massa desprezível, conforme ilustra a figu- ra. Quando a água está à temperatura de 20 °C, o fio apresenta uma tensão de 0,20 N. Calcule qual a nova tensão no fio quando a temperatura na região do sensor chega a 4 °C. Dados: • Considere a aceleração da gravidade na Terra como sendo 10 m/s2. • Considere o sensor com uma densidade homo- gênea. • Considere a densidade da água a 20 °C como 998 kg/m3 e a 4 °C como 1 000 kg/m3. • Desconsidere a expansão/contração volumétri- ca do sensor. z a p t Capítulo 252 L u iz a u g u s t o R ib e iR oar (–10 °C) gelo (0 °C) água (4 °C) sensor Lago com a superfície congelada