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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO DISCIPLINA: AVALIAÇÃO NUTRICIONAL PROFESSORAS: Dra. Karoline de Macedo Gonçalves Frota MARIA CLARA GOMES DE OLIVEIRA AULA PRÁTICA DE BIOIMPEDÂNCIA TERESINA-PI NOVEMBRO/2023 MARIA CLARA GOMES DE OLIVEIRA AULA PRÁTICA DE BIOIMPEDÂNCIA ESTAGIÁRIAS DOCENTES: Alana Rafaela da Silva Moura Janny de Moura Crisóstomo MONITORAS: Havana Sousa do Nascimento Sabrina Karla Vasconcelos Alves TERESINA-PI NOVEMBRO/2023 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................... 3 2 METODOLOGIA ............................................................................................ 4 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO...................................................................... 5 4 CONCLUSÃO ................................................................................................ 8 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 9 ANEXO I - RESULTADO DA BIOIMPEDÂNCIA ………………………………. 10 1 INTRODUÇÃO O aumento nos índices de ocorrência de desordens metabólicas e doenças cardiovasculares como a diabetes, hipertensão arterial, obesidade e dislipidemias se tornaram um agravo perceptível na sociedade contemporânea. A partir de tal evento, o interesse pela composição corporal do ser humano tem se intensificado devido sua relação direta com tais patologias (JANSSEN et. al., 2004). A bioimpedância elétrica (BIA) é uma alternativa considerada de grande eficiência na avaliação nutricional devido sua velocidade no processamento das informações, sua praticidade e sua metodologia não invasiva que consegue estimar tanto os componentes corporais do indivíduo, quanto a distribuição dos mesmos no organismo (KYLE et. al., 2004). O modo de aferição de tal método é caracterizado pela medição do efeito da passagem de correntes elétricas e respectivo efeito resultante sobre as células do corpo, ou seja, o grau de resistência e reactância. A bioimpedância fundamenta-se no princípio que cada tecido corporal ofereça diferentes oposições à passagem de energia. Sendo assim, um método indolor, não invasivo, seguro, simples e sem radiação que é a capaz de estimar a composição de um organismo (CLEARY et. al., 2008). O aparelho é composto por quatro eletrodos que devem ser fixados nos dedos médio e polegares de cada mão, e também em cada tornozelo do indivíduo. Aonde acontecerá a passagem de uma corrente elétrica de alta frequência e baixa amplitude. Mensurando a resistência e a reactância, que a partir de tais valores será calculado a impedância e ângulo de fase, também é estimada a água corporal total e quantidade de água extracelular e intracelular. Em seguida, é calculada a massa livre de gordura que a partir da mesma será mensurada a massa de gordura corporal e a massa de células corporal (MINDERICO et. al., 2008). Ademais, é importante salientar que a bioimpedância é um método corporal descritivo, ou seja, os compartimentos corporais são estimados por estatística comparativas a outros métodos considerados padrão-ouro. Entretanto, sua precisão ainda é considerada relativa devido sua alta sensibilidade à hidratação corporal (BARBOSA-SILVA; BARROS, 2005). A partir do exposto, a presente prática teve como objetivo mensurar os componentes corporais do discente e avaliar se os resultados encontram-se em conformidade com os pontos de corte estabelecidos pela literatura. 2 METODOLOGIA A prática foi realizada no dia 16 de novembro de 2023 no Laboratório de Informática, do Departamento de Biofísica e Fisiologia da Universidade Federal do Piauí. Para a realização da prática, o indivíduo em análise deitou-se em decúbito dorsal em uma maca, sem calçados ou quaisquer objetos metálicos. Após isso foi realizada a limpeza da pele com álcool nos dedos indicadores e polegares de cada mão e nos tornozelos para e foi-se colocado os eletrodos nos devidos lugares. Em seguida, iniciou-se a bioimpedância elétrica. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo Gupta et. al. (2008), a bioimpedância elétrica tem sido utilizada para a estimação da composição corporal e estado nutricional tanto de indivíduos saudáveis como enfermos por diversas situações clínicas, como por exemplo desnutrição, câncer, insuficiência renal, pré e pós-operatório, crianças, idosos e atletas. A partir disso, segue em exposto a tabela com os resultados obtidos na avaliação nutricional utilizando a bioimpedância elétrica: Tabela 1: Informações sobre o indivíduo em análise obtidos através da bioimpedância elétrica, Teresina-PI. Sexo Feminino Idade 19 anos Altura (cm) 166 Peso (kg) 61,7 IMC (kg/m) 22,4 Massa Muscular Esquelética (kg) 29,0 Massa de Gordura (kg) 9,5 Percentual de gordura (%) 15,3% Taxa de água extracelular 0,377 Fonte: Dados do autor, 2023. Keys et. al. (1972) sugeriram a nomeação da comparação da massa corporal em função da estatura como o Índice de Massa Corporal (IMC). Desde então, esta relação ganhou muita notoriedade na avaliação nutricional de adultos. Entretanto, é necessário enfatizar que tal método não é suficiente para uma avaliação nutricional completa, sendo importante relacioná-la com outras medidas antropométricas como a massa de gordura corporal, percentual de gordura corporal e entre outros. Utilizando os pontos de corte proposto pela OMS (WHO, 1995) estabelecidos para avaliação nutricional de adultos pela Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN. É perceptível que o indivíduo em estudo se encontra eutrófico com um IMC adequado de acordo com o ponto de corte de 18,5 e 24,9 para indivíduos eutróficos. Porém, ainda é necessário avaliar mais parâmetros antropométricos para concluir-se a normalidade. De acordo com Marques (2016), o músculo esquelético representa em grande escala a massa corporal de um ser humano adulto que possui funções de extrema importância ao corpo humano, na qual pode-se citar a função estrutural, a geração de força para locomoção, postura corporal, respiração e produção de calor. Portanto, é de suma importância sua manutenção para a saúde corporal, por meio da prática de atividades físicas e treinamentos resistidos que estão associados justamente com a manutenção da massa muscular esquelética, ganho de força, flexibilidade e qualidade de vida. Observando os dados obtidos é perceptível que o indivíduo exposto se encontra com 29 quilos de massa muscular esquelética, quantia considerada um pouco elevada da normalidade de acordo com os padrões impostos pela bioimpedância elétrica realizada. Entretanto, tal elevação não é um fator preocupante, já que se trata da massa muscular esquelética em avaliação e levando também em consideração que tal indivíduo pratica musculação de forma ativa, justificando o resultado encontrado. Kelly, Wilson e Heymsfield (2009) afirmam que o índice de massa gorda surgiu como uma alternativa ao IMC e a porcentagem de gordura corporal já que o mesmo é sensível à distribuição da quantidade de gordura, no qual pode detectar casos que são popularmente conhecidos como “falso magro” ou “metabolicamente obeso”, que são condições classificadas como normais pelo IMC. Quanto ao resultado obtido no presente estudo, o indivíduo analisado possui 9,5 quilos de massa de gordura, o que é considerado como abaixo da normalidade pelos parâmetros impostos pela avaliação de bioimpedância. Porém, como falamos de massa gorda o que seria alarmante é se o resultado fosse acima do recomendado. Ademais, é necessário ter em vista que a provável justificativa do resultado são os hábitos alimentares e a prática de atividade física regulares do indivíduo. De acordo com Rezende, Rosado e Franceschini (2007), o excesso de gordura corporal pode ser considerado uma doença crônica degenerativa associada com o aumento de mortalidade e morbidade da população. Ademais, o mesmo é um fato desencadeante de inúmerasdesordens, como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e entre outros. Seguindo a lógica da literatura acima é possível concluir que o indivíduo em estudo não apresenta qualquer risco associado ao excesso de gordura corporal. Em contrapartida, o mesmo apresentou um percentual de 15,3% , o que é considerado abaixo dos parâmetros de normalidade utilizados pela bioimpedância. E como foi citado anteriormente, tal resultado não apresenta qualquer risco pois deverá ser levado em conta os os hábitos e estilo de vida da pessoa. Vannucchi et. al. (1996) afirma que a taxa de AEC é a proporção da água extracelular em relação à água corporal total, sendo um indicador indispensável do equilíbrio de água no corpo. Em um estado saudável, a taxa de AEC deve estar entre 0,36 a 0,39. Caso a faixa seja maior 0,39 é recomendável a procura por auxílio médico. Portanto, utilizando tal literatura como base comparativa é possível confirmar que a taxa de AEC de 0,377 do indivíduo se encontra nos parâmetros recomendáveis. 4 CONCLUSÃO Portanto, a partir dos resultados obtidos, é possível concluir que o indivíduo avaliado se encontra em forma, com níveis de massa gorda abaixo da média recomendada e está eutrófico. Quanto a presente, conclui-se que a mesma foi de suma importância para o conhecimento dos discentes a respeito da avaliação por bioimpedância elétrica. 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBOSA-SILVA, M. C. G.; BARROS, A. J. D. Bioelectrical impedance and individual characteristics as prognostic factors for post-operative complications. Clin Nutr. 2005. CLEARY, J.; DANIELLS, S.; OKELY, A. D.; BATTERHAM, M.; NICHOLLS, J. Predictive validity of four bioelectrical impedance equations in determining percent fat mass in overweight and obese children. J Am Diet Assoc 2008. GUPTA, D.; LAMMERSFELD, C. A.; VASHI, P. G.; KING, J.; DAHLK, S. L.; GRUTSCH, J. F.; et al. Bioelectrical impedance phase angle in clinical practice: implications for prognosis in stage IIIB and IV non-small cell lung cancer. BMC Câncer. 2009. JANSSEN, I.; BAUMGARTNER, R. N.; ROSS, R.; ROSENBERG, I. H.; ROUBENOFF, R. Skeletal muscle cutpoints associated with elevated physical disability risk in older men and women. Am J Epidemiol. 2004. KELLY, T. L.; WILSON, K. E.; HEYMSFIELD, S. B. Dual Energy X-Ray Absorptiometry Body Composition Reference Values from NHANES. PLoS ONE, v. 4, n. 9, 2009. KEYS, A. et al. Indices of relative weight and obesity. Journal of Chronic Diseases, v. 25, n. 6, p. 329–343, 1972. KYLE, U. G.; BOSAEUS, I.; LORENZO, A. D.; DEURENBERG, P.; ELIA, M.; GÓMEZ, J. M.; et al. Bioelectrical impedance analysis - part I: review of principles and methods. Clin Nutr. 2004. MARQUES, R. F. Treinamento resistido e regulação da massa muscular. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v.10, n. 62, p. 438-440, 2016. MINDERICO, C. S.; SILVA, A.M.; KELLER, K.; BRANCO, T. L.; MARTINS, S. S.; PALMEIRA, A. L.; et al. Usefulness of different techniques for measuring body composition changes during weight loss in overweight and obese women. Br J Nutr 2008. REZENDE, F. A. C.; ROSADO, L. E. F. P. L.; PRIORE, S. E.; FRANCESCHINI, S. C. C. Aplicabilidade de equações na avaliação da composição corporal da população brasileira; Applicability of equations in assessing the body composition of the Brazilian population. Rev nutr. 2007. VANNUCCHI, H.; UNAMUNO, M. R. D. L.; MARCHINI, J. S. Avaliação do estado nutricional. Simpósio: Semiologia Especializada, 1996. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Physical Status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva,Switzerland: WHO, 1995. ANEXO I - RESULTADO DA BIOIMPEDÂNCIA