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icrementar A partir desta edição: Bíblicas Subsídios para as Lições Bíblicas Mapas e informações aprofundadas sobre o tema estudado no trimestre Dinâmicas de grupo para Ano 3 - n° 10 - e n s in a d o r@ cp a d .co m .b r - R $ 4 ,5 0 mailto:ensinador@cpad.com.br LLL LJV̂VVLI ILU WJ U\nVV7J MAX LUCADO Assista dos soldddos empurrdrem o Cdrpinteiro no chão e esticdrem seus brdços contrd ds vigds. Um pressiond o joelho contrd o dntebrdço e segurd sud mão. |esus voltd seu olhdr pdrd o crdvo no momento exdto em que o soldddo levdntd d mdrretd pdrd fincdr o crdvo. Ele sdbid que o preço de todos dqueles pecddos erd d morte. Ele sdbid que d fonte de todos dqueles pecddos erd você, e, umd vez que ele não poderid suportdr d eterniddde sem d sud compdnhid, ele escolheu os crdvos. 160 p agin as / 14,4 x 2.2.,fc m Nas livrarias evangélicas ou pelo: ^ 0300- 789-7172 w w w . c p a d . c o m . "br. http://www.cpad.com á alguns anos, quando ainda cursava seminário teológico, deparei-me com a Educação Cristã, com a qual empolguei-me cada vez mais. Entretanto, certo dia, enquan to lia a Bíblia de forma devocional, meus olhos pararam no texto de Tiago 3.1. Confesso que fiquei apavorado ao refletir sobre a profundidade das pa lavras do apóstolo, assim como, tal vez, o estimado leitor tenha ficado, caso tenha ponderado nelas: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mes tres, sabendo que receberemos mais duro juízo''. Segundo a advertência do após tolo, a tarefa do ensinador cristão não c algo aleatório, mas definitivo para a edificação do Reino de Deus nos co rações e, de acordo com o texto su pracitado, a responsabilidade do pro fessor [mestre] é singular, uma vez que o ensinador é impelido a falar, ao mesmo tempo em que a língua é o membro mais difícil de ser dominado (Tg 3.2). Tiago nos ensina que é ne cessário ter muito temor ao aspirar tal responsabilidade, pois é através do ensino que aproximamos ou afasta mos uma vida dos caminhos do Se nhor. Com a proposta de fornecer com bustível para o constante aperfeiçoa mento que é requerido aos mestres pe los alunos e pelo Senhor, preparamos a presente edição de E n sin ad or C ristão com esmero e temor diante do Salvador. Como novidade, Ensinador pas sa a contar com artigos fixos, em to das as suas edições, de pastor Anto- nio Gilberto, onde ele estará abordan do assuntos pertinentes à edificação e crescimento da ED. Na seção Boas idéias, a articulista c professora Dé bora Ferreira, da Escola de Missões das Assembléias de Deus (Emad), es tará fornecendo sugestões de dinâmi cas para que a sua aula fiq u e incrementada. Outra modificação que imple mentamos está na seção Conversa Franca. A entrevista será sempre com o comentarista do trimestre. Com isso, esperamos aproximar nos sos leitores de quem produziu o tex to das Lições Bíblicas dirigidas aos jovens e adultos. Além do mais, estamos oferecendo páginas específi cas com subsídios para que a sua aula fique cada vez mais aprimorada e contextualizada. Como não poderia deixar de ser, apresentamos artigos pautados em cima das necessidades da ED moder na. Entre eles: Como manter seu aluno atento e interessado?, da psicóloga Valéria Gonçalves; Hábi to de Leitura, da professora Maria Lúcia Fonseca, de Belém do Pará; Re p a r a n d o as colunas, de fonas Batinga; e Aliadas do professor, por pastor Elienai Cabral, onde ele trata a hermenêutica, a homilética e a exegese como apoio na elaboração do plano de aula. Em cada página, há muito mais do que caberia aqui, em nossa apre sentação. Esperamos que a leitura de Ensinador C ristão continue sendo uma ferramenta de valor à realiza ção da tarefa urgente de ensinar a Pa lavra de Deus. Ç&ic^e de s4ttdn<zde Presidente da Convenção Gerai José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Adm inistrativo Antonio Dionísio da Silva Diretor-executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Claudionor Corrêa de Andrade Gerente Financeiro Walter Alves de Azevedo Gerente de Produção Ruy Bergsten Gerente de Vendas Cícero da Silva Editor-chefe Antônio Pereira de Mesquita Editor Jorge de Andrade Redatora Andréia Di Mare Designer Gráfico Rafael Paixão Fotos Solmar Garcia Atendim ento a igrejas Max Leal, Jefferson Freitas e Osman Bernardo Atendim ento a livrarias Alex Teixeira, Elinéia Schueng, Lucimar Rangel, Ricardo Silva e Francisco Alexandre Atendim ento para assinaturas Francis Reni Hurtado Fone 21-2406.7416 SAC - Serviço de atendim ento ao consum idor Andréia Célia Dionísio Fone 0800-701.7373 Número avulso:R$ 4,50 Assinatura anual: R$ 18,00 Vendas 0300-789.7172 Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, lançada em novem bro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Correspondência para publicação deve ser endereçada ao Depar tamento de Jornalismo. As remessas de valor (pagamento de as sinatura, publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A direção é responsável perante a Lei por toda matéria publicada. Perante a igreja, os artigos assinados são de responsabilidade de seus au tores, não representando necessariamente a opinião da revista. Assegura-se a publicação, apenas, das colaborações solicitadas. O mesmo princípio vale para anúncios. Casa Publicadora das Assembléias de Deus D ireção , Redação, A d m in istração , G erên cia C om ercial e O ficinas:A v. B rasil, 34 .401- Bangu - CEP 21852-000 Rio de Janeiro - RJ - Fone 21-2406.7473 - Fax 21-2406.7370 E-mail ensinador@cp.nj.com.br mailto:ensinador@cp.nj.com.br S c c m ã n t O ' Faça já sua assinatura! 06 Como manter meu aluno atento e interessado? 26 Igreja sadia e alimentada 30 Hábito de leitura 43 Aliadas do professor 48 Reparando as colunas Seções 05 Espaço do Leitor 10 ED em Foco 11 Conversa Franca 14 Especial 17 Exemplo de Mestre 18 Antonio Gilberto 22 Reportagem 25 Música 29 Sala de Leitura 34 Boas Idéias 36 Nacional 46 Em evidência IP?' s. Kevista Ensinador Cristão A revista que irá renovar a Escola Dominical da sua igreja Agora vem com: - Novo design, novas seções. - Subsídio para o professor de Lições Bíblicas. - Dinâmicas para incrementar sua aula; - Entrevista com comentarista de Liçõe Bíblicas - Pr. Antonio Gilberto escreve aos professores. 52 Páginas Formato: 20,5 x 27,5 cm Periodicidade: Trimestral Lições Bíblicas 38 Subsídio de Oséias lp? y ) % 7 W Preço avulso = R$4,50 Assinatura Anual = R$19,80 Assinaturas em uma de nossas filiais ou pelo 0300- 789-7172 Visite a Livraria Virtual CPAD www.cpad.com.br CB© http://www.cpad.com.br O exemplo de Barnabé Ao ler sobre o personagem Barnabé, em Exemplo de Mestre, na Ensinador Cristão n” 9, concordei imediatamente que nossas igrejas carecem de pessoas como ele. O fato de ele se dispor em conhecer o outro lhe dava uma noção mais clara de como é o ser humano, sujeito a falhas. Tanto foi assim, que ele próprio foi capaz de assumir um erro, apesar das virtudes de ser amigo e encorajador. O que acontece é que, muitas vezes, o orgulho nos impede de ver o quanto pó e cinza somos. Luiz Carlos Teixeira -Nova Iguaçu (RJ) Ensino-aprendizagem Sou membro da Igreja Pentecostal de Nova Vida em Copacabana e observo que através de entrevistas, reporta gens e artigos, a revista Ensinador Cristão vem somando especialmente na formação de milhares de professores de Escola Dominical de nosso país. Com isso, têm os levado a possuir excelentes recursos, que aplica dos nas aulas bíblicas fazem um grande diferencial na ministração da Palavra de Deus, quanto ao processo de ensino-aprendiza- gem. Marcos Pereira F. de Sá por e-mail, Rio de Janeiro (RJ) A força da intercessão Quero parabenizar os irmãos que compõem a equipe da Ensinador passando aos leitores a melhor coisa que existe: ensinar a Palavra de Deus a todas as nações. Edna Morais por e-mail, João Pessoa (PB) Alicerce seguro Participo da equipe deevangelismo na igreja onde congrego e desejo que vocês possam passar mais e mais conhecimentos e experiências para continuar nos proporcionando fortes alicerces na obra de Deus. Noemi Rios dos Santos por e-mail, São Paulo (SP) Nota 10 Agradeço a Deus pelo privilégio de termos em nossos dias uma revista voltada aos interesses da Escola Dominical. Ensinador Cristão é nota 10! Que o Senhor continue abençoando a todos. Aproveito para perguntar como posso obter as edições da Ensinador que já foram publicadas? Boanerges S. Filgueira Santos Parauapebas (PA) Ensinador responde Agradecemos sua participação e informamos cjue para adquirir os números antigos da Ensinador Cristão, basta ligar para o Departamento Comercial da CPAD, através do telefone 0300^789.7172. Assinatura Éstou precisando das seguintes informações: como fazer a assinatu ra da revista Ensinador Cristão e se ela é vendida nas bancas? José Roberto da Silva por c-mail (RN) Ensinador responde Cristão pelo brilhante trabalho feito durante 2001, junto à comunidade acadêmica cristã. Na qualidade de professora de Escola Dominical fui muito abençoada e, em retribuição, me comprometo a orar por vós, para que continuem em comum acordo com o Espírito Santo, Prezado leitor, nosso material ainda não está disponível nas bancas de jornais, mas teremos grande prazer em atendê-lo no Setor de Assinaturas da CPAD. Para assinar qualquer um dos nossos periódicos, basta ligar para 21-2406.7416 ou 0300-789.7172. Comunique-se com a Ensinador Cristão Por carta: Av. Brasil, 34.4Ú1, Bangu - 21852-000, Rio de Janeiro/R] Por fax: 21-2406.7370 Por e-mail: onsinador@cpad.com.br Sua ofti*tíão. é frana $tS&! D ev id o às lim ita çõ e s d e e sp a ço , as ca r ta s serão selecionadas e transcritas na íntegra ou em trechos considerados m ais significativos. Serão publicadas as correspondências assinadas e que contenham nom e e endereço com pletos e legíveis. N o caso de uso de fax ou e-m ail, só serão publicadas as cartas que inform a rem tam bém a cidade e o Estado onde o leitor reside. mailto:onsinador@cpad.com.br Como mantei »ito& int Elaborar aulas que vençam a ap principais desafios para E m se tratando de sala de aula, temos que estar preocupados com um elemento fundam ental, sem o qual não existiria escola: o aluno. Como é de nosso conhecimento, a igreja é cristocêntrica. Seu centro é Je sus e a sua Palavra, não os pressupos tos ou caprichos humanos. Dessa for ma, a escola dentro da igreja deve se preocupar em seguir a Bíblia Sagrada como livro-texto e alcançar melhor cada aluno. A Bíblia por si só já é um livro maravilhoso e completo. Entretanto, como nós somos seres limitados - com dificuldades, facilidades e dúvidas - , não podemos deixar de pensar em maneiras mais eficazes de transmitir estes ensinamentos. Na medida em que eu, enquanto professor, me esforço para alcançar melhor o meu aluno, este vai estar, conseqüentemente, mais motivado, interessado e atento às aulas. Para isso, há a necessidade de que o es tudo oferecido seja atraente e dinâ mico. Cada aluno espera receber um en sino interativo e participativo. Um ensino que aborde a sua realidade e que, ao mesmo tempo, aponte as ver dades bíblicas. Surge, então, a pergunta: como manter meu aluno interessado e aten to? Vejamos alguns passos a serem seguidos. Agir com dedicação Ouvimos, em certa ocasião, alguém falar algo interessante: o tempo em que a aula ficará retida na mente do aluno é proporcional ao tempo que o professor gastou para prepará-la. Você pode até não concordar com essa afirmativa, mas não dá para negar que tem sentido! E por quê? A Bíblia nos diz que "se é ensinar, que haja dedicação ao ensino", Rm 12.7. Logo, um professor dedicado não ministra aulas rotineiras, improvisa das e divorciadas da Palavra de Deus. Tal dedicação não pode ser mensu rada instantaneamente. Porém, a vida dos meus alunos vai traduzir exatamen te a extensão da minha dedicação. Esta é a diferença da pregação, cuja resposta para aquilo que se fala é imediata, en quanto no ensino o efeito surge a médio e a longo prazo. A pregação é a força que levanta, e o ensino é o poder que sus tenta. Atender as necessidades Di7 respectiva faixa etária: Em cada fase da existência, o homem tem deter minados prismas, pelos quais vê a vida e seus fatos. O professor não pode ig norar que seu aluno é um adolescente ou idoso, por exemplo. O ideal é que ele esteja preocupado em atingir seu aluno como um ser total, com toda a "bagagem" trazida com a faixa etária na qual se encontra. r meu aluno atia dos alunos ainda é um dos uma ED de qualidade De respectivo estado civil: O professor deve estar sempre atento às lições espiritu ais que o tema estudado está trazendo. De igual modo, sempre que possível, é impor tante fazer aplicações à vida de solteiro, ca sado ou viúvo, ou ainda ambos, de acordo com a característica da classe. Afinal, o alu no precisa de um ensino integrado e ade quado a sua realidade pessoal. Psicológicas: É fundamental termos sensibilidade para sabermos não só o que vamos falar com as pessoas, mas como vamos falar. Devemos estar preo cupados com a maneira com que nos dirigimos às pessoas, aos nossos alunos. Cada ser humano é único. Ele possui anseios, dúvidas, questionamentos e posicionamentos. O professor não deve, em hipótese alguma, negligenciar este fato. Para isso, se faz necessário o uso de uma lin guagem adequada, a fim de que a co municação não venha a ser uma barrei ra na transmissão e recepção do ensi no. Jesus certa vez usou a expressão "vos farei pescadores de homens", Mt 4.19, falando a pescadores por profis são. Aqueles homens, apesar de indoutos, logo entenderam o que Ele queria dizer. Que exemplo maravilho so do nosso Mestre! Espirituais: E necessário que o aluno receba alimento, não um "óculos ver de". O que queremos dizer? É simples. Seja qual for a questão a ser abordada, o livro-texto tem que ser a Bíblia. O "óculos verde" funciona como uma for ma de mascarar o assunto, uma tentati va de enganar ou driblar o ouvinte. Este óculos funciona, também, como o resultado da atenção dada às idéias e opiniões meramente humanas. Em outras palavras, não podemos nos deixar levar pela nossa ansiedade ou desejo de dar uma determinada resposta para o aluno. O "óculos verde" é necessário quando o que se tem a oferecer é apenas "capim seco", que é o significado das palavras meramente humanas, pronunciadas sem inspiração ou direção de Deus. Se a resposta que damos a nossos alunos não estiver de acordo com a Pa lavra de Deus, devemos simplesmente ignorá-la e, em tempo algum, passá-la para o aluno. Isto tudo porque é de Deus que vem a resposta certa - não de mim. É Deus quem tem a resposta cer ta, o alimento adequado, o "capim fres co" para a ovelha faminta. O professor tem que ter isso muito claro na sua mente e no seu coração: ele é apenas o canal. O ato de lecionar deve ser um ato de aprendizagem, onde, entre outras coisas, aprendemos a ser a voz - apenas a voz! O aluno, tal qual uma ovelha, vai à ED para receber alimento, que deve ser verde e fresco. Se estivermos atentos a Palavra de Deus será este o alimento que nossos alu nos encontrarão. Disposição para ensinar Aluno e professor devem estar ávi dos e interessados naquilo que Deus re servou para ambos, e não no que o ho mem pensa ou pressupõe. Na passagem de Atos 8.30-31 fica clara a intenção de Deus em nos mos trar a necessidade do processo ensino- aprendizagem. "Como poderei enten der, se alguém me não ensinar?" À me dida que o aluno, que está ávido para aprender, encontra alguém disposto a lhe ensinar, ele vai estar cada vez mais motivado e interessado nas aulas. Ele vai se sentir como parte do processo, e não um mero convidado. É isso que o professor precisa cultivar a cada do mingo. O aluno precisa se sentir à von tade, "em casa",para ouvir, falar, aprender e ensinar. Ele precisa sentir que faz parte do processo. Só então se sentirá integrado e estará atento e mo tivado. Note que nos referimos ao aluno como alguém que também ensina. Sabe por quê? Eu, enquanto professor, tam bém aprendo com o meu aluno. Esta re lação é o "carburador" do processo en- sino-aprendizagem em sala de aula. Afi nal, o professor não é melhor que seu aluno. Metaforicamente falando, o pro fessor é apenas aquele que lera o livro um dia antes. O professor é alguém que, apesar de ter estudado e dominado o assunto, não está fechado para aprender mais. Afinal, não há pessoa alguma que saiba tudo nem existe aquela que não precise apren der nada. 1 SrtàCHtzdo-l' Técnicas e recursos adequados Muitos se preocupam em não se mundanizar. Isso é excelente, pois a Igre ja do Senhor não pode se deixar conta minar ou ser influenciada pelo mundo - é a Igreja que deve influenciar o mun do! Entretanto, algumas pessoas con fundem isto com se modernizar. O que, por sua vez, pode ser muito útil e efici ente. Logo, nada tem em comum com o se mundanizar, que significa se deixar contaminar com o mundo, abrindo mão da doutrina e da fé. Em contrapartida, modernizar está relacionado ao uso de recursos e meios que outrora não tínhamos acesso. Há uns 20 anos, não usávamos em nossas igre jas microfone sem fio. Hoje o fazemos. De igual modo, não usávamos a internet, o fax, o interfone etc. Devemos investir no melhor para satisfazer as exigências do aluno. Em uma época onde a informática está em toda parte, por exemplo, não tem mais sentido eu pedir que um aluno datilografe as perguntas da revista da ED. Eu posso transcrevê- las para uma transparência ou simples mente xerocá-las. É claro que o conteúdo da ED é o melhor que pode haver, pois trata-se da Palavra de Deus. Porém, precisamos nos preocupar com a didática do ensino, a maneira como esse conteúdo vai ser transmitido. a) Usar, sempre que possível, recur sos instrucionais variados. Não só o qua- dro-negro e o giz, mas também a folha impressa (mimeografada ou xerocada), gravuras, cartazes, vídeos etc. b) Adotar a linguagem adequada, pois não podemos falar um vocabulário que iniba os alunos. Usar palavras cujos significados sejam desconhecidos para a maioria dos alunos, por exemplo, só dis tancia cada vez mais o professor da turma. Da mes ma forma, devemos nos preocupar com os erros de portugu ês, nos expressando com a concordân cia verbal certa, o pronome adequado etc. c) Utilizar a técnica de perguntas, muito usada por Jesus. E oportuna, uma vez que, além de prender a aten ção do aluno, proporciona uma parti cipação efetiva destes. Permite tanto um melhor entrosamento do grupo como uma verificação e fixação da aprendizagem, levando o aluno à re flexão. E, além disso, dá ao professor uma amostra de como está o conheci mento dos alunos sobre o assunto abor dado (Mt 21.25-26). Essa técnica, porém, exige muito cui dado. As perguntas são para dinamizar, não para inibir o aluno a participar. O professor, enquanto orientador da apren dizagem, deve saber dosar e administrar cada técnica ou recurso usado, para que não haja confusão ou constrangimento desnecessários. d) Usar recursos audiovisuais como retroprojetor, videocassete, gravador etc. São recursos atraentes, bons auxiliares mas que, como todo e qualquer aparato, devem ser usados de forma adequada e dosada. O professor, antes de usar qual quer um desses equipamentos, deve avaliar se fisicamente é viável o uso de tal recurso (se há tomadas, luz e espaço disponíveis), e se saberá manejar o apa relho corretamente. Aperfeiçoamento Ficamos tristes ao ouvirmos de de terminados professores que 'a lição não ajudou' ou então 'aquele assunto é mui to difícil'. Não existe lição que atrapalhe ou assunto difícil o bastante para Deus! Dessa forma, lição alguma tem condi ções de servir de impecilho para ministrarmos a nossa aula. Nenhum assunto é tão difícil que não possa ou não deva ser comentado. E, de igual modo, assunto al gum é fácil demais para que não seja devida mente estudado ou preparado. Independente de haver esses tipos de dificuldades, o que se tem a fazer é: a) Orar e pedir sabedoria a Deus. b) Estudar o assunto. c) Ministrar a aula objetivamente, tendo cautela para que não se divague sobremaneira, fugindo do tema a ser abordado. d) Estabelecer ligações entre os as suntos abordados anteriormente, para que possa haver uma fixação e aplica ção dos conteúdos já ministrados. e) Procurar aplicar o conteúdo da li ção à realidade dos alunos. f) Fazer uma avaliação: se o resul tado for positivo, dar toda honra a Deus; se for negativo, voltar ao primei ro passo. g) Nunca se acomodar. Estudar, ler e procurar sempre preparar uma aula me lhor que a outra - Jesus e nossos alunos merecem! h) Aplicar o que a Bíblia nos ensina: "É necessário que Ele cresça e que eu di minua", Jo 3.30. Planejamento A ED é uma escola onde a maioria de suas classes é heterogênea. Reunimos muitas vezes, na mesma sala, pessoas de classes sociais, níveis de escolaridade, situações sorioeconômicas diferentes - mesmo que tenham a mesma faixa etária. Dessa forma, é necessário não negli genciarmos estas características dos nos sos alunos. Atente para o fato de que não podem ser vistas como defeitos, e sim como características. Assim procedendo, vamos identificar os pontos divergentes e efetuar a aplicação espiritual a tal clas se, enfatizando o que isso nos serve de advertência, consolo, orientação e edificação. Toma-se, portanto, essencial adaptar a lição ao aluno. Outro aspecto que deve ser conside- rado é o que diz respeito a não ministração de aulas rotineiras e impro visadas. Falamos acima sobre a dedica ção. Devería ser automático: se um pro fessor é dedicado, não ministra aulas sem planejá-las antes. Entretanto, nem sempre esta é uma rela ção adequada. Isto porque, às vezes, o pro fessor é dedicado, preocupado com seus alunos, mas é negligente. Por se achar experiente no assunto a ser aborda do, julga não ser neces sário um planejamento prévio. E este é o vácuo que pro porciona uma aula com tendências a "colcha de retalhos", isto é, aulas que não têm início, meio nem fim. Normal mente são aulas onde começa-se com um assunto e acaba-se com outro. Ou, o que é mais grave, são abordadas cer tas indagações durante a aula que ficam sem resposta. E o que fazer para evitar este caos? A resposta está em uma única palavra - planejamento. Talvez pareça radical, mas a expressão é verdadeira: uma aula que não fora planejada jamais manterá o alu no interessado e motivado. O planejamento envolve os seguin tes itens (didaticamente falando, é cla ro, pois antes de mais nada o professor precisa orar, se colocar nas mãos do Se nhor, bem como apresentar cada aluno ao Senhor Jesus): a) Estudo da lição. b) Busca de outras fontes de consul ta, se necessário. c) Troca de idéias com outro profes sor, se houver oportunidade. d) Ter em sua mente, de forma clara, os objetivos gerais de sua aula (que já estão estipulados na revista da E D / CPAD). e) Estipular os objetivos específicos da aula, ou seja, é necessário que eu es tabeleça alvos mais direcionados para minha classe, para minha realidade. f) Introduzir o assunto de forma bre ve e atraente. Introduções longas demais não são adequadas, pois tomarão a aula repetitiva. g) Desenvolver uma aula objetiva. h) Fazer uma conclusão da aula. O fechamento não deve ser confundido com um resumo da aula. É apenas a conclusão ou apli cação do assunto. Mudança de comportamento Somente quando o meu aluno estiver m otivado é que vai demonstrar interesse. A par tir daí, ele estará atento a tudo que ouve e realizará uma boa aprendiza gem. Haverá, então, mudança de com portamento. O comportamento de nossos alu nos é um termômetro para avaliar como andamas nossas aulas. Em ter mos didáticos, isso é regra - só há aprendizagem quando há mudança de comportamento. Enquanto estivermos preocupados com a mudança na vida de nossos alu nos, vamos estar trabalhando para os ter motivados, atentos e interessados. Como conseguir isso? Em primeiro lugar, nos submetendo à vontade sobe rana e perfeita do nosso Salvador Jesus Cristo. Em segundo lugar, não negligen ciando nossos alunos enquanto seres que têm personalidade, dificuldades, dúvidas e opiniões. E, em terceiro lu gar, sempre querendo melhorar. Afinal, Deus merece o melhor de cada um de nós. Ele nos confiou o ministério do en sino, e nós devemos, então, nos dedi car mais e mais. Muitas vezes nos perdemos em nos sas atividades porque ficamos preocu pados com a obra do Senhor. É neces sário que estejamos preocupados, prín- cipalmente, com o Senhor da obra. Se estivermos com os olhos fixos no Se nhor Jesus, com certeza, exerceremos nosso ministério com maestria. Que o Senhor nos abençoe e nos permita, a cada dia, sermos instrumen tos na transmissão e no ensino de sua Palavra. Valéria Gonçalves é psicólo ga e professora de ED na Assem bléia de Deus em Cordovil (RJ). Stt&ÍHtzd&l' Por Andréia Di MareS ^ D e * n 'p<xc& Na mira das técni Encontros de professores impulsionam ED e igreja registra aumento de 80% na freqüência das aulas N o extremo norte do Brasil encontra-se uma das igre jas mais antigas do país. A AD em Capanema (PA), com 85 anos, acompanha o progresso tecnológico, a fim de aperfeiçoar o en sino da Escola Dominical. Essa preo cupação parte da liderança da igreja. De acordo com pastor José Nazareno Souza, líder da região que abrange 16 congregações, a ED é considerada um dos pilares da igreja em Capanema. Na busca pelo aperfeiçoamento, a igreja já realizou dois encontros de pro fessores de ED, no templo-central. O último, que aconteceu em setembro, reuniu mais de 400 participantes, entre professores locais e de municípios vizi nhos. O tema do evento foi Aprendendo a ensinar, com base em Provérbios 9.9. Na opinião de Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor-executivo da CPAD, a multiplicação de eventos direcionados à ED em todo o país é fruto das confe rências e congressos promovidos pela Casa. "A partir dos nossos eventos, as igrejas vêm programando seus própri os encontros. Isso faz parte do trabalho que a CPAD desenvolve, valorizando a Escola Dominical. Uma igreja voltada para o ensino, com professores de ED preparados, será uma igreja mais forte", afirma o diretor, acrescentando que "nosso interesse é incentivar o estudo bíblico, além de produzir material ade quado para aprimorar o corpo docente de nossas igrejas". O superintendente da ED em Capanema, evangelista Joel Denis Nas cimento, avalia que "diante da globa lização, não podemos simplesmente reproduzir um esboço da lição, sem empreender o esforço da pesquisa. Se assim o fizermos, estaremos fadados ao fracasso". Tecnologia a serviço de Deus A palestra ministrada por Joel Denis foi um dos pontos altos do 2o Encontro. Ele apresentou os recursos tecnológicos que estão à disposição da igreja para ajudá-la a potencializar o ensino bíblico. "Discorremos sobre as ferramentas informatizadas de estudo produzidas pela CPAD. Através de um computador ligado em um proje tor de multimídia, tivemos a oportu nidade de mostrar as Lições Bíblicas em CD-rom , a Bíblia de Estudo Pentecostal também em CD-rom, além dos sites da CPAD e da Escola Domi nical", conta. A tecnologia facilita o preparo de ser mões e aulas. Segundo Joel, elaborar es tudos utilizando esses recursos faz com que o entendimento do professor se abra, ampliando sua visão a respeito das ver dades bíblicas. "Os participantes ficaram motivados pela riqueza de informações desses aportes tecnológicos. A maioria desconhecia a disponibilidade de tais recursos. Por enquanto, estamos conscientizando o nosso corpo docente acerca desses subsídios eletrônicos. A tendência é viabilizarmos a possibilida de dos professores terem acesso a eles", projeta o superintendente. Para a irmã Goretti Santos, profes sora do Maternal no templo-central, o evento contribuiu para o enriquecimen to da ED em Capanema. "Recebemos técnicas atualizadas que irão nos ajudar a orientar espiritualmente as crianças. Foi muito construtivo conhecer meto dologias diversificadas para atrair as cri anças ao verdadeiro sentido da vida - uma vida com Cristo", declara. Após os dois encontros de profes sores de ED realizados pela igreja, é nítido o estímulo nas classes, que vêm sendo transmitido pelos mestres. Essa afirmação é garantida pelo pastor José Nazareno. "Houve uma mudança ex pressiva. Tivemos um aumento de 80% de interesse pela ED, elevando o índi ce de freqüência das aulas em todos os níveis", atesta, adiantando que o 3o evento está sendo programado. "Já conseguimos alcançar nosso objetivo principal, que era conscientizar a igre ja da importância da ED. Agora, vamos trabalhar para estarmos, no mínimo, com dois mil alunos matriculados até o final deste ano", conclui. Pastor Esequias Soares recebe a responsabilidade de comentar o livro do profeta Oséias, estudado pela primeira vez em nossa ED ■ Quantos anos de ministério pastoral o senhor tem e qual é a sua formação? Fui ordenado ao santo ministério em 1987. Sou bacharel em Teologia e graduado em Letras, com especialização em Língua e Literatura Hebraica, pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Hu manas (FFLCH) da Universidade de São Paulo. este trimestre, as classes de jovens e adultos da Escola Dominical em nossas igrejas estarão estudando o livro do profeta Oséias. Quem é o comentarista? Pastor Esequias Soares, nosso entrevis tado. Líder da AD em Jundiaí/SP, presidente da Comissão de Apo logia da CGADB, articulista, autor de livros editados pela CPAD e comenta rista de Lições Bíblicas para Escola Dominical, pastor Esequias conta como elabora os comentários para ED, fala das preocupações que evolvem a con fecção desse trabalho e incentiva os professores a prepararem-se cada vez mais para a ministração das aulas dominicais. Ele aponta, ainda, os aspectos polêmicos do livro de Oséias, posicionando- se de forma clara e objetiva. "Os pontos polêmicos nunca são uma ques tão de vida ou morte quanto à fé cristã", esclarece, asseguran do que "ninguém estaria cometendo pecado por ado tar qualquer uma dessas linhas de interpretação e nem isso altera o sentido da mensagem. O que deve ser enfatizado são os dois extremos: a inter pretação menos aceita e a mais aceita". Mas, para analisar com m aior profundidade os ensinamentos e as questões levantadas através do relato do profeta Oséias, a CPAD está lan çando o comentário de Oséias, livro escrito pelo próprio pastor Esequias. Acompanhe nossa Conversa Franca. Além de ser edificado, você receberá informações vali osas que lhe ajudarão a preparar suas aulas. ■ Q u antos tem as de Lições Bíblicas o senhor já comentou? Com a ajuda de Deus, já escrevi sete revistas de Escola Dominical, dirigidas aos jovens e adultos. Os temas foram: Os Evangelhos Sinópticos (3 trimestre de 1994), Atos (3 trimestre de 1996), Seitas e Heresias (2 trimestre de 1997), Roma nos (2 trimestre de 1998), Vivendo a li berdade cristã, estudo em Gálatas (2 tri mestre de 1999), Evangelismo e Missões (3 trimestre de 2000) e Oséias (trimestre atual). m Em sua opinião, o que é neces sário para que um comentário seja bem-sucedido? Escrever na unção do Espírito Santo. Sem a graça de Deus, ninguém pode fazer um bom trabalho. Um tema palpitante e atual que venha suprir a necessidade da Igreja também pode ajudar, porém o co mentário deve ser claro e objetivo. ■ Como se dá o processo de ela boração de uma lição? A CPAD nos envia um tema geral; dentro dele são elaborados treze temas es pecíficos para servirem de títulos a cada lição. Junto com esses títulos, pensamose selecionamos o texto áureo e a verdade prática. Isso leva tempo, nada é de imedi ato. Depois, pedimos a direção de Deus para a escolha de um texto bíblico adequa do ao tema, que servirá para a leitura bí blica em classe. Do texto bíblico, nós faze mos os comentários contextualizados, pois o objetivo é a sua aplicação diária. Geral mente as leituras diárias são feitas após o término de cada lição. ■ Quais são as suas preocupações ao redigir o comentário? Os comentários são redigidos com tremor e temor. Sempre pedimos a Deus, em oração, a sua contínua direção, já que é um trabalho de grande responsabili dade. Eu sempre escrevo pensando no que pode acontecer com os textos em sala de aula. Trata-se, pois, de uma tarefa trabalhosa, difícil. Os temas são restri tos e o espaço também. Entretanto, é uma tarefa gratificante. Não é raro acon- ED tecer de o comentário ultrapassar o li mite de caracteres preestabelecido (ta manho do texto), e nós termos que fa zer cortes. Essa etapa é muito difícil, pois consideramos todo conteúdo importan te, mas como não é viável manter tudo no texto, procuramos dar o máximo de informação possível utilizando o menor número de palavras. m Guardando as devidas propor ções, os superintendentes e professo res de ED devem ter a mesma dedi cação ao preparar a aula? “Os c o m e n tá rio s p ara as L ições B íb licas são red ig id o s com tre m o r e tem or. Pedim os a Deus, em o ra ç ã o , a sua c o n tín u a d ire ç ã o . Eu sem p re escrevo pensando no que pode a c o n te c e r com os te x to s em s a la de a u la ” Sim. É ensinando que se aprende. Em uma lição, há sempre pontos que não po dem ser explicados de maneira mais abrangente, mas que podem ser consi derados importantes pelo aluno. O pro fessor deve se preparar e nunca se res tringir apenas ao conteúdo da lição. Ele deve pesquisar em outros livros sobre o assunto, com o objetivo de enriquecer sua aula e proporcionar aos alimos um ensino mais eficaz. ■ A que o senhor atribui a demo ra em se abordar o livro do profeta Oséias na ED? Acredito que o casamento de Oséias seja o ponto mais polêmico, e muitos pre ferem passar por cima. Isso talvez expli que a demora. ■ Existem pelo menos três linhas de interpretação para o livro do pro feta Oséias. O senhor podería deno miná-las e explicá-las? Na verdade existem mais. Três são as linhas gerais: Sonho ou visão, alegoria ou parábola e a linha literal. Cada uma delas apresenta explicações diferentes dos por menores. Na interpretação a favor de um casamento literal, por exemplo, há uns que afirmam que Oséias se casou com uma moça casta e que depois ela se prostituiu; outros afirmam que ela já era prostituta quando se casou. Uns dizem que os dois últimos filhos não foram de Oséias; ou tros ainda afirmam o contrário, que os três eram filhos legítimos do profeta. ■ Qual o ponto mais polêmico tra tado nessas diferentes interpretações do livro? A questão da moralidade. Isso depen de muito de como essa questão é vista. Casar-se com uma meretriz não é o mes mo que adulterar ou se prostituir. Outros acham que isso fere a santidade de Jeová. m Quais os cuidados que o senhor tomou e que o professor de ED deve tomar ao abordar os pontos polêmi cos? Não dogmatizar, pois os pontos polê micos nunca são uma questão de vida ou morte quanto à fé cristã. Ninguém esta ria cometendo pecado por adotar qualquer uma dessas linhas de interpretação e nem isso altera o sentido da mensagem. O que deve ser enfatizado, e isso eu faço, são os dois extremos, ou seja, a interpretação me nos aceita e a mais aceita. Se possível, co locar mais algumas outras. » Qual é a aplicabilidade da men sagem de Oséias para a igreja con temporânea? Oséias denuncia a apostasia, a infide lidade, o adultério, a prostituição, a corrupção, a idolatria e o orgulho. Essas coisas sempre existiram e devem ser com batidas. Essa é uma luta atual. O profeta mostra que por causa dessas coisas sobre veio uma ruína total e absoluta sobre as Dez Tribos do Norte. O cristão que deseja ser abençoado e bem-sucedido deve abo minar essas coisas e combatê-las como muito bem fez o profeta Oséias. ■ Em sua opinião, quais devem ser as grandes lições que os professores e alunos devem adquirir através do estudo de Oséias, aplicando-as em suas vidas? Viver uma vida de santidade e de amor a Deus e ao próximo. Ter consciência de que a infidelidade leva o homem à ruína. O profeta mostra que justos e injustos pe receram na destruição de Samaria e no ca tiveiro assírio; todavia, os descendentes dos justos sobreviveram e são hoje os re manescentes de Israel. Os rebeldes desa pareceram. ■ Que conselhos o senhor dá ao professor de ED para contextualizar de forma correta o conteúdo estu dado? Ser prudente e cauteloso para que a aplicabilidade não seja aleatória nem arbitrária. É necessário que haja coe rência para que a mensagem tenha sen tido e, dessa form a, possa contribuir para o crescimento espiritual dos alu nos. Que essa aplicação seja prática, pois nem só de teologia vive o cristão. No meu livro sobre o profeta Oséias há muitas aplicações contextualizadas, mas apenas algumas estão na revista da ED. Creio que o livro oferece muito mais recursos para os professores pre pararem uma boa lição. ■ Como é a estrutura do seu novo livro, que está sendo lançado pela CPAD e que nasceu a partir do co mentário sobre o profeta Oséias para as Lições Bíblicas? Trata-se de um comentário exposi- tivo que abrange os 197 versículos dos 14 capítulos do livro de Oséias. Todos os versículos são transcritos em hebrai co e português, o que oferece aos alu nos e estudiosos de hebraico o acesso ao texto original. Na introdução, é apre sentada uma visão histórica do contex to em que viveu Oséias e o plano geral do livro. Todos os versículos são comen tados. Os comentários são em geral exegéticos e devocionais, contextuali- zados à nossa realidade, que levam o leitor a uma reflexão profunda. No f i nal de cada capítulo, apresentamos um vocabulário hebraico-português das palavras que aparecem menos de 50 ve zes em todo o Antigo Testamento he braico. ■ Sendo Deus caracterizado por santidade, não seria incoerente Ele ordenar ao seu servo casar com uma mulher considerada impura? Em sua opinião, o que Deus pretendia com esse casamento? Parece-nos, de fato, incoerente, mas é o que está escrito. Nem por isso devemos inventar interpretações. A relação entre Deus e a humanidade para salvá-la não é diferente da relação de Oséias com Gomer. Ou o mundo não se prostituiu? O Senhor Jesus estava sempre entre os pecadores e publicanos, isso parece que escandalizava os fariseus. Precisamos, com cautela, é analisar o fu tu ro de Gomer, que corresponde ao futuro de Israel (Os 2.14, 23 e 3.1-5). Dessa forma, poderemos com preender melhor essa situação. Israel ou Efraim - cujos nomes signifi cavam a mesma coisa naquela época, mui tas vezes para designar as Dez Tribos do Reino do Norte - esteve sempre envolvido numa apostasia generalizada. A idolatria é comparada ao adultério e a prostituição es pirituais. Até porque, em muitos cultos idó latras, dedicados à fertilidade, era pratica da a prostituição de maneira literal. Deus quis que Oséias compreendesse o paradoxo da maldade do povo e a grandeza do seu amor através da experiência com sua espo sa infiel, que ele tanto amava. Isso levou Oséias a compreender, com profundidade, o amor de Jeová pelo seu povo. Hoje, a humanidade continua em re belião contra Deus e em nada inferior a praticada por Israel nos dias do profeta. No entanto, Deus nos amou a ponto de nos enviar seu Filho para padecer na cruz do Calvário em nosso lugar. Isso parece também escandalizar os judeus, que não compreendem como Deus permitiría o Messias padecer as ignomínias da cruz. ■ O que o senhor sugere aos pro fessores para que possam entendermelhor o simbolismo expresso nas fi guras de linguagem utilizadas pelos profetas menores? Primeiro, ler quantas vezes puder os livros dos Reis e 2 Crônicas, pois essa lei tura permite ao estudioso conhecer o con texto histórico em que viveram esses pro fetas. Em segundo lugar, ler da mesma for ma o próprio texto dos profetas. Em se guida, deve procurar estudar a literatura nessa área. Deve haver no interessado gos to e dedicação. ■ Há alguma coisa que o senhor julga ser necessário realçar aos pro fessores? £ necessário que cada professor tenha sempre no coração que a Bíblia é a única obra digna de ocupar a mente e o coração de cada cristão e, mui especialmente, da queles a quem Deus chamou para o minis tério do ensino (Dn 12.3 e Rm 12.7).**sz* S â f c e c i a l Por Antônio Mesquita Editor-chefe Corrida p o ensino Interesse e presença do Espírito marcam Conferência de Escola Dominical em Cuiabá Jovens de Cuiabá também participaram da Conferência, como a professora de Inglês Maria Angélica de França Guerra (em primeiro plano)A confirmação divina da 4a C onferência de Escola Dominical em Cuiabá, de 24 a 26 de janeiro, pôde ser sentida por uma série de mani festações. A primeira delas está no número de inscritos. Mais de 2 mil pessoas - 1.907 conferencistas mais 386 membros da equipe de trabalho, totalizando 2.293 participantes - , tornou a 4a Conferência um dos mai ores encontros direcionados ao en sino sistemático da Palavra de Deus por meio da Educação Cristã. Outro fato que marcou foi a presença do Espírito do Senhor. Em uma das au las foram cerca de 10 minutos so mente de manifestação espiritual. A receptividade dos alunos foi de alto nível. Todos os professores demons traram perplexidade pelo visível in teresse de seus respectivos grupos. Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, líder da AD em Mato Grosso e segu n d o -v ice-p resid en te da CGADB, deixou claro sua alegria durante o evento. "A minha expec tativa foi 100% preenchida. Aliás ela se excedeu. Estou agradecido a Deus, ao diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza, e à toda equipe da Casa, que estiveram atuando neste evento/e ao povo de Deus de todo o Centro-Oeste que acatou ao nosso convite fazendo-se presente". Sobre os resultados, pastor Sebas tião espera "que a Escola Dominical cresça pelo menos 60% a partir da Conferência, tanto em número, como em qualidade de ensino, para a edificação da igreja, e também no discipulado, em função da melhoria do ensino transmitida a superinten dentes e professores durante o even to. Será uma grande bênção para o povo em Cuiabá e todo o Centro- Oeste, aqui representado, para a gló ria de Deus, pois podemos notar que no ensino m inistrado aqui, pela equipe da CPAD, predominou a ver dade e a habilidade", disse o líder. Pastor Sebastião ressaltou ainda o cuidado com o conteúdo transmi tido à Igreja do Senhor, livrando sempre o povo dos perigos ofereci- dos, que se agravam ainda mais, quando nos aproximamos da Volta do Senhor. "D evem os trabalhar para que todos sejam fiéis, mas se alguns ficarem, na Volta do Senhor, seja o menor número possível", ob servou. O líder da AD em Mato Grosso demonstrou sua satisfação pela rea lização e resultados da Conferência ressaltado no seu agradecimento ao Senhor, com súplicas de bênçãos so bre toda a equipe da CPAD que atuou no evento. Segundo o diretor-executivo da Casa, Ronaldo Rodrigues de Souza, tudo isso reflete a preocupação e a linha de atua ção assumidas pela CPAD, como elemento de apoio aos pastores. "Essa é a orientação que temos rece- bido tanto de Deus como da liderança das Assembléias de Deus. Vamos continuar tra balhando. Ao sentirm os a mão do Senhor sobre a realiza ção de um evento, especial mente quando Deus se ma nifesta, por meio do apoio de líderes da representatividade de pastor Sebastião, percebe mos ainda mais a responsa bilidade de proporcionar o melhor às igrejas para a glória do Se nhor, pois tudo o que fazemos tem esse objetivo". Cento e nove cidades participa ram, com destaque para Cacoal, com 52 inscrições, seguida de Porto Ve lho, 49; Ji-P aran á , 43; Pontes Lacerda, 41; e Cáceres, 39. Cuiabá teve 896 inscritos, 386 do Grande Templo e 276 de Várzea Grande. As pregações durante a noite de qu inta - p astor C lau d ion or de Andrade, gerente de Publicações da CPAD; sexta - pastor Antonio Dionísio, presidente do Conselho Administrativo da CPAD, e sába do - pastor Antonio Gilberto, ele varam o nível espiritual dos parti cipantes. O mesmo acon teceu com relação ao can tor V icto rin o S ilv a , da Patmos Music. A maioria do participantes não escondeu a sa tisfação . A jovem Maria Angélica de França Guerra, professora de Inglês e de jovens na ED , m em bro da AD em Sinop (MT), afirmou que o evento "é de fundamental im portância para os professores de ED". Segundo ela, hoje em dia se vê muita preocupa ção com a pregação, enquanto o "Notei que esta conferência foi diferente das outras três, com o ní vel de concentração e interesse dos alunos muito elevado. Eles demons travam ânimo em prosseguir, mos trando a sede pelo conhecimento", declarou pastor Antonio Gilberto. ensino deixa a desejar. Angélica França elogiou o nível das pales tras e disse que estava saindo do evento "com muito ânim o". O mesmo demonstrou Dora Rees, da AD em Dourados (MT). Ela de clarou que, como fruto de sua parti- Pastor Antonio Gilberto lê a Bíblia, ladeado por pastor Sebastião Rodrigues, pastores e equipe da CPAD Professores de crianças buscaram mais conhecimento para melhorar a evangelização infantil cipação em evento semelhante pro movido pela Casa, Dourados já con ta com uma escola para professores. Dora elogiou a organização da Con ferência. Nas aulas com as professores H elena F igu eired o, A lbertina Malafaia, Débora Ferreira e Rubenita Oyaizu, os participantes vibravam com o conhecimento transmitido. Muitos deles procuraram-nas para expor a alegria de poder tê-las como orien tad oras p ed agógicas, e enaltecer a iniciativa do pastor Se bastião Rodrigues de Souza pela re alização da Conferência em Cuiabá, proporcionando a todos a oportuni dade de crescer na graça e no conhe cimento de Cristo. Todas as profes soras demonstraram entusiasmo ao perceber o crescente interesse dos alunos. "A Conferência superou as expec tativas. Quanto a recepção e ao inte resse demonstrados, sentimos a bên ção de D eu s", en fatizou pastor Claudionor de Andrade, gerente de Publicações da CPAD. Vários líderes da região prestigi aram a Conferência, entre eles pas tores N elson L u ch enberg , de Cacoal; Antônio Severo, Ji-Paraná (RO); José Antonio Gonçalves, de P ontes L acerd a (M T); O rcival Xavier, Sidraque Pinheiro, Otaviano Os seminários e oficinas, por área de interesse e seus respectivos profes sores foram: Pastores e Superintenden tes - Fundamentos bíblicos para a Teolo gia de Ensino da ED (Geremias do Couto); Pastores - Líderes da Nova Esco la Dominical (Eliezer Moraes); A priori dade da Palavra de Deus no ensino (Anto nio Gilberto); O superintendente e o seu relacionam ento com os professores (Claudionor de Andrade). Professores e Adultos - O ensino re levante para jovens e adultos (Davi Nas cimento); Explorando a dinâmica de gru po na ED (Débora Ferreira). Professo res de Adolescentes e Juvenis - O ensi no relevante para adolescentes (Eliezer Moraes); O ensino relevante para juvenis (Davi Nascimento). Discipulado - O ensino relevante para novos convertidos (Marcos Tuler). Administração de Es cola Dominical - Conquistando o padrão de excelência da ED (Jonas Batinga). Professores de Maternal e Jardim de Infância - O ensino relevante para o ma ternal e O ensino relevante para o jardim da infância (Albertina Malafaia). Professores de Primários e Juniores - O ensino relevante para primários e O ensino relevantepara juniores (Helena Figueiredo). Música no ensino e no culto in fantil - Dinamizando o cultinho in fan til (Débora Ferreira); Utilizando com eficiên cia a música no ensino (Rubenita Oyaizu).--cs5* Miguel (Brasília); Joel Amâncio (Li m eira); Levi Ferreira de Souza, Jaboticabal (SP). Conteúdo As aulas começavam após o almo ço, depois das duas plenárias apre sentadas pela manhã, de sexta e sá bado, no total de quatro plenárias. Foram ministradas por pastores An tonio Gilberto - A educação como prio ridade da igreja; C laudionor de Andrade - A gestão dinâmica da Escola Dominical; Geremias do Couto - Os desafios da educação cristã relevante; Eliezer Moraes - Como ensinar com ex celência a Palavra de Deus. ■ ■ t- ■ > -f-rj J J j j : ete ‘Ttteâtne Por Noemi Vieira Mãos comunicativ Jovem descobre seu talento com as mãos para inserir deficientes auditivos na igreja em distribuição de folhe tos, nem evangelização pessoal pelas madruga das. Haerton Pesch Fer reira Martins, de 18 anos, encontrou uma outra maneira de pregar o Evan gelho - através das suas mãos. Mem bro da AD em Curitiba, Haerton par ticipa de um trabalho denominado Mãos Ungidas, que codifica a men sagem falada em sinais para defici entes auditivos através da libras (Lin guagem Brasileira de Sinais). Desde 1999, a equipe de oito in térpretes, coordenada pela irmã Siléia Chiquini, apresenta o coral e os cul tos dominicais no templo-central para cerca de 23 deficientes auditivos. O grupo, apoiado pelo líder da igreja, José Pimentel de Carvalho, também leva a Palavra de Deus a locais na ci dade onde deficientes dessa nature za se reúnem. Mãos Ungidas iniciou com apenas um deficiente auditivo. Irmã Siléia ministrou um curso da linguagem de sinais, formando a primeira turma apta a comunicar-se com esse grupo especial. "Nos primeiros meses, inter- pretávamos apenas os cultos de do mingo. Depois fomos evangelizar nos locais onde eles costumam se encon trar", lembra Haerton. Não é para menos que esses intér pretes tenham despertado para tal missão. Segundo a Organização Mun dial de Saúde (OMS), 1,5% da popu lação tem deficiência auditiva. Só em Curitiba e região metropolitana há em média 10 mil pessoas sem audição. Diante da estatística, a necessida de de especializar pessoas para lidar com esse grupo específico aumenta. Segundo Haerton, "a sociedade mar ginaliza essas pessoas, chegando a considerá-las como deficientes men tais. Os deficientes auditivos, entre tanto, têm grande capacidade e são ótimos profissionais", esclarece con victo. Para ele, a tarefa de evangeli zação tem de abarcar a todos os ho mens, inclusive os portadores de al guma deficiência. "Temos de respei tar os deficientes. Eles podem ser di ferentes, mas não são desiguais. Jesus amou todas as pessoas e nós temos de ter essa visão. Devemos levar Deus aos surdos para que eles possam ter um vida abençoada", alerta. Linguagem dos sinais Haerton realiza, ainda, um traba lho voluntário junto ao Movimento Familiar A Voz do Silêncio, alcançan do deficientes auditivos marginaliza dos pela sociedade e prestando assis tência social na especialização de pro fissionais. A organização promove cursos de informática; treinamento de libras por correspondência, abran gendo vários Estados do país; e cur sos de sinais para pais de deficientes que não possuem preparo adequado para uma comunicação plena. "Sou professor da linguagem de sinais no Voz do Silêncio. Lá, desenvolvo tam bém outras atividades como acompa nhar um deficiente auditivo a uma consulta médica, por exemplo, oca Irmão Haerton ao lado do pastor José Pimentel, que o motiva a desenvolver seu trabalho junto aos deficientes auditivos sião em que o ajudo a se comunicar", conta. Para quem não conhece a lingua gem de sinais, o professor a define. "A libras pode expressar as idéias e os pensamentos mais abstratos e pos sui gramática própria, sendo que cada país tem a sua linguagem de si nais. Há uma tendência errônea e generalizada que define essa comu nicação como mímica. Todavia, a mí mica é constituída por movimentos fisionômicos limitados, principal mente do rosto e das mãos. A mímica tenta imitar a imagem que você quer transmitir, enquanto que na libras existe um código definido para as coisas", explica. Haerton Pesh foi atraído por esse trabalho desde criança e confessa ser essa sua missão. "Estou consciente do papel que tenho a realizar: fazer Deus conhecido entre os deficientes audi tivos através da libras. Peço a Deus que use as minhas mãos para pregar o Evangelho", afirma. O professor de sinais já fez os cursos de Família e Ministério com Surdos, Bilingiiismo para pessoas surdas e Teoria e prática da li bras. Tem se dedicado a essa propos ta e já participou do Congresso Naci onal Panamericano de Surdos, onde também se reuniram pastores defici entes auditivos do Brasil. Stuátoufoi/ m U m empreendimento em geral, seja qual for, para se firmar, consolidar, prosseguir, expandir-se e obter sucesso e resultados permanentes, requer a formulação de objetivos definidos desde sua gênese. A Escola Dominical da igreja evangélica não é exceção. Esses objetivos serão atingidos mediante o ensi no sistemático e metódico da Palavra de Deus, por professores experientes e preparados para esse mis ter, homens e mulheres. Não basta que os dirigen tes e professores da Escola Dominical tenham talen tos aliados a dotes naturais pessoais, cursos secula res de habilitação, ou que sejam autênticos autodi datas. E imperioso que sistematicamente conheçam a Bíblia como um todo e que sejam cheios do Espíri to Santo, pois é Dele que vem a real capacidade. De tudo que se faz nesta vida, as únicas coisas que não se podem "dar um jeito", isto é, improvisar, são o autêntico ensino por parte do professor e a autêntica aprendizagem por parte do aluno. O professor que se preza jamais deixa de estudar mais, de aprender mais, de melhorar e de esmerar-se mais e mais e humilde mente, no trabalho do Senhor. O caminho da educa ção tem de ser percorrido sem se tentar encurtá-lo com atalhos e subterfúgios, os quais são logo desco bertos e manifestos, a partir do próprio ensinador, que se torna prisioneiro da sua insipiência e despreparo. Vamos aos objetivos da Escola Do minical, a partir daqueles que são de maior prioridade. Os cinco objetivos mais expressivos da Escola Dominical que recompensa O conhecimento da Palavra de Deus Em João 8.32, Jesus ao ensinar, declarou: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". Esta ver dade sublime é a Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, o Livro-Tex- to da Escola Dominical. O conhecim ento das coisas de Deus, que alicerça, que embasa a vida desde a infância, que ilumina a alma na senda da vida, que liber ta e conduz à salvação em Cristo, não é automático; ele precisa ser co municado por quem ensina e expla na a doutrina do Senhor, na depen dência do Espírito Santo. O conteúdo da Palavra de Deus satisfaz plenamente todas as neces sidades de aprendizagem das coisas de Deus, em todas as faixas etárias do ser humano, desde a criança com idade de freqüentar o Jardim de In fância, até ao jovem que aspira in gressar na universidade, e ao adul to que se dá por realizado na jorna da e no afã desta vida, mas que sem pre precisa crescer "na graça e no conhecim ento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo", como está declarado em 2 Pedro 3.18. Esse objetivo da Escola Domini cal, como estamos vendo, é o de ministrar, ensejar e suprir o conhe cimento gradual das Santas Escri turas, o Livro do Senhor, que apon ta a todos nós e também nos con duz a uma vida cristã profunda, cheia do Espírito Santo, dedicada ao Senhor, mas que também nos ensina os princípios de um santo viver cristão entre os homens, de modo que o crente se torne um ci dadão útil, tanto à sua pátria celes te como à terrestre; melhor dizendo: um cidadão modelo. Isso que acabamos de declarar tem seu ponto de partida em pos tulados das Escrituras, como em Deuteronômio 4.10: "e os farei ou vir as minhas palavras, e aprendê- “De tudo que se faz nesta vida, as únicas coisas que não se podem im provisar são o autêntico ensino por parte do professor e a autêntica aprendizagem por parte do aluno” las-ão para me temerem". Conteú do bíblico paralelo temos em pas sagens como Deuteronômio 31.12 e Salmo 119.98. Por conseguinte, o primeiro ob jetivo da Escola Dominical deve ser o de espargir o conhecimento da Lei do Senhor entre seus alunos, para que as trevas da ignorância não pre valeçam para envolver e dominar o ser humano e produzir os seus fru tos macabros, do que todos nós so mos testemunhas mediante o que diuturnamente vemos, ouvimos e observamos. Daí, o currículo da Es cola Dominical deve enfatizar aci ma de tudo o conhecimento de Deus e da sua vontade como revelado nas Escrituras. Salvação em Cristo É Jesus o poderoso e suficiente Salvador, e sua salvação é revelada e explanada na Bíblia Sagrada. Uma meta inicial e prioritária de cada professor da Escola Dominical é le var cada aluno não convertido a sentir, ver e compreender a neces sidade da salvação em Cristo. Sen tir a necessidade de arrepender-se de seus pecados, de aceitar Jesus como seu Salvador pessoal e viver uma nova vida transformada, satis feita, alegre e fervente no Senhor. A Palavra de Deus é viva, pode rosa e eficaz. Ela pode nos fazer sá bios para a salvação (2Tm 3.15). Veja também Tiago 1.21. Ela como instru mento do Espírito Santo pode efe tuar no ser humano uma nova ge ração (lPd 1.23). Crescimento espiritual do crente Este é outro dos objetivos da Escola Dom inical. A exem plo da criancinha que necessita de a li m ento apropriado, am biente de amor, e cuidados especiais devido a sua fragilidade, de igual modo o novo crente precisa (bem como o crente em geral) conhecer e viver a doutrina bíblica na sua pureza, e crescer espiritualm ente, obser vando ao mesmo tempo os bons e santos costumes de uma vida cris- “Não basta que os dirigentes e professores da ED tenham cursos seculares de habilitação ou sejam autodidatas. É imperioso que conheçam sistem aticam ente a Bíblia e que sejam cheios do Espírito Santo” tã devidamente identificada com Cristo. Tal crescimento espiritual deve ser uniforme, simétrico em todas as áreas da vida espiritual do crente, como diz Efésios 4.15: "Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo". A nossa conversão é Deus quem opera quando em nós existe sincero arrependimento e fé. A fé ocupa-se com Deus, assim como o arrependimento ocupa-se com o pe cado e o pecador. O arrependimen to é a tristeza pelo pecado; "tristeza segundo Deus" (2Co 7.10). A conver são, como estamos aqui abordando, ocorre num momento, mas o cresci mento espiritual subsequente, o crente tem de cuidar dele, do con trário não crescerá; ficará raquítico e ameninado espiritualmente, pela vida afora. Treinam ento para o serviço do Senhor É outro objetivo da Escola Domi nical. E nela que as crianças, adoles centes, jovens e adultos se exercitam para o serviço do Senhor nos seus m ais variados aspectos. Para o atingimento deste objetivo, a Escola de cada igreja deve estar devidamen te preparada. Em nossa igreja no Brasil, milha res de irmãos e irmãs que hoje são obreiros nos mais variados setores da obra de Deus foram preparados na Escola Dominical. É uma lástima que haja igrejas entre nós que não têm Es cola Dominical no sentido exato des te termo, e sim apenas uma reunião domingueira, um ajuntamento co mum, sem maior aproveitamento, porque a direção, a partir do pastor da igreja, juntamente com os profes sores, não têm uma visão global dos objetivos da Escola Dominical. Deus quer não somente que todos sejam salvos (lTm 2.4), mas que tam bém sejam "perfeitamente instruídos para toda boa obra", 2Tm 3.17. Renovação espiritual A Escola Dominical deve tam bém, com graça e sabedoria e zelo pela obra de Deus, m otivar cada crente a viver uma vida cristã abun dante (ICo 15.58) e fervorosa no es pírito (Rm 12.11). Deus nos quer sal var e também nos renovar espiritu almente (Tt 3.5). Deus nos vivifica pela Palavra, sendo a oração um efi caz coadjuvante disso, como fez o salmista no Salmo 119.25 e 50. Pastor Antonio Gilberto SA C : 0 80 0- 70 1- 73 73 A restauração dos filhos de Deus Lições Bíblicas para o 2^ trim estre de 2002 A L U N O oes Bíblicas Jovens e Adultos Inmesire ae 2002 ** L i ç õ e s B í b l i c a s - J o v e n s Trimestral Aluno: 64 páginas Mestre: 96 páginas Form ato: 1 3 , 8 x 2 1 c m C o m e n t á r io B í b l i c o - O s é ia s E s e q u ia s S o a r e s Diante da crise espiritual em que vivia Israel, encontramos no profeta Oséias um exemplo dramático de perseverança e fé em Deus. Um livro escrito pelo comentarista da revista Lições Bíblicas. Perfeito para quem quer ficar por dentro da lição. 152 páginas / Formato: 14x21c m ESEQUIAS SOARES e A d u l t o s série Comentário Bíblico (u t/f PARA NOVOS CONVERTIDOS Discipulado Aluno 1 Discipulado M estre 1 Trim estral revista Discipulado 1 ensina os primeiros passos para o novo convertido, apresenta as doutrinas relacionadas a salvação e os ensinamentos básicos da Bíblia como: oração, fé, dons do Espírito Santo e muito mais. Discipulado Aluno 2 Discipulado Mestre 2 Trimestral Com o objetivo de orientar para o batismo nas águas, esta nova versão da revista vem para ajudar o novo convertido a ser um crente com qualidade, se integrar nas atividades da Igreja e estar seguro na sã doutrina de Deus. U c S U U - / » y - / l / Z CBO Aluno: 64 páginas / Mestre: 96 páginas / Formato: 13,8 x 21cm Pelas ondasJ do rádio Programas popularizam Escola Dominical em Fortaleza D e forma tímida, no início dos anos 20, o rádio che gou ao Brasil. Pouco se conhecia sobre a potenci alidade do novo meio de comunica ção e havia quem, literalmente, o amaldiçoasse. Na década seguinte, por uma série de fatores, inclusive de natureza política, passou a experi mentar um processo de populariza ção, que foi responsável pela inaugu ração da chamada era do rádio. De lá para cá, muita coisa mudou e o veículo cresceu não só em popu laridade, mas em qualidade técnica e credibilidade. Não é à toa que uma pesquisa recente da in stitu ição paulista Escritório do Rádio o apon ta como meio de maior credibilidade popular e um dos mais eficazes na di vulgação do Evangelho. De olho na possibilidade de trans mitir as Boas Novas e alcançar milha res de pessoas ao mesmo tempo, em 1947, missionário Lawrence Olson fundou um programa radiofônico, que evoluiu e, no primeiro domingo de janeiro de 1955, transformou-se no programa A voz das Assembléias de Deus que, ao longo da existência, le vou milhares de pessoas a Cristo. O tempo passou e em plena pri meira década de um novo século e milênio, quando novos meios de co municação, como é o caso da internet, começam a passar pelo processo de popularização, a Assembléia de Deus em Fortaleza (CE), liderada por pas O vice-superintendente Freitas e o professor de ED, José Alexander, na Rádio Caminho Santo tor Sebastião M endes Pereira, redescobre no rádio um meio para di vulgação, edificação e popularização da Escola Dominical. Segundo o vice-superintendente da ED, Francisco de Freitas Santos, o projeto surgiu depois de um inter câmbio. “Nós fomos inspirados no testemunho de um irmão do Rio Grande do Norte, que em um Con gresso em Recife para líderes da ED falou sobre os benefícios do rádio para o crescimento da escola", conta. Com essa motivação, a igreja em Fortaleza começou a organizar as idéias, conseguiu o apoio das emis soras e do distribuidor da CPAD para o Ceará, e hoje quem mora na região e dispõe de um receptorde freqüên- cia modulada (FM) pode sintonizar os 96,9Mhz da emissora Caminho San to, no domingo entre 7h e 8h ou, du rante a semana, entre l lh e 12h, nos 88,7Mhz da Adonai. Embora as duas emissoras sejam consideradas comu nitárias ou de baixa potência, o retor no proporcionado por elas é garanti do: “Onde as ondas precisam chegar, elas chegam", frisa Elizeu Camelo, superintendente da ED. Prévia da aula Com uma estratégia bastante sim ples, no domingo pela manhã, um apresentador e um professor, bem preparados nos d etalhes da lição bíblica, vão ao ar com o ob jetivo de acordar os ouvintes e dar uma prévia do que vai ser aborda do nas classes do Tem plo-central ou em uma das 140 congregações e 30 subcongregações do campo. "A intenção é despertar o interes se das pessoas para que saiam de casa mais m otivadas e inteiradas do assunto. Com isso, já podemos perceber bons resultados, inclusi ve com a visita de muitas pessoas não evan gélicas que despertam para a Palavra de Deus. Nosso ob jetivo é aproveitar a ED também como ferram enta de evangeliza- ção", revela. De aco rd o com F ra n c isco Freitas dos Santos, um dos apre sentadores do programa dom ini cal, as prévias da aula pelo rádio só podem ser m in istra d a s por quem participou da aula m inistra da aos professores que acontece no Tem plo-central, aos sábados à tar de. " A instrução aos professores é dada em três reuniões. Para quem trabalha no Departam ento Infan til (maternal a juniores), a reunião acontece no último sábado de cada mês entre 15h e 18h. Nela, nós en tregam os um subsídio para cada professor e m aterial didático adi cional para que os irmãos das con g reg açõ es este ja m a b a ste c id o s para ensinar. No último sábado do mês, nos reunimos para tratar das lições do mês seguinte e há uma reu n ião com os p ro fesso res de adolescentes e juvenis. O ponto alto dessa preparação acontece to dos os sábados às 19h, quando ocorre a reunião para professores de adultos", explica. Com essas reuniões, a intenção da liderança é oferecer subsídios para que haja uniform idade dou trinária no ensino. "A s reuniões são bem concorridas. Embora seja cobrada a presença de pelo menos um representante de cada faixa etária das congregações, outros também se interessam e p artici pam, como é o caso de irmãos que ch egaram e se co n v erteram ao Evangelho através da reunião e, ainda, de outras d enom inações evangélicas que utilizam o mesmo m aterial de ED - no caso o produ zido pela CPAD", informa Elizeu Camelo. Com uma participação média que varia entre 150 e 200 profes sores por reunião, em um sábado houve espaço para que algo sobre n atu ral aco n tecesse na vida de Jo sé A ltern i L im a. D istan te de Deus, ele conta que foi convidado para participar da palestra para professores. "A ssisti a palestra , gostei da exposição bíblica e acho que Deus tocou meu coração. Logo após, aceitei Jesus como meu Sal vador e continuo participando das reuniões de sábado, já que tenho impedimento para estar na ED nas manhãs de dom ingo", testemunha José Alterni, que já é membro da igreja há quase dois anos. O professor da congregação Ita- peraóba, Roberto C arvalho, que também é responsável pelo pro grama dom inical, atesta os bons resultados da utilização do rádio. "N ós não detalham os a aula, ape nas oferecem os um panorama do assunto e enfatizam os o convite para o ouvinte assistir a aula com pleta em uma AD. Por outro lado, tenho observado que com os pro gramas no rádio, as aulas no Tem p lo -cen tra l para os professores tem tido uma freqüência cada vez m aior", atesta. Francisco de Frei tas in fo rm a que "se g u n d o as planilhas eletrônicas de presença, pudemos registrar um progressi vo aumento de participantes sába do à noite, tam bém "/ Escola Bíblica durante a semana Na em issora A cionai, A bdias Barreto, superintendente da ED na/ congregação em Jardim da Luz, está no ar, na hora do almoço, para debater com os ouvintes temas da lição bíblica. "Eu pego a lição a ser estudada no domingo seguinte e a cada dia d iscu to um ponto. As pessoas ligam, externam a opinião e, no final, eu faço um fecham en to dentro da doutrina b íb lica", ex plica A bdias. Considerando que seu espaço é de uma hora e que o programa está no ar há apenas cin co m eses, A bd ias com em ora o c re sc im e n to da a u d iê n c ia . "Estam os no ar também aos sába do entre l lh e 13h, quando faze mos uma mesa redonda sobre to dos os temas da semana com a par ticipação de pastores e líderes das congregações", acrescenta e apro veita para explicar que sua inicia tiva se fundamenta no amor pelo ensino das Escrituras. "Jesus dis se que conhecer a Verdade liberta o homem. Para ilustrar, um dia desses, enquanto debatia um pon to relativo ao casam ento, um jo vem ouvinte ao participar, chora va sem cessar. Perguntamos o mo tivo e ele tão com pungido pelo Esp írito Santo disse que estava separado da mulher, mas que na quele instante estava deixando as atividades para ir se reconciliar com ela. Ele acertou a vida não só com a mulher, mas com Jesus tam bém ", exulta. Com tantas atividades no rádio, Abdias conta com o auxílio de sua esposa, irmã Eliene Barreto, que é pedagoga e exerce a função de co o rd en ad o ra do D ep artam en to Infanto-Juvenil na igreja. Ela expli ca que a opção pelo formato de de bate é uma forma de criar o inte resse. "Em grande maioria, as pes soas não gostam de ler pelo simples motivo de sentirem preguiça. Sen do assim, começamos a expor os as suntos e, através das mais diversas opiniões, induzim os o ouvinte a pensar. Graças a Deus o programa tem conquistado adolescentes e jo vens, que participam através do te lefone". O distribuidor da CPAD no Ce ará, José Nogueira, é membro da AD e, através de patrocínio, é tam bém o principal investidor no pro jeto radiofônico. "Sem dúvida, é um pouco dispendioso, mas nós não ficamos apenas no objetivo co mercial, queremos ver a frutifica ção da ED ", explica. Segundo Nogueira, o que vem sendo feito no Ceará é motivo de inspiração para as igrejas que já possuem espaço no rádio. "Tenho certeza de que se os program as radiofônicos reservarem um tempo para ED, os resultados logo serão percebidos", afirma. A novidade A liderança da ED está preparan do um curso para formação de pro fessores através do rádio. Segundo Francisco de Freitas, "quem desejar fazer o curso vai poder se inscrever na loja distribuidora dos produtos CPAD para o Ceará. No momento da inscrição, o interessado vai rece ber uma apostila e as provas, que deverão ser preenchidas após as li ções através do rádio. Depois do curso, o aluno receberá um certifi cado a ser conferido pela Assem bléia de Deus em Fortaleza". / \ m . ) l ÍM i/ y*r- fH ú & ic a país, chegou a vez de Basta ter fé , seu novo trabalho, que presenteia o ouvin te com louvores cheios da unção de Deus. Lançado pela Patmos Music, ele é formado por 14 músicas gravadas com todo rigor na qualidade técnica. Nesta nova fase da carreira, os es forços de produção foram intensifica dos. Isto porque Lília recebeu músi cas enviadas por irmãos de várias par tes do Brasil. “Escolher o repertório não foi tarefa simples. A maior difi culdade foi ter de deixar fora muitos hinos bonitos", revela Lília. Com ex ceção dos hinos De valor em valor, o 131 da Harpa Cristã, e o tradicional Sou feliz, do Cantor Cristão, o CD apresen ta 12 faixas inéditas compostas por Josué Teodoro, Oziel Silva, Gláucia Di Paula, Moisés Freitas, Amauri de Je sus, Leonardo Lois, entre outros. Acima do aparato técnico e profis sional, a questão da espiritualidade merece destaque. Segundo Carla Ribas, gerente da Patmos, anunciar a Palavra de Deus através do louvor é fator imprescindível para a gravado ra. "Queremos manter a espiritualida de do CD de Lília Paz, a exemploda unção transmitida em seu primeiro trabalho. Nos preocupamos também com o conteúdo da mensagem de cada hino", declara. Toda atividade que envolve o mundo espiritual deve ser executada com seriedade. Assim, ela fará dife rença. Quando esse fator é ignorado, as coisas seculares podem acabar sen do priorizadas, gerando o desvio do alvo de um CD evangélico, que é ado rar e glorificar o nome de Jesus. "Os adoradores anseiam, em primeiro lu gar, agradar ao Senhor e fazer sua obra. Não dá para cantar pensando em problemas financeiros, por exem plo. Isso faz diferença na unção do louvor. Você tem de estar livre de qualquer preocupação. É preciso co locar em primeiro plano as coisas de Deus, e, então, confiar na Palavra que nos garante que as outras coisas se rão acrescentadas. O Senhor traz pro vidência para nossa vida. Ser uma cantora cristã é viver pela fé", sinte tiza Lília. Recebendo todo o apoio de sua fa mília e dos irmãos da igreja onde con grega, Lília é grata a Deus pelo "exér cito de oração" que Ele levantou a seu favor. "Sem a intercessão dos irmãos, que até formaram um grupo para orar pelo meu trabalho, eu não ficaria de pé. Reconheço que essa cobertura es piritual tem sido a alavanca para per manecer e perseverar nessa tarefa", avalia Lília, completando que "para louvar ao Senhor é essencial ter uma vida de constante oração". Basta ter fé reflete bem o resultado desse conceito, a começar pela músi- ca-título, que exalta o poder de Jesus. As faixas do CD declaram amor, de pendência e gratidão a Deus. Clame o sangue, Ele vai te dar vitória, Mais de Ti, Eu creio no Senhor, Deus em minha fren te, Manda teu fogo, Mostra o seu amor e Brasa de Fogo estão entre as canções que fazem parte desse trabalho. "A re percussão do meu primeiro CD foi muito boa, mas é a partir do segundo que se começa a colher os frutos", afir ma Lília, que observa o cumprimento da promessa de Deus para sua vida. "Toda glória, honra e louvor sejam de dicados a Deus", finaliza. Os contatos com Lília Paz podem ser feitos através dos telefones 21-2688. 8801, 9652.3671 ou 9614.8602. 1 ^ Aprenda a montar uma biblioteca, espaço essencial para buscar conhecimento á foi o tempo em que a bi blioteca era apenas um patrimônio para a posteri dade, um museu visando a conservação do material - lembranças de uma época em que a dificuldade para se compilar livros era muito grande. A biblioteca hoje é um orga nismo vivo que serve como instru mento de instrução e difusão cultural. É uma oportunidade de desenvolvi mento que está ao alcance de todas as pessoas, principalmente dos pastores. A igreja tem o firme propósito de levar os homens a Deus e ajudá-los a crescerem no conhecim ento de Cristo, no entendimento e na vida. Se o corpo administrativo da igreja não estiver bem treinado e intelec tualmente preparado, deixará de al cançar parte de seu objetivo. É pre ciso que os obreiros recebam os re cursos de estudo. Para suprir essa necessidade, a biblioteca serve como oficina, que permite livre acesso ao conhecimento. A Biblioteca e a Bíblia A Bíblia em si é uma biblioteca de 66 livros. Todos estes livros jun “A ig re ja é b e n e fic ia d a quando seu p as to r e s tu d a e adq u iri novos c o n h e c im e n to s a tra v é s da le itu ra ” tos revelam a vontade de Deus para o homem. Será que Deus proibiria a escrita de outros livros sobre sua Palavra? Paulo, em 2 Timóteo 4.13, pede que Timóteo leve "os livros". Isso mostra que ele era um estu dante, um pesquisador. As Escrituras Sagradas dizem que a sabedoria de Salomão não foi resu ltad o só de oração . Ele amava o estudo. Salomão não dor m iu in d o u to e acord ou sá b io , com o m u itos p en sam . Em Eclesiastes 2.9, ele afirma que es tudou. Daniel e seus amigos tam bém são exemplos de que o estu do é im portante. Deus concedeu a eles graça e en tend im en to (Dn 1.17-21), mas eles tiveram de es tudar a cultura dos caldeus (Dn 1.4). É verdade que não devem os confundir sabedoria divina com A biblioteca é uma das maiores fontes de conhecimento que o pastor dispõe. E ele quem instrui a igreja, que a orienta e a li dera. Ignorando as idéias que os li vros abordam e es clarecem, o obrei ro não pode de sempenhar eficaz mente sua tarefa, ficando suscetível a frustrações em seu m inistério. Sem dúvida algu ma, a igreja é bene- ficiada quando seu pastor estuda e adquiri novos “N ão devem os con fu nd ir s ab e d o ria d iv ina com sab e d o ria in te le c tu a l. Deus não d ará a sua s ab e d o ria para a q u e le s que am am a p re g u iç a in te le c tu a l” Fonte de pesquisa indispensável sabedoria intelectual, porém Deus não dará a sua sab ed oria para aqueles que amam a preguiça in telectual. Todos os sábios na Bíblia amavam o estudo de livros que fa lavam sobre o conhecim ento de Deus em sua Palavra. Os antigos, na época do desenvolvim ento, da vam muita im portância à palavra escrita. Não existe argum ento bíblico que se oponha ao desejo de se ter uma b ib lio teca , ou pelo m enos, umas dezenas de livros que pos sam esclarecer e aprim orar o co nhecim ento dos servos de Deus. Além disso, a Bíblia tem resposta para todos os tipos de problem as, quer sejam em ocionais, fam iliares ou psicológicos. No entanto, é ne cessário que o pastor tenha livros que o a u x ilie m na área de a co n se lh a m e n to , fazen d o com que seu m inistério seja mais e fi ciente. conhecimentos através da leitura. O pastor precisa dessa fonte de pesqui sa. "A Bíblia é suficiente para mim. Não preciso de outros livros", diziam alguns. Inquestionavelmente, a Bíblia é o Livro-Chave. No entanto, onde pesquisar fatos históricos, geográficos, hábitos e costumes dos tempos bíbli cos para enriquecer sua mensagem e seu ensino? A pessoa que deixa de es- zados, dissipando dúvidas e obtendo sugestões úteis para que venha de sempenhar seu ministério de forma cada vez mais qualificada. A biblioteca está presente na ori entação da criança, do jovem e do adulto. Vivemos no mundo da infor mação. Nossa época é dinâmica, e por isso torna-se necessária a pesquisa dos mais variados assuntos, para que pos samos ampliar nossos conhecimentos. tudar, conse q u e n te m e n te deixa de crescer. Os livros são mestres perma nentes. Em qual quer tem po, o obreiro pode re correr a manuais e livros especiali- Encontramos bibliotecas nas escolas, nos hospitais e em outras organiza ções. Não podemos admitir que a igre ja, como centro educacional e de evan- gelização, perca a oportunidade de exercer um valioso ministério ao abrir suas portas tanto aos membros quan to à comunidade. Não se pode esque cer que a biblioteca oferece uma gran de estratégia para a evangelização. H ■ " Organizando sua b ib lio teca A biblioteca, como pa trimônio da igreja, beneficia não só os pastores mas também os professores da ED e os obreiros. Na orientação aos que desejam or ganizar uma biblioteca, prepara mos um pequeno resumo, pois é necessário que o acervo seja cuida dosamente selecionado e tecnica mente organizado. Quando compramos li vros, temos a tendência de procu rar os quea bordam assun tos de nosso maior interesse. No entanto, a coleção de referência deve incluir também os se guintes as suntos: teolo gia, história, geo grafia, linguagem e literatura. Além dos livros, uma bi blioteca deve ter dicionários, enci clopédias, biblio grafias, mapas, pe riódicos, filmes e microfilmes. Para se m on tar uma bib liote ca é preciso ob serv a r a te n ta mente os requisitos que o em pre endim ento exige. Espaço - Deve ser um lugar cla ro e arejado, proporcionando uma leitura tranqüila. Material - Serão necessárias fichas (7xl2cm), arquivo, lápis, caneta, ca rimbo com seu nome ou o da biblio teca e o Livro de Tombo, também cha- “A b ib lio tec a é um o rgan ism o vivo que s e rv e com o in s tru m e n to de in s tru ç ã o e d ifusão c u ltu ra l” m a - do Livro de Registro, que pode ser encontrado nas papelarias. Arrumação do acervo - A disposição dos livros na prateleira deve ser rela tiva, ou seja, os livros devem estar reunidos por assunto, sem dar atenção ao tamanho dos mes mos. É o processo mais usado. C on serv ação e m an u ten ção do acervo - Esse ponto reúne alguns itens im portantes: • Não expor os livros d ireta mente à luz ou umidade. • Limpar os livros com pincel, para retirar a poeira; e a prateleira, com pano seco. • Não encher demais as prate le ira s , co m p ri mindo os livros. Deve-se permitir a ventilação en tre eles. •Ao detectar inseto, retirar o livro im ed ia ta mente da prate leira e tratá-lo (a traça é o m aior in im igo dos l i vros). • N ão u sar in seticid a ou qualquer produto químico nos livros e nas pratelei ras. Helba Galvão Lemos é profes sora de Biblioteconomia no Institu to Bíblico das Assembléias de Deus (Ibad), em Pindamonhangaba (SP). III - r fe 0 CTO í j r V L H % m S a í^ ele Aeitccia, MANUAL DE ENSINO PARA O EDUCADOR CRISTÃO KEN N ETH O. G A N G EL & H OW ARD G. H E N D R IC K S Escrito por especialistas em Educação Cristã, esta obra é um instrumento eficaz de apoio e orientação a quem deseja se dedicar ao ensino bíblico. Nela, você encontrará uma série de princípios e práticas a serem aplicados no dia-a-dia do educador. Os quatro temas gerais abordados são fundamentos para o ensino cristão, padrões e processos deste ensino, seus papéis cruciais e suas varieda des. A natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino bíblico são delineados. Editado pela CPAD, esse livro é recomendado tanto a iniciantes como a professores experi entes. MERECEM CONFIANÇA AS PROFECIAS? C LA U D IO N O R CO R R ÊA DE A N D R A D E O objetivo desta obra é elucidar, ao estudante da Bíblia, a profecia e form as; o que é ser profeta e quais as suas credenciais e virtudes; os profeta e seu estilo de vida; as divergências entre os profetas do Antigo e Novo Testamentos; e o cumprimento das profecias messiânicas. O livro, editado pela CPAD, apresenta Moisés como o modelo dos profetas e Jesus como o espírito da profecia. De forma sintética, atrativa e didática, o autor ressalta a importância do profetismo bíblico, apresentado como a coluna vertebral das Sagradas Escrituras. suas tipos de HISTÓRIA DE ISRAEL NO ANTIGO TESTAM ENTO EUGEN E H. M E R R ILL Trata-se de uma obra acadêmica que deverá enriquecer os estudiosos da Palavra de Deus, professores, pastores e seminaristas. O autor, Eugene H Merrill, professor de Antigo Testamento no Seminário ̂«» Teológico de Dallas (EUA), defende com convicção a autoridade divina da Bíblia e sua inerrância, e traz um rico detalhamento do passado de Israel nos tempos do Antigo Testamento. Ao reconstruir a história judaica em seus primeiros séculos, o autor comprova a veracidade do relato bíblico. Este livro, lançado pela CPAD, é um valioso suporte à ministração do ensino bíblico. -EntreAspas “A teu servo, pois, dá um coração entendido para ju lgar a teu povo, para que prudentem ente discirna entre o bem e o m al" 1 Reis 3.9 "A s crianças aprendem ativam ente, pensam concre tam ente, gostam de ficar envolvidas e fazem desco bertas. Porque as crianças são assim , o m inistério de ensino bíblico tem de proporcionar experiências de primeira mão - usando todos os cinco sentidos. Q uanto m ais envolvim ento e interação a criança tiver com a Palavra de Deus e o professor, m ais eficaz será a lição ." Trecho do livro Manual de ensino para o educador cristão (CPAD), pág. 140. 'É necessário que ele [Jesus] cresça e que eu dim inua" João 3.30 "O crescim ento da igreja é resultado de cinco fatores. Em prim eiro lugar, da nossa união. Em segundo lugar, do trabalho de evangelism o. Em terceiro, da oração. Em quarto, do ensino da Palavra de Deus. E, por fim, da preservação não só da unidade, mas tam bém da sim plicidade e do nosso com portam ento diante desse m undo vil de pecado" Pastor José Wellingtou Bezerra da Costa (presidente da CGADB), em entrevista à revista Obreiro (CPAD), edição n" 17. Por Maria Lúcia Fonseca Hábito de leitura Como desenvolvê-lo através da Escola Dominical A comunicação eletrônica invade o mundo moderno, colocando a leitura em segundo plano entre os interesses que envolvem cada uma das fases de vida do ser huma no. H oje, o m undo está sendo monitorado pela imagem, som, ve locidade, visualidade e virtualidade. Daí, a preocupação em se criar alter nativas que venham estimular e re novar o hábito de leitura, seja entre crianças, adolescentes ou jovens, bem como reciclar esse hábito entre os adultos. Cada criança deve ser desperta da desde cedo para o prazer tanto, incentivá-la a ler, formando e multiplicando leitores mirins na Es cola Dominical, além de se estar for talecendo a expressão bíblica "ins trui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhe cer, não se desviará dele", Pv 22.6. Infere-se, então, que o melhor local para começar essa prática é o lar, que, aliado à ED, coopera eficiente mente não apenas na formação, mas também na consolidação do caráter cristão através do ensino da Palavra - obra espiritual por excelência, cujos efeitos nortearão o futu ro eterno da criança. Em tempos bíblicos A Bíblia prova que desdè os tem pos imemoriais cabia aos pais a função de trans- * |p mitir não somente a re velação divina aos fi lhos, mas também as h istó rias an cestra is , costumes, valores mo rais e espirituais, laços afetivos que constituíam a base de cada família, etnia e nação. Assim, Moisés foi ca paz de conhecer sua origem e um dia optar definitiva m ente em favor de seu povo (Hb 11.24-25). A oralidade, como se vê, está não só na base da história da civilização mas, também, na base da leitura. Tomando contato com o Livro Santo, outra descoberta: Jesus, um menino leitor. Com cerca de 12 anos, adolescente, percebemos que aquele jovem de N azaré era um voraz devorador de livros. Sua magistral atuação entre os doutores no Templo (Lc 2.42-51) revelava-o portador de um conhecimento que o estudo e a leitura, aliados ao estreito relaciona mento com o Divino, poderiam for necer. Jesus tinha capacidade não só para citar passagens bíblicas que re cheavam seus monumentais discur sos, como também para localizar com rapidez os textos nos "livros" da épo ca, que além de terem o formato de rolos, apresentavam outra dificulda de - a própria estrutura do texto he braico, sem as subdivisões das nos sas Bíblias de tão fácil manuseio hoje. Lemos na Palavra, que o Salva dor, certo sábado, entrando na sina goga levantou-se para ler. Então lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, Ele achou o lugar onde estava escrito... (Lc 4.16-17). Só acha passagens bíblicas com facili dade quem tem o costume de ler o Texto Sagrado sistematicamente. Para que Jesus tivesse essa facili dade no manejo dos rolos, depreen- de-se que a causa principal estava no fato de que Ele habituara-se, em cri ança, a ler. Sabia os testes de cor, não apenas porque era o Filho de Deus - o Pai não lhe fazia concessão por essa condição especial - mas porque fora iniciado desde tenra idade no manuseio dos livros de então. Familiarizar os pequeninos com livros, principalmente a Bíblia, é pas so fundamental para eliminarmos as barreiras de atraso, sobretudo o es piritual, que atrofia e impede o cres cimento do povo e do país em que vivemos. Além de Jesus, encontramos na Bíblia um grande grupo de pessoas que gostava de ler. O eunuco, alto o fic ia l de C andace, rainha dos etíopes, após adorar em Jerusalém, voltava para seu país de origem e, "assentado em seu carro lia o profe ta Isaías", At 8.28. Paulo,já velho, mesmo encarcerado, tendo tanta coi sa de mais necessidade para pedir, não esqueceu de lembrar a Timóteo: "Quando vieres, traze ... os livros, es pecialmente os pergaminhos", 2Tm 4.13, deixando-nos um testemunho contundente do valor recreativo e sa lutar da leitura. Os livros eram-lhes companheiros prazerosos, onde en contrava alento e nutrição para a alma. Quem lê sempre acha resposta, sempre é impactado pela mensagem que o texto transmite. Timóteo tor- nou-se sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus porque sabia as Sa gradas Letras desde a infância (2Tm 1.5 e 3.14-16), por influência de sua mãe e sua avó. Uma escola na igreja Associada ao lar e à escola, a igre ja é a melhor agência que existe para estimular o prazer da leitura. Primei ramente, usando um dos seus depar tamentos mais influentes para isso: a Escola Dominical, um movimento que nasceu entre as crianças e alcan çou os adultos. Falamos de uma Escola Domini cal bem estru tu rad a. Por bem estruturada, queremos dizer uma es cola com seus diversos setores orga nizados, não apenas com espaço físico ideal, mas também e, especialmente, do tada de uma boa infra-estrutu ra: biblioteca bem aparelhada, do centes qualificados profissional e espiritualmente e líderes realmente comprometidos, que invistam nes sa escola, olhando, inclusive, para os departamentos de base como o ber çário. Não basta qualificar os docentes. Necessário se faz fornecer-lhes o apoio logístico para que possam de dicar-se ao ensino, porque dedicação sem apoio não funciona. Havendo bibliotecas, é impres cindível dotá-las de livros, jornais, revistas, recortes, gravuras, eslaides, retroprojetor, vídeo, etc, tudo devi damente catalogado. Tendo condições ideais a partir do departamento infantil, as crian ças serão introduzidas no mundo da leitura por meio de modalidades de ensino muito conhecidas. A seguir alguns exemplos. Narração São as histórias. Insuperáveis como as contadas por Jesus em for ma de parábolas, cativam e transpor tam os ouvintes. As bíblicas são im- batíveis: Davi e Golias, Sansão e Dalila, o bom samaritano, a ovelha perdida, as dez virgens, o filho pró digo, o bom semeador, entre outras, conquistam crianças e adultos. E claro que há fontes de histórias além da Bíblia, como narrativas que abordam a natureza, a biografia de homens de Deus e vultos da história mundial, fatos do momento que po dem ser explorados de m aneira edificante, como fazia Jesus. O bom leitor se constrói na ob servação e na prática do ato de ler, que apresenta-se sob dois aspectos: textos orais e escritos. Ouvir textos, nada mais é do que aquele apelo que fazia Jesu s antes de suas prédicas: "Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça", Mt 13.9, em cuja raiz residia a chave para a compre ensão e apreensão da essência do falar divino. Escutar textos na ED envolve possibilidades interessantes, como a de aprender aspectos relevantes li gados ao assunto da lição, ao con teúdo moral de uma história, ao tex- to-áureo. Dependendo da situação, essa prática pode ser ampliada de modo a proporcionar a produção de textos orais, pois o aluno pode interagir com perguntas e coloca ções, ou mesmo fazer outra "leitu ra" do que ouviu, reproduzindo-a oralmente. O bom contador de histórias, por mais experiente que seja, deve co nhecer profundamente a história que vai narrar e, ao fazê-lo, deve torná- la viva aos olhos dos seus ouvintes, como fazia o Mestre. Contar históri as na classe da ED pode transformar- se, dessa maneira, em uma excelen te estratégia para deflagrar o ato de ler entre as crianças. E preciso ter em mente que uma coisa é narrar; outra bem diferente é ler a história para introduzir o ou vinte no universo descrito pelo au tor e reproduzido pelo narrador. É p reciso ser cria tiv o , a linhando ludicidade à leitura, dramatizando o texto enquanto o lê e, ao mesmo tempo, envolvendo todos no jogo interativo. Leitura O incentivo à leitura através da ED é o grande caminho que temos para fixar na mente dos ouvintes as verdades da fé, fidelidade e solida riedade cristãs e o amor de Deus. Daí ser preciso despertar o prazer pelo livro entre as crianças. Formar leito res de livro, de revistas, de jornais, da Bíblia especialmente. O leitor é o homem se construindo como agente de sua própria história. Na leitura, duas ações interferem: olhar e ver; buscar o detalhe para dar significa do ao seu próprio ser no meio em que vive. Procurando desenvolver a habili dade de leitura na classe, em um pri meiro momento, o narrador apresen ta o texto à criança, convidando-a a observar detalhes, como as gravuras que ilustram o livro, as cores, que se combinam formando o imaginário e então, após ser introduzido no mun do da narrativa, será estimulada a interagir com as imagens sugeridas pelas palavras, a sonoridade, que for necem pistas para que se façam ou tras leituras conforme sua percepção do texto apresentado. Isto porque, como já percebemos, inclusive quan do em contato com a Bíblia, um texto não se esgota, não está pronto ao ser escrito. Pelo contrário, continua no leitor. É polissêmico, porque contém sentidos vários, que ativados no mo mento da leitura, produzem imagens carregadas de significado, capazes de envolver o leitor no mun do do texto. No caso da Bíblia, que é ativada pelo E s p í r i t o Santo, a P a l a vra torna-se viva, e fala ao coração do leitor, onde chega com mais intensi dade do que uma aguda espada de dois fios. Assim, a visão do leitor é ampliada, porque a leitura não é uma só, é plural, é aberta. Leitura compartilhada Uma técnica que também dá cer to é a parceria, em que o professor lê uma parte do texto e a criança lê a outra. O passo seguinte é discutir o tema do livro, lição ou texto-recorte, procurando relacioná-lo com o con texto em que o interagente vive, ou com o conhecimento de que já é de tentor, com o objetivo de dar sentido a tudo o que foi evidenciado. Círculo de leitura No dizer da professora Pensilvânia Gerra, é uma experiência partilhada em grupo a partir de um texto. É um bate- papo entre leitores, uma leitura como hora de lazer, que para pleno êxito, deve contar com uma pessoa atuando como mediador entre os leitores, o lei- tor-guia, que pode ser o professor ou um aluno, cuja função é estimular a interação do leitor com o texto, desen cadeando o ato interpretativo. Dele de pende todo o sucesso dessa estratégia. Deve saber provocar a participação, orientar o olhar coletivo para elemen tos não percebidos no texto. E o deflagrador do diálogo com a obra que está sendo lida, que tanto pode ser um fragmento da Bíblia, uma história in fantil, um poema, uma letra de hino etc. O aspecto lúdico desta dinâmica está em que a leitura se processa sem a obrigatoriedade ou a certeza da inter pretação. O que se procura, e isso deve ser ressaltado, é o lado socializador da leitura porque o que prevalece é o ca ráter acentuado da troca de idéias en tre os leitores a partir do diálogo do autor com o leitor. Ler é, sim, um ato que exige esfor ço e reflexão, mas é, também, fonte de prazer. Jamais se deve transformar um ato tão agradável como o de ler, seja a Bíblia ou livros de outra natureza, em alguma coisa imposta. A criança deve ser atraída para o mundo da leitura por livros adequados à sua idade. A obri gação vai tirar-lhe o prazer de ler, que está na base da formação de todo bom leitor. Prazer de ler Foge à capacidade de qualquer pes soa, perceber de onde vem a inclina ção para os livros. O que podemos fa zer, como pais e educadores, é desper tar o dom que há em cada criança, des cobrindo leitores em potencial. Para tanto, devemos trabalhar a capacida de que cada criança traz, apresentan do um livro a ela, explorando, estimu lando, provocando a incursão do lei tor mirim por esse mundo a ser desco berto. Porém, nunca devemos forçá-las. Éfato comprovado que muitas ve zes a criança ou o adulto não gosta de ler por ter sido forçado a isso por pais ou professores, em alguma etapa da vida. Muitas vezes, crianças e jovens detestam ler a Bíblia, não pelo conteú do que apresenta, mas porque recebe ram, como castigo dos pais por algu ma travessura quando pequenos, ler, às vezes até de joelhos em algum can to da casa, o Salmo 119 ou outra pas sagem quilométrica do Livro Santo. "Não há prazer na obrigação e deve mos ler apenas por prazer", afirma o ensaísta canadense Alberto Manguel. Formar e multiplicar leitores é tam bém tarefa da ED, agência que forne ce formação e informação por excelên cia da Palavra de Deus. Maria Lúcia Fonseca é mem bro da AD em Belém (PA). 08 Ô 0- 7G 1- CRIADOS PARA ADORAR D i s p o n í v e i s e m C 2 D e C D P i d y B <3 c k MELOSWEET P a z p a r a o B rasil Com vozes privilegiadas cantam em ritmos variados, sem perder o estilo romântico em melodias cheias fé, devoção e uncão divina. Convites e contatos: (21} 3156-1926 Site: www.melosweet.rg3.net E-mail: melosweet@gbl.com.br LILIA PAZ B asta te r Fé O que já era bom ficou melhor! Lília Paz, com uma voz mais madura e experiente, apresenta c seu segundo CD com 14 músicas dentre elas, 12 inéditas. Com estilos diversos, canta forte sem perder a meiguice em um louvor marcante e cheio de poder. Convites e contatos: (21 )2688-8801 /9614 -8602 Nas lojas do ramo ou pelo: n 0300- 789-7172 w w w . c p a d . c o m . t ) r http://www.melosweet.rg3.net mailto:melosweet@gbl.com.br 'S te K i ^Ictéíad Por Débora Ferreira Recurso indisp Dinâmicas de grupo dão suporte ao estudo do livro de Oséias Caixinha Inicie a classe lendo o seguinte texto: Um professor castigou seu aluno por desperdiçar uma grande quantidade de papel dourado do esto que da classe. O dinheiro estava escasso naqueles dias, razão pela qual o professor ficou furioso ao ver o aluno envolvendo uma caixinha com aquele valio so papel. Apesar de tudo, no domingo seguinte, o aluno le vou o presente a seu professor e disse: "Isso é para você, meu mestre dedicado!" Ele sentiu-se envergo nhado da sua furiosa reação, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia. Gritou dizendo: "Você não sabe que quando se dá um presente a al guém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?" O aluno, meio decepcionado, olhou para o seu mes tre com lágrimas nos olhos e disse: "Oh, mestre, ela não está vazia. Está cheia de intercessão. Eu orei bas tante dentro da caixinha antes de lhe entregar. Todas as minhas lágrimas são para você, em gratidão por Até acabar a fita Objetivo: Estimular a fixação de conhecimento de per sonalidades bíblicas. Material: Três pedaços de fitas de tamanhos diferen tes: 60cm, 90cm e 120cm. Procedimento: O professor escolhe três alunos que, de olhos vedados, pegarão um pedaço de fita. O voluntário começará a falar sobre a vida do profeta Oséias ao mes mo tempo em que vai enrolando a fita num dedo; ele con tinua falando até acabar a fita. Quando o aluno terminar, ele escolhe outro companheiro, que fará a mesma coisa. O exercício se repete até que todos tenham falado. Aplicação na vida cristã: • Para que serviu a dinâmica? • Você pode comparar o profeta Oséias com algum líder religioso de nossos dias? • Qual o seu comentário pessoal sobre o ministério de Oséias? toda a sua dedicação durante esse trimestre". O mestre quase morreu de vergonha, abraçou o seu aluno e su plicou que ele o perdoasse. Aquele professor guardou a caixinha dourada por muito tempo. Sempre que se sentia desanimado, can sado e com vontade de parar, olhava para a caixinha e recordava das intercessões daquele aluno sensível e amoroso, e resolvia continuar. De uma forma simples, mas sensível, cada profes sor tem recebido uma caixinha dourada, cheia de in tercessõ es de seus alu nos. Esse gesto do aluno intercessor nunca deve ser desprezado, mas lembrado com carinho. Perguntas de reflexão para os alunos: • Você tem intercedido pelos problemas da classe? • Qual a diferença entre oração e intercessão? • Por quem você gostaria de interceder durante o próximo trimestre? • Como era a situação dos intercessores de Israel? Epitáfio Objetivo: Manifestar algum sentimento em relação aos personagens bons e maus do mundo bíblico. Material: Uma folha de papel tamanho ofício e uma caneta. Procedimento: O professor distribui o material e ex plica como desenvolverá a dinâmica. Cada aluno deve escolher um personagem contem porâneo do profeta Oséias para manifestar o seu senti mento escrevendo uma frase no seu epitáfio (lápide de seu túmulo). Uma vez escrito, o aluno irá manifestar seu protesto ou homenagem ao escolhido, lendo em voz alta a sua frase. Quando todos acabarem de ler, devem sen- tar-se em círculo e discutir o motivo da frase. Perguntas para reflexão: • O que aprendemos com esse exercício? • Como nos sentimos após a experiência? • Qual frase você escreveria no seu túmulo? ísável Melhor classe Objetivo: Estimular a dedicação em classe e o aumento de conhecimento bíblico. É A dinâmica de grupo vem ganhando cada vez mais espaço em nossas classes dominicais. Através dela é possível despertar na turma maior inte resse pelo assunto estudado, além de promover a participação efetiva dos alunos. No entanto, há momentos em que os grupos ficam monótonos. Nes sas situações, o professor deve estudar de forma mais técnica as normas de trabalho em grupo para desenvolver uma comunicação aberta e ho nesta, procurando am pliar sua espontaneidade, autenticidade e criatividade. Isso fará dele um professor em condições de analisar me lhor os problemas internos da classe. Indicamos a exploração dessas téc nicas como importante auxílio no estudo das lições bíblicas. Conheça algumas sugestões para sua ED. indicada para o encerramento do trimestre. Material: Perguntas das lições bíblicas formuladas na re vista do aluno. Procedimento: O superintendente convida as classes a formarem, espontaneamente, equipes para competição no último domingo do trimestre. A competição consiste em descobrir a classe que melhor responde as perguntas das 13 lições estudadas. Para isso, todos devem responder e estudar as questões contidas na própria revista do aluno. A classe que ganhar a competição deve ganhar um almoço organizado pelo Departamento de Educação Cristã. Normas para organização das classes competidoras: As classes: O agrupamento dos competidores deve levar em consideração o número de classes que se pretende for mar e as características dos componentes, isto é, a faixa etária dos participantes. A identificação deve ser com o nome ou número da classe. Cada concorrente deve possuir a identi ficação, pelo menos, com 20cm de altura por 12 de largura, colada na blusa. Perguntas: A competição constará de, no mínimo, 40 per guntas. O concorrente terá cinco segundos para começar a responder e trinta segundos para terminar a resposta. As perguntas devem ser sorteadas e retiradas de dentro de uma uma. Substituição: Os professores poderão substituir os concor rentes somente durante os intervalos entre uma pergunta e outra. Será substituído o concorrente que responder a cinco perguntas consecutivas e estas forem julgadas corretas pelos juizes. Marcação: Cada resposta certa valerá 15 pontos. A discipli na da classe valerá 10 pontos. Erros: Após a terceira resposta errada dada por um mesmo aluno, serão tirados 10 pontos do grupo. Empate: Se os juizes marcadores da contagem constatarem que houve empate após as perguntas terem sido respondidas, haverá uma prorrogação e o inquiridor fará mais cinco per guntas. Juizes: Serão designados cinco juizes de respostas para a competição. Nenhum comentário, além de certo ou errado, será feito por eles. Resposta: Respostas incompletas são consideradas erradas. Disciplina: Durante o evento, a disciplina deve ser conquis tada através de processos de liderança, com a maioreficiência, encorajando os alunos a obedecerem as normas estabelecidas de forma agradável e segura. O professor propõe que a classe desenhe uma bela igreja em cartolina. Todos os alunos devem desenhar um pedacinho do templo ou um elemento que faz parte dele, tal como cadeira, banco, parede, piso etc. Quando a igreja estiver pronta, o desenho vai pas sando de mão em mão para que cada participante fale sobre o que ajudou a igreja ficar pronta e o que dificultou. Um aluno vai escrevendo no quadro os pontos que auxiliaram e os pontos que dificultaram a construção da igreja. A igreja representa o corpo do grupo, ou mesmo a classe. Cada aluno toma consciência do que é posi tivo ou negativo em classe. Em seguida, entregue aos alunos o retrato do Tem plo em Jerusalém. Cada aluno deve observar bem a figura e depois dizer uma situação que contribuiu para a sua destruição e cativeiro babilônico. Amor em escassez Leia a seguinte ilustração para a turma: Irmã Maria esperou sua amiga Ana ao final da ED. No iní cio, a conversa girou em torno de doenças dos filhos. E uma aproveitou para receitar para a outra remédios caseiros, além de indicar uma reunião de oração fervorosa. Até que a dirigen te do coral chegou e, então, começaram a falar das reuniões que estavam acontecendo todos os sábados. Ana disse que não fala nem se envolve com programas da comunidade evangélica porque prefere ficar com sua família. Maria disse para a amiga que alguns meses atrás também pen sava assim. Hoje acha que o individualismo é um grave erro e que o egoísmo é a maior ação destruidora. Expressando opiniões: • Como se deve agir em relação às pessoas individualistas? • Como se deve participar das atividades na Casa de Deus? • Como o individualismo era manifesto em Israel? Por Andréia Di Mare Raízes sólida Região Nordeste receberá crentes de todo o Brasil para a realização do 3o Congresso Nacional de ED Fotos: Arquivo E stá se aproximando um dos eventos mais esperados pela igreja brasileira. Entre os dias 17 e 20 de julho, o Cen tro de Convenções de Natal (RN) estará servindo de cenário para o 3o Congres so Nacional de Escola Dominical, pro movido pela CPAD. Com base no tema "T ran sfo rm ai-v o s pela renovação do vosso entendimen to", Rm 12.2, o even to reunirá líderes, su perintendentes e pro fessores de ED de todo o país, compro vando que aqueles que estão comprome tidos com o ensino da Palavra de Deus tam bém estão empenha dos em aprender. Para atender a essa necessidade da igreja, o evento oferece uma programação diversificada, o que pos sibilitará aos congressistas a participa ção em plenárias, seminários e workshops, além dos cultos à noite. Para a ocasião estão programados, ainda, lan çamentos de livros voltados para a área de ensino, editados pela CPAD. Convidados A igreja que floresce é aquela cujas raízes são sólidas. Para tanto, é indis pensável que o estudo da Palavra de Deus tenha prioridade. Com vistas a explorar as vertentes que possibilitam um bom ensino bíblico, foram convi dados para ministrar os seminários pastores Claudionor Corrêa de Andrade (RJ), Geremias do Couto (RJ), Antonio Gilberto (RJ), Eliezer Moraes (RS), Davi Nascimento (RO) e os pro fessores Marcos Tuler (RJ), Débora Fer reira (RJ), Albertina Malafaia (RJ), He lena Figueiredo (RJ) e Rubenita Oyaizu (SP). A professora M arlene Lefever (EUA) estará minis trando as plenárias Dinamizando o ensi no através de métodos criativos e Entenden do os estilos de apren dizagem. Pastor José Wellington Bezerra da Costa, presiden te da CGADB, é o convidado a pregar a Palàvra de Deus no culto de abertu ra do evento. O presidente do Conselho Administrati vo da CPAD, pastor Antonio Dionísio da Silva, será o pregador da Palavra no mesmo dia em que a Editorial Patmos, que tem sede em Miami (EUA) e abran ge o mercado hispano, estará sendo representada pelo seu gerente, o norte-americano com experiência missionária na América Latina, pastor Vernon Peterson. E a plenária que vai tratar a respeito da im portância da Participação do edi tor cristão no processo edu cativo da igreja, estará a cargo do diretor- executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza. Irmã Marlene Lefever está entre as palestrantes mais esperadas do evento Expectativas e projetos Doutor em Educação, pastor Vernon Peterson estará partici pando do congresso não só para enri quecer a qualidade do evento, mas tam bém para levar conhecimento à igreja la tino-americana. "Queremos, de alguma forma, levar para os países da América Latina o que o Brasil está fazendo. Que remos aprender com o Brasil, que é um dos países latino-americanos mais adi antados na área de Escola Dominical", afirma, ressaltando que "um dos objeti vos da Editorial Patmos é ressuscitar a ED na América Latina". Ele explica que há muitos anos a ED era forte em quase todos os países de língua hispana, porém com as cri ses socioeconômicas, essa área ficou bastante prejudicada. "Um grave pro blema enfrentado pelas igrejas latino- americanas tem sido o fator financei ro. Parte das igrejas são pequenas e têm poucos recursos, mas através do nosso material, estamos despertando novamente o interesse delas para o es tudo bíblico". Pastor Vernon tem participado de seminários voltados para a ED realizados em países como Argentina, Chile, Peru, Equa dor, Venezuela, Bolívia, Para guai, Uruguai, México e Repú blica Dominicana. "A questão é que os seminários que aconte cem pela América Lati na são de pequeno porte. Nossa inten ção é promover congressos, even tos maiores, direci- Pastor Vernon Peterson. gerente da Editorial Patmos, pretende levar para os países da América Latina o que o Brasil vem realizando em prol da Escola Dominical onados à área de ensino cristão em cada país latino-americano", revela. Privilégio de ser anfitriã Para a AD no Rio Grande do Norte, a oportunidade não poderia ser melhor. Como o evento vai acontecer na capital do Estado, a igreja está empenhada em apoiar toda a programação, além de in centivar a presença do corpo docente das EDs das 165 congregações localiza das em Natal. "As congregações são di vididas por setores. Cada setor tem sua igreja-pólo, que por sua vez tem seu su perintendente setorial. Hoje, temos 24 igrejas-pólos, o que representa 24 supe rintendentes ligados à matriz", explica evangelista Joacy Marcos de Castro Varela, superintendente-geral da E D em Natal. De acordo com Joacy, a participação das congregações das cidades do interi or vai produzir um crescimento impor tante na qualidade do ensino bíblico na região. "Estamos trabalhando para que representantes das EDs de cidades como Touros, Areia Branca, Macau e Mossoró, por exemplo, possam estar presentes na programação", afirma. O coordenador-geral do congresso, professor Marcos Tuler, que também chefia o Setor de Educação Cristã da CPAD, acredita que cerca de mil pesso as, procedentes de todas as regiões do Brasil, participem do evento, Confira os temas que serão abordados durante os quatro dias de congresso. As plenárias, na parte da manhã, foram projetadas para que todos os congressis tas possam acompanhá-las. Os seminários, porém, estarão acontecendo simulta neamente no período da tarde. O mesmo acontece com os workshops. Por isso, os participantes deverão fazer suas escolhas no ato da inscrição, colaborando com a forma de organização adotada para o evento. Quem estiver interessado em maiores informações, deve entrar em contato com o Setor de Eventos da CPAD através do telefone 21-2406.7374 ou pelo site www.cpad.com.br. PLENÁRIAS • A função da Teologia diante das novas expectativas da educação cristã • A Educação Cristã como agente de transformação da sociedade • A ação educativa da igreja na pós-modernidade • A participação do editor cristão no processo educativo da igreja • Dinamizando o ensino através de métodos criativos • Entendendo os estilos deaprendizagem • O papel da tecnologia no contexto da educação relevante SEMINÁRIOS • Para pastores e superintendentes Teologia da Educação Cristã Pastores, líderes da nova Escola Dominical A dinâmica da docência cristã à luz das Escrituras O superintendente e o seu relacionamento com os professores • Para professores de jovens e adultos O ensino cristão através dos recursos audiovisuais Melhorando a comunicação entre professores e alunos • Para professores de adolescentes e juvenis Didática aplicada aos adolescentes Didática aplicada aos juvenis • Para professores de discipulado Ensino dinâmico para novos convertidos Desafios pedagógicos do discipulado • Para professores de maternal e jardim de infância O ensino relevante para o maternal O ensino relevante para o jardim de infância • Para professores de primários e juniores O ensino relevante para primários O ensino relevante para juniores • Música no ensino e culto infantil O culto infantil e a arte de contar histórias Utilizando com eficiência a música no ensino WORKSHOPS I • Como trabalhar com recursos didáticos lúdicos e recicláveis 1 • Explorando a dinâmica de grupo na ED • Como trabalhar com recursos didáticos cênicos e musicais E3 http://www.cpad.com.br _ i_Subsídio www cpad.com.br O primeiro nome na lista dos profetas menores é o de Oséias, um homem cujo ministério teve início na última década do governo de Jeroboão. Em contraste com seu contemporâneo Amós, que teve um ministério apa rentemente curto, Oséias esteve em atividade por várias décadas, inclusive dentro do reinado de Ezequias. Oséias, cujo nome passou por uma modificação ao longo da jor nada de traduções através do grego, latim (onde ele é chamado Osee) até no português, deveria se chamar Hoshea, que também é o nome do último rei de Israel (2Rs 17.1) e o nome originalmente usado por Josué. Assim como Josué/Jesus, o seu nome deriva do verbo salvar. O profeta é mencionado em outros livros da Bíblia, como por exemplo Romanos 9.25, além de outras citações no Novo Testamen to que podem ser vistas na Bíblia Explicada, de Mc Nair. Embora fosse do Reino do Norte, seu ministério deve ter-se estendido a am bos os reinos (Os 6.4). Contexto histórico Seu nascimento e formação aconteceram numa região onde imperavam a prosperidade e a paz. Entretanto, per to do fim desse período, quando Israel ocupava lugar proeminente entre as nações da Palestina, o profeta co meça seu ministério anunciando o juízo divino contra a dinastia governante de Jeú. Antes que muitos anos pas sassem, a nação lamentou profundamente a morte de Jeroboão II ou filho de Joás, o notável rei do Norte. Nas Lições Bíblicas em CD-rom, o professor encontra recursos visuais como mapas e ilustrações E ntre os anos 753 e 752aC , Salum pôs fim à dinastia de Jeú ao assassinar Zacarias, que governou apenas seis meses no palácio real. Esse fato trouxe derramamento de sangue e instabilidade no reino, que, embora abalado, conseguiu manter o status quo economico. Ao assumir o governo, Salum perma neceu apenas por um mês, até ser assassinado por Manaém. Em 745aC , T ig la te Pileser III assenhorou-se do trono assírio e fez com que alterações significati vas acontecessem . A pri meira digna de nota foi o reavivamento da agressão assíria em direção ao oci dente, o que foi preponde ran te para su b ju g ar o Crescente Fértil durante o século seguinte. O cintu rão com ercial do mundo an tig o até a c id ad e de Tebas passou a ser contro lada pela capital da Assí ria. Um pânico se instalou entre as nações. De acordo com a política militar as síria, o nacionalism o era abafado mediante a remo ção das populações domi nadas de suas terras de origem para porções dis tan tes do im p ério . Ao mesmo tempo, estrangei ros eram recebidos nas ter ras ocupadas, num meca nismo para se evitar rebe liões e tornar cada vez mais difícil a libertação do jugo. Na palestina também houve per turbação entre os reinos, durante a segunda metade do oitavo século aC. Uzias, rei de Judá, inicialmente liderou uma coligação palestina para fazer frente ao avanço assírio. Entretanto, o sucesso permanente não aconteceu, e Manaém só conse guiu reter seu trono através da co brança de impostos excessivos da população para pagar tributo ao m onarca assírio . Essa opção de Manaém foi temporária. Ressenti mentos e rebeliões foram deflagra dos entres os ricos cidadãos de Is rael. Com sua morte, Pecaías, seu filho, conseguiu governar apenas dois anos, antes de ser assassinado durante uma revolta contra as lide ranças políticas que favoreciam as determinações assírias. Peca, o assassino, aproveitou-se da reunião das tropas assírias, por o casião da cam panha co n tra Urartu, para aliar-se aos sírios em D am asco, p rep a ra n d o -se para quando os assírios retornassem . Mas a tentativa de livrar Israel foi abortada e só serviu para piorar as coisas. O monarca sírio Rezim foi morto quando os assírios ocupa ram Damasco. Israel estava em si tuação desfavorável nesse contex to, porque Acaz, rei de Judá, firma ra aliança com Tiglate-Pileser III. Peca foi então removido do trono por meio de um assassinato, ceden do lugar a Oséias, que im ediata mente assegurou ao rei assírio a sua fidelidade e tributos pagos por Israel. O séias com eça a reinar como vassalo da A ssíria, mas, quando Tiglate-Pileser III foi suce dido por Salmanaser V no trono assírio em 722aC, os isra e lita s ten taram uma nova rebelião. Três déca das após a morte de Jero- boão, o Reino do Norte foi reduzido da condição de nação líder entre países da Palestina à mera província da Assíria. Essas décadas que sacu diram os reinos do mundo antigo quase fizeram apa gar a voz do p ro feta Oséias, uma vez que nos primeiros anos do seu mi nistério as coisas corriam tão bem que os israelitas não queriam ouvir avisos proféticos. A dinastia de Jeú havia conseguido firmar-se com sucesso por quase um sé culo, contudo as predições de Amós acerca do exílio de Israel assumiram cará ter assombroso quando a política militar da Assíria foi a termo. Homicídios re petidos ocorridos no palá cio, a invasão Assíria, impostos pe sados, tributos volumosos, alianças estrangeiras vacilantes e, finalmen te, a queda de Samaria figuraram nos tempos de Oséias. O profeta É neste contexto de pressões e m udanças que Oséias serve fie l mente como porta-voz de Deus à £ * l4 ÍK *z d & 1 'JPj Reproduções: Manual Bíblico do Estudante/CPAD sua geração. Não há de ta lh e s d isp o n ív e is quanto à sua chamada ao m inistério profético, além do fa to de que Deus falou com ele e o impeliu a retratar o fato de que o Senhor conti nuava amando à desvi ada n ação de Is ra e l. Com paciência, ele ro gava ao povo que se ar rependesse, ao mesmo tempo que contem pla va o reino, sob Jeroboão II, escorregar de sua posição exal tada para de província assíria. No longo período de seu minis tério, Oséias compartilhou das des graças de sua gente, sempre movi do de amor e compaixão por seus semelhantes. Com base em suas ex periências pessoais, ele expressou o profundo amor de Deus por um povo que não correspondia à sua bondade. O livro Ao livro de Oséias não é atribuí da nenhuma data específica, uma vez que Jeroboão e Uzias têm seus nomes mencionados no versículo inicial. Por isso, de modo geral, con cebe-se que o profeta tenha inicia do seu m in istério por volta de 760aC, últimos anos do reinado de Jeroboão, período em que talvez te nha anunciado publicam ente as predições concernentes à dinastia de Jeú, registradas no primeiro ca pítulo, e as dos dois capítulos se guintes. Muitos estudiosos do livro associam as mensagens dos capítu los 4 e 14 aos fatos decorrentes da dominação assíria sobre a Palestina. Esboço 1) O casamento de Oséias e sua aplicação para Israel (Os 1.1-3,5) 2) A cu sações d iv in as contra Efraim (Os 4.1-6.3)33 0 Reino Dividido a) O Deus santo sofre ao con templar o horrendo pecado de Is rael (Os 4.1-7) 3) A decisão divina de punir Efraim (Os 6.4-10.15) a) Deus precisa impor um seve ro julgam ento (Os 8.1-10,15) 4) A resolução divina em ju lga mento e misericórdia (Os 11.1-14.9) Uma experiência singular A experiência m atrim onial de Oséias é algo sin gular entre as nar rativas dos profe tas. Na prim eira década do seu mi nistério, o relacio namento domésti co tornou-se base para d iv e rsa s mensagens profe rid a s ao povo. Tudo com eçou depois da orienta ção d iv in a para que se ca sa sse com Gomer, rela c io n am en to que fru tifica em três filh o s - Je z re e l, Lo-R uam a e Lo- Ami. A economia de palavras quando o profeta fala de sua vida matrimonial e do méstica dá margem a certos questionamen tos, donde surgem as duas in terpretações dessa passagem , que são a literal e a alegóri ca. Entretanto, o estu dante do livro pode no tar a progressiva reve lação da mensagem de Deus em sua profecia à medida que fatos, como o nascimento dos seus filhos, foram ocorren do, o que torna cada vez mais crista lina a advertência contra o iminente juízo divino. Advertências divinas Jezreel, nome do primeiro filho, evoca numerosas memórias funes tas na mente do povo. A posição de cidade real de Israel ficou em des crédito, porque estava associada ao assassinato de Nabote por Jezabel. Na ocasião, evocava aos israelitas que a dinastia de Jeú havia con- Sidom • Tiro » • tfazor. * Damasco • Aco. i r GRANDE MAR Dor, Megido Rio Jordão ISRAEL Astarote Ramote-Gileade J°pe, Gezei. Gate s „ Siquém# Zerede . 9 Betei • • Jerusalém • % « • • • • « Penuel . AMOM • • Rabate-Amom • « * Gaza Hebron* Bersebo JUDÁ • Arode Mq( tyorlo MOABE* Quir-Moobe ' • • • • « Tamor Cades-Bornéia *••• EGITO EDOM Reino de Israel Reino de Judá 30 km quistado o trono sob extremo der ramamento de sangue em Jezreel (2Rs 9-10). Esse foi um meio pelo qual Oséias divulgava em sua ge ração que o Reino do Norte estava próximo ao seu fim e o seu poder seria abolido no vale de Jezreel. Quando Lo-Ruama nasceu, uma outra advertência foi entregue ao povo. Lo-Ruama tem o sentido de "não com padecida". Isso deixa ex plícita a mensagem de que Deus re tiraria deles a sua m isericórdia. Nunca mais Ele haveria de perdoá- los plenamente. Porém, foi somente com o nas cim ento do terceiro filho que o mais grave dos anúncios ecoou. Lo~ Ami era a expressão do relaciona mento rompido com Israel. Por in termédio da aliança, historicam en te Deus tinha um vínculo mútuo com o seu povo, o qual Oséias es tava avisando que estava extinto, literalm ente partido, a ponto de Deus não ser mais o Deus de Israel e este não mais ser seu povo. A execução da sentença declara da seria prontam ente executada contra Israel, embora no horizonte surgisse a perspectiva do dia em que os Reinos do Norte e do Sul se riam u n ifica d o s sob um único governante na sua própria terra. Essa inum erável m ultidão seria identificada sob o nome de "filhos do Deus vivo". Logo depois, o profeta faz refe rência aos seus problemas contem porâneos. A esperança de restaura ção final não necessitava de ênfa ses, uma vez que sua geração esta va prestes a perder o favor divino. A fórmula legal de divór cio (Os 2.2) indica que o pro feta torna patente seu matri mônio com a adúltera Gômer, ao mesmo tempo em que de nuncia que a nação israelita era culpada de adultério es piritual. Todas as riquezas providas por Deus graciosa mente foram utilizadas pelo povo como oferenda a Baal. A idéia é a de que Israel não "conhecera" ou não percebera que Deus havia propiciado todas essas coisas para aqueles que tinham um pacto com Ele. D ian te da p o ss ib ilid a d e de visitação sob julgam ento, todas as festividades religiosas cessariam, o povo seria castigado sumariamen te em razão da apostasia, sendo de- sarraigado e exilado, e relegado ao abandono. Desvendado o futuro A seu tempo, o Senhor se mostra ria generoso, oferecendo a possibili dade de restauração (Os 2.14-23). Aproxima-se o dia em que será reno vada a aliança, e assim uma vez mais haverá o acesso ao desfrute das bên çãos divinas, como nação de Deus. Aliás, esse compromisso foi confir mado pelas experiências do próprio Oséias (Os 3.1-5). Ele foi mandado a procurar por sua esposa com a fina lidade de reintegrá-la à família. Oséias a encontra no mercado, onde era oferecida à venda a quem desse mais. Com os olhos literalmen te fechados para todas as opiniões, ele vai além da suas obrigações legais e morais e paga o preço por ela, e depois ainr da confere-lhe o seu amor através da reno vação dos votos ma trimoniais, o que é um símbolo das ações mi sericordiosas de Deus em relação ao adulté rio espiritual em que vivia a nação israelita. A promessa de restauração seria para os últimos dias. Linguagem blasfema, mentiras, arrogância, furtos, adultérios e crimes de sangue eram as censuras de Deus contra Israel e sintoma de fracasso es piritual. Segundo Êxodo 19.1-6, a obediência é a chave para o correto relacionamento entre Deus e Israel como nação santa, mas o povo igno rou suas leis, motivo pelo qual esta va sendo rejeitado. Com freqüência, Oséias utiliza a palavra Efraim para designar o Rei no do Norte, em contraste com Judá. Vale lembrar que o pacto firmado nos tempos mosaicos era com toda a na ção. Essa divisão política surgiu em 931aC e perdurava ainda nos dias do profeta Oséias, porém não mais exis tiría quando a restauração chegasse (Ez 37). Os sacerdotes e profetas, igual mente, tinham falhado e o compor tamento era pior que de uma prosti tuta, de sorte que foram os de Judá advertidos para não se contaminarem com Efraim. Todos foram alertados para a proximidade do julgamento (Os 5.1). Por toda Terra, Deus os ad vertia pelo fato de esperarem socor ro da parte da Assíria, daí Ele os abandonar até que se arrependessem e o buscassem genuinamente. Uma pergunta A discussão do trecho de Oséias 6.4 a 10.15 é fomentada pela per gunta: O que Deus faria a Efraim? |jjj Esses textos refletem a mensagem durante o período em que a nação israelita agonizava em desintegra ção, debaixo do avanço tirânico do exército assírio. No pacto de amor entre Israel e Deus, o primeiro freqüentemente vacilava e reiteradas vezes se des viava, optando por caminhos erra dos. Por outro lado, em reiteradas vezes Deus tentara desviar o seu povo dos caminhos errados atra vés da m ensagem dos profetas; noutras vezes, Ele os visitava com calamidades e julgam entos. Toda via, persistiam no erro e substitu íam o verdadeiro amor e a lealda de por oferendas. Após os castigos, quando Deus viesse a revivê-los, o que ele en contraria? Maus testem unhos, al coolismo, engano, furtos e desres peito. Não havia uma busca por Deus. Efraim era orgulhoso, e os oficiais da nação buscavam garan tir ajuda da parte do Egito e da Assíria na esperança de que esca pariam do juízo divino. Ao invés de dependerem de Deus, continu avam demonstrando que preferi am depender de Baal. A acusação Pesava contra eles a incrim ina ção de que os reis de Israel tinham sido entronizados sem a aprovação de Deus. Ao fundir seus ídolos, o povo estava d esconsiderando o decálogo (Dt 28.15-68). A m ulti plicação de altares e sacrifícios não era agradável aos olhos divinos, por não estar acompanhada de atitudes apropriadas. A hipocrisia religiosa dos dias de Oséias era patente. Com esse declínio, o rei acabaria sendo completamente removido, ao térmi no do reino (Os 8.1-10.15). Haveria Deus de esquecer seu povo? Essa questão é tratada em Oséias 11.1 a 14.9. Por esse texto, Deus é revelado como um pai compassivo, que ama a seu filho embora antes disso o pacto fosse figuradamente expresso como um laço matrimoni al. Por causada transgressão é pre ciso ser disciplinado. Essa punição era necessária, mas não haveria uma volta ao Egito e a Assíria seria a terra de seu exílio. "Como te deixaria, ó Efraim ?" Nessa interrogação, a mensagem profética estabelece uma transição de ameaça para promessa, sendo que a solução será realmente o exílio, porém com a certeza de retorno. Oséias, então, apresentou um fórmu la simples de volta para Deus: o abandono dos ídolos, a transferên cia da fé e da confiança da Assíria para Deus, e a confissão dos peca dos. Somente em Deus os órfãos en contrariam misericórdia (Os 14.1-4). A esperança definitiva repousa na restauração dos israelitas, pois há de chegar o dia em que os ídolos serão abandonados e a devoção em Deus tornar-se-á perfeita. Com a restauração da própria terra, a na ção israelita desfrutará novamente de prosperidade material e das bên çãos divinas. Suas críticas e sugestões são muito importantes para a equipe de produção de Ensinador Cristão. S â& ie /M l fu v u z tifo ! Envie sua carta para CPAD Av. Brasil, 34.401, Bangu, 21852-000 Rio de Janeiro (RJ) e-mail: ensinador@cpad.com.br Tel.: 21-2406.7413 • Fax: 21-2406.7370 mailto:ensinador@cpad.com.br do professor Ciências bíblicas são indispensáveis na elaboração do plano de aula este artigo, querem os destacar, de modo obje tivo, três ciências pelas quais um professor po derá elaborar melhor um plano de aula. Os métodos didáticos não anu lam as técnicas de homilética na pre paração de uma aula. Pelo contrário, eles ajudarão a concatenar as idéias e os as suntos, colocando-os em ordem ló gica e cronológica. É essencial des pertar a atenção do professor para a necessidade de adquirir conheci mento da homilética, aliada à herme nêutica e à exegese. Essas ciências podem contribuir para um ensino eficaz. Ensinar é a arte de ajudar outros a aprender. O professor precisa dis por dos recursos próprios para a dinamização do ensino. Esses re cursos são todos aqueles que contribuem para o melhor aprendi zado dos alu nos. O pro fessor é um agente externo de aprendiza gem, por isso, ele deve aprimorar- se em conhecimentos que motivem sua classe. Todo conhecimento exter no adquirido pelo professor o ajuda rá a conduzir seus alunos a apren derem as lições desejadas. Não nos deteremos nos vários métodos, mas destacaremos os três mais importan tes aliados ao conhecimento e apren dizado: a hermenêutica, a exegese e a homilética. O que é hermenêutica? Essa palavra orig in ou -se do nome Hermes, que segundo a mito logia grega era um deus que servia de m ensageiro dos deuses e que transmitia e interpretava suas men sagens aos seus destinatários. Daí originou-se a palavra hermeneutike, ciência da hermenêutica, que é a arte de interpretar os textos. A hermenêutica sagrada é aque la que se ocupa, através de princí pios, regras, leis e métodos da in terpretação da Bíblia. A hermenêu tica procura ajudar a entender as Sagradas Escrituras, oferecendo meios de estudos que evitarão desvios do seu real significado. ' P j Não podemos arriscar fazer inter pretações em nome do Espírito San to que contrariem a revelação dada pelo próprio Espírito Santo. Lamen tavelmente, existem intérpretes que mutilam o verdadeiro sentido das Escrituras. Por isso, a hermenêutica é uma aliada indispensável de estu do para o professor. O que é exegese? É uma outra ciência indispensá vel de pesquisa para o professor que deseja fazer uma interpretação corre ta dos textos sagra dos da B íb lia . O prefixo ex de exege se sugere a idéia de sacar, expor, colo car para fora, expla nar, pôr à vista ou exibir. A hermenêu tica oferece as re gras, as leis e os mé todos de interpreta ção, enquanto que a exegese se preocu pa em aplicar essas regras para uma in terpretação correta. O exegeta é aquele que procura tirar seu entendimento do texto. É aquele que extrai o sentido literal ou figu rado do texto, sem dim inuir ou acrescentar qualquer outra interpre tação ao trecho estudado. Pela her menêutica, o pesquisador respeita o significado real do texto e, pela exe gese, ele expõe aquilo que pesquisou. Essas duas ciências não podem faltar no estudo de qual quer professor de ED. Porém, uma ter ceira aliada a estas duas ciências é a homilética. O que é homilética? O grego homiletike significa ensi nar em tom familiar. O termo origi nou o verbo homileo, que significa conversar. Na Igreja Primitiva, espe cialmente a igreja do primeiro sécu lo da Era Cristã, não havia preocu pação com a retórica e com a arte do discurso em público. O que havia, de fato, era um discurso informal den tro dos lares. Era aquele tipo de conversa onde as pessoas tinham li berdade de infor mação. Aposse de textos sagrados, com o pergam i nhos e papiros, era de poucas pessoas, especial mente as que ser viam nos tem plos. Os prim ei ros apósto los e pastores da Igreja utilizavam textos do P entateu co , dos Profetas e dos Salm os, re lacio nados com profe cias re la tiv as à “É essencial despertar a atenção do professor para a necessidade de adquirir conhecim ento da hom ilética, aliada à herm enêutica e à exegese. Essas ciências podem contribuir para um ensino eficaz” pessoa de Jesus Cristo e discorriam comentários sobre o assunto. A formação doutrinária da Igre ja foi sendo formada à medida que o Evangelho crescia e se expandia pelo mundo. As primeiras cartas e epístolas dos Pais da Igreja come çaram a ser lidas pela própria Igre SM \\\. \xv ja. Do segundo século em diante, a igreja foi crescendo, e a necessidade de expor com mais eficiência as men sagens e ensinos exigiu o desenvol vimento da ciência e da arte da ho milética. A preparação de sermões e de estudos bíblicos é de vital im portância na vida da igreja em tem pos modernos. A homilética é importante e in dispensável, não só para os sermões temáticos ou textuais, mas também para ajudar o professor na prepara ção de suas aulas para os alunos. Essa aula exige preparação, organi zação técnica, além dos conheci mentos teológicos necessários para se ministrar um ensino bíblico. Pela homilética, o professor poderá dar uma melhor organização ao seu pla no de aula. Aquilo que chamamos de esboço também podemos deno minar de plano. Por isso, ao prepa rar um plano de aula, o professor pode utilizar os métodos da homi lética. Distinguir papéis O professor precisa saber a dife rença entre pregar e ensinar. Naturalmente, há uma distinção entre pregar e ensinar. O pregador se preocupa com a retórica e a performance da pregação perante um auditório heterogêneo, constitu ído de pessoas diversas, que trazem culturas diferentes. Enquanto que o ensinador se preocupa essencial mente com a didática a ser aplicada para os alunos. É evidente que tanto para o pregador quanto para o ensinador, as técnicas homiléticas são indispensáveis. A forma de pre paração de um ser- ,\c"' '• vo vo.'*, mão exige organização dos pensa mentos, das idéias, dos conceitos em forma lógica, cronológica e estética. Quanto à forma lógica, nos referi mos a fazer com que os pontos e subpontos tenham relação entre si. A ordem deve ser crescente, não de crescente. Isto é, desenvolve-se o as sunto partindo dos pontos negativos para os positivos, dos fracos para os fortes. Q uanto à forma cronológica, o esboço ou plano de aula obedece a uma evolução dos pensamentos, ponto por ponto até chegar ao objetivo principal da lição (ou da mensagem). Ao invés de um emaranhado de pensamentos numa folha de papel, o que torna quase im possível saber onde encontrar a se- qüência de idéias, o professor (ou pregador) organiza seu plano de aula de forma a dar destaque aos pontos principais e seus subpontos. A ordem de estética diz respeito a or ganizar o plano (ou esboço) de for ma a facilitar a leitura do fio das idéi as de modoclaro e limpo. O ensinador é semelhante a um jardineiro que cuida de um cantei ro. Ele se preocupa com o cresci mento das plantas. O professor se preocupa com o crescim ento dos seus alunos. Por isso, ele precisa es tar preparado. O professor precisa aprender a depender de Deus. Independente da preparação in telectual, indispensável para o exer cício eficiente da sua atividade de ensinar, o professor cristão precisa, acima de tudo, buscar uma experi ência pessoal com Deus que torne possível uma compreensão maior da Bíblia. Ele precisa evitar passar para os alunos ensinos b íb licos como meras curiosidades espiritu ais. Oração, pesquisa, meditação nas Escrituras são cultivos indispen sáveis para se submeter a Deus as verdades que vai expor aos seus alunos. Princípios básicos de interpretação Existem , pelo menos, quatro prin cípios fundamen tais de hermenêuti ca, os quais todo en sinador precisa co nhecer. Primeiro, todo aquele que ensina ou prega pre cisa estar convicto de que a Bíblia é a Palavra de Deus revelada e inspirada plenamente pelo Espírito Santo. Segun do, todo aquele que ensina a Bíblia pre cisa saber que o texto das Escrituras deve ser interpretado mediante a lei do contexto imediato, remoto, gramatical, histórico, geográfico e doutrinário, além do contexto geral do ensino das Escrituras. Terceiro, não há revelação fora da Bíblia. Toda revelação da von tade de Deus está exposta na Bíblia. Cabe a nós descobri-la. Por isso, o en sinador ou pregador deve estudar o texto também com o auxílio de tex tos paralelos (IC o 2.13). Quarto, aquele que ensina ou prega deve sa ber identificar a linguagem do texto, quando literal ou figurada. Descobrir um símbolo ou uma metáfora, uma parábola ou tipologia, e colocar cada forma de linguagem com sua inter pretação correta. Um dos princípios básicos que deve nortear a mente do professor ou pregador é nunca interpretar as Escrituras à luz das experiências pessoais. Falsas doutrinas e desvi os doutrinários têm ocorrido por que pessoas, inescrupulosam ente, “Independente da preparação in telectual, o professor cristão precisa, sobretudo, buscar uma experiência pessoal com Deus que torne possível uma com preensão m aior da Bíblia” colocam quaisquer interpretações pessoais na igreja. Elas devem ser avaliadas e analisadas à luz daqui lo que a Bíblia ensina. Com esses cuidados o profes sor pode estar certo de que não será instrum ento de heresia. Dicas para saber m ais §s;S ------------ — 1 ROBERT H. STEÍN GUIA BÁSICO pai . Guia dd D.J A f básico para a •? interpretação 'íoinprt00*’11 “ ̂ da Bíblia, de i P ^ r . Robert H. L Stein (CPAD) O pregador eficaz, de Elienai Cabral (CPAD) Como estudar e interpretar a Bíblia, de Raimundo de Oliveira ^«w®oa0u'mA (CPAD) Pastor Elienai Cabral é líder da AD em Sobradinho (DF) e 2° v ice-presid ente do C onselho Administrativo da CPAD. £*6U'*tad<rT'' £ Por Elyseu de Almeida Plano de trabalhoaprovado Especialização de professores e estratégias de evangelismo dinamizam ED em Belford Roxo ais de 450 pessoas, entre professores de ED, semi naristas e membros de diversas igrejas têm par ticipado do Seminário de Escola Domi nical patrocinado pela Assembléia de Deus, no bairro São Bernardo, em Belford Roxo (RJ). O evento acontece todos os anos, na segunda quinzena de setembro. O objetivo é aperfeiçoar e proporcionar subsídios de informação aos professores e obreiros da igreja, além de esclarecê-los quanto à impor tância do ensino na ED. A iniciativa já conquistou assembleianos e irmãos de outras denominações do município fluminense. Pastor José João Pereira, líder da igreja, criou esse seminário ao perce ber a necessidade em investir no pre paro dos professores de ED, capacitan do-os cada vez mais para desempenha rem as suas tarefas. "A igreja só pode crescer se tiver um corpo sadio bem alicerçado na Palavra de Deus. Nesses últimos dias, somente preparando o povo de Deus com a Palavra se conse guirá livrá-lo das heresias que estão en trando nas igrejas pelos falsos obrei ros", analisa o pastor. Já foram realiza dos três seminários. O próximo está sendo organizado. De acordo com presbítero Valcyr José dos Santos, um dos coordenado res da ED local, a cada evento, aumen ta o número de participantes. "Mem bros de outras igrejas tomam conheci mento e fazem suas inscrições. Além disso, os preletores são especialistas nos assuntos pautados", afirma, acres centando que "o seminário não é ne nhum Caped ou Congresso Nacional de Escola Dominical, mas foi inspira do nesses eventos". Ele explica, ainda, que "alguns professores da nossa ED participaram do Congresso Nacional realizado no Riocentro (RJ). Então, eles pediram à direção da igreja para pro mover seminários e oficinas, a fim de repassarem as informações obtidas no evento aos professores que não tiveram possibilidade de estar no congresso". Educação Cristã em pauta O evento tem duração de quatro dias. São escolhidos temas indispen sáveis a quem ensina a Palavra de Deus de modo gradual, sistemático e metódico seja a crianças, adolescen tes, jovens ou adultos - sempre ob servando-se os princípios doutriná rios das Assembléias de Deus. Entre os assuntos abordados estão: O desa fio da educação cristã na igreja e na fa mília, Como aperfeiçoar a Escola Bíblica D ominical, Como identificar seitas, Transformando vidas através da educa ção cristã e Redescobrindo o Livro da Lei através da Escola Dominical. Durante as oficinas, são realizadas demonstrações com flanelógrafos, fan- toches, murais, exposições de trabalhos manuais e de materiais didáticos ne cessários ao ensino nas classes infanto- juvenis. As técnicas desenvolvidas aju dam os professores a elaborar esboços que os possibilitem ministrar as aulas de modo objetivo, bem como criar e uti lizar os fantoches em classe. O interesse pelo seminário revela a responsabilidade da igreja em prepa rar novos obreiros, professores e futu ros líderes. Por esse motivo, a AD criou um curso de três meses, com aulas aos sábados, e turmas renováveis de dois em dois meses. São ministradas maté rias relacionadas à educação cristã, à didática do ensino, à metodologia, à te ologia sistemática, além de outros as suntos bíblicos. "A cada dia percebo o interesse de outras denominações em nosso semi nário. Isso porque em nossa igreja houve um grande despertamento. Muitos que procuram se aperfeiçoar no ensino da Palavra de Deus se ma triculam no Curso de Preparação para Professores e Liderança, patro cinado por nós. Hoje, quase todos os professores estão habilitados para ensinar na ED. A escola precisa de bons professores a fim de poder cres cer e se desenvolver. As aulas preci sam ter conteúdo, senão ninguém com parece", afirm a evangelista Eliseu Ribeiro, um dos coordenado res da ED local. A Escola Dominical A AD em Belford Roxo tem classes dirigidas ao maternal, infanto-juvenil, adolescentes, jovens e adultos. Todo o material didático utilizado nas classes faz parte do currículo proposto pela CPAD. A classe de novos convertidos, que reúne alunos acima de 12 anos, uti liza a Revista Discipulado. Depois de passarem pelas 13 lições, os alunos são preparados para o batismo e em segui da, encaminhados para uma classe dentro da sua faixa etária. "A classe de novos convertidos é uma expressão e extensão do amplo trabalho de discipulado. É um traba lho pessoal, ilimitado e flexível. De quatro em quatro meses, temos deze nas de pessoas para batizar, que são alcançadas para Cristo através das equipes de evangelismo e dos alunos das classes da ED", declara pastor José João, explicando que "através do cur so para professores e do seminário, podemos entender o real significado de um cristão ser discipulado. Quem não é discipulado não pode fazer discí pulos. Por isso, Jesus disse: Ide, fazei discípulosde todas as na ções". Como forma de incentivar a ED, a igreja faz a cada trimestre um le vantamento do número de alunos ma triculados. As classes que tiveram a maior freqüência de alunos matricula dos, o maior número de visitantes, a maior quantidade de Bíblias e de re vistas da ED e, ainda, a que mais con tribuiu com ofertas recebe pontuação nesse levantamento. Para os alunos que mais compareceram, a igreja premia com diversos brindes. Entre eles, um exemplar da Bíblia de Estudo Pentecostal, um dicionário bíblico e livros para pes quisas. A classe que tiver no trimestre o maior número de freqüência e lide rar todos os itens do relatório, recebe no trimestre seguinte as revistas de Li ções Bíblicas gratuitamente. Para isso, mais de 10 alunos da classe precisam comparecer aos sete domingos na ED. Classes ativas na evangelização Cerca de 70 por cento dos membros da igreja estão matriculados na ED, cuja superintendência está dividida entre pastor José Alves Boaventura, evangelista Eliseu Ribeiro e presbítero Valcyr José dos Santos. Para chegar ao alvo dos 100 por cento de membros ma triculados, essa equipe vem preparan do os professores, dotando o departa mento de material didático e constru indo um prédio de três andares. O pro jeto pretende criar nove salas de aulas, onde, aos domingos, serviriam às clas ses, e nos dias úteis, ao Seminário Teo lógico Maior, um sonho que pastor José João deseja realizar. Uma vez por mês as classes fazem um evangelismo em massa pelas ruas e bairros próximos da igreja, ocasião em que convidam a comunidade a par ticipar da ED e dos cultos. Para tornar a estratégia possível, foi necessário um ajuste no horário da ED, que nas devi das datas começa mais cedo e termina às 10 horas da manhã. Em seguida, to dos os alunos, desde os menores até os mais idosos, saem às ruas com folhe tos. "Quando esse trabalho era feito à tarde, poucos compareciam para o evangelismo. Mas, depois que o horá rio mudou, todas as classes passaram a participar e tem sido uma bênção para muitos. Cada classe fica respon sável por uma área do município, di vidido em zona norte, sul, centro, leste e oeste. No final do evangelismo, to dos voltam alegres pelo sucesso de ver o objetivo alcançado", analisa evangelista Eliseu. Um outro fator de crescimento da ED é a motivação dos professores. A maior parte do corpo docente da AD em Belford Roxo fez curso teológi co, além de se especializar em cursos destinados ao ensino. Na opinião do presbítero Valcyr, o curso de desen volvimento e aperfeiçoamento para professores da ED tem sido muito po sitivo. "Muitos tiveram o ministério despertado, além de terem experimen tado um avivam ento esp iritu al", exulta, -«e2* Reparando as colunas Analisar minuciosamente a estrutura da ED pode gerar mudanças expressivas para o êxito do departamento de ensino S em dúvida, a Escola Dominical é a maior agência de educação cristã. Se em sua classe você observa que o ensino tem levado seus alunos a com preenderem a direção que devem se guir, fazendo-os sentir desafiados a aplicar os ensinamentos em suas vi das, e, ainda, se você sentir que a igreja está sendo beneficiada com o estudo das Lições Bíblicas a cada domingo, então sua ED alcançará a frutificação. Será "como a árvore plantada junto a ribeiro de água", que não cessa de ter novos galhos, novas folhas e novos frutos, que contêm novas sementes. Para que haja colheita das utilida des de um ministério que compreen de o valor do ensino cristão, faz-se ne cessário analisar o que temos semea do. Essa análise consiste em uma re flexão sobre três pontos: Missão O que precisamos realizar? Visão O que pretendemos alcançar? Mudança Promovendo novos padrões? Precisamos realizar A estrutura organizacional da ED tem de ser compatível com os desafi os colocados pelos novos tempos. Hoje, encontramos como exigências estruturas ágeis, flexíveis e simples, ■ ______________________________ que venham favorecer a comunicação, a integração e a participação de todos os envolvidos. Tais exigências devem também ser adequadas ao propósito da igreja. Assim sendo, antes de en tendermos o que precisamos realizar, deparamo-nos com alguns questiona mentos: Para que existimos? Eis a questão. Fazemos parte de uma operação-res- gate, tanto espiritual como social; tan to de indivíduos como da sociedade (Mt 5.13-16). Qual o nosso propósito? Favorecer o crescimento dos cristãos e preparar obreiros para a relevante missão de pregar, batizar e ensinar. Existimos para suprir que necessida des da sociedade? Jesus é o nosso referencial. Em Marcos 6.34, a Bíblia conta que o Senhor viu a multidão como ovelhas sem pastor e teve gran de compaixão daquele povo. A ED foi criada como poderosa agência para transformar a sociedade, através do indivíduo transformado por Cristo. Ela surgiu em um estado de degrada ção na Inglaterra. O Brasil está viven do o mesmo problema. Precisamos preparar professores capazes de rever ter esse triste cenário. Responder aos questionamentos acima nos dá condições de estabele cer uma ligação com o propósito his tórico da Igreja de Jesus, além de tra çar parâmetros para avaliação de oportunidades e desafios. Para defi nir com rigor a nossa missão, é neces sário avaliar alguns aspectos: • Se existe clareza para que a mes ma seja compreendida por todos. •Se expressa de forma resumida, precisa e ampla o que a igreja se pro põe a fazer. •Se delimita quais os benefícios que se deseja prestar à sociedade. • Se gera um quebrantamento dos líderes e uma submissão ao senhorio de Cristo. • Se há um melhor relacionamento dos líderes com os liderados. •Se estão extintas características pessoais que atrapalham o crescimen to do Reino, tais como a autoridade abusiva, já que o maior deve ser ser vo de todos (Jo 13.1-17); o uso da egocentricidade, da ditadura; e, ain da, o não querer ouvir, quando a ori entação bíblica é que devemos nos centrar nas necessidades dos outros (Fp 2.3-6). Precisamos reconhecer as poten cialidades das pessoas, criando uma atmosfera para o surgimento de no vos líderes. Para tal é necessário "d escer do p ed esta l", prom over oportunidades, estabelecer metas e descobrir o horizonte de cada um. Outro ponto fundamental é sondar o caráter dos líderes em perspecti va. Assim, devemos procurar um lí der cujo perfil reúna otimismo, sub missão, potencial de crescimento, responsabilidade no cumprimento total das determinações, lealdade, integridade, disciplina e visão glo bal da obra. Pretendemos alcançar? Conforme João 15.16, pretendemos alcançar a frutificação. Nesse ponto, a visão é a habilidade de projetar dire ção ou perceber alguma coisa não re alizada. Ela pode ser: Válida - Para ter uma verdadeira visão espiritual é preciso sabermos se estamos coerentes com a Palavra, o trabalho e a vontade de Deus. Individual - Deve ver coisas, neces sidades e pessoas. Ver o que Deus quer fazer. Intensa - Deve haver um compro misso profundo. Quando estamos comprometidos com um projeto, de vemos permanecer nele e esperar até que Deus nos dê outra visão. Operativa - Sair da teoria para a prática. Notável - Deve ser digna da aten ção dos outros. Deixar de ser um visi onário, e ser um líder. A ED é um es paço precioso para a educação. E edu car é algo da maior importância. Se ti vermos a visão que a avó e a mãe de Timóteo tiveram (2Tm 1.5), nossa ED será excelente! Mas, que visão preci “O despreparo de alguns professores tem sido a causa de m uitos se sentirem desm otivados em re lação a ED” samos ter? Que é educar... a) Instruir: A instrução é a base so bre a qual todo "edifício" moral e es piritual será erigido. É o fundamento de uma vida, é aquilo que dará pro fundidade e sustentação a nossa fé. É habilitar o cristão ao desenvolvimen to de um ministério eficiente. b) Formar: A instrução gera fé ge nuínano coração e forma em nós o ca ráter de Jesus. Um dos grandes pro blemas do povo evangélico está em dar ênfase à manifestação dos dons em detrimento do caráter e da mani festação do fruto do Espírito (2Tm 3.15 e G1 5.22). c) Transformar: A educação que instrui e forma, transforma profunda mente a vida do educando. Foi exata mente isto que aconteceu na vida de Timóteo. A educação recebida trans formou Timóteo em um servo de Je sus pronto para ser consagrado ao ministério. A visão de educação há de deter minar o rumo de nossa ED. Sem uma visão correta, por parte da liderança da igreja, toda a estrutura de educa ção bíblica estará comprometida. Estrutura didática-pedagógica Quem entende de educação são os educadores. Foram estes que es tudaram e se preparam para atender as necessidades nesta área. Para do tarmos a ED dessa estrutura, preci samos de um educador para nos au xiliar nessa tarefa. Hoje não pode mos prescindir de uma supervisão pedagógica em nossa ED. A falta da mesma tem feito, muitas vezes, com que caíamos na mesmice e na repe tição que cansa e desestimula. Deve mos melhorar aquilo que já vem sen do feito com amor, dedicação e com petência. Para tanto, precisamos de uma estrutura dinâmica, eficaz e atu al, a saber: Um currículo contextualizado. O êxi to de uma classe de ED hoje em dia depende muito daquilo que está sen do estudado. Cada faixa etária tem uma necessidade diferente. A super visão pedagógica da ED juntamente com a superintendência local e o pas tor da igreja irão analisar o currículo que está sendo aplicado, a fim de ela borar um plano que atenda as expec tativas dos alunos. Assim a ED se tor nará mais atraente e, naturalmente, mais freqüentada. Treinamento de professores. Outra tarefa importante da supervisão pe dagógica é o treinamento de profes sores. O despreparo de alguns pro fessores tem sido a causa de muitos se sentirem desmotivados em rela ção a ED. Não podemos suportar mais uma aula em que o professor fala o tempo todo, ou, às vezes, lê a revista num ritmo maçante, provo cando sono em toda turma. Com um treinamento adequado, esses profes sores poderão vir a ser ótimos e suas classes motivadas e repletas. Controle de qualidade. Se o mundo dos negócios busca a qualidade de seus produtos terrenos e temporais, quanto mais nós devemos buscar a qualidade naquilo que é celestial e eterno! Só com uma supervisão pe dagógica poderemos realizar uma avaliação em nossa ED que nos per mita perceber erros e acertos, corri gindo aqueles e otimizando estes. Fazendo assim , nossa ED terá chances de melhorar e crescer. Direcionar com a visão Gerenciamento não é liderança. Líderes ocupados com gerenciamen to acabam negligenciando a função de liderar. Nossa visão deve estar voltada para um claro retrato men tal do futuro. Lançando a visão, es taremos assegurando a maior parti cipação, aceitação e credibilidade por parte dos liderados. Estruturas presas por organogra mas, estatutos e regimentos tendem a fracassar por falta de visão. O mun do está em busca de direção. As pes soas não sabem para onde estão indo. O povo de Deus espera que seus líderes saibam. Ser grande e ousado O tamanho da visão determina a qualidade dos resultados e o nível dos líderes e liderados. Se as pesso as não forem desafiadas além das suas possibilidades, é provável que nunca farão o que seriam capazes de fazer. "Se a sua visão é para um ano, plante cereal. Se a sua visão é por uma década, plante uma árvore. Se a sua visão é para toda vida, plante pessoas", diz um provérbio chinês. É hora de despertar para uma visão nítida do que está acontecendo. E hora de repensar as perdas irreparáveis. Deus está interessado em renovar o seu povo. Novos padrões Apesar da existência da ED ser uma benção em nossas igrejas, cremos que algumas mudanças deverão ser leva das a efeito para torná-la mais atraen te e contextualizada. Esse processo re quer: Envolvimento: Quanto maior o envolvimento, maior o direito de pro priedade, e assim a mudança deixa de ser minha e passa a ser nossa. Análise e síntese: Temos que olhar toda a organização e não apenas um segmento dela. Cada medida que se to mar com relação às partes, deve ser apoiada na compreensão do todo. Compreensão das forças repressoras e impulsoras: É preciso fortalecer as for ças impulsoras e examinar se as forças repressoras são positivas ou negativas. Formação de líderes: Tornar novos lí deres hábeis, capazes de desempenhar a função com denodo. "Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas", Jo 14.12. Será que nós, obreiros, estamos dispostos a aceitar esse grande desa fio? Se queremos formar líderes, preci samos tirar tempo para conversar com os aspirantes sobre seus objetivos, ten do cuidado para não cairmos em favo- ritismos pessoais. Devemos também observar as potencialidades do grupo para o futuro, preparando pessoas que tenham condições de acompanhar um crescimento. A formação de uma gera ção de líderes envolve consagração, oração, jejum e sofrimento. Planejamento: Planejar é a arte de fazer com que as coisas aconteçam. E prever um curso de ação, reunindo meios e recursos materiais e huma nos distribuídos racionalmente em harmonia. Oração: Ore antes de qualquer em preendimento. Ore sem cessar. Um lí der cristão maduro espiritualmente estará preocupado todo o tempo com esta transição. Por isso fará da oração sua bússola norteadora. "Pois será como a árvore plantada junto a ribei ros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prospera rá", SI 1.3. Frutos que permaneçam A ED não existe por existir. Ela exis te com e para uma finalidade específi ca de acordo com a nossa visão - ins truir, formar e transformar. Isso vem acontecendo mesmo? A igreja está sen do instruída na Palavra? Cabe àqueles que têm sido escolhi dos por Deus para esse ministério, questionar, criticar e avaliar, a fim de que seja possível introduzir as mudan ças que realmente façam sentido e tor nem a ED uma verdadeira escola que instrua, forme e transforme seus alu nos a imagem e semelhança de Jesus. Que para tanto o Senhor nos ajude. Se quisermos conquistar o padrão de fru tificação da Escola Dominical, não po demos nem devemos deixar de lado nossa visão futurista. Essa visão deve ser alinhada com a vontade de Deus; desafiadora, motivando as pessoas a fazerem grandes coisas; geradora de entusiasmo e de anseio por mudanças; clara e compreensível por todos e fo calizada no futuro. Finalmente, se buscarmos padrão em nosso objetivo de dar frutos junto a ED, precisamos colocar no lugar cer to a pessoa certa. Todo crente está apto para adorar a Deus, no entanto, nem todo crente foi por Ele escolhido para uma missão especial. Precisamos de pessoas com evidências de um verda deiro adorador (Jo 4.19-23) e que te nham nascido de novo (Rm 6.5-10); pessoas submissas, que se sujeitem aos outros no temor de Cristo como conse- qüência de uma vida cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-21), e que possuam um coração de servo, coração transforma do, limpo, pronto para servir. Jonas Batinga é bacharel em Educação Cristã e evangelista na AD em Curitiba. 08 00 -7 01 -7 37 3 Nao há tradução que se compare a ler uma obra no original Gordon Chown Gramática Hebraica Gordon Chown Este livro foi escrito para aqueles que desejam ler e entender o Elebraico, a língua no qual o Antigo Testamento foi escrito. Tão antiga quanto singular, esta língua possui seu próprio alfabeto - que usa sinais e traços distintos e não tem vogais. N as 105 lições apresentadas, você poderã aprender o alfabeto hebraico e os sinais gramaticais baseados em palavras descritas na Bíblia e construções verbais através de tabelas e exercícios. Form ato 14x21 cm / 256 pãginas O livro contém : - Alfabeto hebraico e os sinais massoréticos- Construções verbais - Tabelas de declinações verbais - Exercícios com textos bíblicos escritos em hebraico - Tradução das palavras utilizadas em cada lição O A utor O pastor Gordon Chown é professor de hebraico há quase 40 anos, tradutor e consultor de diversas obrais teológicas. Missionário britânico no Brasil, vive atualmente em Sáo Paulo. Traduziu as notas da Bíblia de Estudo Pentecostal e é autor do livro O Espírito Santo na Vida de Paulo, editados pela CPAD. u á u u - / « y - / i / z YY YY YY . Vw' O i VJL . Cx KJ -L U . . U i | Transformai-voi pela renovação do vo«o entendimento v Plenárias 'S e m in á r io s - O ficinas - Pregações - Exposição PRELETORES Pr. José Wellinqton B. da Costa (SP) Pr. Antônio Dionísio da Silva (MS) Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza (RJ) Pr. Antonio Gilberto (RJ) Pr. Ciaudionor de Andrade (RJ) Pr. Geremias do Couto (RJ) Pr. Eliezer Morais (RS) Dra. Marlene LeFever (EUA) Profa Helena Figueiredo (RJ) Profa Albertina Malafaia (RJ) ProfaRubenita Oyaizu (SP) Pr. David Nascimento (RO) Prof. Marcos Tuler (RJ) Profa Débora Ferreira (RJ) A CONTINUAÇÃO DE UM PROJETO QUE NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS! •Mm/ ’á sua caravana! Informações: (21)2^06-7)23 / 2|»06-7I»00 Fax: (21)21i06-73M / www.cpad.com.br http://www.cpad.com.br