Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

icrementar
A partir desta
edição:
Bíblicas
Subsídios para as 
Lições Bíblicas
Mapas e informações 
aprofundadas sobre o 
tema estudado no 
trimestre
Dinâmicas 
de grupo para
Ano 3 - n° 10 - e n s in a d o r@ cp a d .co m .b r - R $ 4 ,5 0
mailto:ensinador@cpad.com.br
LLL LJV̂VVLI ILU WJ U\nVV7J
MAX LUCADO
Assista dos soldddos empurrdrem o Cdrpinteiro no chão e esticdrem seus brdços contrd ds vigds. 
Um pressiond o joelho contrd o dntebrdço e segurd sud mão. |esus voltd seu olhdr pdrd o crdvo no 
momento exdto em que o soldddo levdntd d mdrretd pdrd fincdr o crdvo. Ele sdbid que o preço de 
todos dqueles pecddos erd d morte. Ele sdbid que d fonte de todos dqueles pecddos erd você, e, umd 
vez que ele não poderid suportdr d eterniddde sem d sud compdnhid, ele escolheu os crdvos.
160 p agin as / 14,4 x 2.2.,fc m
Nas livrarias evangélicas ou pelo:
^ 0300- 789-7172 w w w . c p a d . c o m . "br.
http://www.cpad.com
á alguns anos, quando ainda 
cursava seminário teológico, 
deparei-me com a Educação Cristã, 
com a qual empolguei-me cada vez 
mais. Entretanto, certo dia, enquan­
to lia a Bíblia de forma devocional, 
meus olhos pararam no texto de Tiago 
3.1. Confesso que fiquei apavorado ao 
refletir sobre a profundidade das pa­
lavras do apóstolo, assim como, tal­
vez, o estimado leitor tenha ficado, 
caso tenha ponderado nelas: "Meus 
irmãos, muitos de vós não sejam mes­
tres, sabendo que receberemos mais 
duro juízo''.
Segundo a advertência do após­
tolo, a tarefa do ensinador cristão não 
c algo aleatório, mas definitivo para 
a edificação do Reino de Deus nos co­
rações e, de acordo com o texto su­
pracitado, a responsabilidade do pro­
fessor [mestre] é singular, uma vez 
que o ensinador é impelido a falar, ao 
mesmo tempo em que a língua é o 
membro mais difícil de ser dominado 
(Tg 3.2). Tiago nos ensina que é ne­
cessário ter muito temor ao aspirar 
tal responsabilidade, pois é através do 
ensino que aproximamos ou afasta­
mos uma vida dos caminhos do Se­
nhor.
Com a proposta de fornecer com­
bustível para o constante aperfeiçoa­
mento que é requerido aos mestres pe­
los alunos e pelo Senhor, preparamos 
a presente edição de E n sin ad or 
C ristão com esmero e temor diante 
do Salvador.
Como novidade, Ensinador pas­
sa a contar com artigos fixos, em to­
das as suas edições, de pastor Anto- 
nio Gilberto, onde ele estará abordan­
do assuntos pertinentes à edificação 
e crescimento da ED. Na seção Boas 
idéias, a articulista c professora Dé­
bora Ferreira, da Escola de Missões 
das Assembléias de Deus (Emad), es­
tará fornecendo sugestões de dinâmi­
cas para que a sua aula fiq u e 
incrementada.
Outra modificação que imple­
mentamos está na seção Conversa 
Franca. A entrevista será sempre 
com o comentarista do trimestre. 
Com isso, esperamos aproximar nos­
sos leitores de quem produziu o tex­
to das Lições Bíblicas dirigidas aos 
jovens e adultos. Além do mais, 
estamos oferecendo páginas específi­
cas com subsídios para que a sua aula 
fique cada vez mais aprimorada e 
contextualizada.
Como não poderia deixar de ser, 
apresentamos artigos pautados em 
cima das necessidades da ED moder­
na. Entre eles: Como manter seu 
aluno atento e interessado?, da 
psicóloga Valéria Gonçalves; Hábi­
to de Leitura, da professora Maria 
Lúcia Fonseca, de Belém do Pará; Re­
p a r a n d o as colunas, de fonas 
Batinga; e Aliadas do professor, 
por pastor Elienai Cabral, onde ele 
trata a hermenêutica, a homilética e 
a exegese como apoio na elaboração 
do plano de aula.
Em cada página, há muito mais 
do que caberia aqui, em nossa apre­
sentação. Esperamos que a leitura de 
Ensinador C ristão continue sendo 
uma ferramenta de valor à realiza­
ção da tarefa urgente de ensinar a Pa­
lavra de Deus.
Ç&ic^e de s4ttdn<zde
Presidente da Convenção Gerai
José Wellington Bezerra da Costa 
Presidente do Conselho Adm inistrativo
Antonio Dionísio da Silva
Diretor-executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza 
Gerente de Publicações
Claudionor Corrêa de Andrade
Gerente Financeiro
Walter Alves de Azevedo
Gerente de Produção
Ruy Bergsten
Gerente de Vendas
Cícero da Silva 
Editor-chefe
Antônio Pereira de Mesquita 
Editor
Jorge de Andrade 
Redatora
Andréia Di Mare
Designer Gráfico
Rafael Paixão
Fotos
Solmar Garcia
Atendim ento a igrejas
Max Leal, Jefferson Freitas e Osman Bernardo
Atendim ento a livrarias
Alex Teixeira, Elinéia Schueng, Lucimar Rangel, 
Ricardo Silva e Francisco Alexandre
Atendim ento para assinaturas
Francis Reni Hurtado
Fone 21-2406.7416
SAC - Serviço de atendim ento 
ao consum idor
Andréia Célia Dionísio 
Fone 0800-701.7373
Número avulso:R$ 4,50 
Assinatura anual: R$ 18,00 
Vendas 0300-789.7172
Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, lançada em novem­
bro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
Correspondência para publicação deve ser endereçada ao Depar­
tamento de Jornalismo. As remessas de valor (pagamento de as­
sinatura, publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A direção é 
responsável perante a Lei por toda matéria publicada. Perante a 
igreja, os artigos assinados são de responsabilidade de seus au­
tores, não representando necessariamente a opinião da revista. 
Assegura-se a publicação, apenas, das colaborações solicitadas. 
O mesmo princípio vale para anúncios.
Casa Publicadora das Assembléias de Deus
D ireção , Redação, A d m in istração , G erên cia C om ercial 
e O ficinas:A v. B rasil, 34 .401- Bangu - CEP 21852-000 
Rio de Janeiro - RJ - Fone 21-2406.7473 - Fax 21-2406.7370 
E-mail ensinador@cp.nj.com.br
mailto:ensinador@cp.nj.com.br
S c c m ã n t O ' Faça já
sua assinatura!
06 Como manter meu aluno atento e interessado? 
26 Igreja sadia e alimentada 
30 Hábito de leitura 
43 Aliadas do professor 
48 Reparando as colunas
Seções
05 Espaço do Leitor
10 ED em Foco
11 Conversa Franca 
14 Especial
17 Exemplo de Mestre
18 Antonio Gilberto 
22 Reportagem
25 Música
29 Sala de Leitura 
34 Boas Idéias 
36 Nacional 
46 Em evidência
IP?' s.
Kevista
Ensinador Cristão
A revista que irá renovar a 
Escola Dominical da sua igreja 
Agora vem com:
- Novo design, novas seções.
- Subsídio para o professor 
de Lições Bíblicas.
- Dinâmicas para incrementar 
sua aula;
- Entrevista com comentarista 
de Liçõe Bíblicas
- Pr. Antonio Gilberto escreve 
aos professores.
52 Páginas
Formato: 20,5 x 27,5 cm 
Periodicidade: Trimestral
Lições Bíblicas
38 Subsídio de Oséias lp? y ) % 7 W
Preço avulso = R$4,50 
Assinatura Anual = R$19,80
Assinaturas em uma de nossas filiais ou pelo
0300- 789-7172
Visite a Livraria Virtual CPAD 
www.cpad.com.br
CB©
http://www.cpad.com.br
O exemplo de Barnabé
Ao ler sobre o personagem 
Barnabé, em Exemplo de Mestre, 
na Ensinador Cristão n” 9, 
concordei imediatamente que 
nossas igrejas carecem de pessoas 
como ele. O fato de ele se dispor 
em conhecer o outro lhe dava 
uma noção mais clara de como é 
o ser humano, sujeito a falhas. 
Tanto foi assim, que ele próprio 
foi capaz de assumir um erro, 
apesar das virtudes de ser amigo 
e encorajador. O que acontece é 
que, muitas vezes, o orgulho nos 
impede de ver o quanto pó e 
cinza somos.
Luiz Carlos Teixeira 
-Nova Iguaçu (RJ)
Ensino-aprendizagem
Sou membro da Igreja 
Pentecostal de Nova Vida em 
Copacabana e observo que 
através de entrevistas, reporta­
gens e artigos, a revista 
Ensinador Cristão vem somando 
especialmente na formação de 
milhares de professores de Escola 
Dominical de nosso país. Com 
isso, têm os levado a possuir 
excelentes recursos, que aplica­
dos nas aulas bíblicas fazem um 
grande diferencial na ministração 
da Palavra de Deus, quanto ao 
processo de ensino-aprendiza- 
gem.
Marcos Pereira F. de Sá 
por e-mail, Rio de Janeiro (RJ)
A força da intercessão
Quero parabenizar os irmãos que 
compõem a equipe da Ensinador
passando aos leitores a melhor 
coisa que existe: ensinar a 
Palavra de Deus a todas as 
nações.
Edna Morais
por e-mail, João Pessoa (PB)
Alicerce seguro
Participo da equipe deevangelismo 
na igreja onde congrego e desejo 
que vocês possam passar mais e 
mais conhecimentos e experiências 
para continuar nos proporcionando 
fortes alicerces na obra de Deus.
Noemi Rios dos Santos 
por e-mail, São Paulo (SP)
Nota 10
Agradeço a Deus pelo privilégio de 
termos em nossos dias uma revista 
voltada aos interesses da Escola 
Dominical. Ensinador Cristão é 
nota 10! Que o Senhor continue 
abençoando a todos. Aproveito 
para perguntar como posso obter 
as edições da Ensinador que já 
foram publicadas?
Boanerges S. Filgueira Santos 
Parauapebas (PA)
Ensinador responde
Agradecemos sua participação e 
informamos cjue para adquirir os números 
antigos da Ensinador Cristão, basta ligar 
para o Departamento Comercial da CPAD, 
através do telefone 0300^789.7172.
Assinatura
Éstou precisando das seguintes 
informações: como fazer a assinatu­
ra da revista Ensinador Cristão e se
ela é vendida nas bancas?
José Roberto da Silva 
por c-mail (RN)
Ensinador responde
Cristão pelo brilhante trabalho 
feito durante 2001, junto à 
comunidade acadêmica cristã. Na 
qualidade de professora de 
Escola Dominical fui muito 
abençoada e, em retribuição, me 
comprometo a orar por vós, para 
que continuem em comum 
acordo com o Espírito Santo,
Prezado leitor, nosso material ainda 
não está disponível nas bancas de jornais, 
mas teremos grande prazer em atendê-lo no 
Setor de Assinaturas da CPAD. Para 
assinar qualquer um dos nossos periódicos, 
basta ligar para 21-2406.7416 ou 
0300-789.7172.
Comunique-se com a Ensinador Cristão
Por carta: Av. Brasil, 34.4Ú1, Bangu - 21852-000, Rio de Janeiro/R] 
Por fax: 21-2406.7370 
Por e-mail: onsinador@cpad.com.br
Sua ofti*tíão. é frana $tS&!
D ev id o às lim ita çõ e s d e e sp a ço , as ca r ta s serão 
selecionadas e transcritas na íntegra ou em trechos 
considerados m ais significativos. Serão publicadas as 
correspondências assinadas e que contenham nom e e 
endereço com pletos e legíveis. N o caso de uso de fax 
ou e-m ail, só serão publicadas as cartas que inform a­
rem tam bém a cidade e o Estado onde o leitor reside.
mailto:onsinador@cpad.com.br
Como mantei
»ito& int
Elaborar aulas que vençam a ap 
principais desafios para
E m se tratando de sala de aula, temos que estar pre­ocupados com um elemen­to fundam ental, sem o 
qual não existiria escola: o aluno.
Como é de nosso conhecimento, a 
igreja é cristocêntrica. Seu centro é Je­
sus e a sua Palavra, não os pressupos­
tos ou caprichos humanos. Dessa for­
ma, a escola dentro da igreja deve se 
preocupar em seguir a Bíblia Sagrada 
como livro-texto e alcançar melhor 
cada aluno.
A Bíblia por si só já é um livro 
maravilhoso e completo. Entretanto, 
como nós somos seres limitados - com 
dificuldades, facilidades e dúvidas - , 
não podemos deixar de pensar em 
maneiras mais eficazes de transmitir 
estes ensinamentos.
Na medida em que eu, enquanto 
professor, me esforço para alcançar 
melhor o meu aluno, este vai estar, 
conseqüentemente, mais motivado, 
interessado e atento às aulas. Para 
isso, há a necessidade de que o es­
tudo oferecido seja atraente e dinâ­
mico.
Cada aluno espera receber um en­
sino interativo e participativo. Um 
ensino que aborde a sua realidade e 
que, ao mesmo tempo, aponte as ver­
dades bíblicas.
Surge, então, a pergunta: como 
manter meu aluno interessado e aten­
to? Vejamos alguns passos a serem 
seguidos.
Agir com dedicação
Ouvimos, em certa ocasião, alguém 
falar algo interessante: o tempo em que a 
aula ficará retida na mente do aluno é 
proporcional ao tempo que o professor 
gastou para prepará-la. Você pode até não 
concordar com essa afirmativa, mas não 
dá para negar que tem sentido!
E por quê? A Bíblia nos diz que "se é 
ensinar, que haja dedicação ao ensino", 
Rm 12.7. Logo, um professor dedicado 
não ministra aulas rotineiras, improvisa­
das e divorciadas da Palavra de Deus.
Tal dedicação não pode ser mensu­
rada instantaneamente. Porém, a vida 
dos meus alunos vai traduzir exatamen­
te a extensão da minha dedicação. Esta 
é a diferença da pregação, cuja resposta 
para aquilo que se fala é imediata, en­
quanto no ensino o efeito surge a médio 
e a longo prazo. A pregação é a força que 
levanta, e o ensino é o poder que sus­
tenta.
Atender as necessidades
Di7 respectiva faixa etária: Em cada 
fase da existência, o homem tem deter­
minados prismas, pelos quais vê a vida 
e seus fatos. O professor não pode ig­
norar que seu aluno é um adolescente 
ou idoso, por exemplo. O ideal é que 
ele esteja preocupado em atingir seu 
aluno como um ser total, com toda a 
"bagagem" trazida com a faixa etária 
na qual se encontra.
r meu aluno
atia dos alunos ainda é um dos 
uma ED de qualidade
De respectivo estado civil: O professor 
deve estar sempre atento às lições espiritu­
ais que o tema estudado está trazendo. De 
igual modo, sempre que possível, é impor­
tante fazer aplicações à vida de solteiro, ca­
sado ou viúvo, ou ainda ambos, de acordo 
com a característica da classe. Afinal, o alu­
no precisa de um ensino integrado e ade­
quado a sua realidade pessoal.
Psicológicas: É fundamental termos 
sensibilidade para sabermos não só o 
que vamos falar com as pessoas, mas 
como vamos falar. Devemos estar preo­
cupados com a maneira com que nos 
dirigimos às pessoas, aos nossos alunos. 
Cada ser humano é único. Ele possui 
anseios, dúvidas, questionamentos e 
posicionamentos.
O professor não deve, em hipótese 
alguma, negligenciar este fato. Para 
isso, se faz necessário o uso de uma lin­
guagem adequada, a fim de que a co­
municação não venha a ser uma barrei­
ra na transmissão e recepção do ensi­
no. Jesus certa vez usou a expressão 
"vos farei pescadores de homens", Mt 
4.19, falando a pescadores por profis­
são. Aqueles homens, apesar de 
indoutos, logo entenderam o que Ele 
queria dizer. Que exemplo maravilho­
so do nosso Mestre!
Espirituais: E necessário que o aluno 
receba alimento, não um "óculos ver­
de". O que queremos dizer? É simples. 
Seja qual for a questão a ser abordada, 
o livro-texto tem que ser a Bíblia. O 
"óculos verde" funciona como uma for­
ma de mascarar o assunto, uma tentati­
va de enganar ou driblar o ouvinte.
Este óculos funciona, também, como 
o resultado da atenção dada às idéias e 
opiniões meramente humanas. Em outras 
palavras, não podemos nos deixar levar 
pela nossa ansiedade ou desejo de dar 
uma determinada resposta para o aluno. 
O "óculos verde" é necessário quando o 
que se tem a oferecer é apenas "capim 
seco", que é o significado das palavras 
meramente humanas, pronunciadas sem 
inspiração ou direção de Deus.
Se a resposta que damos a nossos 
alunos não estiver de acordo com a Pa­
lavra de Deus, devemos simplesmente 
ignorá-la e, em tempo algum, passá-la 
para o aluno. Isto tudo porque é de 
Deus que vem a resposta certa - não de 
mim. É Deus quem tem a resposta cer­
ta, o alimento adequado, o "capim fres­
co" para a ovelha faminta.
O professor tem que ter isso muito 
claro na sua mente e no seu coração: 
ele é apenas o canal. O ato de lecionar 
deve ser um ato de aprendizagem, 
onde, entre outras coisas, 
aprendemos a ser a 
voz - apenas a voz! O 
aluno, tal qual uma 
ovelha, vai à ED para 
receber alimento, que 
deve ser verde e fresco.
Se estivermos atentos a 
Palavra de Deus será este 
o alimento que nossos alu­
nos encontrarão.
Disposição 
para ensinar
Aluno e professor devem estar ávi­
dos e interessados naquilo que Deus re­
servou para ambos, e não no que o ho­
mem pensa ou pressupõe.
Na passagem de Atos 8.30-31 fica 
clara a intenção de Deus em nos mos­
trar a necessidade do processo ensino- 
aprendizagem. "Como poderei enten­
der, se alguém me não ensinar?" À me­
dida que o aluno, que está ávido para 
aprender, encontra alguém disposto a 
lhe ensinar, ele vai estar cada vez mais 
motivado e interessado nas aulas. Ele 
vai se sentir como parte do processo, e 
não um mero convidado. É isso que o 
professor precisa cultivar a cada do­
mingo. O aluno precisa se sentir à von­
tade, "em casa",para ouvir, falar, 
aprender e ensinar. Ele precisa sentir 
que faz parte do processo. Só então se 
sentirá integrado e estará atento e mo­
tivado.
Note que nos referimos ao aluno 
como alguém que também ensina. Sabe 
por quê? Eu, enquanto professor, tam­
bém aprendo com o meu aluno. Esta re­
lação é o "carburador" do processo en- 
sino-aprendizagem em sala de aula. Afi­
nal, o professor não é melhor que seu 
aluno. Metaforicamente falando, o pro­
fessor é apenas aquele que lera o livro 
um dia antes.
O professor é alguém que, apesar de 
ter estudado e dominado o assunto, não 
está fechado para aprender mais. Afinal, 
não há pessoa alguma que saiba tudo 
nem existe aquela que não precise apren­
der nada.
1 SrtàCHtzdo-l'
Técnicas e 
recursos adequados
Muitos se preocupam em não se 
mundanizar. Isso é excelente, pois a Igre­
ja do Senhor não pode se deixar conta­
minar ou ser influenciada pelo mundo - 
é a Igreja que deve influenciar o mun­
do! Entretanto, algumas pessoas con­
fundem isto com se modernizar. O que, 
por sua vez, pode ser muito útil e efici­
ente. Logo, nada tem em comum com o 
se mundanizar, que significa se deixar 
contaminar com o mundo, abrindo mão 
da doutrina e da fé.
Em contrapartida, modernizar está 
relacionado ao uso de recursos e meios 
que outrora não tínhamos acesso. Há uns 
20 anos, não usávamos em nossas igre­
jas microfone sem fio. Hoje o fazemos. 
De igual modo, não usávamos a internet, 
o fax, o interfone etc. Devemos investir 
no melhor para satisfazer as exigências 
do aluno. Em uma época onde a 
informática está em toda parte, por 
exemplo, não tem mais sentido eu pedir 
que um aluno datilografe as perguntas 
da revista da ED. Eu posso transcrevê- 
las para uma transparência ou simples­
mente xerocá-las.
É claro que o conteúdo da ED é o 
melhor que pode haver, pois trata-se da 
Palavra de Deus. Porém, precisamos nos 
preocupar com a didática do ensino, a 
maneira como esse conteúdo vai ser 
transmitido.
a) Usar, sempre que possível, recur­
sos instrucionais variados. Não só o qua- 
dro-negro e o giz, mas também a folha 
impressa (mimeografada ou xerocada), 
gravuras, cartazes, vídeos etc.
b) Adotar a linguagem adequada, 
pois não podemos falar um vocabulário 
que iniba os alunos. Usar palavras cujos 
significados sejam desconhecidos para 
a maioria dos alunos, por 
exemplo, só dis­
tancia cada vez 
mais o professor 
da turma. Da mes­
ma forma, devemos 
nos preocupar com 
os erros de portugu­
ês, nos expressando com a concordân­
cia verbal certa, o pronome adequado 
etc.
c) Utilizar a técnica de perguntas, 
muito usada por Jesus. E oportuna, 
uma vez que, além de prender a aten­
ção do aluno, proporciona uma parti­
cipação efetiva destes. Permite tanto 
um melhor entrosamento do grupo 
como uma verificação e fixação da 
aprendizagem, levando o aluno à re­
flexão. E, além disso, dá ao professor 
uma amostra de como está o conheci­
mento dos alunos sobre o assunto abor­
dado (Mt 21.25-26).
Essa técnica, porém, exige muito cui­
dado. As perguntas são para dinamizar, 
não para inibir o aluno a participar. O 
professor, enquanto orientador da apren­
dizagem, deve saber dosar e administrar 
cada técnica ou recurso usado, para que 
não haja confusão ou constrangimento 
desnecessários.
d) Usar recursos audiovisuais como 
retroprojetor, videocassete, gravador etc. 
São recursos atraentes, bons auxiliares 
mas que, como todo e qualquer aparato, 
devem ser usados de forma adequada e 
dosada. O professor, antes de usar qual­
quer um desses equipamentos, deve 
avaliar se fisicamente é viável o uso de 
tal recurso (se há tomadas, luz e espaço 
disponíveis), e se saberá manejar o apa­
relho corretamente.
Aperfeiçoamento
Ficamos tristes ao ouvirmos de de­
terminados professores que 'a lição não 
ajudou' ou então 'aquele assunto é mui­
to difícil'. Não existe lição que atrapalhe 
ou assunto difícil o bastante para Deus! 
Dessa forma, lição alguma tem condi­
ções de servir de impecilho 
para ministrarmos a nossa 
aula. Nenhum assunto é tão 
difícil que não possa ou não 
deva ser comentado. E, de 
igual modo, assunto al­
gum é fácil demais para 
que não seja devida­
mente estudado ou 
preparado.
Independente de haver esses tipos de 
dificuldades, o que se tem a fazer é:
a) Orar e pedir sabedoria a Deus.
b) Estudar o assunto.
c) Ministrar a aula objetivamente, 
tendo cautela para que não se divague 
sobremaneira, fugindo do tema a ser 
abordado.
d) Estabelecer ligações entre os as­
suntos abordados anteriormente, para 
que possa haver uma fixação e aplica­
ção dos conteúdos já ministrados.
e) Procurar aplicar o conteúdo da li­
ção à realidade dos alunos.
f) Fazer uma avaliação: se o resul­
tado for positivo, dar toda honra a 
Deus; se for negativo, voltar ao primei­
ro passo.
g) Nunca se acomodar. Estudar, ler e 
procurar sempre preparar uma aula me­
lhor que a outra - Jesus e nossos alunos 
merecem!
h) Aplicar o que a Bíblia nos ensina: 
"É necessário que Ele cresça e que eu di­
minua", Jo 3.30.
Planejamento
A ED é uma escola onde a maioria 
de suas classes é heterogênea. Reunimos 
muitas vezes, na mesma sala, pessoas de 
classes sociais, níveis de escolaridade, 
situações sorioeconômicas diferentes - 
mesmo que tenham a mesma faixa 
etária.
Dessa forma, é necessário não negli­
genciarmos estas características dos nos­
sos alunos. Atente para o fato de que não 
podem ser vistas como defeitos, e sim 
como características. Assim procedendo, 
vamos identificar os pontos divergentes 
e efetuar a aplicação espiritual a tal clas­
se, enfatizando o que isso nos serve de 
advertência, consolo, orientação e 
edificação. Toma-se, portanto, essencial 
adaptar a lição ao aluno.
Outro aspecto que deve ser conside- 
rado é o que diz respeito a não 
ministração de aulas rotineiras e impro­
visadas. Falamos acima sobre a dedica­
ção. Devería ser automático: se um pro­
fessor é dedicado, não ministra aulas 
sem planejá-las antes. Entretanto, nem
sempre esta é uma rela­
ção adequada.
Isto porque, 
às vezes, o pro­
fessor é dedicado, 
preocupado com 
seus alunos, mas é 
negligente. Por se 
achar experiente no 
assunto a ser aborda­
do, julga não ser neces­
sário um planejamento 
prévio. E este é o vácuo que pro­
porciona uma aula com tendências a 
"colcha de retalhos", isto é, aulas que 
não têm início, meio nem fim. Normal­
mente são aulas onde começa-se com 
um assunto e acaba-se com outro. Ou, 
o que é mais grave, são abordadas cer­
tas indagações durante a aula que ficam 
sem resposta.
E o que fazer para evitar este caos? A 
resposta está em uma única palavra - 
planejamento. Talvez pareça radical, mas 
a expressão é verdadeira: uma aula que 
não fora planejada jamais manterá o alu­
no interessado e motivado.
O planejamento envolve os seguin­
tes itens (didaticamente falando, é cla­
ro, pois antes de mais nada o professor 
precisa orar, se colocar nas mãos do Se­
nhor, bem como apresentar cada aluno 
ao Senhor Jesus):
a) Estudo da lição.
b) Busca de outras fontes de consul­
ta, se necessário.
c) Troca de idéias com outro profes­
sor, se houver oportunidade.
d) Ter em sua mente, de forma clara, 
os objetivos gerais de sua aula (que já 
estão estipulados na revista da E D / 
CPAD).
e) Estipular os objetivos específicos 
da aula, ou seja, é necessário que eu es­
tabeleça alvos mais direcionados para 
minha classe, para minha realidade.
f) Introduzir o assunto de forma bre­
ve e atraente. Introduções longas demais 
não são adequadas, pois tomarão a aula 
repetitiva.
g) Desenvolver uma aula objetiva.
h) Fazer uma conclusão da aula. O 
fechamento não deve ser confundido
com um resumo da aula. É 
apenas a conclusão ou apli­
cação do assunto.
Mudança de 
comportamento
Somente quando o 
meu aluno estiver 
m otivado é que vai 
demonstrar interesse. A par­
tir daí, ele estará atento a tudo que 
ouve e realizará uma boa aprendiza­
gem. Haverá, então, mudança de com­
portamento.
O comportamento de nossos alu­
nos é um termômetro para avaliar 
como andamas nossas aulas. Em ter­
mos didáticos, isso é regra - só há 
aprendizagem quando há mudança de 
comportamento.
Enquanto estivermos preocupados 
com a mudança na vida de nossos alu­
nos, vamos estar trabalhando para os 
ter motivados, atentos e interessados.
Como conseguir isso? Em primeiro 
lugar, nos submetendo à vontade sobe­
rana e perfeita do nosso Salvador Jesus 
Cristo. Em segundo lugar, não negligen­
ciando nossos alunos enquanto seres 
que têm personalidade, dificuldades, 
dúvidas e opiniões. E, em terceiro lu­
gar, sempre querendo melhorar. Afinal, 
Deus merece o melhor de cada um de 
nós. Ele nos confiou o ministério do en­
sino, e nós devemos, então, nos dedi­
car mais e mais.
Muitas vezes nos perdemos em nos­
sas atividades porque ficamos preocu­
pados com a obra do Senhor. É neces­
sário que estejamos preocupados, prín- 
cipalmente, com o Senhor da obra. Se 
estivermos com os olhos fixos no Se­
nhor Jesus, com certeza, exerceremos 
nosso ministério com maestria.
Que o Senhor nos abençoe e nos 
permita, a cada dia, sermos instrumen­
tos na transmissão e no ensino de sua 
Palavra.
Valéria Gonçalves é psicólo­
ga e professora de ED na Assem­
bléia de Deus em Cordovil (RJ).
Stt&ÍHtzd&l'
Por Andréia Di MareS ^ D e * n 'p<xc&
Na mira das técni
Encontros de professores impulsionam ED e igreja 
registra aumento de 80% na freqüência das aulas
N
o extremo norte do Brasil 
encontra-se uma das igre­
jas mais antigas do país. A 
AD em Capanema (PA), 
com 85 anos, acompanha o progresso 
tecnológico, a fim de aperfeiçoar o en­
sino da Escola Dominical. Essa preo­
cupação parte da liderança da igreja. 
De acordo com pastor José Nazareno 
Souza, líder da região que abrange 16 
congregações, a ED é considerada um 
dos pilares da igreja em Capanema.
Na busca pelo aperfeiçoamento, a 
igreja já realizou dois encontros de pro­
fessores de ED, no templo-central. O 
último, que aconteceu em setembro, 
reuniu mais de 400 participantes, entre 
professores locais e de municípios vizi­
nhos. O tema do evento foi Aprendendo 
a ensinar, com base em Provérbios 9.9.
Na opinião de Ronaldo Rodrigues 
de Souza, diretor-executivo da CPAD, 
a multiplicação de eventos direcionados 
à ED em todo o país é fruto das confe­
rências e congressos promovidos pela 
Casa. "A partir dos nossos eventos, as 
igrejas vêm programando seus própri­
os encontros. Isso faz parte do trabalho 
que a CPAD desenvolve, valorizando a 
Escola Dominical. Uma igreja voltada 
para o ensino, com professores de ED
preparados, será uma igreja mais forte", 
afirma o diretor, acrescentando que 
"nosso interesse é incentivar o estudo 
bíblico, além de produzir material ade­
quado para aprimorar o corpo docente 
de nossas igrejas".
O superintendente da ED em 
Capanema, evangelista Joel Denis Nas­
cimento, avalia que "diante da globa­
lização, não podemos simplesmente 
reproduzir um esboço da lição, sem 
empreender o esforço da pesquisa. Se 
assim o fizermos, estaremos fadados ao 
fracasso".
Tecnologia 
a serviço de Deus
A palestra ministrada por Joel 
Denis foi um dos pontos altos do 2o 
Encontro. Ele apresentou os recursos 
tecnológicos que estão à disposição da 
igreja para ajudá-la a potencializar o 
ensino bíblico. "Discorremos sobre as 
ferramentas informatizadas de estudo 
produzidas pela CPAD. Através de 
um computador ligado em um proje­
tor de multimídia, tivemos a oportu­
nidade de mostrar as Lições Bíblicas 
em CD-rom , a Bíblia de Estudo 
Pentecostal também em CD-rom, além
dos sites da CPAD e da Escola Domi­
nical", conta.
A tecnologia facilita o preparo de ser­
mões e aulas. Segundo Joel, elaborar es­
tudos utilizando esses recursos faz com 
que o entendimento do professor se abra, 
ampliando sua visão a respeito das ver­
dades bíblicas. "Os participantes ficaram 
motivados pela riqueza de informações 
desses aportes tecnológicos. A maioria 
desconhecia a disponibilidade de tais 
recursos. Por enquanto, estamos 
conscientizando o nosso corpo docente 
acerca desses subsídios eletrônicos. A 
tendência é viabilizarmos a possibilida­
de dos professores terem acesso a eles", 
projeta o superintendente.
Para a irmã Goretti Santos, profes­
sora do Maternal no templo-central, o 
evento contribuiu para o enriquecimen­
to da ED em Capanema. "Recebemos 
técnicas atualizadas que irão nos ajudar 
a orientar espiritualmente as crianças. 
Foi muito construtivo conhecer meto­
dologias diversificadas para atrair as cri­
anças ao verdadeiro sentido da vida - 
uma vida com Cristo", declara.
Após os dois encontros de profes­
sores de ED realizados pela igreja, é 
nítido o estímulo nas classes, que vêm 
sendo transmitido pelos mestres. Essa 
afirmação é garantida pelo pastor José 
Nazareno. "Houve uma mudança ex­
pressiva. Tivemos um aumento de 80% 
de interesse pela ED, elevando o índi­
ce de freqüência das aulas em todos os 
níveis", atesta, adiantando que o 3o 
evento está sendo programado. "Já 
conseguimos alcançar nosso objetivo 
principal, que era conscientizar a igre­
ja da importância da ED. Agora, vamos 
trabalhar para estarmos, no mínimo, 
com dois mil alunos matriculados até 
o final deste ano", conclui.
Pastor Esequias Soares recebe a 
responsabilidade de comentar o livro 
do profeta Oséias, estudado pela 
primeira vez em nossa ED
■ Quantos anos de ministério pastoral o 
senhor tem e qual é a sua formação?
Fui ordenado ao santo ministério em 1987. Sou 
bacharel em Teologia e graduado em Letras, com 
especialização em Língua e Literatura Hebraica, 
pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Hu­
manas (FFLCH) da Universidade de São Paulo.
este trimestre, as classes de jovens e adultos da Escola Dominical 
em nossas igrejas estarão estudando o livro do profeta Oséias. 
Quem é o comentarista? Pastor Esequias Soares, nosso entrevis­
tado. Líder da AD em Jundiaí/SP, presidente da Comissão de Apo­
logia da CGADB, articulista, autor de livros editados pela CPAD e comenta­
rista de Lições Bíblicas para Escola Dominical, pastor Esequias conta como 
elabora os comentários para ED, fala das preocupações que evolvem a con­
fecção desse trabalho e incentiva os professores a prepararem-se cada vez 
mais para a ministração das aulas dominicais.
Ele aponta, ainda, os aspectos polêmicos do livro de Oséias, posicionando- 
se de forma clara e objetiva. "Os pontos polêmicos nunca são uma ques­
tão de vida ou morte quanto à fé cristã", esclarece, asseguran­
do que "ninguém estaria cometendo pecado por ado­
tar qualquer uma dessas linhas de interpretação e 
nem isso altera o sentido da mensagem. O que 
deve ser enfatizado são os dois extremos: a inter­
pretação menos aceita e a mais aceita". Mas, para 
analisar com m aior profundidade os 
ensinamentos e as questões levantadas através 
do relato do profeta Oséias, a CPAD está lan­
çando o comentário de Oséias, livro escrito 
pelo próprio pastor Esequias.
Acompanhe nossa Conversa Franca. Além de 
ser edificado, você receberá informações vali­
osas que lhe ajudarão a preparar suas aulas.
■ Q u antos tem as de Lições 
Bíblicas o senhor já comentou?
Com a ajuda de Deus, já escrevi sete 
revistas de Escola Dominical, dirigidas aos 
jovens e adultos. Os temas foram: Os 
Evangelhos Sinópticos (3 trimestre de 
1994), Atos (3 trimestre de 1996), Seitas 
e Heresias (2 trimestre de 1997), Roma­
nos (2 trimestre de 1998), Vivendo a li­
berdade cristã, estudo em Gálatas (2 tri­
mestre de 1999), Evangelismo e Missões 
(3 trimestre de 2000) e Oséias (trimestre 
atual).
m Em sua opinião, o que é neces­
sário para que um comentário seja 
bem-sucedido?
Escrever na unção do Espírito Santo. 
Sem a graça de Deus, ninguém pode fazer 
um bom trabalho. Um tema palpitante e 
atual que venha suprir a necessidade da 
Igreja também pode ajudar, porém o co­
mentário deve ser claro e objetivo.
■ Como se dá o processo de ela­
boração de uma lição?
A CPAD nos envia um tema geral; 
dentro dele são elaborados treze temas es­
pecíficos para servirem de títulos a cada 
lição. Junto com esses títulos, pensamose 
selecionamos o texto áureo e a verdade 
prática. Isso leva tempo, nada é de imedi­
ato. Depois, pedimos a direção de Deus 
para a escolha de um texto bíblico adequa­
do ao tema, que servirá para a leitura bí­
blica em classe. Do texto bíblico, nós faze­
mos os comentários contextualizados, pois 
o objetivo é a sua aplicação diária. Geral­
mente as leituras diárias são feitas após o 
término de cada lição.
■ Quais são as suas preocupações 
ao redigir o comentário?
Os comentários são redigidos com 
tremor e temor. Sempre pedimos a Deus, 
em oração, a sua contínua direção, já que 
é um trabalho de grande responsabili­
dade. Eu sempre escrevo pensando no 
que pode acontecer com os textos em sala 
de aula. Trata-se, pois, de uma tarefa 
trabalhosa, difícil. Os temas são restri­
tos e o espaço também. Entretanto, é 
uma tarefa gratificante. Não é raro acon-
ED
tecer de o comentário ultrapassar o li­
mite de caracteres preestabelecido (ta­
manho do texto), e nós termos que fa ­
zer cortes. Essa etapa é muito difícil, pois 
consideramos todo conteúdo importan­
te, mas como não é viável manter tudo 
no texto, procuramos dar o máximo de 
informação possível utilizando o menor 
número de palavras.
m Guardando as devidas propor­
ções, os superintendentes e professo­
res de ED devem ter a mesma dedi­
cação ao preparar a aula?
“Os c o m e n tá rio s 
p ara as L ições 
B íb licas são 
red ig id o s com 
tre m o r e tem or. 
Pedim os a Deus, 
em o ra ç ã o , a sua 
c o n tín u a d ire ç ã o .
Eu sem p re 
escrevo
pensando no que 
pode a c o n te c e r 
com os te x to s em 
s a la de a u la ”
Sim. É ensinando que se aprende. Em 
uma lição, há sempre pontos que não po­
dem ser explicados de maneira mais 
abrangente, mas que podem ser consi­
derados importantes pelo aluno. O pro­
fessor deve se preparar e nunca se res­
tringir apenas ao conteúdo da lição. Ele 
deve pesquisar em outros livros sobre o 
assunto, com o objetivo de enriquecer 
sua aula e proporcionar aos alimos um 
ensino mais eficaz.
■ A que o senhor atribui a demo­
ra em se abordar o livro do profeta 
Oséias na ED?
Acredito que o casamento de Oséias 
seja o ponto mais polêmico, e muitos pre­
ferem passar por cima. Isso talvez expli­
que a demora.
■ Existem pelo menos três linhas 
de interpretação para o livro do pro­
feta Oséias. O senhor podería deno­
miná-las e explicá-las?
Na verdade existem mais. Três são as 
linhas gerais: Sonho ou visão, alegoria ou 
parábola e a linha literal. Cada uma delas 
apresenta explicações diferentes dos por­
menores. Na interpretação a favor de um 
casamento literal, por exemplo, há uns que 
afirmam que Oséias se casou com uma 
moça casta e que depois ela se prostituiu; 
outros afirmam que ela já era prostituta 
quando se casou. Uns dizem que os dois 
últimos filhos não foram de Oséias; ou­
tros ainda afirmam o contrário, que os três 
eram filhos legítimos do profeta.
■ Qual o ponto mais polêmico tra­
tado nessas diferentes interpretações 
do livro?
A questão da moralidade. Isso depen­
de muito de como essa questão é vista. 
Casar-se com uma meretriz não é o mes­
mo que adulterar ou se prostituir. Outros 
acham que isso fere a santidade de Jeová.
m Quais os cuidados que o senhor 
tomou e que o professor de ED deve 
tomar ao abordar os pontos polêmi­
cos?
Não dogmatizar, pois os pontos polê­
micos nunca são uma questão de vida ou 
morte quanto à fé cristã. Ninguém esta­
ria cometendo pecado por adotar qualquer 
uma dessas linhas de interpretação e nem 
isso altera o sentido da mensagem. O que 
deve ser enfatizado, e isso eu faço, são os 
dois extremos, ou seja, a interpretação me­
nos aceita e a mais aceita. Se possível, co­
locar mais algumas outras.
» Qual é a aplicabilidade da men­
sagem de Oséias para a igreja con­
temporânea?
Oséias denuncia a apostasia, a infide­
lidade, o adultério, a prostituição, a 
corrupção, a idolatria e o orgulho. Essas
coisas sempre existiram e devem ser com­
batidas. Essa é uma luta atual. O profeta 
mostra que por causa dessas coisas sobre­
veio uma ruína total e absoluta sobre as 
Dez Tribos do Norte. O cristão que deseja 
ser abençoado e bem-sucedido deve abo­
minar essas coisas e combatê-las como 
muito bem fez o profeta Oséias.
■ Em sua opinião, quais devem ser 
as grandes lições que os professores 
e alunos devem adquirir através do 
estudo de Oséias, aplicando-as em 
suas vidas?
Viver uma vida de santidade e de amor 
a Deus e ao próximo. Ter consciência de 
que a infidelidade leva o homem à ruína. 
O profeta mostra que justos e injustos pe­
receram na destruição de Samaria e no ca­
tiveiro assírio; todavia, os descendentes 
dos justos sobreviveram e são hoje os re­
manescentes de Israel. Os rebeldes desa­
pareceram.
■ Que conselhos o senhor dá ao 
professor de ED para contextualizar 
de forma correta o conteúdo estu­
dado?
Ser prudente e cauteloso para que a 
aplicabilidade não seja aleatória nem 
arbitrária. É necessário que haja coe­
rência para que a mensagem tenha sen­
tido e, dessa form a, possa contribuir 
para o crescimento espiritual dos alu­
nos. Que essa aplicação seja prática, 
pois nem só de teologia vive o cristão. 
No meu livro sobre o profeta Oséias há 
muitas aplicações contextualizadas, 
mas apenas algumas estão na revista da 
ED. Creio que o livro oferece muito 
mais recursos para os professores pre­
pararem uma boa lição.
■ Como é a estrutura do seu novo 
livro, que está sendo lançado pela 
CPAD e que nasceu a partir do co­
mentário sobre o profeta Oséias para 
as Lições Bíblicas?
Trata-se de um comentário exposi- 
tivo que abrange os 197 versículos dos 
14 capítulos do livro de Oséias. Todos 
os versículos são transcritos em hebrai­
co e português, o que oferece aos alu­
nos e estudiosos de hebraico o acesso ao 
texto original. Na introdução, é apre­
sentada uma visão histórica do contex­
to em que viveu Oséias e o plano geral 
do livro. Todos os versículos são comen­
tados. Os comentários são em geral 
exegéticos e devocionais, contextuali- 
zados à nossa realidade, que levam o 
leitor a uma reflexão profunda. No f i ­
nal de cada capítulo, apresentamos um 
vocabulário hebraico-português das 
palavras que aparecem menos de 50 ve­
zes em todo o Antigo Testamento he­
braico.
■ Sendo Deus caracterizado por 
santidade, não seria incoerente Ele 
ordenar ao seu servo casar com uma 
mulher considerada impura? Em sua 
opinião, o que Deus pretendia com 
esse casamento?
Parece-nos, de fato, incoerente, mas é 
o que está escrito. Nem por isso devemos 
inventar interpretações. A relação entre 
Deus e a humanidade para salvá-la não é 
diferente da relação de Oséias com Gomer. 
Ou o mundo não se prostituiu? O Senhor 
Jesus estava sempre entre os pecadores e 
publicanos, isso parece que escandalizava 
os fariseus. Precisamos, com cautela, é
analisar o fu tu ro de Gomer, que 
corresponde ao futuro de Israel (Os 2.14, 
23 e 3.1-5). Dessa forma, poderemos com­
preender melhor essa situação.
Israel ou Efraim - cujos nomes signifi­
cavam a mesma coisa naquela época, mui­
tas vezes para designar as Dez Tribos do 
Reino do Norte - esteve sempre envolvido 
numa apostasia generalizada. A idolatria é 
comparada ao adultério e a prostituição es­
pirituais. Até porque, em muitos cultos idó­
latras, dedicados à fertilidade, era pratica­
da a prostituição de maneira literal. Deus 
quis que Oséias compreendesse o paradoxo 
da maldade do povo e a grandeza do seu 
amor através da experiência com sua espo­
sa infiel, que ele tanto amava. Isso levou 
Oséias a compreender, com profundidade, 
o amor de Jeová pelo seu povo.
Hoje, a humanidade continua em re­
belião contra Deus e em nada inferior a 
praticada por Israel nos dias do profeta. 
No entanto, Deus nos amou a ponto de 
nos enviar seu Filho para padecer na cruz 
do Calvário em nosso lugar. Isso parece 
também escandalizar os judeus, que não 
compreendem como Deus permitiría o 
Messias padecer as ignomínias da cruz.
■ O que o senhor sugere aos pro­
fessores para que possam entendermelhor o simbolismo expresso nas fi­
guras de linguagem utilizadas pelos 
profetas menores?
Primeiro, ler quantas vezes puder os 
livros dos Reis e 2 Crônicas, pois essa lei­
tura permite ao estudioso conhecer o con­
texto histórico em que viveram esses pro­
fetas. Em segundo lugar, ler da mesma for­
ma o próprio texto dos profetas. Em se­
guida, deve procurar estudar a literatura 
nessa área. Deve haver no interessado gos­
to e dedicação.
■ Há alguma coisa que o senhor 
julga ser necessário realçar aos pro­
fessores?
£ necessário que cada professor tenha 
sempre no coração que a Bíblia é a única 
obra digna de ocupar a mente e o coração 
de cada cristão e, mui especialmente, da­
queles a quem Deus chamou para o minis­
tério do ensino (Dn 12.3 e Rm 12.7).**sz*
S â f c e c i a l Por Antônio Mesquita 
Editor-chefe
Corrida p 
o ensino
Interesse e presença do Espírito marcam 
Conferência de Escola Dominical em Cuiabá
Jovens de Cuiabá também participaram da 
Conferência, como a professora de Inglês Maria 
Angélica de França Guerra (em primeiro plano)A confirmação divina da 4a C onferência de Escola Dominical em Cuiabá, de 24 a 26 de janeiro, pôde 
ser sentida por uma série de mani­
festações. A primeira delas está no 
número de inscritos. Mais de 2 mil 
pessoas - 1.907 conferencistas mais 
386 membros da equipe de trabalho, 
totalizando 2.293 participantes - , 
tornou a 4a Conferência um dos mai­
ores encontros direcionados ao en­
sino sistemático da Palavra de Deus 
por meio da Educação Cristã. Outro 
fato que marcou foi a presença do 
Espírito do Senhor. Em uma das au­
las foram cerca de 10 minutos so­
mente de manifestação espiritual. A 
receptividade dos alunos foi de alto 
nível. Todos os professores demons­
traram perplexidade pelo visível in­
teresse de seus respectivos grupos.
Pastor Sebastião Rodrigues de 
Souza, líder da AD em Mato Grosso 
e segu n d o -v ice-p resid en te da 
CGADB, deixou claro sua alegria 
durante o evento. "A minha expec­
tativa foi 100% preenchida. Aliás ela 
se excedeu. Estou agradecido a 
Deus, ao diretor-executivo da CPAD, 
Ronaldo Rodrigues de Souza, e à 
toda equipe da Casa, que estiveram 
atuando neste evento/e ao povo de 
Deus de todo o Centro-Oeste que 
acatou ao nosso convite fazendo-se 
presente".
Sobre os resultados, pastor Sebas­
tião espera "que a Escola Dominical 
cresça pelo menos 60% a partir da 
Conferência, tanto em número, como
em qualidade de ensino, para a 
edificação da igreja, e também no 
discipulado, em função da melhoria 
do ensino transmitida a superinten­
dentes e professores durante o even­
to. Será uma grande bênção para o 
povo em Cuiabá e todo o Centro- 
Oeste, aqui representado, para a gló­
ria de Deus, pois podemos notar que 
no ensino m inistrado aqui, pela 
equipe da CPAD, predominou a ver­
dade e a habilidade", disse o líder.
Pastor Sebastião ressaltou ainda 
o cuidado com o conteúdo transmi­
tido à Igreja do Senhor, livrando 
sempre o povo dos perigos ofereci-
dos, que se agravam ainda mais, 
quando nos aproximamos da Volta 
do Senhor. "D evem os trabalhar 
para que todos sejam fiéis, mas se 
alguns ficarem, na Volta do Senhor, 
seja o menor número possível", ob­
servou.
O líder da AD em Mato Grosso 
demonstrou sua satisfação pela rea­
lização e resultados da Conferência 
ressaltado no seu agradecimento ao 
Senhor, com súplicas de bênçãos so­
bre toda a equipe da CPAD que 
atuou no evento.
Segundo o diretor-executivo da 
Casa, Ronaldo 
Rodrigues de 
Souza, tudo 
isso reflete a 
preocupação e 
a linha de atua­
ção assumidas 
pela CPAD, 
como elemento 
de apoio aos 
pastores. "Essa 
é a orientação 
que temos rece- 
bido tanto de 
Deus como da 
liderança das 
Assembléias de 
Deus. Vamos 
continuar tra­
balhando. Ao 
sentirm os a 
mão do Senhor 
sobre a realiza­
ção de um evento, especial­
mente quando Deus se ma­
nifesta, por meio do apoio de 
líderes da representatividade 
de pastor Sebastião, percebe­
mos ainda mais a responsa­
bilidade de proporcionar o 
melhor às igrejas para a glória do Se­
nhor, pois tudo o que fazemos tem esse 
objetivo".
Cento e nove cidades participa­
ram, com destaque para Cacoal, com 
52 inscrições, seguida de Porto Ve­
lho, 49; Ji-P aran á , 43; Pontes 
Lacerda, 41; e Cáceres, 39. Cuiabá
teve 896 inscritos, 386 do Grande 
Templo e 276 de Várzea Grande.
As pregações durante a noite de 
qu inta - p astor C lau d ion or de 
Andrade, gerente de Publicações 
da CPAD; sexta - pastor Antonio 
Dionísio, presidente do Conselho 
Administrativo da CPAD, e sába­
do - pastor Antonio Gilberto, ele­
varam o nível espiritual dos parti­
cipantes. O mesmo acon­
teceu com relação ao can­
tor V icto rin o S ilv a , da 
Patmos Music.
A maioria do participantes não 
escondeu a sa tisfação . A jovem 
Maria Angélica de França Guerra, 
professora de Inglês e de jovens na 
ED , m em bro da AD em Sinop 
(MT), afirmou que o evento "é de 
fundamental im portância para os 
professores de ED". Segundo ela, 
hoje em dia se vê muita preocupa­
ção com a pregação, enquanto o
"Notei que esta conferência foi 
diferente das outras três, com o ní­
vel de concentração e interesse dos 
alunos muito elevado. Eles demons­
travam ânimo em prosseguir, mos­
trando a sede pelo conhecimento", 
declarou pastor Antonio Gilberto.
ensino deixa a desejar. Angélica 
França elogiou o nível das pales­
tras e disse que estava saindo do 
evento "com muito ânim o".
O mesmo demonstrou Dora Rees, 
da AD em Dourados (MT). Ela de­
clarou que, como fruto de sua parti-
Pastor Antonio Gilberto lê a Bíblia, ladeado por 
pastor Sebastião Rodrigues, pastores e equipe da CPAD
Professores de crianças buscaram mais 
conhecimento para melhorar a evangelização infantil
cipação em evento semelhante pro­
movido pela Casa, Dourados já con­
ta com uma escola para professores. 
Dora elogiou a organização da Con­
ferência.
Nas aulas com as professores 
H elena F igu eired o, A lbertina 
Malafaia, Débora Ferreira e Rubenita 
Oyaizu, os participantes vibravam 
com o conhecimento transmitido. 
Muitos deles procuraram-nas para 
expor a alegria de poder tê-las como 
orien tad oras p ed agógicas, e 
enaltecer a iniciativa do pastor Se­
bastião Rodrigues de Souza pela re­
alização da Conferência em Cuiabá, 
proporcionando a todos a oportuni­
dade de crescer na graça e no conhe­
cimento de Cristo. Todas as profes­
soras demonstraram entusiasmo ao 
perceber o crescente interesse dos 
alunos.
"A Conferência superou as expec­
tativas. Quanto a recepção e ao inte­
resse demonstrados, sentimos a bên­
ção de D eu s", en fatizou pastor 
Claudionor de Andrade, gerente de 
Publicações da CPAD.
Vários líderes da região prestigi­
aram a Conferência, entre eles pas­
tores N elson L u ch enberg , de 
Cacoal; Antônio Severo, Ji-Paraná 
(RO); José Antonio Gonçalves, de 
P ontes L acerd a (M T); O rcival 
Xavier, Sidraque Pinheiro, Otaviano
Os seminários e oficinas, por área 
de interesse e seus respectivos profes­
sores foram: Pastores e Superintenden­
tes - Fundamentos bíblicos para a Teolo­
gia de Ensino da ED (Geremias do 
Couto); Pastores - Líderes da Nova Esco­
la Dominical (Eliezer Moraes); A priori­
dade da Palavra de Deus no ensino (Anto­
nio Gilberto); O superintendente e o seu 
relacionam ento com os professores 
(Claudionor de Andrade).
Professores e Adultos - O ensino re­
levante para jovens e adultos (Davi Nas­
cimento); Explorando a dinâmica de gru­
po na ED (Débora Ferreira). Professo­
res de Adolescentes e Juvenis - O ensi­
no relevante para adolescentes (Eliezer 
Moraes); O ensino relevante para juvenis 
(Davi Nascimento). Discipulado - O 
ensino relevante para novos convertidos 
(Marcos Tuler). Administração de Es­
cola Dominical - Conquistando o padrão 
de excelência da ED (Jonas Batinga).
Professores de Maternal e Jardim de 
Infância - O ensino relevante para o ma­
ternal e O ensino relevante para o jardim 
da infância (Albertina Malafaia).
Professores de Primários e Juniores 
- O ensino relevante para primários e O 
ensino relevantepara juniores (Helena 
Figueiredo).
Música no ensino e no culto in­
fantil - Dinamizando o cultinho in­
fan til (Débora Ferreira); Utilizando 
com eficiên cia a música no ensino 
(Rubenita Oyaizu).--cs5*
Miguel (Brasília); Joel Amâncio (Li­
m eira); Levi Ferreira de Souza, 
Jaboticabal (SP).
Conteúdo
As aulas começavam após o almo­
ço, depois das duas plenárias apre­
sentadas pela manhã, de sexta e sá­
bado, no total de quatro plenárias. 
Foram ministradas por pastores An­
tonio Gilberto - A educação como prio­
ridade da igreja; C laudionor de 
Andrade - A gestão dinâmica da Escola 
Dominical; Geremias do Couto - Os 
desafios da educação cristã relevante; 
Eliezer Moraes - Como ensinar com ex­
celência a Palavra de Deus.
■ ■ t- ■ >
-f-rj J J j j :
ete ‘Ttteâtne Por Noemi Vieira
Mãos 
comunicativ
Jovem descobre seu talento com as mãos 
para inserir deficientes auditivos na igreja
em distribuição de folhe­
tos, nem evangelização 
pessoal pelas madruga­
das. Haerton Pesch Fer­
reira Martins, de 18 anos, encontrou 
uma outra maneira de pregar o Evan­
gelho - através das suas mãos. Mem­
bro da AD em Curitiba, Haerton par­
ticipa de um trabalho denominado 
Mãos Ungidas, que codifica a men­
sagem falada em sinais para defici­
entes auditivos através da libras (Lin­
guagem Brasileira de Sinais).
Desde 1999, a equipe de oito in­
térpretes, coordenada pela irmã Siléia 
Chiquini, apresenta o coral e os cul­
tos dominicais no templo-central para 
cerca de 23 deficientes auditivos. O 
grupo, apoiado pelo líder da igreja, 
José Pimentel de Carvalho, também 
leva a Palavra de Deus a locais na ci­
dade onde deficientes dessa nature­
za se reúnem.
Mãos Ungidas iniciou com apenas 
um deficiente auditivo. Irmã Siléia 
ministrou um curso da linguagem de 
sinais, formando a primeira turma 
apta a comunicar-se com esse grupo 
especial. "Nos primeiros meses, inter- 
pretávamos apenas os cultos de do­
mingo. Depois fomos evangelizar nos 
locais onde eles costumam se encon­
trar", lembra Haerton.
Não é para menos que esses intér­
pretes tenham despertado para tal 
missão. Segundo a Organização Mun­
dial de Saúde (OMS), 1,5% da popu­
lação tem deficiência auditiva. Só em 
Curitiba e região metropolitana há em 
média 10 mil pessoas sem audição.
Diante da estatística, a necessida­
de de especializar pessoas para lidar 
com esse grupo específico aumenta. 
Segundo Haerton, "a sociedade mar­
ginaliza essas pessoas, chegando a 
considerá-las como deficientes men­
tais. Os deficientes auditivos, entre­
tanto, têm grande capacidade e são 
ótimos profissionais", esclarece con­
victo. Para ele, a tarefa de evangeli­
zação tem de abarcar a todos os ho­
mens, inclusive os portadores de al­
guma deficiência. "Temos de respei­
tar os deficientes. Eles podem ser di­
ferentes, mas não são desiguais. Jesus 
amou todas as pessoas e nós temos 
de ter essa visão. Devemos levar Deus 
aos surdos para que eles possam ter 
um vida abençoada", alerta.
Linguagem dos sinais
Haerton realiza, ainda, um traba­
lho voluntário junto ao Movimento 
Familiar A Voz do Silêncio, alcançan­
do deficientes auditivos marginaliza­
dos pela sociedade e prestando assis­
tência social na especialização de pro­
fissionais. A organização promove 
cursos de informática; treinamento de 
libras por correspondência, abran­
gendo vários Estados do país; e cur­
sos de sinais para pais de deficientes 
que não possuem preparo adequado 
para uma comunicação plena. "Sou 
professor da linguagem de sinais no 
Voz do Silêncio. Lá, desenvolvo tam­
bém outras atividades como acompa­
nhar um deficiente auditivo a uma 
consulta médica, por exemplo, oca­
Irmão Haerton ao lado do pastor José 
Pimentel, que o motiva a desenvolver seu 
trabalho junto aos deficientes auditivos
sião em que o ajudo a se comunicar", 
conta.
Para quem não conhece a lingua­
gem de sinais, o professor a define. 
"A libras pode expressar as idéias e 
os pensamentos mais abstratos e pos­
sui gramática própria, sendo que 
cada país tem a sua linguagem de si­
nais. Há uma tendência errônea e 
generalizada que define essa comu­
nicação como mímica. Todavia, a mí­
mica é constituída por movimentos 
fisionômicos limitados, principal­
mente do rosto e das mãos. A mímica 
tenta imitar a imagem que você quer 
transmitir, enquanto que na libras 
existe um código definido para as 
coisas", explica.
Haerton Pesh foi atraído por esse 
trabalho desde criança e confessa ser 
essa sua missão. "Estou consciente do 
papel que tenho a realizar: fazer Deus 
conhecido entre os deficientes audi­
tivos através da libras. Peço a Deus 
que use as minhas mãos para pregar 
o Evangelho", afirma. O professor de 
sinais já fez os cursos de Família e 
Ministério com Surdos, Bilingiiismo para 
pessoas surdas e Teoria e prática da li­
bras. Tem se dedicado a essa propos­
ta e já participou do Congresso Naci­
onal Panamericano de Surdos, onde 
também se reuniram pastores defici­
entes auditivos do Brasil.
Stuátoufoi/ m
U m empreendimento em geral, seja qual for, para se firmar, consolidar, prosse­guir, expandir-se e obter sucesso e resul­tados permanentes, requer a formulação 
de objetivos definidos desde sua gênese. A Escola 
Dominical da igreja evangélica não é exceção.
Esses objetivos serão atingidos mediante o ensi­
no sistemático e metódico da Palavra de Deus, por 
professores experientes e preparados para esse mis­
ter, homens e mulheres. Não basta que os dirigen­
tes e professores da Escola Dominical tenham talen­
tos aliados a dotes naturais pessoais, cursos secula­
res de habilitação, ou que sejam autênticos autodi­
datas. E imperioso que sistematicamente conheçam 
a Bíblia como um todo e que sejam cheios do Espíri­
to Santo, pois é Dele que vem a real capacidade.
De tudo que se faz nesta vida, as únicas coisas que 
não se podem "dar um jeito", isto é, improvisar, são o 
autêntico ensino por parte do professor e a autêntica 
aprendizagem por parte do aluno. O professor que se 
preza jamais deixa de estudar mais, de aprender mais, 
de melhorar e de esmerar-se mais e mais e humilde­
mente, no trabalho do Senhor. O caminho da educa­
ção tem de ser percorrido sem se tentar encurtá-lo com 
atalhos e subterfúgios, os quais são logo desco­
bertos e manifestos, a partir do próprio 
ensinador, que se torna prisioneiro da sua 
insipiência e despreparo.
Vamos aos objetivos da Escola Do­
minical, a partir daqueles que são de 
maior prioridade.
Os cinco objetivos mais
expressivos da 
Escola Dominical
que
recompensa
O conhecimento 
da Palavra de Deus
Em João 8.32, Jesus ao ensinar, 
declarou: "Conhecereis a verdade, 
e a verdade vos libertará". Esta ver­
dade sublime é a Palavra de Deus, 
as Sagradas Escrituras, o Livro-Tex- 
to da Escola Dominical.
O conhecim ento das coisas de 
Deus, que alicerça, que embasa a 
vida desde a infância, que ilumina 
a alma na senda da vida, que liber­
ta e conduz à salvação em Cristo, 
não é automático; ele precisa ser co­
municado por quem ensina e expla­
na a doutrina do Senhor, na depen­
dência do Espírito Santo.
O conteúdo da Palavra de Deus 
satisfaz plenamente todas as neces­
sidades de aprendizagem das coisas 
de Deus, em todas as faixas etárias 
do ser humano, desde a criança com 
idade de freqüentar o Jardim de In­
fância, até ao jovem que aspira in­
gressar na universidade, e ao adul­
to que se dá por realizado na jorna­
da e no afã desta vida, mas que sem­
pre precisa crescer "na graça e no 
conhecim ento de nosso Senhor e 
Salvador Jesus Cristo", como está 
declarado em 2 Pedro 3.18.
Esse objetivo da Escola Domini­
cal, como estamos vendo, é o de 
ministrar, ensejar e suprir o conhe­
cimento gradual das Santas Escri­
turas, o Livro do Senhor, que apon­
ta a todos nós e também nos con­
duz a uma vida cristã profunda, 
cheia do Espírito Santo, dedicada 
ao Senhor, mas que também nos 
ensina os princípios de um santo 
viver cristão entre os homens, de
modo que o crente se torne um ci­
dadão útil, tanto à sua pátria celes­
te como à terrestre; melhor dizen­do: um cidadão modelo.
Isso que acabamos de declarar 
tem seu ponto de partida em pos­
tulados das Escrituras, como em 
Deuteronômio 4.10: "e os farei ou­
vir as minhas palavras, e aprendê-
“De tudo que se 
faz nesta vida, as 
únicas coisas que 
não se podem 
im provisar são o 
autêntico ensino 
por parte do 
professor e a 
autêntica 
aprendizagem por 
parte do aluno”
las-ão para me temerem". Conteú­
do bíblico paralelo temos em pas­
sagens como Deuteronômio 31.12 e 
Salmo 119.98.
Por conseguinte, o primeiro ob­
jetivo da Escola Dominical deve ser 
o de espargir o conhecimento da Lei 
do Senhor entre seus alunos, para 
que as trevas da ignorância não pre­
valeçam para envolver e dominar o 
ser humano e produzir os seus fru­
tos macabros, do que todos nós so­
mos testemunhas mediante o que 
diuturnamente vemos, ouvimos e 
observamos. Daí, o currículo da Es­
cola Dominical deve enfatizar aci­
ma de tudo o conhecimento de Deus 
e da sua vontade como revelado nas 
Escrituras.
Salvação em Cristo
É Jesus o poderoso e suficiente 
Salvador, e sua salvação é revelada 
e explanada na Bíblia Sagrada. Uma 
meta inicial e prioritária de cada 
professor da Escola Dominical é le­
var cada aluno não convertido a 
sentir, ver e compreender a neces­
sidade da salvação em Cristo. Sen­
tir a necessidade de arrepender-se 
de seus pecados, de aceitar Jesus 
como seu Salvador pessoal e viver 
uma nova vida transformada, satis­
feita, alegre e fervente no Senhor.
A Palavra de Deus é viva, pode­
rosa e eficaz. Ela pode nos fazer sá­
bios para a salvação (2Tm 3.15). Veja 
também Tiago 1.21. Ela como instru­
mento do Espírito Santo pode efe­
tuar no ser humano uma nova ge­
ração (lPd 1.23).
Crescimento 
espiritual do crente
Este é outro dos objetivos da 
Escola Dom inical. A exem plo da 
criancinha que necessita de a li­
m ento apropriado, am biente de 
amor, e cuidados especiais devido 
a sua fragilidade, de igual modo o 
novo crente precisa (bem como o 
crente em geral) conhecer e viver 
a doutrina bíblica na sua pureza, 
e crescer espiritualm ente, obser­
vando ao mesmo tempo os bons e 
santos costumes de uma vida cris-
“Não basta que os 
dirigentes e 
professores da ED 
tenham cursos 
seculares de 
habilitação ou 
sejam autodidatas. 
É imperioso que 
conheçam 
sistem aticam ente 
a Bíblia e que 
sejam cheios do 
Espírito Santo”
tã devidamente identificada com 
Cristo.
Tal crescimento espiritual deve 
ser uniforme, simétrico em todas as 
áreas da vida espiritual do crente, 
como diz Efésios 4.15: "Cresçamos 
em tudo naquele que é a cabeça, 
Cristo". A nossa conversão é Deus 
quem opera quando em nós existe
sincero arrependimento e fé. A fé 
ocupa-se com Deus, assim como o 
arrependimento ocupa-se com o pe­
cado e o pecador. O arrependimen­
to é a tristeza pelo pecado; "tristeza 
segundo Deus" (2Co 7.10). A conver­
são, como estamos aqui abordando, 
ocorre num momento, mas o cresci­
mento espiritual subsequente, o 
crente tem de cuidar dele, do con­
trário não crescerá; ficará raquítico 
e ameninado espiritualmente, pela 
vida afora.
Treinam ento para 
o serviço do Senhor
É outro objetivo da Escola Domi­
nical. E nela que as crianças, adoles­
centes, jovens e adultos se exercitam 
para o serviço do Senhor nos seus 
m ais variados aspectos. Para o 
atingimento deste objetivo, a Escola 
de cada igreja deve estar devidamen­
te preparada.
Em nossa igreja no Brasil, milha­
res de irmãos e irmãs que hoje são 
obreiros nos mais variados setores da 
obra de Deus foram preparados na 
Escola Dominical. É uma lástima que
haja igrejas entre nós que não têm Es­
cola Dominical no sentido exato des­
te termo, e sim apenas uma reunião 
domingueira, um ajuntamento co­
mum, sem maior aproveitamento, 
porque a direção, a partir do pastor 
da igreja, juntamente com os profes­
sores, não têm uma visão global dos 
objetivos da Escola Dominical.
Deus quer não somente que todos 
sejam salvos (lTm 2.4), mas que tam­
bém sejam "perfeitamente instruídos 
para toda boa obra", 2Tm 3.17.
Renovação espiritual
A Escola Dominical deve tam­
bém, com graça e sabedoria e zelo 
pela obra de Deus, m otivar cada 
crente a viver uma vida cristã abun­
dante (ICo 15.58) e fervorosa no es­
pírito (Rm 12.11). Deus nos quer sal­
var e também nos renovar espiritu­
almente (Tt 3.5). Deus nos vivifica 
pela Palavra, sendo a oração um efi­
caz coadjuvante disso, como fez o 
salmista no Salmo 119.25 e 50.
Pastor Antonio Gilberto
SA
C
: 0
80
0-
70
1-
73
73
A restauração dos filhos de Deus
Lições Bíblicas para o 2^ trim estre de 2002
A L U N O
oes 
Bíblicas
Jovens e Adultos
Inmesire ae 2002 **
L i ç õ e s B í b l i c a s - J o v e n s
Trimestral 
Aluno: 64 páginas 
Mestre: 96 páginas 
Form ato: 1 3 , 8 x 2 1 c m
C o m e n t á r io B í b l i c o - O s é ia s 
E s e q u ia s S o a r e s 
Diante da crise espiritual 
em que vivia Israel, 
encontramos no profeta Oséias 
um exemplo dramático de 
perseverança e fé em Deus. 
Um livro escrito pelo 
comentarista da revista Lições 
Bíblicas. Perfeito para quem 
quer ficar por dentro da lição.
152 páginas / Formato: 14x21c m
ESEQUIAS SOARES
e A d u l t o s
série
Comentário
Bíblico
(u t/f
PARA NOVOS CONVERTIDOS
Discipulado Aluno 1 
Discipulado M estre 1 
Trim estral
revista Discipulado 1 ensina 
os primeiros passos para o 
novo convertido, apresenta as 
doutrinas relacionadas a 
salvação e os ensinamentos 
básicos da Bíblia como: 
oração, fé, dons do Espírito 
Santo e muito mais.
Discipulado Aluno 2 
Discipulado Mestre 2 
Trimestral
Com o objetivo de orientar 
para o batismo nas águas, 
esta nova versão da revista 
vem para ajudar o novo 
convertido a ser um crente 
com qualidade, se integrar 
nas atividades da Igreja e estar 
seguro na sã doutrina de Deus.
U c S U U - / » y - / l / Z CBO
Aluno: 64 páginas / Mestre: 96 páginas / Formato: 13,8 x 21cm
Pelas ondasJ 
do rádio
Programas popularizam 
Escola Dominical em Fortaleza
D
e forma tímida, no início 
dos anos 20, o rádio che­
gou ao Brasil. Pouco se 
conhecia sobre a potenci­
alidade do novo meio de comunica­
ção e havia quem, literalmente, o 
amaldiçoasse. Na década seguinte, 
por uma série de fatores, inclusive de 
natureza política, passou a experi­
mentar um processo de populariza­
ção, que foi responsável pela inaugu­
ração da chamada era do rádio.
De lá para cá, muita coisa mudou 
e o veículo cresceu não só em popu­
laridade, mas em qualidade técnica 
e credibilidade. Não é à toa que uma 
pesquisa recente da in stitu ição 
paulista Escritório do Rádio o apon­
ta como meio de maior credibilidade
popular e um dos mais eficazes na di­
vulgação do Evangelho.
De olho na possibilidade de trans­
mitir as Boas Novas e alcançar milha­
res de pessoas ao mesmo tempo, em 
1947, missionário Lawrence Olson 
fundou um programa radiofônico, 
que evoluiu e, no primeiro domingo 
de janeiro de 1955, transformou-se no 
programa A voz das Assembléias de 
Deus que, ao longo da existência, le­
vou milhares de pessoas a Cristo.
O tempo passou e em plena pri­
meira década de um novo século e 
milênio, quando novos meios de co­
municação, como é o caso da internet, 
começam a passar pelo processo de 
popularização, a Assembléia de Deus 
em Fortaleza (CE), liderada por pas­
O vice-superintendente Freitas e o professor de ED, 
José Alexander, na Rádio Caminho Santo
tor Sebastião M endes Pereira, 
redescobre no rádio um meio para di­
vulgação, edificação e popularização 
da Escola Dominical.
Segundo o vice-superintendente 
da ED, Francisco de Freitas Santos, o 
projeto surgiu depois de um inter­
câmbio. “Nós fomos inspirados no 
testemunho de um irmão do Rio 
Grande do Norte, que em um Con­
gresso em Recife para líderes da ED 
falou sobre os benefícios do rádio 
para o crescimento da escola", conta.
Com essa motivação, a igreja em 
Fortaleza começou a organizar as 
idéias, conseguiu o apoio das emis­
soras e do distribuidor da CPAD para 
o Ceará, e hoje quem mora na região 
e dispõe de um receptorde freqüên- 
cia modulada (FM) pode sintonizar 
os 96,9Mhz da emissora Caminho San­
to, no domingo entre 7h e 8h ou, du­
rante a semana, entre l lh e 12h, nos 
88,7Mhz da Adonai. Embora as duas 
emissoras sejam consideradas comu­
nitárias ou de baixa potência, o retor­
no proporcionado por elas é garanti­
do: “Onde as ondas precisam chegar, 
elas chegam", frisa Elizeu Camelo, 
superintendente da ED.
Prévia da aula
Com uma estratégia bastante 
sim ples, no domingo pela manhã, 
um apresentador e um professor, 
bem preparados 
nos d etalhes da
lição bíblica, vão ao ar com o ob­
jetivo de acordar os ouvintes e dar 
uma prévia do que vai ser aborda­
do nas classes do Tem plo-central 
ou em uma das 140 congregações 
e 30 subcongregações do campo. 
"A intenção é despertar o interes­
se das pessoas para que saiam de 
casa mais m otivadas e inteiradas 
do assunto. Com isso, já podemos 
perceber bons resultados, inclusi­
ve com a visita de muitas pessoas 
não evan gélicas que despertam 
para a Palavra de Deus. Nosso ob­
jetivo é aproveitar a ED também 
como ferram enta de evangeliza- 
ção", revela.
De aco rd o com F ra n c isco 
Freitas dos Santos, um dos apre­
sentadores do programa dom ini­
cal, as prévias da aula pelo rádio 
só podem ser m in istra d a s por 
quem participou da aula m inistra­
da aos professores que acontece no 
Tem plo-central, aos sábados à tar­
de. " A instrução aos professores é 
dada em três reuniões. Para quem 
trabalha no Departam ento Infan­
til (maternal a juniores), a reunião 
acontece no último sábado de cada 
mês entre 15h e 18h. Nela, nós en­
tregam os um subsídio para cada 
professor e m aterial didático adi­
cional para que os irmãos das con­
g reg açõ es este ja m a b a ste c id o s 
para ensinar. No último sábado do 
mês, nos reunimos para tratar das 
lições do mês seguinte e há uma 
reu n ião com os p ro fesso res de 
adolescentes e juvenis. O ponto 
alto dessa preparação acontece to­
dos os sábados às 19h, quando 
ocorre a reunião para professores 
de adultos", explica.
Com essas reuniões, a intenção 
da liderança é oferecer subsídios 
para que haja uniform idade dou­
trinária no ensino. "A s reuniões 
são bem concorridas. Embora seja 
cobrada a presença de pelo menos 
um representante de cada faixa 
etária das congregações, outros 
também se interessam e p artici­
pam, como é o caso de irmãos que 
ch egaram e se co n v erteram ao 
Evangelho através da reunião e, 
ainda, de outras d enom inações 
evangélicas que utilizam o mesmo 
m aterial de ED - no caso o produ­
zido pela CPAD", informa Elizeu 
Camelo.
Com uma participação média 
que varia entre 150 e 200 profes­
sores por reunião, em um sábado 
houve espaço para que algo sobre­
n atu ral aco n tecesse na vida de 
Jo sé A ltern i L im a. D istan te de 
Deus, ele conta que foi convidado 
para participar da palestra para 
professores. "A ssisti a palestra , 
gostei da exposição bíblica e acho 
que Deus tocou meu coração. Logo 
após, aceitei Jesus como meu Sal­
vador e continuo participando das 
reuniões de sábado, já que tenho 
impedimento para estar na ED nas 
manhãs de dom ingo", testemunha 
José Alterni, que já é membro da 
igreja há quase dois anos.
O professor da congregação Ita- 
peraóba, Roberto C arvalho, que 
também é responsável pelo pro­
grama dom inical, atesta os bons 
resultados da utilização do rádio. 
"N ós não detalham os a aula, ape­
nas oferecem os um panorama do
assunto e enfatizam os o convite 
para o ouvinte assistir a aula com ­
pleta em uma AD. Por outro lado, 
tenho observado que com os pro­
gramas no rádio, as aulas no Tem­
p lo -cen tra l para os professores 
tem tido uma freqüência cada vez 
m aior", atesta. Francisco de Frei­
tas in fo rm a que "se g u n d o as 
planilhas eletrônicas de presença, 
pudemos registrar um progressi­
vo aumento de participantes sába­
do à noite, tam bém "/
Escola Bíblica 
durante a semana
Na em issora A cionai, A bdias 
Barreto, superintendente da ED na/ 
congregação em Jardim da Luz, 
está no ar, na hora do almoço, para 
debater com os ouvintes temas da 
lição bíblica. "Eu pego a lição a ser 
estudada no domingo seguinte e a 
cada dia d iscu to um ponto. As 
pessoas ligam, externam a opinião 
e, no final, eu faço um fecham en­
to dentro da doutrina b íb lica", ex­
plica A bdias. Considerando que 
seu espaço é de uma hora e que o 
programa está no ar há apenas cin­
co m eses, A bd ias com em ora o 
c re sc im e n to da a u d iê n c ia .
"Estam os no ar também aos sába­
do entre l lh e 13h, quando faze­
mos uma mesa redonda sobre to­
dos os temas da semana com a par­
ticipação de pastores e líderes das 
congregações", acrescenta e apro­
veita para explicar que sua inicia­
tiva se fundamenta no amor pelo 
ensino das Escrituras. "Jesus dis­
se que conhecer a Verdade liberta 
o homem. Para ilustrar, um dia 
desses, enquanto debatia um pon­
to relativo ao casam ento, um jo ­
vem ouvinte ao participar, chora­
va sem cessar. Perguntamos o mo­
tivo e ele tão com pungido pelo 
Esp írito Santo disse que estava 
separado da mulher, mas que na­
quele instante estava deixando as 
atividades para ir se reconciliar 
com ela. Ele acertou a vida não só 
com a mulher, mas com Jesus tam ­
bém ", exulta.
Com tantas atividades no rádio, 
Abdias conta com o auxílio de sua
esposa, irmã Eliene Barreto, que é 
pedagoga e exerce a função de co­
o rd en ad o ra do D ep artam en to 
Infanto-Juvenil na igreja. Ela expli­
ca que a opção pelo formato de de­
bate é uma forma de criar o inte­
resse. "Em grande maioria, as pes­
soas não gostam de ler pelo simples 
motivo de sentirem preguiça. Sen­
do assim, começamos a expor os as­
suntos e, através das mais diversas 
opiniões, induzim os o ouvinte a 
pensar. Graças a Deus o programa 
tem conquistado adolescentes e jo ­
vens, que participam através do te­
lefone".
O distribuidor da CPAD no Ce­
ará, José Nogueira, é membro da 
AD e, através de patrocínio, é tam­
bém o principal investidor no pro­
jeto radiofônico. "Sem dúvida, é 
um pouco dispendioso, mas nós 
não ficamos apenas no objetivo co­
mercial, queremos ver a frutifica­
ção da ED ", explica.
Segundo Nogueira, o que vem 
sendo feito no Ceará é motivo de 
inspiração para as igrejas que já 
possuem espaço no rádio. "Tenho 
certeza de que se os program as 
radiofônicos reservarem um tempo 
para ED, os resultados logo serão 
percebidos", afirma.
A novidade
A liderança da ED está preparan­
do um curso para formação de pro­
fessores através do rádio. Segundo 
Francisco de Freitas, "quem desejar 
fazer o curso vai poder se inscrever 
na loja distribuidora dos produtos 
CPAD para o Ceará. No momento 
da inscrição, o interessado vai rece­
ber uma apostila e as provas, que 
deverão ser preenchidas após as li­
ções através do rádio. Depois do 
curso, o aluno receberá um certifi­
cado a ser conferido pela Assem­
bléia de Deus em Fortaleza".
/ \
m .
) l ÍM i/ y*r-
fH ú & ic a
país, chegou a vez de Basta ter fé , seu 
novo trabalho, que presenteia o ouvin­
te com louvores cheios da unção de 
Deus. Lançado pela Patmos Music, ele 
é formado por 14 músicas gravadas 
com todo rigor na qualidade técnica.
Nesta nova fase da carreira, os es­
forços de produção foram intensifica­
dos. Isto porque Lília recebeu músi­
cas enviadas por irmãos de várias par­
tes do Brasil. “Escolher o repertório 
não foi tarefa simples. A maior difi­
culdade foi ter de deixar fora muitos 
hinos bonitos", revela Lília. Com ex­
ceção dos hinos De valor em valor, o 131 
da Harpa Cristã, e o tradicional Sou 
feliz, do Cantor Cristão, o CD apresen­
ta 12 faixas inéditas compostas por 
Josué Teodoro, Oziel Silva, Gláucia Di 
Paula, Moisés Freitas, Amauri de Je­
sus, Leonardo Lois, entre outros.
Acima do aparato técnico e profis­
sional, a questão da espiritualidade 
merece destaque. Segundo Carla 
Ribas, gerente da Patmos, anunciar a 
Palavra de Deus através do louvor é 
fator imprescindível para a gravado­
ra. "Queremos manter a espiritualida­
de do CD de Lília Paz, a exemploda
unção transmitida em seu primeiro
trabalho. Nos preocupamos também 
com o conteúdo da mensagem de cada 
hino", declara.
Toda atividade que envolve o 
mundo espiritual deve ser executada 
com seriedade. Assim, ela fará dife­
rença. Quando esse fator é ignorado, 
as coisas seculares podem acabar sen­
do priorizadas, gerando o desvio do 
alvo de um CD evangélico, que é ado­
rar e glorificar o nome de Jesus. "Os 
adoradores anseiam, em primeiro lu­
gar, agradar ao Senhor e fazer sua 
obra. Não dá para cantar pensando 
em problemas financeiros, por exem­
plo. Isso faz diferença na unção do 
louvor. Você tem de estar livre de 
qualquer preocupação. É preciso co­
locar em primeiro plano as coisas de 
Deus, e, então, confiar na Palavra que 
nos garante que as outras coisas se­
rão acrescentadas. O Senhor traz pro­
vidência para nossa vida. Ser uma 
cantora cristã é viver pela fé", sinte­
tiza Lília.
Recebendo todo o apoio de sua fa­
mília e dos irmãos da igreja onde con­
grega, Lília é grata a Deus pelo "exér­
cito de oração" que Ele levantou a seu 
favor. "Sem a intercessão dos irmãos, 
que até formaram um grupo para orar 
pelo meu trabalho, eu não ficaria de 
pé. Reconheço que essa cobertura es­
piritual tem sido a alavanca para per­
manecer e perseverar nessa tarefa", 
avalia Lília, completando que "para 
louvar ao Senhor é essencial ter uma 
vida de constante oração".
Basta ter fé reflete bem o resultado 
desse conceito, a começar pela músi- 
ca-título, que exalta o poder de Jesus. 
As faixas do CD declaram amor, de­
pendência e gratidão a Deus. Clame o 
sangue, Ele vai te dar vitória, Mais de Ti, 
Eu creio no Senhor, Deus em minha fren­
te, Manda teu fogo, Mostra o seu amor e 
Brasa de Fogo estão entre as canções 
que fazem parte desse trabalho. "A re­
percussão do meu primeiro CD foi 
muito boa, mas é a partir do segundo 
que se começa a colher os frutos", afir­
ma Lília, que observa o cumprimento 
da promessa de Deus para sua vida. 
"Toda glória, honra e louvor sejam de­
dicados a Deus", finaliza.
Os contatos com Lília Paz podem 
ser feitos através dos telefones 21-2688. 
8801, 9652.3671 ou 9614.8602. 1
^ Aprenda a montar uma 
biblioteca, espaço essencial 
para buscar conhecimento
á foi o tempo em que a bi­
blioteca era apenas um 
patrimônio para a posteri­
dade, um museu visando a 
conservação do material - lembranças 
de uma época em que a dificuldade 
para se compilar livros era muito 
grande. A biblioteca hoje é um orga­
nismo vivo que serve como instru­
mento de instrução e difusão cultural. 
É uma oportunidade de desenvolvi­
mento que está ao alcance de todas as 
pessoas, principalmente dos pastores.
A igreja tem o firme propósito de 
levar os homens a Deus e ajudá-los 
a crescerem no conhecim ento de 
Cristo, no entendimento e na vida. 
Se o corpo administrativo da igreja 
não estiver bem treinado e intelec­
tualmente preparado, deixará de al­
cançar parte de seu objetivo. É pre­
ciso que os obreiros recebam os re­
cursos de estudo. Para suprir essa
necessidade, a biblioteca serve como 
oficina, que permite livre acesso ao 
conhecimento.
A Biblioteca e a Bíblia
A Bíblia em si é uma biblioteca 
de 66 livros. Todos estes livros jun­
“A ig re ja é 
b e n e fic ia d a 
quando seu 
p as to r e s tu d a 
e adq u iri novos 
c o n h e c im e n to s 
a tra v é s da 
le itu ra ”
tos revelam a vontade de Deus para 
o homem. Será que Deus proibiria 
a escrita de outros livros sobre sua 
Palavra? Paulo, em 2 Timóteo 4.13, 
pede que Timóteo leve "os livros". 
Isso mostra que ele era um estu­
dante, um pesquisador.
As Escrituras Sagradas dizem 
que a sabedoria de Salomão não 
foi resu ltad o só de oração . Ele 
amava o estudo. Salomão não dor­
m iu in d o u to e acord ou sá b io , 
com o m u itos p en sam . Em 
Eclesiastes 2.9, ele afirma que es­
tudou. Daniel e seus amigos tam ­
bém são exemplos de que o estu­
do é im portante. Deus concedeu a 
eles graça e en tend im en to (Dn 
1.17-21), mas eles tiveram de es­
tudar a cultura dos caldeus (Dn 
1.4).
É verdade que não devem os 
confundir sabedoria divina com
A biblioteca é uma das maiores 
fontes de conhecimento que o pastor 
dispõe. E ele quem 
instrui a igreja, 
que a orienta e a li­
dera. Ignorando as 
idéias que os li­
vros abordam e es­
clarecem, o obrei­
ro não pode de­
sempenhar eficaz­
mente sua tarefa, 
ficando suscetível 
a frustrações em 
seu m inistério.
Sem dúvida algu­
ma, a igreja é bene- 
ficiada quando 
seu pastor estuda 
e adquiri novos
“N ão devem os 
con fu nd ir 
s ab e d o ria d iv ina 
com sab e d o ria 
in te le c tu a l. Deus 
não d ará a sua 
s ab e d o ria para 
a q u e le s que 
am am a p re g u iç a 
in te le c tu a l”
Fonte de pesquisa 
indispensável
sabedoria intelectual, porém Deus 
não dará a sua sab ed oria para 
aqueles que amam a preguiça in­
telectual. Todos os sábios na Bíblia 
amavam o estudo de livros que fa­
lavam sobre o conhecim ento de 
Deus em sua Palavra. Os antigos, 
na época do desenvolvim ento, da­
vam muita im portância à palavra 
escrita.
Não existe argum ento bíblico 
que se oponha ao desejo de se ter 
uma b ib lio teca , ou pelo m enos, 
umas dezenas de livros que pos­
sam esclarecer e aprim orar o co­
nhecim ento dos servos de Deus. 
Além disso, a Bíblia tem resposta 
para todos os tipos de problem as, 
quer sejam em ocionais, fam iliares 
ou psicológicos. No entanto, é ne­
cessário que o pastor tenha livros 
que o a u x ilie m na área de 
a co n se lh a m e n to , fazen d o com 
que seu m inistério seja mais e fi­
ciente.
conhecimentos através da leitura. O 
pastor precisa dessa fonte de pesqui­
sa.
"A Bíblia é suficiente para mim. 
Não preciso de outros livros", diziam 
alguns. Inquestionavelmente, a Bíblia 
é o Livro-Chave. No entanto, onde 
pesquisar fatos históricos, geográficos, 
hábitos e costumes dos tempos bíbli­
cos para enriquecer sua mensagem e 
seu ensino? A pessoa que deixa de es-
zados, dissipando dúvidas e obtendo 
sugestões úteis para que venha de­
sempenhar seu ministério de forma 
cada vez mais qualificada.
A biblioteca está presente na ori­
entação da criança, do jovem e do 
adulto. Vivemos no mundo da infor­
mação. Nossa época é dinâmica, e por 
isso torna-se necessária a pesquisa dos 
mais variados assuntos, para que pos­
samos ampliar nossos conhecimentos.
tudar, conse­
q u e n te m e n te 
deixa de crescer. 
Os livros são 
mestres perma­
nentes. Em qual­
quer tem po, o 
obreiro pode re­
correr a manuais 
e livros especiali-
Encontramos bibliotecas nas escolas, 
nos hospitais e em outras organiza­
ções. Não podemos admitir que a igre­
ja, como centro educacional e de evan- 
gelização, perca a oportunidade de 
exercer um valioso ministério ao abrir 
suas portas tanto aos membros quan­
to à comunidade. Não se pode esque­
cer que a biblioteca oferece uma gran­
de estratégia para a evangelização.
H ■
" Organizando 
sua b ib lio teca
A biblioteca, como pa­
trimônio da igreja, beneficia 
não só os pastores mas também 
os professores da ED e os obreiros. 
Na orientação aos que desejam or­
ganizar uma biblioteca, prepara­
mos um pequeno resumo, pois é 
necessário que o acervo seja cuida­
dosamente selecionado e tecnica­
mente organizado.
Quando compramos li­
vros, temos a tendência
de procu­
rar os quea 
bordam assun­
tos de nosso maior 
interesse. No entanto, 
a coleção de referência 
deve incluir também os se­
guintes as­
suntos: teolo­
gia, história, geo­
grafia, linguagem e 
literatura. Além 
dos livros, uma bi­
blioteca deve ter 
dicionários, enci­
clopédias, biblio­
grafias, mapas, pe­
riódicos, filmes e 
microfilmes.
Para se m on­
tar uma bib liote­
ca é preciso ob­
serv a r a te n ta ­
mente os requisitos que o em pre­
endim ento exige.
Espaço - Deve ser um lugar cla­
ro e arejado, proporcionando uma 
leitura tranqüila.
Material - Serão necessárias fichas 
(7xl2cm), arquivo, lápis, caneta, ca­
rimbo com seu nome ou o da biblio­
teca e o Livro de Tombo, também cha-
“A b ib lio tec a é 
um o rgan ism o 
vivo que s e rv e 
com o
in s tru m e n to de 
in s tru ç ã o e 
d ifusão c u ltu ra l”
m a - 
do Livro 
de Registro, 
que pode ser 
encontrado nas 
papelarias. 
Arrumação do acervo 
- A disposição dos livros 
na prateleira deve ser rela­
tiva, ou seja, os livros devem 
estar reunidos por assunto, sem 
dar atenção ao tamanho dos mes­
mos. É o processo mais usado.
C on serv ação e m an u ten ção do 
acervo - Esse ponto reúne alguns 
itens im portantes:
• Não expor os livros d ireta­
mente à luz ou umidade.
• Limpar os livros com pincel, 
para retirar a poeira; e a prateleira, 
com pano seco.
• Não encher 
demais as prate­
le ira s , co m p ri­
mindo os livros. 
Deve-se permitir 
a ventilação en­
tre eles.
•Ao detectar 
inseto, retirar o 
livro im ed ia ta ­
mente da prate­
leira e tratá-lo (a 
traça é o m aior 
in im igo dos l i ­
vros).
• N ão u sar 
in seticid a ou qualquer produto 
químico nos livros e nas pratelei­
ras.
Helba Galvão Lemos é profes­
sora de Biblioteconomia no Institu­
to Bíblico das Assembléias de Deus 
(Ibad), em Pindamonhangaba (SP).
III
- r fe
0
CTO
í j
r
V
L
H
% m
S a í^ ele 
Aeitccia,
MANUAL DE ENSINO PARA O EDUCADOR CRISTÃO
KEN N ETH O. G A N G EL & H OW ARD G. H E N D R IC K S
Escrito por especialistas em Educação Cristã, esta obra é um instrumento 
eficaz de apoio e orientação a quem deseja se dedicar ao ensino bíblico. Nela, 
você encontrará uma série de princípios e práticas a serem 
aplicados no dia-a-dia do educador. Os quatro temas gerais 
abordados são fundamentos para o ensino cristão, padrões e 
processos deste ensino, seus papéis cruciais e suas varieda­
des. A natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino 
bíblico são delineados. Editado pela CPAD, esse livro é 
recomendado tanto a iniciantes como a professores experi­
entes.
MERECEM CONFIANÇA AS PROFECIAS?
C LA U D IO N O R CO R R ÊA DE A N D R A D E
O objetivo desta obra é elucidar, ao estudante da Bíblia, a profecia e 
form as; o que é ser profeta e quais as suas credenciais e virtudes; os 
profeta e seu estilo de vida; as divergências entre os 
profetas do Antigo e Novo Testamentos; e o cumprimento 
das profecias messiânicas. O livro, editado pela CPAD, 
apresenta Moisés como o modelo dos profetas e Jesus como 
o espírito da profecia. De forma sintética, atrativa e 
didática, o autor ressalta a importância do profetismo 
bíblico, apresentado como a coluna vertebral das Sagradas 
Escrituras.
suas 
tipos de
HISTÓRIA DE ISRAEL NO ANTIGO TESTAM ENTO
EUGEN E H. M E R R ILL
Trata-se de uma obra acadêmica que deverá enriquecer os estudiosos da 
Palavra de Deus, professores, pastores e seminaristas. O autor, Eugene H 
Merrill, professor de Antigo Testamento no Seminário ̂«»
Teológico de Dallas (EUA), defende com convicção a 
autoridade divina da Bíblia e sua inerrância, e traz um rico 
detalhamento do passado de Israel nos tempos do Antigo 
Testamento. Ao reconstruir a história judaica em seus 
primeiros séculos, o autor comprova a veracidade do relato 
bíblico. Este livro, lançado pela CPAD, é um valioso 
suporte à ministração do ensino bíblico.
-EntreAspas
“A teu servo, pois, dá um 
coração entendido para 
ju lgar a teu povo, para que 
prudentem ente discirna 
entre o bem e o m al"
1 Reis 3.9
"A s crianças aprendem 
ativam ente, pensam concre­
tam ente, gostam de ficar 
envolvidas e fazem desco­
bertas. Porque as crianças 
são assim , o m inistério de 
ensino bíblico tem de 
proporcionar experiências 
de primeira mão - usando 
todos os cinco sentidos. 
Q uanto m ais envolvim ento 
e interação a criança tiver 
com a Palavra de Deus e o 
professor, m ais eficaz será 
a lição ."
Trecho do livro Manual de 
ensino para o educador cristão
(CPAD), pág. 140.
'É necessário que ele [Jesus] 
cresça e que eu dim inua"
João 3.30
"O crescim ento da igreja é 
resultado de cinco fatores. 
Em prim eiro lugar, da nossa 
união. Em segundo lugar, 
do trabalho de evangelism o. 
Em terceiro, da oração. Em 
quarto, do ensino da 
Palavra de Deus. E, por fim, 
da preservação não só da 
unidade, mas tam bém da 
sim plicidade e do nosso 
com portam ento diante 
desse m undo vil de pecado"
Pastor José Wellingtou Bezerra 
da Costa (presidente da 
CGADB), em entrevista à revista 
Obreiro (CPAD), edição n" 17.
Por Maria Lúcia Fonseca
Hábito de leitura
Como desenvolvê-lo através da Escola Dominical
A comunicação eletrônica invade o mundo moder­no, colocando a leitura em segundo plano entre 
os interesses que envolvem cada 
uma das fases de vida do ser huma­
no. H oje, o m undo está sendo 
monitorado pela imagem, som, ve­
locidade, visualidade e virtualidade. 
Daí, a preocupação em se criar alter­
nativas que venham estimular e re­
novar o hábito de leitura, seja entre 
crianças, adolescentes ou jovens, 
bem como reciclar esse hábito 
entre os adultos.
Cada criança 
deve ser desperta­
da desde cedo 
para o prazer
tanto, incentivá-la a ler, formando e 
multiplicando leitores mirins na Es­
cola Dominical, além de se estar for­
talecendo a expressão bíblica "ins­
trui o menino no caminho em que 
deve andar, e, até quando envelhe­
cer, não se desviará dele", Pv 22.6. 
Infere-se, então, que o melhor local 
para começar essa prática é o lar, 
que, aliado à ED, coopera eficiente­
mente não apenas na formação, mas 
também na consolidação do caráter 
cristão através do ensino da Palavra 
- obra espiritual por excelência, 
cujos efeitos nortearão o futu­
ro eterno da criança.
Em tempos 
bíblicos
A Bíblia prova que 
desdè os tem pos 
imemoriais cabia aos 
pais a função de trans- 
* |p mitir não somente a re­
velação divina aos fi­
lhos, mas também as 
h istó rias an cestra is , 
costumes, valores mo­
rais e espirituais, laços 
afetivos que constituíam a 
base de cada família, etnia 
e nação. Assim, Moisés foi ca­
paz de conhecer sua origem 
e um dia optar definitiva­
m ente em favor de seu
povo (Hb 11.24-25). A oralidade, 
como se vê, está não só na base da 
história da civilização mas, também, 
na base da leitura.
Tomando contato com o Livro 
Santo, outra descoberta: Jesus, um 
menino leitor. Com cerca de 12 anos, 
adolescente, percebemos que aquele 
jovem de N azaré era um voraz 
devorador de livros. Sua magistral 
atuação entre os doutores no Templo 
(Lc 2.42-51) revelava-o portador de 
um conhecimento que o estudo e a 
leitura, aliados ao estreito relaciona­
mento com o Divino, poderiam for­
necer. Jesus tinha capacidade não só 
para citar passagens bíblicas que re­
cheavam seus monumentais discur­
sos, como também para localizar com 
rapidez os textos nos "livros" da épo­
ca, que além de terem o formato de 
rolos, apresentavam outra dificulda­
de - a própria estrutura do texto he­
braico, sem as subdivisões das nos­
sas Bíblias de tão fácil manuseio hoje.
Lemos na Palavra, que o Salva­
dor, certo sábado, entrando na sina­
goga levantou-se para ler. Então lhe 
deram o livro do profeta Isaías, e, 
abrindo o livro, Ele achou o lugar 
onde estava escrito... (Lc 4.16-17). Só 
acha passagens bíblicas com facili­
dade quem tem o costume de ler o 
Texto Sagrado sistematicamente.
Para que Jesus tivesse essa facili­
dade no manejo dos rolos, depreen-
de-se que a causa principal estava no 
fato de que Ele habituara-se, em cri­
ança, a ler. Sabia os testes de cor, não 
apenas porque era o Filho de Deus - 
o Pai não lhe fazia concessão por 
essa condição especial - mas porque 
fora iniciado desde tenra idade no 
manuseio dos livros de então.
Familiarizar os pequeninos com 
livros, principalmente a Bíblia, é pas­
so fundamental para eliminarmos as 
barreiras de atraso, sobretudo o es­
piritual, que atrofia e impede o cres­
cimento do povo e do país em que 
vivemos.
Além de Jesus, encontramos na 
Bíblia um grande grupo de pessoas 
que gostava de ler. O eunuco, alto 
o fic ia l de C andace, rainha dos 
etíopes, após adorar em Jerusalém, 
voltava para seu país de origem e, 
"assentado em seu carro lia o profe­
ta Isaías", At 8.28. Paulo,já velho, 
mesmo encarcerado, tendo tanta coi­
sa de mais necessidade para pedir, 
não esqueceu de lembrar a Timóteo: 
"Quando vieres, traze ... os livros, es­
pecialmente os pergaminhos", 2Tm 
4.13, deixando-nos um testemunho 
contundente do valor recreativo e sa­
lutar da leitura. Os livros eram-lhes 
companheiros prazerosos, onde en­
contrava alento e nutrição para a 
alma.
Quem lê sempre acha resposta, 
sempre é impactado pela mensagem 
que o texto transmite. Timóteo tor- 
nou-se sábio para a salvação pela fé 
em Cristo Jesus porque sabia as Sa­
gradas Letras desde a infância (2Tm 
1.5 e 3.14-16), por influência de sua 
mãe e sua avó.
Uma escola na igreja
Associada ao lar e à escola, a igre­
ja é a melhor agência que existe para 
estimular o prazer da leitura. Primei­
ramente, usando um dos seus depar­
tamentos mais influentes para isso: 
a Escola Dominical, um movimento 
que nasceu entre as crianças e alcan­
çou os adultos.
Falamos de uma Escola Domini­
cal bem estru tu rad a. Por bem 
estruturada, queremos dizer uma es­
cola com seus diversos setores orga­
nizados, não apenas com 
espaço físico ideal, mas 
também e, especialmente, do­
tada de uma boa infra-estrutu­
ra: biblioteca bem aparelhada, do­
centes qualificados profissional e 
espiritualmente e líderes realmente 
comprometidos, que invistam nes­
sa escola, olhando, inclusive, para os 
departamentos de base como o ber­
çário.
Não basta qualificar os docentes. 
Necessário se faz fornecer-lhes o 
apoio logístico para que possam de­
dicar-se ao ensino, porque dedicação 
sem apoio não funciona.
Havendo bibliotecas, é impres­
cindível dotá-las de livros, jornais, 
revistas, recortes, gravuras, eslaides, 
retroprojetor, vídeo, etc, tudo devi­
damente catalogado.
Tendo condições ideais a partir 
do departamento infantil, as crian­
ças serão introduzidas no mundo da 
leitura por meio de modalidades de 
ensino muito conhecidas. A seguir 
alguns exemplos.
Narração
São as histórias. Insuperáveis 
como as contadas por Jesus em for­
ma de parábolas, cativam e transpor­
tam os ouvintes. As bíblicas são im- 
batíveis: Davi e Golias, Sansão e 
Dalila, o bom samaritano, a ovelha 
perdida, as dez virgens, o filho pró­
digo, o bom semeador, entre outras, 
conquistam crianças e adultos.
E claro que há fontes de histórias 
além da Bíblia, como narrativas que 
abordam a natureza, a biografia de 
homens de Deus e vultos da história 
mundial, fatos do momento que po­
dem ser explorados de m aneira 
edificante, como fazia Jesus.
O bom leitor se constrói na ob­
servação e na prática do ato de ler, 
que apresenta-se sob dois aspectos:
textos orais e escritos. Ouvir textos, 
nada mais é do que aquele apelo 
que fazia Jesu s antes de suas 
prédicas: "Quem tem ouvidos para 
ouvir, que ouça", Mt 13.9, em cuja 
raiz residia a chave para a compre­
ensão e apreensão da essência do 
falar divino.
Escutar textos na ED envolve 
possibilidades interessantes, como a 
de aprender aspectos relevantes li­
gados ao assunto da lição, ao con­
teúdo moral de uma história, ao tex- 
to-áureo. Dependendo da situação, 
essa prática pode ser ampliada de 
modo a proporcionar a produção de 
textos orais, pois o aluno pode 
interagir com perguntas e coloca­
ções, ou mesmo fazer outra "leitu­
ra" do que ouviu, reproduzindo-a 
oralmente.
O bom contador de histórias, por 
mais experiente que seja, deve co­
nhecer profundamente a história que 
vai narrar e, ao fazê-lo, deve torná- 
la viva aos olhos dos seus ouvintes, 
como fazia o Mestre. Contar históri­
as na classe da ED pode transformar- 
se, dessa maneira, em uma excelen­
te estratégia para deflagrar o ato de 
ler entre as crianças.
E preciso ter em mente que uma 
coisa é narrar; outra bem diferente é 
ler a história para introduzir o ou­
vinte no universo descrito pelo au­
tor e reproduzido pelo narrador. É 
p reciso ser cria tiv o , a linhando 
ludicidade à leitura, dramatizando
o texto enquanto o lê e, ao mesmo 
tempo, envolvendo todos no jogo 
interativo.
Leitura
O incentivo à leitura através da 
ED é o grande caminho que temos 
para fixar na mente dos ouvintes as 
verdades da fé, fidelidade e solida­
riedade cristãs e o amor de Deus. Daí 
ser preciso despertar o prazer pelo 
livro entre as crianças. Formar leito­
res de livro, de revistas, de jornais, 
da Bíblia especialmente. O leitor é o 
homem se construindo como agente 
de sua própria história. Na leitura, 
duas ações interferem: olhar e ver; 
buscar o detalhe para dar significa­
do ao seu próprio ser no meio em 
que vive.
Procurando desenvolver a habili­
dade de leitura na classe, em um pri­
meiro momento, o narrador apresen­
ta o texto à criança, convidando-a a 
observar detalhes, como as gravuras 
que ilustram o livro, as cores, que se 
combinam formando o imaginário e 
então, após ser introduzido no mun­
do da narrativa, será estimulada a 
interagir com as imagens sugeridas 
pelas palavras, a sonoridade, que for­
necem pistas para que se façam ou­
tras leituras conforme sua percepção 
do texto apresentado. Isto porque, 
como já percebemos, inclusive quan­
do em contato com a Bíblia, um texto 
não se esgota, não está pronto ao ser 
escrito. Pelo contrário, continua no 
leitor. É polissêmico, porque contém 
sentidos vários, que ativados no mo­
mento da leitura, produzem imagens 
carregadas de significado, capazes 
de envolver o leitor no mun­
do do texto. No caso 
da Bíblia, que é 
ativada pelo 
E s p í r i t o 
Santo, a 
P a l a ­
vra torna-se viva, e fala ao coração do 
leitor, onde chega com mais intensi­
dade do que uma aguda espada de 
dois fios. Assim, a visão do leitor é 
ampliada, porque a leitura não é uma 
só, é plural, é aberta.
Leitura compartilhada
Uma técnica que também dá cer­
to é a parceria, em que o professor lê 
uma parte do texto e a criança lê a 
outra. O passo seguinte é discutir o 
tema do livro, lição ou texto-recorte, 
procurando relacioná-lo com o con­
texto em que o interagente vive, ou 
com o conhecimento de que já é de­
tentor, com o objetivo de dar sentido 
a tudo o que foi evidenciado.
Círculo de leitura
No dizer da professora Pensilvânia 
Gerra, é uma experiência partilhada em 
grupo a partir de um texto. É um bate- 
papo entre leitores, uma leitura como 
hora de lazer, que para pleno êxito, 
deve contar com uma pessoa atuando 
como mediador entre os leitores, o lei- 
tor-guia, que pode ser o professor ou 
um aluno, cuja função é estimular a 
interação do leitor com o texto, desen­
cadeando o ato interpretativo. Dele de­
pende todo o sucesso dessa estratégia. 
Deve saber provocar a participação, 
orientar o olhar coletivo para elemen­
tos não percebidos no texto. E o 
deflagrador do diálogo com a obra que 
está sendo lida, que tanto pode ser um 
fragmento da Bíblia, uma história in­
fantil, um poema, uma letra de hino etc.
O aspecto lúdico desta dinâmica 
está em que a leitura se processa sem a 
obrigatoriedade ou a certeza da inter­
pretação. O que se procura, e isso deve 
ser ressaltado, é o lado socializador da 
leitura porque o que prevalece é o ca­
ráter acentuado da troca de idéias en­
tre os leitores a partir do diálogo do 
autor com o leitor.
Ler é, sim, um ato que exige esfor­
ço e reflexão, mas é, também, fonte de 
prazer. Jamais se deve transformar um
ato tão agradável como o de ler, seja a 
Bíblia ou livros de outra natureza, em 
alguma coisa imposta. A criança deve 
ser atraída para o mundo da leitura por 
livros adequados à sua idade. A obri­
gação vai tirar-lhe o prazer de ler, que 
está na base da formação de todo bom 
leitor.
Prazer de ler
Foge à capacidade de qualquer pes­
soa, perceber de onde vem a inclina­
ção para os livros. O que podemos fa­
zer, como pais e educadores, é desper­
tar o dom que há em cada criança, des­
cobrindo leitores em potencial. Para 
tanto, devemos trabalhar a capacida­
de que cada criança traz, apresentan­
do um livro a ela, explorando, estimu­
lando, provocando a incursão do lei­
tor mirim por esse mundo a ser desco­
berto. Porém, nunca devemos forçá-las.
Éfato comprovado que muitas ve­
zes a criança ou o adulto não gosta de 
ler por ter sido forçado a isso por pais 
ou professores, em alguma etapa da 
vida. Muitas vezes, crianças e jovens 
detestam ler a Bíblia, não pelo conteú­
do que apresenta, mas porque recebe­
ram, como castigo dos pais por algu­
ma travessura quando pequenos, ler, 
às vezes até de joelhos em algum can­
to da casa, o Salmo 119 ou outra pas­
sagem quilométrica do Livro Santo. 
"Não há prazer na obrigação e deve­
mos ler apenas por prazer", afirma o 
ensaísta canadense Alberto Manguel.
Formar e multiplicar leitores é tam­
bém tarefa da ED, agência que forne­
ce formação e informação por excelên­
cia da Palavra de Deus.
Maria Lúcia Fonseca é mem­
bro da AD em Belém (PA).
08
Ô
0-
7G
1-
CRIADOS PARA ADORAR
D i s p o n í v e i s e m C 2 D e C D P i d y B <3 c k
MELOSWEET
P a z p a r a o B rasil
Com vozes privilegiadas 
cantam em ritmos variados, 
sem perder o estilo romântico 
em melodias cheias fé, devoção 
e uncão divina.
Convites e contatos: (21} 3156-1926 
Site: www.melosweet.rg3.net 
E-mail: melosweet@gbl.com.br
LILIA PAZ
B asta te r Fé
O que já era bom ficou melhor! 
Lília Paz, com uma voz mais 
madura e experiente, apresenta c 
seu segundo CD com 14 músicas 
dentre elas, 12 inéditas. Com 
estilos diversos, canta forte sem 
perder a meiguice em um louvor 
marcante e cheio de poder. 
Convites e contatos: 
(21 )2688-8801 /9614 -8602
Nas lojas do ramo ou pelo:
n 0300- 789-7172 w w w . c p a d . c o m . t ) r
http://www.melosweet.rg3.net
mailto:melosweet@gbl.com.br
'S te K i ^Ictéíad
Por Débora Ferreira
Recurso indisp
Dinâmicas de grupo dão suporte 
ao estudo do livro de Oséias
Caixinha
Inicie a classe lendo o seguinte texto:
Um professor castigou seu aluno por desperdiçar 
uma grande quantidade de papel dourado do esto­
que da classe. O dinheiro estava escasso naqueles 
dias, razão pela qual o professor ficou furioso ao ver 
o aluno envolvendo uma caixinha com aquele valio­
so papel.
Apesar de tudo, no domingo seguinte, o aluno le­
vou o presente a seu professor e disse: "Isso é para 
você, meu mestre dedicado!" Ele sentiu-se envergo­
nhado da sua furiosa reação, mas voltou a explodir 
quando viu que a caixa estava vazia. Gritou dizendo: 
"Você não sabe que quando se dá um presente a al­
guém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?" 
O aluno, meio decepcionado, olhou para o seu mes­
tre com lágrimas nos olhos e disse: "Oh, mestre, ela 
não está vazia. Está cheia de intercessão. Eu orei bas­
tante dentro da caixinha antes de lhe entregar. Todas 
as minhas lágrimas são para você, em gratidão por
Até acabar a fita
Objetivo: Estimular a fixação de conhecimento de per­
sonalidades bíblicas.
Material: Três pedaços de fitas de tamanhos diferen­
tes: 60cm, 90cm e 120cm.
Procedimento: O professor escolhe três alunos que, de 
olhos vedados, pegarão um pedaço de fita. O voluntário 
começará a falar sobre a vida do profeta Oséias ao mes­
mo tempo em que vai enrolando a fita num dedo; ele con­
tinua falando até acabar a fita. Quando o aluno terminar, 
ele escolhe outro companheiro, que fará a mesma coisa. 
O exercício se repete até que todos tenham falado.
Aplicação na vida cristã:
• Para que serviu a dinâmica?
• Você pode comparar o profeta Oséias com algum 
líder religioso de nossos dias?
• Qual o seu comentário pessoal sobre o ministério 
de Oséias?
toda a sua dedicação durante esse trimestre". O mestre 
quase morreu de vergonha, abraçou o seu aluno e su­
plicou que ele o perdoasse.
Aquele professor guardou a caixinha dourada por 
muito tempo. Sempre que se sentia desanimado, can­
sado e com vontade de parar, olhava para a caixinha e 
recordava das intercessões daquele aluno sensível e 
amoroso, e resolvia continuar.
De uma forma simples, mas sensível, cada profes­
sor tem recebido uma caixinha dourada, cheia de in­
tercessõ es de seus alu nos. Esse gesto do aluno 
intercessor nunca deve ser desprezado, mas lembrado 
com carinho.
Perguntas de reflexão para os alunos:
• Você tem intercedido pelos problemas da classe?
• Qual a diferença entre oração e intercessão?
• Por quem você gostaria de interceder durante o 
próximo trimestre?
• Como era a situação dos intercessores de Israel?
Epitáfio
Objetivo: Manifestar algum sentimento em relação 
aos personagens bons e maus do mundo bíblico.
Material: Uma folha de papel tamanho ofício e uma 
caneta.
Procedimento: O professor distribui o material e ex­
plica como desenvolverá a dinâmica.
Cada aluno deve escolher um personagem contem­
porâneo do profeta Oséias para manifestar o seu senti­
mento escrevendo uma frase no seu epitáfio (lápide de 
seu túmulo). Uma vez escrito, o aluno irá manifestar seu 
protesto ou homenagem ao escolhido, lendo em voz alta 
a sua frase. Quando todos acabarem de ler, devem sen- 
tar-se em círculo e discutir o motivo da frase.
Perguntas para reflexão:
• O que aprendemos com esse exercício?
• Como nos sentimos após a experiência?
• Qual frase você escreveria no seu túmulo?
ísável
Melhor classe
Objetivo: Estimular a dedicação em classe 
e o aumento de conhecimento bíblico. É
A dinâmica de grupo vem ganhando cada vez mais espaço em nossas 
classes dominicais. Através dela é possível despertar na turma maior inte­
resse pelo assunto estudado, além de promover a participação efetiva dos 
alunos.
No entanto, há momentos em que os grupos ficam monótonos. Nes­
sas situações, o professor deve estudar de forma mais técnica as normas 
de trabalho em grupo para desenvolver uma comunicação aberta e ho­
nesta, procurando am pliar sua espontaneidade, autenticidade e 
criatividade. Isso fará dele um professor em condições de analisar me­
lhor os problemas internos da classe. Indicamos a exploração dessas téc­
nicas como importante auxílio no estudo das lições bíblicas. Conheça 
algumas sugestões para sua ED.
indicada para o encerramento do trimestre.
Material: Perguntas das lições bíblicas formuladas na re­
vista do aluno.
Procedimento: O superintendente convida as classes a 
formarem, espontaneamente, equipes para competição no 
último domingo do trimestre.
A competição consiste em descobrir a classe que melhor 
responde as perguntas das 13 lições estudadas. Para isso, 
todos devem responder e estudar as questões contidas na 
própria revista do aluno. A classe que ganhar a competição 
deve ganhar um almoço organizado pelo Departamento de 
Educação Cristã.
Normas para organização das classes competidoras:
As classes: O agrupamento dos competidores deve levar 
em consideração o número de classes que se pretende for­
mar e as características dos componentes, isto é, a faixa etária 
dos participantes. A identificação deve ser com o nome ou 
número da classe. Cada concorrente deve possuir a identi­
ficação, pelo menos, com 20cm de altura por 12 de largura, 
colada na blusa.
Perguntas: A competição constará de, no mínimo, 40 per­
guntas. O concorrente terá cinco segundos para começar a 
responder e trinta segundos para terminar a resposta. As
perguntas devem ser sorteadas e retiradas de dentro de uma 
uma.
Substituição: Os professores poderão substituir os concor­
rentes somente durante os intervalos entre uma pergunta e 
outra. Será substituído o concorrente que responder a cinco 
perguntas consecutivas e estas forem julgadas corretas pelos 
juizes.
Marcação: Cada resposta certa valerá 15 pontos. A discipli­
na da classe valerá 10 pontos.
Erros: Após a terceira resposta errada dada por um mesmo 
aluno, serão tirados 10 pontos do grupo.
Empate: Se os juizes marcadores da contagem constatarem 
que houve empate após as perguntas terem sido respondidas, 
haverá uma prorrogação e o inquiridor fará mais cinco per­
guntas.
Juizes: Serão designados cinco juizes de respostas para a 
competição. Nenhum comentário, além de certo ou errado, 
será feito por eles.
Resposta: Respostas incompletas são consideradas erradas.
Disciplina: Durante o evento, a disciplina deve ser conquis­
tada através de processos de liderança, com a maioreficiência, 
encorajando os alunos a obedecerem as normas estabelecidas 
de forma agradável e segura.
O professor propõe que a classe desenhe uma bela 
igreja em cartolina. Todos os alunos devem desenhar 
um pedacinho do templo ou um elemento que faz 
parte dele, tal como cadeira, banco, parede, piso etc.
Quando a igreja estiver pronta, o desenho vai pas­
sando de mão em mão para que cada participante 
fale sobre o que ajudou a igreja ficar pronta e o que 
dificultou. Um aluno vai escrevendo no quadro os 
pontos que auxiliaram e os pontos que dificultaram 
a construção da igreja.
A igreja representa o corpo do grupo, ou mesmo 
a classe. Cada aluno toma consciência do que é posi­
tivo ou negativo em classe.
Em seguida, entregue aos alunos o retrato do Tem­
plo em Jerusalém. Cada aluno deve observar bem a 
figura e depois dizer uma situação que contribuiu 
para a sua destruição e cativeiro babilônico.
Amor em escassez
Leia a seguinte ilustração para a turma:
Irmã Maria esperou sua amiga Ana ao final da ED. No iní­
cio, a conversa girou em torno de doenças dos filhos. E uma 
aproveitou para receitar para a outra remédios caseiros, além 
de indicar uma reunião de oração fervorosa. Até que a dirigen­
te do coral chegou e, então, começaram a falar das reuniões 
que estavam acontecendo todos os sábados.
Ana disse que não fala nem se envolve com programas da 
comunidade evangélica porque prefere ficar com sua família. 
Maria disse para a amiga que alguns meses atrás também pen­
sava assim. Hoje acha que o individualismo é um grave erro e 
que o egoísmo é a maior ação destruidora.
Expressando opiniões:
• Como se deve agir em relação às pessoas individualistas?
• Como se deve participar das atividades na Casa de Deus?
• Como o individualismo era manifesto em Israel?
Por Andréia Di Mare
Raízes sólida
Região Nordeste receberá crentes de todo o Brasil 
para a realização do 3o Congresso Nacional de ED
Fotos: Arquivo
E stá se aproximando um dos eventos mais esperados pela igreja brasileira. Entre os dias 17 e 20 de julho, o Cen­
tro de Convenções de Natal (RN) estará 
servindo de cenário para o 3o Congres­
so Nacional de Escola Dominical, pro­
movido pela CPAD. Com base no tema 
"T ran sfo rm ai-v o s 
pela renovação do 
vosso entendimen­
to", Rm 12.2, o even­
to reunirá líderes, su­
perintendentes e pro­
fessores de ED de 
todo o país, compro­
vando que aqueles 
que estão comprome­
tidos com o ensino da 
Palavra de Deus tam­
bém estão empenha­
dos em aprender.
Para atender a essa 
necessidade da igreja, 
o evento oferece uma 
programação diversificada, o que pos­
sibilitará aos congressistas a participa­
ção em plenárias, seminários e 
workshops, além dos cultos à noite. Para 
a ocasião estão programados, ainda, lan­
çamentos de livros voltados para a área 
de ensino, editados pela CPAD.
Convidados
A igreja que floresce é aquela cujas 
raízes são sólidas. Para tanto, é indis­
pensável que o estudo da Palavra de 
Deus tenha prioridade. Com vistas a 
explorar as vertentes que possibilitam 
um bom ensino bíblico, foram convi­
dados para ministrar os seminários 
pastores Claudionor Corrêa de
Andrade (RJ), Geremias do Couto (RJ), 
Antonio Gilberto (RJ), Eliezer Moraes 
(RS), Davi Nascimento (RO) e os pro­
fessores Marcos Tuler (RJ), Débora Fer­
reira (RJ), Albertina Malafaia (RJ), He­
lena Figueiredo (RJ) e Rubenita 
Oyaizu (SP).
A professora M arlene Lefever 
(EUA) estará minis­
trando as plenárias 
Dinamizando o ensi­
no através de métodos 
criativos e Entenden­
do os estilos de apren­
dizagem. Pastor José 
Wellington Bezerra 
da Costa, presiden­
te da CGADB, é o 
convidado a pregar 
a Palàvra de Deus 
no culto de abertu­
ra do evento. 
O presidente 
do Conselho 
Administrati­
vo da CPAD, pastor Antonio Dionísio 
da Silva, será o pregador da Palavra no 
mesmo dia em que a Editorial Patmos, 
que tem sede em Miami (EUA) e abran­
ge o mercado hispano, estará 
sendo representada pelo seu 
gerente, o norte-americano 
com experiência missionária 
na América Latina, pastor 
Vernon Peterson. E a plenária 
que vai tratar a respeito da im­
portância da Participação do edi­
tor cristão no processo edu­
cativo da igreja, estará 
a cargo do diretor- 
executivo da CPAD,
Ronaldo Rodrigues 
de Souza.
Irmã Marlene Lefever está entre as 
palestrantes mais esperadas do evento
Expectativas 
e projetos
Doutor em Educação, pastor 
Vernon Peterson estará partici­
pando do congresso não só para enri­
quecer a qualidade do evento, mas tam­
bém para levar conhecimento à igreja la­
tino-americana. "Queremos, de alguma 
forma, levar para os países da América 
Latina o que o Brasil está fazendo. Que­
remos aprender com o Brasil, que é um 
dos países latino-americanos mais adi­
antados na área de Escola Dominical", 
afirma, ressaltando que "um dos objeti­
vos da Editorial Patmos é ressuscitar a 
ED na América Latina".
Ele explica que há muitos anos a 
ED era forte em quase todos os países 
de língua hispana, porém com as cri­
ses socioeconômicas, essa área ficou 
bastante prejudicada. "Um grave pro­
blema enfrentado pelas igrejas latino- 
americanas tem sido o fator financei­
ro. Parte das igrejas são pequenas e 
têm poucos recursos, mas através do 
nosso material, estamos despertando 
novamente o interesse delas para o es­
tudo bíblico".
Pastor Vernon tem participado 
de seminários voltados para a 
ED realizados em países como 
Argentina, Chile, Peru, Equa­
dor, Venezuela, Bolívia, Para­
guai, Uruguai, México e Repú­
blica Dominicana. "A questão é 
que os seminários que aconte­
cem pela América Lati­
na são de pequeno 
porte. Nossa inten­
ção é promover 
congressos, even­
tos maiores, direci-
Pastor Vernon Peterson. gerente da Editorial Patmos, pretende levar para os países 
da América Latina o que o Brasil vem realizando em prol da Escola Dominical
onados à área de ensino cristão em 
cada país latino-americano", revela.
Privilégio 
de ser anfitriã
Para a AD no Rio Grande do Norte, 
a oportunidade não poderia ser melhor. 
Como o evento vai acontecer na capital 
do Estado, a igreja está empenhada em 
apoiar toda a programação, além de in­
centivar a presença do corpo docente 
das EDs das 165 congregações localiza­
das em Natal. "As congregações são di­
vididas por setores. Cada setor tem sua 
igreja-pólo, que por sua vez tem seu su­
perintendente setorial. Hoje, temos 24 
igrejas-pólos, o que representa 24 supe­
rintendentes ligados à matriz", explica 
evangelista Joacy Marcos de Castro 
Varela, superintendente-geral da E D em 
Natal.
De acordo com Joacy, a participação 
das congregações das cidades do interi­
or vai produzir um crescimento impor­
tante na qualidade do ensino bíblico na 
região. "Estamos trabalhando para que 
representantes das EDs de cidades como 
Touros, Areia Branca, Macau e Mossoró, 
por exemplo, possam estar presentes na 
programação", afirma.
O coordenador-geral do congresso, 
professor Marcos Tuler, que também 
chefia o Setor de Educação Cristã da 
CPAD, acredita que cerca de mil pesso­
as, procedentes de todas as regiões do 
Brasil, participem do evento,
Confira os temas que serão abordados durante os quatro dias de congresso. 
As plenárias, na parte da manhã, foram projetadas para que todos os congressis­
tas possam acompanhá-las. Os seminários, porém, estarão acontecendo simulta­
neamente no período da tarde. O mesmo acontece com os workshops. Por isso, 
os participantes deverão fazer suas escolhas no ato da inscrição, colaborando 
com a forma de organização adotada para o evento. Quem estiver interessado 
em maiores informações, deve entrar em contato com o Setor de Eventos da CPAD 
através do telefone 21-2406.7374 ou pelo site www.cpad.com.br.
PLENÁRIAS
• A função da Teologia diante das novas expectativas da educação cristã
• A Educação Cristã como agente de transformação da sociedade
• A ação educativa da igreja na pós-modernidade
• A participação do editor cristão no processo educativo da igreja
• Dinamizando o ensino através de métodos criativos
• Entendendo os estilos deaprendizagem
• O papel da tecnologia no contexto da educação relevante
SEMINÁRIOS
• Para pastores e superintendentes
Teologia da Educação Cristã 
Pastores, líderes da nova Escola Dominical 
A dinâmica da docência cristã à luz das Escrituras 
O superintendente e o seu relacionamento com os professores
• Para professores de jovens e adultos
O ensino cristão através dos recursos audiovisuais 
Melhorando a comunicação entre professores e alunos
• Para professores de adolescentes e juvenis
Didática aplicada aos adolescentes 
Didática aplicada aos juvenis
• Para professores de discipulado
Ensino dinâmico para novos convertidos 
Desafios pedagógicos do discipulado
• Para professores de maternal e jardim de infância
O ensino relevante para o maternal 
O ensino relevante para o jardim de infância
• Para professores de primários e juniores
O ensino relevante para primários 
O ensino relevante para juniores
• Música no ensino e culto infantil
O culto infantil e a arte de contar histórias 
Utilizando com eficiência a música no ensino
WORKSHOPS I
• Como trabalhar com recursos didáticos lúdicos e recicláveis 1
• Explorando a dinâmica de grupo na ED
• Como trabalhar com recursos didáticos cênicos e musicais
E3
http://www.cpad.com.br
_ i_Subsídio
www cpad.com.br
O primeiro nome na lista dos profetas menores é o de Oséias, um homem cujo ministério teve início na últi­ma década do governo de Jeroboão. Em contraste com seu contemporâneo Amós, que teve um ministério apa­
rentemente curto, Oséias esteve em atividade por várias décadas, 
inclusive dentro do reinado de Ezequias.
Oséias, cujo nome passou por uma modificação ao longo da jor­
nada de traduções através do grego, latim (onde ele é chamado Osee) 
até no português, deveria se chamar Hoshea, que também é o nome 
do último rei de Israel (2Rs 17.1) e o nome originalmente usado por 
Josué. Assim como Josué/Jesus, o seu nome deriva do verbo salvar.
O profeta é mencionado em outros livros da Bíblia, como por 
exemplo Romanos 9.25, além de outras citações no Novo Testamen­
to que podem ser vistas na Bíblia Explicada, de Mc Nair. Embora 
fosse do Reino do Norte, seu ministério deve ter-se estendido a am­
bos os reinos (Os 6.4).
Contexto histórico
Seu nascimento e formação aconteceram numa região 
onde imperavam a prosperidade e a paz. Entretanto, per­
to do fim desse período, quando Israel ocupava lugar 
proeminente entre as nações da Palestina, o profeta co­
meça seu ministério anunciando o juízo divino contra a 
dinastia governante de Jeú. Antes que muitos anos pas­
sassem, a nação lamentou profundamente a morte de 
Jeroboão II ou filho de Joás, o notável rei do Norte.
Nas Lições Bíblicas em 
CD-rom, o professor 
encontra recursos visuais 
como mapas e ilustrações
E ntre os anos 753 e 752aC , 
Salum pôs fim à dinastia de Jeú ao 
assassinar Zacarias, que governou 
apenas seis meses no palácio real. 
Esse fato trouxe derramamento de 
sangue e instabilidade no reino, 
que, embora abalado, conseguiu 
manter o status quo economico. Ao 
assumir o governo, Salum perma­
neceu apenas por um mês, até ser 
assassinado por Manaém.
Em 745aC , T ig la te 
Pileser III assenhorou-se 
do trono assírio e fez com 
que alterações significati­
vas acontecessem . A pri­
meira digna de nota foi o 
reavivamento da agressão 
assíria em direção ao oci­
dente, o que foi preponde­
ran te para su b ju g ar o 
Crescente Fértil durante o 
século seguinte. O cintu­
rão com ercial do mundo 
an tig o até a c id ad e de 
Tebas passou a ser contro­
lada pela capital da Assí­
ria.
Um pânico se instalou 
entre as nações. De acordo 
com a política militar as­
síria, o nacionalism o era 
abafado mediante a remo­
ção das populações domi­
nadas de suas terras de 
origem para porções dis­
tan tes do im p ério . Ao 
mesmo tempo, estrangei­
ros eram recebidos nas ter­
ras ocupadas, num meca­
nismo para se evitar rebe­
liões e tornar cada vez mais difícil 
a libertação do jugo.
Na palestina também houve per­
turbação entre os reinos, durante a 
segunda metade do oitavo século 
aC. Uzias, rei de Judá, inicialmente 
liderou uma coligação palestina 
para fazer frente ao avanço assírio. 
Entretanto, o sucesso permanente 
não aconteceu, e Manaém só conse­
guiu reter seu trono através da co­
brança de impostos excessivos da
população para pagar tributo ao 
m onarca assírio . Essa opção de 
Manaém foi temporária. Ressenti­
mentos e rebeliões foram deflagra­
dos entres os ricos cidadãos de Is­
rael. Com sua morte, Pecaías, seu 
filho, conseguiu governar apenas 
dois anos, antes de ser assassinado 
durante uma revolta contra as lide­
ranças políticas que favoreciam as 
determinações assírias.
Peca, o assassino, aproveitou-se 
da reunião das tropas assírias, por 
o casião da cam panha co n tra 
Urartu, para aliar-se aos sírios em 
D am asco, p rep a ra n d o -se para 
quando os assírios retornassem . 
Mas a tentativa de livrar Israel foi 
abortada e só serviu para piorar as 
coisas. O monarca sírio Rezim foi 
morto quando os assírios ocupa­
ram Damasco. Israel estava em si­
tuação desfavorável nesse contex­
to, porque Acaz, rei de Judá, firma­
ra aliança com Tiglate-Pileser III. 
Peca foi então removido do trono 
por meio de um assassinato, ceden­
do lugar a Oséias, que im ediata­
mente assegurou ao rei assírio a 
sua fidelidade e tributos pagos por 
Israel.
O séias com eça a reinar como 
vassalo da A ssíria, mas, quando 
Tiglate-Pileser III foi suce­
dido por Salmanaser V no 
trono assírio em 722aC, os 
isra e lita s ten taram uma 
nova rebelião. Três déca­
das após a morte de Jero- 
boão, o Reino do Norte foi 
reduzido da condição de 
nação líder entre países da 
Palestina à mera província 
da Assíria.
Essas décadas que sacu­
diram os reinos do mundo 
antigo quase fizeram apa­
gar a voz do p ro feta 
Oséias, uma vez que nos 
primeiros anos do seu mi­
nistério as coisas corriam 
tão bem que os israelitas 
não queriam ouvir avisos 
proféticos.
A dinastia de Jeú havia 
conseguido firmar-se com 
sucesso por quase um sé­
culo, contudo as predições 
de Amós acerca do exílio 
de Israel assumiram cará­
ter assombroso quando a 
política militar da Assíria 
foi a termo. Homicídios re­
petidos ocorridos no palá­
cio, a invasão Assíria, impostos pe­
sados, tributos volumosos, alianças 
estrangeiras vacilantes e, finalmen­
te, a queda de Samaria figuraram 
nos tempos de Oséias.
O profeta
É neste contexto de pressões e 
m udanças que Oséias serve fie l­
mente como porta-voz de Deus à
£ * l4 ÍK *z d & 1 'JPj
Reproduções: Manual Bíblico do Estudante/CPAD
sua geração. Não há de­
ta lh e s d isp o n ív e is 
quanto à sua chamada 
ao m inistério profético, 
além do fa to de que 
Deus falou com ele e o 
impeliu a retratar o fato 
de que o Senhor conti­
nuava amando à desvi­
ada n ação de Is ra e l.
Com paciência, ele ro­
gava ao povo que se ar­
rependesse, ao mesmo 
tempo que contem pla­
va o reino, sob Jeroboão 
II, escorregar de sua posição exal­
tada para de província assíria.
No longo período de seu minis­
tério, Oséias compartilhou das des­
graças de sua gente, sempre movi­
do de amor e compaixão por seus 
semelhantes. Com base em suas ex­
periências pessoais, ele expressou 
o profundo amor de Deus por um 
povo que não correspondia à sua 
bondade.
O livro
Ao livro de Oséias não é atribuí­
da nenhuma data específica, uma 
vez que Jeroboão e Uzias têm seus 
nomes mencionados no versículo 
inicial. Por isso, de modo geral, con­
cebe-se que o profeta tenha inicia­
do seu m in istério por volta de 
760aC, últimos anos do reinado de 
Jeroboão, período em que talvez te­
nha anunciado publicam ente as 
predições concernentes à dinastia 
de Jeú, registradas no primeiro ca­
pítulo, e as dos dois capítulos se­
guintes. Muitos estudiosos do livro 
associam as mensagens dos capítu­
los 4 e 14 aos fatos decorrentes da 
dominação assíria sobre a Palestina.
Esboço
1) O casamento de Oséias e sua 
aplicação para Israel (Os 1.1-3,5)
2) A cu sações d iv in as contra 
Efraim (Os 4.1-6.3)33
0 Reino Dividido
a) O Deus santo sofre ao con­
templar o horrendo pecado de Is­
rael (Os 4.1-7)
3) A decisão divina de punir 
Efraim (Os 6.4-10.15)
a) Deus precisa impor um seve­
ro julgam ento (Os 8.1-10,15)
4) A resolução divina em ju lga­
mento e misericórdia (Os 11.1-14.9)
Uma experiência 
singular
A experiência m atrim onial de 
Oséias é algo sin­
gular entre as nar­
rativas dos profe­
tas. Na prim eira 
década do seu mi­
nistério, o relacio­
namento domésti­
co tornou-se base 
para d iv e rsa s 
mensagens profe­
rid a s ao povo.
Tudo com eçou 
depois da orienta­
ção d iv in a para 
que se ca sa sse 
com Gomer, rela­
c io n am en to que 
fru tifica em três 
filh o s - Je z re e l,
Lo-R uam a e Lo- 
Ami.
A economia de 
palavras quando o 
profeta fala de sua
vida matrimonial e do­
méstica dá margem a 
certos questionamen­
tos, donde surgem as 
duas in terpretações 
dessa passagem , que 
são a literal e a alegóri­
ca. Entretanto, o estu­
dante do livro pode no­
tar a progressiva reve­
lação da mensagem de 
Deus em sua profecia à 
medida que fatos, como 
o nascimento dos seus 
filhos, foram ocorren­
do, o que torna cada vez mais crista­
lina a advertência contra o iminente 
juízo divino.
Advertências divinas
Jezreel, nome do primeiro filho, 
evoca numerosas memórias funes­
tas na mente do povo. A posição de 
cidade real de Israel ficou em des­
crédito, porque estava associada ao 
assassinato de Nabote por Jezabel. 
Na ocasião, evocava aos israelitas 
que a dinastia de Jeú havia con-
Sidom •
Tiro
» • 
tfazor. *
Damasco •
Aco.
i r
GRANDE MAR
Dor,
Megido Rio Jordão 
ISRAEL
Astarote
Ramote-Gileade
J°pe,
Gezei. 
Gate s „
Siquém#
Zerede
. 9 Betei
• •
Jerusalém
• % « • • • • « 
Penuel . AMOM
• • Rabate-Amom
• « *
Gaza Hebron*
Bersebo
JUDÁ
• Arode
Mq( tyorlo
MOABE*
Quir-Moobe 
' • • • • «
Tamor
Cades-Bornéia *•••
EGITO
EDOM
Reino de Israel
Reino de Judá
30 km
quistado o trono sob extremo der­
ramamento de sangue em Jezreel 
(2Rs 9-10). Esse foi um meio pelo 
qual Oséias divulgava em sua ge­
ração que o Reino do Norte estava 
próximo ao seu fim e o seu poder 
seria abolido no vale de Jezreel.
Quando Lo-Ruama nasceu, uma 
outra advertência foi entregue ao 
povo. Lo-Ruama tem o sentido de 
"não com padecida". Isso deixa ex­
plícita a mensagem de que Deus re­
tiraria deles a sua m isericórdia. 
Nunca mais Ele haveria de perdoá- 
los plenamente.
Porém, foi somente com o nas­
cim ento do terceiro filho que o 
mais grave dos anúncios ecoou. Lo~ 
Ami era a expressão do relaciona­
mento rompido com Israel. Por in­
termédio da aliança, historicam en­
te Deus tinha um vínculo mútuo 
com o seu povo, o qual Oséias es­
tava avisando que estava extinto, 
literalm ente partido, a ponto de 
Deus não ser mais o Deus de Israel 
e este não mais ser seu povo.
A execução da sentença declara­
da seria prontam ente executada 
contra Israel, embora no horizonte 
surgisse a perspectiva do dia em 
que os Reinos do Norte e do Sul se­
riam u n ifica d o s sob um único 
governante na sua própria terra. 
Essa inum erável m ultidão seria 
identificada sob o nome de "filhos 
do Deus vivo".
Logo depois, o profeta faz refe­
rência aos seus problemas contem­
porâneos. A esperança de restaura­
ção final não necessitava de ênfa­
ses, uma vez que sua geração esta­
va prestes a perder o favor divino.
A fórmula legal de divór­
cio (Os 2.2) indica que o pro­
feta torna patente seu matri­
mônio com a adúltera Gômer, 
ao mesmo tempo em que de­
nuncia que a nação israelita 
era culpada de adultério es­
piritual. Todas as riquezas 
providas por Deus graciosa­
mente foram utilizadas pelo 
povo como oferenda a Baal.
A idéia é a de que Israel não 
"conhecera" ou não percebera que 
Deus havia propiciado todas essas 
coisas para aqueles que tinham um 
pacto com Ele.
D ian te da p o ss ib ilid a d e de 
visitação sob julgam ento, todas as 
festividades religiosas cessariam, o 
povo seria castigado sumariamen­
te em razão da apostasia, sendo de- 
sarraigado e exilado, e relegado ao 
abandono.
Desvendado o futuro
A seu tempo, o Senhor se mostra­
ria generoso, oferecendo a possibili­
dade de restauração (Os 2.14-23). 
Aproxima-se o dia em que será reno­
vada a aliança, e assim uma vez mais 
haverá o acesso ao desfrute das bên­
çãos divinas, como nação de Deus. 
Aliás, esse compromisso foi confir­
mado pelas experiências do próprio 
Oséias (Os 3.1-5). Ele foi mandado a 
procurar por sua esposa com a fina­
lidade de reintegrá-la à família.
Oséias a encontra no mercado, 
onde era oferecida à venda a quem 
desse mais. Com os olhos literalmen­
te fechados para todas as opiniões, ele 
vai além da suas obrigações legais e 
morais e paga o preço 
por ela, e depois ainr 
da confere-lhe o seu 
amor através da reno­
vação dos votos ma­
trimoniais, o que é um 
símbolo das ações mi­
sericordiosas de Deus 
em relação ao adulté­
rio espiritual em que
vivia a nação israelita. A promessa de 
restauração seria para os últimos 
dias.
Linguagem blasfema, mentiras, 
arrogância, furtos, adultérios e crimes 
de sangue eram as censuras de Deus 
contra Israel e sintoma de fracasso es­
piritual. Segundo Êxodo 19.1-6, a 
obediência é a chave para o correto 
relacionamento entre Deus e Israel 
como nação santa, mas o povo igno­
rou suas leis, motivo pelo qual esta­
va sendo rejeitado.
Com freqüência, Oséias utiliza a 
palavra Efraim para designar o Rei­
no do Norte, em contraste com Judá. 
Vale lembrar que o pacto firmado nos 
tempos mosaicos era com toda a na­
ção. Essa divisão política surgiu em 
931aC e perdurava ainda nos dias do 
profeta Oséias, porém não mais exis­
tiría quando a restauração chegasse 
(Ez 37).
Os sacerdotes e profetas, igual­
mente, tinham falhado e o compor­
tamento era pior que de uma prosti­
tuta, de sorte que foram os de Judá 
advertidos para não se contaminarem 
com Efraim. Todos foram alertados 
para a proximidade do julgamento 
(Os 5.1). Por toda Terra, Deus os ad­
vertia pelo fato de esperarem socor­
ro da parte da Assíria, daí Ele os 
abandonar até que se arrependessem 
e o buscassem genuinamente.
Uma pergunta
A discussão do trecho de Oséias 
6.4 a 10.15 é fomentada pela per­
gunta: O que Deus faria a Efraim?
|jjj
Esses textos refletem a mensagem 
durante o período em que a nação 
israelita agonizava em desintegra­
ção, debaixo do avanço tirânico do 
exército assírio.
No pacto de amor entre Israel 
e Deus, o primeiro freqüentemente 
vacilava e reiteradas vezes se des­
viava, optando por caminhos erra­
dos. Por outro lado, em reiteradas 
vezes Deus tentara desviar o seu 
povo dos caminhos errados atra­
vés da m ensagem dos profetas; 
noutras vezes, Ele os visitava com 
calamidades e julgam entos. Toda­
via, persistiam no erro e substitu­
íam o verdadeiro amor e a lealda­
de por oferendas.
Após os castigos, quando Deus 
viesse a revivê-los, o que ele en­
contraria? Maus testem unhos, al­
coolismo, engano, furtos e desres­
peito. Não havia uma busca por 
Deus. Efraim era orgulhoso, e os 
oficiais da nação buscavam garan­
tir ajuda da parte do Egito e da 
Assíria na esperança de que esca­
pariam do juízo divino. Ao invés 
de dependerem de Deus, continu­
avam demonstrando que preferi­
am depender de Baal.
A acusação
Pesava contra eles a incrim ina­
ção de que os reis de Israel tinham 
sido entronizados sem a aprovação 
de Deus. Ao fundir seus ídolos, o 
povo estava d esconsiderando o 
decálogo (Dt 28.15-68). A m ulti­
plicação de altares e sacrifícios não 
era agradável aos olhos divinos, por 
não estar acompanhada de atitudes 
apropriadas. A hipocrisia religiosa 
dos dias de Oséias era patente. Com 
esse declínio, o rei acabaria sendo 
completamente removido, ao térmi­
no do reino (Os 8.1-10.15).
Haveria Deus de 
esquecer seu povo?
Essa questão é tratada em Oséias 
11.1 a 14.9. Por esse texto, Deus é 
revelado como um pai compassivo, 
que ama a seu filho embora antes 
disso o pacto fosse figuradamente 
expresso como um laço matrimoni­
al. Por causada transgressão é pre­
ciso ser disciplinado. Essa punição 
era necessária, mas não haveria 
uma volta ao Egito e a Assíria seria 
a terra de seu exílio.
"Como te deixaria, ó Efraim ?" 
Nessa interrogação, a mensagem 
profética estabelece uma transição 
de ameaça para promessa, sendo que 
a solução será realmente o exílio, 
porém com a certeza de retorno. 
Oséias, então, apresentou um fórmu­
la simples de volta para Deus: o 
abandono dos ídolos, a transferên­
cia da fé e da confiança da Assíria 
para Deus, e a confissão dos peca­
dos. Somente em Deus os órfãos en­
contrariam misericórdia (Os 14.1-4).
A esperança definitiva repousa 
na restauração dos israelitas, pois 
há de chegar o dia em que os ídolos 
serão abandonados e a devoção em 
Deus tornar-se-á perfeita. Com a 
restauração da própria terra, a na­
ção israelita desfrutará novamente 
de prosperidade material e das bên­
çãos divinas.
Suas críticas e sugestões são muito 
importantes para a equipe de produção 
de Ensinador Cristão.
S â& ie /M l fu v u z tifo ! 
Envie sua carta para CPAD
Av. Brasil, 34.401, Bangu, 21852-000 
Rio de Janeiro (RJ) 
e-mail: ensinador@cpad.com.br 
Tel.: 21-2406.7413 • Fax: 21-2406.7370
mailto:ensinador@cpad.com.br
do professor
Ciências bíblicas são indispensáveis 
na elaboração do plano de aula
este artigo, querem os 
destacar, de modo obje­
tivo, três ciências pelas 
quais um professor po­
derá elaborar melhor um plano de 
aula. Os métodos didáticos não anu­
lam as técnicas de homilética na pre­
paração de uma aula. Pelo contrário, 
eles ajudarão a concatenar as 
idéias e os as­
suntos, colocando-os em ordem ló­
gica e cronológica. É essencial des­
pertar a atenção do professor para a 
necessidade de adquirir conheci­
mento da homilética, aliada à herme­
nêutica e à exegese. Essas ciências 
podem contribuir para um ensino 
eficaz.
Ensinar é a arte de ajudar outros 
a aprender. O professor precisa dis­
por dos recursos próprios para a 
dinamização do ensino. Esses re­
cursos são todos aqueles 
que contribuem para 
o melhor aprendi­
zado dos alu­
nos. O pro­
fessor é
um agente externo de aprendiza­
gem, por isso, ele deve aprimorar- 
se em conhecimentos que motivem 
sua classe. Todo conhecimento exter­
no adquirido pelo professor o ajuda­
rá a conduzir seus alunos a apren­
derem as lições desejadas. Não nos 
deteremos nos vários métodos, mas 
destacaremos os três mais importan­
tes aliados ao conhecimento e apren­
dizado: a hermenêutica, a exegese e 
a homilética.
O que é hermenêutica?
Essa palavra orig in ou -se do 
nome Hermes, que segundo a mito­
logia grega era um deus que servia 
de m ensageiro dos deuses e que 
transmitia e interpretava suas men­
sagens aos seus destinatários. Daí 
originou-se a palavra hermeneutike, 
ciência da hermenêutica, que é a arte 
de interpretar os textos.
A hermenêutica sagrada é aque­
la que se ocupa, através de princí­
pios, regras, leis e métodos da in­
terpretação da Bíblia. A hermenêu­
tica procura ajudar a entender as 
Sagradas Escrituras, oferecendo 
meios de estudos que evitarão 
desvios do seu real significado.
' P j
Não podemos arriscar fazer inter­
pretações em nome do Espírito San­
to que contrariem a revelação dada 
pelo próprio Espírito Santo. Lamen­
tavelmente, existem intérpretes que 
mutilam o verdadeiro sentido das 
Escrituras. Por isso, a hermenêutica 
é uma aliada indispensável de estu­
do para o professor.
O que é exegese?
É uma outra ciência indispensá­
vel de pesquisa para o professor que 
deseja fazer uma 
interpretação corre­
ta dos textos sagra­
dos da B íb lia . O 
prefixo ex de exege­
se sugere a idéia de 
sacar, expor, colo­
car para fora, expla­
nar, pôr à vista ou 
exibir. A hermenêu­
tica oferece as re­
gras, as leis e os mé­
todos de interpreta­
ção, enquanto que a 
exegese se preocu­
pa em aplicar essas 
regras para uma in­
terpretação correta.
O exegeta é aquele 
que procura tirar 
seu entendimento 
do texto. É aquele 
que extrai o sentido literal ou figu­
rado do texto, sem dim inuir ou 
acrescentar qualquer outra interpre­
tação ao trecho estudado. Pela her­
menêutica, o pesquisador respeita o 
significado real do texto e, pela exe­
gese, ele expõe aquilo que 
pesquisou. Essas duas ciências não 
podem faltar no estudo de qual­
quer professor de ED.
Porém, uma ter­
ceira aliada a estas duas ciências é a 
homilética.
O que é homilética?
O grego homiletike significa ensi­
nar em tom familiar. O termo origi­
nou o verbo homileo, que significa 
conversar. Na Igreja Primitiva, espe­
cialmente a igreja do primeiro sécu­
lo da Era Cristã, não havia preocu­
pação com a retórica e com a arte do 
discurso em público. O que havia, de 
fato, era um discurso informal den­
tro dos lares. Era 
aquele tipo de 
conversa onde as 
pessoas tinham li­
berdade de infor­
mação. Aposse de 
textos sagrados, 
com o pergam i­
nhos e papiros, 
era de poucas 
pessoas, especial­
mente as que ser­
viam nos tem ­
plos. Os prim ei­
ros apósto los e 
pastores da Igreja 
utilizavam textos 
do P entateu co , 
dos Profetas e dos 
Salm os, re lacio ­
nados com profe­
cias re la tiv as à
“É essencial 
despertar a 
atenção do 
professor para a 
necessidade de 
adquirir
conhecim ento da 
hom ilética, aliada à 
herm enêutica e à 
exegese. Essas 
ciências podem 
contribuir para um 
ensino eficaz”
pessoa de Jesus Cristo e discorriam 
comentários sobre o assunto.
A formação doutrinária da Igre­
ja foi sendo formada à medida que 
o Evangelho crescia e se expandia 
pelo mundo. As primeiras cartas e 
epístolas dos Pais da Igreja come­
çaram a ser lidas pela própria Igre­
SM \\\. \xv
ja. Do segundo século em diante, a 
igreja foi crescendo, e a necessidade 
de expor com mais eficiência as men­
sagens e ensinos exigiu o desenvol­
vimento da ciência e da arte da ho­
milética. A preparação de sermões 
e de estudos bíblicos é de vital im­
portância na vida da igreja em tem­
pos modernos.
A homilética é importante e in­
dispensável, não só para os sermões 
temáticos ou textuais, mas também 
para ajudar o professor na prepara­
ção de suas aulas para os alunos. 
Essa aula exige preparação, organi­
zação técnica, além dos conheci­
mentos teológicos necessários para 
se ministrar um ensino bíblico. Pela 
homilética, o professor poderá dar 
uma melhor organização ao seu pla­
no de aula. Aquilo que chamamos 
de esboço também podemos deno­
minar de plano. Por isso, ao prepa­
rar um plano de aula, o professor 
pode utilizar os métodos da homi­
lética.
Distinguir papéis
O professor precisa saber a dife­
rença entre pregar e ensinar.
Naturalmente, há uma distinção 
entre pregar e ensinar. O pregador 
se preocupa com a retórica e a 
performance da pregação perante 
um auditório heterogêneo, constitu­
ído de pessoas diversas, que trazem 
culturas diferentes. Enquanto que o 
ensinador se preocupa essencial­
mente com a didática a ser aplicada 
para os alunos. É evidente que tanto 
para o pregador quanto para o 
ensinador, as técnicas homiléticas 
são indispensáveis. A forma de pre­
paração de 
um ser-
,\c"' '• vo vo.'*,
mão exige organização dos pensa­
mentos, das idéias, dos conceitos em 
forma lógica, cronológica e estética.
Quanto à forma 
lógica, nos referi­
mos a fazer com 
que os pontos e 
subpontos tenham 
relação entre si. A 
ordem deve ser 
crescente, não de­
crescente. Isto é, 
desenvolve-se o as­
sunto partindo dos 
pontos negativos 
para os positivos, 
dos fracos para os 
fortes. Q uanto à 
forma cronológica, 
o esboço ou plano 
de aula obedece a 
uma evolução dos 
pensamentos, ponto por ponto até 
chegar ao objetivo principal da lição 
(ou da mensagem). Ao invés de um 
emaranhado de pensamentos numa 
folha de papel, o que torna quase im­
possível saber onde encontrar a se- 
qüência de idéias, o professor (ou 
pregador) organiza seu plano de 
aula de forma a dar destaque aos 
pontos principais e seus subpontos. 
A ordem de estética diz respeito a or­
ganizar o plano (ou esboço) de for­
ma a facilitar a leitura do fio das idéi­
as de modoclaro e limpo.
O ensinador é semelhante a um 
jardineiro que cuida de um cantei­
ro. Ele se preocupa com o cresci­
mento das plantas. O professor se 
preocupa com o crescim ento dos 
seus alunos. Por isso, ele precisa es­
tar preparado.
O professor precisa aprender a 
depender de Deus.
Independente da preparação in­
telectual, indispensável para o exer­
cício eficiente da sua atividade de 
ensinar, o professor cristão precisa, 
acima de tudo, buscar uma experi­
ência pessoal com Deus que torne 
possível uma compreensão maior 
da Bíblia. Ele precisa evitar passar
para os alunos ensinos b íb licos 
como meras curiosidades espiritu­
ais. Oração, pesquisa, meditação 
nas Escrituras são 
cultivos indispen­
sáveis para se 
submeter a Deus 
as verdades que 
vai expor aos seus 
alunos.
Princípios 
básicos de 
interpretação
Existem , pelo 
menos, quatro prin­
cípios fundamen­
tais de hermenêuti­
ca, os quais todo en­
sinador precisa co­
nhecer. Primeiro, 
todo aquele que ensina ou prega pre­
cisa estar convicto de que a Bíblia é a 
Palavra de Deus revelada e inspirada 
plenamente pelo Espírito Santo. Segun­
do, todo aquele que ensina a Bíblia pre­
cisa saber que o texto das Escrituras 
deve ser interpretado mediante a lei do 
contexto imediato, remoto, gramatical, 
histórico, geográfico e doutrinário, 
além do contexto geral do ensino das 
Escrituras. Terceiro, não há revelação 
fora da Bíblia. Toda revelação da von­
tade de Deus está exposta na Bíblia. 
Cabe a nós descobri-la. Por isso, o en­
sinador ou pregador deve estudar o 
texto também com o auxílio de tex­
tos paralelos (IC o 2.13). Quarto, 
aquele que ensina ou prega deve sa­
ber identificar a linguagem do texto, 
quando literal ou figurada. Descobrir 
um símbolo ou uma metáfora, uma 
parábola ou tipologia, e colocar cada 
forma de linguagem com sua inter­
pretação correta.
Um dos princípios básicos que 
deve nortear a mente do professor 
ou pregador é nunca interpretar as 
Escrituras à luz das experiências 
pessoais. Falsas doutrinas e desvi­
os doutrinários têm ocorrido por­
que pessoas, inescrupulosam ente,
“Independente da 
preparação 
in telectual, o 
professor cristão 
precisa, sobretudo, 
buscar uma 
experiência pessoal 
com Deus que torne 
possível uma 
com preensão m aior 
da Bíblia”
colocam quaisquer interpretações 
pessoais na igreja. Elas devem ser 
avaliadas e analisadas à luz daqui­
lo que a Bíblia ensina.
Com esses cuidados o profes­
sor pode estar certo de que não 
será instrum ento de heresia.
Dicas para 
saber m ais
§s;S ------------ —
1 ROBERT H. STEÍN
GUIA BÁSICO
pai .
Guia
dd D.J A f básico para a 
•? interpretação 
'íoinprt00*’11 “ ̂ da Bíblia, de
i P ^ r . Robert H.
L Stein (CPAD)
O pregador 
eficaz, de 
Elienai Cabral 
(CPAD)
Como estudar 
e interpretar a 
Bíblia, de 
Raimundo 
de Oliveira 
^«w®oa0u'mA (CPAD)
Pastor Elienai Cabral é líder 
da AD em Sobradinho (DF) e 2° 
v ice-presid ente do C onselho 
Administrativo da CPAD.
£*6U'*tad<rT'' £
Por Elyseu de Almeida
Plano de trabalhoaprovado
Especialização de professores e estratégias de 
evangelismo dinamizam ED em Belford Roxo
ais de 450 pessoas, entre 
professores de ED, semi­
naristas e membros de 
diversas igrejas têm par­
ticipado do Seminário de Escola Domi­
nical patrocinado pela Assembléia de 
Deus, no bairro São Bernardo, em 
Belford Roxo (RJ). O evento acontece 
todos os anos, na segunda quinzena de 
setembro. O objetivo é aperfeiçoar e 
proporcionar subsídios de informação 
aos professores e obreiros da igreja, 
além de esclarecê-los quanto à impor­
tância do ensino na ED. A iniciativa já 
conquistou assembleianos e irmãos de 
outras denominações do município 
fluminense.
Pastor José João Pereira, líder da 
igreja, criou esse seminário ao perce­
ber a necessidade em investir no pre­
paro dos professores de ED, capacitan­
do-os cada vez mais para desempenha­
rem as suas tarefas. "A igreja só pode 
crescer se tiver um corpo sadio bem
alicerçado na Palavra de Deus. Nesses 
últimos dias, somente preparando o 
povo de Deus com a Palavra se conse­
guirá livrá-lo das heresias que estão en­
trando nas igrejas pelos falsos obrei­
ros", analisa o pastor. Já foram realiza­
dos três seminários. O próximo está 
sendo organizado.
De acordo com presbítero Valcyr 
José dos Santos, um dos coordenado­
res da ED local, a cada evento, aumen­
ta o número de participantes. "Mem­
bros de outras igrejas tomam conheci­
mento e fazem suas inscrições. Além 
disso, os preletores são especialistas 
nos assuntos pautados", afirma, acres­
centando que "o seminário não é ne­
nhum Caped ou Congresso Nacional 
de Escola Dominical, mas foi inspira­
do nesses eventos". Ele explica, ainda, 
que "alguns professores da nossa ED 
participaram do Congresso Nacional 
realizado no Riocentro (RJ). Então, eles 
pediram à direção da igreja para pro­
mover seminários e oficinas, a fim de 
repassarem as informações obtidas no 
evento aos professores que não tiveram 
possibilidade de estar no congresso".
Educação 
Cristã em pauta
O evento tem duração de quatro 
dias. São escolhidos temas indispen­
sáveis a quem ensina a Palavra de 
Deus de modo gradual, sistemático e 
metódico seja a crianças, adolescen­
tes, jovens ou adultos - sempre ob­
servando-se os princípios doutriná­
rios das Assembléias de Deus. Entre 
os assuntos abordados estão: O desa­
fio da educação cristã na igreja e na fa ­
mília, Como aperfeiçoar a Escola Bíblica 
D ominical, Como identificar seitas, 
Transformando vidas através da educa­
ção cristã e Redescobrindo o Livro da Lei 
através da Escola Dominical.
Durante as oficinas, são realizadas 
demonstrações com flanelógrafos, fan-
toches, murais, exposições de trabalhos 
manuais e de materiais didáticos ne­
cessários ao ensino nas classes infanto- 
juvenis. As técnicas desenvolvidas aju­
dam os professores a elaborar esboços 
que os possibilitem ministrar as aulas 
de modo objetivo, bem como criar e uti­
lizar os fantoches em classe.
O interesse pelo seminário revela a 
responsabilidade da igreja em prepa­
rar novos obreiros, professores e futu­
ros líderes. Por esse motivo, a AD criou 
um curso de três meses, com aulas aos 
sábados, e turmas renováveis de dois 
em dois meses. São ministradas maté­
rias relacionadas à educação cristã, à 
didática do ensino, à metodologia, à te­
ologia sistemática, além de outros as­
suntos bíblicos.
"A cada dia percebo o interesse de 
outras denominações em nosso semi­
nário. Isso porque em nossa igreja 
houve um grande despertamento. 
Muitos que procuram se aperfeiçoar 
no ensino da Palavra de Deus se ma­
triculam no Curso de Preparação 
para Professores e Liderança, patro­
cinado por nós. Hoje, quase todos os 
professores estão habilitados para 
ensinar na ED. A escola precisa de 
bons professores a fim de poder cres­
cer e se desenvolver. As aulas preci­
sam ter conteúdo, senão ninguém 
com parece", afirm a evangelista 
Eliseu Ribeiro, um dos coordenado­
res da ED local.
A Escola Dominical
A AD em Belford Roxo tem classes 
dirigidas ao maternal, infanto-juvenil, 
adolescentes, jovens e adultos. Todo o 
material didático utilizado nas classes 
faz parte do currículo proposto pela 
CPAD. A classe de novos convertidos, 
que reúne alunos acima de 12 anos, uti­
liza a Revista Discipulado. Depois de 
passarem pelas 13 lições, os alunos são 
preparados para o batismo e em segui­
da, encaminhados para uma classe 
dentro da sua faixa etária.
"A classe de novos convertidos é 
uma expressão e extensão do amplo
trabalho de discipulado. É um traba­
lho pessoal, ilimitado e flexível. De 
quatro em quatro meses, temos deze­
nas de pessoas para batizar, que são 
alcançadas para Cristo através das 
equipes de evangelismo e dos alunos 
das classes da ED", declara pastor José 
João, explicando que "através do cur­
so para professores e do seminário, 
podemos entender o real significado de 
um cristão ser discipulado. Quem não 
é discipulado não pode fazer discí­
pulos. Por isso, Jesus disse: Ide, 
fazei discípulosde todas as na­
ções". Como forma de incentivar a 
ED, a igreja faz a cada trimestre um le­
vantamento do número de alunos ma­
triculados. As classes que tiveram a 
maior freqüência de alunos matricula­
dos, o maior número de visitantes, a 
maior quantidade de Bíblias e de re­
vistas da ED e, ainda, a que mais con­
tribuiu com ofertas recebe pontuação 
nesse levantamento. Para os alunos que 
mais compareceram, a igreja premia 
com diversos brindes. Entre eles, um 
exemplar da Bíblia de Estudo Pentecostal, 
um dicionário bíblico e livros para pes­
quisas. A classe que tiver no trimestre 
o maior número de freqüência e lide­
rar todos os itens do relatório, recebe 
no trimestre seguinte as revistas de Li­
ções Bíblicas gratuitamente. Para isso, 
mais de 10 alunos da classe precisam 
comparecer aos sete domingos na ED.
Classes ativas 
na evangelização
Cerca de 70 por cento dos membros 
da igreja estão matriculados na ED, 
cuja superintendência está dividida 
entre pastor José Alves Boaventura, 
evangelista Eliseu Ribeiro e presbítero 
Valcyr José dos Santos. Para chegar ao 
alvo dos 100 por cento de membros ma­
triculados, essa equipe vem preparan­
do os professores, dotando o departa­
mento de material didático e constru­
indo um prédio de três andares. O pro­
jeto pretende criar nove salas de aulas, 
onde, aos domingos, serviriam às clas­
ses, e nos dias úteis, ao Seminário Teo­
lógico Maior, um sonho que pastor José 
João deseja realizar.
Uma vez por mês as classes fazem 
um evangelismo em massa pelas ruas 
e bairros próximos da igreja, ocasião 
em que convidam a comunidade a par­
ticipar da ED e dos cultos. Para tornar 
a estratégia possível, foi necessário um 
ajuste no horário da ED, que nas devi­
das datas começa mais cedo e termina 
às 10 horas da manhã. Em seguida, to­
dos os alunos, desde os menores até os 
mais idosos, saem às ruas com folhe­
tos. "Quando esse trabalho era feito à 
tarde, poucos compareciam para o 
evangelismo. Mas, depois que o horá­
rio mudou, todas as classes passaram 
a participar e tem sido uma bênção 
para muitos. Cada classe fica respon­
sável por uma área do município, di­
vidido em zona norte, sul, centro, leste 
e oeste. No final do evangelismo, to­
dos voltam alegres pelo sucesso de ver 
o objetivo alcançado", analisa 
evangelista Eliseu. Um outro fator de 
crescimento da ED é a motivação dos 
professores.
A maior parte do corpo docente da 
AD em Belford Roxo fez curso teológi­
co, além de se especializar em cursos 
destinados ao ensino. Na opinião do 
presbítero Valcyr, o curso de desen­
volvimento e aperfeiçoamento para 
professores da ED tem sido muito po­
sitivo. "Muitos tiveram o ministério 
despertado, além de terem experimen­
tado um avivam ento esp iritu al", 
exulta, -«e2*
Reparando 
as colunas
Analisar minuciosamente a estrutura 
da ED pode gerar mudanças expressivas 
para o êxito do departamento de ensino
S em dúvida, a Escola Domi­nical é a maior agência de educação cristã. Se em sua classe você observa que o 
ensino tem levado seus alunos a com­
preenderem a direção que devem se­
guir, fazendo-os sentir desafiados a 
aplicar os ensinamentos em suas vi­
das, e, ainda, se você sentir que a igreja 
está sendo beneficiada com o estudo 
das Lições Bíblicas a cada domingo, 
então sua ED alcançará a frutificação. 
Será "como a árvore plantada junto a 
ribeiro de água", que não cessa de ter 
novos galhos, novas folhas e novos 
frutos, que contêm novas sementes.
Para que haja colheita das utilida­
des de um ministério que compreen­
de o valor do ensino cristão, faz-se ne­
cessário analisar o que temos semea­
do. Essa análise consiste em uma re­
flexão sobre três pontos:
Missão
O que precisamos realizar?
Visão
O que pretendemos alcançar? 
Mudança
Promovendo novos padrões?
Precisamos realizar
A estrutura organizacional da ED 
tem de ser compatível com os desafi­
os colocados pelos novos tempos. 
Hoje, encontramos como exigências 
estruturas ágeis, flexíveis e simples,
■ ______________________________
que venham favorecer a comunicação, 
a integração e a participação de todos 
os envolvidos. Tais exigências devem 
também ser adequadas ao propósito 
da igreja. Assim sendo, antes de en­
tendermos o que precisamos realizar, 
deparamo-nos com alguns questiona­
mentos:
Para que existimos? Eis a questão. 
Fazemos parte de uma operação-res- 
gate, tanto espiritual como social; tan­
to de indivíduos como da sociedade 
(Mt 5.13-16).
Qual o nosso propósito? Favorecer o 
crescimento dos cristãos e preparar 
obreiros para a relevante missão de 
pregar, batizar e ensinar.
Existimos para suprir que necessida­
des da sociedade? Jesus é o nosso 
referencial. Em Marcos 6.34, a Bíblia 
conta que o Senhor viu a multidão 
como ovelhas sem pastor e teve gran­
de compaixão daquele povo. A ED foi 
criada como poderosa agência para 
transformar a sociedade, através do 
indivíduo transformado por Cristo. 
Ela surgiu em um estado de degrada­
ção na Inglaterra. O Brasil está viven­
do o mesmo problema. Precisamos 
preparar professores capazes de rever­
ter esse triste cenário.
Responder aos questionamentos 
acima nos dá condições de estabele­
cer uma ligação com o propósito his­
tórico da Igreja de Jesus, além de tra­
çar parâmetros para avaliação de
oportunidades e desafios. Para defi­
nir com rigor a nossa missão, é neces­
sário avaliar alguns aspectos:
• Se existe clareza para que a mes­
ma seja compreendida por todos.
•Se expressa de forma resumida, 
precisa e ampla o que a igreja se pro­
põe a fazer.
•Se delimita quais os benefícios 
que se deseja prestar à sociedade.
• Se gera um quebrantamento dos 
líderes e uma submissão ao senhorio 
de Cristo.
• Se há um melhor relacionamento 
dos líderes com os liderados.
•Se estão extintas características 
pessoais que atrapalham o crescimen­
to do Reino, tais como a autoridade 
abusiva, já que o maior deve ser ser­
vo de todos (Jo 13.1-17); o uso da 
egocentricidade, da ditadura; e, ain­
da, o não querer ouvir, quando a ori­
entação bíblica é que devemos nos 
centrar nas necessidades dos outros 
(Fp 2.3-6).
Precisamos reconhecer as poten­
cialidades das pessoas, criando uma 
atmosfera para o surgimento de no­
vos líderes. Para tal é necessário 
"d escer do p ed esta l", prom over 
oportunidades, estabelecer metas e 
descobrir o horizonte de cada um. 
Outro ponto fundamental é sondar 
o caráter dos líderes em perspecti­
va. Assim, devemos procurar um lí­
der cujo perfil reúna otimismo, sub­
missão, potencial de crescimento, 
responsabilidade no cumprimento 
total das determinações, lealdade, 
integridade, disciplina e visão glo­
bal da obra.
Pretendemos alcançar?
Conforme João 15.16, pretendemos 
alcançar a frutificação. Nesse ponto, a 
visão é a habilidade de projetar dire­
ção ou perceber alguma coisa não re­
alizada. Ela pode ser:
Válida - Para ter uma verdadeira 
visão espiritual é preciso sabermos se 
estamos coerentes com a Palavra, o 
trabalho e a vontade de Deus.
Individual - Deve ver coisas, neces­
sidades e pessoas. Ver o que Deus quer 
fazer.
Intensa - Deve haver um compro­
misso profundo. Quando estamos 
comprometidos com um projeto, de­
vemos permanecer nele e esperar até 
que Deus nos dê outra visão.
Operativa - Sair da teoria para a 
prática.
Notável - Deve ser digna da aten­
ção dos outros. Deixar de ser um visi­
onário, e ser um líder. A ED é um es­
paço precioso para a educação. E edu­
car é algo da maior importância. Se ti­
vermos a visão que a avó e a mãe de 
Timóteo tiveram (2Tm 1.5), nossa ED 
será excelente! Mas, que visão preci­
“O despreparo de 
alguns professores 
tem sido a causa 
de m uitos se 
sentirem 
desm otivados em 
re lação a ED”
samos ter?
Que é educar...
a) Instruir: A instrução é a base so­
bre a qual todo "edifício" moral e es­
piritual será erigido. É o fundamento 
de uma vida, é aquilo que dará pro­
fundidade e sustentação a nossa fé. É 
habilitar o cristão ao desenvolvimen­
to de um ministério eficiente.
b) Formar: A instrução gera fé ge­
nuínano coração e forma em nós o ca­
ráter de Jesus. Um dos grandes pro­
blemas do povo evangélico está em 
dar ênfase à manifestação dos dons 
em detrimento do caráter e da mani­
festação do fruto do Espírito (2Tm 3.15 
e G1 5.22).
c) Transformar: A educação que 
instrui e forma, transforma profunda­
mente a vida do educando. Foi exata­
mente isto que aconteceu na vida de
Timóteo. A educação recebida trans­
formou Timóteo em um servo de Je­
sus pronto para ser consagrado ao 
ministério.
A visão de educação há de deter­
minar o rumo de nossa ED. Sem uma 
visão correta, por parte da liderança 
da igreja, toda a estrutura de educa­
ção bíblica estará comprometida.
Estrutura
didática-pedagógica
Quem entende de educação são 
os educadores. Foram estes que es­
tudaram e se preparam para atender 
as necessidades nesta área. Para do­
tarmos a ED dessa estrutura, preci­
samos de um educador para nos au­
xiliar nessa tarefa. Hoje não pode­
mos prescindir de uma supervisão 
pedagógica em nossa ED. A falta da 
mesma tem feito, muitas vezes, com 
que caíamos na mesmice e na repe­
tição que cansa e desestimula. Deve­
mos melhorar aquilo que já vem sen­
do feito com amor, dedicação e com­
petência. Para tanto, precisamos de 
uma estrutura dinâmica, eficaz e atu­
al, a saber:
Um currículo contextualizado. O êxi­
to de uma classe de ED hoje em dia 
depende muito daquilo que está sen­
do estudado. Cada faixa etária tem 
uma necessidade diferente. A super­
visão pedagógica da ED juntamente 
com a superintendência local e o pas­
tor da igreja irão analisar o currículo 
que está sendo aplicado, a fim de ela­
borar um plano que atenda as expec­
tativas dos alunos. Assim a ED se tor­
nará mais atraente e, naturalmente, 
mais freqüentada.
Treinamento de professores. Outra 
tarefa importante da supervisão pe­
dagógica é o treinamento de profes­
sores. O despreparo de alguns pro­
fessores tem sido a causa de muitos 
se sentirem desmotivados em rela­
ção a ED. Não podemos suportar 
mais uma aula em que o professor 
fala o tempo todo, ou, às vezes, lê a 
revista num ritmo maçante, provo­
cando sono em toda turma. Com um 
treinamento adequado, esses profes­
sores poderão vir a ser ótimos e suas 
classes motivadas e repletas.
Controle de qualidade. Se o mundo 
dos negócios busca a qualidade de 
seus produtos terrenos e temporais, 
quanto mais nós devemos buscar a 
qualidade naquilo que é celestial e 
eterno! Só com uma supervisão pe­
dagógica poderemos realizar uma 
avaliação em nossa ED que nos per­
mita perceber erros e acertos, corri­
gindo aqueles e otimizando estes. 
Fazendo assim , nossa ED terá 
chances de melhorar e crescer.
Direcionar com a visão
Gerenciamento não é liderança. 
Líderes ocupados com gerenciamen­
to acabam negligenciando a função 
de liderar. Nossa visão deve estar 
voltada para um claro retrato men­
tal do futuro. Lançando a visão, es­
taremos assegurando a maior parti­
cipação, aceitação e credibilidade 
por parte dos liderados.
Estruturas presas por organogra­
mas, estatutos e regimentos tendem 
a fracassar por falta de visão. O mun­
do está em busca de direção. As pes­
soas não sabem para onde estão 
indo. O povo de Deus espera que 
seus líderes saibam.
Ser grande e ousado
O tamanho da visão determina a 
qualidade dos resultados e o nível 
dos líderes e liderados. Se as pesso­
as não forem desafiadas além das 
suas possibilidades, é provável que 
nunca farão o que seriam capazes de 
fazer. "Se a sua visão é para um ano, 
plante cereal. Se a sua visão é por 
uma década, plante uma árvore. Se 
a sua visão é para toda vida, plante 
pessoas", diz um provérbio chinês. 
É hora de despertar para uma visão 
nítida do que está acontecendo. E 
hora de repensar as perdas 
irreparáveis. Deus está interessado
em renovar o seu povo.
Novos padrões
Apesar da existência da ED ser uma 
benção em nossas igrejas, cremos que 
algumas mudanças deverão ser leva­
das a efeito para torná-la mais atraen­
te e contextualizada. Esse processo re­
quer:
Envolvimento: Quanto maior o 
envolvimento, maior o direito de pro­
priedade, e assim a mudança deixa de 
ser minha e passa a ser nossa.
Análise e síntese: Temos que olhar 
toda a organização e não apenas um 
segmento dela. Cada medida que se to­
mar com relação às partes, deve ser 
apoiada na compreensão do todo.
Compreensão das forças repressoras e 
impulsoras: É preciso fortalecer as for­
ças impulsoras e examinar se as forças 
repressoras são positivas ou negativas.
Formação de líderes: Tornar novos lí­
deres hábeis, capazes de desempenhar 
a função com denodo. "Aquele que crê 
em mim também fará as obras que eu 
faço e as fará maiores do que estas", Jo 
14.12. Será que nós, obreiros, estamos 
dispostos a aceitar esse grande desa­
fio? Se queremos formar líderes, preci­
samos tirar tempo para conversar com 
os aspirantes sobre seus objetivos, ten­
do cuidado para não cairmos em favo- 
ritismos pessoais. Devemos também 
observar as potencialidades do grupo 
para o futuro, preparando pessoas que 
tenham condições de acompanhar um 
crescimento. A formação de uma gera­
ção de líderes envolve consagração, 
oração, jejum e sofrimento.
Planejamento: Planejar é a arte de 
fazer com que as coisas aconteçam. E 
prever um curso de ação, reunindo 
meios e recursos materiais e huma­
nos distribuídos racionalmente em 
harmonia.
Oração: Ore antes de qualquer em­
preendimento. Ore sem cessar. Um lí­
der cristão maduro espiritualmente 
estará preocupado todo o tempo com 
esta transição. Por isso fará da oração 
sua bússola norteadora. "Pois será 
como a árvore plantada junto a ribei­
ros de águas, a qual dá o seu fruto na 
estação própria, e cujas folhas não 
caem, e tudo quanto fizer prospera­
rá", SI 1.3.
Frutos que permaneçam
A ED não existe por existir. Ela exis­
te com e para uma finalidade específi­
ca de acordo com a nossa visão - ins­
truir, formar e transformar. Isso vem 
acontecendo mesmo? A igreja está sen­
do instruída na Palavra?
Cabe àqueles que têm sido escolhi­
dos por Deus para esse ministério, 
questionar, criticar e avaliar, a fim de 
que seja possível introduzir as mudan­
ças que realmente façam sentido e tor­
nem a ED uma verdadeira escola que 
instrua, forme e transforme seus alu­
nos a imagem e semelhança de Jesus. 
Que para tanto o Senhor nos ajude. Se 
quisermos conquistar o padrão de fru­
tificação da Escola Dominical, não po­
demos nem devemos deixar de lado 
nossa visão futurista. Essa visão deve 
ser alinhada com a vontade de Deus; 
desafiadora, motivando as pessoas a 
fazerem grandes coisas; geradora de 
entusiasmo e de anseio por mudanças; 
clara e compreensível por todos e fo­
calizada no futuro.
Finalmente, se buscarmos padrão 
em nosso objetivo de dar frutos junto 
a ED, precisamos colocar no lugar cer­
to a pessoa certa. Todo crente está apto 
para adorar a Deus, no entanto, nem 
todo crente foi por Ele escolhido para 
uma missão especial. Precisamos de 
pessoas com evidências de um verda­
deiro adorador (Jo 4.19-23) e que te­
nham nascido de novo (Rm 6.5-10); 
pessoas submissas, que se sujeitem aos 
outros no temor de Cristo como conse- 
qüência de uma vida cheia do Espírito 
Santo (Ef 5.18-21), e que possuam um 
coração de servo, coração transforma­
do, limpo, pronto para servir.
Jonas Batinga é bacharel em 
Educação Cristã e evangelista na 
AD em Curitiba.
08
00
-7
01
-7
37
3
Nao há tradução que se compare 
a ler uma obra no original
Gordon Chown Gramática Hebraica
Gordon Chown
Este livro foi escrito para aqueles que desejam ler e 
entender o Elebraico, a língua no qual o Antigo 
Testamento foi escrito. Tão antiga quanto singular, 
esta língua possui seu próprio alfabeto - que usa 
sinais e traços distintos e não tem vogais. N as 105 
lições apresentadas, você poderã aprender o alfabeto 
hebraico e os sinais gramaticais baseados em palavras 
descritas na Bíblia e construções verbais através de 
tabelas e exercícios.
Form ato 14x21 cm / 256 pãginas
O livro contém :
- Alfabeto hebraico e os sinais massoréticos- Construções verbais
- Tabelas de declinações verbais
- Exercícios com textos bíblicos escritos em hebraico
- Tradução das palavras utilizadas em cada lição
O A utor
O pastor Gordon Chown é professor de hebraico há quase 
40 anos, tradutor e consultor de diversas obrais teológicas. 
Missionário britânico no Brasil, vive atualmente em Sáo 
Paulo. Traduziu as notas da Bíblia de Estudo Pentecostal e 
é autor do livro O Espírito Santo na Vida de Paulo, editados 
pela CPAD.
u á u u - / « y - / i / z YY YY YY . Vw' O i VJL . Cx KJ -L U . . U i |
Transformai-voi pela renovação 
do vo«o entendimento v
Plenárias 'S e m in á r io s - O ficinas - Pregações - Exposição
PRELETORES
Pr. José Wellinqton B. da Costa (SP) 
Pr. Antônio Dionísio da Silva (MS)
Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza (RJ) 
Pr. Antonio Gilberto (RJ)
Pr. Ciaudionor de Andrade (RJ)
Pr. Geremias do Couto (RJ)
Pr. Eliezer Morais (RS)
Dra. Marlene LeFever (EUA) 
Profa Helena Figueiredo (RJ) 
Profa Albertina Malafaia (RJ) 
ProfaRubenita Oyaizu (SP) 
Pr. David Nascimento (RO) 
Prof. Marcos Tuler (RJ)
Profa Débora Ferreira (RJ)
A CONTINUAÇÃO DE UM PROJETO QUE NASCEU NO CORAÇÃO DE DEUS!
•Mm/ ’á sua caravana! Informações: (21)2^06-7)23 / 2|»06-7I»00 
Fax: (21)21i06-73M / www.cpad.com.br
http://www.cpad.com.br

Mais conteúdos dessa disciplina