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RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
 Primeira coisa que deve ser chamada atenção, o caput desse art. 12 não fala simplesmente o fornecedor, ele fulanizou a responsabilidade, ele disse: “é o fabricante, é o produtor, é o construtor, é o importador. Ele não falou genericamente “o fornecedor”, o CDC não fez isso em vão, de maneira muito assertiva ele deixou de fora o comerciante, o comerciante não está enumerado no caput art. 12, 
Isso não é a toa porque os defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, formulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento são defeitos que estão para muito além, são muito anteriores a intervenção do comerciante. Então, por uma medida equitativa, o legislador distinguiu a responsabilidade do comerciante quando o que esta em jogo é um defeito. Levem isso em consideração. 
Observem que aqui, alinhado com o que é o sistema em regra do CDC, essa responsabilidade é objetiva, observem que o caput do art. 12 prevê independentemente da existência de culpa. 
O que é importante levar aqui em consideração? Primeiro que o CDC fulanizou a responsabilidade, orientou a responsabilidade para alguns dos fornecedores que compõem a cadeia de fornecimento. Segundo, identificou que essa responsabilidade é objetiva. Terceiro, identificou que o defeito que conduz a essa responsabilidade civil pode ser dar no projeto; na fabricação; na construção; na montagem; na elaboração das formulas; na manipulação do produto; na sua apresentação e até mesmo no seu acondicionamento.
Esse mesmo art. 12, do CDC, que é o artigo que inaugura a seção sobre responsabilidade, ele define o que é produto defeituoso, mas ele faz mais, ele diz o que não é um produto defeituoso. E isso é muito interessante, o CDC definiu o que é um produto defeituoso e o que não é um produto defeituoso.
Art. 12, § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:
No art. 12, § 1º diz que é um produto defeituoso: quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. Então eu vou equiparar, lembra agorinha estávamos falando sobre a teoria da qualidade? A teoria da qualidade se bifurca em: qualidade-segurança e qualidade-adequação. A violação do dever de qualidade segurança implica a responsabilidade por defeito, exatamente como está aqui no parágrafo primeiro do art. 12. Então o produto é defeituoso quando viola o dever de qualidade-segurança, quando não oferece a segurança de dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais...
Essas circunstancias são levadas em consideração para qualificar, para que a gente possa compreender o que seja um produto defeituoso. Isso implica dizer que a gente precisa avaliar concretamente aquele contexto para identificar um produto com defeito, essas circunstancias são:
I - sua apresentação;
II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - a época em que foi colocado em circulação.
I- A apresentação tem que ver um direito básico do consumidor a informação. Quando a gente fala do direito básico do consumidor a informação a gente sabe que essa informação, em relação a produtos industrializados é do fabricante. Então, se o produto de algum nível de insegurança essa informação tem que estar destacada, gritando na embalagem, no invólucro, no anuncio.
II- Sobre o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam: é importante que se diga, que existem produtos que admitem um determinado patamar de insegurança, como por exemplo, uma faca. Entretanto, não é normal, não é razoavelmente esperado que abrindo ou manipulando uma lata de extrato de tomate você corte a cabeça do seu dedo.
III – É a época em que foi colocado em circulação. Por que a época? Porque todo dia, milhares de produtos e serviços são oferecidos e colocados no mercado de consumo. Há uma dinamicidade que é inerente ao mercado de produção e de consumo. Então, existem alguns bens, existem alguns serviços que em razão de seu ineditismo, em razão de sua novidade, demandam informações diferenciadas. Por isso é importante que se diga isso, pasmem, pois já houve um tempo que era necessário, nas embalagens de micro-ondas a advertência de “olha, você não pode secar seu animalzinho de estimação dentro de um micro-ondas” ‘-‘ hoje esse tipo de informação é irrelevante, pois já houve tempo suficiente para identificar a funcionalidade e a finalidade daquele produto. Então, a época é também uma circunstância importante para eventualmente se caracterizar um defeito em um produto.
Se no §1º o CDC disse o que era um defeito, no §2º o CDC diz o que não é considerado defeito. O fato de um produto de melhor qualidade ter sido colocado no mercado não torna o anterior defeituoso. O CDC, como era esperado, protegeu as inovações tecnológicas, pois toda hora novos modelos de um produto substitui os anteriores, e isso não torna o modelo mais antigo como sendo defeituoso, entender desse modo seria impedir o avanço do mercado de consumo e a disponibilização por consequência de bens que melhor atendessem a demanda do consumidor 
Art. 12 § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
Observem que o CDC definiu o que são produtos defeituosos, considerando determinas circunstancias; e o que não é reputado como defeito.