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Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital Autor: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) 02 de Novembro de 2020 1 Sumário I - SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS ............................................................................................................ 6 1. Conceitos Iniciais .................................................................................................................................. 6 2. Segurança de Dignitários – Generalidades ............................................................................................. 7 3. A Organização do Serviço de Segurança............................................................................................... 12 3.1. Aspectos Básicos .......................................................................................................................... 12 3.1.1. Chefia ..................................................................................................................................... 13 3.1.2. Operações .............................................................................................................................. 13 3.1.3. Comunicações ........................................................................................................................ 13 3.1.4. Inteligência............................................................................................................................. 13 3.1.5. Transportes ............................................................................................................................. 13 3.2. Fatores Relevantes para a Composição do Serviço de Segurança e Vigilância ................................. 15 3.2.1. IMPORTÂNCIA do Protegido .................................................................................................. 16 3.2.2. GRAU DE RISCO do Protegido ............................................................................................... 17 3.2.3. Conjuntura Sociopolítica e Econômica .................................................................................... 17 3.2.4. COMPORTAMENTO da Autoridade Protegida ....................................................................... 18 3.2.5. Disponibilidade de Recursos .................................................................................................. 20 4. O Agente de Segurança ....................................................................................................................... 23 4.1. Qualidades Necessárias ao Agente De Segurança .......................................................................... 23 4.1.1. Qualidades INTELECTUAIS ..................................................................................................... 23 4.1.2. Qualidades MORAIS ............................................................................................................... 25 4.1.3. Qualidades FÍSICAS ............................................................................................................... 26 4.1.4. Qualificação TÉCNICA ............................................................................................................ 27 4.1.5. Qualidades PSICOLÓGICAS .................................................................................................. 29 Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 2 5. Os Sistemas de Segurança ................................................................................................................... 37 5.1. Teoria dos CÍRCULOS CONCÊNTRICOS ....................................................................................... 40 5.1.1. Versão tradicional dos círculos concêntricos .......................................................................... 40 5.1.2. Versão modificada dos círculos concêntricos ......................................................................... 42 5.2. Teoria dos PERÍMETROS DE SEGURANÇA .................................................................................. 44 5.2.1. Perímetro de SEGURANÇA PESSOAL ....................................................................................45 5.2.1.1. Escolta Pessoal .....................................................................................................................45 5.2.1.2. Segurança Avançada ............................................................................................................45 5.2.1.3. Segurança Velada ................................................................................................................ 46 5.2.1.4. Segurança de Instalações .................................................................................................... 46 5.2.1.5. Equipes de Vistorias ............................................................................................................ 46 5.2.2. Perímetro de SEGURANÇA PÚBLICA ..................................................................................... 47 5.2.2.1. Policiamento Ostensivo ...................................................................................................... 48 5.2.2.2. Dispositivo de Controle de Distúrbios Civis ......................................................................... 49 5.2.2.3. Dispositivo de Trânsito ....................................................................................................... 49 5.2.2.4. Dispositivo de Segurança contra Fogo .................................................................................50 5.2.2.5. Dispositivo de Vistoria Técnica ............................................................................................50 5.2.2.6. Policiamento Velado ...........................................................................................................50 5.3. O Objeto e o Modus Operandi ....................................................................................................... 51 6. Planejamento da Segurança de Dignitários .......................................................................................... 55 6.1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .................................................................................................. 55 6.2. PLANEJAMENTO OPERACIONAL .................................................................................................56 6.2.1. Elementos do Planejamento Operacional ...............................................................................56 6.2.1.1. Missão ................................................................................................................................56 Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 3 6.2.1.2. Estudo de Situação .............................................................................................................. 57 6.2.1.3. Atividade de Inteligência .....................................................................................................59 6.2.1.4. Reuniões Preparatórias .......................................................................................................59 6.2.1.5. Treinamento ...................................................................................................................... 60 6.2.1.6. Plano de Ação .................................................................................................................... 60 6.2.1.7. Execução daMissão ............................................................................................................ 60 7. O Itinerário ......................................................................................................................................... 60 7.1. Itinerário PRINCIPAL .................................................................................................................... 62 7.2. Itinerário ALTERNATIVO .............................................................................................................. 62 7.3. Itinerários EVENTUAIS ................................................................................................................. 62 7.4. Pontos CRÍTICOS e Pontos de APOIO .......................................................................................... 62 7.5. SELEÇÃO do itinerário para deslocamento A PÉ ........................................................................... 63 7.6. PLANEJAMENTO do itinerário p/ deslocamento A PÉ .................................................................. 64 7.7. PLANEJAMENTO do itinerário p/ deslocamento MOTORIZADO ....................................................65 8. A Escolta Pessoal ................................................................................................................................. 72 8.1. Escolta BÁSICA (01 agente) .......................................................................................................... 75 8.2. Escolta com 02 AGENTES ............................................................................................................. 76 8.3. Escolta com 03 AGENTES ............................................................................................................. 76 8.4. Escolta com 04 AGENTES ............................................................................................................. 78 8.5. Escolta com 05 AGENTES ............................................................................................................. 79 8.6. Formações e Estratégias de Posicionamento ............................................................................... 80 8.6.1. Em LINHA À RETAGUARDA ................................................................................................... 81 8.6.2. Em LINHA FRONTAL ............................................................................................................ 82 8.6.3. Em CUNHA ........................................................................................................................... 83 Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 4 8.6.4. Formação EM "V" ou "CUNHA ABERTA" ................................................................................ 83 8.6.5. Em LOSANGO ...................................................................................................................... 84 8.7. EVACUAÇÃO ................................................................................................................................ 87 8.7.1. REAÇÃO da Equipe................................................................................................................ 88 8.7.2. COBERTURA Corporal........................................................................................................... 88 8.7.3. EXECUÇÃO da Evacuação ..................................................................................................... 89 9. A Escolta Motorizada .......................................................................................................................... 92 9.1. Estruturação da Escolta Motorizada .............................................................................................. 93 9.1.1. O Veículo do Dignitário.......................................................................................................... 94 9.1.2. Os Veículos de Cobertura (ou de Segurança Aproximada) ...................................................... 94 9.1.3. O Veículo Varredura ...............................................................................................................95 9.1.4. O Veículo Fecha-Comboio ..................................................................................................... 96 9.1.5. Os Veículos Balizadores (motocicletas) .................................................................................. 96 9.1.6. O Veículo Reserva .................................................................................................................. 97 9.2. Armamento e Equipamentos da Escolta Motorizada .................................................................... 98 9.3. Procedimentos da Escolta Motorizada ......................................................................................... 99 Lista de Questões .................................................................................................................................. 125 Gabarito ................................................................................................................................................ 149 Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 5 APRESENTAÇÃO Olá, caro aluno! Nesta aula, estudaremos sobre a doutrina de Segurança de Dignitários, direcionando nossos esforços para tópicos imprescindíveis (e muito bons de prova!): técnicas, táticas e operacionalização, assim como o objeto e o modus operandi. Dentro desse escopo, trataremos sobre o planejamento da segurança, os agentes de segurança, os sistemas de segurança, a organização de itinerários, a escolta pessoal e motorizada, os tipos de células de proteção e os procedimentos e técnicas para evacuação de dignitários. Com esse material, você estará de posse de tudo o que você precisa saber sobre o assunto! Professores Girão e Herculano, mas a aula tem mais 150 páginas! Meu Deus! É, sabemos, mas está grande, porque fizemos questão de trazer a quase totalidade das questões FCC e Cespe sobre o tema, além de questões de outras bancas, e, obviamente, o comentário delas tomou um bom espaço da aula. Fique tranquilo que a leitura é gostosa e o tema é interessante! Estamos diante de uma aula importantíssima e é daquelas que devem ser lidas com bastante calma e sem pressa, ok? Afinal de contas, para quem terá tantas autoridades do Poder Legislativo para proteger, é bom um estudo completo, questão certa na sua prova!! Nós garantimos que, depois de ter estudado a teoria, você vai ter a feliz constatação de resolver as questões com toda a tranquilidade! Quer ver? Aos trabalhos! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 6 I - SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS 1. CONCEITOS INICIAIS Caros alunos, nos últimos 02 anos, temos acompanhado uma nova tendência nas organizadoras quando de concursos para cargos na área de segurança. Melhor dizendo, temos percebido uma boa e grata mudança de concepção dos órgãos públicos que buscam novos servidores na referida área. Os mais recentes editais, a começar pelo do Banco Central 2009, têm trazido uma mudança de paradigma: hoje, o perfil que se procura do profissional que atuará na área de segurança deixou de ser um perfil de alguém somente com conhecimentos operacionais, mas, principalmente, alguém que agregue conhecimentosde Gestão de Segurança. A partir de então, pudemos perceber uma mudança de 360 graus nos editais, o que muito nos alegra e nos dá a certeza que os órgãos estão no caminho certo. Ao buscar pessoas com perfil de gestão, além do conhecimento operacional mínimo, a administração pública adéqua-se às mudanças e exigências do mundo contemporâneo no que diz respeito ao tema Segurança. Desta forma, vamos então seguir os passos dessa tendência e iniciarmos nosso curso, buscando trazer a você o que há de mais moderno na doutrina de Segurança Corporativa. Para tanto, vamos então começar pelo que imagino ser sua primeira pergunta: professor, qual o conceito que posso ter em mente da palavra SEGURANÇA? Para melhor entendimento do significado da atividade de Segurança, faz-se necessário, primeiramente, abordarmos os seguintes conceitos: ➢ Segurança: estado, qualidade, condição daquilo que está seguro, isento de perigo, acautelado. ➢ Segurança Pública: condição de segurança provida pelo Estado, às suas expensas, mediante utilização de instituições específicas integrantes de sua própria estrutura organizacional. ➢ Segurança Não-Pública: condição de segurança que não é provida pelo Estado, porém providenciada e custeada pelo próprio interessado (pessoa física ou jurídica); e prestada por funcionário (ou empregado), particulares ou pela iniciativa privada. ➢ Segurança Privada (ou pessoal): condição de segurança não provida pelo Estado, providenciada e custeada pelo próprio interessado, a pessoa física. ➢ Segurança Corporativa (ou empresarial): condição de segurança não provida pelo Estado, providenciada e custeada pelo próprio interessado, a pessoa jurídica. É preciso deixar bem claro que a atividade de Segurança, em especial a Segurança Corporativa, não substitui nem concorre com a Segurança Pública. Ao contrário, deve-se utilizar ao máximo das suas Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 7 potencialidades e possibilidades, complementando-a e atuando onde ela (a Segurança Corporativa) não possa operar normalmente, onde apresente deficiência ou onde sua ação não seja conveniente. Não se pode esquecer que o poder de polícia é prerrogativa inerente ao Estado, sendo atribuição exclusiva daqueles agentes que atuam legalmente em seu nome e/ou por sua delegação. A atividade de Segurança deve se voltar prioritária, mas não exclusivamente, para a esfera privada dos ativos ou pessoas que busca salvaguardar e, sem constrangimentos, explorar ao máximo a estrutura da Segurança Pública disponível, sempre que possível, aconselhável ou pertinente. Professor, entendi os conceitos, mas em se falando então de Segurança Corporativa, objeto de nosso estudo, onde e para quem ela se aplica? Bom, qualquer que seja o sujeito, as medidas e procedimentos tomados para sua segurança se direcionam, invariavelmente, contra riscos e/ou ameaças que possam causar dano ou a pessoas (físicas ou jurídicas) ou ao patrimônio destas. Logo, independentemente do ambiente em que serão tomadas as medidas ou procedimentos, haverá sempre um "objeto" para as ações da atividade de Segurança que, por sua vez, estará relacionado a um ser humano ou a um bem, o qual, tendo em vista o diversificado perfil dos itens que podem ser considerados como tal, convencionamos chamar de ativos. No que tange à Segurança das Pessoas, tornou-se evidente a existência de dois universos distintos, mas expressivamente inter-relacionados: o ambiente privado dos indivíduos ou grupos (segurança VIP) e o ambiente corporativo das empresas (Segurança de Dignitários). O foco desta nossa primeira aula é exatamente estudar a doutrina do que está relacionado à Segurança de Dignitários. Vamos iniciar nossa viagem pelo assunto: 2. SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS – GENERALIDADES Antes de começar, já sei que você deve estar me perguntando: professor, o que significa ser uma autoridade, ou dignitário? Para te responder, vamos ao famoso “pai dos burros”, o dicionário Aurélio, para conhecermos o significado da palavra: Dignitário, Autoridade ou VIP: pessoa que exerce um alto cargo ou goza de um título proeminente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 8 Dito isso, a primeira e importantíssima informação que você já precisa saber para continuar o estudo do tema: o enfoque da segurança de dignitários é essencialmente preventivo, posto que seu objetivo, ao contrário de combater, é o de, justamente, proteger o segurado, evitando o confronto e as situações perigo. Assim, a formação militar ou policial, por si só, não constitui credencial para o exercício da atividade de segurança de dignitários. Daí, há que se fazer uma expressiva diferenciação entre as medidas e os procedimentos de segurança dispensados para dignitários (autoridades estatais do Executivo, Legislativo ou Judiciário, autoridades religiosas, etc.) e aquelas dispensadas para as personalidades consideradas VIP (atletas, artistas famosos e etc.). Pois bem, atualmente, os mais importantes órgãos da Administração Pública, principalmente aqueles os quais as decisões de seus principais agentes interferem diretamente na vida das pessoas, estão cada vez mais preocupados em proteger suas autoridades dos mais diversos tipos de ameaças hoje existentes ao nosso redor. Os atentados geralmente são conceituados como ações criminosas perpetradas contra determinadas pessoas, grupos ou instituições, com objetivos bem definidos, como também podem ser interpretados como ofensas à Lei, à moral, aos valores e às regras vigentes. Essas ações são praticadas em decorrência de uma grande diversidade de causas, variadas fontes de hostilização e diferentes meios de efetivação de atentados. São exemplos de fontes de hostilização: órgãos de inteligência, imprensa, organizações terroristas, crimes de pistolagem, sociopatas, psicopatas, fanáticos extremistas, correntes de pensamentos e organizações criminosas. Como exemplos de meios de efetivação dos atentados temos: armas de fogo dos diversos tipos, armas brancas, explosivos, venenos, substância químicas e biológicas e até o uso de aeronaves (como no famigerado 11 de setembro de 2001) Afora algumas características distintivas, pode-se afirmar que os atentados são o gênero do qual derivam as demais ações criminosas contra dignitários, tais como a emboscada, a ação terrorista, o sequestro e a sabotagem. A forma de preparar as ações, o desenvolvimento da operação e as consequências da ação criminosa são aspectos que tipificam melhor cada caso específico. Essa tipificação pode ser constatada na maneira de o agressor selecionar o seu alvo. Havendo uma clara intenção de atingir uma autoridade ou um objetivo em particular, o ataque é conceituado como “seletivo", caracterizando dessa forma um tentado por motivos políticos ou pessoais (para eliminação ou sequestro). Porém, se sua finalidade é atingir qualquer pessoa aleatoriamente – servindo unicamente como meio capaz de acarretar dificuldades para as autoridades ou para obter repercussão na mídia e despertar a opinião pública para determinado assunto - é considerado como um atentado "indiscriminado", com características próprias da "ação terrorista”. Os atentados podem ocorrer por conta dos mais diversos propósitos, tais como: comprometer ou desmoralizar o dignitário através de um escândalo, produzir-lhe danos físicos ou morais (que é o propósito mais comum) ou ainda causar-lhe a morte. O sequestro também é praticado contra dignitários, normalmente com o objetivo de obter alguma vantagem. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão,Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 9 O magnicídio, ou seja, o "assassínio de grande homem, de pessoa eminente", torna-se uma arma de transformação política, empregada indiscriminadamente por partidos e militantes tanto de esquerda como de direita. De um lado ou de outro, a radicalização ideológica trazia justificativas mais do que suficientes (na concepção dos assassinos) para este tipo de atentado. Diante do exposto, é de fundamental importância que você, caro aluno, entenda que a doutrina de segurança, no decorrer da história, precisou mudar seus paradigmas. Hoje não se pode confundir segurança de dignitários com agentes corpulentos, "armados até os dentes" e que têm a intimidação e a truculência como padrão de conduta. Nada mais falso! Ao contrário, prudência, bom senso e o perfeito conhecimento das limitações devem ser os principais parâmetros para procedimentos. A força tem de ser vista sempre como um recurso extremo, só justificável ante a falha de todas as medidas preventivas e a falência de todos os recursos de diplomacia possíveis. Repetindo: a segurança das pessoas deve agir como um "evitador de problemas", PREVENINDO e atuando nas situações de crises e evitando acidentes de toda ordem, agindo, também, em emergências medicas, situações embaraçosas ou em contrariedades. Quaisquer que sejam as técnicas e táticas empregadas devem observar uma forma de gradação: - do mais simples para o mais complexo; - do menor para o maior grau; - da menor para maior interferência; - da mais discreta para a mais indiscreta; - priorizar sempre às medidas mais simples; - avaliar prós e contras do emprego ou não de policiais ou de militares; - atentar para as responsabilidades criminal e cível no emprego de uma segurança; - avaliar a efetiva necessidade de segurança privada em razão dos ônus que tal decisão impõe. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 10 Só com essas primeiras informações, você já é capaz de resolver as primeiras questões de nosso curso. Quer ver? 01. [FGV – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TRE/PA – 2010] Para executar segurança pessoal, o profissional deve, primordialmente, usar técnicas (A) preventivas. (B) repressivas. (C) defensivas. (D) hostis. (E) contingenciais. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. E aí, o que acha? Só pelo pouco que você acabou de estudar, resolveria essa questão num piscar de olhos, não é mesmo? É óbvio que para executar segurança pessoal, o profissional deve, primordialmente, usar técnicas preventivas. Não se esqueça jamais disso, ok? [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] De acordo com os conceitos mundialmente consagrados a respeito da segurança de dignitários, julgue o item a seguir. 02. Os princípios da segurança de dignitários incluem objetividade, iniciativa, simplicidade, surpresa e, se necessário, emprego da força. Comentários: A assertiva está CORRETA. Mesmo não tendo um completo conhecimento de cada princípio acima, daríamos para acertar com tranquilidade esta assertiva. Quase todos esses princípios já foram implicitamente aqui estudados. Para complementar o que vimos até agora, vamos a eles: Objetividade: ações rápidas e pontuais para preservar a o bem-estar e vida do protegido; Iniciativa: as ações têm que ser ativamente tomadas antecipando-se às ações do agressor. Simplicidade: prudência e bom senso nas ações, usando os métodos e técnicas mais simples; Surpresa: equipes bem planejadas sempre lançam mão do recurso do “plano B” para confundir e surpreender o inimigo. Emprego da Força: quando todos os outros princípios acima foram executados sem sucesso, como último recurso, faz-se o uso da força. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 11 03. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/2ª– 2008] O enfoque da segurança de dignitários é essencial e primordialmente (A) agressivo. (B) corretivo. (C) defensivo e corretivo. (D) preventivo. (E) punitivo. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Veja que a questão aborda o que acabamos de estudar: a doutrina de segurança de dignitários tem como princípio básico, norte para todas as suas ações, a prevenção. 04. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Ao ver uma pessoa estranha se aproximar rapidamente de um juiz, com um objeto na mão, os seguranças devem (A) usar de força física para parar e revistar esta pessoa. (B) apontar sua arma para a pessoa para intimidá-la. (C) impedir, a qualquer custo, a aproximação da pessoa. (D) agir com firmeza, observar cada gesto da pessoa, e determinar que ela se mantenha a uma distância segura da autoridade. (E) despreocupar-se, pois o juiz já possui proteção pessoal. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Item A - Você viu que os preceitos básicos são: agir com firmeza, atenção, simplicidade, iniciativa e objetividade. O uso da força deve ser extremamente evitado! (Errado) Item B - Absurdo! Jamais aponte a arma para alguém, a não ser que esteja em situação de comprovado extremo perigo e agindo em legítima defesa. (Errado) Item C - A expressão “qualquer custo” é muito perigosa, pois leva-nos a crer que até apontar a arma, como dito no item anterior, seria aceitável, o que, como vimos, não se concebe. (Errado) Item D - Veja só que este item respeita exatamente aquilo que acabamos de estudar nesta parte inicial. (Certo) Item E - Um agente de segurança displicente, nem pensar! (Errado) A integridade física e o bem-estar do protegido devem ser as maiores e fundamentais preocupações da segurança de DIGNITÁRIOS. Para isso é de extrema importância que o serviço de segurança seja devidamente organizado e planejado, como veremos a seguir. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 12 3. A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE SEGURANÇA Vamos, então, conhecer agora o que é pacífico na doutrina de Segurança de Autoridades no que diz respeito às melhores e mais adotadas práticas quando da organização do serviço de segurança. Primeira regrinha básica: a segurança pessoal de um dignitário deve ser realizada somente por profissionais que detenham a competência legal para exercer tal atribuição. Para tanto, este serviço deverá ser estruturado a partir da composição de uma equipe bem selecionada e preparada tecnicamente, alem de obedecer a uma metodologia de trabalho compatível com as necessidades do usuário (dignitário protegido) e estar lastreado em uma doutrina apropriada para a segurança pessoal. A estrutura do serviço de segurança deve, preferencialmente, ser concebida a partir do conceito de "equipes de alto desempenho", que são equipes participativas, que alcançam o comprometimento de todos os seus integrantes, tornando esta organização mais flexível e ágil, capaz de atender às demandas por segurança da pessoa protegida em todos os seus aspectos e oferecendo respostas rápidas às mudanças do ambiente que possam representar ameaças. Tomados como orientadores da prática de gestão do serviço de segurança, existem também a gestão pró-ativa, relacionada com a antecipação e resposta rápida às mudanças do ambiente; o aprendizado, relacionado com o desenvolvimento de práticase instrumentos de avaliação e melhoria contínuos; e o foco em resultados, relacionado com a utilização de algum tipo de indicador (ausência de ameaças, inexistência de falhas perceptíveis, horas de treinamento, etc.) que refletem o posicionamento da organização (que realiza a segurança pessoal) em relação aos seus planos e metas, às expectativas das partes interessadas (dignitário protegido, governo, sociedade, etc.) e aos referenciais comparativos adequados. 3.1. Aspectos Básicos O dimensionamento de um serviço de segurança pessoal pode ser bastante variado. Conforme as circunstancias que lhe deram origem e a capacidade operativa que lhe é exigida, pode apresentar-se de uma forma relativamente simples ou extremamente complexa. Uma escolta básica carece de um mínimo de organização enquanto que a segurança pessoal do Presidente da República exige uma superestrutura que atenda inclusive a atividades no exterior e eventos internacionais. Via de regra, o desenho básico de uma instituição que detenha a atribuição de realizar a segurança pessoal de um dignitário importante, contempla os seguintes aspectos: chefia, operações, comunicações, inteligência e transporte. Vamos então analisar cada uma delas: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 13 3.1.1. Chefia A "chefia", estruturada em uma linha formal de comando, deve ser a responsável maior pela organização do serviço, cabendo-lhe a definição de todas as normas e diretrizes, o planejamento, a direção, a análise e o controle das atividades referentes à segurança do dignitário, como também os contatos com os órgãos responsáveis pela conjuntura da segurança publica e outros que forem necessários. 3.1.2. Operações As "operações" representam a congregação dos processos finalísticos propriamente ditos do órgão encarregado do serviço de segurança. Estes processos estão diretamente relacionados com a execução do serviço e estão consubstanciados nos procedimentos técnicos e operacionais de segurança, tais como: escoltas a pé e motorizadas, precursão, vistorias, segurança de instalações, etc. Um aspecto importante na gestão desses processos é a preocupação em definir "serviços especializados" que estejam totalmente livres de qualquer problema. 3.1.3. Comunicações As comunicações são processos de apoio que operacionalizam o sistema de radiocomunicação e estabelecem as normas para a difusão das mensagens, juntamente com a elaboração dos códigos e da fraseologia adequada. A exploração correta dos meios de comunicações é considerada como fator fundamental para a atividade de segurança, assegurando maior eficiência e confiabilidade nas operações. 3.1.4. Inteligência A inteligência é responsável pelas medidas de contra-inteligência (proteção do conhecimento) e pelo recebimento, analise e coordenação das informações que possam prejudicar os protegidos ou qualquer das instalações que o Serviço de Segurança tiver a incumbência de proteger. Ao receber uma informação, procede-se a investigação, se for o caso, ou envia-se para a instituição competente, se for apropriado. 3.1.5. Transportes Os "transportes" são processos de apoio que fornecem os veículos necessários para atender a demanda do dignitário, do serviço de segurança e dos familiares destes, considerando itens importantes como: as características e potência dos veículos; as inspeções técnicas e varreduras; a apresentação individual dos motoristas; a manutenção e o abastecimento dos veículos. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 14 Vamos ver como foi cobrado: 05. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006 – Adapt.] O chefe da segurança é o principal responsável pela segurança da autoridade; portanto, ele terá de ficar sempre à frente da autoridade. Comentários: A assertiva está ERRADA. Acabamos de ver que o chefe de segurança é, de fato, o principal responsável pela segurança da autoridade. Informação corretíssima! Porém, ele é o responsável pelo planejamento, organização, gestão, contatos com outros órgãos e não necessariamente terá de ficar sempre à frente da autoridade. Essa função não é da chefia, e sim parte das funções da Equipe de Operações. 06. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] Considere que determinada autoridade deve comparecer a um evento a ser realizado em recinto fechado para pequeno número de pessoas, todavia havendo sério risco de eventual atentado por parte de forças oponentes. Nessa situação hipotética, ao tomar conhecimento disso, o serviço de segurança, antes de qualquer medida, deve impedir a realização do evento, visando garantir a integridade física do dignitário. Comentários: A assertiva está ERRADA. Caro aluno, a assertiva, de tão bem redigida, parece estar corretinha. Ledo engano! Acabamos de ver que um dos aspectos importantes da organização de segurança é justamente a inteligência. Vamos estudá-la adiante em nosso curso, mas inteligência significa ter conhecimento antecipado, através de busca e coleta de dados e informações, sobre o que se quer saber. Já a contra-inteligência (também estudaremos mais adiante) é a proteção daquilo que se sabe. Ora, a questão nos informa que a equipe de segurança tem conhecimento prévio de que o evento com seu dignitário pode trazê-lo sério risco de atentado. Afirma também que, ao saber disso, a equipe terá que, antes de qualquer medida, impedir a realização do evento. Não é bem assim! A equipe de segurança, ao tomar conhecimento prévio de algum tipo de risco, seja ele qual for, tem que proceder a uma investigação mais adequada e, se apropriado, contatar as instituições competentes para auxiliá-la no caso. Em última instância, esgotadas as demais alternativas, aí sim podemos pensar em cancelamento do evento. Uma equipe com um serviço de inteligência bem desenvolvido, mesmo sabendo de eventuais riscos, já terá tomado todas as providências para a realização tranquila do evento. Senão, caro aluno, determinadas autoridades JAMAIS sairiam nem de casa! 07. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU - 2007] Na ótica contemporânea, o gestor e os profissionais da área de segurança devem Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 15 (A) atentar para as atitudes, técnicas e táticas corretas, bem como para o uso em alta escala das mais variadas tecnologias disponíveis. (B) atentar somente para as ações ocorridas no passado, a fim de evitar riscos e perdas presentes e futuras. (C) buscar fortemente e em caráter prioritário desenvolver somente aptidões em defesa pessoal, incluindo artes marciais e tiro. (D) ter clareza de que Inteligência e Segurança são métodos distintos que não se confundem e nem se completam. (E) respeitar, tanto quanto possível, os paradigmas da Organização, exceto em situações de manejo de emergência. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item A - Acredito que você não deve ter tido dúvida sobre a verdade dessa assertiva. Estudamos até aqui que uma equipe de segurança organizada busca os melhores meios (atitudes, técnicas e táticas) para que o serviço de segurança seja executado de forma eficaz e eficiente. (Certo) Item B - Vimos também que o serviço de inteligência visa buscar e coletar dados e informações a respeito de tudo que está relacionado a uma operação. Isto envolve conhecer as ações ocorridas no passado, mas, principalmente, as que porventuraestão para ocorrer! (Errado) Item C - Esses aspectos são importantes, mas há outros muito mais prioritários, como uma organização com equipes de alto desempenho, planejamento, organização, metas, foco em resultado, inteligência, comunicações e transportes. Sem tais aspectos bem definidos, de nada adiantará aptidões em defesa pessoal. (Errado) Item D - Essa afirmativa é a negação de tudo que acabamos de discutir! Inteligência e segurança, atualmente (e mais do que nunca), se confundem e se completam! (Errado) Item E - O respeito aos paradigmas da organização na qual está inserido o serviço de segurança deve ser obedecido em toda e qualquer situação. Não há exceções! Em situação de emergência, o que há são procedimentos específicos os quais não devem ferir tais paradigmas. (Errado) 3.2. Fatores Relevantes para a Composição do Serviço de Segurança e Vigilância Apesar da necessidade da efetivação desses aspectos básicos citados anteriormente, o modelo organizacional do serviço de segurança, ou seja, a forma que a organização assume para integrar seus recursos, tais como pessoal e material e a sua forma de atuação, estará fortemente condicionado a alguns fatores relevantes que são: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 16 → a importância da autoridade protegida; → o grau de risco da autoridade protegida; → a conjuntura socioeconômica e política; → o comportamento da autoridade protegida; → a disponibilidade de recursos para a realização do serviço. Esses fatores são bastante cobrados em prova e, por isso, precisamos estudá-lo em detalhes. Vamos lá! 3.2.1. IMPORTÂNCIA do Protegido A autoridade enfocada em nosso curso corresponde à pessoa em exercício de cargo público elevado, seja em nível Federal, Estadual ou Municipal, dentre os Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário, que em decorrência desse cargo tenha necessidade de um esquema de proteção pessoal. Existe o reconhecimento quanto à necessidade de proteção permanente para o Presidente da República, os Governadores de Estado, os Chefes dos Poderes Legislativos e Judiciários, devido ao alto nível de importância e à repercussão das ações adotadas por estes dignitários (autoridades). Circunstancialmente ou quando solicitado, existem os esquemas de proteção executados para: ministros de Estado; secretários de governos estaduais; juízes; promotores de Justiça; prefeitos ou outras autoridades que durante o exercício de suas funções são responsáveis por decisões polêmicas, que muitas vezes contrariam interesses ou geram descontentamento de pessoas ou grupos. Autoridades diplomáticas, altas patentes militares, líderes eclesiásticos, políticos e expressão, candidatos a cargos elevados são exemplos de pessoas também muito visadas que eventualmente também necessitam de segurança. A pessoa protegida pode ser também um dignitário que não tenha cargo público, uma testemunha, um CEO (Chief Executive Officer) ou um VIP (Very Important Person), que em determinada circunstâncias esteja recebendo o acompanhamento de um dispositivo de segurança pessoal, seja em qualquer dimensão ou nível de ameaça, desde que haja determinação governamental para realizá-la. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 17 Dessa forma haverá sempre pessoas ou grupos organizados insatisfeitos com a atuação de autoridades ou dignitários responsáveis pelo processo decisório, que geram descontentamento em âmbito interno ou mesmo em nível internacional, de acordo com os interesses em questão. 3.2.2. GRAU DE RISCO do Protegido O grau de risco em que está relacionada uma determinada pessoa protegida é estimado pela EXISTÊNCIA DE PERIGO, REAL OU POTENCIAL, em uma operação de segurança e decorre do tipo de cargo exercido e do tipo de circunstância em que estiver envolvida a pessoa protegida. A necessidade de proteção pode ser permanente em decorrência da investidura da pessoa no cargo, que requer cuidados especiais por conta de seu alto valor representativo do poder do Estado (enquanto estrutura organizacional e política), do funcionamento das instituições públicas e da organização da sociedade. Essa necessidade pode ser também circunstancial, decorrente de ações ou decisões que contrariem interesses ou gerem descontentamento de pessoas ou grupos tais como: o combate à corrupção em geral; o combate às organizações criminosas; as disputas políticas; as mudanças e reformas na administração pública; as exonerações e demissões de funcionários; o cancelamento de contratos, dentre outros. Correspondendo aos diferentes graus de risco deve existir um sistema de segurança compatível, que podem ser considerados como: Grau de risco REDUZIDO - é aquele em que a pessoa protegida não está sujeita aos riscos normais inerentes ao cargo que desempenha; Grau de risco NORMAL - é aquele em que a pessoa protegida está sujeita somente aos riscos inerentes ao cargo que desempenha; Grau de risco ELEVADO - é aquele em que a pessoa protegida sofre ameaças definidas ou está envolvida em situação de extraordinária relevância. 3.2.3. Conjuntura Sociopolítica e Econômica As inovações tecnológicas, a evolução sociocultural e o acesso à informação, são fenômenos sociais que estão ao alcance de grande parte da população, incluindo-se neste universo aqueles que, motivados por Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 18 ideologia, crença, lucro ou desequilíbrio mental, atentam contra a ordem social e política, ao praticarem atos que visem causar dano às autoridades constituídas. A conjuntura atual, no Brasil e no mundo, exige cada vez mais cuidados especiais com a segurança das autoridades. O aumento da pobreza associado à concentração de renda, o recrudescimento da violência e a ação insidiosa das organizações criminosas são situações comuns no nosso país, enquanto que em muitos outros prevalecem os conflitos étnicos, religiosos, raciais e as causas nacionalistas. Os destaques dados pelos meios de comunicação à morosidade e deficiência da justiça estimulam o "elemento adverso" ou mesmo alienado a procurar a decisão pelas próprias mãos através de atentados criminosos. Por sua vez os índices de criminalidade têm atingido níveis tão alarmantes que além de se preocupar com um atentado direto à autoridade, o agente de segurança tem que redobrar os cuidados na prevenção de crimes comuns. NOS ÚLTIMOS ANOS, MUITAS AÇÕES VIOLENTAS FORAM PRATICADAS CONTRA AUTORIDADES POLÍTICAS NO BRASIL, embora várias delas não possuíssem motivação política, mas que afetam de uma forma ou de outra o bem-estar e a imagem das autoridades. 3.2.4. COMPORTAMENTO da Autoridade Protegida Em algumas situações, o dignitário protegido é o principal responsável pelo bom cumprimento das missões de segurança. Parte-se do princípio de que se o dignitário não quiser não se pode impor a segurança com o máximo de cuidados preventivos, pois a falta de interação do "protegido" com o sistema de segurança ocasiona prejuízos às medidas preventivas a serem adotadas. É muito importante o intercâmbio entre o dignitário protegido e a segurança pessoal, pois deve haver um trabalho mútuo durante todos os dias, uma cooperação por parte do protegido, que deve estar conscientizado de que faz parte de um grupo de risco iminente e que sua eliminação ou desmoralização pública afetará a vida de um povo,cidade, Estado ou País. A conscientização do protegido quanto aos perigos, reais ou potenciais, que podem atingi-lo pode levar a uma mudança de comportamento, mudança de atitude em relação aos comportamentos que elevam e expõem a sua pessoa aos riscos. Geralmente, os esquemas de proteção é que se adaptam ao estilo de vida e de governo. No entanto, a cooperação do dignitário é imprescindível para o sucesso das operações de segurança. Ao dominar a Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 19 doutrina o agente a usará respeitando o princípio da flexibilidade, adaptando seus procedimentos ao perfil do dignitário. O emprego da técnica, na execução do serviço, refletirá no ponto de vista do dignitário sobre a atuação do serviço de segurança, aumentando a sua confiança na equipe que o protege. A maior colaboração do dignitário para com a sua própria segurança seria ouvir e atender as informações e sugestões do seu serviço de segurança, evitando que esse mesmo serviço adote uma ação que se desenvolva parcial e sigilosamente, o que dificultaria muito o trabalho, e elevaria o risco. ➢ O universo familiar deve estar dentro desse princípio, pois representa uma fonte de informações preciosa ao elemento antagônico. ➢ Nele está contido todo o pessoal que vive ou trabalha com o dignitário: a própria família, os assessores e funcionários de todos os níveis, os integrantes do Serviço de Segurança e demais elementos envolvidos, mesmo que temporariamente. Há a necessidade de se ter sempre em mente que a proteção de dignitários visa não só a prevenir ou dificultar a realização de atentados, mas também os acidentes e incidentes que possam causar danos físicos ou morais para o dignitário e familiares. Mesmo no caso da segurança de autoridades, cujos clientes diretos são as autoridades governamentais, o princípio da satisfação do cliente relaciona-se, em essência, ao conceito de administração pública: toda e qualquer atividade de caráter público é sustentada pelo objetivo de satisfazer aos interesses e às necessidades coletivas, sendo o seu foco primordial de ação a busca do atendimento aos requisitos dos seus clientes naturais - que são os elementos constitutivos da sociedade: os cidadãos, considerados individualmente ou em suas entidades associativas. Portanto, esse mesmo fundamento é extensivo às organizações públicas responsáveis pela execução das atividades de segurança pessoal, cujos clientes diretos são as autoridades governamentais, mas que em Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 1 20 ultima análise é direcionado para todo o conjunto da sociedade, pois a repercussão de um atentado contra um dirigente público repercute diretamente sobre todo o corpo social. À segurança de familiares e assemelhados aplicam-se as mesmas regras e considerações aplicáveis ao alvo principal. QUANTO MAIS PRÓXIMO DO ALVO, MAIS RISCOS TAIS PESSOAS CORREM. O planejamento dessa segurança deve seguir os mesmos fundamentos já estudados, porém os aspectos "menor interferência possível" e "respeito à privacidade" devem ser enfatizados. A segurança dos adolescentes é considerada uma das mais difíceis de realizar. Então, com relação ao protegido, não esqueça que sua equipe de segurança deve: ✓ compatibilizar medidas e procedimentos com necessidade de liberdade e privacidade do alvo; ✓ deixar claro ao protegido quem decide no caso de eventos adversos; ✓ lembrar sempre que a segurança é problema daqueles que têm o encargo de proporcioná-la; ✓ daí, para executá-la, não se pode envolver, constranger, prejudicar ou colocar pessoas estranhas, terceiros ou o próprio segurado em risco; ✓ considerar sempre a personalidade do alvo: imagem, ostentação, manias: hobbies, rotinas; ✓ considerar sempre a necessidade de imposição de limites: tanto à própria equipe quanto ao segurado; 3.2.5. Disponibilidade de Recursos As condições de trabalho para que a segurança pessoal funcione a contento requer a utilização de equipamento apropriado, cujo custo corresponde ao padrão de qualidade, como a comunicação de boa portabilidade e de longo alcance, o armamento de boa portabilidade e de expressivo poder de fogo, veículos com alta potência e em quantidade etc. Por seu turno, a tecnologia é uma coadjuvante importante nas ações de segurança pessoal, seja na detecção de ameaças (detectores de escuta telefônica e de radiofrequência, codificadores para comunicação), na investigação de potenciais agressores (computadores, banco de dados, busca de informações), ou ainda no estabelecimento de um perímetro de segurança totalmente livre de ameaças (raios X, detectores de metal, de explosivos, de substâncias tóxicas, etc.). Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 9 21 A disponibilidade de recursos é uma condição primordial para com as necessidades do dignitário protegido. A realidade financeira enfrentada pelos órgãos públicos imbuídos desse tipo de missão normalmente não possibilita a contemplação de todos os requisitos necessários, pois há carência de recursos e a situação exige extrema correção na aplicação das finanças públicas. A quantidade e a qualidade dos profissionais de segurança pessoal engajados no serviço estarão diretamente relacionadas com o oferecimento de vantagens e com a capacidade financeira para remunerá-los. Havendo tal condição, será possível atrair o melhor quadro de pessoal e o processo de recrutamento e seleção poderá ser feito de forma mais criteriosa. A capacitação e o treinamento contínuo também demandam recursos e são essenciais para complementar o fortalecimento do capital humano. Duas questõezinhas tranquilas: 08. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – STM – 2011] É vedada a utilização de telefonia móvel para a comunicação entre os agentes de segurança que realizam a segurança de dignitário. Comentários: A assertiva está ERRADA. Acabamos de ver que a tecnologia pode ser uma grande aliada para a segurança, desde que, claro, utilizada apropriada e adequadamente. A telefonia celular, por ser de grande portabilidade e de não ser tão custosa, pode e deve ser usada por equipes de segurança de autoridades. Agora, vale ressaltar que tal equipe deve definir padrões e fraseologias adequadas para uma comunicação discreta, sigilosa e conveniente entre os membros da equipe e o dignitário protegido. 09. [FCC – TECNICO JUDIC. DE SEGURANÇA – TRT 1ª - 2011] Com relação à segurança das pessoas, é INCORRETO, afirmar: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 d 22 (A) pode ser geral quando voltada para as pessoas ou grupos, ou institucional quando voltada para as atividades corporativas das instituições como um todo. (B) a força é um recurso que deve ser utilizada assim que for percebido que houve falha nas medidas preventivas. (C) o principal foco é a ação preventiva. (D) é essencial a cooperação do protegido para o sucesso nas ações. (E) o bem-estar do protegido deve ser, juntamente com a proteção da integridade física, a preocupação fundamental. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Item A - Correto! A segurança das pessoas pode ser geral ou institucional. São dois universosdistintos, mas expressivamente inter-relacionados: a geral, voltada ambiente privado dos indivíduos ou grupos (Segurança VIP) e; a institucional, voltada para o ambiente corporativo das empresas (Segurança de Dignitários). Item B - A força tem de ser vista sempre como um recurso extremo, só justificável ante a falha de todas as medidas preventivas e a falência de todos os recursos de diplomacia possíveis. A questão tem um erro sutil ao usar o termo “assim”, insinuando que, cessadas as medidas preventivas, já de pronto a força tem que ser usada. Não, não, pois há ainda os recursos de diplomacia! Essa é a nossa resposta. (Errado) Item C - Isso mesmo! A segurança das pessoas deve agir como um "evitador de problemas", prevenindo e atuando nas situações de crises e evitando acidentes de toda ordem, agindo, também, em emergências médicas, situações embaraçosas ou em contrariedades. Nunca esqueça: o foco principal da segurança é a prevenção, e não a reação. (Certo) Item D – Verdade. Em algumas situações, o dignitário protegido é o principal responsável pelo bom cumprimento das missões de segurança. Parte-se do princípio de que se o dignitário não quiser, não se pode impor a segurança com o máximo de cuidados preventivos, pois a falta de interação do protegido com o sistema de segurança ocasiona prejuízos às medidas preventivas a serem adotadas. É muito importante, portanto, o intercâmbio entre o dignitário protegido e a segurança pessoal, pois deve haver um trabalho mútuo durante todos os dias, uma cooperação por parte do protegido. (Certo) Item E – Deve-se ter sempre em mente que a proteção de dignitários visa não só a prevenir ou dificultar a realização de atentados, mas também os acidentes e incidentes que possam causar danos físicos ou morais para o dignitário e seus familiares. A equipe de segurança deve compatibilizar medidas e procedimentos com necessidade de liberdade e privacidade desses alvos. (Certo) Sei que agora você irá me perguntar: professor, assimilei bem o conhecimento sobre a organização de segurança compreendendo sua grande importância para o serviço de segurança de dignitários, mas e o Agente de Segurança propriamente dito? Quem deve ser esse cara? O que ele precisa saber e quais devem ser suas principais características? As respostas, no próximo tópico! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 b 23 4. O AGENTE DE SEGURANÇA A figura do Agente de Segurança enfocada em nosso curso corresponde à do profissional (policial, militar, segurança privada, etc.) que possui a atribuição legal para salvaguardar a integridade física e psicológica de um "dignitário protegido", cuja atuação deve ser sempre orientada por um conjunto de métodos e procedimentos padronizados e corretamente assimilados e treinados. Este Agente de Segurança deve possuir ou desenvolver qualidades intelectuais, morais, físicas e psicológicas necessárias ao bom desempenho da atividade de segurança pessoal, sendo imprescindível que o mesmo seja submetido a um rigoroso processo de seleção antes de assumir a função, no intuito que possa ser avaliado quanto aos seus atributos pessoais. Tema bastante cobrado em provas, façamos agora um estudo detalhado sobre cada uma dessas qualidades e suas subespécies. 4.1. Qualidades Necessárias ao Agente De Segurança 4.1.1. Qualidades INTELECTUAIS ➔ Bom nível intelectual e cultural O ambiente operacional do agente de segurança pessoal coincide muitas vezes com o mesmo ambiente social, de trabalho ou familiar do dignitário protegido. Dessa forma o agente deverá estar em contato direto com o dignitário e frequentar locais em que se exige perfeita correção de atitudes, de forma a não provocar constrangimento para si ou para o dignitário ou ainda despertar atenções desnecessárias. Por isso, o bom nível intelectual e cultural é importante para que o profissional interaja normalmente com as pessoas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 1 24 Os conhecimentos relacionados com o cerimonial civil e militar, a etiqueta social e a noção sobre a organização de eventos são valores agregados que podem ser imprescindíveis para as situações que envolvam a participação do dignitário em ocasiões solenes e de requinte social. ➔ Compostura Por sua vez, a boa apresentação pessoal representa a capacidade do agente de segurança pessoal em demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões de educação e nível social em que estiver atuando. O agente deve saber se comportar adequadamente e adotar atitudes compatíveis com o ambiente. As questões de concursos sobre essa temática de comportamento do AGENTE tentam sempre levar o candidato mais desatencioso a erros simples. ➔ Domínio de idioma estrangeiro O domínio de outros idiomas é um valor agregado ao agente de segurança que se revela essencial para as situações que envolvam a proteção de autoridades estrangeiras ou a participação em eventos internacionais. ➔ Atualização e contextualização O agente deve estar sempre a par do que se sucede no momento presente. DEVE MANTER-SE ATUALIZADO A RESPEITO DA CONJUNTURA POLÍTICA E ADMINISTRATIVA, obtendo assim uma percepção apropriada das questões que normalmente são importantes neste ambiente e que podem representar ameaças a um dado momento. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 5 25 4.1.2. Qualidades MORAIS ➔ Lealdade A lealdade é uma qualidade intrínseca do agente de segurança pessoal. Deve existir sempre o forte compromisso do agente de segurança com a atividade que exerce, mantendo-se o mesmo totalmente livre de influência política, ideológica, religiosa ou qualquer outra que afete seu desempenho ou comprometa o serviço. O agente deve ter sua vida investigada. Havendo qualquer indício de dúvida quanto às suas convicções e ideologias, deve ser bastante para que não seja requisitado para o serviço ou mesmo para que seja dispensado, caso esteja trabalhando, pois é inadmissível pessoas de convicções dúbias ou de passado maculado sejam encarregadas da segurança de dignitários. ➔ Honestidade A probidade do agente de segurança possibilita resguardar o dignitário de possíveis traições ou indiscrições. Pela importância atribuída ao dignitário, o agente de segurança pode ser um elemento visado e tentado a ser corrompido ou cooptado a fim de permitir facilidade para uma aproximação inoportuna ou até mesmo comprometimento da segurança do dignitário. Outros aspectos negativos relacionados com a honestidade do agente são: ✓ uso indevido da função; ✓ tráfico de influência; ✓ aproveitar-se da proximidade do dignitário para granjear vantagem pessoal; ✓ fazer pedidos pessoais ao dignitário ou pessoa de sua proximidade. ➔ Coragem Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 26 Dependendo da conjuntura do país, da importância do dignitário e do grau de risco existente, o agente de segurança deve estar ciente de que poderá enfrentar as mais diversas situações criticas. Se necessário, deverá dar a vida em troca da segurança da pessoa protegida, agindo de forma firme e destemida, diante de situações difíceise perigosas, atentando sempre para os procedimentos de segurança, tais como realizar a cobertura corporal, a evacuação e a consequente redução das possibilidades de o protegido ser atingido. 4.1.3. Qualidades FÍSICAS As qualidades físicas necessárias para que o profissional desenvolva a função de segurança pessoal, estão relacionadas com a capacidade do agente em executar efetivamente as tarefas peculiares de segurança de dignitários, tais como: escolta, vigilância e evacuação da pessoa protegida. O agente terá de ter condições de enfrentar uma jornada exaustiva, seja a pé ou motorizado, realizar ações que demandem considerável esforço físico e possuir muita acuidade e capacidade sensorial. O agente de segurança deve também ser capaz de mudar abruptamente de uma situação estática, para outra que exija grande esforço, executando ações como correr, pular, saltar, deitar-se, rolar, sacar armas ou carregar uma pessoa. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 27 ➔ Condicionamento físico O agente deve manter sempre uma boa condição física, em seu sistema cardiovascular e respiratório, na sua condição motora e na sua força muscular localizada, comprovada através de avaliações periódicas, para que não haja relaxamento por parte do profissional. O padrão mínimo de condicionamento físico estabelecido para cada agente deve ser estabelecido de acordo com critérios técnicos e prescritos por um profissional qualificado. ➔ Resistência à fadiga O agente deve gozar de boa saúde e bom preparo físico para acompanhar todas as atividades, sem se ausentar do posto de serviço ou encerrar a missão sem que para isto seja autorizado. Na figura a seguir, registrada na posse da presidente Dilma, temos uma situação que exigiu bastante resistência à fadiga das suas agentes femininas de segurança. 4.1.4. Qualificação TÉCNICA A qualificação técnica é extremamente necessária para que o profissional de segurança garanta a proteção do dignitário. O despreparo do agente de segurança pessoal compromete a eficiência do sistema, uma vez que potenciais vulnerabilidades servem de base para uma agressão bem sucedida, enquanto que a capacitação e o treinamento adequado minimizam os riscos. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 28 O conhecimento das técnicas operacionais específicas para a segurança de dignitários condiciona a tomada de decisão do agente, evitando que se utilize no serviço outras experiências profissionais que em algumas situações podem ser inadequadas na resolução de problemas específicos de segurança pessoal. ➔ Habilidade no manejo de armas O agente de segurança deve estar familiarizado com o funcionamento e o manejo do seu armamento individual ou qualquer outro usado pela equipe. Deve-se verificar diariamente as condições de funcionamento do armamento e da munição. Deve-se também utilizar uma arma principal, de preferência semiautomática, com grande capacidade de tiro, e, sempre que possível, uma "backup gun" (arma reserva), que só será sacada como ultimo recurso. É importante o treinamento constante de tiro de precisão e tiro instintivo com saque de arma (pelo menos três vezes por semana). ➔ Noções de defesa pessoal O agente deve estar apto a imobilizar e desarmar um possível atacante utilizando-se da técnica adequada, bem como esquivar-se de ataques e ser combativo para permitir a evacuação do protegido. ➔ Noções de suporte básico de vida O agente de segurança deve possuir o conhecimento das técnicas de atendimento a vítimas em emergências e urgências, de forma a promover um primeiro atendimento até que seja possível encaminhar a vítima para um hospital. Dentre as atribuições de socorrista, o agente deve ser capaz de realizar a avaliação geral do local e do acidentado, a reanimação pulmonar e desobstrução das vias aéreas, a reanimação cardiopulmonar cerebral, a contenção de hipotermia, dentre outras medidas. É importante que seja disponibilizado para as equipes de segurança os equipamentos básicos empregados no atendimento pré- hospitalar, no que os profissionais devidamente habilitados fazem uso deles com segurança e destreza. ➔ Salvamento aquático O agente de segurança deve possuir o conhecimento da técnica de salvamento aquático exatamente para as ocasiões em que esteja operando em ambiente marítimo, fluvial ou lacustre. Em uma equipe de segurança designada para proteger um dignitário neste tipo de situação é importante que pelo menos um dos agentes tenha domínio sobre esta técnica e esteja preparado para atuar em situação de extrema gravidade. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 29 ➔ Noções de contra-inteligência Dentre as regras de conduta que devem ser adotadas pelos agentes de segurança, Merece um destaque especial a adoção de medidas de contra-inteligência, para que seja evitado o vazamento de dados capazes de causar comprometimento à segurança da pessoa protegida. 4.1.5. Qualidades PSICOLÓGICAS ➔ Atenção O agente deve estar sempre atento e desenvolver a capacidade de concentrar o seu processo mental sobre várias tarefas, sempre tendo atenção para detalhes de interesse do serviço, tais como: ✓ Ter conhecimento sobre elementos de outras organizações empenhadas na missão e suas identificações; ✓ Concentrar suas atenções de acordo com a missão recebida; ✓ Nunca ter dúvida, por menor que seja, sobre sua missão; ✓ Detectar comportamentos estranhos, principalmente em meio à multidão; ✓ Desenvolver a capacidade de identificar e anular as possíveis ameaças; ✓ Não aceitar nada como certo, suspeitando do perigo em tudo que ocorra; ✓ Estar prevenido contra truques, artifícios ou qualquer outro movimento falso que possam ser usados para eliminar ou evitar a proteção. Ainda que ocorra anormalidade, os agentes destacados para a proteção imediata do dignitário não devem diminuir sua atenção ou afastarem-se do mesmo. É oportuno lembrar a possibilidade de ocorrer um ataque em duas ou mais etapas, por ações simultâneas ou após uma tentativa contra integrante da comitiva: a proteção direta do dignitário só deve cuidar de sua segurança e segurança e retirada estratégica. Caberá aos agentes externos intervir em favor dos membros da comitiva e demais dignitários. ➔ Capacidade de tomar iniciativa Muito embora a atuação do agente de segurança deva ser minuciosamente planejada e executada, este profissional deve estar preparado para agir de imediato e tomar iniciativas de acordo com as situações emergenciais que possam sobrevir, tal como adotar um procedimento de evacuação, de forma a priorizar a retirada do dignitário protegido da área de risco, tão logo haja condições de segurança, ficando a abordagem, detenção ou perseguição do agressor como atribuição do pessoal que não estiver integrando a escolta. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 30 ➔ Discrição Normalmente, pelo tipo de serviço, o agente de segurança deve ser o mais discreto possível nas suas atitudes, inclusive para não aumentar a antipatia que é peculiar à atividade. Deverá ainda ter como preocupação constante a de não ficar em muita evidênciae não aparecer em fotografias junto à autoridade. Não deve discutir com seus companheiros, gesticular ou provocar ruídos de maneira a chamar a atenção, alem de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento e comedimento nos procedimentos pessoais. Não exibir desnecessariamente armas, rádio ou qualquer outro equipamento a fim de não chamar a atenção para si; Utilizar o rádio somente quando necessário para tratar assunto relacionado com a missão, obedecendo a disciplina estabelecida para as comunicações; Não comer, beber ou fumar em serviço, no mesmo ambiente do dignitário, mas sim em um local afastado, discreto e compatível. Não iniciar conversa com o protegido ou pessoa de sua comitiva por iniciativa própria. Caso seja solicitado a fornecer alguma informação, fazê-lo de maneira breve e discreta. ➔ Resistência à fome e à sede prolongada A resistência à fome e à sede prolongada é uma condição essencial para o agente de segurança que deve ser capaz de resistir à situação de prolongado período de jejum, pois ocorrem situações que não permitem a adequada e regular alimentação. Rações frias, tais como barras de cereais ou chocolate podem ser valiosas durante o desenvolvimento da operação. E para finalizarmos o assunto de hoje, vamos reforçar mais algumas características importantes do Agente de Segurança: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 31 - Principais parâmetros de conduta: lealdade e sinceridade (não se preocupar em agradar ao segurado, mas em cumprir sua obrigação); - O risco tem um limite: o bom senso. Para fecharmos com chave-de-ouro a nossa primeira parte dessa aula, uma bateria de questões para você se divertir: 10. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006- ADAPT.] Quando o agente de segurança faz a segurança de uma autoridade em uma festa, o ideal é que ele se misture aos convidados, comendo, bebendo, pois assim ele não levantará suspeita. Comentários: A assertiva está ERRADA. Tenho plena certeza que o candidato que não tenha se aprofundado na doutrina, como aqui estamos fazendo, certamente pode tender a achar que o segurança deve mesmo se misturar e agir como se fosse mais um convidado, esbaldando-se na festa. De jeito nenhum! Estudamos há pouco que o segurança de um dignitário deve sim estar presente em todas as ocasiões festivas e importantes onde participe o seu protegido, mas, nelas, deve prezar pela correção de atitudes, a fim de não constranger nem seu dignitário nem a si mesmo. Comer e beber, achando que assim procedendo não levantará suspeita, é uma atitude no mínimo amadora! 11. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Um dos princípios básicos da defesa pessoal é utilizar e desviar a força do oponente, aproveitando-a contra ele mesmo, independentemente de sua compleição física ou força. Comentários: A assertiva está CORRETA. Exato! Reitero a importância de o agente conhecer as noções de defesa pessoal, a fim de que possa, através da aplicação de técnicas apropriadas, utilizar ou desviar a própria força do oponente para desarmá-lo. Aplicando as técnicas adequadamente, pouco interessará para o agente a compleição física ou de força do agressor. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 32 12. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TRE/BA – 2010] A equipe de segurança de um dignitário deve trajar roupa em estilo diferente do da autoridade, para que a equipe possa ser identificada pela população, tendo como objetivo inibir qualquer tipo de atentado. Comentários: A assertiva está ERRADA. Essa assertiva contem erros bem grosseiros: 1º - A equipe de segurança deve trajar roupas adequadas para casa ocasião. O estilo da vestimenta tem que procurar sempre ser um tanto quanto o mesmo do dignitário. Se ele vai para um momento de lazer, o segurança deve usar um traje de lazer; se o protegido vai a uma festa traje completo, o segurança também deve vestir traje completo; 2º - O intuito é não se destacar e não ser facilmente percebido pela população. Quanto mais discreta sua presença, quanto mais passar por todos despercebido, mais eficiente será o trabalho; e 3º - Mostrar-se indiscretamente a todas as pessoas, não inibe atentados, e sim os facilita, já que o agressor conseguirá ter a noção exata de quem é e de como opera a equipe de segurança. 13. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRF/1ª- 2007] Dois agentes de segurança estão protegendo uma importante autoridade que caminha pela via pública quando, repentinamente, uma pessoa se aproxima rapidamente da autoridade com um objeto na mão. Nesse caso, os seguranças NÃO (A) podem abordar a pessoa, interpondo-se entre ela e a autoridade. (B) podem imobilizar a pessoa e revistá-la, verificando o que ela tem na mão. (C) devem apontar sua arma para esta pessoa para intimidá-la. (D) devem atuar com firmeza, observando cada pequeno gesto da pessoa e determinar que ela se mantenha a uma distância considerada segura. (E) devem tomar o objeto da mão da pessoa, com uso da força, se necessário, mas sem causar lesões. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. A questão está pedindo para que escolhamos, dentre as opções seguintes, aquela MENOS RECOMENDADA para a conduta de um segurança que percebe alguém se aproximando de seu protegido. Item A - Estudamos que, em determinadas situações, se for o caso extremo, o segurança deve até dar a sua vida em prol da vida de seu protegido. Na assertiva acima, interpor-se entre uma possível ameaça e sua autoridade é uma conduta possível. (Certo) Item B - Seguindo a mesma linha de raciocínio anterior, a depender do nível de agressividade da pessoa estranha, se for preciso imobilizá-la para contê-la, a ação deve ser feita. É preciso apenas que sejam observadas as corretas técnicas e a razoabilidade nas ações. (Certo) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 33 Item C - Caro aluno, nunca se esqueça disso: o uso de arma deve ser o último recurso e só deve ser efetivado unicamente para defender-se de disparos ou tentativa clara de disparo por parte do oponente. Atitude como a descrita na assertiva pode colocar em risco não só a ameaça como a própria vida do DIGNITÁRIO e a DE SI MESMO. Portanto, essa não é uma atitude recomendada. (Errado) Item D - Corretíssimo! Afinal, essas atitudes devem nortear o comportamento de um bom agente de segurança. (Certo) Item E - Vamos nos prender à situação descrita no enunciado da questão. Nesse caso, como uma atitude de CORAGEM é preciso que se use a força, com a aplicação correta de técnicas de defesa pessoal. (Certo) 14. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRF/1ª- 2007] Quando a ocasião exigir máxima discrição dos agentes de segurança é recomendável, para o reconhecimento mútuo e a troca de breves informações entre si, a utilização de (A) fardas com distintivos especiais. (B) senhas previamente combinadas. (C) mensageiros de confiança. (D) rádio-comunicação. (E) celulares. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Perceba o detalhe mais importante que interessa à questão: a ocasião exige máxima descrição! Item A - Pergunto: usar fardas com distintivos especiais é sinal de discrição??? De forma alguma! (Errado) Item B - Em nossos estudos, vimos que é muito importante que a equipe de segurança desenvolva métodos e fraseologiasadequadas para comunicar-se entre si de forma sigilosa e discreta, principalmente em ocasiões que assim o exigirem, como é o caso da nossa questão. (Certo) Item C - É de se imaginar que mensageiros de confiança não são utilizados quando se quer discrição, não é mesmo? (Errado) Item D - Aqui, eu aposto que você vai me perguntar: mas professor, não estudamos que a radiocomunicação é um fator preponderante para a organização de segurança? Como essa assertiva pode estar errada? Simples: a grande maioria dos aparelhos de radiocomunicação na atualidade é visível, ostensiva e nada discreta. Por isso, apesar da radiocomunicação ser extremamente usada como um excelente veículo de comunicação, na situação da questão,que pede o máximo de discrição, não fica nada legal utilizá-la. (Errado) Item E - Mais uma vez: a situação da questão está exigindo discrição. Telefone celular também, em sua grande maioria, não são nada discretos. Assim como o sistema de radiocomunicação, a telefonia celular é eficiente e de muita utilidade, mas, em se falando de máxima discrição, também não é a melhor opção. (Errado) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 34 15. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Durante as atividades relacionadas à segurança do Tribunal, uma qualidade importante do técnico judiciário− segurança é (A) o bom humor, que consiste em manter os funcionários e usuários do Tribunal psicologicamente bem dispostos. (B) a coragem desenfreada de enfrentar os obstáculos e perigos relacionados às suas atribuições de controle e vigilância. (C) a força bruta, que sempre é necessária para controlar situações de risco, como roubos ou agressões que ocorram nas áreas sob sua responsabilidade. (D) a desconfiança obstinada, que é a capacidade de exigir documentos e proceder a revistas quando observar pessoas em atitudes suspeitas. (E) a memória visual, que é a faculdade do servidor de guardar fisionomias ou relembrar de fatos que ocorreram nas áreas sob sua responsabilidade. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Item A - Manter funcionários e usuários psicologicamente bem dispostos não é função de um agente de segurança. A discrição, como característica importante desse agente, significa manter o mínimo possível de atenção sobre si e ter um comportamento comedido e reservado. (Errado) Item B - Tem uma palavrinha que torna completamente errada a assertiva: “desenfreada”. Estudamos que um agente tem que ser corajoso, de fato. Mas veja bem: o agente tem que tomar atitudes firmes e destemidas, porém atentando sempre para os procedimentos de segurança. Coragem desenfreada é bastante diferente! (Errado) Item C - A doutrina atual não tem mais a força bruta como elemento fundamental para um agente de segurança. De fato, a força, em certos casos extremos, pode e deve ser usada como um último recurso. Entretanto, a assertiva peca ao afirmar que a força bruta é sempre necessária para controlar situações de riscos. (Errado) Item D - Você se lembra de eu ter citado a desconfiança obstinada como característica de um agente? Claro que não! Não vamos exagerar, não é? O agente de segurança deve ser alguém sempre atento aos detalhes do serviço, mas não exageradamente desconfiado. (Errado) Item E - Certíssima! Podemos relacionar memória visual com uma outra característica importante de um agente de segurança, aqui estudada: a atenção. (Certo) 16. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Quando uma autoridade deixa seu local de trabalho protegido por sua equipe de proteção pessoal, os demais técnicos judiciários da área de segurança devem (A) impedir, em conjunto com os seguranças pessoais, que pessoas estranhas se aproximem demasiadamente da autoridade. (B) causar boa impressão à autoridade, afastando a todos com voz alta e em tom enérgico. (C) revistar as pessoas que aguardam para ver a autoridade na saída do prédio. (D) organizar revista em pacotes que funcionários ou visitantes estejam carregando. (E) impedir que o local seja danificado. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 35 Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Caro aluno, aqui a questão pede um conhecimento de procedimentos gerais e corretos que devem ser usados pela equipe de segurança que não faz parte da equipe de proteção pessoal. Vamos à procura da mais correta: Item A - Exatamente! Havendo aproximação demasiada de pessoas estranhas, a equipe de segurança pode e deve sim, caso seja preciso, dar apoio aos seguranças pessoais, no intuito de impedir esse tipo de aproximação. (Certo) Item B - Não é nossa função, técnicos de segurança, fazer demonstrações enérgicas e em voz alta só para impressionar bem a autoridade. Isso não funciona! A equipe, seja de proteção de pessoas ou de patrimônio, deve agir sempre com discrição. Normalmente, pelo tipo de serviço, o agente de segurança deve ser o mais discreto possível nas suas atitudes, inclusive para não aumentar a antipatia, que é peculiar à atividade. Não deve discutir com seus companheiros, gesticular ou provocar ruídos de maneira a chamar a atenção, alem de manter reserva sobre fatos de seu conhecimento e comedimento nos procedimentos pessoais. (Errado) Item C - Não é todo técnico de segurança que tem competência para revistar pessoas. Isso vai depender do regulamento interno de segurança e, mesmo assim, se deve ter muita cautela com esse procedimento. De qualquer forma, é praticamente impossível destacar membros da equipe para sair revistando todo mundo que aguarda a autoridade na saída do prédio. E mais: essa equipe ficaria muito vulnerável, se assim procedesse! (Errado) Item D - A mesma explicação do item anterior serve também para este. Revistar todos os materiais dessas pessoas pode ser uma tarefa árdua e bastante ineficaz. O ideal é que a instituição disponha de outros meios para isso como: aparelhos de raios-x, detectores de metais e etc... (Errado) Item E - Este item pode até deixá-lo um pouco balançado e com dúvidas, mas tenha certeza de uma coisa: nossa função não é a de impedir (palavra forte) que o local seja danificado. Nossa função precípua é providenciar certas ações, a fim de que a vida das pessoas dentro da edificação fique preservada, e tomar outras para reduzir ao máximo os danos ao patrimônio. (Errado) 17. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] A fim de prevenir acidentes e desenvolver trabalho com qualidade é necessário que o segurança, acima de qualquer condição, (A) adapte-se ao ambiente de trabalho, fazendo amigos. (B) procure conhecer muito bem as tarefas que executa. (C) utilize os equipamentos de informática adequados ao trabalho. (D) tenha bons contatos com os superiores hierárquicos do Tribunal. (E) despreocupe-se com o funcionamento de circuitos fechados de câmeras. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Item A - Fazer amigos é normal no serviço público e adaptar-se ao ambiente é algo natural. Porém, a questão pede que apontemos o item que traz a melhor conduta para prevenir acidentes e desenvolver trabalho com qualidade, acima de qualquer condição. Essa opção não é bem o foco. (Errado) Item B - Esse item é basicão e muito óbvio, não é mesmo? Acima de qualquer outra condição, conhecer muito bem as tarefas que executa, certamente lhe garantirá prevenir acidentes e desenvolver o trabalho com qualidade. (Certo) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (TécnicoÁrea 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 36 Item C - É claro que utilizar os equipamentos de informática adequados ajuda no trabalho, mas sem conhecer muito bem as tarefas que executa, do que adianta? (Errado) Item D - Esse não é o grande foco de um agente de segurança! Ter bons contatos com superiores hierárquicos não significa necessariamente resultar em trabalho de qualidade. Soa mais como bajulação, não é mesmo? (Errado) Item E – Outra aberração da nossa estimada banca! Como conciliar a prevenção de acidentes e o desenvolvimento de trabalho com qualidade com a despreocupação com o funcionamento de circuitos fechados de câmeras. De jeito nenhum! (Errado) 18. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] No exercício de suas tarefas, é importante que o segurança (A) conheça com propriedade o regulamento da repartição a que serve. (B) ofereça, regularmente, café às autoridades, como prova de sua cortesia. (C) entretenha-se com leituras ou "games" para manter-se atualizado. (D) faça ser cumprida, por todos, as normas de funcionamento da repartição. (E) desconheça qualquer limitação de amizades ou condutas dentro ou fora de seu local de trabalho. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item A - Verdade! Quando você assumir seu cargo no CNMP, uma das primeiras coisas a que você terá acesso será o Regulamento Interno do seu órgão, principalmente no que concerne a aspectos relacionados aos serviços de segurança. Não se concebe que um técnico de segurança desconheça o regulamento de onde ele exercerá suas funções. (Certo) Item B - Pelo amor de Deus, essa é demais! Oferecer café regularmente às autoridades como prova de cortesia? Sem comentários... (Errado) Item C - Games para entretenimento em horário de trabalho? A bem da verdade, a banca deu uma exagerada boa e ridícula, nessa questão. Este item também é uma furada! (Errado) Item D - Não é função do técnico de segurança obrigar, ou seja, “fazer ser cumprida” as normas de funcionamento da repartição. Isso não existe. Vai obrigar um Conselheiro do CNMP a cumprir todas as normas da repartição?? Essa foi boa! (Errado) Item E - Acho que posso dispensar o comentário desse item. (rsrsr) Mais uma brincadeira da banca considerar que um servidor público, técnico ou não, possa desconhecer qualquer limitação de amizades ou condutas dentro ou fora de seu local de trabalho. (Errado) 19. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] O serviço de segurança de dignitários está sujeito a diversas vulnerabilidades. Dentre outras, NÃO é correto considerar como vulnerabilidade: (A) excesso de informação. (B) rotina. (C) improvisação. (D) falta de motivação. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 37 (E) falta de interação do dignitário com o sistema de segurança. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item A - As "comunicações" são processos de apoio que operacionalizam o sistema de radiocomunicação e estabelecem as normas para a difusão das mensagens, juntamente com a elaboração dos códigos e da fraseologia adequada. A exploração correta dos meios de comunicações é considerada como fator fundamental para a atividade de segurança, assegurando maior eficiência e confiabilidade nas operações. Excesso de informação e comunicação não é uma vulnerabilidade, e sim uma força de inteligência para a equipe de segurança. Logo, esse é o item que não representa vulnerabilidade. (Certo) Item B - Saiba de uma coisa: a rotina é um dos maiores inimigos da segurança! Se as atividades da equipe de segurança começam a ficar rotineiras, há um grande problema aí. O que o inimigo mais deseja é que a segurança caia na rotina, pois assim ele começa a mapear as atividades dessa equipe e poderá aproveitar- se das brechas deixadas. A rotina é uma vulnerabilidade. (Errado) Item C - A segurança pessoal de um dignitário deve ser realizada somente por profissionais que detenham a competência legal para exercer tal atribuição. Para tanto, este serviço deverá ser estruturado a partir da composição de uma equipe bem selecionada e preparada tecnicamente, além de obedecer a uma metodologia de trabalho compatível com as necessidades do usuário (dignitário protegido) e estar lastreado em uma doutrina apropriada para a segurança pessoal. A estrutura do serviço de segurança deve, preferencialmente, ser concebida a partir do conceito de "equipes de alto desempenho", que são equipes participativas, que alcançam o comprometimento de todos os seus integrantes, tornando esta organização mais flexível e ágil, capaz de atender às demandas por segurança da pessoa protegida em todos os seus aspectos e oferecendo respostas rápidas às mudanças do ambiente que possam representar ameaças. Não cabe espaço de improvisação para esses tipos de equipes. Improvisação é sim uma vulnerabilidade! (Errado) Item D - O agente de segurança deve possuir ou desenvolver qualidades intelectuais, morais, físicas e psicológicas necessárias ao bom desempenho da atividade de segurança pessoal, sendo imprescindível que o mesmo seja submetido a um rigoroso processo de seleção antes de assumir a função, no intuito que possa ser avaliado quanto aos seus atributos pessoais. A motivação é uma dessas qualidades e a falta dela representa potencialmente uma enorme vulnerabilidade. (Errado) Item E - Vimos que é muito importante o intercâmbio entre o dignitário protegido e a segurança pessoal. A falta de interação do "protegido" com o sistema de segurança é uma grande vulnerabilidade e ocasiona prejuízos às medidas preventivas a serem adotadas. (Errado) 5. OS SISTEMAS DE SEGURANÇA A segurança de uma autoridade não se limita somente à atuação isolada de agentes de segurança pessoal. Diversas medidas cautelares devem ser adotadas para garantir a integridade FÍSICA E PSICOLÓGICA de uma "pessoa protegida", especialmente medidas de caráter preventivo, com a mobilização dos recursos disponíveis e a execução de um esquema de segurança bem elaborado. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 38 Estas diversas medidas, incluindo as de cunho mais especializado, devem sempre que possível funcionar como um "sistema", conjugando todas as providências ou cuidados a serem concebidos tendo em vista o estabelecimento da segurança de uma autoridade em uma determinada situação. Baseia-se na integração dos diversos itens do planejamento e da execução da atividade de segurança, compreendendo todas as ações necessárias para impedir atentados, danos físicos e ate incidentes de aspecto moral. Este sistema deve atuar com sinergia, num esforço simultâneo de vários órgãos que provoca um resultado ampliado e potencializado. A reunião das partes proporciona o surgimento de novas potencialidades para o conjunto, qualidades emergentes que retroalimentam as partes, estimulando-as a utilizar suas potencialidades individuais. O órgão agregador do sistema, que toma a iniciativa de mobilizar os outros órgãos ou agências em torno de uma ampla e circunstancial demanda de segurança, geralmente é o que possui a competência legal para garantir a proteção da autoridade. Na esfera federal existe o Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Federal com atribuições previstas em Lei, enquanto que nos Estados existem os Gabinetes Militares e as Assistências Militares dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em alguns Estados existe a Assistência Militar da Prefeitura da Capital. Cabe a este órgão provocar o envolvimento dos responsáveispela segurança pública, trânsito, bombeiros, ordenamento urbano, obras viárias ou qualquer outro que possa colaborar efetivamente com o sistema de segurança. Temos então que a sistematização da segurança de uma autoridade refere-se à maneira pela qual os diferentes órgãos competentes e responsáveis pela "segurança pessoal" e pela "segurança pública" (na área do evento ou local que a autoridade se fará presente) pretendem aplicar suas estratégias para alcançar os objetivos propostos para a proteção da autoridade. O objetivo é adaptar com sucesso essas organizações aos desafios impostos por um amplo espectro de ameaças, tendo como base para a sua formulação a descrição minuciosa dos aspectos externos e internos relevantes, pois quanto maior a instabilidade e complexidade do meio envolvente, maior a necessidade do enfoque sistêmico e do planejamento estratégico. Para o alcance desses objetivos, faz-se mister que as equipes de segurança de dignitários adotem procedimentos que estejam alinhados aos melhores e mais eficazes sistemas doutrinários de segurança de autoridades. Pois bem, nos dois próximos tópicos, vamos conhecer quais são os principais (e mais cobrados em provas) sistemas de segurança utilizados atualmente pela doutrina: o da Teoria dos Círculos Concêntricos e o da Teoria dos Perímetros de Segurança! Antes disso, é preciso que você saiba que não há, dentre eles, um melhor ou mais eficaz sistema. Para que a equipe de segurança decida qual deles adotar ou adequar, tudo dependerá das mais diversas variáveis que circundam o dignitário protegido, estudadas na Parte I desta aula. São dois sistemas que, apesar de utilizar nomenclaturas um pouco diferentes, têm a mesma finalidade: proteger da melhor maneira o dignitário. Agora, sendo um ou outro o sistema utilizado pela equipe, é preciso esclarecer que ambos adotam uma mesma lógica doutrinária padrão de fases (ou grupos) e atividades. Seja qual for o sistema escolhido, esse deverá ser composto primordialmente de duas fases: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 39 E cada fase deverá ser composta de atividades primordiais que as caracterizam e as diferenciam. São, portanto, as seguintes as atividades relacionadas a cada uma das fases acima: Pois bem, chegou a hora de conhecermos os famosos sistemas de segurança! Antes, que tal uma questãozinha para esquentar os tamborins? Vamos a ela: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 40 20. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] As equipes de segurança estão distribuídas em dois grandes grupos: o grupo de execução e o grupo precursor. Comentários: A assertiva está ERRADA. Questão bem básica, requerendo apenas o conceito das duas grandes fases ou grupos dos esquemas de segurança. Vimos acima que temos as fases (ou grupos) de preparação e de execução. Vimos também que a equipe precursora é apenas uma das equipes que compõem o grupo de preparação. O erro da assertiva está em confundir a equipe precursora com a equipe de preparação propriamente dita. 5.1. Teoria dos CÍRCULOS CONCÊNTRICOS Caro aluno, muita atenção para essa teoria! Como eu já disse acima, ela é a única Teoria utilizada pela FCC na elaboração de suas questões e, por isso, deve estar no seu sangue para a sua prova! Pois bem, semelhante a esta orientação de "funcionamento sistêmico" existe também a teoria dos "círculos concêntricos", ensinamento encontrado em algumas doutrinas sobre segurança pessoal, onde o esquema montado para a segurança em torno de uma autoridade envolve um número variado de agentes, equipes e grupos, com suas missões específicas, próximos ou afastados da autoridade e cujas ações se desenvolvem em círculos concêntricos. 5.1.1. Versão tradicional dos círculos concêntricos Na versão tradicional os círculos são denominados de: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 41 Vamos entender o significado de cada um dos círculos: Círculo de segurança APROXIMADA: é representado pelo grupo de agentes de segurança pessoal que se desloca permanentemente com a autoridade, sendo responsável pela sua proteção imediata e por sua evacuação, na configuração de uma hostilização ou atentado. Círculo de segurança VELADA: composto de elementos especializados, distribuídos nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, com trajes adequados à área e infiltrados na população, com a finalidade de detectar qualquer hostilização ou atentado. Círculo de segurança OSTENSIVA: representa um trabalho preventivo, executado à vista da população, que visa, pela presença do elemento fardado e colocado em local de destaque, anular ou pelo menos intimidar a ação de elementos adversos que visem hostilizar fisicamente a autoridade. Este círculo comporta também o dispositivo de trânsito e a segurança contra incêndio. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 42 5.1.2. Versão modificada dos círculos concêntricos Trata-se de uma versão mais atual e compatível com a legislação federal (Decreto n° 4.332/02) o "sistema de segurança" é entendido como sendo: "O conjunto de medidas, providências ou cuidados adotados que visa estabelecer a segurança de uma autoridade em uma determinada área compreendida por círculos concêntricos em relação à autoridade". Nessa visão os círculos concêntricos recebem outra denominação: Da mesma forma que fizemos com a versão tradicional, vamos definir cada uma das áreas: ➢ Circulo de segurança PESSOAL: é o conjunto de medidas ou cuidados próximos à autoridade, que possibilita sua proteção. É realizado por agentes especializados. Os agentes que atuam mais próximos à autoridade, na área crítica, compõem o Módulo Básico de Segurança. ➢ Circulo de segurança DE ÁREA: é o conjunto de medidas ou cuidados que, complementando a segurança pessoal, possibilita ampliar a segurança da autoridade. A Segurança de Área é subdividida em segurança de área aproximada e segurança de área afastada. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 43 ✓ Segurança de área aproximada: é a segurança de área realizada mais próxima da segurança pessoal da autoridade. Normalmente, é executada em coordenação com esta. ✓ Segurança de área afastada: é o conjunto de medidas ou providências que completa o sistema de segurança da autoridade. Inicia no limite de atuação da segurança de área aproximada e estende- se até a distância que ofereça ameaça e exija desdobramento de material e de pessoal necessários ao cumprimento de segurança. Veja que, apesar da versão atual de círculos concêntricos ser um pouco diferente da tradicional, os conceitos são complementares e, para efeitos de provas de concursos, você deve agregar os conceitos de ambas as versões. As bancas de vez em quando cobram também outra nomenclatura dada por alguns doutrinadores (e menos utilizada) para os círculos concêntricos.Ela é chamada de Graus de Segurança. Os Graus de Segurança classificam-se em: Para fins de prova, você deve fazer a seguinte correlação entre os Círculos Concêntricos e os Graus de Segurança: ▪ Grau de PROTEÇÃO = Segurança APROXIMADA ▪ Grau de COBERTURA = Segurança VELADA ▪ Grau de VIGILÂNCIA = Segurança OSTENSIVA Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 44 As bancas, até hoje, em todas as suas provas, têm cobrado apenas a versão tradicional da Teoria dos Círculos Concêntricos. Veja como foi cobrado: 21. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] A segurança em torno de uma autoridade deve-se desenvolver em círculos concêntricos. Comentários: A assertiva está CORRETA. Pode acreditar!!É uma questão simples mesmo, mas que "pega" aquele candidato que não está tão bem preparado (que não é o seu caso, é claro!). Os círculos concêntricos são um importante sistema bastante disseminado pela doutrina de segurança de dignitários. 5.2. Teoria dos PERÍMETROS DE SEGURANÇA O outro sistema que pode ser utilizado na segurança de uma autoridade é o chamado de "Perímetros de Segurança". Neste sistema, o esquema de proteção em torno de uma autoridade é definido através do estabelecimento de perímetros de proteção e de segurança, que se desenvolvem a partir da área de competência legal e de atuação tática de cada órgão envolvido e cujas atenções convergem para um ponto comum que é a "pessoa protegida". Vamos então à análise de cada um destes perímetros. Apesar de não ter aparecido em provas, é sempre bom saber de mais uma opção de teoria! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 45 5.2.1. Perímetro de SEGURANÇA PESSOAL Este perímetro é caracterizado principalmente pela dedicação exclusiva à proteção da autoridade e se distingue também pela proximidade, compromisso e pela forma de inter-relação com a pessoa protegida. A competência legal é definida pela legislação, tanto para as autoridades do governo federal como para as autoridades dos governos estaduais, podendo também ser uma competência exclusiva (presidente, governadores) ou uma competência concorrente (ministros, embaixadores, autoridades estrangeiras). O Gabinete de Segurança Institucional, a Polícia Federal, os Gabinetes Militares Estaduais são os órgãos especializados que possuem essa competência legal. Diversas Guardas Municipais também incluem em seus estatutos a atribuição de realizar a segurança do Prefeito Municipal. A atuação tática predominante, que visa a proteção imediata da autoridade, é a cobertura corporal, orientação para evacuação, detecção e anulação de ameaças, isolamento e controle de ambientes, limitação de acessos, definição de rotas de escape, etc. Para tanto, o “Perímetro de Segurança Pessoal" destaca alguns seguimentos específicos de segurança, tais como: 5.2.1.1. Escolta Pessoal É estabelecido a partir da atuação de uma equipe de agentes de segurança que realiza a proteção aproximada, compondo uma cápsula humana envolvente e exclusiva. Esta equipe se desloca permanentemente com a autoridade, sendo responsável exclusivamente pela sua proteção imediata e por sua evacuação, por ocasião de tentativa ou consumação de uma hostilização ou atentado. Os deslocamentos motorizados possuem as mesmas características do Perímetro de Segurança Pessoal, sendo que a escolta pessoal é convertida em escolta motorizada, contando com o concurso de outros agentes que a complementam em número, de acordo com as necessidades de agentes, motoristas e batedores. A conduta dos agentes, quando perceber urna pessoa suspeita, será de ficar em condições de neutralizar sua ação. Através de um estudo de situação sumaríssimo, a equipe deverá ser capaz de tomar urna decisão acertada diante da ameaça que se configurar contra o protegido. Esta decisão poderá representar a garantia de vida ou integridade do protegido se for adotado o procedimento mais apropriado para determinada situação, qual seja: evacuação, cobertura corporal, anulação da ameaça, busca de abrigo, etc. A escolta pessoal faz parte da equipe de execução. 5.2.1.2. Segurança Avançada A equipe de segurança avançada, escalada eventualmente para situações com maior grau de risco, se antecipa à chegada da autoridade em locais predeterminados e deve interagir com a "escolta pessoal" Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 46 no sentido de fortalecer o perímetro de segurança pessoal, principalmente em eventos de grande concentração de público. A segurança avançada também compõe a equipe de execução. 5.2.1.3. Segurança Velada A equipe de "segurança velada", composta por elementos dissimulados e infiltrados em meio ao público nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, também fortalece o Perímetro de Segurança Pessoal, principalmente em eventos de grande concentração de público, através da detecção e neutralização de qualquer hostilização ou atentado. A segurança velada, assim como as anteriores, compõe a equipe de execução. 5.2.1.4. Segurança de Instalações A equipe de segurança de instalações contribui para a plena eficácia do Perímetro de Segurança Pessoal, em eventos realizados em recintos fechados, principalmente quando é realizada por integrantes da mesma organização de segurança. Se as instalações forem preservadas por órgão de segurança diferente ou por empresa privada torna-se importante que haja um bom entendimento entre eles e os componentes da escolta pessoal e da segurança aproximada. 5.2.1.5. Equipes de Vistorias As equipes de vistoria também contribuem para a plena eficácia do Perímetro de Segurança Pessoal, realizando a varredura nos locais de eventos e viaturas utilizadas pela autoridade, com o objetivo de identificar, neutralizar ou remover quaisquer dispositivos que constituam ameaças tais como explosivos, escutas ou elementos desmoralizantes. Após cada procedimento de varredura, o ambiente ou veículo “varrido" deve ser repassado para os responsáveis pela guarda das Instalações físicas ou das viaturas, de forma que não haja mais possibilidades de sabotagem. A equipe de vistoria compõe a equipe de preparação. Veja como foi cobrado: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 47 22. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Acerca da composição das equipes de segurança, a equipe que não faz parte do grupo de execução é a equipe de segurança (A) avançada. (B) velada. (C) externa. (D) ostensiva. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Bom, diante do que acabamos de estudar, a única equipe, dentre as opções que nos foram oferecidas pela questão, que não faz parte do grupo de execução é a tal equipe de segurança externa. Não há essa nomenclatura na doutrina de segurança! No grupo de execução da segurança de uma autoridade, há as equipes veladas, ostensivas e avançadas. 23. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – MPU – 2010] Em eventos públicos de que participem autoridades, a equipe de vistoria é responsável pela verificação de pontos críticos, pelo estabelecimento de contato com o organizador do evento e pelo policiamento ostensivo, incluindo-se escoltae batedores. Comentários: A assertiva está ERRADA. Caro aluno, não confunda! A equipe de vistoria não realiza policiamento ostensivo. Seu trabalho é de preparação e, por isso, de extrema discrição. De novo: essa equipe realiza a varredura nos locais de eventos e viaturas utilizadas pela autoridade com o objetivo de identificar, neutralizar ou remover quaisquer dispositivos que constituam ameaças tais como explosivos, escutas ou elementos desmoralizantes. 5.2.2. Perímetro de SEGURANÇA PÚBLICA Este perímetro é caracterizado principalmente pela adoção de medidas de caráter preventivo, em sentido amplo e envolvendo toda a área de influência do evento ou do local onde estiver a autoridade e pelo estabelecimento de normas que integrem os diversos segmentos envolvidos na operação de segurança da autoridade. Este perímetro é dedicado a oferecer segurança a todas as pessoas envolvidas, provocando um efeito sinérgico sobre o perímetro de segurança pessoal. Um erro primário e grosseiro seria ignorar a importância do trabalho conjunto dos órgãos de segurança pública com órgãos responsáveis pela segurança pessoal. A apregoada autossuficiência de um órgão de segurança pessoal torna-se impraticável na proteção de autoridades políticas, pois, em um Estado Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 48 democrático, tais autoridades necessitam interagir diretamente com o povo, pressuposto de sua continuidade no processo eletivo. Um aparato disperso é causa de vulnerabilidade para o sistema de segurança, pois a autoridade fica exposta ao assédio de um público descontrolado, ou seja, não há um efetivo domínio das pessoas que estão em volta do dignitário. O que não aconteceria na atuação de um sistema de segurança coeso e integrado. Apesar da utilização de todos os recursos de segurança disponíveis, eventualmente os resultados preventivos são insatisfatórios. Afloram as ameaças, militando constantemente contra o protegido e exigindo ações efetivas dos responsáveis pela segurança. E nessa circunstância de extremo risco para a autoridade que o “sistema de segurança" é capaz de salvaguardar a integridade do protegido. 5.2.2.1. Policiamento Ostensivo O perímetro de segurança pública é estabelecido a partir da atuação do policiamento ostensivo, que é um trabalho preventivo, executado à vista da população, que visa pela presença do elemento fardado e colocado em local de destaque, anular, ou pelo menos intimidar a ação de elementos adversos que visem hostilizar fisicamente a autoridade ou as pessoas inseridas no evento ou na área de influência. O dispositivo de policiamento ostensivo deverá sempre ser montado com antecedência necessária, preservando a área de qualquer sabotagem e antes mesmo que a população chegue ao local. Portanto, a missão típica do policiamento ostensivo é a dissuasão pela presença como forma de evitar a perturbação potencial da ordem pública, no que são aplicáveis as diversas modalidades, tais como o patrulhamento a pé, o patrulhamento motorizado, o policiamento aéreo, o policiamento montado, com auxilio de cães, com a utilização de embarcações (para área lacustre ou justafluvial) etc. O policiamento ostensivo é missão típica da Polícia Militar. Porém a segurança ostensiva pode contar também com a atuação da Polícia Civil, em ações típicas de polícia administrativa, que fiscaliza o funcionamento de bares e clubes, bem como de polícia judiciária, com plantões no local de determinado evento para atender e receber as ocorrências. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 49 As guardas municipais também são coadjuvantes importantes para inibir ações delituosas de pequena expressão, capazes de se expandirem e evoluírem para delitos maiores e se transformarem em desordens ou crimes. 5.2.2.2. Dispositivo de Controle de Distúrbios Civis Em situações que ocorram manifestações adversas, o trabalho preventivo pode evoluir para uma ação repressiva, com contenção de manifestantes. Esquematizando o quadro de ação do Estado no campo da segurança pública, situa-se nesse contexto a Polícia Militar, através de um sistema de competência fundado no binômio intensidade e periculosidade da perturbação. Dissuasão pela força, que é a missão típica do policiamento operativo, que trata de impedir a perturbação iminente da ordem pública e cuja competência é da Polícia Militar, aplicadas como força de dissuasão. Repressão na Ordem Pública, que é a repressão por contenção, também missão do policiamento operativo, que trata de restabelecer a Ordem Pública, contendo a perturbação deflagrada, cuja competência é ainda da Policia Militar, aplicada como força de repressão, precedendo ao eventual emprego das Forças Armadas. 5.2.2.3. Dispositivo de Trânsito O dispositivo de trânsito é essencial para garantir a fluidez do trânsito de veículos e de pessoas, o disciplinamento dos estacionamentos e a acessibilidade das vias que servem de itinerário para a autoridade e a escolta motorizada. Vários órgãos públicos possuem atribuições diretamente ligadas ao trânsito, tais como o DETRAN, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar (com suas unidades de policiamento rodoviário), os órgãos rodoviários federais (DNIT) e estaduais (DERT), e os órgãos municipais de trânsito. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 50 É importante a colaboração e envolvimento e todos na consecução de grandes operações voltadas para a segurança de autoridades ou para a segurança de eventos governamentais. 5.2.2.4. Dispositivo de Segurança contra Fogo Deverá sempre existir uma equipe de segurança contra fogo nas proximidades os eventos onde comparecerá a autoridade. Equipes de saúde e paramédicos complementam esse quadro. 5.2.2.5. Dispositivo de Vistoria Técnica A vistoria técnica, sempre que possível, deve realizar testes de carga máxima em palanques, palcos, arquibancadas, instalações elétricas, avaliação da capacidade máxima de público para áreas restritas, sinalização de saídas de emergência e equipamento de prevenção de incêndio, etc. 5.2.2.6. Policiamento Velado O Policiamento velado é executado por elementos especializados, distribuídos nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, com trajes adequados à área e infiltrados na população, com a finalidade de detectar e anular qualquer tipo de desordem ou crime. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 51 Caro aluno, até aqui estudamos o que conceitualmente é usado pelas bancas em geral, quando da formulação de suas questões de concursos sobre os sistemas de segurança. No próximo tópico, estudaremos outros conceitos igualmente importantes para a Segurança de Dignitários e que, direta ou indiretamente está relacionado à execução das atividades de cada um dos sistemas de segurança aqui estudados. Eles são bem específicos do autor Marcos Mandarini e foram retirados de sua obra (Segurança Corporativa Estratégica), literatura que sempre foi a base para as provas da Fundação Carlos Chagas. E é exatamente por esse motivo que me senti na obrigação de trazer tais conceitose como eles são trabalhados pelo autor. Guarde-os e resolva as questões sobre eles. Tenho sérias desconfianças de que desse tópico 5.3 poderá sair uma questãozinha (ou até mais!) para a sua prova. Quer ver? Vamos lá! 5.3. O Objeto e o Modus Operandi A segurança das pessoas pode ser geral ou institucional. Geral ou institucional, a operação da segurança das pessoas pode ser desencadeada: ➢ De forma CARACTERIZADA, quando os agentes atuam, ostensiva ou veladamente, com envolvimento direto nas ações ou reações desencadeadas. Atuando ostensivamente, a segurança das pessoas utiliza o próprio caráter ostensivo de suas ações - seja pela atitude, pelo uso de uniformes ou pelos equipamentos empregados – como instrumentos da segurança que busca proporcionar. Atuando veladamente, seus agentes operam não uniformizados e com bastante discrição, embora sem ocultar completamente sua condição de profissionais de segurança. ➢ De forma DESCARACTERIZADA, quando os agentes atuam secretamente e, em princípio, não se envolvem diretamente nas ações. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 52 Operando de forma descaracterizada, os agentes ocultam completamente essa sua condição e atuam secretamente direcionados para a prevenção, evitando, salvo em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou reações, tendo em vista manterem-se incólumes. Agem como elementos de apoio, exatamente onde, como e quando os agentes ostensivos ou velados estão impedidos de agir. Esta exposição sobre a Segurança das Pessoas tornou evidente a existência de dois universos distintos, mas expressivamente inter-relacionados: ✓ O ambiente privado dos indivíduos ou grupos (segurança VIP) e ✓ O ambiente corporativo das empresas (Segurança da Gestão das Pessoas). Tornou evidente, ainda, que tanto em um quanto no outro o modus operandi É O MESMO, ou seja: ➢ Opera-se a segurança atuando de forma caracterizada, agindo velada ou ostensivamente, ou de forma descaracterizada, agindo secretamente, sempre observando os mesmos fundamentos técnicos e operacionais. Quando digo que a segurança é caracterizada, significa que ela está executando a operação e pode ser ostensiva (visível a todos) ou velada (disfarçada dentre os transeuntes). Ex: agentes uniformizados fazendo a proteção de uma autoridade em um evento. Quando digo que a segurança é descaracterizada, significa que ela não age diretamente na operação, mas a está apoiando de forma secreta em um outro lugar. Ex: agentes dentro do escritório do órgão monitorando via circuito de imagens e rádios a operação de proteção de uma autoridade em um evento. Veja como esses conceitos já foram cobrados: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 53 24. [FCC – TECNICO JUDIC. ESPEC. SEGURANÇA – TRF/1ª– 2011] Com relação ao modus operandi dos técnicos da área de segurança, analise: I. A operação de segurança das pessoas pode ser desencadeada de forma caracterizada, quando os agentes atuam ostensivamente, ou de forma descaracterizada, quando os agentes atuam veladamente ou descaracterizados, sem envolvimento direto nas ações. II. Existem dois universos distintos na segurança das pessoas: o ambiente privado dos indivíduos ou grupos e o ambiente corporativo das empresas. III. O modo de operação na segurança das pessoas varia conforme o ambiente a ser protegido, cabendo a adaptação e a atuação de acordo com cada ambiente em que se está atuando. Está correto o que consta SOMENTE em: (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e III. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Não tem como errar essa questão, se você se lembrar da dica que estudamos: Caracterizada → Atua ostensiva ou veladamente Descaracterizada → Atua secretamente Item I - A organizadora apenas trocou as bolas para confundir o candidato. (Errado) Item II - Professor, mas está exatamente igual ao que estudamos! Verdade. Mais uma prova de que a abordagem sobre o assunto é bem simples e engloba aquilo que o orientamos. Aluno do Estratégia tem essa vantagem: o material certo no ponto certo! (Certo) Item III - Revisando mais uma vez o que acabamos de comentar no item anterior: na Segurança de Pessoas há dois universos distintos, mas expressivamente inter-relacionados: O ambiente privado dos indivíduos ou grupos (segurança VIP) e O ambiente corporativo das empresas (Segurança da Gestão das Pessoas). E não esqueça: em ambos os universos o modus operandi é o mesmo, ou seja, não varia. Opera-se a segurança atuando de forma caracterizada, agindo velada ou ostensivamente, ou de forma descaracterizada, agindo secretamente, sempre observando os mesmos fundamentos técnicos e operacionais. (Errado) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 54 25. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/1ª – 2011] Ao modus operandi da operação da segurança das pessoas, de forma descaracterizada, os agentes (A) agem como elemento de apoio, juntamente com os agentes ostensivos. (B) agem veladamente com bastante discrição. (C) ocultam completamente essa condição mas atuam diretamente nas ações. (D) agem secretamente sendo direcionados, preferencialmente, para a prevenção. (E) operam não uniformizados e sempre no ramo da segurança VIP (pessoa muito importante). Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Veja como é importante saber diferenciar a ação caracterizada da ação descaracterizada. A questão nos pede as características desta última. Revisando: Agindo de forma descaracterizada, os agentes atuam secretamente e, em princípio, não se envolvem diretamente nas ações. Ocultam completamente essa sua condição e atuam secretamente direcionados para a prevenção, evitando, salvo em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou reações, tendo em vista manterem-se incólumes. Vamos analisar qual item corresponde às características acima: Item A - Essa função está mais ligada à ação caracterizada, quando os agentes atuam ostensivamente. (Errado) Item B - Na ação caracterizada, os agentes atuam, ostensiva ou veladamente, com envolvimento direto nas ações ou reações desencadeadas. (Errado) Item C - Operando de forma descaracterizada, os agentes ocultam completamente essa sua condição e atuam secretamente direcionados para a prevenção, evitando, salvo em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou reações, tendo em vista manterem-se incólumes. (Errado) Item D - Agora sim! Operando de forma descaracterizada, os agentes ocultam completamente essa sua condição e atuam secretamente direcionados para a prevenção. (Certo) Item E – Uma dica importante: para a FCC, descaracterizado não é a mesma coisa que não uniformizado, ok? Atuar descaracterizado significa atuar de forma secreta, não participando diretamente das ações. O agente pode, nesses casos, estar ou não uniformizado. Agora, atuando caracterizado e de forma ostensiva, aí sim há a obrigatoriedade de estar uniformizado. A questão erra ao afirmar que estar descaracterizado significa operar não uniformizado. Repito: a agente pode estar operando de forma descaracterizada e, no entanto, estar fardado. (Errado) Terminado nosso estudo sobre os sistemas de segurança, seguiremos com outro tema bastante importante e abrangente: o planejamento de segurança de dignitários. Nenhum sistema de segurançaestudado conseguirá ser eficiente e eficaz, se não for bem planejado. Assim, veremos como se subdivide e como deve ser o melhor planejamento. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 55 6. PLANEJAMENTO DA SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS A organização executora do serviço de segurança de autoridades não pode funcionar apenas na base da improvisação. É necessário que esta organização desenvolva a capacidade de determinar antecipadamente quais são os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los, escolhendo antecipadamente o melhor curso de ação e tomando no presente decisões que afetem o futuro, para reduzir sua incerteza. PLANEJAMENTO é a técnica ou processo que serve para lidar com futuro. Sendo o futuro não apenas inevitável, mas também incerto, essa incerteza aumenta na medida em que não se dispõe de informações não se tem controle sobre os acontecimentos. Para uma organização que possui a missão de proteger uma autoridade, o futuro toma-se incerto quando não existem suficientes informações sobre a conjuntura socioeconômica e política, o grau de risco e o tipo de ameaças a que está sujeita esta autoridade, as circunstâncias que envolvem determinada programação, a disponibilização de meios, etc. Portanto, o processo de planejamento é a ferramenta que as organizações usam para administrar suas relações com o futuro, sendo uma aplicação específica do processo decisório. Pela abrangência, podemos observar níveis distintos e hierarquizados de planejamento, onde consideramos o nível estratégico e o operacional, enquanto que o processo de planejamento pressupõe também a existência de ciclos contínuos de reflexão estratégica que permitam à organização executora do "serviço de segurança pessoal" buscar, permanentemente, os melhores caminhos (estratégias) para atingir seus resultados de curto e longo prazos. 6.1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O planejamento estratégico corresponde a um trabalho mais amplo, que abrange toda a organização e é projetado para longo prazo, envolvendo a organização como uma totalidade. Por ser definido pela cúpula, subordina todos os outros tipos de planejamentos. Este tipo de planejamento refere-se à maneira pela qual a organização encarregada do serviço de segurança pessoal pretende aplicar suas estratégias para alcançar os objetivos propostos para a proteção da autoridade usuária desse serviço. Procura, dessa forma, adaptar com sucesso a organização ao seu ambiente, tendo como base para a sua formulação a descrição minuciosa dos aspectos externos e internos relevantes, pois quanto maior a instabilidade e complexidade do meio envolvente, maior a necessidade do enfoque sistêmico e do planejamento estratégico. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 56 6.2. PLANEJAMENTO OPERACIONAL Já o "planejamento operacional" é mais específico. Projetado para o curto prazo, envolve as tarefas isoladamente e preocupa-se com o alcance de metas específicas, sendo definido em nível operacional. O domínio do planejamento operacional está na definição das atividades e dos recursos necessários para a realização dos objetivos estratégicos e administrativos. O ponto de partida para a elaboração dos planos operacionais são os objetivos de nível mais alto (objetivos principais ou objetivos estratégicos). A organização precisa ter um processo de planejamento estruturado que garanta uma análise rigorosa das alternativas e dos recursos disponíveis, ainda mais quando existem várias alternativas para se atingir os resultados desejados, e que o atingimento de um resultado pode ser conflitante com a busca de outros, particularmente quando os recursos disponíveis são escassos. 6.2.1. Elementos do Planejamento Operacional 6.2.1.1. Missão O planejamento da segurança inicia com o recebimento da missão em que busca definir os aspectos fundamentais do seu cumprimento, tais como: o que a autoridade irá fazer, quando e onde será o evento, qual o prazo disponível, qual será o meio de deslocamento, quem irá acompanhar a autoridade, implicações quanto ao sigilo, considerações políticas e outros julgados úteis. A programação oficial é que, geralmente, condiciona as ações que serão planejadas e executadas. Normalmente já vem imposto e com muita pouca flexibilidade, o que ocasiona um esforço maior na execução da proteção da autoridade. A autoridade deve ser estudada em detalhes, visando a identificação de suas características pessoais, personalidades e hábitos, para facilitar a definição da melhor proposta de execução da proteção. O grau de risco e a importância dessa autoridade devem ser considerados para a formulação do planejamento. A missão pode ser também a segurança de um determinado evento, a proteção de uma comitiva, a segurança de uma instalação ou ainda a segurança de material que seja de interesse para o serviço de segurança. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 57 6.2.1.2. Estudo de Situação Caracterizada a missão, inicia-se o estudo de situação, que corresponde à fase analítica em que ocorre a determinação de todos os fatores que vão influenciar na adoção de linhas de ação. Trata-se de um processo lógico e ordenado de raciocínio para o exame de todos os fatores que possam influir no cumprimento da missão, para se chegar a uma decisão mais apropriada. A análise de riscos e o reconhecimento das vulnerabilidades no tocante a ameaças à integridade física, moral e psicológica da autoridade são realizados, via de regra, pela equipe de segurança, denominada equipe precursora, responsável pelo levantamento e confirmação de dados para o planejamento inicial da operação de segurança de autoridade, inclusive o levantamento das características socioeconômicos, psicossociais e culturais. Primeiramente deve ser considerado o cenário geográfico. São os locais de aparições em público e deslocamentos, que correspondem às áreas que serão frequentadas pela autoridade, bem como os itinerários que serão percorridos. Suas características interferem nas ações, razão pela qual requer um reconhecimento minucioso e um estudo detalhado. A equipe precursora deve reconhecer o local do evento em detalhes, buscando levantar dados importantes para a elaboração de um planejamento eficaz. Nenhuma dependência pode ser desconhecida da equipe e é importante que esse reconhecimento seja acompanhado do organizador ou responsável pelo local. Vejamos uma questão que trata das funções da equipe precursora: 26. [CESPE – AGENTE MOTORISTA-SEGURANÇA – MPE/AM- 2008] Verificar condições do local e do público antes da passagem ou chegada da autoridade é responsabilidade da equipe de segurança ostensiva. Comentários: A assertiva está ERRADA. Fácil, não é mesmo? Acabamos de ver que esse é o trabalho da equipe precursora, e não da ostensiva. Lembro a você que a equipe de segurança ostensiva é visível, identificável, compõe o perímetro de segurança pessoal e tem a função de atuar com sinergia em caso de real ameaça à autoridade protegida. Os itinerários devem ser minuciosamente reconhecidos e estudados, inclusive com a cronometragem e a marcação da quilometragem dos deslocamentos. Os pontos dominantes, pontos de risco e pontos de fuga devem ser considerados, bem como os locais que necessitam de policiamento. Deve-se considerar sempre Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, MarcosGirão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 58 a possibilidade de ocorrerem fatos que possam causar interferência visual, tais como manifestações, pichações, etc. Em seguida, deve ser considerada a presença de público, pois, normalmente, a autoridade protegida necessita interagir com o povo, principalmente nas situações em que ocorre grande ajuntamento de pessoas (solenidades oficiais, comícios, etc.). Daí a importância de se conhecer as características socioeconômicas, psicossociais, culturais, etc. O fator criminalidade e as possibilidades de ruptura da ordem pública são considerados em amplo aspecto, no que diz respeito à área de influência onde vai estar presente a autoridade protegida. Finalmente analisam-se as vulnerabilidades no tocante à efetivação de ameaças contra a autoridade protegida, incluindo-se a capacidade de defesa e de reação e às possibilidades de êxito dos elementos adversos. Após enfocar as vulnerabilidades deve-se proceder à busca pelas alternativas mais viáveis para superar as falhas e cumprir a missão. E a fase que correspondente à formulação das linhas de ação. Após esta formulação, cada linha de ação é analisada de acordo com as vantagens e desvantagens oferecidas, determinando as prováveis consequências de cada uma delas para, em seguida, compará-las. A fase final sobre a linha de ação selecionada é traduzida em uma decisão completa e detalhada. É nessa fase que se avaliam as necessidades e se desenvolvem os pedidos de pessoal, material e credenciamento, além de se definirem as missões específicas dos agentes de segurança pessoal. A estimativa inicial do número de agentes de segurança e a disposição dos mesmos são formuladas, conforme as necessidades para o cumprimento da missão, atribuindo-lhes responsabilidades e deveres específicos, designando um chefe para cada local sempre que possível. A avaliação do tipo e quantidade de material necessário para a realização da operação, inclusive o necessário para os bloqueios e isolamentos, também são indicados. Os meios disponíveis são, portanto, os recursos em pessoal e material colocados à disposição do Serviço de Segurança para o cumprimento da missão, devendo ser adequados e suficientes de acordo com a importância da autoridade e com a conjuntura do momento, sendo que estes condicionam o emprego de diferentes meios e a montagem das propostas de execução. Credenciamento de todo o pessoal empenhado na segurança e no apoio, como também os convidados, jornalistas, etc. Para tanto, utilizam-se distintivos de lapela, cartões de identificação, cartões para o para- brisa dos veículos, etc. Estabelecimento das ligações com as autoridades locais através de contatos com os órgãos de segurança e de apoio que necessitem ser envolvidos para que seja possível a realização do evento. Locais de atuação e atribuições gerais de cada elemento de apoio (policiamento ostensivo, dispositivo de trânsito, etc.). É o momento em que a segurança realiza a ambientação com a área de atuação. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 59 27. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê-la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Para essa situação, é correto que seja elaborado um planejamento de segurança, para o qual deverão ser coletadas informações inerentes ao evento, tais como número de participantes, controle de entrada, identificação de participantes, levantamento do local, grau de risco a que estará exposta a autoridade, entre outras. Comentários: A assertiva está CORRETA. É exatamente na fase do PLANEJAMENTO OPERACIONAL, principalmente na definição da MISSÃO, que todos esses detalhes precisam ser cuidadosamente definidos. Uma equipe de segurança que bem planeja todas as suas ações, considerando, principalmente, o grau de risco e a importância da autoridade protegida, certamente logrará êxito em suas missões. 6.2.1.3. Atividade de Inteligência Os dados e informações constituem-se em elementos fundamentais para o planejamento. Eles são obtidos através dos organizadores dos eventos, jornais, revistas, rádios, televisão e órgãos oficiais. A coleta de informações proporciona o conhecimento das adversidades existentes ou potenciais, possibilitando condições de planejamento para maior proteção à autoridade. Os assuntos de interesses políticos ou de foro íntimo da autoridade são considerados desde que não exponham a sua intimidade. Essencial para a realização do planejamento de qualquer operação de segurança de autoridade, deve ser realizada de forma permanente e contínua para obtenção de informações nas mais diversas áreas, principalmente na segurança pública. 6.2.1.4. Reuniões Preparatórias Através destas se estabelece os locais de atuação e atribuições gerais dos elementos de apoio (policiamento ostensivo, dispositivo de trânsito, etc.). Nela se estabelecem os planos de controle da população no local de aparição, nos pontos de chegada e saída da autoridade, bem como a distância entre a autoridade e os expectadores, sendo estas distâncias mantidas mediante o emprego de policiais e barreiras. Procura envolver, para o caso de eventual necessidade, a participação de órgãos responsáveis por outros serviços que possam ser úteis para a segurança de autoridades, tais como bombeiros, serviço de saúde, energia elétrica, reboques, caminhões pipas, etc. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 60 6.2.1.5. Treinamento O planejamento de segurança é colocado em execução com um treinamento. Nessa oportunidade, é verificado o dispositivo adotado, a compreensão das missões atribuídas, as providências para as emergências e os perigos e as possíveis falhas do planejamento. Nesta oportunidade verifica-se a necessidade de alteração do plano final. Para a consolidação do plano final, há o desencadeamento das providências quando se inclui o treinamento, com a finalidade de se aplicar às medidas previstas e verificar a sua eficiência. Esse treinamento ou ensaio é conduzido desde que não prejudique o sigilo atribuído à missão. Sempre que houver necessidade o plano final é alterado, de modo que a autoridade tenha à sua disposição melhor sistema de segurança possível. 6.2.1.6. Plano de Ação Após serem avaliados os dados obtidos nos reconhecimentos, reuniões e treinamentos, é elaborado o planejamento final, que deverá incluir itens sobre as medidas administrativas, as comunicações, o credenciamento, o controle de pessoas e as ordens aos agentes participantes. 6.2.1.7. Execução da Missão O dispositivo da segurança deverá ser montado com antecedência em relação à realização do evento. O dispositivo é instalado, de modo que os agentes ocupem suas posições, as vistorias sejam executadas sem a presença do público e as pessoas participantes sejam orientadas para os lugares adequados. A missão da segurança pessoal é executada de acordo com o planejamento. A flexibilidade é aspecto fundamental, devendo orientar a atividade de acordo com as possíveis alterações, no entanto estas não devem provocar surpresa à equipe de segurança. 7. O ITINERÁRIO Outro bom foco de questões de concursos tem a ver coma seleção de itinerários para o deslocamento da autoridade protegida. Desta forma, faço questão de abordar em detalhes sobre o tema, frente a grande importância para provas de concursos. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 61 Ponto sensível para a proteção de autoridades, erros no planejamento do itinerário podem ser FATAL na medida em que pode representar momento de grande exposição e vulnerabilidade. O itinerário deve ser entendido como sendo o caminho ou percurso pelo qual se desloca um dignitário, a pé ou com a utilização de um meio de transporte. Constitui-se, portanto, em todo e qualquer deslocamento de uma pessoa protegida de um local para outro, seja a pé ou motorizado e que acarrete em algum tipo de exposição ao público. Esta exposição da pessoa protegida representa sempre uma situação de grande vulnerabilidade, a despeito de todas as medidas preventivas que venham a ser adotadas. Esse fato é comprovado pelo registro de inúmeros atentados praticados contra governantes e celebridades no decorrer da história e que foram perpetrados exatamente ao longo de algum tipo de itinerário. Uma das razões deste fenômeno é a divulgação do evento e do roteiro a ser seguido pelo dignitário, possibilitando o tempo necessário para a preparação da ação agressora. Por esse motivo, os itinerários devem ser metodicamente escolhidos e preparados, assegurando a proteção adequada ao dignitário. Outra razão se deve aos deslocamentos rotineiros entre residência e local de trabalho, dois destinos habituais de qualquer dignitário e que apresentam pouca variação quanto a horário e percurso. Desses itinerários habituais os sequestradores escolheram exatamente as ruas estreitas e de pouco movimento para executar o sequestro. Portanto, para se chegar ao itinerário mais seguro é necessário que haja o planejamento apropriado, com o estabelecimento de vias alternativas e, sempre que possível, com o reconhecimento do percurso e o local de destino do protegido. É imprescindível que a escolha de um itinerário seja baseada nestes critérios, mas podem, também, ocorrer situações em que o itinerário é definido somente de última hora (inopinado), não possibilitando a adoção de medidas de segurança apropriadas. A diversidade dos itinerários pode ser resumida da seguinte forma: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 62 7.1. Itinerário PRINCIPAL A princípio o itinerário principal deve ser o mais seguro possível, escolhido prioritariamente através de um planejamento adequado e do consequente reconhecimento do percurso. 7.2. Itinerário ALTERNATIVO No caso de alteração ou modificação dos fatores condicionantes iniciais, que inviabilizam ou desaconselham a utilização do itinerário principal, deve ser utilizado o itinerário alternativo, que também deve ser indicado logo na fase preliminar do planejamento da operação de segurança. 7.3. Itinerários EVENTUAIS O conhecimento de todas as opções de percurso possibilita também a utilização de itinerários eventuais, por motivo de perigo ou emergência, que seriam ramificações do itinerário principal ou do itinerário alternativo, utilizados no caso de abandono do itinerário usado. Itinerários inopinados, ou súbitos, de improviso, devem ser evitados! 7.4. Pontos CRÍTICOS e Pontos de APOIO É extremamente importante a identificação dos pontos críticos e dos pontos de apoio que estejam inseridos ao longo do percurso. Os pontos CRÍTICOS (ou DE RISCO) são os locais que, por suas características, oferecem situações de risco, tais como viadutos, curvas acentuadas, obras ao longo de uma via, lombadas ou depressões que obrigam o comboio a reduzir a velocidade, etc. Os pontos DE APOIO (ou DE FUGA) seriam todos os locais que servem para acolhimento e proteção da autoridade no caso de perigo ou emergência, ou para a colocação de meios auxiliares ao deslocamento, tais como quartéis, delegacias, hospitais, repartições públicas em geral, etc. Olha só duas questõezinhas simples: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 63 28. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TRE/AL – 2004] Para garantir a segurança de autoridades e evitar agressões físicas, danos morais e até mortes, foram criados grupos especializados formados por indivíduos treinados e bem aparelhados. Tráfego intenso, sinais luminosos, passarelas, túneis, vias com vegetação lateral, lombadas, subidas íngremes e obras são alguns dos pontos críticos quanto à segurança durante o transporte de uma autoridade. Comentários: A assertiva está CORRETA. Parece até que foi tirada de nosso material!! (rsrs) Os pontos críticos são aqueles que podem causar algum tipo de risco para o trajeto da autoridade e devem ser cuidadosamente pensados e cuidados. 29. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] O itinerário a ser percorrido pelo dignitário deve, o quanto possível, restringir-se ao conhecimento da assessoria de segurança. Comentários: A assertiva está CORRETA. Alguma dúvida de que está certa a questão? Em se tratando da escolha do itinerário, item bastante sensível para a segurança, faz-se extremamente necessário que a equipe de segurança o mantenha em total sigilo, a fim de se resguardar ao máximo das ações de elementos adversos. 7.5. SELEÇÃO do itinerário para deslocamento A PÉ Os deslocamentos a pé expõem a pessoa protegida a um ambiente que geralmente representa uma situação de risco. Diversas vulnerabilidades surgem em decorrência dessa exposição, principalmente quando é necessário manter a proximidade da autoridade com algum ajuntamento de pessoas. Diante dessa realidade, os itinerários a pé devem ser escolhidos com base em um reconhecimento antecipado e planejado adequadamente, em trajetos que possibilitem coordenação, controle, flexibilidade e o maior nível de segurança possível. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 64 Para os deslocamentos a pé dá-se preferência aos itinerários de curta distância, pouca duração, cobertos e abrigados, de fácil localização e sem obstáculos, visando a evitar a exposição desnecessária do dignitário. Outro fator que acentua a vulnerabilidade dos deslocamentos a pé se dá nos casos em que o dignitário "interfere" no deslocamento planejado, optando por outro de sua própria escolha. Tomando o dignitário uma iniciativa própria de mudar o itinerário, ele DEVERÁ SER ALERTADO PELA SEGURANÇA a respeito dos riscos e desestimulado a adotar tal atitude. Porém, se for mantida a alteração do percurso por parte do protegido, cabe à segurança procurar reforçar seu esquema tático e, se for o caso, acionar outros meios, em apoio à segurança pessoal. O conhecimento dessa informação por todos os envolvidos no "sistema de segurança" é fundamental para que o dispositivo seja reajustado. 7.6. PLANEJAMENTO do itinerário p/ deslocamento A PÉ O planejamento sobre qualquer deslocamento a pé representa um procedimento específico destinado a subsidiar um planejamento mais abrangente (Planejamento Operacional da Segurança de Dignitários). Este procedimento inclui os seguintes itens, que podem influir no resultado da missão: ➢ Conhecimento da missão- possuindo o CONHECIMENTO ANTECIPADO dos detalhes sobre o itinerário a pé a ser realizado pelo dignitário, seja através de uma programação previamente elaborada ou através de uma rotina já estabelecida para o serviço, a segurança pessoal passa a fazer a análise dos dados, valendo-se de mapas ou croquis do local, fazendo os primeiros levantamentos e avaliações dos caminhos possíveis de serem utilizados. Nessa fase, os tópicos referentes às características dos itinerários são considerados, e é estabelecida uma prioridade; ➢ Data e horário - o conhecimento antecipado sobre a data e horário em que será realizado determinado itinerário a pé é importante para possibilitar uma previsão das condições atmosféricas, de temperatura e de luminosidade; ➢ Local de origem e de destino - normalmente definem o trajeto de deslocamento a pé e são locais indicativos da permanência rápida ou demorada da autoridade, o que desfavorece a segurança nos casos de local descoberto; Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 65 ➢ Roteiro - o roteiro do deslocamento a pé é definido a partir dos locais de origem e de destino. Preferencialmente os trajetos a pé devem ser curtos e de pequena duração. Sempre que possível deve-se utilizar itinerários alternativos, de uma forma que favoreça a segurança; ➢ Meios de transporte utilizados, antes e depois do deslocamento: o meio de transporte pode restringir o número de agentes de segurança a serem deslocados, o que obriga, em alguns casos, ao deslocamento antecipado de agentes para os locais de origem e de destino da autoridade; ➢ Acompanhantes - o dignitário pode ser acompanhado por outras autoridades, público, imprensa e pessoal de apoio. A quantidade de acompanhantes deve ser levantada para efeito de planejamento, pois as condições do trajeto podem dificultar o movimento e a circulação, inclusive da própria segurança; ➢ Procedimentos de emergência - no planejamento são verificadas as rotas de fuga para atender a qualquer emergência ou situação de perigo. Para tanto, itinerários de emergência são reconhecidos, tendo por base o itinerário principal e os alternativos; ➢ Reconhecimento - todo deslocamento a pé deve ter itinerário reconhecido pela segurança pessoal. Devem ser levantados todos os dados que possam influir de maneira positiva ou negativa no fluxo da autoridade e acompanhantes. Se as condições permitirem, serão reconhecidos itinerários alternativos e de emergência; ➢ Treinamentos - sempre que possível o deslocamento a pé é ensaiado. Quanto maiores as dificuldades e os riscos, mais importantes se tornam os ensaios; ➢ Execução - o êxito dos deslocamentos a pé está diretamente ligado ao reconhecimento, à implantação das medidas de coordenação e controle e ao preparo da segurança. A execução é conduzida em coordenação com a equipe de cerimonial que, em alguns casos, tem a missão de orientar o dignitário sobre a sequência do evento. 7.7. PLANEJAMENTO do itinerário p/ deslocamento MOTORIZADO Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 66 O planejamento sobre qualquer deslocamento motorizado representa um procedimento específico destinado a subsidiar um planejamento mais abrangente e complexo (planejamento Operacional da Segurança de Autoridade). Este procedimento inclui os seguintes itens, que podem influir no resultado da missão: ➢ Conhecimento da missão - possuindo o conhecimento antecipado dos detalhes sobre o itinerário motorizado a ser realizado pela autoridade, seja através de uma programação previamente elaborada ou através de uma rotina já estabelecida para o serviço, a segurança pessoal passa a fazer a análise dos dados, valendo-se de mapas ou croquis do local, fazendo os primeiros levantamentos e avaliações dos caminhos possíveis de serem utilizados. Nessa fase os tópicos referentes às características dos itinerários são considerados, e é estabelecida uma prioridade; ➢ Data e horário - o conhecimento antecipado sobre a data e horário em que será realizado determinado itinerário motorizado é importante para possibilitar uma previsão das condições atmosféricas, de temperatura e de luminosidade, bem como as CONDIÇÕES DE TRÁFEGO E FLUIDEZ DO TRANSITO; ➢ Roteiro - o roteiro do deslocamento é definido a partir da origem e do destino. Os trajetos motorizados podem ser curtos e de pequena duração ou longos e demorados, como os deslocamentos rodoviários. Sempre que possível deve- se utilizar itinerários alternativos, de uma forma que favoreça a segurança; ➢ Reconhecimento do itinerário - após a análise dos dados é realizado o reconhecimento, considerando-se a programação da autoridade, o tipo de deslocamento e os dados obtidos na fase de planejamento, corrigindo ou confirmando a prioridade inicial. Para tanto devem ser observados os aspectos da segurança, da comodidade e do interesse político. Na fase de reconhecimento, os itinerários motorizados devem ser percorridos sempre no sentido previsto para o deslocamento da autoridade e, de preferência, NO MESMO HORÁRIO PREVISTO NA PROGRAMAÇÃO. Quando a programação for realizada à noite, é importante não só a realização do percurso no mesmo horário previsto na programação oficial, para se adaptar principalmente à luminosidade, mas também o reconhecimento diurno, para se obter o conhecimento detalhado do percurso. São reconhecidos também os itinerários alternativos e eventuais, os pontos críticos e de apoio, principalmente os que conduzem aos hospitais de sobreaviso e os que permitem a fuga. Nessa oportunidade devem ser avaliadas as possibilidades de um atentado, a quantidade de pessoal, e o material necessário para oferecer segurança em todo o itinerário; ➢ Seleção dos itinerários - após o reconhecimento e avaliadas todas as componentes, é feita a seleção dos itinerários principal, alternativos ou secundários e eventuais. A escolha do itinerário deve preferencialmente recair sobre o itinerário mais protegido e seguro, mesmo que não seja o mais curto; ➢ Treinamento - havendo disponibilidade de tempo deve ser realizado um treinamento, conferindo o dispositivo adotado, a compreensão das missões distribuídas, as providências em caso de emergência e as possíveis falhas de planejamento. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 67 No dia do evento, após a montagem do dispositivo, antes do deslocamento da autoridade e COM BOA ANTECEDÊNCIA, é realizada uma inspeção final, com o intuito de vistoriar o itinerário e detectar alguma incorreção do dispositivo ou evidência de perigo. De certa forma, a pessoa protegida fica vulnerável diante de qualquer situação de deslocamento, seja em maior ou menor grau. Porém o risco poderá ser minimizado com a elaboração de um efetivo planejamento e com a adoção de algumas regras importantes (adoradas pela FCC), tais como: - evitar rotina, mudando horários, percursos e tipo de veículo, se considerar necessário; - manter sigilo sobre datas e horários; - fazer o reconhecimento prévio do percurso antes de conduzir a "pessoa protegida”; - adotar velocidade segura; - manter atenção redobrada para os pontos críticos, posicionando o policiamento sempre que possível; - utilizar o caminho mais seguro, mesmo que seja mais longo; - usar veículos semelhantes; - adotar itinerários alternativos devidamente reconhecidos; - viabilizar uma rede de comunicação(em caso de comboio); - conduzir equipamento especializado para utilização na viatura de segurança. Finalizamos mais um tópico superimportante! Vamos ver como o assunto foi cobrado: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 68 30. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU - 2007] Com relação à segurança de dignitários, na escolha de trajetos apropriados a serem utilizados, a equipe de segurança deve considerar como adequados, dentre outros, os aspectos: (A) o reconhecimento do planejamento do dignitário e as condições de tráfego do trajeto. (B) a vontade do dignitário na decisão do trajeto e a execução das ações de segurança. (C) a preparação e o planejamento do dignitário, bem como a execução das ações de emergência. (D) a determinação da vontade do dignitário e o reconhecimento da região de destino. (E) o exame em carta (mapa), o reconhecimento dos trajetos e áreas de destino, bem como o planejamento das ações de segurança decorrentes. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Primeiro de tudo: é preciso que você preste bastante atenção no enunciado da questão. Ele pede os aspectos mais adequados a serem considerados pela equipe de segurança quando da escolha de trajetos, ou seja, de itinerários. Então, dentre as alternativas, você deve escolher a mais apropriada, a que traz mais requisitos de acordo com tudo que você estudou. Vamos aos itens! Item A - As condições de tráfego no trajeto devem ser, de fato, consideradas. Porém, o reconhecimento do planejamento do dignitário não cai muito bem, quando se trata de procedimento mais adequado para escolha de trajeto. (Errado) Item B - Lembre-se que, na escolha do melhor trajeto, a opinião do dignitário deve ser a última a ser ouvida. Um dignitário que respeita sua equipe de segurança sabe que ela estudará e planejará o trajeto que oferecerá para ele a melhor condição de segurança. O dignitário deve evitar ao máximo determinar qual deva ser o seu melhor trajeto, pois sua equipe está mais tecnicamente preparada para isso. (Errado) Item C - A preparação do dignitário não é o fator mais importante nem o aspecto mais relevante para o planejamento do trajeto. A equipe de segurança deve conhecer a agenda do dia do protegido, as intenções de destinos do dignitário, mas esse não é o aspecto mais adequado para a escolha do melhor trajeto. (Errado) Item D - O reconhecimento da região de destino é aspecto crucial na escolha do melhor trajeto, mas repito: a vontade do dignitário não deve ser prioritariamente considerada nesta hora. (Errado) Item E - Pronto, isso mesmo! Esses são os aspectos mais importantes na escolha do itinerário. Leve-os para a sua prova! (Certo) 31. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] Sobre deslocamento de dignitários, considere: I. Os deslocamentos (a pé ou transportado) são as situações mais vulneráveis às quais uma autoridade pode se submeter. II. Um dos objetivos da segurança é se antecipar às ações de risco. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 69 III. O reconhecimento do itinerário deve ser realizado assim que for definido todo o esquema de segurança. Está correto o que consta em (A) I e II, apenas. (B) I, II e III. (C) II, apenas. (D) III, apenas. (E) I e III, apenas. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item I - Exatamente! Os deslocamentos por si só já deixam a autoridade em uma situação mais delicada, pois sua visibilidade aumenta e, consequentemente, sua vulnerabilidade. (Certo) Item II - Pois é!! Já vimos que o maior foco da segurança e de seu planejamento é a prevenção. (Certo) Item III - Uma pegadinha interessante! Vimos que, para se chegar ao itinerário mais seguro, é necessário que haja o planejamento apropriado, com o estabelecimento prévio de vias alternativas e, sempre que possível, com o reconhecimento do percurso e o local de destino do protegido. O reconhecimento do itinerário deve ser feito antes de definido todo o esquema de segurança, pois tal definição é um dos componentes essenciais do planejamento. Lembre-se disso, beleza? (Errado) 32. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/6ª – 2012] Sobre as técnicas, táticas e modus operandi da segurança de dignitários, é correto afirmar que (A) a atuação descaracterizada do segurança facilita ações preventivas, pelo fato de estar desuniformizado. (B) a lealdade e a sinceridade, independentes dos desdobramentos, são alguns parâmetros de conduta por parte do segurança. (C) reuniões antes do uso, pela primeira vez, do plano de segurança são ineficazes na segurança de dignitários. (D) a execução do plano de segurança deve ser colocado em prática logo após sua elaboração escrita. (E) sempre haverá distinção entre o modus operandi utilizado para a segurança de pessoas e do empregado para empresas. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Item A – Errado! Você já deve ter percebido que esse item é bastante recorrente em provas FCC. É de extrema importância que você saiba diferenciar a ação caracterizada da ação descaracterizada. Sabendo essa diferença, já terá uma questãozinha na mão! Repetindo: Geral ou institucional, a operação da segurança das pessoas pode ser desencadeada: De forma caracterizada, quando os agentes atuam, ostensiva ou veladamente, com envolvimento direto nas ações ou reações desencadeadas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 70 Atuando ostensivamente, a segurança das pessoas utiliza o próprio caráter ostensivo de suas ações - seja pela atitude, pelo uso de uniformes ou pelos equipamentos empregados – como instrumentos da segurança que busca proporcionar. Atuando veladamente, seus agentes operam não uniformizados e com bastante discrição, embora sem ocultar completamente sua condição de profissionais de segurança. De forma descaracterizada, quando os agentes atuam secretamente e, em princípio, não se envolvem diretamente nas ações. Operando de forma descaracterizada, os agentes ocultam completamente essa sua condição e atuam secretamente direcionados para a prevenção, evitando, salvo em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou reações, tendo em vista manterem-se incólumes. A banca tenta lhe confundir insinuando que estar desuniformizado é o mesmo que estar descaracterizado. Pelos conceitos acima, temos que a atuação não uniformizada é a atuação caracterizada e velada. Item B - Verdade! O agente de segurança deve possuir ou desenvolver qualidades intelectuais, morais, físicas e psicológicas necessárias ao bom desempenho da atividade de segurança pessoal. Dentre as qualidades morais, temos a lealdade e a honestidade (ou sinceridade). A lealdade é uma qualidade intrínseca do agente de segurança pessoal. Deve existir sempre o forte compromisso do agente de segurança com a atividade que exerce, mantendo-se o mesmo totalmente livre de influência política, ideológica, religiosa ou qualquer outra que afete seu desempenho ou comprometa o serviço. A probidade do agente de segurança (sinceridade) possibilita resguardar o dignitário de possíveis traições ou indiscrições. Pela importância atribuída ao dignitário, o agente de segurança pode ser um elemento visado e tentado a ser corrompido ou cooptado a fim de permitir facilidade para uma aproximação inoportuna ou até mesmo comprometimento da segurança do dignitário. Logo,seja qual for o desdobramento, podemos concluir que a sinceridade e a lealdade nunca poderão deixar de existir como parâmetros de conduta por parte do segurança. (Certo) Item C - O planejamento da segurança inicia-se com o recebimento da missão, em que busca definir os aspectos fundamentais do seu cumprimento, tais como: o que a autoridade irá fazer, quando e onde será o evento, qual o prazo disponível, qual será o meio de deslocamento, quem irá acompanhar a autoridade, implicações quanto ao sigilo, considerações políticas e outros julgados úteis. Nesse contexto, temos a importância da realização de reuniões preparatórias. Através destas se estabelece os locais de atuação e atribuições gerais dos elementos de apoio (policiamento ostensivo, dispositivo de trânsito, etc.). Nelas, se estabelecem os planos de controle da população no local de aparição, nos pontos de chegada e saída da autoridade, bem como a distância entre a autoridade e os expectadores, sendo estas distâncias mantidas mediante o emprego de policiais e barreiras. Após serem avaliados os dados obtidos nos reconhecimentos, reuniões e treinamentos, é elaborado o planejamento final, que deverá incluir itens sobre as medidas administrativas, as comunicações, o credenciamento, o controle de pessoas e as ordens aos agentes participantes. Como dizer então que tais reuniões são ineficazes?? Invenção da banca! (Errado) Item D - Nem sempre! A organização precisa ter um processo de planejamento estruturado que garanta uma análise rigorosa das alternativas e dos recursos disponíveis. Isso fica mais latente quando existem Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 71 várias alternativas para se atingir os resultados desejados e que o atingimento de um resultado pode ser conflitante com a busca de outros, particularmente quando os recursos disponíveis são escassos. A missão da segurança pessoal é executada de acordo com o planejamento. Nem sempre há a possibilidade de que o plano tenha uma versão escrita para ser colocado em prática. A flexibilidade é aspecto fundamental, devendo orientar a atividade de acordo com as possíveis alterações. No entanto, estas alterações não devem provocar surpresa à equipe de segurança. (Errado) Item E - A Segurança das Pessoas tornou evidente a existência de dois universos distintos, mas expressivamente inter-relacionados: o ambiente privado dos indivíduos ou grupos (segurança VIP) e o ambiente corporativo das empresas (Segurança de Dignitários). Para a sua prova FCC, é muito importante saber que, tanto em um ambiente quanto no outro, o modus operandi é o mesmo: opera-se a segurança atuando de forma caracterizada, agindo velada ou ostensivamente, ou de forma descaracterizada, agindo secretamente, sempre observando os mesmos fundamentos técnicos e operacionais. O item equivoca-se ao afirmar que sempre haverá distinção entre o modus operandi utilizado para a segurança de pessoas e do empregado para empresas. De forma alguma! (Errado) 33. [FCC – TECNICO JUD. SEGURANÇA E TRANSP. – TRF/2ª – 2012] Com relação à Segurança de Dignitários, é correto afirmar: (A) Nos casos de eventos adversos, o protegido é quem dará a ordem final sobre a sua segurança. (B) A formação policial já credencia e habilita o agente para o exercício da atividade de segurança de dignitários. (C) Quando o agente atua de forma descaracterizada, ainda assim, ele pode e deve agir de forma preventiva. (D) Atuando de forma velada, o agente oculta completamente a sua condição e atua secretamente. (E) Deve-se agir, principalmente, na forma repressiva. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Item A - A maior colaboração do dignitário para com a sua própria segurança seria ouvir e atender as informações e sugestões do seu serviço de segurança, evitando que esse mesmo serviço adote uma ação que se desenvolva parcial e sigilosamente, o que dificultaria muito o trabalho, e elevaria o risco. Com relação ao protegido, em nossa Aula 00 destacamos a importância de não esquecer que sua equipe de segurança deve, entre outras medidas: → Deixar claro ao protegido quem decide no caso de eventos adversos; Assim, tenha sempre em mente que em casos adversos não é o protegido quem dará a ordem final sobre a sua segurança. Essa responsabilidade é da sua equipe de segurança! (Errado) Item B - Opa! Ser policial não credencia automaticamente alguém para o exercício da atividade de segurança de dignitários, não! Até pode ser, mas a figura do agente de segurança corresponde à do profissional (policial, militar, segurança privada, etc.) que possui a atribuição legal para salvaguardar a integridade física e psicológica de um "dignitário protegido", cuja atuação deve ser sempre orientada por um conjunto de métodos e procedimentos padronizados e corretamente assimilados e treinados. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 72 Este "agente de segurança" deve possuir ou desenvolver qualidades intelectuais, morais, físicas e psicológicas necessárias ao bom desempenho da atividade de segurança pessoal, sendo imprescindível que o mesmo seja submetido a um rigoroso processo de seleção antes de assumir a função, no intuito que possa ser avaliado quanto aos seus atributos pessoais. (Errado) Item C - Isso mesmo! Quando o agente atua de forma descaracterizada, atua secretamente e, em princípio, não se envolve diretamente nas ações. Operando de forma descaracterizada, o agente oculta completamente essa sua condição e atua secretamente direcionado para a prevenção, evitando, salvo em situações extremas, o envolvimento direto em ações ou reações, tendo em vista manterem-se incólumes. (Certo) Item D - Nossa banca adora esse assunto! Vamos repetir até você não esquecer nunca mais: Geral ou institucional, a operação da segurança das pessoas pode ser desencadeada de forma caracterizada, quando os agentes atuam, ostensiva ou veladamente, com envolvimento direto nas ações ou reações desencadeadas. Atuando veladamente, seus agentes operam não uniformizados e com bastante discrição, embora sem ocultar completamente sua condição de profissionais de segurança. É na forma descaracterizada que os agentes atuam secretamente. (Errado) Item E - Nessa afirmação tenho certeza que você, meu estimado aluno do Estratégia, não cai mais! O segurança de pessoas deve agir como um "evitador de problemas", prevenindo e atuando nas situações de crises e evitando acidentes de toda ordem, agindo, também, em emergências medicas, situações embaraçosas ou em contrariedades. Nunca esqueça: o foco principal da segurança é a prevenção e não a reação. (Errado) 8. A ESCOLTA PESSOAL A escolta pessoal é um procedimento de segurança compreendido como sendo a utilização de um agente ou de um grupo de agentes, que tem por atribuição realizar o acompanhamento aproximado de uma "pessoa protegida" nas mais diversas situações, principalmente naquelas em que o protegido se exponha Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 73 ao público, seja diante de multidões ou na presença de transeuntes habituais, tendo muitas das vezes de se movimentar livremente e de forma discreta. Numa sociedade livre, onde o acesso aos líderes faz parte da democracia, as necessidades e os desafios de um serviço de segurança aumentam em consequência da exposição pública do dignitário e da proximidadeindiscriminada deste com pessoas desconhecidas. Tomando como exemplo a execução de um esquema de proteção de uma autoridade governamental, observa-se que a doutrina estabelece, para sua execução, a adoção de círculos ou perímetros, que são dispositivos de segurança apropriados para a cobertura de todos os espaços em que a autoridade está inserida, propiciando contiguidades de segurança, na medida do possível. A escolta pessoal equivaleria ao PERÍMETRO DE SEGURANÇA PESSOAL, que é o dispositivo mais interno, que atua junto ao protegido o tempo todo. No caso da segurança de autoridades governamentais, tal dispositivo é invariavelmente complementado, com o reforço das ações especializadas (detecção de ameaças/varredura) e pelo perímetro de segurança pública (policiamento ostensivo / esquema de isolamento / dispositivo de trânsito). Portanto, a escolta pessoal é o núcleo básico de todo o esquema de segurança de dignitários e representa a última linha de defesa da “pessoa protegida". Os agentes de segurança devem estar aptos a impedir qualquer ameaça dirigida para a "pessoa protegida". Deve merecer atenção constante a necessidade da cobertura corporal do protegido por um elemento de segurança que esteja sempre próximo ou em condições de aproximar-se rapidamente. Cada agente deve estar totalmente concentrado em sua área de responsabilidade durante a formação, com cada arco de cobertura visual sobrepondo aquele de outro agente, obedecendo a um sistema elástico, que consiste em estar mais aproximado do protegido em locais de maior risco, (concentração populares, comícios, etc.) e relativamente afastado em locais de menor risco (hotéis, residências, etc.). A imagem da pessoa protegida deve ser preservada pela adoção de um comportamento discreto dos agentes de segurança, de forma a não chamar atenção para sua atividade. Para neutralizar o risco ou minorá-lo, é de suma importância o correto posicionamento tático da equipe de segurança. As formações de segurança devem adaptar-se tanto ao ambiente como às circunstancias, cuidando para NÃO SER desnecessariamente rigorosa ou arriscadamente descuidada. A variação do número de integrantes da escolta a pé pode modificar de acordo com diversos fatores, porém sua atuação será necessariamente lastreada em um posicionamento tático apropriado. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 74 Existem diversas regras básicas que são importantes para regular a atuação de uma escolta, tais como: ➢ Formações flexíveis - as formações devem adaptar-se ao ambiente como também à situação vivida, isto é, não podem pela sua rigidez prejudicar a imagem do dignitário e nem pelo seu relaxamento colocar em risco a vida do mesmo. A adequação do esquema de segurança ao estilo do protegido representa um amoldamento do serviço que deve atender a limites de razoabilidade. ➢ Cobertura do corpo - Uma das preocupações constantes da segurança é a de que o corpo do dignitário tem que estar sempre resguardado pelo corpo de um agente de segurança ou por outra pessoa que faça parte da comitiva que acompanha o dignitário, servindo de anteparo contra ameaças, principalmente quando a "pessoa protegida" estiver em locais que representam um risco, mesmo que remoto, à sua integridade física e moral. ➢ Preservar a imagem do dignitário - Esta deve ser uma preocupação constante da segurança pessoal. Os homens que dela participam têm que adotar um comportamento o mais discreto possível a fim de não chamar a atenção para si. A segurança ideal seria aquela que fosse eficiente sem ser vista, porém como isto é praticamente impossível, considera-se ideal a segurança eficiente sem que seja notada. Medidas do tipo: ▪ Evitar o posicionamento que enquadre o agente no foco das teleobjetivas dos fotógrafos e filmadoras, de modo que sua imagem não seja veiculada pela imprensa; ▪ Permanecer tranquilo e calado, agindo sem rispidez, mas com firmeza, evitando qualquer atrito com a população, a imprensa e as autoridades; ▪ Ter um comportamento social condizente com a função, portando-se educadamente e atendendo às solicitações com deferência e objetividade; ▪ Recatar-se nas recepções e outros ambientes sociais; ▪ Não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas quando em serviço; ▪ Alimentar-se discretamente e fora do ambiente em que estiver o dignitário protegido; ▪ Trajar-se de forma condizente com o local e a natureza do evento, com vestimentas sóbrias, de modo a não chamar a atenção sobre sua pessoa; ▪ Cuidar da aparência pessoal, mantendo/um aspecto asseado. ➢ Observação constante - Os homens de segurança têm que estar atentos a tudo que ocorre nas imediações, do local por onde o dignitário está passando e, com maior ênfase nas pessoas que, pela proximidade, possam causar qualquer tipo de perturbação, bem como nas instalações próximas que ofereçam qualquer tipo de vantagem a um possível agressor. Os agentes atuam com seus sentidos voltados permanentemente às situações e às pessoas circunvizinhas, observando com atenção o seu setor específico de vigilância e procurando perceber qualquer ato ou pessoa suspeita. A proteção é estabelecida de modo que haja através dos seus integrantes uma amplitude de visualização que possibilite um apoio mútuo entre os agentes de segurança. ➢ Distâncias e intervalos corretos - Não se pode estabelecer distâncias e intervalos fixos, pois cada ocasião imporá o distanciamento ideal. Serão corretas as distâncias e intervalos que atendam às demais regras básicas para as escoltas. O posicionamento e as distâncias entre os agentes e, entre estes e o dignitário são determinadas pela localização do público, da imprensa, local do evento e grau de risco ou ameaça. Os agentes se posicionam a uma distância em que possam atuar junto ao dignitário, em caso de necessidade, sendo que a manutenção do acesso ao dignitário deverá ser uma preocupação permanente. A proteção visa impedir agressões físicas e morais dirigidas ao dignitário. Ela exige dos agentes de segurança procedimentos próprios para o cumprimento de Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 75 suas missões. A estrutura de proteção apoia-se em formações flexíveis e ágeis capazes de possibilitar a mudança de frente, proteção em todas as direções e pronta reação. Vamos então conhecer as formações de células de proteção mais comumente utilizadas pela doutrina de segurança: 8.1. Escolta BÁSICA (01 agente) É também conhecida por escolta solitária, formação solo ou MOSCA. Nesta composição recomenda-se que o agente fique a distância de um braço do protegido, permanecendo sempre que possível atrás e a direita do mesmo, voltando sua atenção para todas as direções. Este agente, o MOSCA, possui a atribuição de fazer a cobertura corporal do protegido, colocando o seu corpo entre ele e a ameaça ou também tentar diminuir a exposição deste ao perigo reduzindo sua silhueta (empurrando, abaixando ou derrubando). A recomendação para que o agente permaneça sempre que possível atrás e à direita do "protegido", se deve ao fato de que os atiradores destros sacam as suas armas pelo lado direito. Havendo a necessidade de empunhar a arma, esse saque não poria o dignitário em situação de risco, que assim teria sua silhueta "varrida" pela arma do próprio agente e poderia acidentalmente ser atingido pelo "fogo amigo". Outra justificativa seria que o agente estaria sacando a arma com a mão direita enquanto que o braço esquerdo, que está mais próximo do protegido, ficaria livre para diminuir a exposição deste ao perigo reduzindo sua silhueta(empurrando, abaixando ou derrubando). O agente de segurança deve adiantar-se e passar na frente quando o protegido necessitar transpor uma porta. Deve abri-Ia taticamente, observando os cuidados que a situação requer, avaliando a possibilidade da existência de risco (interna ou externamente) para somente depois, o protegido transpor tal obstáculo em segurança. O agente de segurança deve ir à frente do protegido quando este tiver que transpor multidões compactas e não haja condições de transpô-la naturalmente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 76 8.2. Escolta com 02 AGENTES Estando o dignitário em deslocamento e acompanhado de uma escolta composta de dois agentes de segurança, ambos deverão preferencialmente manter-se atrás do protegido, um à esquerda e o outro à direita. Por ser uma equipe pequena, os agentes devem manter-se entrosados e conservar o olhar sobre o parceiro e o protegido e, amiúde, olhar para trás e para os lados, como forma de ampliar o campo de visualização e detectar ameaças que possam surgir fora dessa perspectiva visual. Quando o dignitário vai transpor uma porta ou penetrar numa multidão, o agente de segurança da esquerda deve adiantar-se e passar na frente da autoridade, observando e avaliando as possibilidades de ameaças e existência de riscos, ou, no caso de multidões, abrir caminho. Quando ocorrer de o protegido deter-se em algum ponto do itinerário, o agente de segurança posicionado à esquerda deslocar-se-á à frente do dignitário e voltar-se-á para ele. O agente da direita fica atrás do dignitário também voltado para ele, fazendo com que todos os campos possíveis de observação em torno sejam cobertos, bem como a retaguarda de cada agente esteja sendo coberta visualmente por outro agente, possibilitando a comunicação visual, por gestos e a pronta ação em caso de ataques contra o "protegido". Não se deve olhar fixamente na direção do protegido e sim à sua volta. O agente que estiver à frente na formação deve, preferencialmente, manter-se ligeiramente à esquerda do dignitário, preservando-lhe o lado do coração. Deve olhar frequentemente por cima do ombro para se certificar quanto à posição do dignitário. O agente que estiver atrás e à direita deverá adotar a posição de MOSCA, permanecendo a mais ou menos um braço de distância do protegido, tendo a preocupação de observar também por cima do ombro as condições de segurança da sua retaguarda. Todos os agentes devem, sempre que necessário, proporcionar a cobertura corporal do "protegido", utilizando o próprio corpo como anteparo entre ele e a ameaça. A equipe deve, sempre que possível, definir uma rota alternativa e necessariamente estabelecer rotas de evacuação. 8.3. Escolta com 03 AGENTES Estando o dignitário em movimento, acompanhado de três agentes de segurança, um deverá estar atrás e à direita e os outros distribuídos, um de cada lado do dignitário, modificando esse dispositivo de acordo com o ambiente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 77 Quando o dignitário vai transpor uma porta ou penetrar numa multidão, o agente de segurança da direita deve adiantar-se e passar à frente dele, observando as condições de segurança e a existência de riscos. O agente de segurança da esquerda deve atrasar e ficar atrás e ligeiramente à esquerda. Quando ocorrer de o protegido estacionar, os agentes de segurança devem voltar-se para ele, fazendo com que todos os campos possíveis de observação em torno do dignitário sejam cobertos, bem como a retaguarda de cada agente esteja sendo coberta visualmente por outro agente, possibilitando a comunicação visual por gestos e a pronta ação em caso de ataques contra o protegido. NÃO se deve olhar fixamente na direção do protegido e sim À SUA VOLTA. O agente que estiver atrás e à direita deverá adotar a posição de MOSCA, permanecendo a mais ou menos um braço de distância do protegido, enquanto os outros se distribuem confere a necessidade. Todas as formações são adaptáveis às circunstâncias, devendo os agentes estar preparados para mudar de posições quando houver mudança de direção e conduzir-se com tranquilidade, sem que haja restrições aos movimentos do protegido. Todos os agentes devem, sempre que necessário, proporcionar a cobertura corporal do protegido, utilizando o próprio corpo como anteparo entre ele e a ameaça. No caso de o protegido ser uma pessoa pública, deve-se preservar sua imagem, permitindo que as pessoas e a imprensa o vejam normalmente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 78 8.4. Escolta com 04 AGENTES Estando o dignitário deslocando-se acompanhado de quatro agentes de segurança, um deverá estar atrás e à direita, um à frente e um de cada lado. Este dispositivo permite variação de acordo com a situação. Podem ser adotadas diversas formações com esse numero de agentes, a partir de um posicionamento básico e fundamental em que os agentes estejam mais agregados, pois as variações que deverão ocorrer, de acordo com a situação a ser enfrentada pelo “protegido" e o respectivo esquema de proteção, são facilmente executadas, permitindo-se muita eficácia nas ações contra ataques próximos, como no caso da tentativa de invasão da zona de proteção pela força. Apresenta como variações: ✓ Formação em forma de quadrado, para médios espaços; ✓ Cristal, para saída de aposentos e escadas; ✓ Circular, para grandes espaços; ✓ Cunha invertida ou em "V" aberto, utilizada quando a frente para onde se desloca o dignitário acha-se se protegida (dispositivo chama menos a atenção e favorece a imagem do dignitário frente às câmeras e ao público). Um exemplo da formação em “V” aberto: Adiante, veremos outras imagens que ilustram algumas dessas formações. Segura aí! Quando ocorrer de o dignitário deter-se em algum ponto de seu itinerário, os elementos de segurança, partindo das posições acima, devem voltar-se para ele, fazendo com que todos os campos possíveis de observação, em torno dele, sejam cobertos. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 79 Este posicionamento, voltado para o dignitário, facilita o trabalho, bem como faz com que a retaguarda de cada agente esteja sendo coberta por outro agente, possibilitando a comunicação visual, por gestos e a pronta ação em caso de ataques contra o dignitário. Um dos agentes de segurança deve sempre se adiantar e passar na frente quando o dignitário necessitar transpor uma porta ou uma multidão. Deve avaliar as possibilidades de risco para, somente depois, o protegido transpor tais obstáculos em segurança. A regra é bem semelhante ao que já vimos: o agente que estiver à frente na formação deve, preferencialmente, manter-se ligeiramente à esquerda da pessoa protegida, preservando-lhe o lado do coração. Um dos agentes deverá adotar a posição de MOSCA, permanecendo atrás e à direita, a mais ou menos um braço de distância do protegido, enquanto os outros se distribuem conforme a necessidade. Quando ocorrer de o dignitário estacionar, os agentes de segurança devem voltar-se para ele, fazendo com que todos os campos possíveis de observação em torno sejamcobertos, bem como a retaguarda de cada agente esteja sendo coberta visualmente por outro agente, possibilitando a comunicação visual, por gestos e a pronta ação em caso de ataques contra o "protegido". O agente que estiver atrás e à direita deverá adotar a posição de MOSCA, permanecendo a mais ou menos um braço de distância do protegido, enquanto os outros se distribuem confere a necessidade. Todos os agentes devem, sempre que necessário, proporcionar a cobertura corporal do protegido, utilizando o próprio corpo como anteparo entre ele e a ameaça. No caso de o protegido ser uma pessoa pública, deve-se preservar sua imagem, permitindo que as pessoas e a imprensa o vejam normalmente. 8.5. Escolta com 05 AGENTES Estando o dignitário em um deslocamento a pé acompanhado de cinco agentes de segurança, dois deverão estar atrás, um à esquerda, um à direita e outro à frente. O agente que estiver atrás e à direita deverá adotar a posição de MOSCA, permanecendo a mais ou menos um braço de distância do protegido, enquanto os outros se distribuem confere a necessidade. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 ==19db15== 80 Todas as formações são adaptáveis às circunstancias, devendo os agentes estar preparados para mudar de posições quando houver mudança de direção e conduzir-se com tranquilidade, sem que haja restrições aos movimentos do protegido. 8.6. Formações e Estratégias de Posicionamento Como acabamos de ver, as escoltas a pé são esquematizadas através de uma grande diversidade de formações e visam ao atendimento das diferentes situações que se apresentam, proporcionado uma permanente segurança ao dignitário. O tipo de formação adotado, em um determinado momento, é proveniente de uma conjugação de fatores, tais como: ✓ A análise do local; ✓ As informações obtidas sobre o evento; ✓ O nível de segurança exigido e a quantidade de agentes envolvidos; ✓ O apoio fornecido; ✓ A extensão do deslocamento a pé; ✓ O tipo de público envolvido; ✓ A participação da imprensa. A escolta deve manter como principal diretriz a orientação para que os agentes de segurança que estão mais próximos, normalmente à retaguarda do dignitário, sejam os principais responsáveis pela sua proteção física e pela sua retirada do local, em caso de perigo ou emergência, cabendo aos demais neutralizar a ação adversa e proteger a retirada do dignitário. Uma quantidade maior de agentes permite uma diversidade maior de formações, contanto que as modificações que venham a ocorrer, de acordo com a situação a ser enfrentada pelo protegido e seu esquema de segurança, sejam facilmente executadas. As circunstâncias é que definirão o espaçamento caso a formação seja mais aberta ou mais fechada. Há nomenclaturas utilizadas pela doutrina para cada tipo de formação. São elas: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 81 ▪ Homem ponta, para 02 agentes; ▪ Linear, para 03 agentes; ▪ Quadrado, para 04 agentes, utilizada para espaços médios; ▪ Círculo, para 04 ou 05 agentes utilizada em grandes espaços; ▪ Caixa, para 05 agentes; ▪ Losango, para 04 ou 05 agentes; ▪ Cunha invertida ou em "V" aberto, para 04 ou 05 agentes; ▪ Cunha, para 04 ou 05 agentes. Mesmo existindo uma grande diversidade de formações, as mais frequentes em provas e consagradas pelos maiores serviços de segurança são as que dispõem os agentes em linha, em cunha, em "V" aberto e em losango. Questão simples: [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Acerca das formações das escoltas a pé, julgue os itens a seguir. 34. Qualquer que seja a formação, o mosca é o último recurso utilizado em caso de um atentado. Comentários: A assertiva está CORRETA. Verdade! O mosca possui a atribuição de fazer a cobertura corporal do protegido, colocando o seu corpo entre ele e a ameaça, e/ou de também tentar diminuir a exposição deste ao perigo, reduzindo sua silhueta (empurrando, abaixando ou derrubando). Ele deve ser, de fato, o último recurso a ser utilizado. É quando todos os demais agentes falharam ou não conseguiram evitar a proximidade da ameaça à vítima. Nesses casos, o mosca, além de buscar a cobertura do dignitário, será o último a tentar impedir o atentado. Caro aluno, diante da variedade de combinações, vamos aqui, para fins de provas de concursos, ter uma ideia um pouco mais prática de como funciona essas mais frequentes e consagradas formações: 8.6.1. Em LINHA À RETAGUARDA É a formação utilizada quando: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 82 ✓ os flancos estão protegidos; ✓ a frente está livre; e ✓ há necessidade de resguardar a retaguarda do dignitário. Em caso de contato direto da autoridade com o público, torna-se essencial a obtenção de informações sobre o tipo de pessoas que o compõe e a utilização de agentes infiltrados para reforçar o perímetro de segurança pessoal. Nestas circunstâncias, em que o dignitário está envolvido por um grande público, é necessário também a utilização de barreiras (cordas, jarros, biombos, etc.), que garantam algum isolamento físico na frente do dignitário e impeçam o avanço da multidão. 8.6.2. Em LINHA FRONTAL Essa formação é utilizada quando: ✓ o deslocamento for em via protegida nos flancos; e ✓ quando houver necessidade de uma maior cobertura da frente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 83 8.6.3. Em CUNHA Tipo de formação utilizada quando a frente para onde se desloca o protegido não é segura e se faz necessário romper algum tipo de bloqueio; quando há necessidade de romper a frente, protegendo a autoridade nos flancos. A retaguarda deve estar coberta por outros dignitários e acompanhantes do protegido. 8.6.4. Formação EM "V" ou "CUNHA ABERTA" A formação em "V" é utilizada quando for necessário cobrir a retaguarda e os flancos, estando a frente livre para o dignitário. É a formação que favorece a imagem do dignitário, sendo a ideal para a chegada onde é aguardada por outra autoridade. No entanto, deve-se ter a garantia de que a frente para onde se desloca o protegido está segura. Essa formação chama menos a atenção e permite a imagem do protegido frente às câmeras e ao público. É também conhecida por "cunha aberta" ou "cunha invertida". Veja como é essa formação: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 84 O campo de visão dos agentes na formação em V ou cunha invertida deve ser bastante amplo, cobrindo todos os ângulos determinados para cada agente. 8.6.5. Em LOSANGO A formação em losango permite a proteção em 360° e tem grande flexibilidade para a mudança de direção de deslocamento. O campo de visão dos agentes na formação em losango também deve ser bastanteamplo, de forma a cobrir todos os ângulos determinados para cada agente. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 85 Ok! Agora, uma bateria de questões para treinamos as formações de segurança pessoal: 35. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Na formação em losango, o mosca se posiciona à direita da pessoa que está sendo protegida. Comentários: A assertiva está ERRADA. Olha só a estratégia que a organizadora usa para tentar te confundir!! Você, meu querido aluno, acabou de ver exaustivamente que o mosca deve estar posicionado sempre atrás e à direita do protegido. Esta posição, como expliquei, é estratégica para uma melhor proteção e cobertura da autoridade. A assertiva afirma que o mosca se posiciona à direita omitindo, portanto, o importante detalhe de que além de estar à direita deve estar atrás do dignitário. 36. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Na formação em losango, utiliza-se o número mínimo de cinco agentes. Comentários: A assertiva está ERRADA. O número mínimo para a formação em losango é de 04 agentes. Você soube responder direitinho, porque está com o material certinho! [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê-la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Com relação à situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir. 37. Diante das circunstâncias do evento e do local de sua realização, é recomendável que a referida equipe responsável pela segurança seja de fato constituída de uma equipe móvel, encarregada das medidas que garantam a integridade física da autoridade; uma equipe de segurança velada, formada Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 86 por agentes infiltrados entre os participantes do evento, com a finalidade de detectar e prevenir qualquer ato de hostilidade; e uma equipe de segurança ostensiva, responsável pelo trabalho ostensivo e de apoio às outras equipes, facilitando os deslocamentos, anulando ou intimidando ações hostis e prevenindo acidentes. 38. Como o local do evento é um recinto fechado e existe risco iminente de hostilidade, a formação da equipe de segurança em torno da autoridade deverá ser feita em losango, com um número mínimo de quatro agentes. Comentário 37: A assertiva está CORRETA. Mais uma assertiva que traz de forma perfeita o que a doutrina de segurança apregoa sobre a formação das equipes de segurança de dignitários. Mais uma para você guardar para a sua prova! Vou usar aqui uma ilustração que representa muito bem o que assevera a questão: Comentário 38: A assertiva está CORRETA. Exatamente! A formação em losango permite a proteção em 360° e tem grande flexibilidade para a mudança de direção de deslocamento. O campo de visão dos agentes na formação em losango também deve ser bastante amplo, de forma a cobrir todos os ângulos determinados para cada agente. Ideal para recintos fechados, principalmente onde há riscos de hostilidades. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – MPU – 2010] No que diz respeito às atividades relacionadas com a segurança de dignitários, julgue os itens subsequentes. 39. No que se refere à escolta a pé, o tipo de escolta que proporciona melhor segurança aproximada é representado por uma formação em losango em torno da autoridade, sendo um agente posicionado à frente dela, um ao lado esquerdo, um ao lado direito e um à retaguarda. Comentários: A assertiva está CORRETA. Exatamente! Veja só como a questão não complica a vida de quem estudou direitinho! Quando a equipe do dignitário procura uma formação de segurança aproximada mais eficaz possível, a melhor opção é a formação losango mesmo. Ela consiste em um agente posicionado à frente do dignitário, um ao seu lado esquerdo, um seu ao lado direito e um à sua retaguarda. Vamos revê-la: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 87 8.7. EVACUAÇÃO Outro tema importantíssimo para provas, a evacuação pode ser conceituada como sendo: ➢ A retirada ou a remoção tática de um dignitário de um local para outro, a fim de resguardar ou preservar a sua integridade física. Tal procedimento somente deve ser realizado em caráter emergencial e está relacionado diretamente ao surgimento de algum atentado ou situação de risco (incêndio, desabamento, etc.) que inviabilize a permanência da pessoa protegida em um determinado lugar. Devido à sua importância, os procedimentos relativos à evacuação devem ser sistematizados, através da definição da forma de atuação e das responsabilidades para cada integrante da escolta de segurança. A especificação dos procedimentos a serem adotados em casos de emergência e a definição dos responsáveis é a garantia da rápida evacuação da autoridade. Trata-se de um procedimento extremamente melindroso que, sendo realizado de forma correta, pode salvar a vida do dignitário. Por outro lado, sendo fruto de uma decisão precipitada ou de um erro de avaliação, pode criar uma situação extremamente embaraçosa para o dignitário e comprometer a confiança deste em relação à sua equipe de segurança. Para ser eficaz, o procedimento de evacuação requer preliminarmente que a equipe esteja atenta a tudo que se passa no ambiente. Os agentes devem manter-se concentrados no serviço, voltando sua atenção para o ambiente e as pessoas que o frequentam. A distração dos agentes em conversas ou a dispersão da atenção para outros aspectos do ambiente que não tenham relação com a conduta de segurança pode comprometer seriamente a capacidade de reação dos agentes. A evacuação exige uma tomada de decisão muito rápida, um processo mental (um estudo de situação mental) para decidir como intervir no momento da necessidade, diante de uma ameaça de arma de fogo, de arma branca, de granada ou qualquer outra circunstância que possa oferecer algum risco. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 88 A atuação de uma equipe de segurança diante de um perigo deve ser realizada da forma mais coordenada possível, sendo que cada agente deve ter pleno entendimento sobre o seu modo de atuação diante do perigo. O desencadeamento das ações de proteção é voltado para as medidas de reação, cobertura corporal e evacuação do dignitário. Vamos conhecer os principais aspectos de cada uma das ações acima sublinhadas: 8.7.1. REAÇÃO da Equipe Como visto nos procedimentos para escolta a pé, não se pode estabelecer distâncias e intervalos fixos dos agentes em relação ao protegido, pois cada ocasião imporá o distanciamento ideal. O posicionamento e as distâncias entre os agentes e, entre estes e a autoridade são determinadas por fatores tais como: localização do público, da imprensa, local do evento, grau de risco ou ameaça, etc. Nesse sentido, os agentes se posicionam a uma distância que lhes permita atuar junto à autoridade, nos casos em que haja necessidade de uma reação armada. Tal situaçãoexige dos agentes de segurança procedimentos próprios para o trabalho em equipe, ficando uma parcela desta encarregada da reação enquanto as outras cuidam da cobertura corporal e da evacuação do dignitário. Para isso, os agentes de segurança têm que estar atentos a tudo que ocorre nas imediações do local por onde a autoridade está passando e, com maior ênfase nas pessoas que, pela proximidade, possam causar qualquer tipo de perturbação, bem como nas instalações próximas que ofereçam qualquer tipo de vantagem a um possível agressor. Os agentes atuam com seus sentidos voltados permanentemente às situações e às pessoas circunvizinhas, observando com atenção o seu setor específico de vigilância e procurando perceber qualquer ato ou pessoa suspeita. A proteção é estabelecida de modo que haja, através dos seus integrantes, uma amplitude de visualização que possibilite um apoio mútuo entre os agentes de segurança. 8.7.2. COBERTURA Corporal Uma das preocupações constantes da segurança é a de que o corpo do dignitário tem que estar sempre resguardado pelo corpo de um agente de segurança ou por outra pessoa que faça parte da comitiva que acompanha o dignitário, servindo de anteparo contra ameaças, principalmente quando o protegido estiver em locais que representam um risco, mesmo que remoto, à sua integridade física e moral. Eclodindo qualquer agressão, os agentes devem grupar sobre o protegido, oferecendo uma barreira protetora com seus corpos, que devem se posicionar entre o protegido e o agressor. Algumas equipes utilizam placas balísticas disfarçadas de valises, que nesses momentos podem ser extremamente úteis para reforçar a cobertura corporal. Outro procedimento correlato é a "redução da silhueta" do protegido, que diminui a possibilidade de o mesmo ser alvejado devido à redução da exposição ao fogo inimigo. A mão aberta sobre a nuca do Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 89 protegido faz com que o mesmo baixe seu centro de gravidade e possa ser direcionado para uma área de escape. 8.7.3. EXECUÇÃO da Evacuação A evacuação da autoridade de um determinado local dar-se-á por ameaça, por realização de atentado ou por problema de saúde. No caso de atentado, cabe à equipe de segurança pessoal decidir sobre a evacuação da autoridade. A evacuação deve ser rápida, mas realizada sob controle e concomitante com a reação e a cobertura corporal, a fim de que a proteção seja mantida. O desenvolvimento da evacuação é um momento crítico, que exige perspicácia e frieza por parte dos agentes de segurança, cuja conduta a tomar, no caso de atentado, exige ações reflexas. No caso de um atentado, a conduta dos agentes de segurança pessoal é a de reagir, proteger a autoridade e retirá-la imediatamente do local. Os integrantes da equipe que estiverem junto à autoridade usam seus corpos para proteger, enquanto que os demais agentes reagem contra os atacantes com o objetivo de permitir a evacuação. Após essa ação inicial, a equipe de segurança pessoal retrai do local, enquanto o pessoal de segurança de área neutraliza e prende os autores do atentado. A evacuação da autoridade, qualquer que seja a causa, poderá ser feita por via terrestre, aquática ou aérea, de acordo com a disponibilidade dos meios. O hospital de sobreaviso deverá ser imediatamente informado, caso seja necessário o atendimento da autoridade, caso contrário esta deverá ser conduzida para algum ponto de apoio que esteja pré-estabelecido no planejamento. Para a retirada o protegido da área de conflito, faz-se necessário identificar de qual direção provém a ameaça contra o protegido para então eleger a rota de evacuação, geralmente em sentido oposto, porém sem desconsiderar a possibilidade de uma dupla ofensiva que represente uma espécie de armadilha. A equipe de segurança deve ter sempre o domínio do ambiente e ser capaz de encontrar rapidamente as "vias de escape" que sejam mais seguras e desimpedidas, escolhidas durante o planejamento. Estas “vias de escape" necessariamente deverão oferecer tranquilidade, longe dos empurrões e tropeços que geralmente ocorrem nestas situações. O estabelecimento de um abrigo seguro pode representar um fator crucial para a segurança do protegido. Um veículo blindado, uma instalação ou aposento melhor defensável, bem como uma unidade policial ou militar localizada nas proximidades podem representar um abrigo seguro até que seja possível a chegada de reforços ou o rechaçamento da ameaça. A manobra de evacuação de uma pessoa protegida constitui- se na conversão contrária da posição do protegido em relação à direção da ameaça, feita a partir de um giro sobre o próprio eixo vertical (longitudinal) do protegido efetivado com a puxada da extremidade do ombro e o empurrão contrário da linha da cintura do mesmo, proporcionando o giro equilibrado e capaz de vencer a resistência natural que o organismo oferece para manter-se equilibrado. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 90 Outra medida importante é baixar o centro de gravidade do protegido, colocando a mão sobre a nuca do mesmo, fazendo com que fique curvado e de cabeça baixa enquanto realiza o deslocamento evasivo, sendo conduzido pelos agentes, que também funcionam como cobertura corporal. ➢ Procedimentos para Realização da Evacuação Falamos de cada uma das ações, mas não as ilustramos como deve acontecer na prática. Pois bem, nesse tópico as ilustrações te darão uma ideia melhor de como é a forma correta de uma evacuação. A princípio, é fundamental que os agentes em formação mantenham a atenção para os campos de visão designados para cada agente. Veja: Tão logo seja detectada a ameaça, os agentes mais próximos realizam os procedimentos necessários para garantir a reação, enquanto os outros se direcionam para realizar a cobertura corporal. Os agentes posicionados mais próximos da ameaça preparam a reação enquanto os outros se agrupam em torno do protegido para realizar a cobertura corporal. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 91 Enquanto alguns agentes se encarregam da reação os outros iniciam a evacuação do protegido, mantendo a cobertura corporal sobre o mesmo e elegendo uma via de escape segura. Tão logo a ameaça seja anulada, os agentes que estavam encarregados da reação armada voltam-se para o restante da equipe para que a mesma possa se recompor na formação original, deixando as ações de enfrentamento para outros elementos de segurança que estejam encarregados da segurança de área. Deu para entender melhor? Para finalizar, vamos então conhecer as melhores práticas para a realização de escoltas motorizadas. Antes, veja como o assunto foi cobrado em uma questão aplicada para Técnicos de Segurança do TST: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 92 40. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê-la em uma solenidade em que, conforme notícias, umgrupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Em caso de atentado ou ameaça de agressão contra a autoridade, é possível que procedimentos de proteção, remoção e reação devam ser adotados. Comentários: A assertiva está CORRETA. Exatamente! Veja: em caso de uma iniciativa de atentado ou agressão contra a autoridade protegida, a sua equipe de segurança pessoal deve estar bem treinada a ponto de alguns de seus membros neutralizarem imediatamente o agressor (reação), enquanto os outros cuidam de proteger e remover a autoridade o mais rápido possível para um local seguro ou para o veículo de comboio, em caso de decisão por uma fuga imediata. Sigamos em frente! 9. A ESCOLTA MOTORIZADA A escolta motorizada é um procedimento de segurança que compreende a utilização de veículos por agentes especializados para a realização do acompanhamento veicular de um dignitário durante seus deslocamentos, embarques e desembarques, de forma a garantir sua permanente proteção. Trata-se de um dispositivo de segurança essencial para garantir a proteção de um dignitário. Esse dispositivo é geralmente composto por veículos com características similares ao utilizado pela "pessoa protegida", em quantidade variável, conforme a especificidade de cada circunstância. O tipo de veículo varia de acordo com a necessidade, seja terrestre, aéreo ou aquático. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 93 Os executores da escolta motorizada normalmente são os mesmos que realizam a escolta pessoal a pé, complementados por motoristas e guarnições ostensivas. O deslocamento veicular, assim como o deslocamento a pé, representa uma situação de grande vulnerabilidade, pois expõe a autoridade a uma mudança de ambiente que, muitas vezes, dificulta a adoção de medidas preventivas e de anulação de ameaças. A narrativa dos atentados indica que a maioria desses crimes ocorreu nos deslocamentos motorizados do "alvo", como também nas situações de embarque e desembarque. 9.1. Estruturação da Escolta Motorizada As escoltas motorizadas destinadas ao acompanhamento de um dignitário podem variar sua constituição, podendo ser do tipo: ➢ Simples (01 veículo de segurança); ➢ Médio ou padrão (02 veículos de segurança); ou ➢ Rigoroso/complexo (mais de 02 veículos de segurança). A escolta do tipo simples pode ainda ser formada com agentes de segurança que acompanham o protegido no mesmo veículo. A constituição da escolta fica condicionada a fatores diversos, tais como: ✓ O grau de risco; ✓ O cargo exercido pelo dignitário; ✓ As circunstâncias da missão; ✓ As características do itinerário; ✓ O grau de segurança exigido; ✓ A localização do evento; e ✓ A disponibilidade de recursos. Os veículos que compõem a escolta motorizada destinam-se a proporcionar a segurança ao veículo que transporta o dignitário. Para tanto devem assumir um posicionamento tático que propicie sua rápida intervenção em situações de risco, bem como garantam a rápida evacuação do protegido. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 94 Para este propósito os veículos de segurança assumem procedimentos específicos e denominações técnicas variadas, contemplando um rol de necessidades observadas durante o planejamento do esquema de segurança. A seguir estudaremos a nomenclatura mais usada pela doutrina para os veículos da escolta motorizada: 9.1.1. O Veículo do Dignitário É o veículo designado para a condução do dignitário. Pode ser um veículo comum ou, dependendo das circunstâncias, um veículo construído ou adaptado especialmente para esse fim. Neste último caso, sua estrutura e blindagem devem ser reforçadas, proporcionando maior segurança contra agressões e acidentes. O posicionamento no interior do veículo é muito próprio do estilo do dignitário, existindo alguns que preferem ocupar o banco da frente. Para o esquema de segurança é recomendável que ele se posicione preferencialmente no banco traseiro, no lado direito, podendo, dependendo das circunstâncias do desembarque ou para aumentar a sua segurança, ter sua posição alterada. Sempre que possível, o lugar à frente e à direita, deve ser reservado ao agente de segurança pessoal mais aproximado. Sempre que possível, o motorista deve pertencer ao mesmo órgão e manter um perfeito entrosamento com o restante da segurança. A comunicação via rádio e o posicionamento tático deste veículo é essencial para que se obtenha a cobertura de segurança durante o deslocamento veicular, o embarque e o desembarque do dignitário. Deve haver um esforço contínuo dos motoristas para que seja preservada a proximidade dos veículos da escolta, a menos que haja recomendação contrária. 9.1.2. Os Veículos de Cobertura (ou de Segurança Aproximada) Denominam-se veículos de cobertura ou de segurança aproximada os veículos destinados à ação imediata contra qualquer ameaça ao veículo do protegido. São assim considerados o veículo que antecede e o veículo que se desloca atrás do carro do protegido, formando uma composição mais integrada, semelhante à escolta pessoal. Dessa forma, correspondem ao perímetro de segurança pessoal, de âmbito mais interno, que atua junto ao protegido o tempo que perdurar o deslocamento veicular, o embarque e o desembarque do dignitário. Os veículos de cobertura e o veículo do dignitário deverão manter entre si permanente contato via rádio, no intuito de a qualquer momento alterar o itinerário, realizar manobras de segurança ou alertar sobre perigos durante o deslocamento. Os veículos de cobertura são destinados exclusivamente ao pessoal da segurança. Somente em casos excepcionais outras pessoas poderão ser conduzidas neles. A distribuição dos agentes de segurança nos veículos deve atender ao aspecto operacional, considerando-se as atribuições dos agentes, a função dos veículos e as missões a serem cumpridas no deslocamento e no local de destino. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 95 Cada veículo possui uma missão específica e com isso uma maneabilidade peculiar. O eixo de deslocamento da escolta motorizada, na medida do possível, deve ser sempre mantido, alterando o alinhamento dos veículos somente com movimentos laterais de afastamento ou aproximação que visem a proteger o veículo da autoridade, caso não haja a participação de motocicletas. O veículo de segurança que segue à frente do veículo do dignitário (carro piloto, S-1 ou simplesmente carro 01) tem a função de proteger a frente deste, identificando no itinerário possíveis riscos, pontos sensíveis e áreas que possam se constituir em ameaças. Funciona como balizador do veículo da autoridade. Na missão de manter livre o itinerário para o deslocamento, estabelece e regula a velocidade de forma que atenda à segurança do deslocamento da comitiva. Desloca-se no itinerário de modo a evitar que os veículos que circulam no sentido contrário atinjam o veículo do dignitário, tendo atenção para ameaças vindas da frente, utilizando o veículo como escudo protetor do veículo do dignitário, ou como veículo de choque, contra barreiras ou obstáculos colocados à frente. O veículo de segurança que se desloca atrás do veículo do dignitário (carro comando, S-2, ou simplesmente carro 2) e permanece junto ao mesmo deve manter-seem condições de: proteger a retaguarda; controlar as ultrapassagens através da utilização de técnicas de bloqueio quando em movimento e parado; proteger os flancos; manter o contato visual com o veículo do dignitário e ficar atento para possíveis ameaças; tentar antecipar paradas e viradas não avisadas; não permitir que outro veículo se coloque entre este e o veículo do protegido; quando parado manter distância suficiente para manobrar e ultrapassar se necessário. É o veiculo de proteção que tem por missão resguardar o veículo das ameaças vindas da retaguarda e dos flancos. Sua posição é imediatamente à retaguarda do veículo da autoridade, mantendo sempre a mesma distância, de modo que possa cumprir sua missão com presteza e oportunidade. Este veículo não deve permitir a infiltração de qualquer outro veículo à sua frente e deve impedir, sempre que possível, que veículos possam posicionar-se ao lado do veículo do "protegido". É importante a sincronia entre este veículo e o veículo do dignitário através da via rádio. Por ocasião dos desembarques do dignitário, o veículo coloca- se imediatamente atrás do veículo do "protegido", de modo que os agentes possam desembarcar antes e embarcar logo após o dignitário. 9.1.3. O Veículo Varredura Recurso de segurança que corresponde a um perímetro de segurança amplo, que atua junto e em apoio à escolta motorizada o tempo que perdurar o deslocamento veicular, o embarque e o desembarque do dignitário. É usado em grandes operações ou em um esquema de segurança de um dignitário muito importante Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 96 E um veículo avançado que se desloca a cerca de 100 metros à frente dos veículos de cobertura, tendo por missão verificar o itinerário, o posicionamento do policiamento a pé e as condições de segurança, de modo a garantir a segurança da via. Dependendo das circunstâncias e do tipo de esquema de segurança, pode ou não ser identificável, tal como uma viatura descaracterizada. O veículo varredura deve ser equipado com rádio, que opere na mesma frequência que o dispositivo de segurança designado para o itinerário e os veículos integrantes da escolta motorizada, especialmente com os batedores motociclistas e o veículo fecha-comboio. Sendo ostensivo, os integrantes do veículo varredura poderão estar fardados e armados e, sempre que possível, pertencer ao órgão policial que tenha jurisdição sobre a área ou via de deslocamento. 9.1.4. O Veículo Fecha-Comboio Também utilizado em grandes operações ou em um esquema de segurança de um dignitário muito importante, oferece uma maior amplitude do perímetro de segurança e garante o pronto emprego de efetivos especializados. O veículo fecha-comboio é o último veículo do comboio. Acompanha a escolta sempre à retaguarda, sinalizando o final da mesma e, quando houver necessidade, impedindo as infiltrações e ultrapassagens. Deve ser, preferencialmente, uma viatura ostensiva, com características que favoreçam a observação e a segurança do itinerário. Tem por finalidade indicar o fim do comboio, impedir as ultrapassagens e prestar apoio à "escolta motorizada de segurança pessoal" em caso de necessidade. 9.1.5. Os Veículos Balizadores (motocicletas) A finalidade dos veículos balizadores é proporcionar maior controle e coordenação à escolta, aumentando a segurança nos deslocamentos com reforço na segurança lateral e mantendo os veículos não pertencentes ao comboio afastado. Quando necessário esses veículos exercem o controle do tráfego em semáforos e cruzamentos, possibilitando maior fluidez em trânsito intenso e funcionando como escolta de emergência. Posicionando-se à frente da escolta, a motocicleta pode assumir a missão de regular a velocidade, determinando a velocidade e o eixo de deslocamento, devendo para tanto ser do tipo ostensivo. Deslocando-se à retaguarda do comboio, ela funciona como veículo fecha-comboio, suprindo a ausência ou reforçando as ações do veículo fecha-comboio. Deslocando-se à frente e ao longo da escolta, funciona como balizadores de itinerário, bloqueando acessos, cruzamentos, veículos em deslocamento, ou abrindo espaços, de modo que o itinerário se mantenha livre ao prosseguimento do comboio. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 97 Deslocando-se ao lado do veículo do dignitário, funcionam como segurança, realizando a proteção lateral do veículo do dignitário. Apesar das vantagens oferecidas pelos veículos balizadores, este recurso proporciona muita visibilidade à escolta e causa considerável alteração no cotidiano da cidade onde atua. Tal situação desagrada alguns dignitários que preferem se conduzir com mais discrição e, normalmente, dispensam o aparato mais ostensivo. 9.1.6. O Veículo Reserva Medida preventiva utilizada em esquemas de segurança que exijam um grande aparato ou quando houver deslocamentos rodoviários. São os veículos destinados à substituição dos veículos do dignitário e da escolta de segurança, que devem possuir as mesmas características desses veículos, inclusive quando o veículo do dignitário for coletivo (van, micro-ônibus, ônibus). A figura a seguir foi por mim criada, a fim de que você possa melhor visualizar como se compõe, na prática, uma escolta motorizada completa: Olha que questão básica: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 98 42. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] Nos deslocamentos motorizados de uma autoridade, o mínimo aceitável são dois veículos — o da equipe de segurança pessoal, que segue avançado, e o veículo do dignitário, que se desloca à retaguarda. Comentários: A assertiva está ERRADA. De jeito nenhum! A posição correta da equipe de escolta pessoal é atrás do carro do dignitário. Estando atrás, a equipe tem todo o campo de visão privilegiado em relação a tudo que está ao redor do veículo da autoridade. Com o veículo na frente, a equipe deixa o outro veículo com a retaguarda e os flancos desguarnecidos (pois não conseguirá ter uma visão macro de tudo), causando grande vulnerabilidade a atentados e emboscadas. 9.2. Armamento e Equipamentos da Escolta Motorizada O armamento e o equipamento utilizados nos veículos da escolta motorizada são itens importantes para que as atividades de segurança sejam adequadamente executadas diante de situações emergenciais e de iminente perigo. O armamento conduzido nos veículos de proteção tem por finalidade aumentar o seu poder de fogo, fortalecendo a reação. As armas automáticas traduzem o ideal de armamento ofensivo, porém suas dimensões as tornam inviáveis para uma escolta a pé dissimulada. No interior dos veículos de segurança é possível acondicionar este tipo de armamento sem despertar maior atenção. Portanto, deve ser conduzido de modo a ter sua utilização facilitada para o pronto emprego. O equipamento veicular é constituído, além dos acessórios previstos no Código Nacional de Trânsito, dos acessórios necessários à atividade específica realizada pela escolta, considerando-se as eventualidades, as emergências e a missão dos veículos, de forma que possibilitem o aumento do controle e da segurança da escolta: ✓ Estojos de primeiros socorros; ✓ 02 estepes; ✓ Material para revista (espelhos com hastes alongadas); ✓ Lanternas e ferramentas, inclusive as de sapa (pá, picareta e machadinha etc.);✓ Sirene e rotor de luz intermitente; ✓ Máscara contra gases e granadas (fulmigenos, lacrimogêneas, etc.); ✓ Equipamentos de comunicações; ✓ Colete à prova de bala e capacete balístico; ✓ Algemas; ✓ Binóculo; ✓ Detector de metais; ✓ Pertences pessoais para pernoite; ✓ Macacões e luvas; ✓ Guarda-chuvas. ✓ Roupa de banho, roupa de jogging e tênis para corridas Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 99 9.3. Procedimentos da Escolta Motorizada Todos os integrantes da escolta motorizada devem manter permanente vigilância por ocasião dos deslocamentos e permanência nos veículos, buscando identificar toda espécie de acontecimento que possa, de alguma forma, causar transtorno ou pôr em risco a integridade do protegido e comitiva (se existir). Merecem atenção da equipe as situações mais diversas, que poderão ir desde a identificação e desvio de um congestionamento, que poderá provocar atrasos nos compromissos do dignitário, até fatos que indiquem a possibilidade de um atentado. Os agentes de segurança que compõem a escolta motorizada devem possuir conhecimento técnico específico para que as ações adotadas contra atentados e emboscadas não sejam empreendidas como conduta de momento, concebidas somente pelo improviso e de forma atabalhoada. O treinamento constante dos agentes, diante de circunstâncias que simulem situações reais de atentados e emboscadas é determinante para que a equipe de segurança atue de forma eficiente adotando procedimentos pré-estabelecidos, que possam se; realizados de forma natural e reflexiva. O profissional normalmente age conforme seu adestramento e tende a realizar sempre os mesmos procedimentos treinados. Considerando também que os motoristas da escolta motorizada devem, fundamentalmente, possuir conhecimentos de direção ofensiva e defensiva, e serem capazes de, em situação de emergência, usar o seu veículo como arma ou como escudo de proteção, a equipe de segurança deve adotar e treinar regularmente técnicas de direção ofensiva e ações evasivas (matéria que veremos adiante). Existem procedimentos comuns a serem adotados em todas as situações de risco e que devem ser devidamente assimilados pelos profissionais de segurança, tais como: ✓ Manter a distância e a velocidade adequada entre os veículos, de forma a impedir tentativas de infiltração no comboio, permitir frenagem rápida, sem haver choques e ainda permitir mudança de pista; ✓ Manter sempre a distância adequada do veículo da frente a fim ter condições para manobras rápidas. Evitar a permanência atrás de veículos lentos como ônibus caminhões ou mesmo caminhonetes que possam dificultar a visão; ✓ Dirigir afastado do meio fio e, sempre que possível, próximo à linha divisória das pistas (possibilitando mais opções em caso de fuga); ✓ Sempre que possível, evitar paradas próximas a ônibus, veículos fechados, caminhões, meio fio, fila para coletivos, carrocinhas de vendedores ambulantes; ✓ Manter o armamento em condições de pronto emprego; Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 100 ✓ O integrante da escolta motorizada que primeiramente observar alguma ameaça e sua iminência (atentado, bloqueio, etc.), deve alertar os demais integrantes pelo sistema de comunicações com termos previamente combinados (como a palavra "emboscada"), indicando, em seguida, a localização da ameaça e sua dimensão; ✓ Prioritariamente deve preocupar-se com a retirada da "pessoa protegida" para um local seguro, estabelecendo a sequência: proteção da autoridade / remoção da autoridade / reação adequada; ✓ Solicitar apoio imediatamente com os meios de reforço disponíveis; ✓ Engajar-se na luta somente se for extremamente necessário; ✓ Em casos de ataque, procurar manter-se em movimento; ✓ Atentar para a possibilidade da existência de emboscadas duplas; ✓ A equipe deve adotar ações rápidas e agressivas, porém compatíveis com a situação; ✓ Atentar sempre para ruas ou saídas laterais de fácil acesso que possam originar atentados; ✓ Estacionar sempre de forma que fique preparado para uma saída rápida; ✓ Evitar permanecer sentado ou muito próximo ao veículo estacionado, para evitar que seja facilmente rendido; ✓ Os veículos devem ser constantemente inspecionados e vistoriados antes do uso; ✓ Variar rotas e prever sempre itinerários alternativos; ✓ Evitar veículos com mais de dois anos de uso; ✓ Manter o tanque de combustível sempre cheio e realizar a manutenção básica (água, pressão dos pneus, nível de óleo), para diminuir o risco de uma falha mecânica em momentos críticos; ✓ É necessária muita atenção nas entradas e saídas de garagens que exijam algum tempo para a sua abertura, deixando os veículos expostos à abordagem; ✓ Caso algum pneu fure em local escuro e perigoso, é melhor continuar rodando até algum lugar seguro, evitando sofrer um assalto ou sequestro; ✓ Os vidros do carro nunca devem ser abertos em semáforos quando da abordagem de vendedores ou pedintes; ✓ Suspeitar de qualquer veículo que pareça segui-lo; ✓ Atenção especial com motocicletas, principalmente se conduzir dois ocupantes; ✓ Atenção aos acontecimentos à frente do veículo: colisões incêndios e outros obstáculos na pista; é importante ter sempre de 200 a 300 metros livres à frente; ✓ Nos semáforos, evitar ser o primeiro carro da fila; permanecer sempre com o veículo engrenado, mantendo uma distância tal do veículo da frente que permita manobra para fuga; ✓ Estar sempre pronto a tomar uma atitude de fuga ou defesa, conforme o caso; ✓ O veículo deve estar sob total controle, rodando em velocidade normal. Se estiver devagar, facilita o ataque e, em velocidade excessiva, cria a chance de envolvimento em acidentes graves. O risco de um acidente de trânsito será maior ou então igual ao de um atentado; ✓ O cinto de segurança deve ser usado regularmente, pois ele protege em caso de acidentes ou impactos violentos numa fuga, além de ser mais um obstáculo no caso de tentarem arrancar a pessoa do veículo. Os agentes devem sempre treinar a forma mais rápida e apropriada de se desvencilhar do cinto de segurança e de abrir a porta do veículo, para que não haja perda de tempo no momento do confronto e; ✓ Em locais de evento ou quando o comboio estiver estacionado, os motoristas são os responsáveis pela segurança dos veículos, devendo manter-se desembarcados e vigilantes. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 101 Caro aluno, chegamos ao fim de nossa aula! Gostaria, porém, antes de finalizá-la, deixá-los com mais um bocado de superdicas sobre a Segurança de Dignitários para a FCC, que lhes serão de bastante valia para a sua prova. Guarde-as com carinho, beleza? ➢ Quaisquer que sejam as técnicas, as táticas e a operacionalização empregadas, estas devem observar uma forma de gradação: ✓ do mais simples para o mais complexo; ✓ do menor para o maior grau; ✓ da menor para maior interferência; ✓ da mais discreta para a mais indiscreta; ✓ priorizar sempre às medidas mais simples; ✓ avaliar prós e contras do emprego ou não de policiais ou de militares; ✓ atentar para as responsabilidades criminal e cível no emprego de uma segurança; ✓ avaliar a efetiva necessidade de segurança privada em razão dos ônus que tal decisão impõe; ✓ compatibilizar medidas e procedimentos com necessidade de liberdade e privacidade do alvo; ✓ deixar claroao protegido quem decide no caso de eventos adversos; ✓ lembrar sempre que a segurança é problema daqueles que têm o encargo de proporcioná-la; daí, para executá-la, não se pode envolver, constranger, prejudicar ou colocar pessoas estranhas, terceiros ou o próprio segurado em risco; ✓ considerar sempre a personalidade do alvo: imagem, ostentação, manias: hobbies, rotinas; ✓ considerar sempre a necessidade de imposição de limites: tanto à própria equipe quanto ao segurado; ✓ principais parâmetros de conduta: lealdade e sinceridade - não se preocupar em agradar ao segurado, mas em cumprir sua obrigação; ✓ compatibilizar o nível de segurança desejável com as perdas passíveis de serem impostas pelas condições de execução - o resultado deve proporcionar um nível mínimo de segurança admissível; ✓ o risco tem um limite: o bom senso; ✓ considerar na seleção dos meios: ▪ o pessoal: homem, mulher, adolescente, velho, jovem etc.; ▪ o ambiente operacional e o nível intelectual e social das pessoas no local; Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 102 ▪ o material: automóvel ou motocicleta, armamento (não apenas armas de fogo, longa ou curta, revólver ou pistola, gás, choque, líquidos, spray, outros), rádio, telefone, compatíveis com os meios e o nível intelectual e social do alvo (o automóvel, por exemplo, tem condições para acompanhar o do alvo?); ▪ os animais: quando utilizar cavalos, cães, gatos, gansos etc.; ▪ os tipos e as modalidades de escoltas (caracterizada ou não, com moto, helicóptero ou não); ✓ planejamento: adotar uma metodologia, estabelecer módulos e fases; ✓ realizar reuniões de coordenação, preparatórias (organizar roteiros); ✓ realizar reconhecimentos e treinamentos (atentar para discrição e sigilo nos horários da execução); ✓ selecionar itinerários, também alternativos, para deslocamentos, entradas, saídas; ✓ testar equipamentos, nos itinerários, locais e horários de execução. Garanto a você, meu estimado aluno, que, com essas orientações, você terá condições de resolver qualquer questão sobre o tema. Quer ver? Vamos agora a uma bateria histórica de questões para fecharmos com chave-de-ouro a nossa aula: 42. [FCC – TÉCNICO ÁREA 02 – BACEN – 2006] No que concerne a táticas e técnicas operacionais de execução de atividades de segurança, quaisquer que sejam elas, I. é mister que haja gradação ao empregá-las, ou seja, do modus operandis mais complexo para o mais simples. II. deve-se considerar, enquanto planejamento, a adoção de uma metodologia, estabelecendo módulos e fases, realizando reuniões de coordenação preparatórias de organização de roteiros. III. deve-se , se necessário, realizar reconhecimentos e treinamentos, salvaguardando a discrição e o sigilo, selecionando, ainda, itinerários alternativos para os deslocamentos da equipe. É INCORRETO o que consta em (A) I, II e III. (B) I e II, apenas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 103 (C) III, apenas. (D) II, apenas. (E) I, apenas. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Item I – O item trocou as bolas! A gradação do modus operandi deve ser do mais simples para o mais complexo. (Errado) Item II – Perfeito e está do jeitinho que você acabou de estudar. Não fui eu o elaborador, mas você, meu aluno Estratégia, está de posse do material certo para a hora certa! (Certo) Item III – Outra informação mais do que correta. Reconhecimentos e treinamentos, salvaguardando a discrição, o sigilo e a seleção de itinerários alternativos para os deslocamentos da equipe são regras fundamentais para a segurança de autoridades (e para a FCC também!). (Certo) Logo, é incorreto o que consta em I, apenas. 43. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] Visando a segurança da autoridade usuária de automóvel oficial, o segurança deverá atentar para as seguintes providências: I. Evitar rotinas; procurar diversificar os itinerários e, se possível, os horários de saída e de chegada. II. Não descuidar da manutenção preventiva dos veículos, mantendo pneus, faróis, sistema elétrico, travas, motor, bateria, entre outros, sempre em ordem, evitando sinistros ou quebras que obriguem a parada do veículo em local não previsto. III. Se estiver dirigindo e algo líquido atingir o para-brisa do veículo não se deve acionar os limpadores, pois há relatos de que um determinado tipo de resina, ao ser jogada no vidro e ser espalhada pelos limpadores, provoca embaçamento que obriga o motorista a parar. IV. Não parar se o carro for atingido por pedras ou qualquer outro objeto. V. Escolher itinerários apropriados, evitando áreas de riscos conhecidas. É correto o que consta em (A) I e V, apenas. (B) I, II e III, apenas. (C) II, III e IV, apenas. (D) I, II, III, IV e V. (E) II e III, apenas. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Item I - Simples assim! Condiz com tudo que você acabou de estudar. (Certo) Item II - A manutenção dos veículos que comporão a escolta motorizada deve ser continuamente realizada com todos os equipamentos obrigatórios, devidamente testados e substituídos em caso de sinais de desgaste. (Certo) Item III - Mesmo que você nunca tenha se deparado ou ouvido algo a respeito, por tudo que você aprendeu nesta aula, tenho certeza que concordará que a conduta acima descrita é a melhor a ser tomada pelo agente. (Certo) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 104 Item IV - Vimos que se deve evitar ao máximo parar o veículo quando da execução de seu trajeto. E se for atingido por pedra então, nem se fala! (Certo) Item V - Alguma dúvida sobre a verdade dessa afirmativa? Tenho certeza que não! (Certo) Logo, é correto o que consta em I, II, III, IV e V. 44. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] O profissional da área de segurança que transporta dignitários em veículo oficial deve atentar para as seguintes premissas de segurança: I. Nunca se deve ficar dentro do carro estacionado com o dignitário, pois há possibilidade de ambos se transformarem nas “vítimas perfeitas”. II. Não se deve deixar nenhum objeto dentro do carro, deslocando todos os pertences do dignitário e dos acompanhantes para o porta-malas antes do início dos trajetos. III. Ao retornar para o veículo com o dignitário, deve-se embarcar rapidamente e deixar o local. IV. Se o trajeto com o dignitário obriga o segurança a estacionar sempre nas mesmas imediações e a tampa do tanque de gasolina do veículo for roubada, deve-se trocar todas as chaves do automóvel- alvo o mais rapidamente possível, pois sabe-se que roubam tais tampas para providenciar cópias das chaves do veículo a fim de abatê-lo oportunamente. V. Ao retornar para o veículo, o segurança observa que há um pneu furado, devendo trocá-lo rapidamente pelo sobressalente, enquanto o dignitário aguarda dentro do veículo, e, logo após, deixar o local. É correto o que consta em (A) I, II e IV, apenas. (B) II, III e V, apenas. (C) I, III e V, apenas. (D) III e IV, apenas. (E) I, II, III, IV e V. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item I - Exatamente! Ficar dentro do carro estacionado com o dignitário é uma situação de extrema vulnerabilidade, pois o deixa bastante suscetível, tornando-o um alvo fácil para ataques do inimigo. O dignitário só deve ficar dentro do veículo o tempo necessário para o trajeto origem-destino.Deve-se evitar permanecer sentado ou muito próximo ao veículo estacionado, para evitar que seja facilmente rendido. (Certo) Item II - Bom, saiba que essa é a recomendação, apesar de não muito respeitada pelos dignitários. Dentro do veículo deve haver o mínimo de objetos possível, pois em caso de necessidade de manobras bruscas, pode ocorrer de um desses objetos atingir o motorista ou pior, a autoridade. E pode ter certeza que algumas dessas autoridades (os semideuses, rsrs) não vão gostar muito que isso aconteça. (Certo) Item III - O erro desse item é bastante sutil. Veja bem: nem sempre o embarque do agente com o dignitário deve ser necessariamente rápido e a evasão do local ser imediata. O embarque deve ser seguro, bem organizado e sincronizado pela equipe, até porque, a depender da situação, a autoridade pode querer acenar para a multidão, apertar a mão dos transeuntes (o presidente Lula fazia muito isso!). Para que o item estivesse certo, ele deveria ter insinuado uma situação de risco. Nessa situação, aí sim, o embarque deve ser rápido e o carro deve sair imediatamente do local. (Errado) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 105 Item IV - Bom, a questão por si só se responde e está correta. Os veículos da segurança, principalmente o que conduz o dignitário, devem ser constantemente mantidos e vistoriados, a fim de que sempre estejam em condições excelentes de operação. Qualquer anormalidade ou defeito deve ser prontamente sanado e, caso a equipe entenda necessário, deve, em última instância, substituí-lo por outro. (Certo) Item V - Vou responder o item devolvendo-lhe uma pergunta: e se o pneu furado for resultado de uma sabotagem? Ou de uma emboscada? Deixar a autoridade dentro do veículo é tudo que os sabotadores ou delinquentes desejariam, não é mesmo? O dignitário só deve ficar dentro do veículo o tempo enquanto acontece o trajeto origem-destino. Caso o pneu fure, seja por qualquer motivo, o segurança deve imediatamente contatar a equipe para mandar um carro sobressalente e, na impossibilidade de ter de pronto esse outro carro, deve trafegar com o veículo até um local seguro e chamar um taxi ou algo parecido. Se for um motorista bem treinado, saberá conduzi-lo com segurança. O fato é que se deve evitar ao máximo a presença do dignitário dentro do veículo. É preferível para a equipe perder um pneu e uma roda, se for o caso, do que colocar em risco a vida da autoridade. Mesmo que depois se comprove que o furo do pneu não era nada! Nessas horas, não importa o estado de conservação do veículo, e sim a preservação da vida da autoridade. E mais: um planejamento bem feito do trajeto contemplará os possíveis pontos de apoio e as rotas alternativas ali existentes. Lembre-se de uma das dicas: caso algum pneu fure em local escuro e perigoso, deve-se continuar rodando até algum lugar seguro, evitando sofrer um assalto ou sequestro. (Errado) Logo, é correto o que consta nos itens I, II e IV. 45. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] O segurança “X” recebeu a incumbência de prestar segurança a um membro do Ministério Público da União no decorrer de uma viagem. Sendo assim, considere: I. Reconhecer os meios de transporte a serem utilizados nos deslocamentos, os itinerários e as instalações a serem utilizadas durante a viagem. II. Aprovar toda a programação a ser cumprida pela pessoa a quem “X” está incumbido de prestar segurança. III. Determinar os eventos públicos dos quais essa pessoa participará e o tipo de assistentes ou participantes desse evento. IV. Fazer contato com outros membros da segurança dos eventos dos quais essa pessoa participará, a fim de determinar ações a eles. V. Verificar os tipos de apoios, na área de segurança, que “X” poderá encontrar nos locais a serem percorridos. São ações pertinentes ao segurança “X” as descritas em (A) I, II e III, apenas. (B) IV e V, apenas. (C) III e IV, apenas. (D) I e V, apenas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 106 (E) I, II, III, IV e V. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Item I - Perfeito! A essa altura do campeonato, você não tem mais dúvida de que as ações citadas no item são de fato pertinentes a um agente segurança de dignitários, não é mesmo? (Certo) Item II - Já pensou em uma coisa dessas? Você decidindo, aprovando ou não, toda a programação de um Desembargador do Tribunal para o qual você faz a segurança? Isso não existe! A programação não é decidida por você, agente de segurança desse dignitário. A agenda dele quem faz é ele e seus assessores. O agente de segurança precisa sim saber qual a programação para adequar suas ações, mas não é ele quem decide. Muita audácia, não?? (rsrs) (Errado) Item III - Mesma linha de raciocínio do item anterior. Seria mais uma grande audácia para um agente de segurança achar que pode determinar os eventos públicos dos quais seu dignitário participará e o tipo de assistentes ou participantes desse evento. A função do agente é saber, com certa antecedência, a programação, a quantidade de pessoas que acompanharão a autoridade, os locais e horários do evento, a fim de planejar as ações de proteção. (Errado) Item IV - Fazer contato com outros membros da segurança dos eventos dos quais o dignitário participará sim. Contudo, determinar ações a eles é uma atitude um tanto quanto arrogante e audaciosa. Nós precisamos da colaboração das outras forças e demais membros da segurança, e toda colaboração é feita mediante parcerias, troca de experiências e muitos acordos. Tudo dentro de um planejamento bem feito e de mútua cooperação. Não podemos jamais, e nem temos essa competência, determinar como devem ou não proceder os outros membros da segurança. Um erro primário e grosseiro seria ignorar a importância do trabalho conjunto dos órgãos de segurança pública com órgãos responsáveis pela segurança pessoal. A apregoada autossuficiência de um órgão de segurança pessoal torna-se impraticável na proteção de autoridades, pois, em um Estado democrático, tais autoridades necessitam interagir diretamente com o povo, pressuposto de sua continuidade no processo eletivo. Um aparato disperso é causa de vulnerabilidade para o sistema de segurança, pois a autoridade fica exposta ao assédio de um público descontrolado, ou seja, não há um efetivo domínio das pessoas que estão em volta do dignitário. O que não aconteceria na atuação de um sistema de segurança coeso e integrado. (Errado) Item V - Exato! É extremamente importante a identificação dos pontos críticos e dos pontos de apoio que estejam inseridos ao longo do percurso. Segundo o que vimos, pontos de apoio seriam todos os locais que servem para acolhimento e proteção da autoridade no caso de perigo ou emergência, ou para a colocação de meios auxiliares ao deslocamento, tais como quartéis, delegacias, hospitais, repartições públicas em geral, etc. (Certo) Logo, são ações pertinentes ao segurança “X”, as descritas nos itens I e V, apenas. 46. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] Considere a situação de trânsito abaixo. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 107 No que diz respeito à segurança no transporte de dignitários, em situação tático-operacional normal e em condições igualmente normais de tráfego, é correto que o segurança posicione-se conforme(A) o veículo 1. (B) o veículo 2. (C) o veículo 3. (D) os veículos 2 ou 3, sem restrições. (E) os veículos 1 ou 3, sem restrições. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Antes de responder, vamos relembrar algumas regrinhas básicas aqui estudadas, relacionadas à condução de veículos: Dirigir afastado do meio fio e, sempre que possível, próximo à linha divisória das pistas (possibilitando mais opções em caso de fuga); Sempre que possível, evitar paradas próximas a ônibus, veículos fechados, caminhões, meio fio, fila para coletivos, carrocinhas de vendedores ambulantes; Feito isso, agora temos um bom subsídio para a resposta: Item I - O veículo 1 está próximo a um canteiro. Nessa posição, todos os ocupantes do veículo, principalmente o motorista, ficam vulneráveis a uma emboscada, pois podem ser surpreendidos por meliantes advindos desse canteiro. Manobrar o carro ali também seria mais difícil. (Errado) Item II - Perfeito! Na posição 2, o veículo tem espaço e tempo de reação para possíveis manobras, desvios, cavalos-de-pau, por exemplo, e os seus ocupantes não estariam em tanta situação de vulnerabilidade. Até para essas manobras de reação a posição favorece. Por isso, ela é, dentre as três, a melhor. É claro que estamos falando de tráfego em condições normais. É o que pede a questão. Há situações de tráfico em que não dá para ficar na posição 2. Nesses casos, a atenção da equipe deve ser redobrada. (Certo) Item III - O veículo 3 segue a mesma lógica aqui exposta para o veículo 1. Só que ainda pior, pois quem está próximo à calçada é a autoridade, ficando esta muito vulnerável a ataques. Da mesma forma, manobras de direção ofensiva seriam dificultadas. Além disso, com muito mais facilidade alguém poderia aparecer, de repente, em frente ao veículo com uma arma apontada. (Errado) Item IV e V - Explicamos as restrições para a posição dos veículos 1 e 3. 47. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] A segurança de dignitário tem como um de seus principais enfoques a proteção do segurado e, para atingir tal objetivo, deve-se I. evitar, tanto quanto possível, confrontos desnecessários e situações de perigo. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 108 II. prevenir e atuar nas situações de crise, provocando acidentes quando qualquer tipo de ameaça puder comprometer a integridade física do protegido. III. atuar em emergências médicas, aplicando técnicas de salvamento, delegando a terceiros a organização e isolamento completo do local de atendimento. IV. selecionar, previamente, itinerários para deslocamentos com o dignitário. É INCORRETO o que consta em (A) I, II, III e IV. (B) I e II, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I, III e IV, apenas. (E) II, III e IV, apenas. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Item I - Sempre repetindo, para que seu cérebro memorize bem: o segurança de pessoas deve agir como um "evitador de problemas", prevenindo e atuando nas situações de crises e evitando acidentes de toda ordem, agindo, também, em emergências medicas, situações embaraçosas ou em contrariedades. Nunca esqueça: o foco principal da segurança é a prevenção e não a reação. (Certo) Item II - Também não vamos exagerar, não é mesmo? Estudamos algumas regras básicas na condução de dignitários em veículos. As regras listadas a seguir compõem a resposta para esse item: Manter a distância e a velocidade adequada entre os veículos, de forma a impedir tentativas de infiltração no comboio, permitir frenagem rápida, sem haver choques e ainda permitir mudança de pista; O integrante da escolta motorizada que primeiramente observar alguma ameaça e sua iminência (atentado, bloqueio, etc.), deve alertar os demais integrantes pelo sistema de comunicações com termos previamente combinados (como a palavra "emboscada"), indicando, em seguida, a localização da ameaça e sua dimensão; Prioritariamente deve preocupar-se com a retirada da "pessoa protegida" para um local seguro, estabelecendo a sequência: proteção da autoridade / remoção da autoridade / reação adequada; Em casos de ataque, procurar manter-se em movimento; Não é prudente, portanto, que ao primeiro sinal de ameaça, o motorista saia colidindo com os veículos. Situação bastante perigosa e só aceitável quando todos os demais recursos foram tentados e não obtiveram sucesso. (Errado) Item III - Conhecer técnicas de primeiros socorros é condição necessária para um bom agente de segurança. Mas cuidado! A aplicação dessas técnicas, em situações de emergência, não significa dizer que deva delegar a terceiros a organização e isolamento completo do local de atendimento. O que o segurança deve fazer é contatar as equipes especializadas de socorro médico e buscar, junto com sua equipe, o isolamento da área. (Errado) Item IV - Moleza, não é mesmo?? Para você isso não é mais novidade! A seleção prévia de itinerários é condição exigida em um bom e responsável planejamento das ações de uma equipe de segurança de dignitários. Para se chegar ao itinerário mais seguro, é necessário que haja o planejamento apropriado, Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 109 com o estabelecimento de vias alternativas e, sempre que possível, com o reconhecimento do percurso e o local de destino do protegido. (Certo) Logo, temos que é INCORRETO o que consta nos itens II e III. 48. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] Sobre a segurança de dignitários considere: I. Existem diferentes Planos de Ação, de acordo com cada tipo de autoridade, porém, a Estratégia é sempre a mesma. II. O planejamento tático pode e deve ser empregado em qualquer tipo de situação de segurança de dignitários. III. Deve conter apenas o plano de defesa (estratégico e tático). Está correto o que consta APENAS em (A) III. (B) I. (C) II e III. (D) I e II. (E) II. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Vamos aproveitar a questão, para entrarmos um pouco mais em detalhes sobre o tema planejamento. Sobre o os níveis de planejamento, revisaremos seus principais aspectos resolvendo cada um dos itens. O planejamento estratégico corresponde a um trabalho mais amplo, que abrange toda a organização e é projetado para longo prazo, envolvendo a organização como uma totalidade. Por ser definido pela cúpula, subordina todos os outros tipos de planejamentos. Este tipo de planejamento refere-se à maneira pela qual a organização encarregada do serviço de segurança pessoal pretende aplicar suas estratégias para alcançar os objetivos propostos para a proteção da autoridade usuária desse serviço. Já o planejamento operacional, composto por Planos de Ação, é mais específico. Projetado para o curto prazo, envolve as tarefas isoladamente e preocupa-se com o alcance de metas específicas, sendo definido em nível operacional. O domínio do planejamento operacional está na definição das atividades e dos recursos necessários para a realização dos objetivos estratégicos e administrativos. Esse processo consiste exatamente em "como realizar objetivos". Para tanto, a formulação do plano operacional deve conter os seguintes elementos: Os objetivos específicos; As atividades necessárias para realizar esses objetivos; e Os recursos que devem ser mobilizados para realizar as atividades. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485110 O ponto de partida para a elaboração dos planos operacionais são os objetivos de nível mais alto (objetivos principais ou objetivos estratégicos). Os objetivos estratégicos definem aonde a organização pretende chegar. No ponto seguinte da cadeia de meios e fins, os objetivos específicos, atividades e recursos são formulados em seguida, como parte do processo de planejamento operacional. Os objetivos táticos e operacionais definem como e o que a organização deve fazer para realizar os objetivos estratégicos. Na segurança de autoridades devemos ter sim diferentes Planos de Ação, mas cada equipe deve traçar sua estratégia. A estratégia de uma equipe pode não se encaixar na realidade de outras! O planejamento estratégico procura adaptar com sucesso a organização ao seu ambiente, tendo como base para a sua formulação a descrição minuciosa dos aspectos externos e internos relevantes, pois quanto maior a instabilidade e complexidade do meio envolvente, maior a necessidade do enfoque sistêmico e do planejamento estratégico. Como dizer então que a estratégia é a mesma sempre (Item I)? De forma alguma. É nessa afirmativa que mora o erro do item. (Errado) Item II - Os objetivos táticos e operacionais definem como e o que a organização deve fazer para realizar os objetivos estratégicos. Com certeza, não só podem como devem ser empregados em qualquer tipo de situação de segurança de dignitários. Item III - E o estratégico, cadê? Não esqueça: um planejamento bem realizado deve ser feito em nível estratégico, tático e operacional. (Errado) Logo, temos que está correto o que consta APENAS no item II. 49. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/4ª – 2011] NÃO constitui uma medida correta de segurança de dignitários (A) utilizar-se de ações e táticas com a menor interferência possível no cenário externo. (B) deixar o poder de decisão a cargo do protegido em caso de eventos adversos. (C) despender tempo com a proposição e teste de itinerários alternativos. (D) trabalhar priorizando as medidas mais simples e mais discretas. (E) agir preventivamente, evitando o confronto. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Estamos em busca do item que traz uma medida ERRADA quanto àquelas que possam ser aplicadas pela equipe ou pelo segurança de dignitários. Item A - Está certinho! Quanto menor a interferência do cenário externo, mas há a possibilidade de sucesso da utilização das ações e táticas planejadas. (Certo) Item B - Com relação ao protegido, já vimos que sua equipe de segurança deve: → Deixar claro ao protegido quem decide no caso de eventos adversos; Em casos adversos, não ficará a cargo do protegido a ordem final sobre a sua segurança. Essa responsabilidade é de sua equipe! Item C - Correto! Para se chegar ao itinerário mais seguro, é necessário que haja o planejamento apropriado (dedicar certo tempo a isso), com o estabelecimento de vias alternativas e, sempre que Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 111 possível, com o reconhecimento do percurso e o local de destino do protegido. É imprescindível que a escolha de um itinerário seja baseada nestes critérios, mas podem ocorrer também situações em que o itinerário é definido somente de última hora (inopinado), não possibilitando a adoção de medidas de segurança apropriadas. Item D - Isso mesmo! Quaisquer que sejam as técnicas e táticas empregadas, elas devem observar uma forma de gradação: → Do mais simples para o mais complexo; → Do menor para o maior grau; → Da menor para maior interferência; → Da mais discreta para a mais indiscreta; → Priorizar sempre às medidas mais simples; Item E - Repetindo para não esquecer: o segurança de pessoas deve agir como um "evitador de problemas", prevenindo e atuando nas situações de crises e evitando acidentes de toda ordem, agindo, também, em emergências medicas, situações embaraçosas ou em contrariedades. Nunca esqueça: o foco principal da segurança é a prevenção e não a reação. (Errado) 50. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/6ª – 2012] Quanto à segurança de Dignitários é correto afirmar: (A) O reconhecimento do itinerário deve ser realizado antes de ser definido todo o esquema de segurança. (B) A rotina faz parte da vida cotidiana da população e não faz diferença na segurança da autoridade. (C) Quaisquer que sejam as técnicas empregadas na segurança de dignitários, deve-se seguir a gradação da mais complexa para a mais simples quando se define o esquema de segurança. (D) O emprego de um segurança de dignitários nunca envolve responsabilidades civis para esse agente. (E) O uso de agentes oriundos das polícias e das Forças Armadas nunca é permitido na segurança de dignitários. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item A – Já vimos isso! Para se chegar ao itinerário mais seguro, é necessário que haja o planejamento apropriado, com o estabelecimento prévio de vias alternativas e, sempre que possível, com o reconhecimento do percurso e o local de destino do protegido. O reconhecimento do itinerário deve ser realizado antes de definido todo o esquema de segurança. (Certo) Item B – É claro que a rotina faz toda a diferença na segurança de autoridades, pois ela deve ser evitada ao máximo! Há um ditado no meio militar que diz que “a rotina é a maior inimiga da segurança” e as equipes de proteção a autoridades devem estar sempre alerta quanto a não cair na rotina em seus procedimentos. (Errado) Item C – Puxa vida, dá nem mais vontade de comentar...(rsrsr) Você deve ter respondido essa com o piscar de olhos, tenho certeza! Mas vamos lá: quaisquer que sejam as técnicas empregadas na segurança de dignitários, deve-se seguir a gradação da mais simples para a mais complexa quando se define o esquema de segurança. Todo ano a banca repete isso! (Errado) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 112 Item D – É claro que envolve responsabilidades civis sim. Seria uma insanidade pensar o contrário, não é verdade? (Errado) Item E – Oh, meu Deus do céu! Repetiu de novo a banca... O uso de agentes oriundos das polícias e das Forças Armadas pode sim ser permitido na segurança de dignitários, desde que respeitadas os procedimentos de seleção e capacitação dessa pessoa. 51. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] É objetivo da segurança pessoal antecipar-se às ações que põem em risco a integridade física de uma autoridade, estabelecendo procedimentos adequados que levam em consideração os prováveis agressores e seus meios de ação. Em relação ao plano de segurança de um dignitário, (A) O fato de nenhuma adversidade ter ocorrido durante a execução de um plano de segurança pressupõe que os méritos deverão ser atribuídos somente à equipe de planejamento. (B) O planejamento deve ser elaborado para identificar a possibilidade de materialização do perigo. (C) Na definição das táticas e técnicas de execução de atividades de segurança, a gradação de emprego deverá considerar o modus operandi da atividade mais simples para a mais complexa. (D) O suporte de inteligência voltado à segurança de autoridades pressupõe a manutenção do segredo acerca das informações obtidas, de suas fontes e dos procedimentos adotados. (E) Somente a excelência do treinamento dos agentes garante o sucesso na execução de um plano de segurança. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Para o professor: NULA. Item A - Não é bem assim! O fato de nenhuma adversidade ter ocorrido durante a execução de um plano de segurança pressupõe méritos não sóà equipe de planejamento, mas também às demais, como a e equipe precursora e as de execução, por exemplo. (Errado) Item B - O planejamento tem cunho preventivo, mas não necessariamente o objetivo de identificar a materialização do perigo. Isso seria bola de cristal! (Errado) Item C - Certamente! Essa é uma regra simples, mas bastante cobrada! De fato, a gradação de emprego deverá considerar o modus operandi da atividade mais simples para a mais complexa, na definição das táticas e técnicas de execução de atividades de segurança. Sinceramente, não consegui entender porque a banca não deu este item como errado! (Certo) Item D - Verdade! O sigilo é importante nas atividades de inteligência, principalmente no que se refere às atividades de segurança de autoridades. (Certo) Item E – A excelência do treinamento dos agentes é importante, mas não suficiente, para o sucesso da execução de um plano de segurança. (Errado) Bom, como você pode ver, a banca não considerou a verdade da letra “C”, infelizmente. Concurso tem dessas, mas ela está correta! 52. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Um “Planejamento de Segurança de Dignitário” existe para fazer frente ao conjunto de ameaças previsíveis, sendo que seu dimensionamento deverá estar embasado de acordo com os fatores que constituem o triângulo de segurança. Nesse sentido, representa tais fatores: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 113 (A) informação, ameaças e riscos. (B) riscos, conjuntura atual e logística. (C) conjuntura atual, riscos e informação. (D) agentes qualificados, informação e logística. (E) recursos humanos, agentes qualificados e logística. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Esperei justamente essa questão, para mostrar- lhes o que a doutrina intitula como triângulo de segurança, na proteção de autoridades. Confira: 53. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Quanto ao documento a ser elaborado visando estabelecer o Plano de Proteção de Dignitários deve (A) orientar a execução da proteção da autoridade. (B) apresentar sempre as mesmas características de segurança, independente da conjuntura do momento. (C) ser rígido, de forma a não possibilitar mudanças na sua execução. (D) permitir que a autoridade defina o nível de segurança mais adequado. (E) instruir a equipe na elaboração do planejamento da missão. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Item A - O Plano de Proteção de Dignitários deve sim orientar a execução da proteção da autoridade. Básica essa! (Certo) Item B - Muito cuidado com essa afirmação, pois a depender da conjuntura do momento, o Plano de Proteção de Dignitário pode sim ter suas características alteradas, adaptadas. Um plano como esse não pode ser rígido! (Errado) Item C - Acabamos de falar que o Plano deve ser flexível, o contrário do que afirma a assertiva. (Errado) Item D - Outra pegadinha que costuma cair direto: a insinuação de que o Plano de Segurança de um dignitário deve ser por ele definido. Não, não! Quem faz isso é a equipe de segurança, que levará em consideração as características e rotina do dignitário. Ele é devidamente informado, podendo até solicitar que sejam feitos ajustes pontuais, mas, definitivamente, não é ele quem decide pelo nível de segurança. (Errado) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 114 Item E – Na verdade, esse documento tem um cunho mais operacional e não é ele o responsável pela elaboração do planejamento da missão. Essa função é a do planejamento estratégico. 54. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Para a elaboração de um plano de segurança que venha garantir a integridade física de um dignitário devem ser analisados dados e informações que possibilitem o estabelecimento de um planejamento efetivo. Analise os itens abaixo e identifique quais devem necessariamente ser levados em consideração na elaboração do referido plano: I. Seus hábitos. II. Vontade pessoal. III. Sua personalidade. IV. Características pessoais. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e IV. (B) II e III. (C) I, III e IV. (D) I, II e III. (E) II, III e IV. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Atenção, atenção! Os hábitos, a personalidade e as características pessoais do dignitário devem sim necessariamente ser levados em consideração na elaboração do plano, mas a vontade pessoal não. Vimos isso no comentário da questão anterior! Está correto o que se afirma APENAS em I, III e IV. 55. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Para proporcionar uma efetiva segurança aos dignitários, a ação de segurança que I. permite dar alerta oportuno de um perigo é a cobertura. II. procura interceptar, desorganizar e enganar o oponente antes dele atuar é a vigilância. III. procura impedir a observação direta e o ataque surpresa de um oponente é a proteção. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e III. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Olha aí a FCC inovando em cobrar sobre os Graus de Segurança! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 115 Vimos que se classificam em proteção, cobertura e a vigilância e que você deve fazer a seguinte correlação: Vamos então aos itens! Item I - Errado. Quem permite dar alerta oportuno de um perigo é a vigilância (ou equipe ostensiva), e não a de cobertura. Item II – Errado. Quem procura interceptar, desorganizar e enganar o oponente antes dele atuar é a equipe de cobertura e não a de vigilância. Item III – Verdade! A equipe de proteção é a que procura impedir a observação direta e o ataque surpresa de um oponente. Certa! Está correto o que se afirma APENAS em III. 56. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] A equipe pertencente ao Grupo de Execução do Plano de Segurança de Dignitário que tem a responsabilidade pela proteção imediata da autoridade e por sua retirada em caso de emergência é (A) a velada. (B) a avançada. (C) a precursora. (D) o planejamento. (E) a aproximada. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Essa função é da equipe aproximada (ou escolta pessoal). Ela é quem tem a responsabilidade pela proteção imediata da autoridade e por sua retirada em caso de emergência. A equipe de segurança avançada, escalada eventualmente para situações com maior grau de risco, se antecipa à chegada da autoridade em locais predeterminados e deve interagir com a "escolta pessoal" no sentido. A equipe de segurança velada é a composta por elementos dissimulados e infiltrados em meio ao público nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade A equipe precursora é a equipe que se antecipa nas operações e segue na frente para checar itinerários, pontos críticos e pontos de apoio, distância, tempo de deslocamento e outras providências. É o que afirma, em outras palavras, a assertiva. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 116 As equipes de vistoria também contribuem para a plena eficácia do Perímetro de Segurança Pessoal, realizando a varredura nos locais de eventos e viaturasutilizadas pela autoridade, com o objetivo de identificar, neutralizar ou remover quaisquer dispositivos que constituam ameaças tais como explosivos, escutas ou elementos desmoralizantes. 57. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 18ª – 2013] Durante a realização das escoltas motorizadas, por ocasião do emprego de viaturas na segurança de dignitários, o motorista e os agentes de segurança devem evitar (A) inspecionar a viatura antes de guardá-la e antes de usá-la. (B) manter a rotina bem como os horários e itinerários de deslocamentos. (C) estacionar a viatura sempre com a frente voltada para a saída. (D) manter a viatura em movimento em caso de ataque. (E) manter as portas trancadas e os vidros fechados da viatura. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Item A – Os agentes de segurança não devem evitar inspecionar a viatura antes de guardá-la e antes de usá-la. Muito pelo contrário! (Errada) Item B – Exatamente! O motorista e os agentes de segurança devem evitar manter a rotina, bem como os horários e itinerários de deslocamentos. A rotina é a maior inimiga de um sistema de segurança! (Certo) Item C – Isso eles não devem evitar, e sim fazer: estacionar a viatura sempre com a frente voltada para a saída. (Errado) Item D – Outra atitude que deve ser base para as operações da equipe de segurança: a de manter a viatura em movimento em caso de ataque. Item E – Sem comentários! É claro que os agentes não devem evitar manter as portas trancadas e os vidros fechados da viatura. (Errado) 58. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 15ª – 2013] São vantagens que o executante de um atentado tem diante da proteção que se realiza a um dignitário: (A) rotina pouco conhecida das atividades do dignitário e vazamento de informações. (B) meios de comunicações eficientes dos agentes, que podem ser facilmente grampeados, bem como serem realizadas escutas clandestinas. (C) conhecimento do local da ação e a falta de cooperação do próprio dignitário com a sua equipe de segurança. (D) tempo suficiente para um adequado planejamento, não obstante a dificuldade de ocultação entre o público, convidados ou imprensa. (E) preparo dos agentes de segurança, que contraditoriamente não podem fugir às regras do planejamento estabelecido. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Item A - Vazamento de informações sim, mas rotina pouco conhecida das atividades do dignitário não é uma vantagem para o executante. Muito pelo Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 117 contrário! Desconhecer a rotina da autoridade dificulta a ação de atentados e é, portanto, uma desvantagem para os executores desse tipo de ação. (Errado) Item B – Item incoerente. Ora, se os meios de comunicações dos agentes são eficientes, não há aí nenhuma vantagem para quem quer intentar ações de atentado. Nesse sentido, a possibilidade desses meios serem grampeados e de haver possíveis escutas telefônicas é mínima. (Errado) Item C – Ah, agora sim! Se os meliantes têm conhecimento do local da ação e ainda por cima o dignitário não coopera com a sua equipe de segurança, não há dúvidas: temos, nesse cenário, grandes vantagens para o sucesso de ações de atentados. (Certo) Item D - Tempo suficiente para um adequado planejamento não é vantagem, e sim desvantagem para a quem planeja um atentado, mesmo que com todo o planejamento ainda haja dificuldade de ocultação da equipe de segurança entre o público, convidados ou imprensa. (Errado) Item E – O preparo dos agentes de segurança é uma desvantagem para quem planeja um atentado. E, de fato, uma vez ocorrido um bom planejamento, deve-se tentar ao máximo não fugir dele. (Errado) 59. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Durante a realização de escoltas motorizadas, as equipes de segurança deverão atentar para que determinadas prescrições sejam observadas de maneira a garantir e preservar a segurança da autoridade que está sob sua atenção e proteção. Diante deste contexto, a equipe de segurança deve abster-se de (A) permanecer sentado no interior do veículo enquanto estacionado aguardando a autoridade. (B) estacionar os veículos sempre com a frente voltada para a saída. (C) manter velocidade máxima que a via pública permitir. (D) inspecionar o carro antes de utilizá-lo e guardá-lo. (E) manter as portas trancadas e vidros fechados. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. A questão nos pede que apontemos a opção que não representa uma postura adequada para uma equipe de segurança na proteção de uma autoridade. Vamos aos itens: Item A – Não se deve fazer isso! Permanecer sentado no interior do veículo enquanto estacionado aguardando a autoridade deixa o agente em uma situação de extrema vulnerabilidade. Ele deve aguardar a autoridade posicionado próximo ao veículo, mas não dentro dele o tempo todo. Eis, de cara, a nossa resposta! (Errado) Item B – Postura corretíssima! Deve-se, de fato, procurar estacionar os veículos sempre com a frente voltada para a saída. (Certo) Item C – Ao conduzir veículos com autoridades, o segurança deve manter velocidade máxima que a via pública permitir. Apenas em situações excepcionais é que ele deve atribuir velocidade superior ou inferior à permitida. (Certo) Item D – Vimos aqui: todos os veículos que conduzem dignitários devem ser constantemente inspecionados e, como parte dessas recomendações, inspecionar o carro antes de utilizá-lo e guardá-lo é uma atitude mais que prudente. (Certo) Item E – Outra recomendação por nós estudada. (Certo) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 118 60. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Durante o planejamento e estruturação da segurança de uma autoridade, são estabelecidos círculos concêntricos em torno do dignitário, objetivando delimitar competências, atribuições particulares de cada agente e delineamento das ações de modo que sejam minimizadas ao máximo quaisquer possibilidades de atentados contra a integridade física do dignitário. Assim, a equipe formada por agentes trajados de forma adequada, infiltrados na população e distribuídos nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, tencionando detectar qualquer movimento hostil é denominada (A) precursora. (B) vistoria. (C) ostensiva. (D) aproximada. (E) velada. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Bem que eu te disse que a FCC gosta dos círculos concêntricos (e dos círculos tradicionais!). A prova está aí nessa questão recente! Vamos aproveitar e rever a citada teoria: Dentre os círculos acima, o de segurança VELADA é composto de elementos especializados, distribuídos nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, com trajes adequados à área e infiltrados na população, com a finalidade de detectar qualquer hostilização ou atentado. É o círculo a que se refere a questão. 61. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Em uma cerimônia, na qual uma autoridade governamental comparece para inauguração de obras de infraestrutura vinculadas ao sistema de transporte metroviário, o dispositivo de formação de escolta a pé adotado pelos agentes de segurança que melhor favorece a imagem da autoridade é a formação em (A) cunha. (B) círculo fechado. (C) "V". (D) losango. (E) linha frontal. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485119 Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Acabamos de ver que a formação que favorece a imagem do dignitário é a formação em "V", utilizada quando for necessário cobrir a retaguarda e os flancos, estando à frente livre para o dignitário. Reveja: 62. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Em uma dada situação, o presidente do TRF da 3a Região desloca-se para Assembleia Legislativa do Estado com escolta motorizada, onde haverá um ato solene. No entanto, existe a previsão de manifestações populares. Diante deste contexto, a fim de manter a integridade física da autoridade, a escolta motorizada deve (A) fazer com que o carro da autoridade saia do local do evento sem que ela esteja no interior do veículo. (B) alterar os horários programados de chegada e saída do evento. (C) trocar o carro da autoridade. (D) evitar o reconhecimento de itinerários principal e alternativo. (E) evitar a adoção de itinerários inopinados. Comentários: A alternativa E é o gabarito da questão. Item A – Totalmente sem nexo fazer com que o carro da autoridade saia do local do evento sem que ela esteja no interior do veículo. (Errado) Item B – Fica muito difícil para a equipe de segurança influenciar nos horários programados de chegada e saída do evento. (Errado) Item C – Como fazer isso em pleno deslocamento? Parar todo o aparato de segurança para isso? E mais: não há como ter a certeza que tal medida vai fazer alguma diferença significativa para a proteção do dignitário! (Errado). Item D – Como assim, evitar o reconhecimento de itinerários principal e alternativo?? De jeito nenhum! Tal reconhecimento é uma providência muito importante no planejamento da segurança de um dignitário. (Errado). Item E – Exatamente! Itinerários inopinados são itinerários repentinos, súbitos, de improviso, portanto, não planejados. Esses devem ser evitados! Não se pode confundir itinerário inopinado com o eventual, já que estes últimos são alternativos aos principais, já, portanto, predefinidos no planejamento. Alterar a rota para itinerário desconhecido, repentinamente, pode colocar em risco toda a operação, pois, provavelmente, não foram mapeados os pontos críticos e de risco desse roteiro. (Certo) Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 120 63. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Durante o planejamento de segurança de dignitários, deve- se levar em conta a contribuição dos órgãos de segurança pública estaduais incumbidos do policiamento ostensivo e preventivo (A) para a garantia da ordem pública − atividade realizada pela Policia Militar/Brigada Militar e também pela Polícia Civil, sendo a última, inclusive encarregada pela escolta do dignitário, desde que solicitada pela sua assessoria. (B) se empregado no evento onde está presente o dignitário, como garantia da ordem pública e, eventualmente, o fornecimento de informações de interesse à equipe de segurança. (C) para todos os deslocamentos do dignitário seja qual for a requisição de emprego de efetivo policial, que tem por objetivo providenciar a escolta através de batedores, bem como fechamento de vias durante o deslocamento, obrigatoriamente. (D) diretamente na escolta de qualquer dignitário, pois o elemento fardado inibe o cometimento de atentados, sendo necessário oficiar ao órgão de Polícia Militar do local do evento em que comparecerá a autoridade. (E) exceto durante os eventos em que o dignitário estiver presente, pois suas atribuições, em momento algum, refletem qualquer tipo de resultado no sucesso das ações de segurança. Comentários: A alternativa B é o gabarito da questão. Já vou responder e depois mostro os erros de cada item: Durante o planejamento de segurança de dignitários, deve- se levar em conta a contribuição dos órgãos de segurança pública estaduais incumbidos do policiamento ostensivo e preventivo se empregado no evento onde está presente o dignitário, como garantia da ordem pública e, eventualmente, o fornecimento de informações de interesse à equipe de segurança. (item B) Vimos em nossa aula que o perímetro composto pelos órgãos de segurança pública é caracterizado principalmente pela adoção de medidas de caráter preventivo, em sentido amplo e envolvendo toda a área de influência do evento ou do local onde estiver a autoridade e pelo estabelecimento de normas que integrem os diversos segmentos envolvidos na operação de segurança da autoridade. É o que nos afirma, em outras palavras, o item "B"! Item A - Erro : a Polícia Civil não é a encarregada pela escolta do dignitário, nem se solicitada pela sua assessoria. Item C - Erro: os órgãos de segurança pública não são os responsáveis pelo policiamento ostensivo e preventivo em todos os deslocamentos do dignitário. Isso vai depender muito da ocasião, do grau de risco do dignitário e outras variáveis. Item D - Diretamente na escolta de qualquer dignitário? Você já está cansado de saber que as coisas não funcionam bem assim, não é mesmo? Item E - Esse item foi demais! Uma aberração, pois contraria tudo o que aqui estudamos sobre as funções dos órgãos de segurança pública na segurança de dignitários. 64. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Para o sucesso das atividades de segurança de dignitários e mediante planejamento prévio, é realizada uma avaliação dos riscos envolvidos em Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 121 cada evento, estabelecendo- se uma referência para as ações a serem adotadas. Esta avaliação é realizada (A) pela assessoria da autoridade, sem relação com corpo de segurança. À equipe de segurança, incumbe, apenas, a execução do cronograma a ser cumprido, não cabendo a ela qualquer tipo de avaliação. (B) pelos órgãos de segurança pública da circunscrição onde será realizado o evento, após solicitação por parte da assessoria da autoridade. (C) pelas equipes de planejamento e precursora, exclusivamente, pois qualquer alteração havida nesta análise pode trazer consequências desastrosas para o sucesso das atividades de segurança. (D) pela equipe de planejamento e precursora, porém tal avaliação pode ser renovada a qualquer momento, levando em conta novos acontecimentos ou mudanças do cenário previamente estudado. (E) pela equipe de segurança aproximada, uma vez que esta equipe tem melhores condições de avaliar o cenário como um todo, pois observam os acontecimentos do ponto de vista do dignitário. Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Estudamos em nossa aula o quão é importante o correto planejamento na segurança de um dignitário, tanto o planejamento estratégico quanto o tático- operacional. O planejamento estratégico procura adaptar com sucesso a organização ao seu ambiente, tendo como base para a sua formulação a descrição minuciosa dos aspectos externos e internos relevantes, pois quanto maior a instabilidade e complexidade do meio envolvente, maior a necessidade do enfoque sistêmico e do planejamento estratégico. Nesse contexto, encaixam-se as análises de riscos. Nos planejamentos táticos e operacionais, por sua vez, definem-se o como e o que a organização deve fazer para realizar os objetivos estratégicos. Quanto tratamos das equipes de segurança aproximada, citamos a importantíssima equipe precursora, que é aquela que se antecipa nas operações e segue na frente para checar itinerários, pontos críticos e pontos de apoio, distância, tempo de deslocamento e outras providências. É também nesse contexto que são analisados os riscos de cada operação. Bom, mas as perguntas que faço avocê agora são as seguintes: Esse planejamento, uma vez realizado, deve ser rígido? E se, mesmo depois de tudo planejado, com a missão já iniciada, o cenário muda e manifestações não programadas se formam próximo ao evento onde a autoridade estará?? Deve-se manter o mesmo planejamento outrora realizado? Óbvio que não! Lembre-se que o planejamento (e seu respectivo Plano de Ação) deve ser flexível, prevendo-se a capacidade de mudanças de última hora. Logo, podemos afirma que a avaliação de riscos a que se refere o enunciado da questão é realizada pela equipe de planejamento e precursora, porém tal avaliação pode ser renovada a qualquer momento, levando em conta novos acontecimentos ou mudanças do cenário previamente estudado. 65. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Durante evento de inauguração das novas instalações do Tribunal Regional Federal, foi identificado possível artefato explosivo próximo ao palanque onde se encontra o dignitário. A providência a ser adotada pela equipe de segurança é (A) cobrir a autoridade e retirá-la imediatamente do local. (B) cobrir a autoridade e permanecer no local. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 122 (C) permanecer no local e aguardar a confirmação por parte da equipe especializada em artefatos explosivos sobre a real necessidade de retirada da autoridade. (D) identificar o tipo de artefato e desarmá-lo, imediatamente. (E) identificar o tipo de artefato e acionar a equipe especializada em controle e desarmamento de explosivos. Comentários: A alternativa A é o gabarito da questão. Antes de responder, não se apresse! Pense bem na cena descrita pelo comando da questão: Um evento de inauguração já está acontecendo, ou seja, o dignitário já está lá dele participando, quando foi identificado possível artefato explosivo próximo ao palanque onde se encontra o dignitário. O que fazer diante da grave situação? Proceder com a evacuação do dignitário! A evacuação da autoridade de um determinado local dar-se-á por ameaça, por realização de atentado ou por problema de saúde. No caso de atentado, cabe à equipe de segurança pessoal decidir sobre a evacuação da autoridade. A evacuação deve ser rápida, mas realizada sob controle e concomitante com a REAÇÃO e a COBERTURA CORPORAL, a fim de que a proteção seja mantida. No caso de um atentado, ou de ameaça dele, a conduta dos agentes de segurança pessoal é a de reagir, PROTEGER a autoridade e RETIRÁ-LA imediatamente do local. Em outras palavras: cobrir a autoridade e retirá-la imediatamente do local. 66. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Um determinado Magistrado realiza seus deslocamentos diários, de sua residência ao Fórum. Utiliza o mesmo itinerário, percorrendo, aproximadamente, 35 (trinta e cinco) quilômetros de rodovia e vias urbanas. Neste caso, está submetido, a um nível de segurança (A) normal, uma vez que durante este deslocamento o magistrado não terá contato com público, bem como o deslocamento rotineiro não depreende um planejamento de contingências. (B) elevado, uma vez que se efetua deslocamento rotineiro, com trajeto previamente estabelecido, sendo planejadas todas as ações necessárias de segurança. (C) reduzido, uma vez que este deslocamento rotineiro não necessita de maiores providências quanto à segurança do magistrado. (D) normal, pois o deslocamento é rotineiro sendo possível estabelecer com maior facilidade um plano de contingência ou estabelecimento de itinerários alternativos. (E) elevado, devido ao grande deslocamento efetuado e pelos tipos de vias percorridos (urbana e rodovias). Comentários: A alternativa D é o gabarito da questão. Bom, aqui é para você raciocinar da seguinte forma: se o Magistrado, em seus deslocamentos diários, utiliza o mesmo itinerário, ao se deslocar de sua residência para Fórum, é de se concluir no mínimo duas coisas: Ou o seu grau de risco é muito baixo (ou normal), ou sua equipe de segurança é muito displicente e pouco planeja suas atividades! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 123 Pois bem, não há dentre as opções de respostas nenhuma que insinue displicência ou despreparo da equipe. Todos os itens se relacionam com os graus de risco do dignitário. Em nossa Aula 00, página 25, vimos o seguinte: Logo, podemos concluir que, o magistrado a que se refere a questão está submetido a um nível de segurança normal, pois o deslocamento é rotineiro sendo possível estabelecer com maior facilidade um plano de contingência ou estabelecimento de itinerários alternativos. Plano de contingência = Plano B. O erro do item A foi citar que um o deslocamento rotineiro não depreende um planejamento de contingências. Grau de risco normal não há risco algum!! É mínimo, mas há sim! O item C vai pelo mesmo caminho e erra também! No item B o erro foi em afirmar que grau de risco elevado é compatível com deslocamentos rotineiros. De forma Alguma! Quanto ao item D, o deslocamento não é tão grande assim e, pelo que nos parece, é por vias bastante movimentadas. Não está muito bem fundamentado o item. 67. [FCC – TÉCNICO SEGURANÇA INSTIT. - CNMP – 2015 – Adapt.] Quanto à segurança de dignitário estrangeiro, considere: I. O motorista que conduz o veículo do dignitário estrangeiro, no ponto crítico, dever analisar a situação antes e reagir rapidamente, utilizando técnicas ofensivas para a fuga com segurança. II. O agente de segurança aproximado, conhecido como “mosca”, é responsável pela varredura do local; deve deslocar-se à frente do veículo do dignitário estrangeiro, em tempo variável, com a finalidade de neutralizar ou remover a aglomeração de curiosos, evitando riscos e perigo. III. As vias ou pistas à frente da comitiva têm que estar livres, pela ação dos Agentes Federais e veículos com sinaleira ligada, com fechamento antecipado e planejado de cruzamentos à frente, buscando minimizar riscos e perigos. IV. O planejador de segurança deve adotar as necessárias medidas para a proteção do dignitário estrangeiro, bem como coordenar com a Polícia Federal, evitando o envolvimento de outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, a fim de manter sigilo das informações. Está correto o que consta APENAS em (A) I e II. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 124 (B) II e IV. (C) I e III. (D) II e III. (E) I e IV. Comentários: A alternativa C é o gabarito da questão. Item I – Certíssimo e foi o que vimos aqui em nossa aula! Os pontos críticos são os locais que, por suas características, oferecem situações de risco, tais como viadutos, curvas acentuadas, obras ao longo de uma via, lombadas ou depressões que obrigam o comboio a reduzir a velocidade, etc. Assim, de fato, o motorista que conduz o veículo do dignitário estrangeiro, no ponto crítico, dever analisar a situação antes e reagir rapidamente, utilizando técnicas ofensivas para a fuga com segurança. (Certo) Item II – Opa, essa não é a função do agente de segurança aproximado, conhecido como “mosca”. Este agente, o mosca, possui a atribuição de fazer a cobertura corporal do protegido, colocando o seu corpo entre ele e a ameaça ou também tentar diminuir a exposição deste ao perigo reduzindo sua silhueta (empurrando, abaixando ou derrubando). (Errado) Item III – Sim, a afirmação está correta. Em uma operação organizada de escolta de dignitário estrangeiro,as vias ou pistas à frente da comitiva têm que estar livres, pela ação dos Agentes Federais e veículos com sinaleira ligada, com fechamento antecipado e planejado de cruzamentos à frente, buscando minimizar riscos e perigos. (Certo) Item IV - Evitar o envolvimento de outros órgãos? De jeito nenhum! De tudo que aqui estudamos, conclui- se que o planejador de segurança deve adotar as necessárias medidas para a proteção do dignitário estrangeiro, bem como coordenar com a Polícia Federal, buscando evitando o envolvimento de outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, a fim de manter sigilo das informações. (Errado). Logo, está correto o que consta APENAS em I e III. *** Caro aluno, finalizamos um importante assunto rumo à caminhada para o seu sucesso no concurso para a Polícia do Senado Federal! Material exclusivíssimo, para você, nosso aluno Estratégia! Não esqueça também de usar o fórum de seu curso para tirar todas as dúvidas que porventura aparecerem. Conte sempre conosco. Até a próxima aula! Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 125 LISTA DE QUESTÕES 1. [FGV – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TRE/PA – 2010] Para executar segurança pessoal, o profissional deve, primordialmente, usar técnicas (A) preventivas. (B) repressivas. (C) defensivas. (D) hostis. (E) contingenciais. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] De acordo com os conceitos mundialmente consagrados a respeito da segurança de dignitários, julgue o item a seguir. 2. Os princípios da segurança de dignitários incluem objetividade, iniciativa, simplicidade, surpresa e, se necessário, emprego da força. 3. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/2ª– 2008] O enfoque da segurança de dignitários é essencial e primordialmente (A) agressivo. (B) corretivo. (C) defensivo e corretivo. (D) preventivo. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 126 (E) punitivo. 4. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Ao ver uma pessoa estranha se aproximar rapidamente de um juiz, com um objeto na mão, os seguranças devem (A) usar de força física para parar e revistar esta pessoa. (B) apontar sua arma para a pessoa para intimidá-la. (C) impedir, a qualquer custo, a aproximação da pessoa. (D) agir com firmeza, observar cada gesto da pessoa, e determinar que ela se mantenha a uma distância segura da autoridade. (E) despreocupar-se, pois o juiz já possui proteção pessoal. 5. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006 – Adapt.] O chefe da segurança é o principal responsável pela segurança da autoridade; portanto, ele terá de ficar sempre à frente da autoridade. 6. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] Considere que determinada autoridade deve comparecer a um evento a ser realizado em recinto fechado para pequeno número de pessoas, todavia havendo sério risco de eventual atentado por parte de forças oponentes. Nessa situação hipotética, ao tomar conhecimento disso, o serviço de segurança, antes de qualquer medida, deve impedir a realização do evento, visando garantir a integridade física do dignitário. 7. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU - 2007] Na ótica contemporânea, o gestor e os profissionais da área de segurança devem (A) atentar para as atitudes, técnicas e táticas corretas, bem como para o uso em alta escala das mais variadas tecnologias disponíveis. (B) atentar somente para as ações ocorridas no passado, a fim de evitar riscos e perdas presentes e futuras. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 127 (C) buscar fortemente e em caráter prioritário desenvolver somente aptidões em defesa pessoal, incluindo artes marciais e tiro. (D) ter clareza de que Inteligência e Segurança são métodos distintos que não se confundem e nem se completam. (E) respeitar, tanto quanto possível, os paradigmas da Organização, exceto em situações de manejo de emergência. 8. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – STM – 2011] É vedada a utilização de telefonia móvel para a comunicação entre os agentes de segurança que realizam a segurança de dignitário. 9. [FCC – TECNICO JUDIC. DE SEGURANÇA – TRT 1ª - 2011] Com relação à segurança das pessoas, é INCORRETO, afirmar: (A) pode ser geral quando voltada para as pessoas ou grupos, ou institucional quando voltada para as atividades corporativas das instituições como um todo. (B) a força é um recurso que deve ser utilizada assim que for percebido que houve falha nas medidas preventivas. (C) o principal foco é a ação preventiva. (D) é essencial a cooperação do protegido para o sucesso nas ações. (E) o bem-estar do protegido deve ser, juntamente com a proteção da integridade física, a preocupação fundamental. 10. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006- ADAPT.] Quando o agente de segurança faz a segurança de uma autoridade em uma festa, o ideal é que ele se misture aos convidados, comendo, bebendo, pois assim ele não levantará suspeita. 11. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Um dos princípios básicos da defesa pessoal é utilizar e desviar a força do oponente, aproveitando-a contra ele mesmo, independentemente de sua compleição física ou força. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 128 12. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TRE/BA – 2010] A equipe de segurança de um dignitário deve trajar roupa em estilo diferente do da autoridade, para que a equipe possa ser identificada pela população, tendo como objetivo inibir qualquer tipo de atentado. 13. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRF/1ª- 2007] Dois agentes de segurança estão protegendo uma importante autoridade que caminha pela via pública quando, repentinamente, uma pessoa se aproxima rapidamente da autoridade com um objeto na mão. Nesse caso, os seguranças NÃO (A) podem abordar a pessoa, interpondo-se entre ela e a autoridade. (B) podem imobilizar a pessoa e revistá-la, verificando o que ela tem na mão. (C) devem apontar sua arma para esta pessoa para intimidá-la. (D) devem atuar com firmeza, observando cada pequeno gesto da pessoa e determinar que ela se mantenha a uma distância considerada segura. (E) devem tomar o objeto da mão da pessoa, com uso da força, se necessário, mas sem causar lesões. 14. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRF/1ª- 2007] Quando a ocasião exigir máxima discrição dos agentes de segurança é recomendável, para o reconhecimento mútuo e a troca de breves informações entre si, a utilização de (A) fardas com distintivos especiais. (B) senhas previamente combinadas. (C) mensageiros de confiança. (D) rádio-comunicação. (E) celulares. 15. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Durante as atividades relacionadas à segurança do Tribunal, uma qualidade importante do técnico judiciário− segurança é Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 129 (A) o bom humor, que consiste em manter os funcionáriose usuários do Tribunal psicologicamente bem dispostos. (B) a coragem desenfreada de enfrentar os obstáculos e perigos relacionados às suas atribuições de controle e vigilância. (C) a força bruta, que sempre é necessária para controlar situações de risco, como roubos ou agressões que ocorram nas áreas sob sua responsabilidade. (D) a desconfiança obstinada, que é a capacidade de exigir documentos e proceder a revistas quando observar pessoas em atitudes suspeitas. (E) a memória visual, que é a faculdade do servidor de guardar fisionomias ou relembrar de fatos que ocorreram nas áreas sob sua responsabilidade. 16. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] Quando uma autoridade deixa seu local de trabalho protegido por sua equipe de proteção pessoal, os demais técnicos judiciários da área de segurança devem (A) impedir, em conjunto com os seguranças pessoais, que pessoas estranhas se aproximem demasiadamente da autoridade. (B) causar boa impressão à autoridade, afastando a todos com voz alta e em tom enérgico. (C) revistar as pessoas que aguardam para ver a autoridade na saída do prédio. (D) organizar revista em pacotes que funcionários ou visitantes estejam carregando. (E) impedir que o local seja danificado. 17. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] A fim de prevenir acidentes e desenvolver trabalho com qualidade é necessário que o segurança, acima de qualquer condição, (A) adapte-se ao ambiente de trabalho, fazendo amigos. (B) procure conhecer muito bem as tarefas que executa. (C) utilize os equipamentos de informática adequados ao trabalho. (D) tenha bons contatos com os superiores hierárquicos do Tribunal. (E) despreocupe-se com o funcionamento de circuitos fechados de câmeras. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 130 18. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] No exercício de suas tarefas, é importante que o segurança (A) conheça com propriedade o regulamento da repartição a que serve. (B) ofereça, regularmente, café às autoridades, como prova de sua cortesia. (C) entretenha-se com leituras ou "games" para manter-se atualizado. (D) faça ser cumprida, por todos, as normas de funcionamento da repartição. (E) desconheça qualquer limitação de amizades ou condutas dentro ou fora de seu local de trabalho. 19. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] O serviço de segurança de dignitários está sujeito a diversas vulnerabilidades. Dentre outras, NÃO é correto considerar como vulnerabilidade: (A) excesso de informação. (B) rotina. (C) improvisação. (D) falta de motivação. (E) falta de interação do dignitário com o sistema de segurança. 20. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] As equipes de segurança estão distribuídas em dois grandes grupos: o grupo de execução e o grupo precursor. 21. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] A segurança em torno de uma autoridade deve-se desenvolver em círculos concêntricos. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 131 22. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Acerca da composição das equipes de segurança, a equipe que não faz parte do grupo de execução é a equipe de segurança (A) avançada. (B) velada. (C) externa. (D) ostensiva. 23. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – MPU – 2010] Em eventos públicos de que participem autoridades, a equipe de vistoria é responsável pela verificação de pontos críticos, pelo estabelecimento de contato com o organizador do evento e pelo policiamento ostensivo, incluindo-se escolta e batedores. 24. [FCC – TECNICO JUDIC. ESPEC. SEGURANÇA – TRF/1ª– 2011] Com relação ao modus operandi dos técnicos da área de segurança, analise: I. A operação de segurança das pessoas pode ser desencadeada de forma caracterizada, quando os agentes atuam ostensivamente, ou de forma descaracterizada, quando os agentes atuam veladamente ou descaracterizados, sem envolvimento direto nas ações. II. Existem dois universos distintos na segurança das pessoas: o ambiente privado dos indivíduos ou grupos e o ambiente corporativo das empresas. III. O modo de operação na segurança das pessoas varia conforme o ambiente a ser protegido, cabendo a adaptação e a atuação de acordo com cada ambiente em que se está atuando. Está correto o que consta SOMENTE em: (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e III. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 132 25. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/1ª – 2011] Ao modus operandi da operação da segurança das pessoas, de forma descaracterizada, os agentes (A) agem como elemento de apoio, juntamente com os agentes ostensivos. (B) agem veladamente com bastante discrição. (C) ocultam completamente essa condição mas atuam diretamente nas ações. (D) agem secretamente sendo direcionados, preferencialmente, para a prevenção. (E) operam não uniformizados e sempre no ramo da segurança VIP (pessoa muito importante). 26. [CESPE – AGENTE MOTORISTA-SEGURANÇA – MPE/AM- 2008] Verificar condições do local e do público antes da passagem ou chegada da autoridade é responsabilidade da equipe de segurança ostensiva. 27. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê- la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Para essa situação, é correto que seja elaborado um planejamento de segurança, para o qual deverão ser coletadas informações inerentes ao evento, tais como número de participantes, controle de entrada, identificação de participantes, levantamento do local, grau de risco a que estará exposta a autoridade, entre outras. 28. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TRE/AL – 2004] Para garantir a segurança de autoridades e evitar agressões físicas, danos morais e até mortes, foram criados grupos especializados formados por indivíduos treinados e bem aparelhados. Tráfego intenso, sinais luminosos, passarelas, túneis, vias com vegetação lateral, lombadas, subidas íngremes e obras são alguns dos pontos críticos quanto à segurança durante o transporte de uma autoridade. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 133 29. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] O itinerário a ser percorrido pelo dignitário deve, o quanto possível, restringir-se ao conhecimento da assessoria de segurança. 30. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU - 2007] Com relação à segurança de dignitários, na escolha de trajetos apropriados a serem utilizados, a equipe de segurança deve considerar como adequados, dentre outros, os aspectos: (A) o reconhecimento do planejamento do dignitário e as condições de tráfego do trajeto. (B) a vontade do dignitário na decisão do trajeto e a execução das ações de segurança. (C) a preparação e o planejamento do dignitário, bem como a execução das ações de emergência. (D) a determinação da vontade do dignitário e o reconhecimento da regiãode destino. (E) o exame em carta (mapa), o reconhecimento dos trajetos e áreas de destino, bem como o planejamento das ações de segurança decorrentes. 31. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] Sobre deslocamento de dignitários, considere: I. Os deslocamentos (a pé ou transportado) são as situações mais vulneráveis às quais uma autoridade pode se submeter. II. Um dos objetivos da segurança é se antecipar às ações de risco. III. O reconhecimento do itinerário deve ser realizado assim que for definido todo o esquema de segurança. Está correto o que consta em (A) I e II, apenas. (B) I, II e III. (C) II, apenas. (D) III, apenas. (E) I e III, apenas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 134 32. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/6ª – 2012] Sobre as técnicas, táticas e modus operandi da segurança de dignitários, é correto afirmar que (A) a atuação descaracterizada do segurança facilita ações preventivas, pelo fato de estar desuniformizado. (B) a lealdade e a sinceridade, independentes dos desdobramentos, são alguns parâmetros de conduta por parte do segurança. (C) reuniões antes do uso, pela primeira vez, do plano de segurança são ineficazes na segurança de dignitários. (D) a execução do plano de segurança deve ser colocado em prática logo após sua elaboração escrita. (E) sempre haverá distinção entre o modus operandi utilizado para a segurança de pessoas e do empregado para empresas. 33. [FCC – TECNICO JUD. SEGURANÇA E TRANSP. – TRF/2ª – 2012] Com relação à Segurança de Dignitários, é correto afirmar: (A) Nos casos de eventos adversos, o protegido é quem dará a ordem final sobre a sua segurança. (B) A formação policial já credencia e habilita o agente para o exercício da atividade de segurança de dignitários. (C) Quando o agente atua de forma descaracterizada, ainda assim, ele pode e deve agir de forma preventiva. (D) Atuando de forma velada, o agente oculta completamente a sua condição e atua secretamente. (E) Deve-se agir, principalmente, na forma repressiva. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Acerca das formações das escoltas a pé, julgue os itens a seguir. 34. Qualquer que seja a formação, o mosca é o último recurso utilizado em caso de um atentado. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 135 35. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Na formação em losango, o mosca se posiciona à direita da pessoa que está sendo protegida. 36. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TSE – 2006] Na formação em losango, utiliza-se o número mínimo de cinco agentes. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê- la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Com relação à situação hipotética apresentada, julgue os itens a seguir. 37. Diante das circunstâncias do evento e do local de sua realização, é recomendável que a referida equipe responsável pela segurança seja de fato constituída de uma equipe móvel, encarregada das medidas que garantam a integridade física da autoridade; uma equipe de segurança velada, formada por agentes infiltrados entre os participantes do evento, com a finalidade de detectar e prevenir qualquer ato de hostilidade; e uma equipe de segurança ostensiva, responsável pelo trabalho ostensivo e de apoio às outras equipes, facilitando os deslocamentos, anulando ou intimidando ações hostis e prevenindo acidentes. 38. Como o local do evento é um recinto fechado e existe risco iminente de hostilidade, a formação da equipe de segurança em torno da autoridade deverá ser feita em losango, com um número mínimo de quatro agentes. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – MPU – 2010] No que diz respeito às atividades relacionadas com a segurança de dignitários, julgue os itens subsequentes. 39. No que se refere à escolta a pé, o tipo de escolta que proporciona melhor segurança aproximada é representado por uma formação em losango em torno da autoridade, sendo um agente posicionado à frente dela, um ao lado esquerdo, um ao lado direito e um à retaguarda. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 136 40. [CESPE – TEC. JUDICIÁRIO SEGURANÇA – TST – 2008] Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e protegê- la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para dois mil lugares. Em caso de atentado ou ameaça de agressão contra a autoridade, é possível que procedimentos de proteção, remoção e reação devam ser adotados. 41. [CESPE – TEC. SEGURANÇA JUDICIÁRIA – TJDFT – 2008] Nos deslocamentos motorizados de uma autoridade, o mínimo aceitável são dois veículos — o da equipe de segurança pessoal, que segue avançado, e o veículo do dignitário, que se desloca à retaguarda. 42. [FCC – TÉCNICO ÁREA 02 – BACEN – 2006] No que concerne a táticas e técnicas operacionais de execução de atividades de segurança, quaisquer que sejam elas, I. é mister que haja gradação ao empregá-las, ou seja, do modus operandis mais complexo para o mais simples. II. deve-se considerar, enquanto planejamento, a adoção de uma metodologia, estabelecendo módulos e fases, realizando reuniões de coordenação preparatórias de organização de roteiros. III. deve-se , se necessário, realizar reconhecimentos e treinamentos, salvaguardando a discrição e o sigilo, selecionando, ainda, itinerários alternativos para os deslocamentos da equipe. É INCORRETO o que consta em (A) I, II e III. (B) I e II, apenas. (C) III, apenas. (D) II, apenas. (E) I, apenas. 43. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] Visando a segurança da autoridade usuária de automóvel oficial, o segurança deverá atentar para as seguintes providências: Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 137 I. Evitar rotinas; procurar diversificar os itinerários e, se possível, os horários de saída e de chegada. II. Não descuidar da manutenção preventiva dos veículos, mantendo pneus, faróis, sistema elétrico, travas, motor, bateria, entre outros, sempre em ordem, evitando sinistros ou quebras que obriguem a parada do veículo em local não previsto. III. Se estiver dirigindo e algo líquido atingir o para-brisa do veículo não se deve acionar os limpadores, pois há relatos de que um determinado tipo de resina, ao ser jogada no vidro e ser espalhada pelos limpadores, provoca embaçamento que obriga o motorista a parar. IV. Não parar se o carro for atingido por pedras ou qualquer outro objeto. V. Escolher itinerários apropriados, evitando áreas de riscos conhecidas. É correto o que consta em (A) I e V, apenas. (B) I, II e III, apenas. (C) II, III e IV, apenas. (D) I, II, III, IV e V. (E) II e III, apenas. 44. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] O profissionalda área de segurança que transporta dignitários em veículo oficial deve atentar para as seguintes premissas de segurança: I. Nunca se deve ficar dentro do carro estacionado com o dignitário, pois há possibilidade de ambos se transformarem nas “vítimas perfeitas”. II. Não se deve deixar nenhum objeto dentro do carro, deslocando todos os pertences do dignitário e dos acompanhantes para o porta-malas antes do início dos trajetos. III. Ao retornar para o veículo com o dignitário, deve-se embarcar rapidamente e deixar o local. IV. Se o trajeto com o dignitário obriga o segurança a estacionar sempre nas mesmas imediações e a tampa do tanque de gasolina do veículo for roubada, deve-se trocar todas as chaves do automóvel- alvo o mais rapidamente possível, pois sabe-se que roubam tais tampas para providenciar cópias das chaves do veículo a fim de abatê-lo oportunamente. V. Ao retornar para o veículo, o segurança observa que há um pneu furado, devendo trocá-lo rapidamente pelo sobressalente, enquanto o dignitário aguarda dentro do veículo, e, logo após, deixar o local. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 138 É correto o que consta em (A) I, II e IV, apenas. (B) II, III e V, apenas. (C) I, III e V, apenas. (D) III e IV, apenas. (E) I, II, III, IV e V. 45. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] O segurança “X” recebeu a incumbência de prestar segurança a um membro do Ministério Público da União no decorrer de uma viagem. Sendo assim, considere: I. Reconhecer os meios de transporte a serem utilizados nos deslocamentos, os itinerários e as instalações a serem utilizadas durante a viagem. II. Aprovar toda a programação a ser cumprida pela pessoa a quem “X” está incumbido de prestar segurança. III. Determinar os eventos públicos dos quais essa pessoa participará e o tipo de assistentes ou participantes desse evento. IV. Fazer contato com outros membros da segurança dos eventos dos quais essa pessoa participará, a fim de determinar ações a eles. V. Verificar os tipos de apoios, na área de segurança, que “X” poderá encontrar nos locais a serem percorridos. São ações pertinentes ao segurança “X” as descritas em (A) I, II e III, apenas. (B) IV e V, apenas. (C) III e IV, apenas. (D) I e V, apenas. (E) I, II, III, IV e V. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 139 46. [FCC – TECNICO DE SEGURANÇA – MPU- 2007] Considere a situação de trânsito abaixo. No que diz respeito à segurança no transporte de dignitários, em situação tático-operacional normal e em condições igualmente normais de tráfego, é correto que o segurança posicione-se conforme (A) o veículo 1. (B) o veículo 2. (C) o veículo 3. (D) os veículos 2 ou 3, sem restrições. (E) os veículos 1 ou 3, sem restrições. 47. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/18ª – 2008] A segurança de dignitário tem como um de seus principais enfoques a proteção do segurado e, para atingir tal objetivo, deve-se I. evitar, tanto quanto possível, confrontos desnecessários e situações de perigo. II. prevenir e atuar nas situações de crise, provocando acidentes quando qualquer tipo de ameaça puder comprometer a integridade física do protegido. III. atuar em emergências médicas, aplicando técnicas de salvamento, delegando a terceiros a organização e isolamento completo do local de atendimento. IV. selecionar, previamente, itinerários para deslocamentos com o dignitário. É INCORRETO o que consta em (A) I, II, III e IV. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 140 (B) I e II, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I, III e IV, apenas. (E) II, III e IV, apenas. 48. [FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRT/9ª – 2010] Sobre a segurança de dignitários considere: I. Existem diferentes Planos de Ação, de acordo com cada tipo de autoridade, porém, a Estratégia é sempre a mesma. II. O planejamento tático pode e deve ser empregado em qualquer tipo de situação de segurança de dignitários. III. Deve conter apenas o plano de defesa (estratégico e tático). Está correto o que consta APENAS em (A) III. (B) I. (C) II e III. (D) I e II. (E) II. 49. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/4ª – 2011] NÃO constitui uma medida correta de segurança de dignitários (A) utilizar-se de ações e táticas com a menor interferência possível no cenário externo. (B) deixar o poder de decisão a cargo do protegido em caso de eventos adversos. (C) despender tempo com a proposição e teste de itinerários alternativos. (D) trabalhar priorizando as medidas mais simples e mais discretas. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 141 (E) agir preventivamente, evitando o confronto. 50. [FCC – TECNICO JUD. ESPEC. SEGURANÇA – TRT/6ª – 2012] Quanto à segurança de Dignitários é correto afirmar: (A) O reconhecimento do itinerário deve ser realizado antes de ser definido todo o esquema de segurança. (B) A rotina faz parte da vida cotidiana da população e não faz diferença na segurança da autoridade. (C) Quaisquer que sejam as técnicas empregadas na segurança de dignitários, deve-se seguir a gradação da mais complexa para a mais simples quando se define o esquema de segurança. (D) O emprego de um segurança de dignitários nunca envolve responsabilidades civis para esse agente. (E) O uso de agentes oriundos das polícias e das Forças Armadas nunca é permitido na segurança de dignitários. 51. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] É objetivo da segurança pessoal antecipar-se às ações que põem em risco a integridade física de uma autoridade, estabelecendo procedimentos adequados que levam em consideração os prováveis agressores e seus meios de ação. Em relação ao plano de segurança de um dignitário, (A) O fato de nenhuma adversidade ter ocorrido durante a execução de um plano de segurança pressupõe que os méritos deverão ser atribuídos somente à equipe de planejamento. (B) O planejamento deve ser elaborado para identificar a possibilidade de materialização do perigo. (C) Na definição das táticas e técnicas de execução de atividades de segurança, a gradação de emprego deverá considerar o modus operandi da atividade mais simples para a mais complexa. (D) O suporte de inteligência voltado à segurança de autoridades pressupõe a manutenção do segredo acerca das informações obtidas, de suas fontes e dos procedimentos adotados. (E) Somente a excelência do treinamento dos agentes garante o sucesso na execução de um plano de segurança. 52. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Um “Planejamento de Segurança de Dignitário” existe para fazer frente ao conjunto de ameaças previsíveis, sendo que seu Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 142 dimensionamento deverá estar embasado de acordo com os fatores que constituem o triângulo de segurança. Nesse sentido, representa tais fatores: (A) informação, ameaças e riscos. (B) riscos, conjuntura atual e logística. (C) conjunturaatual, riscos e informação. (D) agentes qualificados, informação e logística. (E) recursos humanos, agentes qualificados e logística. 53. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Quanto ao documento a ser elaborado visando estabelecer o Plano de Proteção de Dignitários deve (A) orientar a execução da proteção da autoridade. (B) apresentar sempre as mesmas características de segurança, independente da conjuntura do momento. (C) ser rígido, de forma a não possibilitar mudanças na sua execução. (D) permitir que a autoridade defina o nível de segurança mais adequado. (E) instruir a equipe na elaboração do planejamento da missão. 54. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Para a elaboração de um plano de segurança que venha garantir a integridade física de um dignitário devem ser analisados dados e informações que possibilitem o estabelecimento de um planejamento efetivo. Analise os itens abaixo e identifique quais devem necessariamente ser levados em consideração na elaboração do referido plano: I. Seus hábitos. II. Vontade pessoal. III. Sua personalidade. IV. Características pessoais. Está correto o que se afirma APENAS em Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 143 (A) I e IV. (B) II e III. (C) I, III e IV. (D) I, II e III. (E) II, III e IV. 55. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] Para proporcionar uma efetiva segurança aos dignitários, a ação de segurança que I. permite dar alerta oportuno de um perigo é a cobertura. II. procura interceptar, desorganizar e enganar o oponente antes dele atuar é a vigilância. III. procura impedir a observação direta e o ataque surpresa de um oponente é a proteção. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e III. (E) II e III. 56. [FCC – TECNICO ESPEC. SEGURANÇA – DPE/RS – 2013] A equipe pertencente ao Grupo de Execução do Plano de Segurança de Dignitário que tem a responsabilidade pela proteção imediata da autoridade e por sua retirada em caso de emergência é (A) a velada. (B) a avançada. (C) a precursora. (D) o planejamento. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 144 (E) a aproximada. 57. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 18ª – 2013] Durante a realização das escoltas motorizadas, por ocasião do emprego de viaturas na segurança de dignitários, o motorista e os agentes de segurança devem evitar (A) inspecionar a viatura antes de guardá-la e antes de usá-la. (B) manter a rotina bem como os horários e itinerários de deslocamentos. (C) estacionar a viatura sempre com a frente voltada para a saída. (D) manter a viatura em movimento em caso de ataque. (E) manter as portas trancadas e os vidros fechados da viatura. 58. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 15ª – 2013] São vantagens que o executante de um atentado tem diante da proteção que se realiza a um dignitário: (A) rotina pouco conhecida das atividades do dignitário e vazamento de informações. (B) meios de comunicações eficientes dos agentes, que podem ser facilmente grampeados, bem como serem realizadas escutas clandestinas. (C) conhecimento do local da ação e a falta de cooperação do próprio dignitário com a sua equipe de segurança. (D) tempo suficiente para um adequado planejamento, não obstante a dificuldade de ocultação entre o público, convidados ou imprensa. (E) preparo dos agentes de segurança, que contraditoriamente não podem fugir às regras do planejamento estabelecido. 59. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Durante a realização de escoltas motorizadas, as equipes de segurança deverão atentar para que determinadas prescrições sejam observadas de maneira a garantir e preservar a segurança da autoridade que está sob sua atenção e proteção. Diante deste contexto, a equipe de segurança deve abster-se de (A) permanecer sentado no interior do veículo enquanto estacionado aguardando a autoridade. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 145 (B) estacionar os veículos sempre com a frente voltada para a saída. (C) manter velocidade máxima que a via pública permitir. (D) inspecionar o carro antes de utilizá-lo e guardá-lo. (E) manter as portas trancadas e vidros fechados. 60. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Durante o planejamento e estruturação da segurança de uma autoridade, são estabelecidos círculos concêntricos em torno do dignitário, objetivando delimitar competências, atribuições particulares de cada agente e delineamento das ações de modo que sejam minimizadas ao máximo quaisquer possibilidades de atentados contra a integridade física do dignitário. Assim, a equipe formada por agentes trajados de forma adequada, infiltrados na população e distribuídos nos locais dos eventos ou nos itinerários da autoridade, tencionando detectar qualquer movimento hostil é denominada (A) precursora. (B) vistoria. (C) ostensiva. (D) aproximada. (E) velada. 61. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Em uma cerimônia, na qual uma autoridade governamental comparece para inauguração de obras de infraestrutura vinculadas ao sistema de transporte metroviário, o dispositivo de formação de escolta a pé adotado pelos agentes de segurança que melhor favorece a imagem da autoridade é a formação em (A) cunha. (B) círculo fechado. (C) "V". (D) losango. (E) linha frontal. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 146 62. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 3ª – 2014] Em uma dada situação, o presidente do TRF da 3a Região desloca-se para Assembleia Legislativa do Estado com escolta motorizada, onde haverá um ato solene. No entanto, existe a previsão de manifestações populares. Diante deste contexto, a fim de manter a integridade física da autoridade, a escolta motorizada deve (A) fazer com que o carro da autoridade saia do local do evento sem que ela esteja no interior do veículo. (B) alterar os horários programados de chegada e saída do evento. (C) trocar o carro da autoridade. (D) evitar o reconhecimento de itinerários principal e alternativo. (E) evitar a adoção de itinerários inopinados. 63. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Durante o planejamento de segurança de dignitários, deve- se levar em conta a contribuição dos órgãos de segurança pública estaduais incumbidos do policiamento ostensivo e preventivo (A) para a garantia da ordem pública − atividade realizada pela Policia Militar/Brigada Militar e também pela Polícia Civil, sendo a última, inclusive encarregada pela escolta do dignitário, desde que solicitada pela sua assessoria. (B) se empregado no evento onde está presente o dignitário, como garantia da ordem pública e, eventualmente, o fornecimento de informações de interesse à equipe de segurança. (C) para todos os deslocamentos do dignitário seja qual for a requisição de emprego de efetivo policial, que tem por objetivo providenciar a escolta através de batedores, bem como fechamento de vias durante o deslocamento, obrigatoriamente. (D) diretamente na escolta de qualquer dignitário, pois o elemento fardado inibe o cometimento de atentados, sendo necessáriooficiar ao órgão de Polícia Militar do local do evento em que comparecerá a autoridade. (E) exceto durante os eventos em que o dignitário estiver presente, pois suas atribuições, em momento algum, refletem qualquer tipo de resultado no sucesso das ações de segurança. 64. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Para o sucesso das atividades de segurança de dignitários e mediante planejamento prévio, é realizada uma avaliação dos riscos Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 147 envolvidos em cada evento, estabelecendo- se uma referência para as ações a serem adotadas. Esta avaliação é realizada (A) pela assessoria da autoridade, sem relação com corpo de segurança. À equipe de segurança, incumbe, apenas, a execução do cronograma a ser cumprido, não cabendo a ela qualquer tipo de avaliação. (B) pelos órgãos de segurança pública da circunscrição onde será realizado o evento, após solicitação por parte da assessoria da autoridade. (C) pelas equipes de planejamento e precursora, exclusivamente, pois qualquer alteração havida nesta análise pode trazer consequências desastrosas para o sucesso das atividades de segurança. (D) pela equipe de planejamento e precursora, porém tal avaliação pode ser renovada a qualquer momento, levando em conta novos acontecimentos ou mudanças do cenário previamente estudado. (E) pela equipe de segurança aproximada, uma vez que esta equipe tem melhores condições de avaliar o cenário como um todo, pois observam os acontecimentos do ponto de vista do dignitário. 65. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Durante evento de inauguração das novas instalações do Tribunal Regional Federal, foi identificado possível artefato explosivo próximo ao palanque onde se encontra o dignitário. A providência a ser adotada pela equipe de segurança é (A) cobrir a autoridade e retirá-la imediatamente do local. (B) cobrir a autoridade e permanecer no local. (C) permanecer no local e aguardar a confirmação por parte da equipe especializada em artefatos explosivos sobre a real necessidade de retirada da autoridade. (D) identificar o tipo de artefato e desarmá-lo, imediatamente. (E) identificar o tipo de artefato e acionar a equipe especializada em controle e desarmamento de explosivos. 66. [FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF 4ª – 2014] Um determinado Magistrado realiza seus deslocamentos diários, de sua residência ao Fórum. Utiliza o mesmo itinerário, percorrendo, aproximadamente, 35 (trinta e cinco) quilômetros de rodovia e vias urbanas. Neste caso, está submetido, a um nível de segurança (A) normal, uma vez que durante este deslocamento o magistrado não terá contato com público, bem como o deslocamento rotineiro não depreende um planejamento de contingências. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 148 (B) elevado, uma vez que se efetua deslocamento rotineiro, com trajeto previamente estabelecido, sendo planejadas todas as ações necessárias de segurança. (C) reduzido, uma vez que este deslocamento rotineiro não necessita de maiores providências quanto à segurança do magistrado. (D) normal, pois o deslocamento é rotineiro sendo possível estabelecer com maior facilidade um plano de contingência ou estabelecimento de itinerários alternativos. (E) elevado, devido ao grande deslocamento efetuado e pelos tipos de vias percorridos (urbana e rodovias). 67. [FCC – TÉCNICO SEGURANÇA INSTIT. - CNMP – 2015 – Adapt.] Quanto à segurança de dignitário estrangeiro, considere: I. O motorista que conduz o veículo do dignitário estrangeiro, no ponto crítico, dever analisar a situação antes e reagir rapidamente, utilizando técnicas ofensivas para a fuga com segurança. II. O agente de segurança aproximado, conhecido como “mosca”, é responsável pela varredura do local; deve deslocar-se à frente do veículo do dignitário estrangeiro, em tempo variável, com a finalidade de neutralizar ou remover a aglomeração de curiosos, evitando riscos e perigo. III. As vias ou pistas à frente da comitiva têm que estar livres, pela ação dos Agentes Federais e veículos com sinaleira ligada, com fechamento antecipado e planejado de cruzamentos à frente, buscando minimizar riscos e perigos. IV. O planejador de segurança deve adotar as necessárias medidas para a proteção do dignitário estrangeiro, bem como coordenar com a Polícia Federal, evitando o envolvimento de outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, a fim de manter sigilo das informações. Está correto o que consta APENAS em (A) I e II. (B) II e IV. (C) I e III. (D) II e III. (E) I e IV. Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485 149 GABARITO 1. A 2. C 3. D 4. D 5. E 6. E 7. A 8. E 9. B 10. E 11. C 12. E 13. C 14. B 15. E 16. A 17. B 18. A 19. A 20. E 21. C 22. C 23. E 24. B 25. D 26. E 27. C 28. C 29. C 30. E 31. A 32. B 33. C 34. C 35. E 36. E 37. C 38. C 39. C 40. C 41. E 42. E 43. D 44. A 45. D 46. B 47. C 48. E 49. B 50. A 51. D* 52. D 53. A 54. C 55. C 56. E 57. B 58. C 59. A 60. E 61. C 62. E 63. B 64. D 65. A 66. D 67. C Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão, Thais de Assunção (Equipe Marcos Girão) Aula 11 Segurança Corporativa p/ BACEN (Técnico Área 2 - Segurança Institucional) 2021 - Pré-Edital www.estrategiaconcursos.com.br 1694485