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Estudo Bíblico João 4

Lição da EBD (Lição 04) sobre João 4 — Jesus e a mulher samaritana. Apresenta orientação pedagógica, objetivos, sugestão de leitura bíblica (Jo 4.1‑26), contextualização histórica dos samaritanos, menção a suplemento do professor e oferta de slides/PDF.

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Lição 04 - JOÃO 4 – Jesus e a Mulher
Samaritana | 2° Trimestre de 2024 |
EBD PECC
 0  Pecador Confesso  quarta-feira
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor todo o conteúdo de
cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o n...
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
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Afora o suplemento do professor todo o conteúdo de cada lição é igual para
alunos e mestres, inclusive o número da página
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em João 4 há 54 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, João 4.1-26 (5 a 7
min.). A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a
leitura da Bíblia.
Proporcione aos alunos a compreensão da rivalidade entre judeus e samaritanos para que eles
possam entender o porquê João preferiu citar o grupo étnico dessa mulher em vez do seu
próprio nome. Após a morte de Salomão, ο reino de Israel foi dividido em Reino do Norte, cuja
capital era Samaria, e Reino do Sul. 700 anos antes de Cristo, o Reino do Norte acabou, pois foi
tomado e alguns de seus habitantes deportados para a Assíria, mas alguns dos que ficaram se
envolveram em casamentos pagãos, como isso era proibido pela Lei de Moisés, os judeus do
Reino do Sul perderam pelos samaritanos o sentimento de irmão. Sendo assim, na lente
judaica, aquela mulher não merecia receber salvação.
OBJETIVOS
Aceitar que a salvação não tem fronteiras.
Aderir às estratégias de Jesus de evangelização.
Causar impacto por meio da evangelização.
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PARA COMEÇAR A AULA
Na leitura bíblica em classe, dê uma atenção especial para a ausência dos
discípulos no encontro de Jesus com a samaritana (Jo 4.8) – pois nesse
momento, eles tinham ido à cidade. Esse acontecimento foi proporcionado
por Jesus, pois este sabia que os discípulos não consideravam os
samaritanos dignos de salvação, bem como compunham uma sociedade
machista; e ela era mulher e samaritana. Desse modo, provavelmente, os
seguidores atrapalharam aquela conversa que gerou salvação àquela
mulher.
LEITURA ADICIONAL
Antes de prosseguir na exposição do texto, precisamos falar sobre a origem do povo
samaritano. Com a morte do rei Salomão em 931 a.C., Israel foi dividido em dois reinos. Das
doze tribos, dez seguiram a liderança cismática de Jeroboão I, formando o que conhecemos
como Israel, ou Reino do Norte, distinto de Judá, ou Reino do Sul. O rei Onri chamou a capital
do Reino do Norte de Samaria (1 Rs 16.24). Esse reino durou 209 anos e teve 19 reis em 8
diferentes dinastias. Nenhum desses reis andou com Deus. Em 722 a.C., o Reino do Norte foi
levado cativo pela Assíria. Sargão II deportou os israelitas de posses e povoou a terra com
estrangeiros, os quais se casaram com os israelitas sobreviventes, formando um povo
racialmente híbrido e religiosamente sincrético. Em 586 a.C., o Reino do Sul também foi levado
para o cativeiro, dessa feita pela Babilônia. Depois de setenta anos, os judeus retornaram à sua
terra para reconstruir o templo e reedificar a cidade de Jerusalém. Os samaritanos tentaram
fazer aliança com os judeus que retornaram, mas foram rejeitados não por questão racial, mas
por sua apostasia religiosa. Os samaritanos, então, enciumados, fizeram de tudo para
atrapalhar a reconstrução do templo (Ed 3 e 4). Esse ódio dos samaritanos continuou. Quando
mais tarde, por volta do ano 444 a.C, Neemias veio da Babilônia com o propósito de reconstruir
os muros de Jerusalém, os samaritanos tornaram-se seus principais inimigos (Ne 4.1,2). Por
volta do ano 400 a.C., os samaritanos erigiram um templo rival no monte Gerizim; e esse
templo, no final do século 2 a.C., foi destruído por João Hircano, o governador asmoneu da
Judeia. Essa combinação de eventos estimulou uma ferrenha animosidade entre judeus e
Comentário de Hubner Braz
samaritanos. Nos dias de Jesus, esse muro de separação, essa parede de inimizade entre
judeus e samaritanos, era uma barreira intransponível. Esse é o pano de fundo dessa
passagem.
Concordo com D. A. Carson quando ele diz que João talvez tivesse a intenção de fazer um
contraste entre a mulher dessa narrativa e o Nicodemos do capítulo 3. Nicodemos era um
erudito, poderoso, respeitado, ortodoxo, teologicamente preparado; a samaritana era inculta,
sem influência, desprezada, capaz somente de praticar uma religião popular. Ele era um
homem, um judeu, um líder; ela era uma mulher, uma samaritana, uma pária moral. E ambos
necessitavam de Jesus.
Livro: “João: As Glórias do Filho de Deus” (Hernandes Dias Lopes, Editora Hagnos Ltda, 2015,
São Paulo-SP, págs. 89-90).
TEXTO ÁUREO
“Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede;
pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida
eterna.” João 4.14
COMENTÁRIO EXTRA
Esse texto áureo de João 4:14 apresenta uma poderosa metáfora utilizada por Jesus durante sua conversa com a
mulher samaritana no poço de Jacó. Vamos explorar suas nuances e significados:
"Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede": Jesus usa a imagem da água para
transmitir uma mensagem espiritual profunda. Assim como a água é essencial para a vida física, a água viva
oferecida por Jesus é essencial para a vida espiritual. Ele promete satisfazer a sede espiritual daqueles que o
buscam. Essa promessa ecoa o Salmo 63:1, onde o salmista expressa seu anseio pela presença e graça de
Deus: "Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te
almeja, como terra árida, exausta e sem água".
"Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna": Aqui, Jesus não apenas
promete satisfazer a sede espiritual da pessoa, mas também promete transformá-la em uma fonte de vida
eterna. Essa água viva não é apenas para consumo pessoal, mas também transborda para abençoar e
impactar outros. Essa ideia é semelhante à imagem do rio de água viva descrito em Apocalipse 22:1-2, que flui
do trono de Deus e do Cordeiro, trazendo vida e cura para as nações.
Aplicação pessoal: Assim como a mulher samaritana teve sua sede espiritual saciada ao encontrar Jesus, nós
também podemos experimentar a plenitude da vida em Cristo ao bebermos da água viva que Ele oferece. Essa
água não só nos satisfaz, mas também nos capacita a sermos fontes de bênção e vida para os outros ao
nosso redor. Portanto, que possamos buscar continuamente a presença de Jesus e nos tornarmos canais da
Sua graça e amor para o mundo sedento ao nosso redor.
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Comentário de Hubner Braz
LEITURA BÍBLICA COM TODOS
João 4.1-26
COMENTÁRIO EXTRA
Vamos analisar cada versículo de João 4:1-26 com um breve comentário bíblico, incluindo a raiz das palavras em
grego quando relevante:
Versículo 1: "Ora,quando o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido que ele fazia e batizava mais
discípulos do que João"
Comentário: Este versículo introduz um novo cenário, onde Jesus toma conhecimento da crescente
popularidade de seu ministério. Os fariseus estavam cientes das atividades de Jesus e de seus
discípulos.
Versículo 2: "ainda que não fosse Jesus quem batizava, e sim os seus discípulos,"
Comentário: Aqui, é esclarecido que, apesar de Jesus ser a figura central, não era Ele quem
pessoalmente realizava os batismos, mas sim seus discípulos. Isso indica a expansão do ministério de
Jesus por meio de seus seguidores.
Versículo 3: "deixou a Judeia e voltou de novo para a Galileia."
Comentário: Jesus decide retornar à Galileia, possivelmente devido à crescente oposição em Judeia e à
necessidade de continuar seu ministério em outras regiões.
Versículo 4: "E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria."
Comentário: Aqui é destacada a necessidade de Jesus atravessar a Samaria, uma região onde judeus
normalmente evitavam passar devido às tensões étnicas e religiosas entre judeus e samaritanos.
Versículo 5: "Assim chegou a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó tinha dado a
seu filho José;"
Comentário: Jesus chega a Sicar, uma cidade samaritana, onde encontra uma mulher junto ao poço de
Jacó. Este encontro se tornará o centro da narrativa que segue.
Versículo 6: "estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentou-se à beira do poço. Era por volta do
meio-dia."
Comentário: Jesus demonstra fadiga física, indicando sua humanidade, ao mesmo tempo em que se
prepara para um encontro divinamente orquestrado com a mulher samaritana junto ao poço de Jacó.
Versículo 7: "Veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber."
Comentário: Jesus inicia uma conversa com a mulher samaritana, solicitando água, o que era incomum
devido às tensões sociais entre judeus e samaritanos.
Versículo 8: "Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos."
Comentário: Enquanto os discípulos estavam ausentes para comprar alimentos, Jesus permaneceu
sozinho com a mulher samaritana, preparando o cenário para uma conversa significativa.
Versículo 9: "Perguntou-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou
mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)."
Comentário: A mulher samaritana expressa sua surpresa pela atitude de Jesus em falar com ela, uma
vez que judeus e samaritanos geralmente evitavam interações devido a preconceitos étnicos e
religiosos.
Versículo 10: "Replicou-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de
beber, tu lhe pedirias e ele te teria dado água viva."
Comentário: Jesus responde à mulher samaritana, oferecendo-lhe a oportunidade de receber a "água
viva", uma metáfora para a salvação e vida eterna que Ele oferece gratuitamente.
Versículo 11: "Disse-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; donde, pois, tens essa água
viva?"
Comentário: A mulher samaritana, interpretando literalmente as palavras de Jesus, questiona como Ele
poderia obter essa "água viva" sem as ferramentas necessárias para retirá-la do poço fundo.
Versículo 12: "És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como
seus filhos, e seu gado?"
Comentário: A mulher samaritana compara Jesus a Jacó, destacando a importância histórica do poço
e questionando se Ele era superior a Jacó, que havia fornecido água para suas gerações.
Versículo 13: "Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede;"
Comentário: Jesus explica que a água física do poço de Jacó não pode satisfazer permanentemente a
sede espiritual das pessoas. Ele aponta para uma necessidade mais profunda e duradoura, a "água
viva" que Ele oferece.
Versículo 14: "aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água
que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna."
Comentário: Aqui, Jesus revela a natureza transformadora da "água viva" que Ele oferece. Ela não
apenas satisfaz a sede espiritual, mas se torna uma fonte interior, gerando vida eterna e fluindo
abundantemente.
Versículo 15: "Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem venha
aqui tirá-la."
Comentário: A mulher expressa seu desejo por essa água, percebendo sua vantagem sobre a água
física do poço. Ela anseia pela satisfação permanente que só Jesus pode proporcionar.
Versículo 16: "Tornou-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá."
Comentário: Jesus direciona a mulher para um ponto crucial em sua vida, convidando-a a trazer seu
marido. Este convite revela o profundo conhecimento de Jesus sobre a vida pessoal da mulher e sua
disposição em lidar com questões fundamentais.
Versículo 17: "Respondeu-lhe a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho
marido;"
Comentário: A mulher responde honestamente que não tem marido, e Jesus confirma sua resposta,
reconhecendo não apenas sua situação atual, mas também seu histórico pessoal.
Versículo 18: "porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com
verdade."
Comentário: Jesus revela seu conhecimento sobrenatural ao descrever a situação pessoal da mulher,
demonstrando sua autoridade como o Messias que conhece os segredos mais íntimos das pessoas.
Versículo 19: "Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta."
Comentário: Reconhecendo a precisão das palavras de Jesus sobre sua vida, a mulher conclui que Ele é
um profeta, demonstrando uma crescente compreensão de sua identidade e autoridade.
Versículo 20: "Nossos pais adoraram neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se
deve adorar."
Comentário: A mulher samaritana levanta uma questão religiosa, abordando a divergência entre
samaritanos e judeus sobre o local correto para adoração. Isso indica a tensão religiosa e étnica entre
os dois grupos.
Versículo 21: "Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém
adorareis o Pai."
Comentário: Jesus transcende a questão do local físico de adoração e aponta para uma nova era em
que a verdadeira adoração não será limitada a nenhum local específico, mas será espiritual e baseada
na fé.
Comentário de Hubner Braz
Versículo 22: "Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem
dos judeus."
Comentário: Jesus destaca a compreensão incompleta dos samaritanos sobre Deus e a verdadeira
adoração, ao mesmo tempo em que reconhece a revelação divina através dos judeus. Ele aponta para a
necessidade de uma adoração baseada no conhecimento e na verdade.
Versículo 23: "Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores."
Comentário: Jesus revela que a verdadeira adoração não se baseia em rituais externos ou lugares
físicos, mas em uma conexão espiritual genuína com Deus, em conformidade com a verdade revelada
em Jesus Cristo.
Versículo 24: "Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade."
Comentário: Jesus enfatiza a natureza espiritual de Deus e a necessidade de uma adoração sincera e
autêntica que venha do coração e esteja em conformidade com a verdade revelada por Ele mesmo.
Versículo 25: "A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama Cristo) vem; quando ele vier, nos
anunciará tudo."
Comentário: A mulher samaritana reconhece sua expectativa messiânica e expressa sua crença na
vinda do Messias, que ela espera que traga revelação e esclarecimento sobre questões espirituais.
Versículo 26: "Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo."
Comentário: Jesus faz uma declaração ousada e reveladora de sua identidade como o Messias
esperado, o Cristo. Ele revela sua verdadeira natureza como o Filho de Deus e o Salvador do mundo à
mulher samaritana.Esses versículos revelam uma rica interação entre Jesus e a mulher samaritana, abordando questões fundamentais
de adoração, revelação divina e a própria identidade messiânica de Jesus. Sua conversa transcende as barreiras
étnicas e religiosas, apontando para a verdade universal da adoração espiritual em Jesus Cristo.
VERDADE PRÁTICA
Um verdadeiro encontro com Jesus é capaz de quebrar barreiras e impactar
aqueles que estão ao nosso redor.
COMENTÁRIO EXTRA
Essa verdade prática encontra base sólida nas Escrituras e na experiência cristã ao longo dos séculos. Vamos
explorar cada aspecto dela:
Verdade Bíblica:
A narrativa do encontro de Jesus com a mulher samaritana em João 4 ilustra vividamente como um
verdadeiro encontro com Jesus pode superar barreiras culturais, étnicas e religiosas (João 4:1-42).
Jesus, rompendo com as normas sociais e culturais da época, conversa com uma mulher samaritana,
quebrando assim a barreira cultural entre judeus e samaritanos.
Ele revela-se a ela como o Messias esperado, demonstrando que em Cristo não há distinção entre
judeus e gentios, homens ou mulheres, ricos ou pobres.
Referências Bíblicas:
João 4:1-42 - Relato do encontro de Jesus com a mulher samaritana.
Atos 10:34-35 - Pedro reconhece que Deus não faz acepção de pessoas, mas que em todas as nações
aquele que O teme e pratica a justiça é aceito por Ele.
Teologia Sistemática:
Esse princípio reflete a teologia da universalidade da mensagem de Cristo e da igualdade de acesso à
salvação por meio dele.
Demonstra o poder do evangelho em transcender as diferenças humanas e unir pessoas de diferentes
origens em uma comunidade de fé.
Também ressalta a importância do amor e da compaixão cristãos na quebra de preconceitos e na
promoção da reconciliação entre diferentes grupos.
Profundidade Cristã:
A aplicação pessoal dessa verdade prática nos desafia a examinar nossas próprias atitudes em relação
aos outros e às barreiras que possamos consciente ou inconscientemente levantar.
Somos chamados a seguir o exemplo de Jesus em buscar ativamente oportunidades para compartilhar
o amor e a mensagem de Cristo com aqueles que estão fora de nossos círculos sociais, étnicos ou
religiosos.
Isso requer humildade, empatia e disposição para ir além de nossa zona de conforto, reconhecendo
que todos são igualmente amados e dignos da graça de Deus.
Em resumo, um verdadeiro encontro com Jesus não apenas nos transforma individualmente, mas também nos
capacita a ser agentes de mudança e reconciliação em um mundo marcado por divisões e desigualdades.
INTRODUÇÃO
I- AS ESTRATÉGIAS DE JESUS Jo 4.1-19
1- Despertar curiosidade Jo 4.7-12
2- Despertar a necessidade Jo 4.13-18
3- Despertar a fé verdadeira 4.19
II- SALVAÇÃO SEM FRONTEIRAS Jo 4.20-27
1- A barreira racial Jo 4.9
2- A barreira religiosa Jo 4.20
3- A barreira cultural Jo 4.27
III- O IMPACTO EVANGELÍSTICO Jo 4.28-42
1- Na mulher samaritana Jo 4.28-30
2- Na vida dos discípulos 4.27,31-38
3- Na região de Samaria 4.39-42
APLICAÇÃO PESSOAL
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda – Jo 4.43,44
Terça – Jo 4.45,46
Quarta – Jo 4.47,48
Quinta – Jo 4.49,50
Sexta – Jo 4.51,52
Sábado – Jo ..53
Comentário de Hubner Braz
Hinos da Harpa: 360-456
INTRODUÇÃO
Após um diálogo com um doutor da Lei, Jesus conversa com uma mulher
samaritana. Aquela mulher era o total oposto de Nicodemos. Ambos, porém,
precisavam de Jesus e foram alvos do Seu amor. O Mestre nos ensina,
através do Seu exemplo, importantes estratégias para alcançar uma pessoa,
quebrando barreiras e superando preconceitos. Seu discurso apaixonante
faz surgir a chama missionária que fará com que uma mulher leve toda a
sua cidade a conhecer o Salvador do mundo.
COMENTÁRIO EXTRA
Essa introdução estabelece o cenário para um dos encontros mais significativos registrados nos evangelhos, entre
Jesus e a mulher samaritana. Vamos explorar cada aspecto dela:
Contexto Bíblico:
O encontro de Jesus com a mulher samaritana é narrado em João 4:1-42, imediatamente após seu
diálogo com Nicodemos, um líder religioso judeu (João 3:1-21).
Samaritanos eram considerados impuros pelos judeus e havia uma profunda animosidade entre os dois
grupos, tornando o encontro de Jesus com a mulher samaritana ainda mais notável.
Referências Bíblicas:
João 4:1-42 - Relato completo do encontro de Jesus com a mulher samaritana.
Mateus 9:36-38 - Jesus é descrito como tendo compaixão das multidões, vendo-as como ovelhas sem
pastor.
Teologia Sistemática:
Esse encontro demonstra a universalidade do evangelho, mostrando que Jesus veio para todos,
independentemente de raça, gênero ou status social.
Reflete a missão de Jesus de buscar e salvar os perdidos, exemplificando sua compaixão e amor por
aqueles considerados marginalizados pela sociedade.
Também destaca a importância da abertura para o diálogo e a disposição para quebrar barreiras
culturais e religiosas em nome do evangelho.
Profundidade Cristã:
A aplicação pessoal desse texto nos desafia a examinar nossas próprias atitudes em relação aos
outros, especialmente aqueles que consideramos diferentes ou marginalizados.
Somos chamados a imitar o amor e a compaixão de Jesus, buscando ativamente oportunidades para
compartilhar o evangelho com todos, sem discriminação.
Isso requer coragem para superar nossos preconceitos e estar dispostos a ouvir e compreender as
perspectivas dos outros, assim como Jesus fez com a mulher samaritana.
Em suma, o encontro de Jesus com a mulher samaritana é um poderoso exemplo de como o amor, a compaixão e a
disposição para quebrar barreiras podem abrir portas para o evangelho e transformar vidas.
I- AS ESTRATÉGIAS DE JESUS (Jo 4.1-19)
Estamos diante de um dos encontros mais marcantes dos Evangelhos.
Vejamos as estratégias usadas por Jesus para alcançar o coração da
mulher samaritana.
1- Despertar curiosidade (Jo 4.7-12)
Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu
lhe pedirias, e ele te daria água viva (4.10).
Jesus fez contato com aquela mulher pedindo-lhe um pouco de água. Não a
desprezou por ser mulher ou samaritana, mas a olhou com simpatia. Não a
julgou ou condenou, apesar de conhecer seu passado.  John Charles
Ryle  explica: “É em vão esperar que as pessoas virão a nós em busca de
conhecimento. Nós devemos começar por elas. Devemos entender qual é o
melhor acesso ao coração delas”. A mulher samaritana, vendo que Jesus
era judeu, trouxe à baila todo aquele histórico conflituoso entre os dois
povos. Diante das dificuldades levantadas por ela para dar água a Jesus,
este lhe mostrou que era ela quem precisava de água, a água da vida. A
mulher samaritana talvez não esperasse nada de Deus. Estava desiludida.
Por isso, Jesus aguçou na mulher o desejo de saber quem era aquele
interlocutor (Jo 4.10). Seria ele maior do que Jacó, o doador do poço? Quem
pretendia ser?
2- Despertar a necessidade (4.13-18)
Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da
água que eu Lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma
fonte a jorrar para a vida eterna (4.13,14).
Jesus foi categórico ao declarar: “Aquele, porém, que beber da água que eu
lhe der nunca mais terá sede”. A água do poço de Jacó não satisfaz para
sempre, assim como as coisas deste mundo. Concordo com Charles
Erdman quando diz: “Satisfação era exatamente aquilo a que essa pobre
mulher aspirava. Atrás disso andara toda a vida, e nessa busca não
respeitava nem as leis de Deus, nem as dos homens. Entretanto, continuava
sedenta; e a sede nunca seria satisfeita, senão quando achasse em Cristo o
Senhor e Salvador pessoal”. Jesus ofereceu-lhe uma fonte de águas
refrescantes, que jorraria de dentro dela para a vida eterna. “Preciso
desesperadamente disso!”, pensou, ao pedir daquela água a Jesus (Jo
Comentário de Hubner Braz
4.15). Diante da ansiedade da mulher, Jesus faz uma transição radical na
conversa: “Vai, chama teu marido e vem cá” (4.16). Essa era a melhor
maneira de lembrá-la de sua vida imoral. Nãohá salvação sem
arrependimento. Não há arrependimento sem consciência do pecado.
Nenhum pecador desejará o remédio da graça até se reconhecer como
doente. Com esse comando, Jesus estava preparando o coração da mulher
para receber o dom de Deus (4.14-16). A mulher samaritana dá uma
resposta verdadeira, mas incompleta. Sua intenção era evitar qualquer outra
investigação nesta área sensível de sua vida, ao mesmo tempo em que
disfarçava a culpa e o sofrimento. Jesus elogiou sua sinceridade formal,
mas revelou aquilo que a mulher tentava ocultar. Ela percebeu que Jesus
conhecia sua vida e reconheceu que estava diante de um profeta.
3- Despertar a fé verdadeira (4.19)
Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.
A conversa havia se tornado um pouco incômoda. Quando Jesus tocou no
seu pecado, a mulher mudou de assunto, passando a uma discussão
teológica sobre o local correto para a adoração. Jesus retoma o foco da
conversa e derruba de vez a barreira religiosa revelando que o importante
não é onde, mas como e a quem adorar. Apesar de afirmar que a salvação
vem dos judeus, não é ao judaísmo que os samaritanos deveriam ser
convertidos, nem precisariam fazer peregrinações a Jerusalém para adorar.
Lá Jesus também não encontrou “verdadeiros adoradores”. A casa de Seu
Pai virara um comércio. Os verdadeiros adoradores não são identificados
por sua ligação com um santuário particular. A mulher menciona o Messias
que havia de vir. Então, Jesus diz: “Eu o sou, eu que falo contigo”. A
declaração “sou eu” lembra a própria revelação de Deus a Moisés (Êx 3.14).
Quando ouviu a revelação, a mulher largou o seu cântaro e correu para a
cidade para contar a boa nova.
COMENTÁRIO EXTRA
Essa análise detalhada do encontro de Jesus com a mulher samaritana revela estratégias poderosas que Ele usou
para alcançar o coração dela:
Despertar curiosidade:
Jesus inicia a conversa pedindo água à mulher samaritana, o que é surpreendente, já que judeus
evitavam interações com samaritanos (João 4:9). Isso desperta a curiosidade dela.
Ao falar sobre a "água viva" que Ele poderia oferecer, Jesus desperta a curiosidade da mulher, levando-a
a querer saber mais (João 4:10).
Despertar a necessidade:
Jesus revela que a água que Ele oferece é diferente da água do poço de Jacó e pode saciar a sede
espiritual de forma permanente (João 4:13-14).
Ele revela à mulher seus pecados, demonstrando sua necessidade de redenção e arrependimento (João
4:16-18).
Jesus não apenas revela a necessidade da mulher, mas também oferece a solução para essa
necessidade, mostrando que Ele é o Messias esperado (João 4:25-26).
Despertar a fé verdadeira:
Jesus revela que Ele é o Messias esperado pela mulher samaritana, o que a leva a reconhecê-lo como
profeta (João 4:19).
Ele desafia as crenças religiosas tradicionais da mulher, levando-a a refletir sobre a verdadeira adoração
e reconhecimento do Messias (João 4:20-24).
A mulher samaritana experimenta uma transformação interior, reconhecendo Jesus como o Messias e
indo compartilhar essa descoberta com outros (João 4:28-30).
Essas estratégias de Jesus nos ensinam importantes lições sobre como compartilhar o evangelho:
Devemos despertar a curiosidade das pessoas ao nosso redor, apresentando a mensagem do evangelho de
uma maneira atraente e relevante.
Precisamos demonstrar a necessidade de redenção e arrependimento, revelando o pecado e apontando para
Jesus como a solução.
Devemos desafiar as crenças e tradições religiosas das pessoas, levando-as a uma compreensão mais
profunda da verdade e da natureza de Deus.
Finalmente, devemos capacitar as pessoas a reconhecerem Jesus como o Messias e a compartilhar essa
revelação transformadora com outros.
II- SALVAÇÃO SEM FRONTEIRAS (Jo 4.20-27)
Em sua jornada da Judéia em direção à Galileia, Jesus opta por passar pela
província de Samaria, caminho mais curto, mas frequentemente evitado por
causa de barreiras históricas intransponíveis entre judeus e samaritanos.
Jesus, porém, derrubou todas elas. Vejamos:
1- A barreira racial (Jo 4.9)
Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou
mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)?
A inimizade entre judeus e samaritanos tem sua origem na cisão de Israel
em dois reinos, após a morte do rei Salomão. Das doze tribos, dez seguiram
a liderança de Jeroboão 1, formando o Reino do Norte, distinto do Reino do
Sul. Samaria era a capital deste reino (1 Rs 16.24) que durou 209 anos e
teve 19 reis, todos ímpios. Quando o Reino do Norte foi levado cativo pela
Assíria, suas terras foram povoadas por estrangeiros, que se casaram com
os israelitas sobreviventes, os quais incorporaram seus costumes e rituais
Comentário de Hubner Braz
religiosos pagãos. Em 586 a.C., o Reino do Sul também foi levado cativo,
retornando após 70 anos para reedificar Jerusalém e o Templo. Os
samaritanos tentaram fazer aliança com eles, mas foram rejeitados por
sua  apostasia  religiosa. Então, fizeram de tudo para atrapalhar a
reconstrução (Ed 3 e 4; Ne 4.1,2) e ainda erigiram um templo rival no monte
Gerizim, o qual foi destruído no final do século 2 a.C. pelo governador da
Judéia, alimentando ainda mais o ódio entre os dois povos. A desavença
entre os dois povos já passava dos 500 anos. Eles não se falavam, nem
bebiam nos mesmos vasos. No entanto, ignorando o conflito histórico,
Jesus conversou com a samaritana e ainda pediu que ela pegasse um
pouco de água utilizando o seu vaso, sinalizando o rompimento do
nacionalismo e a universalidade do Evangelho.
2- A barreira religiosa (Jo 4.20)
Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se
deve adorar.
Os samaritanos tinham uma religião misturada e herética. Diziam que o
monte Gerizim era o lugar da verdadeira adoração, enquanto os judeus
adoravam no Templo em Jerusalém. Eles rejeitavam o Antigo Testamento,
com exceção do Pentateuco. Esse era o pano de fundo religioso da
conversa. Jesus, porém, supera mais essa barreira quando revela a natureza
da verdadeira adoração.
3- A barreira cultural (Jo 4.27)
Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma
mulher, todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela?
A mulher samaritana tinha uma vida reprovável. Teve cinco maridos e agora
vivia com um amante. Era desprezada. Ademais, um rabino jamais poderia
conversar com uma mulher em público. A quebra dessa regra podia
significar o fim da reputação de Jesus. Porém, para Ele, a alma daquela
mulher era mais valiosa do que tudo isto.
COMENTÁRIO EXTRA
A abordagem de Jesus com a mulher samaritana revela sua habilidade em superar diversas barreiras para alcançar
aqueles que precisam do Evangelho:
Barreira racial:
Jesus quebra a barreira racial ao pedir água à mulher samaritana, desafiando as normas sociais e
culturais da época (João 4:9).
Ele mostra que a salvação não está limitada por questões étnicas ou raciais, mas é para todos, judeus e
samaritanos, sem distinção (Romanos 10:12).
Barreira religiosa:
Ao discutir sobre a adoração no monte Gerizim versus em Jerusalém, Jesus revela que a verdadeira
adoração não está ligada a locais específicos, mas à adoração em espírito e em verdade (João 4:20-
24).
Ele ensina que a salvação não está vinculada a rituais ou práticas religiosas externas, mas a um
relacionamento genuíno com Deus (João 14:6).
Barreira cultural:
Os discípulos ficam surpresos ao ver Jesus conversando com uma mulher samaritana, o que era
incomum naquela sociedade patriarcal (João 4:27).
Jesus demonstra que o amor e a compaixão transcendem as barreiras culturais e sociais, e que o
Evangelho é para todos, independentemente de seu status social ou passado (Gálatas 3:28).
Essas barreiras representam desafios reais que ainda enfrentamos hoje ao compartilhar o Evangelho. No entanto, o
exemplo de Jesus nos ensina que devemos estar dispostos a quebrar essas barreiras para alcançar os perdidos:
Devemos estar dispostos a sair de nossa zonade conforto e interagir com pessoas de diferentes origens
étnicas e culturais.
Precisamos estar preparados para desafiar tradições religiosas e apresentar o Evangelho de forma clara e
relevante.
Devemos praticar o amor e a compaixão, reconhecendo o valor intrínseco de cada pessoa,
independentemente de sua história ou situação.
Ao seguir o exemplo de Jesus e permitir que o Espírito Santo nos guie, podemos superar as barreiras que nos
separam dos outros e compartilhar o amor transformador de Cristo com o mundo ao nosso redor.
III- O IMPACTO EVANGELÍSTICO (Jo 4.28-42)
1- Na mulher samaritana (Jo 4.28-30)
Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o
Cristo?! (4.29).
A transformação da mulher samaritana pode ser confirmada por suas atitudes, como vemos a
seguir:
a) Ela abandona o seu cântaro (4.28a). O que ela foi buscar não tinha mais importância, pois
havia encontrado a Água da Vida. Quem encontra Jesus tem pressa em compartilhar a boa
nova com todos.
b) Ela proclama publicamente o Messias (4.28b-30). No dia de sua conversão, ela se tornou
uma missionária. Até então, essa mulher, provavelmente, fazia de tudo para passar
despercebida Agora, porém, anunciava altissonantemente o Messias, sem constrangimento ou
temor.
c) Ela faz um convite veemente (4.29). Sabiamente, a mulher diz: Vinde. Ela não perdeu tempo
com argumentos confusos; antes, conclamou à verificação. Desejava que todos bebessem da
mesma água viva. O resultado foi te: muitas pessoas a seguiram até o Messias anunciado.
2- Na vida dos discípulos (4.27,31-38)
Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma
mulher, todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? (4.27).
Quando os discípulos retornaram com a comida que Jesus havia lhes
ordenado comprar, ficaram escandalizados por vê-lo conversando com uma
mulher samaritana, apegando-se aos preconceitos da época. Na agenda
deles, não havia espaço para compartilhar as boas novas com uma mulher,
muito menos na hora do almoço. Aproveitando o fato de a samaritana ter se
ausentado, os discípulos rogam: “Rabi, come!”. Jesus, no entanto, fala como
se já tivesse algo melhor para comer. Os discípulos, confusos, se
perguntarem: “Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer?”. Mas
Jesus lhes declarou que se alimentava prioritariamente de fazer a vontade
do Pai (4.32.34). Uma cidade estava vindo ao encontro de Jesus, e os
discípulos deveriam entender que aquele era um momento de colheita para
o Reino. Nenhuma necessidade era mais urgente. Então, Jesus os conclama
a exercitar sua visão espiritual e contemplar os campos já prontos para a
colheita (4.35), mesmo que eles achassem que o tempo ainda estava longe.
É como se Jesus estivesse dizendo: “Vocês acham que deve existir certo
intervalo entre a semeadura e a colheita, mas eu lhes digo que acabei de
semear a semente, e a colheita já está acontecendo”. Nós também não
podemos nos acomodar. Precisamos ter a visão de que, sem Cristo, o ser
humano está perdido, e que a obra de Deus precisa ser realizada agora.
3- Na região de Samaria (4.39-42)
E diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos
temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. (4.42).
Em resposta ao convite da mulher samaritana, muitos samaritanos foram
encontrar-se com Cristo. Jesus, por insistência daquelas pessoas,
permaneceu entre eles apenas dois dias. Não operou ali nenhuma cura ou
sinal, mas o milagre da salvação raiou na cidade samaritana, e muitos
foram salvos. Primeiramente, pelo testemunho da mulher samaritana. Mas
eles não se deram por satisfeitos, e foram conhecer o Messias
pessoalmente (4.41,42). E, ao ouvirem as palavras de Jesus, muitos outros
Comentário de Hubner Braz
também abraçaram a fé, crendo agora não pelo relato daquela mulher, mas
por sua experiência pessoal com o Senhor, dando-lhes a plena convicção de
que Jesus verdadeiramente é o Salvador do mundo. Este pode ser
considerado o primeiro evangelismo transcultural, exemplo do padrão a ser
seguido posteriormente pelos apóstolos e pela Igreja (At 1.8).
COMENTÁRIO EXTRA
Na mulher samaritana:
A transformação da mulher samaritana é evidente em suas ações após seu encontro com Jesus. Ela
deixa seu cântaro, símbolo de sua busca por satisfação nas coisas deste mundo, e corre para
proclamar a mensagem de Cristo à sua cidade (João 4:28-30).
Isso ilustra a urgência e a paixão que devemos ter ao compartilhar o Evangelho. Quando
verdadeiramente encontramos Jesus, nosso desejo de compartilhar Sua mensagem com os outros se
torna irresistível (2 Coríntios 5:14-15).
Além disso, a mulher samaritana reconhece sua própria experiência pessoal com Jesus ao convidar os
outros a encontrá-Lo. Ela não apenas compartilha palavras, mas também seu testemunho vivo de
transformação (Apocalipse 12:11).
Na vida dos discípulos:
Os discípulos inicialmente ficam surpresos e até chocados ao ver Jesus conversando com a mulher
samaritana. Seu preconceito e visão limitada os impediam de entender a natureza da missão de Jesus
(João 4:27).
No entanto, Jesus os ensina a enxergar além das barreiras sociais e culturais, destacando a
importância da colheita espiritual (João 4:34-38). Eles são desafiados a abandonar suas próprias
agendas e prioridades em favor da obra de Deus.
Isso nos lembra da necessidade de superar nossos preconceitos e estar abertos ao mover do Espírito
Santo, mesmo quando isso significa ir além de nossas tradições e conforto pessoal (Atos 1:8).
Na região de Samaria:
O impacto do testemunho da mulher samaritana vai além de sua própria vida, levando muitos em sua
cidade a crerem em Jesus como o Salvador do mundo (João 4:39-42).
Isso demonstra o poder do testemunho pessoal e como Deus pode usar até mesmo os mais
improváveis para cumprir Seu propósito (1 Coríntios 1:26-29).
Além disso, o encontro de Jesus com os samaritanos destaca Sua missão de alcançar não apenas os
judeus, mas todas as nações, preparando o caminho para o evangelismo transcultural que seria
realizado pelos apóstolos (Mateus 28:19-20).
Esses relatos nos desafiam a refletir sobre nossa própria disposição para compartilhar o Evangelho, nossa prontidão
para superar preconceitos e nossa confiança no poder transformador de Cristo para alcançar vidas,
independentemente de sua origem ou história.
APLICAÇÃO PESSOAL
Tenha amor pelas almas e permita-se ser usado por Deus para impactar as
pessoas ao seu redor, trazendo-as para Jesus.
Comentário de Hubner Braz
COMENTÁRIO EXTRA
A aplicação pessoal desse princípio é fundamental para o cristão que deseja viver uma vida de acordo com os
ensinamentos de Jesus. Vamos analisar como podemos aplicar isso à nossa vida com base nos ensinamentos
bíblicos:
Tenha amor pelas almas:
Jesus nos instrui a amar nossos próximos como a nós mesmos (Marcos 12:31), e isso inclui um
profundo amor pelas almas perdidas. Esse amor nos leva a nos importarmos com o destino eterno dos
outros e a desejar compartilhar o Evangelho com eles (1 Coríntios 9:22).
Esse amor é demonstrado através do cuidado, compaixão e disposição para investir tempo e esforço
na vida das pessoas ao nosso redor (1 João 3:17-18).
Permita-se ser usado por Deus para impactar as pessoas ao seu redor:
Deus deseja nos usar como instrumentos em Suas mãos para alcançar aqueles que estão perdidos e
necessitam de salvação (2 Timóteo 2:21). Isso requer disponibilidade, submissão e sensibilidade ao
Espírito Santo (Atos 8:29).
Devemos estar dispostos a sair da nossa zona de conforto e a estar abertos a oportunidades que Deus
nos dá para compartilhar Sua Palavra e Seu amor com os outros (Mateus 28:19-20).
Traga as pessoas para Jesus:
O objetivo final de nosso amor e serviço é conduzir as pessoas a um relacionamento pessoal com
Jesus Cristo. Ele é o único caminho para a salvação (João 14:6), e nossa maior alegria deve ser ver
outros se rendendo a Ele (Lucas 15:7).
Isso requer uma abordagem equilibradade compartilhar a verdade do Evangelho com amor e graça,
enquanto permanecemos firmes em nossas convicções (Efésios 4:15).
Portanto, ao aplicarmos esses princípios em nossas vidas, somos capacitados a fazer a diferença no mundo ao
nosso redor, levando as almas perdidas ao conhecimento de Cristo e cumprindo o grande mandamento de amar e o
grande comissionamento de fazer discípulos de todas as nações.
RESPONDA
1) Cite três barreiras que Jesus quebrou para salvar a mulher samaritana. R. Racial, cultural e
religiosa.
2) Explique alguma estratégia para oferecer salvação que você aprendeu nesta lição.  R.
Despertar a necessidade de salvação do ouvinte
3) Quais foram as atitudes que con�rmaram a transformação da mulher samaritana?  R.
Abandonar o cântaro, proclamar o Messias e fazer um convite veemente.
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