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Material de aula do dia 25-02-2022 - Direitos Reais

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Direito das coisas
O Direito das Coisas compreende a posse (aquisição, efeitos, perda e proteção possessória); a propriedade (móvel e imóvel e suas características); e direitos reais sobre coisas alheias (– enfiteuse, servidão, usufruto, uso, habitação e rendas sobre imóveis; garantias – penhor, anticrese e hipoteca).
https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/206/Direitos-Reais-Introducao
Usucapião de coisa móvel
Da Aquisição da Propriedade Móvel
Seção I
Da Usucapião
Art. 1.260. Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.
Art. 1.261. Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos, produzirá usucapião, independentemente de título ou boa-fé.
Art. 1.262. Aplica-se à usucapião das coisas móveis o disposto nos arts. 1.243 e 1.244.
Artigo 1225 são direitos reais:
I Propriedade - Trata-se do direito de gozar e dispor das coisas de modo pleno, com exclusividade, de acordo com os limites e obrigações impostas no ordenamento jurídico. É o direito de usar, gozar e dispor dos bens. Note-se que, atualmente, o direito à propriedade não é absoluto, devendo esta cumprir com sua função social.
https://www.direitonet.com.br/dicionario/exibir/941/Propriedade
Artigo 1225 são direitos reais:
II Superfície - de origem romana, tal instituto surgiu da necessidade prática de se permitir edificações sobre bens públicos, permanecendo o solo em poder do Estado (GONÇALVES, 2010, p. 441).
Artigo 1225 são direitos reais:
III Servidões - é o direito do proprietário de um imóvel (denominado prédio dominante) de usar ou fruir parte de outro imóvel pertencente a sujeito diverso (denominado prédio serviente). 
III Servidões
III Servidões
Artigo 1225 são direitos reais:
IV – O Usufruto -  é o direito real sobre coisas alheias, conferindo ao usufrutuário (pessoa para quem foi constituído o usufruto) a capacidade de usar as utilidades e os frutos (rendas) do bem, ainda que não seja o proprietário. O usufrutuário tem direito à posse, uso, administração e percepção dos frutos (rendas).
https://www.google.com.br/search?q=conceito+de+usufruto+direito+civil&source=lnms&tbm=vid&sa=X&ved=2ahUKEwiV8diF3r7rAhUpK7kGHQgxAMMQ_AUoA3oECA0QBQ&biw=1366&bih=625
Artigo 1225 são direitos reais:
V – O Uso -  dentre os direitos do usuário, está a utilização da coisa com a finalidade de atender as necessidades do usuário e de sua família, não pode perceber os frutos da coisa. Pode o usuário praticar todos os atos imprescindíveis à satisfação de suas necessidades e às de sua família, mas nunca comprometendo a substância e a destinação do bem. O usuário fazer benfeitorias, e administrar o bem onerado.
Artigo 1225 são direitos reais:
VI – Habitação - O direito real de habitação é o direito que tem o cônjuge sobrevivente, independente do regime de bens de seu casamento, de permanecer residindo na morada do casal após o falecimento de seu consorte, desde que aquele imóvel, que era usado para moradia, seja o único bem de natureza residencial a ser inventariado, não havendo limitações temporais ao exercício do direito aqui assegurado, de tal forma que o cônjuge sobrevivente o detém de maneira vitalícia.
Artigo 1225 são direitos reais:
VII – Direito do promitente comprador do imóvel - O direito do promitente comprador é um direito real à propriedade que nasce da contratação por instrumento de promessa de compra e venda de imóvel urbano ou rural, pelo qual as partes, ou uma delas, compromete-se a realização de um contrato definido de compra e venda.
Artigo 1225 são direitos reais:
VIII – O Penhor - É direito real que vincula uma coisa ao pagamento de uma dívida.
De acordo com Sílvio Rodrigues, "a garantia real se apresenta quando o devedor separa de seu patrimônio um bem e o destina, primordialmente, ao resgate de uma obrigação"
Artigo 1225 são direitos reais:
IX – Hipoteca - A hipoteca é a garantia de pagamento de uma dívida na forma de um imóvel. O termo costuma ser usado para se referir à modalidade de financiamento que utiliza um imóvel como garantia.
Artigo 1225 são direitos reais:
X – A Anticrese - é um direito real derivado de um contrato, pelo qual o devedor autoriza ao seu credor a posse de um imóvel, concedendo o direito de retê-lo até o pagamento total da sua dívida, podendo perceber os frutos e os rendimentos que servirão para o pagamento. 
Artigo 1225 são direitos reais:
XI – A concessão de uso especial para fins de moradia - a Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia é um direito real previsto no artigo 1.225, XI do Código Civil e no artigo 183 da Constituição Federal, que dispõe: “Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural”.
Artigo 1225 são direitos reais:
XII – A concessão de direito real de uso – é uma figura paralela à concessão de direito real de uso para fins de moradia. Neste caso a autorização é uma faculdade do Poder Público. A Administração transfere o uso remunerado ou gratuito da terreno público a particular, para que seja usado para fins de urbanização, industrialização, edificação, cultivo ou qualquer exploração de interesse social.
Artigo 1225 são direitos reais:
XIII – A Laje - Art. 1.510-A.  O proprietário de uma construção-base poderá ceder a superfície superior ou inferior de sua construção a fim de que o titular da laje mantenha unidade distinta daquela originalmente construída sobre o solo. (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017).
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
 
 O Código Civil estabelece que são modos aquisitivos e extintivos da propriedade mobiliária: a ocupação, a especificação, a confusão, a comistão, a adjunção, a usucapião, a tradição e a sucessão hereditária.
Modos originários de aquisição e perda da propriedade móvel
A ocupação.
A usucapião.
A tradição.
Modos originários de aquisição e perda da propriedade móvel
1º) Ocupação de coisa móvel ou semovente, por não ter sido ainda apropriada ou por estar abandonada, não sendo esta apropriação defesa por lei (art. 1263).
 a) Ocupar e apropriar-se de coisa sem dono, que nunca foi objeto de assenhoreamento (apoderar-se, apossar-se), exemplo animais selvagens, conchas arremessadas às praias pelo mar;
Modos originários de aquisição e perda da propriedade móvel
 Ocupação
 b) de coisa sem dono, por estar abandonada (art. 1.275 III) pelo seu proprietário, não exige uma declaração expressa, basta que se deduza de forma inequívoca , o propósito de abandonar o bem, por exemplo: se o deixar em locais públicos ou em terrenos abandonados, se o jogar no lixo etc.; 
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
 Ocupação
 c) parcialmente, de coisa comum porque não podem ser apropriadas em seu todo, mas nada impede que se aproprie de parte delas, por exemplo: as águas dos mares e dos rios não podem ser apropriadas em seu todo.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
A ocupação pode apresentar-se sob três formas:
Ocupação propriamente dita (art. 1263): Tem por objeto seres vivos e coisas inalteradas, as principais manifestações são a caça e a pesca, disciplinadas por regulamentos administrativos e leis especiais.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
Forma de apresentação da ocupação “b”:
 b) A descoberta, vem a ser o achado de coisa móvel perdida pelo proprietário, com a obrigação de restituí-la a seu dono ou legítimo possuidor (art. 1.233 CC).
 O único direito que assiste ao descobridor é o de receber um prêmio ou recompensa (art. 1.234 CC).
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
Forma de apresentação da ocupação “c”:
c) tesouro, é o depósito antigo de coisas preciosas, oculto, de cujo dono não haja memória (art. 1.264, 1ª parte). O tesouro achado pelo proprietário, em seu próprio prédio lhe pertenceexclusivamente. Também pertencerá ao dono do prédio se achado por pessoa incumbida pelo proprietário de procurar, ou se, achado por alguém que sem autorização do dono o procurava.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
Forma de apresentação da ocupação “c”:
 Se encontrado casualmente em prédio alheio, será dividido entre o dono e quem o acho.
 Se várias pessoas o encontrarem de modo casual receberá o prêmio aquele que encontrou primeiro.
 Se achado o valioso depósito em terreno aforado, será partilhado entre quem o encontrou e o foreiro ou enfiteuta, também será dele mesmo se for o descobridor.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
 Terreno aforado:
 Foreiro (enfiteuta) é uma pessoa ou instituição que adquire direitos sobre um terreno ou um imóvel através de um contrato, mas não é o dono do local.
 Por exemplo: uma igreja é dona de um terreno e uma família deseja construir uma casa no local. Se a igreja não pretende fazer uso daquele terreno, ambas as partes assinam um contrato e a família passa a ter direitos sobre aquela terra, mesmo não sendo dona.
 A partir daí, a família é obrigada a pagar uma taxa à igreja por estar utilizando o terreno, mas em contrapartida, a família adquire direitos sobre aquele local e não pode ser expulsa.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
Enfiteuta:
 A enfiteuse é instituto do Direito Civil e o mais amplo de todos os direitos reais, pois consiste na permissão dada ao proprietário de entregar a outrem todos os direitos sobre a coisa de tal forma que o terceiro que recebeu (enfiteuta) passe a ter o domínio útil da coisa mediante pagamento de uma pensão ou foro ao senhorio.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
 Se o terreno é objeto de usufruto ou locação, ao usufrutuário ou locatário nenhum direito assiste em relação ao tesouro encontrado por outrem. 
 O direito à metade do tesouro compete ao nu-proprietário ou ao locador.
Formas de aquisição e perda da propriedade móvel
2º Usucapião
Usucapião ordinária - Quando alguém possuir como sua coisa móvel ininterruptamente e sem oposição por 3 anos(art. 1.260 CC).
Usucapião extraordinária- Quando se tiver posse ininterrupta e pacífica por cinco anos, desnecessária a prova de justo título e boa fé (art. 1.261 CC).
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
 Art. 1.269 – 
 O nome deriva do princípio da especificação, significa a alteração ou transformação da matéria prima para uma nova espécie, por meio de atividade humana definitivamente.
 Exemplos podem ser a escultura em relação à madeira e à pedra, ou a pintura em relação a tela. A propriedade pertence ao especificador, ou seja aquele que transformou a obra.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
1º) Especificação a quem pertencerá a coisa nova:
Se a matéria pertence ao especificador e não puder voltar à forma anterior: a propriedade da coisa nova é do especificador (art. 1269 CC).
Se o material pertence apenas em parte ao especificador , podendo ser restituído à forma anterior: o dono da matéria não perde a propriedade (art. 1269 CC).
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
c) Pelo artigo 1270 e § 1º , se toda a matéria prima for de outrem e não puder ser reduzida à forma anterior, a coisa nova pertencerá ao especificador se estiver de boa fé. Se estiver de má fé perderá a coisa em favor do dono do material.
Ex. a pintura em tela alheia.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
d) Pelo § 1º do artigo 1270, se o material pertencer totalmente a outrem e puder voltar à forma anterior : a coisa nova será do dona da matéria prima.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
e) Segundo o § 2º do artigo 1270, se o material for inteiramente pertencente a outrem, podendo ou não ser reduzido à forma anterior, independentemente de boa fé, excedendo-se o preço da mão de obra consideravelmente ao valor da matéria prima. Ex. a escultura em relação à pedra sabão. A espécie nova será do especificador.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
 No entanto, o artigo 1271 requer que a aquisição da propriedade seja acompanhada de uma indenização aos que foram prejudicados com o fato.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
 Confusão, comistão e adjunção.
 Nas três hipóteses teremos coisas, bens diversos, pertencentes a pessoas diversas, que reunidas irão gerar uma espécie nova que não pode ser dividida, fracionada. Teremos o todo indivisível.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
Confusão – se a mistura se der entre coisas líquidas – gasolina, álcool, vinho etc.
Comistão – entre coisas secas ou sólidas - mistura de grãos, café, etc..
Adjunção – quando houver uma justaposição de uma coisa a outra, que não torne possível destacar a acessória da principal – peça de roupa com uma estampa.
Modos derivados de perda e aquisição da propriedade móvel:
3º) Tradição 
Entrega da coisa móvel ao adquirente , com a intenção de lhe transferir o domínio.
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