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145Os segredos do corpo
Educação Física
Faça uma pesquisa, em jornais, em revistas, na Internet, sobre os atletas da ginástica artística. 
Procure reportagens de atletas da ginástica que necessitaram parar as suas atividades para tratamento 
físico e fisioterápico. Responda as questões: 
 Quais foram as causas, as lesões ocorridas, que levaram esses atletas pararem seus treinamentos? 
 Quantos desses atletas já tiveram lesões graves que necessitaram de intervenção cirúrgica e de um 
longo período para reabilitação? Justifique as seguintes questões:
 Será que, na busca para “quebrar” recordes ou superar limites, esses atletas não estão exage-
rando nos treinamentos, indo além do que o corpo pode suportar? 
 Será que o fato de ser um atleta de alto rendimento significa ter uma boa saúde?
	 PESQUISa
Analisando o segundo segredo: o ser social
O que você acha de continuarmos nossa busca por compreender os 
segredos do corpo? Até agora você teve condições de perceber o quan-
to é importante sua alimentação, certo? Mas será que é possível falar em 
hábitos alimentares num país que possui uma quantidade enorme de 
pessoas com uma alimentação restrita a ponto de passar fome? 
Importa destacar que o corpo não se restringe a fragmentos, o que 
significa não entendê-lo somente em seus aspectos biológicos, mas tam-
bém considerando sua relação com o meio social, com as possibilida-
des de lazer, com a necessidade de trabalhar, enfim, com a sociedade 
na qual vivemos. É freqüente pensarmos o corpo de forma fragmenta-
da, isto é, biológica e fisiologicamente. Isso resulta no entendimento de 
que a saúde é algo intrínseco a esse corpo. Pensar no corpo de forma 
mais ampla pode ter impacto tanto na vida individual como na vida so-
cial das pessoas.
Nas últimas décadas, mudanças econômicas têm afetado profunda-
mente a compreensão de corpo e diretamente a possibilidade de cons-
cientização, por parte da população, do lugar que seus corpos ocu-
pam na sociedade. 
Descobrir os segredos do corpo perpassa essas questões, e aponta 
para o entendimento de que ele em si “(...) é isento de dicotomias, ou 
seja, ele é único e não é menos importante que a mente ou o intelec-
to. É preciso entender que um corpo é inteiro, e não separado em par-
tes” (SANCHES NETO; LORENZETTO, 2005, p. 141).
Sabendo que os corpos são únicos, isto é, singulares, a próxima ati-
vidade foi sugerida com o objetivo de levar você a compreender que 
existem diferenças entre os vários indivíduos e, nesse sentido, que os 
corpos podem expressar diferentes formas, de acordo com os vários 
modos de se relacionar com o mundo.
z
146 Ginástica
Ensino Médio
“CASA DE ESPELHOS”
O objetivo desta atividade é demonstrar que as percep-
ções sobre seu corpo são únicas, e que sua individualida-
de deve ser respeitada em todos os aspectos, independen-
te da forma assumida. 
Organizem-se em dois grupos, dispostos um em fren-
te ao outro. Um grupo será os espelhos da “casa de es-
pelhos”; e o outro, será os visitantes desses. Quando vo-
cê estiver no grupo composto por espelhos, deverá fazer 
diferentes formas que o corpo do colega pode assumir, co-
mo, por exemplo: magro, gordo, alto, baixo. Os colegas do 
grupo dos visitantes passarão por todos os espelhos. Logo 
após, os papéis serão invertidos.
Organizem um debate e comentem o que foi vivido na 
atividade. Além disso, discutam: o que significa respeitar a in-
dividualidade? Como transpor os limites do preconceito?
Obs: Essa atividade poderá ser encaminhada com música.
	 atIVIdadE
Ao procurarmos compreender por que o corpo é visto fora de sua 
totalidade, ou seja, o corpo sem alma, sem influências sociais ou cultu-
rais, fica evidente que tal abordagem é uma constante histórica. 
Desde os gregos se outorga ao corpo o caráter de instrumento em mãos da razão. O corpo é, an-
tes de tudo, matéria, distinta e oposta à não-matéria entendida como razão, amor, inteligência, espírito, 
alma, etc. Desde Parmênides se concede à não-matéria um status superior, o status do ser. A matéria, 
em troca, resulta um obstáculo para a transcendência do ser, obstáculo que, sem proibição, em gran-
de parte da visão grega, é capaz de ser domesticado a tal ponto de “colaborar” com a razão. Este é o 
papel que em parte se ensina na Ginástica ou arte do Gimnastés. (CARBALLO; CRESPO, 2003)
Esta visão dualista, entre espírito e matéria, permaneceu nos sécu-
los XVII e XVIII, quando o corpo passou a ser visto e entendido a par-
tir da extensão da razão. Entretanto, continuava-se a entender o corpo 
como simples organismo, composto de matéria.
Atualmente, o debate sobre o corpo ganhou amplitude, fornecen-
do importantes ferramentas para compreendermos os seus segredos, 
de forma que ele não seja fragmentado, como ocorreu ao longo da 
história.

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