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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
VICE-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DO LIVRO FREUD CRIADOR DA PSICANÁLISE 
ALESSANDRA COELHO VALENTIM 
TSP2: PSICANÁLISE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CABO FRIO
 2020 
 
Nesse segundo capítulo o autor inicia, fazendo uma pergunta e adiante responde com uma citação dizendo ser muito difícil dizer o que nos traz felicidade e o que realmente nos faz feliz, pois tanto na riqueza ou na pobreza, isso já foi falho. 
Antes mesmo de buscarmos a felicidade, deve-se buscar a firmeza para a indagação fundamental: É possível ser mais feliz? Portanto uma segunda pergunta deve anteceder a discussão: o que é afinal a felicidade? 
 
DESENVOLVIMENTO: UMA BUSCA PELA FELICIDADE 
Ao definir um termo conseguimos escolher dois caminhos: o primeiro de uma possível investigação teórica, de tentar e descobrir o real significado universal de uma dada palavra. Assim, essas definições provenientes costumam ser desordenadamente incoerentes. 
A palavra felicidade ou ser feliz é muito usada atualmente para definir o estado emocional de um indivíduo, nos referindo a três patamares diferentes. 
· Estado emocional específico e temporário 
· Uma condição emocional e duradoura 
· Um contexto objetivamente favorável 
Mas responder a questão inicial “É possível ser feliz”? 
A resposta pra essa pergunta é “não”, porque o sofrimento é útil e individual. 
O sofrimento é útil, mas não desejado, porém necessário, pois foi através dele que chegamos até aqui. Sofrer é inevitável, ninguém consegue ser feliz o tempo todo, pois durante um dia passamos por diversas emoções. Portanto as pessoas que se dizem felizes, se referem a ter mais momentos estáveis a instáveis. Isso se refere a ter mais momentos bons a ruíns. 
Cito como exemplo uma prima a qual irei chamar de Luciana. Ela almejava sair da casa de seus pais pra ter a sua própria vida, justificando assim a realização do seu sonho e ser então feliz! Conseguiu realizar esse sonho, mas não conseguiu ir ao encontro dessa tal ”felicidade”. Viu como tudo lá fora é difícil, sombrio, se vendo só pra assumir sua casa, contas, se sentindo sozinha, por ter saído do seu convívio familiar, ou seja, da sua “zona de conforto”. Com isso, ela retornou pra casa de seus pais. 
Ao refletir sobre a felicidade, encontramos pessoas que em seu dia a dia afirmam ser felizes e toma isso como uma absoluta verdade pra si próprio, pois para elas a felicidade é um estado de espírito permanente. 
A sociedade e a mídia vendem uma felicidade distorcida, idealizada e rápida, não permitindo que ela flua naturalmente e quando essa felicidade não é alcançada, gera frustração. As pessoas buscam incansavelmente por uma felicidade perfeita achando que só depende de nós e esquecem que temos uma propensão em nosso DNA, pois ficam gravadas as nossas emoções, pois não podemos decidir o que sentir, quando sentir e como sentir. 
Já no capítulo 3 o autor nos leva a refletirmos sobre o medo que surgiu no período paleolítico, quando a espécie humana estava ainda surgindo no planeta, e devido a uma estratégia de sobrevivência, surgiu o medo. Assim como nossa espécie vive em um mundo perigoso, os nossos ancestrais viviam precisando de um sistema de detecção, de ameaça rápida e eficiente como uma dieta milagrosa. 
Como a capacidade verbal de conversar não demorou muito pra que aprendêssemos a conversar com nós mesmos, assim surgiu o pensamento, fazendo então com que planejássemos o nosso dia, resolvêssemos os problemas e planejássemos o futuro, sendo essas avalanches de pensamentos que nos fazem ter ideias positivas e negativas, pois ao conversarmos com nós mesmos trazemos a tona memórias alegres ou traumáticas, nos transformando assim num ser humano instável emocionalmente. 
Desse modo, é o medo que nos dia de hoje se funda ao nosso pensamento e que nos leva a um novo sentimento: a ansiedade. 
A ansiedade tem sido considerada como um mal do século. Ela é uma resposta adaptativa do nosso organismo que tem aspectos positivos e negativos. A ansiedade pode ser definida como um estado de tensão emocional que se encontra interligado a uma reação de medo. 
Ficamos ansiosos para burlar ou evitar a situação temida, mas ficamos de tal forma paralisados por esse medo que podemos fazer com que ele aconteça. A partir do momento que a ansiedade nos tira a qualidade de vida, é preciso tomar cuidado e ficarmos atentos. 
Cito como exemplo uma amiga íntima que chamarei de A. C. V. Ela sofre de ansiedade. Em 2015, ela sofreu um atropelamento de moto em cima da calçada e não foi socorrida. Ela ficou muito mal, sofreu várias fraturas, trauma craniano e teve sua lombar dilacerada. Precisou de várias cirurgias, lhe rendendo 8 parafusos e próteses em sua coluna lombar. Teve de se readaptar à nova realidade, meses sem andar e muita fisioterapia e psicólogo pra retomar a sua vida “normal”, com algumas limitações. Com isso, ela desenvolveu uma ansiedade generalizada diagnosticada por neuros através de exames e por um psiquiatra. Todas as vezes que ela está numa calçada e ouve um barulho de moto, se recorda de tudo num lapso de segundos. Suas mãos suam, seus passos se apressam, procurando sair pra longe daquele som e procurando sempre seguir em direção contrária, pois é remetida à lembrança pela qual foi atropelada pelas costas. Apesar de ter passado quase 5 anos, ela tem altos e baixos e faz uso de medicamento e acompanhamento psicológico. 
Sendo assim, na década de 90 foi criado a ACT (terapia de aceitação e do comportamento), tendo como objetivo ajudar seus pacientes a ver seus pacientes a ver seus pensamentos como realmente são, aceitando o que está fora de seu controle pessoal e se comprometendo a ações que melhorem e enriqueçam a sua vida. 
 
CONCLUSÃO 
Pude concluir com este trabalho que a felicidade é um estado transitório, um momento, que pode ser um pouco mais longo ou passageiro. A felicidade não se perpetua em nossa vida, pois somos movidos pela ansiedade, irritabilidade, medo, raiva, mágoas e depressão. Esses sentimentos não condizem com a felicidade, pois ela não depende somente de nós. E para mudar o que sentimos, o que somos, temos que entender a razão pela qual a natureza faz o nosso corpo brincar com nossas emoções. O que seria de nós, se não existisse profissionais capacitados, como nos curaríamos de todo esse mal que corrompe o nosso estado emocional? 
 
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