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Mastite
Inflamação da glândula mamária, independente da causa, quadro clínico agudo ou crônico. Levam a alterações físicas, químicas e microbiológicas do leite (onde o laticínio fica responsável e alterações patológicas do tecido glandular. Edema, calor, dor e endurecimento da glândula mamária. O tecido da glândula mamária é conjuntivo frouxo, na cicatrização e processo inflamatório é substituído por conjuntivo fibroso perdendo sua capacidade de elasticidade, nas futuras lactações ocorre redução na produção de leite. Grande número de casos não observados ou percebidos pela palpação ou por exame visual do leite.
Dá pra perceber através da palpação, formação de edema, rubor, abscesso, fibrose, avaliação dos linfonodos, tudo pela palpação. (Mastite clinica). 
O aumento do número de leucócitos no leite é uma reação do tecido ao trauma e é precedido por alterações no leite que resultam diretamente da lesão. CCS mais elevada não significa que o animal é enfermo mas a indústria condena por ela ter perda nos produtos lácteos. Há estudos que demonstram que animais com CCS alto com alta longevidade. 
Etiologia: Bovinos: Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativa (CN), Streptococcus agalactiae, Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus uberis, Escherichia coli, Corynebacterium bovis, Archanobacterium pyogenes, Klebsiella, Pseudomonas, Pasteurella, Nocardia, Prototheca, Candida.
Epidemiologia: Perda de 1% dos sólidos totais do leite, ↑ células somáticas, Proteínas: ↑ albumina e imunoglobulinas, ↓ caseína. Minerais: ↑ Na+ e Cl-, ↓ K+ e Ca+. ↓ lactose e ↓ gordura. *rendimento do queijo diminui e fica salgado.
*período seco e parto.
· Classificação quanto à forma de manifestação: 
Mastite clínica: Manifestação evidente, Alterações físicas, Diagnóstico visual, Teste da caneca de fundo escuro (Todo ordenhador realiza no início de cada ordenha). Aumento, vermelhidão, temperatura, abscesso, estruturas helicoidais de cicatrização do úbere. Leite com grumos.
Mastite subclínica: Não perceptível, ↑ CCS, CMT, CECS (contagem eletrônica de células somáticas)
· Classificação quanto ao tipo de agente
Mastite contagiosa: Vaca infectada- vaca sadia, No momento da ordenha, Principalmente subclínica, Crônicos.
Mastite ambiental: Transmissão: ambiente -vaca sadia, Novas infecções entre as ordenhas, Manifestação clínica, Agudos. 
Agentes etiológicos, mastite contagiosa: Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Escherichia coli (eventualmente), Corynebacterium bovis.
Agentes etiológicos, mastite ambiental: Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus uberis, Escherichia coli, Klebsiella, Enterobacter, Archanobacterium pyogenes, Pseudomonas (principalmente via água).
Sinais clínicos- Mastite clínica: Anormalidades na secreção, Anormalidades no tamanho da glândula mamária, Alterações na consistência e temperatura, Frequentemente tem reação sistêmica, Diagnóstico: caneca de fundo escuro.
Mastite subclínica: Sem sinais clínicos aparentes, Diagnosticadas por meios indiretos, Maior importância econômica.
Contagem de células somáticas: CMT: Determina quantidade de DNA contagem aproximada do número de leucócitos –250.000/mL, Início de lactação (pode dar falso positivo por conter resíduo de colostro), Final de lactação (falso positivo por uma descamação acentuada),O ideal é que fosse feio a cada 21 dias ou 1 vez ao mês. A Contagem eletrônica de células somáticas é mais específica e mais cara.
Cultura e antibiograma- Amostras de leite para cultura e antibiograma, Desprezar os 3 primeiros jatos, Limpeza e desinfecção dos tetos, Amostras individuais, Frascos estéreis, Identificação, Conservar em gelo.
Tratamento- Tratamento específico, Depende da sensibilidade para o agente causador, Grau de resposta, Deve eliminar a infecção do quarto mamário, Leite deve voltar à composição normal, Parenteral em caso de mastite clínica.
Mastite clínica: Cada antibiótico tem seu protocolo, 6 aplicações com intervalo de 12 horas, Várias ordenhas por dia, Coletar material antes de iniciar o tratamento, Se não ceder em 24 horas reavaliar o tratamento, Terapia de manutenção. 
Controle e profilaxia- Pré-dipping: solução, Hipoclorito de sódio 2%, Iodo 0,3-0,5%, Clorexidine 0,5%. Esperar 30 seg para secar o teto Colocar as teteiras entre 1-2 min após a lavagem dos tetos devido a ação da ocitocina. Pós-dipping: solução, Hipoclorito de sódio 4%, Iodo glicerinado 0,8-1,0%, Clorexidine 1,0%. *Lavar teto sem lavar úbere para a sujeira não escorrer para o teto.
Programa dos seis pontos: Tratar todas as vacas secas, Tratamento imediato de todos os casos clínicos, Bom funcionamento do equipamento de ordenha, Correto manejo da ordenhadeira, Descarte e/ou segregação das vacas com mastite crônica, Boa higiene e conforto na área de permanência dos animais.* Agrupar os animais.
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