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1 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO ASSIS GURGACZ 
 
João Ricardo Bortoluzzi de Albuquerque 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lipidose Hepática 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASCAVEL 
2024 
2 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO ASSIS GURGACZ 
João Ricardo Bortoluzzi de Albuquerque 
 
 
 
 
 
 
Lipidose Hepática 
 
 
 
 
Trabalho de Clínica de Animais Silvestres do Curso de 
Medicina Veterinária, da Faculdade Assis Gurgacz. 
 
Professora Orientadora: Ana Paula Ascari Gnoatto
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASCAVEL 
2024 
 
 
3 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1 –(A) O animal apresenta excesso de peso corporal, levando à acumulação significativa 
de tecido adiposo abaixo da pele. (B) Na cavidade abdominal: o fígado está consideravelmente 
aumentado, com bordas salientes e uma coloração vermelho-claro com manchas amareladas 
que se unem................................................................................. ............................................. 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO. ................................................................................................................ 5 
2 DESCRIÇÃO DA DOENÇA EM AVES SILVESTRES ................................................. 6 
3 DEFINIÇÃO DA PATOLOGIA. ..................................................................................... 6 
4 ETIOLOGIA ..................................................................................................................... 6 
5 OCORRÊNCIA EM AVES SILVESTRES ...................................................................... 6 
6 MODO DE TRANSMISSÃO... .............................................................................................7 
7 PERÍODO DE INCUBAÇÃO/ EPIDEMIOLOGIA. ....................................................... 7 
8 SINAIS CLÍNICOS. .......................................................................................................... 7 
9 LESÕES. ........................................................................................................................... 7 
10 DIAGNÓSTICO. ............................................................................................................. 8 
11 TRATAMENTO.............................................................................................................. 8 
12 PREVENÇÃO E CONTROLE. ...................................................................................... 9 
13 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 10 
REFERÊNCIAS. ................................................................................................................ 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A lipidose hepática é enfermidade significativa que afeta as aves silvestres. Ela ocorre 
quando há um acúmulo excessivo de gordura no fígado, causado por uma variedade de fatores 
como dieta inadequada, estresse e condições de cativeiro impróprias. Esse desequilíbrio pode 
levar a graves complicações se não for tratado adequadamente, os seus sinais são inespecíficos 
podendo serem variados, ou surgir após um longo período, podendo ser observado na necropsia. 
Criadores e tutores em geral devem ter o conhecimento sobre as afecções, pois não afeta 
somente aves mas também pode lesar cães e gatos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
2. DESCRIÇÃO DA DOENÇA EM AVES SILVESTRES 
 
A lipidose é o acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos (Barros, 2016), geralmente 
encontrada em aves mantidas em cativeiro (Nahum, 2015). Ela acontece devido a uma demanda 
energética muito alta ou devido a uma ingestão superior de alimentos com gordura, onde o 
corpo não consegue metabolizar e a deposição excessiva causa efeitos adversos como o 
crescimento desordenado do bico (Schmidt et al., 2015). 
 
 
3. DEFINIÇÃO DA PATOLOGIA 
 
Lipidose hepática, também conhecida como fígado gorduroso, ocorre quando há 
excesso de gordura armazenada no fígado (Nahum et al., 2015), geralmente associado à 
obesidade. Isso indica um desequilíbrio metabólico prejudicial, manifestando-se como uma 
disfunção energética no metabolismo. Isso resulta na redução dos níveis de glicose e no 
aumento excessivo de corpos cetônicos no sangue, estabelecendo um desequilíbrio energético 
desfavorável. (CUBAS, 2014) 
 
 
4. ETILOLOGIA 
 
A etiologia exata da lipidose hepática é desconhecida, embora haja citações sobre a sua 
ocorrência, como dieta rica em energia e gorduras, obesidade, caquexia e doenças metabólicas 
debilitantes. (MARQUES, 2014). Frequentemente, está ligada à obesidade, o que evidencia 
sua relação com questões nutricionais e metabólicas (SANTOS et al., 2013) 
 
 
5. OCORRÊNCIA EM AVES SILVESTRES 
 
A lipidose hepática é comum em aves mantidas em zoológicos ou viveiros particulares. 
Ocorre principalmente em aves velhas, com excesso de peso, alimentados à base de algumas 
sementes, frutos secos e alimentação humana (Corbellini,2012), frequentemente com 
proprietários que não tem muito conhecimento sobre o assunto e muito menos possuem 
acompanhamento de um médico veterinário 
7 
 
6. MODO DE TRANSMISSÃO. 
 
A lipidose hepática não é uma doença contagiosa, ela é causada por problemas 
ambientais ou nutricionais, não transmitindo de ave para ave, transmitida por dietas com 
sementes de girassol, dietas não diversificadas que consistem basicamente em gordura, o que 
pode ocasionar o surgimento da doença (HIRANO; SANTOS; ANDRADE, 2010). 
 
 
7. PERÍODO DE INCUBAÇÃO E EPIDEMIOLOGIA 
 
O período de incubação pode variar, pois está relacionado com o tempo do acúmulo de 
gordura no fígado, normalmente os sinais serão visíveis quando doença estiver agravada em 
estágio superior e com isso será difícil reverter a situação. 
 
 
8. SINAIS CLÍNICOS 
 
Os sinais clínicos resultantes da lipidose hepática podemos observar empenamento 
deficiente, dispneia, aumento de volume em cavidade celomática, diarreia, crescimento 
exacerbado de bico e unhas, anorexia, regurgitação e em alguns casos ocorre morte súbita 
(SANTOS et al., 2012). 
 
 
9. LESÕES 
 
Quando o papagaio desenvolve a doença, macroscopicamente há hepatomegalia, 
coloração pálida e/ou amarela pálida e aspecto friável ou firme (Doneley & Doneley, 2016). 
Estudos mostram que em fígados de Papagaio-verdadeiro afetados, constata moderada fibrose, 
proliferação do ducto biliar, infiltração de células inflamatórias agudas e reticulose do 
parênquima. 
Outros achados patológicos são obesidade e aterosclerose da artéria aorta. Em aves com 
grau avançado de lipidose e escore corporal baixo, os hepatócitos podem conter um ou vários 
vacúolos de gordura intracitoplasmáticos. Ocorre a vacuolização dos hepatócitos e com isso, o 
aumento das células e deslocamento do núcleo para a periferia, caracterizando a degeneração 
8 
 
gordurosa dos hepatócitos. (Doneley & Doneley, 2016f; Fittél et al., 2002; Rush et al., 2016; 
Schmidt et al., 2015; Schwiden et al., 2018; Wadsworth et al., 1984). 
 
 
Figura 1 – (A) O animal apresenta excesso de peso corporal, levando à acumulação significativa de tecido adiposo abaixo da 
pele. (B) Na cavidade abdominal: o fígado está consideravelmente aumentado, com bordas salientes e uma coloração vermelho-
claro com manchas amareladas que se unem. 
 
 
10. DIAGNÓSTICO 
 
O diagnóstico preciso de uma doença hepática em aves geralmente requer 
procedimentos invasivos como laparoscopia ou laparotomia, seguidos de biópsia do fígado. 
Devido ao procedimento ser agressivo, é possível confirmar somente através da necropsia da 
ave (Grunkemeyer, 2010; Nordberg et al., 2000). No entanto, alguns especialistas sugerem que 
uma história clínica detalhada podeser suficiente para um diagnóstico preliminar de doença 
hepática, com a biópsia sendo essencial para uma confirmação definitiva (Lumeij, 1994). 
 
 
11. TRATAMENTO 
 
Primeiramente realiza uma mudança alimentar e manejo da ave, após isso uma dieta 
balanceada com ao menos 12% de proteína, carboidratos, suplementação de vitaminas E, K. 
Como forma adicional de suporte do paciente, a fluidoterapia para animais que estejam 
anoréxicos (Doneley, 2004; Doneley & Doneley, 2016f; Lumeij, 1994; Redrobe, 2000). 
9 
 
Existem estudos onde o uso de colchicina (0,04 mg/kg, uma vez ao dia, via oral) como 
método preventivo para a progressão da fibrose hepática, que trata-se de um anti-inflamatório 
com alvo em células de Ito e fibroblastos, inibindo a produção e liberação de colágeno, além de 
potencialmente promover a produção de colagenase. Embora haja uma lacuna em estudos sobre 
sua eficácia específica em aves, seu uso sugere a possibilidade de redução da fibrose. (Baine, 
2012; Bercier, 2020; Doneley, 2004; Doneley & Doneley, 2016f; Lightfoot, 2010; Lumeij, 
1994). 
Recomenda-se silimarina (protetor hepático), na dose de 50-75 mg/kg, via oral (VO) 
durante 6 meses a cada 30 dias, pois tem ação antioxidante, efetua a eliminação de radicais 
livres, estabiliza membranas celulares a fim de prevenir a entrada de toxinas e acredita-se que 
estimule a regeneração dos hepatócitos, sendo este o único antioxidante com eficácia 
comprovada cientificamente em aves (Baine, 2012; Bercier, 2020; Doneley, 2004; Doneley & 
Doneley, 2016f). 
 
 
12. PREVENÇÃO/ CONTROLE 
 
Uma alimentação adequada e a prática regular de exercícios são fundamentais para 
prevenir a lipidose hepática em psitacídeos. As diretrizes atuais para a dieta dessas aves incluem 
o uso de ração comercial formulada, fornecimento de água fresca, inclusão de vitaminas e 
ausência de sementes, podendo incluir suplementação de legumes e frutas conforme necessário 
(MOTA, 2022). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
13. CONCLUSAO 
 
O entendimento da lipidose hepática em aves silvestres é crucial para identificar 
precocemente e tratar de maneira eficaz essa condição. O manejo adequado requer uma 
colaboração estreita entre veterinários, biólogos e cuidadores de aves silvestres. A prevenção é 
a abordagem mais satisfatória, pois evita o sofrimento das aves e reduz os custos e esforços 
associados ao tratamento. Criadores responsáveis que permanecem sempre atentos ao seus 
animais, buscando garantir que recebam cuidados adequados podem prevenir condições como 
a lipidose hepática. Pequenas mudanças no ambiente, dieta e manejo podem ter um impacto 
significativo na saúde e no bem-estar das aves, promovendo uma vida mais saudável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
REFERÊNCIAS 
 
Baine, K. (2012). Management of geriatric psittacine patient. Journal of Exotic Pet 
Medicine, 21, 140148. https://doi.org/10.1053/j.jepm.2012.02.003. 
 
BARROS C.S.L. Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino. In: SANTOS R.L. e 
ALESSI A.C. Patologia veterinária., 2ªed. cap. 4, p.181-265, 2024. 
 
Bercier, M. (2020). Gerontology of psittacines. Veterinary Clinics of North America: 
Exotic Animal Practice. https://doi.org/10.1016/j.cvex.2020.08.001. 
 
CUBAS, Z. S.; SILVA, J. C. R.; CATÃO-DIAS, J. L. Tratado de animais selvagens 
– medicina veterinária. 2. ed. Rio de janeiro: Guanabara koogan ltda, 2014. v. 
 
Doneley, B. (2004). Treating liver disease in the avian patient. Seminars in Avian 
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Doneley, B. & Doneley, R. (2016f). Disorders of the liver. In Doneley, B., Doneley, R. 
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HIRANO, L. Q. L.; SANTOS, A. L. Q.; ANDRADE, M. B. Alimentação de 
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n. 39, 2024 
 
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Lumeij, J. T. (1994). Hepatology. In Ritchie, B. W., Harrison, G. J., Harrison, L. R. 
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https://doi.org/10.1016/j.cvex.2020.08.001
https://doi.org/10.1053/S1055-937X(03)00053-7
12 
 
MARQUES, M.V.R. Tinamiformes (Codorna, Inhambu, Macuco, Jaó e Perdiz). In: 
CUBAS, Z.S.; SILVA, J.C.R.; CATÃO-DIAS, J.L. Tratado de Animais Selvagens. vol.2. 2nd 
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extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/1234
56789/2576/1/Daniel%20dos%20Santos%20Feitosa.pdf.

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