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1 
 
 
Programa de Educação 
Continuada a Distância 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
 
Feridas e Curativos – Técnicas 
e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
 
 
 
EAD - Educação a Distância 
 Parceria entre Portal Educação e Sites Associados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
 
Feridas e Curativos – Técnicas 
e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada. 
 
 
2 
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“Patch Adams recomenda que você ajude a manter a sua saúde através do 
riso e da gentileza. Também sugere que, às vezes, o tratamento mais eficaz 
é a esperança, o amor e a simples alegria de viver”. Robin Willians 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
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MÓDULO I 
Carolina Mariano Pompeo de Moraes 
Enfermeira formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 
Especialista em enfermagem em unidade de terapia Intensiva pela UCG – Goiânia/GO 
Enfermeira coordenadora da Unidade Coronariana do Hospital Regional 
Enfermeira assistencialista da Unidade Coronariana da Santa Casa 
 
Mercy da Costa Souza 
Enfermeira formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul 
Especialista em enfermagem em unidade de terapia Intensiva pela UNISC – São Paulo 
Enfermeira assistencialista da unidade de internação da infectologia do NHU - UFMS 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE 
 
MÓDULO 1 
1. História e evolução no tratamento de feridas 
2. A ética no tratamento de feridas 
3. Anatomia e fisiologia da pele 
4. Classificações e definições 
 
MÓDULO 2 
5. Fisiologia da cicatrização 
6. Características de diferenciação das lesões 
 
MÓDULO 3 
7. Ferida infectada 
8. Avaliação da ferida 
9. Técnica de curativo 
 
MÓDULO 4 
10. Anti-sépticos 
11. Desbridantes 
12. Medicamentos favoráveis à granulação 
13. Curativos naturais 
14. Considerações finais 
15. Referências bibliográficas 
 
 
 
 
 
 
 
4 
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5 
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A HISTÓRIA E A EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
Para que possamos exercer a enfermagem, no âmbito do tratamento de 
feridas, não basta apenas conhecermos os novos produtos disponíveis nesta área ou as 
últimas descobertas científicas, é preciso conhecer o passado para que possamos criar 
um futuro de uma forma mais concreta e precisa. 
E para que possamos ilustrar esta evolução vamos apresentar, 
sistematicamente, algumas práticas naturais que, há vários milênios, vêm sendo 
utilizadas e que, muitas delas foram incorporadas há muitas tecnologias descobertas. 
 
 
 
 
 
 
 
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A HISTÓRIA 
 
Os homens da pré-história utilizam plantas e seus extratos como cataplasmas, 
para estancar hemorragias e umidificar às feridas abertas. Sendo a Cataplasma um 
emplasto de substâncias preparadas com linhaça, massa de argila, farinha de mandioca 
ou fubá colocada entre dois panos, com capacidade de absorção das toxinas da pele e 
para tratar hematomas. 
Papiro de Edwins Smith 
Foi à descoberta mais recente da história. Era chamado o Livro de feridas, 
continha tratados cirúrgicos e de clínica médica. 
Por volta de 2700 a.C. os egípcios utilizavam produtos que, hoje, 
denominamos “Fármacos da sujeira”, esses produtos eram derivados de produtos 
aparentemente absurdos como urina humana e outros, associados às orações e 
sacrifícios. Os médicos egípcios acreditavam que quanto mais a ferida supurava, mais 
rápida era a cicatrização. 
Foram os precursores do adesivo atual, com a descoberta da ligadura adesiva, 
que consistia em tiras de linho impregnado de goma. 
Os chineses em 2800 a.C. foram os primeiros a relatar o uso do mercúrio, os 
mexicanos e peruanos utilizavam o Mactellu como anti-sépticos para feridas. 
Quando falamos da civilização Grega, chegamos ao clássico A Ilíada, escrita 
por Homero (800 a.C) que descreve o tratamento de 147 feridos militares utilizando 
práticas de cauterização de feridas com ferro quente. Nessa época a taxa de mortalidade 
era bastante elevada. 
Na era Cristã, Celsius (200 d.C): classificou tipos de ferida, definiu tratamentos, 
descreveu os sinais inflamatórios, técnicas de desbridamento e sutura. 
No período medieval, Galeno (século II d.), que era médico do grande 
imperador Marco Aurélio, instaurou a teoria da secreção purulenta. Nessa teoria 
acreditava-se que a formação da secreção era fundamental para a cicatrização. 
Usava na sua terapêutica: 
• Água do mar, do mel, tinta de caneta e barro. 
• As lesões ulceradas eram ligadas com figos (que contêm Papaína); 
 
 
 
 
 
 
 
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• Teia de aranha. 
 
Já os médicos árabes foram os inventores da ligadura de gesso. Chegando a 
era do Misticismo, temos a Teoria dos Miasmas, nesta teoria os corpos deviam ser 
incinerados e após, deveria ser feita à defumação do local com incenso. A igreja 
contribuiu, e muito, para a divulgação dessa teoria e proibiu a dissecação e métodos 
cirúrgicos impedindo a evolução das técnicas. Já Teodorico de Lucca e Henri de 
Mondeville utilizaram pensos embebidos em arnica e vinho (ação anti-séptica). E 
observaram que havia diminuição da formação de secreção e aumento da cicatrização. 
Ao relembrarmos a história do tratamento de feridas não podemos nos 
esquecer de Hipócrates (300 a.C), considerado o pai da medicina moderna que foi o 
primeiro a implementar os princípios da assepsia, no tratamento das feridas. 
Não acreditava que a formação de pus fosse essencial para a cicatrização 
(teoria que existiu por séculos) e quando a ferida infeccionava, utilizava emplastos para 
drenagem de secreção e que estas deveriam ser lavadas com limpa. Fez uso de ervas 
medicinais, mel, leite e vinagre. Aconselhava desbridamentos e cauterizações. 
Avançando ainda mais na história, chegamos à Revolução industrial, marco da 
história mundial. No século XVIII, alguns prisioneiros se dedicavam à confecção de 
pensos. Estes eram feitos de trapos velhos, estopa de linho e estopa (corda velha 
desfiada). Os pensos eram utilizados e depois lavados e reutilizados, já que este 
processo tornava-os mais macios e absorventes. 
Com a revolução industrial aconteceu a mecanização deste processo de 
confecção. 
Infelizmente, com a evolução dos tempos começaram as guerras locais e 
mundiais. 
Com a guerra da Criméia deu-se a introdução da pólvora no mundo ocidental. 
As feridas causadas por pólvora eram venenosas e era necessária a remoção da parte 
lesada (amputação) e para cauterizar o coto era utilizado óleo fervente. 
 
 
 
 
 
 
 
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Entretanto, nessa época houve uma grande escassez de óleo, o que 
possibilitou a substituição por gema de ovo e óleode rosa, o que aumentou a taxa de 
sobrevida da população. 
 
 
 
A EVOLUÇÃO 
 
A partir deste século várias descobertas favoreceram para a melhoria do 
tratamento das feridas. Destacamos, brevemente, algumas evoluções principais que 
impeliram as novas descobertas atuais neste campo. 
• 1676 = descoberta do microscópio; 
• 1752 = primeiro passo na desinfecção química, por John Pringle, com o uso 
de ácidos minerais para prevenir e impedir a putrefação. 
• 1860 (Gangee) = 1º curativo absorvente a base de algodão; 
• Em 1862, Pasteur concluiu que a putrefação era resultante da fermentação 
causada pelo crescimento dos microorganismos. Descobriu, ainda, que eles eram 
destruídos pela ação do calor. Apontou a falta de limpeza como causa da infecção, e que 
as pessoas que tratavam as feridas eram meio de transporte para esses 
microorganismos. 
• Em 1880 = foi construída com êxito a primeira estufa, vindo permitir a 
esterilização pelo calor seco. Dois anos mais tarde surgiu a esterilização pelo vapor. 
• No final de 1840: Deu-se a utilização de anti-sépticos e a proteção da lesão 
com coberturas secas. Foi nesta fase que se descobriu o efeito anti-séptico do Iodo, 
mercúrio e Alumínio, além da utilização do meio seco. 
• Luvas e mascaras foram introduzidas em 1890 e 1897, por Willian Hasteld 
e Johann Miculizz. 
• 1945: Bloom relata pela primeira vez o uso do filme transparente permeável 
ao vapor. 
• Após 1960 = descobertos os princípios de leito úmido e limpo para acelerar 
a cicatrização. Entre outras descobertas como: limpeza da ferida, aproximação das 
 
 
 
 
 
 
 
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bordas através da sutura, controle da infecção. Sendo descobertas do antibiótico um dos 
maiores feitos desta época. 
• A partir de 1980 estudos em larga escala começaram a ser realizados nos 
Estados Unidos e em vários países da Europa, visando o aperfeiçoamento das técnicas 
para realização dos curativos. 
• Em 1982 as coberturas a base de Hidrocolóides são lançadas nos EUA e 
Europa, porém somente em 1990 chegaram ao Brasil com elevado custo dificultando o 
seu uso pela população brasileira. 
Apesar de todos estes avanços de tecnologias, produtos e técnicas para o 
desenvolvimento do tratamento de feridas, a incidência das úlceras crônicas em nosso 
meio ainda é bastante elevada. E embora várias descobertas já tenham sido feitas ainda 
existem muito a ser pesquisados e vários mitos a serem quebrados para aperfeiçoar 
estes recursos. 
 
 
ÉTICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
Como vimos no capítulo anterior, com a evolução das tecnologias o tratamento 
de feridas vêm se tornando uma área cada vez mais específica e científica, exigindo do 
profissional constantes atualizações. 
Entretanto, não basta apenas o domínio do conhecimento técnico-científico, é 
necessário se priorizar àquele que recebe a nossa ação, que é o alvo do nosso 
conhecimento – o portador da lesão de pele. 
Ao pensarmos dessa forma é importante o conhecimento dos preceitos legais 
que regulamentam à nossa profissão e que nos darão o apoio necessário ao nosso 
cuidar, nos favorecendo e nos preparando para o ato ético. 
Sendo assim, comecemos relembrando alguns termos que serão utilizados no 
decorrer deste capítulo. 
Ética = do grego Ethos, Casa. Preocupa-se com os aspectos práticos da vida 
do indivíduo e da sociedade, tenta criar regras e normas de conduta para a atividade livre 
do ser humano. 
 
 
 
 
 
 
 
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Direito = do Grego Directum, o que é reto (DANTAS, 2003). 
• Imperícia: execução de uma função sem plena capacidade para tal; 
• Imprudência: cometer um erro conscientemente. Conhece as regras e não 
as executa com perfeição; Negligência: saber como o trabalho deve ser feito e não fazer 
corretamente. 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 
 
Capítulo I: Dos princípios fundamentais 
• Art. 1°: A enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do ser 
humano e da coletividade. Atua na promoção, proteção, recuperação da saúde e 
reabilitação das pessoas, respeitando os preceitos éticos legais. 
• Art. 4°: O profissional da enfermagem exerce suas atividades com justiça, 
competência, responsabilidade e honestidade. 
• Art. 5°: O profissional de enfermagem presta assistência à saúde visando à 
promoção do ser humano como um todo. 
• Capítulo II: Dos direitos 
• Art. 7°: recusar-se a exercer atividades que não sejam de sua competência 
legal. 
• Art. 14°: Atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais. 
• Capítulo III: Das responsabilidades 
• Art. 16°: Assegurar ao cliente uma assistência de enfermagem livre de 
danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência. 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
 
ENFERMEIRO 
Lei nº 7.498/86 em seu Artigo 11, Alínea j: 
É privativo do enfermeiro: A prescrição da assistência de enfermagem 
 
TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
Lei 1498/1986, Artigo 10, Parágrafo II 
Executar atividades de assistência de enfermagem, excetuadas as privativas 
do enfermeiro e as referidas no artigo 9° deste decreto. 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM 
Lei 7.498/1986, Artigo 11, Parágrafo III 
Executar tratamentos especificamente prescritos, ou de rotina, além de outras 
atividades de enfermagem, tais como: Alínea c, fazer curativos. 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO 
 
O artigo 159 do Código Civil enuncia que "aquele que, por ação ou omissão 
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a outrem, fica 
obrigado a reparar o dano". 
 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 
 
 
DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR 
Ser avisado, antes de comprar um produto ou utilizar um serviço, dos possíveis 
riscos que podem oferecer à sua saúde ou segurança. Quando for prejudicado, o 
 
 
 
 
 
 
 
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consumidor tem o direito de ser indenizado por quem lhe prestou o serviço, inclusive por 
danos morais. 
O profissional liberal pode ser responsabilizado por algum dano que causou se 
sua culpa for provada (Art. 14, § 4º, CDC). 
As causas das falhas ou erros profissionais são: 
• negligência: 
• imprudência: 
• imperícia: 
 
PARECERES 
 
COREN-SP: Parecer (1998) sobre a prescrição de curativo e criação da 
comissão de curativos. Parecer (1999) sobre o desbridamento de feridas; 
 
COREN-MS: Parecer 001/2005, sobre o desbridamento de feridas. 
“O desbridamento cirúrgico pode ser realizado pelo enfermeiro, desde que não 
atinja tecido muscular e que não necessite de narcose ou anestesia.” 
 
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 
 
INTRODUÇÃO 
 
É o maior órgão do corpo humano, representando cerca de 15% do peso 
corporal total e apresenta grandes variações ao largo de sua extensão. 
 
FUNÇÕES 
 
•Sua principal função é revestir e proteger; 
•Auxiliar na manutenção da temperatura (termorregulação); 
 
 
 
 
 
 
 
•Percepção; 
•Metabolismo; 
 
CAMADAS DA PELE 
 
São três: 
 
 
• EPIDERME 
 
 
 
 
• DERME 
 
 
 
 
 
• TECIDO SUBCUTÂNEO 
 
 www.theses.ulaval.caFonte: 
 
EPIDERME 
 
Tecido avascular possui células dispostas em múltiplas camadas. 
É nesta camada que encontramos os melanócitos, que são células 
responsáveis pela pigmentação da pele (melanina) e os queratinócitos responsáveis pela 
produção de queratina, que fornece resistência a atritos e variações de temperatura. 
 
 
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A renovação da pele: A 
pele renova-se continuamente, 
as células nascem na camada 
basal e vão empurrando as 
células mais externas até que 
estas se desprendem da 
epiderme. 
 
 
 
www.theses.ulaval.caFonte: 
DERME 
 
Camada vascularizada possui uma rica rede nervosa. 
É nesta camada que encontramos os anexos da pele: glândulas sudoríparas, 
sebáceas e folículos pilosos. 
A derme contém muitos tipos diferentes de células, incluindo: Fibroblastos e 
fibrócitos, macrófagos, mastócitos e leucócitos sangüíneos, particularmente: neutrófilos, 
eosinófilos, linfócitos e monócitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 www.theses.ulaval.caFonte: 
 
TECIDO SUBCUTÂNEO 
É vascularizada, possui tecido adiposo em sua constituição histológica 
envolvido na termorregulação, reserva nutricional e provisão de energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÕES E DEFINIÇÕES 
 
FERIDA: É caracterizada pela perda da continuidade dos tecidos, podendo ser 
superficial ou profunda, que deve se fechar em até seis semanas. 
ÚLCERA: A FERIDA se torna uma úlcera após seis semanas de evolução sem 
intenção de cicatrizar. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA LESÃO 
 
As lesões podem ser classificadas conforme: 
• Comprometimento tecidual. 
• Como foram produzidas. 
• Grau de contaminação. 
 
 
COMPROMETIMENTO TECIDUAL 
 
• Quanto à localização anatômica; 
• Quanto ao tamanho, comprimento, largura, profundidade e formação de 
túneis; 
• Aspectos do leito da ferida e pele circunjacente; 
• Drenagem, cor e consistência; 
• Dor ou hipersensibilidade e temperatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Foto: Mercy Souza 
 
COMO FORAM PRODUZIDAS 
 
 
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CONTUSAS: Produzido por objeto 
rombo traumatismo das partes moles, 
hemorragia. 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte:Anjos do norte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INCISAS: Produzidas por um 
instrumento cortante. Feridas limpas 
geralmente fechadas por sutura. 
 
Fonte:Anjos do norte 
 
 
 
 
 
 
 
 
LACERADAS: com margens irregulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte:Anjos do norte 
 
 
 
PERFURANTES: pequenas aberturas na pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte:Anjos do norte 
 
 
 
 
 
 
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GRAU DE CONTAMINAÇÃO 
 
1. LIMPAS 
 
 
 
 
 
Sem presença de infecção. 
Lesão sem exsudato ou com 
pequena quantidade de exsudato de 
cor clara ou transparente. 
 
 
 
 
 Foto: Mercy Souza 
 
 
 
2. CONTAMINADAS 
 
 
 
 
 
 
 Presença de bactérias e outros 
microorganismos, com presença 
transitória ao tecido, sem presença 
de infecção instalada. Não há sinais 
flogísticos. 
 
 
 
 
Foto: Carolina Pompeo 
 
 
 
 
 
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3. INFECTADAS 
 
 
 
 
 
 
Presença e a multiplicação de 
bactéria e outros microorganismos 
associado a um quadro infeccioso já 
instalado, há presença dos sinais 
flogísticos. 
 
 
19 
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 Foto: Mercy Souza 
 
 
 
 
ALGUNS TIPOS DE LESÕES DE PELE 
 
 
 
 
 
 
1. MÁCULA: Lesão superficial, 
circunscrita, coloração marrom, azulada 
ou avermelhada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. PÁPULA: Lesão sólida e elevada, 
plana ou encurvada e coloração 
variada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
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3. NÓDULO: Lesão sólida, superficial, 
circunscrita, chega a 0,5 cm de 
altura, não necessariamente faz 
relevo à superfície. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. VESÍCULA: Coleção de fluidos claros, 
podendo tornar-se turvo ou 
hemorrágico, circunscrita à superfície 
da pele, com diâmetro médio de 0,5 
cm. 
5. BOLHA: Lesão circunscrita, com 
coleção de líquido claro, com diâmetro 
maior que 1cm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
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6. PÚSTULA: Coleção de leucócitos, 
circunscrita à superfície da pela e de 
tamanho variado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. ESCAMAS: excesso de células 
epidérmicas mortas ou por alterações 
inflamatórias. 
 
8. PLACA: Lesão sólida, elevada, 
diâmetro superior a 1cm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
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9. CROSTAS: Lesão formada por uma 
coleção de soro, sangue ou pus, que 
junto aos restos epiteliais, desidrata a 
superfície da pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. FISSURAS: São fendas cutâneas, 
formato linear que podem acometer a 
epiderme e derme. 
 
 
 
 
 
 
 
11. ATROFIA: Depressão ocasionada 
pela falta de nutrição e oxigenação das 
células. 
 
 
 
 
 Fotos fonte: www.iqb.es 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE TECIDO 
 
TECIDO NECRÓTICO 
Restrito a uma área – Isquemia, redução da circulação, tecido não viável. 
Pode ser caracterizada por liquefação e ou coagulação produzido por enzimas 
que acarretam a degradação dos tecidos isquêmicos, se diferenciam pela coloração e 
consistência. 
• ESCARA: De coloração marrom ou preta escara é descrito como uma capa 
de consistência dura e seca 
• ESFACELO: De cor amarelada ou cinza; descrita de consistência mucóide 
e macia; pode ser frouxo ou firme a sua aderência no leito da ferida; formado por fibrina 
(concentração de proteína).e fragmentos celulares 
 
 
23 
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ESCARA ESFACELO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fotos: Mercy Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
TECIDO DE GRANULAÇÃO: 
aumento da vascularização é um 
tecido de cor vermelho vivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: Mercy Souza 
 
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EPITELIZAÇÃO: redução da 
vascularização e um aumento do 
colágeno, contração da ferida. Tecido 
róseo 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: Mercy Souza 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO EXSUDATO 
 
 
 
 
 
 
SECA: Fundo pálido, gaze seca gruda 
na ferida com pequena hemorragia, 
para a repitelização. 
 
 
 Foto: E. Ricci 
 
 
 
 
 
 
ÚMIDA: Fundo brilhante de cor 
vermelho vivo, a gaze fica por 24 horas 
úmida. Tem borda ativa 
 
 
 
 Foto: Mercy Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MUITO EXSUDATIVA: Vermelho vivo,tecido próximo umedecido, gaze troca 
no período de 24 horas. Borda 
lesionada e ou macerada. 
 
 
 
 
 Foto: Mercy Souza 
 
 
 
 
 
ALGUNS TIPOS DE ÚLCERAS 
 
• Úlceras de estase: Ocorre geralmente por: Varizes, trombose venosa, 
insuficiência valvular. 
Características: Não tem necrose, não é isquêmica, tem um hiperpigmentação, com 
edema no tornozelo e possui uma atrofia branca na pele. 
 
 
• Úlceras tropicais: 
EX: leishmaniose: mucosa e cartilagem. 
 Incubação: 1 a 3 meses 
 
 
Foto: Mercy Souza 
 
 
 
 
 
 
 
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• Úlceras arteriais: 
Características: Edema, ausência de pulso arterial, não possui pêlos devido a danos 
causados em órgãos anexos da pele, apresenta alteração de temperatura do órgão 
lesado. 
 
• Úlceras mistas: Presença de lesão venosa e arterial associadas. 
 
• Úlceras neuropáticas; Presença de lesão em terminações nervosas periféricas, 
principalmente em membros inferiores. 
 
• Úlceras diabéticas: 
Característica: Ferida contaminada apresenta desidrose – estase com hipóxia, 
ressecamento dá área circunjacente. 
 
• Úlcera por pressão: 
 O tipo mais comum de úlcera, encontrada em larga escala nas unidades de 
internação hospitalar e domiciliar. Além de ser uma enfermidade cutânea é considerado, 
também, um indicador de qualidade da assistência de enfermagem. 
 Caracterizam-se por uma área localizada de perda de pele e dos tecidos 
subcutâneos causadas por pressão, tração, fricção ou de uma combinação destes 
fatores. 
Estas úlceras serão descritas mais detalhadamente no módulo II. 
 
 
 
-----------------------------Fim do Módulo I------------------------------ 
 
 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
Feridas e Curativos – 
Técnicas e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO 
 
Quando pensamos em injúria tecidual, seja de qual for o tamanho e proporção, 
pensamos logo na forma como ela vai cicatrizar. E existem diversas formas de 
pensamentos e tratamentos quando falamos em cicatrização. 
Há, ainda, quem defenda o meio seco como forma de acelerar o processo 
cicatricial, mesmo existindo diversos estudos e pesquisas provando as inúmeras 
vantagens do meio úmido sobre o meio seco. 
Se entendermos a fisiologia da cicatrização, veremos que uma lesão irá cicatrizar 
tanto se mantivermos o meio seco quanto o meio úmido. O que irá fazer a diferença são o 
tempo e quantidade de energia que o organismo irá gastar para fechar a lesão. 
Ou seja, quem faz a cicatrização acontecer não são os profissionais envolvidos na 
execução de um curativo, nem tampouco os produtos utilizados para isso. Ambos podem 
acelerar ou atrasar este processo, mas quem executa a ação é o organismo do portador 
da lesão. 
A escolha é nossa! 
Nós podemos ajudar ou atrapalhar... Depende do nosso conhecimento, da técnica 
e dos produtos que usamos em cada situação. 
 
A FISIOLOGIA 
 
 
A fisiologia da cicatrização nada mais é que uma cascata de eventos celulares e 
moleculares, que envolvem processos bioquímicos e fisiológicos, sendo estes dinâmicos 
e simultâneos. 
Esse processo é desencadeado por qualquer perda tecidual, podendo essa perda 
ser variável - vem daí a definição do grau da lesão. 
O processo de cicatrização tem por objetivo único, restabelecer a integridade da 
pele. E para isso o organismo usa de diversos meios para alcançar esse objetivo. 
Alguns autores classificam e dividem a fisiologia da cicatrização em 03 estágios 
sendo eles: inflamatório, proliferativo e remodelação (maturação). Outros, a divide em 05 
 
 
 
 
 
 
 
estágios: coagulação, inflamação, proliferação, contração da ferida e remodelação 
(maturação). 
Para maior assimilação, dividiremos o processo de cicatrização em 03 estágios 
descritos a seguir. 
 
FASE INFLAMATÓRIA 
 
A função desta fase é o controle do sangramento e a limpeza da lesão, girando em 
torno de três dias. 
Tem início imediato com o surgimento da ferida, é totalmente dependente da 
atividade plaquetária e da cascata de coagulação, e da liberação de alguns produtos, 
como substâncias vasoativas, algumas proteínas, fatores de crescimento, proteases etc. 
A primeira coisa que acontece quando se tem a ruptura do tecido, é uma 
vasoconstrição local, na tentativa de estancar o sangramento, além disso, fluem para a 
ferida as plaquetas, para auxiliar no processo de hemostasia. 
Uma outra reação que acontece nesta fase é a vasodilatação, ocorrendo com isso 
um aumento do fluxo sanguíneo para o local da lesão. E esse aumento da irrigação 
promove a ruborização e o aumento da temperatura local, presente em muitas feridas. 
Existe, portanto, uma reação inflamatória local e essa reação ativa os mecanismos 
de defesa do corpo. 
Células presentes nessa fase: 
• Macrófagos; 
• Linfócitos; 
• Neutrófilos; 
• Mastócitos; 
• Plaquetas, dentre outras. 
 
 
 
 Foto: E. Ricci 
 
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FASE PROLIFERATIVA 
 
Ocorre por volta do 2º ou 3º dia pós - trauma e tem duração média de 03 a 24 dias. 
Nessa fase as células locais formam o tecido de granulação, os miofibroblastos 
agem promovendo a contração da ferida, juntamente com os fibroblastos. Durante o 
fechamento, há o processo de angiogênese, que permitirá a necessária oferta de oxigênio 
e nutrientes, permitindo a atividade dos fibroblastos. As células epiteliais nas margens da 
ferida proliferam e migram pela superfície, repondo a perda celular, formando as camadas 
da epiderme. 
Sendo assim dividimos essa fase, didaticamente, em três subfases: 
1ª - Reepitelização: acontece pela migração dos queratinócitos das margens da 
ferida. Essa migração, o movimento desses queratinócitos é determinado pelo conteúdo 
de água no leito da ferida, da umidade. 
2ª - Fibroplasia: é a formação da matriz, que é uma coleção de elementos celulares 
como fibroblastos, fibronectina, colágeno, dentre outros. Essa matriz é a base para a 
formação do tecido de granulação. 
3ª - Angiogênese: como todo processo de reparação exige um gasto grande de 
energia existe a necessidade de um aumento no aporte sanguíneo para o local da lesão. 
Esse aumento circulatório se dá pela formação de novos vasos sanguíneos, ou seja, a 
neo angiogênese. 
 
 
 
 
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FASE PROLIFERATIVA 
 
 
 
 
www.eerp.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
Em resumo: 
A epitelização é feita pela migração de células endoteliais que vão da periferia para 
o leito da ferida. Esse processo é realizado sobre o tecido de granulação, enquanto a 
ferida se contrai em média 20% a 60% seu tamanho e só acontece em meio úmido. 
 
FASE DE MATURAÇÃO 
 
Há diminuição da vascularização e da força de contração. Nessa fase o tecido é 
remodelado, a quantidade de fibroblastos diminui e as fibras de colágeno se orientam 
aumentando a força tênsil. 
Segundo Meneghin (2003) a força tênsil também cresce na linha da ferida, após 
três semanas, 20% da força original do tecido, cinco semanas depois 40%, ao final de oito 
semanas,70%, sendo, entretanto, que a força original jamais será alcançada ou 
recuperada. 
O tecido de granulação muda de avermelhado para branco pálido, avascularizado. 
Isso se dá por devido a dois processos que ocorrem de forma simultânea que é a 
síntese de tecido, realizada pelos fibroblastos e a lise do colágeno, coordenada pela 
colagenase. Esta fase dura de 20 dias a 01 ano; 
 
 
 FASE PROLIFERATIVA FASE DE MATURAÇÃO 
 
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Foto: M. Souza Foto: E. Ricci 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Enfª Carol Pompeo e Enfª Mercy Souza
CICATRIZAÇÃO
Lesão Vasoconstrição vasodilatação
Resposta inflamatóriaMigração e proliferação 
de fibroblastos
Neoangiogênese Migração e proliferação 
epitelial
 
Fonte: M. Souza / C. Pompeo 
 
 
 
www.eerp.usp.com 
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TIPOS DE CICATRIZAÇÃO: 
 
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO 
 
• Incisão limpa em que as bordas estão 
 aproximadas; 
• Existe pouca perda de tecido; 
• Pouco ou nenhum exsudato. 
 
 
 
 
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CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO 
 
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CICATRIZAÇÃO POR TERCEIRA INTENÇÃO 
 
• É aquela que permanece aberta; 
• Onde existe uma perda significante de tecido e onde as fases de 
cicatrização são bastante marcadas; 
• Resposta inflamatória bastante evidente, com necessidade maior de 
tecido de granulação, com epitelização visível; 
• Há necessidade de um grande fortalecimento e um grande processo 
de contração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
www.eerp.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
CICATRIZAÇÃO POR TERCEIRA INTENÇÃO 
 
• Ferida que fica aberta por um tempo determinado. 
• Ela irá ficar aberta só enquanto estiver com uma infecção real e depois ela irá se 
fechar. 
 
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 Foto: M. Souza 
 
 
COMPLICAÇÕES DA CICATRIZAÇÃO 
 
 Infecção: Drenagem, borda hemorrágica. 
 Deiscência: Separação das camadas (3-11 dias após a lesão). 
 Evisceração: Protusão dos órgãos 
 Fístula: Comunicação anormal entre dois órgãos e superfície do corpo. 
 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO 
 
Como visto, a cicatrização é um complexo processo biológico dependente de vários 
fatores. Portanto, existem fatores que interferem no processo de cicatrização a partir do 
seu fisiológico, outros que acometem o biológico do indivíduo a partir do seu psicológico. 
 
 
 
 
 
 
 
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Sendo assim, podemos classificar os fatores que interferem na cicatrização em BIO-
PSICO-SOCIAL. 
 
PSICO-SOCIAL 
 
Sendo a nossa pele o maior órgão do corpo humano podemos considerá-la, além 
de barreira protetora o nosso “cartão postal”, sendo a primeira coisa observada e vista em 
todos os indivíduos. 
Atualmente, com a evolução da medicina estão se aperfeiçoando meios cada vez 
mais avançados de tratamentos estéticos, comprovando, mais uma vez, a importância 
estética da pele. 
Se olharmos a pele também pelo ângulo da estética, qualquer tipo de lesão nela 
encontrada é causa de intenso desconforto para quem a possui. E esse desconforto é 
evidenciado pela baixa auto - estima que em muitas vezes possam levar o indivíduo à 
depressão. 
A baixa auto - estima, a depressão, dentre outros problemas pode levar a pessoa a 
diminuir a produção de inúmeras substâncias endógenas, que auxiliam ou são 
responsáveis pelo processo de cicatrização. 
 
PERFUSÃO E OXIGENAÇÃO 
 
Durante todo processo de cicatrização existe um consumo de oxigênio, sendo a 
pressão média de oxigênio (PO2) necessária para a proliferação e síntese do colágeno é 
de 40 mmHg. Em situações que essa pressão se torna menor ocorre diminuição da 
proliferação e síntese de colágeno e diminuição da resistência a infecções. 
Assim sendo, pacientes anêmicos são mais suscetíveis a um retardo na 
cicatrização devido a uma diminuição no transporte de oxigênio, ocasionado por uma 
deficiência ou incapacidade das hemácias em transportar este importante componente da 
cicatrização. 
Portanto, é importante na cicatrização o aumento no suporte de oxigênio para 
acelerar o processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO 
 
A nutrição e hidratação têm uma tarefa fundamental na manutenção da integridade 
dos tecidos e na promoção dos processos de reparação de todas as lesões cutâneas, o 
que enfatiza a importância de uma equipe multiprofissional para que o tratamento do 
paciente portador de uma lesão seja eficaz. 
A nutrição: 
Citamos alguns elementos nutricionais fundamentais para o reparo tecidual de uma 
lesão: 
As Proteínas previnem infecções e participam na síntese do colágeno, fibroblastos 
e na angiogênese. 
 
As Calorias dão sustentação a todos os processos, a sua maior necessidade é em 
relação aos pacientes acamados, pois previnem a degradação das proteínas, e é a 
principal fonte de energia para os leucócitos e fibroblastos, por isso, o processo de 
cicatrização requer gasto de energia. 
 
A Vitamina C é um co-fator na síntese de colágeno, além de possuir ação 
antioxidante. Já a vitamina A proporciona resposta inflamatória local e migração epitelial, 
auxiliam na diferenciação celular na epitelização. E a vitamina E estimula a fibroplasia e 
age como co-fator da síntese do colágeno; 
 
O Complexo B é Importante para a junção das fibras de colágeno durante a fase 
de maturação. O ferro e o zinco são co-fatores na formação de colágeno e na síntese de 
proteínas; 
 
Hidratação: 
O nosso corpo é constituído de 70% de água que é utilizada para a manutenção da 
volêmica, da temperatura corporal, dentre outras funções. 
A sua redução, quando falamos no tratamento de feridas, causa diminuição do 
volume circulante e conseqüente hipotensão arterial. Aumenta o edema dos tecidos, além 
de reduzir a difusão do oxigênio e dos nutrientes às células. 
 
 
 
 
 
 
 
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TABELA COMPARATIVA NECESSIDADES HÍDRICAS E ENERGÉTICAS 
 
 PELE NORMAL ULCERA 
Água (ml/kg/dia) 25 50-100 
Energia (Kcal/kg/dia) 25-30 50 
Proteína (gr/Kg/dia) 0.7 1-2. 5 
 
 
INFECÇÃO 
Como vimos no início deste módulo, a fase inflamatória, primeira fase do processo, 
é onde acontece, além da hemostasia, a limpeza da lesão pelas células de defesa. 
Sendo assim, na presença de infecção as células de defesa trabalham em maior 
número, necessita de uma maior demanda metabólica e gasto energético o que prolonga 
a duração desta fase e retarda o processo de cicatrização. 
 
MEDICAMENTOS 
Algumas terapêuticas medicamentosas interferem diretamente no processo 
cicatricial, devendo ser levadas em consideração no momento em que for instituído o 
plano de cuidados de cada paciente. 
O corticosteróide inibe a proliferação epitelial e migração de neutrófilos e 
macrófagos. Já os antiinflamatórios reduzem da síntese do colágeno e inibem a contração 
daferida diminuindo a velocidade de epitelização. Os imunossupressores aumentam a 
suscetibilidade à infecção e diminui a produção de neutrófilos. 
 
IDADE 
O envelhecimento causa a diminuição da quimiotaxia e da ação das células de 
defesa; acarretando uma diminuição da resposta frente às agressões externas. 
Quando falamos no processo de cicatrização do idoso, devemos ressaltar que há 
diminuição da taxa de divisão celular e na síntese do colágeno e a capacidade de 
contração é mais lenta porque há baixa oferta de oxigenação pelos vasos capilares, 
prejudicando a atividade dos fibroblastos, lentificando e interferindo na resposta cicatricial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EXTENSÃO E LOCALIZAÇÃO DA FERIDA 
 
Quanto ao tamanho da área lesionada deve se considerar a extensão e a 
profundidade que foi acometido o tecido, pois quanto maior for à extensão e profundidade 
maior a probabilidade de infecção e maior o tempo de cicatrização. 
Em relação à localização anatômica que se encontra a lesão, o fator agravante ao 
processo de cicatrização são as particularidades de cada região como as articulações, 
cabeça, pescoço e regiões abdominais, pois há um maior volume de irrigação sangüínea 
e drenagem nestas áreas que interferem na escolha do tratamento a ser utilizado, 
necessitando previamente de uma avaliação criteriosa do Enfermeiro. 
 
MOBILIDADE DO PACIENTE 
 
 Os pacientes que possuem o auto cuidado prejudicado e déficit em se movimentar no 
leito possuem maior probabilidade de desenvolver lesão de pele devido à pressão e 
compressão da micro circulação dificultando a nutrição e oxigenação celular e dificultando 
o fluxo arterio-venoso e linfático de um ou mais membros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CARACTERÍSTICAS DE DIFERENCIAÇÃO DAS ÚLCERAS 
 
INTRODUÇÃO 
 
Conforme definido anteriormente a úlcera cutânea é uma lesão de pele 
caracterizada por uma perda de substância dermo-hipodérmica que não mostra nenhuma 
tendência a cicatrizar-se em até 06 semanas por uma alteração da homeostase vascular. 
No módulo anterior, citamos diversos tipos de úlcera, dentre elas estão: úlceras por 
pressão, encontradas nos ambientes hospitalares e nas internações domiciliares, as 
úlceras tropicais, muito encontradas em nosso país, e as úlceras de perna, sejam elas 
venosas arteriais ou mistas. As úlceras de pernas constituem um sério problema médico e 
sócio econômico, elas podem ocorrer na faixa etária de 20 a 40 anos. Pesquisas da OMS 
revelam que a freqüência dessas úlceras é equivalente a do câncer e diabetes. 
• Nos EUA a percentagem é de 0,3 % da população geral. 
• Na Dinamarca é de 3,9%, e na Inglaterra é de 0,4%. 
• No Brasil, estima-se que gire em torno de 3,0% (2 milhões de pacientes). 
• As úlceras de perna são, sem dúvida, um importante fator de morbidade, com 
grande repercussão sócio-econômica. 
Sendo assim, apresentamos nesse módulo, alguns tipos de úlceras, suas 
características e definições, prevenção e tratamento. 
 
 
 
FORMAÇÃO DA ÚLCERA 
• Isquemia tecidual; 
• Espessamento das fibras musculares; 
• Comprometimento arterial; 
• Necrose do tecido gorduroso; 
• Formação de fibrina nos vasos capilares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÚLCERA VENOSA 
 
A função da veia é levar o sangue de retorno ao coração, após ter cumprido a 
função de trocas metabólicas e térmicas ao nível dos tecidos. No sistema venoso existem 
três sistemas de veias diferentes em posições anatômicas e funções, sendo esses 
sistemas denominados: superficial, profundo e perfurante. 
 
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As veias desses sistemas possuem 
inúmeras válvulas, que servem para direcionar a 
corrente sangüínea impedindo seu refluxo. Este 
fluxo tem que vencer, além da pressão positiva 
abdominal, a ação da gravidade que se exerce, 
intensamente sobre os membros inferiores. 
 
 
 
 
Quando essas válvulas estão 
comprometidas, vários sinais começam a ser 
observados decorrentes de um fenômeno 
chamado ESTASE VENOSA. 
 
 
Fonte: Maual Merck 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ESTASE VENOSA 
 
É um dano crônico ou agudo do fluxo 
de sangue das pernas que resulta em 
aumento da pressão hidrostática 
capilar e conseqüentemente a 
hipertensão venosa, que pode levar a 
ruptura da pele. 
 
 Foto: E. Ricci Fonte: www. sbacvrj.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 FATORES PREDISPONENTES 
 
• Hereditariedade; 
• Idade; 
• Sexo; 
• Obesidade; 
• Postura predominante de trabalho; 
• Varizes 
 
VARIZES: Fonte: Elia Ricci
 Dilatação de uma veia transportadora do retorno venoso. 
 
FISIOPATOLOGIA 
O processo de retorno venoso ao coração é feito pelas válvulas, que impedem que 
o refluxo sangüíneo de volta à periferia. Quando elas apresentam problema no seu 
funcionamento o sangue reverte seu curso, voltando para baixo, enfraquecendo a veia. 
O sangue venoso, pobre em oxigênio e nutrientes, permanece nos tecidos 
causando dilatações, edema e impedindo que o sangue arterial nutra os tecidos. Estes 
necrosam, dando origem a eczemas e úlceras. 
 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
 
• Geralmente localizada na região maleolar medial, por ser a área de maior hipertensão 
venosa e além de haver perfurantes insuficientes ao nível de tornozelo. 
• Abaulamento do tornozelo quando as pernas estão ligeiramente pendentes; 
• Descoloração no tornozelo; 
• Edema de tornozelo e pé, não depressível; 
• Pulsos presentes; 
• Pode estar presente uma lipodermatoesclerose (regiões esbranquiçadas, próximas à 
lesão); 
 
41 
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 Dermatite venosa (hiperpigmentação) 
 Exsudato purulento em 80% das úlceras; 
 Incidência elevada de erisipela, devido ao. 
 Comprometimento, da rede linfática; 
 Não há claudicação; 
 Desconforto moderado devido à úlcera aliviado por elevação. 
 Úlceras superficiais com bordas irregulares em fase de evolução; 
 
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Foto: C. Pompeo / M. Souza 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS 
 
 Edema, Atrofia branca 
(lipodermatoesclerose) 
e Hiperpigmentação. 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIT 
ERLANDEN 
 
 
 
 
 
 
 
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EDEMA: Primeiro sinal de insuficiência vascular circulatória (IVC); inicialmente a parede 
dos vasos sofre alterações em sua estrutura por alteração do oxigênio; em sua fisiologia 
ocorre um desequilíbrio entre filtração e absorção. 
O edema se reduz com a elevação do membro completamente, erroneamente se faz a 
elevação apenas dos pés apoiados em travesseiros que mascaram a terapêutica 
empregada dificultando o retorno venoso e ainda o mais grave o fluxo arterial. 
 
ATROFIA BRANCA/ LIPODERMATOESCLEROSE: Em conseqüência à dificuldade do 
retorno venoso temos a hipertensão venosa crônica, que na veia sadia temos referências 
literárias que em repouso a pressão vascular é de 0 mmhg esta que se altera com o 
deambular ou o indivíduo em pé. Esta hipertensão causa um dano venoso e intersticial, 
não ocorrendoformação de novos capilares intralesional e conseqüentemente a atrofia - 
derrmo epidérmica, caracterizando a borda com manchas angiomatosas ou de 
pigmentação. 
 
HIPERPIGMENTAÇÃO: Ocorre à perda de caráter laminar do fluxo e a diminuição da 
permeabilidade capilar, consequentemente temos a aglutinação das hemácias e 
diapedese das hemácias no interstício (tecidos), com a deposição da hemosiderina 
(resultado final do metabolismo do ferro) e o aumento dos melanócitos aumentam e 
aparecem alguns micros trombos, caracterizando as manchas escuras e pontos de 
pigmentação em meios a atrofia branca. 
 
 Anamnese e Histórico 
• Patologia familiar de caráter hereditário; 
• Estilo de vida e condição particular; 
• Doença, intervenções, trauma pregresso; 
• História da formação da úlcera. 
• Diabetes; 
• Varizes em membros inferiores; 
• Dislipidemias; 
• Doenças cardiovascolares 
 
 
 
 
 
 
 
CONDUTAS: 
1- Avaliação da lesão quanto seu aspecto físico: Localização, Profundidade, Bordas, 
Leito, Exsudato e Mensuração e Dor. 
2- DOR: De característica peculiar às lesões isquêmica em sua menor intensidade, 
considerando todo o histórico do cliente e da lesão quanto: umidade da lesão e da 
cobertura utilizada, da presença de infecção e estase venosa. O tratamento 
farmacológico antes da realização do curativo auxilia a adesão ao tratamento e 
reduz o fator stress do cliente, tornando o procedimento menos traumático e 
humano. 
3- Aplicação da compressão do membro inferior pode ser de três tipos: Bandagem de 
curto estiramento ou inelástico indicado apenas para as pessoas que deambulam, 
pode ser obtida pela Bota de Unna. 
 
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 Fotos:E. Cassimiro 
 
 Bandagem de longo estiramento ou elástica, não são as mais utilizadas no Brasil 
devido o seu custo e ao clima em que vivemos, são de compressão contínua mesmo com 
o membro elevado e durante vários dias. 
 Meias elásticas são poucas usadas pela não praticidade aos idosos e necessitam 
de uma cobertura primária e devem ser substituídas por no máximo seis meses. 
4- Consultar uma equipe multiprofissional clínico, intervencionista e cirúrgico, para 
tratar a causa, a conseqüência e a reabilitação da insuficiência vascular circulatória 
e manter um cuidador constantemente orientado sobre o prognóstico, tratamento e 
o tempo que estas úlceras levam para melhorar e ou cicatrizar. 
 
 
 
 
 
 
 
ÚLCERA ARTERIAL 
 
 A lesão do sistema vascular periférico inclui também a lesão de artérias em suas 
diferentes estruturas anatômicas, sejam elas, as pequenas, médias e as grandes 
superficiais ou profundas, e ainda estão relacionadas com as condições biológicas do ser 
humano e das condições culturais quanto aos hábitos alimentares e sociais quanto ao 
sedentarismo na população adulto jovem e financeiro. 
 
CARACTERÍSTICA: 
 
 A lesão arterial periférica é descrita em várias referências literárias como um acúmulo 
de gordura na parede das artérias (aterosclerose) e pelo endurecimento desta por 
processos degenerativos (arteriosclerose) acometidos por doenças crônicas 
degenerativas (Diabetes e Hipertensão Arterial sistêmica). 
 Esta lesão é progressiva, inicialmente ocorre uma redução de fluxo ocorrendo à 
isquemia e conseqüentemente se não corrigido a causa ocorre a obstrução do vaso de 
pequeno a grosso calibre com a perda total de tecidos por necrose e ou gangrena. Com 
característica de ser uma lesão de membros inferiores que denominamos como Úlcera de 
Perna, com sinais clínicos iniciais que vai de uma simples artrite de pequenos vasos a 
uma obstrução parcial ou total de um grande vaso comprometendo todo um membro e até 
a vida deste indivíduo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: E. Ricci 
45 
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PATOGÊNESE: 
46 
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• Embolia cardíaca 
• Vasculopatia periferica obstrutiva 
• Inativação do mecanismo arteriolar e capilar de compensação; 
• Aumento da resistência periférica; 
• Redução do fluxo hemático > 50% 
• Vasculopatia inflamatoria 
 
 
Foto: E. Ricci 
 Características clínicas 
• Claudicação intermitente aliviada pelo repouso; 
• Dor noturna, aliviada por uma posição pendente; 
• Dor em repouso, no ponto da úlcera; 
• Pés frios e unhas dos pés espessadas; 
• Pulsos ausentes ou diminuídos; 
• Atrofia cutânea (fina e lustrosa); 
• Perda de pelos da extremidade inferior; 
• Rubor quando pendente; 
• Palidez por elevação 
Foto: E. Ricci 
• Possível gangrena 
 
Fatores predisponentes 
• Tabagismo 
• Hiperlipidemia 
• Diabetes Mellitus 
• Hipertensão 
 
Localização da úlcera 
• Cabeças das falanges 
 • Calcanhar 
Foto: E. Ricci 
• Maléolo lateral 
 
 
 
 
 
 
 
• Pré – tibial 
• Extremidades dos dedos do pé ou entre os dedos do pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: E. Ricci 
 
CARACTERÍSTICAS DA ÚLCERA: 
 Pálida com bordas regulares (como se cortado com uma forma); 
 Leito da ferida pálido, ressecado. 
 Mínima secreção 
 Aparência de perfuração 
 Poderá não ter sangramento 
 Poderá apresentar tecido necrótico negro 
 Área perilesional pálida 
 Pequenas quantidades de tecido de granulação pálido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Universit Erlanden 
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O QUE INVESTIGAR? 
 
• Pés frios; 
• Pulsos ausentes ou diminuídos; 
• Atrofia cutânea (fina e lustrosa); 
• Perda de pelos da extremidade inferior; 
• Rubor quando pendente; 
• Palidez por elevação 
• Unha dos pés espessa 
• Possível gangrena 
 
CONDUTAS 
• Tratar causa subjacente (cirurgia ou farmacoterapia); melhorar perfusão tecidual; 
• Decidir cuidadosamente quanto ao método de desbridamento, a GANGRENA seca 
atua como uma capa protetora. Devido à redução do fluxo sangüíneo; 
• Prevenção do trauma e infecção 
 
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TERAPIA 
• Terapia farmacológica 
• Terapia angioradiológica 
• Terapia cirúrgica 
• Terapia contra a dor 
 
 
 Fonte: Elia Ricci 
 DOR 
Sinais físicos 
Sinais visíveis 
• Modificação da pressão arterial 
• Modificação na posição corporal; 
• Mudança na freqüência cardíaca 
• Expressão do rosto e da voz; 
e respiratória 
• Mudança no estado emocional; 
• Modificações trópicas 
• Anorexia, insônia e etc. 
 
 
 
 
 
 
 
49 
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• Sintomas neurológicos 
ÚLCERA NEUROPÁTICA 
 
As úlceras neuropáticas são lesões de pele bastante comuns e que tem incidência 
elevada na nossa população. São decorrentes, principalmente da falta de sensibilidade 
local que leva às deformidades e conseqüentemente à formação de lesões de pele. 
Dentre as úlceras neuropáticas, a mais comum e a mais conhecida, é o pé 
diabético, encontrado em larga escala nas Unidades Básicas de Saúde e que acomete 
uma grande parcela da populaçãoidosa do País. 
Uma outra neuropatia bastante conhecida é a causada pela Hanseníase, também 
comumente encontrada nos Postos de saúde de todo Brasil, e com grande incidência no 
estado do Mato Grosso do Sul. 
 
ÚLCERA NEUROPÁTICA NA HANSENÍASE 
 
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução lenta e duração bastante 
longa, é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, também conhecida 
por Bacilo de Hansen. 
Essa doença atinge principalmente a pele e as extremidades do corpo, sendo uma 
das suas principais características comprometimento dos nervos periféricos, o que 
acarreta diminuição ou perda de sensibilidade nos membros, além do comprometimento 
dos filetes nervosos e alguns anexos da pele, como os folículos pilosos, glândulas 
sudoríparas e sebáceas. 
 
Patogênese da úlcera neuropática na hanseníase 
 
O comprometimento dos nervos periféricos leva á diminuição da sensibilidade nos 
membros, o que pode levar a formação de úlceras, principalmente nos pés, tanto por 
trauma, uma vez que o indivíduo pode machucar-se sem sentir, quanto por pressão ou 
fricção dos pés dentro do próprio calçado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
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ÚLCERA DIABÉTICA 
 
A Diabete Mellitus é uma doença que acomete grande parte da população idosa no 
Brasil, sendo considerada, juntamente com a hipertensão arterial a doença crônica de 
maior repercussão sócio-econômica no nosso meio. 
Além de todos os sintomas já conhecidos, causados pela Diabete descompensada, 
um outro agravante que, atualmente preocupa as autoridades em saúde são as úlceras 
de pé, que acometem alguns portadores dessa patologia. Essas úlceras são decorrentes 
de alterações neurológicas associadas, geralmente a um quadro infeccioso. 
O surgimento dessa úlcera pode se dar de duas maneiras: 
1. Por perda de sensibilidade: 
2. Por doença vascular 
 
1. PERDA DA SENSIBILIDADE: 
A constante hiperglicemia pode afetar os nervos periféricos das pernas e, 
principalmente dos pés, o que leva a perda da sensibilidade tanto tátil, quanto térmica e 
dolorosa, deixando o pé suscetível a traumas químicos, térmicos e mecânicos. 
 
2. DOENÇA VASCULAR: 
O paciente diabético tem uma maior propensão às doenças do coração e à 
hipertensão arterial, uma vez que a glicemia aumentada por um tempo prolongado leva ao 
endurecimento e ao estreitamento das artérias e arteríolas. Além dessas patologias, 
temos também, as vasculopatias periféricas, que é o comprometimento dos vasos 
periféricos. 
Esse comprometimento leva a alguns sinais clínicos característicos, em seu 
portador sendo: 
• Pé frio, cianótico, em alguns casos e com a pele fina; 
• Unhas deformadas e com presença de fungos, na maioria dos casos; 
• Pulsos finos e diminuídos, dentre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
No caso dos pacientes diabéticos, podem aparecer lesões nos nervos por 
comprometimento arterial, o que acarreta diminuição do aporte sanguíneo àquele nervo 
levando-o à isquemia e conseqüentemente à diminuição da sensibilidade, já citada 
anteriormente. 
 
Características dos pés 
 
• Pulsos usualmente presentes 
• Pés frescos ou mornos 
• Ausência de dores (por vezes) devido à neuropatia 
• A pele das extremidades inferiores é seca com rachaduras/fissuras nos pés 
• Micoses nas unhas dos pés 
 
Características da úlcera 
 
• Profundas, podendo apresentas túneis; 
• Pálidas, com bordas uniformes; 
• Pode estar presente tecido de granulação; 
• Pode existir calosidade ao redor 
• Localizada geralmente nos pés (área plantar), sendo as áreas mais comuns às 
cabeças dos metatarsos e os pontos de pressão. 
 
51 
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Foto: M.Massulo 
 
 
 
 
 
 
 
ESCALA DE RISCO: Sistema de Classificação de Meggitt – Wagner 
 
GRAU/DEFINIÇÃO INTERVENÇÃO 
 
CLASSIFICAÇÃO DA PROFUNDIDADE 
 
0 – Neuropatia Ausente 
Pé “sob risco”: úlcera pregressa ou 
neuropatia com deformidade, que podem 
causar uma nova úlcera. 
Orientação do paciente, exames 
periódicos, calçados e solas internas 
apropriados. Avaliação anual. 
1 – Neuropatia presente 
Úlcera superficial sem infecção 
Redução da pressão externa: fôrma 
moldada de contato total, imobilização para 
caminhar, calçados especiais, etc. 
Avaliação semestral. 
2-Neuropatia presente e/ou 
deformidades, proeminências e/ou 
isquemia: 
Úlcera profunda com exposição de um 
tendão ou articulação (com ou sem 
infecção superficial) 
Desbridamento cirúrgico, cuidados com a 
ferida, redução da pressão se a lesão 
fechar e passar ao grau 1 (antibióticos se 
necessário). Avaliação trimestral por equipe 
especializada. 
3- Úlcera e/ou amputação 
Úlcera extensa com exposição de osso 
e/ou infecção profunda, ou seja, 
osteomielite ou abscesso. 
Desbridamentos cirúrgicos, amputação dos 
dedos ou de parte do pé, antibióticos, 
redução da pressão se a ferida passar para 
o grau 1. Avaliação 1-3 meses por equipe 
especializada. 
4- Gangrena da parte externa do pé Avaliação e reconstrução vasculares, 
amputação parcial do pé. 
5- Gangrena total do pé Avaliação vascular, amputação ampla da 
extremidade com possível reconstrução 
vascular proximal. 
 Fonte M.Massulo 
 
52 
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ESCALA DE RISCO 
 
 
 
• Grau 0: pé em risco 
 
 
 
• Grau 01: úlcera superficial não infectada 
clinicamente; 
 
 
 
• Grau 02: úlcera mais profunda, freqüentemente 
infectada, sem osteomielite; 
 
 
 
• Grau 03: úlcera mais profunda, formação de 
abscesso, osteomielite; 
 
 
 
• Grau 04: gangrena localizada (dedo, parte 
dianteira do pé ou calcanhar) 
 
 
• Grau 05: gangrena de todo o pé. 
 
 
CLASSIFICAÇÕES DA PROFUNDIDADE E ISQUEMIA DA LESÃO DO PÉ DIABÉTICO 
 
 
53 
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Foto: M.Massulo 
“PÈ DE CHARCOT” 
Os sintomas incluem temperatura cutânea elevada, hiperemia, edema, às vezes 
dor, ausência de lesões na pele e de sinais radiológicos. Traumas precipitantes, tais como 
distensão ou torção do tornozelo ou tropeço em degrau, são comuns nos relatos dos 
 
 
 
 
 
 
 
pacientes. A progressão é rápida, com fragmentação óssea e destruição das articulações 
visível ao raio-X, acompanhada de exuberante reação periósteo. 
 
Perguntas a serem feitas: 
• Quando percebeu a ferida? 
• Alguma secreção, cor, odor? 
• Algum corpo estranho? 
• Usam sempre sapatos? 
• Faz controle da glicose sempre? 
 
 Condições do paciente 
Foto: E. Ricci 
• Verificar os sapatos e as meias, quanto a cerzidos e furos; 
• Examinar ambos os pés e pernas comparando a aparência da pele e alterações; 
• Examinar a pele, verificar se está seca, rachada ou com cor alterada; 
• Examinar os pulsos e presença de deformidades nos pés. 
 
Orientações ao paciente 
• Verificar os pés diariamente; 
• Lavar e secar os pés, hidratar até a perna; 
• Verificar a temperatura da água antes do banho; 
• Cuidado com as unhas, corte em quadrado; 
• Verifique os calçados quanto à presença de corpos estranhos; 
• Nunca ande descalço, não corte calosidades ou calos. 
 
CALÇADOS ADEQUADOS: 
O sapato não deve ser muito apertado nem muito folgado; a sua parte interna deve 
ser de 1 a 2 cm maior do que o próprio pé; a largura interna do sapato deve ser igual à do 
pé tomando como referência a face lateral das articulações dos metatarsos, e a altura 
com espaço suficiente para os dedos. Os calçados devem ser experimentados com opaciente em pé, de preferência no final do dia. Se ficarem muito apertados devido às 
deformidades ou se há sinais de pressão anormal do pé, como hiperemia, calos, 
54 
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ulceração, a prescrição e confecção de palminhas ou órteses, sapatos especiais devem 
ser efetuados. 
GUIA DE DIFERENCIAÇÃO 
 
55 
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ÚLCERA DE PRESSÃO 
 
A expectativa de vida da população brasileira, segundo a OMS, tem aumentado 
substancialmente nas últimas décadas, e com isso aumentou-se também o número e o 
tempo das internações hospitalares causadas pelas doenças crônico-degenerativas, 
como o diabetes e a hipertensão, além de outras doenças como pneumonias. 
Infelizmente, com esse aumento do tempo de internação e associado às inúmeras 
patologias decorrentes da idade e de vários outros fatores, encontramos um problema 
comum em quase todos os hospitais do país, bem como nas internações domiciliares, a 
ÚLCERA DE PRESSÃO, também chamadas de úlcera de decúbito. 
ARTERIAL VENOSA LINFATICA NEUROPÁTICA 
 
PELE 
Seca, inelástica, sem 
pêlos, fria. 
Úmida Úmida, Sensível, 
translúcida, inelástica, pálida 
friável 
 
 
 
EDEMA 
Localizado na 
primeira fase. Ou 
sempre mais 
acentuado, na fase de 
descompensação da 
lesão. 
Difuso, na perna e 
pé e, se crônico, é 
endurecido. 
Sempre presente Presente 
 
 
DISCROMIA 
Acentuada Presente. Com 
prevalência na 
face Antero 
medial, de cor 
marrom violeta. 
Acentuada Acentuada 
 
 
 
ULCERA 
Pequena, poço 
secernente, 
Borda regular dói 
espontaneamente e 
aumenta. Leito da 
ferida pálido e 
ressecado. Pouca 
secreção. 
Pode apresentar 
fundo necrótico. 
Dimensão 
variável, mas 
aumenta 
rapidamente em 
extensão, 
Bordas irregulares.
Fundo muito rico 
em secreção. 
Pequena, Pequena, pouco profunda, 
multiplas, com fundo róseo. 
fissuras. 
Fonte: Elia Ricci 
 
 
 
 
 
 
 
Desse modo, vamos dispensar um pouco do nosso conteúdo para esse tema de 
real importância no nosso meio. 
 
DEFINIÇÃO 
 
 Área localizada de perda de pele e dos tecidos subcutâneos causados por 
pressão, tração, fricção ou de uma combinação destes fatores. 
 
FATORES DESENCADEANTES: 
56 
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1. INTERNOS: 
• Doença e estado do paciente 
• Desnutrição 
• Idade 
• Mobilidade 
• Incontinência urinária e fecal 
 
2. EXTERNOS 
• Pressão 
• Fricção 
• Cisalhamento 
 
Sendo assim, os indivíduos mais propensos á formação desse tipo de lesão de 
pele são aqueles com alterações na mobilidade, alterações sensoriais e da circulação 
periférica, alteração do nível de consciência, disfunção de esfíncteres, desnutridos e 
imunodeprimidos. 
 
Foto: M. Souza 
PATOGÊNESE 
O nosso organismo precisa de energia e nutrientes para manter a vida, da mesma 
forma o nosso tecido precisa de nutrientes e oxigênio para se manter vivo. Qualquer 
 
 
 
 
 
 
 
injúria ou alteração que acarrete interrupção desse suprimento de energia pode levar ao 
sofrimento tecidual e conseqüentemente morte das células. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
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2
43
1
1 1 -- VascularizaVascularizaççãoão normal normal 
entre a pele e o plano doentre a pele e o plano do
osso dano microvascular osso dano microvascular 
2 dias2 dias
2 2 –– AA presspressãoão causa isquemia profunda,bloqueio artercausa isquemia profunda,bloqueio arterííolar com pele olar com pele 
integraintegra
3 3 -- A pressA pressãoão causa isquemiacausa isquemia tambem em superficie; (eritema tambem em superficie; (eritema 
persistente, flictema)persistente, flictema)
4 4 -- escara cutâneaescara cutânea
7 DIAS7 DIAS
NANO - RICCI NANO - RICCI
NANO - RICCI NANO - RICCI 
Foto: E. Ricci 
 
No caso da úlcera de pressão, a isquemia é causada pela pressão das partes 
duras do corpo, as proeminências ósseas, no tecido muscular. Essa pressão leva a uma 
diminuição ou um bloqueio da circulação arterial, que é responsável pelo fornecimento de 
nutrientes e oxigênio, com isso existe a formação de uma área isquêmica e por 
conseqüência, a morte das células e o aparecimento da úlcera de pressão. 
Causas da hipóxia 
 
• Compressão 
• Obstrução arterial 
• Redução fluxo sanguíneo 
• Estase venosa e linfatica 
• Deficit da microcirculação 
 
 
 
 
 
 
 
• isquemia 
• Congestão venosa 
• Trombose venosa 
• Necrose 
AVALIAÇÃO DA 
PRESSÃO
 
 
 
HighHigh
LowLow
PressurePressure
MediumMedium
Heel ReliefHeel Relief
ModeMode
PreventionPrevention
ModeMode
HighHigh
LowLow
PressurePressure
MediumMedium
Heel ReliefHeel Relief
ModeMode
PreventionPrevention
ModeMode
 
 
Foto: Elia Ricci 
 
 
ETIOLOGIA DAS ÚLCERAS DE DECÚBITO 
 
A) SUPERFICIES DE APOIO E COMPRESSÃO 
 
B) POSICIONAMENTO 
• Pressão 
• Atrito: 
• Cisalhamento: 
• Umidade: 
 
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CLASSIFICAÇÃO DAS ÚLCERAS DE PRESSÃO 
 
ESTÁGIO 1: Nesse estágio a pele ainda está integra, entretanto, existem algumas 
alterações que são indicativas de isquemia, tais como; mudança na temperatura local 
(seja calor ou frio), mudança na consistência do tecido, podendo aparecer desde áreas 
amolecidas ou endurecidas, ao edema. Além dessas alterações pode aparecer também 
uma área avermelhada, chamada eritema, que não desaparece depois de retirada à 
pressão. 
 
Foto: M. Souza 
ESTÁGIO 2: Neste estágio existe perda de tecido. A úlcera ainda é superficial, atingindo 
epiderme e derme. E pode apresentar-se como abrasão, uma espécie de queimadura, 
bolha ou uma cratera rasa. 
 
 
59 
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 Foto: Mercy 
Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTÁGIO 3: No estágio 03 temos a perda de todas as camadas da pele, sendo a 
epiderme, derme e tecido subcutâneo, podendo ter ou não tecido necrótico. 
 
60 
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ESTÁGIO 4: No último estágio, além da perda de todas as camadas da pele, existe ainda 
comprometimento do tecido muscular, ósseo, ligamentos, tendões, com o aparecimento 
de crateras e túneis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
Foto: E. casimiro Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: E. Ricci 
TRATAMENTO 
 
1. AVALIAÇÃO DOS RISCOS: 
O tratamento da úlcera de pressão se baseia, primeiramente, na avaliação dos 
riscos. Essa avaliação pode ser feita de diversas maneiras, uma delas é a utilização das 
escalas de risco, aqui citamos como exemplo a escala de avaliação de NORTON. 
 
NORTON: Parametros de Avaliação 
• Condição geral 
• Estado mental 
• Atividade 
• Mobilização 
• Incontinência 
 
 
 
Foto: M. Souza 
61 
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2. CUIDADOS COM A PELE DO PACIENTE 
Avaliar e inspecionar a pele do paciente constantemente, mantendo-a seca e hidratada. 
 
3. DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO• Manter o paciente, quando acamado, em colchão de ar. 
• Mudar de decúbito a cada duas horas, mesmo em colchão de ar e outros, 
• Evitar lesões por cisalhamento, mantendo cabeceira elevada a < 30°; 
• Manter proeminências ósseas afastadas do contato mútuo; 
• Elevar calcanhares; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: Elia Ricci 
PROIBIDO! 
Luvas de procedimentos com ar ou água e rodilhas (almofadas com orifício) de ar 
ou de ataduras. Essas são falsas medidas de diminuição de pressão que se utilizadas 
constantemente, acabam por aumentar ainda mais a área de isquemia piorando o quadro 
do paciente. 
EXISTEM DIVERSOS MÉTODOS PARA REDUZIR A PRESSÃO DE APOIO E 
QUE SE ADAPTAM AOS DIVERSOS MOMENTOS DO PACIENTE. MAS…. NINGUÉM 
PODE SUBSTITUIR A INTERVENÇÃO HUMANA E A MUDANÇA HABITUAL DE 
DECÚBITO 
 
---------------------Fim do Módulo II------------------------- 
62 
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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
 
Feridas e Curativos – 
Técnicas e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MÓDULO III 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na bibliografia consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FERIDA INFECTADA 
 
A infecção é a complicação mais comum das lesões de pele crônicas e, pode ser 
considerada a mais grave e importante complicação, uma vez que a pode deixar de ser 
local para se tornar sistêmica o que implica em uso de antibioticoterapia sistêmica, muitas 
vezes endovenosa, o que requer internação em ambiente hospitalar causando estresse 
aos pacientes e familiares, e aumentando, conseqüentemente, o tempo de tratamento 
desta lesão, além dos custos com medicamentos e curativos. 
Dessa forma é importante lembrar que toda lesão de pele pode torna-se infectada 
se não houver a atenção e um cuidado terapêutico adequado, o qual deve partir de 
avaliações criteriosas e diárias das condições de pele de cada paciente, evitando 
complicações sistêmicas que podem evoluir desde uma simples perda de tecido até o 
óbito do paciente. Salientando e afirmando que o exame físico realizado em equipe pelos 
profissionais da enfermagem e a sistematização da assistência pelo Enfermeiro é de 
suma importância e primordial na prevenção e tratamento de lesão de pele. 
 
 
 
Definições: 
 
• Contaminação: Presença de bactéria sem multiplicação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: E. Ricci 
64 
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• Colonização: Multiplicação bacteriana sem que haja, entretanto, qualquer reação do 
organismo a esses patógenos. Presente em todas as feridas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Ricci 
 
• Infecção: Deposição e multiplicação de microorganismos no tecido com reação 
imunológica do hospedeiro a esses patógenos. 
65 
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 Foto: M.Souza 
Foto: M.Souza 
Relembrando a primeira fase da cicatrização, a fase inflamatória, é importante que 
o profissional saiba diferenciar um processo inflamatório do processo infeccioso, através 
do exame clínico e laboratorial de cada lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A BACTÉRIA E A LESÃO 
 
66 
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Evidências clínicas: 
 
 Não existe uma úlcera crônica estéril. Em uma única ferida 
podemos encontrar diversas bactérias, entretanto, isto não significa 
que a úlcera esteja infectada. Isto não significa que a ferida está 
infectada 
 A infecção causa várias reações de estruturas anatômicas e 
funcionais do indivíduo, alterações estas localizadas e sistêmicas que 
clinicamente identifica o início do processo infeccioso. 
Sistêmico 
• Mudança de temperatura: Hipertermia (sinal precoce) e Hipotermia (sinal tardio de 
infecção severa) 
• Taquicardia 
• Hiperventilação 
• Dor (dependente sensibilidade do local afetado) 
• Desorientação e obnubilação 
• Intolerância à glicose. 
• Maior consumo metabólico e um aumento da necessidade hídrica 
• Anemia mais freqüênte 
 
Evidências clínicas de infecção 
 
• Piora da ferida 
• Aumento de exsudação 
• Secreção purulenta 
• Celulite (rubor, calor, tumor, dor) 
• Odor intenso e não usual 
• Aumento da dor 
• Mudança no tecido de granulação 
 
 
Foto: E. Ricci 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M.Souza/ C.Pompeo 
 
Fatores que potencialmente causam infecção: 
• Tipo de ferida • Presença de corpo estranho 
• Profundidade • Eficácia antimicrobiana 
• Localização • Infecção remota 
• Nível de perfusão tecidual 
• Tecido desvitalizado e/ou material necrótico 
• Estadia pré-operatória prolongada e tempo de cirurgia (para pacientes cirúrgicos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Cassimiro 
67 
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Fatores sistêmicos que facilitam a infecção: 
 
• Doença vascular 
• Edema 
• Cirurgia / Radiação 
• Incompetência imunitária 
• Alcoolismo 
• Deficiência nutricional 
• Doença crônica. 
• Uso de corticóides, quimioterápicos. 
• Isquemia ou hipóxia 
• Hipotermia 
Foto: E. Cassimiro • Tabagismo 
• Corpos estranhos na ferida (suturas, sujidades p.ex.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Cassimiro 
 
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PRESENÇA E TIPOS DE DRENAGEM 
Exsudatos: 
 Fluídos extravasados dos vasos sangüíneos, material proveniente de células mortas de 
dentro ou redor da ferida fatores de crescimento e da divisão da matriz extracelular. E 
ainda quando o microorganismo presente na lesão é degradado e seu derivado compõe 
esta exsudação e ainda são estes que definem a coloração desta secreção. 
• Seroso 
• Sanguinolento 
• Purulento 
• Fibrinoso 
• Reação mista 
 
Aspectos de exsudato: 
 
1- Seroso: É caracterizado por uma intensa liberação de quantidade de líquido com baixo 
conteúdo protéico e origina - se do soro sangüíneo. Presente na fase inflamatória aguda, 
Tem aspecto fino, aguado e claro. É encontrado no estágio inicial da infecção bacteriana. 
 
 
 
 
 
 
 
 www.eerp.usp.br 
 
2- Sanguinolento: É decorrente de lesões com ruptura de vasos. Aspecto fino, vermelho 
e brilhante. E ainda temos o serosanguinolento que apresenta os seguintes aspectos: 
uma cor pálida avermelhada, aguada. Mistura de seroso com sanguinolento. Pode ser 
descrito como padrões mistos que ocorrem em muitas inflamações. 
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3- Purulento: É um líquido composto por células e proteínas produzidas por um processo 
inflamatório asséptico ou séptico. Aspecto fino ou espesso, com coloração variando de 
marrom opaco para amarelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
 
4- Fibrinoso: É o extravasamento de grande quantidade de proteínas plasmáticas, e a 
precipitação de grandes massas de fibrina. Durante a realização da técnica do curativo 
forma uma liga com o tecido de limpeza e a lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: E. Cassimiro 
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FIBRINA: Proteína insolúvel, formada a partir do fibrinogênio pela ação proteolítica da 
trombina, durante a coagulação do sangue, é aderente aos tecidos e tem coloração 
esbranquiçada ou amarelada, que chamamos de esfacelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: C. Pompeo 
 
5- Exsudato misto: Serossanguinolento, seropurulento, serofibrinoso ou fibrinopurulento. 
 
Coloração do exsudato: 
Depende do tipo de exsudato e pode ser característica do pigmento específico de 
algumas bactérias. Sendo as mais freqüentes: Esbranquiçadas, amareladas, esverdeadas 
e achocolatadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
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Foto: M. Souza 
Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
Odor do exsudato: 
É proveniente de produtos aromáticos produzidos por bactérias e tecidos em 
decomposição. Devemos observar se, o exsudato é inodoro ou fétido. 
 
RESUMO E ORIENTAÇÃO AO PROCESSO DE AVALIAÇÃO QUANTO ÀS 
CARACTERÍSTICAS DO EXSUDATO 
 
 ASPECTO QUANTIDADE COR ODOR 
 
 
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- Seroso - Amarelada - Presente - Ausente 
- Sanguinolento - Esbranquiçada - Ausente - Pequena 
- Purulento - Esverdeada - Fétido - Moderada 
- Fibrinoso - Achocolatada - Grande 
- Misto 
 
 
O QUE OBSERVAR? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IDENTIFICAÇÃO DO AGENTE ETIOLÓGICO 
 
Indicação da coleta de material: 
• Sinais locais e sistêmicos de infecção 
• Aumento súbito de glicose (em diabéticos) 
• Dor, tumefação e hipersensibilidade no local da lesão. 
• Atraso na cicatrização maior que 02 semanas em feridas limpas 
 
Coleta de material: 
 
A identificação do agente etiológico se dá através da cultura de material pela 
BIÓPSIA ou PUNÇÃO (ASPIRAÇÃO) e, eventualmente, o uso de SWAB. 
 
IMPORTANTE! 
 
O Swab identifica somente a bactéria responsável, mas não indica a presença de 
infecção! 
 
Cuidados durante a coleta: 
 
• Lesão exsudativa: lavar abundantemente com soro fisiológico 0,9% para remover o 
exsudato superficial. 
• Lesões bolhosas e abscessos fechados devem ser puncionados com técnica 
asséptica. 
• Em infecção por anaeróbios é recomendada a punção asséptica e o envio do material 
ao laboratório em condições de anaerobiose (seringa com agulha protegida ou frasco 
coletor) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A AVALIAÇÃO 
 
Como avaliamos a lesão com infecção? 
 
• Eritema perilesional 
• Sinais clássicos de inflamação 
• Pele brilhante 
• Tumefação local 
• Dor importante 
• Características da drenagem 
• Exsudação elevada e odor da drenagem Foto: M. Souza 
• Tecido de granulação pobre e desvitalizado 
• Maceração do tecido perilesional e borda 
• Alterações laboratoriais de glicose em pacientes diabéticos 
 
TRATAMENTO DA FERIDA INFECTADA 
 
Antibiótico 
 
 É qualquer substância proveniente de um microorganismo é letal para um outro tipo de 
microorganismo. A função antibacteriana do antibiótico é voltada ao metabolismo ativo da 
bactéria. 
 
Anti-séptico 
 
 É uma Substância capaz de inibir o crescimento do agente infeccioso, sobre uma 
superfície corpórea. A função antibacteriana do anti-séptico é voltada para a 
citotoxicidade direta contra o microorganismo ou a sua toxina 
 
 
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CUIDADO! 
Tratar uma lesão infectada não significa usar indiscriminadamente terapia 
antibiótica tópica! O uso indiscriminado de antibiótico tópico é a principal causa do 
aparecimento de importantes resistências bacterianas. 
 
ANTI-SÉPTICOS 
 
Por que utilizar? 
Porque o propósito da medicação é, neste caso, a redução da função bacteriana e, 
por conseqüência, acelerar o processo de cura, o qual tende a desacelerar e finalizar a 
cronicização, na presença de infecção local. 
 
Por que não utilizar? 
 Porque a anti-sepsia projeta um conceito de agressividade contra uma bactéria, 
que de qualquer modo, implica em certa agressividade também contra o hospedeiro. Ou 
seja, o anti-séptico exerce ação capaz de induzir citotoxicidade na lesão. 
Dentre os anti-sépticos alguns são certamente citotóxicos: independentemente da 
sua ação anti-séptica e uma vez feita esta comprovação, não podemos jamais pensar em 
utilizá-lo. 
 
Tratamento geral 
 
• Correção da patologia associada à intercorrências; 
• Reequilíbrio geral do paciente; 
• Tratamento da infecção sistêmica; 
• Nutrição adequada; 
 
Essas medidas globais são importantes uma vez que todo processo infeccioso 
acarreta um aumento do consumo metabólico e um aumento da necessidade hídrica, 
 
 
 
 
 
 
 
necessitando, portanto, não apenas de tratamento local, mas de um tratamento global 
visando à reestruturação total do quadro clínico do paciente. 
 
Tratamento local 
 
• Identificação do paciente de risco 
• Higiene e limpeza 
• Proteção da pele 
• Controle da incontinência 
• Mobilização ativa e passiva 
 
AVALIAÇÃO DA FERIDA 
 
COMEÇANDO A CUIDAR... 
 A assistência do indivíduo deve ser realizada de forma global. Não adianta apenas 
cuidar da ferida, traçar planos de assistência visando à evolução da cicatrização ou 
escolher o tipo de curativo a ser utilizado. O ser humano é muito maior que tudo isso! 
 A ferida faz parte de um todo, pertence a um ser único e singular. 
 O cuidar exige flexibilidade. Estar disposto a utilizar de recursos que possam 
aperfeiçoar a assistência. Essa flexibilidade provém de interação, não só com o indivíduo, 
mas também com o profissional, em adaptar-se com o meio em que o indivíduo vive. 
Além do quê... 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 
 
 Dos princípios fundamentais: 
 Art. 5°: O profissional de enfermagem presta assistência à saúde visando à 
promoção do ser humano como um todo. 
 
IMPLICAÇÂO PSICOSOCIAL 
 
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• BACH: a pele é o confim entre o sujeito e o mundo externo 
• Alteração do esquema corpóreo e das relações com o mundo externo leva à perda de 
auto-estima e depressão 
Palavras como: Proteção, confiança e colaboração. 
Podem abrir portas ou restabelecer a confiança no cuidador. 
 
O QUE AVALIAR? 
 
1. O PACIENTE 
 
O paciente crônico, inicialmente, não confia no terapeuta, uma vez que já convive 
há muito tempo com aquele problema e conhece melhor do que ninguém a forma como 
deve se cuidado. 
O chamado drop-out (saltar fora) é causado por essa perda de confiança, onde o 
problema mais comum é a dor. Dessa forma é importante que o cuidador dê atenção não 
apenas ao paciente, portador da lesão, e sim ao seu ambiente familiar, pois esta é uma 
das formas de se ganhar a confiança e a adesão do paciente ao tratamento. 
 
AVALIAR 
 
Condições físicas, idade e medicamentos: 
• Pacientes desnutridos possuem a cicatrização diminuída,causada pela pouca energia 
(nutrientes e oxigênio) dispensada ao reparo da lesão. 
• O processo de cicatrização requer maior gasto de energia e conseqüentemente maior 
aporte calórico. 
• Idade: Quanto maior a Idade, menor a velocidade da cicatrização o que é causada 
pela diminuição da quimiotaxia das células e do metabolismo energético. Diminuição 
da produção de colágeno e elastina, diminuindo, assim, a elasticidade da pele; 
• Presença de doenças crônicas associadas, como a Diabete mellitus e a hipertensão 
arterial, que quando não controladas prejudicam o processo de cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
 
• Medicamentos: Uso de corticosteróides, Imunossupressores e Quimioterápicos, uma 
vez que estas medicações diminuem o processo inflamatório, a quimiotaxia das 
células, prejudicando de forma importante a primeira fase da cicatrização, a fase 
inflamatória. 
 
Mobilidade: 
Toda e qualquer lesão precisa de energia para se fechar, e os nutrientes e oxigênio 
necessários, são conduzidos até o local da lesão pela corrente sanguínea, sendo que o 
aporte sanguíneo diminuído às áreas de compressão, as quais são causadas pela 
imobilidade, dificulta e retarda o processo de cicatrização. Além de retardar a cura, a 
imobilização e compressão constantes aumentam o risco para a formação de novas 
lesões. 
 
Portanto, é importante identificar possíveis fatores que poderão interferir no 
processo de cicatrização: 
• Alimentação; 
• Doença de base; 
• Imobilização no leito; 
• Medicamentos que utiliza... 
 
Inspeção geral: 
• Aspecto da lesão; 
• Cor; 
• Temperatura local; 
• Umidade; 
• Ressecamento; 
• Localização anatômica; 
• Exsudato; 
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Inspeção especial Foto: M. Souza 
 
1. Identificar tipo de lesão e os sinais locais que podem interferir na cicatrização: 
• Lesão primária, secundária ou terciária; 
• Sinais de infecção; 
• Fístulas; 
2. Palpação: 
• Avaliar a profundidade da lesão; 
• Sua consistência, seus limites; 
• Condições da pele adjacente; Fonte: www.eerp.usp.br 
 
3. Localização anatômica: 
• Feridas em cabeça e pescoço possuem 
 maior irrigação sanguínea; 
• Abdominais: Drenagem elevada 
• Região sacral: > risco de infecção 
 
4. Avaliar presença de infecção 
Sinais clássicos: 
• Eritema e dor; Foto: M. Souza 
• Aumento da temperatura local e exsudato. • Bordas: 
 • Bordas difusas 
5. Anamnese: • Bordas aderidas 
• Doença de base; • Não aderida 
• Tipo de ferida; 
• Enrolada para 
baixo, espessada 
• Evidência clínica de infecção sistêmica; 
• Tempo de antibiótico. 
• Hiperqueratosa 
 
• Fibrótica, com 
cicatriz. 
6. Inspeção clínica: 
• FC 
 
• Temperatura 
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• Pressão arterial; 
• Presença e tipo de exsudato: 
• Extensão 
 
 
 
 
Por que avaliar a borda? 
 
• Avaliar a pele migrando sobre o leito da ferida, retração das bordas: lesão com 
intenção de cicatrizar. 
• Ferida parada, não há migração da pele sobre o leito da ferida, as bordas não 
definidas; lesão sem intenção de cicatrizar. 
 
 
 
 IMPORTANTE! 
 
 
 
 
 
 
 
 
É importante lembrar que a 
migração dos fibroblastos ocorre da 
borda para o centro da ferida, 
portanto, qualquer alteração que 
existir na borda da ferida irá interferir 
diretamente no processo de 
cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
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ALGUMAS DEFINIÇÕES 
1. PELE ÍNTEGRA 
Tecido sem a presença de solução de continuidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza 
 Foto: E. Ricci 
 
 
2. PELE LESADA 
Qualquer interrupção da continuidade do tecido corpóreo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: C. Pompeo 
 
 
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3. PELE DESIDRATADA 
 
 Causada pela diminuição da umidade da epiderme, podendo evoluir para uma 
crosta seca, que dificulta a troca gasosa, retardando o processo de cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: E. Ricci Foto: E. Ricci 
 
4. PELE MACERADA 
Super hidratação da pele circunjacente a lesão. Excesso de 
umidade 
 
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Foto: E. Ricci 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Casimiro 
 
 
5. CICATRIZES 
É o novo tecido formado através do acúmulo de células e colágeno no leito da ferida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: E. Ricci 
 
6. CELULITE/INFLAMAÇÃO 
Processo inflamatório das células epiteliais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Ricci 
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84 
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DOCUMENTAR 
• Os dados levantados sobre o paciente (doença de base, patologia associada, 
medicação...). 
• Dados levantados sobre a ferida, após uma primeira avaliação e após as avaliações 
subseqüentes. 
• Controle da evolução da lesão. 
 
Documentar é preciso... 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM 
Capítulo 4: Dos deveres 
• Art. 25 – Garantir a continuidade da assistência de enfermagem. 
 
 
------------------- Fim do Módulo III ---------------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
 
Feridas e Curativos – 
Técnicas e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TÉCNICA DE CURATIVO 
 
AGORA, CUIDANDO... 
 
Como discutido anteriormente, tratar uma lesão não significa apenas aplicar 
um produto ou substância, significa cuidar de um ser único, que possui suas 
peculiaridades e que devem ser respeitadas na hora de escolher a forma de tratamento. 
O tratamento de uma lesão com a utilização de um curativo tem várias 
finalidades como limpar a ferida, proteger de traumas mecânicos e imobilizar, além de 
prevenir contra infecções exógenas. 
 
Definição 
 
É um meio terapêutico que consiste na limpeza, com aplicação de 
procedimentos assépticos, que vai desde a irrigação como solução fisiológica até às 
coberturas específicas que poderão auxiliar no processo de cicatrização. 
 
A escolha dos curativos 
 
Os curativos e os cuidados devem ser estabelecidos conforme: 
 A etiologia e localização da lesão; 
 Tamanho de ferida 
 Condições clínicas 
 Fases do processo de cicatrização. 
 
A enfermagem deve ser bastante criteriosa utilizar de curativos e 
medicamentos nas lesões, considerando os seguintes fatores no processo de 
cicatrização, uma vez que, já é sabido, que podemos interferir tanto de uma forma 
positiva quanto negativa no tratamento: 
• As propriedades físicas de proteção e manutenção de medicamentos; 
• Intervalo de trocas entre o curativo. 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE CURATIVOS 
 
1. Abertos: Utilizados em algumas feridas agudas;Foto: M. Souza 
 
 
2. Semi-oclusivos: Curativos comumente utilizados em Feridas cirúrgicas. 
Absorvem e isolam o exsudato, permitem exposição da ferida ao ar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza 
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3. Oclusivos: Têm como finalidade vedar e impedir a perda de fluidos, bem 
como proporcionar isolamento térmico. A vedação é feita através de gazes, faixas e 
espuma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza 
 
4. Compressivos: Reduzem o fluxo sanguíneo e promovem à hemostasia. 
Aproxima as bordas da ferida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
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VANTAGENS DO MEIO ÚMIDO 
 
O meio úmido tem algumas vantagens em relação aos curativos secos. 
Estimula a epitelização, a formação do tecido de granulação e maior vascularização. 
Facilita à remoção do tecido necrótico e impede à formação de espessamento de fibrina. 
Promove a diminuição da dor, evitando traumas na troca do curativo, além de manter a 
temperatura corpórea. 
 
NORMAS DE ASSEPSIA 
 
• Lavar as mãos antes e após a realização dos curativos; 
• Obedecer aos princípios de assepsia; 
• Remover assepticamente tecidos necrosados; 
• Obedecer aos princípios de realização do procedimento: do menos para o 
mais contaminado. 
• Utilizar luvas estéreis em substituição ao material de curativo ou em 
procedimento que possam entrar em contato com a ferida/úlcera. 
• Curativos removidos para inspeção da lesão devem ser trocados 
imediatamente. 
 
NORMAS TÉCNICAS PARA REALIZAÇÃO DOS CURATIVOS 
 
Técnica asséptica ou estéril: 
• Lavar as mãos com solução anti-séptica antes e após a realização do 
curativo; 
• Utilizar material e luvas estéreis para manipular a lesão; 
• Limpar a lesão com solução estéril; 
• Utilizar cobertura estéril; 
• Recomendada a utilização exclusiva da técnica para tratamento hospitalar; 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Técnica limpa: 
• Lavar as mãos com água e sabão; 
• Utilizar material limpo para a manipulação da lesão; 
• Limpar a lesão com água limpa e tratada; 
• A cobertura da lesão deve ser preferencialmente estéril; 
• Técnica utilizada no tratamento domiciliar. 
 
O CDC (Center for Disease Control), em 1994, considerou as mãos como 
principal veículo de transmissão de infecções, preconizando padrões para o 
procedimento de lavagem e anti-sepsia das mãos. 
 
LAVAGEM DAS MÃOS 
 
Objetivo da lavagem das mãos: 
• Remover a sujeira das mãos e quebrar cadeia de infecção; 
• Reduzir as contaminações cruzadas; 
• Melhorar, na visão do público, a imagem de higiene e a credibilidade dos 
profissionais da área de saúde. 
 
Observações importantes: 
• Retirar anéis, relógios e pulseiras; 
• Não encostar-se a pia; 
• Utilizar sabão líquido; 
• Não é indicado uso de toalhas de pano e coletivas; 
• Utilizar creme hidratante de uso único e de pote individual para as mãos. 
 
MATERIAL PARA CURATIVOS 
 
• Pacote de curativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
O pacote de curativo deve obedecer a princípios de assepsia e esterilização, 
podendo ser descartável ou não. É importante lembrar que o pacote nunca deve ser 
utilizado caso haja suspeita que ele não tenha sido esterilizado. 
 
• Soro fisiológico 0,9% ou água destilada 
 
Deve ser aquecido próximo a temperatura de 37º C quando utilizado em tecido 
de granulação e epitelização, em temperatura inferior a essa ocorrerá um choque 
térmico, e a pele levará de 03 a 04 horas para voltar à temperatura normal; 
 
• Técnica do jato de soro 
 
Técnica utilizada para higienização do tecido de granulação. Nesta técnica 
pode-se utilizar o próprio frasco de soro ou uma seringa de 20 ml, e agulha 40X12 mm, 
para exercer a devida pressão (04 a 15 pps); 
 
 
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Foto: C. Pompeo / M. Souza Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
Além do tecido de granulação essa técnica é utilizada para limpeza de 
cavidades e pontos subtotais, áreas de difícil acesso apenas com gaze úmida. 
Os pontos subtotais são pontos que abrangem todas as camadas da parede 
abdominal, da pele até o peritônio. Eles são confeccionados com equipo de soro e fio 
tipo cordonê. Para proceder à limpeza desses pontos, devem-se lavar todos os pontos 
introduzindo soro fisiológico 0,9% com auxílio de uma seringa com agulha 40X12mm no 
interior de cada ponto, colocando uma gaze no lado oposto para reter a solução. 
Continuar a limpeza de todo o restante da lesão, com o auxílio de uma pinça, 
utilizando a técnica asséptica. Realizar a limpeza de dentro para fora e de cima para 
baixo, utilizando as duas faces da gaze sem voltar ao início da incisão. 
 
 
 
 
 
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Pontos subtotais. 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza 
• Fita adesiva 
 
A fita adesiva sempre deve ser retirada molhando-a com SF 0,9%, para evitar 
a lesão da pele do paciente por trauma local. Se possível deve priorizar a utilização das 
fitas indicadas pelo fabricante, como hipoalergênicas e nunca deve ser utilizada fita crepe 
adesiva direto à pele do paciente; 
 
 
TÉCNICA PARA REALIZAÇÃO DE CURATIVOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Princípios básicos para a realização dos curativos 
 
Esses princípios, por serem princípios básicos podem e devem ser adaptados 
e empregados de acordo com o tipo de curativo. Tendo sempre o cuidado de evitar as 
infecções cruzadas. 
• Separar o material a ser utilizado, observando: 
- Data de validade; 
- Se está embalado adequadamente; 
• Separar os anti-sépticos a serem utilizados: 
• Orientar o paciente sobre o que será realizado com ele; 
• Avaliar a lesão; 
• Separar o anti-séptico adequado para a realização do curativo; 
 
Curativos das feridas limpas: 
 
• Começar a limpeza do local de incisão, com movimentos de dentro para 
fora; 
• Nunca passar o lado sujo da gaze duas vezes sobre a lesão; 
• O centro da ferida asséptica é sempre mais limpo que as bordas, pois está 
mais protegido de contaminação. 
 
Feridas cirúrgicas e traumáticas: 
 
• As primeiras 24 horas são especialmente importantes, porque o edema é 
maior neste período; 
• O edema depende do tipo da ferida, podendo permanecer de 72 a 96 
horas, e nesse tempo o curativo deverá permanecer fechado. 
• Os curativos proporcionam proteção física para a lesão, estabiliza o 
fechamento da ferida, absorvem a drenagem serosa e protegem contra infecção. 
 
Curativos das feridas contaminadas ou infectadas: 
 
 
 
 
 
 
 
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• Deve-se iniciar a limpeza de fora para dentro da lesão, ou seja, das bordas 
para o centro, para não espalhar infecção nos tecidos ao redor da ferida. 
 
Úlceras de estase venosa: 
 
• Objetivo principal é reduzir a hipertensão venosa devido à incompetência 
vascular. Melhorar o retorno venoso, diminuindo as áreas pobres em nutrientes e 
oxigênio: 
 
Tratamentocompressivo para as úlceras venosas 
O tratamento compressivo melhora a função da bomba muscular da panturrilha 
e reduz o edema, melhorando assim o retorno venoso. 
Os tratamentos mais utilizados são: 
 Meias elásticas; 
 Ataduras elásticas de alta compressão; 
 Bota de unna; 
 
IMPORTANTE! 
Antes de iniciar o tratamento compressivo deve ser bem investigado se o 
paciente não é portador de úlceras arteriais: 
• Verificar pulso pedioso, caso fraco ou ausente, há necessidade de 
avaliação especializada; 
• Sinais de necrose nos dedos ou dorso do pé; 
• Cianose de extremidades; 
• Aumento na dor com elevação do membro. 
 
Curativo de úlcera plantar: 
 
• Objetivo do tratamento é reduzir a hiperpressão sobre a ferida: 
• Repouso; 
 
 
 
 
 
 
 
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• Imobilização com tala gessada; 
• Palmilhas; 
 
PRECAUÇÕES PADRÃO 
 
São precauções universais, indicadas durante o atendimento a qualquer 
paciente (USP, 1997). 
• Lavagem das mãos com água e sabão, antes, durante (entre os diferentes 
procedimentos) e depois do atendimento ao paciente. Depois de tocar superfícies 
contaminadas, após o contato com fluidos corporais do paciente e após a retirada das 
luvas. 
• Luvas (de procedimento), uso indicado quando executar procedimentos que 
envolvam sangue e outros fluidos corporais, mucosas, pele não íntegra, e quaisquer 
itens que estão ou possam estar contaminados. 
• Máscaras, respiradores (máscaras) e protetor ocular, uso indicado quando 
houver possibilidade de respingos de material suspeito de estar contaminado, ou 
aerossolização do agente infeccioso. 
• Recipiente de paredes rígidas, para descartar agulhas e materiais 
cortantes; 
• Equipamentos, limpeza e desinfecção; 
• Alojamento do paciente, privativo ou comum se for uma mesma patologia; 
• Avental de contágio, indicação quando há possibilidade das vestes se 
contaminarem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ALGUNS PRODUTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS EM CURATIVOS 
 
ANTI-SEPSIA 
 
É um processo de desinfecção das camadas superficiais ou profundas da pele, 
inativando, destruindo ou removendo os microorganismos, mediante a aplicação de anti-
sépticos. 
 
Anti-sépticos 
 
Substâncias capazes de impedir a proliferação de microorganismos pela sua 
destruição ou inativação. Essas substâncias reduzem a carga bacteriana sobre a 
superfície da célula mediante ação bactericida e bacteriostática. 
• Bactericida: Podem destruir os microorganismos. 
• Bacteriostática: Permite que os microorganismos permaneçam viáveis, 
porém impedem que se reproduzam (inibidor do crescimento). 
Todos os anti-sépticos têm uma ação histolítica e, portanto, diminuem os 
processos cicatriciais, se usados inconvenientemente. 
 
PVPI (POLIVINIL PIRRILIDONA - IODO) 
 
Mecanismo de ação 
• Reduz a carga bacteriana por destruição das proteínas; 
• Estudos “in vivo” indicam que ele reduz a carga bacteriana da pele de 68% 
a 84% em uma única aplicação, e de 92% a 96% em seis aplicações sucessivas. 
 
Vantagens e indicações 
• Anti-séptico de amplo espectro; 
 
 
 
 
 
 
 
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• Ativo no combate de bactérias grã positiva e grã negativa; 
• Esporicida e fungicida; 
• Na ausência de matéria orgânica a grande maioria das bactérias é 
destruída ao fim de 10 segundos por solução a 1%. 
• Indicado em todas as formas de infecção clinicamente presentes ou de 
colonização; 
• Mantém ação germicida residual; 
 
Desvantagens e contra indicação 
• Seu emprego deve ser LIMITADO à resolução dos fenômenos infecciosos; 
• É citotóxico para os fibroblastos; 
• Retarda o processo de cura (epitelização) 
• Seu uso deve ser restrito no caso de insuficiência renal (nefro tóxico) 
• É contra indicado em mulheres que amamentam; 
• NÃO previne infecção; 
• Podem ocorrer fenômenos alérgicos. Quando o paciente apresenta 
hipersensibilidade ao iodo, os sintomas podem ocorrer sob a forma de febre e erupções 
cutâneas generalizadas; 
 
Apresentação 
• É encontrado na forma de solução; 
• PVPI degermante: É o PVPI diluído em uma solução de detergente neutro. 
Podem ser utilizadas para a anti-sepsia das mãos, tricotomias ou para anti-sepsia de 
feridas sujas. 
• PVPI tópico: É o PVPI diluído em solução aquosa. Pode ser utilizado para 
anti-sepsia de feridas e mucosas. 
• PVPI tintura: É o PVPI diluído em solução alcoólica a 70%, deve ser 
utilizado somente em assepsia de pele íntegra. 
 
 
 
 
 
 
 
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Cuidados na aplicação 
• Por ser uma solução aquosa é passível de contaminação por Grã positivo. 
Podendo estar colonizado em 12 horas e infectado em até 48 horas. 
• Manter a rotina de troca do frasco a cada 07 dias; 
• Não deve ser removido da ferida. 
 
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO OU ÁGUA OXIGENADA 
 
O que é? 
• É um anti-séptico brando; 
• É particularmente adequado para lavagem de feridas e mucosas onde haja 
tecido morto, pois a produção de gás, em virtude da ação de uma enzima (catalase) 
facilita a limpeza da área ou da cavidade fechada. 
 
Vantagens e indicação 
• Como anti-sépticos em úlceras com sinais de infecção; 
• Sua efervescência tem uma potente ação nos materiais liberados pela 
úlcera; 
• Favorece a hemostasia após procedimento cirúrgico; 
• Anti-sépticos de primeira escolha em escoriações e outras lesões perfuram 
cortantes, que podem facilitar a contaminação por bactérias anaeróbias (Clostridium 
tetani). 
 
Desvantagens e contra indicação 
• Quando aplicado em lesões onde há presença de tecido de granulação, os 
tecidos são destruídos por destruição das células. 
Cuidados na aplicação 
• Uma vez empregado deve ser removido por uma lavagem com soro 
fisiológico 0,9%. 
 
 
 
 
 
 
 
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• Abrigar a solução longe do calor e da luz, acondicionada em recipiente 
opaco ou revestido com papel laminado. 
 
 
SULFADIAZINA PRATA 1%: 
 
 
Vantagens e indicações 
• Baixa toxicidade; 
• É de fácil remoção da lesão, não causa dor; 
• Se aplicada imediatamente à superfície queimada reduz o nível de 
infecções secundárias, diminui o tempo de internação, e queda no custo de internação 
hospitalar; 
• Baixo custo; 
 
Desvantagens e contra indicações 
• Hipersensibilidade ao produto; 
• Não pode ser utilizado concomitante a outros anti-sépticos derivados de 
iodo, sódio e potássio. 
 
Cuidados na aplicação 
• Deve ser aplicado com luvas estéreis ou com o auxílio de uma espátula; 
• Aplicar o creme e manter 03 mm de espessura; 
• Lavar a lesão com água corrente e/ou água destilada; 
• Deve ser trocada a cada 12 horas ou quando a cobertura secundária estiver 
saturada. 
• Retirar o excesso de pomada a cada troca de curativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
 
 
ANTISSÉPTICOS INDUSTRIALIZADOS 
 
CARVÃO ATIVADO COM PRATA 
 
Descrição 
• É composta por uma almofada a base de nylon com relativa não aderência, 
em seu interior tem um tecido de carvão ativado com pasta de nitrato de prata a 1%. 
• É selado nos 04 lados, esterilizado e embalado individualmente. 
• O tecido de carvão ativado é um material que possui poros em sua 
superfície, que são capazes de capturar moléculas que ficam presas por atração elétrica 
do carvão. 
 
Ação/Características 
• Adsorção dos microorganismose secreção purulenta no tecido de carvão, 
através de ação magnética. Com isso as bactérias ficam presas no carvão, longe do 
tecido danificado; 
• O exsudato da lesão é absorvido pelo curativo secundário. 
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• A prata age impedindo a proliferação bacteriana; 
 
Vantagens e indicações 
• Anti-séptico e absorvente; 
• Indicado em feridas exsudates e/ou malcheirosas; 
• Ação antiinflamatória; 
• É bactericida; 
• Estimula o tecido de granulação; 
• Preserva tecido epitelial; 
• Reduz significativamente o tempo de troca de curativo; 
• Reduz o traumatismo no ato da remoção; 
• Método moderno que diminui o desconforto do paciente; 
• Diminui odor; 
 
Desvantagens e contra indicação 
• Pode causar sangramento controlável por ser aderente quando utilizados 
em lesão com pouca exsudação; 
 
Cuidados na aplicação 
• Não utilizar em áreas de granulação, doadoras de enxerto ou em 
queimaduras; 
• Fazer a limpeza da ferida e aplicar o produto diretamente sobre a ferida 
com técnica asséptica; 
• Não pode ser cortado; 
• Pode ser dobrado, amassado, para ter contato direto com a ferida; 
• Deve ser coberto com curativo secundário e este deve ser substituído 
sempre que estiver úmido; 
• Utilizar óleo de girassol para retirar o carvão ativado da ferida, evitando 
sangramento e para impedir que a secreção contida no carvão retorne para o leito da 
ferida. 
 
 
 
 
 
 
 
• Na fase inicial do tratamento, deve ser trocado em intervalos de 48 a 72 
horas. À medida que a secreção do curativo, pela exsudação, for diminuindo, a troca 
poderá ser prolongada por até 07 dias, no máximo. 
 
 
 
 
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 Foto: J. Johnson 
 
 
 
 
Foto: J. Johnson 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: M. Souza Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ALGINATO DE CÁLCIO 
 
Mecanismo de ação: 
 O sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente 
no curativo de alginato. A troca iônica: 
• Resulta na formação de um gel que mantém o meio úmido para a 
cicatrização, além de auxiliar no desbridamento autolítico. 
• Aumenta capacidade de absorção e induz hemostasia; 
Vantagens e indicações: 
• Úlceras limpas e com exsudato, dá origem a um gel e impede a adesão da 
ferida e mantém um microambiente úmido. 
• É indolor nas trocas; 
• Pode ser usado em feridas com cavidade de difícil acesso; 
• Acelera o processo de cicatrização; 
• Alcança a hemostasia entre 03 e 05 minutos; 
• Superabsorvente, com redução das trocas e dos vazamentos. 
 
Desvantagens e contra indicação: 
• No caso de pouca secreção, pode secar dando origem a uma crosta muito 
aderente e de difícil remoção; 
• Contra indicado em queimaduras; 
 
Cuidados na aplicação: 
• Umedecer a fibra com SF 0,9%; 
• Não deixar que a fibra de alginato ultrapasse a borda da ferida, com risco 
de prejudicar a epitelização; 
• Ocluir com curativo secundário; 
 
 
 
 
 
 
 
 
Troca do curativo: 
• Feridas infectadas: No máximo em 24 horas; 
• Feridas limpas com sangramentos: a cada 48 horas; 
• Feridas limpas exsudativas: quando saturar. 
• Quando o exsudato reduzir, e a freqüência das trocas estiver sendo feita a 
cada 03 a 04 dias, significa que é hora de utilizar outro curativo; 
 
 
 
 
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Fonte: Convatec Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Foto: C. Pompeo Foto: C. Pompeo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: C. Pompeo 
 
Caso: Lesão em região radial, com áreas sangrantes, as quais foram 
suturadas cirurgicamente (Foto 1), porém ainda com difícil controle do sangramento. Foi 
iniciado o uso de Alginato de Cálcio. A 1ª foto foi tirada no início do tratamento com o 
Alginato, a 2ª foto, na troca do produto em 05 dias, aponta diminuição do sangramento e 
da área de esfacelo (por autólise, que será visto mais adiante) e a 3ª foto, nova troca em 
mais 05 dias, observado diminuição da área lesada, retração da ferida com presença de 
tecido de epitelização nas bordas e área já cicatrizada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÁLCOOL 
 
 
• Ação: anti-séptico 
• Vantagens e indicações: NENHUMA 
• Desvantagens e contra indicações: 
• Aumenta por 06 vezes a incidência de escaras; 
• Seu uso freqüente causa ressecamento e liquidificação da pele por 
remoção dos lipídios cutâneos; 
• Modalidade de emprego: NUNCA! 
• Seu uso tem apenas valor histórico 
 
 
 
 
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DESBRIDAMENTO OU DEBRIDAMENTO 
 
 
 
Desbridamento = desbridamento. 
Definição: É a remoção do tecido necrosado de uma lesão. 
 
 A AHCPR recomenda que qualquer tecido necrótico observado durante a 
avaliação inicial ou subseqüente deverá ser desbridada, desde que a intervenção seja 
consistente com os objetivos globais do tratamento e condições clínicas do paciente. 
Entretanto, existem algumas situações em que não é recomendado o 
desbridamento de tecido desvitalizado, como em feridas isquêmicas com necrose seca. 
Estas necessitam que sua condição vascular seja melhorada antes de ser desbridada. 
Neste caso, a escara promove uma barreira contra infecção. 
 Outra exceção se faz em pacientes fora de possibilidades terapêuticas que 
possuem úlceras com presença de escaras, que ao desbridar pode promover 
desconforto, dor, e devido às condições clínicas, não disporá de tempo e condições para 
a cicatrização. 
 
TECIDO NECROSADO 
• Dificulta o fornecimento de sangue (oxigenação e nutrição dos tecidos); 
• Atua como meio de cultura de bactérias; 
• Inibe a ação dos leucócitos em controlar microorganismos invasores; 
• Aumenta a possibilidade de infecção sistêmica; 
• Inibe a migração de células epiteliais, interrompendo a segunda fase do 
processo de cicatrização; 
• Impede a atuação de substâncias antibacterianas administradas por via 
tópica; 
• A presença deste tecido pode esconder a extensão e possível penetração 
da ferida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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POR ISSO... 
É importante que o tecido desvitalizado/necrosado seja removido das feridas, 
pois o processo de cicatrização e a regeneração epitelial não são possíveis sem o 
desbridamento regular e cuidadoso. 
MÉTODOS DE DESBRIDAMENTO 
 
MÉTODO CIRÚRGICO: 
 
• É a ressecção dos tecidos necrosados, utilizados quando a área necrótica é 
muito extensa e/ou profunda, e quando o tecido necrótico é mais desidratado, mais firme, 
seco, petrificado e caloso. 
• A execução é de responsabilidade médica, envolvendo analgesia ou 
anestesia para a realização do procedimento. 
Cuidados de enfermagem: 
• Compressão no local (curativo compressivo) 
• Observar sinais de choque (hipotensão,sudorese, palidez, taquicardia e 
alteração do nível de consciência); 
• Se a hemostasia não acontecer, será necessária a assistência médica para 
avaliação e provável sutura do(s) vasos lesionados. 
 
MÉTODO MECÂNICO 
 
• É a remoção dos tecidos necróticos pela limpeza mecânica, utilizando-se 
de fricção de gaze umedecida com SF 0,9% ou da aplicação da gaze umedecida sobre a 
necrose e após a secagem retirá-la com conseqüente desbridamento. 
• Técnica muito traumática; 
• Lesa tecidos viáveis próximos à necrose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÉTODOS QUÍMICOS 
 
Foto: C. Pompeo / M. Souza 
Foto: C. Pompeo / M. Souza 
• Consiste na utilização de agentes químico-enzimáticos. 
Dentre eles: 
• Colagenase 
• Papaína... 
 
COLAGENASE 
 
Mecanismo de ação: 
• Desbridante, fibrinolítica. 
• É uma enzima proteolítica que consome as pontes do colágeno natural, 
favorecendo a remoção da necrose. 
 
Vantagens e indicações: 
• É indicado nas úlceras com presença de áreas necróticas com acúmulo de 
fibrina no fundo da lesão; 
• É indicado em feridas isquêmicas. 
 
Desvantagens e contra indicação: 
• Alta concentração de colagenase pode causar eritema e descamação nas 
bordas da lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
• Quando em excesso e com sobras nas bordas causa endurecimento do 
tecido; 
• Não age na presença de tecido necrótico seco (escara). 
 
Cuidados na aplicação: 
• O curativo e a troca deverão ser realizados a cada 08 ou 12 horas; 
• Deve ser aplicada uma fina camada; 
• Deve ser mantido um ambiente úmido para melhor efeito do produto; 
• É inativa na presença de água oxigenada, algodão e ressecamento da 
lesão. 
• Requer um curativo secundário oclusivo. 
 
 
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Foto: C. Pompeo Foto: C. Pompeo 
 
Caso: Úlcera de pressão em região sacral, curativo com Colagenase. 
Diminuição do tecido necrótico (esfacelo) com 07 dias de uso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Foto: C. Pompeo Foto: C. Pompeo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caso: Lesão química (flebite) em uso de 
Colagenase + TCM, evolução da lesão 
com 10 dias de tratamento, com 
diminuição do tecido de necrose e 
retração da ferida. 
 
 
 
 PAPAÍNA 
 
Foto: C. Pompeo 
Descrição: 
• Enzima proteolítica, bactericida e bacteriostática e de ação antiinflamatória. 
• De origem vegetal extraída da Carica papaya. Após o seu preparo, obtém-
se um pó de cor leitosa, com odor forte e característico. 
 
 
 
 
 
 
 
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• É inativo ao reagir com agentes oxidantes como o ferro, oxigênio, derivados 
do iodo, água oxigenada e nitrato de prata. 
 
Ação: 
• A papaína é uma mistura complexa de enzimas proteolíticas e peroxidases, 
ou seja, capaz de decompor substâncias protéicas. 
• Como desbridante, liquefaz o tecido necrótico. 
• Atua como antiinflamatório, agindo ao nível das prostraglandinas. 
• Fibrinolítica provoca uma diluição na rede de fibrina dos coágulos, podendo 
provocar sangramento por esta razão, não interferindo nos fatores de coagulação; 
• Efeito bactericida e bacteriostático. Rompem a parede celular de bactérias 
especialmente aquelas de parede predominantemente protéica. 
• Estimula o desenvolvimento de tecido de granulação e auxilia no processo 
cicatricial através do alinhamento dos fibroblastos, reduzindo a possibilidade de formação 
de quelóides. 
 
Apresentação: 
• É comercializada purificada na forma de pó, em diferentes concentrações, 
que variam de 02% a 10%, podendo ser manipulada/preparada na forma de pomada ou 
gel. 
 
Vantagens e indicações: 
• Indicadas em feridas necróticas e fibrinas; 
• Preserva o capilar e o tecido de granulação; 
• A solução de papaína pode ser utilizada em lesões muito profundas com 
exposição de estrutura óssea, em deiscência cirúrgica com evisceração em fístula 
pleural, em grandes queimados, entre outros. 
 
% INDICAÇÃO 
2% FERIDA COM TECIDO DE 
GRANULAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
5-6% FERIDAS COM EXSUDATO 
PURULENTO 
10% FERIDAS NECRÓTICAS 
 
 
Desvantagens e contra indicação: 
• Em lesões infecciosas pode ocorrer irritação do tecido perilesionado, pois a 
produção do exsudato é aumentada com o uso da papaína; 
• Nesta enzima existe um radical sulfidrila (SH) que é facilmente oxidado 
quando em contato com substâncias compostas por iodo, oxigênio e ferro, e quando é 
armazenada em temperaturas elevadas. 
 
Cuidados na aplicação: 
• Proteger a pele perilesional com alguma substância que forme uma película 
protetora; 
• Manter o produto em refrigeração; 
• A limpeza da lesão deve ser feita com água destilada, para evitar a 
inativação do radical sulfidrila; 
• Ao utilizar o lavado de papaína, diluir a papaína pó em água destilada e em 
recipiente plástico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Foto: M. Souza 
 
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 Foto: M. Souza Foto: M. Souza 
 
Caso: Úlcera de pressão em região sacral, presença de tecido de necrose 
(esfacelo) ao centro da lesão. Foto mostrando a aplicação da Papaína, neste caso 
associou-se a papaína ao TCM com AGE como forma de proteger a área viável (Tecido 
de granulação). Aplicou-se o TCM com AGE sobre toda área com tecido de granulação e 
a Papaína delimitada apenas à área com esfacelo, o TCM age como uma barreira 
protetora por ser uma substância oleosa, evita que a Papaína entre em contato com a 
granulação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Foto: M. Souza Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza Foto: M. Souza 
 
 
Caso: Úlcera de pressão em região sacral, de grande extensão e 
profundidade. Na primeira foto, observa-se a presença de grande área de tecido 
necrótico (escara e esfacelo), as demais fotos foram tiradas após 30 dias de uso de 
 
 
 
 
 
 
 
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Papaína a 10%, sendo a 3ª e 4ª foto com 20 dias de tratamento e as 5ª e 6ª fotos com 30 
dias de evolução. 
 
 
 
DESBRIDAMENTO POR AUTÓLISE 
 
• É o desbridamento realizado pelo organismo; 
• É facilitado pelo meio úmido, onde ocorre a digestão das células mortas 
pelas próprias enzimas presentes no leito da lesão. 
 
HIDROGEL 
 
Composição: 
Gel transparente, incolor, composto por: 
 Água (77,7%): Mantém o meio úmido; 
 Carboximetilcelulose – CMC (2,3%): Facilita a hidratação celular e o 
desbridamento; 
 Propilenoglicol – PPG (20%): Estimula a liberação de exsudato; 
 
Mecanismo de ação: 
• Amolece e remove tecido desvitalizado através de desbridamento autolítico. 
• Provoca uma hidratação compacta do tecido necrótico, favorecendo uma 
rápida autólise com ativação simultânea dos processos de granulação. 
• Protege as terminações nervosas expostase diminui a dor; 
 
Vantagens e indicações 
• Indicado na detenção de necroses e escaras; 
• Indicado, também, em úlceras secas, lesões não cavitárias; 
• Não adere ao fundo da ferida tornando fácil a sua remoção; 
 
 
 
 
 
 
 
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• Apresenta-se em placas transparentes que permitem freqüentes controles 
da úlcera sem retirar o produto. 
 
Desvantagens e contra indicações 
• São de alto custo; 
• Produzem um intenso e desagradável odor; 
• Contra indicado em úlceras infectadas e hiper-exsudantes; 
• Pode acarretar um agravamento no caso de maceração em lesões da pele 
perilesional. 
 
Cuidados na aplicação 
• Espalhar o gel sob a ferida assepticamente; 
• Ocluir a ferida com cobertura secundária estéril; 
• Não usar produtos iodados; 
• É aconselhável a cobertura com uma película semipermeável para prevenir 
o ressecamento. 
 
Periodicidade de troca: 
• Feridas infectadas: No máximo em 24 horas; 
• Necrose: No máximo em 72 horas; 
• Na forma de placa: troca de 01 a 07 dias; 
 
 
CURATIVO COM GAZE 
 
GAZE SIMPLES 
 
Vantagens: 
• Baixo custo; 
• Facilidade do seu uso; 
• Estão disponíveis na maioria das instituições. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desvantagens: 
• Não se deve utilizar gaze seca diretamente na lesão, exceto quando se 
deseja o desbridamento. 
• Tem pouca capacidade de absorção do exsudato; 
• Exigem trocas freqüentes, precisam de cobertura secundária e fixação e 
pode provocar maceração das áreas adjacentes; 
• Permeáveis a bactérias, podem soltar fios e fibras, que atuam como corpo 
estranho, podendo provocar inflamação e infecção. 
 
 
118 
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 Foto: C. Pompeo / M. Souza Foto: C. Pompeo / M. Souza 
 
 
 
 
------------------Fim do Módulo IV------------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
 
Feridas e Curativos – 
 
 Técnicas e Tratamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO V 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
120 
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MEDICAMENTOS FAVORÁVEIS À GRANULAÇÃO 
 
Como já sabemos o processo de cicatrização é fisiológico e acontece por fases 
e que dependendo do material utilizado pode ou não interferir neste processo natural da 
lesão, tornando – o mais lento e oneroso ao paciente e ao sistema de saúde com uma 
prolongada internação e ou limitações dificultando o seu retorno ao convívio social. 
Neste módulo iremos citar alguns tipos de coberturas utilizadas atualmente disponíveis 
em nosso meio, em consenso a diferentes autores. Cabe ao profissional decidir após a 
anamnese e um exame físico detalhado para se fazer a escolha do produto a utilizar e 
como efetivar o tratamento sem interferir na evolução natural da lesão. 
 
 
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS 
 
Descrição: 
 
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGE) 
• Lipídios formados de cadeias de carbono; 
• São substâncias farmacologicamente ativas; 
 
TRIGLICÉRIDEOS: 
 São compostos de carbono, hidrogênio e oxigênio, sendo ésteres de ácidos 
graxos com glicerol (álcool) 
 
Composição 
• Vitamina A: Favorece a integridade da pele e sua cicatrização; 
• Vitamina E: Função antioxidante e protege a membrana celular do ataque 
dos radicais livres (substâncias que destroem a célula e suas estruturas internas) 
• Ácido Linoleico: Importante no transporte de gorduras, na manutenção da 
função e integridade das membranas celulares, imunógeno local que auxilia na 
proliferação do tecido de granulação. 
 
 
 
 
 
 
 
• Lecitina de soja: protege e hidrata a pele. 
• Ácido caprílico, cáprico e capróico: 
 
AGE Composição 
TCM 67g 
Óleo de milho 32g 
Lecitina 01g 
Vitamina A 2500 UI 
Vitamina E 100 UI 
Ácido Linoleico 15% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ação: 
• São incorporadas à membrana celulares e importantes para manterem a 
integridade da pele; 
• Acelera o processo de cicatrização pelo estímulo a formação do tecido de 
granulação, através de sua ação quimiotáxica e promovem diferenciação epidérmica; 
• Atua ao nível das prostraglandinas. 
 
Mecanismo de ação: 
• Promove quimiotaxia (atração dos leucócitos) e angiogênese, mantém o 
meio úmido e acelera o processo de granulação tecidual. 
 
Vantagens e indicação: 
• Forma uma película protetora na pele íntegra (previne lesões); por aumento 
indireto da resistência tecidual. 
• Reversão dos processos de hiperemia já instalados tem grande absorção, 
forma uma película protetora na pele. 
• Aumenta capacidade de hidratação; 
• Proporciona hidratação local alta capacidade de nutrição celular; 
121 
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122 
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• Indicado na prevenção de úlcera de pressão; 
• Tratamento de feridas abertas 
 
Contra indicação: 
Feridas com cicatrização por primeira intenção e feridas com infecção. 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Espalhar AGE no leito da ferida ou embeber gazes estéreis de contato com 
a ferida o suficiente para manter o leito da ferida úmido até a próxima troca; 
• Em feridas extensas pode-se espalhar AGE sobre o leito da ferida e utilizar 
cobertura primária gazes embebidas em SF 0,9%; 
• Ocluir com cobertura secundária estéril; 
• Trocar o curativo sempre que a cobertura secundária estiver saturada ou no 
máximo a cada 12 horas; 
 
 
HIDROCOLÓIDE 
 
 
Descrição: 
 
São constituídos por duas camadas: 
• Externa: de espuma de poliuretana, flexível, impermeável à água e outros 
agentes externos. 
• Interna: Adesiva com partículas hidroativas, gelatina, pectina e 
carboximetilcelulose sódica; 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Mecanismo de Ação: 
 
 Em contato com o exsudato o hidrocolóide forma um gel hidrofílico que 
mantém a umidade do leito da lesão proporcionando o meio para: 
• Estimular a angiogênese e o desbridamento autolítico; 
• Acelerar o processo de granulação tecidual; 
• O gel protege o leito da ferida, promovendo um meio úmido que facilita a 
migração das células epiteliais, acelerando a cicatrização. 
 
Vantagens e indicações: 
 
• Formam uma barreira contra a contaminação bacteriana (oclusivo); 
• Previne o ressecamento da ferida; 
• A camada externa atua como uma barreira térmica e promove barreira 
mecânica; 
Cama externa
Cama da Interna 
CAMADA EXTERNA 
CAMADA INTERNA 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
 
 
 
 
 
• Permite remoção sem trauma aos novos tecidos; 
• Acelera a granulação e um aumento da vascularização nesse tecido. 
• Reduz a dor por proteger as terminações nervosas; 
• Indicada em feridas não infectadas e pouco exsudates; 
• Economiza o tempo da enfermagem no curativo, pois aumenta o tempo 
entre a troca das placas de hidrocolóide; 
• Pode ser adaptado em diferentes áreas anatômicas e manter a mobilidade 
do membro. 
 
124 
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 Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
 
INDICAÇÕES: 
• Feridas secas, com pouco ou médias exsudato, lesões em fase de 
granulação, 
• Feridas com ou sem necrose tipo esfacelo, 
• Ferida com dano parcial do tecido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desvantagens e contra indicações: 
• Não usar em feridas infectadas ou colonizadas e fungícas, em feridas 
necróticas e em queimaduras de 3º grau; 
• Possível deslocamento no caso de feridas exsudates, nesses casos pode 
ocorrer maceração de bordas e tecido perilesional. 
• Odor característico, podendo ser confundido com ferida infectada; 
 
Cuidados na aplicação: 
• Realizar limpeza do leito da ferida e secar bem a pele perilesional; 
• Escolher o hidrocolóide com diâmetro que ultrapasse 03 cm a borda da 
ferida; 
• Aplicar o hidrocolóide segurando-o pela borda; 
• Pressionar a borda na pele para perfeita aderência; Se necessário, fixar 
com fita microporosa. 
• Trocar o hidrocolóide sempre que o gel extravasar ou o curativo deslocar. 
• Anotar a data e a hora da colocação da placa , 
• Deve permanecer no máximo 07 dias na lesão; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
HIDROCOLÓIDE EM PASTA 
• Não é necessária a remoção total do gel presente; 
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• Devem ser aplicados até preencherem toda a cavidade da lesão; 
• A troca se dá por saturação, podendo permanecer em média de 01 a 04 
dias; 
• O curativo secundário deve ser feito com hidrocolóide em placa. 
 
Custo benefício: 
 
• Não necessita de trocas diárias e não requer medicamentos adicionais; 
• Reduz infecção e, com isso, o tempo de cicatrização; 
• Redução do tempo de enfermagem dispensada na troca de curativos. 
 
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Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
Hidrocolóide em Grânulos 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: E. Casimiro 
 
 
 
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Foto: E. Casimiro Foto: E. Casimiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Foto: E. Casimiro 
Foto: E. Casimiro 
Foto: E. Casimiro 
Foto: E. Casimiro 
 
 
 
 
 
 
 
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Caso: Queimadura de 2º grau, acometendo o pé e parte da perna. Há 
presença de bolhas e áreas de rompimento de pele. Aplicado hidrocolóide em placa, 
mantendo primeiramente por 04 dias, observando já melhora da área lesada, aplicou-se 
novamente, mantendo-se, desta vez, por 05 dias. Depois de retirado observa-se a 
grande aceleração do processo cicatricial. 
 
 
 
PRÓPOLIS 
 
 
Descrição: 
 É uma resina extraída pelas abelhas dos botões de certas flores, folhas e 
casca de árvores. Após a coleta desta resina as abelhas mastigam enriquecendo com os 
componentes enzimáticos existentes em sua saliva. Coloração esverdeada a marrom, 
amarga, fluída e pegajosa e insolúvel em água. 
 
50 A 55% de resina e bálsamo 
5 a 10% de pólen, minerais, vitaminas e enzimas. 
30% de cera 
10% de óleos voláteis 
 
Mecanismo de ação: 
• Atua na formação de anticorpos, eleva a fagocitose e acelera os processos 
de regeneração celular. 
• A riqueza enzimática da própolis aliada ao seu conteúdo de vitamina A, 
auxilia no combate a bactérias patogênicas de difícil tratamento; 
 
Vantagens e indicações: 
• Baixo custo e facilidade de manuseio 
 
 
 
 
 
 
 
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• Embora a própolis apresente ação no organismo, semelhante a dos 
antibióticos o seu uso não apresenta efeitos colaterais comuns causados pelos 
antibióticos; 
• Tem atividade antibacteriana em Grã positivas e Grã negativas, 
antifungicida. 
• Possui ação anti-séptica acentuada; 
• Indicada em feridas vitalizadas sem necrose, exsudativas ou não. 
 
 
Contra - indicações: 
• Avaliar o limiar de dor após aplicação, alguns pacientes relatam intolerância 
após uso tópico. 
 
 
Cuidados na aplicação: 
• Deve-se evitar que a própolis fique em contato com a borda e tecidos 
perilesionados, pois causa ressecamento; 
• Trocar no máximo a cada 12 horas. 
 
 
 
 
 
HIDROPOLÍMERO 
 
Composição: 
• Almofadas geralmente composta por 03 camadas sobrepostas de não 
tecido uma central de hidropolímero e revestida por poliuretano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
Mecanismo de ação: 
• É uma cobertura altamente absorvente para feridas com baixa a moderada 
exsudação e que proporciona um ambiente úmido facilitando o processo de granulação e 
ainda estimula o desbridamento autolítico, mas não é um desbridante químico. 
• A camada de hidropolímero expande-se delicadamente à medida que 
absorve o exsudato mantendo a adesão da cobertura na ferida; 
 
 
Vantagens e indicações: 
• Tratamento de feridas abertas não infectadas; 
• Feridas exsudativas, limpas, em fase de granulação. 
• Feridas superficiais e/ou feridas com cavidades; 
• Promove a granulação tecidual; 
• Remove o excesso de exsudato; 
• Diminuindo o odor da ferida; 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contra indicações: 
 
• Não deve ser utilizado em feridas secas ou com pouco exsudato; 
• Queimaduras de terceiro grau; 
• Lesões com vasculite ativa; 
• Feridas colonizadas ou infectadas, e feridas necróticas com características 
de escara; 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Não requer troca diária, podendo permanecer por 07 dias na lesão; 
• Anotar a hora e a data da aplicação doa cobertura; 
• Secar a área próximo da lesão para melhor aderência da placa; 
• Posicionar o curativo sobre o local da ferida; de forma que a almofada de 
espuma fique sobre a área central da lesão; 
• Remover o curativo em peles frágeis levantando um dos cantos, puxando 
para trás utilizando água ou soro fisiológico para romper a vedação do adesivo; 
• Não requer cobertura secundária; 
• Secar cuidadosamente a pele ao redor; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
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FILMES TRANSPARENTES 
 
 
Composição: 
 
• Película de poliuretano, transparente, elástica, semipermeável, aderente às 
superfícies secas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos– empresas e distribuidores FOTO: E. Ricci 
 
 
 
 
 
 
 
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Mecanismo de ação: 
• Proporciona um ambiente úmido favorável a cicatrização. Permeabilidade 
seletiva, permitindo a difusão gasosa e a evaporação de água. Impermeável a fluídos e 
microorganismos. Forma uma camada protetora da pele. Mantêm a umidade e o pH da 
pele. 
 
Vantagens e indicação: 
 
• Mantém um microambiente úmido em temperatura constante; 
• Fácil aplicação devido à extensão e elasticidade; 
• Indicada para lesões superficiais; 
• Podem ser empregadas como medicação secundária na fixação de outros 
produtos para aumentar a eficácia; 
• Empregadas também na prevenção como proteção das áreas de risco 
(fixação de cateteres vasculares, proteção de peles íntegras e feridas secas). 
• Agem como barreira à contaminação da ferida; 
• Adapta-se aos contornos do corpo, podendo ser cortados em diversos 
tamanhos; 
• Permitem visualização direta da ferida e vascularização; 
• Permitem banhos; 
• Não requer cobertura secundária e nem troca diária; 
• Proteção contra agressões externas. 
 
Desvantagens e contra indicações: 
 
• Contra indicada em úlceras infectadas ou hiperexsudantes; 
• Não utilizar em feridas com a pele adjacente macerada 
• São permeáveis a alguns agentes tópicos aquosos; 
• Descolam gradativamente nas áreas epiteliais; 
 
 
 
 
 
 
 
• Não devem ser usados nas primeiras 24 horas de pós-operatório, devido à 
liberação de exsudato. 
 
Cuidados na aplicação: 
 
• Notar à hora e a data da aplicação da cobertura, 
• Pode permanecer na ferida por 07 dias; 
• Substituir o curativo caso se solte, forme bolhas de exsudato; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COLÁGENO BIOLÓGICO 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
Composição: 
 
 É uma cobertura composta de colágeno e alginato que fornece apoio 
estrutural para o crescimento celular favorecendo à condição ideal para a proliferação 
celular, O colágeno simples pode ser usado em todo tipo de ferida em sua fase de 
granulação. 
 E O COLÁGENO COM ALGINATO 
• Partículas hidrofílicas de colágeno de origem bovina, composto de: 
colágeno 90% e alginato 10%. Estes podem ser utilizadas em feridas exsudativas, 
infectadas ou colonizadas, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
Mecanismo de ação: 
 
 O alginato absorvente e formador de gel mantêm o meio úmido e controla o 
exsudato enquanto colágeno favorece o crescimento interno dos tecidos e dos vasos 
sangüíneos, quimiotáxico para macrófagos e fornece uma trama favorável ao 
desenvolvimento dos fibroblastos promovendo a granulação e a epitelização. 
 Atenção especial aos nomes e suas ações químicas na lesão, não 
confundam colágeno com a colagenase, ambos tem um papel no mecanismo de 
cicatrização da lesão, porém se empregadas em tempo errôneo no processo interfere no 
tempo de fechamento desta, a Colagenase é uma enzima e desbrida enquanto que o 
colágeno estimula a granulação. 
 
Vantagens e indicações; 
• Indicado em lesões fluidas, superficiais e limpas; 
 
• Remove o excesso de exsudato; 
 
 
 
 
 
 
 
• Diminui a inflamação local e edema; 
• Acelera o processo cicatricial; 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
Desvantagens e contra indicação: 
 
• Contra indicado para pessoas com hipersensibilidade a derivados bovinos; 
• Apresenta limitação de atividade: 
• Sobre lesões secas resulta pouca eficácia; 
• E nas lesões hiperexsudantes ocorre consumo rápido demais; 
• Apresenta custo elevado; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
Cuidados na aplicação: 
• Requer medicações secundárias; 
• É inativa pela água oxigenada e pelo algodão hidrófilo; 
• Em feridas secas devem ser irrigadas previamente com soro fisiológico; 
138 
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• Remover o exsudato e tecido desvitalizado; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
• Cortar a cobertura do tamanho total da ferida; 
• As placas ou fitas devem ser modeladas de forma a preencher todas as 
cavidades da ferida; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Catálogos explicativos de produtos – empresas e distribuidores 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados a seus respectivos autores
 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados a seus respectivos autores
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caso: Síndrome de Fournier, acometendo toda a bolsa escrotal. Há presença 
de secreção e esfacelo tratada com carvão ativado em prata e a pomada de sulfadiazina 
de prata por um período de 10 dias. Após a regressão do processo infeccioso iniciou o 
uso de colágeno em placa, mantendo primeiramente por 24 horas, observando já 
melhora da área lesada, aplicou-se novamente, mantendo-se, desta vez, por 48 horas. 
Observa-se a grande aceleração do processo cicatricial recebendo alta com o mesmo 
tratamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
141 
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GAZE NÃO ADERENTE ESTÉRIL 
 
Impregnadas: 
• Acetato de celulose impregnada com petrolato; 
• Com PVPI a 10% 
• Gaze de fibras de poliéster hidrófobo impregnada com AGE; 
• Impregnada com Aloe Vera; 
 
Não impregnadas: 
• Tecido de algodão ou sintético entrelaçado ou não, com maior ou menor 
número de fios. 
 
Vantagens e indicação: 
• Queimaduras superficiais; 
• Feridas com formação de tecido de granulação e áreas doadoras ou 
receptoras de enxerto; 
• Indicada como curativo primário de lesões planas com função de manter a 
ferida úmida e proteger de traumas por aderência; 
• Permite o livre fluxo de exsudatos; 
• Não interfere no tecido de regeneração e evita a dor durante a troca; 
• Não provoca trauma na retirada, preservando o tecido de granulação; 
• Permite adaptações aos locais; 
 
Composição: 
• Tela de acetato de celulose impregnada com emulsão de petrolato solúvel 
em água, não aderente e transparente, estéril; 
 
Desvantagens e contra indicação: 
• Alguns tipos de gaze não aderentes são impregnados com antimicrobianos, 
que podem ser tóxicos ao fibroblasto; 
 
 
 
 
 
 
 
• Se existe pouco exsudato, não criam um microambiente apropriado a 
reeptelização. Por vezes, requerem medicações freqüentes; 
• Feridas com cicatrização por primeira intenção; 
• Produtos de hidrocarbonetos saturados derivados do petróleo podem 
causar irritação e reação granulomatosas; 
 
Cuidados na aplicação: 
• Cobrir com curativo secundário; 
• Requer trocas diárias; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Foto: M Souza
 
 
 
 
 
 
 
143 
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CURATIVOS NATURAIS 
 
FITOTERAPIA 
 
É a utilização terapêutica ou profilática de espécies vegetais, de eficácia 
comprovada cientificamente como uma opção disponível para tratamentos diversos, 
entre eles, os curativos. 
•É uma opção terapêutica de origem no saber popular, e que exige um 
trabalho multiprofissional. 
•A qualidade, a segurança e a eficácia iniciam-se desde a identificação 
botânica, cultivo, coleta e secagem, conhecer qual parte da planta usar, quando obter o 
maior teor de princípio ativo, e como prepará-lo. 
 
Vantagens 
•Produtos naturais sem efeitos colaterais; 
•Facilidade no cultivo e manipulação; 
•Participação do paciente no tratamento; 
•Baixo custo; 
 
Como utilizar as plantas 
•Investigar a sua procedência e observar a dosagem; 
•Dar preferência às folhas jovens, cascas e raízes sem brotos; 
•Deve ser feita a colheita de manhã; 
•Lavar e secar, mantê-las em lugar sem luz, calor e insetos. 
 
Formas de uso 
•Chás, pós, pomadas; 
•Há melhor extração do princípio ativo quando a planta é batida manualmente; 
•As folhas e flores devem passar por um processo de infusão; 
 
 
 
 
 
 
 
FITOTERÁPICOS TÓPICOS 
 
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ÓLEO DE GIRASSOL 
 
 
Descrição: 
• É uma herbácea cujas sementes, frutos aquênios, 
• Produzidos no miolo das flores, são a parte mais utilizada. 
 
Vantagens e indicações: 
• Fácil acessibilidade e baixo custo; 
• Auxilia na manutenção da função e integridade das membranas celulares; 
• Lubrificam e agem como emoliente; 
Ácidos graxos essenciais: ác. Linoléico e linolênico 
Auxiliam na manutenção da função e integridade das membranas celulares 
Facilita entrada de várias substâncias importantes no metabolismo celular e 
imunológico. 
Desvantagens e contra indicação: 
Não é um produto estéril; 
 
ARNICA 
 
•Nome científico: Arnica Montana 
•Aspecto: herbácea de 20 a 30 cm de 
 comprimento, folhas ovaladas e flores amarelas. 
•Parte usada: flores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
•Indicações terapêuticas: Lesões após traumatismos, dores musculares, e 
articulações. Hematomas após punções venosas e em insulinodependentes. 
•Ação: antiinflamatória, analgésica. 
•Cuidados: Usar somente em pele íntegra. 
•Apresentação: Creme ou gel a 3% 
•Aplicação: Aplicar topicamente três vezes ao dia. 
 
 
 
BABOSA 
 
•Nome científico: Aloe Vera. 
•Aspecto: de 60 cm a 01 metro de altura, folhas grandes e carnudas 
marginadas por espinhos. 
•Parte usada: Parênquima (folhas frescas) 
•Indicações: Lesões de pele não infectadas, queimaduras, erisipela e celulite. 
•Ação: Auxilia no processo de cicatrização, antiinflamatória e bactericida. 
•Contra indicações: uso interno 
•Apresentação: Creme ou gel 25% 
•Aplicação: Aplicar topicamente sobre o ferimento três vezes ao dia. 
 
 
CALÊNDULA 
 
•Nome científico: Calendula officinalis 
•Aspecto: Planta anual, as flores ocorrem 
na extremidade e tem cerca de 04 cm de diâmetro. 
•Parte usada: Flores secas 
•Indicações: Ferimentos abertos não infectados; 
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 Úlcera de estase, dermatite de contato, frieiras e herpes labial. 
•Ação: Auxilia no processo de cicatrização, antiinflamatória e anti-séptico 
tópico. 
•Contra indicação: Lesão profunda e/ou extensa, lesões disseminadas e sem 
diagnóstico. 
•Apresentação: Creme ou gel a 5% 
•Aplicação: Aplicar topicamente três vezes ao dia. 
 
 
MAMÃO PAPAIA 
 
Nome científico: Carica papaya 
 
Parte usada: Frutos da planta 
 
• O mamão possui na sua constituição propriedades nutritivas e curativas, 
tais como: Vitaminas A, B, C, cálcio e ferro e a enzima papaína, quimio-papaína e 
papayna peptidase. 
•Além dessas propriedades possui também em látex, presente apenas nas 
frutas verdes uma grande quantidade de uma enzima proteolítica a Papaína. 
•Ela está contida no látex do mamoeiro, popularmente conhecido como “leite 
do mamão” 
 
Indicações: tratamento de feridas abertas, infectadas e para desbridamento 
de tecidos desvitalizados. 
Ação: É bactericida e bacteriostático, reorganiza as tramas de colágeno na 
formação da cicatriz e desbrida por dissociar as moléculas de proteínas do tecido. 
Contra – indicação: Oxidação em contato com metais; Minimizar o tempo de 
preparo do produto in natura, devido a fácil deterioração, devido à enzima ser altamente 
instável na presença de oxigênio. 
 
 
 
 
 
 
 
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Apresentação: Pó, Pomada, Gel e o fruto ralado. 
 
Modo de usar: PÒ 
• Diluir o pó em água bidestilada, pois qualquer componente químico altera a 
instabilidade da solução; 
• Preparar a solução da papaína somente no horário da aplicação: não 
armazenar. 
Concentrações das diluições 
• 1g • 100ml • 1% 
• 1g • 50ml • 2% 
• 2g • 50ml • 4% 
• 3g • 50ml • 6% 
• 4g • 50ml • 8% 
• 5g • 50ml • 10% 
 
 
TÉCNICA DO CURATIVO COM MAMÃO 
 
Material: 
•Mamão verde; 
•Recipiente plástico para ralar o mamão; 
•Água bidestilada ou água fervida para limpeza da ferida; 
 
Procedimentos: 
•Lavar o mamão com água e sabão 
•Ralar a polpa do mamão no ralo plástico; 
•Limpar a ferida com água bidestilada ou água limpa (fervida); 
•Cobrir a ferida com a polpa ralada e cobrir a lesão com gaze ou com um pano 
limpo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AÇUCAR – SACAROSE 
 
Material: Açúcar cristal 
 
Procedimento: 
•Limpeza da ferida com água limpa; 
•Cobrir a superfície com o açúcar e cobrir a ferida com gaze; 
•Resultados: Observa-se presença de tecido de granulação e diminuição da 
secreção; 
Prováveis efeitos do açúcar sobre a ferida: 
• Eliminar as bactérias que contaminam a ferida 
• Reduzir o edema e melhorar a cicatrização local; 
• Nutrir as células superficiais da cicatriz; 
• Favorecer o crescimento do tecido de granulação; 
• Antiinflamatório e desbridante 
 
Tempo de permanência: 
Tempo de permanência no leito da ferida é bastante controverso 
Sacarose: eliminação renal X lesão tubular, nos pacientes com lesão renal 
deverá de se ter um controle rigoroso da perda pela urina da sacarose: glicose. 
Hiperosmolaridade ocorre em 15’ e decresce em 2 horas, portanto o curativo 
deve ser trocado a cada duas horas no máximo. E sofrer a reposição a cada quinze 
minutos. 
 
Dificuldades: 
• A dor; 
• Trocas mais de uma vez ao dia; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OSTOMAS 
 
Por vários motivos, como lesão por ferimento por arma de fogo e ou arma 
branca, em situações clínicas agudas e ou em situações clínicas crônicas como no caso 
de neoplasia do sistema digestivo, são situações que um indivíduo necessita operar para 
construir um caminho para saída das fezes ou da urina, para o exterior. Esta intervenção 
cria um ostoma ou estoma (abertura), na região abdominal, por onde irão sair fezes em 
quantidade e consistência diferente assim como será eliminada a urina em forma de 
gotas. 
O ostoma, por suas características anatômicas, que abre parte do órgão 
expondo a mucosa, livre de controle do sistema nervoso centrale muscular, sendo desta 
forma impossível controlar voluntariamente a saída de resíduos, assim será necessário à 
utilização de bolsa para coletar fezes ou urina. 
O aspecto de um ostoma normal é de uma coloração vermelha ou rosa, vivo 
brilhante e úmido. A pele ao seu redor deve estar lisa, sem vermelhidão, coceiras, feridas 
ou dor. Logo após a cirurgia o ostoma estará inchado, mas gradualmente reduzirá seu 
tamanho. Apresenta um tamanho em torno de 2-5 cm de diâmetro e 3-4 cm de saliência. 
Na mucosa do ostoma, não existem nervos, assim podem ser tocadas, pois o 
paciente não sente dor, porém é uma mucosa que pode ser facilmente ferida. Ao realizar 
os cuidados com o ostoma, pode ocorrer um pequeno sangramento, mas isso é normal, 
porém se o sangramento persistir deve-se comunicar ao médico. 
 Tipos de ostoma: 
 
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• Colostomia: É um ostoma realizado em 
porção do cólon (intestino grosso), assim 
no processo de eliminação dos restos 
não digeridos dos alimentos, as fezes 
são eliminadas nessa porção do 
intestino, não passando pelo reto e anus. 
A consistência das fezes eliminada é 
muito parecida com a anterior, pastosa. 
Os gases produzidos pelo intestino são 
eliminados também pela colostomia. 
 
 
 
 
 
 
 
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• Ileostomia: Caracterizam-se por ostoma realizado na porção do íleo 
(intestino delgado) assim no processo de eliminação restos alimentares não digeridos 
dos alimentos, as fezes são eliminadas nessa porção do intestino, não passando pelo 
cólon (intestino grosso), reto e anus. As fezes apresentam uma consistência líquida ou 
semilíquida, devendo-o paciente ingerir uma quantidade maior de líquidos. Podem 
também ser mais irritantes a pele periestoma, por serem mais alcalinas, assim deve-se 
aumentar os cuidados de proteção da pele, evitando possíveis irritações. 
 
• Urostomia: É um ostoma realizado após a retirada da bexiga, utilizando 
uma parte do intestino delgado para conectar, o ureter a uma abertura no abdômen. O 
efluente que sairá é a urina, em forma de gotejamento, podendo também causar 
irritações na pele, sendo importante um protetor de pele. 
 
ATENÇÃO! 
Os cuidados com as ostomias devem ser realizados pela enfermagem 
devendo também fazer a orientação ao paciente para que ele cuide quando for embora 
para casa. 
Utilizamos para a coleta dos efluentes, dispositivos que podem ser peça única 
ou duas peças, conforme adaptação do paciente. 
 
Material: 
 
• Uma placa, uma bolsa, e um clipe; 
• Um par de luvas de procedimento: 
• Gazes; 
• Um frasco 125ml de soro fisiológico ou água corrente 
• Tesoura; 
• Sabão neutro; 
• Saco plástico de lixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Procedimentos: 
• Reunir o material; 
• Lavar as mãos; 
• Orientar o paciente o que será realizado; 
• Expor o local a ser manipulado; 
• Calçar luvas de procedimento; 
• Retirar a bolsa e placa usada e desprezar em saco plástico; 
• Utilizando, gaze, soro fisiológico e sabão realizar a limpeza da pele 
periestoma e desprezá-la em saco plástico; 
• Realizar a limpeza do ostoma: 
• Recortar o orifício central da placa no tamanho certo do ostoma sem deixar 
pele exposta, para evitar que caia efluente na região causando irritação; 
• Retirar o papel protetor da placa e aplicar sobre o ostoma, fazendo uma 
leve pressão, para bem aderir; 
• Fechar a bolsa com clipe e Colocar a bolsa à placa encaixando os flanges; 
• Deixar o paciente confortável; 
• Desprezar o material no expurgo; 
• Lavar as mãos; 
• Fazer anotação de enfermagem, referindo aspecto do ostoma, da pele 
periestoma e qualquer anormalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
 
 
Complicação da OSTOMIA: Uma das complicações da intervenção cirúrgica 
é a lesão periestoma por dermatite de contato. 
 
Tratamento: aplicação de protetores cutâneos. São comercializados em forma 
de pó, placa, pastas ou placas, com o objetivo de regenerar e proteger a pele 
periestoma, de difícil aquisição pelo valor de mercado. 
Composição: gelatina, pectina, carboximetilcelulose sódica e poliisobutileno. 
 
Indicação: protetores cutâneos para prevenção e tratamento das lesões 
provocadas pelo esparadrapo, cola das fixações da bolsa coletoras, extravasamento da 
bolsa de estomas e drenos e o pó tem sua ação secativa e forma uma película protetora 
para a fixação da placa. 
 
Modo de aplicação: 
• Secar ao redor dos drenos e ostomia; 
• Aplicar a pasta na área de imperfeições e o pó nas áreas escoriadas 
• Aplica-se a placa da mesma forma que a bolsa coletora, faz se um recorte 
ao centro para encaixar o estoma. 
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• Mantém os cuidados de enfermagem com aplicação da bolsa de 
colostomia, e periodicidade de trocas e manutenção de higiene e conforto ao paciente. 
 
 
 
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Dermatite de contato 
Fotos: M. Souza 
 
QUEIMADOS 
 
As queimaduras ainda ocupam grande lugar dentre as patologias que possuem 
uma elevada morbimortalidade no ambiente hospitalar, seja por complicações 
cardiopulmonares e metabólicos, seja por infecções ocasionadas pela extensa perda de 
pele. 
Atualmente o número de óbitos ocasionados pela Sepse ainda é bastante 
preocupante, ocupando cerca de 75% das causas de morte entre os queimados. O que 
torna ainda mais grave este tipo de patologia, exigindo da equipe de saúde um 
conhecimento elevado acerca do tratamento das queimaduras, bem como da prevenção 
de infecções. 
Muito se tem estudado acerca do atendimento aos queimados, mas a 
queimadura ainda apresenta condições que favorecem o desenvolvimento das infecções, 
 
 
 
 
 
 
 
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como imunodepressão e o seu foco principal, as condições da ferida, como fator 
predisponente ao crescimento bacteriano. 
A ferida do paciente queimado deve, portanto, ser tratada como um abscesso 
plano, em decorrência da grande quantidade de material necrótico e avascular e o 
exsudato que o constitui é um excelente meio para a proliferação bacteriana. Por este 
motivo, saber da importância do tratamento tópico aplicado no queimado, contribui com a 
sua recuperação determinando o período de internação e o prognóstico deste. 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA IMUNIDADE DO PACIENTE 
 
• Desnutrição prévia; 
• Patologias pré-existentes; 
• Utilização de polimicrobianos; 
• Grande quantidade de material necrótico; 
• Múltiplos processos cirúrgicos; 
• Falta de um correto suporte nutricional; 
• Transfusão múltipla de sangue e derivados. 
 
MONITORIZAÇÃO DA ÁREA QUEIMADA: 
 
Por método de cultura quantitativa através da biópsia de várias regiões 
queimadas, após uma limpeza prévia e a hemocultura associada. 
 
MICROORGANISMOS ENCONTRADOS NAS QUEIMADURAS 
 
• Streptococus sp. 
• Staphilococus epidermidis; 
• Staphilococus aureus; 
• Pseudomonas aeruginosa; 
• E. coli; 
• Cândida albicans; 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINAIS QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO 
 
• Alterações de coloração rósea para azul esverdeado, entremeada de áreas 
escurecidas de necrose, comaumento significativo das secreções ou queimaduras secas 
e de odor fétido. 
 
TERAPIA TÓPICA NAS QUEIMADURAS 
 
• Na sepse, os antibióticos sistêmicos têm pouca ação local na lesão, devido 
à oclusão vascular nas áreas afetadas dificultando que estes antibióticos atinjam o seu 
índice terapêutico; 
• Considerando as características locais da lesão o tratamento dos grandes 
queimados consiste na aplicação tópica de medicamentos que auxiliem na prevenção e 
tratamento de possíveis infecções cutâneas, que, se não tratadas e controladas podem 
evoluir com quadro de sepse. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS 
 
 
A - QUANTO A PROFUNDIDADE 
 
1° grau -Perda da epiderme 
 - Eritema 
 - Ex: queimadura solar 
 
2° grau 
- Comprometimento parcial 
- Perda da derme e epiderme 
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- Rubor, edema, bolhas, transudação e muito dolorosa 
- PROFUNDA – semelhante ao 3° grau, não dolorosa 
 
 
3° grau - Pele totalmente comprometida – Indolor 
- Esbranquiçada, dura (aspecto “couro”). 
- Não cura espontaneamente 
 
 
B - QUANTO A EXTENSÃO 
 
 
Grande queimado 3° grau maior que 10% 
 2° grau maior que 25% 
 
Moderado 3° grau maior 3% menor 10% 
 2° grau maior 15% menor 25% 
 
Leve 3° grau menor 3% 
 2° grau menor 15% 
 
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REGRA DOS NOVE 
 
 
 
 
Fonte: Wallace 
 
• Crianças menores 10 anos e adultos com mais de 55 anos - 10% área 
superfície corpórea (SC) queimada 
• Todas as outras faixas etárias –20% área SC queimada. São consideradas 
grandes queimados. 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
1º - Avaliação da dor / analgesia, sempre antes de qualquer procedimento com 
estes pacientes a analgesia deverá ser avaliada rigorosamente e comunicado ao médico 
para uma intervenção terapêutica medicamentosa. 
• Manter o ambiente aquecido seja com aquecedor de ambiente elétrico e ou 
manta térmica até a exposição total do paciente; 
• Avaliar a instabilidade hemodinâmica do paciente. 
2° - Limpeza da ferida desbridamento: mecânico/químico e cirúrgico 
3º - A ferida é recoberta apenas por agente tópico (sulfadiazina de prata 1%) a mais 
utilizada e mais eficaz em se tratando de curativos em queimados. 
 
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HIDROTERAPIA: DIÁRIA 
 
É importante esclarecer que durante o banho removemos também grande 
quantidade de bactérias e se utilizamos jatos de água ainda facilita a retirada de crosta 
auxiliando no desbridamento como no controle da infecção do queimado. 
 
 
PREPARO DO MATERIAL 
 
• Banho no leito ou banho de aspersão; 
• Água de torneira temperatura ambiente e anti-séptico; 
• Roupa do paciente / balde estéril; 
• Paramentação estéril para o profissional. 
 
 
MÈTODO DO CURATIVO 
 
• Fechado: depende do protocolo utilizado na unidade de internação, 
algumas literaturas recomendam que se mantenha fechado 24 horas, com faixas 
elásticas para facilitar a mobilização durante a fisioterapia aplicada. 
• Com reposição de pomadas a cada 12 horas, por saturar neste tempo de 
ação em contato com a lesão. 
Vale ressaltar o custo deste tratamento, ainda com método tradicional que 
requer por vez no mínimo três profissionais para a realização deste procedimento e o 
prognóstico reservado destes pacientes que sempre necessitam de um leito de terapia 
intensiva. 
Existem várias complicações a serem evitadas e muitas vezes tratadas, como 
a insuficiência respiratória aguda, a insuficiência renal aguda, além dos quadros graves 
de infecções sistêmicas, que exigem tratamento com antimicrobianos de última geração 
o que eleva ainda mais os custos desta internação. 
 
 
 
 
 
 
 
Para o atendimento, global deste paciente é utilizado vários tipos de 
monitorização com cateteres invasivos que aumentam, em grande proporção, os riscos 
de infecção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
 
TÉCNICA DO CURATIVO 
 
• Limpar a área queimada com água corrente morna e abundante; 
• Aplicar Clorexidine 0,5% (solução não alcoólica) em toda superfície corporal 
queimada, enxaguando em seguida com água em abundância. 
• Secar com compressa estéril; 
• Aplicar a medicação adequada (Sulfadiazina de Prata 1%, na maioria dos 
casos); 
• Colocar uma camada de gazes ou compressa estéril sobre toda a extensão 
da lesão. 
• Enfaixar com faixa crepe estéril. 
• Devem-se tratar isoladamente os dedos das mãos e dos pés, e mantê-los 
em posição funcional. 
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• Tomar cuidado com garroteamentos; 
• Enfeixar os membros da extremidade para o centro; 
• Não fixar esparadrapo sobre a pele; 
• Utilizar luvas estéreis para realizar o curativo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: M. Souza 
 
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 Foto: M. Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEDICINA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
A oxigenioterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica que vem 
ganhando cada vez mais espaço no tratamento de lesões de pele, bem como em várias 
outras patologias e condições clínicas. 
O tratamento hiperbárico baseia-se no uso de oxigênio sob condições 
ambientais e sob pressão. 
No tratamento com a oxigenioterapia hiperbárica, o paciente é colocado em 
uma câmara própria onde ocorre a hiperoxineção, ou seja, a inalação de oxigênio a 
100% sob uma pressão maior que a pressão atmosférica normal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Foto: OHB - RIO 
 
AÇÕES DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA 
 
Supre o oxigênio em altas concentrações, via sistêmica, para a área lesionada, 
com um aumento significativo do oxigênio dos tecidos perilesional, sendo que este 
aumento estimula a angiogênese e controla o crescimento bacteriano da lesão. 
 
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TIPOS DE CÂMARAS 
 
• Câmara monoplace ou individual; 
• Câmara multiplace ou estacionárias; 
 
CAMARA MONOPLACE 
 
Vantagens: 
 
• É utilizada somente por um paciente; 
• Fácil controle da pressurização e despressurizarão; 
• Fácil operacionalização; 
 
Desvantagens: 
 
• Isolamento do paciente; 
• Aumenta a ansiedade, principalmente nas primeiras sessões. 
 
CÂMARAS MULTIPLACE 
 
Vantagens: 
 
• Comporta mais de um paciente; 
• Fácil monitorização dos pacientes; 
• Diminui a ansiedade durante as sessões, uma vez que o paciente não fica 
sozinho dentro da câmara. 
 
Desvantagens: 
 
• Unidades bastante complexas; 
• Difícil operacionalização, exigindo pessoal qualificado; 
 
 
 
 
 
 
 
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• Exposição da equipe ao ambiente hiperbárico; 
 
O TRATAMENTO 
 
O tratamento é realizado através de sessões que, de acordo com as condições 
clínicas apresentadas, e com osprotocolos utilizados, variam os níveis de pressão, 
duração, intervalos e o número total de sessões. 
 
INDICAÇÃO TERAPÊUTICA 
 
Indicação médica, geralmente nas; 
• Doenças que podem ser tratadas de forma exclusiva ou combinadas; 
• Síndrome de Fournier; 
• Pés e pernas de diabéticos; 
• Úlceras crônicas venosas e/ou arteriais; 
• Síndromes compartimentais; 
• Isquemias agudas traumáticas; 
• Osteomielite; 
• Processos isquêmicos, necróticos e infectados de partes moles; 
 
CONTRA INDICAÇÕES 
 
Segundo TRIVELLATO, 1995 e ESTEVES, 1999, existem situações em que 
são contra indicadas o uso da oxigenioterapia hiperbárica, sendo estas contra indicações 
relativas ou absolutas. 
 
RELATIVAS: 
• Infecções de vias aéreas; 
• DPOC; 
• Hipertermia; 
• Cirurgia prévia do ouvido; 
 
 
 
 
 
 
 
• Hipertensão arterial não controlada. 
 
ABSOLUTAS: 
 
• Gravidez; 
• Pneumotórax não tratado; 
• Uso de drogas (Doxirrubicin, Dissulfiram, SIS-Platinium, Mafenide acetato) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foto: OHB - RIO 
EFEITOS ADVERSOS 
 Os Efeitos adversos estão relacionados ao tempo de exposição e à pressão 
utilizada: 
• Excitabilidade neural, com crises focais ou convulsões generalizadas; 
• Queimação retroesternal; 
• Tosse seca; 
• Dispnéia; 
• Sensação de ouvidos cheios; 
• Sensação de que a voz se torna mais aguda. 
• Ação tóxica pulmonar. 
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
 
Quanto à importância da hiperoxigenação a enfermagem deve considerar que 
qualquer desatenção ao uso de oxigênio puro pode provocar acidentes, pois o gás é 
altamente inflamável e sua toxicidade é prejudicial. 
Quanto à família e o paciente, a enfermagem deve orientar sobre o 
procedimento e o tratamento que será submetido, orientar quanto à manutenção do 
cuidado no local da lesão de pele: 
• Validar as informações recebidas pelo paciente e pela família; 
• Dar oportunidade de sanarem as dúvidas; 
• Permanecer ao lado do paciente, caso esteja ansioso. Procurar tranqüilizá-
lo; 
• Retirar os curativos que contenham substâncias oleosas e iodo, devido aos 
riscos de explosão. 
• Orientar a seguir os cuidados conforme os protocolos da instituição. 
• Orientar quanto à vestimenta que, não produza eletricidade estática: roupa 
de algodão. 
• Retirar todos os objetos metálicos, lentes de contato e óculos antes de 
encaminhar para a câmara. 
• Manter a administração de medicamentos intravenosos; 
• Manter os cabelos do paciente umedecidos; 
• Realizar exame físico após cada sessão, atentando para o sistema 
respiratório e auditivo do paciente; 
• Impedir pacientes e acompanhantes de fumarem próximo à câmara; 
• Manter todos os aparelhos elétricos afastados, pelo menos 1,5m longe da 
câmara. 
• Ter extintores de incêndio por perto e saber como usá-los; 
• Respeitar o tempo pré-estabelecido da sessão, evitando atrasos e o perigo 
da intoxicação; 
• Estar habilitado para operar a máquina corretamente; 
• Realizar o relatório de enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
EVOLUÇÃO... 
 
 
 A cicatrização é um processo dinâmico e, por isso, requer um enfoque 
multiprofissional e constantes atualizações técnicas e científicas. 
A ciência não pára... 
Atualmente existem inúmeros estudos e vários produtos em fase de 
experiência e que mais cedo ou mais tarde serão postos em uso. 
Dessa forma, o processo de aprendizado torna-se contínuo e nos obriga a 
estar constantemente atualizando os nossos conhecimentos. 
A todo o mesmo ponto de partida... 
O ponto de chegada... 
... Depende de cada um. 
 
 
 
Bom estudo a todos!!!!!!!!!!! 
 
 
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Enfª Mercy e Enfª Carol 
 
 
---------------------- Fim do Módulo V------------------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
E. RICCI, et al. Atualização do tratamento local das úlceras. As medicações. 
Itália: Ed. Torino, 1999. 
 
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de Ribeirão Preto. São Paulo, 1995. 
 
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	Capa
	Módulo I
	Módulo II
	Módulo III
	Módulo IV
	Módulo V

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