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CURSO DE MEDICINA THANMARA CRISTINA COSTA E COSTA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO III Malária recorrente SANTA INÊS – MA 2024 THANMARA CRISTINA COSTA E COSTA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO III Malária recorrente Tarefa apresentada ao módulo de Sistemas Orgânicos Integrados (SOI) III, como requisito para composição de nota referente a TICs. Professor: Carlos Alberto Alves Dias Filho SANTA INÊS – MA 2024 1. Um paciente pode apresentar malária recorrente? Quais são os motivos e os tipos? Sim, a recorrência da malária é uma possibilidade para os pacientes previamente infectados. Existem várias razões pelas quais isso pode ocorrer, sendo uma delas a falha no tratamento, que pode ser causada pela não adesão ao tratamento prescrito, resistência do parasita aos medicamentos utilizados, doses inadequadas ou qualidade inferior dos medicamentos administrados. Assim, a qualidade do medicamento pode desempenhar um papel importante, pois o uso de medicamentos de má qualidade ou doses subterapêuticas pode não eliminar completamente os parasitas, permitindo que a infecção persista e se desenvolva novamente. Outra causa de recorrência é a reativação de hipnozoítos no fígado. Em casos de infecção por Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, os hipnozoítos dormentes no fígado podem permanecer latentes por longos períodos e, em algum momento, podem ser reativados, causando novos episódios da doença, mesmo após o tratamento inicial ter sido concluído e os sintomas terem desaparecido. Essa forma de recorrência é específica dessas duas espécies de malária e requer uma abordagem terapêutica diferenciada para prevenir futuros episódios. Ademais, uma nova infecção por picada do mosquito vetor também pode levar à recorrência da malária. Dessa forma, mesmo após um episódio anterior de malária ter sido tratado com sucesso, se o paciente for novamente exposto a mosquitos Anopheles infectados, ele corre o risco de contrair uma nova infecção por Plasmodium e desenvolver novamente os sintomas da doença. Para prevenir recorrências de malária causadas por Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale, é crucial eliminar os hipnozoítos que permanecem latentes no fígado. Isso pode ser feito com o uso de medicamentos como primaquina ou tafenoquina. Esses medicamentos podem ser administrados simultaneamente com cloroquina ou em seguida, dependendo do protocolo médico adotado. É importante notar que algumas cepas de P. vivax podem ser menos sensíveis, o que pode levar a recidivas da doença, exigindo tratamento adicional. No entanto, é fundamental compreender que a primaquina não é necessária para o tratamento de malária causada por P. falciparum ou P. malariae, uma vez que essas espécies não possuem uma fase hepática persistente. Em situações em que a exposição ao P. vivax ou P. ovale é intensa ou prolongada, ou em casos de viajantes que são esplênicos, pode ser recomendado um esquema profilático de 14 dias com primaquina ou uma dose única de tafenoquina, iniciado após o retorno do viajante, visando reduzir o risco de recorrência da doença. É essencial considerar os efeitos adversos desses medicamentos, sendo a hemólise o principal efeito colateral, especialmente em indivíduos com deficiência de desidrogenase da glicose-6-fosfato (G6PD). Portanto, é imprescindível avaliar os níveis de G6PD antes de iniciar o tratamento com primaquina ou tafenoquina, para garantir a segurança do paciente. Além disso, é importante observar que a primaquina é contraindicada durante a gravidez e durante o período de amamentação, a menos que tenha sido confirmado que a criança não possui deficiência de G6PD. Em gestantes, a quimioprofilaxia com cloroquina semanal pode ser considerada durante o restante da gestação. Após o parto, as mulheres podem receber primaquina, desde que testes de deficiência de G6PD tenham sido realizados e confirmem a ausência dessa condição. Essas precauções são essenciais para garantir a segurança tanto da mãe quanto do bebê durante o tratamento da malária. REFERÊNCIAS GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 23 mai. 2024. NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737876. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 16 mai. 2024. RITTER, James M. Rang & Dale Farmacologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2020. E-book. ISBN 9788595157255. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595157255/. Acesso em: 23 mai. 2024.