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DIREITO%20ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_28_05_2009_PROF_EDUARDO_PEREIRA_AULA_3.pdf
 OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO 
 Disciplina: Direito Administrativo 
 Prof: Eduardo Pereira 
 Data: 28/05/2009 
 Aula: 3° 
 
- 1 – 
 
TEMAS TRATADOS EM SALA 
 
 
1.ATO ADMINISTRATIVO 
 
1.1 CONCEITO � é toda declaração jurídica realizada pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes no 
exercício de prerrogativas públicas, com a finalidade de atender ao interesse público e controlada pelo 
Poder Judiciário. 
 
1.2 CARACTERÍSTICAS: 
1. Declaração jurídica = extrai-se que por ser uma declaração jurídica e sua conseqüência é que gera 
efeitos no direito (cria, modifica, extingue). A administração pode fazer diversos atos jurídicos, porém 
para ser ato tem que ser no exercício de prerrogativa pública. 
 
 
Não confundir ato administrativo com ato material 
 
 
Ato material é o mero desenvolvimento de uma atividade profissional. 
 
2. No exercício de prerrogativa pública = administração está sendo regida por normas de direito público, 
que lhe concedem supremacia da relação jurídica, porém impõem restrições pelo princípio da 
indisponibilidade do interesse público. 
 
 
Não confundir ato administrativo com ato da administração 
 
 
 
Ato da administração é aquilo realizado pelo Estado, porém no regime jurídico de direito privado sem 
prerrogativas públicas. Ex: compra e venda, locação, permuta, doação, dação em pagamento, 
comodato. 
 
1.3 PRIVILÉGIOS – ATRIBUTOS DO ATO 
 
a) Presunção de legitimidade: decorre do princípio da legalidade estrita (nada pode a não ser o que a 
lei autoriza ou determina e por isso presumem-se legítimos e verdadeiros). 
A Administração tem o dever de praticar atos legais, no entanto, quando erra e pratica um ato ilegal, 
este continua gozando de presunção de legitimidade, portanto deve ser cumprido com o cidadão. 
A presunção de legitimidade é um atributo relativo? O atributo é relativo (pode ser através de recurso 
ao Poder Executivo ou através de ação judicial). 
 
b) Imperatividade ou Poder Extroverso do Estado: é a faculdade que goza o Poder Público de criar 
obrigações aos administrados sem necessitar do consentimento dos administrados. 
 
c) Exigibilidade: é o poder que goza o Estado aplicar medida coativa visando incentivar o cumprimento 
dos atos imperativos. Ex: multa, apreensão de bens, inscrição na dívida ativa, cassação de licenças 
e alvarás. 
 
 
 OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO 
 Disciplina: Direito Administrativo 
 Prof: Eduardo Pereira 
 Data: 28/05/2009 
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d) Executoriedade: é o poder que goza o Estado de executar seus atos de forma direta e imediata, 
sem precisar de ordem judicial. A administração somente pode aplicar a executoriedade se a lei 
expressamente permitir. 
Obs: o ato somente será executório se não esbarrar em direito fundamental do cidadão. Ex: 
desapropriação da residência – domicílio inviolável. 
 
 
1.4 REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO 
 
A restrição do ato administrativo é o cumprimento do princípio da legalidade 
 
 
 
a) Forma 
É a exteriorização do ato (em regra, o ato é escrito). Ex: decreto, licença, autorização, concessão. 
Exceção: em caso de urgência, o ato poderá ser verbal. Ex: prisão em flagrante. 
 
b) Finalidade 
O objetivo é atender ao interesse público especificado em lei com a prática do ato. Ex: finalidade da 
desapropriação é transformar uma propriedade que só tem interesse privado em algo de interesse 
público. 
Desvio de finalidade: ocorre quando ato administrativo atende a finalidade diversa daquela prevista em 
lei. 
 
c) Competência 
É a medida do poder atribuído ao agente, e para que o ato exista validamente o sujeito deve ser não 
apenas competente, mas também capaz. 
“Não é competente quem quer e sim quem pode” – Caio Tácito 
 
d) Objeto 
É a alteração no mundo jurídico que ocorre com a prática deste ato . Ex: o objeto da desapropriação é 
“pegar” a propriedade do bem. 
Atenção: o objeto do ato deverá ser sempre lícito. 
 
e) Motivo 
É o fato que justifica a prática do ato. Ex: ando com o carro a 100km/h na zona urbana e recebo uma 
multa. O fato andar acima do limite justifica a prática do ato. 
 
1.5 CLASSIFICAÇÃO DO ATO 
 
Quanto ao regramento: 
 
a) Vinculado 
É aquele que a lei estabelece todas as condições para sua realização. Ex: trilho do trem – não tem 
opções, nenhuma margem de liberdade. Inexiste margem de liberdade ao agente público. Ex:multa, 
licença, alvará de funcionamento. 
 
b) Discricionário 
É aquele que a lei estabelece condições para sua prática, porém outorga ao agente público certa 
margem de liberdade para escolher ato que melhor atende ao interesse público com base, em critérios 
de conveniência e oportunidade (também chamados de mérito administrativo). 
Ex: art. 48, §3º, lei 8.666/93. 
FFCOM 
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 Disciplina: Direito Administrativo 
 Prof: Eduardo Pereira 
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Obs: o ato discricionário passa por exame judicial de legalidade com exceção do mérito administrativo 
(conveniência e oportunidade da decisão do agente público) haja vista se ele exclusivo da 
administração. 
 
�Anulação: aplica-se a atos ilegais. Administração (de ofício) pode anular e o Judiciário (mediante 
provocação). Os efeitos são ex tunc, ou seja retroage no tempo. 
 
�Revogação: aplica-se ao ato legal. O Judiciário não poderá revogar o ato administrativo, apenas a 
Administração Pública. Efeito ex nunc. 
 
2. LICITAÇÃO PÚBLICA 
 
É um procedimento administrativo (sucessão de atos) que tem por finalidade encontrar a melhor 
proposta para celebração de um contrato, nos termos da Lei nº 8.666/93. 
 
Melhor proposta nem sempre é a corresponde ao menor preço e sim aquela que atende a duas 
condições: objeto de qualidade e melhor preço. 
 
A Lei 8.666/93 é uma norma de direito público, portanto se aplica ao Estado (administração pública = 
administração direta + indireta). 
 
Quem está obrigado a licitar? 
Administração Direta: entes políticos federados no âmbito dos três poderes. 
Administração Indireta: autarquia, fundação, empresa pública e sociedade de economia mista e 
agências. 
 
A administração licita para contratar: 
1. Obras 
2. Serviços 
3. Compras 
4. Alienações 
5. Locação 
6. Permissão de serviço 
7. Concessão de serviço 
 
Os quarto primeiros itens de encontram no art. 37, XXI da CF. 
Locação está no art. 2º da Lei 8.666/93 
Os dois últimos estão no art. 175, caput, CF 
 
Finalidade da licitação pública segundo a OAB: 
Obter uma vantagem para o Estado sem se descuidar da isonomia. 
 
2.1 MODALIDADES DE LICITAÇÃO 
 
Concorrência Grupo da concorrência 
Tomada de preços Se aplica a todas as espécies contratuais. Critério residual 
Convite 
 
Concurso Grupo dos contratos específicos 
Leilão Utiliza critério material 
Pregão (Lei nº 10.520/02) 
 
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Pregão é a modalidade usada para contratação de serviços considerados comuns ou para compra de 
bens considerados comuns.
Serviço comum é aquele que independe de capacitação intelectual para sua prestação. 
Bem comum é aquele padronizado no mercado, de fácil substituição sem relevante prejuízo de validade. 
 
a) Concorrência Pública 
É a modalidade de maior vulto (maior valor contratual), onde todos os interessados podem participar 
(muita gente participa) visto que não é exigido qualquer pré-requisito para participação. 
Características: 
- Ampla publicidade (publicação em diário oficial e jornal de grande circulação) 
- Universalidade 
-Para obras e serviços de engenharia com valores acima de 1.500.000,00 e 
-Para compras e demais serviços valores acima de 650.000,00 
Se muita gente participa, aumenta a competição entre os participantes, aumenta a possibilidade de 
surgir uma boa proposta, o que atende ao interesse público. 
 
b) Tomada de preços 
Modalidade de vulto intermediário que exige pré-requisito para participação, denominado CRC 
(certificado de registro cadastral). 
-Para obras e serviços de engenharia com valores até 1.500.000,00 e 
-Para compras e demais serviços com valores até 650.000,00 
 
Características: 
- Ampla publicidade. 
- Só participam os interessados inscritos e devidamente cadastrados. 
 
c) Convite 
Modalidade de menor vulto que não exige a publicação de edital. Basta que a administração envie o 
número mínimo de três convites para empresas da área objeto da licitação 
Características: 
- Publicidade simples 
- Apenas para convidados 
 
Por ser de menor vulto, o risco para a administração é bastante reduzida, o que possibilita a 
flexibilização das regras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO 
 Disciplina: Direito Administrativo 
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QUESTÕES SOBRE O TEMA 
 
 
1. (OAB/CESPE – 2007.3) Considerando que há evidentes elementos de identidade entre ato 
jurídico e ato administrativo, e que este é espécie do gênero ato jurídico, assinale a opção 
correta. 
A Existem atos praticados pelos administradores públicos que não se enquadram como atos 
administrativos típicos, como é o caso dos contratos disciplinados pelo direito privado. 
B Atos administrativos, atos da administração e atos de gestão administrativa são expressões 
sinônimas. 
C O exercício de cargo público em caráter efetivo é conditio sine quae non para prática do ato 
administrativo. 
D Mesmo nos casos em que o administrador público contrata com o particular em igualdade de 
condições, está caracterizado o ato administrativo, pois a administração pública está sendo 
representada por seu agente. 
 
 
2. (OAB/CESPE – 2006.1) Os atos administrativos possuem atributos que os diferenciam dos atos 
privados. Assinale a opção que não configura atributo exclusivo do ato administrativo. 
A presunção de legitimidade 
B imperatividade 
C auto-executoriedade 
D legalidade 
 
3.(OAB/CESPE – 2007.3.PR) É a qualidade pela qual os atos administrativos se impõem a 
terceiros, independentemente de sua concordância. Decorre do que Renato Alessi chama de 
“poder extroverso”, que permite ao poder público editar provimentos que vão além da esfera 
jurídica do sujeito emitente, ou seja, que interferem na esfera jurídica de outras pessoas, 
constituindo-as unilateralmente em obrigações. Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de 
Direito Administrativo. 13.ª ed. São Paulo: Malheiros, 2000, p. 373 (com adaptações). O texto 
acima descreve o seguinte atributo do ato administrativo: 
A exigibilidade. 
B executoriedade. 
C presunção de legitimidade. 
D imperatividade. 
 
 
 
Gabarito: 1.A ; 2.D ; 3.D 
DIREITO_ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_08_06_2009_PROF_FLAVIA_AULA_4.pdf
OAB 1ª FASE EXTENSIVO 
Direito Administrativo 
Prof.ª: Flávia Cristina 
Data = 08/06/2009 
Aula = 4 
 
 
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TEMAS TRATADOS EM SALA 
 
1. LICITAÇÃO 
 
O objetivo é selecionar a proposta mais vantajosa, que não necessariamente será a de menor preço, 
devendo ser respeitado o principio da isonomia. 
 
1.1 Competência Legislativa: 
A União tem competência para legislar sobre normas gerais (art. 22, XXVII, CF) 
 
1.2 Princípios (Art. 3º da Lei 8.666/93) 
 
1.2.1 Principio da vinculação Instrumento convocatório (edital e a carta convite). Todos estão 
vinculados e devem seguir o instrumento convocatório (está previsto no art. 41 da Lei de Licitações) 
 
1.2.2 Adjudicação compulsória do licitante vencedor é uma das fases da licitação, ou seja, é a 
atribuição do objeto ao licitante vencedor. Por este princípio, fica vedado à Administração atribuir o 
objeto a outra pessoa que não o vencedor da licitação (art. 50 da Lei de Licitações). 
 
Fases da Licitação 
����Publicação do edital / carta convite 
����Habilitação (nesta fase analisa-se a qualificação técnica, jurídica, financeira dos participantes). 
����Julgamento e classificação das propostas (menor preço, melhor técnica, técnica e preço, menor 
lance e oferta). 
����Homologação A autoridade competente declara que o procedimento transcorreu de forma regular. 
Caso tenha algum problema a autoridade devolve o procedimento para a comissão de licitação. 
����Adjudicação: É a atribuição do objeto ao licitante vencedor. 
 
Obs.: O contrato não faz parte da fase de licitação, pois contratar ou não fica ao critério da 
administração. 
 
Regra: Todos devem licitar – Art. 1º, parágrafo único da lei 8666/93. 
 
Obs.: Entidades parestatais / Entes de cooperação: Serviços sociais autônomos, organizações 
sociais e as OSCIP’s (organização da sociedade civil de interesse público), não precisam licitar, mas 
devem observar os princípios da licitação. 
 
1.3 Exceções ao dever de Licitar: 
 
-Inexigibilidade e Dispensa 
���� Inexigibilidade: ocorrerá quando a competição for inviável (Art. 25 da lei 8.666/93 - rol 
exemplificativo). 
Inciso I – Fornecedor ou revendedor exclusivo. 
Inciso II – Serviços técnicos profissionais especializados “notória especialização” (Art. 13 da Lei de 
Licitações). 
Inciso III – Contratação de artista conhecido pelo público ou pela crítica. 
 
Na Dispensa: 
���� Dispensável – Art. 24 da lei: De fato é possível licitar, mas o administrador tem discricionariedade 
(rol taxativo). 
���� Dispensada – Art. 17 da lei: Não existe discricionariedade, a lei prevê as hipóteses. O rol é 
taxativo. 
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Direito Administrativo 
Prof.ª: Flávia Cristina 
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1.4 Modalidades de Licitação 
 
� Concorrência: é utilizada para valores de maior vulto 
*Obras e serviços de engenharia acima de R$1.500.000,00. 
*Demais serviços e compras acima de R$ 650.000,00 
É precedido de ampla publicidade e todos poderão participar (vigora neste caso o principio da 
universalidade). 
 
����Tomada de preços 
É utilizada para transações de valores médios. 
*Obras e serviços de engenharia até R$ 1.500.000,00. 
*Demais serviços e compras até de R$ 650.000,00 
Participam desta modalidade os interessados cadastrados. Quem não for cadastrado poderá participar 
desde que preencha requisitos para o cadastro em até 03 dias antes do recebimento das propostas. 
 
���� Convite 
É utilizada para valores baixos. 
*Obras e serviços de engenharia até R$ 150.000,00. 
*Demais serviços e compras até de R$ 80.000,00 
Participam os convidados, cadastrados ou não. Os não convidados e não cadastrados não poderão 
participar. No entanto, os cadastrados não convidados poderão participar desde que demonstrem 
interesse em até 24 horas da apresentação das propostas. 
Não é necessária a ampla publicidade (a publicidade se dá com o envio da carta convite e com a 
fixação da carta em um lugar público adequado). 
-Não é necessária a publicação. 
 
���� Concurso 
É a modalidade de licitação para selecionar um trabalho artístico, técnico, cientifico ou artístico. 
 
���� Leilão 
É utilizado para alienar bens
móveis e imóveis. 
-Bens móveis: inservíveis e aqueles penhorados ou apreendidos legalmente. 
-Bens imóveis os oriundos de procedimentos judiciais e os em dação de pagamento. 
 
���� Pregão – Lei 10.520/2002 
É utilizado para a compra de bens e serviços comuns. É aquele que é possível especificar facilmente 
no edital com palavras usuais. 
- Não tem limite de valor. 
- O critério no Pregão será o de menor preço. 
- Não há comissão de licitação, mas sim um pregoeiro. 
- É vedada a exigência de garantia da proposta. 
- Há a inversão da ordem procedimental, ou seja, ele troca a fase da habilitação com a fase de 
julgamento das propostas. Analisa-se primeiramente a proposta mais vantajosa e após verifica-se a 
documentação. 
- Aquele que apresentou o menor preço e aqueles que apresentaram um preço até 10% acima do 
menor preço irão dar lances verbais e sucessivos até que se encontre o menor preço. 
 
 
 
 
 
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Principais Leis 
 
Constituição Federal – Arts. 37 ao 41. 
Lei 8.666/93 – Licitação e Contrato 
Lei 9.784/99 – Procedimento Administrativo 
Lei 8.987/95 – Concessões e Permissões 
Lei 8.112//90 – Estatuto dos servidores civis da União (provimento a partir do Art.8º). 
Lei 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa 
 
2. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
 
2.1 Contrato Administrativo 
É um acordo de vontades que possui características diferentes tais como a presença das cláusulas 
exorbitantes. Visa atender o interesse público - Art. 58 da Lei 8.666/93. 
 
Principais cláusulas exorbitantes: 
 
Palavra para memorização FARAÓ 
Fiscalizar 
Alterar o contrato unilateralmente 
Rescindir unilateralmente 
Aplicar sanções 
Ocupar bens 
 
Objetiva a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro. 
Obs.: Nos contratos administrativos não se aplica à cláusula da exceção do contrato não cumprida 
“exceptio nos adimpleti contratus”. 
 
2.2 Teoria da Imprevisão: são situações imprevisíveis que podem acontecer durante a execução do 
contrato, atrapalhando a execução e causando um desequilíbrio para o contrato, podendo o particular 
contratado pedir a revisão do contrato. 
 
Situações da Teoria da Imprevisão: 
���� Fato do Principie: é um fato geral da administração não dirigido ao contrato mas que o afeta 
substancialmente. Ex: proibição de importação de produto fundamental para o cumprimento do objeto. 
���� Fato da administração: é toda ação ou omissão da administração dirigida ao contrato, que incide 
sobre o contrato. 
���� Interferência ou sujeições imprevistas: é a descoberta de um óbice natural que atrapalha a 
execução de um contrato. 
���� Caso fortuito ou força maior: é um obstáculo natural. O contrato estará sujeito à revisão quando 
essas condições onerarem demasiadamente o pacto inicial. 
 
2.3 Formas de extinção do contrato 
 
� Advento do termo (não necessariamente o contrato deve ser escrito) 
� Conclusão do objeto 
� Rescisão unilateral (só o poder público pode fazer – Art. 78 da Lei de licitação) 
� Rescisão bilateral (a administração e o particular acordam) 
� Rescisão judicial 
 
2.4 Tipos de Contratos Administrativos 
OAB 1ª FASE EXTENSIVO 
Direito Administrativo 
Prof.ª: Flávia Cristina 
Data = 08/06/2009 
Aula = 4 
 
 
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Consórcios Públicos Lei nº. 11.107/05. 
� As partes somente podem ser entes da federação (União, Estados, DF e Municípios). 
� A assinatura do contrato depende da previamente de um protocolo de intenções. 
� Possui personalidade jurídica que pode ser de direito público ou de direito privado – Art. 6º, § 1º. 
 
3. PODERES ADMINISTRATIVOS 
São prerrogativas que a administração possui para atingir a sua finalidade (interesse público). 
São também instrumentos colocados a disposição da administração. São poderes–deveres. 
 
3.1 Poder Vinculado: aquele que não permite ao administrador margem de atuação. A administração 
o utiliza para produzir atos vinculados. Ex. Concessão de aposentadoria. 
 
3.2 Poder Discricionário: o agente público pode fazer um juízo de conveniência e oportunidade. 
Obs.: Diferença entre estes é a margem de liberdade, pois ambos estão previstos em lei. 
 
3.3. Poder Hierárquico: é utilizado para que a administração possa se estruturar, se organizar para 
estabelecer relações de coordenação e subordinação. 
� Conseqüências / Efeitos: 
*O superior hierárquico pode dar ordens ao subordinado e este tem que obedecer, salvo quando as 
ordens forem manifestamente ilegais. 
*Fiscalizar a atuação de seus subordinados. 
* O superior hierárquico pode rever a atuação do subordinado. 
*Poderá repassar (delegar) as suas atribuições para o seu subordinado, salvo as exceções previstas 
no Art. 13 da lei 9784/99. 
*Avocar: pega as atribuições do subordinado. 
 
3.4 Poder Disciplinar 
É utilizado pela administração para que ela possa punir, sancionar os agentes públicos e pessoas 
submetidas à disciplina da administração. 
 
Penas administrativas – Art. 127 Lei 8112/90: 
Ex.: 
Advertência 
Suspensão 
 
3.5 Poder normativo é utilizado para expedir atos normativos em geral – Art. 84 da CF. 
 
3.6 Poder de Policia 
É utilizado para limitar, condicionar, restringir e frenar de Direitos de liberdade de propriedade e 
exercício de atividades dos particulares adequando-os ao interesse coletivo. 
� Ele limita, mas não aniquila o direito. 
� Atributos do poder de policia: discricionariedade (é a regra, mas não é absoluta), coercibilidade e 
autoexecutoriedade. 
 
4. Abuso de Poder / Abuso de Autoridade 
As autoridades precisam atuar sem abusos, devem respeitar a lei, a moral, a finalidade para o qual 
cada ato foi criado. 
 
Espécie: 
� Excesso de Poder: a autoridade é competente, mas atua além da sua competência. 
���� Desvio de poder / Desvio de finalidades: a autoridade é competente, atua dentro da sua 
competência, mas pratica o ato com finalidade diferente da prevista para aquele ato. 
OAB 1ª FASE EXTENSIVO 
Direito Administrativo 
Prof.ª: Flávia Cristina 
Data = 08/06/2009 
Aula = 4 
 
 
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QUESTÕES SOBRE O TEMA 
 
1.(OAB/CESPE – 2006.3) Assinale a opção correta quanto aos poderes e deveres dos 
administradores públicos. 
A O poder de delegação e o de avocação decorrem do poder hierárquico. 
B A possibilidade de o chefe do Poder Executivo emitir decretos regulamentares com vistas a regular 
uma lei penal deriva do poder de polícia. 
C O poder discricionário não comporta nenhuma possibilidade de controle por parte do Poder 
Judiciário. 
D O poder regulamentar é exercido apenas por meio de decreto. 
 
2. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) São modalidades de licitação 
A a concorrência, a tomada de preço, o convite, o concurso e o leilão. 
B apenas a concorrência, a tomada de preço e o convite. 
C apenas a concorrência e a tomada de preços. 
D apenas a concorrência. 
 
3. (OAB/CESPE – 2007.3) O conselho diretor de uma autarquia federal baixou resolução 
disciplinando que todas as compras de material permanente acima de cinqüenta mil reais só 
poderiam ser feitas pela própria sede. Ainda assim, um dos superintendentes estaduais abriu 
licitação para compra de microcomputadores no valor de trezentos mil reais. A licitação acabou 
sendo feita sem incidentes, e o citado superintendente homologou o resultado e adjudicou o 
objeto da licitação à empresa vencedora. Nessa situação, o superintendente 
A agiu com excesso de poder. 
B agiu com desvio de poder. 
C cometeu mera irregularidade administrativa, haja vista a necessidade da compra e o atendimento 
aos requisitos de validez expressos na Lei de Licitações. 
D cometeu o crime de prevaricação, que consiste em praticar ato de ofício (a licitação) contra expressa 
ordem de superior hierárquico (a resolução do conselho diretor). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 1.A ; 2. 
DIREITO ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_06_05_2009_PROF_ ALEXANDRE_MAZZA_AULA_1.pdf
 OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO
Disciplina: Direito Administrativo 
 Prof: ALEXANDRE MAZZA 
 Data: 06/05/2009 
 Aula: 1° 
 
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TEMAS TRATADOS EM SALA 
 
Indicação bibliográfica: Manual de Direito Administrativo – José do Santos Carvalho Filho 
 
1. CONCEITO 
É o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladoras dos agentes órgãos, bens e 
atividades da administração pública. 
 
Direito Público � atividades estatais 
Princípios e normas � regime jurídico administrativo 
Agentes órgãos, bens e atividades � função administrativa 
 
Competência Para Legislar 
 
A competência é concorrente, ou seja, a União, Estados e DF legislam sobre o tema. Os Municípios 
tratam de temas de interesse local. 
Em alguns temas a competência é privativa da União (criação de leis sobre desapropriação - art. 24 
inciso II CF). 
 
2. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA (Art. 2º, CF). 
Objetiva realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado, que são aqueles 
expressos em lei, ou seja, frutos da atividade legislativa. 
Não inova o ordenamento jurídico, trata da relação dos poderes. 
 
2.1.Funções Típicas 
 
 
 
 
 
 
 
Inovar a ordem Solução de Aplicar de ofício 
 jurídica Conflitos a lei 
* Miguel Seabra Fagundes 
 
�Tanto o Judiciário quanto o Executivo aplicam a lei, mas o Judiciário só pode aplicar a lei mediante 
provocação enquanto o Executivo pode aplicá-la de ofício. Portanto, processos administrativos podem 
ser instaurados de ofício. 
�A atividade do Poder Judiciário é estática enquanto a atuação do Executivo é dinâmica. O núcleo da 
função típica do legislativo é a decisão sobre criação da lei e o núcleo da função típica do poder 
judiciário é a coisa julgada. 
 
2.2. Função Atípica. 
São poderes exercidos, mas que são característicos de outro poder. Ex: Medida Provisória � função 
legislativa do poder executivo. 
 
Quem pode exercer função administrativa? 
R: 
- Poder Executivo (função típica) 
 
PODER 
LEGISLATIVO 
PODER 
JUDICIÁRIO 
PODER 
EXECUTIVO 
 OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO 
 Disciplina: Direito Administrativo 
 Prof: ALEXANDRE MAZZA 
 Data: 06/05/2009 
 Aula: 1° 
 
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- Legislativo e Judiciário (função atípica). Ex: abertura de concurso público, licitação no âmbito legislativo 
para compra de papel. 
 
- Ministério Público 
 
- Tribunais de Contas (São órgãos auxiliares do Poder Legislativo. Exerce um controle externo da 
administração. Quais são: Tribunal de Contas da União composto por ministros e Tribunais de Contas do 
Estados compostos por conselheiros. Existem no Brasil 2 TCMs: TCM de São Paulo; TCM do Rio de 
Janeiro. A CF proibiu a criação de novos TCMs. Obs: o STF entende que os Estados podem criar um 
tribunal de contas do Município, que fiscaliza as contas municipais. 
 
- Alguns particulares (por delegação do Estado). Ex: concessionários (delegação por contrato) e 
permissionários (delegação por ato administrativo). 
 
 Conceito de Função Administrativa 
 
 
É exercida com caráter mediante prerrogativas 
preponderantemente infralegal 1 instrumentais 2 
pelo Poder Executivo 
 
 
 
1. A característica mais importante da função administrativa é sua absoluta submissão à lei. 
 
 
 CF 
 
 Leis 
 
 Atos administrativos 
 
 
Por essa razão, sempre que o ato administrativo violar a lei, ele será nulo (Princípio da Legalidade). 
 
2 Para adequada defesa do interesse público, a lei confere ao agente poderes especiais (prerrogativas). 
 
Muito importante: se o agente público usar os poderes do cargo em benefício próprio, o ato será nulo 
por desvio de finalidade, tresdestinação ou desvio de poder � favorecer amigos ou parentes, perseguir 
inimigos (desapropriar casa do candidato na eleição, governador que transfere para o interior um policial 
militar a fim de terminar o romance dele com a filha do governador). 
 
♫Desvio de finalidade ou tresdetinação 
 Anulam o ato se o agente que o praticou 
 Usa os poderes do cargo em benefício pessoal 
 
Teoria do Desvio de Finalidade 
Não é defeito de competência, não há desvio de finalidade se o ato foi praticado por quem não tinha 
competência para isso. 
O desvio de finalidade é um defeito objetivo. Atualmente considera-se que o desvio de finalidade é um 
defeito de comportamento (teoria objetiva) e não apenas um vício de intenção, mas sim de conduta, de 
comportamento. 
 
Desvio de finalidade = intenção viciada + violação concreta do interesse público 
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Assim, a intenção viciada é necessária, mas não suficiente para tornar o ato nulo. 
 
3. PRINCIPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
Noções Gerais 
Também chamadas de supra princípios. Tais princípios não são absolutos e sofrem algumas restrições. 
 
a) Supremacia do interesse público sobre privado 
É o interesse primário, o verdadeiro interesse da coletividade. 
Interesse público secundário é o interesse do Estado como pessoa jurídica, interesse patrimonial, o qual 
não tem supremacia. 
 
b) Indisponibilidade do interesse público 
Atenção: Algumas leis recentes tem relativizado a idéia de indisponibilidade do interesse público. 
Ex: o art. 23-A da Lei de Concessões (Lei 8987/95) autoriza o uso de arbitragem e outros meios 
privados para a solução de conflitos contratuais 
 
3.1. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo 
Art. 37, CF 
 
L egalidade 
I mpessoalidade 
M oralidade 
P ublicidade 
E ficiência 
 
+ 
Celeridade Processual (duração razoável dos processos administrativos). 
Princípio da Participação (a lei deve garantir instrumentos de participação do usuário na administração). 
 
1) Princípio da Legalidade 
 
A administração só pode praticar condutas autorizadas por lei. 
 
♫ Só se a lei autorizar 
 Pode o agente autorizar a conduta 
 Se o agente silenciar 
 A conduta está proibida 
 
Legalidade Pública = Legalidade Privada 
 
 
Agentes Públicos Particulares 
 
 
Só podem fazer Pode fazer tudo 
o que a lei autorizar exceto o que a lei proíbe 
 
 
 O silêncio da lei O silêncio da lei 
 representa uma representa uma 
 proibição permissão 
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Importante: ver art. 2º, parágrafo único da Lei 9784/99 � atuação conforme a lei e o direito. � bloco da 
legalidade, ou seja, respeitar a legalidade é cumprir Lei Ordinária, Lei Complementar, a CF, Medidas 
Provisórias, Tratados e Convenções Internacionais e Atos Normativos (Ex: decretos, portarias, 
regimentos internos e instruções normativas). 
 
3 fundamentos: 
- Art. 37, caput 
- Art. 5º, II, CF (Atos Administrativos não podem criar deveres e proibições) 
- Art. 84, IV, CF (Decretos e regulamentos para dar fiel execução à lei 
 
2. Princípio da
Impessoalidade 
 
Lei 9.784/99: prevê o tratamento objetivo na defesa do interesse público (relacionado com a isonomia, 
igualdade e a imparcialidade). 
 
Consiste numa dupla proibição ao tratamento discriminatório e ao tratamento privilegiado. 
Ex: art. 37, §1º, CF – Trata-se de uma norma de impessoalidade. A publicidade de obras do governo 
deverá ter caráter informativo, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caráter político ou 
de autoridade pública. Ex: não pode haver a inauguração de um viaduto contendo uma placa com o 
nome do governador. 
 
3. Moralidade 
Ver lei 9.784/99: tal princípio obriga o agente a respeitar a ética, o decoro, a probidade, a lealdade e a 
boa-fé vigentes na sociedade. Quanto à boa-fé, trata-se daquela objetiva, onde o que interessa é a 
conduta e não a intenção do agente. 
Obs.: o melhor exemplo de violação da moralidade é o chamado nepotismo (contratação de parentes 
para cargos em comissão - Súmula Vinculante 13). 
Para o STF: a Súmula Vinculante 13 não vale para agentes públicos, ministros de estado e secretários 
estaduais e municipais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES SOBRE O TEMA 
 
1 (OAB.CESPE.SP/2008.2) Assinale a opção correta com relação aos princípios que regem a 
administração pública. 
A) Não ofende o princípio da moralidade administrativa a nomeação de servidora pública do Poder 
Executivo para cargo em comissão em tribunal de justiça no qual o vice-presidente seja parente da 
nomeada. 
B) A administração pública pode, sob a invocação do princípio da isonomia, estender benefício 
ilegalmente concedido a um grupo de servidores a outro grupo que esteja em situação idêntica. 
C) Ato administrativo não pode restringir, em razão da idade do candidato, inscrição em concurso para 
cargo público. 
D) O Poder Judiciário pode dispensar a realização de exame psicotécnico em concurso para investidura 
em cargo público, por ofensa ao princípio da razoabilidade, ainda quando tal exigência esteja prevista 
em lei. 
 
 
2) (OAB.CESPE.SP/2008.1) Com relação aos diversos aspectos que regem os atos administrativos, 
assinale a opção correta. 
a) Motivo e motivação do ato administrativo são conceitos equivalentes no direito administrativo. 
b) Nos atos administrativos discricionários, todos os requisitos são vinculados. 
c) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é uma presunção jure et de jure, ou seja, uma 
presunção absoluta. 
d) Segundo a teoria dos motivos determinantes do ato administrativo, o motivo do ato deve sempre 
guardar compatibilidade com a situação de fato que gerou a 
manifestação de vontade, pois, se o interessado comprovar que inexiste a realidade fática mencionada 
no ato como determinante da vontade, estará ele irremediavelmente inquinado de vício de legalidade. 
 
 
3) (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração pública. 
A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF, tendo sido inserido 
posteriormente, por meio de emenda constitucional. 
B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo 
mesmo órgão que tenha tomado a decisão. 
C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina, o princípio da impessoalidade não foi 
consagrado expressamente na CF. 
D) Em virtude do princípio da legalidade, a administração pública somente pode impor obrigações em 
virtude de lei; direitos, por sua vez, podem ser concedidos por atos administrativos. 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 1. C; 2. D; 3. A. 
 
DIREITO%20ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_20_05_2009_PROF_ALEXANDRE_MAZZA_AULA_2.pdf
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- 1 – 
 
TEMAS TRATADOS EM SALA 
 
1. LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (Lei 8.429/92) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sanções 
• Perda do cargo 
• Devolução dos valores 
• Multa civil 
• Suspensão dos direitos políticos 
• Suspensão do direito de contratar 
 
- São penas civis, políticas e administrativas. 
- A Lei nº. 8.429/92 elenca os atos de improbidade praticados por agente público, servidor ou não, contra 
a administração direta ou indireta, nas três esferas de governo. 
 
- Existem 3 modalidades de improbidade: 
• Enriquecimento ilícito. 
• Prejuízo ao erário. 
• Atos que atentem contra princípios da administração (não precisa causar prejuízo ao erário). Ex: 
negar publicidade a ato oficial. 
 
- Entendimentos Jurisprudenciais 
STF1: O juiz pode aplicar as penas separadamente, selecionando as mais apropriadas diante do caso 
concreto. 
 
STJ: O princípio da insignificância não se aplica a lei da improbidade. 
STF 2: O STF para evitar a ocorrência de dupla punição (bis in idem) tem entendido que a lei de 
improbidade não se aplica aos servidores federais punidos pela lei dos crimes de responsabilidade. 
 
- Agentes políticos federais não se sujeitam a lei de improbidade (Presidente da República, Vice- 
Presidente e Ministros de Estado). 
 
- Obs.: É cabível a indisponibilidade dos bens do indiciado quando o ato de improbidade causar lesão ao 
patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito. 
 
DEFESA DA MORALIDADE 
AP ACP 
Cidadão MP PJ interessada 
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- Muito importante: A Súmula Vinculante 13 do STF proíbe a contratação de parente para cargos em 
comissão (Súmula Antinepotismo). Porém, a proibição ascendente, descendentes e colaterais até 3º 
grau. 
 
2. Princípios (Continuação) 
 
2.1. Publicidade 
 
� Divulgação dos atos administrativos. 
A publicidade é uma proibição de conduta sigilosa. 
 
- Exceções: 
a) Segurança da coletividade. Ex: informações militares. 
b) Intimidade dos envolvidos. Ex: prontuário de pacientes. 
 
2.2. Eficiência 
- Acrescentado pela EC 19/98 
- Obriga a administração a atingir os melhores resultados na sua atuação. 
- Institutos que revelam preocupação com idéia de eficiência: concurso público*, estágio probatório* 
*A validade do concurso público é de até 02 anos. 
*O estágio probatório tem duração de 03 anos. São cargos vitalícios com estágio probatório de 02 anos 
o de magistrado, promotor e membros dos tribunais de contas. 
 
 
3. PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS OU IMPLÍCITOS 
 
3.1. Autotutela 
 
- Obriga a administração a anular atos defeituosos e revogar atos inconvenientes 
 
♫Princípio da autotutela 
 Obriga a administração 
 Anular atos com defeito 
 Para os inconvenientes a revogação. 
 
3.2. Razoabilidade ou proporcionalidade 
- Refere-se a uma proibição de exageros �dever de adequação em meios e fins. Ex: ordena demolir 
casa que tem pintura das paredes descascadas. 
 
“Não se usam canhões para matar pardais”. 
 
♫Eu andei errado, eu pisei na bola 
 Matei um pardalzinho usando um canhão 
 Mas o exagero é sempre ilegal 
 É inválida a conduta desproporcional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3.3. Obrigatória Motivação 
- Todo ato administrativo deve ser acompanhado de uma explicação por escrito das razões que levaram 
à sua prática (motivação). 
 
 
Motivo = Motivação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- A motivação é necessária para atos vinculados e discricionários. 
 
3.4. Finalidade 
- Todo ato deve ser praticado para defesa do interesse público. Se o ato for praticado para interesse 
alheio ao interesse público, será nulo (Teoria do Desvio de Finalidade ou Tresdestinação). Ex: remoção 
de servidor para perseguição pessoal. 
- Desvio de finalidade não é defeito de competência. Só existe desvio de finalidade se o ato foi praticado 
por servidor competente. 
 
3.5. Outros Princípios 
- Além dos princípios já mencionados vigoram também no direito administrativo: segurança jurídica, 
hierarquia, contraditório e devido processo legal. 
 
4. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
Estuda a estrutura da administração pública. 
 
Técnicas de desempenho: 
 
Desconcentração Descentralização 
Órgãos Entidades 
Não tem personalidade Pessoas autônomas 
Ex: Ministérios, Secretarias, Ex: autarquias, fundações, empresas 
públicas 
Administração pública direta ou centralizada Administração indireta ou 
descentralizada 
Não podem ser acionadas no judiciário* São acionadas no judiciário 
 
*Perigo: apesar de não serem pessoas jurídicas alguns órgãos são dotados de capacidade processual 
especial (basicamente para responder Mandado de Segurança). Ex: Presidência da República e Mesa 
do Senado. 
Situação de 
fato que 
autoriza a 
prática do 
ato, Ex: 
multa 
Explicação 
por escrito. 
Ex: 
notificação 
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4.1. Administração Pública Indireta 
 
Formada por pessoas jurídicas de direito público e pessoas jurídicas de direito privado. 
 
♫ As autarquias e as fundações 
Tem natureza de direito público 
Empresas Públicas e Sociedades Mistas 
São de Direito Privado 
São de direito público: Associações Públicas e Agências Reguladoras 
São de direito privado: Fundações Governamentais. 
 
 
4.2. Autarquias e Fundações Públicas 
 
- Ex: INSS, Banco Central (BACEN), CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico, 
Universidades Públicas (UNB), IBAMA, INCRA, FUNAI. 
 
- Fundações Públicas são tipos de autarquias. 
Conceito de Fundações Públicas: pessoa jurídica de direito público. Criadas e extintas por leis 
específicas. 
- Serviços autônomos (DL 200/67) 
 
Características: 
• Autonomia Gerencial e Orçamentária: capacidade de alto governo. Não se confunde com 
independência nem subordinação hierárquica. 
 
 
Graus de liberdade: 75 
 
 
 0 50 100 
Subordinação hierárquica Autonomia Independência 
Ex: órgão Ex: adm indireta Ex: Poderes 
 
 Agências 
 
- As autarquias não estão subordinadas a ministérios, mas vinculadas a eles (Supervisão Ministerial) 
 
- Autarquias e Fundações: 
• Imunes a impostos (Art. 150,0§2º, CF). 
• Possuem privilégios da Fazenda Pública (prazo em dobro para contestar e em quádruplo para 
recorrer, execução por precatórios). 
• Nunca exploram atividade econômica. 
• Praticam atos administrativos e celebram contratos administrativos. 
 
Fundações Públicas = Fundações Governamentais (polêmica*) 
 
*Fundações governamentais � alguns autores não admitem sua existência 
 
 
 
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Fundações Públicas: 
- Natureza direito público. Ex: FUNAI e PROCON. 
- Criada por lei específica. 
 
Fundações Governamentais: 
- Natureza direito privado. Ex: Fundação Padre Anchieta. 
- Autorização legislativa � três etapas: 1ª lei autorizando; 2º decreto regulamentando a lei; 3º: registro 
dos atos constitutivos em cartório. 
 
Agências Reguladoras: 
Ex: Anatel, Aneil, Anac. 
 
� Autarquias com regime especial. 
Regime especial é formado por duas características: 
• Dirigentes estáveis e com mandatos fixos; 
• Não são demissíveis “ad nutum” (sem razão/motivo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES SOBRE O TEMA 
 
1.(OAB/CESPE – 2007.3) O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho 
concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada 
certidão de tempo de contribuição do INSS, falsificada pelo próprio beneficiário. Descoberta a 
fraude alguns meses mais tarde, a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. 
Na situação hipotética considerada, o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem 
efeito o ato de aposentadoria praticado é o da 
A) autotutela. 
B) indisponibilidade dos bens públicos. 
C) segurança jurídica. 
D) razoabilidade das decisões administrativas. 
 
2. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) A Lei Complementar n.o 1.025, de 7 de dezembro de 2007, do estado 
de São Paulo, ao criar a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo 
(ARSESP), dispôs que essa agência, no desempenho de suas atividades, deveria obedecer, entre 
outras, às diretrizes de “adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, 
restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do 
interesse público” (art. 2.º, III) e de “indicação dos pressupostos de fato e de direito que 
determinem as suas decisões” (art. 2.º, V). Tais diretrizes dizem respeito aos seguintes 
princípios: 
A) eficiência e devido processo legal. 
B) razoabilidade e objetividade. 
C) proporcionalidade e motivação. 
D) legalidade e formalidade. 
 
3. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração 
pública. 
A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF, tendo sido inserido 
posteriormente, por meio de emenda constitucional. 
B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo 
mesmo órgão que tenha tomado a decisão. 
C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina, o princípio da impessoalidade não foi 
consagrado expressamente na CF. 
D) Em virtude do princípio da legalidade, a administração pública somente pode impor obrigações em 
virtude de lei; direitos, por sua vez, podem ser concedidos por atos administrativos. 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: 1. A; 2.C; 3. A.

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