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DIREITO%20ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_28_05_2009_PROF_EDUARDO_PEREIRA_AULA_3.pdf OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° - 1 – TEMAS TRATADOS EM SALA 1.ATO ADMINISTRATIVO 1.1 CONCEITO � é toda declaração jurídica realizada pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes no exercício de prerrogativas públicas, com a finalidade de atender ao interesse público e controlada pelo Poder Judiciário. 1.2 CARACTERÍSTICAS: 1. Declaração jurídica = extrai-se que por ser uma declaração jurídica e sua conseqüência é que gera efeitos no direito (cria, modifica, extingue). A administração pode fazer diversos atos jurídicos, porém para ser ato tem que ser no exercício de prerrogativa pública. Não confundir ato administrativo com ato material Ato material é o mero desenvolvimento de uma atividade profissional. 2. No exercício de prerrogativa pública = administração está sendo regida por normas de direito público, que lhe concedem supremacia da relação jurídica, porém impõem restrições pelo princípio da indisponibilidade do interesse público. Não confundir ato administrativo com ato da administração Ato da administração é aquilo realizado pelo Estado, porém no regime jurídico de direito privado sem prerrogativas públicas. Ex: compra e venda, locação, permuta, doação, dação em pagamento, comodato. 1.3 PRIVILÉGIOS – ATRIBUTOS DO ATO a) Presunção de legitimidade: decorre do princípio da legalidade estrita (nada pode a não ser o que a lei autoriza ou determina e por isso presumem-se legítimos e verdadeiros). A Administração tem o dever de praticar atos legais, no entanto, quando erra e pratica um ato ilegal, este continua gozando de presunção de legitimidade, portanto deve ser cumprido com o cidadão. A presunção de legitimidade é um atributo relativo? O atributo é relativo (pode ser através de recurso ao Poder Executivo ou através de ação judicial). b) Imperatividade ou Poder Extroverso do Estado: é a faculdade que goza o Poder Público de criar obrigações aos administrados sem necessitar do consentimento dos administrados. c) Exigibilidade: é o poder que goza o Estado aplicar medida coativa visando incentivar o cumprimento dos atos imperativos. Ex: multa, apreensão de bens, inscrição na dívida ativa, cassação de licenças e alvarás. OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° - 2 – d) Executoriedade: é o poder que goza o Estado de executar seus atos de forma direta e imediata, sem precisar de ordem judicial. A administração somente pode aplicar a executoriedade se a lei expressamente permitir. Obs: o ato somente será executório se não esbarrar em direito fundamental do cidadão. Ex: desapropriação da residência – domicílio inviolável. 1.4 REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO A restrição do ato administrativo é o cumprimento do princípio da legalidade a) Forma É a exteriorização do ato (em regra, o ato é escrito). Ex: decreto, licença, autorização, concessão. Exceção: em caso de urgência, o ato poderá ser verbal. Ex: prisão em flagrante. b) Finalidade O objetivo é atender ao interesse público especificado em lei com a prática do ato. Ex: finalidade da desapropriação é transformar uma propriedade que só tem interesse privado em algo de interesse público. Desvio de finalidade: ocorre quando ato administrativo atende a finalidade diversa daquela prevista em lei. c) Competência É a medida do poder atribuído ao agente, e para que o ato exista validamente o sujeito deve ser não apenas competente, mas também capaz. “Não é competente quem quer e sim quem pode” – Caio Tácito d) Objeto É a alteração no mundo jurídico que ocorre com a prática deste ato . Ex: o objeto da desapropriação é “pegar” a propriedade do bem. Atenção: o objeto do ato deverá ser sempre lícito. e) Motivo É o fato que justifica a prática do ato. Ex: ando com o carro a 100km/h na zona urbana e recebo uma multa. O fato andar acima do limite justifica a prática do ato. 1.5 CLASSIFICAÇÃO DO ATO Quanto ao regramento: a) Vinculado É aquele que a lei estabelece todas as condições para sua realização. Ex: trilho do trem – não tem opções, nenhuma margem de liberdade. Inexiste margem de liberdade ao agente público. Ex:multa, licença, alvará de funcionamento. b) Discricionário É aquele que a lei estabelece condições para sua prática, porém outorga ao agente público certa margem de liberdade para escolher ato que melhor atende ao interesse público com base, em critérios de conveniência e oportunidade (também chamados de mérito administrativo). Ex: art. 48, §3º, lei 8.666/93. FFCOM OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° - 3 – Obs: o ato discricionário passa por exame judicial de legalidade com exceção do mérito administrativo (conveniência e oportunidade da decisão do agente público) haja vista se ele exclusivo da administração. �Anulação: aplica-se a atos ilegais. Administração (de ofício) pode anular e o Judiciário (mediante provocação). Os efeitos são ex tunc, ou seja retroage no tempo. �Revogação: aplica-se ao ato legal. O Judiciário não poderá revogar o ato administrativo, apenas a Administração Pública. Efeito ex nunc. 2. LICITAÇÃO PÚBLICA É um procedimento administrativo (sucessão de atos) que tem por finalidade encontrar a melhor proposta para celebração de um contrato, nos termos da Lei nº 8.666/93. Melhor proposta nem sempre é a corresponde ao menor preço e sim aquela que atende a duas condições: objeto de qualidade e melhor preço. A Lei 8.666/93 é uma norma de direito público, portanto se aplica ao Estado (administração pública = administração direta + indireta). Quem está obrigado a licitar? Administração Direta: entes políticos federados no âmbito dos três poderes. Administração Indireta: autarquia, fundação, empresa pública e sociedade de economia mista e agências. A administração licita para contratar: 1. Obras 2. Serviços 3. Compras 4. Alienações 5. Locação 6. Permissão de serviço 7. Concessão de serviço Os quarto primeiros itens de encontram no art. 37, XXI da CF. Locação está no art. 2º da Lei 8.666/93 Os dois últimos estão no art. 175, caput, CF Finalidade da licitação pública segundo a OAB: Obter uma vantagem para o Estado sem se descuidar da isonomia. 2.1 MODALIDADES DE LICITAÇÃO Concorrência Grupo da concorrência Tomada de preços Se aplica a todas as espécies contratuais. Critério residual Convite Concurso Grupo dos contratos específicos Leilão Utiliza critério material Pregão (Lei nº 10.520/02) OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° - 4 – Pregão é a modalidade usada para contratação de serviços considerados comuns ou para compra de bens considerados comuns. Serviço comum é aquele que independe de capacitação intelectual para sua prestação. Bem comum é aquele padronizado no mercado, de fácil substituição sem relevante prejuízo de validade. a) Concorrência Pública É a modalidade de maior vulto (maior valor contratual), onde todos os interessados podem participar (muita gente participa) visto que não é exigido qualquer pré-requisito para participação. Características: - Ampla publicidade (publicação em diário oficial e jornal de grande circulação) - Universalidade -Para obras e serviços de engenharia com valores acima de 1.500.000,00 e -Para compras e demais serviços valores acima de 650.000,00 Se muita gente participa, aumenta a competição entre os participantes, aumenta a possibilidade de surgir uma boa proposta, o que atende ao interesse público. b) Tomada de preços Modalidade de vulto intermediário que exige pré-requisito para participação, denominado CRC (certificado de registro cadastral). -Para obras e serviços de engenharia com valores até 1.500.000,00 e -Para compras e demais serviços com valores até 650.000,00 Características: - Ampla publicidade. - Só participam os interessados inscritos e devidamente cadastrados. c) Convite Modalidade de menor vulto que não exige a publicação de edital. Basta que a administração envie o número mínimo de três convites para empresas da área objeto da licitação Características: - Publicidade simples - Apenas para convidados Por ser de menor vulto, o risco para a administração é bastante reduzida, o que possibilita a flexibilização das regras. OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° - 5 – QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. (OAB/CESPE – 2007.3) Considerando que há evidentes elementos de identidade entre ato jurídico e ato administrativo, e que este é espécie do gênero ato jurídico, assinale a opção correta. A Existem atos praticados pelos administradores públicos que não se enquadram como atos administrativos típicos, como é o caso dos contratos disciplinados pelo direito privado. B Atos administrativos, atos da administração e atos de gestão administrativa são expressões sinônimas. C O exercício de cargo público em caráter efetivo é conditio sine quae non para prática do ato administrativo. D Mesmo nos casos em que o administrador público contrata com o particular em igualdade de condições, está caracterizado o ato administrativo, pois a administração pública está sendo representada por seu agente. 2. (OAB/CESPE – 2006.1) Os atos administrativos possuem atributos que os diferenciam dos atos privados. Assinale a opção que não configura atributo exclusivo do ato administrativo. A presunção de legitimidade B imperatividade C auto-executoriedade D legalidade 3.(OAB/CESPE – 2007.3.PR) É a qualidade pela qual os atos administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua concordância. Decorre do que Renato Alessi chama de “poder extroverso”, que permite ao poder público editar provimentos que vão além da esfera jurídica do sujeito emitente, ou seja, que interferem na esfera jurídica de outras pessoas, constituindo-as unilateralmente em obrigações. Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de Direito Administrativo. 13.ª ed. São Paulo: Malheiros, 2000, p. 373 (com adaptações). O texto acima descreve o seguinte atributo do ato administrativo: A exigibilidade. B executoriedade. C presunção de legitimidade. D imperatividade. Gabarito: 1.A ; 2.D ; 3.D DIREITO_ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_08_06_2009_PROF_FLAVIA_AULA_4.pdf OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 1 TEMAS TRATADOS EM SALA 1. LICITAÇÃO O objetivo é selecionar a proposta mais vantajosa, que não necessariamente será a de menor preço, devendo ser respeitado o principio da isonomia. 1.1 Competência Legislativa: A União tem competência para legislar sobre normas gerais (art. 22, XXVII, CF) 1.2 Princípios (Art. 3º da Lei 8.666/93) 1.2.1 Principio da vinculação Instrumento convocatório (edital e a carta convite). Todos estão vinculados e devem seguir o instrumento convocatório (está previsto no art. 41 da Lei de Licitações) 1.2.2 Adjudicação compulsória do licitante vencedor é uma das fases da licitação, ou seja, é a atribuição do objeto ao licitante vencedor. Por este princípio, fica vedado à Administração atribuir o objeto a outra pessoa que não o vencedor da licitação (art. 50 da Lei de Licitações). Fases da Licitação ����Publicação do edital / carta convite ����Habilitação (nesta fase analisa-se a qualificação técnica, jurídica, financeira dos participantes). ����Julgamento e classificação das propostas (menor preço, melhor técnica, técnica e preço, menor lance e oferta). ����Homologação A autoridade competente declara que o procedimento transcorreu de forma regular. Caso tenha algum problema a autoridade devolve o procedimento para a comissão de licitação. ����Adjudicação: É a atribuição do objeto ao licitante vencedor. Obs.: O contrato não faz parte da fase de licitação, pois contratar ou não fica ao critério da administração. Regra: Todos devem licitar – Art. 1º, parágrafo único da lei 8666/93. Obs.: Entidades parestatais / Entes de cooperação: Serviços sociais autônomos, organizações sociais e as OSCIP’s (organização da sociedade civil de interesse público), não precisam licitar, mas devem observar os princípios da licitação. 1.3 Exceções ao dever de Licitar: -Inexigibilidade e Dispensa ���� Inexigibilidade: ocorrerá quando a competição for inviável (Art. 25 da lei 8.666/93 - rol exemplificativo). Inciso I – Fornecedor ou revendedor exclusivo. Inciso II – Serviços técnicos profissionais especializados “notória especialização” (Art. 13 da Lei de Licitações). Inciso III – Contratação de artista conhecido pelo público ou pela crítica. Na Dispensa: ���� Dispensável – Art. 24 da lei: De fato é possível licitar, mas o administrador tem discricionariedade (rol taxativo). ���� Dispensada – Art. 17 da lei: Não existe discricionariedade, a lei prevê as hipóteses. O rol é taxativo. OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 2 1.4 Modalidades de Licitação � Concorrência: é utilizada para valores de maior vulto *Obras e serviços de engenharia acima de R$1.500.000,00. *Demais serviços e compras acima de R$ 650.000,00 É precedido de ampla publicidade e todos poderão participar (vigora neste caso o principio da universalidade). ����Tomada de preços É utilizada para transações de valores médios. *Obras e serviços de engenharia até R$ 1.500.000,00. *Demais serviços e compras até de R$ 650.000,00 Participam desta modalidade os interessados cadastrados. Quem não for cadastrado poderá participar desde que preencha requisitos para o cadastro em até 03 dias antes do recebimento das propostas. ���� Convite É utilizada para valores baixos. *Obras e serviços de engenharia até R$ 150.000,00. *Demais serviços e compras até de R$ 80.000,00 Participam os convidados, cadastrados ou não. Os não convidados e não cadastrados não poderão participar. No entanto, os cadastrados não convidados poderão participar desde que demonstrem interesse em até 24 horas da apresentação das propostas. Não é necessária a ampla publicidade (a publicidade se dá com o envio da carta convite e com a fixação da carta em um lugar público adequado). -Não é necessária a publicação. ���� Concurso É a modalidade de licitação para selecionar um trabalho artístico, técnico, cientifico ou artístico. ���� Leilão É utilizado para alienar bens móveis e imóveis. -Bens móveis: inservíveis e aqueles penhorados ou apreendidos legalmente. -Bens imóveis os oriundos de procedimentos judiciais e os em dação de pagamento. ���� Pregão – Lei 10.520/2002 É utilizado para a compra de bens e serviços comuns. É aquele que é possível especificar facilmente no edital com palavras usuais. - Não tem limite de valor. - O critério no Pregão será o de menor preço. - Não há comissão de licitação, mas sim um pregoeiro. - É vedada a exigência de garantia da proposta. - Há a inversão da ordem procedimental, ou seja, ele troca a fase da habilitação com a fase de julgamento das propostas. Analisa-se primeiramente a proposta mais vantajosa e após verifica-se a documentação. - Aquele que apresentou o menor preço e aqueles que apresentaram um preço até 10% acima do menor preço irão dar lances verbais e sucessivos até que se encontre o menor preço. OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 3 Principais Leis Constituição Federal – Arts. 37 ao 41. Lei 8.666/93 – Licitação e Contrato Lei 9.784/99 – Procedimento Administrativo Lei 8.987/95 – Concessões e Permissões Lei 8.112//90 – Estatuto dos servidores civis da União (provimento a partir do Art.8º). Lei 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa 2. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 2.1 Contrato Administrativo É um acordo de vontades que possui características diferentes tais como a presença das cláusulas exorbitantes. Visa atender o interesse público - Art. 58 da Lei 8.666/93. Principais cláusulas exorbitantes: Palavra para memorização FARAÓ Fiscalizar Alterar o contrato unilateralmente Rescindir unilateralmente Aplicar sanções Ocupar bens Objetiva a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro. Obs.: Nos contratos administrativos não se aplica à cláusula da exceção do contrato não cumprida “exceptio nos adimpleti contratus”. 2.2 Teoria da Imprevisão: são situações imprevisíveis que podem acontecer durante a execução do contrato, atrapalhando a execução e causando um desequilíbrio para o contrato, podendo o particular contratado pedir a revisão do contrato. Situações da Teoria da Imprevisão: ���� Fato do Principie: é um fato geral da administração não dirigido ao contrato mas que o afeta substancialmente. Ex: proibição de importação de produto fundamental para o cumprimento do objeto. ���� Fato da administração: é toda ação ou omissão da administração dirigida ao contrato, que incide sobre o contrato. ���� Interferência ou sujeições imprevistas: é a descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução de um contrato. ���� Caso fortuito ou força maior: é um obstáculo natural. O contrato estará sujeito à revisão quando essas condições onerarem demasiadamente o pacto inicial. 2.3 Formas de extinção do contrato � Advento do termo (não necessariamente o contrato deve ser escrito) � Conclusão do objeto � Rescisão unilateral (só o poder público pode fazer – Art. 78 da Lei de licitação) � Rescisão bilateral (a administração e o particular acordam) � Rescisão judicial 2.4 Tipos de Contratos Administrativos OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 4 Consórcios Públicos Lei nº. 11.107/05. � As partes somente podem ser entes da federação (União, Estados, DF e Municípios). � A assinatura do contrato depende da previamente de um protocolo de intenções. � Possui personalidade jurídica que pode ser de direito público ou de direito privado – Art. 6º, § 1º. 3. PODERES ADMINISTRATIVOS São prerrogativas que a administração possui para atingir a sua finalidade (interesse público). São também instrumentos colocados a disposição da administração. São poderes–deveres. 3.1 Poder Vinculado: aquele que não permite ao administrador margem de atuação. A administração o utiliza para produzir atos vinculados. Ex. Concessão de aposentadoria. 3.2 Poder Discricionário: o agente público pode fazer um juízo de conveniência e oportunidade. Obs.: Diferença entre estes é a margem de liberdade, pois ambos estão previstos em lei. 3.3. Poder Hierárquico: é utilizado para que a administração possa se estruturar, se organizar para estabelecer relações de coordenação e subordinação. � Conseqüências / Efeitos: *O superior hierárquico pode dar ordens ao subordinado e este tem que obedecer, salvo quando as ordens forem manifestamente ilegais. *Fiscalizar a atuação de seus subordinados. * O superior hierárquico pode rever a atuação do subordinado. *Poderá repassar (delegar) as suas atribuições para o seu subordinado, salvo as exceções previstas no Art. 13 da lei 9784/99. *Avocar: pega as atribuições do subordinado. 3.4 Poder Disciplinar É utilizado pela administração para que ela possa punir, sancionar os agentes públicos e pessoas submetidas à disciplina da administração. Penas administrativas – Art. 127 Lei 8112/90: Ex.: Advertência Suspensão 3.5 Poder normativo é utilizado para expedir atos normativos em geral – Art. 84 da CF. 3.6 Poder de Policia É utilizado para limitar, condicionar, restringir e frenar de Direitos de liberdade de propriedade e exercício de atividades dos particulares adequando-os ao interesse coletivo. � Ele limita, mas não aniquila o direito. � Atributos do poder de policia: discricionariedade (é a regra, mas não é absoluta), coercibilidade e autoexecutoriedade. 4. Abuso de Poder / Abuso de Autoridade As autoridades precisam atuar sem abusos, devem respeitar a lei, a moral, a finalidade para o qual cada ato foi criado. Espécie: � Excesso de Poder: a autoridade é competente, mas atua além da sua competência. ���� Desvio de poder / Desvio de finalidades: a autoridade é competente, atua dentro da sua competência, mas pratica o ato com finalidade diferente da prevista para aquele ato. OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 5 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.(OAB/CESPE – 2006.3) Assinale a opção correta quanto aos poderes e deveres dos administradores públicos. A O poder de delegação e o de avocação decorrem do poder hierárquico. B A possibilidade de o chefe do Poder Executivo emitir decretos regulamentares com vistas a regular uma lei penal deriva do poder de polícia. C O poder discricionário não comporta nenhuma possibilidade de controle por parte do Poder Judiciário. D O poder regulamentar é exercido apenas por meio de decreto. 2. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) São modalidades de licitação A a concorrência, a tomada de preço, o convite, o concurso e o leilão. B apenas a concorrência, a tomada de preço e o convite. C apenas a concorrência e a tomada de preços. D apenas a concorrência. 3. (OAB/CESPE – 2007.3) O conselho diretor de uma autarquia federal baixou resolução disciplinando que todas as compras de material permanente acima de cinqüenta mil reais só poderiam ser feitas pela própria sede. Ainda assim, um dos superintendentes estaduais abriu licitação para compra de microcomputadores no valor de trezentos mil reais. A licitação acabou sendo feita sem incidentes, e o citado superintendente homologou o resultado e adjudicou o objeto da licitação à empresa vencedora. Nessa situação, o superintendente A agiu com excesso de poder. B agiu com desvio de poder. C cometeu mera irregularidade administrativa, haja vista a necessidade da compra e o atendimento aos requisitos de validez expressos na Lei de Licitações. D cometeu o crime de prevaricação, que consiste em praticar ato de ofício (a licitação) contra expressa ordem de superior hierárquico (a resolução do conselho diretor). Gabarito: 1.A ; 2. DIREITO ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_06_05_2009_PROF_ ALEXANDRE_MAZZA_AULA_1.pdf OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1° - 1 – TEMAS TRATADOS EM SALA Indicação bibliográfica: Manual de Direito Administrativo – José do Santos Carvalho Filho 1. CONCEITO É o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladoras dos agentes órgãos, bens e atividades da administração pública. Direito Público � atividades estatais Princípios e normas � regime jurídico administrativo Agentes órgãos, bens e atividades � função administrativa Competência Para Legislar A competência é concorrente, ou seja, a União, Estados e DF legislam sobre o tema. Os Municípios tratam de temas de interesse local. Em alguns temas a competência é privativa da União (criação de leis sobre desapropriação - art. 24 inciso II CF). 2. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA (Art. 2º, CF). Objetiva realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado, que são aqueles expressos em lei, ou seja, frutos da atividade legislativa. Não inova o ordenamento jurídico, trata da relação dos poderes. 2.1.Funções Típicas Inovar a ordem Solução de Aplicar de ofício jurídica Conflitos a lei * Miguel Seabra Fagundes �Tanto o Judiciário quanto o Executivo aplicam a lei, mas o Judiciário só pode aplicar a lei mediante provocação enquanto o Executivo pode aplicá-la de ofício. Portanto, processos administrativos podem ser instaurados de ofício. �A atividade do Poder Judiciário é estática enquanto a atuação do Executivo é dinâmica. O núcleo da função típica do legislativo é a decisão sobre criação da lei e o núcleo da função típica do poder judiciário é a coisa julgada. 2.2. Função Atípica. São poderes exercidos, mas que são característicos de outro poder. Ex: Medida Provisória � função legislativa do poder executivo. Quem pode exercer função administrativa? R: - Poder Executivo (função típica) PODER LEGISLATIVO PODER JUDICIÁRIO PODER EXECUTIVO OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1° - 2 – - Legislativo e Judiciário (função atípica). Ex: abertura de concurso público, licitação no âmbito legislativo para compra de papel. - Ministério Público - Tribunais de Contas (São órgãos auxiliares do Poder Legislativo. Exerce um controle externo da administração. Quais são: Tribunal de Contas da União composto por ministros e Tribunais de Contas do Estados compostos por conselheiros. Existem no Brasil 2 TCMs: TCM de São Paulo; TCM do Rio de Janeiro. A CF proibiu a criação de novos TCMs. Obs: o STF entende que os Estados podem criar um tribunal de contas do Município, que fiscaliza as contas municipais. - Alguns particulares (por delegação do Estado). Ex: concessionários (delegação por contrato) e permissionários (delegação por ato administrativo). Conceito de Função Administrativa É exercida com caráter mediante prerrogativas preponderantemente infralegal 1 instrumentais 2 pelo Poder Executivo 1. A característica mais importante da função administrativa é sua absoluta submissão à lei. CF Leis Atos administrativos Por essa razão, sempre que o ato administrativo violar a lei, ele será nulo (Princípio da Legalidade). 2 Para adequada defesa do interesse público, a lei confere ao agente poderes especiais (prerrogativas). Muito importante: se o agente público usar os poderes do cargo em benefício próprio, o ato será nulo por desvio de finalidade, tresdestinação ou desvio de poder � favorecer amigos ou parentes, perseguir inimigos (desapropriar casa do candidato na eleição, governador que transfere para o interior um policial militar a fim de terminar o romance dele com a filha do governador). ♫Desvio de finalidade ou tresdetinação Anulam o ato se o agente que o praticou Usa os poderes do cargo em benefício pessoal Teoria do Desvio de Finalidade Não é defeito de competência, não há desvio de finalidade se o ato foi praticado por quem não tinha competência para isso. O desvio de finalidade é um defeito objetivo. Atualmente considera-se que o desvio de finalidade é um defeito de comportamento (teoria objetiva) e não apenas um vício de intenção, mas sim de conduta, de comportamento. Desvio de finalidade = intenção viciada + violação concreta do interesse público OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1° - 3 – Assim, a intenção viciada é necessária, mas não suficiente para tornar o ato nulo. 3. PRINCIPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO Noções Gerais Também chamadas de supra princípios. Tais princípios não são absolutos e sofrem algumas restrições. a) Supremacia do interesse público sobre privado É o interesse primário, o verdadeiro interesse da coletividade. Interesse público secundário é o interesse do Estado como pessoa jurídica, interesse patrimonial, o qual não tem supremacia. b) Indisponibilidade do interesse público Atenção: Algumas leis recentes tem relativizado a idéia de indisponibilidade do interesse público. Ex: o art. 23-A da Lei de Concessões (Lei 8987/95) autoriza o uso de arbitragem e outros meios privados para a solução de conflitos contratuais 3.1. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo Art. 37, CF L egalidade I mpessoalidade M oralidade P ublicidade E ficiência + Celeridade Processual (duração razoável dos processos administrativos). Princípio da Participação (a lei deve garantir instrumentos de participação do usuário na administração). 1) Princípio da Legalidade A administração só pode praticar condutas autorizadas por lei. ♫ Só se a lei autorizar Pode o agente autorizar a conduta Se o agente silenciar A conduta está proibida Legalidade Pública = Legalidade Privada Agentes Públicos Particulares Só podem fazer Pode fazer tudo o que a lei autorizar exceto o que a lei proíbe O silêncio da lei O silêncio da lei representa uma representa uma proibição permissão OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1° - 4 – Importante: ver art. 2º, parágrafo único da Lei 9784/99 � atuação conforme a lei e o direito. � bloco da legalidade, ou seja, respeitar a legalidade é cumprir Lei Ordinária, Lei Complementar, a CF, Medidas Provisórias, Tratados e Convenções Internacionais e Atos Normativos (Ex: decretos, portarias, regimentos internos e instruções normativas). 3 fundamentos: - Art. 37, caput - Art. 5º, II, CF (Atos Administrativos não podem criar deveres e proibições) - Art. 84, IV, CF (Decretos e regulamentos para dar fiel execução à lei 2. Princípio da Impessoalidade Lei 9.784/99: prevê o tratamento objetivo na defesa do interesse público (relacionado com a isonomia, igualdade e a imparcialidade). Consiste numa dupla proibição ao tratamento discriminatório e ao tratamento privilegiado. Ex: art. 37, §1º, CF – Trata-se de uma norma de impessoalidade. A publicidade de obras do governo deverá ter caráter informativo, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caráter político ou de autoridade pública. Ex: não pode haver a inauguração de um viaduto contendo uma placa com o nome do governador. 3. Moralidade Ver lei 9.784/99: tal princípio obriga o agente a respeitar a ética, o decoro, a probidade, a lealdade e a boa-fé vigentes na sociedade. Quanto à boa-fé, trata-se daquela objetiva, onde o que interessa é a conduta e não a intenção do agente. Obs.: o melhor exemplo de violação da moralidade é o chamado nepotismo (contratação de parentes para cargos em comissão - Súmula Vinculante 13). Para o STF: a Súmula Vinculante 13 não vale para agentes públicos, ministros de estado e secretários estaduais e municipais. OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1° - 5 – QUESTÕES SOBRE O TEMA 1 (OAB.CESPE.SP/2008.2) Assinale a opção correta com relação aos princípios que regem a administração pública. A) Não ofende o princípio da moralidade administrativa a nomeação de servidora pública do Poder Executivo para cargo em comissão em tribunal de justiça no qual o vice-presidente seja parente da nomeada. B) A administração pública pode, sob a invocação do princípio da isonomia, estender benefício ilegalmente concedido a um grupo de servidores a outro grupo que esteja em situação idêntica. C) Ato administrativo não pode restringir, em razão da idade do candidato, inscrição em concurso para cargo público. D) O Poder Judiciário pode dispensar a realização de exame psicotécnico em concurso para investidura em cargo público, por ofensa ao princípio da razoabilidade, ainda quando tal exigência esteja prevista em lei. 2) (OAB.CESPE.SP/2008.1) Com relação aos diversos aspectos que regem os atos administrativos, assinale a opção correta. a) Motivo e motivação do ato administrativo são conceitos equivalentes no direito administrativo. b) Nos atos administrativos discricionários, todos os requisitos são vinculados. c) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é uma presunção jure et de jure, ou seja, uma presunção absoluta. d) Segundo a teoria dos motivos determinantes do ato administrativo, o motivo do ato deve sempre guardar compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação de vontade, pois, se o interessado comprovar que inexiste a realidade fática mencionada no ato como determinante da vontade, estará ele irremediavelmente inquinado de vício de legalidade. 3) (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração pública. A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF, tendo sido inserido posteriormente, por meio de emenda constitucional. B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo mesmo órgão que tenha tomado a decisão. C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina, o princípio da impessoalidade não foi consagrado expressamente na CF. D) Em virtude do princípio da legalidade, a administração pública somente pode impor obrigações em virtude de lei; direitos, por sua vez, podem ser concedidos por atos administrativos. Gabarito: 1. C; 2. D; 3. A. DIREITO%20ADMINISTRATIVO_OAB1FASE_EXTENSIVO_20_05_2009_PROF_ALEXANDRE_MAZZA_AULA_2.pdf OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 1 – TEMAS TRATADOS EM SALA 1. LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (Lei 8.429/92) Sanções • Perda do cargo • Devolução dos valores • Multa civil • Suspensão dos direitos políticos • Suspensão do direito de contratar - São penas civis, políticas e administrativas. - A Lei nº. 8.429/92 elenca os atos de improbidade praticados por agente público, servidor ou não, contra a administração direta ou indireta, nas três esferas de governo. - Existem 3 modalidades de improbidade: • Enriquecimento ilícito. • Prejuízo ao erário. • Atos que atentem contra princípios da administração (não precisa causar prejuízo ao erário). Ex: negar publicidade a ato oficial. - Entendimentos Jurisprudenciais STF1: O juiz pode aplicar as penas separadamente, selecionando as mais apropriadas diante do caso concreto. STJ: O princípio da insignificância não se aplica a lei da improbidade. STF 2: O STF para evitar a ocorrência de dupla punição (bis in idem) tem entendido que a lei de improbidade não se aplica aos servidores federais punidos pela lei dos crimes de responsabilidade. - Agentes políticos federais não se sujeitam a lei de improbidade (Presidente da República, Vice- Presidente e Ministros de Estado). - Obs.: É cabível a indisponibilidade dos bens do indiciado quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito. DEFESA DA MORALIDADE AP ACP Cidadão MP PJ interessada OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 2 – - Muito importante: A Súmula Vinculante 13 do STF proíbe a contratação de parente para cargos em comissão (Súmula Antinepotismo). Porém, a proibição ascendente, descendentes e colaterais até 3º grau. 2. Princípios (Continuação) 2.1. Publicidade � Divulgação dos atos administrativos. A publicidade é uma proibição de conduta sigilosa. - Exceções: a) Segurança da coletividade. Ex: informações militares. b) Intimidade dos envolvidos. Ex: prontuário de pacientes. 2.2. Eficiência - Acrescentado pela EC 19/98 - Obriga a administração a atingir os melhores resultados na sua atuação. - Institutos que revelam preocupação com idéia de eficiência: concurso público*, estágio probatório* *A validade do concurso público é de até 02 anos. *O estágio probatório tem duração de 03 anos. São cargos vitalícios com estágio probatório de 02 anos o de magistrado, promotor e membros dos tribunais de contas. 3. PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS OU IMPLÍCITOS 3.1. Autotutela - Obriga a administração a anular atos defeituosos e revogar atos inconvenientes ♫Princípio da autotutela Obriga a administração Anular atos com defeito Para os inconvenientes a revogação. 3.2. Razoabilidade ou proporcionalidade - Refere-se a uma proibição de exageros �dever de adequação em meios e fins. Ex: ordena demolir casa que tem pintura das paredes descascadas. “Não se usam canhões para matar pardais”. ♫Eu andei errado, eu pisei na bola Matei um pardalzinho usando um canhão Mas o exagero é sempre ilegal É inválida a conduta desproporcional. OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 3 – 3.3. Obrigatória Motivação - Todo ato administrativo deve ser acompanhado de uma explicação por escrito das razões que levaram à sua prática (motivação). Motivo = Motivação - A motivação é necessária para atos vinculados e discricionários. 3.4. Finalidade - Todo ato deve ser praticado para defesa do interesse público. Se o ato for praticado para interesse alheio ao interesse público, será nulo (Teoria do Desvio de Finalidade ou Tresdestinação). Ex: remoção de servidor para perseguição pessoal. - Desvio de finalidade não é defeito de competência. Só existe desvio de finalidade se o ato foi praticado por servidor competente. 3.5. Outros Princípios - Além dos princípios já mencionados vigoram também no direito administrativo: segurança jurídica, hierarquia, contraditório e devido processo legal. 4. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Estuda a estrutura da administração pública. Técnicas de desempenho: Desconcentração Descentralização Órgãos Entidades Não tem personalidade Pessoas autônomas Ex: Ministérios, Secretarias, Ex: autarquias, fundações, empresas públicas Administração pública direta ou centralizada Administração indireta ou descentralizada Não podem ser acionadas no judiciário* São acionadas no judiciário *Perigo: apesar de não serem pessoas jurídicas alguns órgãos são dotados de capacidade processual especial (basicamente para responder Mandado de Segurança). Ex: Presidência da República e Mesa do Senado. Situação de fato que autoriza a prática do ato, Ex: multa Explicação por escrito. Ex: notificação OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 4 – 4.1. Administração Pública Indireta Formada por pessoas jurídicas de direito público e pessoas jurídicas de direito privado. ♫ As autarquias e as fundações Tem natureza de direito público Empresas Públicas e Sociedades Mistas São de Direito Privado São de direito público: Associações Públicas e Agências Reguladoras São de direito privado: Fundações Governamentais. 4.2. Autarquias e Fundações Públicas - Ex: INSS, Banco Central (BACEN), CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico, Universidades Públicas (UNB), IBAMA, INCRA, FUNAI. - Fundações Públicas são tipos de autarquias. Conceito de Fundações Públicas: pessoa jurídica de direito público. Criadas e extintas por leis específicas. - Serviços autônomos (DL 200/67) Características: • Autonomia Gerencial e Orçamentária: capacidade de alto governo. Não se confunde com independência nem subordinação hierárquica. Graus de liberdade: 75 0 50 100 Subordinação hierárquica Autonomia Independência Ex: órgão Ex: adm indireta Ex: Poderes Agências - As autarquias não estão subordinadas a ministérios, mas vinculadas a eles (Supervisão Ministerial) - Autarquias e Fundações: • Imunes a impostos (Art. 150,0§2º, CF). • Possuem privilégios da Fazenda Pública (prazo em dobro para contestar e em quádruplo para recorrer, execução por precatórios). • Nunca exploram atividade econômica. • Praticam atos administrativos e celebram contratos administrativos. Fundações Públicas = Fundações Governamentais (polêmica*) *Fundações governamentais � alguns autores não admitem sua existência OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 5 – Fundações Públicas: - Natureza direito público. Ex: FUNAI e PROCON. - Criada por lei específica. Fundações Governamentais: - Natureza direito privado. Ex: Fundação Padre Anchieta. - Autorização legislativa � três etapas: 1ª lei autorizando; 2º decreto regulamentando a lei; 3º: registro dos atos constitutivos em cartório. Agências Reguladoras: Ex: Anatel, Aneil, Anac. � Autarquias com regime especial. Regime especial é formado por duas características: • Dirigentes estáveis e com mandatos fixos; • Não são demissíveis “ad nutum” (sem razão/motivo). OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° - 6 – QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.(OAB/CESPE – 2007.3) O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS, falsificada pelo próprio beneficiário. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde, a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. Na situação hipotética considerada, o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da A) autotutela. B) indisponibilidade dos bens públicos. C) segurança jurídica. D) razoabilidade das decisões administrativas. 2. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) A Lei Complementar n.o 1.025, de 7 de dezembro de 2007, do estado de São Paulo, ao criar a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), dispôs que essa agência, no desempenho de suas atividades, deveria obedecer, entre outras, às diretrizes de “adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público” (art. 2.º, III) e de “indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinem as suas decisões” (art. 2.º, V). Tais diretrizes dizem respeito aos seguintes princípios: A) eficiência e devido processo legal. B) razoabilidade e objetividade. C) proporcionalidade e motivação. D) legalidade e formalidade. 3. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração pública. A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF, tendo sido inserido posteriormente, por meio de emenda constitucional. B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo mesmo órgão que tenha tomado a decisão. C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina, o princípio da impessoalidade não foi consagrado expressamente na CF. D) Em virtude do princípio da legalidade, a administração pública somente pode impor obrigações em virtude de lei; direitos, por sua vez, podem ser concedidos por atos administrativos. Gabarito: 1. A; 2.C; 3. A.