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Farmacologia Cloranfenicol Introdução Cloranfenicol tem índice terapêutico muito estreito, sendo capaz de produzir depressão medular idiossincrásica. Por conta disso, só é usada em terapias alternativas ou em infecções graves ao ponto de os benefícios da droga superarem os riscos de toxicidade. Quando se diz que o índice terapêutico ou a margem de segurança de uma droga são estreitos significa que a dose terapêutica está muito próxima daquela com potencial tóxico. Farmacocinética Cloranfenicol é lipossolúvel, sendo capaz de atravessar a barreira hematoencefálica e a placentária, o que o torna contraindicado durante a gestação. Além disso, por ser um inibidor enzimático ele intensifica o efeito farmacológico de outras drogas, o que exige atenção durante a prescrição. De 50 a 60% da droga no organismo circula ligada a proteínas plasmáticas. Existem 3 formas de apresentação: palmitato de cloranfenicol, forma base ativa e succinato de cloranfenicol. Via de administração Palmitato e base ativa são as formas administradas via oral e tem boa absorção. Como succinato não tem essa boa absorção, deve ser administrado na via parenteral. Palmitato e succinato são pró-fármacos, o que exige uma reação de hidrólise para que assumam a forma de base ativa e passem a ter efeito farmacológico. A reação de hidrólise do palmitato acontece no intestino delgado, já do succinato no fígado, rins e pulmões. Metabolização e excreção 90% do cloranfenicol é metabolizado e inativado pelo sistema glicuroniltransferase hepático que o conjuga com ácido glicurônico, o que torna o fármaco hidrossolúvel permitindo que ele sofra excreção renal. Por esse motivo pacientes com insuficiência hepática devem receber doses menores. Meia-vida A meia-vida não sofre alterações importantes na hemodiálise, mas existem tempos distintos de acordo com a faixa etária. Em adultos, a meia-vida é de 4 horas, em recém-nascidos de 9 horas e em prematuros de 12 horas. Essa diferença acontece porque o sistema glicuroniltransferase em RN e prematuros ainda está imaturo, o que retarda a metabolização da droga estendendo sua meia-vida. Farmacodinâmica Cloranfenicol é uma droga inibidora de síntese proteica, bacteriostática e de amplo espectro, atuando contra riquétsias, clamídias, micoplasmas, e algumas enterobactérias Cloranfenicol apresenta efeito bactericida somente contra alguns microrganismos como H. influenzae, Neisseria meningitidis e S. pneumoniae. Mecanismo de ação e resistência Cloranfenicol inibe a síntese proteica por agir na subunidade 50s do ribossomo bloqueando a ação da enzima peptidiltransferase, que é a responsável por ligar a cadeia peptídica em formação com o aminoácido novo trazido pelo RNA transportador para o ribossomo, processo que recebe o nome de alongamento. Alguns microrganismos como P. aeruginosa, Salmonella e Shigella são resistentes a cloranfenicol porque produzem a enzima acetiltransferase que se liga à droga impedindo sua ligação com o ribossomo. Usos Clínicos Cloranfenicol é uma droga alternativa às tetraciclinas na salmonelose invasiva e infecções por riquetsia como o tifo. Além disso, é alternativa aos beta-lactâmicos nas meningites por H. influenzae, N meningitidis e S. pneumoniae. É feito também o uso tópico de soluções de tianfenicol (droga que faz parte do grupo do cloranfenicol) para infecções oftalmológicas e otológicas uma vez que a ação sistêmica dessa droga é quase nula. Efeitos Adversos Os efeitos adversos mais graves do cloranfenicol são a síndrome cinzenta que acomete principalmente RN e a depressão medular. Esse segundo é capaz de produzir disfunções no sistema hematopoiético que levam a anemias dose-dependentes e podem gerar um quadro idiossincrásico de anemia aplástica. Além disso, ainda pode produzir cefaleia, confusão mental, náuseas, vômitos e reações de hipersensibilidade. Tetraciclinas Grupos Tetraciclinas de ação curta tem meia-vida de 8 a 9 horas como a tetraciclina e a oxitetraciclina. Tetraciclinas de ação intermediária tem meia-vida de 12 a 14 horas, como a demeclociclina e a metaciclina. Tetraciclinas de ação longa tem meia vida maior do que 14 horas, são as mais usadas na prática médica, tem melhor absorção gastrointestinal e os exemplos são doxiciclina e minociclina. Glicilciclinas O único representante desse grupo de tetraciclinas é a tigeciclina, droga produzida a partir da minociclina para ampliação do espectro de ação e prevenção de mecanismos de resistência. O uso é exclusivamente intravenoso, sendo indicada para infecções complicadas intra- abdominais, de pele ou tecidos moles. Farmacocinética A grande maioria das tetraciclinas é administrada por via oral, mesmo tendo uma absorção ruim e afetável pela presença de alimentos. A exceção são as tetraciclinas de ação longa que, por serem mais lipossolúveis, tem melhor absorção e penetração tecidual independente da presença ou não de alimentos. Além disso, a excreção das de ação longa é biliar. Por terem afinidade por tecidos em formação, são contraindicadas para gestantes e crianças com idade menor que 8 anos, onde podem afetar fígado, ossos e dentes. Tetraciclinas não devem ser administradas junto de alimentos, suplementos, laxantes e antiácidos porque tendem a formar compostos não absorvíveis chamados de quelatos, como Ca2+, Mg2+, Zn2+, Fe2+ e Al 3+. Dessa forma, tanto a absorção da droga será dificultada quanto do nutriente que participou da formação do quelato. Farmacodinâmica Tetraciclinas são drogas inibidoras de síntese proteica, bacteriostáticas e de amplo espectro, atuando contra bactérias gram + principalmente e algumas gram -, incluindo riquetsia, micoplasmas, clamídias, espiroquetas e enterobactérias. Tetraciclinas de ação longa são capazes de atravessar a membrana lipídica das bactérias por serem mais lipossolúveis, diferentemente das outras tetraciclinas que necessitam de poros para realizar tal entrada. Elas inibem a síntese proteica por agir na subunidade 30s do ribossomo impedindo a ligação do aminoácido trazido pelo RNA transportador na fita de RNA mensageiro. Diante disso, o alongamento é interrompido e a síntese proteica também. Resistência A resistência das bactérias às tetraciclinas se baseia principalmente no efluxo da droga, além de inativação enzimática e proteção ribossômica que impede a fixação da droga à subunidade 30s. Usos Clínicos Tetraciclinas são usadas na doença de Lyme, infecções por riquétsias ou micoplasmas, brucelose, leptospirose, peste, clamídias, linfogranuloma venéreo, gonorreia, sífilis, acne grave, antraz e algumas patologias odontológicas. Em associação com outras drogas podem ser usadas para infecção por Helicobacter pylori, para profilaxia alternativa de doença meningocócica e em cirurgias de intestino. Efeitos Adversos É possível citar anorexia, náuseas, vômito, flatulência e alteração de flora intestinal, o que leva à diarreia. Pode acontecer lesão hepática diante de doses elevadas, fotossensibilidade cutânea (principalmente doxiciclina) e aumento da uremia em pacientes com insuficiência renal aguda. Pode haver crescimento alterado do feto, descolamento dos dentes e hipoplasia de esmalte, o que reforça a contraindicação para gestantes e crianças com menos de 8 anos. Aminoglicosídeos Introdução Aminoglicosídeos são drogas inibidoras de síntese proteica, bactericidas e de amplo espectro. Eles atuam contra bactérias gram -, como enterobactérias, micobactérias e pseudomonas. São drogas ineficazes diante de bactérias intracelulares e anaeróbias porque o transporte das drogas para o citoplasma bacteriano é dificultado. Além disso, tem atividade limitada contra gram +, atuando somente S. aureus e Streptococcus sp., exceto S. pneumoniae e S. pyogenes porque são resistentes. Aminoglicosídeos são usados em infecções do trato urinário, pneumonia, meningite, peritonite, endocardite bacteriana, sepse, tularemia, peste, infecções por micobactérias, fibrosecística e algumas aplicações antibióticas tópicas. São drogas com efeito pós-antibiótico, que é a persistência da ação farmacológica mesmo quando a concentração plasmática fica abaixo da CIM. Nesse caso, a concentração fica baixa não porque a droga foi excretada, mas sim por se encontrar no citoplasma bacteriano, o que impede sua detecção em exames. Há sinergismo com drogas que atuam na parede bacteriana e antagonismo competitivo com drogas que se ligam à subunidade 30s do ribossomo como tetraciclinas e drogas que dependem de transportadores de membrana como cloranfenicol. Subgrupos Existem vários subgrupos de aminoglicosídeos, sendo que cada um tem alguma característica específica. Estreptomicina tem a melhor absorção e penetração tecidual do grupo, podendo ser usada via oral. Neomicina é usada via tópica, não tendo efeito sistêmico. Amicacina é o grupo que menos sofre com mecanismos de resistência. Paromomicina pode ser usada tanto para infecções bacterianas quanto em algumas parasitoses como a leishmaniose. Outros grupos importantes são Canamicina, netilmicina, espectinomicina, tobramicina e gentamicina, sendo esses dois últimos muito usados na prática. Farmacocinética Aminoglicosídeos têm absorção dificultada no trato gastrointestinal porque são moléculas catiônicas, o que as torna hidrossolúveis e dificulta a absorção. Além disso, têm atividade reduzida em ambientes ácidos sofrendo degradação no TGI. Por esse motivo, são administradas via parenteral e tópica. São drogas com pouca ligação com proteínas plasmáticas, pouca penetração no SNC e metabolização hepática mínima. A excreção da forma ativa é renal, podendo ser removida do organismo por diálise peritoneal ou hemodiálise também. Gentamicina é inativada se misturada com carbenicilina ou cefalotina antes da administração. Além disso, aminoglicosídeos são drogas que precipitam quando misturadas com heparina. Farmacodinâmica Aminoglicosídeos inibem a síntese proteica por agir na subunidade 30s do ribossomo de três formas, bloqueando o início da síntese proteica, provocando desprendimento prematuro das subunidades impedindo a formação de proteínas completas, ou ainda alterando a sequência de bases nucleotídicas levando à formação de proteínas de membrana defeituosas, o que é responsável pelo efeito bactericida rápido desse grupo de drogas. Resistência Microrganismos adquirem resistência à aminoglicosídeos principalmente pela produção de enzimas (Amicacina se protege delas) como acetilase, adenilase e fosforilase, além da existência de mecanismos que dificultam a penetração intracelular da droga e mutações proteicas. Efeitos Adversos ●Ototoxicidade acontece porque as drogas se acumulam na perilinfa e linfa, lesam as células ciliares ali presentes, afetando em seguida os dois ramos do 8º par de nervos cranianos. A disfunção coclear é expressa por tinido e surdez temporária ou permanente, já a disfunção vestibular causa náuseas e vertigens. ●Nefrotoxicidade se expressa por proteinúria e azotemia, que é a retenção de nitrogênio não-proteico. Isso acontece porque os aminoglicosídeos se incorporam nas células do túbulo contorcido proximal destruindo suas bordas em escova, permitindo o extravasamento de conteúdo intracelular lesando o tecido renal. Por esse motivo a boa hidratação é indispensável durante o uso de aminoglicosídeos A insuficiência renal aguda exige um reajuste rigoroso da dose por a excreção desse grupo ser unicamente renal. Como são excretadas ainda na forma ativa, o organismo não realiza metabolização, então diante de uma IRA haverá um aumento das chances de toxicidade. Pacientes com alteração da função renal, que usam diuréticos de alça como furosemida, drogas nefrotóxicas ou tem idade avançada tendem a ter uma intensificação da nefrotoxicidade. Diante disso, ofereça o aminoglicosídeo endovenoso diluído em sf 0,9% com infusão máxima de 30- 60 minutos para evitar o acúmulo da droga. ●Um efeito menos comum é a neurotoxicidade manifestada por bloqueio neuromuscular, o que gera fraqueza e depressão respiratória. Esse efeito é percebido principalmente em pacientes com miastenia gravis ou que usaram bloqueadores neuromusculares em cirurgias. Antiprotozoários Nitroimidazóis Secnidazol, metronidazol e tinidazol são pró-fármacos que compõe o grupo, são drogas contraindicadas no primeiro trimestre de gestação e indicadas para microrganismos anaeróbios, amebíase, giardíase e tricomoníase. Dentro do microrganismo, o radical nitro destas drogas atua como receptor de elétrons vindos de enzimas como a piruvato ferredoxina redutase, com isso, gera compostos tóxicos que se ligam ao DNA e proteínas dos protozoários levando à sua morte. Secnidazol tem a maior meia-vida do grupo (uso em dose única), sendo seguido do tinidazol (uso de 12/ 12 horas) e depois metronidazol (uso de 8/ 8 horas). São seguras e tem efeitos adversos toleráveis, como desconforto gastrointestinal, tontura, cefaleia, gosto metálico e efeito Dissulfiram, provocado principalmente pelo metronidazol. Amebíase O agente etiológico da amebíase é Entamoeba histolytica, protozoário que pode causar colite aguda e abscesso hepático. A infecção se dá por ingestão de cistos maduros em água ou alimentos contaminados por fezes. No Brasil, metronidazol é a droga de escolha para tratamento da amebíase intestinal e hepática, sendo que nesse segundo caso se usa doses mais altas por um tempo maior também. Giardíase O agente etiológico da giardíase é Giardia lamblia, protozoário que pode causar um quadro assintomático infectante ou quadro diarreico com má absorção de nutrientes. A infecção se dá por ingestão de cistos maduros em água ou alimentos contaminados por fezes. O tratamento da giardíase é feito preferencialmente com secnidazol por conta da comodidade posológica, podendo se utilizar dos outros Nitroimidazóis como drogas de segunda escolha. Diante da incerteza do diagnóstico ou indisponibilidade de testes confirmatórios, é possível tratar giardíase com Nitazoxanida, droga de espectro muito amplo e eficaz contra Giardia. Tricomoníase Causada por Trichomonas vaginalis, é uma IST sintomática que causa vaginite em mulheres e uretrite em homens. Tricomoníase pode ser tratada com dose única de metronidazol ou tinidazol, ou creme vaginal destas mesmas drogas. Gestantes infectadas devem ser tratadas após o primeiro trimestre de gestação para aliviar os sintomas e prevenir infecções respiratórias ou genitais no recém-nascido. É essencial o tratamento dos parceiros com o mesmo esquema terapêutico. Benzonidazol Benzonidazol é a droga usada para o tratamento da doença de Chagas, ou tripanossomíase. O tratamento leva 60 dias, é contraindicado para gestantes e os efeitos adversos são intensos, incluindo anorexia, vertigens, urticária, cefaleia, sonolência e dores abdominais. O mecanismo de ação é semelhante ao dos Nitroimidazóis. Benzonidazol tem um radical nitro que dentro do parasita sofre ação da enzima nitroredutase e se torna um intermediário nitroreduzido reativo capaz de se ligar e destruir o DNA, proteínas e lipídios do parasita provocando a inibição de seu crescimento. Nifurtimox é uma droga com mesmo mecanismo de ação e uso terapêutico do benzonidazol, porém, por ser extremamente tóxica não foi liberada pela ANVISA para ser usada no Brasil. As dificuldades do tratamento com benzonidazol incluem o longo período, efeitos adversos intensos e resistência dos microrganismos através da não-produção de nitroredutase. Além disso, há uma baixa eficácia do tratamento na fase crônica da doença. Drogas para Leishmaniose Glucantime Também chamado de antimoniato pentavalente de N-metil- glucamina ou somente antimoniato de meglumina, é uma droga muito tóxica usada para tratar leishmaniose visceral e tegumentar. É um pró-fármaco que é convertido em antimônio trivalente após administração. Ele interfere na beta- oxidação de ácidos graxos e glicólise do parasitalevando à depleção do ATP intracelular e morte. Caso haja lesão tegumentar única pode ser administrado localmente em aplicação intralesional. A dificuldade do tratamento existe porque a via de administração é parenteral, ele deve ser feito por 30 dias e produz muitos efeitos adversos, incluindo mal estar, cefaleia, dispneia, erupção cutânea, edema facial, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade e cardiotoxicidade. Glucantime é contraindicado para pacientes com insuficiência renal, hepática ou cardíaca, cardiopatas, pacientes que usem drogas que alteram o intervalo QT, gestantes, portadores de H IV, pessoas com idade menor que 1 ano ou maior que 50. Anfotericina B Anfotericina B é a droga de alto custo fornecida gratuitamente pelo SUS nos casos onde glucantime é contraindicado. Essa droga existe em duas formas, desoxicolato de anfotericina B e anfotericina B lipossomal. Se não fosse pelo seu custo elevado, seria a droga de escolha para o tratamento de leishmaniose porque é muito menos tóxica que glucantime. Desoxicolato é contraindicado em insuficientes renais e é um tratamento um pouco mais rápido que do glucantime. Por outro lado, anfotericina B lipossomal é a droga de escolha para gestantes e portadores de HIV, sendo que o tratamento é ainda mais rápido que do desoxicolato. O mecanismo de ação se baseia na ligação da droga no ergosterol da membrana do microrganismo, o que altera sua permeabilidade abrindo poros, levando à perda da integridade da membrana e morte. Desoxicolato e anfotericina B lipossomal podem provocar febre, cefaleia, náuseas, vômitos, calafrios e tremores. Além disso, desoxicolato ainda pode provocar hipotensão e alterações da função renal. Isotionato de Pentamidina Por fim, como última alternativa no tratamento de leishmaniose tegumentar se tem a pentamidina, droga pouco tolerada e com mecanismo de ação não definido, mas acredita-se que ela interfira no metabolismo do parasita inibindo a síntese de DNA, RNA, fosfolipídios e proteínas. Toxoplasmose Toxoplasmose é a doença causada por Toxoplasma gondii. O tratamento só é feito em quadros sintomáticos ou assintomáticos em gestantes e imunodeprimidos, que são as populações de risco para infecções graves. Não-gestantes Para tratar não-gestantes se usa pirimetamina e sulfadiazina, drogas sinérgicas e antagonistas do ácido fólico, por inibirem enzimas necessárias para a formação dele. É importante associar as duas drogas porque sulfadiazina inibe a formação de folato e pirimetamina inibe a utilização do folato do hospedeiro pelo parasito. Diante disso, a síntese de DNA é completamente interrompida. Gestantes Gestantes com toxoplasmose antes da 18ª semana começam o tratamento com espiramicina, droga inibidora de síntese proteica (ligação com subunidade 50s do ribossomo) com baixa penetração na barreira placentária usada para prevenção da transmissão vertical. Após a 18ª semana, o tratamento deve seguir se utilizando de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. Pirimetamina não deve ser usada antes desse momento porque pode ser teratogênica, existindo segurança no uso somente a partir da 18ª semana. Enquanto pirimetamina e sulfadiazina tratam da toxoplasmose, o ácido folínico é usado para suprir as necessidades de folato da gestante uma vez que durante o tratamento somente o ácido fólico não é suficiente. Os efeitos adversos do tratamento são distúrbios hematológicos como neutropenia, plaquetopenia, leucopenia e pancitopenia Observações ●Dissulfiram é uma droga usada para tratar o vício em bebidas alcóolicas que atua intensificando os efeitos desagradáveis do acetaldeído, um metabólito do etanol. Dissulfiram faz isso porque inibe a acetaldeído desidrogenase, enzima que converteria o acetaldeído no metabólito não-tóxico acetato. Por esse motivo, o ideal é a não-ingestão de bebidas alcóolicas durante o tratamento com Nitroimidazóis. ●Doenças negligenciadas são doenças causadas por agentes infecciosos que tem caráter endêmico, especialmente em populações de baixa renda da África, Ásia e América Latina. São doenças que se disseminam pelo acesso restrito a água potável e falta de saneamento básico. As principais doenças tropicais negligenciadas são doença de Chagas, dengue, parasitoses por platelmintos, leishmaniose, hanseníase, esquistossomose e teníase.