Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Imprimir
INTRODUÇÃO
Caro aluno, seja bem-vindo!
Daremos início à Aula 5 da Unidade 2, referente à disciplina de Radiologia Veterinária.
Nessa aula, você degustará de informações sobre: contenção física e química dos animais, posicionamento
correto e acessórios de auxílio ao posicionamento.
Na radiologia veterinária, diferente da radiologia humana, o paciente não costuma ser tão colaborativo e, na
maioria das vezes, �ca agressivo, sendo necessário o uso de contenção física ou até mesmo de contenção
química.
Então, destrincharemos os principais métodos de contenção �ca e química que podem ser usados nos
pacientes. Lembrando também que existem diferentes espécies, tipos de manejo, tipos de contenção e
protocolos anestésicos.
Aula 1
CONTENÇÃO E POSICIONAMENTO
Nessa aula, você degustará de informações sobre: contenção física e química dos animais,
posicionamento correto e acessórios de auxílio ao posicionamento.
25 minutos
CONTENÇÃO ANIMAL EM VETERINÁRIA
 Aula 1 - Contenção e posicionamento
 Aula 2 - Tipos de posicionamento
 Aula 3 - Técnicas de incidência
 Aula 4 - Avaliações articulares
 Aula 5 - Revisão da unidade
 Referências
128 minutos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 1/35
CONTENÇÃO ANIMAL
Dentro da medicina veterinária, a noção básica de contenção é necessária. Vamos para o conceito geral:
Contenção: ação ou efeito de reprimir, represar alguma coisa. Quer dizer de algo que está contido, sob
controle e não se movimenta.
Contenção na veterinária: �nalidade de restringir a movimentação do animal, com a intenção de avaliar o
paciente para a execução de curativos, exames, avaliação e administração de medicamentos (FEITOSA,
2017).
Na rotina dos atendimentos veterinários, a contenção tem um importante papel. Mas, um dos grandes
problemas enfrentados, é a relutância do tutor em conter ou permitir que se contenha �sicamente o animal
(FEITOSA, 2017).
De acordo com Martins (2019), por mais tranquilo que esteja o paciente, ambientes estranhos, com ruídos e
odores incomuns, como as clínicas veterinárias, aparentemente são hostis para eles. Portanto, é
recomendado sempre realizar a contenção, independentemente do temperamento do paciente, pois até o
animal mais calmo poderá reagir agressivamente como resposta à dor ou ao desconforto, gerando acidentes,
muitas vezes perigosos. A sensibilidade do paciente se torna aumentada pela dor e, às vezes, apenas acariciá-
lo nestas áreas já pode desencadear uma reação agressiva, que seria apenas uma atitude de defesa deste
animal, culminando em mordidas, arranhões, coices ou em um acidente mais grave.
Temos como principais objetivos na contenção dos animais domésticos:
Permitir e facilitar o exame físico.
Evitar fugas.
Evitar acidentes no paciente, como fraturas.
Proteger o examinador.
Proteger o animal.
Proteger o auxiliar.
Possibilitar a aplicação de medicações.
Possibilitar a realização de higienização e de curativos.
Auxiliar na colheita de sangue.
Auxiliar no posicionamento dos exames radiográ�cos, que é o mais importante para este nosso estudo.
No momento da contenção, devemos realizá-la da forma mais branda possível, evitando movimentos bruscos,
gritos, uso excessivo de força e até mesmo agressividade, pois comportamentos como esses podem alterar
signi�cativamente os parâmetro vitais do animal, interferindo diretamente no procedimento que será
realizado (FEITOSA, 2017).
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 2/35
No entanto, antes de realizar todo o procedimento de contenção, devemos tentar amenizar os efeitos
causados pelo examinador e o ambiente estranho para o animal. Para isso, devemos manter um contato
direto, acariciando o animal (aproximação de forma vagarosa e sempre mostrando que o animal pode con�ar
em você), chamando pelo nome, estalando os dedos, acarinhando-o, falando palavras de recompensa e
sempre cedendo a uma oportunidade de o paciente lhe conhecer melhor, para que ele não se sinta inseguro
na realização dos próximos procedimentos (FEITOSA, 2017).
O local onde realizaremos a contenção também deve ser escolhido minuciosamente. Superfícies duras e
escorregadias costumam deixar o paciente bem nervoso e agitado, podendo acontecer acidentes muito
graves tanto para o animal como para o examinador, o médico veterinário ou até mesmo o próprio tutor
(FEITOSA, 2017).
A contenção do paciente deve começar sempre de maneira simples, por exemplo, coleira e guia para os cães,
cabresto para os cavalos e, se necessário, progredir para mecanismos mais completos e drásticos, levando
sempre em consideração a espécie de animal que está sendo trabalhada (MARTINS, 2019).
Figura 1 | Contenção de felino com máscara
Fonte: acervo do autor.
Figura 2 | Demonstração do uso de focinheira em canino
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 3/35
Fonte: acervo do autor.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 4/35
DIFERENÇA ENTRE AS ESPÉCIES
CÃES: antes de qualquer aproximação, o técnico radiográ�co e o médico veterinário devem questionar o tutor
sobre o temperamento do animal, principalmente quando se tratar de raças grandes e que desempenham
papel de guarda. A contenção pode e deve ser realizada pelo tutor, sob auxílio e instrução do técnico ou do
veterinário e, para a segurança de todos, é imprescindível a utilização da focinheira, pois, na maioria dos
casos, os animais estarão ou poderão vir a sentir dor. Para o exame radiográ�co que necessite de decúbito, a
contenção em si pode ser realizada com o animal deitado, sendo seus membros presos com as mãos,
enquanto a cabeça do paciente pode ser presa pelos antebraços (FEITOSA, 2017). 
GATOS: apesar de serem menores e mais leves que a maioria dos cães, conter gatos é muito mais trabalhoso
e requer mais cuidado e habilidade do técnico, pois os felinos são mais rápidos e ágeis e conseguem se soltar
com facilidade quando contidos. Os gatos são também muito mais susceptíveis ao estresse causado pelo
ambiente e pela contenção, por isso, examinador e médico veterinário devem estar sempre atentos, pois
estes animais podem, inclusive, apresentar parada cardiorrespiratória durante o exame. Pode-se também
fazer uso de focinheira para evitar mordidas, tais como com os cães, e utilizar esparadrapos nas patas, para
evitar arranhaduras. Depois de se proteger de mordidas e arranhaduras, pode-se colocar o felino em decúbito
e passar uma toalha de mão dobrada em volta do pescoço do gato, impedindo-o de virar a cabeça para
morder e, neste caso, a focinheira pode ser retirada para permitir melhor ventilação do paciente (FEITOSA,
2017). 
EQUINOS, CAPRINOS, OVINOS E BOVINOS: grandes animais, normalmente, são submetidos a exames de
imagem com aparelhos portáteis, permanecendo nas propriedades, onde normalmente há troncos e bretes
de contenção, que facilitam enormemente o trabalho do técnico e do médico veterinário. Mesmo que haja
suspeita de luxações e fraturas em membros, estes animais são costumeiramente examinados em estação,
não sendo necessário o decúbito. 
Outra grande procura na radiologia veterinária é o atendimento de animais silvestres, aumentando a
cobrança por pro�ssionais capacitados para tal serviço. Como em qualquer animal, os animais silvestres
exigem um manejo mais cuidadoso, delicado e paciente. Para isso, podemos também utilizar alguns artifícios
para aquisição de uma imagem radiográ�ca de excelência, como corda e �ta adesiva (cuidado com olhos e
penas).
Figura 3 | Posicionamento lateral de uma chinchila
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 5/35
Fonte:Han e Hurd (2007, p. 158).
Figura 4 | Posicionamento dorsoventral manual de uma cobra
Fonte: Han e Hurd (2007, p. 172).
CONTENÇÃO QUÍMICA
Nem sempre é possível realizar procedimentos em animais apenas com a contenção física. Nestes casos, é
necessário recorrer à contenção química, por meio do uso de fármacos, para a realização de um exame
satisfatório e seguro. Tranquilizando esses animais agressivos, agitados e estressados, eles se tornam mais
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 6/35
fáceis de serem examinados e, consequentemente, diminuem-se as possibilidades de alterações panorâmicas
(FEITOSA, 2017).
Antes de qualquer sedação ou anestesia geral, é importante seguir um conjunto de etapas preparatórias. A
avaliação pré-anestésica tem como objetivo fornecer todas as informações relacionadas ao estado do
paciente, tais como: fatores de risco individuais, história, exame físico, exames laboratoriais e cardíacos. Uma
vez que o paciente pertence a um grupo de risco da Sociedade Americana de Anestesiologia (ASA), sistema de
classi�cação do estado físico, o anestesista pode criar um plano anestésico individualizado (BEDNARSKI,
2015). 
Anestésicos injetáveis e inalatórios são rotineiramente usados nos procedimentos de diagnóstico por imagem.
A pré-medicação consiste na administração de tranquilizantes, sedativos, opioides ou em uma combinação
desses medicamentos. Todas essas drogas auxiliam na contenção do animal, reduzindo seu estresse e
diminuindo a dose de indução e anestésico inalatório utilizado. Escolher o medicamento mais adequado para
o paciente pode ser uma tarefa desa�adora. A decisão deve ser tomada de acordo não apenas com o estado
de saúde do paciente mas também com o temperamento e a espécie animal, a duração média do
procedimento e a preferência pessoal (BEDNARSKI, 2015). 
A anestesia é frequentemente necessária para pacientes submetidos a procedimentos diagnósticos que
utilizam dispositivos perigosos ou quando os animais não cooperam ou são submetidos a procedimentos
dolorosos (DEGAN; SONEA, 2019). Exames radiográ�cos do crânio, radiogra�as intraorais, de seguimento da
coluna ou ainda animais que estejam sentindo muita dor, assim como exames para diagnóstico de displasia
coxofemoral, sempre devem ser realizados sob sedação/anestesia.
Quando há necessidade de anestesia geral, essa pode alterar mais ou menos o organismo e diferentes
funções do corpo. A anestesia geral é tipicamente mantida com anestésicos inalatórios, como iso�urano ou
sevo�urano, embora possa ser obtida com o uso de drogas injetáveis, em “bolus” repetidos ou em infusão
contínua, como o propofol (BEDNARSKI, 2015). 
Usando anestesia inalatória, os riscos para uma situação de emergência são reduzidos, mas não eliminados.
Os problemas mais comuns esperados são hipoxemia, hipoventilação, hipotensão, arritmias cardíacas,
acidose e hipotermia. O monitoramento dos pacientes anestesiados durante o exame de imagem é
importante (COSTEA, 2016). 
De acordo com Feitosa (2017), a sedação ou anestesia dos pacientes deve ser realizada exclusivamente por
um médico veterinário anestesista, e este deve acompanhar o paciente durante todo o decorrer do
procedimento, desde a preparação pré-anestésica, durante o exame e após este, em todo o seu período de
recuperação. Neste período, é possível que haja alterações na temperatura corporal, redução na frequência
respiratória e alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial destes animais.
Figura 5 | Anestesia inalatória em pombo
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 7/35
Fonte: acervo do autor.
Figura 6 | Anestesia inalatória em pombo
Fonte: acervo do autor.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 8/35
VÍDEO RESUMO
Caro aluno, iniciaremos a nossa primeira videoaula da Unidade 2, na qual abordaremos os principais assuntos
trabalhados na Aula 1.
Começaremos falando sobre os principais desa�os na contenção física dos animais domésticos; na sequência,
abordaremos sobre a necessidade de submeter um animal a uma contenção química (riscos e benefícios);
�ndaremos a aula conversando sobre o posicionamento e os acessórios que podem ser utilizados para
auxiliar no preparo desse animal, para a aquisição de uma boa imagem.
 Saiba mais
Para a complementação de nossa aula, indico a leitura do artigo: E�cácia do sistema de contenção
(automatizado e mecânico) no atordoamento de bovinos.
Este artigo discute e ilustra os métodos de contenções, sendo estas automatizadas e mecânicas em bois.
INTRODUÇÃO
Caro aluno, seja bem-vindo!
Daremos início à Aula 6 da Unidade 2, referente à disciplina de Radiologia Veterinária.
Nessa aula, você degustará de informações sobre os tipos de posicionamento equipamento-paciente para
exames de RX em pequenos animais, discutindo sobre a escolha ideal do tipo de aparelho; na sequência,
sobre as técnicas utilizadas para realizar o cálculo de kV e mAs e, para �nalizar a aula, sobre as técnicas
radiográ�cas e a obtenção de imagens de qualidade, como também a utilização de alguns aparelhos e
apetrechos que ajudarão na escolha e no aperfeiçoamento da técnica que será utilizada.
EQUIPAMENTO-PACIENTE PARA EXAMES DE RX
Aula 2
TIPOS DE POSICIONAMENTO
Nessa aula, você degustará de informações sobre os tipos de posicionamento equipamento-paciente
para exames de RX em pequenos animais.
26 minutos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 9/35
https://www.scielo.br/j/cr/a/CYvrzWfzFWjbCBXNH9GbBVf/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/cr/a/CYvrzWfzFWjbCBXNH9GbBVf/?format=pdf&lang=pt
A escolha do tipo de equipamento a se utilizar deve ser feita através da análise da necessidade, do número e
tipo de atendimento e do grau de tecnologia que é desejado. Os aparelhos móveis, portáteis e �xos são tipos
básicos de equipamentos de raio X. A demanda de casos deve ser considerada como baixo volume, médio
volume e alto volume e in�uenciará na escolha da aquisição do aparelho. Para um número de casos de baixo
volume (dois casos semanais) e com maior número de radiogra�as de extremidades de grandes animais, é
indicada a unidade portátil; já para a prática de médio volume (3 a 15 casos semanais), as unidades móveis
podem ser consideradas; para a prática de alto volume, é indicada a unidade �xa (HAN; HURD, 2007)
A unidade portátil pode ser carregada até o animal. Seu principal uso está voltado para a radiogra�a de
extremidades de grandes animais, podendo ser utilizada em pequenos animais em alguns casos. Aparelhos
móveis são restritos ao ambiente hospitalar, sendo possível mover entre salas e consultórios e tem
versatilidade su�ciente para serem utilizados em pequenos animais e para extremidades de grandes animais.
A unidade �xa possui aparelhos instalados em sala com proteção adequada e têm seu uso prático na clínica
médica de pequenos animais (HAN; HURD, 2007).
Os aparelhos podem ser dotados de sistema analógico ou digital. Para o processamento das imagens
analógicas, é necessário equipamento especí�co (câmara escura, tanques com produtos químicos e �lme
radiográ�co). A imagem é formada a partir da sensibilização dos cristais de prata presentes no �lme
radiográ�co pela radiação, dando origem à imagem latente que é reduzida para prata-preto-metálica em
contato com o �xador. Os sistemas de radiogra�a digital são divididos genericamente como radiogra�a
computadorizada (CR) e radiogra�a digital direta (DDR) (THRALL, 2010; MELO, 2009).
A radiogra�a computadorizada usa um cassete revestido por fósforo fotoestimulável (PSP), o qual, após sua
exposição à radiação, produz uma imagem latente que será estimulada por um laser de escaneamento. É
precisoque se faça a utilização de um leitor da imagem nos dispositivos de CR, responsável por fazer a
conversão do sinal luminoso em eletrônico. A radiogra�a digital direta (DDR) se subdivide em três tipos:
sistema com detector de tela plana indireta, sistema com detector de tela plana indireta e dispositivo de carga
acoplada. Os detectores de tela plana indireta são assim nomeados pois necessitam de um estímulo luminoso
visível para a formação da imagem, que serão processados da tela intensi�cadora para sinal eletrônico, lidos
por uma matriz de transistores e se transforma em arquivo eletrônico (THRALL, 2010; MELO, 2009; SILVA,
2013).
Detectores de tela plana diretos não possuem luz visível como etapa intermediária, são dotados de
fotocondutor (selênio amorfo), que a partir da incidência dos raios X coletam os elétrons liberados, formando
uma carga que será lida diretamente pela matriz, processada pelo sistema e transformada em arquivo
eletrônico. Dispositivos de carga acoplado possuem chips, em que é focalizada toda a luz incidida pela tela
intensi�cadora, sendo assim, a qualidade da imagem dependerá da capacidade de focalização e de coleta de
luz, podendo gerar distorções e degradação da imagem. É mais utilizada em seres humanos para a radiogra�a
de pequenas áreas (THRALL, 2010; MELO, 2009; SILVA, 2013).
Figura 1 | Aparelho de raio X �xo/portátil
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 10/35
Fonte: acervo do autor.
CÁLCULOS DE KV, MAS E TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS
No estudo da radiologia, as variáveis de exposição são de suma importância para o controle de contraste,
densidade e detalhes radiográ�cos. Qualquer mudança em qualquer uma destas variáveis demanda no ajuste
(aumento ou decréscimo) em outros fatores, para que se mantenha a densidade radiográ�ca. O ajuste é feito
através do painel de controle e é imprescindível que se conheçam as técnicas de posicionamento e
manipulação do equipamento (SILVA, 2016; THRALL, 2010).
A quilovoltagem (Kv) é o poder de penetração do raio X, sendo in�uenciada pela energia dos elétrons ao
atingirem o alvo. É responsável pelo controle de qualidade dos raios produzidos e está relacionada a fatores,
como espessura e densidade da estrutura a ser radiografada, distância foco-�lme (DFF) e distância foco-objeto
(DFO). O ajuste será feito de acordo com a espessura do local a ser radiografado, desta forma, quanto mais
espesso o local, maior a necessidade de ajuste do Kv. Para se ter uma medida mais exata da espessura da
região, usa-se o espessômetro (paquímetro) (SILVA, 2013; HAN; HURD, 2007). No cálculo da quilovoltagem, faz-
se uso da seguinte fórmula: Kv = 2 x E + K, em que E representa a espessura da estrutura a ser radiografada, e
K, a constante do aparelho. 
A miliamperagem (mA) pode ser de�nida como a quantidade de elétrons produzidos (quantidade de radiação
produzida na ampola) e designa a quantidade de elétrons gerados no �lamento do cátodo, portanto há o
aumento da densidade radiográ�ca ao aumentar a mA. O foco �no e o foco grosso se de�nem a partir da
espessura do alvo de tungstênio e auxiliam na formação dos detalhes da imagem. O tempo (s) está ligado ao
mA e corresponde ao intervalo de duração em que os raio X são produzidos, controlando o número de raios
gerados a cada exposição. Quanto maior este tempo de exposição, maior será a quantidade de raios
produzidos. O tempo e o mA são inversamente proporcionais, deste modo, quanto maior o tempo de
exposição, menor a miliamperagem. O produto destas grandezas resulta na miliamperagem/segundo (mAs),
sendo preferível a utilização de maior mA e menor tempo de exposição (SILVA, 2016; SILVA, 2013; HAN; HURD,
2007). A mAs pode ser calculada através da seguinte equação: mAs = Kv x CM, em que Kv se refere à
quilovoltagem, e CM, ao coe�ciente miliamperimétrico.
O coe�ciente miliamperimétrico é um fator variável de acordo com a densidade do tecido a ser radiografado,
sendo de�nidos valores a serem utilizados em cada estrutura (abdome, tórax, coluna) (SILVA, 2013).
Figura 2 | Espessômetro radiográ�co
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 11/35
Fonte: acervo do autor.
Figura 3 | Aplicação do espessômetro
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 12/35
Fonte: acervo do autor.
A Figura 3 representa um espessômetro radiográ�co, utilizado para medir a espessura da cavidade abdominal
de um caprino jovem, macho, com suspeita de ter ingerido corpo estranho. 
OBTENÇÃO DA QUALIDADE RADIOGRÁFICA
As imagens radiográ�cas tradicionalmente são formadas pela exposição dos cristais de prata presentes nos
�lmes à radiação. Porém, nas últimas décadas, mostrou-se prática e necessária a produção de imagens
digitais. Radiogra�as feitas com tela intensi�cadora e �lme, apesar de ainda serem muito utilizadas na
Medicina Veterinária, tendem a cair em desuso com o avanço da radiogra�a digital e o uso de aparelhos mais
so�sticados (THRALL, 2010).
Na radiogra�a computadorizada (CR), diferentemente da radiogra�a convencional, ao invés da utilização de
chassis com �lmes radiográ�cos, faz-se o uso de lâminas de imagem (placas de fósforo), sendo necessário um
leitor de lâmina de imagem, para que seja feita a ampli�cação do sinal pelo fotomultiplicador/detector,
permitindo que o sinal analógico se torne digital e seja armazenado em um computador. Já o sistema de
radiogra�a digital (DR) é o mais moderno e se divide em: conversão direta (detectores tem alta capacidade de
absorção e conversão de raios X) e conversão indireta (possui cintilador responsável pela conversão dos raios
X em fótons de luz) e o sensor transmite a imagem diretamente para a tela do computador, sem a
necessidade da utilização de placa (SILVA, 2016; THRALL, 2010).
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 13/35
Diversos fatores são responsáveis por afetar a qualidade da imagem radiográ�ca, os quais podem ser
causados pelo paciente, pela regulação do aparelho radiográ�co ou pela inabilidade de uso das técnicas
radiográ�cas. O movimento (do �lme ou do paciente) tem como consequência a perda do detalhe
radiográ�co, provocando um “borramento”. Outra causa de perda de detalhes é o efeito penumbra, que
promove o embaçamento das estruturas a serem avaliadas. Existem três fatores principais que interferem na
quantidade de penumbra na radiogra�a: tamanho do ponto focal, distância foco-�lme (DFF) e distância �lme-
objeto (DFO) (HAN; HURD, 2007; SILVA, 2016; KEALY; MCALLISTER; GRAHAM, 2012).
O efeito penumbra é diretamente proporcional ao tamanho do ponto focal, sendo assim, quanto maior o
ponto focal, maior o efeito penumbra. A distância foco-�lme (distância entre o alvo e o �lme) é inversamente
proporcional à penumbra, uma vez que, quando há o aumento da DFF, é observada a diminuição do efeito
penumbra. À relação entre a DFF e a penumbra, aplica-se a lei do quadrado do inverso (dobrando a DFF,
aumenta-se a mA em quatro vezes, com o intuito de manter a densidade radiográ�ca). A distância �lme-objeto
é a distância entre o �lme e a estrutura a ser radiografada, sendo que, ao diminui-la, diminui-se também o
efeito penumbra (HAN; HURD, 2007; SILVA, 2016; KEALY; MCALLISTER; GRAHAM, 2012).
A distorção acontece quando não é possível avaliar devidamente as estruturas anatômicas em seu formato e
tamanho. Pode ser causada pelo mau posicionamento da fonte de radiação ou do paciente. A principal
alteração observada na distorção é o encurtamento, em que a distorção gerada causa redução do
comprimento da estrutura (geralmente, ossos longos), ocorrendo quando a estrutura a ser radiografada não
está paralela à superfície de gravação da imagem (HAN; HURD, 2007; KEALY; MCALLISTER;GRAHAM, 2012).
Figura 4 | Magni�cação
Fonte: Han e Hurd (2007, p. 16).
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 14/35
A Figura 4 representa uma magni�cação, na qual o mesmo crânio é utilizado nas duas imagens. O crânio
colocado diretamente no chassi (A) e o crânio elevado 25 cm e se apresenta maior com detalhes reduzidos (B).
VÍDEO RESUMO
Caro aluno, iniciaremos a nossa segunda videoaula da Unidade 2, na qual abordaremos os principais assuntos
trabalhados na Aula 6. 
Começaremos falando sobre os tipos de posicionamento equipamento-paciente para exames de RX em
pequenos animais; na sequência, abordaremos sobre as técnicas utilizadas para realizar o cálculo de kV e
mAs; concluiremos a aula comentando e discutindo sobre técnicas radiográ�cas e obtenção de imagens de
qualidade.
 Saiba mais
Para complementação de nossa aula, lhe indico o artigo: Descrição das técnicas radiográ�cas intraorais
utilizadas na Medicina Veterinária.
Este material complementar apresenta as técnicas radiográ�cas utilizadas para as radiogra�as intraorais
focadas na radiologia veterinária de felinos e caninos. 
INTRODUÇÃO
Caro aluno, seja bem-vindo!
Daremos início à Aula 7 da Unidade 2, referente à disciplina de Radiologia Veterinária.
Nessa aula, você poderá degustar de informações sobre técnicas de incidência dos raios x em pequenos
animais; técnicas de incidência dos raios X em grandes animais e regime de operação dos aparelhos
radiológicos.
Aula 3
TÉCNICAS DE INCIDÊNCIA
Nessa aula, você poderá degustar de informações sobre técnicas de incidência dos raios x em pequenos
animais; técnicas de incidência dos raios X em grandes animais e regime de operação dos aparelhos
radiológicos.
25 minutos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 15/35
http://files.bvs.br/upload/S/0104-1894/2009/v27n1/a007.pdf
http://files.bvs.br/upload/S/0104-1894/2009/v27n1/a007.pdf
Nossos pacientes costumam chegar bastante estressados para a manipulação e, consequentemente, para a
realização dos exames de imagem, sendo importante conhecer sobre o manejo e, principalmente, sobre os
posicionamentos adequados para cada espécie, evitando erros e a exposição desnecessária do animal à
radiação. Então, discutiremos sobre a obtenção de imagens radiográ�cas com qualidade e com
posicionamento correto para cada exame discutido e as diferenças entre as espécies trabalhadas. Também,
focaremos no regime de operação dos aparelhos radiológicos.
TÉCNICAS DE INCIDÊNCIA DOS RAIOS X EM PEQUENOS ANIMAIS
As incidências radiográ�cas são baseadas no plano anatômico animal. As projeções são nomeadas de acordo
com a direção em que o raio central entra e sai na estrutura que está sendo radiografada. Com isso, são
descritas diferentes incidências, conforme a área de estudo e a espécie animal a ser trabalhado (HAN; HURD,
2007).
Na radiogra�a do crânio, as incidências mais utilizadas são as projeções lateral (laterolateral) e ventrodorsal.
Na projeção lateral, o paciente se encontra em decúbito lateral e faz-se o posicionamento de forma que haja
sobreposição dos ramos da mandíbula, sendo importante centralizar o feixe primário no crânio de forma que
a luz do colimador mostre a ponta do nariz, o topo da cabeça, a base do crânio e a mandíbula. Na projeção
ventrodorsal, o paciente é colocado em posição ventrodorsal com os membros anteriores voltados
caudalmente e a luz do colimador deve mostrar a ponta do nariz, a base do crânio e os lados direito e
esquerdo da cabeça (HAN; HURD, 2007).
Para a obtenção de radiogra�as de boa qualidade da coluna vertebral, é necessário que o animal esteja em
anestesia geral (contenção química). Em exames de coluna vertebral, é imprescindível posicionar o centro
longitudinal do feixe primário na vértebra e colimar a largura do feixe para aumentar o detalhe. As principais
incidências utilizadas são: lateral, ventrodorsal e dorsoventral, sendo também possível realizar as projeções
oblíqua, lateral �exionada e lateral estendida para avaliação das vértebras cervicais (HAN; HURD, 2007).
No esqueleto apendicular, as principais incidências realizadas são a mediolateral e a craniocaudal. Na
incidência mediolateral, o membro de interesse é aproximado da mesa, e o contralateral deve ser tracionado
caudalmente, o feixe incide na parte medial e sai na face lateral do membro. Na incidência craniocaudal, deve-
se levar em consideração o posicionamento do animal em estação, e o feixe incide da parte mais cranial para
a parte voltada mais caudalmente. Para a avaliação de carpo, metacarpos e dígitos, faz-se a incidência
dorsopalmar com o paciente em decúbito esternal. E, para avaliação de pelve, é possível utilizar a posição
ventrodorsal estendida e ventrodorsal �exionada. Para exames do tórax e abdome, as projeções empregadas
são a lateral e a ventrodorsal, podendo ser utilizado o posicionamento dorsoventral na avaliação torácica
(HAN; HURD, 2007).
Em aves, os principais posicionamentos são: ventrodorsal, laterolateral do crânio, ventrodorsal do crânio,
craniocaudal do membro pélvico, mediolateral do membro pélvico, mediolateral da asa e craniocaudal da asa.
Importante ressaltar que, para um bom resultado na radiogra�a laterolateral, as seguintes estruturas
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 16/35
precisam se sobrepor: acetábulo, clavícula, coracoide e rins. Em jabutis, são feitas incidências rostrocaudal,
dorsoventral e laterolateral, sendo contraindicado o posicionamento ventrodorsal, evitando compressão de
órgãos. Em cobras, as incidências utilizadas são a laterolateral e a dorsoventral (HAN; HURD, 2007).
Figura 1 | Exame radiográ�co de jabuti em projeção laterolateral
Fonte: acervo do autor.
Figura 2 | Radiogra�a em projeção mediolateral do membro anterior de um canino
Fonte: acervo do autor.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 17/35
TÉCNICAS DE INCIDÊNCIA DOS RAIOS X EM GRANDES ANIMAIS
As técnicas descritas na literatura concentram-se no posicionamento de equinos e são limitadas às
extremidades por conta da baixa adaptabilidade dos aparelhos radiográ�cos móveis e portáteis. Projeções
envolvendo o crânio, a pelve e o tórax necessitam de uma máquina com alta capacidade de miliamperagem
(mA) e estão além do enfoque deste texto (HAN; HURD, 2007). Para a realização dos exames, são necessários
dispositivos radiográ�cos especí�cos, como blocos de madeira, para se conseguir certos posicionamentos
(buscando elevação do casco para facilitar a realização do exame radiográ�co), túnel para chassi, caixa
navicular (útil para radiografar o osso sesamoide distal) e suporte para chassi (permite que a pessoa que
segura o chassi se posicione longe do animal e do feixe primário) (HAN; HURD, 2007; O’BRIEN, 2006).
Nos equinos, as projeções oblíquas são de grande utilidade, permitindo avaliar estruturas que poderiam se
sobrepor nas projeções ortogonais. A falta de preparo do casco é uma das principais causas de inconclusão de
estudos radiográ�cos da extremidade distal, uma vez que é necessário a retirada das ferraduras, a limpeza
dos cascos e o preenchimento adequado dos sulcos da ranilha, para que se tenha visualizações satisfatórias
de algumas das estruturas (O’BRIEN, 2006). As principais incidências utilizadas para a visualização do osso
navicular (sesamoide distal) são as projeções oblíquas dorsoproximal-palmarodistal (o feixe incide
dorsalmente na parte proximal do osso e sai palmar na parte distal do osso), dorsopalmar-dorsoplantar (o
animal �ca sobre o túnel do chassi com o membro de interesse posicionado cranialmente) e
palmaroproximal-dorsodistal (o animal �ca sobre o túnel do chassi com o membro de interesse posicionadocaudalmente) (HAN; HURD, 2007; O’BRIEN, 2006).
Para avaliação da terceira falange, as incidências utilizadas são lateromedial (o feixe entra lateralmente e sai
medialmente), dorsopalmar (o feixe entra dorsalmente e sai após a parte palmar), dorsolateral-palmaromedial
oblíqua (o feixe entra dorsalmente, voltado lateralmente e sai na parte palmar e medialmente; segura-se o
chassi contra o aspecto palmaromedial do membro) e dorsomedial-palmarolateral oblíqua. O nome de cada
incidência se refere ao local em que o feixe entra e em seguida, sai. As articulações metatarsofalangiana e
metacarpofalangiana são avaliadas através de incidências dorsopalmar (o chassi é posicionado na superfície
plantar/palmar do membro) e lateromedial (HAN; HURD, 2007; O’BRIEN, 2006). 
Para radiogra�as padrão do metacarpo, empregam-se as projeções lateromedial, dorsopalmar, oblíqua
dorsolateral-palmaromedial e oblíqua dorsomedial-palmarolateral. Essas mesmas incidências são realizadas
no tarso, substituindo o termo palmar por plantar, por se tratar do membro pélvico (HAN; HURD, 2007). Para
avaliação do carpo, as incidências dorsopalmar, lateromedial, oblíqua dorsolateral-palmaromedial, oblíqua
dorsomedial-palmarolateral e lateromedial �exionada (�exão do membro, aproximadamente, 60°, mantendo
o metacarpo paralelo e o rádio perpendicular ao solo) são utilizadas. Para todas as projeções supracitadas, é
de extrema importância que o animal esteja simetricamente posicionado, para que as patas sustentem o
corpo corretamente (HAN; HURD, 2007; O’BRIEN, 2006).
Figura 3 | Posicionamento e elevação dos membros anteriores de equino com auxílio de blocos de madeira (material radiotransparente)
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 18/35
Fonte: acervo do autor.
Figura 4 | Posicionamento dorsolateral-palmaromedial oblíquo em equino
Fonte: acervo do autor.
CONTENÇÃO QUÍMICA
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 19/35
Para garantir a segurança das pessoas e dos animais presentes na sala de raio X, existem cuidados básicos
para a realização dos exames, bem como equipamentos especí�cos para assegurar a saúde de todos. A sala
de raio X é composta por portas de proteção radiológica, paredes revestidas com argamassa baritada, biombo
blindado, vidro plumbífero e luz de atenção, que é acionada no momento anterior ao disparo do raio (HAN;
HURD,2007; THRALL, 2010).
As unidades �xas (aparelhos de raio X instalados em uma sala apropriada) têm diferentes capacidades de
exposição. São constituídas por um cabeçote, que é a parte mais externa, revestido internamente com
chumbo e é responsável pela proteção elétrica e mecânica, dissipação de calor e absorção de radiação
extrafocal. O cabeçote possui uma janela para a saída do feixe de raio X. Dentro do cabeçote, encontra-se a
ampola. O espaço entre a ampola e o cabeçote é preenchido por óleo, que funciona como protetor elétrico e
térmico. A ampola é revestida por vidro plumbífero e é resistente a altas temperaturas e ao vácuo criado em
seu interior e possui dois eletrodos em seu interior (cátodo e ânodo). O cátodo (-) possui �lamento em espiral
e contém dois �lamentos com diferentes dimensões. O ânodo (+) comporta um alvo de tungstênio com alto
ponto de fusão e é classi�cado em ânodo �xo (máquinas de baixa corrente) e ânodo giratório
(radiodiagnóstico; função de espalhar o calor) (HAN; HURD, 2007; THRALL, 2010).
O painel de controle tem como função o ajuste de miliamperagem, quilovoltagem e tempo. A miliamperagem
(mA) diz respeito à quantidade de elétrons produzidos e, consequentemente, o número de raios liberados.
Existem aparelhos com mA �xo ou variável e com diferentes capacidades, sendo considerado, em média, 30 a
150mA foco �no e 200 a 500mA foco grosso. A quilovoltagem (Kv) é o poder de penetração do raio e
determina a energia do feixe de radiação. O tempo corresponde ao intervalo durante o qual os raios X estão
sendo produzidos, está relacionado ao circuito temporizador e controla o número total de raios gerados a
cada exposição, ou seja, quanto maior o tempo de exposição, mais raios serão produzidos. O produto da
miliamperagem (mA) pelo tempo do �uxo em segundos resulta na miliamperagem/segundo (mAs). A variação
do mA e do tempo de exposição causa variação no grau de enegrecimento (HAN; HURD, 2007; THRALL, 2010).
Os chassis são dispositivos em forma de livro à prova de luz que contêm o �lme e o mantém em contato com
os écrans. O écran é uma película de substância química que, quando irradiada, gera raios UV e luz visível,
sensibiliza o �lme e produz a imagem. O �lme é feito à base de poliéster e é sensível à radiação X,
enegrecendo após perda de prata metálica. Para a diminuição da ação de raios secundários, pode-se utilizar a
grade Potter Bucky (sistema Potter Bucky) (HAN; HURD, 2007).
Figura 5 | Chassis de vários tamanhos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 20/35
Fonte: acervo do autor.
Figura 6 – Aparelho de raio X �xo
Fonte: acervo do autor.
VÍDEO RESUMO
Caro aluno, iniciaremos a nossa terceira videoaula da Unidade 2, na qual abordaremos os principais assuntos
trabalhados na Aula 7.
Começaremos falando sobre as principais técnicas de incidência dos raios X em pequenos animais, como
também em animais silvestres); dando sequência, falaremos sobre as técnicas de incidência dos raios X em
grandes animais; �ndaremos a aula abordando o regime de operação dos aparelhos radiológicos na medicina
veterinária.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 21/35
 Saiba mais
Para complementação de nossa aula, lhe indico o artigo: Sinovite proliferativa crônica da articulação
metacarpofalangiana em equinos: relato de caso.
Este artigo avalia e descreve um comparativo relacionado com a sinovite proliferativa crônica dos
equinos.
INTRODUÇÃO
Caro aluno, seja bem-vindo!
Daremos início à Aula 8 da Unidade 2, referente à disciplina de Radiologia Veterinária.
Nessa aula, você degustará de informações sobre: desvios angulares e rotacionais, sistemas de medidas e
aplicação de medidas às patologias dos animais domésticos (patologias ortopédicas hereditárias, luxações de
articulações, síndrome do navicular em equinos, angulação para auxílio no ferrageamento de equinos).
A realização de exames para avaliação de problemas articulares é bem comum dentro da medicina
veterinária, sendo assim muito importante ter o domínio da técnica para obter imagens de qualidade. Em se
tratando de grandes animais, o exame radiográ�co é realizado e utilizado para fechar grandes negociações, já
que tem extrema importância para a aquisição de cavalos atletas.
LUXAÇÃO PATELAR E RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL EM PEQUENOS ANIMAIS
A luxação de patela é uma afecção na articulação fêmoro-tíbio-patelar, frequentemente encontrada na clínica
de pequenos animais, e é o exemplo mais comum de deslocamento do osso sesamoide. Caracteriza-se pelo
deslizamento da patela do sulco troclear e está constantemente associada à ruptura do ligamento cruzado
cranial do joelho. Algumas raças apresentam predisposição ao desenvolvimento desta condição,
principalmente raças miniatura e de pequeno porte de cães (Poodle, Boston Terrier, Yorkshire Terrier,
Chihuahua, Pinscher Miniatura, Bichon Frisé, Pequinês e Spitz Alemão miniatura) e em gatos Devon Rex. Pode
Aula 4
AVALIAÇÕES ARTICULARES
Nessa aula, você degustará de informações sobre: desvios angulares e rotacionais, sistemas de medidas
e aplicação de medidas às patologias dos animais domésticos (patologias ortopédicas hereditárias,
luxações de articulações, síndrome do navicular em equinos, angulação para auxílio no ferrageamento
de equinos).
22 minutos25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 22/35
https://www.scielo.br/j/abmvz/a/kTgC53NMZpgHhyHBMKcwXwg/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/abmvz/a/kTgC53NMZpgHhyHBMKcwXwg/?format=pdf&lang=pt
ser congênita ou adquirida (trauma) e o deslocamento pode ocorrer lateralmente ou medialmente (mais
comum), em um membro (unilateral) ou nos dois (bilateral) (PINHEIRO et al., 2019; THRALL, 2014; SONTAG,
2019; NOLASCO et al., 2021).
A radiogra�a é um dos principais exames complementares que permitem avaliar a luxação patelar. O
posicionamento adequado é essencial para a observação desta condição e são indicadas as projeções
mediolateral, craniocaudal e pélvica ventrodorsal com tração caudal dos membros pélvicos e leve rotação
medial, com o intuito de posicionar as patelas dentro da tróclea. Quando esta enfermidade está presente e o
posicionamento é feito de maneira criteriosa, é possível observar na radiogra�a a patela fora do sulco troclear
(PINHEIRO et al., 2019; THRALL, 2014).
O ligamento cruzado cranial origina-se da área intercondilar do côndilo femoral lateral, prolonga-se
craniodistalmente e insere-se na área intercondilar central da tíbia (KÖNIG; LIEBICH, 2016). Este ligamento
pode se romper através de traumas ou degeneração, tendo o fator genético também como in�uência,
acometendo um maior número de cães de grande porte (Akita, São Bernardo, Rottweiler e Labrador, por
exemplo). Os cães com esta condição apresentam claudicação e aumento da sensibilidade da articulação
fêmoro-tíbio-patelar. O diagnóstico de�nitivo é feito através do teste de compressão tibial e do teste de
gaveta. Como exame complementar, o raio X, geralmente, é o primeiro exame a ser solicitado (JÚNIOR;
TUDURY, 2007; KÖNIG; LIEBICH, 2016; OLIVEIRA et al., 2009).
As projeções mais utilizadas são mediolateral, craniocaudal e mediolateral em estresse do joelho com a
articulação tarsal em máxima �exão. As alterações radiográ�cas fornecem informações sobre a gravidade de
cada caso, e as mais comuns de serem encontradas são a presença de osteó�tos, entesó�tos e a diminuição
da área que corresponde ao coxim gorduroso. Na técnica de posicionamento do animal, aplicam-se as forças
de rotação e tração, pois são forças que os músculos exercem sobre os ossos quando o animal se encontra
em estação e atividade normais. Sem a aplicação destas forças, é raro observar as alterações radiográ�cas
características para ruptura do ligamento cruzado cranial, a não ser que haja alguma estrutura empurrando a
tíbia cranialmente. Por este motivo, a incidência mediolateral sob stress se mostra a mais útil para a avaliação
da ruptura do ligamento cruzado cranial (JÚNIOR; TUDURY, 2007; KÖNIG; LIEBICH, 2016; OLIVEIRA et al., 2009).
Figura 1 | Mensuração do ângulo do platô tibial
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 23/35
Fonte: acervo do autor.
SÍNDROME DO NAVICULAR EM EQUINOS
O osso sesamoide distal (OSD) ou navicular, presente nos equinos, possui uma forma de lançadeira ou navio,
que possui conexão com diversas estruturas do esqueleto apendicular. Formado por duas superfícies:
articular e �exora, em que a articular proximal terá conexão com a falange média, a articular distal com a
falange distal e a �exora com o tendão �exor digital profundo (TFDP) e a bursa navicular. Possui duas bordas,
proximal e distal, além de duas extremidades, medial e lateral, que ajudam na �xação do osso através de
ligamentos conectados às falanges previamente citadas (THRALL, 2014).
A sua função é auxiliar no trabalho dos ligamentos que realizam a �exão dos membros, e a síndrome do
sesamoide distal impede o desempenho do cavalo, causando injúrias econômicas (PEIXOTO et al., 2010). É um
processo degenerativo do osso que acomete estruturas conectadas, principalmente o TFDP. Contém origem
duvidosa, tendendo a questões vasculares, como falta de suprimento sanguíneo e isquemia, idade, sendo
mais acometido em animais mais velhos, temperamento – animais mais “quentes” têm uma tendência maior,
conformação anatômica que pode ser hereditária – sem muitas evidências – e/ou prática excessiva ou em piso
inadequado, situações que demande sustentação demasiada do membro em relação ao peso e atividade,
gerando desgaste (URRY, L. A. et al., 2017).
Sua manifestação, por se tratar de uma síndrome, contém diversas formas e anormalidades no casco. É
importante salientar que não existem sinais clínicos patognomônicos. Dentro delas, há claudicação bilateral
no costume, mas pode ser unilateral ocasionalmente, principalmente em membros anteriores, de caráter
progressivo. Há encurtamento dos passos, fazendo com que o equino tropece com mais frequência pela
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 24/35
tentativa de se apoiar com a pinça do casco, assim como também faz em repouso. A morfologia do casco
também pode sofrer alterações, principalmente em redução e afunilamento de pinça, como aumento dos
bulbos/talões (CAMPEBELL, 2017).
O diagnóstico é feito através de anamnese, exame físico com o uso também de teste de pinça, teste de
prancha e cunha, e bloqueio de nervos plantares e palmares (CAMPEBELL, 2017). Uso de diagnóstico por
imagem, principalmente radiogra�a e ultrassonogra�a, também são métodos de eleição (PEIXOTO et al.,
2010). As projeções radiográ�cas para avaliação são DPPD 60° (dorsoproximal-palmarodistal), lateromedial,
PPPD (palmaroproximal-palmarodistal) ou Skyline, DP (dorsopalmar). Os sinais encontrados mais comuns são:
entesó�tos ou remodelamento na borda proximal e extremidades, invaginações sinoviais ou fragmentos
ósseos na borda distal, erosões corticais ou mineralização do TFDP no córtex �exor, esclerose em cavidade
medular (THRALL, 2014). A presença de osteó�tos pode ter associação também à síndrome, apesar de ser
uma representação de senilidade (CAMPEBELL, 2017). Em ultrassonogra�a, visibiliza-se bursite, irregularidade
das bordas do TFDP, calci�cação de ligamento sesamoide distal ímpar, tendinites, irregularidade na superfície
�exora e margens, tanto dorsal quanto palmar, e espessamento dos coxins (PEIXOTO et al., 2010).
Figura 2 | Posicionamento lateral para avaliação do navicular
Fonte: Thrall (2014, p. 555).
DISPLASIA COXOFEMORAL EM PEQUENOS ANIMAIS
As doenças articulares degenerativas são mais comuns em cães em relação a gatos e, dentre os gatos, os de
raça, especialmente o Maine Coon, são mais predispostos do que os sem raça de�nida (THRALL, 2014). É uma
doença de caráter hereditário, mas, além de fatores genéticos, os externos/ambientais também in�uenciam,
como exercício repetitivo, traumas ou problemas metabólicos/hormonais. Caracteriza-se por formação
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 25/35
anormal das cartilagens, levando à instabilidade da conexão entre o osso coxal e o osso fêmur, bem como
luxação ou subluxação. Durante o processo, ocorre a produção de tecido �broso como forma de amenização
�siológica, mas o desgaste dessa “produção insu�ciente” leva à degeneração articular (ROSSI, 2021). 
Seus sinais clínicos costumam ser bilaterais, portanto o felino apresenta uma postura mais “empinada”, rígida
e com passadas curtas, a �m de compensar o peso e propor mais conforto. Entretanto, se unilateral, além da
elevação de quadril, utiliza a cauda para distribuição de equilíbrio. No geral, gatos não apresentam tantos
sinais clínicos quanto cães, pois possuem uma tendência maior em se apoiarem nos membros anteriores que
os caninos, porém podem representar intolerância a qualquer movimento que force a articulação
coxofemoral, como saltos, o ato de defecar/urinar e escadas. Mudança de comportamento e estresse também
podem sersinais (ROSSI, 2021).
O diagnóstico é feito por uma anamnese, exame físico com teste de ortolani, em busca de frouxidão articular
e, especialmente, radiográ�co. Radiogra�camente observa-se osteó�tos, remodelamento e incongruência da
cabeça do fêmur, tendo o acetábulo com o seu formato perdido, arrasoamento acetabular, Linha de Morgan
(linha precoce formada por entesó�tos) e esclerose óssea. As projeções utilizadas são VD (Ventrodorsal),
estendendo os membros e rotacionando o joelho medialmente, para que o joelho �que posicionado entre os
sucos trocleares do fêmur e LL (Laterolateral) (THRALL, 2014). Outro método muito utilizado é o Ângulo de
Norberg e o Índice de Distração (ROSSI, 2021).
Também, podem ser utilizadas técnicas auxiliares na avaliação radiográ�ca. Dentre elas, destaca-se a de
Norberg, em que se mede na radiogra�a, utilizando-se uma escala. O ângulo é formado utilizando-se: linha
ideal, que une as duas cabeças femorais e a linha que une o centro da cabeça do fêmur sujeita a exame, com
a borda acetabular crâniolateral do mesmo lado. Qualquer medida constatada inferior a 105° mostra uma
inadequada relação entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, demonstrando sinais de subluxação ou luxação, o
que pode ser caracterizado como DCF (DOUGLAS; WILLIAMSON, 1975). 
A classi�cação é dividida em cinco categorias, de acordo com as características encontradas: 
Grau A – Articulações coxofemorais normais: a cabeça femoral e o acetábulo são congruentes. O ângulo
acetabular, segundo Norberg, é de, aproximadamente, 105°.
Grau B – Articulações coxofemorais próximas da normalidade: a cabeça femoral e o acetábulo são
ligeiramente incongruentes, e o ângulo acetabular, segundo Norberg, é de, aproximadamente, 105°.
Grau C – Displasia coxofemoral leve: a cabeça femoral e o acetábulo são incongruentes.
Grau D – Displasia coxofemoral moderada: a incongruência entre a cabeça femoral e o acetábulo é
evidente, com sinais de subluxação. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de, aproximadamente, 95°.
Grau E – Displasia coxofemoral grave: há evidentes alterações displásicas da articulação coxofemoral,
com sinais de luxação ou distinta subluxação. Há evidente achatamento da borda acetabular cranial,
deformação da cabeça femoral ou outros sinais de osteoartrose.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 26/35
VÍDEO RESUMO
Caro aluno, iniciaremos a nossa quarta videoaula da Unidade 2, na qual abordaremos os principais assuntos
trabalhados na Aula 8.
Começaremos nossa aula discutindo sobre luxação patelar e ruptura do ligamento cruzado cranial em
pequenos animais; na sequência, falaremos sobre a síndrome do navicular em equinos, e concluiremos
abordando sobre a displasia coxofemoral em pequenos animais.
 Saiba mais
Para contemplarmos o conteúdo de nossa aula, indico-lhe o artigo: Centro instantâneo de movimento, na
avaliação ex-vivo da reconstrução extra-articular fabelo-tibial, após transecção do ligamento cruzado
cranial em cães.
Este artigo abrange um comparativo relacionado ao efeito biomecânico articular de dois �os de suturas,
sendo eles: aço e polipropileno.
CONTENÇÃO FÍSICA, QUÍMICA E ACESSÓRIOS PARA AUXILIAR NA REALIZAÇÃO DO EXAME
RADIOGRÁFICO
Na Medicina Veterinária, a contenção tem a �nalidade de restringir a movimentação do animal, com a
intenção de avaliar o paciente para a execução de curativos, exames, avaliação e administração de
medicamentos (FEITOSA, 2017 ). 
Portanto, é recomendado sempre realizar a contenção, independentemente do temperamento do paciente,
pois até o animal mais calmo poderá reagir agressivamente como resposta à dor ou ao desconforto, gerando
acidentes, muitas vezes perigosos. 
A sensibilidade do paciente se torna aumentada pela dor e, às vezes, apenas acariciá-lo nestas áreas já pode
desencadear uma reação agressiva, que seria apenas uma atitude de defesa deste animal, culminando em
mordidas, arranhões, coices ou em um acidente mais grave. 
Aula 5
REVISÃO DA UNIDADE
24 minutos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 27/35
https://www.scielo.br/j/cr/a/sQJxCxXPcdNtp56frpLgtZM/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/cr/a/sQJxCxXPcdNtp56frpLgtZM/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/cr/a/sQJxCxXPcdNtp56frpLgtZM/?format=pdf&lang=pt
Temos como principais objetivos na contenção dos animais domésticos: permitir e facilitar o exame físico;
evitar fugas; evitar acidentes no paciente, como fraturas; proteger o examinador, o animal e o auxiliar;
possibilitar a aplicação de medicações; possibilitar a realização de higienização e de curativos; auxiliar na
colheita de sangue; auxiliar no posicionamento dos exames radiográ�cos, que é o mais importante para este
nosso estudo. 
No momento da contenção, devemos realizá-la da forma mais branda possível, evitando movimentos bruscos,
gritos, uso excessivo de força e até mesmo agressividade, pois comportamentos como estes podem alterar
signi�cativamente os parâmetros vitais do animal, interferindo diretamente no procedimento que será
realizado (FEITOSA, 2017). 
Para isso, devemos manter um contato direto, acariciando o animal (aproximação de forma vagarosa e
sempre mostrando que o animal pode con�ar em você), chamar pelo nome, estalando os dedos, acarinhando-
o, falando palavras de recompensa e sempre ceder uma oportunidade do paciente lhe conhecer melhor, para
que ele não se sinta inseguro na realização dos próximos procedimentos (FEITOSA, 2017). 
A contenção do paciente deve começar sempre de maneira simples, por exemplo, coleira e guia para os cães,
cabresto para os cavalos e, se necessário, progredir para mecanismos mais completos e drásticos, levando
sempre em consideração a espécie de animal que está sendo trabalhada (MARTINS, 2019). 
A quilovoltagem (Kv) é o poder de penetração do raio X, sendo in�uenciada pela energia dos elétrons ao
atingirem o alvo, sendo responsável pelo controle de qualidade dos raios produzidos e está relacionada a
fatores, como espessura e densidade da estrutura a ser radiografada, distância foco-�lme (DFF) e distância
foco-objeto (DFO). 
A miliamperagem (mA) pode ser de�nida como a quantidade de elétrons produzidos (quantidade de radiação
produzida na ampola) e designa a quantidade de elétrons gerados no �lamento do cátodo, portanto há o
aumento da densidade radiográ�ca ao aumentar a mA. 
Foco �no e foco grosso se de�nem a partir da espessura do alvo de tungstênio e auxiliam na formação dos
detalhes da imagem.
Figura 1 | Aplicação do espessômetro
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 28/35
Fonte: acervo do autor.
REVISÃO DA UNIDADE
Caro aluno, iniciaremos nosso vídeo de revisão, no qual abordaremos os principais assuntos trabalhados na
Unidade 2.
Começaremos com um resumo básico da Aula 5: contenção física e química dos animais; posicionamento
correto; acessórios de auxílio ao posicionamento. Na sequência, falaremos sobre a Aula 6: tipos de
posicionamento equipamento-paciente para exames de RX; cálculo de kV, mAs e técnicas radiográ�cas. Para
concluir o conteúdo abordaremos: desvios angulares e rotacionais; sistemas de medidas; aplicação de
medidas às patologias dos animais domésticos (patologias ortopédicas hereditárias, luxações de articulações,
síndrome do navicular em equinos, angulação para auxílio no ferrageamento de equinos).
ESTUDO DE CASO
Prezado estudante, é com muito carinho que preparei este material para você. Para que possamos reforçar e
ampliar o seu aprendizado nesta unidade, trarei uma situação-problema rotineira, na qual você terá que
re�etir e utilizar todo o seu conhecimento e habilidade na resolução. Vamos lá?
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html29/35
A falcoaria é a arte de criar, treinar e trabalhar com aves de rapina. Em países do Oriente Médio e da Ásia, a
falcoaria existia desde os primórdios da civilização, quando homens e aves caçavam juntos. Esta prática ainda
permanece viva até hoje em alguns países, como a Mongólia. No Brasil, a caça é proibida, mas a falcoaria tem
crescido ultimamente por trabalhar no controle de fauna em empresas alimentícias, em aeroportos e na
agricultura. Portanto, não é raro que tenhamos que realizar exames, principalmente exames radiográ�cos, em
gaviões, falcões, águias e corujas.
Chegou ao hospital veterinário um gavião asa-de-telha (Parabuteo unicinctus), espécie que mede entre 48-56
cm de comprimento e envergadura de 115-120 cm (de asa a asa), pesando entre 725 g e 1.000 g (as fêmeas
são maiores que os machos). 
O paciente tem o histórico de ter se machucado ao se chocar contra uma prateleira de metal, enquanto estava
trabalhando em controle de fauna em um supermercado. O gavião pertence a uma empresa de falcoaria. O
animal tem 4 anos de idade, do sexo masculino e, desde o acidente (na noite anterior), não quis se alimentar,
não voa e está com a asa esquerda “pendurada” e refere dor à palpação. O gavião asa-de-telha é uma espécie
muito arisca e não permite aproximação de desconhecidos com facilidade. O paciente está sentindo dor e,
devido à resposta agressiva do animal durante o exame físico e à necessidade de exames complementares,
inclusive exame radiográ�co, a contenção química deve ser realizada.
De acordo com o histórico apresentado, qual é a sua principal suspeita? Já que o gavião será contido
quimicamente, como você realizará sua localização na mesa e como irá �xá-lo? Sabendo que se trata de uma
ave rapinante, qual é o melhor posicionamento? E quais são as melhores incidências para diagnosticar
realmente o que aconteceu com o membro do gavião? 
 Re�ita
Meu caro estudante, para que você traga a solução mais acertada para a situação-problema apresentada
anteriormente, sugiro que você re�ita sobre o que aprendemos nesta unidade e se coloque como se
estivesse vivenciando o momento no qual o paciente chega no hospital veterinário. O caso clínico
apresentado acontece rotineiramente em clínicas e hospitais que oferecem diagnóstico por imagem para
animais e você precisa estar preparado. Animais silvestres e selvagens são pacientes cada vez mais
comuns, dado o crescimento destas espécies como animais de trabalho e de estimação.
Lembre-se de tudo o que já estudamos juntos no decorrer desta unidade, sobre posicionamento,
contenção, planos e eixos e tipos de fratura mais comuns nesta espécie animal e tenha em mente que,
além das habilidades técnicas que estamos desenvolvendo aqui, manter a calma, o equilíbrio e a empatia
trará sempre os melhores resultados, seja na resolução deste exercício ou na sua atuação real. 
RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO
Caro estudante, para consolidar seu aprendizado nesta unidade, resolveremos, agora, o problema do gavião
pertencente à empresa de controle de pragas tentando ajudar o mais rápido possível o paciente que sofreu o
acidente durante a realização de um trabalho. Para isso, você terá que utilizar todo o seu conhecimento e
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 30/35
habilidade para conseguir gerar uma imagem de excelente qualidade, que, consequentemente, trará um
diagnóstico preciso. Você está pronto? Vamos começar?
Sabemos que se trata de um paciente que será sedado para a realização do procedimento e conhecemos as
técnicas e os aparatos que podem ser utilizados para ajudar no posicionamento do paciente. 
É recomendado que um médico veterinário anestesiologista realize o procedimento de contenção química,
pois sabemos que anestésicos injetáveis e inalatórios são rotineiramente usados nos procedimentos de
diagnóstico por imagem. A pré-medicação consiste na administração de tranquilizantes, sedativos, opioides
ou combinação desses medicamentos. Todas essas drogas auxiliam na contenção do animal, reduzindo seu
estresse e diminuindo a dose de indução e anestésico inalatório utilizado. Escolher o medicamento mais
adequado para o paciente pode ser uma tarefa desa�adora. A decisão deve ser tomada de acordo não apenas
com o estado de saúde do paciente mas também com o temperamento e a espécie animal, a duração média
do procedimento e a preferência pessoal (BEDNARSKI, 2015). 
Após a realização da contenção química, podemos, ainda, fazer uso da contenção física para melhor
posicionar o paciente, buscando um manejo mais cuidadoso, delicado e breve. Para isso, podemos também
utilizar alguns artifícios para aquisição de uma imagem radiográ�ca de excelência, utilizando corda ou �ta
adesiva (melhor opção para a ave em questão), tomando sempre muito cuidado com olhos e penas.
Para realizar a imagem do paciente que deu entrada no hospital veterinário, o pro�ssional radiologista deve
trabalhar com, no mínimo, duas incidências com um ângulo de 90° de relação entre as duas. As projeções
mediolateral da asa esquerda e caudocranial da asa esquerda serão escolhidas para a aquisição da imagem.
Ao término do exame, foi constatada uma fratura fechada transversal na diá�se média radioulnar esquerda,
sendo esse paciente encaminhado para o setor de ortopedia para correlação clínica e posterior conversa com
os proprietários.
RESUMO VISUAL
A importância do conhecimento para obtenção de exames de qualidade.
Figura | Esquema ilustrativo da Unidade 2
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 31/35
Fonte: elaborada pelo autor.
Aula 1
BEDNARSKI, R. M. Dogs and cats. In: GRIMM, K. A. et al. Veterinary anesthesia and analgesia: the �fth
edition of Lumb and Jones. Hoboken, Nova Jersey: Wiley-Blackwell, 2015. p. 817-826.
COSTEA, R. Anesthesia considerations for critically ill patients. EJCAP, v. 26, n. 3, 2016. Disponível em:
https://www.fecava.org/wp-content/uploads/2019/09/autumn-2016.pdf#page=27. Acesso em: 16 nov. 2022.
REFERÊNCIAS
6 minutos
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 32/35
https://www.fecava.org/wp-content/uploads/2019/09/autumn-2016.pdf#page=27
DEGAN, A.; ȘONEA, A. Anesthesia protocols and techniques for imaging diagnosis procedures in small animals.
Rom Biotechnol Lett., v. 24, n. 6, p. 961-965, 2019.
FEITOSA, Francisco Leydson F.. Semiologia Veterinária: a arte do diagnóstico. São Paulo: Roca, 2017. 704 p.
HAN, C. M.; HURD, C. D. Diagnóstico por imagem para prática veterinária. São Paulo, SP: Roca, 2007.
MARTINS, D. Métodos de contenção em diferentes espécies animais. Agronomia concursos, 2019. Disponível
em: https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-
16042019.pdf. Acesso em: 16 nov. 2022.
Aula 2
HAN, C. M.; HURD, C. D. Diagnóstico por imagem para a prática veterinária. 3. ed. São Paulo, SP: Roca,
2007. 284 p.
KEALY, J. K´.; MCALLISTER, H.; GRAHAM, J. P. Radiogra�a e ultrassonogra�a do cão e do gato. 5. ed. Rio de
Janeiro, RJ: Elsevier, 2012. 580 p.
MELO, C. S. Estudo de doses e otimização de carta técnica na transição de radiologia convencional para
computacional em diagnósticos veterinários. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Física
Médica) – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2009. Disponível em:
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119943/melo_cs_tcc_botib.pdf?
sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 16 nov. 2022.
SILVA, D. de A. Padronização de técnica radiológica em tórax de pequenos animais com sistema de
radiologia digital e utilização de espessômetro. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Física Médica) – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2016. Disponível em:
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/203826/000893092.pdf?sequence=1&isAllowed=y.Acesso em: 16 nov. 2022.
SILVA, R. T. da. Padronização das técnicas radiográ�cas empregadas nos exames de tórax como
proposta para rede hospitalar do distrito federal. 2013. Dissertação (Mestrado em Engenharia Biomédica)
– Universidade de Brasília, Brasília, 2013. Disponível em:
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15378/1/2013_RosangelaThomedaSilva.pdf. Acesso em: 16 nov.
2022.
THRALL, D. E. Diagnóstico de radiologia veterinária. 5. ed., Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2010. 832 p.
Aula 3
HAN, C. M.; HURD, C. D. Diagnóstico por imagem para a prática veterinária. 3. ed. São Paulo, SP: Roca,
2007. 284 p.
O’BRIEN, T. R. Radiologia de equinos. São Paulo, SP: Roca, 2006. 244 p.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 33/35
https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-16042019.pdf
https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-16042019.pdf
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119943/melo_cs_tcc_botib.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/119943/melo_cs_tcc_botib.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/203826/000893092.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15378/1/2013_RosangelaThomedaSilva.pdf
THRALL, D. E. Diagnóstico de Radiologia Veterinária. 6. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2014.
Aula 4
DOUGLAS, S. W; WILLIAMSON, H. D. Diagnóstico radiológico veterinário. Zaragoza: Acribia, 1975. 
JÚNIOR, D. B.; TUDURY, E. A. Uso do teste de compressão tibial e do deslocamento do sesamoide poplíteo no
diagnóstico radiográ�co da ruptura do ligamento cruzado cranial em cães. Revista Portuguesa de Ciências
Veterinárias, p. 71-74, 2007. 
KÖNIG, H. E.; LIEBICH, H. G. Anatomia dos animais domésticos. Texto e atlas colorido. 6. Ed. Porto Alegre,
RS: Artmed, 2016. 
NOLASCO, M. A. H. et al. Luxação patelar medial bilateral em cão da raça Pinscher: relato de caso. Revista de
Medicina Veterinária Unifeso, ano 2, v. 1, p. 29-33, 2021. 
OLIVEIRA, R. R. et al. Radiogra�a e ultrassonogra�a no diagnóstico da ruptura do ligamento cruzado cranial em
cães. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 29, p. 661-665, 2009. 
PEIXOTO P.V., KLEM M.A.P., BRITO M.F., CERQUEIRA V.D. & França T.N. 2010. Aspectos toxicológico, clínico-
patológico e ultra-estrutural das intoxicações iatrogênica e experimental por vitamina D em coelhos.
Pesq. Vet. Bras. 30(3):277-288 . 
PINHEIRO, A. B. S. et al. Luxação patelar medial em canino. Ciência animal, ano 4, v. 29, p. 61-64, abr. 2019. 
ROSSI, Alexandre. Adestramento inteligente:: como treinar seu cão e resolver problemas de
comportamento. São Paulo: Outro Planeta, 2021. 160 p. 
SONTAG, S. C. Estudo clínico e radiográ�co da luxação de patela e sua correlação com a velocidade de
hemossedimentação em cães. 2019. Dissertação (Mestrado em Proteção Sustentável e Saúde Animal) –
Universidade Estadual de Maringá, Umuarama, 2019. 
THRALL, D. E. Diagnóstico de Radiologia Veterinária. 6. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2014. 
URRY, Lisa A; CAIN, Steven A; WASSERMAN, Peter V. Minorsky; ORR, Rebecca B.. Biologia De Campbell. 10. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2017. 1442 p.
Aula 5
BEDNARSKI, R. M. Dogs and cats. In: GRIMM, K. A. et al. Veterinary anesthesia and analgesia: the �fth
edition of Lumb and Jones. Hoboken, Nova Jersey: Wiley-Blackwell, 2015. p. 817-826. 
COSTEA, R. Anesthesia considerations for critically ill patients. EJCAP, v. 26, n. 3, 2016. Disponível em:
https://www.fecava.org/wp-content/uploads/2019/09/autumn-2016.pdf#page=27. Acesso em: 16 nov. 2022. 
DEGAN, A.; SONEA, A. Anesthesia protocols and techniques for imaging diagnosis procedures in small animals.
Rom Biotechnol Lett., v. 24, n. 6, p. 961-965, 2019. 
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 34/35
https://www.fecava.org/wp-content/uploads/2019/09/autumn-2016.pdf#page=27
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.
HAN, C. M; HURD, C. D. Diagnóstico por imagem para a prática veterinária. 3. ed. São Paulo, SP: Roca.
2007. 
MARTINS, D. Métodos de contenção em diferentes espécies animais. Agronomia cursos, 2019. Disponível em:
https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-
16042019.pdf. Acesso em: 17 nov. 2022. 
THRALL, D. E. Diagnóstico de Radiologia Veterinária. 6. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2014.
25/05/2024, 20:38 u2_rad_vet
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202302/WHITE_LABEL/RADIOLOGIA_VETERINARIA/LIVRO/U2/index.html 35/35
https://storyset.com/
https://www.shutterstock.com/pt/
https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-16042019.pdf
https://agronomiaconcursos.com.br/wp-content/uploads/2019/04/Aula-1-conten%C3%A7ao-animal-16042019.pdf