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Aula 07
BACEN (Analista - Área 2 - Economia e
Finanças) Finanças - 2024 (Pós-Edital)
Autor:
Paulo Portinho
25 de Fevereiro de 2024
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Sumário
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 3
1 – CONCEITOS BÁSICOS SOBRE MERCADO .................................................................. 4
Os 4 Mercados ...................................................................................................................... 4
2 – TÍTULOS PÚBLICOS ........................................................................................................ 14
Visão Geral. ..................................................................................................................... 14
Títulos e Características. ............................................................................................... 17
Operações Compromissadas ..................................................................................... 29
Tesouro Direto ................................................................................................................. 31
3 – TÍTULOS DE EMISSÃO BANCÁRIA ............................................................................... 37
Letras Hipotecárias ............................................................................................................. 37
Letra Financeira .................................................................................................................. 38
Caderneta de Poupança ...................................................................................................... 41
4 – TIPOS DE DEPÓSITOS .................................................................................................... 43
2 – AÇÕES.............................................................................................................................. 46
Classificações ................................................................................................................. 47
6 – DEBÊNTURES .................................................................................................................. 54
Valor das debêntures .......................................................................................................... 57
Regras esquemáticas sobre debêntures .............................................................................. 58
Regras societárias sobre debêntures ................................................................................... 60
Debêntures Incentivadas ............................................................................................. 61
7 – FUNDOS DE INVESTIMENTO ........................................................................................... 68
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Classes de Fundos de Investimento ........................................................................... 79
Fundos Estruturados e de Participação ..................................................................... 90
ETF – EXCHANGE TRADED FUNDS............................................................................... 103
8 – SECURITIZAÇÃO ............................................................................................................ 108
Crédito Estruturado...................................................................................................... 108
Securitização ................................................................................................................ 109
Letra de Crédito Imobiliário - LCI .............................................................................. 114
Letra de Crédito do Agronegócio - LCA ................................................................. 118
Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI ........................................................... 120
Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA .............................................. 123
Sobre a tributação de CRI e CRA (e FII) .................................................................. 126
Lista de Questões ................................................................................................................ 129
Questões comentadas com gabarito ............................................................................ 150
ANEXO – PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS ........................................................ 186
Tesouro prefixado (LTN) .............................................................................................. 186
Tesouro prefixado com juros semestrais (NTN-F) .................................................... 188
Tesouro SELIC Pós-fixado LFT ...................................................................................... 191
Tesouro IPCA+ com juros semestrais NTN-B ............................................................. 193
Debêntures e títulos privados de dívida .................................................................. 197
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INTRODUÇÃO
Sobre essa aula 08 de Finanças para o BACEN pós-edital, abordaremos:
1 Características de operações e instrumentos do mercado financeiro e de
capitais.
1.1 Títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.
1.2 Títulos de dívida privada.
1.3 Securitização.
1.4 Operações compromissadas.
1.5 Depósito a prazo e depósito interfinanceiro ou interbancário.
1.6 Ações.
1.7 Fundos de investimento.
2.2 Propriedades dos mercados e dos agentes financeiros.
A estratégia adotada para essa aula será a seguinte:
Apresentar os instrumentos financeiras de forma detalhada, porém sem sua
precificação.
Quando for importante, vamos apresentar a precificação em anexo.
Não aprofundaremos os instrumentos regulados pela CVM (a norma de
Fundos de Investimento tem 350 páginas, e foge ao escopo de um concurso
que não seja específico para CVM).
Mãos à obra!
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1 – CONCEITOS BÁSICOS SOBRE MERCADO
Os 4 Mercados
Naturalmente há muito mais necessidades financeiras do que simplesmente
intermediar interessados em emprestar e captar recursos, portanto o
mercado foi se sofisticando e, a grosso modo, divide-se em 4 principais
mercados.
Fonte: CVM – Programa TOP
Mercado monetário
As transferências de recursos a curtíssimo prazo, em geral com prazo de um
dia, como aquelas realizadas entre as próprias instituições financeiras ou
entre elas e o Banco Central, são realizadas no chamado mercado
monetário. Trata-se de um mercado utilizado basicamente para controle da
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liquidez da economia, no qual o Banco Central intervém para condução da
Política Monetária. Resumidamente, se o volume de dinheiro estiver maior do
que o desejado pela política governamental, o Banco Central intervém
vendendo títulos e retirando moeda do mercado,reduzindo, assim, liquidez
da economia. Ao contrário, caso observe que a quantidade de recursos está
inferior à desejada, o Banco Central intervém comprando títulos e injetando
moeda no mercado, restaurando a liquidez desejada.
Mercado de câmbio
É o mercado em que são negociadas as trocas de moedas estrangeiras por
moeda nacional. Participam desse mercado todos os agentes econômicos
que realizam transações com o exterior, ou seja, têm recebimentos ou
pagamentos a realizar em moeda estrangeira. Esse mercado é regulado e
fiscalizado pelo Banco Central do Brasil, que dele também participa para
execução de sua Política Cambial.
Mercado de crédito
É o segmento do mercado financeiro em que as instituições financeiras
captam recursos dos agentes superavitários e os emprestam às famílias ou
empresas, sendo remuneradas pela diferença entre seu custo de captação
e o que cobram dos tomadores. Essa diferença é conhecida como spread.
Assim, as instituições financeiras nesse mercado têm como atividade
principal a intermediação financeira propriamente dita.
Em geral, são operações de curto e médio prazo, destinadas ao consumo
ou capital de giro das empresas. As operações são usualmente formalizadas
por contratos, como, por exemplo, cheque especial, conta garantida e
crédito direto ao consumidor, e as instituições financeiras assumem o risco
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de crédito da operação. São exemplos de instituições participantes desse
mercado os bancos comerciais e as sociedades de crédito, financiamento
e investimento, conhecidas como financeiras. O Banco Central do Brasil é o
principal órgão responsável pelo controle, normatização e fiscalização deste
mercado.
Mercado de Capitais
O mercado monetário e o mercado de câmbio são muito bem delimitados
e dificilmente geram alguma confusão. O mesmo já não se pode dizer da
relação entre o mercado de crédito e o mercado de capitais. Mesmo
quando uma empresa contrata um empréstimo de longo prazo,
normalmente isso é considerado parte do mercado de crédito.
Mas por que não mercado de capitais?
Como dito, no mercado de crédito, as instituições financeiras captam
recursos dos poupadores e os emprestam aos tomadores, assumindo os riscos
da operação. São remuneradas por uma diferença, conhecida como
spread, entre as taxas de captação e de aplicação desses recursos.
Já no mercado de capitais, os agentes superavitários emprestam seus
recursos diretamente aos agentes deficitários. Porém, as operações ocorrem
sempre com a intermediação de uma instituição financeira autorizada, que
atua como prestador de serviços, estruturando as operações, assessorando
na formação de preços, oferecendo liquidez, captando clientes, distribuindo
os valores mobiliários no mercado, entre outros. E são remuneradas pelos
vários serviços prestados.
Ou seja, quando a empresa pega o empréstimo diretamente no banco, é
mercado de crédito, mas quando ela toma dinheiro diretamente do
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superavitário, como quando emite ações ou debêntures, está acessando o
mercado de capitais. Obs. Muitas vezes o banco compra os títulos de outras
empresas, que ele mesmo lança e distribui, para encarteirar (colocar em
carteira própria de investimentos), mesmo nesse caso estamos tratando do
mercado de capitais.
No mercado de capitais, os investidores, ao emprestarem seus recursos
diretamente para as empresas, adquirem títulos, que representam as
condições estabelecidas no negócio, chamados de valores mobiliários.
Podem ser títulos de dívida, em que se estabelece uma relação de crédito
entre as partes tomadora e poupadora, como é o caso das debêntures, ou
podem ser títulos patrimoniais, ou de capital, em que os investidores se
tornam sócios do negócio, com todos os direitos e deveres inerentes, como
é o caso das ações. Os investidores podem adquirir esses valores mobiliários
diretamente, ou indiretamente por meio de estruturas de investimento
coletivo, como os fundos ou clubes de investimento.
Outros mercados.
Além dos pilares do mercado financeiro, ainda temos outros dois mercados
bem importantes para o seu funcionamento e que merecem destaque. São
eles mercado de derivativos e o de dívidas. Nem todos separam esses
mercados dos anteriores, uma vez que ambos são considerados, pela lei,
valores mobiliários. Porém, daremos destaque a ambos a partir de agora.
Mercado de derivativos
É o mercado é composto por ativos que derivam de outros ativos. Em outras
palavras, são valores mobiliários precificados a partir das expectativas sobre
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um valor futuro de outro ativo que tem seu preço determinado pelo
mercado.
Mercado a termo – é a compra ou a venda de uma determinada
quantidade de um ativo financeiro, a um preço predefinido, para liquidação
em prazo futuro determinado, resultando em um contrato entre as partes.
O comprador ou vendedor do contrato a termo se compromete a comprar
ou vender certa quantidade deste bem (que pode ser mercadoria ou ativo
financeiro) por um preço fixado, na própria data de realização do negócio
(assinatura do contrato a termo), para liquidação em data futura.
Os contratos a termo devem ser liquidados integralmente no vencimento e
podem ser negociados em bolsa e no mercado de balcão.
Mercado futuro – O mercado futuro pode ser entendido como uma
evolução do mercado a termo. Assim como no mercado a termo, os
participantes se comprometem a comprar ou vender certa quantidade de
um ativo por um preço estipulado para a liquidação em data futura.
A principal diferença entre TERMO e FUTURO é a forma de liquidação dos
contratos. No mercado a termo os desembolsos ocorrem apenas na
liquidação do contrato. Já no mercado futuro os compromissos são
ajustados diariamente (ajuste diário).
As alterações dos preços dos contratos são verificadas diariamente para
apuração das perdas ou ganhos, realizando-se a liquidação das diferenças
do dia. Além disso, os contratos futuros são negociados somente em bolsas,
por serem contratos padronizados. Há contratos padronizados no mercado
a Termo, mas podemos ter contratos não padronizados negociados em
mercado de balcão.
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Diferentemente do termo, o contrato futuro caracteriza-se por:
padronização, elevada liquidez, negociação transparente (em pregão de
bolsa), possibilidade de encerramento da posição com qualquer (outro)
participante em qualquer momento, graças ao ajuste diário do valor dos
contratos (o que não ocorre no TERMO) e proteção através da utilização do
mecanismo das margens de garantia exigidas pela bolsa para evitar
desequilíbrios entre o valor do contrato e as disponibilidades do contratante.
Ressalte-se que as corretoras também exigem depósitos de garantias para a
operação a termo com contrato padronizado.
São desvantagens operacionais do mercado futuro: custo elevado, pois
exige movimentação financeira expressiva devido aos ajustes diários, custos
operacionais mais elevadosdo que os contratos a termo e a necessidade
de depósito de garantias (custo de oportunidade).
IMPORTANTE!
A grande maioria dos materiais sobre mercado a termo está desatualizada,
ou induzindo o investidor a erro. E isso se refletiu em questões no passado,
com uma mesma banca considerando correto que o mercado a termo não
aceita liquidação antecipada (o que é um erro, aceita e é comum) em uma
prova, e em outra mudando esse entendimento.
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O print acima foi retirado do site de uma corretora brasileira, em 18/01/2024,
mostrando com clareza a opção de liquidação antecipada.
Mercado de opções – Neste mercado se negociam direitos, essencialmente.
Seria o direito de comprar ou de vender um bem por um preço fixo numa
data futura. Quem compra o direito deve pagar um prêmio ao vendedor.
Este prêmio, naturalmente não é o preço do bem, mas apenas o valor do
direito em si. Às vezes o direito não é muito interessante, como comprar uma
ação por R$ 30,00 daqui a um mês, sendo que ela está negociada hoje a R$
25,00. Talvez alguém pague R$ 0,05 por esse direito. Se a ação disparar para,
por hipótese, R$ 32,00 ele comprou um direito que valerá, na data de
exercício, R$ 2,00.
O objeto de negociação costuma ser um bem (ativo financeiro ou
mercadoria), que precisa ter ampla negociação em pregão, com formação
de preço transparente. O comprador da opção é chamado de titular e
sempre terá o direito do exercício, mas não obrigação de exercer esse
direito. O vendedor da opção é o lançador que terá a obrigação de
entregar o ativo, caso seja exercido (caso o titular exerça seu direito).
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Algumas definições:
Preço de exercício: É o preço que o titular paga (ou recebe) pelo bem em
caso de exercício da opção. Se for o titular de uma opção de compra, será
o preço pelo qual vai comprar se exercer, se for o titular de uma opção de
venda, será o preço pelo qual vai vender se exercer.
Prêmio da opção: É o valor pago pelo titular (e recebido pelo lançador) para
adquirir o direito de comprar ou vender o ativo pelo preço de exercício em
data futura.
É possível transferir a um terceiro seu compromisso, bastando realizar uma
operação inversa. Se comprou o direito de comprar uma ação por R$ X e
não quiser esperar, pode vender o direito de comprar essa ação por R$ X e
não terá mais direitos relacionados àquela opção. No mercado futuro
também é possível. Isso dispensa a necessidade de as contrapartes originais
permanecerem atreladas até a data de vencimento da obrigação.
O risco do titular é perder o que pagou (o prêmio) se a opção “virar pó”. Já
para o lançador o risco pode, virtualmente, não ter limites (apesar de ser
impossível um ativo não valer nada ou subir ao infinito).
Mercado de SWAP - No mercado de SWAP, negocia-se a troca de
rentabilidade (risco) entre dois bens (mercadorias ou ativos financeiros). O
contrato de swap é um acordo, entre duas partes, que estabelece a troca
de fluxo de caixa tendo como base a comparação da rentabilidade entre
os dois bens incluídos no contrato.
Por exemplo: SWAP DI x Dólar, troca risco cambial por risco de taxa prefixada.
Alguém não quer ficar exposto à variação do dólar, faz um contrato para
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pagar Taxa DI. Mas adiante, com exemplos, veremos como montar uma
operação dessas.
Outro exemplo: SWAP Ouro x Pré. Se, no vencimento do contrato, a
valorização do ouro for inferior à taxa prefixada negociada entre as partes,
receberá a diferença a parte que comprou taxa prefixada e vendeu ouro.
Se a rentabilidade do ouro for superior à taxa prefixada, receberá a
diferença a parte que comprou ouro e vendeu taxa prefixada. A liquidação
do SWAP ocorre integralmente no vencimento, de forma que é muito
semelhante à operação a termo.
Mercado de dívidas e de obrigações
As obrigações são títulos de dívida emitidos por instituições privadas ou
públicas. Nesse mercado, o investidor que adquire esses papéis está
emprestando dinheiro para que as entidades emissoras possam financiar
projetos ou quitar dívidas, sem recorrer a financiamentos ou empréstimos
bancários.
Como retorno, além de ter o valor aplicado reembolsado ao final, quem
investe em obrigações é remunerado por meio de juros ou correção da
inflação ou algum índice, segundo as características da obrigação
adquirida.
De forma geral, temos 2 grandes grupos de títulos nesse mercado.
Debêntures: papéis emitidos por sociedades anônimas de capital fechado
ou aberto, com o intuito de capitalizar empresa, seja para quitar dívidas, seja
para investir em novos projetos;
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Títulos do tesouro: papéis emitidos pelo Governo com o intuito de financiar
os gastos públicos, investimentos e a dívida pública.
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2 – TÍTULOS PÚBLICOS
Visão Geral.
Títulos públicos são instrumentos eminentemente de renda fixa (juros contratados),
emitidos por entes do poder executivo (hoje apenas governo federal) com objetivo
de financiar os gastos e as necessidades de recursos dos governos.
Os títulos podem ser atrelados a índices diversos. De inflação, relacionados à taxa
SELIC, de câmbio etc. Normalmente pagando uma taxa de juros além da variação
desses indicadores. Na aula anterior mostramos o cálculo de um título atrelado à
inflação.
O investidor pessoa física pode comprar títulos da dívida pública federal de três
maneiras:
1. Tesouro Direto. É um programa que facilita o acesso do pequeno
investidor ao mercado de títulos, permitindo compras e vendas de
valores baixos via internet. Mais detalhes ver no link
https://www.tesourodireto.com.br/.
2. Através de Instituições Financeiras: nesse caso, o investidor precisa se
cadastrar junto a um banco comercial ou de investimento ou a uma
corretora ou distribuidora de títulos e valores mobiliários regularmente
habilitados no sistema eletrônico disponibilizado pelo Banco Central
e solicitar a aquisição dos títulos. Geralmente, essa forma de
aplicação só está disponível para pessoas com muitos recursos à
disposição para investir.
3. Fundos de Investimento e de previdência privada: aqui o investidor
participa comprando cotas de fundos que apliquem seus recursos, ou
parte deles, em títulos públicos federais. Esse tipo de aplicação é
acessível para investidores de várias faixas de renda, mas estes não
têm total autonomia nas decisões sobre alocação de seus recursos,
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uma vez que a administração das carteiras fica a cargo dos gestoresdos fundos.
Se for pessoa jurídica, poderá acessar os títulos da seguinte forma:
1. Pessoa Jurídica Financeira: As instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que
sejam titulares de conta de custódia no Sistema Especial de
Liquidação e de Custódia (SELIC) e de conta Reservas Bancárias ou
Conta de Liquidação no Sistema de Transferência de Reservas (STR),
ambos administrados pelo Banco Central, podem adquirir títulos
públicos federais no mercado primário, participando diretamente
das ofertas públicas. No mercado secundário, podem adquirir títulos
mediante negociação direta com outra instituição financeira, que,
de igual forma, seja participante dos referidos Sistemas.
2. Pessoa Jurídica Não Financeira: Empresas, Entidades Fechadas de
Previdência Complementar ("Fundos de Pensão"), Sociedades
Seguradoras, Operadoras de Planos de Saúde e demais instituições
não classificadas no item anterior somente podem adquirir títulos
públicos federais, no mercado primário e no mercado secundário,
por meio de uma instituição financeira ou instituição autorizada a
funcionar pelo Banco Central do Brasil, desde que atendidos os
requisitos acima.
Aqui convém diferenciar e ilustrar alguns termos.
Mercado primário é o mercado onde o trânsito financeiro se dá entre o emissor
original e o tomador original. É o momento em que o Tesouro se capitaliza, pois o
dinheiro vai diretamente para seu caixa.
Mercado secundário é o mercado onde o trânsito financeiro se dá entre
vendedores e compradores não originais (que não deram origem à operação),
tendo por base títulos que já estão no mercado.
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Importante destacar que, mesmo que o Tesouro recompre títulos e recoloque no
mercado, isso não representa atuação no mercado primário, pois o título já estaria
em negociação no mercado. Em resumo, o tesouro não se capitaliza diretamente
dessa forma.
Sistema SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. É o depositário central
dos títulos que compõem a dívida pública mobiliária federal interna. É onde se
processam e se registram as emissões, os resgates, pagamentos de juros etc.
Uma central depositária que faz liquidação e custódia de títulos funciona como um
grande registro eletrônico de todos os títulos e seus movimentos. É o que garantirá
que quem comprou o título vai recebê-lo no prazo correto e quem vendeu vai
receber o dinheiro, também no prazo correto.
A liquidação é a operação que concretiza a negociação. A central garante os
direitos das partes envolvidas. A custódia é, tão somente, o registro dos títulos e das
operações em nome dos titulares.
Os títulos não são mais físicos, são escriturais (emitidos na forma eletrônica apenas),
por isso todo o processamento tem que se dar pelo Sistema SELIC.
Essa é uma explicação simplificada, mas recomendo fortemente a leitura
detalhada fornecida pelo site do BACEN. Ver neste link.
https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sistemaselic
Agente de custódia é a instituição que cuida da administração das contas de
custódia dos investidores junto à B3 (caso do tesouro direto), sendo responsáveis
pelas informações cadastrais dos investidores, pela guarda dos títulos públicos na
B3, pela intermediação financeira entre os investidores e o Tesouro Nacional e pelo
recolhimento de taxas e impostos. As corretoras de valores, bancos comerciais,
múltiplos ou de investimento e Distribuidoras de Valores. As contas de custódia na
B3 não são as mesmas do sistema SELIC.
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Títulos e Características.
O documento mais atual com as características dos títulos públicos, no site do
BACEN, apresenta a seguinte distribuição:
Letras do Tesouro Nacional (LTN)
Legislação básica: Decreto nº 11.301, de 21.12.2022.
Finalidade: poderão ser emitidas para cobertura de déficit orçamentário,
bem como para realização de operações de crédito por antecipação de
receita, observados os limites fixados pelo Poder Legislativo.
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro da Fazenda, quando da emissão do
título;
b) modalidade: nominativa;
c) valor nominal: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
d) rendimento: definido pelo deságio sobre o valor nominal;
e) resgate: pelo valor nominal, na data do vencimento;
f) custódia: Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic)
Letras Financeiras do Tesouro (LFT)
Legislação básica: Decreto nº 11.301, de 21.12.2022.
Finalidade: destinam-se ao cumprimento dos contratos de assunção, pela
União, das dívidas de responsabilidade dos estados e do Distrito Federal, nos
termos da Lei nº 9.496, de 11.9.1997, bem como das operações relativas à
redução da presença do setor público estadual na atividade financeira
bancária, nos termos da Medida Provisória nº 2.192-68, de 28.6.2001. As LFT
poderão ser emitidas em duas séries distintas: Letras Financeiras do Tesouro
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Série A (LFT-A) e Letras Financeiras do Tesouro Série B (LFT-B). As LFT-B também
poderão ser emitidas para o cumprimento dos contratos de assunção, pela
União, das dívidas de responsabilidade dos municípios, nos termos da
Medida Provisória nº 2.185-33, de 28.6.2001.
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro da Fazenda, quando da emissão do
título;
b) modalidade: nominativa;
c) valor nominal: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
d) rendimento: taxa média ajustada dos financiamentos diários
apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic,
divulgada pelo Banco Central do Brasil, calculada sobre o valor
nominal;
e) resgate: pelo valor nominal, acrescido do respectivo rendimento,
desde a data-base do título;
Os títulos a seguir não estão no decreto 11.301, mas ainda permanecem
sendo citados no site do BACEN.
Letras Financeiras do Tesouro Série A (LFT-A)
Características:
a) prazo: até quinze anos;
b) forma de colocação: direta, em favor do interessado;
c) valor nominal na data-base: R$1.000,00 (mil reais);
d) rendimento: definido pela taxa média ajustada dos
financiamentos diários apurados no Selic, para títulos públicos
federais, divulgada pelo Banco Central, acrescida de 0,0245% a.m.;
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e) resgate do principal: em até 180 parcelas mensais e
consecutivas, vencendo a primeira no mês seguinte ao da emissão,
sendo cada uma delas de valor correspondente ao resultado obtido
pela divisão do saldo remanescente, atualizado e capitalizado, na
data do vencimento de cada uma das parcelas pelo número de
parcelas vincendas, inclusive a que estiver sendo paga;
f) custódia: Selic.
Letras Financeiras do Tesouro Série B (LFT-B)
Características:
a) prazo: até quinze anos;
b) forma de colocação: direta, em favor do interessado;
c) valor nominal na data-base: R$1.000,00 (mil reais);
d) rendimento: definido pela taxa média ajustada dos
financiamentos diários apurados no Selic, para títulos públicosfederais, divulgada pelo Banco Central;
e) resgate do principal: pelo valor nominal, acrescido do
respectivo rendimento, desde a data-base do título;
f) custódia: Selic.
Notas do Tesouro Nacional (NTN)
Legislação básica: Decreto nº 11.301, de 21.12.2022.
As NTN poderão ser emitidas nas seguintes séries:
I - NTN Série B - NTN-B;
II - NTN Série B, Subsérie 1 - NTN-B1;
III - NTN Série C - NTN-C;
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IV - NTN Série D - NTN-D;
V - NTN Série F - NTN-F; e
VI - NTN Série I - NTN-I.
Apresentaremos apenas os detalhes sobre os títulos cobertos pelo decreto
mais recente.
Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B)
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Fazenda,
quando da emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o
valor nominal atualizado;
c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data-base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
e) atualização do valor nominal: pela variação do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês anterior, divulgado
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
desde a data-base do título;
f) pagamento de juros: semestralmente, com ajuste do prazo no
primeiro período de fluência, quando couber. O primeiro cupom de
juros a ser pago contemplará a taxa integral definida para seis meses,
independentemente da data de emissão do título;
g) resgate do principal: em parcela única, na data do
vencimento;
h) custódia: Selic.
Notas do Tesouro Nacional Série B1 (NTN-B1)
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Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) data do primeiro resgate do principal - data de conversão:
definida pelo Ministro de Estado da Economia, quando da emissão do
título;
c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data-base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
e) atualização do valor nominal: pela variação do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês anterior, divulgado
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
desde a data-base do título;
f) resgate do principal: em parcela única, na data do
vencimento;
g) custódia: Selic.
Notas do Tesouro Nacional Série C (NTN-C)
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Fazenda,
quando da emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o
valor nominal atualizado;
c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data-base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reias);
e) atualização do valor nominal: pela variação do Índice Geral de
Preços – Mercado (IGP-M) do mês anterior, divulgado pela
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Fundação Getulio Vargas (FGV), desde a data-base do título;
f) pagamento de juros: semestralmente, com ajuste do prazo no
primeiro período de fluência, quando couber. O primeiro cupom de
juros a ser pago contemplará a taxa integral definida para seis meses,
independentemente da data de emissão do título;
g) resgate do principal: em parcela única, na data do
vencimento;
h) custódia: Selic.
Notas do Tesouro Nacional Série D (NTN-D)
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Fazenda,
quando da emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o
valor nominal atualizado;
c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data-base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
e) atualização do valor nominal: pela variação da cotação de venda do
dólar dos Estados Unidos da América no mercado de câmbio de taxas livres,
divulgada pelo Banco Central do Brasil, sendo consideradas as taxas médias
do dia útil imediatamente anterior à data-base e à data de vencimento do
título;
f) pagamento de juros: semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro
período de fluência, quando couber. O primeiro cupom de juros a ser pago
contemplará a taxa integral definida para seis meses, independentemente
da data de emissão do título;
g) resgate do principal: em parcela única, na data do vencimento;
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h) custódia: Selic;
Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F)
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o valor nominal;
c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data-base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
e) rendimento: definido pelo deságio sobre o valor nominal;
f) pagamento de juros: semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro
período de fluência, quando couber. O primeiro cupom de juros a ser pago
contemplará a taxa integral definida para seis meses, independentemente
da data de emissão do título;
g) resgate: pelo valor nominal, na data do seu vencimento;
h) custódia: Selic.
Notas do Tesouro Nacional Série I (NTN-I)
Serão utilizadas exclusivamente para o pagamento de equalização das taxas de
juros dos financiamentos à exportação de bens e serviços nacionais amparados
pelo Programa de Financiamento às Exportações - Proex, quando previsto na Lei
Orçamentária Anual.
Características:
a) prazo: definido pelo Ministro de Estado da Fazenda, quando da
emissão do título;
b) taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Economia, quando
da emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o valor nominal;
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c) modalidade: nominativa;
d) valor nominal na data base: múltiplo de R$1.000,00 (mil reais);
e) pela variação da cotação de venda do dólar dos Estados Unidos da
América no mercado de câmbio de taxas livres, divulgada pelo Banco
Central do Brasil, sendo consideradas as taxas médias do dia útil
imediatamente anterior à data-base e à data do vencimento do título;
f) resgate do principal e pagamento dos juros: até a data de
vencimento da correspondente parcela de juros do financiamento à
exportação;
Colocaremos em Anexo a forma de cálculo dos principais títulos.
Outros títulos
Os títulos descritos anteriormente são os mais comuns para a gestão da dívida pública e
financiamento do Tesouro via leilões (processo competitivo de formação de taxas) em
ofertas públicas ou em colocação direta. Há outros títulos de emissão direta, para
atender finalidades específicas definidas em lei.
Alguns exemplos de razões para emissões diretas: pagamento de equalização de taxa
de juros do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX); securitização de dívidas,
decorrente de acordos de renegociação de dívidas da própria União ou das entidades
cujas obrigações foram ou venham a ser assumidas pela União e cujos principais credoressão os sistemas bancários oficial e privado, fornecedores, empresas prestadoras de
serviços e empreiteiras; financiamento estudantil para garantir o recebimento de dívidas
previdenciárias/tributárias das Instituições de Ensino (Fies); emissões para fins de reforma
agrária (TDA) etc.
Os principais títulos definidos no Decreto nº 11.301, de 21.12.2022 são:
Certificados Financeiros do Tesouro – CFT
Títulos destinados a atender operações com finalidades específicas, definidas em lei. Os
CFT podem ser emitidos em sete séries distintas.
I - forma de colocação: direta em favor de interessado específico;
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II - modalidade: nominativa;
III - valor nominal na data-base: múltiplo de R$ 1.000,00 (mil reais);
IV - prazo: definido pelo Ministro de Estado da Economia, quando da emissão do
certificado; e
V - taxa de juros: definida pelo Ministro de Estado da Economia, quando da
emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o valor nominal atualizado.
o O CFT-A terá por característica específica a atualização mensal do valor
nominal pela variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna -
IGP-DI do mês anterior, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, desde a
data-base do certificado.
o O CFT-B terá por característica específica a atualização mensal do valor
nominal por índice calculado com base na Taxa Referencial - TR, divulgada
pelo Banco Central do Brasil, a partir da data-base do certificado.
o O CFT-C terá por característica específica o rendimento definido pela taxa
média ajustada dos financiamentos diários apurados no Selic, divulgada pelo
Banco Central do Brasil, desde a data-base do certificado.
o O CFT-D terá por característica específica a atualização do valor nominal
pela variação da cotação de venda do dólar dos Estados Unidos da América
no mercado de câmbio de taxas livres, divulgada pelo Banco Central do
Brasil, sendo consideradas as taxas médias do último dia imediatamente
anterior à data-base e à data do vencimento do certificado.
o O CFT-E terá por característica específica a atualização mensal do valor
nominal pela variação do IGP-M do mês anterior, divulgado pela Fundação
Getúlio Vargas, a partir da data-base do certificado.
o O CFT-F terá por característica específica o rendimento definido pelo deságio
sobre o valor nominal.
o O CFT-G terá por característica específica a atualização do valor nominal
pela variação do IPCA, divulgado pelo IBGE, a partir da data-base do
certificado.
Os CFTs poderão ser emitidos ainda nas seguintes subséries:
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CFT-1
o I - pagamento de juros: na data de resgate do certificado; e
o II - pagamento de principal: em parcela única, na data do seu vencimento.
CFT-2
o I - pagamento de juros: anualmente, com ajuste do prazo no primeiro período
de fluência, quando couber, sendo que o primeiro cupom de juros, que será
pago após período a ser definido em ato do Ministro de Estado da Economia,
contemplará a taxa integral definida para doze meses, independentemente
da data de emissão do título; e
o II - pagamento de principal: em parcela única, na data do seu vencimento.
CFT-3
o I - pagamento de juros: semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro
período de fluência, quando couber, sendo que o primeiro cupom de juros,
que será pago após período a ser definido em ato do Ministro de Estado da
Economia, contemplará a taxa integral definida para seis meses,
independentemente da data de emissão do título; e
o II - pagamento de principal: em parcela única, na data do seu vencimento.
CFT-4
o I - pagamento de juros: mensalmente, com ajuste do prazo no primeiro
período de fluência, quando couber, sendo que o primeiro cupom de juros,
que será pago após período a ser definido em ato do Ministro de Estado da
Economia, contemplará a taxa integral definida para um mês,
independentemente da data de emissão do título; e
o II - pagamento de principal: em parcela única, na data do seu vencimento.
CFT-5
o I - pagamento de juros: periodicamente, nas datas de aniversário do
certificado, juntamente com os pagamentos de principal, a partir do primeiro
pagamento; e
o II - pagamento de principal: periodicamente, nas datas de aniversário do
certificado, conforme sistema francês de amortização - Tabela Price.
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Títulos da Dívida Agrária – TDA
Títulos emitidos para o pagamento de indenizações de imóveis rurais àqueles que, para
fins de reforma agrária, sofrem ação desapropriatória ou firmam acordos de compra e
venda com a União. A legislação básica do TDA são as Leis nº 8.177/91 e nº 4.504/64, os
Decretos nº 578/92 e nº 433/92 e a Medida Provisória nº 2.183-56/01 e o Decreto 11.301.
I - data de emissão: primeiro dia de cada mês;
II - prazo: cinco, dez, quinze, dezoito ou vinte anos, na forma prevista na Lei nº 8.629,
de 1993;
III - forma de colocação: direta em favor do proprietário do imóvel rural;
IV - quantidade de séries:
o os títulos serão emitidos em séries autônomas com datas de resgate anuais e
sucessivas;
o a quantidade de séries a serem emitidas corresponderá ao prazo subtraído
um inteiro; e
o cada série autônoma será composta pelo quociente inteiro da divisão da
quantidade total pelo número de séries, com exceção da última série que
será a diferença entre a quantidade total e a soma das quantidades das
outras séries;
V - taxa de juros: um, dois, três e seis por cento ao ano, calculada sobre o valor
nominal atualizado, na forma prevista na Lei nº 8.177, de 1º de março de 1991;
VI - atualização: no primeiro dia de cada mês, por índice calculado com base na
TR referente ao mês anterior;
VII - modalidade: nominativa;
VIII - pagamento de juros: anualmente até o resgate do principal ou até o
vencimento da última série; e
IX - resgate do principal: as séries autônomas terão datas de resgate anual, sendo
que a primeira será resgatável a partir do segundo ano de sua emissão e assim
sucessivamente, na forma prevista na Lei nº 8.177, de 1991.
CVS
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Títulos emitidos como forma de pagamento pela novação de dívidas de responsabilidade
do Fundo de Compensações de Variações Salariais – FCVS. Tais dívidas referem-se ao
saldo devedor remanescente quando do encerramento de contratos de financiamento
habitacional, com cobertura do FCVS. A legislação básica do CVS é a Lei n° 10.150, de
21 de dezembro de 2000, o Decreto n° 4.378, de 16 de setembro de 2002 e a Portaria MF
nº 346, de 07.10.2005 e o Decreto 11.301.
I - prazo: trinta anos, contados a partir de 1º de janeiro de 1997;
II - atualização do valor nominal: pela TR ou pelo índice que a suceder na
atualização dos saldos dos depósitos de poupança;
III - taxa de juros:
o juros à taxa efetiva de três inteiros e doze centésimos por cento ao ano para
as operações realizadas com recursos oriundos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço - FGTS; e
o juros de seis inteiros e dezessete centésimos por cento ao ano,
correspondente à taxa efetiva de juros aplicada aos depósitos de poupança,
para as demais operações;
IV - modalidade: nominativa;
V - valor nominal na data de emissão: múltiplo de R$ 1.000,00 (mil reais);
VI - pagamento de juros: capitalizados mês a mês e exigíveis mensalmente a partir
de 1º de janeiro de 2005; e
VII - resgate do principal: carência de doze anoscom a devida atualização, sendo
que a amortização se dará de 1º de janeiro de 2009 a 1º de janeiro de 2027, com
pagamentos no primeiro dia de cada mês.
Há ainda outros títulos em circulação, porém com emissão anterior ao Decreto 11.301.
Não vamos tratá-los nesta aula, mas indicamos o seguinte link para o aluno consultar (a
maioria desses títulos está extinta):
https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/selic/CaracteristicaTitulos.pdf
A seguir um quadro resumo dos títulos (fonte STN):
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Operações Compromissadas
Tomaremos por base a Resolução nº 3.339/2006 do Conselho Monetário Nacional (CMN),
que define essas operações.
Em resumo, seriam operações em que em que o vendedor assume o compromisso de
recomprar os títulos que alienou em data futura predefinida e com o pagamento de
remuneração preestabelecida. Na mesma operação o comprador, por sua vez, assume
o compromisso de revender o título ao vendedor na data acordada e com o pagamento
do preço fixado.
Diferencia-se das opções por ser um compromisso assumido por ambas as partes: a
compra com compromisso de revenda e a venda com compromisso de recompra.
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As operações compromissadas devem ter pelo menos uma das partes contratantes um
banco múltiplo, banco comercial, banco de investimento, banco de desenvolvimento,
sociedade de crédito, financiamento e investimento, sociedade corretora de títulos e
valores mobiliários, sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários ou a Caixa
Econômica Federal, habilitado para a realização dessas operações.
Elas são feitas por alguns motivos:
Quando o banco tem um ativo do qual não quer se desfazer, seja porque recebe uma
taxa de juros mais alta ou porque o banco tem conhecimento profundo sobre o devedor
(e avalia melhor que o mercado), ele pode fazer uma operação compromissada, para
captar dinheiro no momento imediato e recuperar o ativo depois, com preço predefinido.
Nesse caso, ele só vai pagar o diferencial de juros entre o título “bom” que quer manter e
o CDI (ou outro indexador), que teria que pagar pelo dinheiro tomado.
O banco pode usar sua carteira de títulos públicos para levantar dinheiro, o que seria mais
“barato” do que emitir um CDB, por exemplo, pois o risco dos títulos públicos é menor do
que o do banco.
Títulos disponíveis nas operações compromissadas
Nas operações compromissadas, os ativos financeiros disponíveis para lastro são títulos de
renda fixa que, de acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), podem ser, entre
outros:
Debêntures
CDB – Certificado de Depósito Bancário
LCI – Letras de Crédito Imobiliário
LCA – Letras de Crédito do Agronegócio
CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários
CRA – Certificados de Recebíveis do Agronegócio
LH – Letra Hipotecária
Títulos públicos
Até 2016, todas as compromissadas eram isentas de IOF, inclusive as emitidas por
instituições integrantes do mesmo grupo econômico. Os bancos utilizavam muito essas
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operações para fechamento de caixa de curtíssimo prazo ao invés de resgatar um ativo
de renda fixa diretamente, uma vez que a isenção levava a um custo menor.
À época, o lastro mais comum eram títulos públicos (por exemplo, LFTs – título pós fixado
atrelado à Selic), que não são isentos de IOF. Ou seja, o banco captava recursos via
compromissadas, usando como garantia uma LFT, recomprando-a no dia seguinte.
Com a Resolução 3.389 do CMN, de 2016, as operações compromissadas de emissores
do mesmo grupo econômico e inferiores a 30 dias, passaram a ser tributadas pelo IOF.
Tesouro Direto
Apesar de os títulos negociados no Tesouro Direto serem os mesmos discutidos na parte
anterior, a nomenclatura é diferente. Vamos apresentá-los com essas nomenclaturas a
seguir:
Tesouro prefixado (LTN)
É um título de pagamento único (zero coupon) de taxa de juro prefixada, ou seja, o
investidor faz a aplicação e recebe o valor de face (valor investido somado à
rentabilidade), na data de vencimento do título. No Tesouro direto é chamado de Tesouro
Prefixado.
Figura abaixo do site do Tesouro:
Tesouro SELIC (LFT)
São títulos pós-fixados cuja rentabilidade segue a variação da taxa SELIC, a taxa de juros
básica da economia. Sua remuneração é dada pela variação da taxa SELIC diária
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registrada entre a data de liquidação da compra e a data de vencimento do título,
acrescida, se houver, de ágio ou deságio no momento da compra. No Tesouro Direto são
chamados de Tesouro Selic (LFT). Possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor
faz a aplicação e recebe o valor de face (valor investido somado à rentabilidade) na data
de vencimento do título (ou quando vendê-lo, ao valor de mercado).
Figura abaixo do site do Tesouro:
Tesouro IPCA+ (NTN-B)
São títulos com rentabilidade vinculada à variação da inflação (IPCA), acrescida dos juros
definidos no momento da compra. Permite ao investidor obter rentabilidade em termos
reais, aumentando seu poder de compra ao se proteger de flutuações do IPCA. As opções
no Tesouro Direto são: Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) e Tesouro IPCA+ com Juros
Semestrais (NTN-B):
O Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) possui fluxo de pagamento simples, ou seja, o investidor
faz a aplicação e resgata o valor de face (valor investido somado à rentabilidade) na
data de vencimento do título.
Figura abaixo do site do Tesouro:
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Já no Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), o rendimento da aplicação é recebido
pelo investidor ao longo do investimento, por meio do pagamento de juros semestrais
(cupons de juros), e na data de vencimento do título, quando do resgate do valor de face
(valor investido somado à rentabilidade) e pagamento do último cupom de juros.
Figura abaixo do site do Tesouro:
O investidor em títulos do IPCA procura as seguintes características: (i) rentabilidade real,
ou seja, o investidor está protegido das variações do IPCA ao longo da duração do
investimento; (ii) prazos maiores de investimento (em 2023 havia opções até 2050); (iii)
poupança de médio/longo prazos, inclusive para aposentadoria, compra de casa própria
e outros.
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)
É um título prefixado sem indexador algum, em que o investidor sabe exatamente o valor
que irá receber se ficar com o título até a data de seu vencimento.
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No Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) o rendimento da aplicação é recebido
pelo investidor ao longo do investimento, por meio do pagamento de juros semestrais
(cupons de juros), e na data de vencimento do título, quando do resgate do valor de face
(valor investido somado à rentabilidade) e pagamento do último cupom de juros. O fluxo
de cupons semestrais de juros aumenta a liquidez, possibilitando reinvestimentos.
Figura do site do Tesouro.
Tesouro Renda + (NTN-B1)
O Tesouro RendA + (NTN-B1) é um título pós-fixado cuja rentabilidade é composta por dois
fatores: uma taxa anual pactuada no momento da compra; e a variação do Índice
Nacional de Preços ao ConsumidorAmplo (IPCA). Além disso, possui a particularidade de
não pagar seu principal em uma única parcela na data de vencimento. Nesse caso, o
principal é pago em 240 (duzentos e quarenta) parcelas (amortizações) mensais que se
iniciam na “data de conversão” e terminam de ser pagas (240 meses depois) na data de
vencimento. A rentabilidade é dada pela taxa anual de juros mais a variação do
indexador até o vencimento.
É um título focado em previdência, pois há um período de acumulação e, depois, o
investidor recebe o que investiu em 240 parcelas mensais, incluindo juros e amortização.
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Tesouro Educa + (NTN)
O Tesouro Educa+ é o nome do novo título do Tesouro Direto, disponível desde o dia 1º de
agosto de 2023. O título tem uma estrutura que permite ao investidor obter uma
simplificação no planejamento do financiamento de seus estudos.
O Tesouro Educa+ é atrelado ao IPCA, e o objetivo é que o investidor poderá manter o
poder de compra ao longo do tempo, além de garantir retorno real (se ficar com o título
até a data de vencimento).
A ideia é que o investidor (ou quem vai financiar a educação dos filhos) faça aportes
regulares por um período, para após esse período receber amortizações mensais por 60
meses e custear, por exemplo, uma faculdade para o filho.
Período de acumulação: Ao escolher um título pela data de conversão, o investidor
fará a compra das quantidades, acumulando assim seus rendimentos ao longo dos
anos para recebimento de fluxos mensais no futuro.
Data de conversão é a data a partir da qual o título passará a pagar rendimentos
mensais. Ou seja, é a data de início dos estudos estimada pelo investidor.
Período de conversão: É o período pós-data de conversão, em que ocorrerão os
pagamentos mensais.
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Regras:
A amortização não será bullet (tudo ao mesmo tempo), será um fluxo de 60 parcelas
iniciadas a partir do dia 15 de janeiro do ano escolhido.
É possível vender o título a qualquer momento (dependendo de condições de
mercado e de carência mínima de 60 dias).
Os investidores que levarem o título até o vencimento não terão taxa de custódia
cobrada nos pagamentos mensais futuros (limitados a 4 salários mínimos por mês).
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3 – TÍTULOS DE EMISSÃO BANCÁRIA
Letras Hipotecárias
São títulos de renda fixa emitida pelas instituições financeiras autorizadas a conceder
créditos hipotecários. São emitidas com lastro de créditos garantidos por hipoteca de
primeiro grau de bens imóveis. A maior emissora desses títulos hoje é a Caixa Econômica
Federal. As instituições financeiras se utilizam das letras hipotecárias para captar dinheiro
e financiar certas linhas de crédito imobiliário.
O prazo mínimo de aplicação é de 180 dias e o prazo máximo, apesar de não ser
estipulado, em geral, não ultrapassa 24 meses.
A rentabilidade deste tipo de aplicação está vinculada ao valor nominal do
financiamento imobiliário, ajustado pela inflação, TR ou variação do CDI (Certificado de
Depósito Interbancário), e pode ser pré-fixada, flutuante e pós-fixada.
Quanto aos riscos, a letra hipotecária representa um título de renda fixa com risco do
emissor (Caixa, por exemplo). Já se os mutuários que tenham recebido os créditos
hipotecários não honrarem seus compromissos com a instituição emissora (bancos), esta
deverá efetuar os pagamentos ao investidor.
A circular (nº 1.393, de 7/12/1988, leitura recomendada) que determina que a garantia
da operação seja a caução (garantia) de créditos hipotecários de que sejam titulares,
garantidos por primeira hipoteca. A circular determina, também, que as instituições
financeiras que tenham emitido este instrumento devem manter controles paralelos de
modo a identificar quais os créditos que servem de garantia para cada letra.
A Caixa Econômica Federal é o maior emissor e o risco dela não performar é pequeno.
Além disso, as LHs têm garantia real, isto é, o próprio imóvel financiado com seus recursos.
As aplicações em letras hipotecárias também são garantidas pelo fundo garantidor de
crédito – FGC.
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Quanto à tributação, sobre as LHs não incidirá IOF, pois o prazo mínimo de aplicação é
de 6 meses. Também é isenta de imposto de renda. Não é um instrumento facilmente
acessível a pequenos investidores.
Letra Financeira
As Letras Financeiras (LF) constituem-se como um dos principais títulos emitidos por
instituições financeiras com a finalidade de captação de recursos. Ou seja, a emissão de
LF é uma das principais operações passivas realizadas por instituição financeira.
As instituições financeiras que podem emitir LF, com as seguintes condições, quando
existentes, são:
bancos múltiplos,
bancos comerciais,
bancos de desenvolvimento observado o limite correspondente ao valor do
Patrimônio de Referência, Nível I, da instituição, e realização de estudo de viabilidade, que
deve conter, no mínimo, análise econômica e financeira acerca da utilização da LF diante
de outras fontes de recursos da instituição, considerando o montante, o prazo, as taxas, os
indexadores, a composição do passivo e as demais condições da emissão, bem como
demanda potencial por títulos de longo prazo e a destinação planejada para os recursos
captados (estudos devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo
mínimo de cinco anos, na sede da instituição emissora)
bancos de investimento,
sociedades de crédito, financiamento e investimento,
caixas econômicas,
companhias hipotecárias,
sociedades de crédito imobiliário,
cooperativas de crédito apenas para fins de composição do Patrimônio de
Referência, e
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Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A lista de emissores é extensa, o que reforça a importância das LF como instrumento de
captação das instituições financeiras, sobretudo se considerarmos, pelo prazo mínimo de
vencimento das LF (como visto adiante), a possibilidade da instituição emissora em
alongar o prazo do seu passivo, o que possibilita um melhor gerenciamento (casamento)
entre os ativo e passivo da instituição financeira.
As principais características das LF são (baseados na RCMN 5.007 de 2022):
Art. 3º A Letra Financeira deve ser emitida com valor nominal unitário igual ou
superior a: I - R$300.000,00 (trezentos mil reais), se contiver cláusula de subordinação,
nos termos do art. 40 da Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010; e II - R$50.000,00
(cinquenta mil reais), se não contiver cláusula de subordinação.
A existência de cláusula de subordinação indica que, em um eventual inadimplemento
deste crédito pela instituição emissora, o credor do título não possui garantias para a
satisfação do crédito, ou seja, ele está em último na fica de credores (acima apenas dos
acionistas).
Art. 4º A remuneração da Letra Financeira pode ser baseada em taxa de juros fixa
ou flutuante, combinadas ou não, bem como em outras taxas, desde que de
conhecimento público e regularmente calculadas.
Admite-se a emissão de Letra Financeira com previsão de: I - pagamento periódico de
rendimentos, desde que em intervalos não inferiores a 180 (cento e oitenta) dias; e II -
atualizaçãode seu valor nominal com base em índice de preços.
O valor de resgate da Letra Financeira pode ser inferior ao valor de sua emissão, conforme
seus critérios de remuneração.
O valor nominal de Letra Financeira não pode ser atualizado com base em variação
cambial, com exceção do caso de ser emitida com cláusula de subordinação.
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Art. 5º O prazo de vencimento mínimo da Letra Financeira é de 24 meses, vedado o
resgate, total ou parcial, antes do prazo pactuado (exceto se se a instituição
emissora efetuar o resgate antecipado para fins de imediata troca do título por outra
Letra Financeira de sua emissão)..
Algumas outras regras para o caso de resgate antecipado:
É vedada a troca de Letra Financeira com cláusula de subordinação por Letra
Financeira sem cláusula de subordinação; e a troca de Letra Financeira emitida há
menos de doze meses.
Na troca de Letra Financeira, o resgate antecipado deve ser realizado por meio de
mercado de balcão organizado.
A Letra Financeira colocada em substituição ao título resgatado deve observar as
seguintes características: I - valor nominal unitário igual ou superior ao valor de
mercado do título resgatado deduzido das obrigações tributárias decorrentes da
operação; e II - prazo de vencimento superior ao prazo remanescente do título
resgatado, observado o prazo mínimo de 24 meses.
Já o resgate antecipado de Letra Financeira com cláusula de subordinação não está
sujeito à autorização do Banco Central do Brasil prevista nos arts. 17, inciso IX, e 20, inciso
V, da Resolução nº 4.192, de 1º de março de 2013, desde que a Letra Financeira colocada
em substituição ao título resgatado: I - apresente taxa de juros igual ou inferior ao da Letra
Financeira resgatada; e II - mantenha as demais características da Letra Financeira
resgatada, conforme as regras anteriormente descritas.
Art. 9º A Letra Financeira com vencimento igual ou superior a 36 meses pode ser
emitida com cláusula de opção de recompra pela instituição emissora ou de
revenda para a instituição emissora, combinada ou não com cláusula de
modificação de sua remuneração caso não exercida a opção.
A primeira data de exercício das opções de recompra e de revenda deve observar o
prazo mínimo de 36 meses.
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O intervalo entre as datas de exercício das opções deve ser de, no mínimo, 180 dias.
O exercício da opção de recompra pela instituição emissora da Letra Financeira objeto
de oferta pública deve observar critérios equitativos, na forma da regulamentação em
vigor.
Art. 10. A Letra Financeira pode ser recomprada pela instituição emissora, a qualquer
tempo, desde que por meio de bolsas ou de mercado de balcão organizado, para
permanência em tesouraria e venda posterior, até o limite de: I - 5% (cinco por
cento) do valor contábil das Letras Financeiras por ela emitidas sem cláusula de
subordinação; e II - 3% (três por cento) do valor contábil das Letras Financeiras por
ela emitidas com cláusula de subordinação.
As ofertas públicas de distribuição de Letras Financeiras foram regulamentadas pela
Resolução número 8 editada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 14 de
outubro de 2020. A CVM também autoriza que ofertas públicas de Letras Financeiras
sejam feitas automaticamente, desde que os emissores tenham registrado previamente,
junto à Comissão, um Programa de Distribuição Contínua – PDC. O PDC permite que
sejam realizadas diversas distribuições públicas de um mesmo tipo de Letra Financeira,
possibilitando aos emissores aumentar o volume de títulos emitidos, dependendo das
condições de mercado.
IMPORTANTE! Veja que sempre coloco que o instrumento não é “facilmente” acessível a
investidores pequenos. Alguns deles são exclusivos para investidores qualificados ou
profissionais. Porém há gestores que oferecem, via fundos de fundos, acesso a outros
fundos e outros instrumentos que não estariam disponíveis ao pequeno investidor.
Portanto não dá para falar que NÃO é acessível, pois uma operação estruturada pode
dar acesso ao pequeno investidor.
Caderneta de Poupança
A poupança é uma aplicação de renda fixa simples e acessível. É simples porque basta
abrir conta poupança em qualquer banco, e a rentabilidade da poupança é a mesma
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em qualquer instituição. Portanto, a escolha do banco não vai influenciar no retorno do
investimento.
Um dos pontos mais favoráveis da poupança é o fato de ser isenta de custos. Na verdade,
a cobrança de tarifas de abertura ou de manutenção, taxas de administração ou de
performance, é proibida. Além disso os rendimentos da caderneta não pagam Imposto
de Renda.
Em termos de liquidez, apesar de poder retirar o dinheiro a qualquer momento, porém os
juros só são creditados no "aniversário" da caderneta de poupança, uma vez por mês. Se
retirar antes, os juros dos dias que passaram serão perdidos. Uma aplicação realizada no
dia 10 de um determinado mês só fará jus à remuneração exatamente no dia 10 do mês
seguinte. Se resgatar o dinheiro no dia 9, perde-se todo o retorno do período.
A poupança conta com a proteção do FGC – o Fundo Garantidor de Créditos, mantido
pelas instituições financeiras.
Quanto ao destino dos recursos aplicados, a poupança tem um papel social. 65% dos
recursos aplicados na caderneta precisam ser obrigatoriamente destinados ao mercado
imobiliário. Ou seja, a maior parte do dinheiro que você guarda na poupança só pode ser
usado pelos bancos para conceder financiamentos a quem quer comprar um imóvel
próprio, o que costuma permitir taxas menores aos mutuários
Com relação ao rendimento, a regra de rendimento da poupança foi a mesma durante
tanto tempo que muita gente ainda não sabe que ela mudou em 2012. Ela já oferecia
juros de 6% ao ano quando foi criada, no século 19, pelo imperador Dom Pedro II. Por isso,
ainda há quem acredite que a remuneração é sempre de 0,5% ao mês, mais a variação
da Taxa Referencial.
Hoje é uma função da SELIC, basicamente, funciona assim:
Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 0,5%
ao mês mais a variação da TR;
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Se a Selic estiver igual a ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será
equivalente a 70% da Selic mais a variação da TR.
Essa regra vale para os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012, quando as novas
regras passaram a valer. Quem mantém poupanças anteriores a essa data continua
recebendo rendimentos como antigamente: 0,5% ao mês mais a variação da TR. Quando
a SELIC chegou a 2% ao ano, a Poupança era um investimento de renda fixa fantástico
(para quem estava na regra anterior).
4 – TIPOS DE DEPÓSITOS
Depósitos à vista ou depósitos em conta corrente são formas de captação bancária junto
ao público em geral, pessoas físicas ou jurídicas. A característica principal dos depósitos
à vista é não haver remuneração e nem prazo para saque ou uso, sua movimentação é
livre.
Esses depósitos permitem aos bancos lastrear operações de créditos de curto prazo, mas
uma parte deve ser recolhida ao BACEN como depósito compulsório, servindo também
como instrumento de política monetária
A movimentação das contas onde ficam os depósitos à vista (que são recursos de livre
movimentação pelos seus titulares) se dá por meio de depósitos, cheques, ordens de
pagamento, transferências eletrônicas disponíveis(TED) etc..
Cada tipo de depósito nos bancos deve ter uma parcela direcionada ao BACEN, de
forma a permitir que possa fazer política monetária. Os detalhes sobre uso da moeda,
multiplicador bancário etc., são matérias próprias do curso de economia.
É por isso que muitos bancos transferem o dinheiro da conta corrente, às vezes sem avisar
ao titular, para um fundo de rentabilidade péssima. O objetivo não é “remunerar” o
dinheiro parado, mas escapar dos percentuais maiores de recolhimento do compulsório.
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Depósitos a prazo, ao contrário dos depósitos à vista, têm por característica remuneração
e prazo para resgate. Mesmo que seja por apenas um dia, se houver promessa de
remuneração é tratado como depósito a prazo.
Perceba que não se está falando aqui de investimento em fundos DI, com resgate diário.
Estamos falando de CDBs, RDBs etc.
O depósito a prazo gera um recibo (RDB) ou certificado (CDB) que confirma seu aporte
e as condições.
O RDB - Recibo de Depósito Bancário é um ativo de renda fixa destinado às aplicações
de pessoas físicas e jurídicas.
Com prazo de vencimento predefinido, o RDB conta com rentabilidade fixada no ato de
sua emissão, pré ou pós-fixada. Assim, no final do prazo contratado, o investidor recebe o
valor aplicado (principal), acrescido da remuneração prevista.
O RDB pode ser emitido por bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e de
investimento, e por sociedades de crédito, financiamento e investimento. Por ser um título
nominativo, intransferível, não é admitida negociação em mercado secundário. Mas
pode ser resgatado junto à instituição emissora antes do prazo contratado, desde que
decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo não são auferidos
rendimentos.
O CDB - Certificado de Depósito Bancário é um dos instrumentos financeiros mais
tradicionais do mercado brasileiro e o título de Renda Fixa mais adquirido pelo investidor
pessoa física. Instituído pela Lei Nº 4.728, de 14 de julho de 1965, o ativo é também uma
importante fonte de captação de recursos para as instituições financeiras.
Para os investidores, os principais atrativos do CDB estão na possibilidade de contratação
do ativo com liquidez diária e o fato do instrumento ser elegível à cobertura do Fundo
Garantidor de Crédito. O risco de quem adquire um CDB está diretamente associado à
solidez de seu emissor, uma instituição financeira.
As características do CDB são determinadas no momento de sua contratação. Na
ocasião, prazo e forma de rendimento são previamente definidos. Sua remuneração, que
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pode ser prefixada ou pós-fixada, é baseada em diversos indexadores. O mais utilizado é
a Taxa-DI.
As aplicações em CDBs acima de R$ 5 mil devem ser registradas em uma câmara de
ativos e contar com a identificação do nome do investidor (CETIP, por exemplo).
DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial é um título de renda fixa representativo
de depósito a prazo criado para auxiliar instituições financeiras – bancos comerciais,
múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, além de sociedades de crédito,
financiamento e investimentos e caixas econômicas – de porte pequeno e médio a
captar recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor.
Criado em abril de 2009, quando o Conselho Monetário Nacional - CMN emitiu a
Resolução no. 3692 (leitura recomendada), é destinado a investidores pessoa física e
jurídica. Em 2012, o CMN, por intermédio da Resolução no. 4415 (leitura recomendada),
criou uma nova modalidade do ativo, conhecida como DPGE II. Esta versão tem como
diferencial ser elegível ao Fundo Garantidor de Crédito. Além disso, os prazos devem se
ajustar aos empréstimos que os bancos usarão como lastro (isso é diferente do RDB e do
CDB, em que o banco tem liberdade para usar a captação). As demais características
são iguais às da primeira modalidade de DPGE. Como há lastro, foi possível incluir no FGC.
Os DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é
determinado no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem
superior a 36. Uma característica importante é a não poder resgatar antecipadamente,
nem parcialmente.
DI - Depósitos interfinaceiros (interbancários), são instrumentos financeiros destinados à
transferência de recursos entre instituições financeiras.
São negociados exclusivamente entre instituições financeiras, o Depósito Interfinanceiro
(DI) é um título privado de Renda Fixa que auxilia no fechamento de caixa dos bancos,
como instrumento de captação de recursos ou de aplicação de recursos excedentes. O
DI não pode ser vendido a outros investidores e não há incidência de impostos sobre a
rentabilidade. Os títulos têm elevada liquidez e embutem um baixíssimo risco,
normalmente associado à solidez dos bancos que participam do mercado.
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Importante notar que muitos fundos ou CDBs prometem taxas atreladas ao DI para os
investidores, mas isso NÃO é um depósito interfinanceiro, é apenas a referência de
rentabilidade do instrumento utilizado.
As negociações entre os bancos geram a Taxa DI, referência para a maior parte dos títulos
de renda fixa ofertados ao investidor. A Taxa DI calculada no sistema da B3/CETIP é o
principal benchmark do mercado do mercado de renda fixa.
Conhecida com Taxa DI, ela é obtida ao se calcular a média ponderada das taxas das
transações prefixadas, extragrupo (apenas entre conglomerados financeiros DIFERENTES)
e com prazo de um dia efetuadas na B3 entre instituições financeiras. Como a taxa para
o prazo de um dia é muito pequena, convencionou-se divulgá-la de forma anualizada.
Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas na B3.
Esse ponto é importante, e veremos melhor quando tratarmos de derivativos e swaps. A
Taxa DI sempre é calculada em termos diários, porém é mostrada em termos anualizados.
Para anualizar, basta utilizar as técnicas vistas em aulas de matemática financeira,
lembrando que o padrão para o mercado brasileiro é de taxas diárias em dias úteis, de
forma que, ao capitalizar, deve-se elevar por 252 e não por 360 dias.
2 – AÇÕES
A ação é valor mobiliário emitido pela companhia que confere ao seu titular o direito de
participação societária na companhia, ou seja, a posição de acionista.
Como já analisamos em aula anterior, a Lei 6.404/76 (Lei das S.A.) dispõe que:
Art. 1º A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a
responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das
ações subscritas ou adquiridas.
As ações, que representam a menor fração do capital social da companhia, são subscritas
pelos seus sócios, que podem negociá-las quando lhes convier, geralmente sem depender
da aprovação dos demais sócios. Esta é uma das características que torna a sociedade,
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anônima: a não vinculação entre seus sócios, que podem entrar ou sair do capital social
quando lhes convier.
É também essa característica que permite a capitalização das companhias, pois, é
possível que a companhia emita novas ações (ou mesmo negocie ações anteriormente
emitidas no mercado de capitais) para exclusivamente vende-las no mercado e, assim, se
capitalizar.
O número de ações em que se divide o capital social (e as características
destes valores mobiliários)deve ser previsto no estatuto da companhia.
Dentre as características, a mais importante diz respeito à classificação das ações, que
pode ser por espécie e classe.
Classificações
Classificação em relação à espécie
Em relação à espécie, as ações podem ser classificadas em:
Ordinárias Proporciona ao seu titular o exercício do direito de voto. Ou seja, os
acionistas ordinaristas podem votar nas assembleias gerais de acionistas da
companhia. O número de ações ordinárias deve representar, no mínimo, 50%
(cinquenta por cento) do total das ações emitidas.
Preferenciais Proporciona ao seu titular preferências no exercício de direitos
econômicos pertencentes aos acionistas. O preço a pagar por essa preferência no
direito econômico é a supressão de parte dos direitos políticos, ou seja, os acionistas
preferencialistas não possuem direito de voto nas deliberações em assembleias de
acionistas, ou possuem restrições ao exercício deste direito. O número de ações
preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não
pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do total das ações emitidas.
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De Fruição Resultam da amortização das ações comuns ou preferenciais. Segundo
o artigo 44, parágrafo 5º, da Lei das S/A, estabelece que as ações integralmente
amortizadas poderão ser substituídas por ações de fruição, com as restrições fixadas
no estatuto da sociedade ou pela assembleia geral que poderá deliberar sobre a
amortização. Essa espécie não nos interessa, pois não são negociadas no mercado de
valores mobiliários.
Classificação em relação à classe
Em relação à classe, as ações ordinárias e preferenciais podem ser classificadas de acordo
com os seguintes critérios:
Ordinárias As ações ordinárias de COMPANHIA FECHADA poderão ser de classes
diversas, em função de:
o Conversibilidade em ações preferenciais;
o Exigência de nacionalidade brasileira do acionista; ou
o Direito de voto em separado para o preenchimento de determinados cargos
de órgãos administrativos.
Preferenciais As classes das ações preferenciais indicam as preferências que
possuem, de acordo com os seguintes critérios:
ATUALIZAÇÃO
No passado recente, a lei não permitia que ações ordinárias de Companhias Abertas
fossem divididas em classes. A Lei 14.195 incluiu uma exceção a essa regra.
Artigo 16-A Na companhia aberta, é vedada a manutenção de mais de uma
classe de ações ordinárias, ressalvada a adoção do voto plural.
Artigo 110-A Na companhia aberta é admitida a criação de uma ou mais classes
de ações ordinárias com atribuição de voto plural, não superior a 10 (dez) votos por
ação ordinária, desde que a criação da classe ocorra previamente à negociação
de quaisquer ações ou valores mobiliários conversíveis em ações em mercados
organizados.
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Em resumo, hoje é possível haver mais de uma classe de ações ordinárias na
Companhia Aberta, porém apenas para atribuição de voto plural (a única
diferença) e apenas se esses valores mobiliários nunca tiverem sido
negociados em mercados organizados
Para emissão:
o Prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo;
o Prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele; ou
o Na acumulação das preferências e vantagens acima citadas.
Para negociação no mercado de valores mobiliários:
o Direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo
menos, 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício, de acordo
com o seguinte critério:
a) prioridade no recebimento dos dividendos mencionados neste inciso
correspondente a, no mínimo, 3% (três por cento) do valor do
patrimônio líquido da ação; e
b) direito de participar dos lucros distribuídos em igualdade de
condições com as ordinárias, depois de a estas assegurado dividendo
igual ao mínimo prioritário estabelecido em conformidade com a alínea
a; ou
o Direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10%
(dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária; ou
o Direito de serem incluídas na oferta pública de alienação de controle, com
tag along de 80%, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das ações
ordinárias.
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A classificação em relação à classe, para a ação ordinária, é bastante intuitiva. Por
exemplo, podemos imaginar uma ação ordinária classe “A”, que confere ao seu titular a
possibilidade de converter a referida ação em preferencial. Desta forma, o acionista
ordinarista classe “A” pode ser tornar acionista preferencialista. Simples, não é?! Apenas
note que esta possibilidade se aplica apenas à COMPANHIA FECHADA. A companhia
aberta não possui esta prerrogativa. Na Companhia aberta, só se pode ter diferentes
classes da ações ordinárias para garantir direito de voto múltiplo.
Já a classificação em classe da ação preferencial é bem mais complexa.
Em primeiro lugar, precisamos saber que as classes das ações preferências são definidas
em função da preferência ou vantagem que proporcionam.
Segundo, essas preferências/vantagens devem ser concedidas dependendo se a ação
preferencial é negociada no mercado de valores mobiliários.
Se ela não for negociada, deve possibilitar ao menos uma das preferências: (i) prioridade
na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo; prioridade no reembolso do capital, com
prêmio ou sem ele; ou acumulação das preferências e vantagens citadas.
No entanto, se a ação preferencial for negociada no mercado de valores mobiliários, além
de oferecer preferências de acordo com o critério acima, deve, adicionalmente, oferecer
pelo menos uma das vantagens a seguir:
(i) direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo menos,
25% do lucro líquido do exercício de acordo com os seguintes critérios: prioridade no
recebimento desses dividendos mencionados correspondente a, no mínimo, 3% (três
por cento) do valor do patrimônio líquido da ação e direito de participar dos lucros
distribuídos em igualdade de condições com as ordinárias, depois de a estas
assegurado dividendo igual ao mínimo prioritário estabelecido acima.
(ii) direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10%
(dez por cento) maior do que o atribuído a cada ação ordinária; ou
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(iii) direito de serem incluídas na oferta pública de alienação de controle, com tag
along de 80%, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das ações ordinárias.
Para não restar dúvidas, seguem explicações sobre cada preferência:
Prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo Esta é a preferência básica
das ações preferenciais. Isto é, refere-se à prioridade no recebimento da vantagem
econômica mais básica: o dividendo. Assim, os acionistas preferencialistas devem
receber antes dos demais os dividendos fixos ou mínimos, cujas condições estão
estabelecidas no estatuto da companhia;
Prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele O reembolso do capital
pode ocorrer em algumas situações. A mais comum é no caso de liquidação da
companhia. Assim, se a companhia for liquidada (processo de falência, por exemplo),
o acervo dos ativos líquidos que restaram na companhia será utilizado para reembolsar
prioritariamente os acionistas preferencialistas. Se o acervo for esgotado nesse
reembolso, os acionistas ordinaristas nãorecebem nada, por exemplo.
Direito de participar do dividendo a ser distribuído, correspondente a, pelo menos, 25%
do lucro líquido do exercício A regra é autoexplicativa e indica a possibilidade de
participação em dividendo de, pelo menos, 25% do lucro liquido do exercício. No
entanto, existe uma condição de preferência ao exercício deste direito pelos
acionistas preferencialistas: a prioridade de participar desta distribuição em, no
mínimo, 3% (três por cento) do valor do patrimônio líquido da ação.
Um exemplo pode elucidar. Imagine que o lucro líquido por ação tenha sido de R$
100,00 e 25% dele será distribuído (R$ 25,00). O valor do patrimônio líquido por ação é
de R$ 1.000,00. Desta forma, os preferencialistas possuem prioridade no recebimento
de, no mínimo, 3% desse PL/ação (R$ 30,00). Como o total a ser distribuído é de R$ 25,00
e os preferencialistas possuem prioridade até a distribuição de R$ 30,00, isso significa
que eles recebem todo este dividendo na hipótese desta cláusula de preferência
vigorar. A partir de R$ 30,00, eles devem manter paridade de recebimento com os
ordinaristas.
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Direito ao recebimento de dividendo, por ação preferencial, pelo menos 10% maior do
que o atribuído a cada ação ordinária Cláusula de preferência também
autoexplicativa. Prevê que os preferencialistas recebam 10% a mais de dividendos do
que os ordinaristas.
Direito de serem incluídas na oferta pública de alienação de controle, com tag along
de 80%, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das ações ordinárias Cláusula
de preferência muito interessante e que merece maior detalhes explicativos. A oferta
pública de alienação de controle corresponde à venda do controle acionário da
companhia do então acionista controlador a outro acionista, que exercerá
supervenientemente o poder de controle. Evidente que estas ações objeto da
alienação são ações ordinárias, pois conferem poder de voto (um dos instrumentos
para o exercício do poder de controle).
No entanto, se existente esta cláusula de preferência, o acionista adquirente do
controle é obrigado a oferecer aos acionistas preferencialistas um valor de, no mínimo,
80% do valor oferecido às ações que conferem o poder de controle. Este é o tag along,
conhecido instrumento de proteção dos acionistas minoritários que desejam se retirar
da sociedade no caso de alteração de controle.
E, para finalizar, cabe citar que as ações (ordinárias e preferenciais) são atualmente
nominativas. Os títulos nominativos são aqueles emitidos mediante inscrição do nome
do seu proprietário no Livro de Registro de propriedade mantido pela companhia ou por
agente emissor de certificados por ela contratado.
Ou seja, é nominal o título cuja propriedade se comprova mediante inscrição do nome do
seu proprietário no registro específico.
E, adicionalmente, as ações podem ser físicas ou escriturais. São escriturais os títulos
“eletrônicos”, mantidos em contas de depósito na instituição financeira designada pela
companhia, sem a necessidade de emissão de certificado físico. A transferência desses
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títulos ocorre de maneira eletrônica. E, são físicas as ações em que há a emissão de
certificado físico em nome do proprietário.
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6 – DEBÊNTURES
As debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades por ações e que
conferem aos seus titulares direitos de crédito contra a companhia emissora.
Esta é a precisa definição legal. Vamos traduzir.
As debêntures, ao contrário das ações, são títulos de dívida emitidos pela companhia. Ou
seja, no geral elas não conferem participação no capital social da empresa, mas sim o
direito ao pagamento de uma remuneração.
Desta forma, é também um instrumento de captação de recursos no mercado de capitais
que as empresas utilizam para financiar seus projetos. É também uma forma de melhor
gerenciar suas dívidas, pois geralmente possuem um prazo de vencimento mais alongado
do que os financiamentos bancários tradicionais.
O investidor que adquire debêntures (chamado de debenturista), ao disponibilizar seus
recursos para serem utilizados pela companhia, tem o direito de receber uma
remuneração, conforme condições pré-estabelecidas entre ele e a empresa emissora.
Desta forma, a debênture é um título de crédito privado de renda fixa em que os
debenturistas são credores da empresa e esperam receber juros periódicos e o
pagamento do principal – valor pago pela debênture - no vencimento do título, conforme
estipulado em um contrato específico chamado “Escritura de Emissão”.
As condições da emissão das debêntures são deliberadas pela assembleia
geral de acionistas.
Lembra quando diferenciamos acionistas ordinaristas dos preferencialistas? Pois bem, os
acionistas que possuem ações ordinárias são, em regra, os responsáveis por deliberar a
emissão de debêntures da companhia na assembleia geral.
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As debêntures são emitidas em séries, sendo que cada uma delas confere aos seus titulares
os mesmos direitos e valor nominal.
A emissão da debênture poderá ser efetuada com ou sem garantias. A garantia, como o
próprio nome sugere, é uma maneira de garantir o pagamento ao titular da debênture,
no caso de a empresa ser liquidada, ou ocorrer qualquer evento que impossibilite cumprir
com as condições pactuadas na emissão da debênture.
De acordo com a espécie de garantia, ou até a ausência dela, as debêntures podem ser
classificadas como:
Garantia Real: Envolve o comprometimento de bens ou direitos que não poderão
ser negociados sem a aprovação dos debenturistas, para que a garantia não fique
comprometida. Assim, algum ativo específico e indicado na Escritura de Emissão garante
eventual risco de crédito.
Garantia Flutuante: A companhia garante o pagamento aos debenturistas com
qualquer ativo que possui, mas isso não impede a negociação dos bens que compõe esse
ativo. Ou seja, a garantia flutuante assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da
companhia, mas não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo.
Sem garantia: As Quirografárias (debênture sem privilégio) e as Subordinadas. Em
ambos os casos, o debenturista não terá nenhuma garantia ou preferência no caso de
liquidação da companhia. Ressalte-se ainda que, em caso de liquidação da companhia,
no pagamento de suas obrigações com os credores, as Quirografárias precedem às
Subordinadas.
Saiba, adicionalmente, que a debênture pode conter garantias cumulativas, ou seja,
combinar as diferentes formas de garantia possíveis.
Apesar de a lei ser omissa, e a maioria dos materiais educacionais divulgados pelas
instituições de mercado não indicarem claramente, as debêntures podem ter garantia
adicional fidejussória, onde uma terceira pessoa, normalmente um aval de sócio ou
controlador, entra na operação para garantir as obrigações que estão sendo contraídas.
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Segue exemplo de debênture emitida pela Portobello (companhia aberta negociada em
bolsa) de 2021:
Por fim, a possibilidade de as debêntures serem convertidas em ações origina a seguinte
classificação:
Simples: Não podem ser convertidas em ações da companhia emissora;
Conversíveis: Possuem cláusula permitindoque sejam convertidas em ações ao
término de prazo determinado ou a qualquer tempo, conforme estabelecido na escritura
de emissão. A debênture poderá ser conversível em ações nas condições constantes da
escritura de emissão, que especificará:
o as bases da conversão, seja em número de ações em que poderá ser
convertida cada debênture, seja como relação entre o valor nominal da
debênture e o preço de emissão das ações;
o a espécie e a classe das ações em que poderá ser convertida;
o o prazo ou época para o exercício do direito à conversão;
o as demais condições a que a conversão acaso fique sujeita.
Desta forma, mesmo que as debêntures sejam comumente classificadas como títulos de
crédito, elas podem, eventualmente, conceder direito de propriedade, que consiste na
conversão da debênture em ação da companhia.
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Valor das debêntures
O valor nominal das debêntures é atualizado ao longo da existência do título, de acordo
com as características previamente estabelecidas na escritura de emissão. Os negócios
realizados com debêntures no mercado secundário podem ser diferentes do seu preço na
curva, em função das condições de mercado e liquidez, o que dá origem aos preços de
negociação. Além disso, por determinação do Banco Central, os investidores institucionais
são obrigados a marcar suas carteiras a mercado (as corretoras hoje em dia mostram as
duas opções, marcação na curva e a mercado).
Nesse site (www.debentures.com.br) há vários exemplos de debêntures.
Os títulos de dívida privada nos EUA costumam ser promessas de pagamento de juros fixos
periódicos (normalmente semestrais), com devolução do principal ao final.
Aqui no Brasil é mais comum títulos atrelados a índices de preços (inflação) ou de juros
(SELIC ou DI).
O apreçamento desses títulos não é o propósito dessa aula, mas de aulas específicas em
que discutimos os tipos de fluxos dos títulos de renda fixa, taxas de retorno etc.
As debêntures podem ter cláusulas com exigências sobre determinadas condições
financeiras da empresa. Podem exigir múltiplos máximos de endividamento, ratings
mínimos entre outros itens que assegurariam a saúde da empresa tomadora do
empréstimo. Essas cláusulas são conhecidas como covenants, e normalmente a punição
para a empresa é a antecipação do vencimento da dívida.
Há dois tipos de covenants:
• Positivos: indicam as boas práticas a serem seguidas;
• Negativos: relacionam fatores a serem evitados enquanto o financiamento
estiver vigente.
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No Brasil, em passado recente, muitas empresas descumprirem esses covenants, como
Usiminas e Oi, por exemplo. Como as dívidas costumam ser bem relevantes, os detentores
dos papéis, reunidos em Assembleia Geral de Debenturistas, podem optar por dar um
waiver (autorização) para a Companhia descumprir os covenants. Normalmente
repactuam as taxas de juros para dar esse waiver.
É muito rara a antecipação da dívida. No início de 2023, discutia-se essa antecipação de
dívidas das Lojas Americanas.
A Petrobras, por exemplo, quando não publicou o balanço no quarto trimestre de 2014,
ficou sob risco de antecipação de até US$ 90 bilhões de dívidas.
O covenant (que não chegou a ser descumprido) era exigência de apresentação dos
balanços auditados.
Regras esquemáticas sobre debêntures
Forma:
Nominativas: quando forem representadas por certificados emitidos em nome do titular e
registrados em livro próprio mantido pela empresa. A transferência de titularidade é efetuada por
endosso em preto, substituindo-se posteriormente o certificado. Atualmente, todas as debêntures
são nominativas, ou seja, estão em nome de seus titulares, visto que as debêntures ao portador
foram oficialmente extintas pela Lei n.º 9.457/1997.
Escriturais: quando não possuírem certificados representativos, sendo mantidas em nome do
titular em conta de depósito em instituição financeira depositária designada pela empresa. Essa
é a forma mais utilizada.
Classe/tipo:
Conversíveis em ações: quando, além de serem resgatáveis em moeda nacional, puderem ser
convertidas em ações da empresa, nas condições estabelecidas pela escritura de emissão.
Não conversíveis ou simples.
Permutáveis: quando puderem ser transformadas em ações de emissão de outra empresa ou
ainda em outros tipos de bens, tais como títulos de crédito.
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Espécie / Garantia:
Garantia real: quando são garantidas por bens (imóveis ou móveis).
Garantia flutuante: quando possuem um privilégio geral sobre o ativo da empresa, o que não
impede, entretanto, a negociação dos bens que compõem esse ativo.
Quirografárias (sem preferência): Os debenturistas, em caso de falência, equiparam-se aos
demais credores quirografários.
Subordinadas: quando não possuem garantia, o que significa que, em caso de liquidação da
empresa, os debenturistas têm preferência apenas sobre os acionistas.
Vencimento:
Definido: quando tiverem o vencimento definido na escritura de emissão.
Indeterminado (debênture perpétua): quando não tiverem vencimento determinado. Nesse
caso, o vencimento é condicionado apenas a eventos especiais expressos na escritura da
emissão ou nos casos de inadimplência do pagamento de juros e dissolução da empresa. A
empresa também pode prever casos de resgate parcial ou total das debêntures, situações em
que podem ser pagos prêmios.
Emissões e séries:
Uma empresa pode efetuar várias emissões de debêntures, de acordo com suas necessidades.
Cada emissão pode ainda ser dividida em séries, de forma a adequar o montante de recursos às
necessidades da empresa ou à demanda do mercado. As debêntures de uma mesma série
deverão ter igual valor nominal e conferir a seus titulares os mesmos direitos. As séries de uma
emissão podem ter ou não a mesma data de vencimento.
Amortização e resgate antecipado:
Uma empresa pode reservar-se o direito de realizar amortizações ou resgates antecipados
(parciais ou totais) de debêntures de uma mesma série em circulação, desde que previsto na
escritura de emissão. As amortizações compreendem a redução do valor nominal de todas as
debêntures em circulação, ao passo que o resgate abrange a retirada (e posterior
cancelamento) de unidades de debêntures em circulação, de forma parcial ou total. Tanto as
amortizações como os resgates podem ser programados ou extraordinários.
Repactuação:
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A escritura de emissão pode conter cláusula de repactuação, que significa renegociar as
condições acertadas com os debenturistas, de forma a adequar as características dos títulos às
condições de mercado. Caso os investidores não aceitem as novas condições propostas pela
empresa, esta terá de adquirir as debêntures. As debêntures, uma vez adquiridas, podem ser
canceladas ou permanecer em tesouraria (fora de circulação). Neste caso, a empresa poderá
posteriormente recolocá-las no mercado para outros investidores.
Aquisição facultativa pela empresa:
A empresa pode adquirir facultativamente debêntures de sua própria emissão em circulação no
mercado secundário, desde que: (i) por valor igual ou inferior ao nominal, devendo o fato constar
do relatório da administração e das demonstrações financeiras; ou (ii) por valor superior ao
nominal, desde que observe as regras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Debêntures incentivadas: A Lei n.º 12.431, de 24 de junho de 2011, dispõe sobre a incidência do imposto sobre a renda nas
operações de debêntures incentivadas de infraestrutura. As debêntures incentivadas são aquelas
emitidas por sociedade por ações, relacionadas à captação de recursos com vistas a
implementar projetos de investimento na área de infraestrutura ou de produção econômica
intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na forma
regulamentada pelo Poder Executivo Federal.
Regras societárias sobre debêntures
A legislação indica que a deliberação sobre emissão de debêntures é da competência
privativa da assembleia-geral, que deverá fixar, observado o que a respeito dispuser o
estatuto:
I - o valor da emissão ou os critérios de determinação do seu limite, e a sua divisão em séries, se for o
caso;
II - o número e o valor nominal das debêntures;
III - as garantias reais ou a garantia flutuante, se houver;
IV - as condições da correção monetária, se houver;
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V - a conversibilidade ou não em ações e as condições a serem observadas na conversão;
VI - a época e as condições de vencimento, amortização ou resgate;
VII - a época e as condições do pagamento dos juros, da participação nos lucros e do prêmio de
reembolso, se houver;
VIII - o modo de subscrição ou colocação e o tipo das debêntures; e
IX - o desmembramento, do seu valor nominal, dos juros e dos demais direitos conferidos aos titulares.
A lei 14.711, sancionada no final de 2023, mantém o caput do artigo 59 da LSA, porém
abre a possibilidade de o conselho de administração ou a diretoria poderem deliberar
sobre a emissão de debêntures não conversíveis em ações, exceto se houver disposição
estatutária em contrário.
O estatuto da companhia aberta poderá autorizar o conselho de administração a, dentro
dos limites do capital autorizado, deliberar sobre a emissão de debêntures conversíveis em
ações, especificando o limite do aumento de capital decorrente da conversão das
debêntures, em valor do capital social ou em número de ações, e as espécies e classes
das ações que poderão ser emitidas.
Perceba que essa autorização está ligada a ações CONVERSÍVEIS.
A emissão, para ser feita, precisa do arquivamento, no registro do comércio, do ato
societário que deliberar sobre a emissão. O agente fiduciário e o debenturista poderão
promover os registros requeridos e sanar as lacunas e as irregularidades existentes no
arquivamento ou nos registros promovidos pelos administradores da companhia, hipótese
em que o oficial do registro notificará a administração da companhia para que lhe
forneça as indicações e os documentos necessários.
Debêntures Incentivadas
Esse tipo de investimento surgiu por meio da Lei 12.431 de 2011, como uma iniciativa de
ampliar as alternativas de financiamento da economia para estimular projetos de
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infraestrutura, como a construção de estradas e melhoria de portos, tão fundamentais
para o desenvolvimento do país.
Para estimular a compra desse título, o governo isentou o investidor da cobrança de
imposto de renda, por isso recebe o nome de “incentivada”.
As debêntures incentivadas permitem às empresas captar recursos no mercado para
financiar projetos de infraestrutura. Os projetos de investimento são submetidos ao MDR
(atual ministério da integração e do Desenvolvimento Regional - MIDR), de forma individual
para cada uma das secretarias envolvidas, que aprovam a emissão das debêntures com
os incentivos da lei.
Regras gerais das Debêntures Incentivadas
Na lei 12.431, O governo reduziu a ZERO a alíquota do imposto incidente sobre os
rendimentos produzidos por 2 veículos:
1. Títulos ou valores mobiliários, objeto de distribuição pública, de emissão de pessoas jurídicas de direito
privado não classificadas como instituições financeiras; e
2. Fundos de investimento em direitos creditórios constituídos sob a forma de condomínio fechado, cujo
originador ou cedente da carteira de direitos creditórios não seja instituição financeira.
Regras para os títulos ou valores mobiliários (item 1):
Os títulos ou valores mobiliários deverão ser remunerados por taxa de juros pré-fixada,
vinculada a índice de preço ou à Taxa Referencial - TR, vedada a pactuação total ou
parcial de taxa de juros pós-fixada, e ainda, cumulativamente, apresentar:
I - prazo médio ponderado superior a 4 anos;
II - vedação à recompra do título ou valor mobiliário pelo emissor ou parte a ele relacionada nos 2
primeiros anos após a sua emissão e à liquidação antecipada por meio de resgate ou pré-
pagamento, salvo na forma a ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional;
III - inexistência de compromisso de revenda assumido pelo comprador;
IV - prazo de pagamento periódico de rendimentos, se existente, com intervalos de, no mínimo, 180
dias;
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V - comprovação de que o título ou valor mobiliário esteja registrado em sistema de registro
devidamente autorizado pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM, nas suas respectivas áreas de
competência; e
VI - procedimento simplificado que demonstre o compromisso de alocar os recursos captados no
pagamento futuro ou no reembolso de gastos, despesas ou dívidas relacionados aos projetos de
investimento, inclusive os voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Regras para os FIDCs (item 2 acima):
A rentabilidade esperada das cotas de emissão dos fundos de investimento em direitos
creditórios deverá ser referenciada em taxa de juros pré-fixada, vinculada a índice de
preço ou à TR, observados, cumulativamente, os seguintes requisito:
I - o fundo deve possuir prazo de duração mínimo de 6 anos;
II - vedação ao pagamento total ou parcial do principal das cotas nos 2 primeiros anos a partir da
data de encerramento da oferta pública de distribuição de cotas constitutivas do patrimônio inicial
do fundo, exceto nas hipóteses de liquidação antecipada do fundo, previstas em seu regulamento;
III - vedação à aquisição de cotas pelo originador ou cedente ou por partes a eles relacionadas,
exceto quando se tratar de cotas cuja classe subordine-se às demais para efeito de amortização e
resgate;
IV - prazo de amortização parcial de cotas, inclusive as provenientes de rendimentos incorporados,
caso existente, com intervalos de, no mínimo, 180 dias;
V - comprovação de que as cotas estejam admitidas a negociação em mercado organizado de
valores mobiliários ou registrados em sistema de registro devidamente autorizado pelo Banco Central
do Brasil ou pela CVM, nas suas respectivas áreas de competência;
VI - procedimento simplificado que demonstre o objetivo de alocar os recursos obtidos com a
operação em projetos de investimento, inclusive os voltados à pesquisa, ao desenvolvimento e à
inovação; e
VII - presença obrigatória no contrato de cessão, no regulamento e no prospecto, se houver, na
forma a ser regulamentada pela CVM: a) do objetivo do projeto ou projetos beneficiados; b) do
prazo estimado para início e encerramento ou, para os projetos em andamento, a descrição da fase
em que se encontram e a estimativa do seu encerramento; c) do volume estimado dos recursos
financeiros necessários para a realização do projeto ou projetos não iniciados ou para a conclusão
dos já iniciados; e d) do percentual que se estima captar com a venda dos direitos creditórios, frente
às necessidades de recursos financeiros dos projetos beneficiados;
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VIII - percentual mínimo de 85% de patrimônio líquido representado por direitos creditórios, e a
parcela restante por títulos públicos federais, operações compromissadas lastreadas em títulos
públicos federais ou cotas de fundos de investimento que invistam em títulos públicos federais.
Regras para debêntures emitidas por SPEs e outros:
No caso de debêntures emitidas por sociedade de propósito específico, constituída sob a
forma de sociedade por ações, dos certificados de recebíveis imobiliários e de cotas de
emissão de fundo de investimento em direitos creditórios, constituídos sob a forma de
condomínio fechado, relacionados à captação de recursos com vistas em implementar
projetos de investimento na área de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva
em pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na forma
regulamentada pelo Poder Executivo federal, os rendimentos auferidos por pessoas físicas
ou jurídicas residentes ou domiciliadas no País sujeitam-se à incidência do imposto sobre a
renda, exclusivamente na fonte, às seguintes alíquotas:
I - 0% (zero por cento), quando auferidos por pessoa física; e
II - 15% (quinze por cento), quando auferidos por pessoa jurídica tributada com base no lucro real,
presumido ou arbitrado, pessoa jurídica isenta ou optante pelo Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte.
As instituições autorizadas pela CVM ao exercício da administração de carteira, poderão
constituir fundo de investimento que estabeleça em seu regulamento que a aplicação de
seus recursos nos ativos acima listados não poderá ser inferior a 85% do valor de referência
do fundo.
Os cotistas desses fundos acima descritos, ou de fundos que invistam, no mínimo, 95% de
seu patrimônio em cotas nesses fundos, terão sua alíquota reduzida a ZERO, se: (a) os
rendimentos forem pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou
domiciliado no exterior, que realizar operações financeiras no País de acordo com as
normas e condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, exceto em país
que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a 20% (vinte por cento);
e b) auferidos por pessoa física.
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Ou será de 15% para pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou
arbitrado e por pessoa jurídica isenta ou optante pelo Simples Nacional.
Exemplos de setores da economia que podem ser beneficiados:
Energia: projetos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, como usinas
hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares, entre outros.
Transporte: infraestrutura de transporte, como rodovias, ferrovias, aeroportos, portos e sistemas de
mobilidade urbana.
Saneamento: projetos relacionados ao tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de
esgoto, gestão de resíduos sólidos, entre outros.
Telecomunicações: investimentos em infraestrutura de telecomunicações, como ampliação de
redes de fibra óptica, instalação de antenas, melhoria da conectividade, entre outros.
Logística: projetos de armazenagem, centros de distribuição, terminais logísticos, entre outros, que
visam aprimorar a cadeia de suprimentos e a eficiência logística.
Educação: financiamento de projetos voltados para a educação, como construção e reforma de
escolas, universidades e centros de pesquisa.
Saúde: investimentos em infraestrutura hospitalar, clínicas, laboratórios, centros de diagnóstico, entre
outros, com o objetivo de melhorar a qualidade e o acesso aos serviços de saúde.
Agricultura: projetos relacionados à agropecuária, como investimentos em irrigação,
armazenamento, modernização de maquinários agrícolas, entre outros.
Rentabilidade das debêntures incentivadas
Normalmente oferecem aos investidores uma taxa de juros prefixada, definida no
momento da emissão, acrescida da variação do índice de inflação IPCA (podendo ser
CDI). Os pagamentos dos juros e do valor nominal são realizados diretamente na conta do
investidor em sua corretora, de acordo com a periodicidade definida na emissão da
debênture.
Prazo das debêntures incentivadas
Os prazos de vencimento das debêntures incentivadas podem variar significativamente,
dependendo da empresa emissora e do projeto de infraestrutura a ser financiado.
Algumas emissões podem ter prazos de vencimento de apenas alguns anos, respeitando
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os prazos mínimos, enquanto outras podem chegar a décadas. Normalmente está
atrelado ao prazo do próprio projeto.
Riscos das debêntures
É basicamente os riscos normais das debêntures. Não têm garantia do FGC, mas podem
ter as garantias normais das debêntures.
Risco de crédito: há o risco de a empresa emissora não honrar seus pagamentos de juros e/ou
principal. É importante avaliar a solidez financeira da empresa, sua capacidade de gerar receitas e
sua posição no mercado antes de investir.
Risco de mercado: as debêntures podem ser negociadas no mercado secundário antes do
vencimento. O preço desses títulos pode ser influenciado por diversos fatores, como mudanças nas
taxas de juros e percepção de risco do mercado.
Risco de liquidez: algumas debêntures podem apresentar baixa liquidez, o que dificulta a venda do
título antes do vencimento. Investidores que precisam de liquidez imediata devem considerar esse
aspecto.
Debêntures de infra-estrutura
Em 2024 foi sancionada a Lei 14.801/24, que criou as debêntures de infraestrutura, um novo
título de dívida com incentivos tributários.
As debêntures incentivadas, são isentas de imposto de renda para as pessoas físicas, seja
no investimento direto, seja na aplicação via fundos que mantenham pelo menos 85% da
carteira nesse tipo de papel.
Nas debêntures incentivadas, os rendimentos são isentos de imposto de renda para o
investidor pessoa física. Devido à isenção, as debêntures incentivadas também permitem
que o emissor pague juros menores do que precisaria pagar se a aplicação fosse tributada,
mas ainda assim o retorno para o investidor costuma ser maior do que o retorno líquido de
debêntures não incentivadas equivalentes em prazo e nível de risco. Isso é um benefício
indireto para a empresa que emite os papéis, na forma de um custo menor da dívida. Em
outras palavras, o incentivo tributário é dividido entre emissor e investidor.
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Já as novas debêntures de infraestrutura não terão isenção de imposto de renda para
nenhuma classe de investidor; elas serão tributadas na fonte como qualquer outra
aplicação de renda fixa não isenta, pela tabela regressiva do IR.
O incentivo tributário das debêntures de infraestrutura é voltado para a empresa emissora.
Ela poderá deduzir o valor dos juros pagos ou incorridos na apuração do lucro líquido; e
deduzir 30% dos juros pagos pelas debêntures em cada período das bases de cálculo da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do imposto de renda.
Como não há isenção para o investidor, os rendimentos pagos por essas novas debêntures
deverão ser mais altos em comparação aos juros das incentivadas.
O foco dessa debênture, não é o investidor pessoa física, mas o investidor institucional que
hoje não considera atraentes os juros pagos pelas debêntures incentivadas, e também por
que não consegue aproveitar a isenção de imposto de renda.
O mercado,em janeiro de 2024, ainda se encontrava embrionário e em fase de início de
curva de aprendizado, ao contrário do mercado de debêntures incentivada, que captou
mais de 65 bilhões de reais em 2023.
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7 – FUNDOS DE INVESTIMENTO
Conceitos Básicos
Os fundos de investimento figuram como um dos principais participantes do mercado
de capitais (de agora em diante, sempre que o termo “fundo de investimento” for
utilizado, trata-se de fundo de investimento regulamentado pela RCVM 175/23).
São definidos como: Art. 4º O fundo de investimento é uma comunhão de recursos,
constituído sob a forma de condomínio de natureza especial, destinado à aplicação em
ativos financeiros, bens e direitos, de acordo com a regra específica aplicável à categoria
do fundo.
A definição é muito interessante, pois destoa dos demais participantes do mercado vistos
em outras aulas.
Por comunhão de recursos devemos entender como a união de recursos de diversos
investidores. Segundo a teoria de finanças, “o todo é maior do que a soma das partes”.
Isto é, a aplicação de uma comunhão de recursos apresenta mais resultado do que se
estes recursos fossem aplicados individualmente pelos investidores. Esta é a lógica na
formação de um fundo de investimento.
Com mais recursos o investidor consegue melhores custos de transação, acesso a
mercados exclusivos para investidores qualificados e profissionais, mais governança,
possibilidade de contratar gestor profissional entre outras vantagens que ter mais recursos
para investir podem trazer.
Os fundos de investimento são constituídos sob a forma de condomínio (aberto e fechado)
e seu patrimônio é dividido em cotas.
Segundo a RCVM 175:
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Art. 5º O regulamento do fundo de investimento pode prever a existência de diferentes
classes de cotas, com direitos e obrigações distintos, devendo o administrador constituir
um patrimônio segregado para cada classe de cotas.
§ 1º Todas as classes devem pertencer à mesma categoria do fundo, não sendo permitida a
constituição de classes de cotas que alterem o tratamento tributário aplicável em relação ao fundo
ou às demais classes existentes.
§ 2º Cada patrimônio segregado responde somente por obrigações referentes à respectiva classe de
cotas.
§ 3º O fundo que não contar com diferentes classes de cotas deve efetuar emissões de cotas em
classe única, preservada a possibilidade de serem constituídas subclasses.
§ 4º É vedada a afetação ou a vinculação, a qualquer título, de parcela do patrimônio de uma classe
de cotas a qualquer subclasse.
§ 5º As subclasses de cotas podem ser diferenciadas exclusivamente por:
I – público-alvo;
II – prazos e condições de aplicação, amortização e resgate; e
III – taxas de administração, gestão, máxima de distribuição, ingresso e saída.
§ 6º As subclasses de classes restritas podem ser diferenciadas no regulamento por outros direitos
econômicos e direitos políticos.
§ 7º Denominam-se:
I – aberta: a classe cujo regulamento admite que as cotas sejam resgatadas; e
II – fechada: a classe cujo regulamento não admite o resgate de cotas.
A divisão em cotas é muito similar à divisão em ações de uma companhia aberta. Assim
como um os acionistas de uma companhia possuem sua participação na companhia
expressa na quantidade de ações que detêm, a participação dos cotistas de um fundo é
representada pela quantidade de cotas que estes possuem, sendo que estas refletem o
patrimônio do fundo.
Ora, muito simples: se os fundos investem os recursos em ativos financeiros, as cotas
(representação do capital do fundo e da participação do cotista) devem refletir o valor
deste patrimônio. É por isto que o valor das cotas varia no decorrer do tempo,
acompanhando o valor dos ativos financeiros presentes na carteira do fundo.
É por isso que a RCVM 175 estabelece que cabe ao administrador do fundo (figura que
veremos adiante) o cálculo diário do valor da cota e do patrimônio de fundo aberto, salvo
para fundos que não ofereçam liquidez diária a seus cotistas (o cálculo da cota deve ser
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realizado em periodicidade compatível com a liquidez do fundo, desde que
expressamente previsto em seu regulamento).
Continuando, os fundos podem ser constituídos de duas formas, de acordo com a regra
de saída dos investidores:
Condomínio aberto Permite o resgate das cotas a qualquer tempo. O resgate é o
ato no qual o fundo paga aos cotistas o valor das cotas por ele resgatadas (assim
como na “entrada” o investidor adquire as cotas, na “saída” o fundo adquire (resgate)
as cotas que ele possui.
Via de regra, não é permitida a transferência de cota de fundo aberto (afinal, se o
investidor deseja desinvestir do fundo, ele recorre ao resgate). Não obstante, como
toda regra possui sua(s) exceção(ões), admite-se a transferência de cota de fundo
aberto nos seguintes casos:
o decisão judicial ou arbitral;
o operações de cessão fiduciária;
o execução de garantia;
o sucessão universal;
o dissolução de sociedade conjugal ou união estável por via judicial ou escritura
pública que disponha sobre a partilha de bens; e
o transferência de administração ou portabilidade de planos de previdência.
Condomínio fechado Permite o resgate das cotas ao término do prazo de duração
do fundo. Mas, e quando o investidor deseja “sair” do fundo antes do seu término?
Ora, negociando as cotas no mercado de valores mobiliários. As cotas de muitos
fundos fechados são negociadas no mercado secundário. A RCVM 175 prevê que as
cotas de fundo fechado podem ser transferidas, mediante termo de cessão e
transferência, assinado pelo cedente e pelo cessionário, ou por meio de negociação
em mercado organizado em que as cotas do fundo sejam admitidas à negociação.
Uma outra forma de “enxergar”, é que quando entramos em um fundo aberto, se criam
novas cotas automaticamente, para acomodar essa variação no patrimônio do fundo.
Assim como, quando saímos, o patrimônio do fundo diminui (via de regra).
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Em fundos fechados, nossa negociação não é com o fundo em si (exceto em ofertas),
mas com terceiros que negociam essas cotas no mercado organizado.
Continuando, os recursos do fundo devem ser aplicados em ativos financeiros. E este
ponto é fundamental, pois a forma de aplicação é o que difere um fundo de investimento
de um fundo de investimento estruturado (que veremos em tópico posterior), cujos
recursos são aplicados, direta e/ou indiretamente, em atividades econômicas, como
participações em empresas, investimentos imobiliários etc.
Pois bem, os ativos financeiros passíveis de aplicação por fundo de investimento são os
seguintes:
títulos da dívida pública;
contratos derivativos;
desde que a emissão ou negociação tenha sido objeto de registro ou de autorização
pela CVM, ações, debêntures, bônus de subscrição, cupons, direitos, recibos de
subscrição e certificados de desdobramentos, certificados de depósito de valores
mobiliários, cédulas de debêntures, cotas de fundos de investimento, notas
promissórias, e quaisquer outros valores mobiliários;
títulos ou contratos de investimento coletivo, registrados na CVM e ofertados
publicamente, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração,
inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do
empreendedor ou de terceiros;
certificadosou recibos de depósitos emitidos no exterior com lastro em valores
mobiliários de emissão de companhia aberta brasileira;
o ouro, ativo financeiro, desde que negociado em padrão internacionalmente aceito;
quaisquer títulos, contratos e modalidades operacionais de obrigação ou
coobrigação de instituição financeira; e
warrants, contratos mercantis de compra e venda de produtos, mercadorias ou
serviços para entrega ou prestação futura, títulos ou certificados representativos desses
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contratos e quaisquer outros créditos, títulos, contratos e modalidades operacionais
desde que expressamente previstos no regulamento.
Adiante veremos como esses diversos ativos estão relacionados com as classes dos fundos
de investimento.
Sobre classes e subclasses de cotas
A RCVM 175 estabeleceu uma mudança na estruturação dos fundos de investimento. O
que funcionava antes dela era a estrutura Master-Feeder, que significa abrir um fundo
gigante e fazer vários fundos menores com regras próprias que compravam cotas desses
fundos.
A estrutura era muito utilizada por gestores e consistia em criar um fundo principal –
chamado de fundo Master – em que ocorrerá a gestão dos ativos e toda a parte ativa do
fundo. Esse fundo Master geralmente não recebia aportes de pequenos investidores, mas
somente de outros fundos de investimento – os Feeders – que, por sua vez, seriam os
veículos acessados pelos investidores finais.
Aqueles grandes fundos de renda fixa dos bancos tinham Feeders específicos para cada
tipo de investidor. E a diferenciação era, normalmente, nos custos. Quem queria entrar
com 100 reais, tinha uma taxa de administração maior, por exemplo, 1,5%. Quem tinha
condições de entrar com 1 milhão, tinha uma taxa menor, por exemplo, 0,2%. Mas todos
compravam cotas desse fundo Master. Geralmente os fundos Master não cobravam essa
taxa de administração, mas somente os Feeders, dessa forma, o investidor não sofria dupla
cobrança de taxas.
Para o gestor, essa estrutura possibilitava ganho de escala, uma vez que ele consegue
oferecer fundos com diferentes condições de investimento para diferentes perfis de
clientes, mas com uma mesma estrutura de gestão ativa (no Master).
O gestor até poderia criar 2 fundos separados, mas isso traria mais custos e estruturas de
gestão separadas.
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Assim como os feeders, há os fundos espelhos que também são Fundos de Investimento
em Cotas (FICs) cuja estratégia se baseia em investir em cotas de um fundo de
investimento específico, com o objetivo de replicar o seu desempenho. A diferença está
no fato de que os fundos espelhos não são veículos criados pelo gestor do fundo principal,
mas sim por distribuidores específicos.
Com a Resolução CVM 175, os fundos de investimento foram estruturados de uma maneira
diferente. A sua estrutura passou a ser dividida em três níveis:
O fundo de investimento terá um CNPJ exclusivo, ao qual estarão vinculados o
regulamento, os prestadores de serviços (como gestores e administradores) e a
classificação tributária.
As classes também terão CNPJs próprios e patrimônios segregados dentro do fundo
de investimento. É nesse nível que o gestor realizará a alocação dos recursos. As
classes devem pertencer à mesma categoria e ter a mesma classificação tributária.
Cada classe deverá ter um anexo que irá complementar o regulamento do fundo.
Por último, as subclasses não terão um CNPJ próprio, mas serão identificadas por
meio de um código da CVM. Por meio delas, serão definidas as seguintes condições:
público-alvo (investidor geral, qualificado ou profissional), prazos de aplicação,
resgate e amortização, taxa de administração, gestão e distribuição. Essas
informações estarão presentes em apêndices que complementarão os anexos e o
regulamento do fundo.
Essa atualização visa dar mais dinamismo e reduzir os custos do mercado de fundos de
investimento.
Documentos e Informações do Fundo
Para terminar o tópico inicial, precisamos comentar os documentos e informações que
devem ser divulgados pelo fundo.
São os seguintes:
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Regulamento atualizado;
Lâmina de informações essenciais atualizada,
Demonstração de desempenho (Suplemento C da RCVM 175)
Política de voto
O formulário de informações complementares não é mais necessário.
Lâmina de Informações Básicas atualizada (Suplemento B da RCVM 175)
Documento obrigatório para fundo aberto que não seja destinado exclusivamente a
investidores qualificados.
A Lâmina pode ser formatada livremente pelo administrador do fundo, desde que
divulgadas, no mínimo, as seguintes informações:
Público-Alvo
Objetivos Do Fundo ou da Classe de Cotas
Política De Investimentos
Na política de investimentos deve deixar claro qual o percentual máximo do
Patrimônio Líquido pode ser aplicado em: ativos no exterior, crédito privado,
aplicação concentrada em um só fundo e limite de alavancagem. Além de
informar se pode ter derivativos na carteira.
Condições De Investimento
Nas condições de investimentos deve deixar claro: valor mínimo para permanência,
prazo de carência, modo de conversão das cotas, prazo de pagamento dos
resgates e da cotização, e as taxas envolvidas.
Composição Da Carteira (nome do ativo e % do patrimônio líquido)
Risco (o administrador classifica seus fundos numa escala de 1 a 5 de acordo com o
risco, e deve informa a classificação do fundo em questão).
Histórico De Rentabilidade (dos últimos 5 anos)
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Exemplo comparativo (comparar com outros fundos do mesmo tipo)
Simulação De Despesas (para deixar claro o impacto na rentabilidade do fundo)
Política De Distribuição (trata de emissão de novas cotas, custos etc.)
Serviço De Atendimento Ao Cotista (contatos para acessar o administrador)
Supervisão E Fiscalização
Regulamento
O fundo é regido pelo regulamento, que deve, obrigatoriamente, dispor sobre:
A qualificação do administrador do fundo, com informação sobre o seu registro
perante a CVM;
Quando for o caso, referência à qualificação do gestor da carteira do fundo, com
informação sobre o seu registro perante a CVM;
Qualificação do custodiante, com informação sobre o seu registro perante a CVM;
Espécie do fundo, se aberto ou fechado;
Prazo de duração, se determinado ou indeterminado;
Política de investimento, de forma a caracterizar a classe do fundo, em conformidade
com o disposto nos Anexos Normativos da RCVM 175;
Taxa de administração, fixa e expressa em percentual anual do patrimônio líquido
(base 252 dias);
Taxa de performance, de ingresso e de saída;
Taxa máxima de custódia, expressa em percentual anual do patrimônio líquido do
fundo;
Demais despesas do fundo;
Condições para a aplicação e o resgate de cotas;
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Condições para recebimento de aplicações e pedidos de resgates nos feriados
estaduais e municipais;
Distribuição de resultados compreendendo os prazos e condições de pagamento;
Público alvo;
Intervalo para a atualização do valor da cota, quando for o caso;
Exercício social do fundo;
Identificação dos fatores de risco do fundo; e
A forma de comunicação que será utilizada pelo administrador.Demonstração de Desempenho
A demonstração de desempenho deve: I – ser preparada para todos os fundos abertos
em operação há, no mínimo, 1 (um) ano na data base a que se refere a demonstração
de desempenho; e II – ser produzida conforme o modelo constante do Suplemento C da
RCVM 175.
Entre outros pontos, deve-se demonstrar a rentabilidade mensal (líquida de despesas, mas
não de impostos), a variação em termos do índice de referência (se houver). As mesmas
informações devem ser prestadas em termos anuais, abrangendo um período de 5 anos.
Deve-se apresentar um detalhamento do total de despesas (fixas e variáveis), em
percentual do patrimônio líquido.
Seguem os modelos do Suplemento C:
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4.EXEMPLO COMPARATIVO: utilize a informação do exemplo abaixo para comparar os
custos e os benefícios de investir nesta classe de cotas com os de investir em outras classes.
Rentabilidade: Se você tivesse aplicado R$ 1.000,00 (mil reais) [no fundo] ou [na classe de
cotas] no primeiro dia útil de [ano a que se refere a demonstração] e não houvesse
realizado outras aplicações, nem solicitado resgates durante o ano, no primeiro dia útil de
[ano a que se refere a demonstração +1], você poderia resgatar R$[●], já deduzidos
impostos no valor de R$[●].
[adicionar, quando houver:] A taxa de ingresso teria custado R$[●], a taxa de saída teria
custado R$[●], o ajuste sobre performance individual teria custado R$[●].
Despesas: As despesas [do fundo] ou [da classe de cotas], incluindo a taxa de
administração, as taxas de gestão e performance (se houver), a taxa de custódia e as
despesas operacionais e de serviços teriam custado R$[●].
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5. SIMULAÇÃO DE DESPESAS: utilize a informação a seguir para comparar o efeito das
despesas em períodos mais longos de investimento entre diversos fundos ou classes de
cotas:
Assumindo que a última taxa total de despesas divulgada se mantenha constante e que
[o fundo] ou [a classe de cotas] tenha rentabilidade bruta hipotética de 10% ao ano nos
próximos 3 e 5 anos, o retorno após as despesas terem sido descontadas, considerando a
mesma aplicação inicial de R$ 1.000,00 (mil reais), é apresentado na tabela abaixo:
Classes de Fundos de Investimento
A respeito das classes de fundos de investimento, a RCVM 175 alterou bastante a forma
de expor a taxonomia dos fundos, optando por colocar as características específicas das
classes em anexos ou suplementos. Vamos adotar esse modelo na aula.
Anexo Informativo I – Fundos de Investimento Financeiro.
Este Anexo Normativo I à Resolução nº 175 dispõe sobre as regras específicas para os
fundos de investimento financeiro – FIF, que, em função da sua política de investimento,
podem ser dos seguintes tipos:
I – Fundos de Investimento em Ações;
II – Fundos de Investimento Cambial;
III – Fundos de Investimento Multimercado; e
IV – Fundos de Investimento em Renda Fixa.
Entende-se por ativos financeiros, por natureza ou equiparação:
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títulos públicos federais;
contratos derivativos;
créditos de descarbonização – CBIO e créditos de carbono, desde que registrados
em sistema de registro e de liquidação financeira de ativos autorizado pela CVM ou
pelo Banco Central do Brasil ou negociados em mercado administrado por entidade
administradora de mercado organizado autorizado pela CVM;
criptoativos, desde que negociados em entidades autorizadas pelo Banco Central
do Brasil ou pela CVM, ou, em caso de operações no exterior, por supervisor local,
que possua competência legal para supervisionar e fiscalizar as operações
realizadas, inclusive no que tange a coibir práticas abusivas no mercado, assim
como a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo e proliferação de armas
de destruição em massa;
desde que o ativo tenha sido objeto de oferta pública registrada na CVM ou o
registro da oferta tenha sido dispensado, ações, debêntures, notas comerciais, notas
promissórias, títulos de securitização, bônus e recibos de subscrição, cupons,
certificados de depósito de valores mobiliários, Brazilian Depositary Receipts – BDR,
cotas de fundos de investimento e contratos de investimento coletivo;
ouro, ativo financeiro, desde que negociado em padrão internacionalmente aceito;
quaisquer títulos, contratos e modalidades operacionais de obrigação ou
coobrigação de instituição financeira; e
warrants, contratos mercantis de compra e venda de produtos, mercadorias ou
serviços para entrega ou prestação futura, títulos ou certificados representativos
desses contratos e quaisquer outros créditos, títulos, contratos e modalidades
operacionais, desde que expressamente previstos no regulamento;
Entende-se por ativos financeiros no exterior, ativos financeiros negociados no exterior que
tenham a mesma natureza econômica dos ativos financeiros no Brasil.
Outras regras:
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Da denominação do fundo e de suas classes de cotas, caso existentes, deve constar a
expressão "Fundo de Investimento", acrescida da referência ao seu tipo, que deve
observar o estabelecido na Seção VII do Capítulo VIII do Anexo Normativo I (ver adiante).
§ 1º Caso o fundo possua somente classes de investimento em cotas, sua
denominação pode utilizar a expressão “Fundo de Investimento em Cotas”.
§ 2º Deve constar da denominação da classe de investimento em cotas a expressão
“Classe de Investimento em Cotas”.
§ 3º A classe que dispuser, em seu regulamento, que tem o compromisso de obter o
tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo previsto na regulamentação
fiscal vigente, está obrigada a:
o I – incluir a expressão “Longo Prazo” em sua denominação; e
o II – atender às condições previstas na referida regulamentação, de forma a
obter o referido tratamento fiscal.
As classes de cotas dos FIF podem ser abertas ou fechadas.
Art. 5º Para fins de obtenção do registro de funcionamento de classe aberta que seja
destinada ao público em geral, em acréscimo aos documentos e informações requeridos
no art. 10 da parte geral da Resolução, o administrador deve encaminhar versão
atualizada da lâmina prevista no Suplemento B.
Fundos de Renda Fixa.
A classe tipificada como “Renda Fixa” deve ter como principal fator de risco de sua
carteira a variação de taxa de juros, índice de preços ou ambos.
Na classe tipificada como "Renda Fixa" é vedada a cobrança de taxa de performance,
salvo quando se tratar de:
I – classe ou subclasse de cotas exclusivamente destinada a investidores qualificados;
II – classe que dispuser, em regulamento, que tem o compromisso de obter o
tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo previsto na regulamentação
fiscal vigente; ou
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III – classe tipificada como “Renda Fixa - Dívida Externa”.
Para fins de liquidação do resgate no mesmo dia do pedido, na conversão de cotas da
classe de cotas aberta tipificada como “Renda Fixa”, o regulamento pode estabelecer
que o valor da cota do dia deve ser calculado a partir do patrimônio líquido do dia
anterior, devidamente atualizado por 1 (um) dia(exceto para classe que possua o
compromisso de obter o tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo previsto na
regulamentação fiscal vigente; ou classe de cotas tipificada como “Renda Fixa - Dívida
Externa")
A classe de cotas tipificada como “Renda Fixa” deve possuir, no mínimo, 80% da carteira
em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que
dá nome ao tipo.
Renda fixa - Curto Prazo
A classe de cotas tipificada como "Renda Fixa” que atenda às condições abaixo deve
acrescentar à sua denominação o sufixo “Curto Prazo”:
I – aplique seus recursos exclusivamente em:
o títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados à taxa de juros
ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375
dias, e prazo médio da carteira de ativos inferior a 60 dias;
o títulos privados com prazo de que trata a alínea “a” e que sejam considerados
de baixo risco de crédito pelo gestor;
o ETF que apliquem nos títulos de que tratam as alíneas “a” e “b” e atendam ao
inciso II; e
o operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais; e
II – utilize derivativos somente para proteção da carteira (hedge).
Renda fixa - Referenciada
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A classe de cotas tipificada como "Renda Fixa” cuja política de investimento assegure que
ao menos 95% do seu patrimônio líquido esteja investido em ativos que acompanham,
direta ou indiretamente, determinado índice de referência deve:
I – incluir, à sua denominação, o sufixo “Referenciada”, seguido da denominação de tal
índice;
II – ter 80%, no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente,
por:
o títulos da dívida pública federal;
o ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito pelo gestor;
ou
o ETF que invistam preponderantemente nos ativos das alíneas anteriores e atendam
ao inciso III; e
III – restringir a respectiva atuação nos mercados de derivativos à realização de operações
com o objetivo de proteger posições detidas à vista (hedge), até o limite destas.
Renda Fixa Simples
A classe de cotas tipificada como “Renda Fixa” que atenda às condições abaixo pode
acrescentar à sua denominação o sufixo “Simples”:
I – tenha 95%, no mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou
cumulativamente, por:
o títulos da dívida pública federal;
o títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras
que possuam classificação de risco atribuída pelo gestor, no mínimo,
equivalente àqueles atribuídos aos títulos da dívida pública federal; e
o operações compromissadas lastreadas em títulos da dívida pública federal ou
em títulos de responsabilidade, emissão ou coobrigação de instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, desde que, na hipótese
de lastro em títulos de responsabilidade de pessoas de direito privado, a
instituição financeira contraparte da classe na operação possua classificação
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de risco atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente àquelas atribuídas aos
títulos da dívida pública federal;
II – realize operações com derivativos exclusivamente para os efeitos de proteção
da carteira (hedge);
III – se constitua sob a forma de condomínio aberto; e
IV – preveja, em seu regulamento, que todos os documentos e informações
relacionados à classe sejam disponibilizados aos cotistas preferencialmente por
meios eletrônicos.
Ressaltando que é vedado ao fundo de Renda Fixa Simples: I – a cobrança de taxa de
performance; II – a realização de investimentos no exterior; III – a concentração em
créditos privados; IV – a transformação em classe fechada; e V – qualquer transformação
ou mudança de tipo.
Fundo de Renda Fixa Dívida Externa
A classe de cotas tipificada como “Renda Fixa” que tenha 80%, no mínimo, do patrimônio
líquido representado por títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da
União, deve incluir, à sua denominação, o sufixo “Dívida Externa”.
Os títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União devem ser
mantidos, no exterior, em conta de custódia, no Sistema Euroclear ou Clearstream Banking
S.A.
Os títulos referidos acima devem ser custodiados em entidades habilitadas a prestar esse
serviço pelo supervisor local.
Fundos de Ações.
A classe de cotas do fundo tipificado como “Ações” deve ter como principal fator de risco
a variação de preços de ações admitidas à negociação em mercado organizado.
Para caracterizar como fundos de ações:
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I – 67%, no mínimo, de seu patrimônio líquido deve ser composto pelo conjunto dos seguintes
ativos financeiros:
o ações e certificados de depósito de ações admitidos à negociação em mercado
organizado;
o bônus e recibos de subscrição admitidos à negociação em mercado organizado;
o cotas de classes tipificadas como “Ações”;
o ETF de ações;
o BDR-Ações; e
o BDR-ETF de ações; e
II – os recursos excedentes da carteira podem ser aplicados em quaisquer outras
modalidades de ativos financeiros destinados à gestão de liquidez.
O investimento nos ativos financeiros listados acima, não está sujeito a limites de
concentração por emissor, desde que o regulamento preveja tal possibilidade e no termo
de adesão conste alerta de que a classe de cotas pode estar exposta ao risco de
concentração em ativos financeiros de poucos emissores.
Fundo de Ações – Mercado de Acesso
A classe de cotas cuja política de investimento preveja que, no mínimo, 67% do patrimônio
líquido seja investido em ações de companhias listadas em segmento voltado ao mercado
de acesso, instituído em mercado organizado, que assegure, por meio de vínculo
contratual, práticas diferenciadas de governança corporativa:
I – deve usar, em seu nome, a designação “Ações - Mercado de Acesso”; e
II – quando constituída sob a forma de regime fechado, pode investir até 33% (trinta e três
por cento) do seu patrimônio líquido em ações, debêntures, bônus de subscrição, cotas
de FIP ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de
emissão de companhias fechadas.
Além disso, a classe que utilize investe em mercado de acesso deve:
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I – participar do processo decisório da companhia investida, com efetiva influência na
definição de sua política estratégica e na sua gestão; e
II – investir somente em companhias fechadas que adotem algumas práticas de
governança como:
proibição de emissão de partes beneficiárias e inexistência desses títulos em circulação;
estabelecimento de um mandato unificado de até 2 anos para todo o Conselho de
Administração;
disponibilização de acordos de acionistas e programas de aquisição de ações ou de outros
títulos ou valores mobiliários de emissão da companhia e divulgação de informações sobre
contratos com partes relacionadas na forma exigida na regulamentação da CVM para os
emissores registrados na categoria A;
adesão à câmara de arbitragem para resolução de conflitos societários;
no caso de abertura de seu capital, obrigar-se a aderir a segmento especial de bolsa de
valores ou mercado de balcão organizado que assegure, no mínimo, práticas de
governança corporativa previstas nos incisos anteriores;
auditoria anual de suas demonstrações contábeis por auditores independentes registradosna CVM; e
tratamento igualitário no caso de alienação de controle, por meio de opção de venda da
totalidade das ações emitidas pela companhia ao adquirente do controle pelo mesmo
preço pago ao controlador.
Outros tipos de fundos.
Fundos Cambiais
A classe tipificada como “Cambial” deve ter como principal fator de risco de carteira a
variação de preços de moeda estrangeira ou do cupom cambial.
Nas classes Cambiais, no mínimo 80% da carteira deve ser composta por ativos
relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome
ao tipo.
Fundos Multimercado
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A classe tipificada como "Multimercado" deve ter política de investimento que envolva
vários fatores de risco, sem compromisso de concentração em nenhum fator em
específico.
Os investimentos feitos pela classe “Multimercado” não estão sujeitos aos limites de
concentração por emissor dispostos no em vários artigos da RCVM 175, desde que assim
esteja expressamente previsto no regulamento e o termo de adesão contenha alerta de
que a carteira pode estar exposta ao risco de concentração em ativos de poucos
emissores.
FI-Infra
O Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra) é uma comunhão de
recursos destinados à aplicação em ativos relacionados à captação de recursos para
investimento em infraestrutura.
Cabe ao administrador, uma instituição financeira específica, constituir o fundo e realizar
o processo de captação de recursos junto aos investidores através da venda de cotas.
Todo FI-Infra possui um regulamento que, dentre outras disposições, determina a política
de investimento do fundo.
A política pode ser específica e estabelecer, por exemplo, que o FI-Infra invista apenas em
debêntures incentivadas.
Os FI-Infra são os fundos de investimento previstos no art. 3º da Lei nº 12.431, de 2011.
Os FI-Infra são fundos do tipo “Renda Fixa” e podem ser constituídos sob a forma de
condomínio fechado ou aberto.
A denominação do FI-Infra e de suas classes de cotas deve conter a expressão
“Investimento em Infraestrutura”, devendo, ainda, identificar o direcionamento de parcela
preponderante de seus recursos para segmento econômico específico, se for o caso.
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Segundo a referida Lei de criação dos FI-Infra , os títulos ou valores mobiliários investidos
deverão ser remunerados por taxa de juros pré-fixada, vinculada à índice de preço ou à
Taxa Referencial - TR, vedada a pactuação total ou parcial de taxa de juros pós-fixada, e
ainda, cumulativamente, apresentar:
I - prazo médio ponderado superior a 4 (quatro) anos;
II - vedação à recompra do título ou valor mobiliário pelo emissor ou parte a ele relacionada
nos 2 (dois) primeiros anos após a sua emissão e à liquidação antecipada por meio de
resgate ou pré-pagamento, salvo na forma a ser regulamentada pelo Conselho Monetário
Nacional;
III - inexistência de compromisso de revenda assumido pelo comprador;
IV - prazo de pagamento periódico de rendimentos, se existente, com intervalos de, no
mínimo, 180 (cento e oitenta) dias;
V - comprovação de que o título ou valor mobiliário esteja registrado em sistema de registro
devidamente autorizado pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM, nas suas respectivas
áreas de competência; e
VI - procedimento simplificado que demonstre o compromisso de alocar os recursos
captados no pagamento futuro ou no reembolso de gastos, despesas ou dívidas
relacionados aos projetos de investimento, inclusive os voltados à pesquisa,
desenvolvimento e inovação.
Fundos com concentração em crédito privado
A classe tipificada como “Renda Fixa”, “Multimercado” ou “Cambial” que realizar
aplicações em quaisquer ativos ou modalidades operacionais de responsabilidade de
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, exceto no caso de ativos financeiros listados
como ativos autorizados a constar na carteira de fundos de ações, ou de emissores
públicos, que, em seu conjunto, excedam o percentual de 50% de seu patrimônio líquido,
deve incluir à sua denominação o sufixo “Crédito Privado” e incluir no termo de adesão e
ciência de risco o alerta de que pode ocorrer concentração da carteira de ativos em
créditos privados.
Fundos de Aposentadoria Programada Individual - FAPI
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Pode ser constituído FIF representativo de Fundo de Aposentadoria Programada Individual
– FAPI.
Caso o FAPI conte com diferentes classes de cotas, todas as classes devem possuir como
finalidade o atendimento à referida lei. A denominação da classe de cotas do FAPI deve
conter a expressão “Fundo de Aposentadoria Programada Individual”.
Fundos de Investimento em Cotas de Outros Fundos de Investimento Financeiro
As classes de investimento em cotas devem adquirir classes do mesmo tipo que a sua,
exceto no caso de classes tipificadas como “Multimercado”, que podem investir em cotas
de FIF de qualquer tipo.
O regulamento da classe de cotas e, se aplicável, sua lâmina deve especificar o
percentual máximo do patrimônio líquido que pode ser aplicado em uma única classe,
observados os limites de concentração por emissor e modalidade de ativo financeiro.
Na hipótese de aplicação em classe que possa exceder o limite de concentração em
créditos privados de que trata o art. 70 do Anexo Normativo I (50%), a política de
investimento da classe investidora deve detalhar os mecanismos que serão adotados para
mitigar o risco de extrapolação do referido limite.
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Fundos Estruturados e de Participação
Os fundos de investimento estruturados são regidos por regras próprias (hoje nos anexos
normativos da RCVM 175), além de diferirem dos fundos de investimento anteriormente
apresentados na composição da carteira de investimentos.
O gestor destes fundos possui maior grau de liberdade na definição da carteira, além de
poder investir diretamente em atividades econômicas, e não só em ativos financeiros.
Fundo de Investimento Imobiliário (FII)
ANEXO NORMATIVO III – FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO
O FII, constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma comunhão de
recursos captados por meio do sistema de distribuição de valores mobiliários
e destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários.
Por se tratar de fundo fechado, não é permitido o resgate das cotas, mas elas são
negociadas em mercados organizados de valores mobiliários.
As aplicações do fundo podem ser realizadas nos seguintes ativos (nos termos da RCVM
175, todos são considerados como empreendimentos imobiliários):
quaisquer direitos reais sobre bens imóveis;
ações, debêntures, bônus de subscrição, seus cupons, direitos, recibos de subscrição e
certificados de desdobramentos, certificados de depósito de valores mobiliários,
cédulas de debêntures, cotas de fundos de investimento, notas promissórias, e
quaisquer outros valores mobiliários, desde que se trate de emissores registrados na CVM
e cujas atividades preponderantes sejam permitidas aos FII;
ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades
permitidas aos FII;
cotas de fundos de investimento em participações (FIP) que tenham como política de
investimento, exclusivamente, atividades permitidas aos FII ou de fundos de investimento
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em ações que sejam setoriais e que invistam exclusivamente em construção civil ou no
mercado imobiliário;
certificados de potencial adicional de construção (CEPAC) emitidos com base na
Instrução CVM nº 401, de 29 de dezembro de 2003;
cotas de outros FII;
certificados de recebíveis imobiliários e cotas de fundos de investimento em direitos
creditórios (FIDC) que tenham como política de investimento, exclusivamente,
atividades permitidas aos FII e desde que estes certificados e cotas tenham sido objeto
de oferta pública registrada na CVM ou cujo registro tenha sido dispensado nos termos
da regulamentação em vigor;
letras hipotecárias;
letras de crédito imobiliário; e
letras imobiliárias garantidas.
É possível notar a amplitude do conceito de “empreendimento imobiliário” para fins de
investimento de FII. Isto é, o FII não investe apenas em imóveis em si, mas também em
ativos financeiros lastreados no mercado imobiliário, além de poder adquirir cotas de outro
FII.
Por fim, é importante notar que o FII não possui limites de concentração em relação à
aplicação de seus recursos (percentuais de aplicação são definidos pelo gestor).
A forma de negociação dos FIIs é semelhante à forma de negociação das ações, em
mercados regulados.
Em termos de "mercado", existem 6 principais tipos de FII (isso não é definido em norma)
Fundos de renda - Fundos de Renda são aqueles em que os gestores compram ou
constroem imóveis para alugar. O foco, geralmente, é em empresas de médio e grande
porte: shopping; lajes corporativas (imóveis de alto padrão); galpões industriais para centros
e distribuição de grandes varejistas, indústrias ou empresas de logística; agências bancárias;
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escolas e universidades; hospitais, hotéis e flats; imóveis residenciais para pessoas físicas. A
renda líquida dos aluguéis, que pode ser fixa ou atrelada à receita do locatário, é distribuída
entre os investidores (cotistas).
Fundos de trade (compra e venda) - Os Fundos de Compra e Venda têm um risco maior, já
que envolve várias transações. O objetivo é comprar imóveis quando os preços estão mais
baixos e com sinais de valorização no futuro para depois vendê-los por valores maiores.
Fundos de desenvolvimento - Os Fundos de Desenvolvimento têm potencial de ganhos mais
elevados, porém riscos maiores. Consistem na compra de terrenos para construir
empreendimentos e vendê-los ou alugá-los mais tarde. São semelhantes às empresas de
construção civil.
Fundos de recebíveis, ou fundos de papel - Esse investimento tem mais características de
renda fixa do que de fundos imobiliários. Sua principal renda vem por meio dos Certificados
de Recebíveis Imobiliários (CRI).
Fundos de fundos - São similares aos Fundos de Ações, quando o investimento é feito em
ações de empresas diferentes. Nesse caso, o gestor compra diversos fundos para montar
sua carteira com o objetivo de gerar renda ou até maximizar o lucro. É interessante para
quem está começando.
Fundos de tijolo. Também são confundidos com os fundos de renda. Os Fundos de Tijolo
representam os imóveis físicos já prontos, isto é, efetivamente construídos. Essa aplicação
tem como objetivo adquirir as propriedades para alugar, considerando o potencial de
valorização ao longo do tempo.
Vantagens de investir em FII:
Permite ao investidor aplicar em ativos relacionados ao mercado imobiliário sem, de fato,
precisar comprar um imóvel.
Não há a necessidade de desembolsar todo o valor normalmente exigido para investimento
em um imóvel.
Diversificação em diferentes tipos de ativos do mercado imobiliário (ex.: shopping centers,
hotéis, residências etc.).
As receitas geradas pelos imóveis ou ativos detidos pelo fundo são periodicamente
distribuídas para os cotistas.
Aumento nos preços dos imóveis do fundo gera aumento do patrimônio do fundo e,
consequentemente, valorização do valor das suas cotas.
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Todo o conjunto de tarefas ligadas à administração de um imóvel fica a cargo dos
profissionais responsáveis pelo fundo: busca dos imóveis, trâmites de compra e venda,
procura de inquilinos, manutenção, impostos etc.
As pessoas físicas estão isentas de imposto de renda distribuídos pelo FII (regra de
dezembro de 2023, em análise na reforma tributária), desde:
I - As cotas do Fundo de Investimento Imobiliário sejam admitidas à negociação
exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado;
II - O Fundo de Investimento Imobiliário possua, no mínimo, 50 cotistas; e
III - não será concedido ao cotista pessoa física titular de quotas que representem 10% (dez
por cento) ou mais da totalidade das quotas emitidas pelo Fundo de Investimento
Imobiliário ou cujas quotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10%
(dez por cento) do total de rendimentos auferidos pelo fundo.
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)
ANEXO NORMATIVO II – FUNDOS DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS
Considera-se como direitos creditórios os direitos e títulos representativos de
crédito, originários de operações realizadas nos segmentos financeiro,
comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e
de prestação de serviços, além dos warrants, contratos e títulos especificados
na RCVM 175.
Ou seja, são direitos creditórios os créditos gerados nas atividades econômicas em geral.
O FIDC, constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado, é caracterizado
como uma comunhão de recursos que destina parcela preponderante do
respectivo patrimônio liquido para a aplicação em direitos creditórios.
Por parcela preponderante, a Resolução quer dizer, no mínimo, 50% do patrimônio líquido.
Este é o percentual mínimo de aplicação em direitos creditórios que o FIDC deve respeitar.
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Ressalte-se que se for um Fundo que investe em cotas de FDICS, seu patrimônio deve ser
composto por pelo menos 67% dessas cotas.
O remanescente de seu patrimônio líquido pode ser aplicado em o que a norma define
como ativos financeiros de liquidez: a) títulos públicos federais; b) ativos financeiros de
renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras; c) operações
compromissadas lastreadas nos ativos referidos nas alíneas “a” e “b”; e d) cotas de classes
que invistam exclusivamente nos ativos referidos nas alíneas “a” a “c”;).
Importante citar que a resolução 175 permitiu o investimento de investidores de varejo no
FIDC, antes destinado apenas a investidores qualificados. Porém, o investidor de varejo
não pode comprar cota subordinada, apenas cota Sênior.
O FDIC é um fundo bastante “livre” em termos de ativos, porém há uma outra divisão,
indicando FDICs que podem comprar crédito vencido e não pago.
Existem diferentes tipos de FIDC, como aberto ou fechado, com duração definida ou
indeterminada:
No FIDC aberto, os investidores podem sacar seu dinheiro a qualquer momento, seguindo
as regras de liquidez do fundo. Geralmente, esse tipo de FIDC não possui prazo de duração
determinado.
No FIDC fechado, as cotas só podem ser resgatadas no final do prazo de duração do fundo,
de acordo com o regulamento. Nessa modalidade, o fundo costuma ter um prazo de
duração definido.
É essencial que o investidor analise com cautela os riscos do FIDC antes de investir,
especialmente por não haver a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A estrutura do FIDC é compostapor quatro figuras principais, que trabalham em conjunto
para garantir o sucesso do investimento. São elas:
Cedente: empresa titular dos Direitos Creditórios que serão investidos no fundo.
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Estruturadores: instituição responsável pelo andamento de todo o processo do FIDC, desde
a seleção dos direitos creditórios até a distribuição das cotas.
Custodiante: instituição financeira que gerencia os valores a receber e é responsável pela
custódia do Fundo.
Administrador: responsável direto pelo FIDC, que tem como função a gestão do fundo,
distribuição de cotas, realização de assembleias, entre outras atividades.
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) possuem diferentes tipos de
cotas, que se diferenciam de acordo com as suas características de rentabilidade e
liquidez. Conheça os principais tipos de cotas de FIDC:
Cotas sênior: são as cotas que possuem prioridade no recebimento dos pagamentos
devidos pelos devedores, em relação às demais cotas. São consideradas as mais seguras e,
por isso, possuem menor rentabilidade.
Cotas subordinadas: são as cotas que possuem menor prioridade no recebimento dos
pagamentos e, por isso, possuem maior risco. Entretanto, possuem maior rentabilidade do
que as cotas sênior.
Cotas mezanino: são cotas híbridas, que combinam características das cotas sênior e
subordinadas. Possuem um nível intermediário de prioridade no recebimento dos
pagamentos e, consequentemente, um nível intermediário de rentabilidade e risco.
Cotas de performance: são cotas que possuem rentabilidade variável, dependendo do
desempenho da carteira do fundo. Quando a carteira apresenta bons resultados, a
rentabilidade das cotas de performance é maior do que as demais cotas.
FIDC “Padronizados”
Esse é o FDIC normal, apenas regido pela RCVM 175. Pode comprar títulos creditórios
aceitos de menor risco, como duplicatas, cheques, NP, contratos e outros títulos elencados
em seus regulamentos. Pode também operar com direitos creditórios de empresas em
Recuperação Judicial.
A RCVM 175 acabou com o FIDC não padronizado, que podia investir, além títulos aceitos
em um Fundo padronizado, podia aceitar recebíveis de créditos de mais complexidade
de liquidação, como:
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Precatórios
Direitos creditórios vencidos e não pagos
que resultem de ações judiciais em curso ou que constituam seu objeto de litígio
Valores de existência futura e incerta
Pode operar títulos de direitos creditórios de cedentes e sacados em Recuperação
Judicial
Não existe mais essa nomenclatura para os fundos, mas a norma permite a constituição
de cotas específicas para a aquisição de créditos considerados não padronizados.
A norma define assim os direitos creditórios normais e não padronizados:
Direitos creditórios (padrão):
direitos e títulos representativos de crédito;
valores mobiliários representativos de crédito;
certificados de recebíveis e outros valores mobiliários representativos de operações
de securitização, que não sejam lastreados em direitos creditórios não-
padronizados; e
por equiparação, cotas de FIDC;
Direitos creditórios não-padronizados: direitos creditórios que possuam ao menos uma das
seguintes características:
estejam vencidos e pendentes de pagamento quando da cessão;
decorrentes de receitas públicas originárias ou derivadas da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, bem como de suas autarquias e fundações;
resultem de ações judiciais ou procedimentos arbitrais em curso, constituam seu
objeto de litígio, tenham sido judicialmente penhorados ou dados em garantia;
a constituição ou validade jurídica da cessão para a classe de cotas seja
considerada um fator preponderante de risco;
o devedor ou coobrigado seja sociedade empresária em recuperação judicial ou
extrajudicial;
sejam cedidos por sociedade empresária em recuperação judicial ou extrajudicial;
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sejam de existência futura e montante desconhecido, desde que emergentes de
relações já constituídas;
derivativos de crédito, quando não utilizados para proteção ou mitigação de risco
de direitos creditórios;
Fundo de Investimento em Participações (FIP)
O Fundo de Investimento em Participações (FIP), constituído sob a forma de
condomínio fechado, é uma comunhão de recursos destinados à aquisição
de ações, debêntures, bônus de subscrição, ou outros títulos e valores
mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de
companhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da
companhia investida, bem como títulos e valores mobiliários representativos
de participação em sociedades limitadas, com efetiva influência na
definição de sua política estratégica e na sua gestão, notadamente através
da indicação de membros do Conselho de Administração.
A definição de FIP é muito interessante, pois não basta apenas a composição da carteira,
mas também a necessidade de efetiva influência na definição da política estratégica e
da gestão, notadamente através da indicação de membros do Conselho de
Administração da empresa investida.
Ou seja, o FIP adquire valores mobiliários que, direta ou indiretamente, conferem
participação societária para que o fundo possa influenciar na administração da
sociedade investida.
No mínimo, 90% do patrimônio líquido do fundo deve estar investido nos títulos citados
anteriormente. O FIP pode investir até 33% de seu capital subscrito em ativos no exterior,
desde que tais ativos possuam a mesma natureza econômica dos ativos anteriormente
citados. (RCVM 175)
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Importante citar que o FIP é destinado apenas a investidores qualificados.
Os FIP devem ser classificados nas seguintes categorias quanto a ̀ composição de suas
carteiras:
Capital Semente
O FIP – Capital Semente investe em companhias ou sociedades limitadas com receita
bruta anual de até R$ 20.000.000,00 apurada no exercício social encerrado em ano
anterior ao primeiro aporte do fundo, sem que tenha apresentado receita superior a esse
limite nos últimos 3 (três) exercícios sociais.
As sociedades investidas referidas no caput não podem ser controladas, direta ou
indiretamente, por sociedade ou grupo de sociedades, de fato ou de direito, que
apresente superior a R$ 100.000.000,00 ou receita bruta anual superior a R$ 150.000.000,00
no encerramento do exercício social imediatamente anterior ao primeiro aporte da
classe.
Empresas Emergentes
O FIP – Empresas Emergentes investe em companhias ou sociedades limitadas com
receita bruta anual de até R$ 400.000.000,00 apurada no exercício social encerrado em
ano anterior ao primeiro aporte do fundo, sem que tenha apresentado receita superior a
esse limite nos últimos 3 (três) exercícios sociais.
As companhias referidas não podem ser controladas, direta ou indiretamente, por
sociedade ou grupo de sociedades, de fato ou de direito, que apresente ativo total
superior a R$ 320.000.000,00 ou receita bruta anual superior a R$ 400.000.000,00, no
encerramento do exercício social imediatamente anterior ao primeiro aporte do FIP.
Infraestrutura (FIP-IE) e Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
(FIP-PD&I);
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O FIP-IE e o FIP-PD&I devem manter seu patrimônio líquido investido em ações, bônus de
subscrição, debêntures, conversíveis ou não em ações, ou outros títulos de emissão de
sociedades anônimas, de capital aberto ou fechado que desenvolvam,
respectivamente, novos projetos de infraestrutura ou de produção econômica intensiva
em pesquisa, desenvolvimento e inovação no território nacional, nos setores de:
I – energia;
II – transporte;
III – água e saneamento básico;
IV – irrigação; e
V – outras áreas tidas como prioritárias pelo Poder Executivo Federal.
Multiestratégia
O FIP – Multiestratégia e ́ aquele que não se classifica nas demais categorias por admitir o
investimento em diferentes tipos e portes de sociedades investidas.
Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (FIAGRO)
IMPORTANTE: Em dezembro de 2023, o FIAGRO era regido pela Resolução CVM 39/2021,
porém espera-se que, após audiência pública, se torne o Anexo VI da RCVM 175.
Considerando esse ponto, vamos trazer as regras atuais, o aluno deve ficar atento para
atualizações do material.
O que diz a RCVM 39:
A Lei nº 14.130/21 instituiu o Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais
– FIAGRO, condomínio de natureza especial destinado à aplicação nos seguintes ativos
(da lei):
I - imóveis rurais;
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II - participação em sociedades que explorem atividades integrantes da cadeia produtiva
agroindustrial;
III - ativos financeiros, títulos de crédito ou valores mobiliários emitidos por pessoas físicas e
jurídicas que integrem a cadeia produtiva agroindustrial, na forma de regulamento;
IV - direitos creditórios do agronegócio e títulos de securitização emitidos com lastro em
direitos creditórios do agronegócio, inclusive certificados de recebíveis do agronegócio e
cotas de fundos de investimento em direitos creditórios e de fundos de investimento em
direitos creditórios não padronizados que apliquem mais de 50% (cinquenta por cento) de
seu patrimônio nos referidos direitos creditórios;
V - direitos creditórios imobiliários relativos a imóveis rurais e títulos de securitização emitidos
com lastro nesses direitos creditórios, inclusive certificados de recebíveis do agronegócio e
cotas de fundos de investimento em direitos creditórios e de fundos de investimento em
direitos creditórios não padronizados que apliquem mais de 50% (cinquenta por cento) de
seu patrimônio nos referidos direitos creditórios;
VI - cotas de fundos de investimento que apliquem mais de 50% (cinquenta por cento) de
seu patrimônio nos ativos referidos nos incisos I, II, III, IV e V acima.
A regulamentação dos fundos de investimento constituídos sob a forma de condomínio
de natureza especial compete à CVM.
A edição de uma norma específica para disciplinar a constituição e o funcionamento do
FIAGRO em toda a extensão prevista em lei demandará estudos prévios e realização de
audiência pública, o que não se estima ocorrer antes de 2022, tendo em vista que a
agenda regulatória desta Autarquia para o exercício de 2021 não contempla a matéria;
Acima, é a justificativa da CVM para a implantação do regime transitório.
Já existem diferentes categorias de fundos, regulados pela CVM, que permitem o
investimento em direitos creditórios, imóveis, valores mobiliários e a aquisição de
participação em sociedades;
A norma adota um regime transitório, adotado em caráter experimental, para viabilizar o
imediato registro dos FIAGRO com segurança jurídica e previsibilidade, ainda que o
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funcionamento do fundo tenha que lidar com as limitações inerentes à adoção das regras
de outras categorias de fundos;
A norma autorizou, em caráter experimental, o registro de FIAGRO na CVM, nos termos e
condições previstos na própria norma.
O funcionamento do FIAGRO depende de prévio registro na CVM, cujo pedido deve ser
efetuado pelo seu administrador em somente uma dentre as seguintes categorias de
fundos:
I – fundo de investimento em direitos creditórios, devendo constar de sua denominação a expressão
“FIAGRO-Direitos Creditórios”;
II – fundo de investimento imobiliário, devendo constar de sua denominação a expressão “FIAGRO-
Imobiliário”; ou
III – fundo de investimento em participações, devendo constar de sua denominação a expressão
“FIAGRO-Participações”.
Não se admitiu o registro de FIAGRO-Direitos Creditórios na categoria de fundo de
investimento em direitos creditórios não-padronizados.
Em acréscimo aos ativos elegíveis às carteiras dos fundos de investimento imobiliário,
conforme previstos em norma específica, o FIAGRO-Imobiliário pode investir em
Certificados de Recebíveis do Agronegócio – CRA e Letras de Crédito do Agronegócio -
LCA.
Pessoas físicas estão isentas de imposto de renda distribuídos pelo Fiagro, desde que (ao
aluno, recomenda-se acompanhar reforma tributária):
As cotas do Fiagro sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou
no mercado de balcão organizado.
O fundo escolhido possua, no mínimo, 50 cotistas.
Não será concedido ao cotista pessoa física titular de quotas que representem 10% (dez
por cento) ou mais da totalidade das quotas emitidas pelo Fiagro ou cujas quotas lhe
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derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por cento) do total de
rendimentos auferidos pelo fundo.
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ETF – EXCHANGE TRADED FUNDS
Os ETFs – Exchange Traded Funds são regidos pelo Anexo Normativo V da Resolução CVM
175 de 2023, que dispõe sobre a específicas para os fundos de investimento em índice de
mercado – fundos de índice.
Os fundos de índice, ou ETFs (Exchange Traded Funds), são fundos de investimento
constituídos com o objetivo de investir em uma carteira de ações que busca replicar a
carteira e a rentabilidade de um determinado índice de referência (índice subjacente),
como o ibovespa, ou qualquer índice de ações ou de renda fixa reconhecido pela CVM.
O reconhecimento do índice de referência pela CVM considera, no mínimo, os seguintes
critérios:
I – não são aceitos índices cuja metodologia completa de seu cálculo não seja
disponibilizada de forma gratuita e por meio da rede mundial de computadores, incluindo
sua composição, os pesos de cada ativo financeiro, os critérios de rebalanceamento e sua
frequência, e demais parâmetros necessários à sua replicação;
II – não são admitidos índices cuja metodologia de cálculo não inclua regras
predeterminadas e critérios objetivos;
III – a frequência de rebalanceamento do índice não pode impedir que os investidores
possam replicá-lo;
IV – o índice não pode estar sujeito a ajustes retroativos;
V – o índice escolhido deve representar um objetivo de investimento claro e único, sem
condicionantes;
VI – não são aceitos índices cujo provedor seja parte relacionada ao administrador ou ao
gestor;
VII – não são aceitos índices cujo provedor receba pagamentos de potenciais emissores
para sua inclusão como componentes;
VIII – o desempenho do índice deve ser público, ter ampla divulgação e fácil acesso por
meio da rede mundial de computadores; e
IX – não são aceitos índices que representem múltiplos de outros índices, o inverso destes
índices, ou ainda múltiplos do seu inverso.
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E, ainda, a composição, os pesos de cada ativo financeiro e outros parâmetros que
permitam a replicação do índice podem ser divulgados retrospectivamente após cada
rebalanceamento do índice, tendo como prazo limite a data do rebalanceamento
subsequente.
Assim, ao adquirir cotas de um ETF referenciado em um índice de ações ou índice de renda
fixa, o investidor passa a deter indiretamente todas as ações ou títulos da carteira deste
índice, e na mesma proporção que cada uma delas representa do índice, sem precisar
comprar separadamente os papéis de cada empresa ou os títulos.
Quando a carteira do índice subjacente é rebalanceada, em função das recomposições
periódicas, o administrador do ETF ajustará a composição da carteira do fundo, para
refletir a nova composição.
Além disso, o administrador também ajusta a composição da carteira do ETF de maneira
a refletir ajustes feitos na composição da carteira teórica do índice devido à distribuição
de proventos.
É vedada a constituição de classes de cotas:
I – alavancadas;
II – inversas, que visem refletir um desempenho oposto àquele do índice de referência; ou
III – sintéticas, que visem refletir o desempenho do índice de referência por meio de
contratos derivativos, exceto por meio de posições em mercados futuros previstas na norma.
De forma a refletir a variação e rentabilidade do índice de referência, a classe de cotas
deve manter 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, de seu patrimônio aplicado
em:
I – ativos financeiros que compõem o índice de referência;
II – posição líquida em contratos futuros; e
III – cotas de outros fundos de índice que visem refletir as variações e rentabilidade do índice
de referência da classe investidora.
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O excesso deve ser aplicado em renda fixa, derivativos para hedge ou outros ativos
financeiros com liquidez, que não fazem parte da composição do índice.
Vantagens de um ETF
Os ETFs estão entre os fundos mais investidos do mundo, com movimentação de US$ 53
trilhões em 2022, justamente pela facilidade de investimento que traz as seguintes
vantagens:
1) Diversificação, rapidez e eficiência, reduzindo riscos
Os ETFs podem ser comprados e vendidos da mesma forma que qualquer ação listada
para negociação em bolsa. Ao adquirir cotas de um ETF, o investidor investirá
indiretamente em várias das principias companhias abertas do Brasil, mas negociando um
único ativo, e sem a necessidade de rebalancear as ações, para replicar o índice
desejado, trabalho que é feito pelo administrador.
Ao incorporar ETFs em uma estratégia de investimento, os investidores podem se beneficiar
da diversificação instantânea. Os ETFs oferecem maior diversidade do que simplesmente
comprar ações ou títulos de renda fixa individuais, porque agrupam ativos diferentes, de
acordo com a constituição do índice. Ou seja, não há necessidade de comprar ações ou
títulos separadamente. Os investidores podem reduzir o risco em seus portfólios e aumentar
seus retornos potenciais, criando uma carteira diversificada com vários tipos e temas de
ETFs. É importante ressaltar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade
futura.
Os ETFs dão acesso a mercados em todo o mundo, variando de países específicos a uma
classe de ativos como títulos globais, criptomoedas e até commodities, como o ouro.
Investir em mercados de difícil acesso, como mercados emergentes, torna-se muito mais
simples ao investir em ETFs.
2) Simplicidade
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Cotas podem ser compradas e vendidas através de qualquer corretora, durante o pregão
da bolsa. Outra vantagem dos ETFs está na liquidez, que oferece a flexibilidade de
transformar um investimento em dinheiro rapidamente, ao valor justo. Os ETFs atuam de
maneira semelhante às ações, que podem ser compradas ou vendidas a qualquer
momento durante o horário de mercado.
Uma dúvida comum dos investidores é: “Os ETFs são mais voláteis porque são negociados
ao longo do dia?” A resposta é simples: não, as mudanças de preço não tornam o
investimento mais volátil, apenas mais visível.
Como os ETFs têm a mesma flexibilidade de negociação que as ações, os investidores de
curto prazo podem usá-los para entrar e sair rapidamente de uma posição. Mas os ETFs
também são uma maneira econômica de criar um portfólio a longo prazo.
3) Minimização de custos
Os ETFs possuem uma baixa taxa de administração ao se comparar com os fundos de
investimentos (fundos de ações; de renda fixa; e multimercado), e permitem que os
investidores acessem o mercado de ações, de renda fixa, de criptomoedas, de títulos
globais, de commodities, etc, de forma diversificada, sem incorrer em altas despesas
operacionais, com baixo investimento inicial, e sem a responsabilidade de realizar ajustes
na carteira para reproduzir individualmente a performance do índice subjacente. O
impacto dessas economias de custo pode ser significativo, principalmente ao longo do
tempo ou quando os retornos do mercado são baixos.
4) Transparência
Divulgação diária da composição de carteira e precificação disponível publicamente.
5) Versatilidade
ETFs permitem realizar várias estratégias de investimentos, tais como:
Direcional ou Hedge (proteção);
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Day trade ou Buy and hold;
Renda extra através de aluguel de ETF.
ETFs listados
Esse mercado cresceu tanto no Brasil, que é difícil acompanhar o lançamento de ETFs. Em
junho de 2023, havia 83 ETFs de renda variável e 9 ETFs de renda fixa na B3.
Os ETFs de renda fixa costumam buscar acompanhar índices de renda fixa, como o IMA
da ANBIMA.
O Índice de Mercado ANBIMA, conhecido como IMA, é referência para os
investimentos em renda fixa. É uma das formas de os investidores acompanharem o
desempenho das aplicações e também avaliarem, de forma comparativa, as
opções de produtos disponíveis no mercado.
O IMA é formado por uma carteira de títulos públicos semelhante à que compõe a
dívida pública interna brasileira. Isso significa que o indicador apresenta os mesmos
papéis, na mesma proporção, da dívida. Ele é chamado de IMA-Geral.
Para retratar essa variedade de títulos existentes, são calculados diferentes
indicadores. Eles reúnem ativos de características semelhantes e são chamados de
subíndices.
Já os ETFs de renda variável são muito variados. Desde índices comuns, brasileiros e
estrangeiros, até “setores defensivos”, “criptomoedas top 20”, “Small Caps”.
Essa é uma modalidade de investimento que tem aumentado bastante em relevância no
país.
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8 – SECURITIZAÇÃO
Os instrumentos financeiros tratados anteriormente, em sua maioria, funcionam como
forma direta de capitalização para as empresas. Mas a maioria deles tem negociação
entre a empresa e uma instituição financeira, apesar de alguns permitirem a compra direta
por pessoas físicas e fundos.
O mais comum, entretanto, é “empacotar” esses instrumentos, normalmente promessas
de recebimento de juros e principal, em novos ativos e vender ao mercado em geral, tanto
no varejo quanto institucional.
Crédito Estruturado
Ao contrário das formas tradicionais de dívidas, tratadas em parte no capítulo anterior,
operações estruturadas de crédito permitem mitigação de riscos através de:
Garantias reais (alienaçãofiduciária, hipoteca, direitos sobre recebíveis – over
collateral ou não, aplicações financeiras em geral, ações ou cotas, fianças, seguros
de crédito) ou fidejussórias (aval de sócios, de terceiros): Reduz o risco, pois eleva a
expectativa de recebimento em caso de default.
Procedimentos operacionais que direcionem ou garantam o fluxo de recursos ao
credor. Ex: apontamento de conta para pagamento dos recebíveis, escrow
accounts / contas vinculadas, covenants, registro em cartório, formatação jurídica
da dívida (Ex: CCB). São contas que, às vezes, nem passam pelo cedente do crédito
(que tomou o empréstimo).
Proteção aos índices de Basiléia do credor. Ex: cessão definitiva de dívida,
vinculação à Res. CMN 2921.
Receitas extras para o estruturador (instituição financeira): fees de estruturação e
distribuição e possibilidade de captação de recursos com lastro na dívida (ex: LCI,
LCA e DPGE).
Securitização de ativos.
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Perceba que securitização é uma forma de crédito estruturado, um pouco mais
sofisticada. Mas nem todo crédito estruturado é uma securitização.
Na prática quando uma instituição financeira consegue organizar um conjunto de
recebíveis, empacotá-los com outros direitos (e também deveres) e oferecer ao público
em geral, trata-se de crédito estruturado.
Antes de prosseguir, uma explicação para o que seria over collateral. Collateral, falando
em termos simples, seria a separação de algum ativo em garantia de uma dívida, que
poderá ser “chamado” para honrar o pagamento da mesma. Over collateral, é quando
a instituição ofecere MAIS garantias do que o valor da dívida. Isso é comum em FIDCs, pois
permite que o gestor do fundo troque créditos ruins por créditos bons, pois tem mais direitos
do que o valor da dívida.
Securitização
Vem da expressão em inglês “securities”, o que nos leva a entender securitização como o
processo de transformar um conjunto de instrumentos financeiros em uma security (valor
mobiliário) com características próprias, contrato próprio.
Processo pelo qual um emissor segrega um portfólio de ativos e emite um novo instrumento
de dívida ou valor mobiliário por meio de um veículo independente com prioridades
distintas de recebimento em relação ao portfólio original.
São exemplos de securitização:
Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs)
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos por securitizadoras
Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) emitidos por securitizadoras
Certificados de Cédula de Crédito Bancário (CCCB) emitidos por instituições
financeiras IF
Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA)
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É importante notar que alguns sites definem securitização pelo lado do passivo, ou seja,
do devedor. Mas é uma visão inadequada para a realidade brasileira, pois o que se
transfere REALMENTE é o direito de recebimento. Apesar de ser uma dívida de alguém,
normalmente quem empacota é quem tem direito de receber e não de pagar.
Antes de prosseguir definindo as características dos principais veículos de securitização,
vale mostrar o modelo norte-americano que deu origem a alguns dos instrumentos
securitizados que temos por aqui.
Vejam o filme “A Grande Aposta”, pois há ótima discussão sobre CDOs e CDSs,
instrumentos que trataremos nessa aula.
CDO – Collateralized Debt Obligation
Esse instrumento foi bastante criticado durante a crise do subprime nos EUA, pois permitiu
uma expansão muito rápida dessas hipotecas de alto risco.
Antes da “invenção” do CDO, as hipotecas de alto risco acabavam ficando na carteira
dos emissores, pois não havia demanda para tamanho risco. Grandes compradores como
os fundos de pensão não poderiam investir nesses títulos e hedge funds achavam que o
risco não compensaria o retorno.
Imagine um banco que empresta dinheiro para interessados em comprar imóveis.
Concede, por exemplo, R$ 1 bilhão em créditos imobiliários, garantidos pelos imóveis.
Esses R$ 1 bilhão gerarão um fluxo anual de, digamos, R$ 100 milhões por ano.
Antes dos CDOs, para passarem esses créditos adiante, os bancos criavam uma SPE
(sociedade de propósito específico) que recebia os direitos de todos esses créditos.
Essa SPE teria, então, o direito de receber o dinheiro dos mutuários e ainda levava as
garantias dos imóveis. O que fazia essa SPE? Emitia cotas, por hipótese, 1 milhão de cotas
e fazia um IPO (initial private offer) ou uma emissão privada, para captar o dinheiro e
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repassar ao banco, como contrapartida da cessão dos créditos (compra de carteira de
créditos).
Antes de ir a mercado o banco (ou a SPE) contratava uma agência classificadora de risco
(rating agency, como Moody´s, S&P, Fitch etc.) para indicar qual seria o risco daquele
pacote de recebíveis (normalmente diversificado). Imaginemos que o risco ficasse em BB
(nem ruim, nem bom).
Para esse risco de crédito as pessoas aceitariam, por exemplo, receber 9% ao ano.
Uma conta simples mostra que, a 9% ao ano, o valor presente do fluxo (consideraremos
perpétuo apenas para fins de ilustração) seria de R$ 1,1 bilhão (R$ 100.000.000/0,09).
A SPE vende então as cotas e capta R$ 1,1 bi e paga ao banco esse valor. O banco já
tem um ganho de 10% (de R$ 1 bi para R$ 1,1 bi) e os cotistas da SPE ficaram com o risco
dos mutuários. O banco, com esse dinheiro, pode emprestar novamente a outros mutários.
Uma cota dessa SPE é um ativo securitizado. É uma MBS (mortgage backed security). Se
na SPE houvesse outros ativos, como crédito estudantil, crédito privado de longo prazo
etc., suas cotas (ativos) seriam classificadas como ABS (asset backed security).
Isso é interessante, mas não atendia a públicos que precisavam de mais segurança
(fundos de pensão) e também àqueles com maior apetite para risco (hedge funds).
O CDO veio para transformar essa SPE num veículo que pudesse atender a diversos
públicos, diversos apetites por risco e retorno.
Imagine que a mesma SPE, porém, em vez de oferecer MBSs sem distinção entre eles
(todos com o mesmo risco, pagando 9% ao ano no máximo), conferisse às cotas algum
grau de prioridade no recebimento dos pagamentos dos mutuários.
Pensemos o seguinte. 40% das cotas estariam em uma tranche (divisão) Sênior, que teria
prioridade de recebimento em relação às outras. 40% das cotas estariam numa tranche
intermediária, chamada mezanino, e receberia após o pagamento das cotas senior.
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Por fim há uma tranche subordinada (20% das cotas), que é a primeira a arcar com
qualquer default ou crédito não performado.
A SPE tem todo o direito de fazer isso. Ela não é obrigada a vender cotas com direitos
iguais.
Se temos uma estrutura como essa e aqueles R$ 100.000.000 que vêm todo ano têm uma
estimativa média de apenas 3% de inadimplemento, quando é que as tranches superiores
vão parar de receber seus valores?
Praticamente nunca. Por isso elas eram classificadas pelas agências de risco como AAA,
ou risco baixíssimo. Como são AAA podem pagar, por hipótese, 6% ao ano e podem ser
vendidas para fundos de pensão, pois são de risco baixo e são aceitas pelas regras desses
veículos.
As tranches intermediárias também são quase inatingíveis, pois o default só começaria a
atingi-las se a inadimplência chegar a níveis absurdamente altos. As agênciaspoderiam
classificá-las como AA ou A. Por serem de baixo risco, poderiam se contentar com, por
exemplo, 8% ao ano.
Então temos 40% das cotas vendidas para tranches senior, 40% para tranches mezanino
20% para tranches subordinadas, junior ou equity.
Lembre-se que a SPE vendeu os títulos por R$ 1,1 bi (10% a mais do que o crédito original,
que foi o ganho do banco).
Vamos assumir que as cotas senior pagaram R$ 440.000.000 pelo direito, as cotas mezanino
R$ 440.000.000 e as cotas equity R$ 220.000.000, totalizando R$ 1,1 bilhão. Cada cota tem
um valor igual, porém direitos diferentes.
Dos R$ 100.000.000 por mês, quanto deveria ser destinado para cada tranche?
• R$ 440 milhões x 6% = R$ 26,4 milhões
• R$ 440 milhões x 8% = R$ 35,2 milhões
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• Para as cotas júnior ou equity, o que sobra = R$ 38,4 milhões menos
a inadimplência.
• Como eles (equity) pagaram R$ 220 milhões, a rentabilidade da cota
júnior, se todos pagarem, seria de 17,45% (38,4 / 220).
Nos EUA imaginava-se que, mesmo em empréstimos imobiliários de alto risco, a
inadimplência jamais passaria de 8%. Se ocorresse essa inadimplência, no caso, sobraria
para as cotas junior R$ 30,4 milhões, uma rentabilidade de 13,81%.
Perceba algo interessante nesse instrumento financeiro.
Não é o risco específico dos ativos ou dos empréstimos que “cria” as tranches AAA, mas a
diferenciação de direitos sobre o crédito DENTRO do próprio veículo financeiro (SPE).
Por isso havia nos EUA CDO´s com tranches AAA mesmo que TODOS os seus recebíveis
fossem de baixa qualidade. Como a inadimplência, mesmo quando muito alta, não
passaria de 8% a 10%, as tranches superiores SEMPRE receberiam seus direitos.
Naturalmente os bancos não contavam que a inadimplência, principalmente para
hipotecas subprime, de alto risco, bateria todos os recordes e destruiria o valor desses
ativos garantidos nas dívidas.
Aqui no Brasil os CRAs, CRIs e os FDICs costumam ter estrutura semelhante a essa.
Só que, como são muitas vezes ativos garantidos em recebíveis de uma empresa do
agronegócio ou incorporadora imobiliária, os próprios originadores do crédito integralizam
as cotas júnior, como forma de compromisso com a operação. Assumem o primeiro risco
de default.
Após a crise do subprime os CDOs passaram a ser vistos como veículos para fraude, mas,
como deve ter ficado claro, são apenas uma engenhosa forma de atender diferentes
públicos com um mesmo ativo, de risco homogêneo.
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Apesar de parecer estranho empacotar um monte de hipotecas com risco CCC, péssimos
pagadores, e conseguir extrair desse veículo (SPE) cotas com classificação AAA, não há
nada de errado, impossível ou fraudulento nisso.
Ainda que a inadimplência pudesse chegar a 50%, as tranches mais elevadas
continuariam a receber sua remuneração contratada.
Ainda que possa ter havido fraudes no mercado americano, a estrutura de um CDO não
é, em si, fraudulenta. É bem engenhosa e continua servindo muito bem ao mercado de
crédito, inclusive no Brasil (onde há diferenças da estrutura, mas o conceito é o mesmo).
Antes de falar propriamente dos instrumentos securitizados, precisamos introduzir os
conceitos de LCI e LCA, que são instrumentos de captação bancária, com destinação
dos recursos para a área imobiliária e do agronegócio.
Letra de Crédito Imobiliário - LCI
A LCI é um instrumento de Renda Fixa bastante procurado pelo investidor pessoa física e
dos que mais cresceram nos últimos anos, por conta de sua isenção de Imposto de Renda
para esse público. Representa uma fonte de recursos para o setor imobiliário, pois possui
como lastro créditos imobiliários.
São emitidas por instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos e de investimento,
além de sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e
companhias hipotecárias – e regulamentadas pela a Lei no 10.931/2004 e a Circular do
Banco Central no. 3.614/12, podem ser remuneradas por taxa pré ou pós-fixada.
Em termos de risco, ao tomar uma LCI o investidor assume o risco primário do emissor
(instituição financeira). Conta ainda com a segurança adicional de que está vinculado à
carteira da de crédito imobiliário da instituição financeira. É elegível à cobertura do Fundo
Garantidor de Crédito (FGC).
A LCI não pode ser resgatada a qualquer momento, mas é possível negociá-la no
mercado secundário. Em fevereiro de 2024, o prazo mínimo de vencimento desse ativo
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variava de acordo com o indexador que possui. São 36 meses quando o título for
atualizado mensalmente por índice de preços ou 12 meses nos demais casos. Se não utilizar
índice de preços, é de 90 dias (o prazo de 90 dias foi revogado pela Resolução CMN 5119
de 2 de fevereiro de 2024, agora é 12 meses nos demais casos). Esses prazos devem ser
contados a partir da data que um terceiro, pessoa física ou jurídica, adquirir o título da
instituição emissora. Nesses períodos, a instituição emissora não poderá recomprar ou
resgatar a LCI.
De acordo com essa norma, as operações de crédito imobiliários vinculadas à LCI devem
ser utilizadas como lastro pelo seu valor líquido, deduzido da obrigação com que tiver
relacionada.
Na B3, o registro da LCI é feito pela instituição financeira emissora, responsável por informar
as condições da emissão e fazer a gestão dos créditos que lastreiam a operação. Entre os
tipos de lastro estão: financiamentos habitacionais garantidos por hipoteca ou alienação
fiduciária de bens imóveis, sejam eles contratados ou não pelo Sistema Financeiro da
Habitação (SFH); empréstimos garantidos por hipoteca ou alienação imobiliária de bens
imóveis residenciais; e outros empréstimos ou financiamentos garantidos por hipoteca ou
alienação fiduciária de bens imóveis.
Aqui vale pontuar a diferença entre hipoteca e alienação fiduciária. Na hipoteca o imóvel
é dado como garantia. Se o tomador não quitar o empréstimo, o imóvel pode ser tomado
para honrar a dívida. Na alienação fiduciária, o imóvel fica com gravame com o nome
do financiador até a quitação da dívida.
A alienação fiduciária é a garantia de pagamento em segurança, e se dá pela
transferência da posse de um bem do devedor ao credor. Assim, durante o prazo para
pagamento, a coisa é usada pelo devedor, que preserva a posse direta, usando-a como
se fosse sua. Porém, juridicamente, a propriedade é do credor.
Uma coisa bem interessante é debater COMO as LCIs conseguem ter taxas tão altas.
Alguns bancos oferecem 103% do CDI, para prazos mais longos. Isso, sem Imposto de
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renda, é uma maravilha para o investidor. Em bancos grandes esse percentual cai
bastante, entre 85% e 95% do CDI, a depender do valor e do prazo.
Mas quem já pegou financiamento imobiliário sabe que às vezes se paga, mesmo fora do
Sistema Financeiro de Habitação (que tem funding subsidiado), 80% a 85% do CDI como
taxa de empréstimo.
Mesmo comprando na planta, o mutuário paga uma atualização mínima pelo INCC.
Como é possível que a instituição financeira capte a 95% do CDI e empreste para quem
vai repassar esse crédito a 85% do CDI (construtora ou incorporadora)?
Normalmente as taxas não se referem a empréstimos FINAIS, em que financiamos o
tomador final (mutuário da casa própria). É um sistema de funding (recursos para
financiamento) do sistema das incorporadoras, construtorasetc. A diferença dos juros é
ajustada dentro da própria margem da construtora. Vejamos.
Imagine que uma rede de supermercados contratou uma construtora para fazer uma
nova sede. A Construtora orça o prédio em R$ 100.000.000, e faz um contrato de alienação
fiduciária em que o supermercado pagará, por hipótese, 9% ao ano (cerca de 75%-80%
do CDI).
Como a construtora precisará de R$ 40 milhões para construir o imóvel, ela pode captar
dinheiro junto a um banco dando como garantia esses recebíveis imobiliários (o contrato
de alienação fiduciária).
Ela vai pagar ao banco, por exemplo, 16% ao ano, sobre R$ 40 milhões (R$ 6,4 milhões) e
receberá R$ 9 milhões.
Durante os 3 anos de construção, funcionaria assim. Ao final, a construtora repassaria (em
outras condições) o contrato inteiro para uma instutuição financeira.
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Imagine que o saldo devedor do comprador e da construtora, ao final da construção,
sejam os mesmos (R$ 100 mi e R$ 40 mi). Isso porque, por hipótese, só pagaram os juros e
não amortizaram o principal (esqueçamos ajustes de TR por simplificação).
O contrato de 9% ao ano continuaria dando 9% de juros + amortização. A construtora não
é banco, não quer esse contrato de 30 anos. Ela pode vender esse contrato, por hipótese,
por R$ 50 milhões, quitar seu saldo devedor de R$ 40 milhões e ficar com o lucro de R$ 10
milhões.
Além do lucro da diferença entre os juros que pagou e que recebeu.
O contrato paga, por ano, R$ 9 milhões. O banco comprou esse direito por R$ 50 milhões.
Isso significa juros da ordem de 18% ao ano.
Perceba como há espaço para que todos ganhem nesse mercado.
É claro que, na prática, as coisas são mais amarradas e não há tanta margem financeira
assim. Mas é só para ilustrar como os instrumentos de venda e cessão de créditos podem
aliar taxas de captação e empréstimo tão díspares.
Onde entra a LCI nisso? O banco não usa dinheiro próprio para emprestar à construtora,
emite as LCIs com ótima rentabilidade, capta junto a investidores e repassa os recursos
“carimbados” ao setor imobiliário.
Atualização, Resolução CMN 5.119 de 2 de fevereiro de 2024.
Para fins de emissão de LCI, considera crédito imobiliário:
I - financiamentos para a aquisição de imóveis residenciais ou não residenciais;
II - financiamentos para a construção de imóveis residenciais ou não residenciais;
III - financiamentos a pessoas jurídicas para a produção de imóveis residenciais ou não
residenciais;
IV - financiamentos para reforma ou ampliação de imóveis residenciais ou não residenciais;
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V - financiamentos para aquisição de material para a construção, ampliação ou reforma
de imóveis residenciais ou não residenciais; e
VI - empréstimos a pessoas naturais com garantia hipotecária ou com cláusula de alienação
fiduciária de bens imóveis residenciais.
IMPORTANTE. A mudança nas regras de LCI e LCA foram introduzidas exatamente um dia
útil antes dessa atualização. As letras emitidas até 1º de fevereiro de 2024, permanecem
válidas e com as regras anteriores (de prazo e de lastro).
Letra de Crédito do Agronegócio - LCA
É um título vinculado a crédito do Agronegócio.
A LCA é um título emitido por uma instituição financeira. É utilizado para captar recursos
para participantes da cadeia do agronegócio. Criados pela Lei nº 11.076, esses papéis
têm como um de seus atrativos o fato de que os investidores pessoas físicas têm seus
rendimentos isentos de Imposto de Renda. Outro diferencial é o fato de as LCAs emitidas
a partir de 23 de maio de 2013 terem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
até o limite estabelecido pelo Fundo para recursos numa mesma instituição. Em fevereiro
de 2024, o prazo mínimo de vencimento desse ativo variava de acordo com o indexador
que possui. São 12 meses quando o título for atualizado mensalmente por índice de preços
ou 9 meses nos demais casos. Se não utilizar índice de preços, é de 90 dias (o prazo de 90
dias foi revogado pela Resolução CMN 5119 de 2 de fevereiro de 2024, agora é 9 meses
nos demais casos).
O risco primário da LCA é da instituição financeira. Na inadimplência do banco, o lastro
está penhorado por lei ao investidor final que pode requisitar sua propriedade ao juiz
quando o banco não pagar o ativo.
Na B3, para registrar a LCA, a instituição financeira emissora deve fazer o devido registro
do lastro, sendo a responsabilidade pela gestão e suficiência dos lastros do emissor do
título.
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Um dos diferenciais das LCAs registradas na B3 é a gama de lastros (garantias) que podem
ser atrelados a elas. Como lastro, entende-se os direitos creditórios vinculados a produtores
rurais, suas cooperativas, e terceiros, inclusive empréstimos e financiamentos relacionados
com a produção, comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos ou
insumos agropecuários ou de máquinas e implementos utilizados nesse setor.
Entre os exemplos de instrumentos que servem como lastro dessas operações: Cédula de
Produto Rural (CPR), notas promissórias rurais, CRH – Cédula Rural Hipotecária, CRPH –
Cédula Rural Pignoratícia Hipotecária, o CCB de origem do agronegócio, a NCE – Nota
de Crédito à Exportação, a CCE – Cédula de Crédito à Exportação, o CDA/WA –
Certificado de Depósito Agropecuário, o Warrant Agropecuário e a NCR – Nota de Crédito
Rural. O Contrato Mercantil também pode ser usado como lastro. Sobre as vedações
acima, ver nota a seguir.
Outra funcionalidade é o Lastro Revolvente, que possibilita gestão de lastros de ciclo curto
que sejam integrantes de uma cesta de garantias. Ou seja, aqueles com vencimento
inferior ou igual à data de vencimento do título, cuja produção se esgota antes do prazo
das respectivas LCAs. Por meio dele é possível gerenciar alguns lastros de forma mais
otimizada, renovando-os conforme o comportamento da produção, e alongando o
papel.
Atualização, Resolução CMN 5.119 de 2 de fevereiro de 2024.
Ficam vedadas as emissões de LCA com lastro nos seguintes direitos creditórios:
I - adiantamentos sobre operação de câmbio;
II - créditos à exportação, inclusive certificados, cédulas ou notas deles representativos;
III - certificados de recebíveis, inclusive certificados de recebíveis do agronegócio; e
IV - debêntures.;
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IMPORTANTE. A mudança nas regras de LCI e LCA foram introduzidas exatamente um dia
útil antes dessa atualização. As letras emitidas até 1º de fevereiro de 2024, permanecem
válidas e com as regras anteriores (de prazo e de lastro).
Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI
Importante distinguir aqui Letra, de Certificado. Letra, normalmente, é instrumento de
captação de instituições financeiras, são emitidas por elas e o risco do crédito é o risco da
própria IF emissora. Certificados são instrumentos de repasse de direitos creditórios, ou seja,
representam esses direitos.
O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título que gera um direito de crédito
ao investidor. Ou seja, o mesmo terá direito a receber uma remuneração (geralmente
juros) do emissor e, periodicamente, ou quando do vencimento do título, receberá de
volta o valor investido (principal).
Não há investimento mínimo, porém a maior parte dos CRIs possui valor unitário de
R$300.000,00.
Do ponto de vista do emissor, o CRI é um instrumento de captação de recursos destinadosa financiar transações do mercado imobiliário e é lastreado em créditos imobiliários, tais
como: financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, contratos de aluguéis
de longo prazo etc.
Somente instituições específicas, denominadas securitizadoras, podem emitir o CRI. As
companhias securitizadoras de créditos imobiliários são instituições não financeiras
constituídas sob a forma de sociedade por ações, que têm por finalidade a aquisição e
securitização desses créditos e a emissão e colocação, no mercado financeiro, de CRIs,
podendo emitir outros títulos de crédito, realizar negócios e prestar serviços compatíveis
com as suas atividades.
Os CRIs podem ter por remuneração por taxa de juro prefixada; ou uma das seguintes
remunerações, ajustada para mais ou para menos, por taxa fixa:
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• Taxa Referencial (TR) ou Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP),
observado o prazo mínimo de um mês para vencimento ou
repactuação; ou
• Taxas flutuantes que sejam regularmente calculadas e de
conhecimento público e que sejam baseadas em operações
contratadas a taxas de mercado prefixadas, com prazo não inferior
ao período de reajuste estipulado contratualmente.
Alternativamente, é permitida a emissão de CRIs com cláusula de correção monetária
com base nos coeficientes fixados para correção de títulos públicos federais ou índice de
preços, ajustada para mais ou para menos por taxa fixa.
É admitida a estipulação de cláusula de reajuste, com periodicidade mensal, por índices
de preços setoriais ou gerais ou pelo índice de remuneração básica dos depósitos de
poupança, se emitidos com prazo de vencimento mínimo de 36 meses.
O processo pelo qual os recebíveis imobiliários são vinculados ao CRI é conhecido como
securitização e, para a sua realização, é necessário seguir uma série de procedimentos
formais, incluindo a constituição do denominado Termo de Securitização, com os
seguintes elementos:
• identificação do devedor;
• valor nominal de cada crédito que lastreie a emissão;
• identificação dos títulos emitidos; e
• indicação de outras garantias dos títulos, quando houver.
É comum que seja instituído o regime fiduciário, ou seja, os recebíveis: (i) são separados do
patrimônio da securitizadora e destinados exclusivamente à liquidação dos CRIs, bem
como ao pagamento dos respectivos custos de administração e de obrigações fiscais; (ii)
estão isentos de qualquer ação ou execução pelos credores da securitizadora; e (iii) só
responderão pelas obrigações inerentes aos CRIs. Desta forma, a securitizadora não pode
utilizar tais recebíveis para outras finalidades que não as acima destacadas.
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O investidor busca as seguintes vantagens do CRI:
• Sendo renda fixa, o investidor tem a previsão do fluxo de caixa das
remunerações e amortizações do título.
• Há a proteção do regime fiduciário, que garante segregação do
risco do emissor, ou seja, caso a securitizadora tenha dificuldades
financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será
afetado, uma vez que os recebíveis estão segregados do patrimônio
da emissora.
• E, para pessoa física, os rendimentos do CRI são isentos de Imposto
de Renda.
o A desvantagem é não contar com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC),
porém tem sua própria estrutura de garantias.
Sobre o acesso do CRI ao investidor Não Qualificado, temos as seguintes regras da RCVM
60:
Art. 4º A emissão de CRI destinada ao público em geral somente é admitida para CRI lastreados em
créditos sobre os quais tenha sido instituído o regime fiduciário previsto no art. 9º da Lei nº 9.514, de
1997, originados:
I – de imóveis com “habite-se”, ou documento equivalente, concedido pelo órgão administrativo
competente; ou
II – da aquisição ou da promessa de aquisição de unidades imobiliárias vinculadas a incorporações
objeto de financiamento, desde que integrantes de patrimônio de afetação.
Caso os créditos sejam considerados imobiliários pela sua destinação, a SSE poderá dispensar o
cumprimento dos requisitos acima, desde que a operação de securitização conte com as seguintes
características:
I – o lastro dos CRI seja constituído por créditos imobiliários que são devidos independentemente de
qualquer evento futuro;
II – o emissor dos ativos que constituem o lastro dos CRI seja companhia aberta atuante no setor
imobiliário, nos termos de seu estatuto social;
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III – seja instituído regime fiduciário sobre os créditos imobiliários que constituem o lastro dos CRI;
IV – o agente fiduciário fique responsável por verificar a destinação dos recursos captados a imóveis,
de modo a configurar o vínculo previsto no inciso I do art. 8º da Lei 9.514, de 1997; e
V – nos documentos da oferta pública de distribuição de CRI esteja previsto que os recursos captados
serão efetivamente destinados a imóveis até a liquidação dos CRI.
Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA
São títulos emitidos exclusivamente por companhias securitizadoras de direitos creditórios
do agronegócio. Os CRAs têm como principal característica a isenção do Imposto de
Renda (IR) para pessoas físicas. Não é um título muito indicado para quem tem pressa,
normalmente voltado para médio e longo prazos.
As pessoas jurídicas que investirem no papel, por sua vez, estão sujeitas às mesmas regras
de tributação definidas para títulos de renda fixa, com alíquota regressiva e recolhimento
direto na fonte. Criados em 2004, pela Lei 11.076, os CRAs não contam com a cobertura
do Fundo Garantidor de Crédito.
Os certificados são lastreados em direitos creditórios originários de negócios realizados
entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros. Os riscos, portanto, estão
associados às atividades ligadas ao agronegócio. As garantias existentes em uma emissão
de CRA podem estar vinculadas, portanto, à propriedade rural, à safra ou mesmo serem
pulverizadas, quando emissores diferentes servem de lastro para um mesmo CRA. O título
é nominativo e de livre negociação.
Sobre o acesso do CRA ao investidor Não Qualificado, temos as seguintes regras da RCVM
60:
Art. 7º Os CRA ofertados a investidores que não sejam considerados qualificados devem
cumulativamente:
I – contar com retenção substancial de riscos e benefícios do cedente ou de terceiros, conforme
definição disposta nas normas contábeis emitidas pela CVM para as companhias abertas, salvo se o
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CRA estiver vinculado à dívida de responsabilidade de um único devedor ou devedores sob controle
comum;
II – ser constituídos por créditos considerados como performados no momento da cessão ou
subscrição pela companhia securitizadora;
III – possuir devedores ou coobrigados com exposição máxima de 20% (vinte por cento) do valor da
emissão, salvo se o devedor ou coobrigado for: a) companhia aberta; ou b) instituição financeira ou
equiparada; e
IV – ser constituídos por direitos creditórios cedidos por um único cedente ou cedentes sob controle
comum.
§ 1º A retenção de riscos referida no inciso I pode ocorrer, dentre outros, por meio da emissão,
para o cedente ou terceiros, de certificados de classe subordinada ou, ainda, da assunção
de coobrigação ou contratação de seguro.
§ 2º Por créditos performados referidos no inciso II entende-se aqueles em que o produto
objeto da compra ou venda já tenha sido entregue ou em quea prestação de serviço já
tenha ocorrido.
§ 3º Equiparam-se aos créditos performados os títulos de dívidas vinculados à emissão, desde
que os pagamentos devidos não estejam condicionados a qualquer evento futuro.
§ 4º Para efeito do disposto no inciso III, equiparam-se ao devedor ou coobrigado o seu
acionista controlador, as sociedades por eles direta ou indiretamente controladas, suas
coligadas e sociedades sob controle comum.
§ 5º Somente os certificados que atendam ao disposto neste artigo na data de registro da
oferta podem ser adquiridos em mercados regulamentados de valores mobiliários por
investidores considerados não qualificados.
§ 6º Nos casos em que houver o cumprimento da obrigação de retenção de risco por meio
de coobrigação do cedente, nos termos do inciso I, não se aplica o limite de exposição por
coobrigado de 20% (vinte por cento) do valor da emissão.
A Oferta Pública a investidores não qualificados era vedada, mas a CVM colocou
condições em que o risco cai demais, como usar apenas créditos performados.
Um exemplo de CRA seria o seguinte:
Um grande trader de commodities agrícolas (Louis Dreyfus - LD, por exemplo) tem um
grande número de produtores associados. Em vez de financiar diretamente esses
produtores ele faz um contrato de compra de produtos agrícolas para a próxima safra.
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Uma promessa, por exemplo, de compra de R$ 100 milhões em sacas de soja (pode ser
em quantidade também).
O produtor que recebe a promessa de compra e pagamento pode ceder esse crédito
para a companhia securitizadora que vai vendê-los ao mercado via CRAs.
A captação, como é uma promessa de receber da LD R$ 100 milhões em 1 ano (por
exemplo), gera R$ 80 milhões em valor presente para os CRAs, que são colocados em 2
tranches (80% Senior e 20% subordinadas). As cotas subordinadas são totalmente
integralizadas pelo próprio produtor, dessa forma ele recebe R$ 64 milhões em dinheiro
para financiar sua produção.
Imagine que, por hipótese, os custos do plantio até a entrega do produto à LD tenham
sido de R$ 62 milhões. O produtor ficaria com a diferença de R$ 2 milhões do que recebe,
mais os R$ 20 milhões dos CRAs que subscreveu na cota subordinada (20% da captação,
agora em valor futuro, pago pela LD).
Se houver uma quebra de safra, e a LD pagar apenas R$ 90 milhões (não é default, são
menos recebíveis mesmo, pois haverá menos entregas físicas do produto), as cotas
subordinadas suportariam essa quebra no fluxo de caixa, mas ainda assim o produtor
conseguirá bancar sua produção e ter algum lucro.
O mundo real é mais complexo e tem contratos mais detalhados (além de que a
formação de preço dos CRA´s é feita pelo mercado), mas o modelo é basicamente esse.
Atualização sobre CRI e CRA – Resolução CMN 5.118 – 01/02/2024
A Resolução acima indica que os CRIs e CRAs não podem conter como lastro:
I - títulos de dívida cujo emissor, devedor, codevedor ou garantidor seja:
a) companhia aberta ou parte relacionada a companhia aberta, exceto se o setor principal
de atividade da companhia aberta for o setor imobiliário, no caso dos CRIs, ou o agronegócio,
no caso dos CRAs; ou
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b) instituição financeira ou entidade autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil, ou
suas partes relacionadas;
II - direitos creditórios:
a) oriundos de operações entre partes relacionadas; ou
b) decorrentes de operações financeiras cujos recursos sejam utilizados para reembolso de
despesas.
Também ficam vedadas operações de cessão, endosso e ofertadas a subscrição em que as
instituições e as companhias referidas no inciso I retenham quaisquer riscos e benefícios.
As regras valem apenas para novas emissões a partir da edição da norma, e a CVM
deverá adotar, nos termos de suas competências legais, as medidas necessárias à
regulamentação do disposto na Resolução.
Ainda não havia, em 06/02/2024, regulamentação própria sobre o tema por parte da
CVM.
Sobre a tributação de CRI e CRA (e FII)
Existe uma diferença entre a tributação dos certificados e dos fundos de investimento
imobiliário. Para pessoas físicas, e sob determinadas condições, os Fundos de Investimento
imobiliário tem rendimentos isentos (aluguéis, rendas de recebíveis etc.), porém deve-se
pagar imposto de renda no ganho de capital sobre a venda das cotas no mercado
secundário (20% sobre o lucro, sem a isenção de R$ 20.000 por mês).
Isso deriva da interpretação direta do seguinte dispositivo da lei 11.033/2004.
Art. 3º Ficam isentos do imposto de renda:
III - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos
Fundos de Investimento Imobiliário e pelos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas
Agroindustriais (Fiagro) cujas cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de
valores ou no mercado de balcão organizado.
Está claro que a isenção é apenas para os RENDIMENTOS distribuídos.
Já para CRI e CRA, a lei é mais abrangente:
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II - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida por letras
hipotecárias, certificados de recebíveis imobiliários e letras de crédito imobiliário.
IV - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida por [...]
Letra de Crédito do Agronegócio – LCA e Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA.
Em que pese o mercado secundário de CRI e CRA ter liquidez apenas recentemente, a
interpretação é que, para pessoas físicas, a negociação no mercado secundário também
não haveria tributação, pois “remuneração” é mais amplo o que “rendimento distribuído”.
Portanto, não há tributação sobre a remuneração recebida de CRI e CRA, mesmo que
seja vendido no mercado secundário.
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LISTA DE QUESTÕES
As questões aqui colocadas não estão associadas diretamente à banca dos concursos,
foram escolhidas para cobrirem os principais modelos e as principais formas de trabalhar
os temas.
Seguem os enunciados sem resolução. No capítulo seguinte os resultados com os
comentários.
1. Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP Prova: VUNESP -
2023 - Prefeitura de Pindamonhangaba - SP - Tesoureiro
Assinale a alternativa que contém corretamente os tipos de investimentos em títulos
públicos.
A) Tesouro Selic, Tesouro direto e Tesouro indireto.
B) Selic, IPGM e IPCA.
C) Tesouro Selic, Tesouro Pré-fixado e Tesouro IPCA+.
D) CDB pré-fixado, CDB pós-fixado e Fundo imobiliário.
E) Fundo de renda fixa, fundo imobiliário e tesouro nacional.
2. Ano: 2023 Banca: CESGRANRIO Órgão: BANRISUL Prova: CESGRANRIO - 2023 - BANRISUL
- Escriturário
A Letra do Tesouro Nacional (LTN) é um título público federal, emitido com determinado
valor nominal ou de face, que será pago ao seu detentor quando ocorrer o seu
vencimento. A LTN, portanto,
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A) mantém a remuneração real de seu comprador, se ocorrer uma inflação maior do que
a inflação esperada na ocasião da emissão do título.
B) figura comumente no passivo dos bancos comerciais.
C)aumenta de valor, no mercado secundário de títulos, se houver uma queda na taxa
de juros básica da economia.
D) é um título de longo prazo, em geral superior a 20 anos.
E) é inegociável no mercado secundário de títulos.
3. Ano: 2023 Banca: CESGRANRIO Órgão: Banco do Brasil Prova: CESGRANRIO - 2023 -
Banco do Brasil - Agente Comercial - Prova C
A principal razão que justifica a existência de um mercado primário de títulos públicos,
administrado pelo Tesouro Nacional, é mobilizar recursos financeiros para o(a)
A) combate à inflação
B) financiamento das empresas
C) financiamento dos déficits do governo
D) equilíbrio do Balanço de Pagamentos do país
E) estabilidade do mercado de trabalho
4. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
De acordo com os instrumentos de renda fixa, julgue o item.
Os títulos públicos federais que pagam cupom semestralmente são: tesouro pré-fixado
(LTN), tesouro selic (LFT) e tesouro IPCA (NTN-B principal).
Certo
Errado
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5. Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEFIN de Fortaleza - CE Prova: CESPE /
CEBRASPE - 2023 - SEFIN de Fortaleza - CE - Analista Fazendário Municipal - Área de
Conhecimento: Ciências Econômicas/Finanças
Acerca das operações e dos instrumentos do mercado financeiro e de capitais, da
estrutura a termo de taxa de juros (ETTJ) e da renda fixa, julgue o item que se segue.
Títulos públicos federais prefixados, como a LTN e a NTN-F, proporcionam rentabilidade
garantida ao investidor, sem volatilidade de preço, ainda que vendidos antes do seu
prazo de vencimento.
Certo
Errado
6. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUNPRESP-EXE Prova: CESPE / CEBRASPE -
2022 - FUNPRESP-EXE - Analista de Previdência Complementar - Área de Atuação:
Investimentos
Suponha uma aplicação em uma LTN (Tesouro Prefixado), que é um título que paga ao
investidor o valor de face (VF) na data de vencimento, e que não haja pagamentos
intermediários de cupom. Na data da aplicação, restam 600 dias úteis até o vencimento
da LTN, cujo valor de face é de R$ 1.000,00. Considerando essas condições, julgue o item
que se segue.
Se o investidor da LTN, que adquiriu o título por R$ 800,00, decidir vendê-la antes da data
de vencimento e se o preço de venda for de R$ 900,00, então, restando 300 dias úteis até
o vencimento na data de venda, a rentabilidade acumulada no período da aplicação
(R) será dada pela seguinte expressão:
Certo
Errado
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7. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
O CDB é um tradicional produto de captação de instituições financeiras. Ele pode ser pós-
fixado ou prefixado. Sobre esse instrumento, assinale a afirmativa correta.
A) Um CDB que rende 4% ao ano mais inflação não tem risco porque ele preserva o poder
de compra do investidor.
B) Os bancos são instituições que só emitem CDBs pós-fixados, indexados à taxa DI ou à
inflação.
C) Um CDB que rende 12% ao ano é um instrumento prefixado e tem risco porque a
inflação pode subir.
D) Um CDB que rende 4% ao ano mais inflação é um título prefixado porque o investidor
já sabe quanto ganhará em termos de poder de compra.
E) Um CDB que rende 102% da taxa DI é um instrumento prefixado porque a taxa DI tem
correlação alta com a taxa Selic, a taxa básica da economia.
8. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Assinale a afirmativa correta sobre um investimento em um CDB que paga uma taxa
prefixada mais inflação e é sujeito a imposto de renda.
A) O investidor torce para que haja muita inflação, pois assim receberá mais e poderá
consumir mais.
B) O investidor torce para a taxa de juros real subir, pois assim seu CDB valerá mais.
C) O investidor torce para a taxa SELIC subir, pois assim seu CDB valerá mais.
D) O investidor torce para que a inflação seja baixa, uma vez que seu poder de consumo
será maior se isso ocorrer.
E) O investidor torce para a taxa de juros nominal de mais longo prazo subir, pois assim seu
CDB valerá mais.
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9. CS-UFG - 2018 - Câmara de Goiânia - GO - Assessor Técnico Legislativo - Economista
Qual item financeiro pode ser considerado como renda variável?
A) Caderneta de poupança.
B) Títulos públicos pré e pós-fixados.
C) Certificado de depósito bancário (CDB).
D) Contratos futuros de opções.
10. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Sobre LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CDI
(Certificado de Depósito Interbancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário), analise
os itens a seguir:
I. LCA e LCI são títulos de renda fixa emitidos pelo governo para financiar projetos no
agronegócio e no setor imobiliário.
II. LCA, LCI e CDB têm isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
III. CDI serve de referência para o mercado financeiro, e CDB é um título de renda fixa
emitido por instituições financeiras.
Está correto o que se afirma em
A) I apenas. / B) I e II apenas. / C) II apenas. / D) I e III apenas. / E) III apenas.
11. ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Auditoria e Fiscalização/Controle
Interno/2008
No que tange à definição e classificação dos títulos de renda fixa, não se pode afirmar
que:
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a) os títulos de renda fixa são aqueles cujos rendimentos e prazos de resgate são
estabelecidos por ocasião da emissão do papel ou título, podendo os rendimentos ser
prefixados, pós-fixados ou flutuantes.
b) os títulos de renda fixa estão divididos em títulos públicos de renda fixa e os títulos
privados de renda fixa, que são os emitidos por instituições financeiras e não financeiras.
c) a remuneração dos títulos que apresentam rendimento pós-fixado somente é
conhecida na data do resgate do papel.
d) a modalidade flutuante assemelha-se com a pós-fixada e diferencia-se,
basicamente, pela fixação de taxas contratadas.
e) as principais funções do mercado secundário de títulos de renda fixa, no qual
ocorre a transferência de titularidade dos papéis e ocasiona aumento ou diminuição de
recursos pelos emissores, são dar liquidez ao mercado primário de títulos públicos e
privados e permitir que a autoridade monetária realize política monetária.
12. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3/2006
Um investidor que acredita numa rápida elevação da taxa básica de juros, visando
maximizar seus ganhos, deve optar pela aquisição de
a) Notas do Tesouro Nacional - Série-D.
b) Notas do Tesouro Nacional - Série-C.
c) Letras do Tesouro Nacional.
d) Notas do Tesouro Nacional - Série-H.
e) Letras Financeiras do Tesouro.
13. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 4/2006
Um investidor que acredita na queda das taxas de juros, visando maximizar seus ganhos,
deve optar pela aquisição de
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a) Letras Financeiras do Tesouro.
b) Notas do Tesouro Nacional série-D.
c) Notas do Tesouro Nacionalsérie-C.
d) Notas do Tesouro Nacional série-H.
e) Letras do Tesouro Nacional.
14. CESGRANRIO - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3/2009
Um título de renda fixa, emitido pelo governo federal há três meses, pode ser revendido
pelo seu dono no:
a) mercado primário do título.
b) mercado secundário de títulos.
c) mercado de derivativos.
d) mercado de ações preferenciais.
e) dia seguinte ao seu vencimento.
15. FCC - Analista da Comissão de Valores Mobiliários/Normas Contábeis e de
Auditoria/2003
O Governo emite títulos federais por meio do
a) Ministério da Fazenda.
b) Banco Central.
c) Banco do Brasil.
d) Caixa Econômica Federal.
e) Tesouro Nacional.
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16. ESAF - Analista de Finanças e Controle (STN)/Tecnologia da Informação/Gestão em
Infraestrutura de Tecnologia da Informação/2013/ ATUALIZADA
O Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com
a B3. Este é um programa de:
a) Venda de títulos públicos a pessoas jurídicas.
b) Compra e venda de títulos públicos a pessoas jurídicas.
c) Compra de títulos públicos a pessoas físicas e jurídicas.
d) Venda de títulos públicos a pessoas físicas.
e) Compra e venda de títulos públicos a pessoas físicas diretamente pelo tesouro
nacional.
17. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
Com relação aos valores mobiliários, excluem-se do regime da Lei no 6.385, de 7 de
dezembro de 1976,
a) os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal.
b) as notas comerciais.
c) as cédulas de debêntures.
d) os contratos derivativos.
e) as debêntures emitidas por instituições financeiras.
18. FCC - Juiz Estadual (TJ PE)/2015/ - ATUALIZADO
Analise as seguintes proposições acerca da sociedade anônima:
I. As ações ordinárias de companhia aberta não poderão ser de uma ou mais classes.
II. O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício
desse direito, não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas.
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III. O estatuto social não pode estabelecer limitação ao número de votos de cada
acionista nas deliberações da assembleia geral.
IV. Nas companhias abertas, é permitido ao acionista participar e votar a distância em
assembleia-geral.
V. Nem mesmo a assembleia-geral poderá suspender o exercício dos direitos do acionista
inadimplente com suas obrigações sociais, o que somente poderá ser determinado por
decisão judicial.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III e V.
b) IV e V.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e IV.
19. FCC - Procurador de Contas (TCE-CE)/2006/
Com relação às ações preferenciais de sociedade anônima aberta às quais não se atribui
direito de voto integral, é correto afirmar que
a) não podem ser divididas em classes.
b) lhes é vedado adquirir o direito integral de voto.
c) concederão a seus titulares o direito de serem incluídas em oferta pública de alienação
de controle acionário.
d) deverão oferecer ao menos uma preferência adicional, em relação às ações
preferenciais de companhia fechada.
e) o estatuto não lhes poderá oferecer o direito de eleição em separado de membros dos
órgãos de administração.
20. ESAF - Auditor Fiscal da Fazenda Estadual (SEFAZ PI)/2001/
No que diz respeito às ações preferenciais,
a) o direito de voto mostra-se absolutamente incompatível.
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b) há limites para a sua emissão, em relação ao capital social, conforme o objeto social.
c) atribuem direito de voto no caso em que os dividendos correspondentes não tenham
atingido a meta de 10% acima daqueles pagos às ações ordinárias.
d) dão o direito de eleger a maioria dos membros do conselho fiscal em assembleia
especial.
e) podem sempre ser convertidas em ordinárias, na medida de manifestação do titular.
21. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
Quanto à caracterização dos valores mobiliários, pode-se dizer que as debêntures
correspondem a títulos de
a) propriedade sobre as sociedades anônimas, que rendem juros corrigidos por específicos
índices de preços.
b) dívida de médio e longo prazos, emitidos por sociedades anônimas, sem que seja
prevista a devolução compulsória de principal de rendimentos.
c) dívida de médio e longo prazos, emitidos por sociedades anônimas, que deverão ser
pagos com juros e atualização monetária.
d) propriedade sobre as sociedades anônimas, que rendem participações nos lucros
corrigidos por específicos índices de preços.
e) propriedade sobre as sociedades anônimas, com prazo mínimo de 360 dias para
sociedades anônimas de capital aberto, remunerados a taxas prefixadas.
22. FCC - Analista da Comissão de Valores Mobiliários/Mercado de Capitais/2003
O prazo de vencimento das debêntures pode ser
a) de até 12 meses.
b) indeterminado.
c) de até 24 meses.
d) de até 36 meses.
e) de até 48 meses.
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23. CESGRANRIO - Técnico Bancário (BAMAN)/2013/
A emissão de debêntures permite à empresa captar recursos sem recorrer ao crédito
bancário. As debêntures
a) são títulos de dívida do emissor com prazo de vencimento até 90 dias.
b) são emitidas exclusivamente pelas empresas de capital aberto.
c) permitem à empresa emissora obter recursos sem aumentar a pulverização da
propriedade de seu capital.
d) permitem sempre a opção de serem resgatadas em ações da própria empresa
emissora.
e) são títulos de dívida do emissor sem garantias.
24. FGV - Técnico de Fomento C (BADESC)/Advogado/2010/
As alternativas a seguir apresentam espécies de debêntures, em função das garantias
oferecidas pela sociedade emissora, à exceção de uma. Assinale-a.
a) as com garantia real.
b) as com garantia flutuante.
c) as com garantia pessoal.
d) quirografárias.
e) subquirografárias.
25. FGV - Juiz Estadual (TJ PA)/2009/
Em regra, em uma sociedade anônima, a deliberação sobre a emissão de debêntures é
da competência:
a) exclusiva da Diretoria Especial de Debêntures.
b) originária do Conselho Fiscal.
c) privativa da Assembleia Geral.
d) concorrente com o Conselho Fiscal.
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e) delegada à Assembleia de Debenturistas.
26. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
As debêntures quirografárias são
a) com garantia real, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
b) com garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários contra a emissora.
c) sem garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
d) com garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
e) sem garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários contra a emissora.
27. CESPE - 2018 - Polícia Federal - Perito Criminal Federal - Área 1
Tendo em vista que estudos do Banco Central do Brasil, com base em dados da
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA),
revelaram que, em 2017, as 277 empresas brasileiras que obtiveram recursos no mercado
de capitais tiveram custos menores que aquelas que se financiaram por meio dos canais
tradicionais de crédito bancário, julgue o próximo item, relativo aos instrumentos de
captação de recursos disponíveis no mercado de crédito e nomercado de capitais para
as empresas brasileiras.
Uma companhia de capital aberto pode captar recursos por meio de debêntures — títulos
de longo prazo, conversíveis ou não em ações, que podem oferecer aos seus investidores
as seguintes remunerações: juros, participação nos lucros e prêmios de reembolso.
• Certo
• Errado
28. IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração/Finanças
Analise as afirmativas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS,
assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) As classificações de risco de dívidas (rating) são uma avaliação da qualidade de
crédito da empresa emitente, o que indica garantia de que não ocorrerá inadimplência
na operação de crédito.
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( ) Debênture é um título mobiliário representativo de dívida de médio e longo prazo de
uma empresa e que assegura a seus detentores direito de crédito contra o emissor.
( ) Debênture quirografária não fornece qualquer tipo de privilégio sobre os ativos da
emissora; os debenturistas concorrem em igualdade de condições com os demais
credores quirografários em caso de falência da companhia.
( ) Debênture subordinada, na hipótese de liquidação da companhia, oferecem
preferência de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.
( ) Um exemplo de cláusula protetora (covenant) negativa é a empresa ter de manter seu
capital de giro igual ou acima de um nível mínimo especificado.
A) F – V – V – V – F.
B) V – F – V – V – V.
C) V – F – F – V – V.
D) F – V – V – F – F.
E) F – V – F – F – V.
29. FEPESE - 2018 - CELESC - Economista
Títulos de renda fixa oferecidos por sociedades de crédito, investimento e financiamento,
em que o emitente é o devedor e o beneficiário é a pessoa física ou jurídica que investe
o recurso financeiro.
Essa definição aplica-se à seguinte modalidade de aplicação do mercado financeiro
nacional:
A) Debêntures.
B) Letra de Câmbio.
C) Letra do Tesouro Nacional.
D) Certificado de Depósito Bancário.
E) Certificado de Depósito Interbancário.
30. CS-UFG - 2018 - Câmara de Goiânia - GO - Assessor Técnico Legislativo - Economista
Qual item financeiro pode ser considerado como renda variável?
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A) Caderneta de poupança.
B) Títulos públicos pré e pós-fixados.
C) Certificado de depósito bancário (CDB).
D) Contratos futuros de opções.
31. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 4/2006
Títulos de dívida, de médio e de longo prazo, ofertados publicamente por empresas não
financeiras de capital aberto, são
A) os bônus de subscrição.
B) as notas promissórias.
C) as letras hipotecárias.
D) as cédulas de crédito.
E) as debêntures.
32. Ano: 2019 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: CONSULPLAN - 2019 - TJ-MG -
Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção
O art. 3º, da Lei nº 9.514/1997, estabeleceu as condições para o funcionamento das
companhias securitizadoras de crédito imobiliário e como ferramenta de sua atuação
criou o Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI em seu art. 6º. Quanto às características
do Certificado de Recebíveis Imobiliários, assinale a correta.
A) É título de crédito ao portador.
B) Constitui ordem de pagamento à vista.
C) Constitui Promessa de Pagamento em dinheiro.
D) É título de crédito de circulação vedada, em virtude de suas especificidades.
33. Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-
DFT - Juiz de Direito Substituto
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O certificado de recebíveis imobiliários (CRI)
A) pode ser emitido sem indicação de valor nominal.
B) é título de crédito ao portador.
C) não pode ser garantido por aval.
D) pode ser emitido por pessoa física.
E) é nominativo e emitido de forma escritural.
34. Ano: 2021 Banca: CESGRANRIO Órgão: Banco do Brasil Prova: CESGRANRIO - 2021 -
Banco do Brasil - Escriturário - Agente Comercial - Prova B
Existem títulos de dívida de longo prazo emitidos por sociedades de ações e destinados,
geralmente, ao financiamento de projetos de investimento ou para alongamento do perfil
de endividamento das empresas. Tais títulos são
A) as ações
B) as debêntures
C) os dividendos
D) os Depositary Receipts (DR)
E) os Brazilian Depositary Receipts (BDR)
35. Ano: 2022 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: BANESE Provas: INSTITUTO AOCP - 2022 -
BANESE - Técnico Bancário III - Área de Informática – Desenvolvimento
Você foi escalado para desenvolver e implementar um projeto relacionado à tecnologia
da informação (TI), que tem por objetivo colaborar com a avaliação dos principais papéis
negociados no mercado de capitais, a respeito dos quais é correto afirmar que
A) as ações podem ser classificadas em três espécies: ordinárias, preferenciais e de fruição
ou gozo.
B) as opções sobre ações representam um direito de compra de ações ao preço de
mercado, válido por tempo determinado.
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C) os DRs (Depositary Receipts) apresentam duas categorias quando negociados nas
bolsas de valores norte-americanas.
D) os Brazilian Depositary Receipts (BDR) são uma forma de captar recursos no mercado
internacional, mediante o lançamento de recibos de depósitos (DR).
E) as debêntures representam a menor parcela (fração) do capital social de uma
sociedade anônima, destinadas ao financiamento de projetos de investimentos.
36. Ano: 2006 Banca: FJPF Órgão: CONAB Prova: FJPF - 2006 - CONAB - Técnico em
Planejamento
Finalmente, os produtores conseguirão entrar na comercialização. A aprovação da
Medida Provisória MP 221 pelo Senado Federal que trata da regulamentação dos novos
títulos agropecuários fará com que os agricultores tenham mais liberdade para vender sua
produção e no momento que for mais conveniente.
Sobre os novos títulos de comercialização, criados pela MP 221, cada um com sua
peculiaridade, correlacione as colunas:
1. CDA – Certificado de Depósito Agropecuário
2. WA – Warrant Agropecuário
3. CDCA – Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio
4. LCA – Letras de Credito do Agronegócio
5. CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio
( ) Título de crédito que confere ao proprietário o penhor sobre a mercadoria.
( ) Documento que poderá ser emitido apenas por companhias securitizadas de direitos
creditórios.
( ) Papel que pode ser emitido por cooperativas e pessoas jurídicas que exerçam
atividades de armazenamento, comercialização, beneficiamento ou industrialização de
insumos e máquinas utilizados na agropecuária.
( ) Título de crédito que representa a promessa de entrega de mercadoria armazenada.
( ) Título emitido exclusivamente por bancos e cooperativas de crédito.
Assinale a correlação correta:
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A) 3-5-2-1-4;
B) 5-2-3-4-1;
C) 2-5-3-1-4;
D) 1- 5-4-2-3;
E) 4-2-5-3-1.
37. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Sobre LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CDI
(Certificado de Depósito Interbancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário), analise
os itens a seguir:
I. LCA e LCI são títulos de renda fixa emitidos pelo governo para financiar projetos no
agronegócioe no setor imobiliário.
II. LCA, LCI e CDB têm isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
III. CDI serve de referência para o mercado financeiro, e CDB é um título de renda fixa
emitido por instituições financeiras.
Está correto o que se afirma em
A) I apenas. / B) I e II apenas. / C) II apenas. / D) I e III apenas. / E) III apenas.
38. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 - Política Econômica e
Monetária/2013/ ATUALIZADA
Com relação às operações de captação e operações ativas praticadas no mercado
financeiro brasileiro, julgue o item a seguir.
Caso seja atualizada mensalmente por índices de preços, a letra de crédito imobiliário
(LCI) tem prazo mínimo de vencimento de 36 meses; caso não seja atualizada por índice
de preços, esse prazo passa para 60 dias.
Certo
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Errado
39. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
Os benefícios de um fundo de investimento em Direitos Creditórios são: (i) para o cedente,
diminuição dos riscos de crédito e “liberação de espaço no balanço”; (ii) para as
empresas, mais liquidez no mercado de crédito; e (iii) para os investidores, uma alternativa
que tende a oferecer uma rentabilidade maior do que a renda fixa tradicional.
Certo
Errado
40. Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Prova: FEPESE -
2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista Financeiro
A aplicação de recursos em cotas de fundos de investimento é uma das opções
disponíveis no mercado financeiro.
Uma das características dos fundos de investimento é a:
A) Isenção de imposto de renda nos aportes mensais de valores inferiores a um salário
mínimo.
B) Inexistência da cobrança de taxa de administração sobre o valor aplicado e de taxa
de performance sobre a rentabilidade obtida.
C) Garantia de rentabilidade das cotas em valor igual ou superior à da taxa básica de
juros da economia.
D) Possibilidade de aportes no mercado financeiro com pouco capital e gestão
profissional da carteira de investimentos.
E) Flexibilidade para que o cotista escolha os ativos que fazem parte da carteira de
investimentos do fundo.
41. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
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Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
A responsabilidade do gestor de fundos de investimento é comprar e vender ativos do
fundo, além de ser responsável legal pelo funcionamento do fundo, pela comunicação
com o cotista e pelo controle da prestação de serviço de terceiros.
Certo
Errado
42. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
Os fundos podem cobrar taxa de administração e taxa de performance. A primeira trata-
se da taxa cobrada pelo retorno apresentado pela carteira do fundo de investimento que
supere o benchmark utilizado. Por sua vez, a segunda é a taxa cobrada pela remuneração
dos serviços prestados pela administração do fundo e da gestão de carteira.
Certo
Errado
43. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: POLITEC - RO Prova: CESPE / CEBRASPE -
2022 - POLITEC - RO - Perito Criminal - Área 1 (Ciência Contábeis/Ciências
Econômicas/Adm de Empresas/Adm Pública)
Tendo em vista as principais características dos fundos de investimentos, assinale a opção
correta.
A) Os fundos de renda fixa possuem essa denominação em virtude da promessa de
rendimento fixo todos os meses.
B) Os fundos de ações não podem ser aplicados em títulos públicos federais.
C) Os fundos cambiais devem aplicar, no mínimo, 50% de seus recursos em ativos sujeitos
à variação cambial.
D) Os fundos de curto prazo podem admitir papéis com vencimento superior a dois anos,
desde que limitado ao percentual de 20%.
E) Os fundos de longo prazo devem ter prazo médio da carteira superior a um ano.
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44. FCC - Escriturário (BB)/"Sem Área"/2006/3
É correto afirmar:
a) Os fundos de investimento devem contabilizar mensalmente todos os ativos integrantes
de suas carteiras pelos seus preços médios ao longo do mês.
b) Fundos abertos são aqueles com prazo determinado de duração, cujos valores
investidos não podem ser resgatados.
c) O recolhimento do Imposto de Renda, nos fundos de investimento, ocorre sempre no
momento do resgate.
d) O valor diário da cota de um fundo é obtido dividindo o seu patrimônio líquido pelo
número de cotas emitidas, ambos calculados no mesmo momento de tempo.
e) Sobre os rendimentos obtidos nos fundos de investimento há incidência de IR à alíquota
de 25%.
45. (CESGRANRIO - Técnico Bancário (BAMAN)/2015)
Os fundos de investimento que, por determinação de norma da CVM, devem ter como
principal fator de risco de sua carteira a variação da taxa de juros doméstica ou de índice
de preços, ou ambos, sem limitação de prazos dos títulos que a compõem, são
classificados como
a) de renda fixa
b) de dívida externa
c) de curto prazo
d) de ações
e) cambiais
46. CESPE - Tecnólogo (FUB)/Negócios Imobiliários/2015/
Julgue o item seguinte, a respeito dos fundos de investimentos imobiliários e da execução
hipotecária.
Os fundos de investimentos imobiliários são uma comunhão de recursos captados por um
prazo determinado, destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários, que
podem ser constituídos sob a forma de condomínio fechado ou aberto, admitindo-se o
resgate das quotas a qualquer tempo.
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Certo
Errado
47. FGV - Analista de Desenvolvimento Econômico (CODEMIG)/Analista de
Participações/2015
Como analista de participações, você é convidado a avaliar a possibilidade de entrada
no capital de uma empresa nacional. Antes mesmo de analisar o balanço, sua primeira
iniciativa é analisar a estrutura acionária dessa empresa de capital aberto para entender
que tipos de sócios estão representados na estrutura de comando. Afinal, a visão de cada
um desses sócios é o que determinará a estratégia da empresa. Ao realizar sua análise
você se depara com vários sócios com interesses díspares e entre eles está a BlackRock
Inc. A BlackRock é um dos maiores fundos de private equity do mundo. Esse tipo de fundo
foi regulamentado no Brasil através da instrução CVM 391/03 (atual RCVM 175), e é
denominado pela legislação:
a) Fundo de investimentos em participações;
b) Fundo de pensão nacional;
c) Fundo de pensão internacional;
d) Fundo soberano;
e) Angel capital.
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QUESTÕES COMENTADAS COM GABARITO
As respostas estão associadas ao número das questões do capítulo anterior, com
comentários logo a seguir.
1. Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP Prova: VUNESP -
2023 - Prefeitura de Pindamonhangaba - SP - Tesoureiro
Assinale a alternativa que contém corretamente os tipos de investimentos em títulos
públicos.
A) Tesouro Selic, Tesouro direto e Tesouro indireto.
B) Selic, IPGM e IPCA.
C) Tesouro Selic, TesouroPré-fixado e Tesouro IPCA+.
D) CDB pré-fixado, CDB pós-fixado e Fundo imobiliário.
E) Fundo de renda fixa, fundo imobiliário e tesouro nacional.
Gabarito C.
A C tem a nomenclatura correta dos títulos no tesouro direto. A opção A está errada, pois
tesouro direto não é nome de título e tesouro indireto não existe.
2. Ano: 2023 Banca: CESGRANRIO Órgão: BANRISUL Prova: CESGRANRIO - 2023 - BANRISUL
- Escriturário
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A Letra do Tesouro Nacional (LTN) é um título público federal, emitido com determinado
valor nominal ou de face, que será pago ao seu detentor quando ocorrer o seu
vencimento. A LTN, portanto,
A) mantém a remuneração real de seu comprador, se ocorrer uma inflação maior do que
a inflação esperada na ocasião da emissão do título.
B) figura comumente no passivo dos bancos comerciais.
C) aumenta de valor, no mercado secundário de títulos, se houver uma queda na taxa
de juros básica da economia.
D) é um título de longo prazo, em geral superior a 20 anos.
E) é inegociável no mercado secundário de títulos.
Gabarito C
Item A está errado, pois a LTN é um título prefixado e não é indexado à inflação.
Item B está errado, pois quem emite é o tesouro nacional, portanto é um passivo do
tesouro.
Item D está errado, pois o prazo é definido pelo ministro.
Item E está errado, pois é amplamente negociado no mercado secundário, inclusive no
Tesouro Direto.
Item C está correto, pois como é um título prefixado, quando há oscilações para baixo
nas taxas de juros, o valor dos títulos negociados no mercado secundário tende a subir.
3. Ano: 2023 Banca: CESGRANRIO Órgão: Banco do Brasil Prova: CESGRANRIO - 2023 -
Banco do Brasil - Agente Comercial - Prova C
A principal razão que justifica a existência de um mercado primário de títulos públicos,
administrado pelo Tesouro Nacional, é mobilizar recursos financeiros para o(a)
A) combate à inflação
B) financiamento das empresas
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C) financiamento dos déficits do governo
D) equilíbrio do Balanço de Pagamentos do país
E) estabilidade do mercado de trabalho
Gabarito C.
Como vimos, o Tesouro é quem emite e se estamos falando de mercado primário, ele está
captando recursos novos.
Não faz sentido captar para combater a inflação, equilibrar balanço de pagamentos
(que é moeda estrangeira) ou mercado de trabalho.
E não faz sentido financiar empresas, pois não são elas que emitem.
4. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
De acordo com os instrumentos de renda fixa, julgue o item.
Os títulos públicos federais que pagam cupom semestralmente são: tesouro pré-fixado
(LTN), tesouro selic (LFT) e tesouro IPCA (NTN-B principal).
Certo
Errado
Gabarito Errado
Os que pagam cupom semestral são o IPCA+ NTN-B (não é o principal) e tesouro prefixado
com cupom semestral NTN F.
5. Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEFIN de Fortaleza - CE Prova: CESPE /
CEBRASPE - 2023 - SEFIN de Fortaleza - CE - Analista Fazendário Municipal - Área de
Conhecimento: Ciências Econômicas/Finanças
Acerca das operações e dos instrumentos do mercado financeiro e de capitais, da
estrutura a termo de taxa de juros (ETTJ) e da renda fixa, julgue o item que se segue.
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Títulos públicos federais prefixados, como a LTN e a NTN-F, proporcionam rentabilidade
garantida ao investidor, sem volatilidade de preço, ainda que vendidos antes do seu
prazo de vencimento.
Certo
Errado
Gabarito Errado.
Só haverá garantia da rentabilidade se mantiver o título até o final, se vender antes no
mercado secundário, vai depender do valor que estiver sendo negociado.
6. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUNPRESP-EXE Prova: CESPE / CEBRASPE -
2022 - FUNPRESP-EXE - Analista de Previdência Complementar - Área de Atuação:
Investimentos
Suponha uma aplicação em uma LTN (Tesouro Prefixado), que é um título que paga ao
investidor o valor de face (VF) na data de vencimento, e que não haja pagamentos
intermediários de cupom. Na data da aplicação, restam 600 dias úteis até o vencimento
da LTN, cujo valor de face é de R$ 1.000,00. Considerando essas condições, julgue o item
que se segue.
Se o investidor da LTN, que adquiriu o título por R$ 800,00, decidir vendê-la antes da data
de vencimento e se o preço de venda for de R$ 900,00, então, restando 300 dias úteis até
o vencimento na data de venda, a rentabilidade acumulada no período da aplicação
(R) será dada pela seguinte expressão:
Certo
Errado
Gabarito Errado.
Essa questão, apesar de ser quantitativa, é bem simples, pois ele está pedindo a
rentabilidade acumulada no período, e não está pedindo por ano.
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Rentabilidade acumulada é apenas o que foi ganho no período.
Se comprou por 800 e vendeu por 900, ganhou 100, representando um retorno de
𝑅 =
100
800
= 12,5% 𝑜𝑢 𝑅 =
900
800
− 1 = 12,5%
7. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
O CDB é um tradicional produto de captação de instituições financeiras. Ele pode ser pós-
fixado ou prefixado. Sobre esse instrumento, assinale a afirmativa correta.
A) Um CDB que rende 4% ao ano mais inflação não tem risco porque ele preserva o poder
de compra do investidor.
B) Os bancos são instituições que só emitem CDBs pós-fixados, indexados à taxa DI ou à
inflação.
C) Um CDB que rende 12% ao ano é um instrumento prefixado e tem risco porque a
inflação pode subir.
D) Um CDB que rende 4% ao ano mais inflação é um título prefixado porque o investidor
já sabe quanto ganhará em termos de poder de compra.
E) Um CDB que rende 102% da taxa DI é um instrumento prefixado porque a taxa DI tem
correlação alta com a taxa Selic, a taxa básica da economia.
Gabarito C
Item A está errado, pois o risco continua sendo o da instituição financeira.
Item B errado, os CDBs podem ser prefixados.
Item C. Certo. É prefixado e pode ter rendimento real NEGATIVO, pois a inflação pode ser
maior que o rendimento.
Item D. Errado.
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Seguindo nomenclatura do site Como Investir da ANBIMA, esse tipo de investimento tem
remuneração híbrida, parte prefixada (4% de juros) parte pós-fixada, variação da
inflação. Portanto é impreciso falar que é prefixada, mas não é incomum.
Item E. Errado. É pós fixado, pois o DI tem cotação diária, se ele subir, sobe o retorno.
8. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Assinale a afirmativa correta sobre um investimento em um CDB que paga uma taxa
prefixada mais inflação e é sujeito a imposto de renda.
A) O investidor torce para que haja muita inflação, pois assim receberá mais e poderá
consumir mais.
B) O investidor torce para a taxa de juros real subir, pois assim seu CDB valerá mais.
C) O investidor torce para a taxa SELIC subir, pois assim seu CDB valerá mais.
D) O investidor torce para que a inflação seja baixa, uma vez que seu poder de consumo
será maior se isso ocorrer.
E) O investidor torce para a taxa de juros nominal de mais longo prazo subir, pois assimseu
CDB valerá mais.
Gabarito D
A não está correto, pois o IR incide sobre os rendimentos da parte da inflação do título.
B errado, se a taxa subir, o título cai de valor.
C errado, pelo mesmo motivo do anterior.
D faz sentido, pois se a inflação for baixa a rentabilidade real dele melhora.
Veja. Inflação 10% + 4%
Pacote de consumo vai de 1.000 para 1.100, ele recebe, aplicando 1.000: 1.000 x (1,1) x
(1,04) = 1.144. Considerando uma taxa de IR de 20% sobre a rentabilidade (144), temos IR
= 28,80.
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Rentabilidade líquida = 1.115,20. Quanto tenho de ganho REAL? 1.115,20/1.100 -1 = 1,38%
Agora com inflação ZERO + 4%
Pacote de consumo permanece em 1.000, ele recebe, aplicando 1.000: 1.000 x (1,0) x
(1,04) = 1.040. Considerando uma taxa de IR de 20% sobre a rentabilidade (40), temos IR
= 8.
Rentabilidade líquida = 1.032. Quanto tenho de ganho REAL? 1.115,20/1.100 -1 = 3,2%
E está errado, pois torcer para os juros subirem o valor do CDB tende a cair
9. CS-UFG - 2018 - Câmara de Goiânia - GO - Assessor Técnico Legislativo - Economista
Qual item financeiro pode ser considerado como renda variável?
A) Caderneta de poupança.
B) Títulos públicos pré e pós-fixados.
C) Certificado de depósito bancário (CDB).
D) Contratos futuros de opções.
A, B e C são títulos de renda fixa, com juros definidos na hora da compra, ainda que
tenham um indexador. Os contratos futuros de opções estão ligados a ações que é
mercado de renda variável. Opção D.
10. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Sobre LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CDI
(Certificado de Depósito Interbancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário), analise
os itens a seguir:
I. LCA e LCI são títulos de renda fixa emitidos pelo governo para financiar projetos no
agronegócio e no setor imobiliário.
II. LCA, LCI e CDB têm isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
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III. CDI serve de referência para o mercado financeiro, e CDB é um título de renda fixa
emitido por instituições financeiras.
Está correto o que se afirma em
A) I apenas. / B) I e II apenas. / C) II apenas. / D) I e III apenas. / E) III apenas.
A I está errada, LCI e LCA são emitidas por instituições financeiras.
A II está errada, pois apenas LCI e LCA são isentas, mas o CDB não.
A III está certa.
Gabarito E
11. ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Auditoria e Fiscalização/Controle
Interno/2008
No que tange à definição e classificação dos títulos de renda fixa, não se pode afirmar
que:
f) os títulos de renda fixa são aqueles cujos rendimentos e prazos de resgate são
estabelecidos por ocasião da emissão do papel ou título, podendo os rendimentos ser
prefixados, pós-fixados ou flutuantes.
g) os títulos de renda fixa estão divididos em títulos públicos de renda fixa e os títulos
privados de renda fixa, que são os emitidos por instituições financeiras e não financeiras.
h) a remuneração dos títulos que apresentam rendimento pós-fixado somente é
conhecida na data do resgate do papel.
i) a modalidade flutuante assemelha-se com a pós-fixada e diferencia-se,
basicamente, pela fixação de taxas contratadas.
j) as principais funções do mercado secundário de títulos de renda fixa, no qual
ocorre a transferência de titularidade dos papéis e ocasiona aumento ou diminuição de
recursos pelos emissores, são dar liquidez ao mercado primário de títulos públicos e
privados e permitir que a autoridade monetária realize política monetária.
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Gabarito E
A letra e tem um erro “perdido” no meio da afirmativa. O mercado secundário NÃO é
onde ocorre a transferência de títulos que provoca aumento ou diminuição dos recursos
do emissor. Esse é o mercado primário, que é onde o emissor troca a promessa de dívida
por dinheiro.
12. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3/2006
Um investidor que acredita numa rápida elevação da taxa básica de juros, visando
maximizar seus ganhos, deve optar pela aquisição de
a) Notas do Tesouro Nacional - Série-D.
f) Notas do Tesouro Nacional - Série-C.
g) Letras do Tesouro Nacional.
h) Notas do Tesouro Nacional - Série-H.
i) Letras Financeiras do Tesouro.
Gabarito E
O investidor que acredita em elevação da taxa de juros deve aplicar em renda fixa pós-
fixada, assim como o que acredita em queda da taxa de juros deve aplicar em renda
fixa pré-fixada.
A elevação da taxa de juros significará que os títulos no futuro terão taxas MAIORES do
que as de hoje.
Se o investidor comprar um título pré-fixado (taxa de juros contratada) e surgirem títulos
com taxas mais atraentes, o que acontecerá com os títulos comprados? Cairão de preço,
para ajustarem-se à nova taxa de juros. Já para títulos pós-fixados, que tem a taxa de
juros calculada A PARTIR da nova taxa vigente, de forma que remunerarão MAIS, por
conta da nova taxa, maior que a anterior.
A LFT é o único dos títulos apresentados que tem taxa pós-fixada (SELIC), portanto é a
resposta correta.
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13. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 4/2006
Um investidor que acredita na queda das taxas de juros, visando maximizar seus ganhos,
deve optar pela aquisição de
a) Letras Financeiras do Tesouro.
f) Notas do Tesouro Nacional série-D.
g) Notas do Tesouro Nacional série-C.
h) Notas do Tesouro Nacional série-H.
i) Letras do Tesouro Nacional.
Gabarito E
A LFT não é, pois é pós-fixado, e as taxas irão cair, de forma que receberemos MENOS
juros.
As NTN-D são títulos com fator de remuneração pós-fixada resultante da variação cambial
(dólar)
As NTN-C são títulos com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, somada a uma
taxa prefixada.
As NTN-H são títulos com fator de remuneração vinculado à variação da Taxa Referencial
(TR).
As LTNs são títulos prefixados PUROS, com rentabilidade definida no momento da compra
e devolução do valor de face (R$ 1.000) ao final
Aqui não é tão evidente a resposta, pois temos que nos lembrar de aulas anteriores. Há
quatro títulos prefixados, de forma que todos eles poderiam ganhar com a queda nas
taxas de juros.
Só que as LTNs tem maior sensibilidade à taxa de juros (com mesma maturidade), pois não
tem vínculo com nenhum índice ou fator de correção. Ela deve oscilar MAIS do que as
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NTNs. Como vai oscilar MAIS e a previsão é de queda nas taxas de juros (aumento do PU
do título), ele deve ganhar MAIS do que os outros títulos.
14. CESGRANRIO - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3/2009
Um título de renda fixa, emitido pelo governo federal há três meses, pode ser revendido
pelo seu dono no:
f) mercado primário do título.
g) mercado secundário de títulos.
h) mercado de derivativos.
i) mercado de ações preferenciais.
j) dia seguinte ao seu vencimento.
Gabarito B
15. FCC - Analista da Comissão de Valores Mobiliários/Normas Contábeis e de
Auditoria/2003
O Governo emite títulos federais por meio do
a) Ministério da Fazenda.
f) Banco Central.
g) Banco do Brasil.
h) Caixa Econômica Federal.
i) Tesouro Nacional.Gabarito E.
16. ESAF - Analista de Finanças e Controle (STN)/Tecnologia da Informação/Gestão em
Infraestrutura de Tecnologia da Informação/2013/ ATUALIZADA
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O Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em parceria com
a B3. Este é um programa de:
a) Venda de títulos públicos a pessoas jurídicas.
b) Compra e venda de títulos públicos a pessoas jurídicas.
c) Compra de títulos públicos a pessoas físicas e jurídicas.
d) Venda de títulos públicos a pessoas físicas.
e) Compra e venda de títulos públicos a pessoas físicas diretamente pelo tesouro
nacional.
Gabarito D
17. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
Com relação aos valores mobiliários, excluem-se do regime da Lei no 6.385, de 7 de
dezembro de 1976,
a) os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal.
b) as notas comerciais.
c) as cédulas de debêntures.
d) os contratos derivativos.
e) as debêntures emitidas por instituições financeiras.
Questão direta.
Conforme definido, em sentido amplo, pela Lei 6.385/76, são valores mobiliários:
I. as ações, debêntures e bônus de subscrição;
II. os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos
a estes valores mobiliários;
III. os certificados de depósito de valores mobiliários;
IV. as cédulas de debêntures;
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V. as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de
investimento em quaisquer ativos;
VI. as notas comerciais;
VII. os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam
valores mobiliários;
VIII. outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes; e
IX. quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de
investimento coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de
remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do
esforço do empreendedor ou de terceiros.
Mas, existem exceções a estas regras numeradas. E as exceções são nomeadas pela
própria Lei. Segundo a Lei 6.385,76, não são valores mobiliários, mesmo que se enquadrem
nas definições apresentadas:
Os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal;
Os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as
debêntures.
GABARITO: LETRA A
18. FCC - Juiz Estadual (TJ PE)/2015/ - ATUALIZADO
Analise as seguintes proposições acerca da sociedade anônima:
I. As ações ordinárias de companhia aberta não poderão ser de uma ou mais classes.
II. O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício
desse direito, não pode ultrapassar 50% do total das ações emitidas.
III. O estatuto social não pode estabelecer limitação ao número de votos de cada
acionista nas deliberações da assembleia geral.
IV. Nas companhias abertas, é permitido ao acionista participar e votar a distância em
assembleia-geral.
V. Nem mesmo a assembleia-geral poderá suspender o exercício dos direitos do acionista
inadimplente com suas obrigações sociais, o que somente poderá ser determinado por
decisão judicial.
Está correto o que se afirma APENAS em
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a) III e V.
b) IV e V.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e IV.
Itens comentados:
I. Errado. Essa questão estaria certa até 2021, desde então a Lei 6404 permite que as ações
ordinárias de Cias Abertas sejam divididas em classes para fins de atribuição de VOTO
PLURAL (artigo 110-A), desde que isso seja feito antes de qualquer negociação dos valores
mobiliários em mercados organizados.
II. Certo. O limite para emissão de ações preferenciais é de 50% do capital social. Segundo
a Lei 6.404/76:
Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus
titulares, são ordinárias, preferenciais, ou de fruição.
§2o O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício
desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do total das ações emitidas.
III. Errado. Este item é complementar ao nosso estudo. Como sabemos, as ações ordinárias
possuem direito de voto (1 ação vale 1 voto). No entanto, pode ser prevista limitação ao
número de votos de cada acionista. Segundo a Lei 6.404/76:
Art. 110. A cada ação ordinária corresponde 1 (um) voto nas deliberações da assembleia
geral.
§ 1º O estatuto pode estabelecer limitação ao número de votos de cada acionista.
IV. Certo. O voto a distância é uma dos direitos dos acionistas das companhias abertas.
Ou seja, eles não precisam comparecer fisicamente à Assembleia para exercer o direito
de voto. Segundo a Lei 6.404/76:
Art. 121. A assembleia geral, convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem
poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as
resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento.
Parágrafo único. Nas companhias abertas, o acionista poderá participar e votar a
distância em assembleia geral, nos termos da regulamentação da Comissão de Valores
Mobiliários.
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V. Errado. O acionista inadimplente (aquele que não cumpre com seus deveres, como
integralizar o valor referente à aquisição da ação) pode ter seus direitos suspensos pela
assembleia geral. Segundo a Lei 6.404/76:
Art. 120. A assembléia-geral poderá suspender o exercício dos direitos do acionista que
deixar de cumprir obrigação imposta pela lei ou pelo estatuto, cessando a suspensão logo
que cumprida a obrigação.
GABARITO: LETRA E
19. FCC - Procurador de Contas (TCE-CE)/2006/
Com relação às ações preferenciais de sociedade anônima aberta às quais não se atribui
direito de voto integral, é correto afirmar que
a) não podem ser divididas em classes.
b) lhes é vedado adquirir o direito integral de voto.
c) concederão a seus titulares o direito de serem incluídas em oferta pública de alienação
de controle acionário.
d) deverão oferecer ao menos uma preferência adicional, em relação às ações
preferenciais de companhia fechada.
e) o estatuto não lhes poderá oferecer o direito de eleição em separado de membros dos
órgãos de administração.
Comentando as alternativas:
a) Errado. É possível a divisão das ações preferenciais em classes.
b) Errado. Se a companhia não distribuir dividendos por 3 exercícios consecutivos, os
acionistas preferencialistas adquirem o direito integral a voto. Guarde esta possibilidade,
pois ela é importante!
c) Errado. Para serem negociadas no mercado de valores mobiliários, as ações
preferenciais podem contar a cláusula do tag along de 80%. No entanto, existem outras
preferências que podem ser concedidas, o que não torna esta obrigatória.
d) Correto. Como vimos, para que sejam emitidas, as ações preferenciais precisam
oferecer ao menos uma das seguintes preferências:
Prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo;
Prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele; ou
Na acumulação das preferências e vantagens acima citadas.
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e) Incorreto. Esta disposição é possível.
GABARITO: LETRA D
20. ESAF - Auditor Fiscal da Fazenda Estadual (SEFAZ PI)/2001/
No que diz respeito às ações preferenciais,a) o direito de voto mostra-se absolutamente incompatível.
b) há limites para a sua emissão, em relação ao capital social, conforme o objeto social.
c) atribuem direito de voto no caso em que os dividendos correspondentes não tenham
atingido a meta de 10% acima daqueles pagos às ações ordinárias.
d) dão o direito de eleger a maioria dos membros do conselho fiscal em assembleia
especial.
e) podem sempre ser convertidas em ordinárias, na medida de manifestação do titular.
Comentando as alternativas:
a) Errado. O direito a voto nas ações preferenciais é possível. O que ocorre é que ele é
limitado, mas pode se tornar integral no caso de não distribuição de dividendos por 3
exercícios consecutivos.
b) Correto. O limite é de 50% do capital social.
c) Incorreto. O direito a voto torna-se se integral no caso de não distribuição de dividendos
por 3 exercícios consecutivos.
d) Incorreto. Não há este direito.
e) Incorreto. Não há este direito.
GABARITO: LETRA B
21. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
Quanto à caracterização dos valores mobiliários, pode-se dizer que as debêntures
correspondem a títulos de
a) propriedade sobre as sociedades anônimas, que rendem juros corrigidos por específicos
índices de preços.
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b) dívida de médio e longo prazos, emitidos por sociedades anônimas, sem que seja
prevista a devolução compulsória de principal de rendimentos.
c) dívida de médio e longo prazos, emitidos por sociedades anônimas, que deverão ser
pagos com juros e atualização monetária.
d) propriedade sobre as sociedades anônimas, que rendem participações nos lucros
corrigidos por específicos índices de preços.
e) propriedade sobre as sociedades anônimas, com prazo mínimo de 360 dias para
sociedades anônimas de capital aberto, remunerados a taxas prefixadas.
Comentando as alternativas e salientando os erros:
a) Errado. As debêntures correspondem a títulos de CRÉDITO sobre as sociedades
anônimas, que rendem juros corrigidos por específicos índices de preços.
b) Errado. As debêntures correspondem a títulos de dívida de médio e longo prazos,
emitidos por sociedades anônimas, em que seja prevista a devolução compulsória de
principal de rendimentos.
c) Certo.
d) Errado. As debêntures correspondem a títulos de CRÉDITO
e) Errado. As debêntures correspondem a títulos de CRÉDITO
GABARITO: LETRA C
22. FCC - Analista da Comissão de Valores Mobiliários/Mercado de Capitais/2003
O prazo de vencimento das debêntures pode ser
a) de até 12 meses.
b) indeterminado.
c) de até 24 meses.
d) de até 36 meses.
e) de até 48 meses.
Questão direta.
O prazo de vencimento de uma debênture pode ser indeterminado. Isto é, não há
previsão legal estabelecendo o limite máximo de vencimento de uma debênture.
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No caso de ser indeterminado, a debênture assume a forma de perpetuidade.
GABARITO: LETRA B
23. CESGRANRIO - Técnico Bancário (BAMAN)/2013/
A emissão de debêntures permite à empresa captar recursos sem recorrer ao crédito
bancário. As debêntures
a) são títulos de dívida do emissor com prazo de vencimento até 90 dias.
b) são emitidas exclusivamente pelas empresas de capital aberto.
c) permitem à empresa emissora obter recursos sem aumentar a pulverização da
propriedade de seu capital.
d) permitem sempre a opção de serem resgatadas em ações da própria empresa
emissora.
e) são títulos de dívida do emissor sem garantias.
Comentando as alternativas:
a) São títulos de dívida do emissor com prazo de vencimento que pode ser indeterminado.
b) Podem ser emitidas por sociedades de capital fechado e aberto e por instituições
financeiras que não captem depósitos do público, desde que autorizadas pelo Bacen.
c) Correto. Como conferem, em geral, direito de crédito, permitem à empresa emissora
obter recursos sem admitir novos acionistas no quadro social e aumentar a pulverização
da propriedade de seu capital.
d) Essa permissão existe apenas nas debêntures conversíveis.
e) Podem conferir garantias.
GABARITO: LETRA C
24. FGV - Técnico de Fomento C (BADESC)/Advogado/2010/
As alternativas a seguir apresentam espécies de debêntures, em função das garantias
oferecidas pela sociedade emissora, à exceção de uma. Assinale-a.
a) as com garantia real.
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b) as com garantia flutuante.
c) as com garantia pessoal.
d) quirografárias.
e) subquirografárias.
O gabarito é C, pois ele está falando deESPÉCIES de debêntures. Mas as debêntures
podem ter garantia adicional pessoal ou fidejussória.
Esse é um exemplo de debênture com garantia fidejussória, anterior à data da questão.
Entendo que o gabarito não está correto.
25. FGV - Juiz Estadual (TJ PA)/2009/
Em regra, em uma sociedade anônima, a deliberação sobre a emissão de debêntures é
da competência:
a) exclusiva da Diretoria Especial de Debêntures.
b) originária do Conselho Fiscal.
c) privativa da Assembleia Geral.
d) concorrente com o Conselho Fiscal.
e) delegada à Assembleia de Debenturistas.
Questão direta.
A competência privativa para deliberação a respeito da emissão de debêntures é da
assembleia geral.
Entretanto, na companhia aberta, o conselho de administração poderá deliberar sobre a
emissão de debêntures não conversíveis em ações, desde que previsto em estatuto esta
possibilidade. Além disso, o estatuto da companhia aberta poderá autorizar o conselho
de administração a deliberar sobre emissão de debêntures conversíveis em ações, desde
que dentro do limite de capital autorizado e respeitadas as condições estabelecidas em
Lei.
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GABARITO: LETRA C
26. FCC - Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários/2003
As debêntures quirografárias são
a) com garantia real, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
b) com garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários contra a emissora.
c) sem garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
d) com garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários a favor da emissora.
e) sem garantia, equivalendo aos demais créditos ordinários contra a emissora.
Sobre garantias das debêntures, a Lei 6.404/76 dispõe que:
Lei 6404 - Art. 58. A debênture poderá, conforme dispuser a escritura de emissão, ter
garantia real ou garantia flutuante, não gozar de preferência ou ser subordinada aos
demais credores da companhia.
As debêntures quirografárias são aquelas que não gozam de preferências (sem garantia),
ou seja, equivalem aos demais créditos ordinários contra a emissora.
GABARITO: LETRA E
27. CESPE - 2018 - Polícia Federal - Perito Criminal Federal - Área 1
Tendo em vista que estudos do Banco Central do Brasil, com base em dados da
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA),
revelaram que, em 2017, as 277 empresas brasileiras que obtiveram recursos no mercado
de capitais tiveram custos menores que aquelas que se financiaram por meio dos canais
tradicionais de crédito bancário, julgue o próximo item, relativo aos instrumentos de
captação de recursos disponíveis no mercado de crédito e no mercado de capitais para
as empresas brasileiras.
Uma companhia de capital aberto pode captar recursos por meio de debêntures — títulos
de longo prazo, conversíveis ou não em ações, que podem oferecer aos seus investidores
as seguintes remunerações:juros, participação nos lucros e prêmios de reembolso.
• Certo
• Errado
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Como vimos no material, são três as formas de remuneração (juros, participação nos lucros
e prêmios de reembolso). Certo.
28. IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração/Finanças
Analise as afirmativas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS,
assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) As classificações de risco de dívidas (rating) são uma avaliação da qualidade de
crédito da empresa emitente, o que indica garantia de que não ocorrerá inadimplência
na operação de crédito.
( ) Debênture é um título mobiliário representativo de dívida de médio e longo prazo de
uma empresa e que assegura a seus detentores direito de crédito contra o emissor.
( ) Debênture quirografária não fornece qualquer tipo de privilégio sobre os ativos da
emissora; os debenturistas concorrem em igualdade de condições com os demais
credores quirografários em caso de falência da companhia.
( ) Debênture subordinada, na hipótese de liquidação da companhia, oferecem
preferência de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.
( ) Um exemplo de cláusula protetora (covenant) negativa é a empresa ter de manter seu
capital de giro igual ou acima de um nível mínimo especificado.
A) F – V – V – V – F.
B) V – F – V – V – V.
C) V – F – F – V – V.
D) F – V – V – F – F.
E) F – V – F – F – V.
A primeira é falsa, pois a classificação do risco não GARANTE que não ocorrerá
inadimplência na operação de crédito, apenas indica se o risco é alto ou baixo.
A segunda é verdadeira, a própria definição de debênture. A debênture quirografária não
tem qualquer prioridade de crédito sobre outros credores quirografários. A debênture
subordinada é a que tem a pior prioridade de pagamento, em caso de falência. Só tem
mais direito do que os acionistas. A quinta está errada, pois seria um covenant POSITIVO,
ou seja, uma boa prática a ser seguida e não um negativo, que seria algo a se evitar.
Opção A.
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29. FEPESE - 2018 - CELESC - Economista
Títulos de renda fixa oferecidos por sociedades de crédito, investimento e financiamento,
em que o emitente é o devedor e o beneficiário é a pessoa física ou jurídica que investe
o recurso financeiro.
Essa definição aplica-se à seguinte modalidade de aplicação do mercado financeiro
nacional:
A) Debêntures.
B) Letra de Câmbio.
C) Letra do Tesouro Nacional.
D) Certificado de Depósito Bancário.
E) Certificado de Depósito Interbancário.
Essa, ainda que não lembrássemos da definição de letra de câmbio, seria a única opção,
pois quem emite debêntures são as companhias, não as sociedades de crédito. Letra do
Tesouro é emitida pelo Tesouro, o CDB é uma relação bancária, e CDI é interbancária.
Opção B.
30. CS-UFG - 2018 - Câmara de Goiânia - GO - Assessor Técnico Legislativo - Economista
Qual item financeiro pode ser considerado como renda variável?
A) Caderneta de poupança.
B) Títulos públicos pré e pós-fixados.
C) Certificado de depósito bancário (CDB).
D) Contratos futuros de opções.
A, B e C são títulos de renda fixa, com juros definidos na hora da compra, ainda que
tenham um indexador. Os contratos futuros de opções estão ligados a ações que é
mercado de renda variável. Opção D.
31. FCC - Analista do Banco Central do Brasil/Área 4/2006
Títulos de dívida, de médio e de longo prazo, ofertados publicamente por empresas não
financeiras de capital aberto, são
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A) os bônus de subscrição.
B) as notas promissórias.
C) as letras hipotecárias.
D) as cédulas de crédito.
E) as debêntures.
Os bônus de subscrição são títulos negociáveis emitidos por sociedades por ações, que
conferem aos seus titulares, nas condições constantes do certificado, o direito de
subscrever ações do capital social da companhia, dentro do limite de capital autorizado
no estatuto. Não são sequer, portanto, títulos de dívidas, e sim integrantes potenciais do
capital social da empresa. Os outros itens foram discutidos na apostila e nada tem a ver
com título de dívida de longo prazo de empresas não financeiras.
A resposta direta é debêntures.
32. Ano: 2019 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: CONSULPLAN - 2019 - TJ-MG -
Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção
O art. 3º, da Lei nº 9.514/1997, estabeleceu as condições para o funcionamento das
companhias securitizadoras de crédito imobiliário e como ferramenta de sua atuação
criou o Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI em seu art. 6º. Quanto às características
do Certificado de Recebíveis Imobiliários, assinale a correta.
A) É título de crédito ao portador.
B) Constitui ordem de pagamento à vista.
C) Constitui Promessa de Pagamento em dinheiro.
D) É título de crédito de circulação vedada, em virtude de suas especificidades.
Letra A - INCORRETA - Lei 9.514/97, art. 6° - O Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI é
título de crédito nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e
constitui promessa de pagamento em dinheiro.
Letra B - INCORRETA - O CRI terá as seguintes características: inciso VII - data de
pagamento ou, se emitido para pagamento parcelado, discriminação dos valores e das
datas de pagamento das diversas parcelas.
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Letra C - CORRETA - art. 6° - O Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI é título de crédito
nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e constitui promessa
de pagamento em dinheiro.
Letra D - INCORRETA - O Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI é título de crédito
nominativo, de livre negociação.
33. Ano: 2023 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE / CEBRASPE - 2023 - TJ-
DFT - Juiz de Direito Substituto
O certificado de recebíveis imobiliários (CRI)
A) pode ser emitido sem indicação de valor nominal.
B) é título de crédito ao portador.
C) não pode ser garantido por aval.
D) pode ser emitido por pessoa física.
E) é nominativo e emitido de forma escritural.
Gabarito: E
a) Lei 14.430/2022, art. 22. Os Certificados de Recebíveis integrantes de cada emissão da
companhia securitizadora serão formalizados por meio de termo de securitização, do qual
constarão as seguintes informações:
IV – valor nominal;
b) Lei 9.514/97, art. 6. O Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI é título de crédito
nominativo, de livre negociação, lastreado em créditos imobiliários e constitui promessa
de pagamento em dinheiro.
c) Lei 14..430/2022, art. 21, § 1º O Certificado de Recebíveis pode ser garantido por aval,
hipótese em que é vedado o seu cancelamento ou a sua concessão parcial.
d) Lei 9.514/97, art. 3. As companhias securitizadoras de créditos imobiliários, instituições
não financeiras constituídas sob a forma de sociedade por ações, terão por finalidade a
aquisição e securitização desses créditos e a emissão e colocação, no mercado
financeiro, de Certificados de Recebíveis Imobiliários, podendo emitir outros títulos de
c´redito, realizar negócios e prestar serviços compatíveis com as suas atividades.
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e) Lei 14.430/2022, art. 20. Art. 20. Os Certificados de Recebíveis são títulos decrédito
nominativos, emitidos de forma escritural, de emissão exclusiva de companhia
securitizadora, de livre negociação, constituem promessa de pagamento em dinheiro,
preservada a possibilidade de dação em pagamento, e são títulos executivos
extrajudiciais.
34. Ano: 2021 Banca: CESGRANRIO Órgão: Banco do Brasil Prova: CESGRANRIO - 2021 -
Banco do Brasil - Escriturário - Agente Comercial - Prova B
Existem títulos de dívida de longo prazo emitidos por sociedades de ações e destinados,
geralmente, ao financiamento de projetos de investimento ou para alongamento do perfil
de endividamento das empresas. Tais títulos são
A) as ações
B) as debêntures
C) os dividendos
D) os Depositary Receipts (DR)
E) os Brazilian Depositary Receipts (BDR)
Gabarito B
Debêntures são Títulos de Dívida de Longo Prazo, emitidos por Empresas S/A Abertas ou
Fechadas. Não são garantidos pelo FGC.
35. Ano: 2022 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: BANESE Provas: INSTITUTO AOCP - 2022 -
BANESE - Técnico Bancário III - Área de Informática – Desenvolvimento
Você foi escalado para desenvolver e implementar um projeto relacionado à tecnologia
da informação (TI), que tem por objetivo colaborar com a avaliação dos principais papéis
negociados no mercado de capitais, a respeito dos quais é correto afirmar que
A) as ações podem ser classificadas em três espécies: ordinárias, preferenciais e de fruição
ou gozo.
B) as opções sobre ações representam um direito de compra de ações ao preço de
mercado, válido por tempo determinado.
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C) os DRs (Depositary Receipts) apresentam duas categorias quando negociados nas
bolsas de valores norte-americanas.
D) os Brazilian Depositary Receipts (BDR) são uma forma de captar recursos no mercado
internacional, mediante o lançamento de recibos de depósitos (DR).
E) as debêntures representam a menor parcela (fração) do capital social de uma
sociedade anônima, destinadas ao financiamento de projetos de investimentos.
Item B está errado, pois o direito é de comprar pelo preço de exercício.
Item C tem um problema, pois são mesmo dois tipos: patrocinado e não patrocinado.
Talvez o erro esteja na definição de categoria.;
Item D está errado, normalmente são empresas estrangeiras que vêm captar no Brasil. Se
fosse empresa brasileira captando no exterior seria ADR (nos EUA por exemplo).
Item E está confundindo ação com debênture.
O item A está correto, são os 3 tipos. Mas não são tratados como espécies na lei.
Questão ruim, mas por eliminação, gabarito A.
36. Ano: 2006 Banca: FJPF Órgão: CONAB Prova: FJPF - 2006 - CONAB - Técnico em
Planejamento
Finalmente, os produtores conseguirão entrar na comercialização. A aprovação da
Medida Provisória MP 221 pelo Senado Federal que trata da regulamentação dos novos
títulos agropecuários fará com que os agricultores tenham mais liberdade para vender sua
produção e no momento que for mais conveniente.
Sobre os novos títulos de comercialização, criados pela MP 221, cada um com sua
peculiaridade, correlacione as colunas:
1. CDA – Certificado de Depósito Agropecuário
2. WA – Warrant Agropecuário
3. CDCA – Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio
4. LCA – Letras de Credito do Agronegócio
5. CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio
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( ) Título de crédito que confere ao proprietário o penhor sobre a mercadoria.
( ) Documento que poderá ser emitido apenas por companhias securitizadas de direitos
creditórios.
( ) Papel que pode ser emitido por cooperativas e pessoas jurídicas que exerçam
atividades de armazenamento, comercialização, beneficiamento ou industrialização de
insumos e máquinas utilizados na agropecuária.
( ) Título de crédito que representa a promessa de entrega de mercadoria armazenada.
( ) Título emitido exclusivamente por bancos e cooperativas de crédito.
Assinale a correlação correta:
A) 3-5-2-1-4;
B) 5-2-3-4-1;
C) 2-5-3-1-4;
D) 1- 5-4-2-3;
E) 4-2-5-3-1.
Gabarito C
2. WA – Warrant Agropecuário - Título de crédito que confere ao proprietário o penhor
sobre a mercadoria.
Lei 11.076/04. Art. 1º § 2º O WA é título de crédito representativo de promessa de
pagamento em dinheiro que confere direito de penhor sobre o CDA correspondente,
assim como sobre o produto nele descrito.
5. CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio - Documento que poderá ser emitido
apenas por companhias securitizadas de direitos creditórios. Mesma lei. Art. 36. O
Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA é título de crédito nominativo, de livre
negociação, representativo de promessa de pagamento em dinheiro e constitui título
executivo extrajudicial. Art. 20. Os Certificados de Recebíveis são títulos de crédito
nominativos, emitidos de forma escritural, de emissão exclusiva de companhia
securitizadora, de livre negociação, constituem promessa de pagamento em dinheiro,
preservada a possibilidade de dação em pagamento, e são títulos executivos
extrajudiciais.
3. CDCA – Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio - Papel que pode ser emitido
por cooperativas e pessoas jurídicas que exerçam atividades de armazenamento,
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comercialização, beneficiamento ou industrialização de insumos e máquinas utilizados na
agropecuária. Mesma lei. Art. 24. O Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio -
CDCA é título de crédito nominativo, de livre negociação, representativo de promessa de
pagamento em dinheiro e constitui título executivo extrajudicial. § 1º O CDCA é de emissão
exclusiva de cooperativas agropecuárias e de outras pessoas jurídicas que exerçam a
atividade de comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos, insumos,
máquinas e implementos agrícolas, pecuários, florestais, aquícolas e extrativos.
1. CDA – Certificado de Depósito Agropecuário - Título de crédito que representa a
promessa de entrega de mercadoria armazenada. Art. 1º, § 1º O CDA é título de crédito
representativo de promessa de entrega de produtos agropecuários, seus derivados,
subprodutos e resíduos de valor econômico, depositados em conformidade com a Lei nº
9.973 de 29 de maio de 2000.
4. LCA – Letras de Credito do Agronegócio - Título emitido exclusivamente por bancos e
cooperativas de crédito. Art. 26. A Letra de Crédito do Agronegócio – LCA é título de
crédito nominativo, de livre negociação, representativo de promessa de pagamento em
dinheiro e constitui título executivo extrajudicial.
Parágrafo único. A LCA é de emissão exclusiva de instituições financeiras públicas ou
privadas.
37. Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Câmara dos Deputados Prova: FGV - 2023 - Câmara dos
Deputados - Consultor Legislativo - Área VII - Tarde
Sobre LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CDI
(Certificado de Depósito Interbancário) e CDB (Certificado de Depósito Bancário), analise
os itens a seguir:
I. LCA e LCI são títulos de renda fixa emitidos pelo governo para financiar projetos no
agronegócio e no setor imobiliário.
II. LCA, LCI e CDB têm isenção de imposto de renda para pessoas físicas.
III. CDI serve de referência para o mercado financeiro, e CDB é um título de renda fixa
emitido por instituições financeiras.
Está correto o que se afirma em
A) I apenas. / B) I e II apenas. / C) II apenas. / D) I e III apenas. / E) III apenas.
A I está errada, LCI e LCA são emitidas por instituições financeiras.
A II está errada, pois apenas LCI e LCA são isentas, mas o CDB não.
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A III está certa.
Gabarito E
38. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 - Política Econômica e
Monetária/2013/ ATUALIZADA
Com relação às operações de captação e operações ativas praticadas no mercado
financeiro brasileiro, julgue o item a seguir.
Caso seja atualizada mensalmente por índices de preços, a letra de crédito imobiliário
(LCI) tem prazo mínimo de vencimento de 36 meses; caso não seja atualizada por índice
de preços, esse prazo passa para 60 dias.
Certo
Errado
Gabarito Errado.
Segundo a última atualização, o prazo de 90 dias foi revogado pela Resolução CMN 5119
de 2 de fevereiro de 2024, agora é 12 meses nos demais casos.
39. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
Os benefícios de um fundo de investimento em Direitos Creditórios são: (i) para o cedente,
diminuição dos riscos de crédito e “liberação de espaço no balanço”; (ii) para as
empresas, mais liquidez no mercado de crédito; e (iii) para os investidores, uma alternativa
que tende a oferecer uma rentabilidade maior do que a renda fixa tradicional.
Certo
Errado
Gabarito Certo.
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Para quem cede os direitos creditórios (cedente), como entra dinheiro e saí recebíveis,
diminui o risco de crédito, pois aumenta a liquidez imediata. Além de abrir espaço para
fazer novos créditos de vendas.
Para as empresas, amplia a possibilidade de crédito, não dependendo apenas do sistema
bancário.
Para os investidores, por ter um pouco mais de risco, costuma ter um retorno melhor.
40. Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Prova: FEPESE -
2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista Financeiro
A aplicação de recursos em cotas de fundos de investimento é uma das opções
disponíveis no mercado financeiro.
Uma das características dos fundos de investimento é a:
A) Isenção de imposto de renda nos aportes mensais de valores inferiores a um salário
mínimo.
B) Inexistência da cobrança de taxa de administração sobre o valor aplicado e de taxa
de performance sobre a rentabilidade obtida.
C) Garantia de rentabilidade das cotas em valor igual ou superior à da taxa básica de
juros da economia.
D) Possibilidade de aportes no mercado financeiro com pouco capital e gestão
profissional da carteira de investimentos.
E) Flexibilidade para que o cotista escolha os ativos que fazem parte da carteira de
investimentos do fundo.
Gabarito D
Item A está errado, pois a isenção para investimento em fundos depende da lei tributária
e não do valor aportado. Fundos imobiliários, por exemplo, têm isenção na distribuição de
rendimentos. Mas isso nada tem a ver com o valor aportado.
Item B. Sem taxa de administração não há como pagar as obrigações básicas do fundo,
como auditoria independente. Está errado.
Item C. Não há garantias de rentabilidade.
Item E. Quem seleciona os ativos é o gestor, não o cotista.
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Item D. Sim, é possível entrar com bem pouco, dependendo do fundo e da regra da classe
ou da subclasse. E é gestão profissional.
41. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
A responsabilidade do gestor de fundos de investimento é comprar e vender ativos do
fundo, além de ser responsável legal pelo funcionamento do fundo, pela comunicação
com o cotista e pelo controle da prestação de serviço de terceiros.
Certo
Errado
Gabarito Errado.
A primeira parte está certa, de comprar e vender ativos, porém o resto não é o gestor que
faz, mas o administrador.
42. Ano: 2023 Banca: Quadrix Órgão: IPREV-DF Prova: Quadrix - 2023 - IPREV-DF - Analista
Previdenciário - Especialista em Investimentos
Acerca dos fundos de investimento, julgue o item.
Os fundos podem cobrar taxa de administração e taxa de performance. A primeira trata-
se da taxa cobrada pelo retorno apresentado pela carteira do fundo de investimento que
supere o benchmark utilizado. Por sua vez, a segunda é a taxa cobrada pela remuneração
dos serviços prestados pela administração do fundo e da gestão de carteira.
Certo
Errado
Gabarito Errado.
Taxa de administração: taxa cobrada do fundo para remunerar o administrador e os
prestadores dos serviços por ele contratados e que não constituam encargos do fundo;
Taxa de performance: taxa cobrada do fundo em função do resultado da classe ou do
cotista, normalmente por conseguir ter retorno maior do que um benchmark.
Está trocado.
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43. Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: POLITEC - RO Prova: CESPE / CEBRASPE -
2022 - POLITEC - RO - Perito Criminal - Área 1 (Ciência Contábeis/Ciências
Econômicas/Adm de Empresas/Adm Pública)
Tendo em vista as principais características dos fundos de investimentos, assinale a opção
correta.
A) Os fundos de renda fixa possuem essa denominação em virtude da promessa de
rendimento fixo todos os meses.
B) Os fundos de ações não podem ser aplicados em títulos públicos federais.
C) Os fundos cambiais devem aplicar, no mínimo, 50% de seus recursos em ativos sujeitos
à variação cambial.
D) Os fundos de curto prazo podem admitir papéis com vencimento superior a dois anos,
desde que limitado ao percentual de 20%.
E) Os fundos de longo prazo devem ter prazo médio da carteira superior a um ano.
Gabarito E.
Item A, errado. É pela categoria de ativos, que são de renda fixa. Não há promessa de
rendimentos.
Item B, errado. Na verdade, para gestão de liquidez, no que for acima do percentual
mínimo, pode investir em títulos públicos.
Item C, errado. A classe tipificada como “Cambial” deve ter como principal fator de risco
de carteira a variação de preços de moeda estrangeira ou do cupom cambial, e deve
ter, no mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira composta por ativos relacionados
diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome ao tipo.
Item D, errado. Fundos de curto prazo, devem aplicar seus recursos exclusivamente em: a)
títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados à taxa de juros ou títulos
indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta
e cinco) dias, e prazo médio da carteira de ativos inferior a 60 (sessenta) dias; b) títulos
privados com prazo de que trata a alínea “a” e que sejam considerados de baixo risco de
crédito pelo gestor; c) ETF que apliquem nos títulos de que tratam as alíneas “a” e “b” e
atendam ao inciso II; e d) operações compromissadas lastreadas em títulos públicos
federais;
Porém, há uma questão tributária quanto a fundos de curto e longo prazo, e a definição
é:
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Os fundos de renda fixa de curto prazo possuem na sua carteira de investimentos títulos com prazo
médio de realização igual ou inferior a 365 dias
Os fundos de renda fixa de longo prazo possuem em suas carteiras títulos com prazo médio de
realização igual ou superior a 365 dias.
E a RCVM 175 apenas exige que a classe que dispuser, em seu regulamento, que tem o
compromisso de obtero tratamento fiscal destinado a fundos de longo prazo previsto na
regulamentação fiscal vigente, está obrigada a incluir a expressão “Longo Prazo” em sua
denominação.
Item E, portanto, está correto.
44. FCC - Escriturário (BB)/"Sem Área"/2006/3
É correto afirmar:
a) Os fundos de investimento devem contabilizar mensalmente todos os ativos integrantes
de suas carteiras pelos seus preços médios ao longo do mês.
b) Fundos abertos são aqueles com prazo determinado de duração, cujos valores
investidos não podem ser resgatados.
c) O recolhimento do Imposto de Renda, nos fundos de investimento, ocorre sempre no
momento do resgate.
d) O valor diário da cota de um fundo é obtido dividindo o seu patrimônio líquido pelo
número de cotas emitidas, ambos calculados no mesmo momento de tempo.
e) Sobre os rendimentos obtidos nos fundos de investimento há incidência de IR à alíquota
de 25%.
Gabarito D.
Comentando os itens:
a) O valor dos ativos deve ser contabilizado diariamente pelo valor de mercado que
apresentam, salvo para fundos que não ofereçam liquidez diária a seus cotistas (o cálculo
da cota deve ser realizado em periodicidade compatível com a liquidez do fundo, desde
que expressamente previsto em seu regulamento).
b) Fundo aberto é aquele que permite o resgate das cotas a qualquer tempo.
c) Sobre a tributação dos rendimentos de fundos de investimento, é preciso fazer alguns
comentários.
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A cobrança do imposto de renda sobre a rentabilidade do fundo não ocorre apenas no
momento do regate, como afirma a questão. O pagamento do imposto de renda é feito
semestralmente pela sistemática conhecida como “come cotas”. Ela é representada pela
cobrança de uma alíquota de 15% sobre a rendimento das cotas e pagas em cotas. Ou
seja, as cotas do investidor são debitadas no valor do imposto devido (15% sobre a
rentabilidade do período). No momento do resgate o valor residual do imposto devido, se
houver, é debitado do investidor da forma tradicional (na fonte).
d) É exatamente esta a sistemática de cálculo do valor da cota. Diariamente é calculado
o valor do patrimônio do fundo que, quando dividido pelo número de cotas existentes,
resultará no valor da cota.
e) Sobre a alíquota de IR é necessário alguns comentários.
Os fundos de ações possuem alíquota de IR de 15%. As demais modalidades de fundos de
investimento possuem tributação em função do período de permanência no fundo
(exceto FIDC e FIP em condições especiais).
45. (CESGRANRIO - Técnico Bancário (BAMAN)/2015)
Os fundos de investimento que, por determinação de norma da CVM, devem ter como
principal fator de risco de sua carteira a variação da taxa de juros doméstica ou de índice
de preços, ou ambos, sem limitação de prazos dos títulos que a compõem, são
classificados como
a) de renda fixa
b) de dívida externa
c) de curto prazo
d) de ações
e) cambiais
O comando da questão apresenta conceito relacionado à carteira do fundo de
investimento de renda fixa.
GABARITO: LETRA A
46. CESPE - Tecnólogo (FUB)/Negócios Imobiliários/2015/
Julgue o item seguinte, a respeito dos fundos de investimentos imobiliários e da execução
hipotecária.
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Os fundos de investimentos imobiliários são uma comunhão de recursos captados por um
prazo determinado, destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários, que
podem ser constituídos sob a forma de condomínio fechado ou aberto, admitindo-se o
resgate das quotas a qualquer tempo.
Certo
Errado
Gabarito ERRADO
Questão com diversos erros.
Primeiro, os FIIs podem ter prazo de duração determinado ou indeterminado.
Segundo, eles podem somente ser constituídos sob a forma de condomínio fechado.
Terceiro, por ser fundo fechado, o resgate de cotas não pode ser realizado a qualquer
tempo, mas apenas nas hipóteses previstas e citadas em tópico anterior.
47. FGV - Analista de Desenvolvimento Econômico (CODEMIG)/Analista de
Participações/2015
Como analista de participações, você é convidado a avaliar a possibilidade de entrada
no capital de uma empresa nacional. Antes mesmo de analisar o balanço, sua primeira
iniciativa é analisar a estrutura acionária dessa empresa de capital aberto para entender
que tipos de sócios estão representados na estrutura de comando. Afinal, a visão de cada
um desses sócios é o que determinará a estratégia da empresa. Ao realizar sua análise
você se depara com vários sócios com interesses díspares e entre eles está a BlackRock
Inc. A BlackRock é um dos maiores fundos de private equity do mundo. Esse tipo de fundo
foi regulamentado no Brasil através da instrução CVM 391/03 (atual RCVM 175), e é
denominado pela legislação:
a) Fundo de investimentos em participações;
b) Fundo de pensão nacional;
c) Fundo de pensão internacional;
d) Fundo soberano;
e) Angel capital.
Os fundos de private equity, conforme exemplo citado pelo comando da questão, são no
Brasil conhecidos como Fundos de Investimento em Participações. Ou seja, são os FIPs.
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GABARITO: LETRA A
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ANEXO – PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS PÚBLICOS
Tesouro prefixado (LTN)
É o típico zero-coupon bond, ou seja, paga um valor fixo prometido no futuro (R$ 1.000 no
caso da LTN, chamado de valor nominal VN). Seu valor para compra hoje, seria o Valor
Nominal (VN), descontado à taxa de juros exigida.
OBS! As datas dos títulos são antigas, mas não há mudança alguma nas fórmulas de
cálculo. E as nomenclaturas estão atualizadas.
Considere o seguinte:
A LTN com vencimento em 01/01/2019 valia R$ 711,38 em 11/04/2016.
É importante notar que, no mercado brasileiro, e para esse tipo de título, costumamos usar
o ano com dias úteis (252).
Um site que ajuda bastante é o: http://www.dias-uteis.com/, porém é improvável que seja
cobrado na prova um cálculo perfeito de dias úteis para períodos longos.
Utilizando o site (e sem fazer ajustes específicos), vemos que seriam 689 dias úteis até o
vencimento, onde receberíamos R$ 1.000. Qual seria a taxa de juros desse título?
Por 689 dias receberíamos:
(1 + 𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙) =
1.000
711,38
= 1,405718
A rentabilidade esperada de quem mantiver o título pelos 689 dias úteis é de 40,57%.
O retorno equivalente em anos seria:
(1 + 𝑖𝑎𝑛𝑜) = (1,405718)
252
689 = 1,132644
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O resultado anual seria de 13,26%.
OBS. perceba que para essa aula não estamos mais "revisando" matemática financeira,
estamos indo direto aos cálculos. Já consideramos que o aluno treinou bastante nas aulas
sobre precificação de fluxos de caixa.
Essa taxa é a YTM (yield to maturity), aquela que o investidor receberá se mantiver o título
até o vencimento (maturidade) em anos.
E se o investidor quiser vender antes? Qual o retorno?
Imagine que o investidor comprou esse título pois estava prevendo (apostando) uma
queda na taxa de juros significativa nos próximos meses. Essa queda faria os preços
subirem e o investidor ganhar com a especulação.
Em 11/04/2016 o título foi comprado pelo investidor por R$ 711,38, referente a uma YTM de
13,26%.
Agora imagine que em 11/05/2016, por hipótese, o YTM do título (sempre desconsiderando
custos de transação nos exemplos) esteja em 12,54%, forte quedaem relação aos 13,26%
de um mês antes.
Qual deveria ser o novo preço do título?
Seriam 668 dias úteis até o vencimento (terá um mês a menos até o vencimento).
𝑉𝑃 =
1.000
(1 + 0,1254)
668
252
= 𝑅$ 731,13
O investidor teria recebido R$ 19,75 (R$ 731,13 – R$ 711,38) em 21 dias úteis (689 – 668 dias
úteis).
Qual o ganho percentual anual do investidor?
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(1 + 𝑖𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙) = (1 +
19,75
711,38
)
252
21
= 1,3890
Perceba que uma mudança de 0,72% na taxa anual, em prazo tão curto, fez o retorno
anual do título sair dos esperados 13,26%, para 38,90%. É claro que o retorno é para esse
horizonte de tempo curto (21 dias úteis).
E se o investidor ERRASSE sua previsão e a taxa subisse, por hipótese, para 13,88%?
𝑉𝑃 =
1.000
(1 + 0,1388)
668
252
= 𝑅$ 708,55
(1 + 𝑖𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙) = (1 −
2,83
711,38
)
252
21
= 0,9533
O retorno seria de -4,67% ao ano.
Veja que trabalhar com renda fixa não é nada simples e, mesmo que se tenha a garantia
dos juros e do principal, qualquer mudança nos prazos de resgate ou nas curvas de taxas
de juros pode levar a grandes lucros ou grandes prejuízos.
Tesouro prefixado com juros semestrais (NTN-F)
É um título que paga os mesmos R$ 1.000 no vencimento, porém tem cupons semestrais, à
taxa de 10% ao ano, até o vencimento. Normalmente paga no dia 01/01 e no dia 01/07
de cada ano.
Aqui cabe um parêntese importante. Esse tipo de título nos EUA, com definição de taxa
de juros anual e pagamento em períodos menores (semestre, trimestre, mês, etc.) tem seu
cupom calculado a base de juros simples. No caso dos 10% ao ano, pagos
semestralmente, seria tão somente 5% ao ano.
Mas a regra da NTN-F não é de juros simples (se fosse daria um fluxo maior), é por juros
compostos, ou seja, a taxa ao semestre seria:
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𝑖 = (1 + 10%)
1
2⁄ − 1 = 4,8809%
Esse título é melhor entendido a partir de uma planilha dos seus retornos. Sempre é
recomendado que o aluno refaça todos os cálculos que estamos mostrando aqui.
Vamos trabalhar com uma NTN-F com vencimento em 01/01/2027.
A fórmula de seu valor, já vista em aulas anteriores, é a seguinte (valor presente de
obrigações com cupons constantes):
𝑉𝑃 =
𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚
(1 + 𝑖)1
+
𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚
(1 + 𝑖)2
+ … +
𝐶𝑢𝑝𝑜𝑚
(1 + 𝑖)𝑡
+
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐹𝑎𝑐𝑒
(1 + 𝑖)𝑡
Os juros (YTM) desse título no dia 11/04/2016 eram de 13,63%.
Qual o valor do título?
Não tem jeito, temos que calcular o fluxo de caixa e trazê-lo a valor presente.
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Data Fluxo Dias úteis VP (13,63%)
11/4/2016 VP = ? 828,84
1/7/2016 48,81 54 47,49
1/1/2017 48,81 183 44,48
1/7/2017 48,81 309 41,73
1/1/2018 48,81 435 39,15
1/7/2018 48,81 562 36,71
1/1/2019 48,81 689 34,42
1/7/2019 48,81 815 32,29
1/1/2020 48,81 942 30,27
1/7/2020 48,81 1069 28,39
1/1/2021 48,81 1198 26,59
1/7/2021 48,81 1322 24,97
1/1/2022 48,81 1451 23,39
1/7/2022 48,81 1577 21,94
1/1/2023 48,81 1705 20,56
1/7/2023 48,81 1830 19,30
1/1/2024 48,81 1958 18,09
1/7/2024 48,81 2085 16,96
1/1/2025 48,81 2211 15,91
1/7/2025 48,81 2337 14,92
1/1/2026 48,81 2466 13,98
1/7/2026 48,81 2591 13,12
1/1/2027 1.048,81 2719 264,21
Obs. Os dias úteis são estimados por fórmulas do excel, talvez haja diferenças pequenas
com os feriados reais previstos até 2027, mas isso não interfere no que estamos estudando.
O valor presente dos fluxos futuros seria de R$ 828,48. Perceba que, mesmo o título sendo
bem mais longo que a LTN do exemplo anterior, vencendo apenas em 2027, ele custa mais
caro, pois paga cupons regulares a cada semestre.
Imaginemos agora que os juros tivessem caído os mesmos 0,72% da LTN 2019. Iríamos para
12,91%. O valor do título (substituindo a taxa na planilha de excel) seria de R$ 862,60.
Perceba que o ganho é maior do que os R$ 19,75 da LTN, mas não podemos comparar os
títulos, pois o fluxo é bem maior do que os R$ 1.000,00 da LTN. Isso é visto com mais atenção
em aulas de duration e convexidade para comparar esses títulos.
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Para calcular os ganhos de curto prazo, são os mesmos cálculos da LTN, pois o que
importa, de fato, é por quanto compramos e por quanto vendemos, e o prazo em que
auferimos esse lucro ou prejuízo.
Tesouro SELIC Pós-fixado LFT
É um título que deve apresentar menos oscilação, pois o valor futuro NÃO está fixado. Você
paga pelo título hoje e deve levar a variação da taxa SELIC até o vencimento, ou até a
venda do título.
É, portanto, difícil antecipar o valor futuro e a rentabilidade do título, pois dependerá da
política de juros do COPOM/BACEN.
Para termos base de preço, o Tesouro Nacional estabeleceu que uma unidade do Tesouro
Selic (LFT), equivalia a R$ 1.000,00 em 1° de julho de 2000, (chamada de data‐base), e
deverá ser atualizada pela variação da taxa SELIC diária até o dia em que a precificação
do título é feita.
Ao valor encontrado na tabela, definido como Valor Nominal Atualizado (VNA), existe a
possibilidade de haver ágio ou deságio de acordo com condições de mercado.
Sobre o ágio e deságio na LFT / Tesouro SELIC
O Tesouro Selic possui dois componentes que afetam a sua rentabilidade. O primeiro é a
taxa de juros Selic, que diariamente incrementa o valor do título. Já o segundo é uma taxa
fixa, chamada no mercado de ágio ou deságio, que é acrescentada à taxa de juros Selic.
Por exemplo, se a taxa fixa é +0,02, a rentabilidade do investidor será a Taxa Selic + 0,02 ao
ano, se o investidor carregar o título até o vencimento.
As alterações nessa taxa fixa causam variações nos preços do Tesouro Selic, influenciando
sua rentabilidade total em caso de resgate antecipado. Ou seja, o Tesouro Selic está sujeito
à marcação a mercado, a atualização do valor pelo seu preço de mercado dada às forças
de oferta e demanda pelo título.
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Vale relembrar que, na marcação a mercado, o preço e a taxa do título possuem relação
inversa, ou seja, quando a taxa fixa aumenta o preço de mercado do título cai.
Assim, quando essa taxa é positiva, o Tesouro Selic está sendo negociado com deságio em
relação ao preço quando a taxa fixa é zero. Em outras palavras, o preço de mercado do
título para venda antecipada está inferior ao valor do título quando consideramos que este
é remunerado apenas pela taxa Selic.
Já se a taxa é negativa, tem-se um título que está sendo negociado com ágio, portanto, a
taxa negativa valoriza os papéis.
Esse ágio e deságio existe, pois as taxas dos títulos são definidas com base nas taxas
transacionadas no mercado secundário de títulos públicos, onde as instituições financeirascompram e vendem títulos todos os dias. Em alguns momentos a volatilidade deste
mercado, altera a taxa fixa do Tesouro Selic e dos demais títulos do Programa Tesouro Direto.
Para exemplificar, peguemos a SELIC diária para o dia 11/04/2016, que era de 0,052531%
(https://www.bcb.gov.br/htms/SELIC/SELICdiarios.asp?frame=1), o VNA desse mesmo dia,
em R$ 7.673,84, e um ágio de -0,2%.
O cálculo do VNA do dia seguinte será a aplicação da SELIC prevista de 1 dia, ajustado
pelo ágio ou deságio.
Qual a taxa?
(1 + 𝑖𝑟𝑒𝑎𝑙) = (1 + 0,00052531)
1
1 = 1,00052531
O Valor Nominal Projetado seria:
𝑉𝑁𝑃𝑟𝑜𝑗𝑒𝑡𝑎𝑑𝑜 = 7.673,84 × 1,00052531 = 7.677,8711
Para o cálculo do ágio é necessário calcular um multiplicador para aplicar ao VN
Projetado. Como se segue:
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𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟 (𝑜𝑢 𝑐𝑜𝑡𝑎çã𝑜) =
100
(1 + 𝑇𝐴𝑋𝐴)
𝐷𝑖𝑎𝑠 ú𝑡𝑒𝑖𝑠 𝑎𝑡é 𝑜 𝑣𝑒𝑛𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (𝑖𝑛𝑐𝑙𝑢𝑠𝑖𝑣𝑒)
252
O título analisado vence em 01/03/2021, de forma que faltariam 1.237 dias úteis para seu
vencimento (a partir do dia seguinte, 12/04/2016). Perceba que esse ágio/deságio afeta
o valor presente do título, mas desconta até o momento do vencimento.
𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑟 (𝑜𝑢 𝑐𝑜𝑡𝑎çã𝑜) =
100
(1 − 0,002)
1.237
252
= 100,9876%
O valor (Preço) efetivamente negociado deverá ser:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 = 7.677,8711 × 100,9876% = 7.753,70
Tesouro IPCA+ com juros semestrais NTN-B
É um título de cálculo bem complicado. Tem juros prefixados, tem taxa interna de retorno,
tem fator de correção (cotação) etc.
A estrutura de pagamento se dá como no diagrama abaixo, encontrado no site do
Tesouro Nacional.
Perceba que há pagamento de cupom (6% ao ano), porém não é sobre R$ 1.000, mas
sobre um valor atualizado pelo IPCA.
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Para cálculo do VNA (Valor Nominal Atualizado) utiliza o valor de R$ 1.000 na data-base
15/07/2000. Seu ajuste, porém, não é diário como o da SELIC (o que facilita bastante o
cálculo), mas é mensal, atualizado pela variação mensal do IPCA 15, divulgada entre os
dias 10 e 15 de cada mês.
Dessa forma, como nem sempre se compra o título exatamente no dia da correção,
haverá um VNA projetado, para incorporar a correção pela inflação dos dias que se
passaram deste a última correção.
Imagine um título que seria comprado no dia 25/02/2016 (passado).
O cálculo do VNA, segundo modelo divulgado pelo TN, seria:
𝑉𝑁𝐴 = 1.000 ×
𝑁ú𝑚. Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝐼𝑃𝐶𝐴 15 𝑑𝑒 𝑓𝑒𝑣. 2016
𝑁ú𝑚. Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝐼𝑃𝐶𝐴 15 𝑑𝑒 𝑗𝑢𝑙. 2000
Estes valores nós retiramos dos sites de mercado (ANBIMA) ou do IBGE (se algo for pedido
na prova, provavelmente os dados serão fornecidos).
Temos:
Núm.Índice IPCA 15 de fev.2016 = 4.591,18
Núm.Índice IPCA 15 de jul.2000 = 1.614,62
𝑉𝑁𝐴 = 1.000 ×
4.591,18
1.614,62
= 2.843,50
Há, porém, 10 dias corridos entre o IPCA calculado para o dia 15 de fevereiro e a compra
do título.
O cálculo do VNA ajustado leva em consideração a projeção disponível (prévias) do IPCA
de março de 2016. Consideremos, por hipótese, que seja de 0,88%.
Temos:
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𝑉𝑁𝐴𝑝𝑟𝑜𝑗. = 𝑉𝑁𝐴 × (1 + 𝐼𝑃𝐶𝐴𝑝𝑟𝑜𝑗.)
# 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑑𝑎𝑡𝑎 𝑑𝑎 𝑛𝑒𝑔𝑜𝑐𝑖𝑎çã𝑜 𝑒 𝑜 𝑑𝑖𝑎 15 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠 𝑎𝑡𝑢𝑎𝑙
# 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜 𝑑𝑖𝑎 15 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑖𝑛𝑡𝑒 𝑒 𝑜 𝑑𝑖𝑎 15 𝑑𝑜 𝑚ê𝑠 𝑎𝑡𝑢𝑎𝑙
Entre o dia 25/02/2016 e o dia 15/02/2016 temos 10 dias corridos e 29 dias corridos entre
15/03/2016 e 15/02/2016.
Teríamos:
𝑉𝑁𝐴𝑝𝑟𝑜𝑗. = 2.843,50 × (1 + 0,88%)
10
29 = 𝑅$ 2.852,11
Não havia, quando fizemos esse exercício, precificação disponível nos sites para títulos
curtos de IPCA com cupom, mas, para facilitar os cálculos, vamos considerar que esse
título para o qual calculamos o VNA vença em 15/05/2019.
É claro que esse não será o valor do título, pois há considerações sobre as taxas efetivas
de juros pagas por esse título no mercado.
Do site da receita temos a fórmula para cálculo da “cotação” ou do fator de correção
pela taxa de juros do título:
Onde a taxa anual do cupom é 6% e a TIR é a taxa efetiva prometida ao título (acima da
inflação), caso levado ao vencimento.
Imagine que essa taxa estivesse em 7,5% (essa é aquela taxa a mais do que o IPCA, por
exemplo, IPCA + 7,5%, não é o YTM do título).
Vejamos o cálculo:
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Data (1+cupom)0,5 -1 Dias úteis VP (7,5%)
25/02/16 VP = ? 0,97460
15/05/16 0,029563 53 0,02912
15/11/16 0,029563 182 0,02806
15/05/17 0,029563 308 0,02706
15/11/17 0,029563 435 0,02609
15/05/18 0,029563 561 0,02517
15/11/18 0,029563 689 0,02426
15/05/19 1,029563 815 0,81484
Esses 2,9563% nada mais são do que a taxa equivalente semestral de 6% ao ano (em juros
compostos).
O fator de correção estaria em 0,97460, levando o preço do título a:
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 = 2.852,11 × 0,97460 = 2.779,66
Caso a taxa de juros estivesse em 4,5% (expectativa de queda dos juros no futuro),
teríamos:
Data (1+cupom)0,5 -1 Dias úteis VP (4,5%)
25/02/16 VP = ? 1,05931
15/05/16 0,029563 53 0,02929
15/11/16 0,029563 182 0,02864
15/05/17 0,029563 308 0,02801
15/11/17 0,029563 435 0,02740
15/05/18 0,029563 561 0,02680
15/11/18 0,029563 689 0,02621
15/05/19 1,029563 815 0,89295
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 = 2.852,11 × 1,05931 = 3.021,27
Perceba que, sempre trabalhamos com a mesma estrutura de pagamento de cupons. Isso
é como se estivéssemos calculando o VP para um título de R$ 1,00.
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Debêntures e títulos privados de dívida
O formato mais comum de debêntures distribuídas no exterior é do tipo renda fixa típica,
com promessa de pagamento de juros contratuais fixos e devolução do principal após a
maturidade.
Aqui no Brasil é mais comum, dadas as variações de curva de juros, variações nos índices
de inflação que as empresas captem com títulos de dívida atrelados ao CDI, Selic ou IPCA.
A fórmula de cálculo, quando não é idêntica, é muito semelhante ao que encontramos
para títulos públicos, de forma que não será necessário apresentá-las.
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