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Prova Impressa GABARITO | Avaliação Final (Discursiva) - Individual (Cod.:884794) Peso da Avaliação 4,00 Prova 73023472 Qtd. de Questões 2 Nota 9,00 Tanto a palavra "maçã" quanto o sinal de MAÇÃ não representam o objeto concreto que existe na realidade do mundo, mas sim seu conceito. Disserte sobre o signo linguístico e sua capacidade simbólica a partir do exemplo lexical de MAÇÃ. FONTE DA IMAGEM: https://br.pinterest.com/pin/337418197085842465/. Acesso em: 22 set. 2021. Resposta esperada *Tanto a palavra "maçã" quanto o sinal de MAÇÃ não são a representação do objeto concreto porque são SIGNOS LINGUÍSTICOS que SIMBOLIZAM o conceito do objeto concreto *e registram a convenção escrita/sinalizada, *pois pode ser utilizado para se referir a todas as maçãs independentemente do tipo ou características específicas. Minha resposta O signo linguístico é uma unidade básica da linguagem que consiste em duas partes interligadas: o significante e o significado.No caso da palavra "maçã" e do sinal de "MAÇÃ", temos: 1. Significante: É a parte material do signo, ou seja, a palavra escrita ou falada (no caso, "maçã" e "MAÇÃ"). O significante é o veículo que carrega o conceito.2. Significado: É o conceito ou ideia associada ao significante. No contexto da maçã, o significado representa o objeto concreto, a fruta em si, com suas características, forma, cor, sabor, etc. O signo linguístico possui uma relação arbitrária entre o significante e o significado. Isso significa que não há uma conexão intrínseca entre a forma física do signo e o conceito que ele representa. Por exemplo, em outras línguas, a palavra para "maçã" pode ser completamente diferente, como "apple" em inglês ou VOLTAR A+ Alterar modo de visualização 1 05/06/24, 03:32 Avaliação Final (Discursiva) - Individual about:blank 1/3 "pomme" em francês. Essa arbitrariedade permite que a linguagem seja flexível e adaptável.A capacidade simbólica do signo linguístico está relacionada à sua capacidade de representar conceitos abstratos e complexos. No caso da palavra "maçã", ela não apenas representa a fruta em si, mas também pode evocar associações simbólicas, como saúde, nutrição, tentação, entre outras. Essas associações simbólicas são construídas socialmente e podem variar de acordo com o contexto cultural e individual. Quanto ao "sinal de MAÇÃ," normalmente se refere a uma representação visual ou gráfica da palavra "maçã", como um logotipo ou um símbolo. O "sinal de MAÇÃ" não representa diretamente o objeto concreto, mas atua como um ícone que remete ao significante, a palavra "maçã". Em resumo, o signo linguístico, exemplificado pela palavra "maçã", possui uma capacidade simbólica que vai além da simples representação de um objeto concreto. Ele nos permite comunicar conceitos abstratos e complexos, além de evocar associações simbólicas que são construídas socialmente. A relação arbitrária entre o significante e o significado torna a linguagem flexível e adaptável às diferentes culturas e contextos.. Retorno da correção Parabéns acadêmico, sua resposta se aproximou dos objetivos da questão, poderia apenas ter apresentado mais argumentos acerca dos conteúdos disponibilizados nos materiais didáticos e estudos. Tratando da aprendizagem de Libras por ouvintes, os autores Leite e McCleary (2009) partem da própria experiência do primeiro deles. Assim, usando a metodologia de estudos em diário, Leite registrou cotidianamente sua experiência de aprendiz de Libras como segunda língua em contextos formais e informais, e encontrou algumas dificuldades que ouvintes têm na aquisição da Libras. As dificuldades que encontrou na área linguística estava relacionada aos seguintes aspectos: modalidade, datilologia, morfossintaxe, classificadores, unidades não manuais, uso do espaço, a semântica. Disserte sobre essas dificuldades. FONTE: LEITE, T. A.; MCCLEARY, L. Estudo em diário: fatores complicadores e facilitadores no processo de aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira por um adulto ouvinte. In: QUADROS, R. M.; STUMPF, M. R. Estudos Surdos IV. Petrópolis: Arara Azul, 2009. Resposta esperada Modalidade: normalmente, os iniciantes observam as mãos dos sinalizantes e isto faz com que percam informações. Com o passar do tempo, tomam consciência de que é preciso focalizar o rosto, ganhando, assim, na qualidade da captação e percepção. Datilologia: parece fácil, entretanto, exige certo ritmo quando inserido no discurso espontâneo. Muitas vezes é dado pouco espaço à prática de soletração manual nos cursos de Libras. Morfossintaxe: incorre-se no erro de dar muita ênfase no ensino de vocabulário, sem contextualizar a construção de sentenças, o que leva o ouvinte a produzir os sinais na estrutura linear de sua primeira língua e, por isso, a realização daquilo que é chamado de uma interlíngua, chamada de Português sinalizado. Classificadores: devido a uma abordagem muito simples sobre esses elementos por parte dos professores, os ouvintes tendem a ficar confusos quanto ao seu uso e sua semelhança com as unidades lexicais estabilizadas e, por vezes, tornam-se muito parecidos com pantomimas. Unidades não manuais: essas unidades são difíceis de produzir, sobretudo porque, como os cursos focalizam muito em ensinar lista de sinais e as expressões são apenas para a distinção de determinados itens lexicais, as explicações para o uso prosódico e sintático ficam comprometidas. O uso do espaço: no espaço ocorrem vários processos de recuperação referencial, e isto é de estabelecimento das relações entre as unidades numa sentença, dispensando a necessidade de 2 05/06/24, 03:32 Avaliação Final (Discursiva) - Individual about:blank 2/3 artigos e preposições no estabelecimento de certas relações gramaticais e coesivas. Semântica: o ensino de vocabulário geralmente compreende uma lista de sinais com sua tradução em Português, levando a crer que todos os sinais têm um equivalente em Português, mas que também algumas palavras do Português podem ter várias acepções de sinais, como no caso do verbo CAIR. Minha resposta Leite e McCleary (2009) especificam dificuldades que os ouvintes apresentam na aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais Libras, tais como: a falta de padronização da Libras; a ausência de um sistema de escrita, bem como as ideias disseminadas de forma equivocada (SOUZA, 2019). Nesse sentido, segundo os autores são elencados também dificuldades nos aspectos linguísticos, que são referentes aos seguintes tópicos: A modalidade -é necessário um refinamento da visão, pois os aprendizes tendem a focar nas mãos do sinalizador perdendo desse modo informações durante o discurso. A datilologia – geralmente quando se aprende a Libras é reservado pouco tempo para o aprimoramento desta modalidade, tornado dificultoso seu uso no cotidiano. A morfossintaxe-devido ao ensino da Libras ser focado no vocabulário, tem-se uma dificuldade para encontrar equivalentes no momento da interpretação, sendo comum ser produzido um discurso bimodal. Os classificadores - os ouvintes tem dificuldade em utilizar este recurso, chegam até ficarem confusos em relação ao seu uso. Devido a pouca abordagem feita por parte dos professores e por ser parecidos como pantomimas. As unidades não manuais da Libras, como expressões faciais e movimentos corporais, são fundamentais para a comunicação adequada nessa língua. No entanto, aprendê-las e utilizá-las de maneira autêntica pode representar um desafio adicional para os aprendizes. Devido a sua complexidade e a sua abordagem ficam comprometidos em seu uso prosódico e sintático, sendo difícil de ser produzidas. O uso do espaço - é difícil de ser usado por ouvintes, visto que o discurso nas línguas faladas não precisa ser marcado fisicamente, entretanto na língua de sinais, faz-se necessário essa utilização do espaço para representar o discurso. A semântica, ou o significado das palavras e expressões em Libras, também pode ser uma área que apresenta desafios aos aprendizes. A compreensão dos diferentes significados atribuídos aos sinaisem diferentes contextos pode requerer um estudo aprofundado imersão na língua. Essas são algumas das dificuldades linguísticas que os autores Leite e McCleary (2009) identificaram na aprendizagem de Libras por ouvintes. Esses desafios destacam a importância de uma abordagem adequada e estruturada na educação dos ouvintes que desejam aprender a língua de sinais como sua segunda língua. Retorno da correção Parabéns acadêmico, sua resposta se aproximou dos objetivos da questão, poderia apenas ter apresentado mais argumentos acerca dos conteúdos disponibilizados nos materiais didáticos e estudos. Imprimir 05/06/24, 03:32 Avaliação Final (Discursiva) - Individual about:blank 3/3