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Toxicologia e Uso de AINEs

Trabalho acadêmico sobre toxicologia e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Explica toxicidade e janelas terapêuticas, mecanismo de ação (COX/LOX), efeitos gastrointestinais, risco de intoxicação por automedicação e a importância de dosagem e interações.

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Aluna: Ana Paula Silva do Nascimento
Matricula: 01576320 
Curso: Superior em Estética e Cosmética
Toda substância química traz consigo algum grau de toxicidade, que é a capacidade de causar dano ao organismo, porém, pode-se tomar algumas medidas preventivas para se utilizar essas mesmas substâncias como ativos para tratamentos de doenças, sem causar maiores danos ao organismo. Por isso a Toxicologia tem como desafio indicar qual o uso seguro, visto que nem todas as pessoas responderão da mesma maneira ao se expor as substâncias químicas. Aspectos como quantidade, duração da exposição e suscetibilidade influenciam nas consequências, e é para isso que se desenvolvem os estudos e se estabelecem as janelas terapêuticas de cada droga, estabelecendo as doses mínimas e máximas para se obter os efeitos desejados.
Os anti-inflamatórios não esteroides, também conhecidos como AINEs, são aplicados no tratamento de dores crônicas e agudas advindas de processo inflamatório. Constituem-se como medicamentos analgésicos simples que atuam, juntamente ao paracetamol, atua na escala de dor nível 1 da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mecanismo de ação dos AINES consiste na inativação das enzimas que degradam o ácido araquidônico, este liberado através de alguma lesão de membrana, sendo essas enzimas denominadas de Ciclooxigenase (COX) e a Lipoxigenase (LOX). Os efeitos colaterais mais importantes dos AINEs ocorrem no aparelho gastrointestinal. Aproximadamente 20% dos pacientes não toleram o tratamento com AINEs devido a tais efeitos, incluindo dor abdominal, azia e diarreia. O tratamento em longo prazo pode causar erosões e úlceras gástricas e duodenais. 
Diante do exposto fica clara a importância de se determinar a dose, o intervalo, se há ou não interação com outras drogas e/ou alimentos, hábitos de vida e se tudo isso poderia levar o paciente a um quadro de toxicidade. Principalmente quando em uso de drogas com janelas farmacológicas tão estreitas, quanto a Cloroquina. Além disso, a educação da população sobre o perigo da automedicação e sobre o risco que esta corre quando não respeita as orientações da posologia da droga que está utilizando, é de extrema necessidade, uma vez, que drogas como diclofenaco, nimesulida e ibuprofeno, são de uso corriqueiro e vendidas livremente em farmácias sem prescrição, também podem ocasionar, assim como qualquer substância química, intoxicação ao paciente.
REFERENCIAS
https://www.sanarsaude.com/portal/residencias/artigos-noticias/aines-tudo-que-voce-precisa-saber#:~:text=Os%20anti%2Dinflamat%C3%B3rios%20n%C3%A3o%20esteroides%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecidos%20como%20AINEs%2C,Mundial%20da%20Sa%C3%BAde%20(OMS).
https://www.scielo.br/j/abc/a/tF6ntrTM9pyt8r9Tmvtgfmc/#:~:text=Os%20efeitos%20colaterais%20mais%20importantes,e%20%C3%BAlceras%20g%C3%A1stricas%20e%20duodenais.
https://www.publicacoeseventos.unijui.edu.br/index.php/salaoconhecimento/article/view/6275/5054#:~:text=O%20mecanismo%20de%20a%C3%A7%C3%A3o%20dos,G%C3%93RNIAK%2C%20BERNARDI%2C%202011).

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