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MARKETING DE SERVIÇOS CAPÍTULO 4 – COMO VENDER O SERVIÇO? Milton Henrique do Couto Neto INICIAR Introdução Como devemos oferecer o serviço? O que deve ser apresentado, se o serviço, por definição, é intangível? Qual preço cobrar por ele? Deve-se cobrar caro para gerar status ao produto? Deve-se cobrar barato para aumentar o volume de vendas? Como diferenciar em serviços? Este capítulo se inicia com a discussão sobre a comunicação da empresa prestadora de serviços com o cliente. De que forma essa comunicação deve ser feita para que atinja os objetivos organizacionais da empresa? É preciso tomar cuidado com a comunicação, uma vez que ela afeta a expectativa do cliente pelo serviço a ser prestado e é baseando-se nessa expectativa que o cliente fará a avaliação do serviço e decidirá se ficou ou não satisfeito com o serviço prestado. Tudo o que for dito, mesmo involuntariamente, pode fazer parte de um contrato que o cliente percebe quando adquire um serviço e precisa se apoiar em algo tangível para estabelecer seu sentimento de satisfação ou frustração. Será visto, depois, como colocar preço no serviço prestado. Quais as dificuldades da precificação? Quais as estratégias a serem adotadas para uma correta precificação, a qual gere demanda para um serviço e, ao mesmo tempo, mantenha a saúde financeira da organização? O aspecto da vantagem competitiva em serviços também será abordado, mostrando como as empresas podem se diferenciar e buscar vantagem no ambiente de serviços, elevando o valor percebido pelos clientes. Por fim, discutiremos a questão da liderança em serviços, apontando meios para que se alcance a excelência nesse setor. Meios esses que basicamente são obtidos pela integração das áreas de marketing, operações e recursos humanos, para que trabalhem juntas com uma mesma visão estratégica: bem atender o cliente. 4.1 Comunicação De que vale ter um bom serviço para os consumidores, se eles ainda não sabem disso? É chegada a hora de comunicar, informar, persuadir e lembrá-los de que a sua empresa existe e está disponível para prestar o serviço de que eles (os clientes) precisam. A estratégia de comunicação é desempenhada com a ajuda de cinco categorias de ferramentas do composto de comunicação, conforme Bateson e Hoffman (2016), que usadas repetidas vezes ou usadas em combinação (mais de uma ferramenta por vez) aumentam a percepção do consumidor sobre o que a empresa faz e como ela pode atender a uma necessidade dele. As cinco categorias são: Venda Pessoal: o cliente e o vendedor se encontram criando uma via de mão dupla na comunicação, o que leva o vendedor a customizar a oferta para o cliente, de forma individualizada. Propaganda: divulgação paga em mídias como rádio, TV, revista, outdoor etc. responsável por uma rápida alavancagem de conhecimento global. Publicidade: divulgação gratuita, feita por um terceiro tido como fonte de informação de alta credibilidade, pois não está recebendo nada por isso. Promoções de Vendas: estratégia realizada para aumentar a venda no curto prazo, no estilo “leve 3, pague 2”, ou semelhante. Patrocínios: busca atingir um público específico, como amantes de futebol, amantes de atletismo etc. VOCÊ SABIA? Por que as escovas dentais estão sempre em promoções do tipo “leve 3 e pague 2”? O motivo para estarem sempre em promoção é porque trata-se de um produto que não acaba de uma vez, mas vai se desgastando com o tempo, de forma lenta e gradual. A rigor, é um produto que não precisamos ter em estoque, pois não costuma nos “deixar na mão”. Assim, de alguma forma, a empresa precisa buscar uma estratégia para fazer o consumidor comprar mais, além de dizer a ele que a escova já está velha o suficiente e que chegou a hora de trocá-la. A maneira que as empresas encontraram para isso foi a opção do “leve 3 e pague 2”. Por um lado, o consumidor já tem agora um estoque, que era desnecessário, e ao mesmo tempo fica sempre com uma escova “nova” (a que ganhou de brinde) na gaveta, levando à comparação frequente com a escova que está utilizando. Dessa forma, as trocas são mais frequentes, além de que a frequência de compra de escovas dentais também se eleva quando elas estão em promoções do tipo. Contudo, nem toda mensagem é planejada. Os produtos e os serviços também transmitem uma mensagem importante para o processo de comunicação, por meio do que é oferecido ao cliente. Exemplo de mensagem não planejada é o boca a boca sobre determinado produto ou serviço, que por não ter nenhum caráter comercial, é tido como uma das mensagens mais confiáveis pelos consumidores. Assim, podemos entender as mensagens em uma escala contínua, que vai desde a menos confiável, que é a mensagem planejada, estudada pelo pessoal do marketing, veiculada nos folhetos promocionais e propagandas, por exemplo, para transmitir determinadas ideias e conceitos, até a mensagem não planejada, espontânea, que pode ser a indicação de um amigo ou parente, sem qualquer conotação comercial. O quadro a seguir representa as fontes de mensagem de comunicação. O processo de comunicação integrado de marketing planejado, para ser eficaz, deve seguir o roteiro de identificar um público-alvo específico que tenha interesse ou necessidade pelo que produzimos (independentemente de ser bens ou serviços, o processo deve seguir o mesmo roteiro), depois usar uma estratégia para posicionamento na mente dos consumidores e, por fim, a criação de uma comunicação que reforce esse posicionamento. Tudo se inicia na segmentação de mercados, ou seja, na seleção correta dos segmentos em que os clientes podem ser categorizados, segundo a expectativa de lucro do segmento, potencial de crescimento e compatibilidade de cada segmento com os recursos e objetivos traçados pela empresa. De acordo com o ciclo de vida de um produto ou serviço, nos estágios de introdução, crescimento, maturidade e declínio, a empresa terá objetivos de comunicação diferenciados. O quadro a seguir apresenta, de forma sintetizada, os estágios do ciclo de vida do produto e os objetivos de comunicação mais apropriados para cada estágio. Quadro 1 - Fontes de mensagens de comunicação. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em GRÖNROSS, 2009, p. 270. Conhecendo o público-alvo segmentado para a comunicação e o objetivo a ser atingido com ela, é hora de definir o orçamento da comunicação. Quanto será investido? O quadro a seguir resume as diferentes técnicas de definição de orçamentos para a estratégia de comunicação. Quadro 2 - Estágios do ciclo de vida do produto e objetivos de comunicação. Fonte: BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 182. O próximo passo é formular a estratégia de posicionamento da empresa. O posicionamento é definido como a forma como um produto, serviço ou marca se situa em nossa mente. Temos sempre em mente que um produto é “o mais econômico”, “o mais durável”, “o de melhor valor de revenda”, “o mais bem-acabado”, enfim, temos inúmeras posições em nossa mente já ocupadas por alguns produtos. Podemos citar o sabão em pó Omo, que ocupa em nossa mente a posição do sabão em pó que “lava mais branco”; temos o Danoninho, “que vale por um bifinho”, devido ao alto valor nutricional alegado pelo fabricante. Temos ainda que uma Ferrari é um “carro muito rápido”, e que os carros da Volkswagen são “os mais resistentes”. Uma interessante sugestão de leitura é o livro “Diferenciar ou morrer”, de Jack Trout com a colaboração de Steve Rivkin (TROUT, 2000), no qual o autor, o mesmo consagrado pela obra “Posicionamento: a batalha pela sua mente”, apresenta as enormes vantagens de ser diferente da concorrência. Quadro 3 - Visão geral das técnicas de definição de orçamentos para a estratégia de comunicação. Fonte: BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 183. VOCÊ QUER LER? É pela diferenciação que a empresa comunica ao mercado como seus serviços servem para distingui-la das concorrentes. Essa diferenciação pode se dar de inúmeras maneiras, como sugere o quadro a seguir: Ciente de sua estratégia de posicionamento, a empresa agora precisa estabelecer as estratégiasde mensagem e mídia. Qual a mensagem a ser transmitida e por qual mídia, preferencialmente? A mensagem pode ser dirigida a não usuários, tentando convencê-los a experimentar o produto, ou a usuários, pedindo-lhes que voltem a comprar os serviços anunciados. Nesse ponto, a segmentação correta ajudará a definir a mídia mais adequada, visto que os públicos-alvo dos anúncios na TV são diferentes dos públicos do rádio ou da internet, por exemplo. A TV e demais meios de comunicação de massa, por exemplo, não são eficientes para um serviço especializado com público-alvo bem definido, pois se gastará muito dinheiro atingindo uma massa populacional que simplesmente não interessa ao negócio. Por outro lado, se a mensagem é de difícil comunicação ou se há uma grande necessidade de persuasão, deve-se adotar a comunicação pessoal, pela vantagem da bidirecionalidade, em que a mensagem pode ser readequada inúmeras vezes, visto haver um feedback constante entre emissor e receptor. VOCÊ SABIA? Quadro 4 - Abordagens de diferenciação para um posicionamento eficaz. Fonte: Elaborado pelo autor, baseado em BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 184. A internet alterou para sempre a forma como as pessoas se relacionam, fazem negócios e conhecem/aprendem as coisas. Um estudo recente com 3.800 pessoas mostrou que 94% dos brasileiros que responderam ao questionário afirmaram que buscam informações de saúde na internet. A televisão ficou em segundo lugar, com 52%. As revistas, com 44%, em terceiro (DAURA, 2018). Disponível em: <http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/ (http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/)>. A avaliação da estratégia de comunicação é realizada com base nos objetivos que se pretendia alcançar comparados aos resultados efetivamente alcançados. De modo geral, se o resultado atingido é maior ou igual ao resultado pretendido, então a estratégia pode ser considerada bem-sucedida. Entretanto, é preciso destacar que há produtos cuja compra não é frequente, portanto, nem sempre é possível mensurar o resultado apenas analisando o aumento de vendas no curto prazo. É o que Bateson e Hoffman (2016) chamam de efeito de defasagem, e exemplificam com o caso dos dentistas, que são visitados, em média, apenas uma ou duas vezes por ano. Assim, no curto prazo, se um dentista não tem a demanda aumentada pela estratégia de comunicação, não significa necessariamente que esta tenha falhado. Pode levar até um ano para que as pessoas impactadas pela comunicação procurem o dentista por causa da mensagem recebida. Contudo, se a mensagem não surtiu o efeito desejado, o processo deve ser revisto e reiniciado com nova abordagem, ou atacando um novo segmento de mercado, ou usando uma nova mensagem e mídia. É para isso, afinal, que servem a monitoração e a avaliação do desempenho. Alguns pontos devem ser observados com mais atenção, segundo Bateson e Hoffman (2016): comunicações dirigidas ao mercado alvo errado podem gerar impactos negativos no desempenho do serviço, pois podem trazer para o local de prestação de serviço pessoas “indesejadas”, as quais podem afetar negativamente a prestação de serviços aos outros clientes. Por exemplo, digamos que um hotel de lazer, recentemente inaugurado, voltado para casais de meia-idade em segunda lua de mel, queira se promover e, para isso, anuncie uma promoção de inauguração a preços mais baixos que o normal. Essa promoção pode também trazer jovens sensíveis à questão de preço, que não são o público-alvo desejado pelo hotel. Como a experiência, em serviços, é compartilhada com outros consumidores, ou seja, a experiência do hotel depende fortemente do comportamento de outros hóspedes, pode ser que haja um sério dano à imagem do hotel, afastando os casais de meia-idade (que era o público- alvo correto), que podem achar o hotel muito cheio de jovens (que não eram o público-alvo correto). Por isso, muito cuidado com os públicos-alvo que podem ser afetados pela sua mensagem! São eles mesmo que você quer? http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/ http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/ A estratégia adotada pela comunicação também tem forte impacto na questão de expectativas e percepções. É preciso muita atenção com tudo o que é comunicado, pois certamente o consumidor irá se basear na comunicação para criar a expectativa e depois irá comparar essa expectativa com a percepção que teve do serviço prestado, para saber se está satisfeito ou não com o serviço. É mais ou menos como “tudo o que você disser poderá e será usado contra você”. Muito do que às vezes é dito de forma involuntária, pode ser encarado como um contrato formalizado entre cliente e empresa. Coisas do tipo “fica pronto em 5 minutinhos” geram no cliente a expectativa de que realmente só irá demorar 5 minutos. Se demorar 1 minuto a mais, quebrou-se toda a expectativa e a percepção de qualidade sobre o serviço recebido será de que trata-se de um serviço demorado. Outro cuidado a ser tomado pelas empresas de serviço em suas comunicações é integrar seus funcionários, os verdadeiros prestadores de serviço, na comunicação. Se a comunicação prometer algo que não é possível técnica ou burocraticamente de ser realizado, os funcionários se sentirão duplamente desmotivados por que a empresa não entende o serviço que ela mesma presta (primeiro fator de desmotivação) e por que os clientes irão criar expectativas sobre algo que na prática não é possível, gerando um enorme índice de insatisfação e reclamação direcionadas aos prestadores de serviços, ou seja, os funcionários (segundo fator de desmotivação). Por fim, ainda há o conflito entre vendas e operações, pois o mesmo prestador que presta serviço também tem que vender seus serviços e nem todos possuem habilidade ou qualificação para as duas atividades, além do que há um fator limitante no tempo gasto em cada atividade. Assim, podemos ter prestadores que se sentem muito confortáveis na venda de serviço e dedicam um bom tempo de seu trabalho nisso, mas aí sobre muito pouco tempo para a prestação do serviço em si. Ou podemos ter casos de prestadores que entendem que não são os responsáveis pela venda dos serviços e não se dedicam nem um pouco à atividade. Enfim, independentemente das habilidades de cada um, o certo é que estamos diante de um ponto que pode causar discórdia dentro das empresas prestadoras de serviços, o qual deve ser administrado pela gerência. Algumas recomendações para o desenvolvimento de comunicações de serviços incluem desenvolver uma boa rede de comunicação boca a boca; prometer apenas o que é possível; tornar tangível o intangível; apresentar a relação de trabalho entre cliente e prestador; reduzir os temores dos consumidores sobre variações no desempenho; determinar e focar dimensões relevantes para a qualidade do serviço; diferenciar o serviço por meio do processo de entrega; e tornar o serviço fácil de entender. Uma vez que já foi mostrado como devem ser comunicados os serviços, é preciso estabelecer formas de precificá-los. Quanto deve custar o serviço? Isso é o que será visto no próximo tópico deste capítulo. 4.2 Precificação Dentre os 4 Ps, ou composto de marketing, o P de Preço é o único ligado diretamente à rentabilidade da organização e é o mais fácil e rápido, dentre os 4 Ps, de ser modificado. Entretanto, apesar da simplicidade e da facilidade em modificar o preço em serviços, especificamente, a precificação ainda é um conceito difícil e complexo no mundo dos negócios. O modelo dos 4 Ps, ou composto de marketing ou marketing mix, foi inicialmente definido por Jeromy McCarthy. Os 4 Ps significam Preço, Produto, Promoção e Ponto e são as variáveis colocadas à disposição do profissional de marketing para adequar sua oferta ao público consumidor. Leia mais sobre os 4 Ps em “Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle”, de Philip Kotler (1998). Primeiramente, é preciso entender os objetivos da precificação que, segundo Lovelock, Wirtz e Hemzo (2011), são: Gerar receita e lucro: os valores cobrados devemser suficientes para cobrir os custos oriundos da oferta do produto ou serviço e ainda gerar um lucro para manter o acionista. Assim é fácil perceber que há um nível mínimo de preço que pode ser praticado, pois abaixo de determinado valor (preço de custo) o serviço não dará mais lucro e poderá até mesmo apresentar prejuízo. Gerar demanda e desenvolver uma base de usuários: os valores cobrados, por outro lado, não podem ser altos demais, senão ninguém irá se interessar pelos VOCÊ QUER LER? produtos ou serviços ofertados. Assim, também há um limite máximo para o preço, pois acima deste valor não haverá mais compras. E, logicamente, quanto mais baixo for o preço de venda, maior a camada da população que poderá adquirir o produto ou serviço e, o oposto, ou seja, quanto mais caro for o produto, menos gente terá acesso a ele. Assim a demanda será inversamente proporcional ao preço, até chegar num ponto em que a demanda será zero, ou seja, não haverá mais ninguém disposto a pagar aquele preço pelo produto ou serviço. É possível perceber que há uma inter-relação entre os dois objetivos mostrados. Preços muito baixos geram muita demanda, mas deixam pouco lucro unitário, ao passo que preços muito altos deixam um bom lucro unitário, mas geram pouca demanda. É preciso equilibrar então preço e demanda, de modo a buscar a maximização do lucro. Existem três fundamentos para a precificação, segundo Lovelock, Wirtz e Hemzo (2011): os custos do fornecedor, os preços da concorrência e o valor para o cliente. Os custos que a empresa precisa recuperar impõem um preço mínimo, e o valor da oferta percebido pelo cliente estabelece o preço máximo a ser cobrado pelo serviço. Já o preço dos concorrentes sinaliza a faixa em que os preços devem ser estabelecidos. Basicamente “os consumidores trocam dinheiro, tempo e esforço pelo pacote de benefícios que o prestador de serviço oferece” (BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 154). Com base nisso, podemos ver que há muito mais coisa em troca do que dinheiro por serviço. Paga-se muito mais do que dinheiro e espera-se receber bem mais do que o serviço. A figura a seguir representa a relação entre valor e custo, que gera a percepção de valor para o cliente. Na estratégia de precificação, segundo Bateson e Hoffman (2016), deve-se levar em conta as características a seguir. Considerações sobre o custo: em serviços, os custos nem sempre são totalmente conhecidos no início de sua produção, gerando incertezas em relação ao preço a ser praticado. A falta do conhecimento a respeito do custo de produtos vendidos (CPV) torna o preço baseado em custos mais difícil, e muitas empresas de serviços têm custo fixo muito elevado em relação ao custo variável, o que cria novos desafios de preços. Por fim, uma dificuldade adicional é o fato de que a produção em massa de serviços produz uma limitada economia de escala. Considerações sobre a demanda: tende em serviços a ser mais inelástica do que em bens. Há uma tendência em clientes de serviços de agrupar preços de maneira implícita para formar preço pelo pacote. Ou seja, o preço de ir ao cinema inclui o estacionamento do shopping, as entradas para o cinema, a pipoca e o sorvete de sobremesa. De tal forma que a elasticidade cruzada desses elementos deve ser avaliada, pois um aumento no preço do estacionamento poderá impactar diretamente na redução da venda de entrada de cinemas. Finalmente, a discriminação de preços pode levar a flutuações de demanda e oferta. Discriminação de preços é a cobrança de preços diferentes pelo mesmo produto, de acordo com o cliente, como já ocorre com passagens aéreas que Figura 1 - Percepção de valor para o cliente. Fonte: Elaborada pelo autor, baseado em BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 154. possuem preços diferenciados pela data da compra. Se comprar a passagem com muita antecedência, pagará um preço menor. Se deixar para comprar no dia da viagem, pagará um preço sensivelmente mais alto. Considerações de cliente: uma vez que, antes da compra, não há como avaliar se um preço é caro ou não, pois só é possível conhecer a qualidade e a satisfação gerada pela prestação de um serviço após a compra e a sua execução. O preço de um serviço é frequentemente usado como um indicador de qualidade, em que preços baixos estão relacionados à baixa qualidade, enquanto preços mais altos elevam também a expectativa sobre a qualidade do serviço a ser prestado. Por fim, os consumidores de serviços são mais inseguros sobre o preço de reserva, que é o preço máximo que eles estão dispostos a pagar por um produto. Considerações da concorrência: é difícil comparar preços de alternativas de serviços, devido à intangibilidade e à não padronização dos serviços. Além disso, quase sempre há uma alternativa de autosserviço, ou seja, o próprio cliente é sempre um concorrente a se considerar, por que ele pode se dispor a efetuar o serviço em troca de economizar o dinheiro e customizar o resultado final. Considerações de lucro: uma vez que é mais factível termos preços de pacote em serviços do que em bens. Entretanto, os preços de pacote dificultam determinar o preço de um serviço individual que compõe o pacote. Considerações de produto: em serviços, há diferentes denominações para preço, que pode ser chamado de tarifa, comissão, aluguel, honorários etc. que pode mudar a percepção dos consumidores e influenciar a sensibilidade ao preço em alguns deles. Devido à sua intangibilidade, é mais difícil estocar serviços e com isso aproveitar descontos. Assim, diante da necessidade de um serviço, o cliente terá de pagar o preço corrente, sendo menos sensível ao preço e não adiando a compra até que apareça um preço melhor. Considerações legais: é mais provável que a prática de preços ilegais passe despercebida em serviços, pois as características como intangibilidade, inseparabilidade e heterogeneidade tornam mais difícil a comparação entre serviços prestados. Reforçando a complexidade na determinação de preços em serviços, lembramos que, se por um lado o cliente não sabe exatamente o que está comprando, devido à intangibilidade, o prestador de serviços também não pode se basear no custo para determinar o preço de seu serviço, e assim muitos acabam se baseando no preço praticado pela concorrência, sem muito fundamento. Os autores Bateson e Hoffman (2016) propõem que os prestadores de serviços bem- sucedidos devem se basear nas seguintes diretrizes de preços: os clientes devem entender facilmente o preço; o preço deve representar valor para o cliente; o preço deve incentivar a retenção de clientes e facilitar o relacionamento destes com a empresa fornecedora; o preço deve reforçar a confiança do cliente; o preço deve reduzir a incerteza do cliente. Os autores Lovelock, Wirtz e Hemzo (2011) apresentam o conceito de barreira de tarifas que ajudam as empresas a oferecer preços mais baixos para clientes que estão dispostos a aceitar mais restrição em suas compras e experiências de consumo, e preços mais altos para clientes que preferem serviços mais amplos. Segundo o conceito de barreiras de tarifas, os clientes irão se distribuir em segmentos com base nas características do serviço e na disposição de pagar. Assim, podemos ter barreiras físicas, como a localização da cadeira num show, teatro ou espetáculo, ou a diferentes conceitos de quarto de hotel com mais ou menos espaço e dispositivos de conforto como lareira, banheira, sala, varanda etc. Também é possível que as barreiras sejam não físicas, como a compra do bilhete aéreo com antecedência, com impossibilidade de cancelamento ou de alteração da reserva. Dentre as estratégias de precificação atualmente praticadas em serviços, temos as estratégias baseadas em satisfação, em relacionamento e em eficiência, apresentadas com mais detalhes no quadro a seguir. Contudo, é importante frisar que precificar não é apenas tomar a decisão de quanto cobrar, mas outras providências são necessárias também. Veremos agora algumas questões importantes para a precificação. Quadro 5 - Estratégias de preços baseadas em satisfação,relacionamento e eficiência. Fonte: BERRY; YADAV, 1996, apud BATESON; HOFFMAN, 2016, p. 169. As empresas devem ter cuidado para não tornarem o apreçamento tão complexo a ponto de os clientes não o entenderem, gerando confusão por parte dos consumidores. É preciso que uma atenção especial seja despendida pelos gestores de marketing quanto à precificação e ao gerenciamento das receitas de serviço, para garantir que o cliente esteja satisfeito e, ao mesmo tempo, a percepção de justiça não seja comprometida. CASO Imagine que você irá se submeter a uma cirurgia plástica para melhorar sua aparência. Por ela ser motivada por questões estéticas, o seu plano de saúde não arcará com as despesas. Então você procura um cirurgião plástico bastante renomado na sua cidade, que lhe cobra R$ 20.000,00 pelo serviço. Achando caro, você resolve ouvir uma segunda opinião e vai naquele cirurgião conhecido da sua vizinha. Este cobra, pelo mesmo serviço, R$ 1.200,00. O que você faz? Qual dos dois você escolhe? Muito provavelmente, você irá em busca de uma terceira opção, mas já podemos dar como certo que você não entregará a sua aparência e a sua saúde a um médico que cobra tão pouco, pois, querendo ou não, ainda temos uma relação muito forte entre o preço e a qualidade do serviço e, neste caso, serviço barato (e de má qualidade), definitivamente, não é o que você busca. Este caso serve para ilustrar os desafios e dificuldades em precificar corretamente o seu serviço e demonstra também que nem sempre o mais barato é o preferido. Se o terceiro médico a ser visitado cobrar um valor intermediário, ele terá grande chance de ser o prestador escolhido para o serviço. A comunicação, vista no tópico 4.1, e a precificação, vista neste tópico, podem auxiliar na condução da empresa de serviços para um diferencial competitivo, posicionando-a no mercado e na mente do consumidor como uma empresa única em seu setor de atuação. No tópico a seguir, veremos como conseguir que a empresa seja vista como tendo serviços diferenciados. Quadro 6 - Algumas questões de apreçamento. Fonte: LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2011, p. 191. 4.3 Serviços como diferencial competitivo Mesmo em empresas que comercializam exatamente os mesmos produtos, como redes concorrentes de supermercados, por exemplo, é possível haver uma diferenciação. Esta, no caso, não ocorrerá em relação aos produtos, pois ambas comercializam as mesmas marcas de produtos. A diferenciação ocorrerá na forma como as empresas prestam serviços aos seus consumidores. Uma empresa pode embalar a compra depois de o cliente passá-la no caixa e fazer a entrega em domicílio de forma gratuita. A outra pode disponibilizar um amplo estacionamento coberto e ter funcionários mais bem treinados e cordiais. Enfim, existe uma infinidade de variações possíveis entre os serviços praticados por uma empresa e os serviços praticados pela outra. Quem decide qual é a melhor é você, consumidor, optando por fazer suas compras em um determinado supermercado. Michael Porter se tornou professor da Harvard Business School com apenas 26 anos. Este americano, nascido em 1947, estudou em Princeton, mas foi em Harvard que se especializou. Ele escreveu diversos livros de administração e economia, mais especificamente sobre estratégias e competitividade, e é considerado um dos principais autores e especialistas em tais assuntos. Pode-se afirmar, sem medo de errar, que em praticamente tudo o que é ofertado, é possível diferenciar no serviço prestado. Isso se dá por que quase não encontramos produtos ditos “puros”. Em praticamente todos os produtos disponíveis para compra há uma mistura de bem com serviço prestado. Daí, o bem até pode ser o mesmo, mas como o serviço é algo pessoal, ou seja, depende de quem presta, nunca será o mesmo. Os autores Gianesi e Corrêa (1996, p. 23), sobre esta questão de que produtos são misturas de bens e serviços, afirmam que “qualquer empresa que deixe de se preocupar com os serviços que acompanham seus produtos arrisca-se a ter sua posição competitiva seriamente ameaçada”. VOCÊ O CONHECE? Cabe então às empresas seguirem essa receita, se atentando aos serviços que acompanham os produtos, e procurarem se diferenciar nos serviços, estabelecendo com isso suas vantagens competitivas. Não deixe de assistir ao vídeo sobre a primeira classe da Emirates, que é a companhia de aviação dos Emirados Árabes Unidos, e veja os diferenciais que ela oferece que a fazem ser conhecida como uma empresa de excelência no mercado de linhas aéreas (WEBVENTURE, 2016). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=bXhPfCXpDu0 (https://www.youtube.com/watch?v=bXhPfCXpDu0)>. O valor fornecido ao consumidor aparece como o principal critério de escolha de fornecedores. Basicamente, o consumidor tende a comprar sempre de quem lhe oferece mais valor, que é definido como a diferença entre o valor percebido e o custo pago pelo produto. Podemos analisar a questão de valor como sendo fortemente influenciada pelo serviço prestado. Uma transação realizada com níveis de serviços bem definidos influencia positivamente (aumentando) o fator valor do serviço, que por sua vez aumenta o valor percebido pelo consumidor (veja a figura adiante). Por outro lado, em uma transação em que o serviço prestado foi de má qualidade, com pessoal desatento e destreinado e um atendimento ruim, há uma influência negativa (aumentando) no custo do tempo, do esforço e do custo psicológico, que aumenta o custo da transação e reduz o valor percebido pelo consumidor. VOCÊ QUER VER? https://www.youtube.com/watch?v=bXhPfCXpDu0 https://www.youtube.com/watch?v=bXhPfCXpDu0 Pesquisas citadas por Gianesi e Corrêa (1996, p. 23) indicam que em empresas que fabricam produtos intensivos em tecnologia, “a competição inicialmente teria ocorrido com base em tecnologia, posteriormente em preço e, em seguida em qualidade, estaria começando a passar para o campo dos serviços associados ao produto, dado que os competidores estariam nivelando-se nos outros aspectos”. Figura 2 - Fórmula matemática do valor fornecido em função do serviço prestado. Fonte: Elaborada pelo autor, 2018. Uma vez que os conceitos que destacam a importância da diferenciação dos serviços para obter a vantagem competitiva já foram vistos, veremos a seguir, no próximo tópico, como criar uma empresa líder em serviços, ou seja, o que fazer para alcançar a liderança no setor de serviços. 4.4 Liderança em serviços As empresas líderes em serviços são as empresas que possuem clientes satisfeitos que compram com regularidade e entendem o valor do que recebem, mas também são as empresas cujos funcionários estão igualmente satisfeitos por conhecerem a importância de seu trabalho para manter um cliente satisfeito. É preciso conseguir a satisfação do cliente interno (funcionários) e externos (os clientes propriamente ditos). “Conquistar a liderança em serviços é ter uma visão coerente do que é preciso para ser bem-sucedido, que seja conduzida e dirigida por uma equipe de liderança forte e eficaz” (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2011, p. 374). Para que possam administrar uma empresa com eficácia, os líderes em serviços devem possibilitar as seguintes ligações na cadeia de lucro em serviços, representada a seguir, segundo Hesktett et al. (1997), apud Lovelock; Wirtz; Hemzo (2011, p. 492): Figura 3 - Cadeia de lucro em serviços. Fonte: Elaborada pelo autor, 2018. A figura apresentada demonstra a dependência da empresa de uma boa integração entre marketing, recursos humanos e operações. Que cada área tenha sua própria estrutura e liderança, mas que compartilhem os mesmos valores e que estejam igualmente comprometidas para o sucesso da organização: isso é requisito vital para que se atinja o sucesso, ou seja, a liderança em serviços. As organizações líderes em serviços não apresentam desempenho extraordinário em uma só área, mas refletem a excelência em múltiplas. Cabe ao marketing direcionar a empresa aos clientes a quem ela esteja preparada para atender e criar, com eles, relacionamentosde longo prazo, entregando serviços adequados em troca de preço que ofereça valor a eles e ao mesmo tempo lucro para a empresa. À área de operações cabe criar e entregar o serviço especificado, pelo uso de técnicas produtivas corretas que possibilitem a satisfação de metas de qualidade, cronograma e custo, além de permitir reduzir custos por meio das melhorias contínuas em produtividade. Finalmente, a área de recursos humanos é a responsável por recrutar, treinar e motivar o pessoal para o trabalho em equipe, mediante remuneração adequada que permita equilibrar tanto a questão financeira da empresa como motivacional por parte do trabalhador. Nem sempre ocorre uma integração adequada entre as três áreas, e é comum que conflitos venham a ocorrer pelo individualismo de seus líderes, cada qual querendo sobreviver ou se sobressair aos outros, buscando resultado apenas para o próprio departamento, não entendendo que o departamento não existe sozinho, afastado da empresa, e que o que deveria valer era o resultado do grupo, da empresa como um todo. Potenciais meios de reduzir conflitos e quebrar barreiras culturais entre os departamentos incluem as seguintes atividades, segundo Lovelock, Wirtz e Hemzo (2011): Transferências interfuncionais de indivíduos, que desenvolverão uma perspectiva mais holística e serão capazes de analisar problemas do ângulo dos vários departamentos. Estabelecimento de equipes de projeto integradas. Formação de equipes interfuncionais de entrega de serviços. Nomeação de indivíduos designados para a função de integrar objetivos, atividades e processos específicos entre departamentos. Marketing e treinamento interno para que todos os funcionários saibam exatamente o que a empresa está propondo ao mercado. Por fim, comprometimento da alta gerência que garanta que os objetivos que transcendem a todos os departamentos sejam integrados. As empresas prestadoras de serviço foram categorizadas por Richard Chase e Robert Hayes (apud LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2011) em quatro tipos, a saber: Perdedoras em serviços: são organizações que se encontram no fundo do poço, com desempenho reprovado nas três áreas, marketing, operações e recursos humanos. A organização continua a sobreviver por que não existe concorrência. Só adotam novas tecnologias depois de muita pressão. O nível de insatisfação é alto e as reclamações constantes, mas nunca resolvidas. Não entidades em serviços: ainda deixam muito a desejar mas não são tão ruins como as perdedoras em serviços. Na empresa, predomina a mentalidade tradicional de operações, visando sempre a padronização. O marketing é fraco e os consumidores nem evitam e nem procuram a empresa que vive de descontos periódicos de preços para atrair novos clientes, já que os clientes são infiéis e aproveitam a primeira oportunidade para mudar de fornecedor. Profissionais em serviços: são empresas bem posicionadas no mercado. São procuradas por clientes por que buscam com afinco a satisfação de expectativas dos clientes. Operações e marketing caminham integrados. A empresa se guia por pesquisas para medir a satisfação e obter ideias para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos. Acreditam estar protegidas, embora existam diversos concorrentes mais inovadores no mercado. Se não se atualizarem, correm o risco de caírem para as categorias anteriores. Líderes em serviços: enquanto as empresas profissionais em serviço são boas, essas são excepcionais, simplesmente a nata em seu setor de atuação. São reconhecidas pelas inovações em todas as áreas gerenciais, pela excelente comunicação interna e a coordenação entre suas atividades. Acreditam em inovação contínua, sempre com o objetivo de criar ainda mais valor para seus clientes, melhores processos produtivos e um melhor ambiente de trabalho para seus funcionários. É fato que para que uma empresa alcance o status de líder em serviço, ela precisa trabalhar internamente suas lideranças. É preciso que ela disponha de capital humano apto para assumir as rédeas e fazer a transformação que se fizer necessária para que ela faça parte da turma do topo, quando se fala em qualidade e excelência em serviços. “É preciso discutir o papel do líder no fomento a uma cultura eficaz dentro da empresa” (LOVELOCK; WIRTZ; HEMZO, 2011, p. 509). O clima organizacional de uma empresa representa as percepções dos funcionários em relação às práticas, procedimentos e comportamentos recompensados e incentivados em determinado cenário. O clima organizacional é influenciado pelo grau de liberdade que os funcionários têm para inovar, seu senso de responsabilidade, o nível de padrões estabelecidos pelas pessoas, as adequações percebidas das recompensas, a clareza das pessoas quanto à missão e aos valores e o compromisso de cada um com o propósito comum. Ou seja, o clima é intensivamente influenciado pela figura do líder que está à frente da organização e à frente também da mudança que se espera nesta. Sem dúvida, é preciso muito esforço para transformar uma empresa em líder em serviços, mas certamente a empresa depois irá auferir diversas formas de lucro, monetários e não monetários, que farão a árdua tarefa ter valido a pena. Síntese Este capítulo nos permitiu enxergar como as empresas devem comunicar seus serviços, sempre atentas à criação da expectativa por parte do cliente, à precificação e às estratégias a serem adotadas para que o serviço seja o diferencial competitivo capaz de levar a empresa à liderança no setor. Neste capítulo, você teve a oportunidade de: conhecer as cinco categorias de ferramentas do composto de comunicação; identificar as fontes de mensagens de comunicação, desde as planejadas até as não planejadas; compreender a relação entre os estágios do ciclo de vida do produto e os objetivos de comunicação; verificar as abordagens de diferenciação para um posicionamento eficaz; entender os objetivos da precificação; compreender a percepção de valor para o cliente; entender o conceito de barreira de tarifas para o cliente; compreender as estratégias de preços baseadas em satisfação, relacionamento e eficiência; entender os serviços como fonte de vantagem competitiva; entender o conceito de cadeia de sucesso em empresas de serviço; entender as estratégias para levar a empresa à liderança em serviços. Bibliografia BATESON, J. E. G.; HOFFMAN, K. D. Princípios de marketing de serviços: conceitos, estratégias e casos. São Paulo: Cengage Learning, 2016. BERRY, L. L.; YADAV, M. S. Capture and Communicate Value in the Pricing of Services, 1996. In BATESON, J. E. G.; HOFFMAN, K. D. Princípios de marketing de serviços: conceitos, estratégias e casos. São Paulo: Cengage Learning, 2016, p. 169. DAURA, F. 94% dos brasileiros procuram informações de Saúde na internet. 2018. Disponível em: < (http://santeconsulting.com.br/saude-na- internet/)http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/ (http://santeconsulting.com.br/saude-na-internet/)>. Acesso em: 24/06/2018. GIANESI, I.; CORRÊA, H. L. Administração estratégica de serviços: operações para a satisfação do cliente. São Paulo: Atlas, 1996. GRÖNROOS, C. Marketing: gerenciamento e serviços. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, 1998. LOVELOCK, C. H.; WIRTZ, J.; HEMZO, M. A. Marketing de serviços: pessoas, tecnologia e estratégia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. TROUT, J. 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