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FUNDAMENTOS TÉCNICOS 
DE ENFERMAGEM 
Profa. Enfa. Esp. Antonia Géssica
SONDAGEM VESICAL 
E RETAL: TÉCNICAS 
E PROCEDIMENTOS
O QUE É SONDAGEM?
Definimos como sonda um tipo de cateter que é introduzido em algum canal do 
organismo para:
Extrair ou introduzir algum tipo de matéria
Realizar investigação de diagnóstico
Aliviar sintomas ou condições específicas
Existem inúmeros tipos de sonda e diferentes locais para sua utilização e 
finalidades, cada uma com indicações específicas e técnicas próprias de inserção.
SONDAGEM VESICAL: TIPOS E INDICAÇÕES
SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
Introdução da sonda pelo meato urinário para 
esvaziamento da bexiga, sendo retirada logo após.
Elimina urina residual
Previne infecção urinária e lesões
Previne cálculos vesicais
Mimetiza o processo normal de micção
SONDAGEM VESICAL DE DEMORA (SVD)
Introdução da sonda no meato uretral para 
esvaziamento constante da bexiga, permanecendo o 
tempo necessário ao tratamento.
Aferir o débito urinário
Realizar drenagem contínua
Realizar irrigação vesical
Controlar volume urinário pós-operatório
A sondagem vesical é realizada com a finalidade de esvaziar a bexiga do indivíduo por meio 
da introdução de uma sonda ou cateter pela uretra, em seu meato urinário ou por via supra 
púbica.
INDICAÇÕES DA SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
ALÍVIO DE RETENÇÃO URINÁRIA AGUDA
Quando o paciente não consegue urinar 
espontaneamente, causando desconforto e 
potenciais complicações.
DETERMINAÇÃO DO RESÍDUO URINÁRIO
Verificação da quantidade de urina que 
permanece na bexiga após a micção 
espontânea.
OBTENÇÃO DE AMOSTRA PARA EXAME
Coleta de urina para análises laboratoriais 
quando necessário amostra estéril.
INSTILAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Administração de medicamentos 
diretamente na bexiga para tratamento local.
MATERIAIS PARA SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
1 bandeja
1 cuba rim
1 cuba redonda
1 pinça Cheron
Gaze
1 par de luvas de procedimento
1 par de luvas estéril
Campo estéril
1 sonda de calibre adequado (10 a 14)
1 tubo de xilocaína gel 2%
1 seringa de 20 ml (para cateterismo 
masculino)
20 ml de solução para antissepsia
Saco coletor sistema aberto
Máscara descartável
Biombo (quando necessário)
Material para higiene íntima:
1 jarro, 1 comadre
1 toalha, 1 bacia
10 ml de sabão líquido
PROCEDIMENTO: SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
PREPARAÇÃO
Reunir o material, lavar as mãos, explicar o procedimento ao paciente, garantir privacidade com 
biombo, colocar máscara descartável.
POSICIONAMENTO
Colocar o paciente em decúbito dorsal com joelhos fletidos, expor genitálias evitando 
contaminação, realizar higiene íntima se necessário.
TÉCNICA ASSÉPTICA
Abrir kit criando campo estéril, calçar luvas estéreis, realizar antissepsia local com solução 
recomendada.
PROCEDIMENTO: SONDAGEM VESICAL DE 
ALÍVIO
INTRODUÇÃO DA SONDA
Lubrificar sonda, introduzir no meato urinário (5-7,5cm em mulheres, 13-
19cm em homens), verificar fluxo urinário.
FINALIZAÇÃO
Retirar sonda após drenagem completa, organizar material, analisar 
características da urina, anotar no prontuário.
DIFERENÇAS NA TÉCNICA POR SEXO
SEXO FEMININO
Separar os grandes e pequenos lábios de maneira 
ampla com o polegar e os dedos médio e indicador 
da mão não dominante, a fim de visualizar o meato 
urinário.
Com a mão dominante, usar a pinça com a gaze e 
limpar um lado depois o outro do meato urinário, 
com apenas um movimento de cima para baixo, 
usando gaze diferente para cada lado.
Após, realizar limpeza somente sobre o meato 
urinário.
SEXO MASCULINO
Segurar o pênis com a mão não dominante, 
formando um ângulo de 60° a 90°, mantendo nesta 
posição durante todo o procedimento.
Com a mão dominante, limpar a glande com pinça 
com gaze em movimentos circulares, iniciando a 
limpeza do meato para fora, sempre desprezando a 
gaze já usada.
Introduzir na uretra 10 ml de xilocaína gel antes da 
sonda.
SONDAGEM VESICAL DE DEMORA (SVD)
INDICAÇÕES DA SVD
Retenção urinária obstrutiva ou funcional
Bexiga neurogênica
Incontinência urinária específica
Período perioperatório
Doenças da uretra, bexiga e próstata
Lesões extensas de pelve e períneo
Traumas específicos
Avaliação contínua da diurese em pacientes 
graves
Sonda Folley e sistema coletor fechado
MATERIAIS PARA SONDAGEM VESICAL DE DEMORA
MATERIAIS BÁSICOS
1 bandeja, 1 cuba rim, 1 cuba 
redonda
1 pinça Cheron
1 pacote de gaze
1 sonda Folley (calibre 8 a 20, 
duas ou três vias)
1 seringa de 10 ml
10 ml de água destilada (+ 1 
seringa de 10ml se for 
masculino)
1 agulha 40x12
MATERIAIS DE PROTEÇÃO
Máscara descartável
1 par de luvas de 
procedimento
1 par de luvas estéril
Campo estéril
Biombo (quando necessário)
MATERIAIS ESPECÍFICOS
1 unidade de coletor de urina 
(sistema fechado)
20 ml de solução degermante 
antisséptica
1 tubo de xilocaína gel 2%
Material para higiene íntima
PASSO A PASSO
Orientar o paciente sobre o procedimento (se lúcido) e checar alergias/consentimento.1.
Lavar as mãos (técnica correta).2.
Reunir o material em bandeja (sonda adequada, lubrificante/lidocaína gel, antisséptico, gaze/torundas estéreis, 
campo fenestrado, seringa 10 mL, água destilada para balonete, bolsa coletora, fixador/adesivo, EPI).
3.
Organizar a unidade e manter a privacidade (biombo/lençol).4.
Posicionar o paciente: decúbito dorsal (homem); posição ginecológica/litotomia (mulher).5.
Higienizar o paciente (antissepsia inicial) do períneo com luvas de procedimento.6.
Abrir o pacote/kit de sondagem na mesa auxiliar (técnica asséptica).7.
Dispor o material no campo estéril.8.
Colocar antisséptico na cuba redonda (no campo).9.
Preparar a lidocaína gel: aspirar 10 mL na seringa (homem) e reservar gel na gaze (mulher).10.
11. Calçar luvas estéreis.
12.Colocar o campo fenestrado sobre a região a ser sondada.
13. Antissepsia do períneo e meato uretral com gaze/torundas estéreis (do centro para fora, repetir 
quantas vezes necessário).
14.Lubrificar a sonda (e, no homem, instilar lidocaína no meato; pode aguardar 233 min se 
indicado).
15.Conectar a bolsa coletora se o sistema não for pré-conectado (manter circuito fechado).
16.Visualizar o meato e introduzir a sonda lentamente e com delicadeza até saída de urina
#" Homem: avançar até a bifurcação (~17322 cm).
#" Mulher: após saída de urina, avançar mais 233 cm.
17.Inflar o balonete com 5310 mL de água destilada (apenas sonda de demora/Foley).
18.Tração suave para encostar o balonete no colo vesical e testar segurança.
19.Retirar o campo o fenestrado e organizar a unidade.
20.Fixar a sonda na coxa e posicionar a bolsa abaixo do nível da bexiga, sem dobras no tubo.
CARACTERÍSTICAS DA SONDA FOLEY
TEMPO DE PERMANÊNCIA
A sonda vesical de demora (Foley) é 
projetada para um tempo de permanência 
indeterminado, sendo trocada conforme 
indicação clínica e diretrizes de 
prevenção de infecções.
CALIBRE DA SONDA (FR)
Para mulheres: geralmente utilizada a 
numeração de 14 3 16 Fr.
Para homens: geralmente utilizada a 
numeração de 16 3 20 Fr.
A escolha do calibre adequado é 
fundamental para assegurar o conforto do 
paciente e a eficácia da drenagem 
urinária.
09:39
YouTube
20201126 SONDAGEM VESICAL DE DEMORA NO &
https://www.youtube.com/watch?v=3kWmLYVqFQI
IDENTIFICAÇÃO DA SONDA
Data da inserção:
Hora:
Nº da sonda:
Balonete:
Nome do profissional:
COMPLICAÇÕES DA SONDAGEM VESICAL 
DE DEMORA
INFECÇÃO DO TRATO 
URINÁRIO
A complicação mais 
comum, podendo 
ocorrer por 
contaminação durante a 
inserção ou por 
migração ascendente de 
microrganismos.
LESÃO URETRAL E 
BEXIGA
Trauma durante a 
inserção ou por tração 
inadequada da sonda 
após a colocação.
OBSTRUÇÃO DO 
CATETER
Pode ocorrer por 
coágulos, sedimentos ou 
dobras no sistema de 
drenagem.
COMPLICAÇÕES DA SONDAGEM 
VESICAL DE DEMORA
INFECÇÃO PERIURINÁRIA 
LOCALIZADA
Fístula uretral, abscesso escrotal, 
insuficiência renal aguda.
COMPLICAÇÕES A LONGO 
PRAZO
Cálculo renal e carcinoma 
epidermóide podemocorrer com 
o uso prolongado.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA SONDAGEM VESICAL
Não tracionar a sonda, evitando lesões na 
uretra
Alternar o lado da fixação da sonda
Não deixar a bolsa coletora no chão
Não elevar a bolsa coletora acima da linha 
média da cintura do paciente
Observar aspecto (cor, viscosidade e cheiro) 
e volume da urina
Realizar o esvaziamento da sonda quando 
necessário
Utilizar luva de procedimento, óculos de 
proteção e máscara descartável ao esvaziar 
a bolsa coletora
Não deixar o clamp da bolsa coletora tocar 
na urina ou no recipiente
Observar presença de bexigoma e secreção 
na inserção da sonda
Realizar higiene íntima com água e sabão 
uma vez ao dia e quando necessário
Trocar a fixação da sonda a cada 24 horas
Característica Sonda de Alívio Sonda de Demora (Foley)
Finalidade Drenagem urinária imediata e 
pontual
Drenagem urinária contínua e 
prolongada
Tempo de uso Curto (procedimento único, 
geralmente minutos)
Longo (pode permanecer por dias ou 
semanas)
Fixação Não possui balonete 3 não é fixada Possui balonete 3 fixada na bexiga 
com soro ou água destilada
Indicações comuns Alívio imediato da retenção urinária, 
coleta de amostra estéril de urina
Pós-operatório, controle de débito 
urinário, incontinência, 
monitoramento em UTI
Material Em geral mais rígida (ex: polietileno, 
PVC)
Mais flexível (ex: látex, silicone, 
poliuretano)
Exemplo de modelo Sonda Nelaton Sonda Foley
Instalação Inserida e retirada logo após o 
esvaziamento vesical
Inserida e mantida com bolsa 
coletora
CALIBRE DA SONDA 
VESICAL DE DEMORA
 Evolução
14h20: Cliente no 2º DIH, com HD de diabetes melitus tipo 2 descompensada. Encontra-se no leito com grades de proteção 
elevadas, consciente, orientada em tempo e espaço, apresentando bom estado geral e higiene satisfatória, em companhia de 
um familiar. Normotérmica, normocárdica, normotensa e eupneica em AA. Pele e mucosas íntegras, bem hidratadas, sem 
lesões aparentes. Em uso de AVP pérvio em dorso de mão D. Aceita dieta ofertada, evacuação ausente há 2 dias, apresentando 
globo vesical, relatando desconforto no baixo ventre e dificuldade para eliminação da diurese.
Após prescrição médica, realizado procedimento de sondagem vesical de demora (SVD) para monitorização da diurese. 
Técnica executada com higienização das mãos, uso de EPIs e campo estéril. Paciente posicionada em posição litotômica. 
Realizada antissepsia de genitália externa com solução antisséptica. Introduzida SVD nº 16, látex siliconizado lubrificada com 
xylestesin, insuflado o balonete com 10 mL de AD.
Conectado sistema coletor fechado, pérvio, posicionado abaixo do nível da bexiga e fixado à face interna da coxa direita. 
Eliminado imediatamente cerca de 200 mL de urina amarelo-clara, sem odor fétido e sem sedimentos visíveis.
Paciente apresentou discreto desconforto durante a introdução, sem outras intercorrências. Orientada quanto ao cuidado 
com a bolsa coletora, manutenção de higiene íntima e importância de relatar sinais como dor, febre ou alteração na coloração 
da urina. Evoluiu estável, sem queixas álgicas após o procedimento. Aos SSVV: PA: 120×90, TAX.:36,5ºc, FC: 89bpm, SatO2.: 99%. 
Segue aos cuidados da equipe de enfermagem. 44444444444444444444444-Enfa. Géssica coren - ma 651645.
SONDAGEM RETAL: DEFINIÇÃO E FINALIDADE
A sondagem retal consiste na passagem de uma 
sonda pelo reto do paciente, com as seguintes 
finalidades:
Auxiliar na eliminação de gases
Administrar determinados medicamentos
Preparar o paciente para cirurgias ou exames
Limpar a porção intestinal inferior
Antes de realizar o procedimento, é fundamental 
ler com atenção a prescrição médica e observar o 
calibre da sonda a ser utilizada.
Sonda retal
MATERIAIS E PROCEDIMENTO: SONDAGEM RETAL
MATERIAIS
1 bandeja
1 par de luvas de procedimento
1 sonda retal de tamanho adequado
1 tubo de xilocaína gel
1 pacote de gaze não esterilizada
1 saco de lixo pequeno
Comadre
Papel higiênico
1 biombo
Máscara descartável
PROCEDIMENTO
Lavar as mãos e reunir o material1.
Identificar o paciente e explicar o procedimento2.
Promover privacidade com biombo3.
Posicionar em decúbito lateral esquerdo (posição de 
Sims)
4.
Calçar luvas e lubrificar a sonda5.
Afastar os glúteos e visualizar o ânus6.
Solicitar inspiração profunda e introduzir sonda (5-
10cm)
7.
Avaliar eficácia e fazer anotações necessárias8.
LAVAGEM INTESTINAL (ENTEROCLISMA)
A lavagem intestinal, também conhecida como enteroclisma, é a introdução de certa quantidade 
de líquido para o intestino através da sonda retal.
INDICAÇÕES:
Distensão abdominal e flatulência
Constipação intestinal
Preparo para cirurgia
Tratamento intestinal
Preparo para radiografia
MATERIAIS PARA LAVAGEM INTESTINAL
SOLUÇÕES
Solução para enteroclisma (glicerina), aquecida ou 
gelada conforme indicação médica
EQUIPAMENTOS
Sonda retal de tamanho adequado, equipo de soro, 
suporte de soro
PROTEÇÃO
Luva de procedimento, biombo, forro
HIGIENE
Gaze, xilocaína gel, papel higiênico, comadre
Todos os materiais devem ser preparados antes de iniciar o procedimento, garantindo que o processo ocorra de forma segura 
e eficiente para o paciente.
TÉCNICA DE LAVAGEM INTESTINAL
PREPARAÇÃO
Reunir material, lavar mãos, explicar 
procedimento, posicionar biombo, preparar solução 
e comadre. POSICIONAMENTO
Colocar paciente em posição de sims, proteger cama 
com forro, adaptar equipo ao frasco e retirar ar.
INTRODUÇÃO
Calçar luvas, conectar sonda ao equipo, lubrificar 
sonda, separar prega interglútea, introduzir sonda 
(8-10cm). ADMINISTRAÇÃO
Abrir pinça do equipo, deixar solução correr, fechar 
pinça ao término, retirar sonda, orientar paciente a 
reter solução.FINALIZAÇÃO
Colocar paciente na comadre ou levá-lo ao banheiro, 
realizar higiene se necessário, organizar ambiente, 
anotar no prontuário.
FLEET ENEMA
O Fleet enema é a introdução de uma solução com volume 
até 500 ml no reto para a realização do esvaziamento 
intestinal.
OBJETIVOS:
Preparar o cliente para determinados exames
Remover fezes acumuladas
Aliviar casos de constipação
O procedimento segue técnica semelhante à lavagem 
intestinal, com algumas particularidades na 
administração da solução.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
COMPETÊNCIA 
PROFISSIONAL
Conforme a Resolução nº 
450/2013 do Cofen, a inserção de 
cateter vesical é função 
privativa do enfermeiro, devido 
aos conhecimentos científicos 
necessários e ao caráter invasivo 
do procedimento.
PREVENÇÃO DE 
COMPLICAÇÕES
A correta execução das técnicas 
de sondagem e os cuidados 
adequados são fundamentais 
para prevenir complicações 
como infecções, lesões e 
obstruções.
DOCUMENTAÇÃO
Registrar detalhadamente todos 
os procedimentos realizados, 
características das eliminações e 
intercorrências no prontuário 
do paciente é essencial para a 
continuidade do cuidado.
O SUCESSO DO CUIDADO ESTÁ NAS MÃOS DE QUEM CONHECE O 
PROCEDIMENTO!

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