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EDIÇÃO 2024-2025-2026 M AN UA L D O ED UC AD O R FO RM AÇ ÃO C ON TI NU AD A PREÇO GARANTIDO POR 8 ANOS: 2018 • 2019 • 2020 • 2021 • 2022 • 2023 • 2024 • 2025 DE 1º DE SETEMBRO DE 2017 ATÉ 31 DE AGOSTO DE 2025. KIT A – 3o ANO 11 Livros: Língua Portuguesa + Matemática + História + Geografia + Ciências + Cidadania Moral e Ética + Gramática + Chega de extinção + O dilema da caixa de lápis de cor + Solta os cabelos, Maria + Flora e o mundo encantado LIVRO DIÁRIO DO ALUNO. 11 livros = 720 páginas R$ 0,21 por página. R$ 151,20 PATENTEADO COM EXCLUSIVA METODOLOGIA DE ENSINO. INPI – BR 10 2020 000730 0 FORM ANDO CIDADÃOS • M ANUAL DO EDUCADOR • LÍNGUA PORTUGUESA•3 o ANO FC_ME_LinguaPortuguesa_3A_18mm_CCc.indd 1FC_ME_LinguaPortuguesa_3A_18mm_CCc.indd 1 03/05/2023 15:18:0203/05/2023 15:18:02 Maria Clara Medeiros ANO ENSINO FUNDAMENTAL 03 Língua Portuguesa Manual do Educador Formação Continuada FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 1FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 1 14/04/2023 15:30:1514/04/2023 15:30:15 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei no 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Fizeram-se todos os esforços para localizar os detentores dos direitos das fotos, das ilustrações e dos textos contidos neste livro. A Formando Cidadãos Editora pede desculpas se houve alguma omissão e, em edições futuras, terá prazer em incluir quaisquer créditos faltantes. Maria Clara Medeiros EDITORAS Isabela Nóbrega Márcia Regina Silva REVISÃO DE TEXTO Consultexto PROJETO GRÁFICO, ILUSTRAÇÕES, CAPA E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Mirai Design e Comunicação Ltda. IMAGENS VETORIAIS freepik.com shutterstock.com stock.adobe.com COORDENAÇÃO EDITORIAL DIREITOS RESERVADOS À MULTI MARCAS EDITORIAIS LTDA. Rua Neto Campelo Júnior, 37 Mustardinha - Recife/PE CEP: 50760-330 Fone: (81) 3447.1178 CNPJ: 00.726.498/0001-74 IE: 0214538-37 ISBN: 978-85-403-2027-7 5a edição Manual do Educador Formação Continuada Língua Portuguesa 3o ano - Ensino Fundamental FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 2FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 2 04/05/2023 10:44:3704/05/2023 10:44:37 Caro educador, cara educadora, O Manual do Educador Formando Cidadãos foi preparado pensando em facilitar a sua prática pedagógica. Por isso, dividimos o material em qua- tro unidades, cada uma com 10 semanas, em que será proposto um planeja- mento com sugestões para trabalhar em cada dia. O manual apresenta ainda sugestões de atividades, orientações di- dáticas, fundamentações, atividades lúdicas, além de sugerir as habilidades que devem ser trabalhadas em cada página do livro do aluno, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esperamos que aproveite esses recursos e que este ano seja de novas experiências. Grande abraço, Maria Clara Medeiros Apresentação FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 3FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 3 14/04/2023 15:30:1714/04/2023 15:30:17 7 9 11 12 16 17 33 34 38 39 40 41 42 43 44 45 48 49 50 53 54 55 56 60 62 63 64 65 66 67 68 74 76 77 78 83 84 85 86 92 94 95 96 99 100 101 102 104 105 106 112 113 114 115 116 117 118 121 122 123 124 128 130 131 Conhecendo o manual Estrutura do livro do aluno Sumário do livro do aluno Projetos de leitura Planejamento de aulas Fundamentação: Base Nacional Comum Curricular Unidade 1 Conteúdos da unidade e a BNCC 1a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: A minhoca Semana de adaptação Fundamentação: Proteger a emoção 2a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Trabalhando com símbolos Página do livro do aluno Fundamentação: Dificuldades de apren- dizagem, fracasso escolar e práticas pedagógicas 3a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Percepção de maiúsculas e minúsculas Páginas do livro do aluno Fundamentação: O que fazer e o que não fazer em sala de aula 4a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: O vogadio Páginas do livro do aluno Fundamentação: Operacionalização das teorias de Piaget e Vygotsky no ambiente escolar 5a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Ditado de desenho Semana de revisão Fundamentação: Os professores são vitais, mas a educação está doente 6a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Trava-línguas Páginas do livro do aluno Fundamentação: Discussão sobre dilemas morais 7a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Amarelinha Páginas do livro do aluno Fundamentação: A escola permite que a criança se aproprie da escrita? 8a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Brincadeira da batata quente Páginas do livro do aluno Fundamentação: O que caracteriza uma boa aula? 9a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Bingo com nomes e figuras Páginas do livro do aluno Fundamentação: Onde encontrar bons textos? 10a Semana – Grade semanal Trabalhando as emoções Semana de avaliação Fundamentação: Como despertar o gosto pela produção de texto Unidade 2 Conteúdos da unidade e a BNCC 11a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Contando histórias Página do livro do aluno Fundamentação: O que é interpretar? 12a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: 94 segundos / Stop Páginas do livro do aluno Fundamentação: Faço na prática o que prometo? 13a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Recorte de palavras Páginas do livro do aluno Fundamentação: A arte de ouvir 14a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Listas Sumário FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 4FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 4 14/04/2023 15:30:1714/04/2023 15:30:17 Páginas do livro do aluno Fundamentação: A arte de dialogar 15a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Parleando Semana de revisão Fundamentação: Literatura infantil 16a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Explorando cantigas de rodas Páginas do livro do aluno Fundamentação: Falhas comuns no professor 17a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Jogo da argola Páginas do livro do aluno Fundamentação: Interesse pela leitura – fatores a considerar 18a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Bê-a-bá Páginas do livro do aluno Fundamentação: Atividades de leitura em sala 19a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Comparação entre leitura e escrita Páginas do livro do aluno Fundamentação: O ato de ensinar e a condição humana 20a Semana – Grade semanal Trabalhando as emoções Semana de avaliação Fundamentação: Como trabalhar poesia com as crianças? Unidade 3 Conteúdos da unidade e a BNCC 21a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Desenhar em grupo Página do livro do aluno Fundamentação: Autoperfeição ou sentimento de honradez 22a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Estudo grafológico Páginas do livro do aluno Fundamentação: Na escola, tudo tem seu tempo 23a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Que comece pela letra... Páginas do livro do aluno Fundamentação: Ensinar a criança a saber de- monstrar seu agradecimento 24a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Utilize todas as letras Páginas do livro do aluno Fundamentação: A poesia para crianças 25a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Jogo de palavras Semana de revisão Fundamentação: Existem professores resilientes? 26a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: A palavra é… Páginas do livro do aluno Fundamentação: Patologias da linguagem 27a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Dinâmica das palavras Páginas do livro do aluno Fundamentação: Para educar em valores no ambiente escolar 132 138 140 141 142 143 144 145 146 154 156 157 158 164 166 167 168 176 178 179 180 184 186 187 188 190 191 192 196 197 198 199 200 201 202 206 208 209 210 212 214 215 216 222 224 225 226 227 228 229 230 234 236 237 238 240 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 5FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 5 04/05/2023 10:44:3704/05/2023 10:44:37 28a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Monta-palavras Páginas do livro do aluno Fundamentação: Como o professor deve agir em relação aos problemas patológicos da linguagem 29a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: A dança das cadeiras Páginas do livro do aluno Fundamentação: Princípio da proatividade 30a Semana – Grade semanal Trabalhando as emoções Semana de avaliação Fundamentação: Alunos resilientes podemestudar lado a lado com alunos comuns? Unidade 4 Conteúdos da unidade e a BNCC 31a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Jogo dos provérbios Página do livro do aluno Fundamentação: A preparação para as aulas 32a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Sons iguais Páginas do livro do aluno Fundamentação: A adequação dos temas à faixa etária 33a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Quem disse o quê? Página do livro do aluno Fundamentação: Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação 34a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Atravessando o rio Páginas do livro do aluno Fundamentação: Sala de aula: sonhos, magias e mazelas 35a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Responda rápido Semana de revisão Fundamentação: Refletindo acerca das origens do multiculturalismo como movimento teórico e prática social 242 243 244 249 250 251 252 259 260 261 262 264 265 266 270 271 272 273 274 275 276 280 282 283 284 285 286 287 288 294 296 297 298 299 36a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Jogo das frases Páginas do livro do aluno Fundamentação: Afetividade 37a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Nós sabemos português Páginas do livro do aluno Fundamentação: Missão: formar os leitores do futuro 38a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Jogo da memória com rimas Páginas do livro do aluno Fundamentação: Afetividade e aprendizagem: Con- tribuições da Teoria do Vínculo de Pichon-Rivière para as práticas pedagógicas 39a Semana – Grade semanal Atividade lúdica: Serpente caprichosa (cobra de papel) Páginas do livro do aluno Fundamentação: O educador e a educação 40a Semana – Grade semanal Trabalhando as emoções Semana de avaliação Fundamentação: Biblioteca não é depósito de livros 300 301 302 305 306 307 308 311 312 313 314 319 322 323 324 327 330 331 332 334 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 6FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 6 02/05/2023 17:28:2202/05/2023 17:28:22 Atividade lúdica Apresenta sugestões de atividades para explorar a integração e a socialização das pessoas por meio de propostas que focam na ludicidade e no conhe- cimento de seus próprios limites e possibilidades. Conteúdos da coleção e a BNCC Antes da abertura de cada unidade, serão apresen- tados os conteúdos didáticos, os objetos de conhe- cimento, as habilidades e as práticas de linguagem, que os alunos deverão demonstrar ao final do tra- balho em cada unidade. Assim, o educador poderá nortear as ações pedagógicas. Grade semanal Traz o planejamento semanal dos momentos em que cada área de conhecimento deverá ser traba- lhada. Inclusive apresenta breves orientações de atividades que poderão ser realizadas em sala de aula e a indicação das páginas do livro do aluno que deverão ser trabalhadas. Além disso, há espaço para registrar as datas correspondentes às semanas. Planejamento de aulas O planejamento de aulas foi pensado para 40 semanas com 5 dias letivos, totalizando 200 dias. Cada semana tem uma estrutura própria: grade semanal, atividade lúdica, páginas do livro do alu- no e suporte por meio de orientações didáticas e pedagógicas e sugestões de atividades. São apre- sentadas fundamentações ao longo do manual e, nas semanas de revisão e avaliação, sugestões de atividades para serem trabalhadas com os alunos. Projetos de leitura Compreender e respeitar a criança sabendo que, nesta fase da escolaridade, ela passa por várias situações, desenvolvendo-se de ouvinte, leitora, contadora à escritora, sendo essencial para iniciá- -la coerentemente no mundo letrado. Sumário do livro do aluno É apresentada a página com o sumário do livro do aluno para que o professor possa ter acesso ao conteúdo anual que será proposto para os alunos. Conhecendo o manual Este manual foi concebido para ser um material pedagógico que auxilie o trabalho de professores em sala de aula. Para isso, ele está organizado em: livro do aluno, sumário do livro do aluno e planejamento de aulas. Estrutura do livro do aluno Informações sobre a estrutura do livro do aluno, apontando tudo o que é necessário para o profes- sor explorá-lo da melhor maneira. A proposta de mediação da leitura dos livros de literatura que acompanham o livro didático é apre- sentada nesta seção, junto com a indicação de áreas envolvidas, temas transversais e atividades que pode- rão ser realizadas antes, durante e depois da leitura. Wayhome Studio / stock.adobe.com 7 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 7FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 7 14/04/2023 15:30:5414/04/2023 15:30:54 Páginas do manual Todo o manual contém páginas do livro do aluno reduzidas. Abaixo de cada página reduzida, são apresentadas orientações didáticas, pedagógicas ou sugestões de atividades relacionadas ao con- teúdo da página. Assim, materiais complementares com informações preciosas são disponibilizados para o educador. Inserimos também um boxe com as habilidades de aprendizagem e desenvolvimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas páginas que são contempladas com tais conteúdos. Fundamentação Os textos apresentados, em geral, têm caráter de formação, ou seja, foram selecionados para dar embasamento e segurança ao professor em rela- ção ao seu trabalho diário com as crianças. Atividades de avaliação Nas semanas de avaliação, preparamos sugestões de atividades para que cada aluno reflita sobre o que estudou na unidade. A reflexão sobre o próprio desempenho é um meio eficiente para o aluno aprender a identificar e corrigir seus erros e, para isso, o papel do professor é fundamental. Atividades de revisão Nas semanas de revisão, preparamos algumas atividades referentes aos conteúdos trabalhados para o professor trabalhar em sala de aula, caso queira aprimorar os conteúdos com seus alunos. Abertura da semana São apresentadas as páginas do livro do aluno propostas para serem trabalhadas ao longo da semana. Esta seção acompanha orientações didáticas para cada dia. 8 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 8FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 8 09/05/2023 16:41:5009/05/2023 16:41:50 Textos didáticos São textos explicativos que abordam os assuntos de ma- neira simples, clara e objetiva. Título Localiza-se, em geral, antes da apresentação de algum conteúdo específico que será trabalhado. O livro do aluno está organizado com elementos gráficos específicos: títulos, textos didáticos, atividades, comandos, boxes e imagens. Estrutura do livro do aluno Comandos No início de cada atividade, são apresentados comandos que, em geral, iniciam com o verbo que orienta a realização da atividade proposta. Isso porque, ao ouvir ou ler o comando, a criança deverá identificar qual é a ação que se espera dela para que faça a atividade corretamente. Atividades Seção com propostas de atividades relacionadas aos conteúdos e assuntos que estão sendo traba- lhados, de maneira que a construção de conhe- cimento possa acontecer por meio de sugestões literais, inferenciais e de opinião própria. 2 2 2 2 1 1 1 1 9 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 9FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 9 02/05/2023 17:28:2402/05/2023 17:28:24 Páginas do aluno As páginas do livro do aluno aparecerão, ao longo do ma- nual, com as respostas. Livro de Atividades de Reforço Este livro é composto de atividades extras que servem para reforçar os conteúdos trabalhados nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemá- tica, Ciências, História e Geografia. Boxes Não têm localização predetermina- da na página, mas são destacados por cores, e, em geral, seu conteú- do corresponde aos temas e assun- tos complementares e vinculados ao conteúdo principal, podendo apresentar curiosidades e dicas. 2 3 3 2 1 1 A Coleção Formando Cidadãos, pensando em dinamizar suas aulas, preparou este material complementar para você. Trata-se de um recur- so visual que ajudará seus alunos na compreen- são e na memorização dos conteúdos propostos. A apresentação do material pode ser feita no início da aula, para despertar a curiosidade e a atenção do aluno para o que será trabalhado;pode ser em um momento intermediário, para explorar o que já foi mencionado; ou pode ser no final da aula, para reforçar todo o conteúdo abordado. Como cada educador tem a sua pró- pria dinâmica, você também pode criar outras possibilidades, da maneira mais adequada a cada turma. 10 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 10FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 10 14/04/2023 15:32:3514/04/2023 15:32:35 Sumário do livro do aluno 11 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 11FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 11 14/04/2023 15:33:0514/04/2023 15:33:05 Projetos de leitura Atividades antes da leitura • Realize um momento de lançamento de ideias a res- peito do título do livro. • Averigue o que os alunos imaginam que seja o tema central da história. • Converse com os alunos a respeito das causas da ex- tinção das espécies e da importância de preservarmos a vida dos animais para a manutenção do ecossistema. • Pergunte-lhes quais são os animais que conhecem e quais acham que estão em extinção; investigue se as crianças conhecem animais que vivem livres ou em ca- tiveiros ou se são criados como animais de estimação; depois, anote, na lousa, os nomes que forem surgindo. • Anote, na lousa ou em uma folha de papel ofício, as palavras-chave do debate para que, ao final da leitu- ra, os alunos possam fazer uma comparação entre as expectativas deles e o que a história narra. • Confeccione fantoches de animais para representar as personagens, para criar um momento mais lúdico na hora da história. Atividades durante a leitura • Solicite às crianças que ouçam a leitura com atenção e identifiquem cada personagem e as características deles. • Permita que os alunos interfiram na leitura sempre que necessário e expressem as suas opiniões a respeito do enredo. • Veja a possibilidade de realizar um segundo momen- to da leitura, agora inserindo os próprios alunos para representar as personagens. Atividades após a leitura • Peça aos alunos que falem com suas próprias pala- vras o que entenderam da história e trabalhe o tema da extinção, destacando a necessidade do respeito à natureza e aos animais, que foram criados para viver livres no seu hábitat. • Dê exemplos de como evitar a extinção e proponha à classe que produza algum tipo de arte que apresente esse tema, podendo ser uma pintura, uma canção, um cartaz, etc.; depois, oriente-os para uma apresentação a turmas de diferentes anos escolares, para difusão do conhecimento. • Confeccione, com os alunos, um álbum seriado com imagens e características de todos os animais que aparecem na história. • Inicie as atividades do caderno Trabalhando com a Literatura com as crianças. Reprodução Título: Chega de extinção Autora: Ilana Ventura Ilustradora: Vanessa Alexandre Resumo: Enzo amava os animais e a natureza. Gosta- va de estar na fazenda do avô Juvenal. Lá, existiam vários bichos soltos que viviam bem felizes. E foi na fazenda que algo inusitado aconteceu: Enzo foi convocado por alguém bem diferente e falante para ajudar os animais em extinção. Uma aventura que você precisa conhecer! Vamos lá?! Chega de extinção 12 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 12FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 12 14/04/2023 15:33:0614/04/2023 15:33:06 Atividades antes da leitura • Peça, antecipadamente à aula, que as crianças façam um desenho de algo de que gostam muito e exponham- -no no mural da sala. Pergunte se alguém gosta de desenhar e quais são as cores preferidas de cada um. • Introduza o assunto da história, apresentando a capa e o resumo para despertar a curiosidade nos alunos. Aproveite a oportunidade para solicitar que levantem hipóteses sobre a história do livro. • Deixe seus alunos terem contato direto com o livro para que observem as ilustrações. Atividades durante a leitura • Oriente as crianças a acompanharem a leitura e observarem as ilustrações do livro à medida que a história é contada. • Debata sobre alguns trechos ou ilustrações do livro que mais chamaram a atenção da turma. • Permita que os alunos analisem as características de cada personagem da história e peça-lhes que comen- tem se conhecem alguma pessoa com características semelhantes às daquelas personagens. • Identifique as personagens do livro. Fale como deve- mos respeitar as diferenças e respeitar a nós mesmos. Atividades após a leitura • Solicite aos alunos que debatam a respeito da narra- tiva, chamando a atenção para a explicação de Malu sobre todos serem iguais e os tons de pele serem diver- sos e para o aprendizado de Heitor, que passou a pintar as pessoas com muitas cores. • Faça uma ligação da história com a vida real. • Espalhe os lápis de cor na sala e peça aos alunos para desenharem e pintarem a si mesmos com as cores de que mais gostam ou que se assemelham a eles. • Incentive a confecção de um álbum coletivo no qual deverá conter fotos de todos os alunos da turma. Frisar que, regularmente, deverá ser atualizado. • Inicie as atividades do caderno Trabalhando com a Literatura com as crianças. Reprodução Título: O dilema da caixa de lápis de cor Autora: Patrícia Lins Ilustradora: Jacquie Lima Resumo: Este livro conta uma história que se pas- sou dentro da sala de Arte. Tudo estava tranquilo até o momento em que Heitor pede que sua amiga lhe passe o lápis cor de pele. A partir desse momen- to, a sala toda se envolve na busca pelo lápis cor de pele. Com uma linguagem leve e envolvente, a autora promove uma reflexão sobre quantas cores a pele pode ter. O dilema da caixa de lápis de cor 13 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 13FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 13 14/04/2023 15:33:2014/04/2023 15:33:20 • Depois, monte, com eles, um painel com as fotogra- fias das mulheres negras e alguns elementos oriundos da cultura africana, como adereços de cabelo e peças de vestuário, para que percebam nos detalhes a beleza de cada peça. Atividades após a leitura • Promova uma rodinha de conversa em que as crianças possam reconstruir a história e permita que elas se ex- pressem, deixando-as livres para expor suas opiniões e sentimentos em relação ao que foi contado. • Converse sobre as atitudes de Maria na história e peça que os alunos comparem com situações vivenciadas no cotidiano. • Converse com os alunos sobre a importância de ser- mos diferentes uns dos outros e sobre a valorização de cada pessoa, respeitando suas características particu- lares e seu modo de viver. • Inicie as atividades do caderno Trabalhando com a Literatura com as crianças. Atividades antes da leitura • Peça que as crianças manuseiem o livro e observem as ilustrações com bastante atenção, formulando hipóteses a respeito do que será lido e dos elementos presentes na narrativa. • Proponha um pequeno debate sobre o título do livro, deixando que falem sobre o que imaginam que aconte- cerá na história. Aproveite a oportunidade para enfa- tizar a importância da cultura africana enraizada no nosso país. • Apresente a personagem principal da história. Atividades durante a leitura • Realize uma leitura pausada e com boa entonação para chamar a atenção das crianças. • Estimule os alunos a identificarem as características das personagens da história. • Durante a leitura, traga fotografias das mulheres negras que são citadas no livro para que os alunos possam identificá-las. Mostre-as explicando quem são cada uma e qual papel desempenham (ou já desempe- nharam) no nosso país. Título: Solta os cabelos, Maria Autora: Kitéria Silva Ilustrador: Cadu Loureiro Resumo: Maria não conhecia a beleza em seus ca- belos crespos e sonhava em crescer para poder dei- xá-los lisos. Mas, depois de uma conversa marcante com sua professora, a menina se descobriu tão bela que passou a amar seus cabelos, e a força do seu sorriso passou a dar mais brilho à sua vida. Ela sol- tou seus cabelos como flores ao vento e seguiu feliz o seu caminho. Quer saber como tudo aconteceu? Leia esta encantadora história e descubra! Solta os cabelos, Maria Reprodução 14 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 14FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 14 14/04/2023 15:33:2114/04/2023 15:33:21Reprodução • Peça que as crianças observem as ilustrações, iden- tifiquem as personagens e as ações deles e comentem sobre as suas características ao longo da leitura. • Aborde, durante a história, a importância de preservar o meio ambiente em que vivemos para que possamos ter uma qualidade de vida melhor e um futuro. Atividades após a leitura • Peça que cada aluno escreva o que poderia fazer de bom para contribuir com o meio ambiente. • Proponha aos alunos a confecção de um livrinho de histórias em que cada um será autor de sua própria história; para isso, cada criança deverá criar o seu pró- prio mundo encantado e descrever o que deve existir no mundo em que gostariam de viver, como as persona- gens, os cenários, etc. • Inicie as atividades do caderno Trabalhando com a Literatura com as crianças. Atividades antes da leitura • Se possível, realize a leitura ao ar livre, em um espa- ço onde as crianças possam ter contato direto com a natureza. • Mostre a capa do livro e leia o seu título para as crianças, a fim de que elas comentem o que imaginam que será tratado na narrativa. • Apresente aos alunos imagens de vários tipos de flor, solicitando-lhes que digam o nome e a característi- ca de cada uma. Em seguida, pergunte aos alunos se possuem uma flor preferida. • Coloque, antes da história, uma música falando sobre a natureza e a amizade para que os alunos entrem no clima. Atividades durante a leitura • Faça a leitura pausadamente para que seja melhor compreendida. • Se possível, antecipadamente à aula, traga as flores citadas no livro, como jasmim, rosa e orquídea, e peça, ao longo da leitura, para os alunos sentirem o aroma de cada uma. Título: Flora e o mundo encantado Autor: René Câmara Ilustrador: Diego Santos Resumo: Como é ter um mundo encantado? O que é preciso para construí-lo? Às vezes, não é necessário ir muito longe. No nosso dia a dia, percebemos como as coisas estão carregadas de amor, mistério e fantasia. Flora e o mundo encantado apresenta Flora e Rosa, irmãs inseparáveis que adentram em um mundo de fantasia e imaginação com a leitura e que nos envolve em uma história fa- bulosa. Como é esse mundo cheio de encanto e de boniteza, com uma natureza viva e que nos leva a imaginar e a sentir como seria esse lugar incrível? Que tal descobrirmos juntos? Vamos embarcar no mundo encantado da imaginação de Flora e ver como o mundo da fantasia pode ser muito colorido e maravilhoso. Flora e o mundo encantado 15 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 15FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 15 14/04/2023 15:33:2214/04/2023 15:33:22 Planejamento de aulas Este manual foi pensado para ser um facilitador do seu trabalho, educador. Dividimos o planejamento de todos os livros em 40 semanas: 32 semanas com aulas, 4 semanas para revisões e 4 semanas para avaliações. Assim, sugerimos que as atividades sigam a seguinte sequência: Unidades Aulas AulasRevisão Avaliação 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana 4 semanas 1 semana1 2 3 4 fiz ke s / s to ck .a do be .c om 16 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 16FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 16 14/04/2023 15:33:2214/04/2023 15:33:22 Fundamentação Base Nacional Comum Curricular Língua Portuguesa O componente Língua Portuguesa da BNCC dialo ga com documentos e orientações curriculares produ zidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transforma ções das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tec nologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Assume- -se aqui a perspectiva enunciativo-discursiva de lin- guagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação inte rindividual orientada para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práti cas sociais exis- tentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história” (BRASIL, 1998, p. 20). [...] Ao mesmo tempo que se fundamenta em concep- ções e conceitos já disseminados em outros docu- mentos e orientações curriculares e em contextos variados de formação de professores já relativamente conhecidos no ambiente escolar — tais como práticas de linguagem, discurso e gêneros discursivos/gêneros textuais, esferas/campos de circulação dos discursos —, considera as prá ticas contemporâneas de lingua- gem, sem o que a partici pação nas esferas da vida pública, do trabalho e pessoal pode se dar de forma desigual. Na esteira do que foi proposto nos Parâme- tros Curriculares Nacionais, o texto ganha centralida- de na definição dos conteúdos, habili dades e objeti- vos, considerado a partir de seu pertenci mento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/ campos sociais de atividade/comunicação/uso da linguagem. Os conhecimentos sobre os gêneros, sobre os textos, sobre a língua, sobre a norma-padrão, sobre as diferentes linguagens (semioses) devem ser mobilizados em favor do desenvolvimento das capacidades de leitura, produção e tratamento das linguagens, que, por sua vez, devem estar a serviço da ampliação das possibilidades de participação em práticas de diferentes esferas/campos de atividades humanas. [...] Ao componente Língua Portuguesa, cabe, então, pro- porcionar aos estudantes experiências que con tribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibi- litar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens. [...] Eis, então, a demanda que se coloca para a escola: contemplar de forma crítica essas novas práticas de linguagem e produções, não só na perspectiva de aten- der às muitas demandas sociais que convergem para um uso qualificado e ético das TDIC — necessário para o mundo do trabalho, para estudar, para a vida cotidia- na etc. —, mas de também fomentar o debate e outras demandas sociais que cercam essas práticas e usos. É preciso saber reconhecer os discursos de ódio, refletir sobre os limites entre liberdade de expressão e ataque a direitos, aprender a debater ideias, considerando posi- ções e argumentos contrários. [...] Sy da P ro du ct io ns / st oc k. ad ob e. co m 17 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 17FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 17 14/04/2023 15:33:2314/04/2023 15:33:23 O Eixo Leitura compreende as práticas de lingua- gem que decorrem da interação ativa do leitor/ouvinte/ espectador com os textos escritos, orais e multissemió- ticos e de sua interpretação, sendo exemplos as leitu- ras para: fruição estética de textos e obras literárias; pesquisa e embasamento de trabalhos escolares e acadêmicos; realização de procedimentos; conhecimen- to, discussão e debate sobre temas sociais relevantes; sustentar a reivin dicação de algo no contexto de atua- ção da vida pública; ter mais conhecimento que permita o desenvolvimento de projetos pessoais; dentre outras possibilidades. Leitura, no contexto da BNCC, é tomada em um sen- tido mais amplo, dizendo respeito não somente ao texto escrito, mas também a imagens estáticas (foto, pintura, desenho, esquema, gráfico, diagrama) ou em movimen- to (filmes, vídeos etc.) e ao som (música), que acompa- nha e cossignifica em muitos gêneros digitais. [...] O Eixo da Produção de Textos compreende as práticas de linguagem relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) dos textos escritos, orais e multissemióticos, com diferentes finalidades e projetos enunciativos, como, por exemplo, construir um álbum de personagens famosas, de heróis/heroínas ou de vilões ou vilãs; produzir um almanaque que retrate as práti- cas culturais da comunidade; narrar fatos cotidianos, de forma crítica, lírica ou bem-humorada em uma crônica; comentar e indicar diferentes produções culturais por meio de resenhas ou de playlists comentadas; descre- ver, avaliar e recomendar (ounão) um game em uma resenha, gameplay ou vlog; escrever verbetes de curio- sidades científicas; sistematizar dados de um estudo em um relatório ou relato multimidiático de campo; divulgar conhecimentos específicos por meio de um verbete de enciclopédia digital colaborativa; relatar fatos relevantes para a comunidade em notícias; cobrir acontecimentos ou levantar dados relevantes para a comunidade em uma reportagem; expressar posição em uma carta de leitor ou artigo de opinião; denun- ciar situações de desrespeito aos direitos por meio de fotorreportagem, fotodenúncia, poema, lambe-lambe, microrroteiro; dentre outros. [...] O Eixo da Oralidade compreende as práticas de lin guagem que ocorrem em situação oral com ou sem con tato face a face, como aula dialogada, webconfe- rência, mensagem gravada, spot de campanha, jingle, seminá rio, debate, programa de rádio, entrevista, de- clamação de poemas (com ou sem efeitos sonoros), peça teatral, apresentação de cantigas e canções, playlist comen tada de músicas, vlog de game, conta- ção de histórias, diferentes tipos de podcast e vídeo, dentre outras. Envolve também a oralização de textos em situações socialmente significativas e interações e discussões envolvendo temáticas e outras dimensões linguísticas do trabalho nos diferentes campos de atuação. Pi xe l- Sh ot / Sh ut te rs to ck .c om 18 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 18FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 18 14/04/2023 15:33:3514/04/2023 15:33:35 [...] O Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemió- ticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas de composição dos textos, determinadas pelos gêneros (orais, escritos e multissemióticos) e pela situação de produção, seja no que se refere aos estilos adotados nos textos, com forte impacto nos efeitos de sentido. Assim, no que diz respeito à linguagem verbal oral e escrita, as formas de composição dos textos dizem respeito à coesão, coerência e organização da progressão temática dos textos, influenciadas pela organização típica (for- ma de composição) do gênero em questão. No caso de textos orais, essa análise envolverá também os elemen- tos pró prios da fala — como ritmo, altura, intensidade, clareza de articulação, variedade linguística adotada, estilização etc. —, assim como os elementos paralin- guísticos e cinési cos — postura, expressão facial, ges- tualidade etc. No que tange ao estilo, serão levadas em conta as escolhas de léxico e de variedade linguística ou estilização e alguns mecanismos sintáticos e morfológi- cos, de acordo com a situação de produção, a forma e o estilo de gênero. [...] Os conhecimentos grafofônicos, ortográficos, le- xicais, morfológicos, sintáticos, textuais, discursivos, sociolinguísticos e semióticos que operam nas análises linguísticas e semióticas necessárias à compreensão e à produção de linguagens estarão, concomitantemen- te, sendo construídos durante o Ensino Fundamental. As sim, as práticas de leitura/escuta e de produção de textos orais, escritos e multissemióticos oportunizam situações de reflexão sobre a língua e as linguagens de uma forma geral, em que essas descrições, conceitos e regras ope ram e nas quais serão concomitantemente construídos: comparação entre definições que permitam observar di ferenças de recortes e ênfases na formula- ção de concei tos e regras; comparação de diferentes formas de dizer “a mesma coisa” e análise dos efeitos de sentido que essas formas podem trazer/suscitar; exploração dos modos de significar dos diferentes siste- mas semióticos etc. Cabem também reflexões sobre os fenômenos da mudança linguística e da variação linguística, inerentes a qualquer sistema linguístico e que podem ser obser- vados em quaisquer níveis de análise. Em especial, as variedades linguísticas devem ser objeto de reflexão, e o valor social atribuído às variedades de prestígio e às variedades estigmatizadas, que está relacionado a preconceitos sociais, deve ser tematizado. [...] Como já destacado, os eixos apresentados relacio- nam-se com práticas de linguagem situadas. Em função disso, outra categoria organizadora do currícu- lo que se articula com as práticas são os campos de atuação em que essas práticas se realizam. Assim, na BNCC, a organização das práticas de linguagem (lei- tura de tex tos, produção de textos, oralidade e análise linguística/semiótica) por campos de atuação aponta para a im portância da contextualização do conheci- mento escolar, para a ideia de que essas práticas de- rivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situa das em contextos significativos para os estudantes. São cinco os campos de atuação considerados: Cam- po da vida cotidiana (somente anos iniciais), Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pes- quisa, Campo jornalístico/midiático e Campo de atuação na vida pública, sendo que esses dois últimos aparecem fundidos nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com a denominação Campo da vida pública: Anos iniciais Anos finais Campo da vida cotidiana - Campo artístico-literário Campo artístico-literário Campo das práticas de estudo e pesquisa Campo das práticas de estudo e pesquisa Campo da vida pública Campo jornalístico-midiático Campo de atuação na vida pública 19 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 19FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 19 14/04/2023 15:33:3514/04/2023 15:33:35 Competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sen- sível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação co- municativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.). Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos e continuar aprendendo. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o po- tencial transformador e humanizador da experiência com a literatura. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos. 1 3 2 4 5 6 7 8 9 10 20 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 20FC_ME3F PORT_UN 1.indd 20 14/04/2023 15:33:3614/04/2023 15:33:36 Língua Portuguesa no Ensino Fundamental — Anos Iniciais: práticas de linguagem, objetos de conhecimento e habilidades No Ensino Fundamental — Anos Iniciais, aprofun- dam-se as experiências com a língua oral e escrita, já iniciadas na família e na Educação Infantil. Assim, no Ensino Fundamental — Anos Iniciais, no eixo Oralidade, aprofundam-se o conhecimento e o uso da língua oral, as características de interações discur- sivas e as estratégias de fala e escuta em intercâmbios orais; no Análise Linguística/Semiótica, sistematiza- -se a alfabetização, particularmente nos dois primeiros anos, e desenvolvem-se, ao longo dos três anos se- guintes, a observação das regularidades e a análise do funcionamento da língua e de outras linguagens e seus efeitos nos discursos; no eixo Leitura/Escuta, amplia-se o letramento, por meio da progressiva incorporação de estratégias de leitura em textos de nível de complexida- de crescente, assim como no eixo Produção de Textos, pela progressiva incorporação de estratégias de produ- ção de textos de diferentes gêneros textuais. As diversas práticas letradas em que o aluno já se inseriu na sua vida social mais ampla, assim como na Educação Infantil, tais como cantar cantigas e re- citar parlendas e quadrinhas, ouvir e recontar contos, seguir regras de jogos e receitas, jogar games, relatar experiências e experimentos, serão progressivamente intensificadas e complexificadas, na direção de gêneros secundários com textos mais complexos. Preserva-se, nesses eventos de letramento, mesmo em situação escolar, sua inserção na vida, como práti- cas situadas em eventos motivados, embora se preserve também a análise de aspectos desses enunciados orais e escritos que viabilizam a consciência e o aperfeiçoa- mento de práticas situadas. Luis Louro / Shutterstock.com 21 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 21FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 21 14/04/2023 15:33:3614/04/2023 15:33:36 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Reconstrução das condições de produção e recepção de textos (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. Estratégia de leitura (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressu- posições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como so- bre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos ex- pressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Planejamento de texto (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. Revisão de textos (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a cola- boração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. Edição de textos (EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. Utilização de tecnologia digital (EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis. Oralidade Oralidade pública/Inter- câmbio conversacional em sala de aula (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocu- pando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Escuta atenta (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulan- do perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Características da conversação espontânea (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor. LÍNGUA PORTUGUESA – 1o AO 5o ANO 22 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 22FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 22 14/04/2023 15:33:3614/04/2023 15:33:36 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Oralidade Aspectos não linguísticos (paralinguísticos) no ato da fala (EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísti- cos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz. Relato oral/Registro formal e informal (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contex- tos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). CAMPO DA VIDA COTIDIANA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças, adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, escolar, cultural e profissional. Alguns gêneros textuais deste campo: agendas, listas, bilhetes, recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários, receitas, regras de jogos e brincadeiras. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Leitura de imagens em narrativas visuais (EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos da diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências estéticas. Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas, contos, crônicas, canção, poemas, poemas visuais, cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/car- tum, dentre outros. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Formação do leitor literário (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. Leitura colaborativa e autônoma (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrati- vos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas. Apreciação estética/Estilo (EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagrama- ção das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais. Formação do leitor literário/ Leitura multissemiótica (EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. Oralidade Contagem de histórias (EF15LP19)Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor. 23 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 23FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 23 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 LÍNGUA PORTUGUESA - 3O AO 5O ANO PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Decodificação/Fluência de leitura (EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com auto- nomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado. Formação de leitor (EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e com- partilhando com os colegas sua opinião, após a leitura. Compreensão (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. Estratégia de leitura (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Construção do sistema alfabético/Convenções da escrita (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. Construção do sistema al- fabético/Estabelecimento de relações anafóricas na referenciação e construção da coesão (EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropria- do ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade. Planejamento de texto/ Progressão temática e paragrafação (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segun- do as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. Oralidade Forma de composição de gêneros orais (EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.). Variação linguística (EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regio- nais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos. Análise linguísti- ca/semiótica (Ortografização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondên- cias regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). (EF04LP01) Grafar pala- vras utilizando regras de correspondência fonema- -grafema regulares diretas e contextuais. (EF05LP01) Grafar pala- vras utilizando regras de correspondência fonema- -grafema regulares, con- textuais e morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. 24 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 24FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 24 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Construção do siste- ma alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identifi- cando que existem vogais em todas as sílabas. (EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a combinação VV (ditongo) é reduzida na língua oral (ai, ei, ou). (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema. Conhecimento do alfabeto do portu- guês do Brasil/Ordem alfabética/Polissemia (EF04LP03) Localizar pa- lavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significa- do mais plausível para o contexto que deu origem à consulta. (EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados ter- mos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual. Conhecimento das diversas grafias do alfabeto/Acentuação (EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circun- flexo) em monossílabos tônicos terminados em a, e, o e em palavras oxíto- nas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s. (EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou cir- cunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s). (EF05LP03) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Segmentação de palavras/Classificação de palavras por número de sílabas (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando- -as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. Construção do sistema alfabético (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em pala- vras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Pontuação (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão. (EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto-final, de interroga- ção, de exclamação, dois- -pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em separação de vocativo e de aposto. (EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgu- la, ponto e vírgula, dois- -pontos e reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. 25 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 25FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 25 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO TODOS OS CAMPOS DE ATUAÇÃO Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Morfologia/ Morfossintaxe (EF05LP05) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. (EF04LP06) Identificar em textos e usar na pro- dução textual a concor- dância entre substantivo ou pronome pessoal e ver- bo (concordância verbal). (EF05LP06) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pessoais/nomes sujeitos da oração. Morfossintaxe (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos. (EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo,substantivo e adjetivo (concordância no grupo nominal). Morfologia (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico. (EF05LP07) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade. (EF03LP10) Reconhe- cer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de verbos, utilizando- -os para compreender palavras e para formar novas palavras. (EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regula- res morfológicas). (EF05LP08) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. CAMPO DA VIDA COTIDIANA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, próprias de atividades vivenciadas cotidiana- mente por crianças, adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, escolar, cultural e profissional. Alguns gêneros textuais deste campo: agendas, listas, bilhetes, recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários, receitas, regras de jogos e brincadeiras. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Compreensão em leitura (EF03LP11) Ler e com- preender, com autonomia, textos injuntivos instru- cionais (receitas, instru- ções de montagem, etc.), com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, ima- gens e recursos gráfico- -visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP09) Ler e com- preender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as conven- ções do gênero (campos, itens elencados, medidas de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. (EF05LP09) Ler e com- preender, com autonomia, textos instrucional de regras de jogo, dentre ou- tros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. 26 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 26FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 26 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO CAMPO DA VIDA COTIDIANA Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Compreensão em leitura (EF03LP12) Ler e com- preender, com autonomia, cartas pessoais e diários, com expressão de senti- mentos e opiniões, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acor- do com as convenções do gênero carta e consideran- do a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP10) Ler e com- preender, com autono- mia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. (EF05LP10) Ler e com- preender, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do campo da vida coti- diana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalida- de do texto. Produção de textos (escrita comparti- lhada e autônoma) Escrita colaborativa (EF03LP13) Planejar e produzir cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as conven- ções dos gêneros carta e diário e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP11) Planejar e produzir, com autono- mia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. (EF05LP11) Registrar, com autonomia, anedotas, piadas e cartuns, dentre outros gêneros do cam- po da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto. Escrita (comparti- lhada e autônoma) Escrita colaborativa (EF03LP14) Planejar e produzir textos injunti- vos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclan- do palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF05LP12) Planejar e produzir, com autonomia, textos instrucionais de re- gras de jogo, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e a finalida- de do texto. Oralidade Produção de texto oral (EF03LP15) Assistir, em vídeo digital, a programa de culinária infantil e, a partir dele, planejar e produzir receitas em áudio ou vídeo. (EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produ- zir tutoriais em áudio ou vídeo. (EF05LP13) Assistir, em vídeo digital, a postagem de vlog infantil de críticas de brinquedos e livros de literatura infantil e, a partir dele, planejar e produzir resenhas digitais em áudio ou vídeo. 27 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 27FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 27 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO CAMPO DA VIDA COTIDIANA Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Forma de composição do texto (EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem, digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (ver- bos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e a diagramação específica dos textos desses gêneros (lista de ingredientes ou materiais e instruções de execução – “modo de fazer”). (EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperati- vos, indicação de passos a ser seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/ apresentação de materiais e instruções/pas- sos de jogo). (EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos de resenha crítica de brinque- dos ou livros de literatura infantil, a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto). (EF03LP17) Identificar e reproduzir, em gêneros epistolares e diários, a formatação própria desses textos (relatos de acon- tecimentos, expressão de vivências, emoções, opiniões ou críticas) e a diagramação específica dos textos desses gêneros (data, saudação, corpo do texto, despedida, assinatura). CAMPO DA VIDA PÚBLICA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura e escrita, especialmente de textos das esfe- ras jornalística, publicitária, política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam a cidadania e o exercício de direitos. Alguns gêneros textuais deste campo: notas; álbuns noticiosos; notícias; reportagens; cartas do leitor (revista infantil); comentários em sites para criança; textos de campanhas de conscientização; Estatuto da Criança e do Adolescente; abaixo-assinados; cartas de reclama- ção, regras e regulamentos. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Compreensão em leitura (EF03LP18) Ler e com- preender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas de leitor e de reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, partici- pantes, local e momento/ tempo da ocorrênciado fato noticiado. (EF05LP15) Ler/assistir e compreender, com autono- mia, notícias, reportagens, vídeos em vlogs argu- mentativos, dentre outros gêneros do campo político- -cidadão, de acordo com as convenções dos gêneros e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publicitários e de propaganda, como elemen- tos de convencimento. (EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jorna- lísticos, publicitários etc.). (EF05LP16) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre qual é mais confiável e por quê. 28 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 28FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 28 14/04/2023 15:33:3714/04/2023 15:33:37 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO CAMPO DA VIDA PÚBLICA Produção de textos (escrita comparti- lhada e autônoma) Escrita colaborativa (EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veícu- los da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou de reclamação a jornais ou revistas), dentre outros gê- neros do campo político- -cidadão, com opiniões e críticas, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP16) Produzir notí- cias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digi- tais ou impressas, para o jornal da escola, notician- do os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as conven- ções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF05LP17) Produzir roteiro para edição de uma reportagem digital sobre temas de interes- se da turma, a partir de buscas de informações, imagens, áudios e vídeos na internet, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destina- dos ao público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, ima- gens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação). (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situa- ções vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. Oralidade Planejamento e produção de texto (EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áu- dio ou vídeo, considerando a situação comunicativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos. (EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando- -se por roteiro ou texto e demonstrando conhe- cimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista. (EF05LP18) Roteirizar, produzir e editar vídeo para vlogs argumenta- tivos sobre produtos de mídia para público infantil (filmes, desenhos anima- dos, HQs, games etc.), com base em conhecimentos sobre os mesmos, de acordo com as convenções do gênero e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto. Produção de texto (EF05LP19) Argumentar oralmente sobre acon- tecimentos de interesse social, com base em conhecimentos sobre fatos divulgados em TV, rádio, mídia impressa e digital, respeitando pontos de vista diferentes. 29 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 29FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 29 14/04/2023 15:33:3814/04/2023 15:33:38 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) Forma de composição dos textos (EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou im- pressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais. (EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas di- rigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou de reclama- ção a jornais ou revistas), digitais ou impressas. (EF05LP20) Analisar a validade e força de argu- mentos em argumentações sobre produtos de mídia para público infantil (fil- mes, desenhos animados, HQs, games, etc.), com base em conhecimentos sobre os mesmos. (EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corpo- ral de âncoras de jornais radiofônicos ou televisi- vos e de entrevistadores/ entrevistados. (EF05LP21) Analisar o padrão entonacional, a expressão facial e corporal e as escolhas de variedade e registro linguísticos de vloggers de vlogs opinati- vos ou argumentativos. CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura/escrita que pos- sibilitem conhecer os textos expositivos e argumentativos, a linguagem e as práticas relacionadas ao estudo, à pesquisa e à divul- gação científica, favorecendo a aprendizagem dentro e fora da escola. Alguns gêneros deste campo em mídia impressa ou digital: enunciados de tarefas escolares; relatos de experimentos; quadros; gráficos; tabelas; infográficos; diagramas; entrevistas; notas de divulgação científica; verbetes de enciclopédia. Leitura/Escuta (compartilhada e autônoma) Compreensão em leitura (EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com autono- mia, relatos de observações e de pesquisas em fontes de informações, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF04LP19) Ler e com- preender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF05LP22) Ler e com- preender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informa- ções semânticas. Imagens analíticas em textos (EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas em textos, como forma de apresentação de dados e informações. (EF05LP23) Comparar informações apresentadas em gráficos ou tabelas. Pesquisa (EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Produção de textos (EF03LP25) Planejar e produzir textos para apre- sentar resultados de ob- servações e de pesquisas em fontes de informações, incluindo, quando perti- nente, imagens, diagramas e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. (EF04LP21) Planejar e pro- duzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, ima- gens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF05LP24) Planejar e produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, in- cluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. 30 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 30FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 30 14/04/2023 15:33:3814/04/2023 15:33:38 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA Produção de textos (escrita comparti- lhada e autônoma) Escrita autônoma (EF04LP22) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de enciclopédia infantil,digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/as- sunto/finalidade do texto. (EF05LP25) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de dicionário, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto. Oralidade Escuta de textos orais (EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Compreensão de textos orais (EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposi- ções, apresentações e palestras. Planejamento de texto oral Exposição oral (EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas, etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) Forma de composição dos textos Adequação do texto às normas de escrita (EF03LP26) Identificar e reproduzir, em relatórios de observação e pesquisa, a formatação e diagra- mação específica desses gêneros (passos ou listas de itens, tabelas, ilustra- ções, gráficos, resumo dos resultados), inclusive em suas versões orais. (EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, conhe- cimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, conven- ções de escrita de citações, pontuação (ponto-final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas. Forma de composição dos textos Coesão e articuladores (EF04LP23) Identificar e reproduzir, em verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica desse gênero (título do verbete, defini- ção, detalhamento, curio- sidades), considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto. (EF05LP27) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de rela- ções de sentido (tempo, causa, oposição, con- clusão, comparação), com nível adequado de informatividade. Forma de composição dos textos Adequação do texto às normas de escrita (EF04LP24) Identificar e reproduzir, em seu formato, tabelas, diagramas e grá- ficos em relatórios de ob- servação e pesquisa, como forma de apresentação de dados e informações. CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, fruição e produção de textos literários e artísticos, representativos da diversidade cultural e linguística, que favoreçam experiências estéticas. Alguns gêneros deste campo: lendas, mitos, fábulas, contos, crônicas, canção, poemas, poemas visuais, cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/cartum, dentre outros. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Formação do leitor literário (EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. 31 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 31FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 31 14/04/2023 15:33:3814/04/2023 15:33:38 PRÁTICAS DE LINGUAGEM OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES 3O ANO 4O ANO 5O ANO CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO Leitura/escuta (compar- tilhada e autônoma) Formação do lei- tor literário/Leitura multissemiótica (EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto. Apreciação estética/ Estilo (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, ali- terações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrãos e seu efeito de sentido. Textos dramáticos (EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio de diálogos entre personagens e marcadores das falas das personagens e de cena. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Escrita autônoma e compartilhada (EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens. (EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura nar- rativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. Escrita autônoma (EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explo- rando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros. Oralidade Declamação (EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas. Performances orais (EF03LP27) Recitar cor- del e cantar repentes e emboladas, observando as rimas e obedecendo ao ritmo e à melodia. (EF04LP25) Representar cenas de textos dra- máticos, reproduzindo as falas das persona- gens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor. Análise linguística/se- miótica (Ortografização) Formas de composição de narrativas (EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas. Discurso direto e indireto (EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso. Forma de composição de textos poéticos (EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas. Forma de composição de textos poéticos visuais (EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o formato, a distribuição e a diagramação das letras do texto na página. (EF05LP28) Observar, em ciberpoemas e mini- contos infantis em mídia digital, os recursos mul- tissemióticos presentes nesses textos digitais. Forma de composição de textos dramáticos (EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos, marcadores das falas das personagens e de cena. 32 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 32FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 32 14/04/2023 15:33:3814/04/2023 15:33:38 Dicas para professores Torne este momento de sua carreira em uma experiên- cia rica Conheça os seus alunos Lecionar não é somente entrar na sala de aula e passar o conteúdo de um livro. Pelo contrário, é um momento de conexão entre você e os seus alunos. Conhecê-los e saber das dificuldades de cada um lhe mostrará a melhor for- ma de trabalhar com eles e de adaptar o plano de ensino. 1. Conheça os seus alunos. Lecionar não é somente entrar na sala de aula e passar o conteúdo de um livro. 2. Não pare de estudar. 3. Você não é o detentor do conhecimento. 4. Explore novas metodologias. 5. Descanse. Disponível em: https://tribunapr.uol.com.br/conteudo. Acesso em: 12 abr. 2023. O que vamos estudar: • Leitura do texto: O pavão e a garça • Gramática: Alfabeto: maiúsculo e minúsculo • Ortografia: Palavras com g e j • Leitura do texto: Cidadania • Gramática: Letras e sons • Ortografia: Palavras com e e i • Leitura do texto: Post • Gramática: Encontro vocálico • Ortografia: Palavras com o e u • Leitura do texto: Rótulo • Gramática: Encontro consonantal e dígrafo • Ortografia: Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr 33 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 33FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 33 02/05/2023 17:28:2802/05/2023 17:28:28 Conteúdos da unidade e a BNCC Unidade 1 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura de imagem • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Oralidade • Estratégia de leitura • Oralidade pública/Inter- câmbio conversacionalem sala de aula (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico -visuais em textos multissemióticos. (EF15LP09) Expressar-se em situa- ções de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Leitura do texto: O pa- vão e a garça • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Leitura colaborativa e autônoma • Compreensão • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP16) Ler e compreender, em cola- boração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. Gramática: Alfabeto: maiúsculo e minúsculo • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamen- te palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 34 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 34FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 34 14/04/2023 15:33:4214/04/2023 15:33:42 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Ortografia: Palavras com g e j • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP13) Memorizar a grafia de pala- vras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema. Leitura do texto: Cidadania • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Oralidade • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Apreciação estética/Estilo • Declamação • Compreensão • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido. (EF35LP28) Declamar poemas, com entona- ção, postura e interpretação adequadas. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Gramática: Letras e sons • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Leitura de imagens em narrativas visuais • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP14) Construir o sentido de histó- rias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando re- cursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalida- de (til, m, n). (EF35LP13) Memorizar a grafia de pala- vras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema. Ortografia: Palavras com e e i • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalida- de (til, m, n). 35 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 35FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 35 14/04/2023 15:33:4214/04/2023 15:33:42 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: Post • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Reconstrução das con- dições de produção e recepção de textos • Compreensão • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidia- namente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Gramática: Encontro vocálico • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamen- te palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. Ortografia: Palavras com o e u • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/ gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 36 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 36FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 36 14/04/2023 15:33:4314/04/2023 15:33:43 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: Rótulo • Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) • Produção de textos (escrita compartilha- da e autônoma) • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Compreensão em leitura • Escrita colaborativa • Compreensão • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publicitários e de propaganda, como elemen- tos de convencimento. (EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação). (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, de- monstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expres- sões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmen- te no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Gramática: Encontro consonantal e dígrafo • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identifican- do que existem vogais em todas as sílabas. (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. Ortografia: Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização)• Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identifican- do que existem vogais em todas as sílabas. Estudo do dicionário • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmen- te no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Trabalhando as emoções — — Nota: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto de competências gerais, que serve como um guia para o aprendizado das crianças e que deve ser desenvolvido de forma integrada ao currículo. 37 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 37FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 37 14/04/2023 15:33:4314/04/2023 15:33:43 a 1o dia Semana de adaptação. 2o dia Semana de adaptação. 3o dia Semana de adaptação. 4o dia Semana de adaptação. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 1ª Semana – Grade semanal 38 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 38FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 38 14/04/2023 15:33:4314/04/2023 15:33:43 Atividade lúdica A minhoca Objetivos: • Integrar a turma em um momento de descontração. • Proporcionar o estabelecimento da confiança entre os alunos e o professor. Material: • Sala ampla ou espaço aberto. Procedimentos: • Peça à turma que fique em pé. Oriente que seja formada uma fila indiana em que cada aluno deverá colocar as mãos, sem sol- tar no ombro do colega da frente. Peça que todos fechem os olhos e que o primeiro da fila fique de olhos abertos e conduza o grupo pelo espaço disponível. Caso o local permita, solicite ao condutor da fila que desça degraus, passe por portas e corredores; en- fim, tudo que possa sugerir “perigos” que serão vencidos pela confiança do grupo na pessoa que o conduz. Sugira a troca do condutor em algum momento durante o percurso. Prossiga a dinâmica pedindo aos alunos que digam como se sentiram sendo guiados pelos colegas e correlacione com a confiança que o grupo deposita no seu professor. Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2015/03/dinamicas-para- -sala-de-aula.html. Acesso em: 01/12/2022. 39 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 39FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 39 14/04/2023 15:37:0514/04/2023 15:37:05 Semana de adaptação Primeiro dia de aula (com balas ou jujubas) É importante conhecer o grupo com o qual vai trabalhar, e também é bom que os alunos se conheçam entre si. Esta dinâmica faz com que cada um fale um pouco de si, sem que a atividade fique chata e arrastada, parecendo entrevista de TV. Distribua balas coloridas ou jujubas aos alunos (podem ser 2 ou 3 para cada um) e peça que as deixem em cima da carteira. Então, especifique as cores (que você pode determinar de acordo com o que quiser saber a respeito de seus alunos). Numa classe não muito numerosa – 15 alunos, por exemplo: Essa cor representa a escola (o aluno se apre- senta e fala onde estudou, caso tenha vindo de outra escola; de que matérias gosta ou não gosta; etc.). Verde Vermelho Azul Essa cor representa o lazer (ele fala tudo o que gosta de fazer quando não está estudando). Chame cada aluno por vez para escolher uma das duas ou três cores para falar. Se escolher a vermelha, por exemplo, vai falar sobre lazer. Depois que cada um falar, você pode perguntar ao grupo se quer perguntar mais alguma coisa relacionada ao que o aluno estava falando. Se o aluno diz que tem um irmão, pergunte se é mais velho ou mais novo, etc. Se diz que tem cachorro, pergunte o nome, se sabe fazer gracinhas, se tem manias, etc. Disponível em: http://questaodeclasse.wordpress.com/2008/08/11/dinamica-primeiro-dia-de-aula-com-balas--ou-jujubas/. Acesso em: 17/06/2013. Essa cor representa a família e a casa (ele se apresenta e fala de sua família, onde mora, se tem bicho de estimação, onde seu pai e sua mãe trabalham, se tem irmãos ou não, etc.). D an ie la / st oc k. ad ob e. co m 40 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 40FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 40 14/04/2023 15:37:2314/04/2023 15:37:23 Fundamentação Proteger a emoção CURY, Augusto. Proteja sua emoção: aprenda a ter a mente livre e saudável. Jandira: Principis, 2021. Doar-se sem esperar retorno. Quem espera excessivamente retorno ou reconhecimento dos outros, em especial dos mais íntimos, pode não ter nenhuma proteção emocional. Ao se doar para os filhos, alunos, parceiro, amigos e colegas, diminuir a expectativa de retorno é fundamental para filtrar estímulos estressantes nas relações sociais. Nunca exigir o que os outros não podem dar. Exigir serenidade, lucidez e coerência de alguém no exato momento em que falhou, tropeçou ou se irritou é invasão de privaci- dade e fonte de decepções. Nesse momento, a pessoa está sequestrada por uma janela traumática, o volume de tensão bloqueia milhares de janelas light, e, portanto, ela não tem condições de dar uma resposta inteligente. Esperar o foco de tensão passar para, depois, intervir é uma manifestação solene de quem aprendeu a gerenciar e amadure- cer sua emoção. Não agir à base do “bateu-levou”, da ação-reação. Estamos viciados em reagir quando alguém nos contraria. Ação e reação são ótimas para a física, mas péssimas para as relações humanas. Quem é impulsivo ou reage sem pensar, além de não proteger sua emoção, pode fazer dela uma lata de lixo social e destruir seus melhores relaciona- mentos. Você pode ter cem atitudes saudáveis, mas, se reagir grosseiramente uma vez, poderá asfixiar todas as ações positivas. Lembre-se de que, nos primeiros 30 segundos de tensão, podemos cometer os maiores erros da vida, dizer palavras que jamais deve- riam ser ditas a quem amamos. Faça a oração dos sábios nos momentos de conflito: o silêncio. Em seguida, aplique a próxima técnica. Conquistar primeiro o território da emoção, depois o da razão: surpreender positiva- mente antes de criticar. A melhor maneira de contribuir com alguém que nos frustrou não é apontando a falha, pois tal atitude invade a privacidade e expande a janela killer. A melhor atitude é surpreender, elogiar, mostrar seus valores e, no segundo momento, apontar suas falhas. Quem rompe o cárcere do fenômeno “bateu-levou” e surpreende as pessoas que o frustram torna-se um conquistador. Marca suas histórias, encanta-as. A maior “vingança” em relação a um inimigo é perdoá-lo (primeiro passo) e elogiá-lo (segundo passo). A aplicabilidade dessa ferramenta pode não melhorar seu ofensor, de- safeto ou inimigo, mas, certamente, mudará você, protegerá sua emoção, filtrará estímu- los estressantes e melhorará seu sono e humor. Lembre-se: os frágeis condenam, os fortes perdoam. E os sábios? Encontram motivos para elogiar. Eles saem do rol dos comuns. 41 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 41FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 41 14/04/2023 15:37:2314/04/2023 15:37:23 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem – página 6 Orientação didática: • Promova um debate sobre a imagem e peça que cada aluno faça a sua própria leitura. Em seguida, pergun- te-lhes o que entendem sobre solidariedade. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Peça às crianças que escrevam um poema, uma his- tória, um jogo ou uma música sobre solidariedade. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Solicite que as crianças retratem, através de imagem, como elas compreendem solidariedade. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Trabalhe, através de uma peça teatral, alguns valores que podem ser considerados como principais para a formação da cidadania. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 2ª Semana – Grade semanal 42 FC_ME3F PORT_UN 1.indd 42FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 42 14/04/2023 15:37:2414/04/2023 15:37:24 Atividade lúdica Trabalhando com símbolos Esta atividade auxilia: • No reconhecimento de símbolos que estão por toda parte em nosso dia a dia. Você vai precisar de: • Reproduções de diversos símbolos e de placas de sinalização. • Material para pesquisa: revistas, jornais, cartilha de trânsito, guia turístico. • Folhas de papel-sulfite. • Pincel atômico. • Folha de papel manilha ou cartolina. • Cola e tesoura. Procedimento: • Crie, junto com os alunos, um grande painel de sím- bolos utilizando as placas que já conhecem e símbolos novos. Durante a montagem do painel, vá relembrando com eles quais os sinais que já conhecem, que viram na atividade com placas, e quais são desconhecidos e insira outros que eles lembrarem no momento. Deixe-os desenharem, procurarem em revistas, jornais, guias tu- rísticos, cartilhas de trânsito, etc. O importante é tornar a prática elaborada e levar o aluno a perceber o quanto o meio social dele é rico nesse tipo de comunicação. • A escrita deve acompanhar todo o trabalho; regis- tre sempre o significado de cada símbolo identifica- do por eles. • Faça os registros usando maiúsculas e minúsculas. Não se esqueça de que a letra cursiva já deve ter sido introduzida. • Aproveite os ganchos oferecidos por alguns símbolos para trabalhar temas diversos, como os malefícios do cigarro, usando a placa de "É proibido fumar"; o consumo responsável, usando o símbolo de recicla- gem; questões matemáticas, salientando os sinais de adição e subtração; etc. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. SÍMBOLOS $ @ % 43 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 43FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 43 14/04/2023 15:37:4114/04/2023 15:37:41 Orientação pedagógica O ato de ler vai muito além do reconhecimento das letras e das palavras, pois podemos fazer a leitura das milhares de informações que nos rodeiam todos os dias, assim “[…] A leitura de mundo precede a leitura da pala- vra”, conforme Freire (2002, p. 11). Essa leitura nos dá os conhecimentos prévios para que possamos interagir no mundo em que vivemos facilitando a comunicação. As imagens são grandes atenuadores no processo de aprendizagem, pois, quando a pessoa tem dificuldade BNCC (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expres- sivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâm- bio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. 6 em decodificar o código escrito ou quando a criança começa a entender o mundo, são as imagens que fazem a ligação delas com o meio através dos símbolos, como placas, desenhos e figuras ou até mesmo mídias, como a televisão, utilizando os desenhos animados para que a criança aprenda valores e reconheça os objetos. Revista Construir Notícias. A leitura de imagem no processo de ensino-aprendi- zagem da Educação Infantil. ed. 101, 2018. 44 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 44FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 44 14/04/2023 15:37:4814/04/2023 15:37:48 Fundamentação Dificuldades de aprendizagem, fracasso escolar e práticas pedagógicas Para refletir: [...] A rede que integra os domínios do saber e do agir invadiu também a escola. Em um ritmo que ainda não é o desejado, algumas mudan- ças já têm ocorrido para que essa instituição enfrente a "crise do conhecimento" nas suas unidades, nas suas salas de aula. Tudo é, de fato, muito novo. E a escola é ve- lha na sua maneira de ensinar, de planejar, de executar e de avaliar o seu projeto educativo. O tradicionalismo e o ritualismo de suas práticas cegam a grande maioria de seus professores e dos pais diante das transformações, dos cami- nhos diferentes e não obrigatórios do aprender. Persistem, ainda, os regimes seriados de ensino, os conteúdos programáticos hierarquizados, homogeneizadores, que buscam generalizar, unificar, despersonalizar quem ensina e quem aprende. Maria Teresa Eglér Mantoan Se compararmos a medicina com a educação, vamos perceber que um médico, atualmente, não se utiliza dos mesmos meios que usava há vinte anos para realizar um diagnóstico, mas o ambiente da sala de aula mudou pouco. Será que estamos acompanhando o ritmo dos nossos alunos e, principalmente, o ritmo do conhe- cimento produzido pelo mundo? Creio que todos nós sabemos qual é a resposta para essa pergunta. Almeida (2002) afirma que, na década de 1990, vivemos uma profunda transformação no cenário educacional, tendo essas reformas bases neoliberais. Tais concepções se mostram especialmente nos planos político-pedagógico, organizacional e de financiamento. Afirma que o discurso subjacente às ações refor- mistas é o de enfrentar os trágicos problemas educa- cionais, tais como as dificuldades de aprendizagem, a repetência e a evasão escolar. Para a abordagem tradicional da educação, a apren- dizagem é um produto mecânico que ocorre por meio da transmissão de ideias selecionadas, e a escola é o lugar onde se realiza a educação. O indivíduo é passivo e apenas recebe o conhecimento. Já para a abordagem sociocultural, a mais recomendada pelas autoridades em educação da contemporaneidade, o indivíduo se constitui sujeito na medida em que toma consciência de sua história e se apropria da realidade, sendo um agente transformador da sua realidade, da sociedade e dele mesmo. A educação assume um caráter amplo e não se restringe às situações formais de aprendizagem, pois é um ato político. Consideramos importante uma leitura social das dificuldades de aprendizagem para que não se cristalize a ideia de que o problema do não aprender está locali- zado somente no aluno, ou no professor, ou no método. É claro que todas essas possibilidades existem, assim como o conjunto delas, mas uma leitura crítica dos mo- delos educacionais propostos que ratificam uma política de acumulação de riquezas para poucos, bem como uma política de desigualdade, pode ajudar a solucionar a desvelar as causas do não aprender. Kr ak en im ag es .c om / st oc k. ad ob e. co m 45 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 45FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 45 14/04/2023 15:37:4914/04/2023 15:37:49 O percentual significativo das dificuldades de aprendizagem está centralizado na alfabetização de nossos alunos ou, quando já superaram essa fase, no uso corrente da língua materna. Vejamos, então, algumas considerações sobre os problemas que podem surgir nessa esfera, bem como algumas alternativas para o trabalho do professor. Primeiramente, vamos entender a expressão di- ficuldade de aprendizagem como uma desvantagem para aprender, seja uma desvantagem cognitiva, seja uma dificuldade social. Um problema bastante conhecido no universo da leitura é a dislexia, que se caracteriza pela dificuldade que a criança tem na área da leitura e da escrita. Muitas vezes, o aluno apresenta outras habilidades eficazes, bom rendi- mento em outras áreas do conhecimento, mas não consegue se alfabetizar ou não apresenta um "bom uso" da língua materna. Pode haver um componente hereditário na dislexia, e o tratamento deve ser feito por especialistas da área da saúde, pois, dependen- do da gravidade, a dislexia se caracteriza também como uma lesão neurológica, e muitos alunos pre- cisam fazer uso de medicamentos compensatórios. Uma outra característica da dislexia é a ausência da retenção da informação. A criança disléxica é capaz de aprender um assunto hoje e amanhã se compor- tar diante dele como se fosse o primeiro contato. Muitas vezes, é confundida com um aluno que não tem interesse ou atenção, mas, na verdade, a falta de concentração é apenas uma consequência, e não o problema central. É muito importante que o professor, ao analisar as dificuldades de seus alunos, o faça de maneira consciente, pois, no senso comum, encontramosprofissionais da área de educação classificando crianças como disléxica quando na verdade há um елена калиничева / stock.adobe.com 46 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 46FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 46 14/04/2023 15:37:5014/04/2023 15:37:50 forte hiato social e econômico entre o mundo do professor e o universo do aluno. As experiências de aprendizagem que são propostas pela escola não fazem sentido para o aluno, e, portanto, não pode haver aprendizagem significativa. Figueiredo (2002) nos lembra de que o fato de pertencer a um grupo social permite ao sujeito viver suas semelhanças, seus processos de identificação. Os grupos sociais se compõem basicamente de di- ferenças e semelhanças, e isso é inegável da mesma forma que é inegável que as diferenças trazem cres- cimento para o sujeito e para o grupo. A diversidade se faz presente tanto no plano social como no plano individual. A escola que possui uma proposta socializadora e integradora não pode, de maneira alguma, servir de reprodutora de desigualdades, especialmente se utilizar o instrumento-chave, que é a nossa prática pedagógica. Para refletir: A dificuldade de aprendizagem pode ter a sua origem na abordagem social que damos ao currículo. SERRA, Dayse Carla Gênero. Teorias e práticas da psicopeda- gogia institucional. Curitiba: Iesde, 2004. елена калиничева / stock.adobe.com 47 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 47FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 47 14/04/2023 15:37:5214/04/2023 15:37:52 a 3o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário – página 8 Orientação didática: • Solicite aos alunos que busquem, no dicionário, as definições de algumas palavras. Reservado para atividades de Matemática, Ciên- cias e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Estudo do texto – página 9 Orientação didática: • Trabalhe o vocabulário e a interpretação do texto com os alunos por meio de perguntas. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: O pavão e a garça – página 7 Orientação didática: • Sugira aos alunos uma leitura silenciosa. Em seguida, peça que selecionem o trecho do texto de que mais gostaram. Depois, comente com eles sobre as caracte- rísticas do texto. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: O pavão e a garça Orientação didática: • Com os alunos separados em grupos, peça que apresentem o texto lido em forma de teatro. Ao final, faça uma roda de conversa e pergunte o que os alunos acharam do texto e quais os sentimentos vivenciados durante a apresentação. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3ª Semana – Grade semanal 48 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 48FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 48 14/04/2023 15:37:5214/04/2023 15:37:52 Atividade lúdica Percepção de maiúsculas e minúsculas Esta atividade auxilia: • Na percepção e no trabalho com maiúsculas e minúsculas. Você vai precisar de: • Exemplares de jornais. • Folhas de papel-sulfite. • Canetas coloridas. • Tesoura e cola. Procedimento: • Observar as maiúsculas e minúsculas, o traço que as letras exigem, pode ser uma questão trabalhada na hora do registro do texto, mas, antes disso, o professor pode trabalhar com essa questão separadamente. [...] Escolhemos o jornal para fazer esta atividade. Dessa forma, além de trabalhar com as maiúsculas e minús- culas do jornal, estaremos acrescentando, ao cotidia- no dos estudantes, um instrumento de alfabetização brilhante. • Proponha aos alunos que recortem, do jornal, as letras já trabalhadas por eles. Sempre peça que recortem um B e, em seguida, um b, para se certificar de que o reco- nhecimento está correto. • Peça que colem as letras recortadas, separadamente, em folhas de papel-sulfite. • Aproveite para explorar o jornal em termos de sono- ridade e de reconhecimento, seja oral, seja visual. Peça que "leiam" aquilo que acreditam estar escrito ali, com base nas imagens, na organização do texto e na disposi- ção apresentada. Deixe que eles viajem nessa tentativa. • Peça que recortem trechos de textos do jornal e colem numa folha de papel-sulfite. • Em seguida, peça que eles marquem, por exemplo, de vermelho, as letras maiúsculas e, de azul, as minúscu- las. O mais importante é que percebam onde cada uma das tipologias é usada. • Traga jornais de mais de uma empresa. Deixe que eles explorem livremente essas partes do jornal. • Eles precisam perceber que há partes com muitas imagens; que há os classificados, em que os textos pa- recem todos iguais; que há os anúncios; e tantas outras arquiteturas. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. 49 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 49FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 49 02/05/2023 17:28:2802/05/2023 17:28:28 Orientação didática Inicie a aula dizendo que vocês irão ler a fábula O pavão e a garça e peça aos alunos que fiquem atentos às per- sonagens e observem suas características. Pergunte, antes da leitura, sobre o que eles acham que pode ser o assunto da história. Leia toda a fábula e, ao final, fale com eles se suas hipóteses iniciais foram confirmadas. BNCC (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os co- legas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assom- bração etc.) e crônicas. 7 Questione sobre a moral que apareceu no final desta fábula. Peça que a encontrem e leiam em voz alta. Per- gunte sobre o que entendem sobre ela. Espera-se que digam que não podemos menosprezar ninguém pelo fato de sermos diferentes, apesar de as penas da garça não serem coloridas, tinham outro uso: voar, coisa que o pavão não conseguia. 50 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 50FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 50 14/04/2023 15:37:5514/04/2023 15:37:55 Sugestão de atividade 1. Leia os provérbios a seguir e copie aquele que pode- ria ser atribuído à fábula O pavão e a garça. BNCC (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 8 • Quem ama o feio bonito lhe parece. • Não há beleza sem senão. • Devagar se vai longe. • Antes tarde do que nunca. 2. A fábula O pavão e a garça é uma narrativa longa ou curta? 3. Comente sobre seus sentimentos e suas reações ao ler essa fábula. A fábula é uma narrativa curta. Resposta pessoal Não há beleza sem senão. 51 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 51FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 51 04/05/2023 16:09:5904/05/2023 16:09:59 Sugestão de atividades 1. Por essa o pavão não esperava, não é mesmo? Por falar nessa personagem, anote as palavras que, de acordo com o texto, indicam características dele. BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. 9 orgulhoso, vaidoso, pretencioso São características próprias de seres humanos. Essas características são próprias de animais ou de seres humanos? 2. Toda fábula traz uma moral, que, normalmente, é apresentada no final do texto, por meio de uma frase. Sabendo disso, responda. a. Qual é a moral da fábula O pavão e a garça? b. Você concorda com essa moral? Por quê? “Podemos perder de um lado, mas ganhar de outro.” Resposta pessoal 52 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 52FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 52 14/04/2023 15:38:0314/04/2023 15:38:03 Fundamentação RainLedy / s tock .ad obe .co m O que fazer e o que não fazer em sala de aula • Exponha os trabalhos para que as crianças vejam a sua produção e a dos demais coleguinhas, seja em casa, seja na escola. Assim, o aluno reforça o conhecimento, faz comparações e até descobre novas possibilidades, enriquecendo seu repertório.• Dê o tempo necessário para que as crianças explorem os materiais, façam suas próprias des- cobertas e satisfaçam seus sentimentos internos. Enquanto os adultos partem do geral para o particular, elas fazem o inverso. • Respeite a forma de seu aluno ver e expressar o mundo, pois cada um tem o seu jeito de perceber e se manifestar, e o tempo de reação da criança nessa faixa etária é muito longo, ela não reage diretamente. • Coloque-se no lugar da criança, realizando, você mesmo, previamente, as atividades planejadas para a aula: assim, você consegue se libertar dos “pré-conceitos” e fica mais aberto para as certe- zas, inseguranças e assertividade do aluno. • Preocupe-se com os espaços e com os materiais, pois são eles que vão servir de estímulo para os sentidos dos pequenos. • Não faça um planejamento rígido, ele deve ser aberto e compartilhado com as crianças. • Não se preocupe com o produto final do traba- lho, mas, sim, com o processo. • Não faça correções nas produções das crianças como “Árvore não é azul”, “Céu não é vermelho” e outras desse tipo, pois a expressão artística é da criança e deve-se respeitar a forma de ela ver, perceber e expressar o mundo. • Não se preocupe com a informação, como histó- ria da arte, leitura de obras, etc., mas, sim, com a vivência, a experiência e a fruição. • Não ofereça muitas opções de materiais ao mes- mo tempo, pois a criança pode perder o foco. • No caso de tintas, por exemplo, três a quatro cores são suficientes para ela explorar. Revista Projetos Escolares. Ano 2, n. 6. São Paulo: On Line, 2007. O que FAZER: O que NÃO FAZER: 53 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 53FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 53 14/04/2023 15:38:0414/04/2023 15:38:04 a 1o dia Língua Portuguesa: Gramática: Alfabeto: maiúsculo e minúsculo – página 10 Orientação didática: • Leve, para a sala de aula, um alfabeto móvel para utilizar em atividades diversas. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Gramática: Alfabeto: maiúsculo e minúsculo – página 11 Orientação didática: • Elabore atividades para que os alunos completem palavras e, separando as vogais das consoantes, escre- vam nomes com todas as letras do alfabeto demons- trando autonomia. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Alfabeto: maiúsculo e minúsculo – página 12 (primeira coluna) Orientação didática: • Liste algumas palavras na lousa e ajude os alunos a identificarem a ordem alfabética. Solicite- lhes que pesquisem outras palavras em revistas e que, depois, indiquem a ordem correta. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com g e j – páginas 12 (segunda coluna) e 13 (primeira coluna) Orientação didática: • Apresente aos alunos, por meio de imagens, pala- vras com g e j e converse com eles sobre a escrita dessas palavras. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 4ª Semana – Grade semanal 54 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 54FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 54 14/04/2023 15:38:0514/04/2023 15:38:05 Atividade lúdica O vogadio Esta atividade auxilia: • A criança a perceber as diferentes vogais. A, ã, á, à, â E, é, è, ê I, í, i, y, u O, ó, ô U, ú, u, w Você vai precisar de: • Folha de papel manilha. • Pincel atômico. • Tesoura. • Barbante e pregadores para fazer um varal. • Quando estiver pronto, pendure tudo em um varal e faça com eles um resgate: de onde veio esta vogal? A qual palavra ela pertencia? Escreva-a novamente e peça às crianças que a registrem. • Estimule-as a compará-las ao próprio nome e a circular ou marcar aquelas que são apresentadas e que existem no seu nome. O importante é dar um significado para a existência de tantos tipos. • Deixe que as crianças percebam que Pelé possui dois sons diferentes, pois há um acento. Não deixe de apon- tar que há palavras, como Estephanie, que têm o mes- mo som da palavra anterior, mas não têm acento agudo. É essa riqueza e essa multiplicidade de grafias que as crianças precisam perceber que há na língua escrita e que, mais tarde, elas terão o domínio de todas elas. O que não pode acontecer é negar às crianças o direito de saber que elas existem. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. (Oficinas Aprender Fazendo) Procedimento: • Vá resgatando, com os alunos, as vogais que aparecem no nome deles. • Escreva o nome de todo mundo no papel manilha. • Em seguida, vá marcando, com um pincel atômico, quais são as vogais que aparecem nos nomes. Tome o cuidado de marcar aquilo que também é lido como vo- gal, como é o caso de y no lugar de i em alguns nomes. O importante é que consigam identificar onde estão os sons de vogais e como eles são escritos. Há alunos com sobrenomes alemães, árabes e muitos outros, todos muito ricos nessas diferenciações. Caso não haja tantos diferentes, instigue os alunos a lembrarem nomes de personagens de livros e de filmes que conheçam e vá anotando tudo. Assegure-se de que todas as vogais e suas variações apareçam ali. • Depois do resgate, retire do cartaz as vogais e construa o vogadio, uma espécie de alfabeto móvel só com as diferentes apresentações das vogais. Veja o exemplo: 55 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 55FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 55 14/04/2023 15:38:1014/04/2023 15:38:10 Orientação didática • Confeccione e distribua as letras do alfabeto, uma para cada aluno, e peça-lhes que escrevam uma palavra que tenha essa letra que receberam no início; outra, no meio; e a última, no final. Assim, as crianças vão perce- ber que as letras que estão estudando não vêm só no início das palavras. • Confeccione uma caixa-surpresa com todas as letras do alfabeto, maiúsculas e minúsculas. Solicite a um aluno que, por vez, tire uma letra e cite uma palavra em que é utilizada essa letra. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 10 56 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 56FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 56 14/04/2023 15:38:1514/04/2023 15:38:15 Orientação didática BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 11 • Solicite às crianças que pesquisem alguma situação em que a ordem alfabética é utilizada como critério de ordenação (por exemplo, em farmácias, onde os remé- dios são organizados por essa ordem). • Escreva, em tiras, o nome de todos os alunos da sala. Depois, solicite que os alunos organizem a lista em ordem alfabética. Explique os critérios quanto à obser- vação das letras subsequentes na organização da ordem alfabética. Por exemplo: Adalberto, Amanda, Antônio, Elisabete, Elisângela, Elissandra. W av eb re ak M ed ia M ic ro / st oc k. ad ob e. co m 57 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 57FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 57 14/04/2023 15:38:1714/04/2023 15:38:17 Orientação didática Explique aos seus alunos a brincadeira. Animado pelo mediador, o primeiro jogador deve dizer qualquer letra do alfabeto; o segundo, uma outra; até que dez joga- dores indicados tenham sugerido a sua, sem repeti-las. Com um único jogador, essas letras podem ser sortea- das aleatoriamente; com mais de um e menos de dez, as sugestões de letras serão feitas pelos jogadores até que se obtenham dez letras. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequen- te nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h ini- cial que não representa fonema. 12 Cada jogador deve copiar a relação das dez letras sele- cionadas, e a missão de cada um ou de cada dupla será a de redigir uma mensagem, em estilo telegráfico, com dezpalavras iniciadas pelas letras escolhidas na ordem em que foram apresentadas. Por exemplo, se as letras escolhidas foram h, s, u, d, m, p, a, c, b e n, uma frase poderia ser: “Hoje será um dia marcado por atropelos, confusões, bagunças normais”. 58 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 58FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 58 14/04/2023 15:38:1814/04/2023 15:38:18 Orientação didática BNCC (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequen- te nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h ini- cial que não representa fonema. 13 • Com o auxílio do dicionário, prepare, com antecedên- cia, duas listas: uma com palavras escritas com g e outra com palavras escritas com j. • Convide dois alunos para uma dinâmica que aborde as palavras com g e j. • Confeccione um jogo da memória com palavras cujo nome tenha g e j. os alunos devem formar pares com duas cartas com palavras com g ou duas cartas com pa- lavras com j. Vence a brincadeira quem fizer mais pares. • Solicite aos alunos que escrevam uma carta ditada por você em que apareçam palavras com g e j e, depois, confira o resultado. • Trabalhe o poema Joaninha quer se casar, de Adriana Felisbino, e explore as letras g e j que aparecem nele. 59 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 59FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 59 14/04/2023 15:38:1914/04/2023 15:38:19 Fundamentação Operacionalização das teorias de Piaget e Vygotsky no ambiente escolar Acredito que nenhuma teoria substitui inteiramente outra, pois o trabalho do professor é sempre interdisci- plinar e pode buscar fundamentação teórica em diver- sas concepções, ainda que estas pareçam antagônicas em alguns momentos. Dessa forma, a teoria de Piaget pode enriquecer o trabalho do professor na medida em que traz concepções interessantes sobre o processo de aprendizagem, especialmente quando nos apresenta o conceito de assimilação e equilibração para a efetivação da aprendizagem. As características de cada estágio de desenvolvi- mento, especialmente como as estruturas cognitivas se apresentam em cada um deles, também podem colaborar para a construção de um planejamento mais adequado à compreensão infantil, principalmente no que diz respeito à seleção de conteúdos. Piaget considera o desenvolvimento retrospectivo, e, portanto, a postura do professor é em relação ao que o aluno já sabe, ao que ele já aprendeu. Trata-se de uma postura de avaliação. Avaliar é fundamen- tal para o caminhar do processo pedagógico, mas é importante que a avaliação não seja utilizada para rotular o aluno ou para fechar ideias em si mesmas. Por exemplo, um professor chega à conclusão de que o aluno não consegue aprender determinados concei- tos porque ele se encontra no estágio pré-operatório quando os conteúdos exigem que ele esteja no período operatório-concreto. Sim, descobrimos isso, mas o que faremos com essa informação? Se o professor vai utilizá-la para promover alternativas de estimulação da aprendizagem, então a avaliação e o posterior enquadramento do aluno no estágio pré-operatório foi válido. Caso contrário, cairemos na crença da esponta- neidade do desenvolvimento. Vygotsky valoriza bastante a prática docente, e seus estudos são voltados para a atuação do profes- sor em sala de aula. Ele esclarece que, se temos vinte alunos em sala, temos, então, vinte zonas proximais 2r ag on / st oc k. ad ob e. co m 60 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 60FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 60 14/04/2023 15:38:3614/04/2023 15:38:36 diferentes, pois cada aluno chega à sala de aula com uma história diferente e com um repertório diferente, e, a cada informação que o professor fornece, a cada proposta de novas experiências, essa zona proximal se altera, formando um novo repertório. Logo, o profes- sor não possui nenhum tipo de controle sobre a zona proximal de seus alunos. O desenvolvimento para Vygotsky é prospectivo, por isso o "não saber" não existe para esse autor. Existe o "ainda não saber", pois o desenvolvimento sempre ainda está por vir. Nesse caso, cada aluno tem o seu tempo e o seu ritmo, o que contraria bastante o nosso sistema de educação por meio da organização de turmas, o tempo de um ano letivo que estipulamos para a aprendizagem do conteúdo do ano, etc. Vygotsky não acredita na espontaneidade. Para ele, a intervenção pedagógica é provocadora do desenvolvi- mento, e, se um dos princípios de sua teoria é o intera- cionismo, a aprendizagem não pode ocorrer de dentro para fora, e sim de fora para dentro. O trabalho em grupo é uma prática valorizada pelo autor, dada a força da interação social na sua teoria. Por meio das trocas, o aluno interioriza conceitos e apren- de, apropriando-se do mundo. O conteúdo possui um papel importante, pois, para Vygotsky, a aprendizagem se dá pela mediação entre o ser humano e o mundo, logo o conteúdo é o mediador entre o eu e o mundo. A partir do princípio da zona proximal do desenvolvi- mento, entendemos que avaliação/padronização seria a melhor alternativa dentro dessa teoria, pois cada aluno tem o seu ritmo próprio de desenvolvimento. No entan- to, o nosso sistema de educação nem sempre permite a ausência total de padronizações, e o nosso curso pretende, dentre outras coisas, aproximar as teorias da realidade do professor. Dessa forma, podemos sugerir a você que procure variar na forma de avaliar os alunos e que construa instrumentos individuais e coletivos de verificar a aprendizagem. Para refletir: 1. A zona proximal de desenvolvimento é única em cada sujeito, e, nesse caso, avaliar a aprendizagem dos alunos representa um desafio para o professor. 2. É possível ter uma avaliação precisa da aprendi- zagem de nossos alunos? SERRA, Dayse Carla Gênero. Teorias e práticas da psicopedagogia institucional. Curitiba: Iesde, 2004. M on ke y Bu si ne ss / st oc k. ad ob e. co m 61 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 61FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 61 14/04/2023 15:38:4714/04/2023 15:38:47 a 1o dia Semana de revisão. 2o dia Semana de revisão. 3o dia Semana de revisão. 4o dia Semana de revisão. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 5ª Semana – Grade semanal 62 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 62FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 62 14/04/2023 15:38:4714/04/2023 15:38:47 Atividade lúdica Ditado de desenho Esta atividade auxilia: • No aprendizado da composição de cena. • A exercitar a capacidade de seguir instruções. • Na produção de textos descritivos. Você vai precisar de: • Folhas de papel-sulfite. • Lápis de cor. Procedimento: • Proponha aos alunos que executem um desenho seguindo as suas instruções e orien- tações. Procure trabalhar com desenhos ricos em detalhes. Faça solicitações difíceis de serem executadas; assim, eles serão estimu- lados a desenhar coisas novas e acabarão se encantando com o trabalho, isso ajudará na segunda parte da atividade. Sugestão: • Desenhe uma piscina. • Junto da piscina, um tobogã. • Ao lado do tobogã, uma árvore. • Debaixo da árvore, uma cadeira. • Em cima da cadeira, um boné. • Ao lado do boné, um par de óculos. • Ao lado da piscina, um cavalo. • Ao lado do cavalo, um menino. • Ao lado do menino, a mãe dele. • Nos cabelos da mãe, uma flor. • Pendurada no ombro da mãe, uma bolsa. • Dentro da piscina, uma menina. • Perto da cadeira, um cachorro. • No alto da árvore, um pássaro. • Concluído o desenho, peça-lhes que, baseados nele, produzam um texto descritivo, como se o desenho fosse uma cena que eles têm de contar para outra pessoa que não a está vendo. • Caso algum aluno queira interferir, propondo novos detalhes para o desenho, aceite suas sugestões. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. 63 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 63FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 63 14/04/2023 15:38:5314/04/2023 15:38:53 Semana de revisão cora colé nástica acara a da in ção giva 1. Forme nomes de pessoas juntando as sílabas da mesma cor. 3. Complete asregras sobre o uso das letras maiúsculas e minúsculas. a. As letras são usadas em nomes comuns. b. As letras maiúsculas são utilizadas em nomes pró- prios de , , casas comerciais. c. Todas as palavras que iniciam frase devem começar com letra . 2. Coloque os nomes de pessoas que você formou na questão anterior em ordem alfabética. 6. Encontre a sílaba que falta para completar as pala- vras. Depois, copie-as. Unidade 1 • Alfabeto: maiúsculo e minúsculo • Palavras com g e j coragemgem jé gio gen gi je gen colégio ginástica acarajé agenda injeção gengiva GEM GIO JE GI GEN JÉ GEN 5. Copie as palavras com g e j que aparecem no texto da questão anterior. 4. Leia o texto e justifique o uso das letras maiúsculas em cada situação. a. Dessas palavras, quantas e quais são as em que o g não tem som de j? Geralda, Roger, Júlia e gato Não, Quando, Passeava, Ele – Iniciam frase. Geralda, Júlia – São nomes de pessoa. Roger – É o nome do cachorro. Apenas uma, a palavra gato. Roger, o cão de dona Geralda Maria Clara Medeiros Não havia quem não temesse o latido de Roger; eita cão bravo! Quando dona Geralda ia passear com ele, atraía o olhar de todos, menos o dos demais cães. Passeava todo posudo pela rua como se fosse o rei do pedaço. Roger, além da fama de bravo, tinha uma beleza pe- culiar e um charme que ostentava pelas ruas do bairro. Ele só perdia para Júlia, a netinha caçula de dona Geralda, que o fazia de “gato e sapato”. minúsculas pessoas lugares maiúscula Estela Alice Vinícius Mateus João Maria Agora, complete. Todos os nomes que você escreveu são escritos com letra inicial . Alice, Estela, João, Maria, Mateus, Vinícius ES TEMA JO CIUS A LATEUSÃO VICE NÍ MARILI A maiúscula 64 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 64FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 64 14/04/2023 15:38:5414/04/2023 15:38:54 Fundamentação Os professores são vitais, mas a educação está doente Ninguém é tão importante quanto os professores no teatro social, embora a débil sociedade não lhes dê o valor que merecem. O sistema em que os professores estão inseridos é estressante. Não forma coletivamente seres humanos com consciência de que possuem um eu; de que esse eu é construído por mecanismos sofisticadíssimos; de que esses mecanismos deveriam desenvolver funções vitais nobilíssimas; e de que, sem o desenvolvimento dessas funções, ele poderá estar completamente despreparado para pilotar o aparelho mental, em especial quando abarcado por um transtorno psíquico mais grave, como a dependência de drogas, a depressão e a ansiedade crônica. E, uma vez despreparado, será conduzido pelas tem- pestades sociais e pelas crises psíquicas. Será um barco à deriva, sem leme. Um eu malformado corre grandes riscos de ser ima- turo, ainda que seja um gigante na ciência; de ser sem brilho, ainda que tenha dinheiro para comprar o que bem desejar; de ser engessado, ainda que tenha grande potencial criativo. Se fôssemos pilotos de avião, a melhor conduta tal- vez fosse nos desviar das formações densas de nuvens, mas, como pilotos mentais, essa seria a pior atitude, ainda que a mais frequentemente tomada. E isso por três razões. Em primeiro lugar, porque é impossível o eu fugir de si mesmo. Em segundo, porque, se o eu exercitar a paciência para deixar as emoções angustiantes se dissiparem espontaneamente para seguir em frente, ele cairá na armadilha da autoilusão. A paciência, tão importante nas relações sociais, é péssima ao significar a omissão do eu em atuar no ge- renciamento das dores e conflitos psíquicos. Eles serão dissipados apenas aparentemente. Serão arquivados no córtex cerebral (camada mais evoluída do cérebro) e farão parte das matrizes de nossa personalidade. Atuar, portanto, é a palavra-chave. Em terceiro lugar, porque poderão formar janelas traumáticas (killers) duplo P (duplo poder: poder de en- carceramento do eu e de expansão da janela doentia), que aprisionam o eu e o desestabilizam como gerente da mente humana. CURY, Augusto. Lidere sua mente: seja autor(a) da própria história. Jandira: Principis, 2022. Siberian Art / stock.adobe.com 65 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 65FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 65 14/04/2023 15:38:5514/04/2023 15:38:55 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Cidadania – pá- gina 13 (segunda coluna) Orientação didática: • Realize uma leitura silenciosa do texto trabalhado. Em seguida, questione os alunos sobre o que enten- deram do texto. Aproveite para fazer perguntas infe- renciais sobre a história e observe cada resposta dada pelos alunos. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – página 14 Orientação didática: • Converse com os alunos sobre o gênero textual trabalhado, apresentando outros textos e autores para serem discutidos. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Letras e sons – pági- nas 15, 16 e 17 (primeira coluna) Orientação didática: • Antes de falar sobre letras e fonemas, peça a um aluno que faça a leitura da tirinha do livro do aluno. Você pode pedir que os estudantes interpretem o texto e só depois partir para a explicação. • Realize atividades lúdicas para trabalhar o conteú- do. Você pode utilizar jogo da memória, cartões com imagens, jogo da velha, etc. Reservado para atividades de Matemática, Ciên- cias e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com e e i – páginas 17 (segunda coluna) e 18 (primeira coluna) Orientação didática: • Solicite aos alunos que recortem, de jornais e revistas, palavras com e e i. Depois, peça-lhes que produzam um texto com essas palavras e exponha-o no mural da sala. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 6ª Semana – Grade semanal 66 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 66FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 66 14/04/2023 15:38:5614/04/2023 15:38:56 Atividade lúdica Trava-línguas Esta atividade auxilia: • No desenvolvimento da sonoridade das letras e das palavras e no desembaraço na fala. Você vai precisar de: • Trava-línguas. Sugestões senvolvimento da leitura e da escrita. Eles exigem das crianças uma associação da sonoridade ao traço observado ou registrado no papel. Além disso, há, nos trava-línguas, uma repetição próxima, mas com significados bem diferentes, para a qual a criança irá atentar logo cedo. • Explore também as letras que já são de conhecimento da criança nesse momento. • Trabalhe o contexto e o entendimento das crianças em relação aos trava-línguas. Eles quase sempre dizem coisas muito sutis, pouco narrativas, mas compreensí- veis em um trabalho maior. • Você pode pedir que os alunos façam uma pesquisa em casa, junto à família, sobre outros trava-línguas que porventura eles conheçam. Há sempre alguns desco- nhecidos por aí. É importante fazer desta atividade um momento bem descontraído, pois o sucesso dela depen- derá disso. A pronúncia desses trava-línguas não é fácil para as crianças, mas elas se divertirão e aprenderão muito com eles. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. 1 – O peito do pé de Pedro é preto. É preto o pei- to do pé de Pedro. Pedro tem o peito do pé preto. Quem tem o pé do peito preto é Pedro! 2 – Três pratos de trigo para três tigres tristes. 3 – Se a aranha arranha a rã, se a rã arranha a aranha, como a aranha arranha a rã? Como a rã arranha a aranha? 4 – Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata-doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata-doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata-doce. Procedimento: • Os trava-línguas são uma importante ferramenta com a qual podemos contar nos momentos de de- 67 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 67FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 67 14/04/2023 15:38:5714/04/2023 15:38:57Orientação didática O poema é um gênero textual muito utilizado nesta faixa etária; por isso, explore muitos poemas em sala de aula. Dependendo da maturidade da turma, amplie a explicação que aparece na página do livro do aluno, pontuando características peculiares do gênero, como as rimas, por exemplo. Vale ressaltar que o poema é, também, uma forma de sensibilizar o leitor para as mais diversas situações e temáticas, desde as mais simples às mais complexas. BNCC (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versifica- dos, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido. (EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas. 13 68 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 68FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 68 14/04/2023 15:38:5814/04/2023 15:38:58 Sugestão de atividade 1. Das ações de cidadania mencionadas no poema, quais você pratica? 2. Quais você gostaria de praticar e ainda não teve oportunidade? 3. Pesquise outros pequenos gestos que demonstram cidadania e escreva-os abaixo. BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 14 Resposta pessoal Resposta pessoal Resposta pessoal 69 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 69FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 69 14/04/2023 15:38:5914/04/2023 15:38:59 Orientação didática Confeccione, reproduza e recorte ilustrações de uma boca e mostre-as para a classe. Essas ilustrações devem conter algumas posições de boca aberta, fechada, etc., de maneira que represente alguns sons que são emitidos ao posicionar os lábios, a língua e a abertura da boca. Solicite que as crianças imitem os sons representados pelas figuras. Em seguida, explique-lhes que devem fechar os olhos e escutá-los com atenção, enquanto você os reproduz. Depois, peça-lhes que digam quais as cenas ou os barulhos em que conseguem pensar quando ouvem os sons, como o chocalho de uma cobra cascavel, alguém pedindo silêncio ou cha- mando um gato, um balão esvaziando, entre outros. BNCC (EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recur- sos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequen- te nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h ini- cial que não representa fonema. 15 70 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 70FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 70 14/04/2023 15:39:1314/04/2023 15:39:13 Orientação didática BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequen- te nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h ini- cial que não representa fonema. 16 • Explique aos alunos o conceito de letras e sons utilizando vários exemplos; primeiro, em palavras com a correspondência regular; depois, em palavras com correspondência irregular. É importante que os alunos avancem paulatinamente na aprendizagem do conteúdo. • Realize atividades para que os alunos estabeleçam a correspondência entre letras e fonemas. Entregue aos alunos uma lista de palavras e solicite-lhes que indi- quem a quantidade de letras e fonemas. Je nk oA ta m an / st oc k. ad ob e. co m 71 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 71FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 71 14/04/2023 15:39:1514/04/2023 15:39:15 Orientação didática • Oriente os alunos a fazerem uma pesquisa e peça-lhes que tragam na aula seguinte: o nome de cinco cidades, dois países e dez objetos, todos com a letra e ou i no final. Solicite-lhes que leiam as palavras para os colegas e exponham-nas no mural da sala. • Selecione algumas palavras com e e i em final de sílaba, escreva-as em uma tabela e deixe o espaço das vogais e e i para os alunos completarem corretamente. Você pode fazer uma pequena gincana, marcando cada acerto dos alunos com uma pontuação, e quem acertar mais palavras ganha um prêmio simples, que pode ser um bombom ou algo que não lhe seja muito oneroso. BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 17 72 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 72FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 72 14/04/2023 15:39:2214/04/2023 15:39:22 Sugestão de atividade BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 18 1. Complete as palavras com e ou i. 2. Encontre, no caça-palavras, nomes com e e i em final de sílaba. a. jabut i b. jegu e c. caqu i d. leit e e. molequ e f. cac i qu e g. engraxat e h. al i cat e E J U H Y T E R D A Ç Z T I O G U R T E H B R C X O L K U N G T R A E A B W D C X S A T G C I T O X N Á S J O S E A A A C O T O N E T E I X Y Ç R U B G F Q W T E I U A E S A B O N E T E M S Í 73 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 73FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 73 14/04/2023 15:39:2814/04/2023 15:39:28 Fundamentação Discussão sobre dilemas morais A discussão sobre dilemas morais representa uma estratégia derivada dos trabalhos de Kohlberg sobre o desenvolvimento do juízo moral, e seu objetivo busca potencializá-lo. Consiste da apresentação (dramatizada ou não) de histórias curtas que apresentam um conflito de valores, seguido de debates sobre alternativas viáveis. Como essas histórias colocam valores em conflito, constituem situações que não propiciam solução única ou "mais correta", obrigando os alunos envolvidos a refletirem, debaterem e justificarem com argumentos a alternativa escolhida. Cabe ao mediador examinar a consistência dos raciocínios escolhidos pelo grupo, valorizando o diálogo e o uso ou não de uma hierarquia de valores consensual. Os dilemas podem se basear em circuns- tâncias reais ou hipotéticas, e é necessário que sejam de fácil compreensão por parte dos alunos, relacio- nados a seu entorno social, adaptados ao desenvol- vimento cognitivo e afetivo da turma e capazes de envolvê-la pelo seu conteúdo interessante. As fases da estratégia poderiam ser: 1) apresentação do dile- ma, assinalando-se com precisão quais os valores em conflito; 2) busca de uma posição pessoal em relação ao dilema; 3) formação de grupos homogêneos face a posições assumidas, isto é, alunos que optam pela mesma solução devem integrar o mesmo grupo para elaborarem, de forma explícita, os argumentos que usariam como justificativa; 4) debate entre grupos na defesa dos argumentos apresentados; 5) fundamen- tação de condutas face aos argumentos escolhidos, contextualizando-os no cotidiano do aluno. m alo sd ed os / st ock .ad obe.co m 74 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 74FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 74 14/04/2023 15:41:2614/04/2023 15:41:26 lu is m ol in er o / s to ck .a do be .c om A título de exemplo, apresentamos alguns dos dile- mas estabelecidos por Kohlberg ou adaptados à realida- de de nossas escolas. • O pai de Ricardo prometeu que deixará o filho ir ao parque de diversões se estudar duas horas por dia,todos os dias. Ricardo cumpre essa tarefa, mas, no fim da semana, o pai afirma que pensou melhor e que não o deixará ir. Ricardo sai de casa e, secretamente, vai ao parque com os amigos, contando tal fato para sua irmã. A irmã deve ou não revelar essa ação ao pai? • Uma mulher estava às portas da morte. Um farma- cêutico descobriu uma droga que poderia salvá-la, mas cobrava um preço altíssimo para cada dose, pois, além do material que usava, desejava obter retorno por seus longos anos de estudos antes da descoberta. O marido da mulher doente empenhou tudo que possuía, mas obte- ve apenas a metade do valor pedido pelo farmacêutico e tentou convencê-lo a vender com preço mais baixo. Este recusou, levando o marido, na primeira oportunidade, a roubar a droga. Ele deveria ter feito isso? Por quê? Na mesma linha de dilemas propostos, existe uma série de outros que permitem igual reflexão, ainda que não apresentados por Kohlberg. Por exemplo: • Um barco salva-vidas, logo após um naufrágio, pode levar apenas três passageiros dos cinco que aspiram à salvação. Quais seriam salvos entre um sacerdote gene- roso, mas de idade avançada; uma criança de seis anos com problemas mentais; um marinheiro experiente e forte, mas extremamente egoísta; um advogado que está sendo aguardado para ser julgado por um crime que alega não ter cometido; ou uma mãe com quatro filhos pequenos para cuidar? Como antes foi colocado, essas estratégias ajudam o trabalho em classe e a mudança do aluno, que po- derá assumir condutas mais positivas em sua relação com outras pessoas, colegas ou não; isso as une e/ou as difere de aulas expositivas convencionais. Ocorre o desapare- cimento do professor moralista, que, como especialista em valores, acredita que seus alunos não os tenham e usa o espaço da aula para sua exposição e ênfase. Em seu lugar, emerge o professor-intermediador, que, conhecendo estratégias e procedimentos de adminis- tração de discussões grupais, procura promovê-las visando a construção, com os estudantes, de condutas positivas em relação ao seu desejo de aprender a se relacionar. ANTUNES, Celso. Na sala de aula. Petrópolis: Vozes, 2012. 75 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 75FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 75 14/04/2023 15:41:2714/04/2023 15:41:27 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com o ou u – página 22 Orientação didática: • Explore o conteúdo trabalhado em letras de can- ções conhecidas pelos alunos. Eles podem copiar as palavras com o ou u que aparecem nelas e separar suas sílabas. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Post – página 18 (segunda coluna) Orientação didática: • Construa, na lousa, um diagrama com algumas palavras do texto. Sorteie alguns alunos para procura- rem as palavras. Peça ao restante da turma para não interferir na hora da busca, para não atrapalhar. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 19 e 20 (primeira coluna) Orientação didática: • Converse com os alunos sobre as palavras que mais chamaram a atenção deles no texto e comente sobre as respostas às questões do conteúdo do texto. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Encontro vocálico – páginas 20 (segunda coluna) e 21 Orientação didática: • Pesquise imagens cujo nome é escrito com encontros vocálicos e as reproduza em folhas de papel A4. Os alunos devem escrever esses nomes ao lado da ima- gem e destacar os encontros vocálicos. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. a 7ª Semana – Grade semanal 76 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 76FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 76 14/04/2023 15:41:2714/04/2023 15:41:27 Atividade lúdica Amarelinha Em vez de números, a amarelinha pode conter letras e ajudar a formar palavras. A ideia é a mesma da brincadeira tradicional: jogar a pedrinha e atravessar aos saltos, entre uma e duas pernas, as casas riscadas de giz (ou feitas de folhas de papel dispostas no chão), pulando aquela que estiver marcada pela pedra. A diferença é que os números são substituídos por letras do alfabeto ou por sílabas prontas. Em cada casa que a pedra cair, a criança deve pas- sar por um desafio, dependendo de sua intimidade com o alfabeto: pode ser o reconhecimento de uma letra, a leitura de uma sílaba ou a construção de uma ou mais palavras iniciadas por aquela letra ou sílaba. Para a pedra não cair sempre nos mesmos lugares, você pode colocá-la em cima de cada letra ou sílaba, uma de cada vez, para que a criança passe por todas as casas. Os desafios também podem ir aumentando, dependendo da disposição e criatividade do professor. Se a amarelinha for feita com folhas de papel, a criança pode terminar a brincadeira construindo palavras com as próprias casas. Disponível em: https://lunetas.com.br/brincadeiras-palavras-alfabetizacao/ Acesso em: 09/12/2022. (Adaptado) Ro m an / st oc k. ad ob e. co m 77 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 77FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 77 14/04/2023 15:41:3314/04/2023 15:41:33 Orientação didática • Elabore uma rede social física! Deixe um caderninho à disposição da sua turma para que eles deixem recados, opiniões e elogios sobre as aulas e os conteúdos ou até mesmo para tirar possíveis dúvidas. Deixe o caderninho em um local da sala em que todos possam ter acesso. A experiência trará novas oportuni- dades de interação e a compreensão da importância de se manter atualizado e se fazer ouvir. BNCC (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana- mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. 18 • Converse com os alunos a respeito da importância dos vários gêneros textuais para a interação social. O post é um gênero digital cujo objetivo é compartilhar assuntos, conceitos, opiniões, de acordo com o interesse dos usuários, por meio da Internet. Pergunte aos alunos se já visitaram algum blog, quais assuntos são de seu interesse, etc. 78 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 78FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 78 14/04/2023 15:41:3514/04/2023 15:41:35 Sugestão de atividade 1. Para você, o que não deveria ser postado na Internet? 3. As postagens na Internet expõem a vida da pessoa. Na sua opinião, as pessoas devem postar sobre sua vida pessoal? Justifique sua resposta. 2. Escreva uma vantagem da Internet para os dias atuais. BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 19 Resposta pessoal Resposta pessoal Sugestão de resposta: A rapidez das notícias. 79 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 79FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 79 14/04/2023 15:41:3714/04/2023 15:41:37 Orientação didática Entregue aos alunos jornais e revistas e produza uma ficha como a que está ao lado. Peça a eles que pesqui- sem palavras em que apareçam encontros vocálicos e colem-nas na ficha. Ao final da atividade, verifique se as palavras estão na classificação correta. Caso contrário, selecione-as e faça uma correção coletiva na lousa. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textoslidos. 20 ai eu ia oi ui 80 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 80FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 80 14/04/2023 15:42:0114/04/2023 15:42:01 Orientação didática BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 21 • Antes da leitura, distribua fichas com palavras do texto do livro do aluno que têm encontros vocálicos. Em seguida, realize a leitura com os alunos; à medida que forem realizando a leitura, os alunos que estão com as fichas mostrarão as palavras. Depois, coloque as palavras na lousa e pergunte aos alunos: “O que as palavras que estão no quadro têm em comum?”. Faça uma pequena pausa para os alunos levantarem hipóteses. Depois que levantarem várias hipóteses, mostre que, em cada pala- vra destacada no texto, há agrupamento de vogais. • Peça a eles que identifiquem palavras em que apa- reçam agrupamento de vogais iguais aos que foram citados no texto e copie-as no quadro. Escolha alguns alunos para circularem os encontros vocálicos na lousa. Em seguida, classifique-os em uma tabela. ditongo tritongo hiato 81 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 81FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 81 14/04/2023 15:42:2514/04/2023 15:42:25 Orientação didática BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). • Solicite aos alunos que leiam algumas palavras em voz alta para perceberem os sons das vogais, tanto fortes como fracos. Depois, escreva uma lista com palavras com a letra o átona, em final de sílaba, e outra com palavras com a letra o tônica. Explique a semelhança da sonoridade entre a letra o átona e a letra u. 22 • Divida a turma em equipes e distribua revistas ou jor- nais. Peça aos alunos que recortem palavras terminadas com as letras o e u. Entregue-lhes folha de papel-sulfi- te, pedindo que separem o grupo de palavras. Exponha esta atividade na sala para que eles possam socializar os conhecimentos. Peça aos alunos que leiam essas palavras expostas na parede da sala de aula. 82 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 82FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 82 14/04/2023 15:42:5914/04/2023 15:42:59 Fundamentação A escola permite que a criança se aproprie da escrita? Se a escola propiciasse a emergência do texto es- crito desde o início do processo de aquisição da escrita, se soubesse ser "escriba" e "leitora" para os alunos no estágio inicial desse processo, quando as crianças, embora não conheçam e não dominem ainda os instru- mentos de escrita e leitura, podem já manifestar suas próprias "intenções de escrita" e "intenções de leitura", aí, sim, estaria permitindo que os aprendizes de escrita e de leitura se apropriassem, de fato, do ato de escrever e de ler. Mas isso significa nada mais nada menos do que reconhecer o direito de todos os indivíduos a uma escrita e a uma leitura produtivas. Isso nos remete à pergunta: interessa à escola, nesta nossa sociedade, onde são tão marcadas as diferenças de classe, permitir que toda a sua clientela tenha voz por escrito? Interessa fazer com que todos leiam criticamente, não aceitando de antemão opiniões expressas por escrito por outros indivíduos desta mesma sociedade, simplesmente pelo fato de eles terem suas palavras revestidas da impres- são de "autoridade" que a escrita (e particularmente o material impresso) confere? Se constatamos que, para muitas crianças, as portas da escola "democrática" se fecham no final do 2o ano do Ensino Fundamental: que, para muitas outras, a repe- tência no 2o ano se transforma em pesadelo durante anos a fio; e que, para tantas outras, ainda, a passagem pela escola se reduz a um mero ritual (uma vez que poucos são os que saem da escola tendo preservado o seu espaço de reflexão crítica e de criação), entende- -se por que a educação que temos é uma farsa para a maioria dos alunos. Assim, a escola, nos moldes atuais, leva frequen- temente a uma robotização dos indivíduos que nela ainda conseguem permanecer, obrigados que são, desde o 2o ano, a executar mecanicamente uma sé- rie de exercícios que os distanciam cada vez mais de usos significativos da linguagem escrita e mesmo da linguagem oral (as mesmas considerações valem, evidentemente, para os demais conteúdos que a escola pretende ensinar). Pode-se dizer que a escola cumpre, dessa forma, a missão que esta sociedade dela espera: para as crian- ças mais favorecidas, constitui-se em espaço onde elas são ritualmente introduzidas à escrita e à leitura, porque parece ser, no próprio ambiente em que vivem, rico de estímulos de toda a ordem, que essas crianças, em contato com o material escrito, aprendem a tirar as conclusões adequadas sobre o funcionamento da pró- pria escrita e seus usos sociais. Para as crianças das classes mais baixas da população que nela conseguem permanecer, a escola concede a ilusão da alfabetiza- ção: faz crer que um desempenho puramente mecâ- nico em escrita e leitura seja o objetivo a ser atingido por aqueles que, na verdade, teriam muito mais a dizer com a escrita se, de fato, fosse-lhes permitido se apropriar dela. (Leitura e escrita na vida e na escola. In ALB. Leitura: teoria & prática, op. cit.) SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. bo ng ka rn / st oc k. ad ob e. co m 83 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 83FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 83 14/04/2023 15:43:0514/04/2023 15:43:05 a 4o dia Língua Portuguesa: Gramática: Encontro consonan- tal e dígrafo – páginas 27 e 28 Orientação didática: • Previamente, pesquise algumas figuras cujo nome apresente encontros consonantais e leve-as à sala. Com elas, faça um ditado mudo com os alunos. Em seguida, corrija a atividade com a turma. Observe as palavras que os alunos mais erraram e as que mais acertaram. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Rótulo – página 23 Orientação didática: • Peça aos alunos que tragam rótulos de casa e faça, em sala, a leitura deles mostrando a importância da validade dos produtos e o valor nutricional. • Aproveite para fazer uma pesquisa em revistas e jornais, expondo no mural da sala e circulando nos rótulos a data de validade e o valor nutricional. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – página 24 Orientação didática: • Cole rótulos em uma cartolina para a confecção de um quebra-cabeça. Divida a sala em grupos, e cada grupo será desafiado a montar o quebra-cabeça em um tempo determinado por você. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Encontro consonantal e dígrafo – páginas 25 e 26 Orientação didática: • Solicite aos alunos que escrevam palavras com encontros consonantais e dígrafos na lousa. Você pode indicar as palavras ou a escolha pode ser do próprio aluno. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 8ª Semana – Grade semanal 84 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 84FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 84 14/04/2023 15:43:0514/04/2023 15:43:05 Atividade lúdica Brincadeira da batata quente Objetivos: • Desenvolver a atenção e a percepção auditiva. • Reconhecer as letras, relacionando grafemas e fonemas. • Diferenciar letras de outros sinais gráficos. Materiais: • Fichas de leitura (sílabas móveis, palavras, frases e pro- vérbios populares) de acordo com o nível de cada aluno. • Uma bola ou confeccionar uma batata quente com um saco de TNT preenchido com espuma, acrilon, tecidos, etc. e enfeitado com cabelo, olhos, nariz e boca. Como fazer: Ao som de uma música, a batata quente deverá passar de mão em mão. Quandoa música parar, o aluno que estiver com a batata na mão deverá retirar uma ficha de leitura (sílabas móveis, palavras, frases e provérbios populares) de acordo com o nível de cada aluno. Disponível em: https://atividadesparaprofessores.com.br/atividades-de-alfabeti- zacao-divertida/. Acesso em: 09/12/2022. 85 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 85FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 85 14/04/2023 15:43:0914/04/2023 15:43:09 Orientação didática Peça aos estudantes que formem grupos. Entregue rótulos de alimentos e solicite que os estudantes os analisem, depois respondam às perguntas abaixo: BNCC (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publi- citários e de propagan- da, como elementos de convencimento. (EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de cons- cientização destinados ao público infantil, observando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação). 23 — São rótulos de alimentos ou de higiene pessoal? — O que vocês estão vendo nesses rótulos? Letras? Desenhos? As duas coisas? — Imaginem esses rótulos apenas com desenhos. Vocês comprariam? E se tivessem apenas palavras e nenhum desenho? — Vocês consideram esses rótulos atrativos? Por quê? — Vocês mudariam alguma coisa em algum desses rótulos? Se sim, o que mudariam? 86 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 86FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 86 14/04/2023 15:43:1514/04/2023 15:43:15 Sugestão de atividade 1. Observe um rótulo e, sobre ele, faça o que se pede. a. Que rótulo você observou? Que marca? c. Qual é a lista nutricional? d. Crie um novo rótulo para o produto escolhido.b. Escreva qual é a sua data de: BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 24 Resposta pessoal Resposta pessoal Resposta pessoalResposta pessoal Resposta pessoal fabricação: validade: 87 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 87FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 87 14/04/2023 15:43:1614/04/2023 15:43:16 Orientação didática Promova um jogo com seus alunos. Divida a turma em grupos, determine um tempo para cada rodada e diga um encontro consonantal. No tempo indicado, cada grupo deverá escrever o máximo de palavras grafadas com o mesmo encontro consonantal dito. Ao final de várias rodadas, ganha a equipe que conseguir escrever, corretamente, mais palavras. Uma variação desta ati- vidade é permitir que eles consultem o dicionário, pois isso também estará desenvolvendo neles a habilidade de manuseá-lo. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 25 ok si x / s to ck .a do be .c om 88 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 88FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 88 14/04/2023 15:43:2414/04/2023 15:43:24 Sugestão de atividade BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 26 1. Complete as palavras com o dígrafo adequado. 2. Classifique as palavras utilizando os códigos a seguir. gu qulh xcch scss rr maravi oso re eijão pi ina e elente a unto se ote lan e man e lh qu sc xc ss rr ch gu/ch D ECDígrafo Encontro consonantal grade aquilo chute livro banheiro pedra dinossauro nascimento espetáculo EC EC D D D D D EC EC 89 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 89FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 89 14/04/2023 15:43:2814/04/2023 15:43:28 Sugestão de atividade BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 27 1. Complete os quadros com nomes que tenham os seguintes encontros consonantais. 2. Separe as sílabas das palavras com encontros consonantais e escreva-as nos quadros correspondentes. biblioteca – submarino problema – tratado quadrado – objeto artista – clima ritmo – graveto advogado – absoluto Sugestão de resposta: Na mesma sílaba Em sílabas separadas bi-bli-o-te-ca pro-ble-ma qua-dra-do gra-ve-to cli-ma tra-ta-do sub-ma-ri-no ob-je-to ar-tis-ta rit-mo ad-vo-ga-do ab-so-lu-to C A C T O C L O N E F L E C H A O B J E T O B L O C O A T L A S P N E U Q U A D R O 90 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 90FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 90 14/04/2023 15:43:3314/04/2023 15:43:33 Orientação didática BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 28 • Confeccione um jogo da memória com figuras cujos nomes contenham encontros consonantais. Utilize papel-cartão para colar as figuras e divida a turma em grupos de quatro pessoas. A atividade ocorrerá em duas etapas: na primeira, os alunos devem formar o maior número de pares. Quem conseguir formar mais pares avança para a segunda etapa, que será escrever o nome dessas figuras em folha de papel-sulfite. Vence a brincadeira quem escrever o maior número de palavras corretamente. • Elabore atividades de fixação da escrita de palavras com encontros consonantais e dígrafos. • Escreva palavras na lousa e solicite aos alunos que destaquem os encontros consonantais em cada uma. • Solicite aos alunos que escrevam, no caderno, uma relação de palavras com dígrafos para treinar a grafia. Faça a correção na lousa. 91 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 91FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 91 14/04/2023 15:43:3814/04/2023 15:43:38 Fundamentação O que caracteriza uma boa aula? O que, realmente, significa aprendizagem signifi- cativa e em qual sentido difere de outra? Pois é de se imaginar, pela ênfase dada a “significativa”, que outra aprendizagem deve existir. Efetivamente existe. Quando algo que aprendemos fica em nosso cé- rebro por algum tempo, sem interagir com conceitos relevantes em nossa estrutura cognitiva, armaze- nando-se de forma arbitrária e não interagindo com saberes relevantes ao desafio do viver, afirma-se que foi essa uma aprendizagem mecânica ou automática que, em síntese, é o saber guardado na memória como pura decoreba, tal como o saber do papagaio que fala sem saber o que fala. Assim, para quem vai fazer uma omelete, saber, por exemplo, que Dom Manuel era o rei de Portugal quando Cabral por aqui chegou constitui uma aprendizagem mecânica e que em nada ajuda na arte de preparar a omelete. Da mesma forma, saber ou não os afluentes da margem esquerda do Rio Amazo- nas não é significativo ou relevante para quem precisa dirigir bem um carro. Uma aprendizagem não mecânica e, portanto, significativa, constitui o processo por meio do qual uma nova informação se relaciona de forma substantiva e pertinente aos saberes essenciais guardados em nossa mente. Seria legítimo afirmar que compreender o mo- mento em que os ovos devem ser batidos e a forma de os virar na frigideira ou quando se deve parar o veículo para abastecê-lo constituem aprendizagens significati- vas para quem precisa preparar omeletes e para quem necessita conduzir um veículo. Em termos mais simples, não é difícil descobrir, in- felizmente, que, em sua maior parte, todos os saberes que se ensinam aos alunos sãoaprendizagem mecâ- nica, pois não se necessita deles para viver de forma coerente e pertinente. Comunicar-se com clareza constitui proposta significativa, decorar regras gra- maticais insossas é aprendizagem mecânica, da mes- ma forma que aprender a somar é significativo, mas memorizar teoremas é ato cognitivo mecânico. Saber ler é importante, mas dependendo de como se aplica D ra ze n / s to ck .a do be .c om 92 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 92FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 92 14/04/2023 15:43:3914/04/2023 15:43:39 essa aprendizagem é ela significativa ou não, pois mui- tos sabem ler mas raramente usam esse atributo para crescer, dialogar, pensar. Um bom professor pode ajudar seus alunos a transformarem aprendizagens mecânicas em sabe- res significativos quando, ao lado dos conteúdos, desenvolve algumas competências. É por isso que uma pesquisa sobre a Tanzânia possui pouca signi- ficação, mas é aprendizagem válida se, através do exercício, o aluno efetivamente aprendeu a pesqui- sar. Nesse exemplo, a competência “como se efetua uma pesquisa” é ação significativa, pois, pela vida inteira, é essencial utilizá-la, ainda que as informa- ções restritas sobre esse país africano possam ser dispensadas. Usando-se a referência desse exemplo, seria importante indagar: além de “pesquisar”, que outras ações ou competências poderiam ser apren- didas pelos alunos para transformar informações mecânicas em saberes significativos? Parece-nos que de importância tão expressiva quanto “pesquisar” é a competência de “argumentar”. Não se pratica a coerência na argumentação sem fatos, ainda que os fatos que se exercitam possam ser irrele- vantes. Outra competência essencial é permitir que o aluno tenha “visão sistêmica” das coisas de seu mundo e, dessa forma, liberte-se de preconceitos ou de opi- niões irrefletidas que se assumem porque outro antes as assumiu. Quem possui uma visão sistêmica enxerga longe, pondera e descobre que administrar opiniões e sentimentos envolve delicadeza não mais simples que bem administrar o dinheiro que se ganha. Outra competência essencial é “envolver-se” na realidade de seu tempo, sabendo um pouco de tudo, tudo de cada pouco. Quem se envolve nos saberes do mundo em que vive sabe fazer uma leitura desse mundo e sobe nas altitudes de seu tempo para perceber o ontem e antecipar o amanhã. Não menos importante que se sentir ligado ao tempo é também “assumir uma visão crítica”, percebendo os fatos e as notícias como quem analisa, compara, descreve, classifica, contextualiza. Quem assim age desenvolve iniciativa, descobre meios coerentes de se socializar sentindo o outro em si e, certamente, está preparado para viver e conviver se descobrindo protagonista no tempo que passa, ator nos pequenos dramas com os quais o cotidiano a cada instante nos desafia. Um professor pode reger saberes mecânicos, automatizando-os e, assim, descobrindo-se inútil pelo que deixa e pela sabedoria com que o cérebro inteligente de seus alunos expulsa as inutilidades que deixou, mas pode também ser profissional imprescindível quando se apossa dos saberes de sua disciplina e, por meio deles, desenvolve no aluno a capacidade de pesquisar, argumentar, assumir visão sistêmica, ligar-se a seu tempo, assumir visão críti- ca da realidade, tornando-se apto a inventar, criar e agir, e, assim, realmente bem viver. ANTUNES, Celso. Primeiros degraus. São Paulo: Loyola, 2012. Sy da P ro du ct io ns / Sh ut te rs to ck .c om 93 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 93FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 93 14/04/2023 15:43:5614/04/2023 15:43:56 a 4o dia Língua Portuguesa: Estudo do dicionário – página 31 Orientação didática: • Trabalhe o Estudo do dicionário ressaltando a im- portância de se ampliar o vocabulário. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 1o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr – página 29 Orientação didática: • Proponha um bingo com palavras com consoante + r. Confeccione as cartelas com folhas de cartolina, e os nomes chamados podem ser escritos em papel A4, recor- tados e misturados em um saquinho. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr – página 30 Orientação didática: • Comente com os alunos sobre as atividades propostas e observe os erros mais frequentes. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr Orientação didática: • Realize atividades de treino ortográfico com palavras com consoante + r. Faça um ditado, exercícios de completar palavras, etc. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 9ª Semana – Grade semanal 94 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 94FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 94 04/05/2023 10:44:3704/05/2023 10:44:37 Atividade lúdica Bingo com nomes e figuras Você poderá fazer na sala o bingo dos nomes. Nessa brincadeira, você distribui cartelas diferen- tes com o nome dos alunos e dita os nomes para que eles marquem em suas cartelas. Como as crianças estão em processo de alfabetização, você pode repetir os nomes ditados e determinar um espaço de tempo para que elas consigam fazer as relações entre os nomes “lidos”, ditados por você, e a escrita deles nas cartelas. Os dez primeiros que baterem podem ganhar uma bala, um pirulito. Como em todo bingo, é importante fazer a con- ferência entre os nomes ditados e os marcados. É interessante você conferir os que bateram e os que não bateram para que você possa verificar se não bateram porque os nomes não foram chamados ou porque os estudantes não conseguiram fazer a relação entre o nome chamado (lido) e a escrita do referido nome. Disponível em: http://www.educacao.pe.gov.br/portal/upload/ galeria/17691/CADERNO%20DE%20ORIENTA%C3%87%C3%95ES%20 METODOL%C3%93GICAS%20-%20ENSINO%20FUNDAMENTAL%20- -%20L%C3%8DNGUA%20PORTUGUESA%20-%201%C2%BA%20E%20 2%C2%BA%20ANO.pdf. Acesso em: 09/12/2022. ko to ff ei / st oc k. ad ob e. co m alexlmx / stock.adobe.com 95 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 95FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 95 14/04/2023 15:44:0014/04/2023 15:44:00 Orientação didática • Realize um treino ortográfico com a turma utili- zando palavras escritas com consoante + r e faça a correção apresentando a escrita correta das pala- vras ditas no treino. Em seguida, peça que os alunos escolham duas ou três palavras e construam frases com elas. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 29 • Solicite aos alunos que perguntem o nome dos colegas e escrevam, no caderno, o nome daqueles que apresen- tam consoante + r na escrita. • Promova um ditado mudo com figuras cujo nome tenha consoante + r. Depois, corrija a atividade esclare- cendo as possíveis dúvidas. 96 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 96FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 96 14/04/2023 15:44:0514/04/2023 15:44:05 Sugestão de atividade BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 30 1. Junte as partes formando palavras. 2. Construa frases usando o nome das figuras. Resposta pessoal fraco Brasil frieza brasa freira branco FR BR ACO ASIL IEZA ASA EIRA ANCO 97 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 97FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 97 14/04/2023 15:44:1114/04/2023 15:44:11 Orientação didática • Promova torneios para ver quem encontra mais rapi- damente uma palavra, o maior número de palavras com uma determinada sílaba ou letra, etc. • É importante que você trabalhe com seus alunos novas palavras. Caso eles já conheçam a maioria das palavras dos textos, procure fazer um jogo em que tenham de conhecer novas palavras, por exemplo: façao jogo da forca com eles, mas solicitando que escolham palavras desconhecidas do seu universo vocabular. BNCC (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 31 Ao final de cada rodada, solicite que o grupo que está tentando adivinhar faça o levantamento de hipóteses sobre o significado das palavras. Só depois disso é que o grupo que escolheu a palavra deverá ler o significa- do no dicionário e explicar aos outros. Essas ativida- des desenvolverão habilidade de leitura e interpreta- ção de texto. 98 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 98FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 98 14/04/2023 15:44:1614/04/2023 15:44:16 Fundamentação Onde encontrar bons textos? A leitura de pequenos textos para as crianças re- presenta atividade de lazer e funciona como elemento motivador para a leitura extraclasse. Assim, recomenda- mos que o professor, sempre que tiver a oportunidade de encontrar um texto que, por um aspecto ou outro, interesse à criança, traga-o para a sala de aula. Partin- do do exemplo do professor, a criança também passará a trazer para a escola textos interessantes para serem lidos. Percebemos através da experiência que, consti- tuído o hábito, os alunos cobram essa atividade, e, se cobram, é porque gostam. É muito comum o professor se acomodar apenas com os textos que aparecem no li- vro didático. Esquece, porém, que estes perdem o sabor da novidade, pois sabemos que as crianças os leem em casa antes de serem trabalhados pelo professor. Um poema bonito, uma fábula, um conto de fadas, uma crônica (as crônicas devem ser leves, os alunos adoram as que têm um tom humorístico), enfim, onde encontrá-los? As antologias são as fontes mais ricas, mas temos ainda os suplementos literários, que apa- recem nos bons jornais, e as revistas especializadas para o professor costumam trazer textos interessantes. Vamos encontrar poemas infantis na obra de Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, entre outros. Um bom texto pode ser encontrado até na própria sala de aula, quando é o aluno que proporciona essa oportunidade. Mas não esqueça: a leitura desses textos deve representar ativi- dade de lazer, sem assumir compromisso com qualquer tipo de cobrança. Se o texto for interessante; e a leitu- ra, agradável, a criança ficará atenta. Permita-se, no máximo, comentários orais com os alunos, procurando, sempre que possível, aguçar o senso crítico. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. ni kk im ee l / s to ck .a do be .c om 99 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 99FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 99 14/04/2023 15:44:1714/04/2023 15:44:17 a 1o dia Semana de avaliação. 2o dia Semana de avaliação. 3o dia Semana de avaliação. 4o dia Semana de avaliação. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 10ª Semana – Grade semanal 100 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 100FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 100 14/04/2023 15:44:1814/04/2023 15:44:18 32 Os ensinamentos para a vida não estão desvinculados dos conteúdos programáticos, mas, através deles, pode ser construída uma ponte que abrirá caminhos para reflexões, como também para a prá- tica dessas discussões realizadas em sala de aula. Um texto, uma música e até mesmo uma produção textual podem servir de instrumento para que o professor trabalhe o valor da família, das amizades verdadeiras, do respeito ao próximo e de muitas outras coisas que contribuem para que novas cons- ciências, ou melhor, uma visão mais humana do que realmente importa nesta vida sejam formadas. ANDRADE, Fabiana. A pedagogia do afeto. Recife: Prazer de Ler, 2014. Nota: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto de competências gerais, que serve como um guia para o aprendizado das crianças, e que deve ser desenvolvido de forma integrada ao currículo. Trabalhando as emoções 101 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 101FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 101 02/05/2023 17:28:3102/05/2023 17:28:31 1. Leia o bilhete que o Sr. José deixou à sua filha. Unidade 1 • Alfabeto: maiúsculo e minúsculo • Palavras com g e j • Letras e sons • Palavras com e e i • Encontro vocálico • Palavras com o e u • Encontro consonantal e dígrafo • Palavras com br, cr, dr, fr, gr, pr, tr e vr Semana de avaliação Malu, Filha, eu me esqueci de comprar as frutas de que a sua mãe gosta para enfeitar a mesa. Compre, por favor: manga-rosa, uvas sem caroço, kiwi e as pinhas. Vou buscá-la no aeroporto às 11h. Bjs... Tony a. Circule, no texto, as palavras escritas com letra inicial maiúscula. b. Coloque o nome das frutas em ordem alfabética. 2. Observe e marque, com um x, as imagens cujo nome é escrito com g com som de j. a. Agora, copie o nome dessas imagens. kiwi, manga-rosa, pinhas, uvas girassol, gema, gelo, girafa x x x 3. Leia uma estrofe do poema O Sol e a Lua se desenten- deram, de Maria Luiza Soares. A Lua fez careta para o Sol, que não queria treta, por isso não revidou. a. Nessa estrofe, há algumas palavras com mais letras que fonemas. Quais são elas? b. Escreva a quantidade de letras e fonemas das pala- vras a seguir. 4. Relacione corretamente. 5. Forme palavras com e com som de i seguindo a indicação. que, queria e isso 3 letras e 3 fonemas 6 letras e 6 fonemas 3 letras e 3 fonemas 4 letras e 3 fonemas Lua careta Sol isso 4 letras e 5 fonemaspassarinho 9 letras e 7 fonemastáxi 8 letras e 7 fonemassombrinha 10 letras e 8 fonemasaxila 5 letras e 6 fonemaspartida 7 letras e 7 fonemastemporal 1 2 3 4 A TE LE FO EN B CHEN CHI LE CO C QUE PEI DEN GUE D PE CLE XE PEN x 102 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 102FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 102 14/04/2023 15:44:3814/04/2023 15:44:38 D4 + C3 + A1 = A4 + B1 + A1 = D1 + A2 = B2 + D2 + A1 = A1 + C2 = B4 + B3 + A1 = A3 + C4 + A1 = C2 + D3 = D4 + A1 = B4 + A2 = pendente colete enchente foguete pele peixe pentechiclete leque cole 6. Escreva V para verdadeiro ou F para falso em relação aos encontros vocálicos. 7. Leia o trecho do poema Domingo, de Olavo Bilac, e destaque os encontros vocálicos das palavras. Os encontros vocálicos podem ocorrer na mesma sílaba ou sílabas diferentes. O tritongo é o encontro de vogal, semivogal e vogal em sílabas diferentes. O ditongo é o encontro de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa em uma mesma sílaba. O hiato é o encontro de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente. V V F V Agora, classifique-os. ruas e dia – hiato cheias – ditongo mais hiato 8. Encontre, no diagrama, seis palavras com o com som de u. 9. Marque, com um x, a coluna correta de acordo com o encontro consonantal ou dígrafo que a palavra tiver. 10. Descubra a palavra intrusa de cada grupo. à R P E à U Ç I O D N W P A S T O R M E H A R C X O L K U N O T R S E A B M O C H I L A G F I T O A N I A J E S E A A U C X C V B N Q K I L Y O O P A L O E U B N T R P N B R I P Q E E A O Q B T H O U R O A E H F R C prioridade pasta trombeta estrada drone trapézio atletismo trator brócolis teatro cravo frigorífico príncipe fragrância graveto livraria bracelete porta x x x Palavras Encontro consonantal Dígrafo trampolim x x piscina x contador x prisma x protetor x planta x x Domingo... Os sinos repicam na igreja, constantemente, e todas as ruas ficam alegres, cheias de gente. Todo um dia de ventura... Como o domingo seduz! O homem, cansado, procura ter paz, ter ar e ter luz. [...] 103 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 103FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 103 14/04/2023 15:44:4214/04/2023 15:44:42 Fundamentação Como despertar o gosto pela produção de texto 1. Em primeiro lugar, respeitando o aluno naquilo que ele tem de mais pessoal: liberdade de pensa- mento. É muito comum o professor querer impor conceitos às crianças, e no que se refere ao ato de redigir mais ainda. O professorpode até sentir estranheza se algum aluno escrever, por exemplo, uma frase do tipo: de incentivar o aluno, demonstram o interesse do professor pelo trabalho individual da criança. 3. A forma de avaliação cultiva também o gosto pela redação, [...]. 4. A atividade de redação deve representar sempre uma novidade, uma surpresa para a criança. O pro- fessor deve estar sempre atento às novas técnicas. [...]. 5. Os concursos literários promovidos pelo professor despertam o interesse da criança pela redação. Es- ses concursos podem ser extensivos a toda a escola ou ficar restrito à sala de aula. [...]. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. Ora, o mundo inteiro pode concordar com o ditado que diz: “O cão é o melhor amigo do homem”. Mas essa criança não sente assim, e devemos respeitar seu pen- samento. É bem possível que ela tenha tido uma expe- riência desagradável com os cães ou, simplesmente, não goste deles. O que o professor deve fazer é descobrir a causa de sua aversão e procurar ajudar a criança no que for possível. Apenas isso. 2. Todos nós gostamos de sentir aprovação de nos- sos atos. Essa necessidade, na criança, é redobrada. Mesmo que a composição não esteja tão boa quan- to você gostaria, é preciso valorizar um ou outro aspecto que mereça. Sempre que avaliar, coloque “recadinhos” do tipo “Gostei da frase que você usou para descrever a cigarra” ou “O final foi muito cria- tivo” ou “Percebi que você usou uma palavra nova” (mencione a palavra) ou “Esta composição ficou melhor que a última. Isso demonstra que você está cada vez melhor. Parabéns!”. Essas anotações, além “O cão é um animal feroz, perigoso e malvado. Eu detesto os cães”. M hi lm i O sm an / st oc k. ad ob e. co m 104 FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 104FC_ME 3F PORT_UN 1.indd 104 14/04/2023 15:44:4314/04/2023 15:44:43 Não pare de estudar Ser professor requer que você continue estudando até o dia de sua aposentadoria. É importante que você acompanhe as novidades da sua área e atualize o seu conhecimento, porque a ciência está sempre se desen- volvendo, e pesquisas científicas com novas descobertas são constantes. Não importa qual seja a sua área, Matemática, Letras, Pedagogia, Física ou Química, atualizar-se é essencial para se tornar um bom profissional. Além de que, dessa forma, você incentiva os seus alunos a sempre irem atrás de conhecimento. Disponível em: https://www.tribunapr.com.br/conteudo-publicitario/faculdade- -unina/5-dicas-para-professores-iniciantes/. Acesso em 14/02/2023. O que vamos estudar: • Leitura do texto: Planeta Água • Gramática: Sílaba • Ortografia: Palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl • Leitura do texto: Uma noite na casa mal-assombrada • Gramática: Sílaba tônica • Ortografia: Palavras com r e rr • Leitura do texto: Violeiro • Gramática: Substantivos próprios, comuns e coletivos • Ortografia: Palavras com s e ss • Leitura do texto: Rap da economia • Gramática: Gênero do substantivo • Ortografia: Palavras com s e z em final de sílaba • Leitura do texto: No reino das Fadas Coloridas • Gramática: Número do substantivo • Ortografia: Palavras com m e n antes de consoante • Gramática: Graus do substantivo • Ortografia: Palavras com inho(a) e zinho(a) 105 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 105FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 105 02/05/2023 17:32:3802/05/2023 17:32:38 Conteúdos da unidade e a BNCC Unidade 2 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura de imagem • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Oralidade • Estratégia de leitura • Oralidade pública/Inter- câmbio conversacional em sala de aula (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos Expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF15LP09) Expressar-se em situa- ções de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. Leitura do texto: Planeta Água • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Reconstrução das con- dições de produção e recepção de textos • Construção do sistema alfabético e da ortografia • Estratégia de leitura • Compreensão (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidia- namente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 106 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 106FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 106 14/04/2023 13:26:2414/04/2023 13:26:24 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Gramática: Sílaba • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Segmentação de pa- lavras/Classificação de palavras por número de sílabas (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. Ortografia: Palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. Leitura do texto: Uma noite na casa mal- -assombrada • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Leitura colaborativa e autônoma • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP16) Ler e compreender, em cola- boração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escri- ta de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explí- citas em textos. Gramática: Sílaba tônica • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. 107 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 107FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 107 14/04/2023 13:26:2414/04/2023 13:26:24 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Ortografia: Palavras com r e rr • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalida- de (til, m, n). Leitura do texto: Violeiro • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Estratégia de leitura • Compreensão (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. Gramática: Substantivos próprios, comuns e coletivos • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Morfologia/Morfossintaxe (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração:agente, ação, objeto da ação. Ortografia: Palavras com s e ss • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalida- de (til, m, n). 108 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 108FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 108 14/04/2023 13:26:2514/04/2023 13:26:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: Rap da economia • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Reconstrução das con- dições de produção e recepção de textos • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia • Compreensão (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidia- namente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. Gramática: Gênero do substantivo • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Morfologia/Morfossintaxe (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. Ortografia: Palavras com s e z em final de sílaba • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 109 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 109FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 109 14/04/2023 13:26:2514/04/2023 13:26:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: No reino das Fadas Coloridas • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Leitura colaborativa e autônoma • Estratégia de leitura • Compreensão (EF15LP16) Ler e compreender, em cola- boração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autôno- ma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. Gramática: Número do substantivo • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Morfologia/Morfossintaxe (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. Ortografia: Palavras com m e n antes de consoante • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/ rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). Gramática: Graus do substantivo • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Morfologia/Morfossintaxe (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 110 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 110FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 110 14/04/2023 13:26:2514/04/2023 13:26:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Ortografia: Palavras com inho(a) e zinho(a) • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Morfologia (EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufi- xos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras. Estudo do dicionário • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Trabalhando as emoções — — NOTA: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto de competências gerais, que serve como um guia para o aprendiza- do das crianças e que deve ser desenvolvi- do de forma integrada ao currículo. 111 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 111FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 111 14/04/2023 13:26:2514/04/2023 13:26:25 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem – página 34 Orientação didática: • Apresente a imagem do livro desta página aos alunos e solicite-lhes que escrevam uma legenda para ela de acordo com o que eles observam na imagem e de que assunto, na opinião deles, ela trata. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Registre a contribuição oral dos alunos quanto à interpretação que tiveram da imagem. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Pegue uma imagem de revista e trabalhe com os alunos os aspectos da oralidade. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Explore o assunto de que trata a imagem por meio de várias perguntas de interpretação. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 11ª Semana – Grade semanal 112 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 112FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 112 14/04/2023 13:26:2514/04/2023 13:26:25 Atividade lúdica deagreez / stock.adobe.com Contando histórias Recursos: • Será necessário usar livros que possam dissertar a história de maneira descontraída e mais divertida entre as crianças. Deixe seu local de histórias mais confortável para que todos prestem atenção. Objetivo: • Fazer com que toda a diversão nas aulas possa ser usada como um aprendizado com boa qualidade. Passo a passo da brincadeira: • A brincadeira contando histórias é bem simples: a ideia é transformar o jeito complexo que alguns livros promovem ao contar as histórias em algo mais divertido e fácil de entender para todas as crianças e adolescentes. • Coloque as crianças ou os adolescentes em locais confortáveis e crie formas diferentes de contar história, com mais intensidade e, principalmente, mais diversão. 113 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 113FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 113 14/04/2023 13:26:2614/04/2023 13:26:26 Orientação pedagógica O que é leitura de imagens? A criança, quando chega à escola; já traz a sua leitura de mundo, pois ela tem um conhecimento prévio influenciado pela família, pois foi colocada diante de ima- gens que devem ser decifradas. Por exemplo, ao assistir televisão, ela toma uma posição diante do que está vendo; quando sai à rua, BNCC (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos Expres- sivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâm- bio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado. 34 vê-se diante de carros, placas e pessoas que oferecemvárias informações que, querendo ou não, acaba absorvendo. “Sabe-se hoje que a criança, quando chega à escola, já é uma entusiasta e experiente leitora do mundo. Ela começa desde cedo a observar, atribuir significados aos seres e às situações do mundo à sua volta” (CUNHA, 2012, p. 127). Assim, é através das imagens que as crianças conseguem entender o mundo em que vivem e conseguem se comunicar. Não somente as crianças, mas também os adultos, diariamente, são colocados em con- tato com esses signos que fazem parte do cotidiano das pessoas. Maria Vitória Costa Diniz é professora do Colégio Rosa de Saron – São Luís/MA. É formada em Pedagogia. Revista Construir Notícias. A leitura de imagem no processo de ensino-aprendizagem da Educação Infantil. ed. 101, 2018. 114 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 114FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 114 14/04/2023 13:26:2714/04/2023 13:26:27 Fundamentação O que é interpretar? Interpretar é, antes de mais nada, compreender. Em se tratando de um texto, interpretar significa ir às entrelinhas, aos detalhes, às sutilezas da mensagem. Interpretar é ir além da su- perfície, penetrar fundo no texto, sentir todas as emoções que ele pode despertar. A interpre- tação bem-feita envolve leitura bem-feita. E é na escola de 1o Grau que o processo começa a se desenvolver. Se a leitura é ponto vital para a interpretação, observe seus passos: 1. Motivação – Entende-se por motivação da leitura não a reprodução oral do professor sobre o texto a ser lido, mas a conversa sobre o tema do texto. Em A girafa, por exemplo, o professor abordaria o aspecto da comunicação, através de questionamentos, relato de alguns casos interessantes, sempre incentivando a partici- pação do aluno. 2. Estudo da sinonímia – É interessante trabalhar o vocabulário antes da leitura para que esta não seja interrompida durante o processo. O professor poderia dizer: “No texto que vamos ler, aparecem algumas palavras diferentes. Alguém sabe dizer o que sig- nifica farejar?”. Assim, vai anotando, no quadro de giz, as palavras e seus significados, deixando-as expostas até o final da atividade. 3. Leitura silenciosa – É, de todas, a mais difícil forma de ler, pois exige intensa con- centração e reflexão. E, sabemos, muitas crianças têm dificuldades nesse aspecto. Cabe ao professor observar e tentar descobrir a causa, sempre que possível, junto ao Serviço de Orientação Educacional da escola. No aspecto prático, a leitura silenciosa deve ser treinada porque é dela que a criança fará mais uso. 4. Comentários – Após a leitura silenciosa, só após ela, o professor fará os comen- tários sobre o texto. Esses comentários envolvem a participação ativa do aluno. As perguntas devem ser inteligentes, de forma a não subestimar sua capacidade de raciocínio. É uma atividade oral. Com relação ao texto A girafa, por exemplo, o pro- fessor poderia comentar e induzir os alunos a uma resposta sobre: “E, como no conto, aumenta um ponto”. “Quem conhece o ditado popular ‘Quem conta um conto aumenta um ponto’?; ‘O que isto tem a ver com o texto?’; ‘Quando o autor usa girafanoticiário junto, será que cometeu um engano de digitação?’; ‘Quem sabe dizer o porquê?’”, etc. O professor também deve comentar os aspectos conotativos da linguagem. Por exemplo: “O que é um furo?”; “E furo jornalístico?”; “É possível farejar furo?”; “Como?”, etc. 5. Leitura oral – Sempre que possível, o professor deve propor a leitura oral dramatiza- da, fazendo com que as personagens do texto sejam representadas pelos alunos. Evitar aquela leitura sequenciada que desgosta as crianças por se tornar cansativa. Prefira solicitar que os alunos leiam, por exemplo: um trecho onde haja descrição, um trecho onde haja diálogo, ler o primeiro ou o último parágrafo, e assim por diante. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e litera- tura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. 115 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 115FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 115 14/04/2023 13:26:2814/04/2023 13:26:28 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Planeta Água – página 35 Orientação didática: • Solicite aos alunos, por meio de uma roda de conver- sa, que informem o trecho do texto de que mais gosta- ram e se compreenderam o contexto da música. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Planeta Água Orientação didática: • Selecione algumas frases da música e solicite que os alunos interpretem-nas. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – página 36 Orientação didática: • Peça que os alunos selecionem algumas palavras da música trabalhada e comentem a definição delas. Corrija oralmente com toda a turma, quando necessário. Reservado para atividades de Matemática, Ciên- cias e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Estudo do texto – página 37 (primeira coluna) Orientação didática: • Converse com os alunos sobre as atividades propos- tas e, depois, solicite-lhes uma reescrita do texto. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 12ª Semana – Grade semanal 116 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 116FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 116 14/04/2023 13:26:2814/04/2023 13:26:28 Atividade lúdica 94 segundos Este jogo aumenta o repertório de palavras da criança e incentiva a escrita. O jogo sugere uma letra e um tema inicial, exemplo: animal com a letra f. O jogador tem apenas 94 segundos para encontrar o maior número de palavras. Todas as respostas são pontuadas, e o jogador poderá jogar com até 4 pessoas. Quem tiver pontuação maior vence. Disponível em: https://canaldoensino.com.br/ blog/12-jogos-de-alfabetizacao-para-auxiliar-no-desenvolvimento-infantil. Acesso em: 09/12/2022. Stop Stop também conhecido como adedonha é o famoso jogo que marcou a infância de muita gente. Consiste em selecionar uma letra do alfabeto, e os participantes pre- cisam utilizar essa letra em 5 categorias, como nome, país, animal, etc. Quem finalizar a sequência em menor tempo vence a jogada. Disponível em: https://canaldoensino.com.br/ blog/12-jogos-de-alfabetizacao-para-auxiliar-no-desenvolvimento-infantil. Acesso em: 09/12/2022. Gstudio / stock.adobe.com anatolir / stock.adobe.com 117 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 117FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 117 14/04/2023 13:26:2814/04/2023 13:26:28 Orientação didática O mural de leitura Esta atividade auxilia: • O conhecimento do mundo. • A reflexão sobre a leitura. • A troca de experiências e de conhecimento entre os alunos. Procedimento: • Faça com os alunos o mural da leitura. BNCC (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana- mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. 35 • Peça-lhes que escolham, pelo menos, um livro para ser lido durante a semana. O livro pode ser lido por você ou pelos alunos, conforme as possibilidades do grupo. Pode-se ler uma página por dia, um capítulo por dia ou todo ele em um só dia. • Em seguida, peça-lhes que recontem a história. • Solicite-lhes que façam uma análise da leitura, res- pondendo às questões: “Você gostou dessa leitura? Por quê?” “O que você pode concluir a partir do que leu?” 118 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 118FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 118 14/04/2023 13:26:3014/04/2023 13:26:30 Orientação didática • Aproveite as palavras do vocabu- lário para instigar os alunos a usa- rem o dicionário como ferramenta de pesquisa. No vocabulário do texto, podemos trabalhar, também, o antônimo das palavras. BNCC (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras comrelações irregulares fonema-grafema. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. 36 • Solicite aos alunos que construam frases com as palavras do vocabulário da página 35 do livro do aluno. Depois, é interessan- te pedir que substituam as palavras do vocabulário por outras sinônimas. Esta atividade permite enxergar o que o aluno conse- guiu apreender em relação à aplicabilidade da palavra no texto e facilita a fixação da aprendizagem. 119 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 119FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 119 14/04/2023 13:26:3114/04/2023 13:26:31 Orientação didática Procure fazer com que o estudo do texto seja uma atividade prazerosa. Antes de trabalhar as ativida- des propostas, converse com a turma sobre o que eles entenderam do texto trabalhado. Assim, os alunos terão mais facilidade em resolver as ques- tões do estudo do texto, como também verão que, antes de tudo, a leitura deve proporcionar prazer a quem está lendo. BNCC (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 37 zi nk ev yc h / s to ck .a do be .c om 120 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 120FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 120 14/04/2023 13:26:3214/04/2023 13:26:32 Fundamentação Motive-se para evoluir Para ser um profissional de sucesso, é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença, permanecer atento às informações e oportunidades à sua volta e investir em renovação tecnológica, desenvolvimento de competências, administração do tempo, além de exerci- tar sua visão de futuro. Prometa menos e faça mais Note que, antes de prometer algo, você tem o livre- -arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem somente contam com uma palavra para justificar a falha: desculpa. Revista Profissão Mestre. Ano 12, n. 144. Setembro de 2011. Faço na prática o que prometo? Talvez você se lembre de alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado, promessas que, por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Há pessoas que prometem muito, mas que esquecem o que foi acordado — estudantes que prometem melhores notas; gerentes e supervisores que prometem melhorar o ambiente de trabalho; profissionais que, na sexta-feira, ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar mais motivados na segunda-feira, mas esquecem o que prometeram. Para não ser uma dessas pessoas, veja, a seguir, as dicas do palestrante mo- tivacional Dalmir Sant’Ana, autor dos livros Oportunidades e Menos pode ser mais (Editora Odorizz) e do DVD sobre comprometimento como fator de diferenciação. Por que cumprir Quando um profissional demonstra ser comprometi- do com suas atribuições, busca a melhoria contínua no trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação com suas metas resulta em prometer e nada fazer acontecer. Como agir Faça uma lista de prioridades. Ela pode ser escrita à mão, impressa, disponibilizada em seu computador ou no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Siga estes passos: escreva uma lista das atividades que você quer realizar; em seguida, estabe- leça prioridades de acordo com cada dia ou semana; finalmente, busque cumprir cada meta estabelecida. Monitore sempre Lembre-se de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois, dessa forma, você vai perceber que evitou atropelos e conseguiu cumprir, com organização e perseverança, as promessas feitas. WavebreakmediaMicro / stock.adobe.com 121 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 121FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 121 14/04/2023 13:26:3314/04/2023 13:26:33 a 1o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sílaba – página 37 (segunda coluna) Orientação didática: • Escreva várias sílabas em tiras de papel e distribua a cada aluno uma tira. Explique aos alunos que eles devem procurar a tira com a sílaba que, junto com a deles, forme uma palavra. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sílaba – página 38 Orientação didática: • Distribua aos alunos sílabas misturadas e solicite- -lhes que formem palavras. Em seguida, explique-lhes que cada parte dessas palavras representa uma sílaba. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sílaba – página 39 Orientação didática: • Leve à sala uma lista com músicas. Por meio de um sorteio, selecione uma música para trabalhar o núme- ro de sílabas. Distribua a letra, solicite aos alunos que grifem algumas palavras, depois façam a separação silábica e informem quantas sílabas há e o nome dado para cada classificação. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl – página 40 Orientação didática: • Construa um caça-palavras com as palavras traba- lhadas. Convide alguns voluntários para participarem da atividade. Em seguida, mostre alguns nomes próprios que também são escritos com bl, cl, fl, gl, pl e tl. • Escreva, na lousa, várias sílabas; entre elas, al- gumas com os encontros consonantais em estudo. Solicite aos alunos que, no caderno, formem palavras com: bl, cl, fl, gl, pl ou tl. Verifique, individualmen- te, cada resposta dos alunos. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 13ª Semana – Grade semanal 122 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 122FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 122 14/04/2023 13:26:3414/04/2023 13:26:34 Atividade lúdica Recorte de palavras Uma atividade que pode ser feita em qualquer lugar é a busca de palavras em revistas e jornais. O professor pode sugerir que a criança procure e recorte diferentes palavras, por exemplo: que começam com determina- da letra ou que são formadas por um certo número de letras, de acordo com o que a criança já aprendeu. Crianças um pouco mais velhas podem procurar palavras no plural, palavras com determinada quanti- dade de sílabas, palavras no aumentativo ou diminutivo, etc. Isso exercita o raciocínio e promove o contato com palavras diferentes, o que contribui para a construção do vocabulário. Disponível em: https://www.dentrodahistoria.com.br/blog/educacao/alfabeti- zacao-e-leitura/8-formas-ensinar-o-alfabeto-de-forma-ludica/. Acesso em: 13/12/2022. Дмит ри й Т ка чу к / st oc k.a do be .co m 123 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 123FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 123 14/04/2023 13:26:3414/04/2023 13:26:34 Orientação didática • Confeccione cartões com várias palavras com uma sílaba, com duas, com três, com quatro ou mais e, tam- bém, quatro plaquinhas com as palavras monossílaba, dissílaba, trissílaba e polissílaba. Cada aluno deve receber as quatro plaquinhas. Misture os cartões com as palavras em uma caixa ou saco. Retire um cartão por vez. Os alunos devem levantar a plaquinha correspon- dente à classificação da palavra do cartão. Estabeleça um tempo para a brincadeira. Ao final, será o vencedor quem acertar mais. BNCC (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. 37 • Confeccione um quebra-cabeça com sílabas que formam palavras de várias classificações, selecionadas, previamente, por você. Proponha uma competição para quem conseguir montar mais rápido o quebra-cabeça. Outra possibilidade é pedir aos alunos que, assim que montarem o quebra-cabeça, classifiquem as palavras quanto ao número de sílabas. 124 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 124FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 124 14/04/2023 13:26:3514/04/2023 13:26:35 1. Resolva as charadas, descobrindo as palavras. Sugestão de atividade 38 BNCC (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas,trissílabas e polissílabas. a. Com ela, o céu fica todo colorido com as rabiolas esvoaçantes: . b. Prato principal da China. Com feijão, é a comida pre- ferida dos brasileiros: . c. É considerado o melhor amigo do homem: . d. É chamado o rei dos animais: . e. Personagem das histórias da Turma da Mônica. Vive nas nuvens: . pipa cão arroz leão Anjinho Agora, preencha o quadro corretamente com as palavras que você descobriu. Palavra No de sílabas Classificação Separação de sílabas pipa 2 dissílaba pi-pa arroz 2 dissílaba ar-roz cão 1 monossílaba cão leão 2 dissílaba le-ão Anjinho 3 trissílaba An-ji-nho 125 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 125FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 125 14/04/2023 13:26:3714/04/2023 13:26:37 1. Ordene as letras e descubra a palavra. Atenção às dicas abaixo. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. 39 L E T V I E à O S R C A R O Dicas: É uma palavra polissílaba. É um meio de comunicação com som e imagem. Dicas: É uma palavra dissílaba. É um meio de transporte. Dicas: É uma palavra trissílaba. É usado para indicar a hora. E R G Ó L O I televisão carro relógio 126 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 126FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 126 14/04/2023 13:26:3814/04/2023 13:26:38 Orientação didática • Promova jogos em que o aluno escreva palavras utilizando os conhecimentos adquiridos. Forme grupos e peça-lhes que escrevam palavras com bl, cl, fl, gl, pl ou tl. Determine o tempo para o grupo concluir a ativi- dade. Vence quem conseguir escrever a maior quantida- de de palavras corretamente. Conclua a aula registrando as palavras em um cartaz e, depois, fixe-o no mural da sala de aula. BNCC (EF03LP02) Ler e escrever correta- mente palavras com síla- bas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as sílabas. 40 • Escreva, na lousa, várias sílabas, entre elas, algumas com os encontros consonantais em estudo. Solicite aos alunos que, no caderno, formem palavras com: bl, cl, fl, gl, pl ou tl. Verifique, individualmente, cada resposta dos alunos. Estimule a escrita de várias palavras com consoante + l para a fixação do conteúdo estudado. 127 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 127FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 127 14/04/2023 13:26:4014/04/2023 13:26:40 Fundamentação A arte de ouvir 1. Ouvir não é escutar, mas é se esvaziar para ouvir o que os outros têm a dizer, e não o que queremos ouvir. Quem não se esvazia não permite a entrada dos outros em sua história. Vive para si, é autossuficiente. E uma pessoa au- tossuficiente é egocêntrica, saturada de verdades irrefutáveis, não se abrindo para outras possibilidades. É individualista, enxerga o mundo somente com seus olhos, ouve o que deseja, e não o que os outros de fato querem falar. Muitos auscultam seus pacientes, mas são incapazes de ouvir seus sentimentos. Escutam queixas de seus colaboradores, mas não o conflito que as alimenta. Escutam palavras agressivas da pessoa que escolheram para dividir sua história, mas não os fantasmas mentais que sequestram seu eu. Escutam reclamações dos filhos e os chamam de ingratos, mas não ouvem os clamores do sofrimento, da angústia e da autopunição que os acometem. Drazen / stock.adobe.com 128 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 128FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 128 14/04/2023 13:26:4114/04/2023 13:26:41 2. Ouvir é silenciar a mente para se colocar no lugar dos outros e perceber suas dores e necessidades sociais. Ouvir é aquietar a mente, silenciar os pensamen- tos. Somente diminuindo nossa agitação mental é que podemos aprender a difícil arte de nos colocar no lugar dos outros. Ouvir é muito mais do que julgar comportamentos e criticar condutas. É perceber o que está sob a cortina do comportamento dos outros, perceber suas necessi- dades, enxergar suas dores ocultas e suas frustrações. Quem se coloca no lugar dos outros ouve com profundi- dade, torna-se lento para julgar e rápido para abraçar. Mas quem não se coloca no lugar dos outros é sempre superficial, rápido para criticar, mas lento para com- preender e incluir. 3. Ouvir é penetrar no coração psíquico e desvendar as causas de comportamentos disfuncionais, como agressividade, timidez, ingratidão, mau humor. Ouvir é ser um cirurgião emocional. É ser capaz de analisar o que as palavras não disseram e que as imagens não revelaram. É penetrar no coração psíquico para perceber, ainda que minimamente, o que está por trás da agressividade, o que alicerça a timidez e o que promove a ansiedade, os tropeços, os comportamentos reprováveis e as loucuras. Se professores se desarmassem e ouvissem seus alu- nos, haveria menos suicídios. Se pais ouvissem frequen- temente seus filhos, haveria menos divórcios. Quem penetra no âmago daqueles que lhe são ínti- mos aprende a belíssima arte de respeitar as lágrimas visíveis e perceber as que nunca foram choradas. CURY, Augusto. Pais e filhos: sem diálogo, as famílias morrem. Jandira: Principis, 2022. 129 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 129FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 129 14/04/2023 13:26:4114/04/2023 13:26:41 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Uma noite na casa mal-assombrada – página 41 Orientação didática: • Realize a leitura coletiva do texto, orientando os alu- nos a destacarem as palavras que desconhecem, além das que já estão discorridas no estudo do vocabulário. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 42 e 43 (primeira coluna) Orientação didática: • Analise, juntamente aos alunos, as palavras do vocabulário. • Proponha a reescrita do texto ou de algum trecho dele com os alunos. Eles podem gerar um novo final ou possibilidades alternativas ao texto lido. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sílaba tônica – pági- nas 43 (segunda coluna), 44 e 45 Orientação didática: • Leve, para a sala de aula, cartões com palavras proparoxítonas faltando acentuação. Peça aos alunos que as acentuem de acordo com a sílaba tônica e, depois, produzam um cartaz com elas. • Realize atividades de fixação do conteúdo estudado. Por exemplo: circular, sublinhar ou escrever a sílaba tônica das palavras. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com r e rr – página 46 Orientação didática: • Solicite aos alunos que escrevam palavras com r, r en- tre vogais e rr e expliquem o som de cada uma delas. • Promova desafios de trava-línguas, charadas e jo- gos de palavras que trabalhem com a letra r. Analise a participação dos alunos na execução da atividade. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 14ª Semana – Grade semanal 130 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 130FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 130 14/04/2023 13:26:4214/04/2023 13:26:42 Atividade lúdica Listas No primeiro momento, defina as condições de produção, explicando para os estudantes que as listas serão produzidas para serem fixadas na sala de aula, na perspectiva de orientarem diariamente as atitudes de estudantes e professores para que eles reflitam sobre suas atitudes (nesse momento, você estará propondo o gênero lista, visando firmar com ele o gênero acordo didático). Explique que as listas devem ser construídas só com uma palavra (para estudantes do 1o ano, exem- plo: atitudes que devo ter: ajudar, participar, aprender; atitudes que não devo ter: brigar, bater, etc.). Após a produção oral, peça que cada grupo registre, anote, no papel, suas listas. Deixe-os à vontade para que escrevam suas representações mentais do regis- tro das palavras da lista. Os estudantes dizem a forma como escreveram os nomes, independentemente se estão grafados convencionalmente ou não. Por isso, peça que digam as letrasque usaram para escrever as palavras. Mesmo que apareçam palavras repetidas, mas com escritas diferentes, é interessante tomar nota para que, ao concluir o trabalho com cada lista, reflita-se sobre essas possibilidades de escrita propostas pelos estudantes. Depois, questione se as palavras da lista estão escritas de forma convencional ou não. Você pode usar emojis para sinalizar palavras. Se a palavra estiver com escrita convencional, use uma carinha feliz ou o sinal de legal. Se não estiver escrita da maneira convencional, coloque uma carinha pensativa ou símbolo com o dedinho para baixo. Reflita, em conjunto, em cada uma das palavras e, em especial, nas que não estão grafadas convencionalmente. Disponível em: http://www.educacao.pe.gov.br/portal/upload/galeria/17691/CA- DERNO%20DE%20ORIENTA%C3%87%C3%95ES%20METODOL%C3%93GICAS%20- -%20ENSINO%20FUNDAMENTAL%20-%20L%C3%8DNGUA%20PORTUGUESA%20- -%201%C2%BA%20E%202%C2%BA%20ANO.pdf. Acesso em: 09/12/2022. de ni si sm ag ilo v / s to ck .a do be .c om 131 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 131FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 131 14/04/2023 13:26:4214/04/2023 13:26:42 Orientação didática • Garanta que os alunos não sejam importunados durante os momentos de leitura com perguntas sobre o que estão achan- do, se estão entendendo e outras questões. BNCC (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os co- legas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assom- bração etc.) e crônicas. 41 • Possibilite aos alunos o emprésti- mo de livros na escola. Bons textos podem ter o poder de provocar momentos de leitura junto a outras pessoas em casa, principalmente quando se trata de histórias tradi- cionais já conhecidas. • Explique aos alunos que é importante aprender a sintetizar um texto. Proponha que reescrevam o que entenderam do texto e leiam em voz alta. Repita, sempre que possível, esta atividade, pois ela é estrutu- rante, tanto da competência leitora quanto da escritora. 132 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 132FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 132 14/04/2023 13:26:4414/04/2023 13:26:44 Orientação didática • Explore a linguagem oral dos alunos no estudo do vocabulário. Dessa forma, você pode observar a desen- voltura na questão da interpretação do texto, bem como os conhecimentos prévios deles. • Ao trabalhar o estudo do texto, você pode explorar o objetivo específico de leitura, que é identificar o assunto ou o tema do texto. Depois, pesquise notícias, reporta- 42 BNCC (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. gens, textos informativos, cartazes, panfletos, enfim, diversos gêneros textuais com temas relacionados ao que está sendo estudado. Solicite que as crianças justifiquem a seleção dos textos escolhidos na pesquisa. Depois, peça que cada criança realize a leitura para co- municar o texto que escolheu a um auditório; no caso, aos colegas de classe. 133 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 133FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 133 14/04/2023 13:26:4614/04/2023 13:26:46 Orientação didática • Antes de começar a aula, distribua palavras escritas em tarjas. Inicie o estudo solicitando que cada aluno leia sua palavra em voz alta. À medida que eles forem chamando as palavras, registre no mural ressaltando a sílaba (em que ele demorou mais na chamada) mais forte. • Proponha uma pesquisa de palavras em revistas e jornais e peça para os alunos destacarem a sílaba tônica dessas palavras. Depois, organize um painel onde eles podem colar a palavra de acordo com a sua tonicidade. BNCC (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. 43 Marine / stock.adobe.com 134 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 134FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 134 14/04/2023 13:26:4714/04/2023 13:26:47 Orientação didática • Distribua uma cópia com atividades para os alunos relacionarem palavras à sua classificação quanto à posição da sílaba tônica. • Solicite aos alunos que desenhem, no caderno, uma tabela com três colunas: uma com o nome oxítonas; outra com o nome paroxítonas; e outra com proparo- xítonas. Escreva, na lousa, palavras oxítonas, paroxíto- nas e proparoxítonas e peça-lhes que as escrevam na coluna correspondente. BNCC (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. 44 chagin / stock.adobe.com 135 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 135FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 135 14/04/2023 13:26:4814/04/2023 13:26:48 1. Assinale a alternativa em que todas as palavras têm a mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. 45 a. chulé, pétala, órfão, café, boné b. refrigeração, atitude, príncipe, criança, paz c. estátua, aliança, coração, amor, telefone d. balança, acrobata, caixa, azeite, fantasmaX 2. Todas as palavras abaixo são acentuadas. Classifi- que-as quanto à posição da sílaba tônica. a. lápis b. ímã c. álbum d. tática e. trânsito f. jacaré g. cipó h. órfão paroxítona paroxítona paroxítona proparoxítona proparoxítona oxítona oxítona paroxítona 136 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 136FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 136 14/04/2023 13:26:5014/04/2023 13:26:50 Orientação didática • Promova um jogo com seus alunos. Depois, divida a turma em grupos, determine um tempo para cada rodada. No tempo indicado, cada grupo deverá escrever o máximo de palavras com o r inicial, o r brando e rr. Ao final de várias rodadas, ganha a equipe que conse- guir escrever corretamente mais palavras. Uma variação BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 46 desta atividade é permitir que consultem o dicionário, pois isso também estará desenvolvendo a habilidade de manuseá-lo. • Escreva, na lousa, várias palavras com r inicial, r entre vogais e rr. Solicite aos alunos que as escrevam no caderno separando-as de acordo com essas categorias. 137 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 137FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 137 14/04/2023 13:26:5114/04/2023 13:26:51 Fundamentação A arte de dialogar 1. Dialogar é transferir o capital das experiências. Muitos transferem dinheiro, mas não transferem o mais vital dos capitais: suas experiências. Dão carros, joias e outros presentes, mas não sabem dar a si mes- mos nem sua história. Não sabem falar de si, comentar sobre suas fobias, discorrer sobre seus temores, discur- sar sobre seus conflitos. Quem não sabe falar de suas lágrimas não pode ensinar seus filhos e alunos a chora- rem as deles. O diálogo interpessoal cruza os mundos psíquicos, implode a solidão. Muitos casais começam a relação com a imensa von- tade de fazer um ao outro feliz. Fazem juras de amor, mas seu romance não é inteligente, não é irrigado pelo diálogo, pela tolerância, pelo respeito às limitações um do outro. A solidão, que antes era detestável, torna-se a companheira íntima dos casais. Eles permanecem pró- ximos fisicamente, mas muito distantes interiormente. E seu romance morre. Nenhum romance é duradouro se não há diálogo desprovido da necessidade de mudar um ao outro. 2. Dialogar é ser transparente, é revelar segredos do coração. O amor é a mais delicada flor do território da emo- ção. Diariamente, precisa ser irrigado com um diálogo transparente, aberto, honesto. Quem esconde sentimentos, mágoas e frustrações com o(a) parceiro(a) anestesia os sintomas, mas nãocura as feridas. Muitos casais, pais e executivos são peritos em anestesiar seus conflitos, mas não em resolver suas causas. Com o tempo, a ferida penetra como um câncer, destruindo a relação. Por mais rica que tenha sido no passado, nenhuma relação sobrevive quando se dissi- mulam sentimentos, escondem-se as mágoas. Filhos que não se abrem para os pais são sugados por seus vampiros emocionais. Alguns estão à beira do suicídio. Poderiam ser aliviados com um diálogo sincero e aberto, mas têm medo de ser criticados, rejeitados, incompreendidos. 138 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 138FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 138 14/04/2023 13:26:5214/04/2023 13:26:52 Fotos: Ljupco Smokovski / stock.adobe.com Nada alimenta mais nossos vampiros emocionais do que os trancafiar nos porões da mente, do que dissimu- lar nossos sentimentos ou mentir para poupar os outros e evitar atritos. Esses vampiros sangrarão o que temos de melhor... Ter vergonha de nossas falhas e medo de nossos fracassos nos faz escrever os piores capítulos de nos- sa vida, nos dias mais difíceis de nossa história. Mas assumir que somos imperfeitos, reconhecer nossos erros e dialogar sobre eles sem medo permitem que nosso eu escreva os capítulos mais importantes de nossa existên- cia nos dias mais dramáticos de nossa história... 3. Dialogar é ter a disposição de abraçar mais e criticar menos. Ao penetrarmos no território da emoção de quem amamos, tornamo-nos menos julgadores e mais apoia- dores, menos impacientes e mais generosos. Quem tem disposição para apoiar sabe que há dife- renças entre a contribuição eficiente e a contribuição intencional. Mas toda intenção de contribuir é digna de aplausos. Sem a arte de aplaudir, asfixiamos a capacidade das crianças, dos jovens e dos adultos de participar, de se superar e de se reinventar. Certa vez, um filho de sete anos preparou um san- duíche para o pai. Temperou a alface, mas, em vez de sal, usou açúcar. O pai, ao dar a primeira mordida, gri- tou “Esse lanche está péssimo!”. Jogou no lixo o sanduí- che e o amor do filho. Plantou na memória da criança um arquivo traumático, uma janela killer. Sufocou sua generosidade. Nunca mais o filho o serviu com amor... Muitos pais e professores formam servos, e não pensa- dores, porque valorizam a resposta, e não a participação, porque aplaudem o acerto, e não o sonho de contribuir. São impacientes, cartesianos e lógicos, não sabem educar a emoção. São peritos em corrigir erros, e não em promover a cooperação. São notórios por elevar o tom de voz e silenciar a rebeldia, mas não por estimular seus filhos e alunos a se interiorizar. CURY, Augusto. Pais e filhos: sem diálogo, as famílias morrem. Jandira: Principis, 2022. 139 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 139FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 139 14/04/2023 13:26:5214/04/2023 13:26:52 a 1o dia Semana de revisão. 2o dia Semana de revisão. 3o dia Semana de revisão. 4o dia Semana de revisão. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 15ª Semana – Grade semanal 140 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 140FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 140 14/04/2023 13:26:5314/04/2023 13:26:53 Atividade lúdica Escreva uma lista de títulos de parlendas e apresentar ao grupo. Entregue fichas para as crianças criarem outro título que rime com ele. • UNI DUNI TÊ Ex.: UNI DUNI VOCÊ • REI CAPITÃO Ex.: REI SALOMÃO • LÁ NA RUA VINTE E QUATRO Ex.: LÁ NA RUA CURUPACO. SIMONETTI, Amália. O desafio de alfabetizar e letrar. Fortaleza: IMEPH, 2007. Parleando Entregue dois quadrinhos ou cartões a cada criança. Um com a parlenda Hoje é domingo e o outro em branco para as crianças copiarem a parlenda mudando as rimas. Depois, elas ilustram as duas parlendas para confeccionar dois lindos quadrinhos. Hoje é domingo, pede de cachimbo. O cachimbo é de ouro, bate no touro. O touro é valente, chifra o Vicente. O Vicente é fraco, cai no buraco. O buraco é fundo, acabou-se o mundo. Paulista / stock.adobe.com 141 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 141FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 141 14/04/2023 13:26:5314/04/2023 13:26:53 Semana de revisão 1. Encontre, no emaranhado, as sílabas que completam as palavras. Em seguida, separe as suas sílabas. Unidade 2 • Sílaba • Palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl • Sílaba tônica • Palavras com r e rr A CAS SÃO BA TA a. cam lhota – b. televi – c. liança – d. cata – e. por – cam-ba-lho-ta te-le-vi-são a-li-an-ça cas-ca-ta por-ta ba a são cas ta 2. Junte as sílabas e forme palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl. 1 2 3 4 A PRO TA CLI BLI B BI MA TE CO C CLE CI CA BLO D PÚ FLAU BLE O a. A1 + D3 + B2 = b. D1 + A4 + B4 = c. D2 + A2 = d. B1 + C2 + C1 + A2 = e. A3 + A4 + D4 + B3 + C3 = f. C4 + B4 = g. B3 + B2 = problema flauta biblioteca público bicicleta bloco clima 3. Encontre o caminho que leva à biblioteca e marque um x. Atenção! Nesse caminho, só há palavras oxítonas. 4. Escreva verdadeiro ou falso sobre as informações abaixo. ( ) Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. ( ) As palavras paroxítonas não são acentuadas. ( ) As palavras paroxítonas e oxítonas podem ser ou não acentuadas na sílaba tônica. ( ) Todas as palavras oxítonas são acen- tuadas na última sílaba. verdadeiro falso falso verdadeiro 5. Escreva o nome das imagens na cruzadinha. R T A R O A D Q A R G É A U O E B T E Ô 3o1o 2opêssego, tártaro, triângulo flúor, álbum, órfão armazém, maracujá, dominó X 142 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 142FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 142 14/04/2023 13:26:5514/04/2023 13:26:55 Fundamentação Literatura infantil Para ler, refletir e questionar Atribuir à escola ou ao professor toda a culpa pelo pouco estímulo, ou nenhum, à leitura extraclasse é recurso daqueles que pretendem encobrir a verdade. Certamente, a escola é o caminho mais firme na forma- ção do hábito da leitura, mas devem ser considerados os seguintes fatores sociais: 1. Sob o ponto de vista dos que representam a fatia esco- larizada da sociedade, a maioria das crianças que ingres- sam nas escolas chega defasada culturalmente. Filhos de pais analfabetos ou semialfabetizados, cujo interesse pela escola se condiciona à expectativa única de apren- der a ler e a escrever, essas crianças levam para a escola essa falta de vivência. Atingido o objetivo, cumprida a tarefa, nada mais importa. Fosse apenas isso, o professor poderia agir, mas há outros empecilhos, como veremos. 2. O mais sério dos problemas: a alimentação. Numa realidade como a nossa, em que a maioria das crianças vai à escola por causa da merenda escolar, antes de propor novas técnicas e métodos é necessário sanar as bases. É verdade que o programa da merenda escolar vem sendo reforçado à base de vitaminas e proteínas, o que, sem dúvida, é um avanço no ensino público. No entanto a subnutrição até a idade escolar é, em muitos casos, suficiente para acarretar a atrofia das funções cerebrais, pois para que as potencialidades do cérebro possam se realizar plenamente é preciso que ele seja convenientemente irrigado e normalmente alimentado. Da subnutrição, desencadeia-se consequentemente outro grave problema social: saúde. Estimular uma criança para a leitura, ou ainda, no sentido mais abrangente, para as descobertas da vida, é obrigação da escola. Mas fazê-lo diante de uma realida- de tão dolorida parece-nos aumentar a distância entre o ideal e o real. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. D ro bo t D ea n / s to ck .a do be .c om de ag re ez / st oc k. ad ob e. co m Vi D i S tu di o / s to ck .a do be .c om 143 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 143FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 143 14/04/2023 13:26:5714/04/2023 13:26:57 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Violeiro – página 47 Orientação didática: • Proporcione um ambiente silenciosopara a observa- ção individual do quadro. Assim, você pode trabalhar com os alunos a concentração e o respeito ao colega. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do texto – página 48 Orientação didática: • Fale com seus alunos a respeito da importância da linguagem não verbal. Você pode proporcionar um momento de descontração pedindo a cada aluno para falar um pouco suas impressões do quadro. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Substantivos pró- prios, comuns e coletivos – páginas 49, 50, 51 e 52 (primeira coluna) Orientação didática: • Realize a leitura de um texto em que apareçam substantivos próprios e comuns, solicitando aos alu- nos que percebam particularidades de ambos, como o uso de letra maiúscula. • Leve conjuntos de objetos e construa com os alunos o conceito de coletivo. Reservado para atividades de Matemática, Ciên- cias e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com s e ss – páginas 52 (segunda coluna), 53 e 54 (primeira coluna) Orientação didática: • Escreva palavras que tenham s e ss extraídas de propagandas publicitárias. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 16ª Semana – Grade semanal 144 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 144FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 144 14/04/2023 13:26:5714/04/2023 13:26:57 Atividade lúdica Explorando cantigas de rodas Complete se souber O professor coloca para tocar uma cantiga de roda e a interrompe para ser comple- tada pelas crianças. O grupo que primeiro conseguir terminar a música marcará ponto. Será determinado um certo número de músicas para cada grupo. Caso um grupo não consiga completar suas músicas, estas serão transferidas para outro grupo. Palavra cantada Ao som de uma cantiga de roda, sugira à turma que escreva o maior número pos- sível de palavras que ouvir. Apresente a letra da música em papel madeira e peça às crianças que comparem as palavras que escreveram com o texto da música. Em segui- da, faça a leitura para o grupão e explore algumas palavras. SIMONETTI, Amália. O desafio de alfabetizar e letrar. Fortaleza: Imeph, 2007. Halfpoint / stock.adobe.com 145 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 145FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 145 14/04/2023 13:27:0014/04/2023 13:27:00 Orientação didática Anotações Crie oportunidades para que os próprios alunos façam, oralmente, perguntas sobre a tela observada. Anote-as na lousa e solicite aos alunos que deem as res- postas. Oriente-os para que analisem as perguntas feitas por eles, verificando se são pertinentes, claras, se não são repetitivas, etc. Por meio de práticas como essa, incorpo- radas ao cotidiano escolar, será garantida uma aprendiza- gem eficaz que formará leitores e cidadãos críticos. BNCC (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expres- sivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 47 146 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 146FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 146 14/04/2023 13:27:0114/04/2023 13:27:01 Orientação didática Além das perguntas mencionadas no livro do aluno, proponha outras possibilidades de trabalhar a interpre- tação textual. Estimule os alunos a perceberem detalhes na imagem, as cores, qual a sensação que a imagem passa, a rela- ção entre o título do quadro e o que se vê nele, etc. BNCC (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expres- sivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 48 dohee / stock.adobe.com 147 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 147FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 147 14/04/2023 13:27:0314/04/2023 13:27:03 Orientação didática Realize a leitura do texto da página do livro do aluno e solicite às crianças que destaquem os substan- tivos. Fale sobre a regra de uso das letras iniciais maiúsculas nos nomes próprios e peça-lhes que identifiquem alguns desses substantivos no texto e classifiquem-nos. BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 49 Distribua imagens de substantivos comuns e confec- cione placas indicando o coletivo correspondente. Ao mostrar uma imagem, os alunos deverão levantar a placa que corresponde ao coletivo daquele substan- tivo. Solicite aos alunos que relacionem, escrevam, empreguem, sublinhem e formem frases com subs- tantivos coletivos. 148 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 148FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 148 14/04/2023 13:27:0414/04/2023 13:27:04 Orientação didática • Explique que os substantivos coletivos dão nome a um conjunto de seres de uma mesma espécie. Uma forma interessante de trabalhar o substantivo coletivo é soli- citar aos alunos que pesquisem o coletivo de elementos com que se deparam cotidianamente. BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 50 • Escreva, na lousa, substantivos comuns, próprios e coletivos aleatoriamente dentro de um quadro. Sorteie os alunos que farão os comandos que você ditar. Por exemplo: circular um substantivo comum, sublinhar um substantivo próprio ou escrever a que substantivo o coletivo se refere. 149 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 149FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 149 14/04/2023 13:27:0614/04/2023 13:27:06 1. Leia o limerique. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 51 Já farta da tevê em cores, Dolores convida a Das Dores: — Topas papear à luz do luar? Resposta: Já topei, Dolores! a. Sublinhe os substantivos do limerique. b. Quais deles são próprios? c. Quais deles são comuns? Dolores, Das Dores tevê, luz, cores, luar, resposta 2. Complete as frases com os coletivos do quadro. vara arquipélago biblioteca constelação discoteca quadrilha O coletivo de ilhas é . O coletivo de ladrões é . O coletivo de estrelas é . O coletivo de livros é . O coletivo de discos é . O coletivo de porcos é . arquipélago quadrilha constelação biblioteca discoteca vara 150 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 150FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 150 14/04/2023 13:27:0814/04/2023 13:27:08 Orientação didática • Faça uma lista de palavras escritas com s e ss. Veja alguns exemplos: pressa, selva, ensaio, costas, diversão, as- sombração. Peça à turma que leia as palavras. Em seguida, confira se elas são mesmo grafadas com ss ou s (no início, no meio ou no final). • Enfatize para os alunos que o dígrafo ss nunca é usado em início de palavras e que sempre é grafado entre vogais, nunca entre consoante e vogal. • Registre palavras na lousa e coloque essas dicas também. BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 52 AK-DigiArt / stock.adobe.com 151 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 151FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 151 14/04/2023 13:27:0914/04/2023 13:27:09 1. Complete adequadamente: Sugestão de atividade BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 53 a. Pequena camisa: b. Ato de aplaudir: c. O que o cachorro gosta de comer: d. Ato de passear: e. Objeto que varre a casa: camiseta osso aplauso passeio vassoura 2. Forme palavras de acordo com a legenda.so daos mas lasa salada osso massa sala ossada sacola co 152 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 152FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 152 14/04/2023 13:27:1014/04/2023 13:27:10 1. Como saber se uma palavra é escrita com s ou ss? Pense em uma resposta e registre sua hipótese. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 54 Sugestão de resposta: Para saber se devemos escrever s ou ss, é só prestar atenção ao som do s: se for forte e estiver entre duas vogais, a palavra deve ser escrita com ss; se for brando, ou seja, tiver som de z, e estiver entre vogais, a palavra deve ser escrita apenas com um s. 2. Reescreva as frases substituindo as imagens pelo nome correspondente. a. Precisamos de mais para segurar esta madeira. b. O se libertou da gaiola, finalmente! Precisamos de mais parafusos para segurar esta madeira. O pássaro se libertou da gaiola, finalmente! 153 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 153FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 153 14/04/2023 13:27:1314/04/2023 13:27:13 Falhas comuns no professor É, lamentavelmente, o professor o grande responsável pelo sucesso ou fracasso da criança quanto à sua habilidade de redigir. E vão aí, embutidas, muitas razões que vale a pena comentar. Fundamentação 2. A falta de estímulo do professor desmotiva a criança a escrever. É bem verdade que, muitas vezes, o estímulo não vem porque, apressado, cansado ou por outros motivos equivalentes, o professor não consegue se sensibilizar com o que lê. Observe esta frase escrita por um aluno de 1o ano: “Era uma vez uma folha verde, verdinha de felicidade”. Essa criança voltou para casa apenas com um sinal de “correto”, e o professor per- deu uma grande oportunidade de desenvolver nela o gosto pela arte de escrever. Nem mesmo a criança conseguiu perceber que formou uma frase tão linda e perfeitamente estruturada. Era necessário que o professor elogiasse a construção, fizesse-a ver que o que escreveu é “quase um poema”. 1. O professor que não gosta de escrever passa à criança esse descaso. De que forma? Não aplicando atividades de redação, ou aplicando mal, só para cumprir o programa. Não pesquisando novas técnicas, tornando a atividade monótona e cansativa. Não lendo o que o aluno escreve, ou, se o faz, apenas vendo o que está escrito, sem estar atento às ideias da criança. Não valorizando os pequenos progressos da criança, deixando passar despercebido, por exemplo, quando ela traz para a sala de aula uma palavra nova, uma frase bem estruturada. 154 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 154FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 154 14/04/2023 13:27:1414/04/2023 13:27:14 Anne/peopleimages.com / stcok.adobe.com 3. A valorização da ortografia em detrimento da ideia é outro engano que o professor comete. Vamos supor que a frase viesse escrita assim: “Era uma ves uma folia verde, verdinha de felicidadi”. Perderia a frase todo o sentido, toda a plenitude da ideia? Naturalmente que não. Mas sabemos que, infelizmente, muitos professores, antes de valorizar o conteúdo, diriam: “Menino, vez é com z, folha é com lh e felicidade termina com e’’, sem se lembrar de que o aprendizado da escrita, apesar de importante, é apenas um dos elementos que integram a técnica de redação. 4. Atividade de redação, geralmente, é “descanso” para o professor. Mais um equívoco que se comete é propô-la como atividade isolada, sem integrá-la às outras atividades de Comunicação e Expressão, Integração Social e Ciências. O que se vê, normalmente, é o professor dizer um tema e deixar as crianças à mercê da sorte. O tema, depois de es- colhido, deve ser trabalhado de forma que a criança reúna conhecimentos sobre o que vai escrever. Se ela gostar do tema, se já discutiu sobre ele, esclarecendo suas dúvidas, se já firmou suas ideias, estará motivada a escrever e escreverá. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e litera- tura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. 155 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 155FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 155 14/04/2023 13:27:1514/04/2023 13:27:15 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Rap da economia – páginas 54 (segunda coluna) e 55 (primeira coluna) Orientação didática: • Antes da leitura do texto, explique aos alunos as características do gênero. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 55 (segunda coluna) e 56 Orientação didática: • Solicite aos alunos que produzam um cartaz utili- zando as palavras do vocabulário. Observe a coesão e coerência e incentive sempre o desenvolvimento da escrita de diversas formas. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Gênero do substantivo – páginas 57 e 58 Orientação didática: • Elabore um diagrama, em folhas de papel-sulfite, utilizando palavras no gênero masculino. Os alunos devem encontrar essas palavras e escrever o feminino de cada uma. • Depois de trabalhar com atividades diversas sobre o conteúdo, é interessante elaborar questões de autoa- valiação, para que os próprios alunos se expressem quanto aos conhecimentos que conseguiram construir. Reservado para atividades de Matemática, Ciên- cias e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com s e z em final de sílaba – página 59 Orientação didática: • Escreva, na lousa, palavras com s e z. Distribua dicionários e solicite aos alunos que procurem o sig- nificado de cada uma. Depois, eles devem construir frases usando essas palavras. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 17ª Semana – Grade semanal 156 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 156FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 156 14/04/2023 13:27:1514/04/2023 13:27:15 Atividade lúdica Jogo da argola Objetivo: • Trabalhar a habilidade da leitura e da escrita, a coorde- nação motora global, a atenção e o espírito de equipe. Materiais: • Letras grandes do alfabeto em papel pardo. • Argolas grandes Desenvolvimento: • Monte uma lista com o nome das crianças e de perso- nagens de história, títulos de histórias, etc. • Coloque letras no chão. Peça que a criança jogue a argola e, com ela, acerte a letra. • Imediatamente, toda a turma deverá procurar, nas listas, palavras que comecem com essa letra, ou então o professor poderá mostrar uma placa com a palavra correspondente. • Depois, faça a leitura das palavras encontradas. Se forem figuras, faça a escrita do nome delas. • O professor mostra a figura ou palavra, e a criança tenta acertar a letra. Outra possibilidade: O mesmo procedimento poderá ser usado com nú- meros para trabalhar o raciocínio lógico-matemático. Use, como apoio, o painel alfabetário. FERLIN, Ana Maria. 90 ideias de jogos e atividades para a sala de aula. Petrópolis; Vozes, 2008. LesdaMore / stock.adobe.com 157 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 157FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 157 14/04/2023 13:27:1614/04/2023 13:27:16 Orientação didática BNCC (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana- mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. 54 Solicite aos alunos que produzam uma estrofe de uma canção sobre o tema que desejarem. Oriente-os para que não se esqueçam de utilizar rimas, mas também se preocupem com a coerência do texto. Os alunos podem tentar criar mais uma estrofe para a música lida, como se fosse uma continuação. be free / stock.adobe.com 158 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 158FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 158 14/04/2023 13:27:1714/04/2023 13:27:17 Orientação didática• Trabalhar com sinônimos é uma das formas mais oportunas de enriquecer o vocabulário do alunado. Incite seus educandos a consultarem dicionários e não se acanharem de usar uma pala- vra mais rebuscada e fora de seu dia a dia. O intuito é somar. BNCC (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana- mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 55 • Confeccione um quebra-cabeça com sílabas que formam as palavras do vocabulário. Pro- ponha uma competição para quem conseguir montar mais rápido o quebra-cabeça. Outra possibilidade é pedir aos alunos que, assim que montarem o quebra-cabeça, escrevam o signi- ficado das palavras. 159 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 159FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 159 14/04/2023 13:27:1814/04/2023 13:27:18 Orientação didática Proponha a leitura do texto em duplas. Primeiramente, trabalhe a compreensão, tecendo comentários críticos a respeito do texto. Depois, explore-o através de observa- ções como: Quantos versos tem? Quantas estrofes? Para que servem os sinais de pontuação que aparecem? BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. 56 Em seguida, as crianças irão escrever, no caderno ou em uma folha, a opinião delas sobre o texto lido. O que achou da história. O que mudaria no texto e o porquê. Que outro final daria para a história. 160 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 160FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 160 14/04/2023 13:27:1914/04/2023 13:27:19 Orientação didática • Escreva, na lousa, palavras dos gêneros masculino e feminino misturadas e peça aos alunos que as copiem no caderno, separando-as em duas colunas conforme o gênero. Escreva as duas colunas de palavras na lousa para que os alunos façam a autocorreção. • Faça cópias com atividades envolvendo o gênero dos substantivos para os alunos levarem para casa. • Realize exercícios de fixação do conteúdo. 57 BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. Exemplos: Completar frases com substantivos no gênero masculino ou feminino. Reescrever frases mudando o gênero dos substantivos. Encontrar substantivos em determinado gênero em dia- grama e escrever sua forma no feminino ou masculino. Preencher cruzadinhas com nome de figuras no mascu- lino ou feminino. 161 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 161FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 161 14/04/2023 13:27:2114/04/2023 13:27:21 1. Leia as frases e passe-as para o masculino. Faça os ajustes necessários. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 58 a. A garota soltou as vacas no pasto. b. A atriz ganhou uma cadela branquinha. O garoto soltou os bois no pasto. O ator ganhou um cachorro branquinho. 2. Forme os pares de animais. cavalo cão boi macaco pato elefante elefanta macaca égua pata cadela vaca 162 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 162FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 162 14/04/2023 13:27:2314/04/2023 13:27:23 Orientação didática • O velho ditado de palavras ainda cobre bem as necessidades observadas pelo pro- fessor quando se trata do treinamento da escrita para memorizar a grafia de palavras que contêm letras que produzem o mesmo fonema. Sendo assim, pratique o ditado de palavras escritas com as letras s ou z, mas que produzam o mesmo fonema /z/. BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 59 • Elabore uma tabela com sílabas que formam várias palavras com s e z. Solicite aos alunos que formem o máximo de palavras possível. Você pode propor uma gincana, dividir a turma em grupos, e o grupo que conseguir formar o maior número de palavras é o vencedor. • Exponha uma lista de palavras, de preferência relacionadas ao cotidia- no, com as letras s ou z em final de sílaba para que os alunos perce- bam e as completem corretamente. 163 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 163FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 163 14/04/2023 13:27:2414/04/2023 13:27:24 Interesse pela leitura – fatores a considerar Na verdade, seria importante que o despertar para a leitura começasse em casa, já na primeira infância, quando os pais deveriam ler pequenas histórias para seus filhos. Mas sabemos que, normalmente, isso não acontece. Assim, cabe à escola formar e sistematizar o hábito, observando alguns fatores: 1. O aspecto visual do livro é muito importante, prin- cipalmente para os anos iniciais. As letras devem ser grandes e tudo deve ser dito, de preferência, em apenas uma linha. Fundamentação Sergey Nivens / stock.adobe.com 164 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 164FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 164 14/04/2023 13:27:2614/04/2023 13:27:26 2. A ilustração, como mencionamos no item anterior, é primordial e, na fase inicial do aprendizado, ocupa 80% do livro. Essa pro- porção cai, na fase seguinte, para a metade e diminui mais nos últimos anos. As crianças, geralmente, detêm mais aten- ção nas gravuras grandes, preferindo-as em relação a muitas de tamanho menor. 3. Muitas crianças não adquirem o hábito da leitura sim- plesmente porque não têm tempo disponível para ler. Isso acontece quando ela é encarregada dos afazeres domésti- cos (cuidar do irmãozinho, varrer a casa, limpar o quintal), muito comum na criança de nível socioeconômico mais baixo. Cabe ao professor, quando possível, conscientizar a família da necessidade dessa prática, para que ela propor- cione à criança alguns momentos para a leitura de lazer. Outras vezes, o aluno não tem tempo porque vem da escola sobrecarregado de tarefas. Quando termina, está tão cansa- do que lhe falta ânimo para qualquer outra atividade. Assim, conscientize-se de que a tarefa determinada pelo professor deve ser sempre bem dosada. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gra- mática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. Cultura Creative / stock.adobe.com 165 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 165FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 165 14/04/2023 13:27:2614/04/2023 13:27:26 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: No reino das Fadas Coloridas – páginas 60 e 61 (primeira coluna) Orientação didática: • Faça uma leitura coletiva e, em seguida, realize uma roda de conversa reflexiva, perguntando o que os alunos entenderam do texto. Peça que anotem a frase que mais chamou a atenção deles. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 61 (segunda coluna) e 62 Orientação didática: • Solicite que os alunos busquem no dicionário as definições de algumas palavras. • Ajude os alunos na resolução das questões. Não se esqueça de observar as respostas interpretativas de cada aluno, verificando se estão condizentes com as perguntas. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Número do substan- tivo – páginas 63 e 64 Orientação didática: • Apresente o conceito de número do substantivo partindo da análise de situações do cotidiano que li- dem com o singular e o plural nas construções frasais. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia:Palavras com m e n antes de consoante – páginas 65, 66 e 67 Orientação didática: • Apresente uma lista de palavras e solicite aos alunos que as manuseiem na construção de diferentes frases. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 18ª Semana – Grade semanal 166 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 166FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 166 14/04/2023 13:27:2714/04/2023 13:27:27 Atividade lúdica Bê-a-bá Número de jogadores: • De 2 a 6. Idade: • A partir de 8 anos. Materiais: • Lápis e papel. Descrição: Primeiramente, os participantes escolhem duas letras ao acaso, como, por exemplo, m e s. Depois, nos seus respectivos papéis, cada um procurará escrever todas as palavras que lhe ocorrerem que comecem com a letra m e tenham a letra s. Pode-se utilizar uma tabela como a seguinte: Regras e sanções Permitem-se nomes próprios, mas não diminutivos nem aumentativos. Tampouco derivados de uma palavra já escrita. Estabelece-se um tempo máximo para escrever as palavras (cerca de 1 minuto). Após esse tempo, será comtemplada, com 2 pontos, cada palavra escrita que não esteja incluída na lista de nenhum outro jogador e, com 1 ponto, a palavra repetida por outro ou outros. Variantes 1. Limitar os tipos de palavra: relacionadas à natureza ou à escola, nomes ou sobrenomes de personagens ilustres ou conhecidas... 2. As letras escolhidas têm de ser uma consoante e uma vogal, independentemente da ordem em que apareçam. Aplicação do ensino Etapa e ciclo: Ensino Fundamental (do 3o ao 7o ano) e Ensino Médio. Capacidades desenvolvidas: Memória, agilidade mental. Interdisciplinaridade: Linguagem. Na variante 1, com diversas áreas, dependendo do tema escolhido. Observações e sugestões: Pode-se jogar com mais participantes sob a direção de um professor ou monitor. Nesse caso, é conveniente entregar aos jogadores uma planilha com a tabela já pronta para ser preenchida. JURADO, Juan José. 101 jogos de lápis e papel: para aprender e curtir. Petrópolis: Vozes, 2016. Mesa Mesura Marisa Miséria Termômetro Televisão Tempo Trovejar Economia Eletricidade Epicentro Eco Harmonia Humanidade Hambúrguer Humildade 167 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 167FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 167 14/04/2023 13:27:2714/04/2023 13:27:27 Orientação didática Proponha a leitura individual do texto do livro do aluno. Em seguida, propor- cione um momento de comentários, fazendo perguntas e deixando que os alunos se manifestem. Depois, faça uma leitura oral com eles. BNCC (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os co- legas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assom- bração etc.) e crônicas. 60 Peça aos alunos que observem as pa- lavras que não conhecem. Inicie uma discussão sobre a compreensão do sentido dessas palavras pelo contexto. É importante que os alunos tenham a oportunidade de trocar ideias, pois es- sas inferências serão mais adequadas. Na sequência, retorne ao texto para verificar se a compreensão se tornou mais fácil. 168 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 168FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 168 14/04/2023 13:27:2914/04/2023 13:27:29 Orientação didática Explique a importância de se fazer um estudo do vo- cabulário. Além de aprender o significado das palavras trabalhadas, também podemos ampliar nosso reper- tório com sinônimos. Explore caça-palavras, cruzadi- nhas, jogos da memória, tabuleiros e outros recursos que tornem a atividade mais divertida. BNCC (EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os co- legas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assom- bração etc.) e crônicas. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. 61 Emir / stock.adobe.com 169 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 169FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 169 14/04/2023 13:27:3014/04/2023 13:27:30 Orientação didática • Antes de iniciar a leitura, peça aos alunos que fechem os olhos e vislumbrem uma floresta. É im- portante que usem a imaginação para que, durante a leitura, possam criar os elementos, com base nas descrições apresentadas no texto. Pergunte o que eles imaginaram, qual a parte do texto de que eles mais gostaram e escreva na lousa. BNCC (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 62 • Questione sobre o desequilíbrio que afeta as flores- tas atualmente. Será que hoje a floresta e os animais acordam em um dia de festa? • Entregue uma folha em branco para os alunos ilus- trarem o que eles imaginaram durante a leitura. 170 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 170FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 170 14/04/2023 13:27:3214/04/2023 13:27:32 Orientação didática • Entregue aos alunos um pequeno texto em que apare- çam substantivos no singular. Peça-lhes que o reescre- vam utilizando esses substantivos no plural. • Solicite aos alunos que produzam pequenos textos utili- zando substantivos no singular e no plural, demonstrando autonomia em relação à aprendizagem do conteúdo. BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 63 • Distribua, para os alunos, fichas azuis com substantivos no plural e fichas amarelas com substantivos no sin- gular. Peça a um aluno que tenha a ficha azul que vá à frente e mostre o que está escrito. Em seguida, o aluno que possui a ficha amarela com a palavra no singular correspondente se levanta, mostra a ficha e lê o que está escrito. 171 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 171FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 171 14/04/2023 13:27:3314/04/2023 13:27:33 a. anel – anéis Mamãe usa vários . b. pão – pães O está quentinho. c. jornal – jornais Papai já leu todos os . 1. Escreva o plural dos seguintes substantivos. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 64 cruz – mamão – réptil – anzol – batom – país – cruzes mamões répteis anzóis batons países 2. Escolha a forma singular ou plural para completar as frases. d. mão – mãos Minhas estão limpas. e. veloz – velozes O avião é . anéis pão jornais mãos veloz 172 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 172FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 172 14/04/2023 13:27:3414/04/2023 13:27:34 Orientação didática • Realize um ditado com palavras que tenham m ou n antes de consoante. Faça previamente essa sele- ção. Depois do ditado, escreva, na lousa, as palavras, deixando o espaço das consoantes m e n aberto para que os alunos falem qual letra completa a palavra. Em seguida, faça uma correção coletiva com a parti- cipação de todos os alunos. BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 65 d. mão – mãos Minhas estão limpas. e. veloz – velozes O avião é . • Divida a turma em equipes e distribua revistas ou jornais. Peça-lhes que recortem as palavras com m antes de p e b. Entregue uma folha de papel-sulfite e peça que separem o grupo de palavras. Exponha esta atividade na sala para que eles possam socializar os conhecimentos. Peça aos alunos que leiam essas palavras expostas na parede da sala de aula. 173 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 173FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 173 14/04/2023 13:27:3514/04/2023 13:27:35 1. Substitua os símbolos por letras e descubra as palavras. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas– c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 66 a. e pada empada vento b. ve to c. u bigo umbigo dente d. de te e. sara po sarampo concha f. co cha k. po ba pomba tempo l. te po m. zu bi zumbi inveja n. i veja g. lí gua língua quente h. que te i. ca po campo embrulho j. e brulho = m = n 174 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 174FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 174 14/04/2023 13:27:3614/04/2023 13:27:36 1. Ordene as sílabas e descubra palavras. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 67 lâmpada tambor pomba dentista relâmpago ponte lâm lâm den pa da tam pom tis re pon pa bor ba ta go te 2. Leia as palavras e pinte as sílabas que têm a letra m. Observe as sílabas que você pintou e escreva as con- soantes que aparecem depois do m. Aparecem as consoantes p e b. BU PI TO PO NA DA BAM VEN EM CAM 175 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 175FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 175 14/04/2023 13:27:3714/04/2023 13:27:37 Fundamentação Ljupco Smokovski / stock.adobe.com Atividades de leitura em sala Por que desenvolver atividades de leitura em sala? 1. O hábito de ler deveria passar de pai para filho, mas sabemos que isso não acontece na maioria dos casos. Assim, é na escola que a criança deve adquirir o gosto pela leitura. 2. A leitura em sala permite a observação direta do professor, inclusive quanto aos aspectos físicos: visão, postura, etc. Muitos casos de escoliose (desvio da co- luna) podem ser evitados ou ainda problemas de visão serem detectados a partir da observação do professor. Naturalmente, a família deve se empenhar na vigilância, mas a escola deve ver a criança como um todo: a saúde do espírito tem estreitas ligações com a saúde física. 3. A atividade de leitura em sala deve ser feita porque talvez represente a única oportunidade de a criança manter contato com a leitura de lazer, uma vez que a família não pode ou não se preocupa em oferecer ou simplesmente porque não há uma biblioteca na cidade. Como desenvolver a atividade de leitura em sala? Tudo vai depender das condições da escola. Haven- do uma biblioteca, a leitura poderá ser diversificada: cada criança escolhe, com a ajuda do professor, o livro que passará a ler em sala dentro do tempo determina- do por ele. 176 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 176FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 176 14/04/2023 13:27:3814/04/2023 13:27:38 Mas, em alguns casos, a escola mantém alguns títu- los em número suficiente para atender à turma inteira. Assim, todas as crianças leriam, ao mesmo tempo, o mesmo livro. Tanto a leitura padrão quanto a diversifi- cada são interessantes e positivas. A única diferença é o critério de avaliação que o professor deverá adotar. Para avaliar a leitura diversificada, o professor pode- rá, por exemplo, formar um círculo, e as crianças, uma a uma, falarão sobre o livro que leram, seguindo um roteiro preestabelecido. É bom que esse roteiro não evi- dencie todo o conteúdo da obra, para que os que ainda não a leram não percam o interesse. Por exemplo: a. Qual o livro que você leu? b. Você se lembra do nome do autor? c. Você gostou do livro? d. Por quê? e. Conte-nos apenas a parte de que você mais (ou me- nos) gostou. f. Você indicaria a leitura desse livro a um colega seu? g. Você acha que todos os colegas da classe iriam gos- tar dessa leitura? h. Quem, em especial, iria gostar mais? i. O que você aprendeu com a leitura do livro? Quando a escola não oferecer condições, não se acomode. Solicite à direção que tome providências no sentido de conseguir verbas ou o próprio material. Entre em contato com algumas editoras pedindo-lhes que mandem catálogos dos lançamentos mais recentes. Cabe ao professor se adaptar à realidade em que vive, eliminando os empecilhos que possam tornar o seu trabalho menos gratificante. Assim, quando não houver biblioteca, use seu próprio material. Leia para as crianças, sistematizando essa atividade. Seguramente, as crianças passarão a esperar por ela com ansiedade. Determine o horário, um pouco por dia, e, ao final de cada leitura, motive-os para ouvir a próxima etapa, fazendo um breve resumo. Assim, por exemplo: “Hoje, ouvimos como foi armado o plano para raptar a abelha- -rainha. Amanhã, saberemos se vão ou não conseguir executá-lo”. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. 177 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 177FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 177 14/04/2023 13:27:3814/04/2023 13:27:38 a 1o dia Língua Portuguesa: Gramática: Graus do substantivo – página 68 Orientação didática: • Discuta com seus alunos o uso afetivo do grau do substantivo em situações cotidianas. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Gramática: Graus do substantivo – página 69 Orientação didática: • Leve um mesmo objeto com tamanhos diferentes e inicie a análise, junto aos alunos, dos graus do substantivo. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com inho(a) e zinho(a) – página 70 Orientação didática: • Confeccione placas com palavras, apresente para os alunos e peça que eles repitam a palavra acrescen- tando inho(a) ou zinho(a). Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Estudo do dicionário – página 71 Orientação didática: • Solicite aos alunos que escrevam palavras em ordem alfabética, formando um pequeno dicionário, escre- vendo, em seguida, o significado de cada palavra. Reservado para atividades de Matemática, Histó- ria e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 19ª Semana – Grade semanal 178 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 178FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 178 02/05/2023 17:32:3802/05/2023 17:32:38 Atividade lúdica Comparação entre leitura e escrita Esta atividade auxilia: • Na percepção das marcas da escrita, dos sons das letras, das junções e de todas as pausas que o texto escrito e o texto falado possuem. Você vai precisar de: • Trecho de filme, desenho animado ou novela em que as personagens dialogam ou texto de peça de teatro com diálogo. • Texto narrativo. Procedimento: • Exiba a cena de diálogo ou leia, junto com as crianças, um diálogo de uma peça teatral. • Em seguida, resgate com elas quais são as caracterís- ticas de um diálogo: um fala enquanto o outro ouve, só depois há a resposta; há mudança de assunto o tempo todo, mediante uma pergunta ou uma colocação do receptor ou do destinatário. Enfim, destaque todas as características de um texto com diálogo. • Agora, trabalhe usando uma conversa informal entre seus alunos, transcrevendo-a no quadro. Exemplo: você ouviu a aluna Bruna conversando com o aluno Tiago; re- produza parte desse diálogo com a turma toda, buscando que ambos, Tiago e Bruna, participem da reconstituição. • Leia várias vezes o diálogo reproduzido e o compare ao texto anterior. Observe as diferenças e as semelhan- ças nas pausas, nas pontuações e na condução geral da conversa. Veja as palavras e as repetições e resgate inclusive aqueles: “e aí”, “e então”, “daí”, “daí, né”, que são marcas da oralidade, da informalidade. Procure esclarecer e discutir o porquê dessas diferenças. • Para finalizar a atividade, leia uma narrativa comple- ta. Opte por texto em que a formalidade seja bastante marcante, para que os alunos possam facilmente notar as diferenças ou as semelhanças que aparecem nos três tipos de texto trabalhados. O resultado esperado é que percebam que o falar e o escrever obedecem a normas próprias, às vezes atécontrárias, podendo apresentar diferenças sutis ou bem marcantes. • Não queira que, na primeira tentativa, os alunos já percebam essas marcas. Faça a atividade duas ou três outras vezes, sempre mudando os textos ou os diálogos. Isso realmente precisa ser percebido pelas crianças. • Esta atividade pode estar sempre no cotidiano da sala de alfabetização, porque, além dos aspectos formais e intelectuais, há toda uma questão social de inserção que deve ser trabalhada: surgirão as diferenças linguísticas, as incompreensões, as limitações e assim por diante. Faça com que essa riqueza seja percebida pela turma. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Práticas de alfabetização e letramento. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009. (Oficinas Aprender Fazendo) Fo to s: s ir ik or n / s to ck .a do be .c om 179 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 179FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 179 14/04/2023 13:27:4014/04/2023 13:27:40 Orientação didática • Selecione objetos com tamanhos diferentes e leve para a sala de aula. Coloque-os em cima da mesa; em seguida, disponha os alunos ao redor dela e inicie a análise, comparando o tamanho dos objetos. Depois de fazer essa comparação, chame a atenção dos alunos para o grau do substantivo. Introduza, nesse momento, outros exemplos. BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 68 • Proponha uma pesquisa, em jornais e revistas, sobre imagens de objetos em que seja possível identificar o grau do substantivo. • Liste, na lousa, palavras no diminutivo e solicite às crianças que digam como elas ficarão no grau au- mentativo. Se preferir, divida a turma em dois grupos e faça a atividade. 180 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 180FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 180 14/04/2023 13:27:4114/04/2023 13:27:41 1. Complete o quadro abaixo com o diminutivo e o au- mentativo das palavras. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação. 69 Grau diminutivo Grau normal Grau aumentativo amigo copo muro cão nariz voz amigão copázio muralha canzarrão narigão vozeirão amiguinho copinho mureta cãozinho narizinho vozinha 2. Marque, com um x, a palavra de cada grupo que não está no aumentativo. avião sapatão salão amigão mão gatão chapelão narigão tubarão X X X 181 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 181FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 181 14/04/2023 13:27:4214/04/2023 13:27:42 1. Utilize as terminações estudadas nas palavras abaixo, formando novas palavras. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substan- tivos, de adjetivos e de verbos, utilizando-os para compreender pala- vras e para formar novas palavras. 70 a. cachorro - b. colégio - c. rua - d. cidade - e. loja - f. amigo - cachorrinho colegiozinho ruazinha cidadezinha lojinha amiguinho 2. Complete as frases usando uma palavra que termine com inho, inha, zinho ou zinha. Sugestão de resposta: a. Juquinha sempre come um . b. João atirou uma na água. c. Ana me deu um . d. Mamãe comprou um para lavar a roupa do bebê. pãozinho beijinho pedrinha sabãozinho 182 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 182FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 182 14/04/2023 13:27:4314/04/2023 13:27:43 Orientação didática Procure fazer com que seus alunos listem os diversos termos desconhecidos e, depois, realizem um jogo de formação de palavras. Peça para eles colocarem as síla- bas dos vocábulos em estudo em tarjetas e as distribuí- rem de forma que outro grupo terá de formar as novas palavras o mais rápido possível. Sugira que procurem no dicionário as palavras formadas para averiguar se elas realmente existem ou não. BNCC (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 71 Anastassiya / stock.adobe.com 183 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 183FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 183 14/04/2023 13:27:4514/04/2023 13:27:45 Fundamentação O ato de ensinar e a condição humana Poucas ocupações exigem tanto quanto a do pro- fessor, que é permanentemente exposto aos estudantes que deve formar. A palavra professor vem de professar, que, além de lecionar, significa declarar publicamente uma con- vicção ou um compromisso de conduta, como a de uma profissão. Não por acaso, as duas palavras têm a mesma raiz. Nós, mestres, somos profissionais em vários sentidos: por ensinarmos e por nos comprometermos com condutas de trabalho — numa atividade que exige a contínua exposição de convicções. Essa condição tam- bém envolve responsabilidades múltiplas, com conhe- cimentos e procedimentos, especialmente por lidarmos com muitos jovens e crianças e por um tempo longo. Precisamos nos lembrar disso não para nos sen- tirmos mais importantes do que já somos, mas para termos consciência de que, no desempenho dessa função social, não dá para ignorar limitações pessoais e problemas, ou seja, nossa condição humana. Outras profissões também dependem fortemente do discerni- mento e das condições individuais de quem as exerce. Um motorista de ônibus, por exemplo, mais do que um condutor de toneladas de aço sobre rodas, sabe que curva fechada não combina com noite maldormida e pode custar vidas. As responsabilidades de educador, ainda mais com- plexas, são cumpridas em circunstâncias muito espe- ciais, sob permanente exposição a dezenas de olhares daqueles que pretendemos formar. Aliás, os alunos não são passageiros e não nos con- sideram somente condutores de classes ou especialistas em Ciências ou Arte. Eles nos enxergam também como alguém que está com blusa colorida e sorriso animado, calça amarrotada e olheiras ou tênis novos e expressão impaciente. Da mesma forma, a turma não vê palavras e núme- ros surgirem no quadro e se converterem em sons, mas acompanham a mão firme ou trêmula segurando o giz e o tom grave ou agudo da voz que explica. Essa é uma inevitável contingência do trabalho, diante da qual é preciso se posicionar. Devemos nos proteger — sob a pretensa objetividade da função — ou expor, sem preocupação, nossa fragilidade? A observa- ção de colegas — e é mais fácil avaliar os outros — re- vela uma variedade de comportamentos. Num extremo, a ostensiva displicência dos que contaminam o convívio profissional com frustrações e raivas. Noutro, a blinda- gem dos que se escondem sob máscaras inexpressivas, como se, em vida de educar, não coubessem sentimen- tos. É nesse conjunto de atitudes que cada um pode se situar perguntando: “E eu, como me comporto?”. No corpo docente de uma escola, há diferentes gêneros, preferências, estilos e situações de vida, mas nem todo comportamento é compatível com a função docente, pois a arte-ciência da profissão exige conví- vio, com respeito à condição dos outros (e também à própria) e o reconhecimento dos limites nessa recíproca 184 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 184FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 184 14/04/2023 13:27:4614/04/2023 13:27:46 exposição. Os meninos e as meninas que educamos constituem uma enorme diversidade, e só percebendo nossa condição ficamos atentos à deles também. Essa compreensão, no entanto, não se sustenta sem uma clara determinação para promover a aprendizagem, com boas exposições e a participação dos alunos nas aulas. É isso que assegura o respeito às fragilidades que podemos ter ou mesmo a admiração às nossas especifi- cidades por parte dos jovens interlocutores. Ao sair para o trabalho, mesmo preocupados com a nova ruga flagrada no espelho ou com a diferença entre o saldo bancário e a prestação vencida, investimo-nos da persona professoral. Sensível, sim, mas profissional. Esse nosso personagem contracena com os estudan- tes, com o fluxo de questões que apresentam e com os projetos que possuem e se cruzam com os nossos — nóse eles somos seres incompletos. A compreensão desse fato permite encontrá-los em uma relação mediada pelo conhecimento, mas sem o temor de revelar as nossas dúvidas ao considerar as deles. Revista Nova Escola. Ano XXIV, n. 223. São Paulo: Abril, junho-julho, 2009. Reese/peopleimages.com / stock.adobe.com 185 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 185FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 185 14/04/2023 13:27:4714/04/2023 13:27:47 a 1o dia Semana de avaliação. 2o dia Semana de avaliação. 3o dia Semana de avaliação. 4o dia Semana de avaliação. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 20ª Semana – Grade semanal 186 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 186FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 186 14/04/2023 13:27:4714/04/2023 13:27:47 É importante que as situações reais do cotidiano sejam apresentadas em sala de aula. Dramatizá-las ou até mes- mo debatê-las trarão aprendizados significativos e res- ponsáveis pela formação do cidadão de bem, consciente de que suas atitudes podem influenciar outras pessoas e de que seus princípios nortearão as suas escolhas. É na sala de aula, vivenciando os problemas do mundo, que se começa a escolher caminhos, tomar decisões e pensar 72 NOTA: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto de competências gerais, que serve como um guia para o aprendizado das crianças e que deve ser desenvolvido de forma integrada ao currículo. em soluções para melhorar a vida. Tudo isso é conteúdo que preenche existências de sensibilidade, compaixão e discernimento. Tudo isso ensina a viver de forma mais harmoniosa e solidária, compreendendo que divisões precisam ser feitas e que a união é força que edifica uma sociedade evolutiva, igualitária e fraterna. ANDRADE, Fabiana. A pedagogia do afeto. Recife: Prazer de Ler, 2014. Trabalhando as emoções 187 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 187FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 187 14/04/2023 13:27:4814/04/2023 13:27:48 Semana de avaliação à R B Ú S S O L A D N W T H E L P R A B O N É C X A N Z O L G T R D E A B W D C X S A T G B I F C A S A M P É T A L A É C L Á P I S M K I U Y O O A S I O E à B T Á X I N Á R V O R E E A R Q B T H E L P R T O R T A C Unidade 2 • Sílaba • Palavras com bl, cl, fl, gl, pl e tl • Sílaba tônica • Palavras com r e rr • Substantivos próprios, comuns e coletivos • Palavras com s e ss • Gênero do substantivo • Palavras com s e z em final de sílaba • Número do substantivo • Palavras com m e n antes de consoante • Graus do substantivo • Palavras com inho(a) e zinho(a) 1. Leia um trecho do poema de Olavo Bilac O lobo e o cão, baseado na fábula de Esopo. Encontraram-se, na estrada, um cão e um lobo. E este disse: “Que sorte amaldiçoada! Feliz seria se um dia, como te vejo, me visse. Andas gordo e bem tratado, vendes saúde e alegria: ando triste e arrepiado, sem ter onde cair morto! Gozas de todo o conforto e estás cada vez mais moço; e eu, para matar a fome, nem acho às vezes um osso! Esta vida me consome... Dize-me tu, companheiro: onde achas tanto dinheiro?”. [...] a. Copie, do texto, duas palavras monossílabas, duas dissílabas, duas trissílabas e duas polissílabas. monossílabas – dissílabas – trissílabas – polissílabas – um, se feliz, moço estrada, saúde companheiro, amaldiçoado Sugestão de resposta: 2. Numere as lacunas fazendo a correspondência. 1 – BL 2 – CL 3 – FL 4 – GL 5 – PL 6 – TL globo publicação plataforma atlas floricultura claridade 4 1 5 6 3 2 3. Encontre, no diagrama, dez palavras com diferentes classificações quanto à sílaba tônica. Em seguida, mar- que um x na coluna correta. X X X X X X X X X X Palavra Oxítona Paroxítona Proparoxítona bússola anzol casa boné lápis árvore torta táxi café pétala 4. Escreva duas palavras com o que se pede. Sugestão de resposta: r no início da palavra – r entre vogais – rr – rio, ronda coração, parede correto, borracha 188 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 188FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 188 02/05/2023 17:32:4002/05/2023 17:32:40 5. Observe as imagens abaixo e escreva o nome correspondente. Agora, classifique esses nomes em comum, próprio e coletivo. pulseira, martelo e rebanho – comum Padaria Pão Delícia – próprio rebanho – coletivo pulseira martelo Padaria Pão Delícia rebanho 6. Assinale a alternativa em que a letra s tem som forte em todas as palavras. a. socorro, casamento, saída, semente b. situação, sabedoria, sinal, lousa c. sacola, serpente, semáforo, suor d. simplicidade, sentimento, liso, saudade X 7. Leia as frases e escreva em que gênero, número e grau os substantivos estão. a. Marília sabe escolher presentes como ninguém. b. Os homens nem sempre compreendem o sentimento de uma mãezona. M antes de p e b N antes de outras consoantes c. O médico preferiu tratar o doente na casinha da vila. Marília – feminino, singular, grau normal / presentes – masculino, plural, grau normal médico – masculino, singular, grau normal / doente – masculino, singular, grau normal / casinha – feminino, singular, grau diminutivo. homens – masculino, plural, grau normal / sentimento – masculino, singular, grau normal / mãezona – feminino, singular, grau aumentativo 9. Escreva o nome das imagens na cruzadinha. 8. Escreva palavras segundo as indicações. C R V S U E R T Z A Z S P C O U A A S D E C T O E C ho co la te Sh ot / st oc k. ad ob e. co m Er ic h Sa cc o / s to ck .a do be .c om O ce an Pr od / st oc k. ad ob e. co m ev se ev _ tim / st oc k. ad ob e. co m Sugestão de resposta: limpo, pomba, campo. Sugestão de resposta: lindo, mundo, fundo. 189 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 189FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 189 14/04/2023 13:27:5014/04/2023 13:27:50 Fundamentação São tantos os elementos para se trabalhar poesia com as crianças em sala de aula... O ler em voz alta um poema amado com a emoção que ele desper- tou... O encontrar poesias que mexeram com o senso- rial de cada um (visão, olfato, paladar...) e perceber como aconteceram escolhas diferentes por razões diversas... O procurar poemas que falem de assuntos paralelos, parecidos, mas tratados de outra forma, valorizados por outro ângulo... O trocar experiências pessoais a partir de um poema que tenha sido vivido por cada leitor à sua maneira, no seu momento de vida, de modo mais abrangente, mais específico ou mais distanciado. O ter um caderno, um álbum, uma agenda, onde anotar poemas inteiros ou versos que pareceram particularmente belos, ou sábios, ou perspicazes, ou esclarecedores, ou incríveis... O musicar, tornando cantigas algumas expressões poéticas que dão aque- la vontade de criar uma melodia. O descobrir ritmos e lê-los em conjunto ou em voz alta... [...] Se a professora for ler um poema para a classe, que o conheça bem, que o tenha lido várias vezes antes, que o tenha sentido, percebido, sabo- reado. Para que passe a emoção verdadeira, o ritmo e a cadência pedidos, que sublinhe o importante, que faça pausas para que cada ouvinte possa cobrir — por si próprio — cada passagem, cada estrofe, cada mudança... Que a criança goste de ler, de sorver devagari- nho, sem pressa, a poesia que encontrar... Que, ao folhear um livro, saiba reparar numa passagem bem escrita e que saboreie esse momento de boniteza que o autor elaborou. Ou, ao se deparar com o mal escrito, com o tolo, com o desprovido de emoção e sensações, com o texto apressado, mal resolvido, que perceba e registre o quanto aquilo não quer dizer absolutamente nada... E que comente, fale e leia alto, pra demonstrar seu espanto não com o bom e o novo, mas com o malfeito ou o batido... E, se for selecionar alguma poesia para ser lida pelas crianças, que não seja a escrita por iniciantes, que ainda estão à procura da forma. É melhor recorrer àqueles autores que já dominam o verbo, constroem o verso, controlam o ritmo, sabem eliminar o supérfluo, para condensar — de modo exato e belo — as imagens e provocar encantamento, suspiros, concordância,gostosura, sorriso, vontade de querer mais, de repetir, de dizer “Ah, é isto!” ou “Oh, é aquilo!”, de precisar ler de novo pra melhor se inteirar, pra compreender lá no fundinho ou descobrir algo que, na primeira ou na segunda leitura, não foi percebido... de até querer guardar, dum modo espe- cial, palavras que abriram as portas da compreensão dum mundo mágico e sábio (que nem se intuía, se imaginava ou se percebia que era assim...). Pois, como escreveu um dia, lindamente, o poeta Oswald de Andrade: “Aprendi com meu filho de dez anos que a poesia é a descoberta das coisas que nunca vi.” ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997. Como trabalhar poesia com as crianças? Roman Gorielov / stock.adobe.com 190 FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 190FC_ME 3F PORT_UN 2.indd 190 14/04/2023 13:27:5014/04/2023 13:27:50 Dicas para professores Você não é o detentor do conhecimento A noção de que o professor é o detentor do saber na sala de aula é ultrapassada. Entenda que, na sala de aula, há uma troca de experiências, e você também aprenderá nesse processo, como professor mediador. Cada aluno tem uma vivência diferente. Ao entender que você não está numa posição superior e que eles também têm lugar de fala na escola, a relação fica mais próxima, fazendo com que o respeitem e se abram mais com você. Entenda que está tudo bem não saber tudo, e, às vezes, um “Não sei” é a melhor resposta. Disponível em: https://tribunapr.uol.com.br/conteudo. Acesso em: 12 abr. 2023. O que vamos estudar: • Leitura do texto: História em quadrinhos • Sinônimos e antônimos • Palavras com g e gu • Leitura do texto: Nuvens • Sinais de pontuação e tipos de frase • Palavras com h inicial • Leitura do texto: Aviso • Adjetivo • Palavras com ch, lh e nh • Leitura do texto: A gralha vaidosa • Pronomes pessoais • Palavras com lh e li • Leitura do texto: Outdoor • Pronomes possessivos e demonstrativos • Palavras com ç, ce e ci 191 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 191FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 191 04/05/2023 11:12:3404/05/2023 11:12:34 Conteúdos da unidade e a BNCC Unidade 3 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura de imagem • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Oralidade • Estratégia de leitura • Relato oral/Registro formal e informal (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Leitura do texto: História em quadrinhos • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Compreensão • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia • Leitura de imagens em narrativas visuais (EF15LP14) Construir o sentido de his- tórias em quadrinhos e tirinhas, relacio- nando imagens e palavras e interpretan- do recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. Gramática: Sinônimos e antônimos • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Estratégia de leitura (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando subs- tituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pro- nomes anafóricos pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto. Ortografia: Palavras com g e gu • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia. (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/ gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 192 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 192FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 192 14/04/2023 14:19:2514/04/2023 14:19:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: Nuvens Leitura/escuta (compar- tilhada e autônoma) • Compreensão • Estratégia de leitura • Compreensão em leitura (EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/ sugestões em textos (informativos, jor- nalísticos, publicitários etc.). (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações implíci- tas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF15LP03) Localizar informações explí- citas em textos. Gramática: Sinais de pontuação e tipos de frase • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) • Pontuação • Construção do sistema alfabético/Convenções da escrita (EF03LP07) Identificar a função na leitu- ra e usar na escrita ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, re- gras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. Ortografia: Palavras com h inicial • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF35LP13) Memorizar a grafia de pala- vras de uso frequente nas quais as rela- ções fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema. Leitura do texto: Aviso • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Reconstrução das con- dições de produção e recepção de textos • Estratégia de leitura • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzi- dos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escri- ta de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explí- citas em textos. 193 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 193FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 193 14/04/2023 14:19:2514/04/2023 14:19:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Gramática: Adjetivo • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Morfossintaxe (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos. Ortografia: Palavras com ch, lh e nh • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. Leitura do texto: A gra- lha vaidosa • Leitura/escuta (comparti- lhada e autônoma) • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Formação do leitor literário • Formação do lei- tor literário/Leitura multissemiótica • Estratégia de leitura • Compreensão • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando- -os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. (EF35LP22)Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísti- cas no discurso direto. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explí- citas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. Gramática: Pronomes pessoais • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Morfologia (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico. Ortografia: Palavras com lh e li • Análise linguística/se- miótica (Ortografização) • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 194 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 194FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 194 14/04/2023 14:19:2514/04/2023 14:19:25 Conteúdo Práticas de linguagem Objetos de conhecimento Habilidades Leitura do texto: Outdoor • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Compreensão em leitura • Estratégia de leitura • Escrita colaborativa • Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, ima- gens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publicitá- rios e de propaganda, como elementos de convencimento. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para es- clarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura ade- quada à argumentação, considerando a situa- ção comunicativa e o tema/assunto do texto. Gramática: Pronomes possessivos e demonstrativos • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Morfologia (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico. Ortografia: Palavras com ç, ce e ci • Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) • Construção do sistema alfabético/Convenções da escrita (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordân- cia nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. Estudo do dicionário • Análise linguís- tica/semiótica (Ortografização) • Leitura/escuta (com- partilhada e autônoma) • Construção do sistema alfabético e da ortografia • Estratégia de leitura (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para es- clarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. Trabalhando as emoções — — NOTA: A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto de competências gerais, que serve como um guia para o aprendizado das crianças e que deve ser de- senvolvido de forma integrada ao currículo. 195 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 195FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 195 14/04/2023 14:19:2614/04/2023 14:19:26 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem – página 74 Orientação didática: • Além das perguntas que já foram feitas sobre a imagem, deixe que os alunos apresentem outra interpretação. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Solicite aos alunos que levem, para a sala de aula, uma foto deles em um momento de afetividade. Pode ser com um parente, um amigo ou até com seu bichi- nho de estimação. Crie um mural com todas as fotos. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Entregue para os alunos folhas de papel ofício e peça que desenhem um momento de afetividade que aconteceu com eles. Após a criação do desenho, soli- cite-lhes que falem um pouco sobre o que fizeram. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Leitura de imagem Orientação didática: • Pegue uma imagem de revista e trabalhe, com os alunos, os aspectos da oralidade. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 21ª Semana – Grade semanal 196 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 196FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 196 14/04/2023 14:19:2614/04/2023 14:19:26 Atividade lúdica Desenhar em grupo Número de jogadores: • De 6 a 25. Idade: • De 7 a 14 anos. Materiais: • Lápis de cor e papel. Descrição: • Formam-se grupos com igual número de jogadores (de 2 a 6). Cada grupo tem papel ou cartolina e lápis de cor para os jogadores usarem indistintamente. Os grupos se sentam ao redor de uma mesa. O diretor do jogo propõe o tema do desenho e dá 2 ou 3 minutos para cada grupo decidir como vai realizá-lo e a ordem de participação. Quando o diretor diz “Começar!”, o primeiro de cada equipe começa a desenhar na folha ou na cartolina durante 1 minuto, tempo cujo transcurso é indicado pelo diretor do jogo ao dizer “Mudar!”. Nesse momento, quem estava desenhando para de fazê-lo, e o seguinte jogador continua com o desenho, e assim até todos terminarem. Cada desenho é submetido à avaliação dos jogadores dos demais grupos, sendo ganhador aquele que obtiver mais pontos. Regras e sanções: • Enquanto cada jogador desenha, os demais colegas não podem lhe dar nenhuma indicação ou sugestão. Nas avaliações do desenho de cada grupo, todos os jogado- res intervêm, exceto os autores. As notas serão de 0 a 10 e apenas uma por equipe (os membros terão de chegar a um acordo prévio). Variantes: Permita que cada grupo escolha à vontade o tema do desenho. Aplicação do ensino: Etapa e ciclo: Ensino Fundamental. Capacidades desenvolvidas: Criatividade, rapidez de decisão e trabalho em equipe. Interdisciplinaridade: Plástica. Observações e sugestões: Tentar inculcar aos joga- dores objetividade e imparcialidade na avaliação dos desenhos dos colegas. Deve-se abordar também o res- peito para com o trabalho criativo dos participantes, ainda que pareça não apresentar ótima execução. É um jogo ideal para estimular a cooperação e o en- tendimento entre todos. JURADO, Juan José. 101 jogos de lápis e papel: para aprender e curtir. Petrópolis: Vozes, 2016. 197 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 197FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 197 14/04/2023 14:19:2614/04/2023 14:19:26 Orientação pedagógica Em nossa vida diária, estamos rodeados por imagens impostas pela mídia, vendendo produtos, ideias, conceitos, comportamentos, slogans políticos, etc. Como resultado de nossa incapacidade de ler essas imagens, nós aprendemos por meio delas inconscientemente. A educação deveria prestar atenção ao discurso visual. Ensinar a gramática visual e sua sintaxe através da arte e tornar as crianças conscientes da produção humana de alta qualidade são formas de prepará-las para compreender e avaliar todo tipo de imagem, conscientizando-as de que estão apren- dendo com essas imagens (BARBOSA, 1998, p. 17). Desse modo, por estarem sempre em contato com as ima- gens em seu dia a dia, as crianças possuem uma carga de conhecimento prévio já inserido em sua mente, que faz a diferença quando elassão colocadas diante de imagens que precisam ser lidas. Isso significa que cada criança vai entender a imagem a partir de sua vivência, explicando-a partindo das suas poucas experiências, e assim nenhuma leitura será parecida [...]. Revista Construir Notícias. A leitura de imagem no processo de ensino-aprendi- zagem da Educação Infantil. ed. 101, 2018. BNCC (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos Expres- sivos gráfico-visuais em textos multissemióticos. (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, rela- tar experiências etc.). 74 198 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 198FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 198 14/04/2023 14:19:3214/04/2023 14:19:32 Fundamentação Autoperfeição ou sentimento de honradez A autoperfeição é a primeira característica negativa da personalidade (da pessoa) do professor que precisa ser considerada quando as coisas não vão bem na sala de aula e na sala dos professores. A autoperfeição é um aspecto nocivo do caráter humano. A pessoa se jacta acima do que ela realmente é. Nesse caso, é o tipo do professor convencido, que sabe tudo e mais que os outros, que não erra e possui a melhor didática, que se gaba de seus diplomas. É o professor que está acima do bem e do mal no que respeita a práticas pedagógicas, domínio de conteúdo e domínio de classe. Tudo que ele faz é perfeito. Muitos beiram o narcisismo. Conviver com um professor assim em uma escola não é fácil. Como não existe ninguém que não cometa pelo menos um pequeno deslize, torna-se difícil para um coordenador pedagógico e para um diretor tratar com esse tipo de profissional ou até mesmo para cole- gas e alunos. Suas provas são as mais bem elaboradas, e pobre do aluno que reclamar de alguma coisa. Segundo observou certa vez um professor, a auto- perfeição ajuda: ”Quero ser o melhor que posso ser”. Pelo visto, não entendeu o que eu disse. Há uma distân- cia muito grande entre procurar melhorar profissional- mente e (como pessoa) a cada dia e querer ser melhor que os seus pares. Já outro, com ironia, escreveu-me o seguinte, referindo-se à autoperfeição e ao egocentrismo: “In- signe professor: o senhor descreveu perfeitamente a postura dos professores de universidades públicas: frios e dogmáticos. Alguns são marxistas de laboratório, mas meros autômatos”. E acrescentou: “Já os docentes do Ensino Médio e do Ensino Fundamental são meros pobres coitados”. Em relação a determinados professo- res de universidades federais, até que lhe dou alguma razão; mas, quanto aos “pobres coitados” em referência aos professores da Educação Básica, tenha santa pa- ciência! Esse sentimento de coitadinho não tem relação alguma com a educação. Entretanto, o que o “insigne professor” aqui escreveu se refere exclusivamente ao professor que se acha, que se gaba, que se guinda acima dos outros, convencido; o mais altivo, probo, lhano, nobre, honorável e sabido (besta) da escola. Esse é o sentimento de autoperfeição ou honradez que, a meu ver (e para seu bem), o profes- sor deve evitar. Portanto, como a autoperfeição ou o sentimento de honradez é um aspecto nocivo do caráter humano, o professor que se jacta acima do que realmente é, convencido, que possui a melhor didática, gaba-se de seus diplomas e considera perfeito tudo que faz, esse professor deve repensar sua postura, suas atitudes, sua maneira de ser. Além de prejudicar seu próprio trabalho, também prejudica o de outros na escola, o que pode afetar o trabalho na sala de aula e, consequentemente, o aprendizado dos alunos. APOLINÁRIO, Maurício. Limites na sala de aula: emoções e atitudes e ações. Rio de Janeiro: Wak, 2012. 78 ar t / s to ck .a do be .c om LI G H T FI EL D S T UD IO S / s to ck .a do be .c om 199 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 199FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 199 14/04/2023 14:19:3214/04/2023 14:19:32 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: História em qua- drinhos – página 75 Orientação didática: • O gênero história em quadrinhos é muito apreciado pela criançada. Aproveite para explorar todos os sentidos pos- síveis construídos pela linguagem verbal e as imagens. • Solicite aos alunos que reescrevam a história em quadrinhos substituindo as palavras do vocabulário por outras sinônimas. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – página 76 Orientação didática: • Escreva, na lousa, frases com as palavras do vocabulá- rio e solicite aos alunos que as substituam por outras de sentido equivalente. Observe se os alunos conseguiram realizar a atividade sem recorrer ao livro e parabenize- -os não só pelos acertos, mas também pela iniciativa. • Solicite aos alunos que percebam a relação entre os quadrinhos. Você pode reproduzir os quadrinhos em folhas de A4 e misturá-los para que os alunos possam colocar na sequência. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sinônimos e antôni- mos – página 77 Orientação didática: • Escreva frases na lousa e sublinhe algumas palavras. Peça aos alunos que digam que palavras podem subs- tituir essas destacadas sem que o sentido mude. Expli- que, a partir daí, o conceito de sinônimo e antônimo. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sinônimos e antôni- mos – página 78 (primeira coluna) Orientação didática: • Elabore uma atividade para os alunos relacionarem palavras sinônimas e antônimas formando duplas de palavras, de acordo com a sua orientação. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 22ª Semana – Grade semanal 200 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 200FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 200 14/04/2023 14:19:3214/04/2023 14:19:32 Atividade lúdica Estudo grafológico Número de jogadores: • De 4 a 9. Idade: • A partir de 6 anos. Materiais: • Lápis e papel. Descrição: • Os participantes escrevem o abecedário com maiús- culas em sua folha. Em seguida, entregam a folha ao colega à sua direita, que observa o tipo de letra durante 15 segundos para ser capaz de reconhecê-la depois. As folhas vão passando de um colega para outro até todos terem visto as folhas de todos. O professor escolhe três jogadores, que, em conjunto, es- colhem uma palavra de várias letras, como, por exemplo, borboleta. Depois, cada um deles escreve essa palavra na mesma folha em maiúsculas, evitando ser observados pelos demais participantes. Em seguida, eles mostram aos outros jogadores o papel com a palavra escrita três vezes. Se alguém se acha capaz de dizer quem escreveu cada uma das três palavras, levanta a mão e fala. Regras e sanções: As palavras escritas devem ter um mínimo de letras (mais de cinco). Cada acerto vale 1 ponto. Após a verificação, inicia-se outra rodada com outros três participantes. Se quem levantou a mão errar ao reconhecer os três autores, outro participante pode levantar a mão e tentar acertar. Variantes: Na variante anterior, pode-se mudar o número de letras e de participantes que escrevem a palavra por eles escolhida (dois, quatro, etc.). Também se pode jogar com sílabas, procedendo do mesmo modo. Cada um dos três jogadores escolhidos deve escrever uma letra de uma palavra de três letras (por exemplo: Sol). Os colegas tentarão identificar o autor de cada letra. Em vez de usar letras, é possível escrever apenas números ou uma combinação de ambos. 1 2 3 A J L E M Aplicação do ensino Etapa e ciclo: Ensino Fundamental. Capacidades desenvolvidas: Memória, acuidade visual e relação. Interdisciplinaridade: Linguagem. Observações e sugestões: Sendo mais complexas, as variantes só devem ser aplicadas com participantes de mais idade. JURADO, Juan José. 101 jogos de lápis e papel: para aprender e curtir. Petró- polis: Vozes,2016. 201 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 201FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 201 14/04/2023 14:19:3214/04/2023 14:19:32 Orientação didática • Solicite aos alunos que pesquisem a origem das histórias em quadrinhos e apresentem um seminário sobre elas. Peça-lhes que mostrem uma e anali- sem as características aprendidas nela. Esse tipo de atividade auxilia na apropriação dos conteúdos estudados e, também, na oralidade. • Para avaliar o nível em que a criança se encontra, observe sua produção e o seu progresso. Por isso, logo após a escrita, peça que a criança leia a pala- vra que escreveu, apontando com o dedo. Observe: BNCC (EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recur- sos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias). 75 • Se a criança lê de forma global. • Se faz a correspondência de uma letra para cada emissão de voz. • Se há existência de formas fixas. • Se sobrar letras, pergunte, à criança, se poderá tirá-las ou não. • Explore a produção da criança de modo a identificar o nível em que se encontra. Terminando o trabalho, anote, no verso, as observações que julgar necessárias, colocando a data para que possa acom- panhar sua evolução. 202 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 202FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 202 14/04/2023 14:19:3614/04/2023 14:19:36 Orientação didática • Trabalhe as palavras do texto propondo várias ativi- dades que façam o aluno não só conhecer o significado delas, mas também identificar o contexto de uso de cada uma. Dessa forma, ampliará o seu acervo vocabu- lar, além de desenvolver outras habilidades de interpre- tação e escrita. BNCC (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP04) Inferir informações im- plícitas nos textos lidos. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 76 • Para finalizar os conhecimentos explorados na seção Estudo do texto, é interessante propor a produção de uma HQ. Você pode confeccionar os quadrinhos em folhas de papel-sulfite, fazer cópias e distribuí-las aos alunos. Dê sugestões de temas que podem ser aborda- dos nos quadrinhos ou deixe-os livres para produzirem de acordo com um tema da preferência deles. 203 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 203FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 203 14/04/2023 14:19:3614/04/2023 14:19:36 Orientação didática Escreva, em plaquinhas, duplas de palavras sinônimas e outras antônimas. Reproduza emoticons (de confirmação e de negação) também em plaquinhas. Você levanta uma plaquinha com as pala- vras, e os alunos devem levantar a plaquinha do emoticon (de confirmação ou negação) adequadamente. BNCC (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, iden- tificando substituições lexicais (de substanti- vos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a conti- nuidade do texto. 77 Por exemplo: Os alunos levantam a pla- quinha de confirmação. Sinônimos belo / bonito 204 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 204FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 204 14/04/2023 14:19:3714/04/2023 14:19:37 Orientação didática Anotações Divida a turma em grupos e entregue-lhes uma pla- quinha com a palavra sinônimo e outra com a palavra antônimo. Escreva cartões com duas palavras sinô- nimas e duas antônimas e misture-os dentro de uma caixa pequena. Os grupos devem retirar os cartões e levantar a plaquinha de sinônimo quando as duas pala- vras forem sinônimas e a de antônimo quando as duas palavras forem antônimas. BNCC (EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, iden- tificando substituições lexicais (de substanti- vos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a conti- nuidade do texto. 78 205 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 205FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 205 14/04/2023 14:19:4014/04/2023 14:19:40 Na escola, tudo tem seu tempo Fundamentação Rotina e prazer são necessários no dia a dia. O papel do gestor é levar a equipe a equilibrar os dois polos para conseguir ensinar melhor. O que é tempo? Uma pergunta como essa, tão filosófica, à primeira vista, parece ter pouco a ver com o mote deste texto — refletir sobre a atividade dos gestores escolares. Pretendo mostrar que o tempo é, sim, um componente fundamental no dia a dia desses profissionais. Não apenas no que diz respeito à sua administração, mas tam- bém em relação à sua vivência. Peço ajuda aos gregos da Antiguidade para explicar melhor. Eles distinguiam dois tipos de tempo: o cronos e o kairós. O primeiro é o tempo efetivamente medido, aquele do relógio e da rotina. O segundo é o tempo vivido, que, diferentemente do cronos, não se mede pelo tamanho, mas pela intensidade. É como se os ponteiros de hora, minuto e segundo parassem e mergulhássemos em um túnel fora da Terra. Quando entramos nas portas infinitas do tempo kairós, o cronos fica sem importân- cia. Como em um reencontro de dia inteiro com amigos queridos que há muito não víamos, podemos dizer: “Nem percebi que passou o tempo e já está na hora de ir para casa...”. Sinal de que a atividade realmente foi boa e pudemos nos entregar ao kairós vivido, valorizado, partilhado. A escola está impregnada de kairós. As vivências afetivas são as mais lembradas de nossa infância. Certamente, muitas delas se passaram nos recreios, em um diálo- go esclarecedor com um professor que ajuda a aprender o conteúdo, nos trabalhos em grupo, em uma instigante experimentação científica ou na exposição dos tra- balhos. Os alunos também experimentam esse tempo quando ficam olhando para o infinito, como que distraídos, com o rosto entre as mãos, sonhando com a princesa ou o príncipe dos seus sonhos ou imaginando uma viagem ao mundo medieval, às geleiras dos Andes ou ao deserto de Calahari. Com os professores, não é diferente. Vem à cabeça a imagem de uma docente que me procurou para mostrar uma prova de Matemática que ela havia elaborado, dizendo: “Veja, Fernando, que lindo problema inventei para os alunos!”. Ela, sem dúvida, estava vivendo o tempo kairós. Al bi na sy o / s to ck .a do be .c om 206 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 206FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 206 14/04/2023 14:19:4014/04/2023 14:19:40 Não se pode esquecer, porém, de que o cotidiano escolar está repleto de cronos, o tempo que nos acompanha e nos enquadra, dando o sentido às tarefas, pondo-lhes metas e balizando a organização coletiva. O cronos é, frequentemente, confundido com a buro- cracia — e não há nada de mau nisso. Explico o porquê. Por exemplo, a pontualidade no pagamento do salário é uma burocracia (já imaginou receber apenas quando o patrão quisesse?). Mas é uma burocracia boa, assim como a dos prazos cumpridos, a dos relató- rios entregues e a das notas na secretaria no dia combinado. Fazer esses dois tempos conversarem entre si não é fácil. Rotinas atropeladoras, ex- cesso de demanda, mistura de urgências com condução do dia a dia... O conflito entre as atividades “burocráticas” e as “nobres” e “pedagogicamente ricas” é uma contradição que o gestor enfrenta diariamente. No limite, se faço só o prazeroso, abandono as exigências burocráticas pelas quais serei cobrado. De outro lado, se não faço nada de que gosto, meu trabalho fica sem sentido. Sabemos que as duas atividades são importantes para nossa saúde mental e profissional. Como ad- ministrar o tempo do gestor e da escola para responder a tantos problemas? Como fazer o equilíbrio entre eles? O bom administrador do tempo é aquele que consegue extrair, dos mais corriqueiros atos do cotidiano, as maravilhas do kairós sem se descuidar do cronos, estabelecendo claramente os responsáveis pelas tarefas, expondodatas de entregas e cobrando o cumprimento dos prazos ligados ao bem comum. Revista Nova Escola. Ano 24, n. 223, junho/julho 2009. Al bi na sy o / s to ck .a do be .c om 207 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 207FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 207 14/04/2023 14:19:4014/04/2023 14:19:40 a 1o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com g e gu – página 78 (segunda coluna) Orientação didática: • Solicite que os alunos pesquisem palavras com as letras g e gu. Converse sobre o porquê do uso e, depois, oriente-os a recortarem apenas essas letras e a montarem dois cartazes: letras maiúsculas e letras minúsculas. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com g e gu – página 79 (primeira coluna) Orientação didática: • Elabore um caça-palavras com as letras em estudo. Insira palavras escritas de forma errada para que os alunos possam identificá-las e corrigi-las na lousa. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com g e gu Orientação didática: • Apresente palavras faltando as letras g e gu e peça para os alunos completarem. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com g e gu Orientação didática: • Solicite uma pesquisa, em jornais e revistas, de palavras com g e gu. Depois, peça que os alunos busquem o significado delas no dicionário. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 23ª Semana – Grade semanal 208 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 208FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 208 14/04/2023 14:19:4114/04/2023 14:19:41 Atividade lúdica Que comece pela letra... Número de jogadores: • De 2 a 6. Idade: • De 6 a 12 anos. Materiais: • Lápis e papel. Descrição: • Em cada rodada, os jogadores escolhem um tema e um deles diz qual é. Depois, determina-se uma letra aleatoriamente (por exemplo, abrindo um dicionário ou uma revista e pegando a primeira letra que for lida). O sinal de “Já!” dá início ao jogo, que consiste em escre- ver palavras que comecem com a letra determinada e tenham alguma relação com o tema escolhido. Por exemplo: tema: cozinha; letra: c: cozinhar, caçarola, colher, concha, ceia, comida... JURADO, Juan José. 101 jogos de lápis e papel: para aprender e curtir. Petró- polis: Vozes, 2016. Regras e sanções: Qualquer jogador pode, quando quiser, inter- romper e encerrar o jogo, bastando-lhe para isso contar até vinte em voz alta. Quando a contagem termina, ninguém pode continuar a escrever. Será ganhador quem tiver mais pontos depois de repetir as rodadas previstas (5, 7, 9, etc.). Serão 2 pontos por palavra anotada por mais de um jogador e 5 por aquela que nenhum outro jogador tiver escrito. Palavras erroneamente escritas não valem. Aplicação do ensino: Etapa e ciclo: Ensino Fundamental. Capacidades desenvolvidas: Memória e observação. Interdisciplinaridade: Linguagem. Pode variar conforme os temas propostos. Observações e sugestões: Caso se disponha de um cronômetro ou relógio com ponteiro de segundos, estipular um tempo máximo (ex.: 2 minutos) para os jogadores escreverem as respostas. Variantes: 1. A letra escolhida pode estar localizada em qualquer parte da palavra, não apenas no início. 2. Escolher duas letras que devem estar incluídas em qualquer lugar das palavras (do tema escolhido).Tema: animais letra L Co lo rf ue l S tu di o / s to ck .a do be .c om leão leopardo lagartixa lesma leão lhama linguado 209 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 209FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 209 14/04/2023 14:19:4114/04/2023 14:19:41 Orientação didática • Apresente aos alunos várias imagens cujo nome seja escrito com g ou gu. Solicite-lhes que escrevam o nome das imagens. Observe se irão grafar corretamente as palavras. Parabenize os que conseguirem acertar e solucione as dúvidas na escrita das palavras com g ou gu. • Elabore um jogo da memória de palavras com g ou gu em folhas de papel-cartão. Cole figu- ras e o respectivo nome abaixo. Explique as regras do jogo aos alunos: formar mais pares de palavras iguais. Esta atividade, além de ajudar a fixar o padrão silábico estudado, oportuniza um momento lúdico em sala de aula. BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). 78 210 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 210FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 210 14/04/2023 14:19:4214/04/2023 14:19:42 1. Leia as dicas para preencher a cruzadinha. a. Material escolar utilizado para medir pequenos comprimentos. b. Faz viagens ao espaço. c. Instrumento musical. d. Pequeno primata; mesmo que mico. d. a. b. c. Sugestão de atividade 79 BNCC (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fone- mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n). E E U O G F T U I G É T S U A A A I A R G R 211 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 211FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 211 14/04/2023 14:19:4414/04/2023 14:19:44 Fundamentação Ensinar a criança a saber demonstrar seu agradecimento Como fazer...Uma criança não pede para nascer, mas, em con- trapartida, tudo o que recebe após o nascimento lhe é dado por alguém. Talvez por essa dependência que surge de sua extrema fragilidade é que pais e professo- res insistem em que deve aprender a agradecer. Exter- nar um agradecimento não é mais difícil que decorar o nome de um amigo ou de um cachorrinho, mas bem mais importante que falar palavras de agradecimento é construir em seu íntimo o sentimento de gratidão. A gratidão não é um sentimento apenas humano. O cachorro que recebe a comida e o gato que acolhe o afeto demostram gratidão, assim como as flores pare- cem demonstrá-la quando recebem a água generosa. Mas, se a gratidão não é sentimento especificamente humano, somente os homens podem sentir a imensa alegria em receber de outro esse sentimento e, para muitos, alegria ainda maior em oferecê-lo. Contudo, os tempos modernos, marcados pela glo- balização e pelo consumismo, estão mudando a face da gratidão. Cada vez mais, associamos esse sentimento a uma coisa, a um bem conquistado ou a um favor rece- bido. A gratidão verdadeira vai muito além dessa troca, manifesta-se quando nos sentimos com saúde, evi- dencia-se pela manhã de sol, pela onda generosa que acolhe e nos abraça na praia repleta de calor. As crian- ças, ainda bem mais que os adultos, mostram-se mais sensíveis a esse consumismo desenfreado. Se não forem educadas na descoberta do sentimento de gratidão, crescem supondo que uma certa palavra ou um certo sorriso é o preço que devem pagar pelos brinquedos que pedem e acreditam firmemente nesse “toma lá, dá cá”. Outra associação que os tempos de agora usam para perverter a gratidão é construir a falsa imagem de que esse é um sentimento apenas dos pobres, dos excluídos. Talvez por dependerem mais dos outros, externem com mais frequência palavras de agradecimento, mas não é possível confundir: agradecer é um gesto, uma palavra, uma ação corporal, sentir-se agradecido vai além do corpo, pois acalenta a alma e aquece o coração. Algumas experiências simples marcam para todo o sempre a vida de uma criança. Como muito bem nos diz Guerra Junqueiro: “As almas infantis são brancas como a neve, / são pérolas de leite em peitos virginais. / Tudo quanto se grava e nelas se escreve / cristaliza em se- guida e não se apaga mais”. Uma dessas experiências marcantes é alertar a criança para a beleza do Sol, a policromia da natureza, o ruído do vento, a diversidade de consistência da terra. Tal alerta deve vir acompanhado de um agradecimento, mas, mais importante que ele,é o sentimento. Por isso, experiências como essas não podem ser reduzidas a circunstâncias ocasionais. É importante que nos habituemos a nos sentir gratos por tudo quanto a vida nos dá para que possamos passar às crianças esses sentimentos e as palavras que possam externá-los. Além disso, também é essencial que lhes ensinemos que viagens, passeios, brinquedos, festas e tudo o que as alegra surgem em ocasiões eventuais e por um mo- tivo específico. É essencial que a criança possa esperar por um acontecimento e que jamais o desgaste por causa de sua banalização. Brinquedo a cada solicitação, festa quase todo fim de semana, agrado material em cada visita ao shopping são ferramentas que transfor- mam o agrado em rotina e empalidecem o sentimento de gratidão. Um elemento essencial na educação da gratidão — e não somente dela — é construir com a criança a sen- sação de expectativa. Antes de levá-la à reali zação de um sonho, ensiná-la a esperar pelo sonho, a contar os minutos que o antecedem. Miguel de Cervantes já lem- brava que “[...] a jornada é mais valiosa que a estalagem”, mostrando que a conquista que se obtém após alguma espera possui doçura maior, encantamento mais amplo. E, para desenvolver essa sensação de expectativa, não são necessários grandes prêmios ou eventos espetacula- res: a crian ça aprende a esperar e, depois, a agradecer o jogo de botão que se promete para mais tarde ou a bala pe quena, mas saborosa, que a aguarda ao fim do dia. Nunca podemos associar a gratidão ao subor no. A criança necessita aprender que certas coisas devem ser feitas porque constituem seu trabalho, sua obrigação, não para ganhar isso ou aquilo. A verdadeira gratidão emerge não como uma troca, mas como uma conquista pela qual, com ansiedade crescente, muito se esperou. 212 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 212FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 212 14/04/2023 14:19:4514/04/2023 14:19:45 E ainda mais... Converse com as crianças sobre o que é “se for- mar”, por que as pessoas se formam, o que significa o diploma que os diversos profissionais recebem quando o curso termina. Mostre que se formar significa que “você alcançou um fim”, que “você atin giu um alvo”. Posterior- mente, explique que você vai inventar uma brincadeira de “formar” uma pessoa, concedendo-lhe um diploma. Que tal um “diploma de boa educação”? Faça o diplo- ma e explique às crianças que a conquista de qualquer diploma, a formatura, somente tem sentido quando a pessoa conquistou conhecimentos para merecê-lo. Discu tam quais seriam as “matérias” que se deveriam saber para receber um diploma como esse. Ouça o que as crianças têm a dizer. Crie com elas, de maneira alegre, os fundamen- tos para aferir quem pode e quem não pode ganhar esse diploma, tendo por critério a frequência de uso de expressões como “Obrigado”, “Com licença”, “Por favor”, etc. Vá além e imagine situações diferentes em que a boa educação e o agradecimento devem estar presentes. Como é ser bem-educado em uma praia? E em uma festa? E em um ônibus? Como é ser educado com as pessoas mais simples? Com os amigos? Imagine situações, invente uma espécie de teatrinho mostran- do situações diversas em que se percebam a boa e a má-educação. Veja nos desenhos aos quais a criança assiste, nos programas que vê, nas histórias que ouve, nas cenas que presencia a existência do agradecimento e de sua falta. Quando esse sentimento se apresentar bem claro, após vários dias mostrando-o aqui e ali, combine a en- trega do diploma. Sugira que a crian ça também possa outorgá-lo. A quem ela daria um diploma de pessoa que sabe agradecer? Caso não exista o diploma impres- so, ainda assim importa pen sar de que maneira pode- mos agradecer quem nos é agradecido. Se a ideia do diploma vingar, marque um prazo, crie um conselho — a presença da criança é imprescindível — para discutir a quem entregar ou a quem não entregar esse diploma. Se for o caso, invente uma bela festa de formatura. Mostre à criança que uma maneira de não saber agradecer é usar preconceitos ou fazer generalizações. Mais saudável que generalizar é o progressivo exercício de descobrir e reconhecer em cada pessoa um lado bom. Mostre que, na História, ocorreram muitos erros graves e que, durante muito tempo, esses erros geraram atitudes de não reconhecimento ao valor do outro. Fale do absurdo da escravidão, da ideia tola de superiori dade racial, mostre que agora vivemos outros tempos e que nesse nosso tempo agradecer é bom, não por motivos de interesse, mas de grandeza pessoal. Convide as crianças a escreverem ou relatarem dian- te de um gravador uma pequena história sobre persona- gens que sabem e personagens que não sabem mostrar seu agradecimento. Procure fotos e figuras em revistas e descubra cenas em que parece existir ou não agrade- cimento. Se possível, proponha tirar fotos das crianças quando agradecem com o sor riso, com o aperto de mão, com a alegria em receber. ANTUNES, Celso. A linguagem do afeto: como ensinar virtudes e transmitir valores. Campinas: Papirus, 2005. pe op le im ag es .co m / st oc k.a dobe.com 213 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 213FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 213 14/04/2023 14:19:4514/04/2023 14:19:45 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Nuvens – páginas 79 (segunda coluna) e 80 (primeira coluna) Orientação didática: • Converse com os alunos sobre o texto em estudo ressaltando as características dos textos informativos, como: texto claro, objetivo. Fale sobre as mídias que publicam esse tipo de texto, etc. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 80 (segunda coluna) e 81 (primeira coluna) Orientação didática: • Solicite aos alunos que se dividam em grupos e confeccionem um painel interpretando o que enten- deram do texto. Distribua o material necessário para a atividade; para isso, organize-se previamente. Analise a comunicação entre os integrantes e a organização dos grupos. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Sinais de pontuação e tipos de frase – páginas 81 (segunda coluna), 82 e 83 Orientação didática: • Apresente aos alunos tarjetas com a figura dos si- nais de pontuação estudados e solicite-lhes que es- crevam, na lousa, frases utilizando-os corretamente. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com h inicial – página 84 Orientação didática: • Confeccione um jogo da memória com figuras cujo nome é escrito com h inicial. Os alunos podem brin- car em duplas ou grupos. Associar atividades lúdicas ao conteúdo sistemático é uma forma de promover a aprendizagem enquanto os alunos se divertem. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 24ª Semana – Grade semanal 214 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 214FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 214 14/04/2023 14:19:4514/04/2023 14:19:45 Atividade lúdica Número de jogadores: • De 2 a 6. Idade: • A partir de 6 anos. Materiais: • Lápis e papel. Descrição: Os jogadores falam em ordem, rapidamente e sem pensar, uma série de letras (vogais ou consoantes) até completarem dez (podem ser repetidas quantas vezes se quiser). Enquanto as letras vão sendo ditas, cada participante as anota no seu papel. Com todas as letras já escritas, dá-se o aviso para começar, e cada jogador tem de escrever uma palavra que tenha a maior quanti- dade possível dessas letras. O jogo para no momento que um dos jogadores indicar. Quem tiver escrito uma palavra utilizando o máximo número de letras ganha essa mesma quantidade de pontos. Os demais jogadores não ganham pontos nessa rodada, mesmo que tenham escrito palavras com igual ou menor número de letras. Utilize todas as letras Regras e sanções: Só se permitem palavras (tanto no singular quanto no plural) que constemdos dicionários. Se dois jogadores tiverem escrito a mesma palavra, os pontos ficarão com aquele que tiver parado o jogo. Variantes: Aplicação do ensino: Etapa e ciclo: Ensino Fundamental e Ensino Médio. Capacidades desenvolvidas: Memória e estratégia. Interdisciplinaridade: Linguagem. JURADO, Juan José. 101 jogos de lápis e papel: para aprender e curtir. Petró- polis: Vozes, 2016. 1 3 2 4 Quando dois ou mais jogadores escrevem a palavra mais comprida, todos ganham o mesmo número de pontos. Utilizar mais ou menos letras. Todos os jogadores que tenham escrito uma palavra que faça sentido ganharão pontos. Depois de todas as rodadas previs- tas, ganha quem somar mais pontos. Pode haver diversos modos de escolher as letras: conforme aparecem em livro ou revista (as pares, as primeiras à esquerda, etc.), apontando com o dedo um parágrafo de olhos fechados, etc. Também podem ser ditas por uma pessoa que não partici- pe nem desempenhe outra função no jogo. Outro método é fazer um sorteio no qual um jogador extrai, de um saco com todas as letras, aquelas que serão usadas no jogo (repondo-as no saco para que pos- sam sair de novo); nesse caso, é preciso que haja mais vogais. A , V, S, E, C, R, O, A, L, A, H, A, E ESCARAVELHO A ts to ck P ro du ct io ns / st oc k. ad ob e. co m 215 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 215FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 215 14/04/2023 14:19:4514/04/2023 14:19:45 Orientação didática Antes de iniciar a leitura do texto, pergunte aos alunos se já leram alguma informação em uma enciclopédia. Explique a finalidade desse gênero e suas caracte- rísticas. Depois, leia-o em voz alta e questione se os alunos conseguiram perceber nele as características mencionadas. BNCC (EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitá- rios etc. 79 216 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 216FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 216 14/04/2023 14:19:4614/04/2023 14:19:46 Orientação didática Realize atividades diversas para trabalhar as palavras do vocabulário do livro do aluno. É importante que os alunos completem frases com palavras sinônimas e antônimas, que escrevam frases com elas. Outra dica relevante é solicitar que encontrem essas palavras no dicionário, escrevam o significado de cada uma e, de- pois, comparem com o que está no vocabulário. 80 BNCC (EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitá- rios etc. (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. Anotações 217 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 217FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 217 14/04/2023 14:19:5014/04/2023 14:19:50 Orientação didática • Explore a linguagem oral dos alunos. Dessa forma, você pode observar a desenvoltura deles na questão da inter- pretação do texto, bem como nos conhecimentos prévios. • Solicite aos alunos que procurem e copiem, de lições já estudadas, frases afirmativas, negativas e exclamativas. Peça-lhes que leiam essas frases para os colegas. • Mostre uma gravura e peça a um aluno que forme uma fra- se afirmativa com ela e a outro que forme uma frase negati- va. Continue a atividade até que todos tenham participado. BNCC (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diá- logos (discurso direto), dois-pontos e travessão. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos lin- guísticos e gramaticais, tais como ortografia, re- gras básicas de concor- dância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera- ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. 81 Anotações 218 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 218FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 218 14/04/2023 14:19:5314/04/2023 14:19:53 Orientação didática • Solicite a um aluno que faça uma pergunta qualquer a um colega. O colega responde. Continue a atividade até que todos tenham participado. • Mostre uma gravura e peça a um aluno que forme uma frase interrogativa e que outro responda a ela. • Escreva frases na lousa e peça aos alunos que as clas- sifiquem como afirmativas, exclamativas, negativas ou interrogativas. BNCC (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diá- logos (discurso direto), dois-pontos e travessão. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos lin- guísticos e gramaticais, tais como ortografia, re- gras básicas de concor- dância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera- ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. 82 • Dê uma resposta afirmativa ou negativa e solicite a um aluno que formule a pergunta (frase interrogativa) correspondente. Continuar a atividade com outras frases e alunos. Exemplos: a. — Meu endereço é Rua América, 100. — Qual é o seu endereço? b. — Meu nome é Sueli. — Qual é o seu nome? 219 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 219FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 219 14/04/2023 14:19:5314/04/2023 14:19:53 1. Leia as frases com a expressividade da pontuação. Sugestão de atividade BNCC (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diá- logos (discurso direto), dois-pontos e travessão. (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos lin- guísticos e gramaticais, tais como ortografia, re- gras básicas de concor- dância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera- ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. 83 A pontuação contribui para dar sentido às frases. Copie a frase que corresponde a: a. Uma pergunta: b. Uma informação: c. Uma interrupção: d. Que demonstra espanto ou surpresa: Carlos mora na cidade? Carlos mora na cidade. Carlos mora na cidade... Carlos mora na cidade! Carlos mora na cidade. Carlos mora na cidade! Carlos mora na cidade? Carlos mora na cidade... 220 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 220FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 220 14/04/2023 14:19:5614/04/2023 14:19:56 Orientação didática BNCC (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-gra- fema são irregulares e com h inicial que não representa fonema. 84 • Solicite aos alunos que pesquisem, em revistas ou na Internet, figuras cujo nome é escrito com h inicial e montem um painel com os recortes. • Faça um ditado de palavras para avaliar a aprendiza- gem dos alunos em relação ao novo conteúdo estudado. • Apresente palavras com h inicial aos alunos e explique que, no início das palavras, o som dessa letra é mudo e que as palavras só a mantêm por questões de natureza etimológica. • Elabore uma lista de palavras para os alunos comple- tarem com h inicial quando necessário. 221 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 221FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 221 14/04/2023 14:19:5914/04/2023 14:19:59 Fundamentação A poesia para crianças Leia, reflita e questione. A poesia é um gênero literário que sofre os maiores preconceitos editoriais... Edita- -se muito pouco, mui raramente e sem muito critério. Grandes poetas brasileiros não têm versões infantis de sua obra, e poetas menores, que não dominam o verso, que não sabem falar de modo sensível e belo, têm suas pobres palavras impressas... TEM QUEM ACHE QUE A POESIA INFANTIL TEM QUE SER MORALIZADA, falar de costumes edificantes, de como organizar o dia a dia, descrever bons hábitos de higiene dentária ou glorificar o Dia das Mães ou o Dia dos Povos Indígenas... Que, obviamente, por serem restritivas e diretivas, já têm grandes chances de não ser boa poesia. E, geralmente, são pessimamente escritas,entediando profundamente a criança. TEM QUEM ACHE QUE A POESIA PARA CRIANÇAS TEM QUE SER PEQUENININHA, bo- binha, mimosinha e outros inhos... Que deve contar como a plantinha cresce, de como a chuvinha caindo faz a folhinha ficar grande e forte e outras tatibitatices que acabam irritando a criança por acharem que ela é um bebê, que com ela só se fala no diminuitivo, que gosta de frases para crianças pequenas e que está curiosa em relação assuntos para lá de interessantes prum berçário, mas jamais pra um aluno de 1o ou 3o ano... TEM QUEM ACHE QUE A POESIA PARA CRIANÇAS DEVE TRA- TAR DE TEMAS PATRIÓTICOS, cívicos, fazendo com que alunos em coro recitem odes à pátria, em várias datas específicas, de preferência muitíssimo bem decoradas... Como se cidadão não fosse o ano inteiro e como se poesia fosse decantar um dia do calendário... E ainda usando chavões, grandiloquências, frases de pretenso efeito que não se ouvem mais em lugar nenhum... Em ge- ral tediosos, chatos, compridos e dando aquela sensação de ridículo e de mal-estar ao ser, a poesia, declamada, em conjunto, por toda uma classe... mizar_21984 / stock.adobe.com be fr ee / s tock.adobe.com 222 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 222FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 222 14/04/2023 14:19:5914/04/2023 14:19:59 TEM QUEM ACHE QUE A POESIA INFANTIL DEVE FALAR DE ASSUNTOS PIEGAS: de órfãos abandonados, de escravos gratos, de cartas enviadas pelo pai que está na guerra ou na prisão, da moça que foi aban- donada, etc. e tal... Emoção verdadeira é uma coisa, pieguice gasta e óbvia é outra... Claro que a tristezura pode — e deve — estar presente, mas se bem des- crita, bem vivida, bem expressa. Há uma definição curtinha do Mario Quintana, intitulada “Tristeza de escrever”, onde ele diz esta lindeza: “Cada palavra é uma borboleta morta espetada na página. Por isso, a palavra escrita é sempre triste...”. A POESIA PARA CRIANÇAS, ASSIM COMO A PRO- SA, TEM QUE SER, ANTES DE TUDO, MUITO BOA! De primeiríssima qualidade!!! Bela, movente, cutucante, nova, surpreendente, bem escrita... Mexendo com a emoção, com as sensações, com os poros, mostran- do algo de especial ou que passaria despercebido, invertendo a forma usual de a gente se aproximar de alguém ou de alguma coisa... Prazerosa, diverti- da, inusitada, se for a intenção do autor... Prazerosa, triste, sofrente, se for a intenção do autor... Prazerosa gostosa, lúdica, brincante, se for a intenção do autor... Ou, como diz José Paulo Paes, ao dar sua "Ex- plicação", em seu livro É isso ali: “A poesia não é mais do que uma brincadeira com as palavras. Nessa brincadeira, cada palavra pode e deve significar mais de uma coisa ao mesmo tempo: isso aí é também isso ali. Toda poesia tem que ter uma surpresa. Se não tiver, não é poesia: é papo-furado” (e ele, um de nossos maiores poetas, bem sabe o que fala...). ABRAMOVICH, Fanny. In: Literatura Infantil: gostosuras e bobi- ces. São Paulo, Scipione, 1989. Cristina Conti / stock.adobe.com 223 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 223FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 223 14/04/2023 14:20:0014/04/2023 14:20:00 a 1o dia Semana de revisão. 2o dia Semana de revisão. 3o dia Semana de revisão. 4o dia Semana de revisão. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 25ª Semana – Grade semanal 224 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 224FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 224 14/04/2023 14:20:0014/04/2023 14:20:00 Atividade lúdica Jogo de palavras Objetivo: • Desenvolver a habilidade da formação das palavras e de sua divisão silábica, que muitas vezes confun- de os alunos na hora de fazer algum exercício que envolva a separação de palavras por sílabas. Passo a passo: • Divida a turma em grupos. • Distribua igualmente fichas com sílabas para cada grupo. • O grupo que fizer mais palavras utilizando as fichas ganhará o jogo. Disponível em: https://minhasatividades.com/ brincadeiras-para-aprender-portugues/ Acesso em: 12/12/2022. Fotos: JenkoAtaman, pololia / stock.adobe.com 225 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 225FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 225 14/04/2023 14:20:0014/04/2023 14:20:00 Semana de revisão arrafa açou e ichê 1. Leia outro trecho do texto O lobo e o cão. 4. Complete as palavras com h quando necessário. 3. Releia o trecho do texto O lobo e o cão e retire dele: 2. Complete as palavras com g ou gu. Unidade 3 • Sinônimos e antônimos • Palavras com g e gu • Sinais de pontuação e tipos de frase • Palavras com h inicial Sugestão de resposta: Sugestão de resposta: livre Sugestão de resposta: pobreza gu ggu gu gu gu gu companheiro alegria Disse-lhe o cão: “Lobo amigo! Serás feliz se quiseres deixar tudo e vir comigo; vives assim porque queres... Terás comida à vontade, terás afeto e carinho, mimos e felicidade na boa casa em que vivo!”. Foram-se os dois. Em caminho, disse o lobo, interessado: “Que é isto? Por que motivo tens o pescoço esfolado?”. “É que, às vezes, amarrado, me deixam, durante o dia...” “Amarrado? Adeus, amigo! (Disse o lobo) Não te sigo! Muito bem me parecia que era demais, a riqueza... Adeus! Inveja, não sinto: quero viver como vivo! Deixa-me com a pobreza! Antes livre, mas faminto, do que gordo, mas cativo!” Observe as palavras extraídas do texto e escreva um sinônimo para elas. Agora, escreva o antônimo das que estão abaixo. • uma frase com ponto de exclamação. • uma frase com ponto-final. • uma frase com ponto de interrogação. Sugestão de resposta: Deixa-me com a pobreza! Sugestão de resposta: Foram-se os dois. Sugestão de resposta: “Que é isto?” amigo felicidade cativo riqueza fo ete ia pre iça elicóptero erói união álbum ovos umildade irlanda orila aitag h h h h h h h h h g iena omem élice umano un a ambúrguer 226 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 226FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 226 14/04/2023 14:20:0114/04/2023 14:20:01 Fundamentação Existem professores resilientes? São muitos os alunos resilientes? Existem, ainda que em pequena, embora crescente, quantidade. Até os anos 1970, o acesso ao magistério — como às demais carreiras acadêmicas — impunha desafios que o colocavam distante da pobreza. Somente pessoas da classe alta ou da classe média — portanto, raramente expostos à resiliência — poderiam aspirar acesso à formação docente. Esse quadro mudou significativamente, e, hoje, duas gerações de educadores frequentam a mesma sala de professores. O exame dos resultados do questionário so- cioeconômico do Provão 2001 mostra que 9,8% dos pais dos alunos dos cursos de Pedagogia são analfabetos (contra apenas 0,9% dos alunos matriculados nos cursos de Medicina); e 54,7% não concluíram o 4o ano (contra apenas 10,7% dos alunos matriculados nos cursos de Medicina). Em Letras e Matemática, 23,1% e 24,4% dos formandos viviam em famílias com renda inferior a 540 reais. Essas estatísticas, e muitos outros dados oficiais que as confirmam, mostram que muitas pessoas pobres conseguiram colocar seus filhos nos cursos superio- res, com expressiva vantagem para o de formação de professores. Muitos entre estes cresceram em favelas ou cortiços, alguns foram moradores de rua ou viveram em casas assistenciais e caracterizam um quadro de resi- liência que se opõe ao de professores mais antigos, para os quais essa diversidade se mostrava inviável. Professores resilientes, ainda que em pequena quan- tidade, começam a ocupar as salas de aula, mas prisio- neiros de um sistema educacional arcaico que os formou. Em seus empregos, desenvolvem programas, estratégias de ensino, esquemas de avaliação e currículos que se opõem à resiliência e, dessa forma, não aplicam seu extraordinário potencial para um processo renovador. Muito mais do que se poderia imaginar. A democratização do ensino e a facilidade para as condições de acesso à escola sofreram brutal mudan- ça nos últimos dez anos, e, dessa forma, milhões de crianças antes afastadas do estudo para o trabalho infantil ou pelas dificuldades múltiplasimpostas por uma escola elitista puderam chegar às salas de aula e, não raramente, em muitas classes das escolas públicas, constituem a maioria ou a totalidade dos alunos. Esse número continua a crescer, e o perfil socioeconômico do aluno do ensino público de dez anos atrás rapida- mente se transfigura. De um integrante da classe média, satisfatoriamente alimentado e usufruindo de razoável condição de habitação e lazer, passa a ser filho de mãe solteira ou pai desconhecido, egresso de uma família estruturada em bases totalmente diferentes da família convencional, suportando duras pressões sociais que se associam a um quadro de fome qualitativa, indigência, miséria e violência. O paradoxo é que esse aluno resiliente descobre uma escola pública moldada em estruturas antiqua- das e com professores geralmente despreparados para acolhê-lo. Essa situação mostra perspectivas de agra- vamento, uma vez que foram definitivamente removi- dos os impedimentos, trazendo esse novo aluno a esse superado modelo de escola. ANTUNES, Celso. Na sala de aula. Petrópolis: Vozes, 2012. 227 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 227FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 227 14/04/2023 14:20:0114/04/2023 14:20:01 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Aviso – página 85 (primeira coluna) Orientação didática: • Realize a leitura dramatizada do texto e pregue-o na sala de aula como se fosse realmente um aviso. • Registre as interpretações dos alunos sobre o texto lido. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 85 (segunda coluna) e 86 (primeira coluna) Orientação didática: • Pregue avisos na sala de aula sobre diferentes temas, como o aniversário de um integrante da turma, ou finja mudar propositalmente o local da aula sem avisar aos alunos para que procurem algum aviso na sala de aula e façam uso do gênero textual trabalhado. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Adjetivo – página 86 (segunda coluna) Orientação didática: • Distribua um texto com lacunas nos locais dos adjetivos e solicite às crianças que o completem com os adjetivos que acharem mais adequados. Depois, compare os complementos feitos pelas crianças com os adjetivos da versão original do texto. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Gramática: Adjetivo – páginas 87 e 88 (primeira coluna) Orientação didática: • Converse com os alunos sobre a função dos adjeti- vos na frase, ressaltando a particularidade de con- cordância com o substantivo. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 26ª Semana – Grade semanal 228 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 228FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 228 14/04/2023 14:20:0114/04/2023 14:20:01 Atividade lúdica A palavra é… Objetivo: • Estimular a criatividade do aluno e seu raciocínio rápido para pensar nas palavras e escrevê-las da maneira correta. Como envolve toda a turma, que é subdividida por fileiras, é um modo de promover uma competição saudável que resultará em aprendizado. Materiais: • Folhas de papel em branco, pautadas e numeradas de um a vinte. Passo a passo: • O professor entregará a folha para o primeiro aluno de cada fileira. Em seguida, dirá uma palavra, e o primeiro aluno de cada fileira deverá escrever o maior número possível de palavras começadas com a primeira letra. Ao ouvirem a segunda palavra, dada pelo professor, todos devem passar o papel para o colega de trás, que escreverá também o maior número de palavras começadas com a primeira letra. E assim sucessivamente. A fileira que completar a folha numerada será a vencedora. Disponíveis em: https://minhasatividades.com/brincadeiras-para-aprender- -portugues/. Acesso em: 12/12/2022. 229 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 229FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 229 14/04/2023 14:20:0114/04/2023 14:20:01 Orientação didática Anotações Pergunte aos alunos quantos já leram um aviso como o que aparece na página 85 do livro do aluno e quantos já necessitaram enviar um aviso a um colega, um profes- sor, um parente. Explique que cada gênero textual tem suas características específicas e que a finalidade de cada um é a interação social. Podemos nos comunicar por meio de um bilhete, de uma carta, de um seminário, de uma notícia, etc. Chame a atenção dos alunos para as peculiaridades do gênero aviso. BNCC (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana- mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 85 230 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 230FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 230 14/04/2023 14:20:0314/04/2023 14:20:03 Orientação didática • Construa, com os alunos, avisos sobre algum aconte- cimento que haverá na escola, como uma feira ou os jogos interescolares. • Traga imagens de pessoas executando ações diversas em contextos diferentes. Podem ser recortes de jornais e revistas ou impressos de computador. De preferência, escolha imagens que não possuam texto algum sobre elas. Fixe-as na lousa com fita adesiva e, em seguida, peça aos seus alunos que, por meio da observação das BNCC (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de proprieda- des aos substantivos. 86 imagens, escrevam frases corretamente adjetivadas. Experimente usar imagens que possam ter mais de uma descrição, como, por exemplo, uma cena de caridade entre um idoso e uma criança: “O idoso está feliz com a criança”, “A criança se sente grata pela caridade do idoso”, etc. Mantenha a atividade até que se julgue que as oportunidades interpretativas das imagens foram completamente exploradas. 231 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 231FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 231 14/04/2023 14:20:0614/04/2023 14:20:06 Sugestão de atividade 1. Circule os adjetivos do texto abaixo. 2. Forme frases usando os adjetivos abaixo. BNCC (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de proprieda- des aos substantivos. 87 Na verde e extensa floresta, há árvores grandes, pequenas e muito úteis. Nela, vivem vários animais. São onças-pintadas, tigres ferozes, cobras venenosas, macacos travessos e lindos esquilos. frio atencioso Resposta pessoal Resposta pessoal 232 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 232FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 232 14/04/2023 14:20:0914/04/2023 14:20:09 a. Você é muito alto, mas seu primo é . b. O carro do meu tio é novo, e o da minha mãe é . c. O meu relógio é moderno, e a joia de minha vovó é . d. A história que li não é triste, ela é . a. Quem estuda é . b. Quem tem preguiça é . c. Quem tem bondade é . d. Quem tem medo é . e. Quem tem coragem é . Sugestão de atividade 1. Complete as frases com o antônimo do adjetivo pre- sente nas frases. 2. Complete as orações com o adjetivo correspondente. Veja o exemplo. BNCC (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de proprieda- des aos substantivos. 88 engraçada estudioso preguiçoso bondoso medroso corajoso antiga velho baixo 233 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 233FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 233 14/04/2023 14:20:1214/04/2023 14:20:12 Fundamentação Patologias da linguagem A criança disléxica se parece em tudo (ou quase tudo) com as outras crianças: inteligen- te, viva, agradável, esportiva. Apenas se apre- senta abaixo de seu grupo no desempenho da leitura e escrita. Não raro, a dislexia costuma se apresentar em indivíduos de inteligência superior.O maior problema da criança dis- léxica é a incompreensão das pessoas que a cercam, inclusive o professor. Geralmente, a criança apresenta problemas emocionais ou de comportamento, como timidez, inquietação, sentimento de inferioridade, e, muitas vezes, é tachada de preguiçosa e desinteressada. É a dificuldade na aquisição da leitura, geralmente acompanhada de distúrbios da escrita, existindo, em maior ou menor grau, perturbações na percepção associadas às dificuldades temporoespaciais, ao esquema corporal e à lateralidade (H. Boder). De acordo com alguns teóricos, a verda- deira dislexia tem uma causa hereditária, fator constitucional (existem antecedentes na família). Para outros estudiosos o problema se relaciona a uma disfunção cerebral mínima (Harold Levy); portanto, sua etiologia ainda não está definida. A dislexia aparece através das queixas de dificuldades de leitura e escrita, comporta- mento instável, falta de atenção, discordância entre a inteligência e seu rendimento em leitura e escrita, discordância entre linguagem e as demais matérias. Dislexia O que é dislexia? Causas Como identificar o problema 234 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 234FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 234 14/04/2023 14:20:1214/04/2023 14:20:12 Características na leitura Observação Consideramos oportuno incluir as características que poderão ser observadas em outras áreas. Vejamos: Escrita espelhada. Escrita de numerais, apresentando rotação de algarismos. Repetição de letras, sílabas e palavras. Dificuldade em desenhar esquemas. Lentidão. Mistura de letras minúsculas com maiúsculas. Dificuldade de seriação: números, meses do ano. Escrita repassada, rasurada. Dificuldade em entender mapas, pon- tos cardeais e estabelecer coordenadas geográficas. O desempenho na cópia é melhor do que na linguagem espontânea. 1 1 5 5 9 3 3 7 7 11 2 2 6 6 10 4 4 8 8 Substituição de letras semelhantes na sua forma ou letras que correspondem a fonemas semelhantes. Exemplos: dote / bote; voi / foi. Inversão de algarismos ou troca por outro de som semelhante. Exemplos: 24/42; 60/70. Dificuldade em utilizar os elementos gramaticais e a estrutura sintática da frase (na percepção do tempo, gênero e número das palavras e na função sujeito + verbo + complemento). Dificuldade nos conceitos de antes e depois; amanhã e ontem; presente, passado e futuro. Postura inadequada, tanto da criança quanto da folha de papel. Inversões de letras, sílabas ou palavras, sendo mais frequentes em sílabas inversas ou travadas. Exemplo: sorvete / soverte. Muitas vezes, não consegue boa perspecti- va no desenho. Dificuldade em individualizar as palavras: aglutinando-as (ojavali) ou dissociando- -as (o va ga lu me). Dificuldade em reproduzir ou distinguir ritmos, códigos e fórmulas científicas. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. 235 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 235FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 235 14/04/2023 14:20:1314/04/2023 14:20:13 a 1o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com ch, lh e nh – página 88 (segunda coluna) e 89 Orientação didática: • Faça a leitura do texto do livro do aluno e converse com os estudantes sobre a escrita de palavras com ch, lh e nh. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com ch, lh e nh Orientação didática: • Realize um ditado com palavras escritas com ch, lh e nh para fixação da aprendizagem. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com ch, lh e nh Orientação didática: • Explique aos alunos que a letra h inicial tem som mudo, mas, quando se junta às letras c, l e n, forma com essas letras um único som. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com ch, lh e nh Orientação didática: • Reforce a separação silábica de palavras com os dígrafos ch, lh e nh. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 27ª Semana – Grade semanal 236 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 236FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 236 14/04/2023 14:20:1314/04/2023 14:20:13 Atividade lúdica Ge lp i / s to ck .a do be .co m Dinâmica das palavras Objetivo: • Reconhecer as palavras usando a linguagem corporal. Materiais: • Caixa de presente com palavras em fichinhas, lousa e giz. Procedimentos: Divida a turma em equipes. Faça um sorteio para ver a equipe que começa. Um participante retira a palavra da caixa sem que os demais vejam e faz a mímica da palavra para os colegas descobri- rem. Quem acertar leva ponto. Em seguida, peça para o aluno que acertou escrever a palavra na lousa e formar uma frase. Em caso de alunos em fase de alfabetização, o professor e os amigos poderão ajudar. Ganha o grupo que fizer mais pontos. O grupo que perder deverá cumprir uma prenda para o grupo vencedor. Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2015/03/dinamicas-para-sala-de-aula.html. 237 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 237FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 237 14/04/2023 14:20:1314/04/2023 14:20:13 Orientação didática Anotações • Solicite aos alunos que escrevam o maior número de palavras com ch, lh e nh que conhecem. Faça a corre- ção e, depois, peça a eles que compartilhem com seus colegas para a ampliação do vocabulário. • Distribua aos alunos imagens cujo nome seja escrito com ch, lh e nh. Confeccione algumas plaquinhas em que devem escrever ch, lh e nh e entregue-lhes. Ao mostrar uma imagem, os alunos deverão levantar a placa que corresponde ao dígrafo que há no nome da imagem mostrada. BNCC (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 88 238 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 238FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 238 14/04/2023 14:20:1414/04/2023 14:20:14 Orientação didática Execute exercícios de escrita de palavras com ch, lh e nh em ordem alfabética. Aproveite esse momento e rea- lize uma correção coletiva com a finalidade de promo- ver uma revisão significativa da aprendizagem, levando o erro a fazer parte desse processo de forma positiva. Observe as sugestões a seguir. A prática delas facilitará a fixação do tema trabalhado. BNCC (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 89 • Jogo da memória. • Confecção de cartazes. • Leitura de imagem em que o aluno faça um anúncio utilizando palavras com ch, lh e nh. • História em quadrinhos. • Produção de textos. 239 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 239FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 239 14/04/2023 14:20:1614/04/2023 14:20:16 Fundamentação Para educar em valores no ambiente escolar Os educadores não podem se esquecer de que o ponto central da proposta educativa é constituí- do pela pessoa. Tornam-se protagonistas do próprio crescimento pessoal e do comunitário, aberto a Deus. À medida que se relacionam com os demais, fazem uma leitura da realidade e se comprometem com sua transformação. Uma educação centrada na pessoa significa: • Ter uma visão positiva do jovem e de suas capacidades. • Acolher cada pessoa tal como é, com seus proble mas, suas esperanças e expectativas. • Cuidar do crescimento de cada um com suas quali- dades e seus dons e favorecer o amadurecimento de seu projeto de vida. • Partilhar com os demais a própria realidade, seu esfor- ço para encontrar canais de protagonismo na so ciedade e na Igreja e sua busca pelo sentido da vida. O ideário, o projeto educativo e os regimentos internos dos centros educativos devem passar por um tratamento sistemático de valores. Isso contri buirá para enriquecer a personalidade dos alunos e também para que os educadores se vejam diante da necessidade de se conscientizarem dos valores nos quais desejam educar e de que modo os integram em suas próprias pessoas. Essa consciênciaé de corres ponsabilidade das equipes docentes para detalhar os valores que podem ser viven- ciados a partir do currí culo escolar e sem prejuízo para este. Devem ser es tudadas ações concretas e eficientes, e é fundamen tal que haja coerência entre as diferentes propostas de valores e a vivência coletiva destes. A con- fiança plena no aluno e em sua capacidade de síntese res ponsável dos valores é um requisito imprescindível para sua educação e seu amadurecimento. Atualmente, o grande desafio que as pessoas com- prometidas com a tarefa educativa enfrentam é o de colocar em marcha um processo dinâmico de huma- nização pessoal que tenha capacidade para responder significativamente à crise real de valores e à desmorali- zação que atinge a sociedade contemporânea e também promover a resolução positiva dos problemas e conflitos com que o nosso planeta se depara. Para resolverem com sucesso os problemas globais, têm de criar novos métodos de pensamento, elaborar uma nova escala de valores e novas normas de comportamento. Precisam redefinir os conceitos morais, sociais, científicos e eco- lógicos que vão determinar as condições de vida do ser humano atual e futuro. Os educadores também têm de resgatar o pensa- mento humanista e humanizador, integrar um sistema de valores partilhados no processo de formação e de desenvolvimento da personalidade, descobrir o vínculo que hoje, mais do que nunca, deve existir entre educa- ção e ética, entendendo a ética como a arte de saber viver consigo mesmo e com os demais, de aprender a sentir amor e gosto pela vida. E a escola pode se transformar no ambiente desse aprendizado, já que o fim essencial do ensino é o desenvolvimento da perso- nalidade, uma educação integral em conhecimentos, habilidades e valores morais em todas as esferas da vida, moral, social, familiar, pessoal e profissional. Para que um professor possa desempenhar seu papel de educar em valores no ambiente escolar, é preciso haver consenso em relação a três objetivos: • Despertar a esperança de viver e lutar por meio de um programa de vida positivo e criador nos alunos. • Formar atitudes favoráveis ao melhoramento da pessoa. • Promover relações sociais mais humanas, livres e solidárias. Esses três objetivos, sendo comuns à instituição e ao educador, são o marco de referência essencial no qual os temas educativos dos valores devem ser contex- tualizados e desenvolvidos. Afinal, a educação ética no ambiente escolar é um dos princípios pedagógicos mais fundamentais, necessários e inovadores para o futuro da escola e para a participação dos professores nela. 240 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 240FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 240 14/04/2023 14:20:1714/04/2023 14:20:17 O método dos temas transversais Os temas transversais devem ser tratados em três níveis: Só se pode conceber a educação ética como uma educação em valores e em atitudes ocupando determi- nado espaço e tempo da vida escolar e, principalmente, integrando e permeando todas as áreas e todos os processos de aprendizagem. Dessa forma, a educação pode ser consolidada como uma atividade intrinseca- mente moral, voltada para a promoção de julgamen- tos críticos, atitudes e formas de comportamento de caráter moral, envolvendo, portanto, conceitos, proce- dimentos e atitudes. A estratégia de utilizar temas transversais para educar em valores possibilita concretizar realidades de especial relevância para a vida das pessoas e para a positiva e harmoniosa construção da sociedade contem- porânea. No fundo, a utilização dos temas transversais é uma resposta ao desafio do plano de ação educati- va que a sociedade exige hoje de nós. Eles devem ser ministrados em todas as áreas, criando um ambiente educativo profundo, e concretizados numa proposta curricular para todo o centro educativo e para todos e cada um dos alunos. Os temas educativos transversais são conteúdos educativos valiosos para um projeto eficaz de educação e de sociedade. São temas que têm relação com uma base ética social e pessoal. No fundo, trata-se de uma autêntica educação ética em valores, e, por isso, esses temas devem fazer parte do projeto e da programação, relacionados ao sistema valorativo que tenha sido con- sensuado. Devem ser estudados simultaneamente com as disciplinas, e não de maneira isolada, e aqui temos um desafio: encontrar a identificação, a relação dinâmi- ca que pode existir entre o tema transversal e os objeti- vos gerais do curso e sua concretização nos objetivos de diferentes áreas do currículo. No nível teórico, que permite aos alunos des- cobrirem a realidade e a profundidade contida no desenvolvimento de cada tema. No nível pessoal, que permite aos alunos desco- brirem e analisarem criticamente os comportamentos e as atitudes que devem adotar diante da realidade descortinada no estudo e na interiorização dos temas. No nível social, que permite aos alunos conside- rarem os comportamentos e as posturas que serão adotados pelos grupos ou coletivos humanos. MORENO, Ciriaco Izquierdo. Educar em valores. São Paulo: Paulinas, 2001. Pr os to ck -s tu di o / s to ck .a do be .c om 241 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 241FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 241 14/04/2023 14:20:1714/04/2023 14:20:17 a 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: A gralha vaidosa – página 90 Orientação didática: • Realize a leitura do texto em sala de aula. Depois, explique a estrutura do gênero fábula. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 91 e 92 (primeira coluna) Orientação didática: • Registre as inferências e opiniões dos alunos sobre a história e suas personagens. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Gramática: Pronomes pessoais – páginas 92 (segunda coluna) e 93 Orientação didática: • Desenhe uma tabela com todos os pronomes pessoais para apresentar o conteúdo aos alunos. Em seguida, exemplifique, com situações reais, o uso frequente dos pronomes pessoais. • Escreva, na lousa, frases para os alunos comple- tarem com pronomes pessoais. Após os exercícios, oriente os alunos na construção de uma história com os pronomes. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com lh e li – página 94 Orientação didática: • Faça um ditado diferente. Confeccione um painel com figuras para trabalhar palavras com lh e li. Você mostra a figura, e os alunos escrevem o nome dela no caderno. Depois, faça a correção para reforçar o uso correto do lh e li. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 28ª Semana – Grade semanal 242 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 242FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 242 14/04/2023 14:20:1714/04/2023 14:20:17 Atividade lúdica Monta-palavras Materiais: • Peças com letras. Procedimentos: • Proponha que a criança forme palavras variadas com letras. • Sugira e apresente a escrita do próprio nome dela, de colegas, familiares, etc. • Peça que monte palavras e auxilie-a na leitura em voz alta. Proponha o jogo do troca-letra: • Escreva uma palavra inicial, troque uma letra e discuta o que aconteceu com a palavra. Dê conti- nuidade ao desafio: sala, mala, bala, fala, moda, fada, fica e assim por diante. Disponível em: https://www.mundoencantado.com/jogo-educativo- -monta-palavras-multidisciplinar-elka.html#:~:text=%E2%80%A2%20 2%20%2D%20Montar%20e%20formar%20palavras%3A&text=%2D%20 Pe%C3%A7a%20que%20monte%20palavras%20e,fica%20e%20 assim%20por%20diante. Acesso em: 12/12/2022. LI G H T FI EL D S T UD IO S / s to ck .a do be .c om 243 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 243FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 243 14/04/2023 14:20:1714/04/2023 14:20:17 Orientação didática Após a leitura individual do texto, peça que os alunos grifem as palavras que não conhecem. Em seguida, soliciteque os estudantes citem as palavras que encon- traram e, à medida que eles forem falando, escreva-as na lousa. Em continuação, peça que os alunos escrevam a lista de palavras no caderno. Depois, leia as palavras uma por uma e pergunte aos alunos o que eles imagi- nam que elas significam. A seguir, solicite que procu- rem, no dicionário, o significado das palavras listadas. BNCC (EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimen- são lúdica, de encanta- mento, valorizando-os, em sua diversidade cul- tural, como patrimônio artístico da humanidade. (EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, obser- vando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto. 90 244 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 244FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 244 14/04/2023 14:20:2114/04/2023 14:20:21 Sugestão de atividade 1. Encontre, no diagrama, as palavras do quadro abaixo, que aparecem no texto A gralha vaidosa no livro do aluno. BNCC (EF35LP05) Inferir o sentido de pala- vras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. 91 abafar enxotada máximo muda transparentes visual acalentara R U M G F V I S U A L Q W E J U H Y T F R D E S Z F à R D E à U Ç I O D N W Z T R A N S P A R E N T E S T H E L P R A E H F R N A X O L K W N G T R D E X H C X C V A N M K I U Y O P O A N I B J O S E S A T T B W A C A L E N T A R A D O A S I F E à B N W R D F N B R I A Q S E A R Q A M T H E L R R A E H F R C D X O L K W N G M Á X I M O 245 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 245FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 245 14/04/2023 14:20:2414/04/2023 14:20:24 Orientação didática Oriente a turma para a construção de uma história usando os pronomes. Organize os alunos em círculo e distribua uma folha de papel para cada um, peça que eles iniciem uma história sobre o que aprenderam a respeito de pronomes pessoais e oriente-os a passarem sua história para que o colega ao lado dê continuidade. O exercício termina quando o papel chegar à mão do aluno que iniciou o texto. Peça que, individualmente, os alunos leiam os textos identificando os pronomes. BNCC (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demons- trativos, como recurso coesivo anafórico. 92 Kay A/peopleimages.com / stock.adobe.com 246 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 246FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 246 14/04/2023 14:20:2714/04/2023 14:20:27 Sugestão de atividade 1. Leia as frases a seguir e sublinhe os pronomes pessoais. a. Ele estuda, e o seu irmão brinca no parque. b. Elas compram lindas bonecas. c. Eu vou para casa de vovó. d. Nós gostamos de pular corda. 2. Complete as frases com os pronomes adequados. a. comprei um celular. b. fomos jantar fora. c. gostam de jogar bola. d. foram brincar no parque. BNCC (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demons- trativos, como recurso coesivo anafórico. 93 Eu Nós Eles/Elas Eles/Elas 247 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 247FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 247 14/04/2023 14:20:3014/04/2023 14:20:30 Orientação didática • Reproduza cenas e solicite aos alunos que, de acordo com elas, construam frases utili- zando palavras com lh ou li. • Exponha palavras escritas com lh ou li e pergunte aos alunos se percebem alguma diferença, além da escrita, nas palavras apresentadas. • Solicite aos alunos que pesquisem, em revistas, jornais ou na Internet, figuras cujo nome tenha lh ou li. Peça-lhes que façam, em folha de cartolina, uma tabela com duas lacu- nas: uma para colar as figuras cujo nome é escrito com lh e outra para colar as figuras cujo nome é escrito com li. BNCC (EF03LP03) Ler e escrever correta- mente palavras com os dígrafos lh, nh, ch. 94 248 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 248FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 248 14/04/2023 14:20:3314/04/2023 14:20:33 Fundamentação Como o professor deve agir em relação aos problemas patológicos da linguagem Alunos com problemas de dislalia Alunos com problemas de gagueira 1. Não repetir as palavras erradas que a criança pronuncia. 2. Não puni-la quando falar errado. 3. Evitar que zombem de seu modo de falar, o que po- derá ocasionar inibição na criança e prejuízos no desen- volvimento de sua linguagem. 4. Falar devagar, pronunciando bem as palavras, para que o aluno perceba melhor a forma correta. 5. Encorajar a criança em qualquer tentativa de fala, mesmo que sua articulação não esteja correta. 6. Reservar diariamente algum tempo para conversar com a criança, fazendo o feedback corretivo. 7. Realizar jogos de sopro e orofaciais: encher balões, exercícios labiais, etc. 8. Evitar confundir a criança com vocabulário amplo e desnecessário. 9. Proporcionar situações agradáveis sempre que a criança for solicitada a se expressar. 1. Lembrar-se de que o aluno não é uma criança pregui- çosa, nem desinteressada, nem possui déficit intelectual, mas que apresenta uma dificuldade real para sistemas simbólicos (leitura, escrita, cálculo, etc.) que a impede de um rendimento escolar próprio de sua idade, não devendo, portanto, ser rotulado de mau aluno. 2. Evitar medidas disciplinares opressivas e exigências desnecessárias. 3. Não exigir que a criança faça, para treino e fixação, muita cópia como medida de correção de suas falhas. 4. Não exigir também leituras orais extensas e interpre- tações, contribuindo assim para a diminuição de seus fracassos e, consequentemente, de suas frustrações. 5. Não valorizar, nos ditados, os erros característicos de seu problema. 6. Conscientizar-se de que a criança pode não conseguir se alfabetizar por um método que se baseie no canal visual e, no entanto, ser bem-sucedida em outro que se apoie no canal auditivo e vice-versa. 7. Lembrar-se de que, no plano afetivo, esse aluno tem muita necessidade de compreensão e carinho. SORDI, Rose. Magistrando a língua portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia de ensino e literatura infantil. São Paulo: Moderna, 1991. 1. Falar com o aluno de forma simples, tranquila e sem pressa. 2. Não exigir que a criança fale muito nem dê muitas explicações orais. 3. Não interromper a criança enquanto ela estiver falan- do, mostrando-se atento ao que ela diz, e não a aban- donar nas suas tentativas de se expressar. 4. Evitar antecipar seu pensamento completando pala- vras ou frases. 5. Procurar dar-lhe segurança de que é aceita como pessoa. 6. Evitar críticas e castigos. 7. Procurar ajudá-la em suas frustrações ou sentimentos de injustiça. 8. Evitar atividades excitantes, proporcionando um clima de tranquilidade à turma. 9. Questionar-se sempre se suas exigências estão acima do nível de capacidade do aluno. Alunos com problemas de dislexia e disgrafia An at ol iy K ar ly uk / st oc k. ad ob e. co m 249 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 249FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 249 14/04/2023 14:20:3414/04/2023 14:20:34 1o dia Língua Portuguesa: Leitura do texto: Outdoor, Estudo do vocabulário e Estudo do texto – páginas 95, 96 e 97 Orientação didática: • Discuta com os alunos o que eles gostariam que fosse diferente em nosso mundo a partir da mensagem central representada no outdoor. • Solicite que relacionem as palavras do vocabulário a outros contextos. • Ao trabalhar o estudo do texto, você pode explorar vários objetivos específicos da leitura, dentre eles a identificação do assunto ou tema do texto. Depois, so- licite aos alunos que pesquisem notícias, reportagens, textosinformativos, cartazes, panfletos, etc., enfim, diversos gêneros textuais relacionados ao tema. Reservado para atividades de Matemática e Ciências. 2o dia Língua Portuguesa: Gramática: Pronomes possessivos e demonstrativos – páginas 98 e 99 Orientação didática: • Distribua um texto aos alunos faltando pronomes pos- sessivos e demonstrativos para que eles completem. Reservado para atividades de Matemática, História e Geografia. 3o dia Língua Portuguesa: Ortografia: Palavras com ç, ce e ci – página 100 Orientação didática: • Solicite aos alunos que pesquisem palavras com ce, ci e ç e montem um banco de palavras. Elas podem ser separadas em colunas e ilustradas. Você pode, também, construir, com eles, um minidicionário ilustrado com essas palavras. Dessa forma, a ativi- dade fica ainda mais interessante, porque explora o significado das palavras. Reservado para atividades de Matemática, Ciências e Geografia. 4o dia Língua Portuguesa: Estudo do dicionário – página 101 Orientação didática: • Monte, com a turma, um banco de palavras; ele pode ficar exposto em um painel em sala de aula, com as novas palavras descobertas pelos alunos. Reservado para atividades de Matemática, História e Cidadania Moral e Ética. 5o dia Livre para atividades complementares da sua turma. 29ª Semana – Grade semanal a 250 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 250FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 250 14/04/2023 14:20:3414/04/2023 14:20:34 Atividade lúdica Local: quadra ou espaço ao ar livre. Materiais: cadeiras, som. Procedimentos: • Distribua as cadeiras em círculo de acordo com a quantidade de alunos que irão participar da brin- cadeira, se forem participar 8 alunos, deve haver 7 cadeiras; • O professor coloca uma música para começar a brincadeira; • Os alunos devem andar em círculo ao redor das cadeiras enquanto uma música toca, quando a mú- sica parar, eles devem se sentar, quem não conse- guir sentar na cadeira, sai da brincadeira; • A cada aluno que sai da brincadeira, uma cadeira é retirada; • A brincadeira segue até que reste um aluno ape- nas, que será o vencedor. A dança das cadeiras Maria Clara Medeiros 251 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 251FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 251 14/04/2023 14:20:3414/04/2023 14:20:34 Orientação didática Converse com os seus alunos sobre as características do gênero outdoor. Meio de grande impacto visual, a mensagem do outdoor deve ser simples e objetiva para atingir todas as classes sociais. O outdoor permite também a veiculação regio- nalizada, cobrindo áreas predeterminadas da cidade. BNCC (EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo de palavras, tamanho de letras) em textos publi- citários e de propagan- da, como elementos de convencimento. 95 As principais características do outdoor como mídia: • Veículo eminentemente urbano. • Mídia compulsória. • Ampla cobertura. • Forte impacto visual. • Mensagem objetiva. • 24 horas no ar por duas semanas. 252 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 252FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 252 14/04/2023 14:20:4114/04/2023 14:20:41 Orientação didática BNCC (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de pala- vras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema. 96 • Converse com os seus alunos sobre o significado das palavras “novas”. Depois, peça que procurem no dicio- nário a explicação e, por fim, trabalhe com eles uma produção de texto utilizando essas palavras, propondo, inclusive, uma produção coletiva. • Trabalhe o gênero textual outdoor com os alunos, por meio de exemplos do cotidiano. Questione-os se já pres- taram atenção nos temas de vários outdoors espalhados pela cidade e solicite-lhes que comparem com este, que fala de uma situação tão difícil que afeta o meio ambiente e, consequentemente, a todos nós. 253 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 253FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 253 14/04/2023 14:20:4514/04/2023 14:20:45 Orientação pedagógica O conhecimento prévio é necessário à leitura, mas não é o único. É fundamental, também, o conhecimento acerca da linguagem (tipo de texto) e da própria leitura, saber sobre organização e as características do texto, saber para que servem os títulos e ter consciência de que não necessitamos conhecer o significado de todas as palavras do texto para compreender uma mensagem escrita. Não existe uma idade ideal para o aprendizado da leitura. As crianças aprendem a ler, participando de atividades de uso da escrita junto com pessoas que dominam esse conhecimento. Aprendem a ler quando acham que po- dem fazer isso. Fica difícil quando o adulto não acredita e espera o fracasso dela ou quando a criança não acha finalidade na leitura. BNCC (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. (EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comuni- dade, utilizando registro formal e estrutura ade- quada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto. 97 FERNANDES, Maria. Os segredos da alfabetização. São Paulo: Cortez, 2008. 254 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 254FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 254 14/04/2023 14:20:4714/04/2023 14:20:47 Orientação didática BNCC (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demons- trativos, como recurso coesivo anafórico. 98 • Apresente o conceito de pronomes demonstrativos e possessivos. Depois, entregue frases e peça aos alunos que substituam substantivos por pronomes. • Elabore atividades de fixação que despertem o inte- resse dos alunos; é sempre melhor aprender de forma descontraída. • Oriente os alunos para a construção de uma história usando os pronomes. Organize-os em círculo e distri- bua uma folha de papel para cada um. Peça que eles iniciem uma história sobre o que aprenderam a respeito de pronomes pessoais e oriente-os a passarem sua história para que o colega ao lado dê continuidade. O exercício termina quando o papel chegar à mão do alu- no que iniciou o texto. Peça, individualmente, aos alunos que leiam os textos identificando os pronomes. 255 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 255FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 255 14/04/2023 14:20:5114/04/2023 14:20:51 Sugestão de atividade 1. Leia as frases abaixo e sublinhe os pronomes posses- sivos e demonstrativos. 2. Agrupe os pronomes da questão anterior, separando- -os em possessivos e demonstrativos. BNCC (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demons- trativos, como recurso coesivo anafórico. 99 a. De quem é aquele estojo? O meu é este aqui. b. Esse carro novo é o seu? c. Dona Bete, a minha filha perdeu a mochila dela. d. Escrevi o teu endereço porque esqueci o dele. e. Fiquei comovida com estas flores que ganhamos da nossa turma. f. Sempre vejo aquela carroça passando na sua rua. g. Onde coloco tudo aquilo? A gaveta já está com isso. Possessivos Demonstrativos meu aquele seu este minha esse teu estas nossa aquela dele isso dela 256 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 256FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 256 14/04/2023 14:20:5114/04/2023 14:20:51 randa la catriz noura Sugestão de atividade BNCC (EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos lin- guísticos e gramaticais, tais como ortografia, re- gras básicas de concor- dância nominal e verbal, pontuação (ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera- ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso. 100 1. Complete as palavras com ce ou ci. 2. Complete os quadrinhos com c ou ç para escrever a palavra corretamente. re eita caro o lembran a a ude pa iente do e ber inho cabe a c c c c ç ç ç ci ci ci ci/ce ce cece ce ç úme lular leste rco 257 FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 257FC_ME 3F PORT_UN 3.indd 257 14/04/2023 14:20:5514/04/2023 14:20:55 Orientação didática • Se possível, leve à sala