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2 PEDIATRIA prac ticus Alergia a Proteína do Leite 3 Asma 13 Crise febril 20 Icterícia Neonatal 27 Puericultura 36 Reanimação Neonatal 50 Doença do refluxo gastroesofágico 59 Cetoacidose Diabética 68 GNPE 78 Maus Tratos 88 Criptorquidia 95 Coqueluche 101 PALS 109 Doença Celíaca 122 Aferição de PA 132 Anafilaxia 138 Anemia Falciforme 144 Celulite Orbitária 150 Cetoacidose Diabética 156 Crupe 162 Depressão no Adolescente 169 Doença de Kawasaki 173 Escabiose 180 Febre Reumática 186 Icterícia Neonatal 195 Maus Tratos Infantil 204 Otite Média Aguda 212 Diarreia Aguda 218 Escarlatina 225 Pneumonia na Criança 231 Faringoamigdalite Estreptocócica 239 Puberdade Precoce 247 Sarampo 254 Síndrome do Bebê Sacudido 261 Síndrome Metabólica na Infância 269 Varicela 276 SUMÁRIO. 3 PEDIATRIA prac ticus Alergia a Proteína do Leite Cenário de atuação - Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde Local de atuação - Consultórios para atendimento - Sala de vacinas - Sala de medicação - Farmácia Descrição do caso Paciente sexo masculino, 4 meses, comparece à consulta acompanhado da mãe que re- fere que o bebê não vem ganhando peso de forma adequada. Compareceu em consulta em outra unidade há 3 semanas e foram solicitados exames para avaliação. ATENÇÃO: MÃE E BEBÊ SIMULADOS NÃO DEVERÃO SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Ler a ficha do paciente afixada à mesa. 2. Fazer a anamnese dirigida à mãe. 3. Interpretar o exame físico (não será necessário examinar diretamente o bebê simula- do). 4. Avalie os exames laboratoriais trazidos pela mãe. 5. Explicar à mãe a condição do paciente e o manejo inicial. ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 4 Impresso 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS IDADE PESO ESTATURA IMC 15 dias 3550g 51cm 13,6 1 mês 4000g 53cm 14,2 1,5 mês 4420g 55cm 14,6 2 meses 4840g 57cm 14,9 3 meses 5220g 59cm 14,9 3,5 meses 5220g 61cm 14,0 PEDIATRIA prac ticus 5 Impresso 2 - Exame Físico AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Bom estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico Peso = 5225 g (entre Z escore -2 e -1) Estatura = 62 cm (Z escore 0) IMC = 13,6 cm/m2 (entre Z escore -2 e -1) Fontanela anterior normotensa Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 40 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 120 bpm Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normotensão. Sem massas ou visceromegalias. Genitália típica masculina, testículos tópicos, sem lesões perianais PEDIATRIA prac ticus 6 ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME Impresso 3 - Teste do Pezinho AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Teste do Pezinho Valor de Referência 17-OH-Progesterona 8,2 ng/ml < 15 Hemoglobinopatias FA TSH 0,7 mcU/ml < 10 Biotinidase Ativa Fenilalanina 1,02 mg/dl < 3 IRT 40 ng/ml < 70 Ureia 28 Creatinina 0,3 Na 139 K 3,8 TGO 12 TGP 9 BT 0,8 TSH 4,2 < 6,5 T4L 0,9 0,7 a 1,8 - Antitransglutaminase tecidual: 12 <20 Parasitológico de fezes negativo PEDIATRIA prac ticus 7 Impresso 4 EXAMES LABORATORIAIS Cliente: Júlio Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 4 meses HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 11,4 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 42 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 6,525 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................50 % LINFÓCITOS....................: 42 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................: 4 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ..................... : 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L URINA TIPO 1 DENSIDADE.............................: .........1.015mm 1.005 a 1.040 PH............................................: 6,5 4,5 a 8,5 LEUCÓCITOS............................: 2 – 4 / campo 0 a 5 / campo HEMÁCIAS...............................: 1 / campo 0 a 2 / campo PROTEÍNA................................: INDETECTÁVEL INDETECTÁVEL NITRITO....................................: NEGATIVO NEGATIVO GLICOSE...................................: NEGATIVO NEGATIVO Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 8 Ureia 28 Creatinina 0,3 Na 139 K 3,8 TGO 12 TGP 9 BT 0,8 TSH 4,2 < 6,5 T4L 0,9 0,7 a 1,8 - Antitransglutaminase tecidual: 12 <20 Parasitológico de fezes negativo Nota(s):1. Valores de referência de acordo com idade e sexo, exceto para gestantes. Ref.:BAIN, B.J. Blood Cells: a practical guide. 4 ed. Oxford: Blackwell Publishing, 2006. 476p. KAUSHANSKY, K. et al. Williams Hematology, 8 ed., MacGraw Hill Companies, Inc., 2010. TODO TESTE LABORATORIAL DEVE SER CORRELACIONADO COM O QUADRO CLÍNICO DO PACIENTE, SEM O QUAL A INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS É APENAS RELATIVA. ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 9 Ator - PN 3100g - IG 38 sem 3 dias - Sem intercorrências neonatais - Aleitamento maternos até 2 meses, atualmente em uso de fórmula láctea de partida - Refere sangramento eventual em fezes de pequena quantidade, procurou PS pela queixa e falaram que era fissura perianal - Sem comorbidades, alergias ou internações prévias PEDIATRIA prac ticus 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado Tópico 1 - Anamnese 1. Apresentação: (1) identifica-se; (2) cumprimen- ta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) man- tém contato visual; (4) pergunta o nome da mãe e da criança. Adequado: realiza os quatro itens. Parcialmente adequado: realiza dois ou três itens. Inadequado: realiza um ou nenhum item. 0 0,5 1.2 Solicita caderneta da criança 0 0,5 1.3 Pergunta sobre dados do período neonatal: a) peso de nascimento b) idade gestacional c) intercorrências Adequado: pergunta os 3 Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 2 Inadequado: não pergunta 0 0,5 1.4 Pergunta sobre amamentação 0 0,5 1.5 Pergunta sobre padrão evacuatório 0 0,5 1.6 Pergunta sobre passado médico: A) comorbidade B) alergias C) internações prévias Adequado: pergunta 3 Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 2 Inadequado: não pergunta 0 0,5 TÓPICO EXAME FÍSICO PEDIATRIA prac ticus 11 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 2.1 Solicita exame físico e informa baixo peso e magreza Adequado: solicita e informa baixo baixo e magreza Inadequado: não informa baixo peso e magreza ou classifica algum de forma inadequada 0 1 TÓPICO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Informa exames sem alterações 0 1 TÓPICO DIAGNÓSTICOS 4.1 informa provável diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca 0 1 EXPLICAÇÃO DA PROPOSTA TERAPÊUTICA À MÃE / CONDUTA 5.1 orientao Uso de fórmula láctea extensamente hidrolisada 0 1 5.2 orienta realizar o Teste de provocação em 4 semanas 0 1 5.3 orienta diagnóstico de APLV se retorno dos 0 1 6.1 informa sobre impossibilidade de uso de leite de soja ou de outros animais 0 0,5 6.2 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,5 12 PEDIATRIA prac ticus Resumo Alergia a Proteína do Leite Não IgE Mediada Dificuldade de ganho peso, procteolite, (sangramento nas fezes) vômitos, refluxos e irri- tabilidade >sintomas de início tardio com diagnóstico com prova terapêutica Suspeita APLV não IgE mediada = Fórmula láctea extensamente hidrolisada (FEH) OU exclusão da dieta materna de proteína do leite de vaca OU Fórmula de aminoácido (FAA) se ausência de resposta a FEH + TPO de reprovocação em 4 semanas Resolução do quadro com retorno dos sintomas com reprovocação = APLV = dieta de exclusão por 6-12 meses Sem melhora dos sintomas = procurar outras causas Não usa leite de s jaou de o trosanimais pel risco de reação cruzada IgE Mediada Urticária, angiodema, anafilaxia > sintomas de inicio precoce com diagnóstico com do- sagem de IgE específico. Suspeita APLV IgE mediada = FEH OU FAA se anafilaxia prévia ou ausência de resposta a FEH OU Leite de soja e maiores de 6 meses Melhora dos sintomas = APLV = seguimento com imunologista para avaliar melhor mo- mento de teste de provocação > exposição escalonada em ambiente controlado com quantidade de proteína pré-definida. Sem melhora dos sintomas = procurar outras causas Não usar leite de soja ou de outros animais pelo risco de reação cruzada. 13 PEDIATRIA prac ticus Asma Cenário de atuação - Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde Local de atuação - Consultórios para atendimento - Sala de vacinas - Sala de medicação - Farmácia Descrição do caso Você é o médico unidade básica de saúde e atende paciente do sexo masculino, 8 anos, acompanhado da mãe. Paciente apresenta diagnóstico de asma e compareceu hoje para consulta de seguimento, última consulta há 6 meses ATENÇÃO: MÃE E BEBÊ SIMULADOS NÃO DEVERÃO SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Classifique a asma do paciente 3. Oriente conduta adequada 4. Oriente utilização das medicações 5. Não precisa realizar / solicitar exame físico ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 14 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado Tópico 1 - Anamnese 1. Apresentação: (1) identifica-se; (2) cumprimen- ta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) man- tém contato visual; (4) pergunta o nome da mãe e da criança. Adequado: realiza os quatro itens. Parcialmente adequado: realiza dois ou três itens. Inadequado: realiza um ou nenhum item. 0 0,25 1.2 Pergunta sobre intercorrências desde a últi- ma consulta 0 0,25 1.3 Pergunta sobre medicações de uso contínuo 0 0,5 1.4 Pergunta sobre controle da asma: A) presença de sintoma diurnos nas últimas 4 semanas B) presença sintomas noturnos nas últimas 4 semanas C) impacto dos sintomas nas atividades diárias nas últimas 4 semanas D) uso de medicação de resgate nas últimas 4 semanas Adequado: pergunta os 4 itens nas últimas 4 semanas Parcialmente adequado: pergunta os 4 itens mas não determina ser nas últimas 4 semanas Inadequada: não pergunta os 4 itens 0 1,5 PEDIATRIA prac ticus 15 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 1.5 Pergunta sobre alérgenos ambientais: taba- gismo, fumaça, mofo, ácaros Adequado: pergunta sobre alérgenos e inclui tabagismo passivo Parcialmente adequado: pergunta sobre alér- genos mas não inclui tabagismo passivo Inadequado: não pergunta sobre alérgenos 0 1 1.6 Pergunta sobre passado médico: a) comorbidades b) alergias c) internações prévias Adequado: pergunta 3 Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 2 Inadequado: não pergunta 0 0,5 TÓPICO 2 - CLASSIFICAÇÃO 2.1 Classifica asma como parcialmente controla- da 0 1 TÓPICO 3 - CONDUTA 3.1 Orienta uso de corticoide inalatório dose bai- xa de forma contínua e beta 2 agonista de curta duração nas crises Adequado: orienta corticoide inalatório dose baixa e beta 2 agonista Parcialmente adequado: orienta corticoide mas não informa dose baixa Inadequado: não orienta corticoide inalatório 0 1 3.2 Orienta mãe cessar tabagismo 0 0,5 TOPICO 4 - USO DA MEDICAÇÃO PEDIATRIA prac ticus 16 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 4.1 Pergunta como mãe está administrando sal- butamol OU solicite que ela demonstre 0 0,5 4.2 Demonstra técnica de aplicação (em si mes- mo ou na mãe): A) encaixa o inalador pressurizado dosimetrado no espaçador B) agita medicação antes ou depois de encaixar em espaçador C) colocar máscara ajustada no rosto cobrindo boca e nariz D) acionar o jato e deixar a máscara no rosto por 10-30 seg E) afastar máscara do rosto, agitar novamente medicação e aguardar 15-30 seg para novo jato Adequado: realiza todos os passos Parcialmente adequado: 3-4 passos Inadequado: realiza 2 passos ou menos 0 1,5 5.3 Orienta lavar a boca após uso de corticoide inalatório 0 1 6.2 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 17 Falas do Ator Maria e Davi Procurou PS 1x por cansaço há 3 meses, não precisou ficar internado. Usou salbutamol e corticoide oral em casa por 5 dias Usa somente salbutamol nas crises. Sem uso de medicação contínua Sintomas noturnos 2x/semana, sintomas diurnos 3x/semana, sem necessidade de uso de medicação de resgate, sem impacto nas atividades diárias Mãe tabagista Demonstração da técnica: não usa espaçador 18 PEDIATRIA prac ticus CONTROLADO PARCIAL NÃO CONTROLADO Sintomas diurnos > 2x/semana Nenhum 1 ou 2 3 ou 4 Despertar noturno pelos sintomas Uso de medicação de resgate > 2x/ semana Limitação das atividades diárias ASMA - MANEJO AMBULATORIAL (RESUMO) CONTROLE DOS SINTOMAS: avaliação dos sintomas nas últimas 4 semanas 19 PEDIATRIA prac ticus TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO Evitar tabagismo passivo e ativo, atividade física regular, cuidado com medicações (AAS, AINE, betabloqueador), evitar alérgenos ambientais. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Baseado em Steps > se sintomas não controlado aumenta o step, se controlado em 6 meses desce o step • Beta 2 agonista de resgate > corticoide inalatório dose baixa > corticoide inalatório dose média > corticoide inalatória dose alta > especialista • Em > 5 anos: pode usar corticoide inalatório associado a beta 2 agonista de longa du- ração TÉCNICA DE USO DA “BOMBINHA”: sempre usar com espaçador e máscara indepen- dente da idade • Balançar a medicação (inalador pressurizado dosimetrado) e encaixar no espaçador • Colocar máscara no rosto do paciente de forma ajustada cobrindo boca e nariz • Acionar o jato e manter a máscara no rosto do paciente por 10-30 segundos • Se novo jato, repetir todo o procedimento • Se uso de corticoide inalatório = lavar boca após o uso 20 PEDIATRIA prac ticus Crise febril Cenário de atuação Atendimento em pronto-socorro de Pediatria Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de emergências • Leitos de observação, enfermaria e unidade de terapia intensiva pediátrica • Centro cirúrgico • Laboratório de análises clínicas • Setor de radiografia com radiografia simples, ultrassonografia e tomografia compu- tadorizada Descrição do caso Você está no atendimento em pronto-socorro de pediatria e atende Davi, criança de 15 meses, acompanhado do pai. Acompanhante refere que paciente apresentou quadro de crise convulsiva há 15 minutos. ATENÇÃO: MÃE E BEBÊ SIMULADOS NÃO DEVERÃO SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executaras tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico 3. Indique hipótese diagnóstica 4. Indique realização de exames complementares caso julgue necessário 5. Oriente conduta 6. Esclareça dúvidas do pai ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 21 Impresso 1 - Exame Físico AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Bom estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico Otoscopia: sem alterações Oroscopia: hiperemia de orofaringe sem exsudatos ou petéquias Rinoscopia: mucosa hiperemia com secreção nasal hialina em grande quantidade Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 33 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 120 BPM Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normotensão. Sem massas ou visceromegalias. Genitália típica masculina, testículos tópicos, sem lesões perianais Neurológico: criança vigil, ativa e reativa, interage com examinador. Sem sinais focais aparentes. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Sem sinais meníngeos PEDIATRIA prac ticus 22 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado Tópico 1 - Anamnese 1. Apresentação: (1) identifica-se; (2) cumpri- menta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) mantém contato visual; (4) pergunta o nome da mãe e da criança. Adequado: realiza os quatro itens. Parcialmente adequado: realiza dois ou três itens. Inadequado: realiza um ou nenhum item. 0 0,5 1.2 Investiga crise convulsiva a) duração da crise b) apresentação da crise (focal x generalizada) c) presença de sintomas pós ictais d) duração dos sintomas pós ictais Adequado: pergunta os 4 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 1,5 1.3 Pergunta sobre sintomas associados: a) febre b) sintomas respiratórios c) vômitos d) diarreia e) alterações urinárias f) alteração comportamental Adequado: pergunta 5 ou 6, incluindo obrigato- riamente febre Parcialmente adequado: pergunta 3 ou 4, in- cluindo obrigatoriamente febre Inadequado: pergunta 2 ou menos ou não per- gunta sobre febre 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 23 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 1.4 Pergunta sobre antecedentes: a) crises convulsivas prévias b) comorbidades c) uso de medicações d) história familiar de crise febril Adequado: pergunta 3 ou 4, incluindo obrigato- riamente passado de crise convulsiva Parcialmente adequado: pergunta 2, incluindo obrigatoriamente passado de crise convulsiva Inadequado: pergunta 1 ou nenhum ou não per- gunta sobre crise convulsiva 0 1,5 TÓPICO 2 - EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e informa ausência de alterações 0 1 TÓPICO 3 - DIAGNÓSTICO 3.1 Informa hipótese diagnóstica de crise febril simples Adequado: crise febril simples Parcialmente adequado: crise febril mas não informa que é simples Inadequado: não informa diagnóstico correto 0 1 TÓPICO 4- EXAMES COMPLEMENTARES 4.1 Informa não haver necessidade de exames complementares 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 24 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 5 - CONDUTA 5.1 Alta da unidade com orientação de sinais de alarme Adequado: alta com orientação de sinais de alarme Parcialmente inadequado: alta hospitalar mas não orienta sinais de alarme Inadequado: informa conduta inadequada 0 0,5 TÓPICO 6 - DÚVIDAS 6.1 Informa que o prognóstico é favorável para a maior parte das crianças 0 0,5 6.2 Informa risco de recorrência em novos epi- sódios febris 0 0,5 6.3 Informa que o quadro não é diagnóstico de epilepsia 0 0,5 6.4 Informar não haver indicação de anticonvul- sivante contínuo 0 0,5 6.5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 25 Falas do Ator Crise convulsiva que iniciou com abalos em 4 membros associada a sialorreia e eversão ocular. Duração de 3 min. Ficou um pouco sonolento após, retornado ao estado basal em menos de 5 min - Refere febre de início hoje, máximo 38,3, estando febril no momento da crise. Associado a febre apresentou sintomas respiratórios (tosse, obstrução nasal e rinorreia). Nega alte- rações urinárias ou gastrointestinais. Nega alterações comportamentais • Nega crise convulsiva prévia, comorbidades e uso de medicações contínuas • Mãe teve crise convulsiva febril na infância • Pergunta sobre risco de sequela neurológica • Pergunta risco de recorrência • Pergunta se a criança tem epilepsia • Pergunta se vai precisar usar medicação contínua 26 PEDIATRIA prac ticus RESUMO CRISE CONVULSIVA FEBRIL DEFINIÇÃO: Crise convulsiva em criança de 6 meses a 5 anos (média 18 meses) durante episódio febril (febre pode preceder ou suceder crises em 24h) na ausência de infecção / inflamação de SNC, anormalidade metabólica sistêmica ou história de crise abril prévia. CLASSIFICAÇÃO • SIMPLES: tônico-clônica generalizada + duração < 15 min + ausência de recorrência em 24h > não precisa de avaliação complementar ou avaliação de especialista • COMPLEXA: focal OU duração > 15 min OU recorrência 24h OU sintomas neurológicos focais mantidos após (paralisia de Todd) EXAMES COMPLEMENTARES • Líquor: sinais meníngeos, alteração nível de consciência, vacinação incompleta, uso de antibiótico • Imagem SNC: alteração no exame neurológico, crise focal • EEG: crise focal ou recorrente MANEJO AGUDO: • Estabilização > benzodiazepínico > anticonvulsivante (fenitoína, fenobarbital) > anes- tesia geral • Crise febril simples: alta com orientações • Sem indicação rotineira de anticonvulsivante de manutenção COMPLICAÇÕES • Recorrência: ⅓ tem recorrência, maioria no 1º ano após evento inicial • Epilepsia: risco de 1-2% na crise simples 27 PEDIATRIA prac ticus Icterícia Neonatal INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em alojamento conjunto de maternidade de referência municipal Local de atuação • Leitos de internação em alojamento conjunto, berçário e unidade de terapia intensiva neonatal • Laboratório de análises clínica • Setor de radiologia com disponibilidade de radiologia simples, ultrassonografia e to- mografia computadorizada Descrição do caso Você é o médico do dia responsável pelo setor do alojamento conjunto. Durante a rotina pela manhã, a mãe do leito 01 mostra-se preocupada pois notou que seu bebê está com a pele mais amarelada comparado com os filhos das colegas de quarto. Recém nascido com 14 horas de vida no momento da avaliação. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Leia a ficha do recém-nascido 2. Faça a anamnese direcionada para o caso 3. Solicite e interprete o exame físico 4. Solicite os exames complementares e os interprete 5. Informe a conduta adequada para o caso 6. Responda as dúvidas da mãe ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 28 Impresso 1 Ficha Do Recém Nascido RN de Juliana Santana Via de parto: vaginal Idade gestacional: 39 semanas e 4 dias APGAR: 9/9/10 Sexo: feminino Peso de nascimento: 3410g Comprimento: 50 cm Perímetro cefálico: 34,6 cm PEDIATRIA prac ticus 29 Impresso 2 Exame físico do RN Bom estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico Icterícia até região de joelhos e cotovelos Fontanela anterior 1,5x2,0 cm, normotensa Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 48 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normotensão. Sem massas ouvisceromegalias. Coto umbilical gelatinoso, sem sangramento Genitália típica feminina, sem lesões Neurológico: posição de flexão simétrica dos membros, ativo e reativo. Reflexos primitivos presentes e simétricos PEDIATRIA prac ticus 30 Impresso 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EXAMES LABORATORIAIS Bilirrubina total: 13,0 mg/dl Bilirrubina indireta: 12,7 mg/dl Bilirrubina direta: 0,3 mg/dl Hb: 14,8 g% Ht: 50 % Reticulócitos: 2,3% Tipagem sanguínea: A Rh positivo Coombs direto: positivo PEDIATRIA prac ticus 31 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado Tópico 1 - Anamnese 1. Apresentação: (1) identifica-se; (2) cumprimen- ta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) man- tém contato visual; (4) pergunta o nome da mãe e da criança. Adequado: realiza os quatro itens. Parcialmente adequado: realiza dois ou três itens. Inadequado: realiza um ou nenhum item. 0 0,5 1.2 Questiona sobre gestações prévias 0 0,5 1.3 Pergunta sobre intercorrências na gestação 0 0,5 1.4 Pergunta sobre amamentação 0 0,5 1.5 Pergunta sobre necessidade de fototerapia em irmão 0 0,5 1.6 Pergunta tipagem sanguínea da mãe 0 0,5 TÓPICO 2 EXAME FISICO 2.1 Solicita exame físico e o interpreta dando diagnóstico de Icterícia 0 2 PEDIATRIA prac ticus 32 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 3 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames: A) Bilirrubina total e frações B) Coombs direto C) Hb e Ht / Hemograma D) Reticulócitos E) DHL Adequado: solicita 3 ou mais, sendo 1 bilirrubina total e frações Parcialmente adequado: solicita 2, sendo 1 bilir- rubina total e frações Inadequado: não solicita / solicita apenas bi- lirrubina total e frações / solicita exames sem bilirrubina total e frações 0 1 TOPICO 4- CONDUTA 4.1 Indica início de fototerapia com proteção ocular Adequado: fototerapia com proteção ocular Parcialmente adequado: fototerapia sem citar proteção ocular Inadequado: não institui tratamento correto 0 1 TOPICO 5- DÚVIDAS 5.1 Explica etiologia da ictérica: incompatibilida- de sanguínea ABO 0 1 5.2 Cita necessidade de recoletar bilirrubina to- tal e frações para suspender tratamento 0 1 5.3 Orienta manter amamentação 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 33 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 5.4 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 34 Falas do ator Mãe secundigesta, outro filho com 3 anos - Sem intercorrências na gestação - RN com amamentação materna exclusiva de 3/3h, sem lesões em mama, suga bem - Outro filho precisou de fototerapia - Tipagem sanguínea da mãe: O Rh positivo - No final perguntar sobre causa da icterícia, necessidade de repetir os exames e necessidade de suspender aleitamento materno 35 PEDIATRIA prac ticus RESUMO ICTERÍCIA NEONATAL Etiologias • Aumento da produção (aumento BI): incompatibilidade sanguínea materno-fetal (ABO ou Rh), defeito da membrana de eritrócitos (esferocitose), deficiência enzimáti- ca em eritrócitos (G6PD, piruvatoquinase), coleções sanguíneas, policitemia • Diminuição da conjugação (aumento BI): deficiência glucoroniltransferase, hipoti- reoidismo, sepse, galactosemia, leite humano (bom ganho de peso, início tardio, pro- longada), prematuridade • Aumento da circulação entero-hepática: aleitamento materno (dificuldade amamen- tação + baixo ganho ponderal), jejum • Redução secreção biliar (BD > 1, sinais de colestase): atresia de vias biliares > encami- nhamento para cirurgia de Kasai até 6-8 semanas MANEJO EXAMES COMPLEMENTARES ( DETERMINA ETIOLOGIA) BTF, Hb/Ht, reticulócitos, tipagem sanguínea com coombs direto, DHL 36 PEDIATRIA prac ticus Puericultura INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de vacinas • Sala de medicação • Farmácia Descrição do caso Mãe comparece com lactente de 1 mês e 15 dias de vida, sexo masculino, para primeira consulta de puericultura. Vem apresentando dificuldade na amamentação e queixa de fissura mamárias ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Esclareça dúvidas da mãe 3. Plote dados antropométricos em gráficos e explique a mãe os resultados 4. Faça orientações pertinentes ao caso 5. Não precisa realizar exame físico ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 37 Impresso 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS BCG - 1 dose Hepatite B - 1 dose Vacinas IDADE PESO ESTATURA PC 15 dias 3800g 52 cm 36 cm 1 mês 4400g 54 cm 37 cm PEDIATRIA prac ticus 38 Impresso 2 TESTE DO PEZINHO TESTE DO PEZINHO VALOR DE REFERÊNCIA 17-OH-Progesterona 7,2 ng/ml (VR < 15) Hemoglobinopatias FA TSH 0,9 mcU/ml (VR < 10) Biotinidase Ativa (VR ativa) Fenilalanina 1,13 mg/dl (VR < 3) IRT 53 ng/ml (VR < 70) PEDIATRIA prac ticus 39 Impresso 3 PEDIATRIA prac ticus 40 Impresso 4 Peso = 4800g Estatura = 56 cm Perímetro cefálico = 38 cm IMC = 15,3 PERÍMETRO CEFÁLICO x IDADE PESO x IDADE PEDIATRIA prac ticus 41 ESTATURA x IDADE IMC x IDADE PEDIATRIA prac ticus 42 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 - ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se; (2) cumpri- menta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) mantém contato visual; (4) pergunta o nome da mãe e da criança. Adequado: realiza os quatro itens. Parcialmente adequado: realiza dois ou três itens. Inadequado: realiza um ou nenhum item. 0 0,25 1.2 Solicita caderneta da criança 0 0,25 1.3 Pergunta sobre antecedentes perinatais: a) peso de nascimento b) idade gestacional c) intercorrências Adequado: pergunta os 3 Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 2 Inadequado: não pergunta 0 0,5 1.4 Solicita triagem neonatal 0 0,5 1.5 Pergunta sobre padrão evacuatório e urinário 0 0,5 1.6 Pergunta sobre condições sociais e de mora- dia 0 0,5 TÓPICO 2 AMAMENTAÇÃO 2.1 Pergunta sobre amamentação e oferta de outros alimentos / líquidos 0 0,5 2.2 Pergunta sobre uso de outros bicos (mama- deira/ chupeta/bico de silicone) 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 43 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 2.3 Solicita mãe para colocar RN para amamen- tar e avalia pega 0 0,5 2.4 Informa pega inadequada 0 1 2.5 Orienta pega adequada: a) boca aberta com lábios evertidos b) grande parte da aréola na boca do RN c) queixo encostado no seio d) barriga e troncos voltados para a mãe e) buchecha enche ao sugar o seio Adequado: orienta 4 a 5 Parcialmente adequado: orienta 1 Inadequado: orienta 2 ou menos 0 1 2.6 Informa sobre possibilidade de armazena- mento de leite ordenhado por 12h na geladeira e 15 dias no freezer 0 1 TÓPICO 3 DIAGNÓSTICOS ANTROPOMÉTRICOS 3.1 Informa diagnósticos adequados a) peso adequado b) estatura adequada c) eutrófico d) perímetro cefálico adequado Adequado: informa os 4 corretamente Parcialmente adequado: informa 3 correta- mente Inadequado: informa 2 ou menos corretamente 0 1 TOPICO 4 - ORIENTAÇÕES 4.1 Aleitamento materno exclusivo até 6 meses 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 44 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 4.2 Orienta medidas para fissura mamária a) lavar com água e enxaguar 1x/dia b) não deixar mama úmida c) iniciar mamada no lado não machucado d) expor mama ao sol Adequado: orienta 3 ou 4 Parcialmente adequado: orienta 2 Inadequado: orienta 1 ou nenhum 0 0,5 4.3 Orienta prevenção de acidentes a) berço seguro b) temperatura água do banho c) transporte em carro em bebê conforto volta- do para trás Adequado: orienta os 3 Parcialmente inadequado: orienta 1 ou 2 Inadequado: não orienta 0 0,5 4.4 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante.Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 45 FALAS DO ATOR Peso nascimento 3400g, idade gestacional 38 semanas e 3 dias, parto vaginal sem in- tercorrências no período neonatal - Troca fralda 5 vezes por dia, evacuar por volta de 2-3 vezes por dia, fezes pastosas ama- relada, sem sangue - Mora com pai da criança e irmão de 4 anos. Moram em casa alugada, pai é porteiro, mãe é professora do colégio municipal - Não oferece outros alimentos ou líquidos - Não oferece bicos - Pergunta sobre tempo de armazenamento do leite ordenhado 46 PEDIATRIA prac ticus RESUMO PUERICULTURA CRESCIMENTO • Perímetro cefálico: medir até 2 anos / Cresce 12 cm no 1o ano • Estatura: cresce 25 cm até 1 ano > 12 cm de 1-2 anos > 7-8 cm/ano até 4 anos > 6 cm/ano até puberdade • Peso: dobra o peso de nascimento com 5 meses, triplica com 1 ano e quadruplica com 2 anos ESTADO NUTRICIONAL: AVALIAÇÃO DO IMC • < 5 anos: Risco de sobrepeso > sobrepeso > obesidade • 5-19 anos: Sobrepeso > obesidade > obesidade grave ALIMENTAÇÃO • Aleitamento materno exclusivo até 6 meses > introdução alimentar com alimen- tos amassados / picados, introduzir e aumentar consistência de forma progressiva, sem suco ou alimentos açucarados antes de 1-2 anos • Pega adequada: lactente com corpo e barriga voltados para a mãe, tronco bem apoiado e alinhado, lábios evertidos, boca aberta abocanhando grande parte da aréola, queixo tocando a mama, nariz livre, bochechas enchendo ao sugar • Armazenamento leite ordenhado: 12h na geladeira e 15 dias no freezer, desconge- lar em banho-maria • Suplementação de ferro: a partir de 6 meses naqueles em aleitamento exclusivo > 1 mg/kg/dia 47 PEDIATRIA prac ticus DNPM Progressão céfalo-caudal - sorriso social 2m > sustenta pescoço 3-4m > senta com apoio 6m > senta sem apoio e engatinha 9m > anda sem apoio 15m PREVENÇÃO DE ACIDENTES De acordo com cada faixa etária / orientação berço seguro / orientação transporte em carro OUTROS Antecedentes perinatais, triagens neonatais, padrão de sono, diurese e evacuações, uso de medicações, condições sociais e familiares, escola / creche 48 PEDIATRIA prac ticus VACINAÇÃO- CALENDÁRIO VACINAL 2022 49 PEDIATRIA prac ticus 50 PEDIATRIA prac ticus Reanimação Neonatal INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em sala de parto em maternidade de referência municipal Local de atuação • Sala de parto • Centro cirúrgico • Materiais para procedimentos de reanimação neonatal e parto instrumentalizado e cesáreo • Laboratório de análises clínicas • Setor de radiografia com radiografia simples, ultrassonografia e tomografia computadoriza- da • Leito de internação em alojamento conjunto, berçário e unidade de terapia intensiva neona- tal Descrição do caso Você está de plantão numa sala de parto e é chamado para prestar atendimento ao recém-nasci- do. Mãe primigesta, 24 anos, idade gestacional 37 semanas e 3 dias, sem comorbidades, evoluin- do hoje com trabalho de parto. Mãe no momento sendo levada para sala de parto em período expulsivo Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Realize a preparação da sala para atendimento ao recém-nascido 2. Faça avaliação inicial do recém-nascido na sala de parto e as manobras de reanimação adequadas 3. Informe o setor de internação do recém-nascido após o nascimento ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 51 Impresso 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Recém-nascido de parto vaginal, apresentação cefálica, líquido amniótico com mecônio fluido. Hipotônico e sem choro ao nascimento PEDIATRIA prac ticus 52 Impresso 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Tempo de vida: 28 segundos Sem quantidade significativa de secreção em cavidade oral e nasal PEDIATRIA prac ticus 53 Impresso 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Tempo de vida: 50 segundos Frequência cardíaca 72 ipm Movimento respiratório irregular, sem choro PEDIATRIA prac ticus 54 Impresso 4 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Tempo de vida: 1 min 45 segundos Frequência cardíaca: 138 BPM SatO2: 78% RN chorando, sem sinais de desconforto respiratório PEDIATRIA prac ticus 55 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 - PREPARAÇÃO 1.1 Manutenção de temperatura a) temperatura da sala 23-25oC b) berço com fonte de calor radiante c) touca de lã d) compressas Adequado: cita os 4 Parcialmente adequado: cita 2 ou 3 Inadequado: cita 1 ou nenhum 0 0,5 1.2 Avaliação RN a) estetoscópio b) oxímetro de pulso c) monitor cardíaco Adequado: solicita os 3 Inadequado: não solicita os 3 0 0,5 1.3 Ventilação e oxigenação: solicita a) sonda de aspiração b) fonte de O2 c) balão autoinflável d) máscara facial e) laringoscópio f) cânula orotraqueal Adequado: solicita 5 ou 6, incluindo obrigatoria- mente balão autoinflável Parcialmente adequado: solicita 3 ou 4, in- cluindo obrigatoriamente balão autoinflável Inadequado: solicita 2 ou menos ou não solicita balão autoinflável 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 56 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 1.4 Medicações: solicita a) adrenalina b) solução fisiológica 0,9% c) material para cateterismo umbilical Adequado: solicita os 3 Parcialmente adequado: solicita 2 Inadequado: solicita 1 ou nenhum 0 0,5 TÓPICO 2- REANIMAÇÃO NEONATAL 2.1 Avalia tônus e respiração /choro 0 1 2.2 Solicita clampeamento imediato de cor- dão 0 1 2.3 Manter normotermia a) posicionar sob fonte de valor radiante b) secar corpo e fontanela c) desprezar campos úmidos d) colocar touca Adequado: realiza os 4 na ordem correta Parcialmente adequado: realiza os 4 em or- dem incorreta Inadequado: não realiza os 4 0 1 2.4 Mantém via aérea pérvia: a) pescoço em leve extensão b) não indica aspiração Adequado: realiza os 2 Inadequado: não realiza os 2 ou indica aspira- ção 0 1 PEDIATRIA prac ticus 57 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado 2.5 Avaliar RN: a) padrão respiratório b) frequência cardíaca auscultando precórdio por 6 segundos Adequado: realiza ambos adequadamente Inadequado: não realiza ambos adequada 0 0,5 2.6 Solicita instalação de oxímetro e monitor cardíaco 0 0,5 2.7 Indica ventilação com pressão positiva 0 0,5 2.8 Informa ventilação adequada: a) FiO2 21% b) 40-60 ventilações/min Adequado: informa ambos corretamente Inadequado: não informa ambos corretamente 0 0,5 2.9 Reavalia respiração e FC após 30 segun- dos 0 0,5 2.10 Informa término das manobras de reani- mação 0 0,5 TÓPICO 3 - INTERNAÇÃO 3.1 Informar encaminhamento para alojamen- to conjunto com a mãe 0 0,5 3.2 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 58 PEDIATRIA prac ticus RESUMO REANIMAÇÃO NEONATAL > 34 SEMANAS Normotermia = temperatura 36,5 a 37,5 ° C Temperatura da sala 23-25 °C 59 PEDIATRIA prac ticus Doença do refluxo gastroesofágico INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em ambulatório de pediatria de hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de procedimentos / observação • Sala de medicações • Laboratório de análises clínicas • Radiografia simples, ultrassonografia e tomografia computadorizada • Centro cirúrgico • Unidade de terapia intensiva pediátrica Descrição do caso Paciente sexo masculino, 2 meses de vida, comparece à consulta acompanhado da mãe que apresenta queixa de vômitos e regurgitações após alimentação. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico e interprete-o 3. Informe hipótese diagnóstica 4. Solicite exames complementares caso necessário 5. Oriente conduta 6. Após realizados os passos anteriores solicite evolução: paciente retorna após 3 se- manas para reavaliação.Leia evolução do quadro, indique hipótese diagnóstica e conduta adequada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 60 Impresso 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS IDADE PESO ESTATURA PC 15 dias 3800g 52 cm 36 cm 1 mês 4400g 54 cm 37 cm PEDIATRIA prac ticus 61 Impresso 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EXAME FÍSICO Bom estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico Peso = 4870 g (entre Z escore -2 e -1) Estatura = 57cm (Z escore 0) IMC = 15 cm/m2 (entre Z escore -2 e -1) Fontanela anterior normotensa Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 35 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 125 bpm Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normoten- são. Sem massas ou visceromegalias. Genitália típica masculina, testículos tópicos, sem lesões perianais PEDIATRIA prac ticus 62 Impresso 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EVOLUÇÃO Após 3 semanas paciente retorna para atendimento fora de dia na unidade. Mãe refere que após orientações da última consulta paciente melhora do quadro dos vômitos e regurgitações, estes ocorrendo em menor frequência. Porém, há 3 dias os vômitos re- tornaram, estando agora mais intensos, bebê está vomitando após todas as mamadas de caráter alimentar e em jato, apresentando também alguns vômitos não associados à alimentação. Apesar dos vômitos lactente mantém-se ávido para se alimentar. Ao exame físico lactente em regular estado geral, desidratado, FR 48 ipm, FC 150 bpm. Exame do aparelho respiratório e cardiovascular sem alterações. Ao exame abdominal palpada massa endurecida e arredonda em epigástrio. PEDIATRIA prac ticus 63 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 - PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,25 1.2 Solicita caderneta da criança 0 0,5 1.3 Investiga queixa: a) quando iniciou o sintoma b) quanto tempo após a alimentação ocorrem os vômitos c) aparência dos vômitos d) febre e) alteração de comportamento (irritabilida- de, letargia) f) sangramento g) diarreia h) sintomas no período noturno Adequado: pergunta 6 ou mais Parcialmente adequado: pergunta 3 a 5 Inadequado: pergunta 2 ou menos 0 1 1.4 Pergunta sobre passado médico a) comorbidades b) cirurgias prévias c) idade gestacional de nascimento e) alergias f) intercorrências neonatais Adequado: pergunta 3 a 5 Parcialmente adequado: pergunta 2 Inadequado: pergunta 1 ou não pergunta 0 0,5 1.5 Pergunta sobre aleitamento 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 64 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e interpreta dados antropométricos a) peso adequado b) estatura adequada c) eutrófico Adequado: solicita e informa dados antropo- métricos adequados Inadequado: não classifica dados antropomé- tricos ou os classifica inadequadamente 0 1 TÓPICO 3 – DIAGNÓSTICO 3.1 Informa diagnóstico de refluxo gastroeso- fágico fisiológico 0 1,5 TÓPICO 4- EXAMES COMPLEMENTARES 4.1 Informa não haver necessidade de exames complementares 0 1 TÓPICO 5- CONDUTA 5.1 Manter aleitamento materno 0 0,5 5.2 Orienta medidas comportamentais: a) evitar trocar fralda após alimentação b) evitar tabagismo passivo c) colocar para arrotar após alimentação d) dormir em posição supina Adequado: informa 3 a 4 Parcialmente adequado: informa 2 Inadequado: informa 1 ou nenhum 0 1,5 PEDIATRIA prac ticus 65 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 6- EVOLUÇÃO 6.1 Informa hipótese diagnóstica de estenose hipertrófica do piloro 0 1 6.2 Solicita USG de abdome 0 0,5 6.3 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 66 FALAS DO ATOR • Início há 2 semanas • 20-30 min após mamadas • Caráter alimentar • Sem sangue, febre, diarreia, vômitos noturnos ou alteração comporta- mental • Sem comorbidades, alergias ou cirurgias prévias • Idade gestacional 39 semanas 2 dias, parto normal, sem intercorrências • Em aleitamento materno exclusivo 67 PEDIATRIA prac ticus RESUMO REFLUXO GASTROESOFÁGICO Passagem de conteúdo gástrico pelo esôfago > vômitos e regurgitação Fisiológico: evento benigno e autolimitado em lactentes com resolução até 2 anos > gan- ho de peso adequado + ausência sinais de alarme DRGE Sintomas ou complicações que levam a morbidade importante > esofagite erosiva, esô- fago de Barret, estenose péptica. SINAIS DE ALERTA • Gerais: febre, letargia, irritabilidade, ganho ponderal ruim, disúria, dor abdominal • Neurológicos: fontanela abaulada, macro/microcefalia, convulsões • Gastrointestinais: vômitos persistentes / noturnos / biliosos, sangramento, início < 1 mês ou duração > 12-24 meses, diarreia crônica, distensão abdominal. MANEJO LACTENTES Manter com leite materno / se uso de fórmula láctea modificar para fórmula anti-refluxo / medidas comportamentais Sem melhora = Teste terapêutico para APLV em 2-4 semanas Sem melhora = Encaminhar para gastro OU IBP 4-8 semanas Melhora = tratamento con- cluído Sem melhora = considerar diagnóstico diferencial MANEJO DE CRIANÇA E ADOLESCENTES Modificar estilo de vida / educação dietética Sem melhora = IBP 4-8 semanas com retirada gradual Sem melhora = Encaminhar para gastro / EDA MEDIDAS COMPORTAMENTAIS E DIETÉTICAS • Não usar roupa apertada • Trocar fralda antes das mamadas • Evitar tabagismo passivo • Evitar refeições volumosas • Colocar para arrotar após mamada • Evitar refeições altamente calóricas ou consumo de chocolates, refrigerantes, chá e café • Lactente: dormir em posição supina • Crianças maiores: dormir em decúbito lateral esquerdo com cabeceira elevada 68 PEDIATRIA prac ticus Cetoacidose Diabética Cenário de atuação Atendimento em pronto-socorro de Pediatria Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de emergências • Leitos de observação, enfermaria e unidade de terapia intensiva pediátrica • Centro cirúrgico • Laboratório de análises clínicas • Setor de radiografia com radiografia simples, ultrassonografia e tomografia com- putadorizada Descrição do caso Você está no atendimento em pronto-socorro de pediatria e atende Mariana, paciente de 10 anos, que vem acompanhada da mãe com queixa de dor abdominal e vômitos de início há 2 dias além de perda de peso e poliúria há 3 semanas. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico e interprete-o 3. Indique conduta imediata 4. Solicite exames complementares adequados para a suspeita e os interprete 5. Informe diagnóstico adequado 6. Indique conduta adequada frente ao diagnóstico 7. Esclareça dúvidas da mãe ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 69 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EXAME FÍSICO Regular estado geral, anictérica, acianótica, afebril Mucosas secas, sinal da prega lentificado FC 138 bpm / FR 37 ipm / SatO2 98% Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos finos, tempo de enchimento capilar de 3-4 segundos Abdome: plano, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normotensão. Sem massas ou visceromegalias. Sem dor à palpação Neurológico: escala de coma de glasgow 15, sem sinais neurológicos focais. PEDIATRIA prac ticus 70 Impresso 2 EXAMES LABORATORIAIS Cliente: Mariana MendesProtocolo:001.2774113- Idade : 10 anos Local : Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 12,0 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 47 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 15.640 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................: 38 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................:1 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L URINA TIPO 1 DENSIDADE.............................: .........1.015mm 1.005 a 1.040 PH............................................: 6,5 4,5 a 8,5 LEUCÓCITOS............................: 2 – 4 / campo 0 a 5 / campo HEMÁCIAS...............................: 1 / campo 0 a 2 / campo PROTEÍNA................................: INDETECTÁVEL INDETECTÁVEL NITRITO....................................: NEGATIVO NEGATIVO GLICOSE...................................: POSITIVO NEGATIVO CETONAS...................................POSITIVO 4+ NEGATIVO Glicemia:...................................... 428 mg/dl Gasometria venosa: Ph: ................................................7,18 pCO2:............................................ 42 pO2: ................................................78 HCO3: 8 Ureia .............................................53 mg/dl Creatinina...................................... 0,8 mg/dl Na ..................................................128 mEq/L K ....................................................5,8 mEq/L P..................................................... 4,5 mg/d CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 71 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EVOLUÇÃO Após medidas iniciais paciente evoluiu com diurese abundante. Mantém si- nais de desidratação, FC 128 bpm, com melhora da perfusão periférica PEDIATRIA prac ticus 72 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,5 1.2 Investiga queixa principal: a) febre b) diarreia c) alterações urinárias d) perda de peso e) polifagia f) sintomas respiratórios prévios g) vacina prévias Adequado: pergunta 5 ou mais Parcialmente adequado: pergunta 3 ou 4 Inadequado: pergunta 2 ou menos 0 1 1.3 Pergunta sobre antecedentes: a) comorbidades b) medicações de uso contínuo c) alergias d) internações prévias Adequado: pergunta os 4 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 1 TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: sinais de desidra- tação grave 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 73 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 3 – CONDUTA INICIAL 3.1 Encaminhar para sala de emergência 0 0,5 3.2 Prescrever expansão solução fisiológica 0,9% Adequado: expansão com solução fisiológica 0,9% Inadequado: não prescrever expansão com solução fisiológica 0,9% ou prescrever insuli- na ou reposição de potássio/fósforo/bicarbo- nato 0 1 3.3 Solicita glicemia capilar 0 0,5 TÓPICO 4- EXAMES COMPLEMENTARES 4.1 Solicita exames: a) cetonúria ou cetonemia b) gasometria venosa c) glicemia d) potássio e) sódio f) fósforo g) função renal (ureia e creatinina) Adequado: solicita 5 ou mais, incluindo obri- gatoriamente itens “a” a “d” Parcialmente adequado: solicita 4, sendo ne- cessariamente itens “a” a “d” Inadequado: solicita 3 ou menos ou não solici- ta itens “a” a “d” 0 1 PEDIATRIA prac ticus 74 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 5- DIAGNÓSTICO 5.1 Cetoacidose diabética / cetoacidose diabé- tica moderada 0 0,5 TOPICO 6- CONDUTA 6.1 Insulina regular endovenosa 0 0,5 6.2 Reposição de potássio 0 0,5 6.3 Manter hidratação 0 0,5 6.4 Monitorização de glicemia capilar, sinais vitais e escala de coma de glasgow a cada 1h 0 0,5 6.5 Monitorização de glicemia, gasometria e eletrólitos a cada 2h 0 0,5 6.6 Internação em leito de UTI 0 0,25 6.7 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 75 FALAS DO ATOR Sem febre, diarreia ou alteração urinária além da poliúria • Apresentou perda de peso de 2kg no último mês apesar de polifagia • Nega sintomas respiratórios e febre • Nega comorbidades, uso de medicações e alergias • Internação com 2 anos devido a pneumonia 76 PEDIATRIA prac ticus RESUMO CETOACIDOSE DIABÉTICA SUSPEITA: dor abdominal, vômitos, desidratação e sinais / sintomas típicos de diabetes (polidipsia, polifagia, perda de peso) > primodiagnóstico, não uso da insulina, eventos agudo (quadro infeccioso, trauma) DIAGNÓSTICO: Glicemia ⋝ 200 mg/d + pH < 7,3 ou Bicarbonato < 15 + Cetonemia ⋝ 3 ou cetonúia ⋝ 2+ CLASSIFICAÇÃO EXAMES LABORATORIAIS : glicemia, gasometria venosa, cetonúria ou cetonemia, ureia, creatinina, sódio (hiponatre- mia dilucional), potássio (K corporal total aumentado), magnésio, fósforo, cálcio, hemo- grama (leucocitose por estresse metabólico) TRATAMENTO: internar na UTI 1º hora: • Estabilização hemodinâmica: SF 0,9% volume • Boa perfusão = 10-20 ml/kg em 1h • Perfusão ruim = 10 ml/kg em 20 min • Choque = 20 ml/kg • Não fazer inulina A PARTIR DA SEGUNDA HORA Continuar hidratação: Manter expansão com SF0,9% se sinais de desidratação. Com melhora da desidratação inicia soro de manutenção. Insulina: insulina regular EV contínua 0,05 a 0,1 U/Kg/h • Diminuir no máximo 50-100 mg/dl da glicemia por hora. • Só troca insulina EV contínua para esquema SC de manutenção com melhora da aci- dose Leve Moderada Grave pH < 7,3 < 7,2 < 7,1 Bicarbonato < 15 < 10 < 5 77 PEDIATRIA prac ticus Potássio: Reposição se diurese presente e K < 4,5 = 20-40 mEq/L Bicarbonato reposição somente se pH < 7,0 + comprometimento contratilidade cardíaca MONITORIZAÇÃO A cada 1 hora = GCS, glicemia capilar e sinais vitais A cada 2 horas = glicemia, gasometria venosa, cetonemia e eletrólitos PRINCIPAL COMPLICAÇÃO: Edema cerebral 78 PEDIATRIA prac ticus GNPE Cenário de atuação Atendimento em pronto-socorro pediátrico de hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Criança de 7 anos, sexo feminino, comparece a atendimento acompanhada da mãe. Apresenta queixa de inchaço em rosto e pernas com início há 3 dias. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico 3. Descreva procedimento de aferição da PA e interpretar resultado 4. Soliciteexames complementares que julgue necessário 5. Indique hipótese terapêutica 6. Indique conduta adequada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 79 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EXAME FÍSICO Regular estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico, hidratado Peso = 28 Kg / Estatura = 134 cm Edema em região periorbitária e em MMII Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente,com estertores em base bilateralmente. FR 32 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 115 bpm Abdome: plano, flácido, ruídos hidroaéreos presentes, sem massas ou visceromegalias, indolor PEDIATRIA prac ticus 80 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS PA = 129 X 75 mmHg PEDIATRIA prac ticus 81 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS PEDIATRIA prac ticus 82 IMPRESSO 4 EXAMES LABORATORIAIS Cliente: Mariana Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 10 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 12,0 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 47 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 8.830 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................: 38 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................:1 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L URINA TIPO 1 DENSIDADE.............................: .........1.015mm 1.005 a 1.040 PH............................................: 6,5 4,5 a 8,5 LEUCÓCITOS............................: 2 – 4 / campo 0 a 5 / campo HEMÁCIAS...............................: 1 / campo 0 a 2 / campo PROTEÍNA................................: 2 por campo INDETECTÁVEL NITRITO....................................: NEGATIVO NEGATIVO GLICOSE...................................: POSITIVO NEGATIVO CETONAS...................................NEGATIVO NEGATIVO ERITROCITOS............................500 MIL PRESENÇA DE CILINDROS ERITORCITÁRIOS C3....................................................39mg/dl.............................................................90-180 aslo...................................................positivo..............................................................negatito Ureia .............................................53 mg/dl Creatinina...................................... 0,8 mg/dl Na ..................................................128 mEq/L K ....................................................4,5 mEq/L P..................................................... 4,5 mg/d ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 83 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,5 1.2 Realiza anamnese direcionada: a) hematúria b) oligúria c) horário do edema d) sintomas neurológicos e) infecção de pele prévia f) sintomas respiratórios prévios g) quadro semelhante prévio Adequado: pergunta 5 a 7, incluindo obrigato- riamente hematúria, oligúria, sintomas respira- tórios ou infecção de pele prévios Parcialmente adequado: pergunta 4, sendo obrigatoriamente hematúria, oligúria, sintomas respiratórios ou infecção de pele prévios Inadequado: não pergunta sobre hematúria, oligúria, sintomas respiratórios ou infecção de pele prévios 0 2 1.3 Pergunta sobre antecedentes: a) comorbidades b) medicações de uso contínuo c) alergias d) internações prévias Adequado: pergunta os 4 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 84 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: sinais de desidra- tação grave 0 1 2.2 Solicita tabela de interpretação de PA 0 0,5 2.3 Classifica PA com HAS grau II 0 0,5 TÓPICO 3 – EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames: a) C3 b) hemograma c) ASLO / anti-DNAse B d) Função renal e) eletrólitos f) gasometria venosa g) análise de urina h) Radiografia de tórax Adequado: solicita 6 a 8, incluindo obrigatoria- mente C3, análise da urina e Rx de tórax Parcialmente adequado: solicita 4 a 6, incluin- do obrigatoriamente C3, análise de urina e Rx de tórax Inadequado: solicita 3 ou menos ou não solicita C3, análise de urina ou Rx de tórax 0 1 TÓPICO 4 - DIAGNÓSTICO 4.1 Indica hipótese diagnóstica de glomerulo- nefrite pós-estreptocócica 0 1 PEDIATRIA prac ticus 85 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 5 - CONDUTA 5.1 Internação hospitalar 0 0,5 5.2 Penicilina G benzatina IM dose única OU Amoxicilina VO 10 dias 0 1 5.3 Restrição de água e sal 0 0,5 5.4 Furosemida 0 0,5 5.5 Realiza a sequência das tarefas conforme so- licitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 86 FALAS DO ATOR - Edema em membros inferiores e olhos - faringoamigdalites há 15 dias - Nega alergias - Nega outras comorbidades 87 PEDIATRIA prac ticus RESUMO GNPE QUADRO CLÍNICO • Edema + hematúria micro ou mascroscópoca + hipertensão arterial • Faixa etária: 5-15 anos, raro < 2 anos • Após 1-3 semanas de faringite estreptocócica ou 3-6 semanas após piodermite AFERIÇÃO DE PA 1. Braço direito ao nível do coração, apoiado, palma da mão para cima, sem roupa gar- roteando o membro 2. Determinar circunferência do braço no ponto médio entre acrômio e olécrano 3. Escolher manguito com largura com 40% da circunferência e comprimento com 80% 4. Posicionar manguito 2 cm acima da fossa cubital 5. Palpar pulso radial e insuflar manguito até parar de sentir o pulso 6. Desinsuflar manguito, posicionar estetoscópio em cima da artéria braquial e insuflar manguito 20 mmHg acima do valor encontrado 7. Desinsuflar manguito lentamente INTERPRETAÇÃO DA PA Tabela de acordo com idade, sexo e percentil de altura > P90 = PA alterada > P95 = HAS estágio 1 > P95 + 12 = HAS estágio 2 EXAMES COMPLEMENTARES Complemento (obrigatoriamente baixo), hemograma, ASLO/anti-DNAse B, função renal, gasometria venosa, eletrólitos, exame de urina, dismorfismo eritrocitário. MANEJO • Internação de HAS moderada grave, ICC, encefalopatia hipertensiva ou oliguria • Penicilina G benzatina IM dose única OU amoxicilina VO 10 dias • Restrição hídrica (400 ml/m2/dia) e de sal (1-2g/dia) • Furosemida de congestão + HAS 88 PEDIATRIA prac ticus Maus Tratos INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em pronto-socorro de Pediatria Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de emergências • Leitos de observação, enfermaria e unidade de terapia intensiva pediátrica • Centrocirúrgico • Laboratório de análises clínicas • Setor de radiografia com radiografia simples, ultrassonografia e tomografia com- putadorizada Descrição do caso Você está no atendimento em pronto-socorro de pediatria e atende paciente de 1 mês, sexo feminino, trazida pela mãe por queixa de queda da cama há 20 min. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico e interprete-o 3. Solicite avaliação complementar que julgue necessária e interprete 4. Informe hipótese diagnóstica 5. Indique a conduta adequada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 89 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS EXAME FÍSICO Regular estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico Otoscopia: sem alterações Oroscopia: sem alterações Pele: hematomas arroxeados, esverdeados e amarelados em membros e tronco Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 42 ipm, SatO2 98% Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 130 bpm Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normoten- são. Sem massas ou visceromegalias. Genitália típica masculina, testículos tópicos Neurológico: criança sonolenta, hipoativa, reage a estímulos vocais. Sem le- sões em calota craniana. Fontanela anterior normotensa. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. PEDIATRIA prac ticus 90 RADIOGRAFIA DE CORPO INTEIRO • Fratura de 2 arcos costais posteriores à direita e 1 à esquerda Dirija-se até a câmara e verbalize o diagnóstico FALAS DO ATOR Mãe refere que há 20 minutos a criança estava deitada na cama quando ro- lou e caiu. Queda de aproximadamente 60 cm • Nega vômitos, crise convulsiva, perda de consciência ou sangramento, mas criança está sonolenta • IG 38 semanas, peso de nascimento 3,5 kg, sem intercorrências • Nega internações ou traumas prévios IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS TOMOGRAFIA DE CRÂNIO FUNDO DE OLHO PEDIATRIA prac ticus 91 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,5 1.2 Investiga queixa a) mecanismo de trauma (como caiu e altura) b) perda de consciência c) alteração de comportamentos d) vômitos e) crise convulsiva Adequado: pergunta 4 ou 5, incluindo obriga- toriamente mecanismo de trauma Parcialmente adequado: pergunta 3, incluindo obrigatoriamente mecanismo de trauma Inadequado: pergunta 2 ou menos ou não pergunta sobre mecanismo de trauma 0 1 1.3 Pergunta sobre período neonatal: a) idade gestacional b) peso de nascimento c) intercorrências Adequado: pergunta os 3 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 1 Inadequado: não pergunta 0 0,5 1.4 Pergunta sobre internações e traumas prévios 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 92 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: a) hematomas em diferentes fases de evolu- ção b) rebaixamento de nível de consciência Adequado: cita os 2 Inadequado: cita 1 ou nenhum. 0 1 TÓPICO 3 – AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 3.1 Solicita exames a) TC de crânio b) Fundo de olho c) Radiografia simples de corpo inteiro Adequado: solicita os 3 Parcialmente adequado: solicita 2 Inadequado: solicita 1 ou nenhum 0 1 3.2 Informa diagnóstico de hematoma subdu- ral 0 1 3.3 Informa diagnóstico de hemorragia reti- niana 0 1 TÓPICO 4 - DIAGNÓSTICO 4.1 Informa diagnóstico de síndrome do bebê sacudido Adequado: síndrome do bebê sacudido Parcialmente adequado: maus tratos Inadequado: não informa diagnóstico adequa- do 0 1 PEDIATRIA prac ticus 93 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 5 - CONDUTA 5.1 Internação em leito de UTI 0 0,5 5.2 Fazer notificação ao SINAN 0 0,25 5.3 Fazer notificação ao conselho tutelar 0 0,5 5.4 Fazer notificação àvara da infância e ju- ventude 0 0,5 5.5 Orientar realização de boletim de ocorrên- cia por membro do conselho tutelar 0 0,5 5.6 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 94 PEDIATRIA prac ticus RESUMO MAUS TRATOS SUSPEITA: história incompatível, demora procura atendimento, mecanismo de trauma incompatível com DNPM da criança, lesões em diferentes estágios de evolução, criança amedrontada, lesões em locais não usuais. EXAMES COMPLEMENTARES: a depender do quadro clínico Rx de corpo todo: criança 2 anos ou que não se comunica + suspeita de violência física. SÍNDROME DO BEBÊ SACUDIDO: lesões em SNC em < 3 anos provocadas por chacoa- lhamento = hemorragia subdural, hemorragia retiniana, fratura de arco costal posterior LESÕES LEVES SEM RISCO DE REVITIMIZAÇÃO: alta com responsável legal + notifica- ção conselho tutelar + notificação SINAN LESÕES GRAVES OU RISCO DE REVITIMIZAÇÃO: internação hospitalar + notificação conselho tutelar + notificação SINAN + notificação Vara da Infância e Juventude + informar a família sobre o direito de fazer boletim de ocorrência = ata a depender do ve- redito do juiz da Vara da Infância e Juventude. VIOLÊNCIA GRAVÍSSIMA / RISCO DE MORTE: internação hospitalar + notificação con- selho tutelar + notificação SINAN + notificação Vara da Infância e Juventude + reali- zação do boletim de ocorrência pelo membro do conselho tutelar = ata a depender do veredito do juiz da Vara da Infância e Juventude. Mal estado geral, sequelas de violência crônica e grave, agressor com transtorno do com- portamento / pedófilo / sociopata / psicopata, agressão que precisa de tratamento hospi- talar, família conivente ou agressora. 95 PEDIATRIA prac ticus Criptorquidia INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde Local de atuação • Consultórios para atendimento • Sala de vacinas • Sala de medicação • Farmácia Descrição do caso Você é o médico unidade básica de saúde e atende paciente do sexo masculino, 6 me- ses acompanhado da mãe. A família se mudou recentemente para o território da sua unidade básica de saúde e essa é a primeira consulta da criança na nova unidade. Mãe refere que não consegue perceber a presença do testículo da criança na bolsa escrotal durante o banho. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico e interprete-o 3. Cite exames complementares que julgue necessário 4. Informe para a mãe a conduta adequada 5. Esclareça dúvidas da mãe ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 96 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Bom estado geral, hidratado, eupneico, afebril, acianótico, anictérico, hi- dratado Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 38 ipm Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tem- pos, sem sopros. Pulsos cheios e simétricos. FC 128 bpm Abdome: semigloboso, ruídos hidroaéreos presentes, timpânico, normo- tensão. Sem massas ou visceromegalias. Coto umbilical gelatinoso, sem sangramento. Genitália típica masculina, meato uretral tópico e centralizado, aderên- cia balanoprepucial. Testículo direito palpável em bolsa escrotal. Tes- tículo esquerdo não palpável em bolsa escrotal ou canal inguinal. Sem sinais de hérnia inguinal. anus tóp PEDIATRIA prac ticus 97 Fala do Ator Mãe refere que desde o nascimento percebe a ausência do testículo, mas não se lembrava de comentar sobre nas consultascom pediatra anterior. Pediatra que atendia a criança não falava nada sobre a ausência do testícu- lo. • Nega cirurgias, comorbidades e malformações • Pai também apresentou demora na descida do testículo, mas não preci- sou operar • Prematuro de 33 semanas, peso de nascimento 2100g, permaneceu inter- nado por 15 dias para ganho de peso, nega outras intercorrências • Mãe nega exposição a pesticida ou estrogênio na gestação • Pergunta sobre riscos da não descida do testículo • Pergunta quanto tempo pode esperar o testículo descer antes de operar • Pergunta qual fator de risco associado a criptorquidia que a criança apre- senta PEDIATRIA prac ticus 98 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,5 1.2 Realiza anamnese direcionada: a) tempo de início da queixa b) história familiar de criptorquidia c) cirurgia prévia d) comorbidades e) anomalias urogenitais associadas Adequado: pergunta 4 ou 5 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 2,0 1.3 Pergunta sobre período perinatal: a) idade gestacional b) peso de nascimento c) exposição antenatal da mãe a pesticida d) exposição antenatal da mãe a estrogênios e) intercorrências do período Adequado: pergunta 4 ou 5 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 1,0 TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: criptorquidia a esquerda e ausência de malformação anogenital 0 1,0 TÓPICO 3 – AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 3.1 Informa que não há necessidade de exame complementar 0 1,0 TÓPICO 4 - DIAGNÓSTICO E CONDUTA 4.1 Encaminha para urologista / cirurgião pediátrico para abordagem cirúrgica 0 1,0 TOPICO 5 - DÚVIDAS PEDIATRIA prac ticus 99 5.1 Informa fatores de risco na história: a) prematuridade b) história familiar c) baixo peso ao nascer Adequado: informa os 3 Parcialmente adequado: informa 2 Inadequado: informa 1 ou nenhum 0 1,0 5.2 Informa sobre risco aumentado de câncer testicular e subfertilidade 0 1,0 5.3 Informa sobre necessidade de aguardar 6-12 meses para descida espontânea antes da abordagem cirúrgica 0 1,0 5.4 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 100 PEDIATRIA prac ticus RESUMO ( CRIPTORQUIDIA) Criptorquidismo significa a ausência de um ou dos dois testículos dentro da bolsa es- crotal. O mais frequente é o criptorquidismo unilateral (75 a 90% dos casos). O tipo bilateral (quando ambos os testículos estão fora da bolsa escrotal), ocorre mais raramente (10 a 25% dos casos). Causas: Fatores anatômicos (ex: ausência de musculatura abdominal), por deficiência hormo- nal, ou por fatores genéticos. Tem relação com câncer? Aproximadamente 10% dos cânceres testiculares são associados ao criptorquidismo. O risco de câncer testicular nesses pacientes é 5 a 20 vezes maior que na população em geral. Tem relação com infertilidade? A infertilidade tem sido observada em 30 a 50% dos pacientes com criptorquidismo unilateral e em até 75 % dos casos de criptorquidismo bilateral. O tratamento precoce pode potencialmente impedir ou retardar a evolução da lesão dos testículos. Fatores de risco: Predisposição genética (história de criptorquidismo), exposição materna a substâncias (p.ex. pesticidas), idade materna avançada, obesidade ou diabetes materno, apresen- tação pélvica na gestação, prematuridade ou baixo peso ao nascimento, síndromes genéticas, paralisia cerebral e doenças hormonais. Tratamento: Pode resolver espontaneamente, A incidência cai de 3,4% ao nascimento para 0,8% com 12 meses de vida e se mantém em 0,8 % entre 1 ano e a vida adulta. Portanto, se os testículos não estiverem dentro da bolsa escrotal na idade de 1 ano, é imprescindí- vel uma consulta médica. A incidência cai de 3,4% ao nascimento para 0,8% com 12 meses de vida e se mantém em 0,8 % entre 1 ano e a vida adulta. Portanto, se os testí- culos não estiverem dentro da bolsa escrotal na idade de 1 ano, é imprescindível uma consulta médica. 101 PEDIATRIA prac ticus Coqueluche INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Lactente 2 meses, é atendido com relato de tosse que vem durando há cerca de 15 dias. Apresentou episódio de apneia na manhã do atendimento. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Faça anamnese direcionada para o caso 2. Solicite o exame físico e interprete-o 3. Cite exames complementares que julgue necessário 4. Informe para a mãe a conduta adequada 5. Esclareça dúvidas da mãe ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 102 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Ausculta pulmonar: MUVA, roncos de transmissão. FR 48 irpm Afebril no momento Petéquias na face Sem outras alterações no restante Do exame físico PEDIATRIA prac ticus 103 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAMES LABORATORIAIS Cliente: Mariana Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 2 meses Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 12,0 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 47 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 18.830 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................: 70 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................:0,5 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L URINA TIPO 1 DENSIDADE.............................: .........1.015mm 1.005 a 1.040 PH............................................: 6,5 4,5 a 8,5 LEUCÓCITOS............................: 2 – 4 / campo 0 a 5 / campo HEMÁCIAS...............................: 0 0 a 2 / campo PROTEÍNA................................: indetectável INDETECTÁVEL NITRITO....................................: NEGATIVO NEGATIVO GLICOSE...................................: NEGATIVO NEGATIVO CETONAS...................................NEGATIVO NEGATIVO Ureia .............................................53 mg/dl Creatinina...................................... 0,8 mg/dl Na ..................................................128 mEq/L K ....................................................4,5 mEq/L P.....................................................4,5 mg/d ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 104 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 105 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,5 1.2 Solicita a caderneta da criança 0 0,5 1.3 Realiza anamnese direcionada: a) tempo de início da queixa b) características da tosse c) manifestações associadas d) questiona apneia e/ou guincho e) quadros prévios antes Adequado: pergunta 4 ou 5 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 1,5 1.4 Avalia contato com casos semelhantes 0 0,5 1.5 Avalia uso de dTpa durante gestação 0 1,0 TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: Taquipneia + roncos em ausculta 0 0,5 TÓPICO 3 – AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 3.1 solicita hemograma e radiografia 0 0,5 3.2 Interpretar o leucograma com leucocitose com predomínio linfocitário 0 1,0 3.3 Interpreta Rx de tórax com infiltrado peri hilar, com aspecto que se assemelha a um coração felpudo 0 1,0 PEDIATRIA prac ticus 106 TÓPICO 4- DIAGNÓSTICO E CONDUTA 4.1Indica internação hospitalar e o tratamento com azitromicina 0 0,5 4.2Cita isolamento por cultura ou identificação por PCR de B. pertussis Para diagnóstico de coqueluche 0 1,0 TOPICO 5- DÚVIDAS 5.1Indica quimioprofilaxia com azitromicina para contactantes domiciliares 0 1,0 5.2 Realiza as medidas de notificação compulsória 0 1,0 5.4 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 107 FALAS DO ATOR Referir para o candidato que o bebe não teve febre durante o pe- ríodo. Referir que a criança permanece bem entre os acessos de tosse, mas, ao tossir, chega a vomitar e na manha de hoje, apresentou um episódio de apneia ( doutor, ela tosse, tosse, tosse e depois fica roxinha, sem ar, já chegou a apresentar vomito após a tosse também) Se o candidato perguntar de contactantes referir que o Pai da criança vem apresentado quadro de tosse há cerca de 3 semanas. Se o candidato perguntar sobre vacinação dizer a Situação vaci- nal da criança esta atualizada; a mãe não fez vacinas durante a gestação ou puerpério por decisão própria. Reside apenas com pai e mãe Duvidas da mãe: o que pode ter causado isso? Tem algum exame que possa identificar O bicho? O agente? Isso é contagioso? 108 PEDIATRIA prac ticus COQUELUCHE ( RESUMO) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Apresentam-se em três fases consecutivas. No entanto de acordo com a idade do indiví- duo os sintomas podem variar. • Fase Catarral: Duração de 2 semanas com sintomas respiratórios leves, como res- friado comum, caracterizado por coriza, lacrimejamento, tosse leve, febre baixa e mal-estar. • Fase Paroxística: Duração de 2 a 6 semanas. Geralmente é afebril ou com febre baixa e tosse mais frequente e espasmódica (5 a 10 tossidas, muitas vezes den- tro de uma única expiração). Há frequentemente vômitos pós acesso de tosse. Os episódios podem ser seguidos por sibilo inspiratório (guincho), no final de um pa- roxismo. A frequência de episódios paroxísticos varia muito, podendo chegar a 30 acessos de tosse em 24 horas. Muitas vezes se intensificam à noite interferindo no sono. É comum a perda de peso e geralmente as complicações ocorrem durante esta fase. Após 2 a 4 semanas os episódios de tosse se tornam menos frequentes e menos graves. • Fase de Convalescença: Duração de 2 a 6 semanas, por até 3 meses. Os acessos de tosse dão lugar à tosse comum. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante esta fase, podem provocar o reaparecimento transitório dos paroxismos. CONDUTA FRENTE AO CASO SUSPEITO Observar situação vacinal da criança e se necessário completar o esquema preconizado pelo PNI. Vacinação seletiva para crianças de 2 meses a 6 anos completos com a Vacina Pentavalente ou DTP. Instituir o tratamento dos casos suspeitos e desencadear as medi- das de controle e investigação. Instituir quimioprolaxia para os comunicantes. Identicar e coletar (swab) de comunicante e acrescentar no campo 35 (contato) na FIE-SINAN, do caso suspeito. Orientar o isolamento respiratório durante 5 dias após início do tratamen- to com antibiótico. Assegurar vigilância da área até 42 dias após a identicação do último caso. EXAMES COMPLEMENTARES DE APOIO AO CRITÉRIO CLÍNICO - HEMOGRAMA e RX de TÓRAX Resultados do hemograma conforme a fase da doença: • Período Catarral: Leucócitos acima de 20.000 e Linfocitos acima de 10.000. • Período Paroxístico: Leucócitos 30.000, e Linfocitos de 60 a 80%. Rx de tórax: (Imagem de “coração franjado”) Tratamento e quiomioprofilaxia: 1º escolha = azitromicina 109 PEDIATRIA prac ticus PALS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Você está de plantão em um hospital e é chamado com urgência pela enfermeira com relato que chegou um lactente de 11 meses engasgado com um pedaço de carne. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PEDIATRIA prac ticus 110 Exame físico Criança em regular estado geral, corada, hidratada, anictérica, acianótica, taquidispneica com estridor inspiratório, FR 50 irpm, salivação intensa, elevação torácica deficiente, incapaz de emitir sons. PEDIATRIA prac ticus 111 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PEDIATRIA prac ticus 112 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico Ausência de pulso Criança irresponsiva PEDIATRIA prac ticus 113 IMPRESSO 4 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PEDIATRIA prac ticus 114 IMPRESSO 5 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PEDIATRIA prac ticus 115 IMPRESSO 6 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Sinais vitais Pulso presente FC: 80 BCNF AP : MVUA sem ruídos Irresponsivo PEDIATRIA prac ticus 116 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,25 1.2 Acalmou a mãe e pediu pra ela explicar rapi- damente o que aconteceu 0 0,25 1.3 Solicitou que mesma saísse para que você pudesse realizar o exame físico 0 0,25 1.4 Paramentou-se e realizou impressão inicial, solicitou o exame físico breve do paciente. Solicitou avaliação da via aérea 0 0,25 TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Interpreta exame físico: Identificou obstrução por corpo estranho 0 0,5 2.2Não fez tentativa de varredura digital às cegas em via aérea? 0 0,5 TÓPICO 3 – CONDUTA 3.1 Realizou manobra de 5 golpes nas costas e 5 compressões torácicas com técnica adequada? 0 1,5 3.2 Repetiu a manobra de desobstrução 0 0,5 3.3 Chamou ajuda com carrinho de parada, solicitou monitorização e acesso venoso? 0 0,5 TÓPICO 4- DIAGNÓSTICO E CONDUTA 4.1 Identificou ausência de responsividade da criança e ausência de respiração? 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 117 4.2 Identificou ausência de pulso? 0 0,5 4.3 Iniciou e orientou a RCP em 2 socorristas, 15:2, trocando a cada 5 ciclos ou 2 minutos? 0 1,0 4.4 Escolheu o dispositivo Bolsa-Válvula- Máscara (BVM) adequado (bolsa de lactente, máscara que cobre nariz e boca, sem cobrir os olhos do paciente) e solicitou materiais adequados paraIOT/suporte ventilatório? 0 0,5 4.5 Identificou o ritmo de AESP? 0 0,5 4.6 Indicou o uso de adrenalina a cada 3-5 minutos, com dose de 0,01 mg/kg? 0 1,0 4.7 Identificou linha reta, fez o protocoloco CAGADA, e logo após identificou assistolia 0 0,5 4.8 Retornou a RCP por mais 2 minutos e checou o ritmo 0 0,5 4.9 Identificou ritmo organizado, checou pulso , verbalizou retorno da circulação espontânea 0 0,5 4.10 Realizou a intubação orotrqueal 0 0,5 4.11 Fez os cuidados pós parada 0 0,25 4.12 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 118 FALAS DO ATOR Mãe chegar desesperada com a criança. Ficar desesperada até o candidato pedir pra sair. Falas para o examinador: No A: se ele fizer a intubação, considerar a intubação. Se questionar sobre responsivadade e pulso após as manobras de hemilich, dizer que a criança esta irresponsiva e sem pulso . Após o primeiro ciclo de RCP dizer que chegou o carrinho e desfi- brilador Se o candidato indicar intubação, terá que realizar a RCP com 100-120 compressões por minuto e ventilação a cada 6 segundos 119 PEDIATRIA prac ticus PALS ( RESUMO) PEDIATRIA prac ticus 120 • Para a fixação ideal do tudo endotraqueal: Diâmetro interno do tubo (mm)x 3 Idade da criança (anos)/2+12 • Em relação a lâmina ideal: → Para bebês entre 6-7 kg até 3 anos, usamos a lâmina 1 reta → Para crianças pequenas entre 12-14 kg usamos a lâmina 2 reta → Para crianças 19-29 kg usamos a lâmina 2 reta ou curva → Para crianças maiores de 30 kg usamos a lâmina 3 reta ou curva Sequência para Ritmos Chocáveis Aplicar 1° choque: 2J/KG Retomar a RCP por mais 2 minutos Estabelecer acesso vascular Verificar ritmo novamente PEDIATRIA prac ticus 121 Se ritmo chocável: Aplicar 2° choque 4J/Kg Se ritmo não chocável: sequência para ritmo não chocável Retomar RCP por 2 minutos Epinefrina a cada 3-5 minutos EV: 0,01 mg/kg: 0,1 ml/kg da solução 1:10.000 (1 ml adrenalina + 9 ml AD ou SF 0,9%) Considerar via aérea avançada (IOT) Se ritmo chocável novamente Aplicar nove choque : >= 4J/Kg, máximo de 10 J/kg ou carga para adulto Retomar RCP POR 2 MINUTOS Amiodarona (5 mg/kg; em FV/TV refratária adrenalina. Pode ser repetida 2x) ou Lidocaí- na (ataque 1 mg/kg; manutenção 20-50 mcg/kg/min → repetir em bolus se manutenção for iniciada após 15 minutos da primeira dose 122 PEDIATRIA prac ticus Doença Celíaca INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em unidade básica de saúde Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames não estão disponíveis nesse local, se necessário deverá encaminhar ou agendar exames. Descrição do caso Menina 8 anos vem trazida ao centro de saúde com queixa de diarreia.. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Realize o atendimento do paciente e anamnese direcionada 2. Realize o exame físico e verbalize seus achados se julgar necessário 3. Solicite exames se julgar necessário 4. Realize o diagnóstico e dê a conduta ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 123 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Ectoscopia: Hipocorada, hidratada, acianótica. pequena para a idade, pescoço achatado (alado) Emagrecida, com lesões em pele. Oroscopia: presença de lesões em região de mucosa. Abdome: plano, RHA+ , distendido, doloroso a palpação profunda difusamente. PEDIATRIA prac ticus 124 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PEDIATRIA prac ticus 125 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Cliente:Julia Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 8 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 9,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 35 % 35,0 a 45,0 % VCM.......................................70 HCM.......................................30 SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 8,500 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................:22 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 0 % BASÓFILOS....................:0% SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L Ureia .............................................53 mg/dl Creatinina...................................... 0,8 mg/dl Na ..................................................128 mEq/L K ....................................................5,8 mEq/L P..................................................... 4,5 mg/d ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 126 IMPRESSO 4 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Cliente:Julia Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 8 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando Anticorpo antitransglutaminase tecidual IGA Resultado: reagente Dosagem de IgA total Resultado: reagente Antiendomísio Resultado: reagente PEDIATRIA prac ticus 127 IMPRESSO 5 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria ENDOSCÓPIA DIGESTIVA ALTA COM BIÓPSIA DE INTES- TINO DELGADO LAUDO: mucosa plana, com criptas alongadas e aumento de mitoses, epitélio superficial cuboide, com vacuoliza- ções, borda estriada borrada, aumento do número de lin- fócitos intraepiteliais e lâmina própria com denso infiltra- do de linfócitos e plasmócitos. PEDIATRIA prac ticus 128 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 1 – PREPARAÇÃO 1.1 Apresenta-se e cumprimenta a mãe 0 0,25 1.2 Solicita a caderneta da criança 0 0,25 1.3 avalia data do inicio dos sintomas 0 0,25 1.4 Avalia características da diarreia (frequên- cia, volume, presença de sangue, muco e pus, restos alimentares, si- nais de esteatorreia) Adequado: questiona 6 itens Parcialmente: questiona apenas 3 itens Inadequado: questiona 1 ou 2 itens 0 1,0 1.5 Avalia sintomas associados (lesões orais, flatulência, lesões de pele, distensão abdominal, náuseas ou vômitos , febre) Adequado: questiona 5 itens Parcialmente : questiona 3 itens Inadequado : só questiona 1 ou 2 itens 0 1,0 1.6 Questiona sobre hábitos alimentares da criança 0 0,25 1.7 Questiona comorbidades e uso de medica- ções 0 0,5 1.8 Questiona alergias 0 0,5 TÓPICO 2- EXAME FÍSICO 2.1 Menciona necessidade de realizar o exame físico e Solicita avaliar as lesões orais e de pele 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 129 2.2 Identifica lesão oral compatível com estomatite aftosa 0 0,5 2.3 Identifica lesão de pele semelhante a dermatite hepertiforme 0 0,5 TÓPICO 3 – AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR 3.1 Solicita laboratório : hemograma e identifica anemia 0 0,5 3.2 Solicita anticorpo antitransglutaminase tecidual IgA e dosagemde IgA total ou antiendomísio 0 0,5 3.3 solicita endoscopia digestiva alta com biópsia intestinal (obrigatória citar EDA) 0 0,5 TÓPICO 4- DIAGNÓSTICO 4.1 Da como diagnóstico pela clinica + anticorpos positivos + EDA compatível com doença celíaca 0 1,0 TOPICO 5- CONDUTA 5.1 Orienta que o tratamento é a base da retirada de glúten da dieta 0 0,5 5.2 Cita restrição ao consumo de trigo, centeio e cevada 0 0,5 5.3 Explica para a mãe que a provável causa da baixa estatura é o diagnóstico de síndrome de Turner 0 0,5 5.4 Indica a realização de cariótipo para confirmação do diagnóstico de Turner 0 0,5 5.5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 130 FALAS DO ATOR Diarreia há 4 meses, com fezes volumosas, fétidas, que flu- tuam, sem sangue, muco ou pus. Apresenta lesões orais, flatulência, lesões de pele, disten- são abdominal. Criança alimenta se bem, de todo, mas piora a diarreia quando come pão, comida que contem glútea. Não trouxe a caderneta mas as vacinas estão em dia 131 PEDIATRIA prac ticus DOENÇA CELÍACA ( RESUMO) Definição: Doença celíaca é uma enteropatia crônica do intestino delgado, de caráter autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Quadro clínico: • Diarreia frequente; • Esteatorreia; • Distensão abdominal; • Flatulência; • Déficit somático; • Perda de peso • Dermatite herpetiforme • Estomatite aftosa Teste de diagnóstico Tratamento O único tratamento disponível até o momento para DC é uma dieta rigorosamente isenta de glúten. Essa exclusão deverá ser definitiva. Na maioria dos pacientes, a isen- ção do glúten é suficiente para melhora dos sintomas e prevenção das complicações da DC. Poderá ser necessária a exclusão inicial de lactose, em razão de intolerância tem- porária desse carboidrato até o restabelecimento da mucosa intestinal. 132 PEDIATRIA prac ticus Aferição de PA INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Paciente de 6 anos com edema palpebral vem ao serviço para avaliação da pressão ar- terial. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 133 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PA 120x75 mmHg, estatura percentil 50. PEDIATRIA prac ticus 134 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO Apresenta-se e cumprimenta a mãe e a criança 0 0,5 Mensura extensão do braço a partir do acrômio até olécrano 0 1,0 Utiliza o manguito apropriado para o tamanho 0 1,0 Realiza palpação do pulso radial 0 1,0 Coloca manguito adequadamente 0 1,0 Identifica a artéria braquial e posiciona o estetoscópio corretamente 0 1,0 Recorre aos gráficos de percentil de PA e estatura 0 1,0 Classifica corretamente a pressão arterial 0 1,0 Esclarece aos responsáveis os achados clínicos 0 0,5 Indica exames adequados para investigação 0 1,0 Planeja reavaliação futura 0 0,5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 135 PEDIATRIA prac ticus RESUMO DE COMO AFERIR ADEQUADAMENTE A PA 1ºPASSO: medir a circunferência do braço. Para isso, o você deverá medir a distância en- tre dois pontos: olécrano e acrômio e determinar o ponto médio dessa distância. 2º PASSO: No ponto médio, identificar qual é a medida da circunferência do braço. A partir dessa medida, é selecionado o tamanho do manguito. O tamanho ideal é aquele que cobre 40% da largura e 80 a 100% do comprimento.... 3º PASSO: você deverá colocá-lo no braço da criança, posicionando o meio da parte compressiva sobre a artéria radial, em uma distância de 2 a 3 cm da fossa cubital. Posterior a colocação do manguito você deverá palpar o pulso radial e estimar o nível de pressão arterial sistólica PAS. Em seguida, a campânula do estetoscópio deve ser po- sicionada sobre a artéria braquial na fossa cubital, e insuflar até 20 a 30mmHg acima do nível de PAS estimado. Desinsuflar o manguito com velocidade de 2mmHg/ por segundo. A pressão arterial sis- tólica é determinada pela identificação do primeiro som (fase I de Korotkoff) e pressão arterial diastólica pela medida em que os sons desaparecem (Fase V de Korotkoff). 136 PEDIATRIA prac ticus COMO INTERPRETAR A MEDIDA DA PRESSÃO NOS GRÁFICOS 1º PASSO: deve-se considerar a idade da criança e avaliar a sua estatura. Posteriormen- te, sinaliza-se na tabela a estatura mais próxima com a da criança, de acordo com a ida- de. 2º PASSO: identificar na coluna abaixo da estatura a pressão sistólica e a diastólica mais próximas a verificada na criança.... 3º A classificação final, considera-se o maior percentil,... EXEMPLO: Menino de 1 ano, 78,3cm de estatudo, PA: 102 x 52 1º passo 2º passo 137 PEDIATRIA prac ticus 138 PEDIATRIA prac ticus Anafilaxia INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Menino de 2 anos levado à emergência após aparecimento de lesões em pele e choro intenso. Nega febre e vômitos ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 139 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria PA :100X70 FC: 130 SAT O2: 89% FR: 22 AP: MVUA COM SIBILOS DIFUSOS EXTREMIDADES: TEC <3SEG COM URTICÁRIA DIFUSA GLASGOW 14 PEDIATRIA prac ticus 140 FALAS DO ATOR Mãe chega a emergência desesperada, com criança no colo dizendo que estavam no parque brincando com seu filho quando o mesmo começou a apresentar prurido in- tenso e falta de ar. Se o candidato questionar: Dizer que lá tinha muitos insetos e ela viu abelhas Dizer que ele tem alergias a picada de insetos Dizer que não é alérgico a medicamentos e não tem co- morbidades. PEDIATRIA prac ticus 141 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE Apresenta-se e cumprimenta a mãe e a criança 0 0,5 Investigou a ventilação do paciente 0 0,5 Investigou a circulação do paciente 0 0,5 Investigou nível de consciência do paciente 0 0,5 Analisou exposição do paciente 0 0,5 Realizou medidas para prevenção de morte por colapso hemodinâmico (posição com elevação de membros inferiores) 0 1,0 Solicitou adrenalina na dose correta (0,01mg/kg) 0 1,0 Administrou adrenalina no local correto (intramuscular, na região anterolateral da coxa) 0 1,0 Solicitou cristalóide (10-20 ml/kg) para expansão volêmica 0 1,0 Orientou necessidade de repetir adrenalina caso não houvesse efeito em 5-15 min 0 1,0 Indicou necessidade de internação para observação por pelo menos 6 horas 0 0,5 Aponta necessidade de afastar alérgenos 0 0,5 Esclarece possibilidade do uso de canetade adrenalina para eventuais recorrências 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 142 Pediu encaminhamento para especialista/ imunologista 0 0,5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 143 PEDIATRIA prac ticus ANAFILAXIA (RESUMO) Definição: Reação de hipersensibilidade imediata (tipo I de Gel & Coombs) desenca- deada pela exposição de indivíduos previamente sensibilizados a um alérgeno e media- da pelas imunoglobulinas E (IgE), com rápida liberação de mediadores de basófilos e mastócitos e células inflamatórias. Causas: alimentos, insetos, medicamentos, exercícios, imunoterapia, látex, contraste. Quadro clínico: Apresenta-se com manifestações isoladas ou em combinação com di- versos sistemas, normalmente iniciando-se 15 minutos após a exposição. Sintomas podem incluir: • Pele: eritema, prurido, urticária e angioedema; • Gastrointestinal: náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal; • Cardiovascular: síncope, tontura, taquicardia, hipotensão e choque; • Vias aéreas: estridor, disfonia, rouquidão ou dificuldade de falar, dispneia, tos- se, rinorreia, espirros, edema de glote e broncoespasmo; • Outros: convulsões e morte súbita. Tratamento: A definição terapêutica varia de acordo com o grau de gravidade. Em to- dos os casos, a administração de epinefrina deve ser realizada imediatamente após o diagnóstico. Se presença de estridor, parada respiratória, edema de língua e orofaringe ou alterações vocais, realizar entubação. Parada cardiorrespiratória (PCR): Seguir as recomendações do ACLS. Atenção especial à via aérea alta, já que o edema de glote pode ocorrer. Pode ser necessário uma cricoti- reoidostomia. Adrenalina: principal via de administração com absorção mais rápida é a IM na coxa lateral, podendo ser administrada por SC. • Concentração: 1:1.000; • Adultos: 0,3 a 0,5 mL (0,3 a 0,5 mg); • Crianças: 0,01 mL/kg (0,01 mg/kg). 144 PEDIATRIA prac ticus Anemia Falciforme INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Paciente masculino de 10 anos levado ao consultório pelos pais por conta de tosse e co- riza há 4 dias, sendo que hoje iniciou dor intensa em MID. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 145 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Exame físico: REG, descorado +/4+, afebril, FC: 130, FR: 30, PA: 100x70. Limitação da mobilização ativa ou passiva do joelho e quadril. Sem outras altera- ções PEDIATRIA prac ticus 146 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – PREPARAÇÃO 1. Apresenta-se e cumprimenta a mãe e a criança 0 0,5 2. Investigou idas ao pronto socorro 0 0,5 3. Investigou frequência e intensidade dos sintomas 0 1,0 4. Investigou medicações em uso 0 0,5 5. Apontou crise vaso-oclusiva/ crise álgica como diagnostico 0 1,0 6. Indicou necessidade de PCR, hemograma e hemocultura 0 0,5 7. Indicou necessidade de tipagem sanguínea 0 1,0 8. Indicou necessidade de exame de urina tipo I, creatinina e ureia 0 0,5 9. Indicou necessidade de radiografia de tórax 0 0,5 10. Solicitou internação 0 1,0 11. Prescreveu analgesia correta (opioide + analgésico comum fora do horário) 0 1,0 12. Prescreveu hidratação intravenosa 0 1,0 13. Esclarece dúvidas 0 0,5 14. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 147 FALAS DO ATOR Dizer: Paciente portador de doença falciforme, faz uso de hidroxiureia desde muito novo Dor iniciou no joelho e irradia para o quadril, piora com movimento e tem pouca me- lhora com dipirona. Nega febre e outros sintomas. Mãe relata que há última crise de dor foi há 6 meses e que na ocasião apresentou mão inchada. Exame físico: REG, descorado +/4+, afebril, FC: 130, FR: 30, PA: 100x70. Limitação da mobilização ativa ou passiva do joelho e quadril. Sem outras alterações. 148 PEDIATRIA prac ticus ANEMIA FALCIFORME (RESUMO) Definição: Doença falciforme representa um grupo de condições genéticas que cur- sam com anemia hemolítica, sendo caracterizadas pela presença de uma hemoglobi- na variante (hemoglobina S) resultante de mutação no gene da cadeia de globina beta. A anemia falciforme é a desordem autossômica recessiva, na qual a mutação é homozi- gótica (hemoglobinopatia SS. Fisiopatologia. Clinica: A principal consequência é a dor. Os pacientes podem ter episódios intermi- 149 PEDIATRIA prac ticus tentes de dor aguda, a qual pode cronificar com grande impacto negativo na qualidade de vida. Os sítios de dor são variáveis (ex.: Costas, peito, extremidades, abdome). Infartos esplênicos resultam em asplenia funcional nos primeiros anos de vida, aumentando o risco de infecção por germes encapsulados. O fígado também pode sofrer infartos, com consequente disfunção hepática progressiva. Marcadores de gravidade: • Crise aplásica por infecção pelo parvovírus B19; • Sequestro esplênico; • Isquemia ou infarto causados por obstrução da microvasculatura (crise vaso- -oclusiva) - ex.: Acidente vascular encefálico, síndrome torácica aguda, infarto agudo do miocárdio, complicações obstétricas, priapismo, infarto ósseo. Tratamento: Hidratação, analgesia escalonada, transfusão. 1. Ácido fólico (5 mg/cp) 5 mg VO de 24/24 horas. 2. Hidroxiureia (500 mg/cp) 15-20 mg/kg VO de 24/24 horas (dose máxima: 35 mg/kg/ dia) em uso contínuo. 3. Quelante de ferro: Escolha uma das opções: • Deferasirox (500 mg/cp) 20-30 mg/kg VO de 24/24 horas; • Deferiprona (500 mg/cp) 25 mg/kg VO de 8/8 horas. 150 PEDIATRIA prac ticus Celulite Orbitária INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Menino de 9 anos com febre há 5 dias e edema palpebral há 2, acompanhada de ver- melhidão e secreção no olho direito. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 151 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Dor a movimentação ocular, secreção amarelada, olho inchado e vermelho, mas nega fotofobia. PEDIATRIA prac ticus 152 FALAS DO ATOR Dizer que o Quadro ocular iniciou há dois dias após uso de amoxicilina para a febre. Estava com odinofagia leve, coriza esverdeada e dor em face há 7 dias onde foi levada ao medico e foi iniciado então o uso de ATB . Hoje começou com o olho inchado, vermelho e com saída de secreção purulenta. Nega alergias ou comorbidades. PEDIATRIA prac ticus 153 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TÓPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-see cumprimenta a mãe e a crian- ça 0 0,5 2. Investigou início dos sintomas 0 0,5 3. Investigou outros sintomas associados 0 0,5 4. Investigou características da febre 0 0,5 5. Investigou alteração da mobilidade ocular, incluindo dor 0 0,5 6. Investigou secreção 0 0,5 7. Investigou edema de conjuntiva 0 0,5 8. Investigou fotofobia 0 0,5 9. Investigou proptose 0 0,5 10. Investigou medicamentos em uso 0 0,5 11. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 12. Apontou celulite orbitária como diagnóstico 0 1,0 13. Apontou sinusite como provável responsável por essa complicação 0 1,0 14. Solicitou internação hospitalar 0 0,5 15. Prescreveu antibiótico terapia EV com espectro correto 0 1,0 16. Prescreveu analgesia e antitérmico 0 0,5 17. Esclarece dúvidas 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 154 18. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 155 PEDIATRIA prac ticus CELULITE ORBITÁRIA (RESUMO) Definição: A celulite pré-septal é uma infecção do tecido subcutâneo anterior ao sep- to orbitário. A celulite orbitária (pós-septal) é uma infecção grave que atinge o tecido posterior ao septo orbitário. Na maioria das vezes, acontece por extensão direta de uma infecção do seio paranasal (em especial, etmoidite), infecção focal da órbita (ex.: Dacrio- cistite) ou infecção dentária. Staphylococcus aureus e Streptococcus são os microrga- nismos mais comuns. Clinica: Celulite pré-septal: Dor, vermelhidão, edema palpebral. Pode ter febre baixa. Celulite pós-septal: Olho vermelho, dor, visão borrada, visão dupla, edema palpebral, congestão nasal, cefaleia, “pressão sinusal”, dor de dente, dor ou hipoestesia infra ou su- praorbital. Tratamento: • Compressas quentes na área inflamada 3x/dia ou conforme a necessidade; • Recomendar descongestionantes nasais 2x/dia, se houver sinusite; • Realizar exploração e debridamento se houver abscesso presente ou se hou- ver corpo estranho retido; • Os pacientes com celulite orbitária devem ser hospitalizados; • Antibioticoterapia endovenosa 156 PEDIATRIA prac ticus Cetoacidose Diabética INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Paciente de 11 anos levada ao OS por redução do nível de consciência há quase uma hora. Possui diagnóstico de DM tipo I desde os 7 anos, apresentava vômitos e diarreia desde o dia anterior. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3- realizar o procedimento que julgar necessário 4-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 157 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FISICO REG, FC 135bpm, FR 30ipm, PA 80x60 mmHg, ECG 13 AP: MVUA SEM RUIDOS ABDOME: PLANO, RHA+, DOLOROSO A PALPAÇÃO PROFUNDA DIFUSAMENTE PEDIATRIA prac ticus 158 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Cliente:Julia Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 11 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 13,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 39 % 35,0 a 45,0 % VCM.......................................70 HCM.......................................30 SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 12,500 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................:22 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 0 % BASÓFILOS....................:0% SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L Ureia .............................................53 mg/dl Creatinina...................................... 0,8 mg/dl Na ..................................................136 mEq/L K ....................................................5,8 mEq/L P..................................................... 4,5 mg/d Glicemia capilar: 430mg/dl Gasometria: Ph: 7,2 / PO2: 100 / PCO2: 24mmhg/ HCO3: 12 mEq/l / Urina tipo I Presença de corpos cetonicos ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 159 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta a mãe e a criança 0 0,5 2. Investigou início dos sintomas 0,5 3. Investigou outros sintomas associados 0 0,5 4. Pediu averiguação da glicemia 0 0,5 5. Pediu análise de urina com pesquisa para corpos cetônicos 0 0,5 6. Pediu gasometria arterial 0 0,5 7. Adequadamente prepara o material do procedimento/ gasometria 0 0,5 8. Pediu seringa heparinizada 0 0,5 9. Realiza teste de Allen corretamente 0 0,5 10. Punciona com a agulha corretamente posicionada 0 0,5 11. Aponta cetoacidose diabética como diagnóstico 0 1,0 12. Realiza administração de solução fisiológica 0 1,0 PEDIATRIA prac ticus 160 13. Indica necessidade de dosagem sérica de potássio 0 1,0 14. Solicita insulina corretamente (infusão contínua após primeira hora; 0,05-0,1 U/kg/h) 0 0,5 15. Pede nova aferição da glicemia 0 1,0 17. Esclarece dúvidas 0 0,5 18. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 161 FLUXOGRAMA DO MANEJO DE CETOACIDOSE DIABETICA Medicina intensiva da USP 4ª edição 162 PEDIATRIA prac ticus Crupe INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Menina de 9 anos com tosse e rouquidão levada pela mãe ao PS. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 163 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO REG, acianótica, agitado, Oroscopia : hiperemia de orofaríngea AP: MVUA com roncos e estridor em repouso, tiragem intercostal moderada , timpanismo durante percussão torácica, FR 27 ipm, FC 90 bpm. PEDIATRIA prac ticus 164 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Dirija-se até a câmara e verbalize osachados da imagem. PEDIATRIA prac ticus 165 Falas do ator Acompanhante dizer que a criança há 2 dias atrás estava com sintomas de resfriado co- mum, coriza clara, febre baixa, e tosse leve, mas que hoje começou com uma tosse mais forte, estranha, tipo “ ladrante, metálica” (dizer caso o candidato pergunte o tipo de tos- se”) e que começou a sentir falta de ar e a febre intensifico. Nega alergias, nega comorbidades. Vacinação em dia. PEDIATRIA prac ticus 166 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta a mãe e a criança 0 0,5 2. Investigou início dos sintomas 0 0,5 3. Investigou início, duração, produtividade e fatores de alívio da tosse 0 0,5 4. Investiga características da febre 0 0,5 5. Investigou comorbidades associadas 0 0,5 6. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 7. Interpretou o exame físico corretamente, com taquipneia e sinais de gravidade. 0 0,5 8. Solicitou rx de tórax e identificou a sinal da torre da igreja 0 0,5 9. Apontou crupe/laringite viral como diagnóstico 0 1,0 10. Classifica corretamente o grau de gravidade do quadro como moderado 0 1,0 11. Prescreve corticoide oral 0 1,0 12. Prescreve nebulização com adrenalina (1:1.000) 0 1,0 13. Indica necessidade de observação hospitalar 0 0,5 14. Orienta que é um quadro viral e não necessita de antibiótico 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 167 15. Esclarece dúvidas 0 0,5 16. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 168 PEDIATRIA prac ticus CRUPE VIRAL ( RESUMO) Definição: Grupo de doenças respiratórias que cursam com rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório. A etiologia é variável (vírus e bactérias), sendo os vírus os principais agentes causadores da doença. Sinais e sintomas iniciais: Os sintomas iniciais assemelham-se aos de um resfriado co- mum, com tosse leve, rinorreia clara, faringite e febre baixa. Dentro de 12-48 horas, os sin- tomas se intensificam e tornam-se característicos: tosse ladrante ou metálica, estridor, febre (geralmente mais elevada) e, nos casos mais graves, sinais de desconforto respira- tório. Dica para diferenciar traqueíte bacteriana da viral: Quando não há resposta ao trata- mento inicial com corticosteroides e adrenalina inalatória. O diagnóstico é clí nico, havendo pouca necessidade de exames complementares. Ra- diografia e hemograma não são rotineiramente indicados, mas um leucograma com contagem elevada de neutrófilos jovens poderá sugerir infecção bacteriana secundária. Radiografia cervical: Pode demonstrar típico estreitamento subglótico do crupe em in- cidência posteroanterior (sinal da ponta de lápis ou torre de igreja). ESCORE DE GRAVIDADE DE CRUPE Ø MODERADA : 7- 8 Ø GRADE > 8 TRATAMENTO • Corticoide • Adrenalina inalatória nos casos graves. 169 PEDIATRIA prac ticus Depressão no Adolescente INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico Descrição do caso Adolescente de 16 anos comparece em UBS desacompanhado com queixa de desani- mo ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 170 FALAS DO ATOR Paciente queixa-se de desanimo, reclama de ser muito magro e relata dificuldades escolares. Incômodos começaram há 5 meses quando chegou na cidade. Nega falar sobre isso com os pais. Comenta falta de prazer, choro fácil e insônia. Co- menta ainda ter perdido peso recente e por isso não quer sair de casa. Quando investigado ele fala sobre ideações suicidas, mas sem um plano para isso. Paciente não apresenta sintomas psicóticos nem uso de drogas. Nega violência do- méstica e abusos. Paciente expressa que não quer que o médico conte para os pais. PEDIATRIA prac ticus 171 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,25 2 Investigou início dos sintomas 0 0,5 3.Investigou anedonia 0 0,5 4.Investigou humor basal 0 0,5 5. Investigou alterações do padrão de sono 0 0,5 6. Investigou alterações do padrão de sono 0 0,5 7. Investigou opiniões sobre si próprio 0 0,5 8. Investigou déficits de memória/atenção 0 0,5 9. Investigou ideação suicida/ ideias de morte 0 0,5 10. Investigou sinais de episódio maníaco 0 0,5 11. Investigou história de ouvir vozes e outros sintomas psicóticos 0 0,5 12. Investigou uso de drogas 0 0,5 13. Investigou medicações em uso 0 0,5 14. Investigou círculo social para determinar redes de apoio 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 172 15. Esclareceu confidencialidade do assunto com o paciente 0 0,25 16. Classificou corretamente a gravidade 0 0,5 17. Apontou depressão com diagnóstico 0 0,5 18. Ofereceu auxílio para esclarecer situação com os responsáveis do paciente 0 0,25 19. Conduziu a consulta empaticamente 0 0,25 20.Indicou acompanhamento psicológico 0 0,5 21. Orientou quanto a multidisciplinaridade do tratamento 0 0,25 22. Indicou tratamento medicamentoso com antidepressivo 0 0,5 23. Planejou nova consulta 0 0,25 24. Realiza a sequência das tare- fas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 173 PEDIATRIA prac ticus Doença de Kawasaki INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário de pediatria. Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Paciente de 15 meses levado para a emergência devido a febre, manchas vermelhas pelo corpo e lábio rachado. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 174 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico: T 39,5°C, língua em framboesa e ressecamento de mucosa, hiperemia conjuntival, man- chas vermelhas por todo o corpo e predomínio na região inguinal, linfonodos cervicais de 2 cm nas cadeias cervicais sem supuração. PEDIATRIA prac ticus 175 FALAS DO ATOR Quadro iniciado há uma semana, sendo que no terceiro recebeu penicilina em outro hospital. Nega casos semelhantes na família. Refere coriza e febre, e que as mãos estão mais edemaciadas. Nega alergias a medicamentos Nega comorbidades. Pre natal sem intercorrências Vacinação em dia. PEDIATRIA prac ticus 176 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,25 2. Investigou início dos sintomas 0 0,5 3.Investigou duração da febre 0 0,5 4.Investigou sintomas associados 0 0,5 5.Investigou história epidemiológica, incluindo contato com casos semelhantes 0 0,5 6. Investigou medicações em uso 0 0,5 7. Solicitou avaliação dos olhos 0 0,5 8. Solicitou avaliação da cavidade oral 0 0,5 9. Solicitou avaliação de gânglios 0 0,5 10. Fez avaliação da pele 0 0,5 11. Fez avaliação de extremidades 0 0,5 12. Apontou doença de Kawasaki como diagnóstico 0 1,0 13. Solicitouinternação hospitalar 0 0,5 14. Prescreveu realização de ECG + ECO 0 0,5 15. Prescreveu imunoglobulina intravenosa em dose apropriada 0 0,75 16. Prescreveu AAS em dose apropriada (80- 100mg/kg/d 0 0,75 PEDIATRIA prac ticus 177 17.Esclareceu aos responsáveis os principais riscos e complicações 0 0,5 18.Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 178 PEDIATRIA prac ticus DOENÇA DE KAWASAKI (RESUMO) Definição: Uma das vasculites mais comuns da infância, que afeta principalmente as artérias de médio calibre, com predileção pelas coronárias. Sua etiologia é ainda desco- nhecida, mas sugere-se relação com gatilho infeccioso. Pensa-se, então, que a doença é causada por um agente infeccioso desconhecido em uma criança com predisposição genética para o quadro Apresentação clínica Geralmente, há febre alta (até 40°C), remitente e que não responde aos antibióticos; dura de 1-2 semanas sem tratamento, mas pode persistir por 3-4 semanas. A febre pro- longada é um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença coronariana. • Congestão conjuntival bulbar bilateral sem exsudato; • Eritema da mucosa oral e faríngea com língua em framboesa e lábios secos e fissurados sem ulceração; • Eritema e edema das mãos e dos pés; • Várias formas de eritema (maculopapular, polimorfo ou escalatiniforme) mais acentuado na área da virilha; • Linfadenopatia cervical não supurativa, geralmente unilateral, com linfonodos de ≥ 1,5 cm de diâmetro. A descamação perineal é comum na fase aguda. Por sua vez, a descamação periun- gueal dos dedos das mãos e dos pés começa 1-3 semanas após o início da doença, po- dendo progredir e envolver toda a mão e o pé. 179 PEDIATRIA prac ticus Figura 2. Manifestações clínicas. Créditos: Dong Soo Kim/Wikimedia commons (foto retirada do pubmed) Critérios de diagnóstico São necessários cinco dos seis critérios, sendo que a febre é um critério obrigatório. Doença de Kawasaki típica: Apresenta febre por, pelo menos, cinco dias e ao menos quatro destas outras cinco características clínicas da doença: • Hiperemia conjuntival bilateral sem exsudato; • Alterações nos lábios e cavidade oral (eritema labial e/ou fissura labial e/ou eri- tema difuso em orofaringe e/ou língua em framboesa); • Linfadenopatia cervical com diâmetro superior a 1,5 cm; • Alteração de extremidades (edema de mãos e pés e/ou eritema palmoplantar e/ou descamação periungueal); • Exantema polimorfo. Tratamento Fase aguda: Imunoglobulina humana (IVIG) 2 g/kg durante 8-12 horas + Ácido acetilsa- licílico (AAS) 30-50 mg/kg/dia (podendo chegar a valores até 80-100 mg/kg/dia) VO de 6/6 horas (dose anti-inflamatória). A IVIG deve ser administrada preferencialmente nos primeiros 7-10 dias da doença, a fim de diminuir a prevalência de anormalidades das ar- térias coronárias e para abreviar a duração dos sintomas clínicos. Atenção! Lembrar-se de que esses pacientes apresentam doença mais grave com maior chance de formação de aneurismas coronários. Sempre solicitar o ECO. 180 PEDIATRIA prac ticus Escabiose INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico Descrição do caso Paciente de 10 meses vai a consulta com queixa de lesões na pele há vários dias, asso- ciado a irritação. ATENÇÃO: O PACIENTE E O PAI SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 181 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO MUCOSAS HIDRATADAS, NORMOCORADAS, ANICTÉRICAS AP: MVUA SEM RUIDOS ADVENTÍCIOS AC: BCNF REGULAR 2T SEM SOPRO OROSCOPIA SEM ALTERAÇÃO NEUROLÓGICO: SEM ALTERAÇÃO PEDIATRIA prac ticus 182 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO ECTOSCOPIA PEDIATRIA prac ticus 183 FALAS DO ATOR Dizer que as Lesões apareceram há 6 dias, com prurido e irritação. Negar febre, negar qualquer outros sintomas. Boa aceitação da dieta. Vacinação em dia. não há outros sintomas notados. Pai apresenta-se com prurido axilar e genital. PEDIATRIA prac ticus 184 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou início dos sintomas 0 0,75 3. Investigou inicio das lesões 0 0,5 4. Investigou outros sinais e sintomas associados 0 0,5 5. Investigou epidemiológica, incluindo contato com casos semelhantes 0 0,75 6. Interrogou acerca de contatos em casa 0 0,5 7. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 8. Descreveu corretamente as lesões apresentadas (pápulas hiperemiadas e tunelização) 0 1,0 9. Solicitou avaliação das mãos e pés 0 0,5 10. Apontou escabiose como diagnóstico 0 1,5 11. Prescreve tratamento correto (permetrina) 0 1,5 12. Esclarece necessidade investigar e tratar demais membros da família 0 1,0 13. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 185 PEDIATRIA prac ticus ESCABIOSE (RESUMO) Definição: Dermatose causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis. Quadro clínico: O prurido pode anteceder as lesões e, geralmente, se acentua mais a noite e após banhos quentes. As lesões são caracterizadas por pápulas eritematosas com crostí culas e escoriações, predominando nas áreas flexoras, periumbilical, interdi- gitais e no punho, mas pode acometer todo o corpo. Sarna crostosa (ou sarna norue- guesa): Quadro extenso, caracterizado por lesões crostosas e ceratósicas, compostas por até milhares de parasitas na superfície cutânea. Em geral, o quadro é relacionado à imunossupressão. Diagnóstico: A história epidemiológica e as características das lesões são suficientes para o diagnóstico clínico. Pode ser realizado o raspado cutâneo das lesões para análise em microscopia óptica: podemos encontrar parasitas, ovos e dejetos fecais. Tratamento Tratar contactantes habitantes de mesmo domicí lio, mesmo se assintomáticos; Antiescabióticos (1a Linha): Associação: I. Ivermectina Repetir a dose em 7 dias. + II. Permetrina) 5% loção ou creme. Aplicar no corpo todo 186 PEDIATRIA prac ticus Febre Reumática INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Descrição do caso Paciente masculino, 8 anos, trazido pela mãe por conta de febre diária há duas sema- nas acompanhada de dor e inchaço dos tornozelos. Febre e dor são controlados com dipirona, mas há limitação nas atividades por cansaço progressivo. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 187 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Exame físico (se solicitado): CHAA, FC 115bpm, FR 27ipm, T 38°C, AC: sopro sistólico em BEE, EXTREMIDADES: edema 1+/4+ nos tornozelos com dor a manipulação e hiperemia, pre- sença de lesões cutâneas. PEDIATRIA prac ticus 188 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Imagem disponível em: https://www.portalped.com.br/especialidades-dapediatria/cardiologia/ febre-reumatica-novos-criterios-para-diagnosti- co/attachment/em-1/ PEDIATRIA prac ticus 189 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME COMPLEMENTARES ASLO : POSITIVO PEDIATRIA practicus 190 FALAS DO ATOR Dizer que a criança vem apresentando há alguns dias, com dor em tornozelo e depois em cotovelo, com inchaço. Dizer que também surgiu algumas machas pelo corpo. Referir que há um mês teve infecção de garganta tratou com antibiótico prescrito por 5 dias, quando os sintomas melhora- ram não deu mais o antibiótico. Nega alergias, nega comorbidades. PEDIATRIA prac ticus 191 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou início dos sintomas 0 0,5 3. Questionou sobre casos semelhantes anterio- res 0 0,5 4. Questionou sobre quadro de infecção orofaríngea 0 0,5 5. Questionou acerca de sinais de coreia 0 0,5 6. Fez análise do exame físico 0 0,5 7. Identificou no exame físico eritema marginado 0 0,5 8. Indicou realização de provas imunológicas (ASLO) 0 0,5 9. Indicou realização de ECG 0 0,5 10. Identificou no ECG o PR prolongado. 0 0,5 11. Indicou realização de ecocardiograma 0 0,5 12. Investigou presença dos critérios maiores para febre reumática 0 0,5 13. Investigou presença dos critérios menores para febre reumática 0 0,5 14. Apontou febre reumática como diagnóstico 0 1,0 15. Solicitou internação 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 192 16. Solicitou tratamento com penicilina benzatina 0 0,5 17. Solicitou prednisona e AAS 0 0,5 18. Organizou um modelo de acompanhamento: Aponta a necessidade de profilaxia secundária com penicilina 0 0,5 19. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 193 PEDIATRIA prac ticus FEBRE REUMÁTICA (RESUMO) DEFINIÇÃO A febre reumática é uma complicação sistêmica inflamatória não supurativa da farin- goamigdalite causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes) e decorre da resposta imune tardia frente a essa infecção em populações geneticamente propensas . ¬ Incide mais em crianças e adolescentes de 5 a 15 ano QUADRO CLÍNICO Período de latência : de 2 a 4 semanas • Artrite: poliarticular, assimétrica e migratória, com preferência a grandes articula- ções, não deixa sequelas e responde aos AINES. • Cardite : manifestação mais grave da FR, pode deixar sequelas e acarretar o óbito, segunda manifestação mais frequente, pode ter pancardite e/ou valvite. Na fase aguda a lesão mais frequente é a Insuficiência mitral, enquanto a estenoses val- vares ocorrem na fase crônica. *insuficiência mitral : sopro holossistolico regurgi- tativo *sopro de carey coombs : sopro mesodiastólico em ruflar *insuficiência aórtica : sopro protodiastólico aspirativo audível em foco aórtico acessório . • Coreia de Sydenham: inicio insidioso e tardio, aparecendo sozinha na maioria dos casos. São movimentos involuntários e bruscos, desaparece durante o sono e são acentuados em situações de estresse e esforço, pode ter disartria, hipotonia (or- denhando leite) e labilidade emocional. • Eritema marginado: rara, manifestando com rash eritematoso maculopapular, multiplas, não dolorosas, não pruriginosas, tem relação direta com a cardite. • Nódulos subcutâneos: raros, estando fortemente associado a presença de cardite grave. São firmes, móveis, não dolorosos, localizados em superfícies extensoras . 194 PEDIATRIA prac ticus TRATAMENTO • Suprimir o processo inflamatório e erradicar o estreptococo da orofaringe • Artrite: AINES, AAS como primeira opção na dose de 80- 100mg/kg/dia • Cardite : de moderada a grave , corticoterapia com prednisona 1-2mg/kg/dia ¬ Co- reia de Sydenham: casos leves pode- se usar o fenobarbital , casos graves pode-se usar o haloperidol. PROFILAXIA PRIMÁRIA • A profilaxia primária é baseada no reconhecimento e tratamento das infecções estreptocócicas, com a finalidade de prevenir o primeiro surto de FR e erradicar com estreptococo. • Penicilina benzatinica é a droga de escolha . Dose : peso < 20 kg 600.000 UI IM dose única peso > 20 kg 1. 200.000 UI IM dose única • Amoxicilina : 50mg/kg/dia VO de 8/8h por 10 dias 195 PEDIATRIA prac ticus Icterícia Neonatal INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Recém-nascido de 14 dias levado para UBS devido a icterícia. ATENÇÃO: O PACIENTE E A MÃE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 196 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Icterícia até as pernas. PEDIATRIA prac ticus 197 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame de tipagem sanguínea. Tipagem sanguínea materna O+ e do RN O+. PEDIATRIA prac ticus 198 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Cliente:Julia Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 14 dias Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 9,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 35 % 35,0 a 45,0 % VCM.......................................70 HCM.......................................30 SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 8,500 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................:22 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 0 % BASÓFILOS....................:0% SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 8 mg/L 0 a 8 mg/L UREIA .............................................53 MG/DL CREATININA...................................... 0,8 MG/DL NA ..................................................128 MEQ/L K ....................................................5,8 MEQ/L P..................................................... 4,5 MG/D BILIRRUBINAS TOTAIS .......................15mg/dl BILIRRUBINAS INDIETAS....................1,0 mg/dl BILIRRUBINAS DIRETAS......................8mg/dl FOSFATASE ALCALINA..........................440 GAMA GT.................................................200 ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 199 IMPRESSO 4 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria ATENÇÃO: DIRIJA-SE À CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS TÉCNICOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 200 FALAS DO ATOR Dizer: Nascido de parto vaginal com 40 semanas, peso apropriado para a idade, sem intercorrências na gestação e no parto. Icterícia iniciada no 7 dia de vida na face, mas que hoje se encontra até as pernas. Tipagem sanguínea materna O+ e do RN O+. Relato de fezes esbranquiçadas na fralda Vacinação em dia. Nega outras queixas Boa aceitação do aleitamento materno exclusivo PEDIATRIA prac ticus 201 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOInadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,25 2. Investigou início dos sintomas Investiga início da icterícia 0 0,5 3. Investiga como foi a gestação 0 0,5 4. Investiga história do parto e intercorrências 0 0,5 5. Pergunta o tipo sanguíneo materno 0 0,5 6. Investiga alimentação/aleitamento 0 0,5 7. Investiga indicativos de colestase como acolia e colúria 0 0,5 8. Investiga outros sintomas associados 0 0,5 9. Investiga uso de medicações 0 0,5 10. Faz análise do exame físico e identifica Kramer 4 0 0,25 11. Aponta atresia de vias biliares como diagnóstico provável 0 1,0 12. Pede exame com bilirrubina total e frações e identifica aumento de bilirrubina a expensas de direta 0 1,0 PEDIATRIA prac ticus 202 13. solicita usg e identifica sinal do triangulo fibroso ou cordão triangular 0 1,0 14. Realiza encaminhamento para especialista 0 0,25 15. Aponta necessidade de cirurgia (portoenterostomia ou cirurgia de Kasai) 0 1,0 16. Aponta necessidade de transplante hepático 0 1,0 17. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. 0 0,25 203 PEDIATRIA prac ticus ATRESIA DE VIAS BILIARES (RESUMO) Definição: Doença colestática progressiva, idiopática e fibroproliferativa da árvore biliar extra-hepática, causada pela obstrução completa ou ausência dos ductos biliares, em extensão e graus variáveis, que se apresenta com obstrução biliar no período neonatal. Quadro clínico Icterícia: Primeiro sinal e inicialmente é visualizada apenas na esclera, que se prolonga por mais de 2 semanas. Fezes hipocólicas ou acólicas. Geralmente eliminam mecônio normal ao nascimento, terá acolia, colúria, baixo ganho ponderal . Diagnóstico Aumento de bilirrubinas de predomínio da direta. Aumento de enzimas canaliculares, Usg: Sinal do triângulo fibroso ou cordão triangular: Área ecogênica formada pela pre- sença de massa de tecido fibrótico de forma triangular ou cônica, junto à porta hepatis – altamente específica de atresia de vias biliares. Sua ausência não descarta o diagnós- tico. Tratamento Cirurgia de kasai: consiste em uma hepatoportoenterostomia (HPE), que restaura o flu- xo da bile do fígado para o intestino delgado proximal. O objetivo é promover uma drenagem da via biliar adequada. 204 PEDIATRIA prac ticus Maus Tratos Infantil INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Sala de procedimentos e sala de emergência • Sala de medicação • Laboratório de análise clínicas • Setor de radiografia com radiografia convencional e ultrassonografia • Leito de internação em enfermaria pediátrica Descrição do caso Criança de 5 anos levada pela tia ao PS devido a dor e inchaço na perna esquerda. Tia recebeu um relato de briga entre irmãos com o uso de uma vassoura. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 205 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO Exame físico: hematomas em vários estágios de evolução difusos pelo corpo, como dorso e tórax, mas com ênfase na coxa esquerda PEDIATRIA prac ticus 206 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Rx perna DIRIJA-SE ATÉ A CÂMERA E VERBALIZE OS ACHADOS DO EXAME PEDIATRIA prac ticus 207 FALA DO ATOR Dizer que é tia da criança e que cuida da criança de as vezes. Referir que em casa as crianças disseram que estavam brigando e foi atingida por uma vassora. Se questionada sobre os pais dizer: Que a mãe está com um novo namorado e que ele as vezes é nervoso quando bebê e não tem muita paciência com as crianças. Mas nunca o viu agredir eles. Negar outras perguntas. PEDIATRIA prac ticus 208 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou sobre os pais da criança 0 0,5 4. Questionou como a criança é em casa 0 0,5 5. Solicitou exposição da paciente 0 0,5 6. Solicitou exame do dorso da paciente 0 0,5 7. Apontou corretamente as características das lesões vistas na pele 0 0,5 8. Apontou lesões como hematomas em locais atípicos 0 0,5 9. Apontou abuso físico/maus tratos como diagnóstico com base na história e características das lesões 0 1,0 10. Indicou necessidade de realização de radiografia 0 0,5 11. Apontou corretamente as alterações da radiografia 0 1,0 12. Indicou necessidade de hemograma 0 0,5 13. Indicou necessidade de coagulograma 0 0,5 14. Solicitou a internação da paciente 0 0,25 PEDIATRIA prac ticus 209 15. Esclareceu para a acompanhante o motivo da internação 0 0,5 16. Esclareceu necessidade de notificação para o Conselho Tutelar/vara da infância 0 0,5 17. Esclareceu necessidade de notificação para a Vigilância Epidemiológica 0 0,5 18. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 210 PEDIATRIA prac ticus MAUS TRATOS INFANTIL (RESUMO) Introdução: A violência contra crianças e adolescentes é um problema prevalente e grave, com consequências de grandes proporções na vida do indivíduo e da família. Como suspeitar de maus tratos na consulta? • História incompatível com a lesão ou contraditória; • História ou exame físico sugerindo lesões múltiplas lesões referidas como “acidentes”; • Demora para procura de atendimento após injúria; • Grau de preocupação inapropriado; • Simulação ou criação de sintomas de várias doenças por um dos responsáveis (síndrome de Munchausen por procuração); • Lesões ou fraturas incompatíveis com idade ou com desenvolvimento psico- motor; • Lesões que envolvem partes cobertas do corpo; • Crianças com comportamento não esperado para idade/desenvolvimento. O que solicitar na suspeita de maus tratos? Radiografia + hemograma + coagulograma + tc de crânio Descrição da figura 1: Paciente dá entrada na emergência com relato de tosse e febre. O que chama a atenção na radiografia de tórax em AP são as múltiplas fraturas de arcos costais, inclusive, posteriormente, em diferentes fases de consolidação (setas vermelhas). 211 PEDIATRIA prac ticus Descrição da figura 2: Tomografia computadorizada do crânio de criança vítima de maus-tratos, com múltiplas fraturas em alça de balde. Presença de hematoma subdural à esquerda (seta vermelha), na to- mografia computadorizada do crânio. Conduta: • É essencial acolher e apoiar o paciente neste momento de fragilidade e vul- nerabilidade; • Notificar o caso (SINAN): notificação imediata, devendo ser comunicada em até 24 horas; • Tratar e acompanhar. 212 PEDIATRIA prac ticus Otite Média Aguda INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico Descrição do caso Paciente de 1 anos e 3 meses levado pela mãe para consulta devido a obstrução nasal e coriza há 4 dias. Hoje apresentou febre não medida ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 213 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAME FÍSICO paciente corada, hidratada, anictérica e acianótica. AC:FC 120 bpm, Sat O2 95%, T39°C.AP: Roncos difusos na ausculta pulmonar, FR 36 ipm, ABDOME:fígado palpável em RCD. Sem outras alterações dignas de nota. PEDIATRIA prac ticus 214 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria OTOSCOPIA A ESQUERDA E DIREITA PEDIATRIA prac ticus 215 FALAS DO ATOR Dizer que a criança começou a apresentar coriza, obstrução nasal há 4 dias e que hoje começou a febre. Nega vômitos, abalos ou perda de consciência, nega uso de medicações. Caderneta de saúde mostra vacinas em dia. PEDIATRIA prac ticus 216 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1.Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados 0 0,5 5. Investigou presença de sinais de alerta, como vômitos e convulsões 0 1,0 6. Investigou alergia Investigou uso de medicações, incluindo antimicrobianos 0 0,5 7. Solicitou realização de exame físico 0 0,5 8.Fez análise da Frequência Respiratória. 0 0,5 9. Solicitou otoscopia 0 1,0 10. Apontou corretamente as alterações da otoscopia 0 1,0 11. Apontou otite média aguda bilateral como diagnóstico 0 1,0 12. Prescreveu amoxicilina 0 1,0 13. Prescreveu sintomáticos/ analgésicos 0 0,5 14. Orientou acerca da necessidade de retorno caso ocorra piora/ ausência de melhora em 48- 72h 0 0,5 15. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 217 PEDIATRIA prac ticus OTITE MÉDIA AGUDA (RESUMO) Quadro clássico: A maioria dos sinais e sintomas é inespecífica, como febre, irritabili- dade, cefaleia, anorexia, vômitos e diarreia. A febre ocorre em um terço das vezes, mas febre alta (> 39,5 oC) é incomum, a não ser quando acompanhada de bacteremia.. Exame do ouvido: Na presença de OMA, a membrana timpânica fica com a coloração opaca (branca ou amarelada), com ou sem hiperemia e com abaulamento. Conduta A otite média aguda tende a curar-se espontaneamente, não havendo necessidade de usar antibióticos em todos os casos. Indicações de antibioticoterapia na otite média aguda: • Todas as crianças com menos de 6 meses (mesmo na suspeita, sem diagnós- tico de certeza); • Crianças entre 6 meses e 2 anos com diagnóstico definitivo ou na doença grave (febre > 39 ºC, otalgia importante ou toxemia) mesmo com diagnóstico duvidoso; • Crianças com 2 anos ou mais apresentando doença grave, com os seguintes sintomas: Aparência tóxica, otalgia persistente por mais de 48 horas, tempe- ratura maior que 39 °C nas últimas 48 horas, OMA bilateral ou otorreia, imu- nossupressão ou malformações craniofaciais, impossibilidade de garantia de segmento ambulatorial; • Crianças com piora ou não melhora dos sinais e sintomas em 48-72 horas de observação. 218 PEDIATRIA prac ticus Diarreia Aguda INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico Descrição do caso Menina de 7 anos, 25 kg, levada ao médico por diarreia e vômitos há um dia ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 219 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico Interativa, acordada, chorosa com lágrimas Mucosas hidratas e coradas. Pele com prega que desaparece em em 1segundo Oroscopia sem alteração AP: MVUA sem ruídos adventícios Abdome: plano, RHA+, sem visceromegalias. PEDIATRIA prac ticus 220 FALA DO ATOR Acompanhante mãe, referir que a filha de 7 anos começou a apresentar diarreia liquida aquosa, sem sangue ou muco há 1 dia, e hoje começou a apresentar a vomito sem fe- bre. Dizer que teve vomito em 1 oportunidade. Negar crise convulsiva. Referir que a filha esta conseguindo se alimentar e ingerir líquidos. Negar alergias. Vacinação em dia. PEDIATRIA prac ticus 221 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados 0 0,5 5. Investigou presença de sinais de alerta, como vômitos e convulsões 0 1,0 6. Investigou presença de sangue ou muco nas fezes 0 0,5 7. Solicitou realização de exame físico 0 0,5 8. Classificou corretamente o grau de desidratação como diarreia sem desidratação 0 1,0 9. Prescreveu tratamento domiciliar 0 1,0 10. Esclareceu importância de manter dieta habitual 0 1,0 11. Prescreveu uso de soro caseiro/SRO em dose apropriada após evacuações 0 1,0 12. Prescreveu zinco por 10-14 dias 0 0,5 13. Apontou como contraindicado outras medicações , não sendo necessário uso de antibioticos 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 222 14. Esclareceu necessidade de retorno em caso de piora da diarreia/vômitos, sangue nas fezes, recusa alimentar, sede intensa, redução da diurese 0 0,5 15. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 223 PEDIATRIA prac ticus Diarreias agudas (resumo) Definição: Infecções do trato gastrintestinal causadas por agentes bacterianos, virais ou parasitários, sendo muitas delas transmitidas por meio de alimentos contaminados, Ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas por um período de até 14 dias. Manejo do paciente com diarreia segundo o ministério da saúde 224 PEDIATRIA prac ticus 225 PEDIATRIA prac ticus Escarlatina INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico Descrição do caso Mãe comparece a UBS com filha de 3 anos com quadro de exantema que surgiram há 1 dia. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 226 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico BEG, presença de exantema micropapular eritematoso difuso e que clareia a digitopres- são, em lixa. Mais acentuado ao longo das pregas dos cotovelos , axilas e virilhas , sinalizando as li- nhas de pastia. Face esb ofeteada e com sinal de filatov. PEDIATRIA prac ticus 227 FALAS DO ATOR Acompanhante mãe referir que filha de 3 anos começou há 2 dias com febre alta, dor de garganta, vomito e dor abdominal há dois dias, e ontem começou a surgir manchas vermelhas no corpo que se iniciaram em torno do pescoço se espalharam para tronco e membros, poupando palmas e plantas. Negar alergias e uso de medicações. Vacinação em dia. Negar outros sintomas. PEDIATRIA prac ticus 228 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados 0 0,5 5. Investigou tipo de exantema, onde começou 0 1,0 6. Pediu apresentação da caderneta de saúde da criança 0 0,5 7. Investigou presença de contactantes com quadros semelhantes 0 0,5 8.Investigou modo de evolução do exantema e prurido 0 0,5 9. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 10. Higienizou as mãos antes do exame físico 0 0,5 11. Fez análise da cavidade oral e da pele 0 0,5 12. Apontou escarlatina como diagnóstico0 1,5 13. Prescreveu penicilina como tratamento 0 1,0 14. Esclareceu importância do retorno à escola somente após 24 de antibiótico terapia 0 0,5 15. Esclareceu necessidade de retorno em caso de piora da diarreia/vômitos, sangue nas fezes, recusa alimentar, sede intensa, redução da diurese 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 229 16.Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 230 PEDIATRIA prac ticus Escarlatina (resumo) • Causada pelo estreptococo B-hemolitico do grupo A (streptococcus pyogenes) Quadro clinico : Pródromo: faringotonsilite, com febre alta, mal estar, cefaleia, dor de garganta, dor ab- dominal, vômitos por 24-48horas. Fase exantemática: exantema micropapular em lixa, eritematoso difuso com coloração vermelho brilhante e que clareia a digitopressão. Se inicia em pescoço e se espalha para tronco e membros, poupando palmas e plantas. Apresenta as linhas de pastia que é a acentuação do exantema ao longo das pregas dos cotovelos , axialas e virilhas. Tem também a face esbofeteada com sinal de filatov, que é a bochecha eritematosa com palidez ao redor da boca. A descamação é furfuracea e se inicia 3 a 4 dias após o inicio do exantema. A oroscopia se vê a língua em framboesa. Diagnóstico: É clinico. O diagnóstico etiológico é por cultura de orofaringe. Tratamento: Antibiótico: para evitar a febre reumática, reduzir a transmissão e prevenir as complica- ções supurativas. Penicilina benzatínica IM dose única Amoxicilina VO por 10 dias Alérgicos: cefalosporina por 10 dias 231 PEDIATRIA prac ticus Pneumonia na Criança INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames de laboratório • Exames de imagem • Centro cirúrgico Descrição do caso Paciente de 5 anos com relato de febre e tosse há 36 horas. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 232 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico REG, corado, hidratado, PA 90x55mmHg, MV reduzidos em base direita, tiragem intercostal, FR 50 ipm, SATO2 90% ar ambiente. PEDIATRIA prac ticus 233 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Radiografia de tórax Dirija-se a câmera e interprete o exame PEDIATRIA prac ticus 234 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAMES LABORATORIAIS Cliente: Mariana Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 5 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 11,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 38 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 17.830 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................60 % LINFÓCITOS....................: 38 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................:6 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 40 mg/L 0 a 8 mg/L Dirija-se a câmera e interprete o exame PEDIATRIA prac ticus 235 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,25 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados e sinais de gravidades 0 0,5 5. Investiga comorbidades associadas 0 0,5 6. Pediu apresentação da caderneta de saúde da criança 0 0,5 7. Investiga medicamentos em uso 0 0,5 8. Questionou alergias 0 0,5 9. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 10. Higienizou as mãos antes do exame físico 0 0,25 11. Investiga alterações de ausculta 0 0,5 12. Investiga alterações de frequência respiratória 0 0,5 13. Investiga sinais presentes de desconforto respiratório (tiragens e batimento de asa de nariz) 0 0,5 14. Aponta pneumonia como diagnóstico 0 1,0 15. Indica acesso vascular periférico e monitori- zação 0 0,5 16. Solicita terapia com oxigênio 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 236 17. Prescreve antibiótico por via parenteral 0 0,5 18. Requisita radiografia de tórax 0 0,5 19. Prescreve drenagem torácica 0 0,5 20. Solicita leito de uti 0 0,25 21. Esclareceu necessidade de retorno em caso de piora dos sintomas 0 0,25 22.Realiza a sequência das tarefas conforme so- licitado nas orientações ao(à) participante. 0 0,5 237 PEDIATRIA prac ticus Pneumonia na criança ( resumo) São sinais de doença muito grave, segundo a OMS: • Em < 2 meses: frequência respiratória ≥ 60 irpm, tiragem subcostal, febre alta ou hi- potermia, recusa do seio materno por mais de três mamadas, sibilância, estridor em repouso, letargia, sonolência anormal ou irritabilidade excessiva; • Em > 2 meses: tiragem subcostal, estridor em repouso, recusa de líquidos, convul- são, alteração do sensório e vômitos após tudo o que for oferecido à criança. História patológica pregressa e epidemiológica: Avaliar presença de doença de base, quadros semelhantes no domicílio e contato com pessoas com tosse crônica. História de conjuntivite, parto vaginal e quadro afebril sugerem infecção por C. trachomatis. Frequência respiratória elevada < 2 meses: ≥ 60 irpm; 2 a 11 meses: ≥ 50 irpm; 1 a 5 anos: ≥ 40 irpm 238 PEDIATRIA prac ticus 239 PEDIATRIA prac ticus Faringoamigdalite Estreptocócica INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UPA Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames de laboratório • Rx Descrição do caso Paciente de 5 anos com relato de febre e tosse há 36 horas. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 240 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico: BEG, expressão de dor. Adenomegalias em cadeia cervical anterior, dolorosos à palpação. FR 26 ipm, FC: 85 bpm PEDIATRIA prac ticus 241 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Oroscopia PEDIATRIA prac ticus 242 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Teste rápido para S.pyogenes positivo se solicitado. PEDIATRIA prac ticus 243 FALAS DO ATOR Acompanhante mãe referir que a filha vem apresentando há 2 dias irritação e dor de garganta há 2 dias, com dificuldade em se alimentar. Hoje começou a apresentar febre e dor abdominal. Nega outros sintomas. Nega alergias. Nega contactantes Vacinação em dia. PEDIATRIA prac ticus 244 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOInadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou o caso 0 0,5 3. Questionou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados como tosse e coriza e sinais de gravidades 0 0,5 5. Investigou contato com pessoas com quadro parecido 0 0,5 6. Questionou comorbidades 0 0,5 7. Investiga medicamentos em uso 0 0,5 8. Questionou alergias 0 0,5 9. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 10. Higienizou as mãos antes do exame físico 0 0,5 11. Solicita avaliação da oroscopia 0 0,5 12. Dá como hipótese diagnóstica a faringoamigdalite 0 1,0 13. Solicitou teste rápido ou swab de orofaringe para Streptococcus pyogenes 0 0,5 14. Confirma o diagnóstico de faringoamigdalite estreptocócica 0 1,0 15. Prescreveu Penicilina IM 0 0,5 16. Prescreveu analgésicos 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 245 17. Esclareceu possibilidades de complicações caso não seja feito o tratamento adequadamen- te 0 0,5 18. Esclareceu necessidade de retorno em caso de piora dos sintomas. 0 0,25 19. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 246 PEDIATRIA prac ticus FARINGOAMIGDALITE (RESUMO) Definição: Infecção da mucosa faríngea e das tonsilas palatinas causada por vírus e bactérias. Quadro clássico: Relato de febre, queda do estado geral, prostração e inapetência, queimação faríngea, faringalgia, odinofagia e otalgia reflexa. Ao exame: Eritema faríngeo, acompanhado ou não de exsudato pultáceo em faringe e amígdalas (não aderente), adenomegalias cervicais. Teste rápido para infecção estreptocócica: Em caso positivo, indica-se antibioticotera- pia para profilaxia de febre reumática. Em caso de teste negativo, realiza-se a cultura de orofaringe para confirmação/exclusão do diagnóstico. Complicações: febre reumática, glomerulonegrite aguda, síndrome do choque tóxico, escarlatina. Tratamento: As faringites estreptocócicas devem ser tratadas com antibióticos para prevenção do aparecimento de febre reumática; o antibiótico de escolha é a penicilina. 247 PEDIATRIA prac ticus Puberdade Precoce INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UBS Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames de laboratório • Rx Descrição do caso Paciente de 7 anos trazida pela mãe para esclarecer dúvidas quanto ao crescimento. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 248 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Caderneta da criança Caderneta de saúde da criança aponta velocidade de crescimen- to de 7 cm/ano. PEDIATRIA prac ticus 249 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico Mamas em fase de botão, elevação da mama e aréola, como pe- queno montículo. Genital com ausencia de pelugem. PEDIATRIA prac ticus 250 FALA DA ATRIZ Acompanhante mãe traz filha de 7 anos. Referir que nos ultimos meses vem notando que a filha esta apresentado aumento das mamas para a idade dela. Negar comorbidades, Negar menarca. PEDIATRIA prac ticus 251 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Investigou comorbidades associadas 0 0,5 3. Investigou outros sintomas presentes 0 0,5 4. Pediu a caderneta da criança 0 0,5 5. Aponta pico de crescimento 0 1,0 6. Solicita realização do exame físico 0 0,5 7. Apontou desenvolvimento do broto mamário 0 1,0 8. Apontou pilificação ausente 0 1,0 9. Fez a análise correta do estágio puberal M2P1 0 1,0 10. Apontou puberdade precoce 0 0,5 11. Apontou a causa mais provável de puberdade precoce 0 1,0 12. Solicitou radiografia para estimar idade óssea 0 0,5 13. Solicitou exame de LH e FSH 0 0,5 14. Marca retorno 0 0,5 15.Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 252 PEDIATRIA prac ticus ESTADIAMENTO DE TANNER (RESUMO) 253 PEDIATRIA prac ticus 254 PEDIATRIA prac ticus Sarampo INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em UPA Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames de laboratório • Rx Descrição do caso Paciente de 9 meses com febre alta, coriza, CONJUNTIVITE e tosse há 4 dias. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2-apontar hipótese diagnóstica 3-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 255 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria REG, TEM: 38,38 FR 33ipm, hiperemia conjuntival MVUA sem ruídos adventícios. Extremidades, presença de exantema em todo o corpo tipo ma- culopapular morbiliforme. PEDIATRIA prac ticus 256 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Dirija- se até a câmera e verbalize o achado. PEDIATRIA prac ticus 257 FALAS DO ATOR Referir que há 3 dias a criança começou a apresentar coriza, tosse, febre alta, e conjuntivite. Hoje apresentou manchas em todo o corpo que se iniciaram na região do pescoço e se espalhou por todo o corpo, sem prurido. Informa que viajou há 1 semana pra região de porto de santos em SP. Vacinação em dia. Ninguém apresentou os mesmos sintomas. PEDIATRIA prac ticus 258 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Questiona sobre início dos sintomas 0 0,5 3. Questiona sintomas associados. 0 0,5 4. Analisa história epidemiológica 0 0,5 5. Solicito o cartão de vacinas 0 0,5 6. Questiona o uso de medicamentos e comorbidades 0 0,5 7. Solicita o exame físico 0 0,5 8. Avalia cavidade oral 0 0,5 9. Avalia lesões cutâneas 0 0,5 10. Identifica e nomeia as manchas de Koplik 0 1,0 11. Aponta como caso suspeito de sarampo 0 1,0 12. Indica sorologia para coleta 0 0,5 13. Aconselha o uso de vitamina A 0 0,5 14. Indica uso de antitérmico quando necessário 0 0,5 15. Aborda com o responsável a possibilidade de complicações 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 259 17. Aponta a notificação imediata como neces- sária 0 0,5 18. Interroga sobre outros contactantes e sobre a possibilidade de contágio 0 0,5 19. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 260 PEDIATRIA prac ticus SARAMPO (RESUMO) Definição: Doença exantemática viral, causada pelo vírus do sarampo, que é um vírus de RNA da família Paramyxoviridae, do gênero Morbillivirus. Período de incubação: Varia de 6-21 dias Período prodrômico: Dura cerca de sete dias com febre alta, tosse seca persistente, se- creção nasal seromucosa, conjuntivite, lacrimejamento, fotofobia e linfonodomegalia. Nas últimas 24 horas desse período, surgem, na altura dos molares, as manchas de Ko- plik (consideradas sinal patognomônico do sarampo), as quais desaparecem em cerca de 24-48 horas do surgimento do exantema. Período toxêmico: A produção de anticorpos começa enquanto a replicação viral di- minui. Os sintomas da fase anterior ficam acentuados, com prostração importante do paciente e surgimento do exantema característico: maculopapular, de cor avermelhada, com distribuição em sentido cefalocaudal,que surge na região retroauricular e na face. De dois a três dias depois, estende-se ao tronco e às extremidades, persistindo por cinco a seis dias. Período de convalescença ou de descamação furfurácea: Último período, quando as manchas se tornam escurecidas e surge descamação fina farinácea. Diagnóstico: O diagnóstico se baseia em achados clínicos e epidemiológicos com con- firmação por meio da dosagem de IgM, que surge um ou dois dias após o início da erup- ção e continua detectável por cerca de um mês. Tratamento: O tratamento é de suporte. A terapia antiviral não é eficaz para a maioria dos casos. Recomenda-se a administração de vitamina A após avaliação clínica e/ou nutricional em todas as crianças acometidas pelo sarampo, para redução da morbimortalidade e pre- venção das complicações. 261 PEDIATRIA prac ticus Síndrome do Bebê Sacudido INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação Atendimento em hospital secundário Local de atuação • Consultórios para atendimento com materiais para realização de exame físico • Exames de laboratório • Rx e exames de imagem • Leito de internação Descrição do caso Paciente de 9 meses levado pela mãe ao PS por sonolência excessiva hoje. ATENÇÃO: O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. SE NECESSÁRIO USAR OS MANE- QUINS. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1-realizar o atendimento e realize o exame físico necessário 2- solicite exames se julgar necessário e os interprete 3-apontar hipótese diagnóstica 4-apontar terapêutica apropriada ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 262 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico: sonolento, Glasgow 13. AP: MVUA sem ruídos AC: BCNF sem sopros Abdome: livre PEDIATRIA prac ticus 263 IMPRESSO 2 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Fundo de olho Dirija-se até a câmara e interprete a imagem PEDIATRIA prac ticus 264 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Tc de crânio Dirija-se até a câmera e interprete a imagem. PEDIATRIA prac ticus 265 FALAS DO ATOR Acompanhante mãe referir que foi trabalhar e deixou a criança com a vi- zinha, quando saiu para trabalhar o filho estava bem, se alimentou, estava alerta, sem nenhum sintomas. Negar comorbidades, alergias e uso de medicamentos. Informar que a vizinha começou a trabalhar olhando o bebe dela há 5 dias. Mas não reparou nada . Só hoje que chegou e viu o filho mais sonolento PEDIATRIA prac ticus 266 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Questiona sobre início dos sintomas 0 0,5 3. Questiona sintomas associados. 0 0,5 4. Interrogou responsáveis quanto a queixa 0 0,5 5. Investigou comorbidades presentes 0 0,5 6. Fez análise do exame físico 0 0,5 7. Realizou fundoscopia e indentificou hemorragias retinianas 0 1,0 8. Apontou síndrome do bebê sacudido como diagnóstico 0 1,5 9. Indicou TC de crânio 0 0,5 10. Interpretou a TC com hemorragia subdural 0 1,5 11. Indicou exame de inventário esquelético 0 1,0 12. Solicitou notificação para Vara da infância/ Conselho tutelar 0 0,5 13. Solicita notificação para vigilância epidemiológica 0 0,5 14. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 267 PEDIATRIA prac ticus SINDROME DO BEBÊ SACUDIDO (RESUMO) Definição: Síndrome de hemorragia intracraniana, fraturas esqueléticas e/ou hemorra- gias retinianas em várias camadas. Pode estar associada com outras lesões (fraturas de ossos longos ou de costelas). Os sinais externos de trauma com frequência estão ausen- tes. Representa uma forma comum de abuso infantil, associado à grande morbidade e mortalidade. Quadro clínico: Alteração do estado mental, convulsões de início recente, dificuldades alimentares, irritabilidade e incapacidade de acompanhar movimentos com os olhos. A criança é quase sempre menor que 1 ano e raramente maior que 3 anos. Os sintomas e sinais são, em geral, inconsistentes com o histórico. Diagnóstico: Obter relato completo do ocorrido por parte dos responsáveis, separada- mente se possível. Exames: fundo de olho, tc de crânio, hemograma, coagulograma, imagem óssea. Conduta: Hospitalizar o paciente se houver suspeita de síndrome do bebê sacudido, pois esta exige cuidados coordenados entre neurologia/neurocirurgia, pediatria, psiquiatria e serviço social. 268 PEDIATRIA prac ticus 269 PEDIATRIA prac ticus Síndrome Metabólica na Infância INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação - Atendimento em unidade básica de saúde Local de atuação - Consultórios para atendimento - Sala de vacinas - Sala de medicação - Farmácia Descrição do caso Menino de 14 anos levado para consulta para mostrar resultado de exames e queixa de obesidade. ATENÇÃO: MÃE E A CRIANÇA SIMULADOS NÃO DEVERÃO SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. ler a ficha do paciente afixada à mesa. 2. fazer a anamnese dirigida à mãe. 3. Realizar e Interpretar o exame físico 4. avalie os exames laboratoriais trazidos pela mãe. 5. explicar à mãe a condição do paciente e o manejo inicial. ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 270 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico: PA 120x70 mmHg, circunferência abdominal percentil 90, IMC 30. PEDIATRIA prac ticus 271 IMPRESSO 3 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria EXAMES LABORATORIAIS Cliente Joao Mendes Protocolo:001.2774113- Idade : 14 anos Local : Mundo Revalida CPF : 999.999.999-99 Solicitante : Revalidando HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de Referência HEMOGLOBINA...................: 11,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO...................: 38 % 35,0 a 45,0 % SÉRIE BRANCA LEUCÓCITOS....................: 7.830 mm³ 5.000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS..................50 % LINFÓCITOS....................: 38 % MONÓCITOS....................: 8 % EOSINÓFILOS....................: 1 % BASÓFILOS....................:0 % SÉRIE PLAQUETÁRIA PLAQUETAS Contagem ...........: .......... 366.000 mm³ 150.000 a 450.000mm³ PROTEÍNA C REATIVA……………: 40 mg/L 0 a 8 mg/L glicemia .............................................105 mg/dl, triglicérides: .......................................180 mg/dl, colesterol: ..........................................175 mg/dl, HDL ....................................................40 mg/dl. Dirija-se a câmera e interprete o exame PEDIATRIA prac ticus 272 FALAS DO ATOR Referir que trouxe o filho porque ele está acima do peso. Se questionado dizer: que ele não gosta muita de verdura e fruta, e como trabalha fora, deixa os lanches na geladeira pra ele fazer. Dizer quer ele gosta de mais de pão, biscoito, leite, salgadinhos e come isso na maioria dos dias. Informar que na família tem historia de obesidade, o pai e mãe estão em sobrepeso Gostam de comer frente a TV Não gosta de esporte, prefere vídeo game Vacinação em dia Negar outros sintomas PEDIATRIA prac ticus 273 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Questiona sobre a queixa principal 0 0,5 3. Questiona hábitos alimentares . 0 0,5 4. Interrogou sobre atividade física 0 0,5 5. Investigou hábitos da família durante a refeição 0 0,5 6. Fez análise do exame físico 0 0,5 7. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 8. Solicitou exames complementares prévios 0 0,5 9. Apontou corretamente as alterações encontradas de TGL e HDL se presentes 0 1,0 10. Apontou corretamente as alterações encontradas na PA se presentes 0 1,0 11. Apontou corretamente as alterações encontradas na glicemia se presentes 0 1,0 12. Apontou o diagnóstico de síndrome metabólica 0 1,0 13. Classificou corretamente o grau de obesidade 0 0,5 14. Elabora plano de redução de peso com planejamento nutricional e exercício físico 0 0,5 15. Planejou retorno para reavaliação 0 0,5 PEDIATRIA prac ticus 274 16. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 275 PEDIATRIA prac ticus SINDROME METABOLICIA NA INFANCIA (RESUMO) • Conjunto de anormalidades antropométricas, fisiológicas e bioquímicas que predispõe ao desenvolvimento do DM 2 e da doença cardiovascular. • Componente clinico central: obesidade visceral (aumento da circunfe- rência abdominal) • Principal anormalidades metabólica: resistência insulínica. Critérios diagnósticos 10-16 anos >16 anos Critério obrigatório: obesidade visceral Circunferência abdominal >percentil 90 H>94cm / M > 80 cm Associado á presença de pelo menos dois dos critérios abaixo Hipertrigliceridemia >= 150mg/dl Baixo HDL colesterol < 40mg/dl H<40mg/dl - M < 50 mg/dl Hipertensão arterial PAS >= 130mmHg e/ou PAD >= 85mmHg Alteração da glicemia Glicemia de jejum > 100mg/dl, intolerância á glicose ou DM tipo 2 Tratamento: perda de peso, controle de pressão, das dislipidemias e da hi- perglicemia. 276 PEDIATRIA prac ticus Varicela INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE Cenário de atuação - Atendimento em unidade básica de saúde Local de atuação - Consultórios para atendimento - Sala de vacinas - Sala de medicação - Farmácia Descrição do caso Criança de 2 anos levada ao PS queixando de lesões vermelhas prurignosas e febre não medida há 2 dias ATENÇÃO: MÃE E A CRIANÇA SIMULADOS NÃO DEVERÃO SER TOCADOS DURANTE O ATENDIMENTO. Nos próximos 10 minutos, você deverá executar as tarefas a seguir: 1. Ler a ficha do paciente afixada à mesa. 2. Fazer a anamnese dirigida à mãe. 3. Realizar e Interpretar o exame físico 4. Explicar à mãe a condição do paciente e o manejo inicial. ATENÇÃO: VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA DESCRITA ACIMA. PEDIATRIA prac ticus 277 IMPRESSO 1 AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS Área: Pediatria Exame físico Lesões vesiculares concentram-se no tronco, onde há vesí- culas e crostas. PEDIATRIA prac ticus 278 FALAS DO ATOR Referir que o filho há 2 dias começou com coriza, inapetência e febre, Hoje apresentou lesões pruriginosas intensas. Negar outros sintomas Paciente fez uso de AAS e prednisolona. Vacinação em dia Negar contactantes como mesmo sintomas Mora com mais dois irmãos que não são vacinados Mãe questiona quando deve levar o filho para a escola de novo. PEDIATRIA prac ticus 279 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO Inadequado Adequado TOPICO 1 – ATITUDE 1. Apresenta-se e cumprimenta o paciente 0 0,5 2. Questiona sobre a queixa principal 0 0,5 3. Investigou inicio dos sintomas 0 0,5 4. Questionou sintomas associados 0 0,5 5. Investigou comorbidades e uso de medicações 0 0,5 6. Solicitou carteira de vacinação 0 0,5 7. Solicitou realização do exame físico 0 0,5 8. Identifica lesões eritematosas, crostas e vesículas em uma mesma fase 0 1,0 9. Questiona contatos semelhantes 0 0,5 10. Apontou varicela como diagnóstico 0 1,0 11. Esclareceu necessidade de suspender AAS 0 1,0 12. Esclareceu importância das precauções de contato 0 1,0 13. Esclareceu importância do retorno para à escola apenas quando as lesões estiverem secas/crostosas 0 0,5 14. Orientou quanto a importância de vacinação dos irmãos contactantes 0 0,5 15. Planejou retorno para reavaliação 0 0,5 16. Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 280 PEDIATRIA prac ticus VARICELA (RESUMO) Definição: Infecção viral primária, aguda, altamente contagiosa, causada pelo Varice- la-zoster – vírus de DNA da família Herpesviridae. Quadro clínico: A clínica é caracterizada por surgimento de exantema pruriginoso de aspecto maculopapular e distribuição centrípeta que, após algumas horas, adquire aspecto vesicular. Evolui rapidamente para pústulas e, após 3-4 dias, forma crostas. Diagnóstico: O diagnóstico é predominantemente clínico-epidemiológico. Tratamento: sintomático Tratamento antiviral: • O uso de Aciclovir (20 mg/kg/dose; máximo 800 mg/dose VO de 6/6 horas, por 5 dias) deve ser feito para tratar varicela não complicada em pacientes em risco de doença moderada a grave, tais como: o Adolescentes não gestantes com idade maior que 12 anos; o Adolescentes com mais de 12 meses de idade com transtornos cutâneos ou pulmo- nares crônicos; o Aqueles que estejam recebendo corticoide por curto prazo, intermitente ou em ae- rossol; Profilaxia A vacina contra varicela está disponível como vacina monovalente ou em combinação com vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola. Calendário vacinal do Ministério da Saúde: Doses com 15 meses e 4 anos. Calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria: Doses com 12 e 15 meses. Também há a possibilidade de profilaxia pós-exposição, que deve ser feita o mais rápi- do possível até 3-5 dias da exposição. Recém-nascidos de mães com varicela manifestada 5 dias antes do parto a 2 dias de- pois do nascimento do bebê devem receber imunoglobulina anti-VZV. Em crianças e adultos imunocomprometidos, mulheres grávidas e RN expostos à vari- cela materna, está recomendada a imunoglobulina anti-VZV como profilaxia pós-expo- sição. Deve ser administrada por via IM até 96 horas após a exposição. Alergia a Proteína do Leite Asma Crise febril Icterícia Neonatal Puericultura Reanimação Neonatal Doença do refluxo gastroesofágico Cetoacidose Diabética GNPE Maus Tratos Criptorquidia Coqueluche PALS Doença Celíaca Aferição de PA Anafilaxia Anemia Falciforme Celulite Orbitária Cetoacidose Diabética Crupe Depressão no Adolescente Doença de Kawasaki Escabiose Febre Reumática Icterícia Neonatal Maus Tratos Infantil Otite Média Aguda Diarreia Aguda Escarlatina Pneumonia na Criança Faringoamigdalite Estreptocócica Puberdade Precoce Sarampo Síndrome do Bebê Sacudido Síndrome Metabólica na Infância Varicela