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ATIVIDADE 3 Quadro de descrição dos transtornos: TRANSTORNO DEFINIÇÃO SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO ANSIEDADE GENERALIZADA O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono. Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os mais comuns são: · Inquietação; · Fadiga; · Irritabilidade; · Dificuldade de concentração; · Tensão muscular. Existem também outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: · Palpitações; · Falta de ar; · Taquicardia; · Aumento da pressão arterial; Sudorese excessiva; · Dor de cabeça; Alteração nos hábitos intestinais; · Náuseas; · Aperto no peito; · Dores musculares. O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes. ESTRESSE PÓS TRAUMATICO O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais. Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias: · Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos; · Esquiva e isolamento social: a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma; · Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância. É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT. São opções de tratamento a terapia cognitivocomportamental e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários. TRANSTORNO DO PÂNICO O transtorno do pânico (TP) é uma condição caracterizada por crises súbitas e intensas de ansiedade, que geram uma sensação de medo ou desconforto. Essas crises vêm acompanhadas de uma série de sintomas físicos, e o que torna o TP particularmente desafiador é que esses ataques podem acontecer em qualquer lugar, contexto ou momento, geralmente com duração média de 15 a 30 minutos. Esse pânico não apenas causa sofrimento psicológico intenso, mas também resulta em modificações significativas no comportamento das pessoas. O medo persistente de futuros ataques frequentemente pode estimular os pacientes a procurar atendimento médico de emergência na esperança de encontrar causas orgânicas subjacentes que justifiquem seus sintomas. · Sensação de perigo ou medo sem razão; · Pensamento irracional de que irá morrer; · Aumento nos batimentos cardíacos; · Suor frio; · Dificuldade para respirar; · Tontura; · Náusea; · Calafrios e/ou ondas de calor; · Dores na cabeça, peito e/ou estômago; · Sensação de cabeça leve. O tratamento do transtorno de pânico é uma abordagem abrangente que combina o uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos com a psicoterapia. É essencial que esse tratamento seja supervisionado por um médico psiquiatra, que é o profissional mais indicado para lidar com questões de saúde mental. A duração do tratamento pode variar significativamente, dependendo da gravidade da condição, indo de meses a anos. Vale ressaltar que o transtorno de pânico é uma condição controlável, mas não tem uma cura completa. Psicoterapia - o acompanhamento com um profissional que ajudará a identificar os motivos e possíveis gatilhos dos ataques de pânico. A terapia trabalhará formas de lidar com os sintomas e até mesmo evitá-los. Medicamentos - muitas vezes desenvolvidos para pessoas que sofrem de depressão e ansiedade, os medicamentos para síndrome do pânico podem ser usados por semanas ou até mesmo anos, dependendo da orientação médica. TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO TOC é um transtorno psiquiátrico de ansiedade que tem como principal característica a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais – DSM V” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Em geral, os rituais se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa. Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. O tratamento de TOC pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam. A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica. ANOREXIA NERVOSA Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso corporal e que pode provocar problemas físicos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se enxerga obesa. Com medo de engordar ainda mais, exagera na atividade física, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos. Perda excessiva do peso; – Emagrecimento que acontece abruptamente; – Ansiedade em relação às calorias presentes nos alimentos; – Quantidade de atividade física exagerada; – Comentários depreciativos sobre o próprio corpo; – Depressão; – Pele e lábios constantemente secos; – Lanugo (pelos finos e alongados que crescem em certas partes do corpo); – Cansaço e fadiga constantes; – Falta de menstruação (para mulheres); – Disfunção erétil e diminuição da libido (nos homens) – Desmaios; – Tontura – Pressão arterial baixa e – Isolamento social. Uma vez diagnosticado um quadro de anorexia, a reintrodução dos alimentos deve ser gradativa, a fim de evitar maior sobrecarga cardíaca. Há casos em que se torna imprescindível a internação hospitalar para que a oferta gradual de calorias seja controlada por nutricionistas. Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a aliviar os sintomas depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento desses pacientes exige o trabalho de equipe multidisciplinar. BULIMIA NERVOSA Bulimia é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de consumo de grandes quantidadesde alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física. Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. São sintomas da bulimia nervosa: · Ingestão exagerada de alimentos em curtos períodos de tempo sem o aumento correspondente do peso corporal; · Vômitos autoinduzidos por inversão dos movimentos peristálticos ou colocando o dedo na garganta; · Uso indiscriminado de laxantes e diuréticos; · Dietas severas intermediadas por repentinas perdas de controle que levam à ingestão compulsiva de alimentos; · Distúrbios depressivos, de ansiedade, comportamento obsessivo-compulsivo, automutilação; · Flutuação de peso corpóreo; · Distorção da autoimagem e baixa autoestima. O tratamento da bulimia nervosa exige acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia cognitivo-comportamental tem mostrado bons resultados a longo prazo, especialmente quando associada ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor. Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Certamente, o empenho da sociedade para mudar certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza traria benefícios importantes para a saúde. TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA O transtorno da compulsão alimentar periódica é um transtorno alimentar caracterizado pelo consumo repetido de quantidades excepcionalmente grandes de alimentos (comer compulsivamente) acompanhado de um sentimento de perda de controle durante o episódio de compulsão alimentar. Os episódios de alimentação compulsiva não são seguidos por tentativas de compensar a ingestão excessiva de alimentos, por exemplo, livrando o corpo do excesso de alimento consumido (purgação). · Obesidade associada à clara e manifesta insatisfação com o peso. · Frequentes flutuações de peso ao longo de meses ou anos. · Uso de roupas muito largas para esconder a aparência física. · Sintomas depressivos. · Isolamento social. · Baixa autoestima. · Presença de comida escondida no quarto. · Restos ou migalhas de comida espalhados por locais inusitados da casa, como banheiros ou armários. · Sumiço frequente de comida da dispensa ou da geladeira. · Psicoterapia · Determinados antidepressivos e medicamentos estimulantes · Possivelmente medicamentos para redução de peso e supressores do apetite · Possivelmente, grupos de autoajuda e programas de redução de peso convencionais PERSONALIDADE PARANOIDE O transtorno de personalidade paranoide é um problema de saúde mental caracterizado por um padrão generalizado de desconfiança e suspeita injustificadas dos outros que engloba interpretar seus motivos como sendo hostis ou prejudiciais. · Uma vez que a pessoa com transtorno de personalidade paranoide suspeita que outras pessoas estão planejando explorá-la, enganá-la ou prejudicá-la, ela está sempre atenta a possíveis insultos, ofensas ou ameaças. · O médico diagnostica o transtorno de personalidade paranoide tomando por base sintomas específicos, incluindo desconfiança e suspeita em muitos aspectos da vida. A pessoa com transtorno de personalidade paranoide suspeita que os outros estão planejando explorá-la, enganá-la ou prejudicá-la. Ela acha que pode ser atacada em qualquer momento e sem nenhum motivo. Embora a pessoa tenha nenhuma ou pouca evidência, ela insiste em manter suas suspeitas e pensamentos. · -Terapia cognitivo-comportamental · -Às vezes, medicamentos - É possível que sejam receitados medicamentos, como antidepressivos e antipsicóticos mais modernos (de segunda geração) para tratar sintomas específicos. Os antipsicóticos de segunda geração podem ajudar a reduzir a ansiedade e a paranoia. PERSONALIDADE ESQUIZOIDE O transtorno da personalidade esquizoide é caracterizado por um padrão generalizado de distanciamento e desinteresse geral pelos relacionamentos sociais e uma gama limitada de emoções nas relações interpessoais. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com terapia cognitivo-comportamental. · Total desinteresse em construir uma família; · Postura indiferente mediante elogios ou críticas; · Desinteresse por experiências sexuais com o parceiro; · Falta de prazer e de motivação para realizar atividades rotineiras; · Ausência de amigos íntimos ou confidentes, exceto os parentes próximos; · Demonstração constante de frieza e distanciamento emocional e social; · Falta de interesse em estabelecer vínculos afetivos e relacionamentos íntimos; · Preferência por trabalhos que não dependam de interação com outros profissionais. · terapia em grupo; · Suporte psiquiátrico; · Tratamento psicológico; · Medicamentos que possuirão um enfoque específico para comorbidades subjacentes ou sintomas específicos a serem individualizados por um psiquiatra; · Tratamentos alternativos, como meditação, prática de ioga e musicoterapia. PERSONALIDADE ESQUIZOTÍPICA O transtorno de personalidade esquizotípica é um problema de saúde mental caracterizado por um padrão generalizado de desconforto intenso com relacionamentos íntimos e com capacidade reduzida para tal, por pensamento e percepções distorcidas e por comportamento excêntrico (estranho). · A pessoa com o transtorno de personalidade esquizotípica prefere não interagir com outros, porque acredita que é diferente e não faz parte do grupo. A pessoa com transtorno de personalidade esquizotípica não tem amigos ou confidentes, exceto parentes de primeiro grau. Ela se sente muito desconfortável em se relacionar com as pessoas. Ela interage com outros se for preciso, mas prefere não o fazer, porque acredita que é diferente e não faz parte do grupo. Contudo, é possível que ela diga que a falta de relacionamentos a torna infeliz. Ela fica muito ansiosa em situações sociais, especialmente aquelas desconhecidas. Passar mais tempo em uma situação não alivia a ansiedade. É possível que a pessoa com esse transtorno ignore convenções sociais comuns (por exemplo, não fazer contato visual) e, como ela não entende os indícios de interação social habituais, ela pode interagir com os outros de forma inadequada ou rígida. A pessoa com transtorno de personalidade esquizotípica tem maneiras estranhas de pensar, perceber e se comunicar. A seguir, alguns exemplos: · Ideias de referência: As pessoas com essas ideias acreditam que ocorrências comuns têm um significado especial só para elas. · Pensamento mágico: Pessoa pensa que tem um controle mágico sobre outras pessoas. Por exemplo, ela pode achar que consegue levar outras pessoas a fazer coisas comuns (por exemplo, alimentar o cão) ou que consegue realizar rituais mágicos para impedir danos (por exemplo, lavar as mãos três vezes pode prevenir doenças). · Paranoia: A pessoa sente desconfiança e suspeita e pensa incorretamente que outras pessoas estão querendo fazer-lhe mal ou prejudicá-la. · Poderes paranormais: A pessoa acredita ter poderes paranormais que lhe permitem detectar eventos antes que aconteçam ou ler a mente das outras pessoas. · -Medicamentos antipsicóticos e antidepressivos · -Terapia cognitivo-comportamental - O principal tratamento para o transtorno de personalidade esquizotípica é com medicamentos. Medicamentos antipsicóticos (utilizados para tratar a esquizofrenia) amenizam a ansiedade e outros sintomas. Antidepressivos mais recentes (de segunda geração) também podem ajudar a amenizar a ansiedade em pessoas com transtorno de personalidade esquizotípica.Terapia cognitivo-comportamental que dá enfoque à aquisição de habilidades sociais e manejar a ansiedade pode ajudar. Essa terapia também pode fazer com que a pessoa tenha mais conscientização sobre como seu próprio comportamento pode ser percebido. BODERLINE A síndrome de borderline, ou transtorno de personalidade borderline, é caracterizada por mudanças rápidas de humor, medo de ser abandonado pelos amigos ou parceiro, relacionamentos instáveis e comportamentos impulsivos. Este é um dos diferentes tipos de transtorno da personalidade e, embora não tenha uma causa específica, parece existir uma predisposição genética da pessoa. Além disso, é mais frequente em caso de histórico de maus tratos na infância e abuso de álcool pelos pais, por exemplo. · Instabilidade emocional e alterações bruscas de sentimentos; com momentos de tristeza, ansiedade e raiva; · Dificuldades para lidar com a raiva; · Relacionamentos instáveis e conflituosos; · Medo constante de abandono e rejeição; · Maior risco de automutilação e tentativas de suicídio; · Impulsividade; · Delírios e alucinações breves; · Distúrbios de autoimagem; · Sensação de vazio crônico. O tratamento envolve a psicoterapia e o uso de medicamentos para amenizar os sintomas. Vale destacar que não há medicamentos específicos para tratar o transtorno de personalidade borderline. Geralmente, são usados estabilizadores de humor e antidepressivos, que visam controlar os sentimentos de tristeza e ansiedade. Já a psicoterapia é recomendada para que o indivíduo consiga regular melhor suas emoções, se torne mais tolerante ao estresse e consiga ter estabilidade nos relacionamentos. PERSONALIDADE HISTRIÔNICA Transtorno de personalidade histriônica é “um padrão difuso de emocionalidade e busca de atenção em excesso que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos”. As causas são desconhecidas, mas podem ter relação com traumas na infância e problemas de relacionamento com os pais. Pacientes com transtorno de personalidade histriônica exigem continuamente que sejam o centro das atenções e muitas vezes ficam deprimidos quando não são. Eles são muitas vezes altamente dramáticos, entusiastas e paqueradores e, às vezes, encantam novos conhecidos. Esses pacientes muitas vezes se vestem e agem de forma inadequadamente sedutora e provocante, não apenas com potenciais interesses românticos, mas em muitos contextos (p. ex., trabalho, escola). Como seu desejo é impressionar os outros com sua aparência e, assim, eles frequentemente estão preocupados com sua imagem. · -Psicoterapia psicodinâmica A psicoterapia psicodinâmica, que focaliza os conflitos subjacentes, pode ser tentada. O terapeuta pode começar incentivando os pacientes a substituir o discurso pelo comportamento e, portanto, comunicar-se com os outros de uma forma menos dramática. Então, o terapeuta também pode ajudar os pacientes a perceber como seus comportamentos histriônicos são uma forma mal-adaptativa de atrair atenção dos outros e de gerenciar sua autoestima. PERSONALIDADE NARCISISTA O transtorno de personalidade narcisista é uma condição psiquiátrica complexa, que provoca no indivíduo um padrão generalizado de grandiosidade (sentem-se superiores aos outros), necessidade de atenção constante e adulação, além de falta de empatia. Esses comportamentos costumam causar relacionamentos conturbados. · Falta de empatia. Não conseguem ou não tentam reconhecer as necessidades e sentimentos alheios; · Grandiosidade. Exageram conquistas, buscam reconhecimentos mesmo sem merecerem e diminuem o outro constantemente; · Se acham especiais. Acreditam que são superiores e só podem se relacionar com pessoas igualmente “especiais”; · Exigem privilégios. Querem tratamento VIP em todos os lugares que frequentam; · São invejosos e acreditam que todos sentem inveja deles; · Não têm limites. Sonham com possibilidades ilimitadas de poder, sucesso e conquistas; · Querem aplausos. Buscam admiração constante e excessiva. Querem sempre elogios e reconhecimento, por exemplo; · Exploram os outros. Querem dedicação sem reciprocidade e mantêm relacionamentos que aumentam a sua autoestima; · São arrogantes. Monopolizam as conversas e ignoram quem consideram “inferiores”, são vaidosos e pretensiosos. Após a confirmação do diagnóstico, os pacientes são encaminhados para a psicoterapia. A terapia cognitiva-comportamental e a psicodinâmica costumam ser mais eficazes nesses casos. Algumas vezes, podem ser indicados medicamentos para as comorbidades, como ansiedade e depressão. JOGO PATOLÓGICO O Jogo Patológico pode ser definido como o comportamento recorrente de apostar em jogos de azar apesar das consequências negativas decorrentes desta atividade. O indivíduo perde o domínio sobre o jogo, tornando-se incapaz de controlar o tempo e o dinheiro gasto, mesmo quando está perdendo. Problemas no convívio social, que podem culminar em autoisolamento, por foco no vício ou visando evitar críticas alheias; 2. Perda do interesse pelas atividades que antes eram habituais, incluindo alimentação; 3. Descontrole dos impulsos, especialmente relacionados ao jogo; 4. Relacionamentos pessoais e familiares prejudicados. Psicoterapia Dentre as indicações de principais tratamentos está a psicoterapia. Ela permite que se identifique, trate e acompanhe fatores psicológicos que possam funcionar como gatilhos para o vício, tais como descontrole da impulsividade, não saber lidar com situações de frustração ou mesmo baixa autoestima. Grupos de apoio Outra opção entre as mais recomendadas é a participação do jogador compulsivo em grupos de apoio. A finalidade é oportunizar o contato com outras pessoas que entendem perfeitamente o que se passa com esse indivíduo, pois sentem na pele a mesma situação, o que pode acabar se tornando tanto uma fonte de compartilhamento de experiências como de inspiração a se cuidar e buscar superar o vício.