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produzir	respostas	muito	rápidas,	respostas-padrào,	para	que	você	não	tenha	que
pensar	em	tudo	para	responder	ou	agir,	para	que	não	tenha	que	depositar	a
atenção	e	consciência	em	tudo	o	que	vai	fazer,	o	que	levaria	bem	mais	tempo	e
exigiria	mais	esforço	mental.	Assim,	só	solicitamos	a	consciência	quando
necessário,	quando	não	temos	a	resposta-padrão	para	algo	novo	ou	quando	a
nossa	resposta-padrão	não	está	a	contento,
Como	dissemos	anteriormente,	a	formação	de	um	circuito	e	a	automatização
envolve	repetição,	treino,	reexposição	à	informação.	Na	maioria	das	vezes,
inicialmente	é	preciso	o	monitoramento	da	ação	através	da	atenção	e	da
consciência,	até	que	o	circuito	se	consolide	e	se	torne	automático.	Durante	esse
processo	de	monitoramento,	é	fortemente	recrutada	a	atuação	do	córtex	pré-
frontal	(o	ticket	para	a	área	vip,	lembra-se?),	depois	de	automatizados,	os
circuitos	são	regidos	principalmente	pelo	sistema	límbico,	de	modo	automático	e
padronizado,	e	não	exigem	mais	a	atuação	da	consciência.
Quando	os	circuitos	se	estabelecem,	passam	a	ser	hábitos	e	a	serem	executados
sem	esforço	mental.	No	entanto,	quando	se	deseja	mudar	esse	circuito,	mudar
um	comportamento	automatizado,	isso	exige	novamente	esforço	e
monitoramento	da	consciência.	Mas	nem	sempre	a	vontade	consciente	é
suficiente	diante	da	capacidade	do	cérebro	de	retornar	a	seus	padrões
automáticos.	Por	isso,	é	preciso	alinhar	a	mudança	de	hábitos	às	emoções,
transformá-la	em	algo	com	apelo	emocional,	alinhada	aos	valores,	desejos	e
anseios	da	pessoa	que	vivência	a	transformação.
Racionalizar	demais	não	ajuda	nos	momentos	em	que	a	emoção	toma	conta	e	aí
há	o	risco	de	retornar	aos	velhos	padrões	ou	cometer	deslizes,	voltando	a	agir	no
automático.	Racionalizar	é	importante	para	estabelecer	as	metas	e	o	foco	para
enganar	o	seu	cérebro	com	recompensas	emocionais	para	que	ele	se	mantenha	no
curso	da	mudança!	Mudar	é	possível,	seja	qual	for	o	hábito	a	ser	modificado,
mas	desde	que	haja	o	desejo	de	mudar,	a	persistência	e	que	o	novo	hábito	esteja
alinhado	às	emoções.
De	qualquer	forma,	nosso	cérebro	é	dotado	de	neuroplasticidade,	ou	seja,	está
sempre	pronto	a	desenvolver	novos	circuitos	e,	consequentemente,	aprender
coisas	novas	e	adquirir	novos	hábitos,	além	de	eliminar	os	antigos.	Isso	significa
dizer	que	o	cérebro	é	flexível	e	mutável,	embora	alguns	indivíduos	sejam	mais

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